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CONTEÚDO DE LÍNGUA PORTUGUESA Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA @empregosparauapebaspa SUMÁRIO 1 Leitura e interpretação de textos. ................................................................................................... 3 2. Gêneros e tipos de texto....................................................................................................................... 7 3. Ortografia: .....................................................................................................................................................15 Divisão silábica.........................................................................................................................................15 Acentuação gráfica ................................................................................................................................16 Emprego do sinal indicativo da crase .....................................................................................20 4. Estrutura e formação de palavras ...............................................................................................23 5. Classes de palavras, flexão e emprego ...................................................................................27 6. Sintaxe da oração e do período. ...................................................................................................54 7. Concordância nominal e verbal. ....................................................................................................61 8. Regência verbal e nominal; ..............................................................................................................63 9. Colocação Pronominal ...........................................................................................................................66 10. Semântica ...................................................................................................................................................69 Sinonímia......................................................................................................................................................69 Antonímia .....................................................................................................................................................70 Homonímia ..................................................................................................................................................70 Paronímia .....................................................................................................................................................71 Conotação E Denotação ....................................................................................................................71 Figuras De Sintaxe ................................................................................................................................73 Figuras De Pensamento.....................................................................................................................75 11. Pontuação....................................................................................................................................................78 12. Redação Oficial ........................................................................................................................................82 Oficio ................................................................................................................................................................92 CONTEÚDO DE LÍNGUA PORTUGUESA Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA @empregosparauapebaspa Exposição de Motivos .......................................................................................................................102 Mensagem.................................................................................................................................................106 Estrutura e organização de documentos oficiais .........................................................112 Requerimento.........................................................................................................................................112 Carta .............................................................................................................................................................115 Certidão ......................................................................................................................................................119 Declaração ................................................................................................................................................119 Memorando ..............................................................................................................................................121 Ata de Reunião ......................................................................................................................................124 Relatório .....................................................................................................................................................126 APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa 1 Leitura e interpretação de textos. A palavra texto vem do latim textum, que significa tecido, entrelaçamento. Essa origem aponta a ideia de que texto resulta de um trabalho de tecer, de entrelaçar várias partes menores a fim de se obter um todo inter- relacionado, um todo coeso e coerente. Os concursos, de uma forma geral, apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de necessitar de um bom léxico internalizado. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. Denotação e Conotação Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expressão gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma convenção. É baseado neste conceito de signo linguístico (significante + significado) que se constroem as noções de denotação e conotação. O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, o chamado sentido verdadeiro, real. Já a conotação é um sentido que só advém à palavra numa dada situação figurada, fantasiosa e que, para sua compreensão, depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. Os textos literários exploram bastante as construções de base conotativa, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações diferenciadas em seus leitores. Ainda com base no signo linguístico, encontra- se o conceito de polissemia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e esclareçam o sentido. Como Ler e Entender Bem um Texto O homem usa a língua porque vive em comunidades, nas quais tem necessidade de se comunicar, de estabelecer relações dos mais variados tipos, de obter deles reações ou comportamentos, interagindo socialmente por meio do seu discurso. Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativae de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extraem-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para resumir a idéia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça a memória visual, favorecendo o entendimento. Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva, há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes. No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momentos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa comprometida. Aqui não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica da fonte e na identificação do autor. A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exceto, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequada. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra alternativa mais completa. Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontextualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para ter ideia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta será mais consciente e segura. TEXTO LITERÁRIO: Conotação Figurado, subjetivo Pessoal TEXTO NÃO-LITERÁRIO: Denotação Claro, objetivo Informativo TIPOS DE COMPOSIÇÃO Descrição: descrever é representar verbalmente um objeto, uma pessoal, um lugar, mediante a indicação de aspectos característicos, de pormenores individualizantes. Requer observação cuidadosa, para tornar aquilo que vai ser descrito um modelo inconfundível. Não se trata de enumerar uma série de elementos, mas de captar os traços capazes de transmitir uma impressão autêntica. Descrever é mais que apontar, é muito mais que fotografar. É pintar, é criar. Por isso, impõe-se o uso de palavras específicas, exatas. Narração: é um relato organizado de acontecimentos reais ou imaginários. São seus elementos constitutivos: personagens, circunstâncias, ação; o seu núcleo é o incidente, o episódio, e o que a distingue da descrição é a presença de personagens atuantes, que estão quase sempre em conflito. A Narração envolve: a) Quem? Personagem; b) Quê? Fatos, enredo; c) Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos; d) Onde? O lugar da ocorrência; e) Como? O modo como se desenvolveram os acontecimentos; f) Por quê? A causa dos acontecimentos. Dissertação: dissertar é apresentar idéias, analisá-las, é estabelecer um ponto de vista baseado em argumentos lógicos; é estabelecer relações de causa e efeito. Aqui não basta expor, narrar ou descrever, é necessário explanar e explicar. O raciocínio é que deve imperar neste tipo de composição, e quanto maior a fundamentação argumentativa, mais brilhante será o desempenho. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao conhecimento, portanto, é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo, possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso, para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar ideias, de investigar as palavras. Para isso, devemos entender, primeiro, algumas definições importantes. É muito comum, entre os candidatos a um cargo público, a preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece porque lhes faltam informações específicas a respeito desta tarefa constante em provas relacionadas a concursos públicos. Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento de responder às questões relacionadas a textos. bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Texto é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz de produzir interação comunicativa (capacidade de codificar e decodificar). Contexto um texto é constituído por diversas frases. Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma frase for retirada de seu contexto original e analisada separadamente, poderá ter um significado diferente daquele inicial. Intertexto - comumente, os textos apresentam referências diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é a identificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na prova. Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a: 1. Identificar é reconhecer os elementos fundamentais de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo). 2. Comparar é descobrir as relações de semelhança ou de diferenças entre as situações do texto. 3. Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com uma realidade, opinando a respeito. 4. Resumir é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias em um só parágrafo. 5. Parafrasear é reescrever o texto com outras palavras. Condições básicas para interpretar Fazem-se necessários: a) Conhecimento histórico literário (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura e prática; b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e semântico; Observação na semântica (significado das palavras) incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre outros. c) Capacidade de observação e de síntese e d) Capacidade de raciocínio. Interpretar X compreender Interpretar significa: explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. Através do texto, infere-se que... É possível deduzir que... O autor permite concluir que... Qual é a intenção do autor ao afirmar que... Compreender significa: intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está escrito. o texto diz que... é sugerido pelo autor que... de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação... o narrador afirma... Erros de interpretação É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de erros de interpretação. Os mais frequentes são: a) Extrapolação (viagem) Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer pela imaginação. bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa b) Redução É o oposto da extrapolação.Dá-se atenção apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema desenvolvido. c) Contradição Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, consequentemente, errando a questão. Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o autor diz e nada mais. Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer e o que já foi dito. OBSERVAÇÃO São muitos os erros de coesão no dia-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a necessidade de adequação ao antecedente. Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber: que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, mas depende das condições da frase. qual (neutro) idem ao anterior. quem (pessoa) cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o objeto possuído. como (modo) onde (lugar) quando (tempo) quanto (montante) exemplo: Falou tudo QUANTO queria (correto) Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria aparecer o demonstrativo O). Dicas para melhorar a interpretação de textos: Para interpretar bem Todos têm dificuldades com interpretação de textos. Encare isso como algo normal, inevitável. Importante é enfrentar o problema e, com segurança, progredir. Aliás, progredir muito. Leia com atenção os itens abaixo. 1) Desenvolva o gosto pela leitura. Leia de tudo: jornais, revistas, livros, textos publicitários, listas telefônicas, bulas de remédios etc. Enfim, tudo o que estiver ao seu alcance. Mas leia com atenção, tentando, pacientemente, apreender o sentido. O mal é 2) Aumente o seu vocabulário. Os dicionários são amigos que precisamos consultar. 3) Faça exercícios de sinônimos e antônimos. Não se deixe levar pela primeira impressão. Há textos que metem medo. Na realidade, eles nos oferecem um mundo de informações que nos fornecerão grande prazer interior. Abra sua mente e seu coração para o que o texto lhe transmite, na qualidade de um amigo silencioso. 4) Ao fazer uma prova qualquer, leia o texto duas ou três vezes, atentamente, antes de tentar responder a qualquer pergunta. Primeiro, é preciso captar sua mensagem, entendê-lo como um todo, e isso não pode ser alcançado com uma simples leitura. Dessa forma, leia-o algumas vezes. A cada leitura, novas ideias serão assimiladas. Tenha a paciência necessária para agir assim. Só depois tente resolver as questões propostas. 5) As questões de interpretação podem ser localizadas (por exemplo, voltadas só para um determinado trecho) ou referir-se ao conjunto, APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa às ideias gerais do texto. No primeiro caso, leia não apenas o trecho (às vezes uma linha) referido, mas todo o parágrafo em que ele se situa. Lembre-se: quanto mais você ler, mais entenderá o texto. Tudo é uma questão de costume, e você vai acostumar se a agir dessa forma. Então - acredite nisso - alcançará seu objetivo. 6) Há questões que pedem conhecimento fora do texto. Por exemplo, ele pode aludir a uma determinada personalidade da história ou da atualidade, e ser cobrado do aluno ou candidato o nome dessa pessoa ou algo que ela tenha feito. Por isso, é importante desenvolver o hábito da leitura, como já foi dito. Procure estar atualizado, lendo jornais e revistas especializadas. 2. Gêneros e tipos de texto TIPOLOGIA TEXTUAL Narração Modalidade em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há uma relação de anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. Estamos cercados de narrações desde as que nos contam histórias infantis até às piadas do cotidiano. É o tipo predominante nos gêneros: conto, fábula, crônica, romance, novela, depoimento, piada, relato, etc. Descrição Um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou sentimentos. Não há relação de anterioridade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a imagem do objeto descrito. É fazer uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a que o texto se Pega. É um tipo textual que se agrega facilmente aos outros tipos em diversos gêneros textuais. Tem predominância em gêneros como: cardápio, folheto turístico, anúncio classificado, etc. Dissertação Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Dependendo do objetivo do autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo. Dissertação-Exposição Apresenta um saber já construído e legitimado, ou um saber teórico. Apresenta informações sobre assuntos, expõe, reflete, explica e avalia ideias de modo objetivo. O texto expositivo apenas expõe ideias sobre um determinado assunto. A intenção é informar, esclarecer. Ex: aula, resumo, textos científicos, enciclopédia, textos expositivos de revistas e jornais, etc. Dissertação-Argumentação Um texto dissertativo-argumentativo faz a defesa de ideias ou um ponto de vista do autor. O texto, além de explicar, também persuade o interlocutor, objetivando convencê-lo de algo. Caracteriza-se pela progressão lógica de ideias. Geralmente utiliza linguagem denotativa. É tipo predominante em: sermão, ensaio, monografia, dissertação, tese, ensaio, manifesto, crítica, editorial de jornais e revistas. bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce bruna Realce APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Injunção/Instrucional Indica como realizar uma ação. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria, empregados no modo imperativo, porém nota-se também o uso do infinitivo e o uso do futuro do presente do modo indicativo. Ex: ordens; pedidos; súplica; desejo; manuais e instruções para montagem ou uso de aparelhos e instrumentos; textos com regras de comportamento; textos de orientação (ex: recomendações de trânsito); receitas, cartões com votos e desejos (de natal, aniversário, etc.). OBS: Os tipos listados acima são um consenso entre os gramáticos. Muitos consideram também que o tipo Predição possui características suficientes para ser definido como tipo textual, e alguns outros possuem o mesmo entendimento para o tipo Dialogal. Predição Caracterizado por predizer algo ou levar o interlocutor a crer em alguma coisa, a qual ainda está por ocorrer. É o tipo predominante nos gêneros: previsões astrológicas, previsões meteorológicas, previsões escatológicas/apocalípticas. Dialogal / Conversacional Caracteriza-se pelo diálogo entre os interlocutores. É o tipo predominante nos gêneros: entrevista, conversa telefônica, chat, etc. GÊNEROS TEXTUAIS Os Gêneros textuais são as estruturas com que se compõem os textos, sejam eles orais ou escritos. Essas estruturas são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre muito parecidas, com características comuns, procuram atingir intenções comunicativas semelhantes e ocorrem em situações específicas. Pode-se dizer que se tratamdas variadas formas de linguagem que circulam em nossa sociedade, sejam eles formais ou informais. Cada gênero textual tem seu estilo próprio, podendo então, ser identificado e diferenciado dos demais através de suas características. Exemplos: Carta: quando se trata de "carta aberta" ou "carta ao leitor", tende a ser do tipo dissertativo argumentativo com uma linguagem formal, em que se escreve à sociedade ou a leitores. Quando se trata de "carta pessoal", a presença de aspectos narrativos ou descritivos e uma linguagem pessoal é mais comum. Propaganda: é um gênero textual dissertativo-expositivo onde há a o intuito de propagar informações sobre algo, buscando sempre atingir e influenciar o leitor apresentando, na maioria das vezes, mensagens que despertam as emoções e a sensibilidade do mesmo. Bula de remédio: é um gênero textual descritivo, dissertativo-expositivo e injuntivo que tem por obrigação fornecer as informações necessárias para o correto uso do medicamento. Receita: é um gênero textual descritivo e injuntivo que tem por objetivo informar a fórmula para preparar tal comida, descrevendo os ingredientes e o preparo destes, além disso, com verbos no imperativo, dado o sentido de ordem, para que o leitor siga corretamente as instruções. bruna Realce bruna Realce APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Tutorial: é um gênero injuntivo que consiste num guia que tem por finalidade explicar ao leitor, passo a passo e de maneira simplificada, como fazer algo. Editorial: é um gênero textual dissertativo-argumentativo que expressa o posicionamento da empresa sobre determinado assunto, sem a obrigação da presença da objetividade. Notícia: podemos perfeitamente identificar características narrativas, o fato ocorrido que se deu em um determinado momento e em um determinado lugar, envolvendo determinadas personagens. Características do lugar, bem como dos personagens envolvidos são, muitas vezes, minuciosamente descritos. Reportagem: é um gênero textual jornalístico de caráter dissertativo-expositivo. A reportagem tem, por objetivo, informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, com linguagem direta. Entrevista: é um gênero textual fundamentalmente dialogal, representado pela conversação de duas ou mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter informações sobre ou do entrevistado, ou de algum outro assunto. Geralmente envolve também aspectos dissertativo- expositivos, especialmente quando se trata de entrevista a imprensa ou entrevista jornalística. Mas pode também envolver aspectos narrativos, como na entrevista de emprego, ou aspectos descritivos, como na entrevista médica. História em quadrinhos: é um gênero narrativo que consiste em enredos contados em pequenos quadros através de diálogos diretos entre seus personagens, gerando uma espécie de conversação. Charge: é um gênero textual narrativo onde se faz uma espécie de ilustração cômica, através de caricaturas, com o objetivo de realizar uma sátira, crítica ou comentário sobre algum acontecimento atual, em sua grande maioria. Poema: trabalho elaborado e estruturado em versos. Além dos versos, pode ser estruturado em estrofes. Rimas e métrica também podem fazer parte de sua composição. Pode ou não ser poético. Dependendo de sua estrutura, pode receber classificações específicas, como haicai, soneto, epopeia, poema figurado, dramático, etc. Em geral, a presença de aspectos narrativos e descritivos são mais frequentes neste gênero. Poesia: é o conteúdo capaz de transmitir emoções por meio de uma linguagem , ou seja, tudo o que toca e comove pode ser considerado como poético (até mesmo uma peça ou um filme podem ser assim considerados). Um subgênero é a prosa poética, marcada pela tipologia dialogal. Gêneros literários: · Gênero Narrativo: Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos eram apenas o épico, o lírico e o dramático. Com o passar dos anos, o gênero épico passou a ser considerado apenas uma variante do gênero literário narrativo, devido ao surgimento de concepções de prosa com características diferentes: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula. Porém, praticamente todas as obras narrativas possuem elementos estruturais e estilísticos em comum e devem responder a questionamentos, como: quem? o que? quando? onde? por quê? Vejamos a seguir: Épico (ou Epopeia): os textos épicos são geralmente longos e narram histórias de um povo ou de uma nação, envolvem aventuras, guerras, viagens, gestos heroicos, etc. Normalmente apresentam APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa um tom de exaltação, isto é, de valorização de seus heróis e seus feitos. Dois exemplos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisseia, de Homero. Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos e de caráter mais verossímil. Também conta as façanhas de um herói, mas principalmente uma história de amor vivida por ele e uma mulher, muita casal vive sua paixão proibida, física, adúltera, pecaminosa e, por isso, costuma ser punido no final. É o tipo de narrativa mais comum na Idade Média. Ex: Tristão e Isolda. Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a brevidade do conto. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, de Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka. Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras, anedotas e até folclores. Inicialmente, fazia parte da literatura oral. Boccacio foi o primeiro a reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão. Diversos tipos do gênero textual conto surgiram na tipologia textual narrativa: conto de fadas, que envolve personagens do mundo da fantasia; contos de aventura, que envolvem personagens em um contexto mais próximo da realidade; contos folclóricos (conto popular); contos de terror ou assombração, que se desenrolam em um contexto sombrio e objetivam causar medo no expectador; contos de mistério, que envolvem o suspense e a solução de um mistério. Fábula: é um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil. As personagens principais não SÃO humanos e a finalidade é transmitir alguma lição de moral. Crônica: é uma narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial. Pode ter um tom humorístico ou um toque de crítica indireta, especialmente, quando aparece em seção ou artigo de jornal, revistas e programas da TV.. Crônica narrativo-descritiva: Apresenta alternância entre os momentos narrativos e manifestos descritivos. Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico, filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute em formalidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico. Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago e Ensaio sobre a tolerância, de John Locke. · Gênero Dramático: Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse tipo de texto, não há um narrador papéis das personagens nas cenas. Tragédia: é a representação de um fato trágico, suscetível de provocar compaixão e terror. Aristóteles afirmava que a tragédia era "uma representação duma ação grave, de alguma extensão e completa, em linguagem figurada, com atores agindo, não narrando, inspirando dó e terror". Ex: Romeu e Julieta, de Shakespeare. Farsa: é uma pequena peça teatral, de caráter ridículo e caricatural, que critica a sociedade e seus costumes; baseia-se no lema latino ridendo castigat mores (rindo, castigam-se os costumes). A farsa APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa consiste no exagero do cômico, graçasao emprego de processos grosseiros, como o absurdo, as incongruências, os equívocos, os enganos, a caricatura, o humor primário, as situações ridículas. Comédia: é a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento comum, de riso fácil. Sua origem grega está ligada às festas populares. Tragicomédia: modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. Originalmente, significava a mistura do real com o imaginário. Poesia de cordel: texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo linguístico e cultural nordestinos, fatos diversos da sociedade e da realidade vivida por este povo. · Gênero Lírico: É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no poema e que nem sempre corresponde à do autor) exprime suas emoções, ideias e impressões em face do mundo exterior. Normalmente os pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e há o predomínio da função emotiva da linguagem. Elegia: é um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a morte é elevada como o ponto máximo do texto. O emissor expressa tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte. É um poema melancólico. Um bom exemplo é a peça Roan e yufa, de william shakespeare. Epitalâmia: é um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites românticas com poemas e cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais. Ode (ou hino): é o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à pátria (e aos seus símbolos), às divindades, à mulher amada, ou a alguém ou algo importante para ele. O hino é uma ode com acompanhamento musical; Idílio (ou écloga): é o poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem à natureza, às belezas e às riquezas que ela dá ao homem. É o poema bucólico, ou seja, que expressa o desejo de desfrutar de tais belezas e riquezas ao lado da amada (pastora), que enriquece ainda mais a paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um idílio com diálogos (muito rara); Sátira: é o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém ou a algo, em tom sério ou irônico. Acalanto: ou canção de ninar; Acróstico: (akros = extremidade; stikos = linha), composição lírica na qual as letras iniciais de cada verso formam uma palavra ou frase; Balada: uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas de amigos (elegias) com ritmo característico e refrão vocal que se destinam à dança; Canção (ou Cantiga, Trova): poema oral com acompanhamento musical; Gazal (ou Gazel): poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente médio; APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Haicai: de três versos que somam 17 sílabas assim distribuídas: 1° verso= 5 sílabas; 2° verso = 7 sílabas; 3° verso 5 sílabas; Soneto: é um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quartetos e dois tercetos, com rima geralmente em a-ba-b a-b-b-a c-d-c d-c-d. Vilancete: são as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de escárnio e de maldizer); satíricas, portanto. Gêneros discursivos Os Gêneros textuais (discursivos) são as estruturas com que se compõem os textos, sejam eles orais ou escritos. Essas estruturas são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre muito parecidas, com características comuns, procuram atingir intenções comunicativas semelhantes e ocorrem em situações específicas. Pode-se dizer que se tratam das variadas formas de linguagem que circulam em nossa sociedade, sejam eles formais ou informais. Cada gênero textual tem seu estilo próprio, podendo então, ser identificado e diferenciado dos demais através de suas características. Exemplos: Carta: quando se trata de "carta aberta" ou "carta ao leitor", tende a ser do tipo dissertativo- argumentativo com uma linguagem formal, em que se escreve à sociedade ou a leitores. Quando se trata de "carta pessoal", a presença de aspectos narrativos ou descritivos e uma linguagem pessoal é mais comum. Propaganda: é um gênero textual dissertativo-expositivo onde há a o intuito de propagar informações sobre algo, buscando sempre atingir e influenciar o leitor apresentando, na maioria das vezes, mensagens que despertam as emoções e a sensibilidade do mesmo. Bula de remédio: é um gênero textual descritivo, dissertativo-expositivo e injuntivo que tem por obrigação fornecer as informações necessárias para o correto uso do medicamento. Receita: é um gênero textual descritivo e injuntivo que tem por objetivo informar a fórmula para preparar tal comida, descrevendo os ingredientes e o preparo destes, além disso, com verbos no imperativo, dado o sentido de ordem, para que o leitor siga corretamente as instruções. Tutorial: é um gênero injuntivo que consiste num guia que tem por finalidade explicar ao leitor, passo a passo e de maneira simplificada, como fazer algo. Editorial: é um gênero textual dissertativo-argumentativo que expressa o posicionamento da empresa sobre determinado assunto, sem a obrigação da presença da objetividade. Notícia: podemos perfeitamente identificar características narrativas, o fato ocorrido que se deu em um determinado momento e em um determinado lugar, envolvendo determinadas personagens. Características do lugar, bem como dos personagens envolvidos são, muitas vezes, minuciosamente descritos. Reportagem: é um gênero textual jornalístico de caráter dissertativo-expositivo. A reportagem tem, por objetivo, informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, com linguagem direta. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Entrevista: é um gênero textual fundamentalmente dialogal, representado pela conversação de duas ou mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter informações sobre ou do entrevistado, ou de algum outro assunto. Geralmente envolve também aspectos dissertativo- expositivos, especialmente quando se trata de entrevista a imprensa ou entrevista jornalística. Mas pode também envolver aspectos narrativos, como na entrevista de emprego, ou aspectos descritivos, como na entrevista médica. História em quadrinhos: é um gênero narrativo que consiste em enredos contados em pequenos quadros através de diálogos diretos entre seus personagens, gerando uma espécie de conversação. Charge: é um gênero textual narrativo onde se faz uma espécie de ilustração cômica, através de caricaturas, com o objetivo de realizar uma sátira, crítica ou comentário sobre algum acontecimento atual, em sua grande maioria. Poema: trabalho elaborado e estruturado em versos. Além dos versos, pode ser estruturado em estrofes. Rimas e métrica também podem fazer parte de sua composição. Pode ou não ser poético. Dependendo de sua estrutura, pode receber classificações específicas, como haicai, soneto, epopeia, poema figurado, dramático, etc. Em geral, a presença de aspectos narrativos e descritivos são mais frequentes neste gênero. Poesia: é o conteúdo capaz de transmitir emoções por meio de uma linguagem , ou seja, tudo o que toca e comove pode ser considerado como poético (até mesmo uma peça ou um filme podem ser assim considerados). Um subgênero é a prosa poética, marcada pela tipologia dialogal. Canção: possui muitas semelhanças com o gênero poema, como a estruturação em estrofes e as rimas. Ao contrário do poema, costuma apresentar em sua estrutura um refrão, parte da letra que se repete ao longo do texto, e quase sempre tem uma interação direta com os instrumentos musicais. A tipologia narrativa tem prevalência neste caso. Adivinha: é um gênero cômico, o qual consiste em perguntas cujas respostas exigem algum nível de engenhosidade. Predominantemente dialogal. Anais: um registro da história resumido, estruturado ano a ano. Atualmente, é utilizado para publicações científicas ou artísticas que ocorram de modo periódico, não necessariamente a cada ano. Possui caráter fundamentalmente dissertativo. Anúncio publicitário: utiliza linguagem apelativa para persuadir o público a desejar aquilo que é oferecido pelo anúncio. Pormeio do uso criativo das imagens e da linguagem, consegue utilizar todas as tipologias textuais com facilidade. Boletos, faturas, carnês: predomina o tipo descrição nestes casos, relacionados a informações de um indivíduo ou empresa. O tipo injuntivo também se manifesta, através da orientação que cada um traz. Profecia: em geral, estão em um contexto religioso, e tratam de eventos que podem ocorrer no futuro da época do autor. A predominância é a do tipo preditivo, havendo também características dos tipos narrativo e descritivo. Domínio Principal Gêneros textuais APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Científico Artigo científico, Verbete de enciclopédia, Nota de aula, Nota de rodapé, Tese, Dissertação, Trabalho de conclusão, Biografia, Patente, Tabela, Mapa, Gráfico, Resumo, Resenha Jornalístico Editorial, Notícia, Reportagem, Artigo de opinião, Entrevista, Anúncio, Carta ao leitor, Resumo de novela, Capa de revista, Expediente, Errata, Programação semanal, Debate Religioso Oração, Reza, Lamentação, Catecismo, Homilia, Cântico religioso, Sermão Comercial Nota de venda, Nota de compra, Fatura, Anúncio, Comprovante de pagamento, Nota promissória, Nota fiscal, Boleto, Código de barras, Rótulo, Logomarca, Comprovante de renda, Curriculum vitae Instrucional Receita culinária, Manual de instrução, Manual de montagem Regra de jogo, Roteiro de viagem, Contrato, Horóscopo, Formulário, Edital, Placa, Catálogo, Glossário, Receita médica, Bula de remédio, Jurídico Contrato, Lei, Regimento, Regulamento, Estatuto, Norma, Certidão, Atestado, Declaração, Alvará, Parecer, Certificado, Diploma, Edital, Documento pessoal, Boletim de ocorrência Publicitário Propaganda, Anúncio, Cartaz, Folheto, Logomarca, Endereço postal Humorístico Piada, Adivinha, Charge, Interpessoal Carta pessoal, Carta comercial, Carta aberta, Carta do leitor, Carta oficial, Carta convite, Bilhete, Ata Telegrama, Agradecimento, Convite, Advertência, Bate-papo, Aviso, Informe, Memorando, Mensagem, Relato, Requerimento, Petição, Ordem, E-mail, Ameaça, Fofoca, Entrevista médica Ficcional Poema, Conto, Mito, Peça de teatro, Lenda, Fábula, Romance, Drama, Crônica, História em quadrinhos, RPG APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa 3. Ortografia: Divisão silábica A divisão silábica é feita de acordo com a quantidade de fonemas pronunciados em uma única emissão sonora. As sílabas têm as vogais em sua base e são divididas de acordo com os fonemas pronunciados em uma única emissão sonora. Como sabemos, as sílabas são fonemas pronunciados por meio de uma única emissão de voz e também que a base das sílabas da língua portuguesa são as vogais: a - e - i - o - u. Assim, todo fonema pronunciado em uma única emissão de voz tem, pelo menos, uma vogal. É importante ressaltarmos que, em algumas palavras, os fonemas /i/ e /u/ não são vogais, já que aparecem apoiados a outra(s) vogal(is), formando uma só emissão de voz (uma sílaba). Essas vogais que apoiam as outras são chamadas de semivogais. O que diferencia as vogais das semivogais é o fato de que as últimas não desempenham o papel de núcleo silábico duas sílabas (dissílaba), sendo a segunda formada por uma vogal (a) e por uma semivogal (i). A par dessas informações, podemos afirmar que, para saber o número de sílabas que compõem as palavras, basta identificar quantas vogais há nessa palavra. Vejamos os exemplos: pipoca pi po ca (emissão de três fonemas sequenciais que estão ligados a vogais); aparelho a pa re lho (emissão de quatro fonemas sequenciais que estão ligados a vogais); pernambucana per nam bu ca - na (emissão de cinco fonemas sequenciais que estão ligados a vogais. Classificação das palavras quanto ao número de sílabas Monossílabas: palavras que possuem apenas uma sílaba: pé, flor, mão. Dissílabas: palavras que possuem duas sílabas: balão (ba-lão); suco (su-co); santo (san- to). Trissílabas: palavras que possuem três sílabas: hóspede (hós-pe-de); lareira (la-rei-ra); sapato (sa-pa-to). Polissílabas: palavras que possuem quatro ou mais sílabas: literatura (li-te-ra-tu-ra); amaciante (a-ma-ci-an-te); sambódromo (sam-bódro-mo). Divisão silábica Os dígrafos ch , lh , nh , gu e qu devem pertencer a uma única sílaba: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa chu va o lho fe - char que ri do vo - zi nho Os dígrafos sílabas diferentes. car ro - ça as sas si no cres cer nas ceu ex ce ção Ditongos e tritongos devem permanecer na mesma sílaba. U ru guai ba lai o Os hiatos devem ser separados em duas sílabas distintas. di a ca de a do ba ú Os encontros consonantais devem ser separados, exceto aqueles cuja segunda consoante é to blu sa cla - ro tra - go Os encontros consonantais que iniciam palavras são mantidos juntos na divisão silábica. pneu má ti co gno mo Acentuação gráfica As palavras podem conter uma ou mais sílabas. E ao pronunciá-las, temos a tendência em proferi- las pronunciará com mais força uma das sílabas, no caso [ka]. Por que fazemos isso? Simplesmente porque a oralidade não é um sistema de uma única entonação. Tal como a música, precisamos destacar partes de sons para manter a atenção do ouvinte. Imagine se falássemos todas as palavras utilizando uma única modulação?. Esta sílaba que entoamos com maior ênfase a chamamos de sílaba tônica, já que é nela que recai a tonicidade, o som que mais se destaca ao pronunciar uma palavra. A gramática também nomeia esse acento tônico como pro-sódico, pois está ligado à emissão dos sons na fala. Todas as palavras com mais de uma sílaba possuem uma e somente uma sílaba tônica, como podemos verificar nesses exemplos: úmido, ideia, cadeira, jacaré. Importante destacar que o acento tônico é um fenômeno fonético, pois referente à fala. Entretanto, quando passamos a linguagem para outro registro, o da escrita, muitas vezes há a necessidade de enfatizar tal acento na própria grafia, já que pode surgir erro de tonicidade. Na origem da grafia, muitas palavras que não eram do uso comum dos falantes passaram a receber o acento gráfico a fim de reforçar textualmente o modo de pronunciá-las. Assim sendo, há palavras que não recebem acento gráfico, como porta, cortina, urubu, e outras que sim, como tônico, amável, paralelepípedo. Se em uma palavra há uma sílaba mais forte, como chamamos as pronunciadas com menos intensidade? A gramática denomina sílabas átonas as mais fracas, que podem ser pretônicas ou postônicas dependendo de sua posição frente a sílaba tônica. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Em uma palavra com mais de uma sílaba, portanto, haverá sempre uma com maior destaque fonético, a sílaba tônica. Entretanto, a ênfase em uma sílaba possui também regras impostas pela própria fala. Por maior que seja um vocábulo, há apenas três modos de emitir tonicidade: ênfase na última sílaba (oxítona), penúltima (paroxítona) ou antepenúltima (proparoxítona): OXÍTONAS: palavras que apresentam a última sílaba tônica, tais como jacaré, também, amor, rapaz. PAROXÍTONAS: possuem a penúltima sílaba tônica, como táxi, caráter, heroico, porta. Vale destacar que a língua portuguesa é basicamente paroxítona, devido à maior quantidade de palavras com essa característica. PROPAROXÍTONAS: fenômeno menos comum, são as palavras que apresentam a antepenúltima sílaba tônica. Alguns exemplos de proparoxítonas: exército, pêndulo, quilômetro. A Língua Portuguesa também apresenta palavras com uma única sílaba, as quais chamamos de monossílabos. Estes são pronunciados com menor ou maior ênfase e, por isso, podem ser átonos ou tônicos: Monossílabos átonos: sãos os enunciados com menor intensidade e, por serem constituídos por uma única sílaba, são dependentes foneticamente da palavra a qual se apoiam, tornando-se praticamente uma sílaba da mesma. As preposições, conjunções, artigos e pronomes oblíquos átonosinte - foneticamente á palavra amar. Monossílabos tônicos: proferidos com maior ênfase, possuem independência fonética: má, mim, eu, tu, mar, céu. OXÍTONAS: Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em a, e, o sofás, crachás, jacarés, filé, purê, dominó, cipós, metrô ditongo nasal -ém, -éns: mantém, ninguém, ditongos abertos -ói, -éu, - herói, troféu, fiéis. PAROXÍTONAS: Acentuam-se as paroxítonas terminadas em: r: ímpar, cadáver l : réptil, têxtil n: éden, hífen x xérox, tórax ps bíceps, fórceps ã, ãs, ão, ãos órgão, órfã, órgãos um, uns, om, ons álbum, fóruns, prótons us vírus, bônus i, is, júri, tênis ei, eis jóquei, jóquei As paroxítonas e os erros de prosódia APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Algumas palavras são acentuadas ou pronunciadas de maneira equivocada, não respeitando sua tonicidade. É o que chamamos de erros de entonação ou de prosódia, e que geralmente transformam paroxítonas em proparoxítonas: 3) PROPAROXÍTONAS Por se tratar de um fenômeno mais raro de entonação das palavras, temos a tendência de pronunciar erroneamente as palavras com a antepenúltima sílaba tônica. Por isso mesmo todas as proparoxítonas devem ser acentuadas para evitar esse equívoco. Exemplos: xícara, úmido, colocávamos, término, lógico. Obs. Caso a vogal tônica for fechada ou nasal usa-se o acento circunflexo: côncavo, estômago, sonâmbulo. ACENTUAÇÃO DOS MONOSSÍLABOS: Acentuam-se os monossílabos terminados em: a, as: má, já, lá, cá, pás e, es: crê, vês, pé o, os: nós, nós, dó, pô-lo ACENTUAÇÃO DOS DITONGOS E A NOVA ORTOGRAFIA Segundo o Novo Acordo Ortográfico do Português, não são mais acentuados ditongos abertos em palavras paroxítonas: ACENTUAÇÃO DOS HIATOS Chamamos de hiato o encontro de duas vogais em uma palavra que, no entanto, não fazem parte da mesma sílaba. A maior parte dos hiatos não são acentuados, mas alguns levam acento para evitar erros de pronúncia. recorde récorde libido líbido pudico púdico filantropo filântropo Correto Errado rubrica rúbrica Como era Como é agora heróico heroico idéia ideia jibóia jiboia apóia apoia paranóico paranoico APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Acentuam- cafeína balaústre saúde saída saúva No entanto, há uma exceção. Não são acentuados os hia rainha, moinho, ruim, amendoim, ainda. Também evitamos acentuação em hiatos que não formam Segundo o Novo Acordo Ortográfico do Português, não são mais acentuados os hiatos que vêm voo, creem, veem. EMPREGO do TIL indicar nasalização, som que sai pela boca e nariz. Tal sinal não se sobrepõe em sílabas tônicas somente, podendo também estar em sílabas pretônicas ou átonas: Exemplos: órgão, órfã, O ACENTO DIFERENCIAL Como o próprio nome diz, o acento diferencial tem como função marcar uma diferença. Há muitas palavras no português que são homógrafas, ou seja, que possuem a mesma grafia e, por isso, é necessário um sinal distintivo para que não surjam equívocos. Vejamos: a) Pôde Pretérito perfeito do indicativo b) Pode Presente do indicativo c) Pôr Verbo d) Por preposição É facultativo o uso do acento diferencial para distinguir as palavras forma e fôrma. Imagine a frase: qual a forma da fôrma de torta que você comprou? O Novo Acordo Ortográfico do Português aboliu alguns acentos diferenciais, tais como em pelo (preposição) e pêlo (substantivo), pára (verbos) e para (preposição): O pelo do gato está crescendo muito. Vá pelo caminho mais curto. Ele para para pensar. TREMA segundo a Nova Ortografia, não se deve mais usar essa marcação. A partir de agora as pala- vras são assim grafadas: Frequentar, linguiça, linguística, bilíngue, cinquenta, aguentar. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Emprego do sinal indicativo da crase A crase caracteriza-se como a fusão de duas vogais idênticas, relacionadas ao emprego da p estes em que tal fusão se encontra demarcada pelo acento grave (`): à(s), àquela, àquele, àquilo, à qual, às quais. Trata-se de uma particularidade gramatical de relevante importância, dado o seu uso de modo frequente. Diante disso, compreendermos os aspectos que lhe são peculiares, bem como sua correta utilização é, sobretudo, sinal de competência linguística, em se tratando dos preceitos conferidos pelo padrão formal que norteia a linguagem escrita. Há que se mencionar que esta competência linguística, a qual se restringe a crase, está condicionada aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal e nominal, mais precisamente ao termo regente e termo regido. Ou seja, o termo regente é o verbo ou nome que exige complemento regido pela egente, admitindo a anteposição do artigo a(s). Como explicitamente nos revela os exemplos a seguir: Refiro-me a(a) funcionária antiga, e não a(a)quela contratada recentemente. Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela contratada recentemente. Notamos que o verbo referir, analisado de acordo com sua transitividade, classifica-se como transitivo indireto, pois sempre nos referimos a alguém. Constatamos que o fenômeno se aplicou mediante os casos anteriormente mencionados, ou seja, fusão da preposição a + o artigo feminino (à) e com o artigo feminino a + o pronome demonstrativo aquela (àquela). A fim de ampliarmos nossos conhecimentos sobre as circunstâncias em que se requer ou não o uso da crase, analisaremos: # O termo regente deve prescindir-s (s): Exemplos: As informações foram solicitadas à diretora. (preposição + artigo) Nestas férias, faremos uma visita à Bahia. (preposição + artigo) Observação importante: Alguns recursos nos servem de subsídios para que possamos confirmar a ocorrência ou não da crase. Eis alguns deles: a) Substitui-se a palavra feminina por uma masculina equivalente. Caso ocorra a combinação a+o(s), a crase está confirmada. Exemplos: As informações foram solicitadas à diretora. As informações foram solicitadas ao diretor. b) No caso de nomes próprios geográficos, substitui-se o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso Exemplos: Faremos uma visita à Bahia. Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada) APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Não me esqueço da viagem a Roma. Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos jamais vividos. Atenção: c) Nas situações em que o nome geográfico apresentar-se modificado por um adjunto adnominal, a crase está confirmada. Exemplos: Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades de suas praias. # A letra dos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo Exemplos: Entregamos a encomenda àquela menina. (preposição + pronome demonstrativo) Iremos àquela reunião. (preposição + pronome demonstrativo) Sua história é semelhante às que eu ouvia quando criança. (àquelas que eu ouvia quando criança) (preposição + pronome demonstrativo) (adverbiais, prepositivas e conjuntivas) recebe o acento grave: Exemplos: * locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às pressas, à vontade... * locuções prepositivas: à frente, à espera de, à procura de... * Locuções conjuntivas: à proporção que, à medida que. Casos passíveis de nota: * Em virtude da heterogênea posição entre autores, o uso da crase torna-se optativo quando se referir a locuções adverbiais que representem meio ou instrumento. Exemplos: O marginal foi morto a bala pelos policiais. (Poderíamos dizer que ele foi morto a tiro) Marcela redige todos os seus trabalhos a máquina. (Poderia ser a lápis) Constata-se o uso da crase se as locuções prepositivas à moda de, à maneira de apresentarem-se implícitas, mesmo diante de nomes masculinos. Exemplos: Tenho compulsão por comprar sapatos à Luis XV. (à moda de Luís XV) Na praia de Copacabana, observamos a queima de fogos a distância. Entretanto, se o referido termo se constituir de forma determinada, teremos uma locução prepositiva. Mediante tal ocorrência, a crase está confirmada.Exemplo: O pedestre foi arremessado à distância de cem metros. - De modo a evitar o duplo sentido, faz se necessário o emprego da crase. Exemplo: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Ensino à distância. Ensino a distância. # Em locuções adverbiais formadas por palavras repetidas, não há ocorrência da crase. Exemplo: Ela ficou frente a frente com o agressor. Casos em que não se admite o emprego da crase: # Antes de vocábulos masculinos. Exemplos: As produções escritas a lápis não serão corrigidas. Esta caneta pertence a Pedro. # Antes de verbos no infinitivo. Exemplos: Ele estava a cantar quando seu pai apareceu repentinamente. No momento em que preparávamos para sair, começou a chover. # Antes de numeral. Exemplo: Chegou a cento e vinte o número de feridos daquele acidente. Observação: Nos casos em que o numeral indicar horas, configurar-se-á como uma locução adverbial feminina, ocorrendo, portanto, a crase. Os passageiros partirão às dezenove horas. Diante de numerais ordinais femininos a crase está confirmada, visto que estes não podem ser empregados sem o artigo. As saudações foram direcionadas à primeira aluna da classe. # Antes da palavra casa, quando essa não se apresentar determinada. Exemplo: Chegamos todos exaustos a casa. Entretanto, se a palavra casa vier acompanhada de um adjunto adnominal, a crase estará confirmada. Chegamos todos exaustos à casa de Marcela. do essa indicar chão firme. Exemplo: Quando os navegantes regressaram a terra, já era noite. Contudo, se o referido termo estiver precedido por um determinante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá a crase. Paulo viajou rumo à sua terra natal. # Quando os pronomes indefinidos substantivo, não ocorrerá a crase. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Exemplo: Caso esteja certo, não se submeta a humilhação. (a qualquer humilhação) # Antes de pronomes que requerem o uso do artigo. Exemplos: Os livros foram entregues a mim. Dei a ela a merecida recompensa. Observação: Pelo fato de os pronomes de tratamento relativos à senhora, senhorita e madame admitirem artigo, preposição. Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia. 4. Estrutura e formação de palavras Estudar a estrutura das palavras é estudar os elementos que formam a palavra, denominados de morfemas. São os seguintes os morfemas da Língua Portuguesa. Radical O que contém o sentido básico do vocábulo. Aquilo que permanecer intacto, quando a palavra for modificada. Ex. falar, comer, dormir, casa, carro. Obs: Em se tratando de verbos, descobrese o radical, retirando-se a terminação AR, ER ou IR. Vogal Temática Nos verbos, são as vogais A, E e I, presentes à terminação verbal. Elas indicam a que conjugação o verbo pertence: 1ª conjugação = Verbos terminados em AR. 2ª conjugação = Verbos terminados em ER. 3ª conjugação = Verbos terminados em IR. Obs.: O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, já que proveio do antigo verbo poer. Nos substantivos e adjetivos, são as vogais A, E, I, O e U, no final da palavra, evitando que ela termine em consoante. Por exemplo, nas palavras meia, pente, táxi, couro, urubu. * Cuidado para não confundir vogal temática de substantivo e adjetivo com desinência nominal de gênero, que estudaremos mais à frente. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Tema É a junção do radical com a vogal temática. Se não existir a vogal temática, o tema e o radical serão o mesmo elemento; o mesmo acontecerá, quando o radical for terminado em vogal. Por exemplo, em se tratando de verbo, o tema sempre será a soma do radical com a vogal temática - estuda, come, parti; em se tratando de substantivos e adjetivos, nem sempre isso acontecerá. Vejamos alguns exemplos: No substantivo pasta, past é o radical, a, a vogal temática, e pasta o tema; já na palavra leal, o radical e o tema são o mesmo elemento - leal, pois não há vogal temática; e na palavra tatu também, mas agora, porque o radical é terminado pela vogal temática. Desinências É a terminação das palavras, flexionadas ou variáveis, posposta ao radical, com o intuito de modificá-las. Modificamos os verbos, conjugando-os; modificamos os substantivos e os adjetivos em gênero e número. Existem dois tipos de desinências: Desinências verbais Modo-temporais = indicam o tempo e o modo. São quatro as desinências modo-temporais: -va- e -ia-, para o Pretérito Imperfeito do Indicativo = estudava, vendia, partia. -ra-, para o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo = estudara, vendera, partira. -ria-, para o Futuro do Pretérito do Indicativo = estudaria, venderia, partiria. -sse-, para o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo = estudasse, vendesse, partisse. Número-pessoais = indicam a pessoa e o número. São três os grupos das desinências número pessoais. Grupo I: i, ste, u, mos, stes, ram, para o Pretérito Perfeito do Indicativo = eu cantei, tu cantaste, ele cantou, nós cantamos, vós cantastes, eles cantaram. Grupo II: -, es, -, mos, des, em, para o Infinitivo Pessoal e para o Futuro do Subjuntivo = Era para eu cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos, vós cantardes, eles cantarem. Quando eu puser, tu puseres, ele puser, nós pusermos, vós puserdes, eles puserem. Grupo III: -, s, -, mos, is, m, para todos os outros tempos = eu canto, tu cantas, ele canta, nós cantamos, vós cantais, eles cantam. Desinências nominais de gênero = indica o gênero da palavra. A palavra terá desinência nominal de gênero, quando houver a oposição masculino - feminino. Por exemplo: cabeleireiro - cabeleireira. A vogal a será desinência nominal de gênero sempre que indicar o feminino de uma palavra, mesmo que o masculino não seja terminado em o. Por exemplo: crua, ela, traidora. de número = indica o plural da palavra. É a letra s, somente quando indicar o plural da palavra. Por exemplo: cadeiras, pedras, águas. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Afixos: São elementos que se juntam a radicais para formar novas palavras. São eles: Prefixo: É o afixo que aparece antes do radical. Por exemplo destampar, incapaz, amoral. Sufixo: É o afixo que aparece depois do radical, do tema ou do infinitivo. Por exemplo pensamento, acusação, felizmente. Vogais e consoantes de ligação: São vogais e consoantes que surgem entre dois morfemas, para tornar mais fácil e agradável a pronúncia de certas palavras. Por exemplo flores, bambuzal, gasômetro, canais. Formação das palavras Para analisar a formação de uma palavra, deve-se procurar a origem dela. Caso seja formada por apenas um radical, diremos que foi formada por derivação; por dois ou mais radicais, composição. São os seguintes os processos de formação de palavras: Derivação: Formação de novas palavras a partir de apenas um radical. Derivação Prefixal Acréscimo de um prefixo à palavra primitiva; também chamado de prefixação. Por exemplo: antepasto, reescrever, infeliz. Derivação Sufixal Acréscimo de um sufixo à palavra primitiva; também chamado de sufixação. Por exemplo: felizmente, igualdade, florescer. Derivação Prefixal e Sufixal Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, em tempos diferentes; também chamado de prefixação e sufixação. Por exemplo: infelizmente, desigualdade, reflorescer. Derivação Parassintética Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, simultaneamente; também chamado de parassíntese. Por exemplo: envernizar, enrijecer, anoitecer. Obs.: A maneira mais fácil de se estabelecer a diferença entre Derivação Prefixal e Sufixal e Derivação Parassintética é a seguinte: retira-se o prefixo; se a palavra que sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso contrário, retira-se, agora, o sufixo; se a palavra que sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso contrário, será Der. Parassintética. Por exemplo, retire o prefixo de envernizar: não existe a palavra vernizar; agora, retire o sufixo: tambémnão existe a palavra enverniz. Portanto, a palavra foi formada por Parassíntese. Derivação Regressiva É a retirada da parte final da palavra primitiva, obtendo, por essa redução, a palavra derivada. Por exemplo: do verbo debater, retira-se a desinência de infinitivo -r: formou-se o substantivo debate. Derivação Imprópria APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa É a formação de uma nova palavra pela mudança de classe gramatical. Por exemplo: a palavra gelo é um substantivo, mas pode ser transformada em um adjetivo: camisa gelo. Composição Formação de novas palavras a partir de dois ou mais radicais. Composição por justaposição Na união, os radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura. Por exemplo: ao se unirem os radicais ponta e pé, obtém-se a palavra pontapé. O mesmo ocorre com mandachuva, passatempo, guarda-pó. Composição por aglutinação Na união, pelo menos um dos radicais sofre alteração em sua estrutura. Por exemplo: ao se unirem os radicais água e ardente, obtém-se a palavra aguardente, com o desaparecimento do a. O mesmo acontece com embora (em boa hora), planalto (plano alto). Hibridismo É a formação de novas palavras a partir da união de radicais de idiomas diferentes. Por exemplo: automóvel, sociologia, sambódromo, burocracia. Onomatopéia Consiste em criar palavras, tentando imitar sons da natureza. Por exemplo: zunzum, cricri, tiquetaque, pingue-pongue. Abreviação Vocabular Consiste na eliminação de um segmento da palavra, a fim de se obter uma forma mais curta. Por exemplo: de extraordinário forma-se extra; de telefone, fone; de fotografia, foto; de cinematografia, cinema ou cine. Siglas As siglas são formadas pela combinação das letras iniciais de uma seqüência de palavras que constitui um nome: Por exemplo: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano). Neologismo semântico Forma-se uma palavra por neologismo semântico, quando se dá um novo significado, somado ao que já existe. Por exemplo, a palavra legal significa dentro da lei; a esse significado somamos outro: pessoa boa, pessoa legal. Empréstimo linguístico É o aportuguesamento de palavras estrangeiras; se a grafia da palavra não se modifica, ela deve ser escrita entre aspas. Por exemplo: estresse, estande, futebol, bife, "show", xampu, "shopping center". APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa 5. Classes de palavras, flexão e emprego As classes das palavras variáveis e invariáveis e seus conceitos, classificação, flexão e emprego; Consultando a gramática, descobrimos que dentre as partes que a constituem há uma que, por excelência, permite-nos tornar conhecedores da forma como se estruturam as palavras, levando em conta aspectos específicos, como é caso das flexões, por exemplo. Estamos fazendo referência à morfologia, obviamente, aquela responsável por nos apresentar acerca das dez classes gramaticais. Em se tratando delas, das classes gramaticais, um dos aspectos que lhes são inerentes diz respeito à flexão e não flexão das palavras, que, por sua vez, traduz os nossos objetivos ao travar essa importante discussão, por isso, iremos falar um pouco mais acerca das palavras variáveis e das palavras invariáveis. Cabe, portanto, ressaltar que as palavras variáveis são aquelas que sofrem variações em sua forma, o que resulta nas chamadas desinências nominais de gênero e de número, bem como nas desinências verbais, de modo, tempo, número e pessoa. Assim, ao revelarmos acerca das desinências nominais, já que estamos fazendo referência à morfologia, equivale afirmar que elas se aplicam às classes gramaticais representadas pelo substantivo, artigo, adjetivo, pronome e numeral, haja vista que se classificam, gramaticalmente dizendo, como nomes. Dessa forma, nada melhor que analisarmos alguns exemplos, tornando nosso aprendizado ainda mais efetivo: Ele é um menino esperto gênero masculino, o que nos permite concluir que há a ausência de desinência. Ela é uma garota esperta Mário é um rapaz educado Em se tratando do número, afirmamos ser tal elemento demarcado no singular, bem como constatamos a ausência de desinência. Eles são uns rapazes educados constatamos se tratar de um número plural associado à Agora, referindo-nos às desinências verbais, constata-se que elas são representadas pelas desinências de modo e tempo (DMT) e pelas desinências de número e pessoa (DNP). Observemos então o exemplo que segue: Estávamos com muita saudade de todos vocês. Assim, infere-se que: - va DMT - desinência modo-temporal indicando o pretérito imperfeito do modo indicativo. - mos DNP desinência número-pessoal indicando a primeira pessoa do plural (nós). Diante de tais elucidações, afirmamos que elas se aplicam às chamadas palavras variáveis. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Para completar nossos estudos acerca do caso em questão cumpre afirmar que palavras invariáveis, como nos revela o próprio nome, são aquelas que não sofrem flexão nenhuma, demarcadas pelos advérbios, preposições, conjunções e interjeições. CLASSES DE PALAVRAS CLASSIFICAÇÃO E EMPREGO: As palavras são classificadas de acordo com as funções exercidas nas orações. Na língua portuguesa podemos classificar as palavras em: Substantivo Adjetivo Pronome Verbo Artigo Numeral Advérbio Preposição Interjeição Conjunção SUBSTANTIVO: É a palavra variável que denomina qualidades, sentimentos, sensações, ações, estados e seres em geral. Quanto a sua formação, o substantivo pode ser primitivo (jornal) ou derivado (jornalista), simples (alface) ou composto (guarda-chuva). Já quanto a sua classificação, ele pode ser comum (cidade) ou próprio (Curitiba), concreto (mesa) ou abstrato (felicidade). Os substantivos concretos designam seres de existência real ou que a imaginação apresenta como tal: alma, fada, santo. Já os substantivos abstratos designam qualidade, sentimento, ação e estado dos seres: beleza, cegueira, dor, fuga. Os substantivos próprios são sempre concretos e devem ser grafados com iniciais maiúsculas. Certos substantivos próprios podem tornar-se comuns, pelo processo de derivação imprópria (um judas = traidor / um panamá = chapéu). Os substantivos abstratos têm existência independente e podem ser reais ou não, materiais ou não. Quando esses substantivos abstratos são de qualidade tornam-se concretos no plural (riqueza X riquezas). Muitos substantivos podem ser variavelmente abstratos ou concretos, conforme o sentido em que se empregam (a redação das leis requer clareza / na redação do aluno, assinalei vários erros). Já no tocante ao gênero (masculino X feminino) os substantivos podem ser: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa biformes: quando apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino. (rato, rata ou conde X condessa). uniformes: quando apresentam uma única forma para ambos os gêneros. Nesse caso, eles estão divididos em: epicenos: usados para animais de ambos os sexos (macho e fêmea) - albatroz, badejo, besouro, codorniz; comum de dois gêneros: aqueles que designam pessoas, fazendo a distinção dos sexos por palavras determinantes - aborígine, camarada, herege, manequim, mártir, médium, silvícola; sobrecomuns - apresentam um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos - algoz, apóstolo, cônjuge, guia, testemunha, verdugo; Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. (o cisma X a cisma / o corneta X a corneta / o crisma X a crisma / o cura X a cura / o guia X a guia / o lente X a lente / o língua X a língua / o moral X a moral / o maria-fumaça X a maria-fumaça / o voga X a voga). Os nomes terminados em -ão fazem feminino em -ã, -oa ou -ona (alemã, leoa, valentona). Os nomes terminados em -e mudam-no para -a, entretanto a maioria é invariável (monge X monja, infante X infanta, mas o/a dirigente, o/aestudante). Quanto ao número (singular X plural), os substantivos simples formam o plural em função do final da palavra. vogal ou ditongo (exceto -ÃO): acréscimo de -S (porta X portas, troféu X troféus); ditongo -ÃO: -ÕES / -ÃES / -ÃOS, variando em cada palavra (pagãos, cidadãos, cortesãos, escrivães, sacristães, capitães, capelães, tabeliães, deães, faisães, guardiães). Os substantivos paroxítonos terminados em -ão fazem plural em -ãos (bênçãos, órfãos, gólfãos). Alguns gramáticos registram artesão (artífice) - artesãos e artesão (adorno arquitetônico) - artesões. -EM, -IM, -OM, -UM: acréscimo de -NS (jardim X jardins); -R ou -Z: -ES (mar X mares, raiz X raízes); -S: substantivos oxítonos acréscimo de -ES (país X países). Os não-oxítonos terminados em -S são invariáveis, marcando o número pelo artigo (os atlas, os lápis, os ônibus), cais, cós e xis são invariáveis; -N: -S ou -ES, sendo a última menos comum (hífen X hifens ou hífenes), cânon > cânones; -X: invariável, usando o artigo para o plural (tórax X os tórax); -AL, EL, OL, UL: troca-se -L por -IS (animal X animais, barril X barris). Exceto mal por males, cônsul por cônsules, real (moeda) por réis, mel por méis ou meles; IL: se oxítono, trocar -L por -S. Se não oxítonos, trocar -IL por -EIS. (til X tis, míssil X mísseis). APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Observação: réptil / reptil por répteis / reptis, projétil / projetil por projéteis / projetis; sufixo diminutivo -ZINHO(A) / -ZITO(A): colocar a palavra primitiva no plural, retirar o -S e acrescentar o sufixo diminutivo (caezitos, coroneizinhos, mulherezinhas). Observação: palavras com esses sufixos não recebem acento gráfico. metafonia: -o tônico fechado no singular muda para o timbre aberto no plural, também variando em função da palavra. (ovo X ovos, mas bolo X bolos). Observação: avôs (avô paterno + avô materno), avós (avó + avó ou avô + avó). Os substantivos podem apresentar diferentes graus, porém grau não é uma flexão nominal. São três graus: normal, aumentativo e diminutivo e podem ser formados através de dois processos: analítico: associando os adjetivos (grande ou pequeno, ou similar) ao substantivo; sintético: anexando-se ao substantivo sufixos indicadores de grau (meninão X menininho). Certos substantivos, apesar da forma, não expressam a noção aumentativa ou diminutiva. (cartão, cartilha). alguns sufixos aumentativo: -ázio, -orra, -ola, -az, -ão, -eirão, -alhão, -arão, -arrão, -zarrão; alguns sufixos diminutivo: -ito, -ulo-, -culo, -ote, -ola, -im, -elho, -inho, -zinho (o sufixo -zinho é obrigatório quando o substantivo terminar em vogal tônica ou ditongo: cafezinho, paizinho); O aumentativo pode exprimir desprezo (sabichão, ministraço, poetastro) ou intimidade (amigão); enquanto o diminutivo pode indicar carinho (filhinho) ou ter valor pejorativo (livreco, casebre). Algumas curiosidades sobre os substantivos: Palavras masculinas: ágape (refeição dos primitivos cristãos); anátema (excomungação); axioma (premissa verdadeira); caudal (cachoeira); carcinoma (tumor maligno); champanha, clã, clarinete, contralto, coma, diabete/diabetes (FeM classificam como gênero vacilante); diadema, estratagema, fibroma (tumor benigno); herpes, hosana (hino); jângal (floresta da Índia); lhama, praça (soldado raso); praça (soldado raso); proclama, sabiá, soprano (FeM classificam como gênero vacilante); suéter, tapa (FeM classificam como gênero vacilante); teiró (parte de arma de fogo ou arado); telefonema, trema, vau (trecho raso do rio). Palavras femininas: abusão (engano); alcíone (ave doa antigos); aluvião, araquã (ave); áspide (reptil peçonhento); baitaca (ave); cataplasma, cal, clâmide (manto grego); cólera (doença); derme, dinamite, entorce, fácies (aspecto); filoxera (inseto e doença); gênese, guriatã (ave); hélice (FeM classificam como gênero vacilante); jaçanã (ave); juriti (tipo de aves); libido, mascote, omoplata, rês, suçuarana (felino); sucuri, tíbia, trama, ubá (canoa); usucapião (FeM classificam como gênero vacilante); xerox (cópia). APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Gênero vacilante: acauã (falcão); inambu (ave); laringe, personagem (Ceg. fala que é usada indistintamente nos dois gêneros, mas que há preferência de autores pelo masculino); víspora. Alguns femininos: abade - abadessa; abegão (feitor) - abegoa; alcaide (antigo governador) - alcaidessa, alcaidina; aldeão - aldeã; anfitrião - anfitrioa, anfitriã; beirão (natural da Beira) - beiroa; besuntão (porcalhão) - besuntona; bonachão - bonachona; bretão - bretoa, bretã; cantador - cantadeira; cantor - cantora, cantadora, cantarina, cantatriz; castelão (dono do castelo) - castelã; catalão - catalã; cavaleiro - cavaleira, amazona; charlatão - charlatã; coimbrão - coimbrã; cônsul - consulesa; comarcão - comarcã; cônego - canonisa; czar - czarina; deus - deusa, déia; diácono (clérigo) - diaconisa; doge (antigo magistrado) - dogesa; druida - druidesa; elefante - elefanta e aliá (Ceilão); embaixador - embaixadora e embaixatriz; ermitão - ermitoa, ermitã; faisão - faisoa (Cegalla), faisã; hortelão (trata da horta) - horteloa; javali - javalina; ladrão - ladra, ladroa, ladrona; felá (camponês) - felaína; flâmine (antigo sacerdote) - flamínica; frade - freira; frei - sóror; gigante - giganta; grou - grua; lebrão - lebre; maestro - maestrina; maganão (malicioso) - magana; melro - mélroa; mocetão - mocetona; oficial - oficiala; padre - madre; papa - papisa; pardal - pardoca, pardaloca, pardaleja; parvo - párvoa; peão - peã, peona; perdigão - perdiz; prior - prioresa, priora; mu ou mulo - mula; rajá - rani; rapaz - rapariga; rascão (desleixado) - rascoa; sandeu - sandia; sintrão - sintrã; sultão - sultana; tabaréu - tabaroa; varão - matrona, mulher; veado - veada; vilão - viloa, vilã. Substantivos em -ÃO e seus plurais: alão - alões, alãos, alães; aldeão - aldeãos, aldeões; capelão - capelães; castelão - castelãos, castelões; cidadão - cidadãos; cortesão - cortesãos; ermitão - ermitões, ermitãos, ermitães; escrivão - escrivães; folião - foliões; hortelão - hortelões, hortelãos; pagão - pagãos; sacristão - sacristães; tabelião - tabeliães; tecelão - tecelões; verão - verãos, verões; vilão - vilões, vilãos; vulcão - vulcões, vulcãos. Alguns substantivos que sofrem metafonia no plural: abrolho, caroço, corcovo, corvo, coro, despojo, destroço, escolho, esforço, estorvo, forno, forro, fosso, imposto, jogo, miolo, poço, porto, posto, reforço, rogo, socorro, tijolo, toco, torno, torto, troco. Substantivos só usados no plural: anais, antolhos, arredores, arras (bens, penhor), calendas (1º dia do mês romano), cãs (cabelos brancos), cócegas, condolências, damas (jogo), endoenças (solenidades religiosas), esponsais (contrato de casamento ou noivado), esposórios (presente de núpcias), exéquias (cerimônias fúnebres), fastos (anais), férias, fezes, manes (almas), matinas (breviário de orações matutinas), núpcias, óculos, olheiras, primícias (começos, prelúdios), pêsames, vísceras, víveres etc., além dos nomes de naipes. Coletivos: alavão - ovelhas leiteiras; armento - gado grande (búfalos, elefantes); assembléia (parlamentares, membros de associações); atilho - espigas; baixela - utensílios de mesa; banca - de examinadores, advogados; bandeira - garimpeiros, exploradores de minérios; bando - aves, ciganos, crianças, salteadores; boana - peixes miúdos; cabido - cônegos (conselheiros de bispo); cáfila - camelos; cainçalha - cães; cambada - caranguejos, malvados, chaves; cancioneiro - poesias, APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa canções; caterva - desordeiros, vadios; choldra, joldra - assassinos, malfeitores; chusma populares, criados; conselho - vereadores, diretores, juízes militares; conciliábulo - feiticeiros, conspiradores; concílio - bispos; canzoada - cães; conclave - cardeais; congregação - professores, religiosos; consistório- cardeais; fato - cabras; feixe - capim, lenha; junta - bois, médicos, credores, examinadores; girândola - foguetes, fogos de artifício; grei - gado miúdo, políticos; hemeroteca - jornais, revistas; legião - anjos, soldados, demônios; malta - desordeiros; matula - desordeiros, vagabundos; miríade - estrelas, insetos; nuvem - gafanhotos, pó; panapaná - borboletas migratórias; penca - bananas, chaves; récua - cavalgaduras (bestas de carga); renque - árvores, pessoas ou coisas enfileiradas; réstia - alho, cebola; ror - grande quantidade de coisas; súcia - pessoas desonestas, patifes; talha -lenha; tertúlia - amigos, intelectuais; tropilha - cavalos; vara - porcos. Substantivos compostos: Os substantivos compostos formam o plural da seguinte maneira: sem hífen formam o plural como os simples (pontapé/pontapés); caso não haja caso específico, verifica-se a variabilidade das palavras que compõem o substantivo para pluralizá-los. São palavras variáveis: substantivo, adjetivo, numeral, pronomes, particípio. São palavras invariáveis: verbo, preposição, advérbio, prefixo; em elementos repetidos, muito parecidos ou onomatopaicos, só o segundo vai para o plural (tico-ticos, tique-taques, corre-corres, pinguepongues); com elementos ligados por preposição, apenas o primeiro se flexiona (pés-de- moleque); são invariáveis os elementos grão, grã e bel (grão-duques, grã-cruzes, bel-prazeres); só variará o primeiro elemento nos compostos formados por dois substantivos, onde o segundo limita o primeiro elemento, indicando tipo, semelhança ou finalidade deste (sambas-enredo, bananas- maçã) nenhum dos elementos vai para o plural se formado por verbos de sentidos opostos e frases substantivas (os leva-e-traz, os bota-fora, os pisamansinho, os bota-abaixo, os louva-a-Deus, os ganha-pouco, os diz-que-me-diz); compostos cujo segundo elemento já está no plural não variam (os troca-tintas, os salta-pocinhas, os espirra-canivetes); palavra guarda, se fizer referência a pessoa varia por ser substantivo. Caso represente o verbo guardar, não pode variar (guardas-noturnos, guardachuvas). ADJETIVO: É a palavra variável que restringe a significação do substantivo, indicando qualidades e características deste. Mantém com o substantivo que determina relação de concordância de gênero e número. adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a origem geográfica, normalmente são formados pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo de que se originam (Alagoas por alagoano). Podem ser simples ou compostos, referindo-se a duas ou mais nacionalidades ou regiões; nestes últimos casos assumem sua forma reduzida e erudita, com exceção do último elemento (franco-ítalo-brasileiro). locuções adjetivas: expressões formadas por preposição e substantivo e com significado equivalente a adjetivos (anel de prata = anel argênteo / andar de cima = andar superior / estar com fome = estar faminto). São adjetivos eruditos: açúcar - sacarino; águia - aquilino; anel - anular; astro - sideral; bexiga - vesical; bispo - episcopal; cabeça - cefálico; chumbo - plúmbeo; chuva - APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa pluvial; cinza - cinéreo; cobra - colubrino, ofídico; dinheiro - pecuniário; estômago - gástrico; fábrica - fabril; fígado - hepático; fogo - ígneo; guerra - bélico; homem - viril; inverno - hibernal; lago - lacustre; lebre - leporino; lobo - lupino; marfim - ebúrneo, ebóreo; memória - mnemônico; moeda - monetário, numismático; neve - níveo; pedra - pétreo; prata - argênteo, argentino, argírico; raposa - vulpino; rio - fluvial, potâmico; rocha - rupestre; sonho - onírico; sul - meridional, austral; tarde - vespertino; velho, velhice - senil; vidro - vítreo, hialino. Quanto à variação dos adjetivos, eles apresentam as seguintes características: O gênero é uniforme ou biforme (inteligente X honesto[a]). Quanto ao gênero, não se diz que um adjetivo é masculino ou feminino, e sim que tem terminação masculina ou feminina. No tocante a número, os adjetivos simples formam o plural segundo os mesmos princípios dos substantivos simples, em função de sua terminação (agradável X agradáveis). Já os substantivos utilizados como adjetivos ficam invariáveis (blusas cinza). Os adjetivos terminados em -OSO, além do acréscimo do -S de plural, mudam o timbre do primeiro -o, num processo de metafonia. Quanto ao grau, os adjetivos apresentam duas formas: comparativo e superlativo. O grau comparativo refere-se a uma mesma qualidade entre dois ou mais seres, duas ou mais qualidades de um mesmo ser. Pode ser de igualdade: tão alto quanto (como / quão); de superioridade: mais alto (do) que (analítico) / maior (do) que (sintético) e de inferioridade: menos alto (do) que. O grau superlativo exprime qualidade em grau muito elevado ou intenso. O superlativo pode ser classificado como absoluto, quando a qualidade não se refere à de outros elementos. Pode ser analítico (acréscimo de advérbio de intensidade) ou sintético (-íssimo, érrimo, -ílimo). (muito alto X altíssimo) O superlativo pode ser também relativo, qualidade relacionada, favorável ou desfavoravelmente, à de outros elementos. Pode ser de superioridade analítico (o mais alto de/dentre), de superioridade sintético (o maior de/dentre) ou de inferioridade (o menos alto de/dentre). São superlativos absolutos sintéticos eruditos da língua portuguesa: acre - acérrimo; alto - supremo, sumo; amável - amabilíssimo; amigo - amicíssimo; baixo - ínfimo; cruel - crudelíssimo; doce - dulcíssimo; dócil - docílimo; fiel - fidelíssimo; frio - frigidíssimo; humilde - humílimo; livre - libérrimo; magro - macérrimo; mísero - misérrimo; negro - nigérrimo; pobre - paupérrimo; sábio - sapientíssimo; sagrado - sacratíssimo; são - saníssimo; veloz - velocíssimo. Os adjetivos compostos formam o plural da seguinte forma: têm como regra geral, flexionar o último elemento em gênero e número (lentes côncavoconvexas, problemas sócio-econômicos); são invariáveis cores em que o segundo elemento é um substantivo (blusas azul-turquesa, bolsas brancogelo); não variam as locuções adjetivas formadas pela expressão cor-de-... (vestidos cor-de-rosa); as cores: azul-celeste e azul-marinho são invariáveis; em surdo-mudo flexionam-se os dois elementos. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa PRONOME: É palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou acompanha um substantivo, indicando-o como pessoa do discurso. A diferença entre pronome substantivo e pronome adjetivo pode ser atribuída a qualquer tipo de pronome, podendo variar em função do contexto frasal. Assim, o pronome substantivo é aquele que substitui um substantivo, representando-o. (Ele prestou socorro). Já o pronome adjetivo é aquele que acompanha um substantivo, determinando-o. (Aquele rapaz é belo). Os pronomes pessoais são sempre substantivos. Quanto às pessoas do discurso, a língua portuguesa apresenta três pessoas: 1ª pessoa - aquele que fala, emissor; 2ª pessoa - aquele com quem se fala, receptor; 3ª pessoa - aquele de que ou de quem se fala, referente. Pronome pessoal: Indicam uma das três pessoas do discurso, substituindo um substantivo. Podem também representar, quando na 3ª pessoa, uma forma nominal anteriormente expressa (A moça era a melhor secretária, ela mesma agendava os compromissos do chefe). A seguir um quadro com todas as formas do pronome pessoal: Os pronomes pessoais apresentam variações de forma dependendo da função sintática que exercem na frase. Os pronomes pessoais retos desempenham, normalmente, função de sujeito; enquanto os oblíquos, geralmente, de complemento. Os pronomes oblíquos tônicos devem vir regidos de preposição. Em comigo, contigo, conosco e convosco, a preposição com já é parte integrante do pronome. Os pronomes de tratamento estão enquadrados nos pronomes pessoais. São empregados como referência à pessoa com quem se fala (2ª pessoa), entretanto, a concordância é feita com a3ª Pronomes pessoais Número Pessoa Pronomes retos Pronomes oblíquos Átonos Tônicos singular primeira segunda terceira eu tu ele, ela me te o, a, lhe, se mim, comigo ti, contigo ele, ela, si, consigo plural primeira segunda terceira nós vós eles, elas nos vos os, as, lhes, se nós, conosco vós, convosco eles, elas, si, consigo APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa pessoa. Também são considerados pronomes de tratamento as formas você, vocês (provenientes da redução de Vossa Mercê), Senhor, Senhora e Senhorita. Quanto ao emprego, as formas oblíquas o, a, os, as completam verbos que não vêm regidos de preposição; enquanto lhe e lhes para verbos regidos das preposições a ou para (não expressas). Apesar de serem usadas pouco, as formas mo, to, no-lo, vo-lo, lho e flexões resultam da fusão de dois objetos, representados por pronomes oblíquos (Ninguém mo disse = ninguém o disse a mim). Os pronomes átonos o, a, os e as viram lo(a/s), quando associados a verbos terminados em r, s ou z e viram no(a/s), se a terminação verbal for em ditongo nasal. Os pronomes o/a (s), me, te, se, nos, vos desempenham função se sujeitos de infinitivo ou verbo no gerúndio, junto ao verbo fazer, deixar, mandar, ouvir e ver (Mandei-o entrar / Eu o vi sair / Deixei- as chorando). A forma você, atualmente, é usada no lugar da 2ª pessoa (tu/vós), tanto no singular quanto no plural, levando o verbo para a 3ª pessoa. Já as formas de tratamento serão precedidas de Vossa, quando nos dirigirmos diretamente à pessoa e de Sua, quando fizermos referência a ela. Troca-se na abreviatura o V. pelo S. Quando precedidos de preposição, os pronomes retos (exceto eu e tu) passam a funcionar como oblíquos. Eu e tu não podem vir precedidos de preposição, exceto se funcionarem como sujeito de Os pronomes acompanhados de só ou todos, ou seguido de numeral, assumem forma reta e podem funcionar como objeto direto (Estava só ele no banco / Encontramos todos eles). Os pronomes me, te, se, nos, vos podem ter valor reflexivo, enquanto se, nos, vos - podem ter valor reflexivo e recíproco. As formas si e consigo têm valor exclusivamente reflexivo e usados para a 3ª pessoa. Já conosco e convosco devem aparecer na sua forma analítica (com nós e com vós) quando vierem com modificadores (todos, outros, mesmos, próprios, numeral ou oração adjetiva). Os pronomes pessoais retos podem desempenhar função de sujeito, predicativo do sujeito ou vocativo, este último com tu e vós (Nós temos uma proposta / Eu sou eu e pronto / Ó, tu, Senhor Jesus). Quanto ao uso das preposições junto aos pronomes, deve-se saber que não se pode contrair as bolsas dele bem aqui). Os pronomes átonos podem assumir valor possessivo (Levaram-me o dinheiro / Pesavam-lhe os olhos), enquanto alguns átonos são partes integrantes de verbos como suicidar-se, apiedar-se, condoer-se, ufanar-se, queixar-se, vangloriar-se. Já os pronomes oblíquos podem ser usados como expressão expletiva (Não me venha com essa). Pronome possessivo: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Fazem referência às pessoas do discurso, apresentando-as como possuidoras de algo. Concordam em gênero e número com a coisa possuída. São pronomes possessivos da língua portuguesa as formas: 1ª pessoa: meu(s), minha(s) nosso(a/s); 2ª pessoa: teu(s), tua(s) vosso(a/s); 3ª pessoa: seu(s), sua(s) seu(s), sua(s). Quanto ao emprego, normalmente, vem antes do nome a que se refere; podendo, também, vir depois do substantivo que determina. Neste último caso, pode até alterar o sentido da frase. O uso do possessivo seu (a/s) pode causar ambigüidade, para desfazê-la, deve-se preferir o uso do dele (a/s) (Ele disse que Maria estava trancada em sua casa - casa de quem?); pode também indicar aproximação numérica (ele tem lá seus 40 anos). Já nas expressões do tipo "Seu João", seu não tem valor de posse por ser uma alteração fonética de Senhor. Pronome demonstrativo: Indicam posição de algo em relação às pessoas do discurso, situando-o no tempo e/ou no espaço. São: este (a/s), isto, esse (a/s), isso, aquele (a/s), aquilo. Isto, isso e aquilo são invariáveis e se empregam exclusivamente como substitutos de substantivos. As formas mesmo, próprio, semelhante, tal (s) e o (a/s) podem desempenhar papel de pronome demonstrativo. Quanto ao emprego, os pronomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira: uso dêitico, indicando localização no espaço - este (aqui), esse (aí) e aquele (lá); uso dêitico, indicando localização temporal - este (presente), esse (passado próximo) e aquele (passado remoto ou bastante vago); uso anafórico, em referência ao que já foi ou será dito - este (novo enunciado) e esse (retoma informação); o, a, os, as são demonstrativos quando equivalem a aquele (a/s), isto (Leve o que lhe pertence); tal é demonstrativo se puder ser substituído por esse (a), este (a) ou aquele (a) e semelhante, quando anteposto ao substantivo a que se refere e equivalente a "aquele", "idêntico" (O problema ainda não foi resolvido, tal demora atrapalhou as negociações / Não brigue por semelhante causa); mesmo e próprio são demonstrativos, se precedidos de artigo, quando significarem "idêntico", "igual" ou "exato". Concordam com o nome a que se referem (Separaram crianças de mesmas séries); como referência a termos já citados, os pronomes aquele (a/s) e este (a/s) são usados para primeira e segunda ocorrências, respectivamente, em apostos distributivos (O médico e a enfermeira estavam calados: aquele amedrontado e esta calma / ou: esta calma e aquele amedrontado); pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com os pronomes demonstrativos (Não acreditei no que estava vendo / Fui àquela região de montanhas / Fez alusão à pessoa de azul e à de branco); podem apresentar valor intensificador ou depreciativo, dependendo do contexto frasal (Ele estava com aquela paciência / Aquilo é um marido de enfeite); APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa nisso e nisto (em + pronome) podem ser usados com valor de "então" ou "nesse momento" (Nisso, ela entrou triunfante - nisso = advérbio). Pronome relativo: Retoma um termo expresso anteriormente (antecedente) e introduz uma oração dependente, adjetiva. Os pronome nomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira: mento, armamento mes relativos são: que, quem e onde - invariáveis; além de o qual (a/s), cujo (a/s) e quanto (a/s). Os relativos são chamados relativos indefinidos quando são empregados sem antecedente expresso (Quem espera sempre alcança / Fez quanto pôde). Quanto ao emprego, observa-se que os relativos são usados quando: personificados expressos; quem = relativo indefinido quando é empregado sem antecedente claro, não vindo precedido de preposição; cujo (a/s) é empregado para dar a idéia de posse e não concorda com o antecedente e sim com seu conseqüente. Ele tem sempre valor adjetivo e não pode ser acompanhado de artigo. Pronome indefinido: Referem-se à 3ª pessoa do discurso quando considerada de modo vago, impreciso ou genérico, representando pessoas, coisas e lugares. Alguns também podem dar idéia de conjunto ou quantidade indeterminada. Em função da quantidade de pronomes indefinidos, merece atenção sua identificação. São pronomes indefinidos de: pessoas: quem, alguém, ninguém, outrem; lugares: onde, algures, alhures, nenhures; pessoas, lugares, coisas: que, qual, quais, algo, tudo, nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a), nenhum (a/s), certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s), pouco (a/s), quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s), cada. Sobre o emprego dos indefinidos devemos atentar para: algum, após o substantivo a que se refere, assume valor negativo (= nenhum) (Computador algum resolverá o problema); cada deve ser sempre seguido de um substantivo ou numeral (Elas receberam 3 balas cada uma); alguns pronomes indefinidos, se vierem depois do nome a que estiverem se referindo,passam a ser adjetivos. (Certas pessoas deveriam ter seus lugares certos / Comprei várias balas de sabores vários) bastante pode vir como adjetivo também, se estiver determinando algum substantivo, unindo-se a ele por verbo de ligação (Isso é bastante para mim); o pronome outrem equivale a "qualquer pessoa"; o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje); o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje); existem algumas locuções pronominais indefinidas - quem quer que, o que quer, seja quem for, cada um etc. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa todo com valor indefinido antecede o substantivo, sem artigo (Toda cidade parou para ver a banda Pronome interrogativo: São os pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto usados na formulação de uma pergunta direta ou indireta. Referem-se à 3ª pessoa do discurso. (Quantos livros você tem? / Não sei quem lhe contou). Alguns interrogativos podem ser adverbiais (Quando voltarão? / Onde encontrá-los? / Como foi tudo?). Verbo: É a palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo, seja ação, estado ou fenômeno da natureza. Os verbos apresentam três conjugações. Em função da vogal temática, podem-se criar três paradigmas verbais. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas, obtém-se a seguinte classificação: regulares: seguem o paradigma verbal de sua conjugação; irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir - ouço/ouve, estar - estou/estão); Entre os verbos irregulares, destacam-se os anômalos que apresentam profundas irregularidades. São classificados como anômalos em todas as gramáticas os verbos ser e ir. defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas, tempo ou modo (falir - no presente do indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pessoa do plural). Os defectivos distribuem-se em três grupos: impessoais, unipessoais (vozes ou ruídos de animais, só conjugados nas 3ª pessoas) por eufonia ou possibilidade de confusão com outros verbos; abundantes - apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. Mais freqüente no particípio, devendo-se usar o particípio regular com ter e haver; já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado, acendido/aceso - tenho/hei aceitado auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação. Presentes nos tempos compostos e locuções verbais; certos verbos possuem pronomes pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. Nesses casos, o pronome não tem função sintática (suicidar-se, apiedar-se, queixar-se etc.); formas rizotônicas (tonicidade no radical - eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical - nós cantaríamos). Quanto à flexão verbal, temos: número: singular ou plural; pessoa gramatical: 1ª, 2ª ou 3ª; tempo: referência ao momento em que se fala (pretérito, presente ou futuro). O modo imperativo só tem um tempo, o presente; voz: ativa, passiva e reflexiva; APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa modo: indicativo (certeza de um fato ou estado), subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem, advertência ou pedido). As três formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio e particípio) não possuem função exclusivamente verbal. Infinitivo é antes substantivo, o particípio tem valor e forma de adjetivo, enquanto o gerúndio equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas circunstâncias que exprime. Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os seguintes valores: a) presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala; b) presente do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético situado no momento ou época em que se fala; c) pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e concluída no passado; d) pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada no passado, mas não foi concluída ou era uma ação costumeira no passado; e) pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada mas não concluída no passado; f) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a outra ação já passada; g) futuro do presente do indicativo: indica um fato real situado em momento ou época vindoura; h) futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possível, hipotético, situado num momento futuro, mas ligado a um momento passado; i) futuro do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso, hipotético, situado num momento ou época futura; Quanto à formação dos tempos, os chamados tempos simples podem ser primitivos (presente e pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal) e derivados: São derivados do presente do indicativo: pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do presente + VA (1ª conj.) ou IA (2ª e 3ª conj.) + Desinência número pessoal (DNP); presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa singular do presente + E (1ª conj.) ou A (2ª e 3ª conj.) + DNP; Os verbos em -ear têm duplo "e" em vez de "ei" na 1ª pessoa do plural (passeio, mas passeemos). imperativo negativo (todo derivado do presente do subjuntivo) e imperativo afirmativo (as 2ª pessoas vêm do presente do indicativo sem S, as demais também vêm do presente do subjuntivo). São derivados do pretérito perfeito do indicativo: pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do perfeito + RA + DNP; pretérito imperfeito do subjuntivo: TEMA do perfeito + SSE + DNP; futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R + DNP. São derivados do infinitivo impessoal: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa a) futuro do presente do indicativo: TEMA do infinitivo + RA + DNP; b) futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + DNP; c) infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (-ES - 2ª pessoa, -MOS, -DES, -EM) d) gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO; e) particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) ou IDO (2ª e 3ª conjugação). Quanto à formação, os tempos compostos da voz ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou HAVER + particípio do verbo que se quer conjugar, dito principal. No modo Indicativo, os tempos compostos são formados da seguinte maneira: a) pretérito perfeito: presente do indicativo do auxiliar + particípio do verbo principal (VP) [Tenho falado]; b) pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Tinha falado); c) futuro do presente: futuro do presente do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Terei falado); d) futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo do auxiliar + particípio do VP (Teria falado). No modo Subjuntivo a formação se dá da seguinte maneira: a) pretérito perfeito: presente do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tenha falado); b) pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tivesse falado); c) futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tiver falado). Quanto às formas nominais, elas são formadas da seguinte maneira: infinitivo composto: infinitivo pessoal ou impessoal do auxiliar + particípio do VP (Ter falado / Teres falado); gerúndio composto: gerúndio do auxiliar + particípio do VP (Tendo falado). O modo subjuntivo apresenta três pretéritos, sendo o imperfeito na forma simples e o perfeito e o mais-que-perfeito nas formas compostas. Não há presente composto nem pretérito imperfeito composto Quanto às vozes, os verbos apresentam a voz: a) ativa: sujeito é agente da ação verbal; b) passiva: sujeito é paciente da ação verbal; A voz passiva pode ser analítica ou sintética: a) analítica: - verbo auxiliar + particípio do verbo principal;b) sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE (partícula apassivadora); c) reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo, variável em função da pessoa do verbo); APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Na transformação da voz ativa na passiva, a variação temporal é indicada pelo auxiliar (ser na maioria das vezes), como notamos nos exemplos a seguir: Ele fez o trabalho - O trabalho foi feito por ele (mantido o pretérito perfeito do indicativo) / O vento ia levando as folhas - As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal). Alguns verbos da língua portuguesa apresentam problemas de conjugação. A seguir temos uma lista, seguida de comentários sobre essas dificuldades de conjugação. Abolir (defectivo) - não possui a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, por isso não possui presente do subjuntivo e o imperativo negativo. (= banir, carpir, colorir, delinqüir, demolir, descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, retorquir, urgir) Acudir (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - acudo, acodes... e pretérito perfeito do indicativo - com u (= bulir, consumir, cuspir, engolir, fugir) / Adequar (defectivo) - só possui a 1ª e a 2ª pessoa do plural no presente do indicativo Aderir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - adiro, adere... (= advertir, cerzir, despir, diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir) Agir (acomodação gráfica g/j) - presente do indicativo - ajo, ages... (= afligir, coagir, erigir, espargir, refulgir, restringir, transigir, urgir) Agredir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem (= prevenir, progredir, regredir, transgredir) / Aguar (regular) - presente do indicativo - águo, águas..., - pretérito perfeito do indicativo - agüei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram (= desaguar, enxaguar, minguar) Aprazer (irregular) - presente do indicativo - aprazo, aprazes, apraz... / pretérito perfeito do indicativo - aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram Argüir (irregular com alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - arguo (ú), argúis, argúi, argüimos, argüis, argúem - pretérito perfeito - argüi, argüiste... (com trema) Atrair (irregular) - presente do indicativo - atraio, atrais... / pretérito perfeito - atraí, atraíste... (= abstrair, cair, distrair, sair, subtrair) Atribuir (irregular) - presente do indicativo - atribuo, atribuis, atribui, atribuímos, atribuís, atribuem - pretérito perfeito - atribuí, atribuíste, atribuiu... (= afluir, concluir, destituir, excluir, instruir, possuir, usufruir) Averiguar (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - averiguo (ú), averiguas (ú), averigua (ú), averiguamos, averiguais, averiguam (ú) - pretérito perfeito - averigüei, averiguaste... - presente do subjuntivo - averigúe, averigúes, averigúe... (= apaziguar) Cear (irregular) - presente do indicativo - ceio, ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam - pretérito perfeito indicativo - ceei, ceaste, ceou, ceamos, ceastes, cearam (= verbos terminados em -ear: falsear, passear... - alguns apresentam pronúncia aberta: estréio, estréia...) Coar (irregular) - presente do indicativo - côo, côas, côa, coamos, coais, coam - pretérito perfeito - coei, coaste, coou... (= abençoar, magoar, perdoar) / Comerciar (regular) - presente do indicativo - comercio, comercias... - pretérito perfeito - comerciei... (= verbos em -iar , exceto os seguintes verbos: mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar) Compelir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - compilo, compeles... - pretérito perfeito indicativo - compeli, compeliste... APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Compilar (regular) - presente do indicativo - compilo, compilas, compila... - pretérito perfeito indicativo - compilei, compilaste... Construir (irregular e abundante) - presente do indicativo - construo, constróis (ou construis), constrói (ou construi), construímos, construís, constroem (ou construem) - pretérito perfeito indicativo - construí, construíste... Crer (irregular) - presente do indicativo - creio, crês, crê, cremos, credes, crêem - pretérito perfeito indicativo - cri, creste, creu, cremos, crestes, creram - imperfeito indicativo - cria, crias, cria, críamos, críeis, criam Falir (defectivo) - presente do indicativo - falimos, falis - pretérito perfeito indicativo - fali, faliste... (= aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir) Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem - pretérito perfeito indicativo - frigi, frigiste... Ir (irregular) - presente do indicativo - vou, vais, vai, vamos, ides, vão - pretérito perfeito indicativo - fui, foste... - presente subjuntivo - vá, vás, vá, vamos, vades, vão Jazer (irregular) - presente do indicativo - jazo, jazes... - pretérito perfeito indicativo - jazi, jazeste, jazeu... Mobiliar (irregular) - presente do indicativo - mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam - pretérito perfeito indicativo - mobiliei, mobiliaste... / Obstar (regular) - presente do indicativo - obsto, obstas... - pretérito perfeito indicativo - obstei, obstaste... Pedir (irregular) - presente do indicativo - peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem - pretérito perfeito indicativo - pedi, pediste... (= despedir, expedir, medir) / Polir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem - pretérito perfeito indicativo - poli, poliste... Precaver-se (defectivo e pronominal) - presente do indicativo - precavemo-nos, precaveisvos - pretérito perfeito indicativo - precavi-me, precaveste-te... / Prover (irregular) - presente do indicativo - provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem - pretérito perfeito indicativo - provi, proveste, proveu... / Reaver (defectivo) - presente do indicativo - reavemos, reaveis - pretérito perfeito indicativo - reouve, reouveste, reouve... (verbo derivado do haver, mas só é conjugado nas formas verbais com a letra v) Remir (defectivo) - presente do indicativo - remimos, remis - pretérito perfeito indicativo - remi, remiste... Requerer (irregular) - presente do indicativo - requeiro, requeres... - pretérito perfeito indicativo - requeri, requereste, requereu... (derivado do querer, diferindo dele na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo e derivados, sendo regular) Rir (irregular) - presente do indicativo - rio, rir, ri, rimos, rides, riem - pretérito perfeito indicativo - ri, riste... (= sorrir) Saudar (alternância vocálica) - presente do indicativo - saúdo, saúdas... - pretérito perfeito indicativo - saudei, saudaste... Suar (regular) - presente do indicativo - suo, suas, sua... - pretérito perfeito indicativo - suei, suaste, sou... (= atuar, continuar, habituar, individuar, recuar, situar) APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Valer (irregular) - presente do indicativo - valho, vales, vale... - pretérito perfeito indicativo - vali, valeste, valeu... Também merecem atenção os seguintes verbos irregulares: Pronominais: Apiedar-se, dignar-se, persignar-se, precaver-se Caber a) presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem; b) presente do subjuntivo: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam; c) pretérito perfeito do indicativo: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam; d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis, couberam; e) pretérito imperfeito do subjuntivo: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem; f) futuro do subjuntivo: couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem. Dar a) presente do indicativo: dou,dás, dá, damos, dais, dão; b) presente do subjuntivo: dê, dês, dê, demos, deis, dêem; c) pretérito perfeito do indicativo: dei, deste, deu, demos, destes, deram; d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dera, deras, dera, déramos, déreis, deram; e) pretérito imperfeito do subjuntivo: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem; f) futuro do subjuntivo: der, deres, der, dermos, derdes, derem. Dizer a) presente do indicativo: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem; b) presente do subjuntivo: diga, digas, diga, digamos, digais, digam; c) pretérito perfeito do indicativo: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram; d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, disseram; e) futuro do presente: direi, dirás, dirá, etc.; f) futuro do pretérito: diria, dirias, diria, etc.; g) pretérito imperfeito do subjuntivo: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem; h) futuro do subjuntivo: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem; Seguem esse modelo os derivados bendizer, condizer, contradizer, desdizer, maldizer, predizer. Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: dito, bendito, contradito, etc. Estar a) presente do indicativo: estou, estás, está, estamos, estais, estão; APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa b) presente do subjuntivo: esteja, estejas, esteja, estejamos, estejais, estejam; c) pretérito perfeito do indicativo: estive, estiveste, esteve, estivemos, estivestes, estiveram; d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: estivera, estiveras, estivera, estivéramos, estivéreis, estiveram; e) pretérito imperfeito do subjuntivo: estivesse, estivesses, estivesse, estivéssemos, estivésseis, estivessem; f) futuro do subjuntivo: estiver, estiveres, estiver, estivermos, estiverdes, estiverem; Fazer a) presente do indicativo: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem; b) presente do subjuntivo: faça, faças, faça, façamos, façais, façam; c) pretérito perfeito do indicativo: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram; d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram; e) pretérito imperfeito do subjuntivo: fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem; f) futuro do subjuntivo: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem. Seguem esse modelo desfazer, liquefazer e satisfazer. Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: feito, desfeito, liquefeito, satisfeito, etc. Haver a) presente do indicativo: hei, hás, há, havemos, haveis, hão; b) presente do subjuntivo: haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam; c) pretérito perfeito do indicativo: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram; d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: houvera, houveras, houvera, houvéramos, houvéreis, houveram; e) pretérito imperfeito do subjuntivo: houvesse, houvesses, houvesse, houvéssemos, houvésseis, houvessem; f) futuro do subjuntivo: houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem. Ir a) presente do indicativo: vou, vais, vai, vamos, ides, vão; b) presente do subjuntivo: vá, vás, vá, vamos, vades, vão; c) pretérito imperfeito do indicativo: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam; d) pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram; e) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram; f) pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem; APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa g) futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem. Poder a) presente do indicativo: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem; b) presente do subjuntivo: possa, possas, possa, possamos, possais, possam; c) pretérito perfeito do indicativo: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam; d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam; e) pretérito imperfeito do subjuntivo: pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, pudessem; f) futuro do subjuntivo: puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem. Pôr a) presente do indicativo: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem; b) presente do subjuntivo: ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham; c) pretérito imperfeito do indicativo: punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham; d) pretérito perfeito do indicativo: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram; e) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram; f) pretérito imperfeito do subjuntivo: pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis, pusessem; g) futuro do subjuntivo: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem. Todos os derivados do verbo pôr seguem exatamente esse modelo: antepor, compor, contrapor, decompor, depor, descompor, dispor, expor, impor, indispor, interpor, opor, pospor, predispor, pressupor, propor, recompor, repor, sobrepor, supor, transpor são alguns deles. Querer a) presente do indicativo: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem; b) presente do subjuntivo: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram; c) pretérito perfeito do indicativo: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram; d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram; e) pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem; f) futuro do subjuntivo: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem; Saber APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa a) presente do indicativo: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem; b) presente do subjuntivo: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam; c) pretérito perfeito do indicativo: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam; d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: soubera, souberas, soubera, soubéramos, soubéreis, souberam; e) pretérito imperfeito do subjuntivo: soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem; f) futuro do subjuntivo: souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem. Ser a) presente do indicativo: sou, és, é, somos, sois, são; b) presente do subjuntivo: seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam; c) pretérito imperfeito do indicativo: era, eras, era, éramos, éreis, eram; d) pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram; e) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram; f) pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem; g) futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem. As segundas pessoas do imperativo afirmativo são: sê (tu) e sede (vós). Ter a) presente do indicativo: tenho, tens, tem, temos, tendes, têm; b) presente do subjuntivo: tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham; c) pretérito imperfeito do indicativo: tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham; d) pretérito perfeito do indicativo: tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram; e) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, tiveram; f) pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem; g) futuro do subjuntivo: tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem. Seguem esse modelo os verbos ater, conter, deter, entreter, manter, reter. Trazer a) presente do indicativo: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem; b) presente do subjuntivo: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam; APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa c) pretérito perfeito do indicativo: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram; d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis,trouxeram; e) futuro do presente: trarei, trarás, trará, etc.; f) futuro do pretérito: traria, trarias, traria, etc.; g) pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem; h) futuro do subjuntivo: trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem. Ver a) presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem; b) presente do subjuntivo: veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam; c) pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram; d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram; e) pretérito imperfeito do subjuntivo: visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem; f) futuro do subjuntivo: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem. Seguem esse modelo os derivados antever, entrever, prever, rever. Prover segue o modelo acima apenas no presente do indicativo e seus tempos derivados; nos demais tempos, comportase como um verbo regular da segunda conjugação. Vir a) presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm; b) presente do subjuntivo: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham; c) pretérito imperfeito do indicativo: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham; d) pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram; e) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram; f) pretérito imperfeito do subjuntivo: viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem; g) futuro do subjuntivo: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem; h) particípio e gerúndio: vindo. Seguem esse modelo os verbos advir, convir, desavir-se, intervir, provir, sobrevir. O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas. O impessoal é usado em sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, o pessoal refere-se às pessoas do discurso, dependendo do contexto. Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase. Usa-se o impessoal: sem referência a nenhum sujeito: É proibido fumar na sala; nas locuções verbais: Devemos avaliar a sua situação; quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos: É um problema fácil de solucionar; quando o infinitivo possui valor de imperativo - Ele respondeu: "Marchar!" APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Usa-se o pessoal: quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal: Eu não te culpo por saíres daqui; quando, por meio de flexão, se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito: Foi um erro responderes dessa maneira; quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pessoa do plural): - Escutei baterem à porta. ARTIGO Precede o substantivo para determiná-lo, mantendo com ele relação de concordância. Assim, qualquer expressão ou frase fica substantivada se for determinada por artigo (O 'conhece-te a ti mesmo' é conselho sábio). Em certos casos, serve para assinalar gênero e número (o/a colega, o/os ônibus). Os artigos podem ser classificados em: definido - o, a, os, as - um ser claramente determinado entre outros da mesma espécie; indefinido - um, uma, uns, umas - um ser qualquer entre outros de mesma espécie; Podem aparecer combinados com preposições (numa, do, à, entre outros). Quanto ao emprego do artigo: não é obrigatório seu uso diante da maioria dos substantivos, podendo ser substituído por outra gripada que homem). Nesse sentido, convém omitir o uso do artigo em provérbios e máximas para manter o sentido generalizante (Tempo é dinheiro / Dedico esse poema a homem ou a mulher?); não se deve usar artigo depois de cujo e suas flexões; outro, em sentido determinado, é precedido de artigo; caso contrário, dispensa- outros conversavam); não se usa artigo diante de expressões de tratamento iniciadas por possessivos, além das formas abreviadas frei, dom, são, expressões de origem estrangeira (Lord, Sir, Madame) e sóror ou sóror; é obrigatório o uso do artigo definido entre o numeral ambos (ambos os dois) e o substantivo a que se refere (ambos os cônjuges); diante do possessivo (função de adjetivo) o uso é facultativo; mas se o pronome for substantivo, torna-se obrigatório (os [seus] planos foram descobertos, mas os meus ainda estão em segredo); omite-se o artigo definido antes de nomes de parentesco precedidos de possessivo (A moça deixou a casa a sua tia); antes de nomes próprios personativos, não se deve utilizar artigo. O seu uso denota familiaridade, por isso é geralmente usado antes de apelidos. Os antropônimos são determinados pelo artigo se usados no plural (os Maias, Os Homeros); geralmente dispensado depois de cheirar a, saber a (= ter gosto a) e similares (cheirar a jasmim / isto sabe a vinho); não se usa artigo diante das palavras casa (= lar, moradia), terra (= chão firme) e palácio a menos que essas palavras sejam especificadas (venho de casa / venho da casa paterna); na expressão uma hora, significando a primeira hora, o emprego é facultativo (era perto de / da uma hora). Se for indicar hora exata, à uma hora (como qualquer expressão adverbial feminina); diante de alguns nomes de cidade não se usa artigo, a não ser que venham modificados por adjetivo, locução adjetiva ou oração adjetiva (Aracaju, Sergipe, Curitiba, Roma, Atenas); usa-se artigo definido antes dos nomes de estados brasileiros. Como não se usa artigo nas denominações geográficas formadas por nomes ou adjetivos, excetuam-se AL, GO, MT, MG, PE, SC, SP e SE; expressões com palavras repetidas repelem APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa artigo (gota a gota / face a face); não se combina com preposição o artigo que faz parte de nomes de jornais, revistas e obras literárias, bem como se o artigo introduzir sujeito (li em Os Lusíadas / Está na hora de a onça beber água); depois de todo, emprega-se o artigo para conferir idéia de totalidade (Toda a sociedade poderá outro determinante (todos os familiares / todos estes familiares); repete-se artigo: a) nas oposições entre pessoas e coisas (o rico e o pobre) / b) na qualificação antonímica do mesmo substantivo (o bom e o mau ladrão) / c) na distinção de gênero e número (o patrão e os operários / o genro e a nora); não se repete artigo: a) quando há sinonímia indicada pela explicativa ou (a botânica ou fitologia) / b) quando adjetivos qualificam o mesmo substantivo (a clara, persuasiva e discreta exposição dos fatos nos abalou). NUMERAL: Numeral é a palavra que indica quantidade, número de ordem, múltiplo ou fração. Classifica-se como cardinal (1, 2, 3), ordinal (primeiro, segundo, terceiro), multiplicativo (dobro, duplo, triplo), fracionário (meio, metade, terço). Além desses, ainda há os numerais coletivos (dúzia, par). Quanto ao valor, os numerais podem apresentar valor adjetivo ou substantivo. Se estiverem acompanhando e modificando um substantivo, terão valor adjetivo. Já se estiverem substituindo um substantivo e designando seres, terão valor substantivo. [Ele foi o primeiro jogador a chegar. (valor adjetivo) / Ele será o primeiro desta vez. (valor substantivo)]. Quanto ao emprego: os ordinais como último, penúltimo, antepenúltimo, respectivos... não possuem cardinais correspondentes. os fracionários têm como forma própria meio, metade e terço, todas as outras representações de divisão correspondem aos ordinais ou aos cardinais seguidos da palavra avos (quarto, décimo, milésimo, quinze avos); designando séculos, reis, papas e capítulos, utiliza-se na leitura ordinal até décimo; a partir daí usam-se os cardinais. (Luís XIV - quatorze, Papa Paulo II - segundo); Se o numeral vier antes do substantivo, será obrigatório o ordinal (XX Bienal - vigésima, IV Semana de Cultura - quarta); zero e ambos(as) também são numerais cardinais. 14 apresenta duas formas por extenso catorze e quatorze; a forma milhar é masculina, portanto não existe "algumas milhares de pessoas"e sim alguns milhares de pessoas; alguns numerais coletivos: grosa (doze dúzias), lustro (período de cinco anos), sesquicentenário (150 anos); um: numeral ou artigo? Nestes casos, a distinção é feita pelo contexto. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Numeral indicando quantidade e artigo quando se opõe ao substantivo indicando-o de forma indefinida. Quanto à flexão, varia em gênero e número: variam em gênero: Cardinais: um, dois e os duzentos a novecentos; todos os ordinais; os multiplicativos e fracionários, quando expressam uma ideia adjetiva em relação ao substantivo. variam em número: Cardinais terminados em -ão; todos os ordinais; os multiplicativos, quando têm função adjetiva; os fracionários, dependendo do cardinal que os antecede. Os cardinais, quando substantivos, vão para o plural se terminarem por som vocálico (Tirei dois dez e três quatros). ADVÉRBIO: É a palavra que modifica o sentido do verbo (maioria), do adjetivo e do próprio advérbio (intensidade para essas duas classes). Denota em si mesma uma circunstância que determina sua classificação: lugar: longe, junto, acima, ali, lá, atrás, alhures; tempo: breve, cedo, já, agora, outrora, imediatamente, ainda; modo: bem, mal, melhor, pior, devagar, a maioria dos adv. com sufixo -mente; negação: não, qual nada, tampouco, absolutamente; dúvida: quiçá, talvez, provavelmente, porventura, possivelmente; intensidade: muito, pouco, bastante, mais, meio, quão, demais, tão; afirmação: sim, certamente, deveras, com efeito, realmente, efetivamente. As palavras onde (de lugar), como (de modo), porque (de causa), quanto (classificação variável) e quando (de tempo), usadas em frases interrogativas diretas ou indiretas, são classificadas como advérbios interrogativos (queria saber onde todos dormirão / quando se realizou o concurso). Onde, quando, como, se empregados com antecedente em orações adjetivas são advérbios relativos (estava naquela rua onde passavam os ônibus / ele chegou na hora quando ela ia falar / não sei o modo como ele foi tratado aqui). As locuções adverbiais são geralmente constituídas de preposição + substantivo - à direita, à frente, à vontade, de cor, em vão, por acaso, frente a frente, de maneira alguma, de manhã, de repente, de vez em quando, em breve, em mão (em vez de "em mãos") etc. São classificadas, também, em função da circunstância que expressam. Quanto ao grau, apesar de pertencer à categoria das palavras invariáveis, o advérbio pode apresentar variações de grau comparativo ou superlativo. Comparativo: igualdade - tão + advérbio + quanto superioridade - mais + advérbio + (do) que inferioridade - menos + advérbio + (do) que Superlativo: sintético - advérbio + sufixo (-íssimo) analítico - muito + advérbio. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Bem e mal admitem grau comparativo de superioridade sintético: melhor e pior. As formas mais bem e mais mal são usadas diante de particípios adjetivados. (Ele está mais bem informado do que eu). Melhor e pior podem corresponder a mais bem / mal (adv.) ou a mais bom / mau (adjetivo). Quanto ao emprego: três advérbios pronominais indefinidos de lugar vão caindo em desuso: algures, alhures e nenhures, substituídos por em algum, em outro e em nenhum lugar; na linguagem coloquial, o advérbio recebe sufixo diminutivo. Nesses casos, o advérbio assume valor superlativo absoluto sintético (cedinho / pertinho). A repetição de um mesmo advérbio também assume valor superlativo (saiu cedo, cedo); quando os advérbios terminados em -mente estiverem coordenados, é comum o uso do sufixo só no último (Falou rápida e pausadamente); muito e bastante podem aparecer como advérbio (invariável) ou pronome indefinido (variável - determina substantivo); otimamente e pessimamente são superlativos absolutos sintéticos de bem e mal, respectivamente; adjetivos adverbializados mantêm-se invariáveis (terminaram rápido o trabalho / ele falou claro). As palavras denotativas são séries de palavras que se assemelham ao advérbio. A Norma Gramatical Brasileira considera-as apenas como palavras denotativas, não pertencendo a nenhuma das 10 classes gramaticais. Classificam-se em função da idéia que expressam: adição: ainda, além disso etc. (Comeu tudo e ainda queria mais); afastamento: embora (Foi embora daqui); afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente (Ainda bem que passei de ano); aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de etc. (É quase 1h a pé); designação: eis (Eis nosso carro novo); exclusão: apesar, somente, só, salvo, unicamente, exclusive, exceto, senão, sequer, apenas etc. (Todos saíram, menos ela / Não me descontou sequer um real); explicação: isto é, por exemplo, a saber etc. (Li vários livros, a saber, os clássicos); inclusão: até, ainda, além disso, também, inclusive etc. (Eu também vou / Falta tudo, até água); limitação: só, somente, unicamente, apenas etc. (Apenas um me respondeu / Só ele veio à festa); realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque etc. (E você lá sabe essa questão?); retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes etc. (Somos três, ou melhor, quatro); situação: então, mas, se, agora, afinal etc. (Afinal, quem perguntaria a ele?). PREPOSIÇÃO: É a palavra invariável que liga dois termos entre si, estabelecendo relação de subordinação entre o termo regente e o regido. São antepostos aos dependentes (objeto indireto, complemento nominal, adjuntos e orações subordinadas). Dividese em: essenciais (maioria das vezes são preposições): a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás; acidentais (palavras de outras classes que podem exercer função de preposição): afora, conforme (= de acordo com), consoante, durante, exceto, salvo, segundo, senão, mediante, visto (= devido a, por causa de) etc. (Vestimo-nos conforme a moda e o tempo / Os heróis tiveram como prêmio aquela taça / Mediante meios escusos, ele conseguiu a vaga / Vovó dormiu durante a viagem). As preposições essenciais regem pronomes oblíquos tônicos; enquanto preposições acidentais regem as formas retas dos pronomes pessoais. (Falei sobre ti/Todos, exceto eu, vieram). As locuções prepositivas, em geral, são formadas de advérbio (ou locução adverbial) + preposição - abaixo de, acerca de, a fim de, além de, defronte a, ao lado de, apesar de, através de, de acordo com, em vez de, junto de, perto de, até a, a par de, devido a. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Observa-se que a última palavra da locução prepositiva é sempre uma preposição, enquanto a última palavra de uma locução adverbial nunca é preposição. Quanto ao emprego, as preposições podem ser usadas em: combinação: preposição + outra palavra sem perda fonética (ao/aos); contração: preposição + outra palavra com perda fonética (na/àquela); não se deve contrair de se o termo seguinte for sujeito (Está na hora de ele falar); a preposição após, pode funcionar como advérbio (= atrás) (Terminada a festa, saíram logo após.); trás, atualmente, só se usa em locuções adverbiais e prepositivas (por trás, para trás por trás de). Quanto à diferença entre pronome pessoal oblíquo, preposição e artigo, deve-se observar que a preposição liga dois termos, sendo invariável, enquanto o pronome oblíquo substitui um substantivo. Já o artigo antecede o substantivo, determinando. As preposições podem estabelecer as seguintes relações: isoladamente, as preposições são palavras vazias de sentido, se bem que algumas contenham uma vaga noção de tempo e lugar. Nas frases, exprimem diversas relações: autoria - música de Caetano lugar - cair sobre o telhado, estar sob a mesa tempo - nascer a 15 de outubro, viajar em uma hora, viajei durante as férias modo ou conformidade - chegar aos gritos, votar em branco causa - tremer de frio, preso por vadiagem assunto - falar sobre política fim ou finalidade - vir em socorro, virpara ficar instrumento - escrever a lápis, ferir-se com a faca companhia - sair com amigos / meio - voltar a cavalo, viajar de ônibus matéria - anel de prata, pão com farinha posse - carro de João oposição - Flamengo contra Fluminense conteúdo - copo de (com) vinho preço - vender a (por) R$ 300, 00 origem - descender de família humilde especialidade - formou-se em Medicina destino ou direção - ir a Roma, olhe para frente. INTERJEIÇÃO: São palavras que expressam estados emocionais do falante, variando de acordo com o contexto emocional. Podem expressar: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa alegria - ah!, oh!, oba! advertência - cuidado!, atenção afugentamento - fora!, rua!, passa!, xô! alívio - ufa!, arre! animação - coragem!, avante!, eia! aplauso - bravo!, bis!, mais um! chamamento - alô!, olá!, psit! desejo - oxalá!, tomara! / dor - ai!, ui! espanto - puxa!, oh!, chi!, ué! impaciência - hum!, hem! silêncio - silêncio!, psiu!, quieto! São locuções interjetivas: puxa vida! não diga! que horror! graças a Deus! ora bolas! cruz credo! CONJUNÇÃO: É a palavra que liga orações basicamente, estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). As conjunções classificam-se em: Coordenativas, aquelas que ligam duas orações independentes (coordenadas), ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro da oração. Apresentam cinco tipos: aditivas (adição): e, nem, mas também, como também, bem como, mas ainda; adversativas (adversidade, oposição): mas, porém, todavia, contudo, antes (= pelo contrário), não obstante, apesar disso; alternativas (alternância, exclusão, escolha): ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer; conclusivas (conclusão): logo, portanto, pois (depois do verbo), por conseguinte, por isso; explicativas (justificação): - pois (antes do verbo), porque, que, porquanto. Subordinativas - ligam duas orações dependentes, subordinando uma à outra. Apresentam dez tipos: causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como, desde que; Palavra que liga orações basicamente, estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). As conjunções classificam-se em: comparativas: como, (tal) qual, assim como, (tanto) quanto, (mais ou menos +) que; condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= se não), a menos que; consecutivas (conseqüência, resultado, efeito): que (precedido de tal, tanto, tão etc. - indicadores de intensidade), de modo que, de maneira que, de sorte que, de maneira que, sem que; conformativas (conformidade, adequação): conforme, segundo, consoante, como; concessiva: embora, conquanto, posto que, por muito que, se bem que, ainda que, mesmo que; temporais: quando, enquanto, logo que, desde que, assim que, mal (= logo que), até que; finais - a fim de que, para que, que; APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa proporcionais: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais (+ tanto menos); integrantes - que, se. As conjunções integrantes introduzem as orações subordinadas substantivas, enquanto as demais iniciam orações subordinadas adverbiais. Muitas vezes a função de interligar orações é desempenhada por locuções conjuntivas, advérbios ou pronomes. 6. Sintaxe da oração e do período. FRASE E ORAÇÃO Frase é todo o enunciado linguístico que tem sentido completo e termina com uma pausa pontuada. Não é necessário haver verbo para a formação de uma frase quando o que foi enunciado tem sentido completo. Exemplos: Silêncio! E agora, José? Choveu. Não sei o que dizer ... As frases são marcadas por entonação que, na escrita, ocorrem com o recurso dos sinais de pontuação. Sem a pontuação, as palavras são apenas vocábulos. Oração A oração é o enunciado que se organiza em torno de um verbo ou de uma locução verbal. As orações podem ou não ter sentido completo. Exemplos: Acabamos, finalmente! Levaram tudo. É provável. Estamos indo ... TERMOS DA ORAÇÃO Termos Essenciais da Oração As orações são estruturadas em torno de um sujeito e de um predicado que, juntos, são denominados termos essenciais da oração. Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado. É em torno desses dois elementos que as orações são estruturadas. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa O elemento a quem se declara algo é denominado sujeito. Na estrutura da oração, o sujeito é o elemento que estabelece a concordância com o verbo. Por sua vez, o predicado é tudo aquilo que se diz sobre o sujeito. Para fixar! Sujeito = o ser sobre o qual se declara alguma coisa. Predicado = o que se declara sobre o sujeito. Na oração, sujeito e predicado funcionam assim: Exemplo 1: As ruas são intransitáveis. Sujeito: as ruas Verbo: são Predicado: são intransitáveis (este é um predicado nominal e abaixo você vai entender o porquê!) Exemplo 2: Os alunos chegaram atrasados novamente. Sujeito: os alunos Verbo: chegaram Predicado: chegaram atrasados novamente Sujeito Núcleo do sujeito Núcleo do sujeito é a palavra com carga mais significativa em torno do sujeito. Quando o sujeito é formado por mais de uma palavra, há sempre uma com maior importância semântica. Exemplo: O garoto logo percebeu a festa que o esperava. Sujeito: O garoto Núcleo do sujeito: garoto Predicado: logo percebeu a festa que o esperava O núcleo do sujeito pode ser expresso por substantivo, pronome substantivo, numeral substantivo ou qualquer palavra substantivada. Exemplo de substantivo: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa A casa foi fechada para reforma. Sujeito: A casa Núcleo do sujeito: casa Predicado: foi fechada para reforma. Exemplo de pronome substantivo: Eles não gostam de carne vermelha. Sujeito: Eles Núcleo do sujeito: Eles Predicado: não gostam de carne vermelha. Exemplo de numeral substantivo: Três excede. Sujeito: Três Núcleo do sujeito: Três Predicado: excede. Exemplo de palavra substantivada: Um oi foi expresso rapidamente. Sujeito: Um oi Núcleo do sujeito: oi Predicado: foi expresso rapidamente. Tipos de sujeito O sujeito pode ser determinado (simples, composto, oculto), indeterminado ou inexistente. Sujeito simples Quando possui um só núcleo. Ocorre quando o verbo se refere a um só substantivo ou um só pronome, ou um só numeral, ou a uma só palavra substantivada. Exemplo: O desenho em nanquim será sempre uma expressão admirada. Sujeito: O desenho em nanquim Núcleo: desenho Predicado: será sempre uma expressão admirada. Sujeito composto APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Com mais de um núcleo. As orações com sujeito composto são compostas por mais de um pronome, mais de um numeral, mais de uma palavra ou expressão substantivada ou mais de uma oração substantivada. Exemplo: Cristina, Marina e Bianca fazem balé no Teatro Municipal. Sujeito: Cristina, Marina e Bianca Núcleo: Cristina, Marina, Bianca Predicado: fazem balé no Teatro Municipal. Sujeito oculto Ocorre quando o sujeito não está materialmente expresso na oração, mas pode ser identificado pela desinência verbal ou pelo período contíguo. Também é chamado de sujeito elíptico, desinencial ou implícito. Exemplo: Estávamos à espera do ônibus. Sujeito oculto: nós Desinência verbal: estávamos Sujeito indeterminado O sujeito indeterminado ocorre quando não se refere a um elemento identificado de maneira clara. É observado em três casos: quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, sem que o contexto permita identificar o sujeito; quando um verbo está na 3.ª pessoa do singular acompanhado do pronome (se); quando o verbo está no infinitivo pessoal. Sujeito inexistente A oração sem sujeito ocorre quando a informação veiculada pelo predicado está centrada em um verbo impessoal. Por isso, não há relação entre sujeito e verbo. Exemplo: Choveu muitoem Manaus. Predicado: Choveu muito em Manaus Predicado APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa O predicado pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal. Predicado Verbal O predicado verbal ocorre quando o núcleo da informação veiculada pelo predicado está contido em um verbo significativo que pode ser transitivo ou intransitivo. Nesse caso, a informação sobre o sujeito está contida nos verbos. Exemplo: O entregador chegou. Predicado verbal: chegou. Predicado Nominal O predicado nominal é formado por um verbo de ligação + predicativo do sujeito. Exemplo: O entregador está atrasado. Predicado nominal: está atrasado. Predicado Verbo-nominal O predicado verbo-nominal apresenta dois núcleos: o verbo transitivo ou intransitivo + o predicativo do sujeito ou predicativo do objeto. Exemplo: A menina chegou ofegante à ginástica. Sujeito: A menina Predicado verbo-nominal: chegou ofegante à ginástica. Termos Constituintes da Oração Os termos constituintes da oração são as palavras que compõem ou estruturam os discursos linguísticos. São classificados em: Termos essenciais (sujeito e predicado) Termos integrantes (complementos verbais, complemento nominal e agente da passiva) Termos acessórios (adjunto adverbial, adjunto adnominal, aposto e vocativo) Termos Essenciais da Oração O nome já indica que não há oração sem a existência do sujeito e do predicado, vistos que correspondem aos termos essenciais da construção frasal. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Sujeito O sujeito é a pessoa responsável pela ação, ou seja, é o termo o qual se declara ou enuncia algo. Tipos de Sujeito Os sujeitos são classificados em: Sujeito Simples: formado por um único núcleo, por exemplo: Maria andava na praia. (um sujeito responsável pela ação) Sujeito Composto: formado por dois ou mais núcleos, por exemplo: Maria, João e Manuel foram fazer compras. (três sujeitos que compõem a ação) Sujeito Oculto: também chamado de "sujeito elíptico ou desinencial", o sujeito oculto não aparece declarado na frase, porém existe uma pessoa que desenvolve a ação, por exemplo: Fui comprar óleo para fritar as batatas. (Segundo a conjugação verbal, fica fácil determinar qual pessoa é responsável por aquela ação, nesse c eu Sujeito Indeterminado: nesse caso não é possível determinar o sujeito da ação. Ocorre geralmente nas orações que apresentam verbos na 3ª pessoa do plural sem referência ao elemento anterior, por exemplo: Fizeram acusações sobre você; ou nas orações compostas por verbos na 3ª pessoa Acredita-se na conscientização da população. Sujeito Inexistente ao qual o predicado se refere. Esse tipo de sujeito pode ocorrer nas frases que apresentem verbos icando o tempo passado, por exemplo, Houve etc.) e distâncias, por exemplo, São de fenômenos da natureza (chover, nevar, garoar, entardecer, anoitecer, etc.), por exemplo, Chuviscou o dia todo. Predicado O predicado corresponde às informações sobre o sujeito os quais concordam com ele em número (singular ou plural) e pessoa (eu, tu, ele, nos, vós, eles). Em outras palavras, o predicado é o termo que se refere ao sujeito constituído de verbos e complementos. Entenda a relação entre Sujeito e Predicado. Tipos de Predicado Os predicados são classificados em: Predicado Nominal: orações formadas por verbos de ligação (indicam estado), donde o núcleo corresponde a um nome (predicativo do sujeito), por exemplo: As pessoas permanecem caladas. Note que o predicativo do sujeito designa o termo responsável por exprimir o estado ou modo de ser do sujeito, de modo que destaca uma característica ou atributo do sujeito. Predicado Verbal: expressa ação, sendo o núcleo um verbo que podem ser: transitivo direto (VTD), transitivo indireto (VTI), transitivo direto e indireto (VTDI) ou intransitivo (VI), por exemplo: Luana viajou (verbo intransitivo), A menina gosta de vestidos novos (verbo transitivo indireto). APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Predicado Verbo-Nominal: Nesse caso, o predicado é formado por dois núcleos, ou seja, um nome e um verbo, por exemplo: A menina chegou atrasada - predicativo do sujeito). Termos Integrantes da Oração Os termos integrantes complementam os termos essenciais da oração (sujeito e predicado), são eles: os complementos verbais, ou seja, o objeto direto e indireto, o complemento nominal e o agente da passiva, embora alguns estudiosos classifiquem o agente da passiva como um termo acessório. Complemento Verbal Os complementos verbais constituintes da oração são classificados em: Objeto Direto: termo não regido por preposição o qual completa o sentido do verbo transitivo direto (VTD); pode ser trocado por o, as, os, as, por exemplo: Bianca esperava o namorado. Objeto Indireto: termo regido por preposição o qual completa o sentido do verbo transitivo direto (VTI), por exemplo: Marcela gosta de chocolates. Complemento Nominal O complemento nominal corresponde aos termos que complementam os nomes por meio de preposição, que podem ser substantivos, adjetivos e advérbios, por exemplo: Joana tem orgulho do filho. Agente da Passiva Termo utilizado para determinar o praticante da ação na voz verbal passiva, donde o sujeito é ação expressa pelo verbo. Geralmente são acompanhados por preposição (por, pelo ou de), por exemplo: A casa foi arrumada pelo filho (agente da passiva). Termos Acessórios da Oração Termos que apresentam função secundária na construção das orações, posto que são utilizados em determinados contextos sendo dispensáveis em outros. Os termos acessórios possuem a função de determinar os substantivos exprimindo circunstâncias, são eles: adjunto adverbial, adjunto adnominal, aposto e vocativo. Adjunto Adverbial O Adjunto Adverbial corresponde ao termo que se refere ao verbo, ao adjetivo e ao advérbio. São classificados em: modo, tempo, intensidade, negação, afirmação, dúvida, finalidade, matéria, lugar, meio, concessão, argumento, companhia, causa, assunto, instrumento, fenômeno da natureza, paladar, sentimento, preço, oposição, acréscimo, condição, por exemplo: Felizmente a noiva chegou (adjunto adverbial de modo). APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Adjunto Adnominal O adjunto adnominal é o termo que indica o agente da ação, de forma que caracteriza, modifica, determina ou qualifica o nome ao qual se refere (substantivo); por exemplo: As duas crianças pequenas brincaram. Aposto O aposto é o termo encarregado de explicar ou detalhar melhor o nome ao qual se refere, por exemplo: Brasília, capital do Brasil, foi construída na década de 60. Vocativo Termo independente da oração (não se relaciona com o sujeito ou predicado) que indica o ma pessoa ou de um ser (interlocutor), sendo isolado por vírgulas, por exemplo: Pessoal, vamos para a festa. 7. Concordância nominal e verbal. CONCORDÂNCIA VERBAL: é a concordância em número e pessoa entre o sujeito gramatical e o verbo. Exemplos de concordância verbal Eu li; Ele leu; Nós lemos; Eles leram. Casos Particulares de Concordância Verbal Concordância com pronome relativo QUE O verbo estabelece concordância com o antecedente do pronome: sou eu que quero, somos nós que queremos são eles que querem. Concordância com pronome relativo QUEM O verbo estabelece concordância com o antecedente do pronome ou fica na 3.ª pessoa do singular: sou eu quem quero sou eu quem quer. Concordância com: A MAIORIA, A MAIOR PARTE, A METADE... Preferencialmente, o verbo estabelece concordância com a 3.ª pessoa do singular. Contudo, o uso da 3.ª pessoa do plural é igualmente aceitável: a maioria das pessoas quer, a maioria das pessoas querem. Concordância com UM DOS QUE O verbo estabelece sempre concordância com a 3.ª pessoa do plural: um dos que ouviram, APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa um dos que estudarão, um dos quesabem. Concordância com NEM UM NEM OUTRO O verbo pode estabelecer concordância com a 3.ª pessoa do singular ou do plural: nem um nem outro veio nem um nem outro vieram Concordância com verbos impessoais O verbo estabelece sempre concordância com a 3.ª pessoa do singular, uma vez que não possui um sujeito: havia pessoas, houve problemas, faz dois dias, já amanheceu. Concordância com a partícula apassivadora se O verbo estabelece concordância com o objeto direto, que assume a função de sujeito paciente, podendo ficar no singular ou no plural: vende-se casa, vendem-se casas. Concordância com a partícula de indeterminação do sujeito se O verbo estabelece sempre concordância com a 3.ª pessoa do singular quando a frase é formada por verbos intransitivos ou por verbos transitivos indiretos: precisa-se de funcionário, precisa- se de funcionários. Concordância com o infinitivo pessoal O verbo no infinitivo sofre flexão sempre que houver um sujeito definido, quando se quiser definir o sujeito, quando o sujeito da segunda oração for diferente do da primeira: é para eles lerem, acho necessário comprarmos comida, eu vi eles chegarem tarde. Concordância com o infinitivo impessoal O verbo no infinitivo não sofre flexão quando não houver um sujeito definido, quando o sujeito da segunda oração for igual ao da primeira oração, em locuções verbais, com verbos preposicionados e com verbos imperativos: eles querem comprar, passamos para ver você, eles estão a ouvir. Concordância com o verbo ser O verbo estabelece concordância com o predicativo do sujeito, podendo ficar no singular ou no plural: isto é uma mentira, isto são mentiras; quem é você, quem são vocês. CONCORDÂNCIA NOMINAL: é a concordância em gênero e número entre os diversos nomes da oração, ocorrendo principalmente entre o artigo, o substantivo e o adjetivo. Concordância em gênero indica a flexão em masculino e feminino. Concordância em número indica a flexão em singular e plural. Concordância em pessoa indica a flexão em 1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa. Exemplos de concordância nominal O vizinho novo; A vizinha nova; Os vizinhos novos; As vizinhas novas. CASOS PARTICULARES DE CONCORDÂNCIA NOMINAL Concordância com pronomes pessoais O adjetivo estabelece concordância em gênero e número com o pronome pessoal: ela é simpática, ele é simpático, elas são simpáticas, eles são simpáticos. Concordância com vários substantivos O adjetivo estabelece concordância em gênero e número com o substantivo que está mais próximo: caderno e caneta nova, caneta e caderno novo. Pode também estabelecer concordância com a forma no masculino plural: caneta e caderno novos, caderno e caneta novos. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Concordância com vários adjetivos Quando há dois ou mais adjetivos no singular, o substantivo permanece no singular apenas se houver um artigo entre os adjetivos. Sem a presença de um artigo, o substantivo deverá ser escrito no plural: o escritor brasileiro e o chileno, os escritores brasileiro e chileno. Concordância com: É PROIBIDO, É PERMITIDO, É PRECISO, É NECESSÁRIO, É BOM Estas expressões estabelecem concordância em gênero e número com o substantivo quando há um artigo que determina o substantivo, mas permanecem invariáveis no masculino singular quando não há artigo: é permitida a entrada, é permitido entrada, é proibida a venda, é proibido venda. Concordância com: BASTANTE, MUITO, POUCO, MEIO, LONGE, CARO E BARATO Estas palavras estabelecem concordância em gênero e número com o substantivo quando possuem função de adjetivo: comi meio chocolate, comi meia maçã, há bastante procura, há bastantes pedidos, vi muitas crianças, vi muitos adultos. Concordância: COM MENOS A palavra menos permanece sempre invariável, quer atue como advérbio ou como adjetivo: menos tristeza, menos medo, menos traições, menos pedidos. Concordância com: MESMO, PRÓPRIO, ANEXO, OBRIGADO, QUITE, INCLUSO Estas palavras estabelecem concordância em gênero e número com o substantivo: resultados anexos, informações anexas, as próprias pessoas, o próprio síndico, ele mesmo, elas mesmas. Concordância: COM UM E OUTRO Com a expressão um e outro, o adjetivo deverá ser sempre escrito no plural, mesmo que o substantivo esteja no singular: um e outro aluno estudiosos, uma e outra pergunta respondidas. 8. Regência verbal e nominal; No funcionamento da língua, um importante mecanismo estabelecedor de relações é o de subordinação ou regência, que atua desde a estrutura dum morfema até a relação complexa entre orações num período composto, ou mesmo além, na própria malha textual. Assim, um prefixo ou sufixo se subordine ao radical a que se adiciona. Por exemplo, sabemos que o SUFIXO OSO, formador de adjetivos, indica abundância, plenitude e ideias afins, só totalmente explicitadas quando anexo a um radical; daí gostoso, perigoso, medroso e tantos outros exemplos. De modo similar, podemos pensar, em nível da oração, o sujeito como termo que subordina a forma verbal, essa, por sua vez, regente/subordinante de complementos verbais, quando se tratar de verbos transitivos, claro. Mesmo em níveis mais amplos, poderíamos, facilmente, observar e comprovar que um dado parágrafo de um texto argumentativo, por exemplo, subordina-se ao conjunto desse texto e seus objetivos gerais. Subordinar é reger. Em contrapartida, há os termos regidos e subordinados. Nomes e verbos, frequentemente, estabelecem uma relação de regência sobre seus complementos, respectivamente, nominais e verbais (esses últimos, mais comumente, chamados objetos). Vejamos isso mais claramente. Gosto de cinema italiano Termo regente termo regido APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa No exemplo temos um termo regente, o verbo gostar. Consequentemente, há um termo regido, no caso, um objeto, cinema italiano. Esse objeto é dito indireto pois necessita de uma preposição para ser regido pelo verbo em questão. O estudo dos processos de regências, habitualmente, diz respeito à análise das situações em que nomes e verbos pedem ou não determinada preposição para desempenhar sua função regente sobre seus complementos. No exemplo acima, o verbo apresenta o mesmo padrão de regência tanto em linguagem corrente quanto no uso culto da língua. Contudo, muitos são os exemplos que destoam disso, havendo um padrão de regência, usualmente, divergente do praticado em linguagem espontânea. Um caso recorrente é o do verbo assistir, indicado, em linguagem padrão, como regente da preposição a. Então, teríamos, assistimos ao jogo de vôlei ontem. Ocorre que, como dito, essa regência, bem comumente, realiza-se diretamente, ou seja, sem qualquer intermédio de preposição. Uma consequência efetiva e prática disso é a possibilidade da versão passiva O jogo de vôlei foi assistido ontem por nós, o que não seria de se esperar de uma construção, afinal, com objeto indireto. Também é transitivo indireto assistir em sentido de caber, dizer respeito a: Tratava-se dum princípio que assistia a todos. Considere-se ainda o verbo assistir significando dar assistência a, como em Assistia os filhos enquanto estavam doentes, em construção de regência direta. REGÊNCIA VERBAL: Além do verbo assistir, há outros que apresentam um padrão distinto do uso corrente. Desses, vale lembrar, em termos de regência verbal: ASPIRAR a) regência transitiva indireta, significando pretender, almejar, com a PREPOSIÇÃO A: Aspiramos a uma boa formação intelectual. b) regência transitiva direta, no sentido de inalar, inspirar, respirar: É bom aspirar esse ar aqui da serra. CHAMAR a) é transitivo indireto, regendo a preposição por, no sentido de invocar, conclamar: - No ritual, chamava por várias divindades. b) é transitivo direto, na acepção de convocar: - Chamaram urgentemente os responsáveis dela à escola. c) pode ser transitivo tanto direto quanto indireto, acompanhado da preposição de e/ou a, alternando as seguintespossibilidades de construções: - Chamam-no doidivanas. - Chamam-lhe doidivanas. - Chamam-no de doidivanas. - Chamam-lhe de doidivanas. ESQUECER/(RE)LEMBRAR a) quando transitivos indiretos, são pronominais e regem a preposição de: - Lembrei-me de nossa reunião. b) quando transitivos diretos, perdem a faceta pronominal. - Esqueci a carteira em casa. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa IMPLICAR Assume regência transitiva direta: Tal decisão implicará sérios prejuízos a todos nós. (DES)OBEDECER a) transitivo direto, quando o objeto corresponde a coisa: - Obedeceram rigorosamente as regras de trânsito. b) transitivo indireto quando o objeto corresponde a alguém: - Insensatamente, desobedeceram aos guardas de trânsito. Obs.: lembrando que, devido à flutuação de regência entre esse registro padrão e a linguagem corrente, encontramos, por isso, os guardas de trânsito foram desobedecidos. PREFERIR É bitransitivo, tendo objeto indireto, introduzido por preposição a: - Preferia cinema a teatro. RESPONDER a) É transitivo indireto, na acepção de dar resposta a: - Respondeu a todas as perguntas do teste. Obs.: aí também pode assumir comportamento intransitivo. Ex.: Foi chamado, mas não respondeu. b) É transitivo direto, introduzindo oração objetiva direta, em seu uso como verbo narrativo/declarativo; - Ele respondeu que não viria. Obs.: nessa mesma acepção, pode ser ainda bitransitivo. Ex.: Ele respondeu ao secretário que não viria. VISAR a) É transitivo indireto, exigindo a PREPOSIÇÃO A, se equivalente a ter em vista, desejar, almejar: - Visava a uma ambiciosa carreira. b) É transitivo direto, se corresponde a mirar ou dar visto: - O despachante já havia visado todos os documentos / - Visou o alvo e disparou. REGÊNCIA NOMINAL: Regência nominal é quando um nome (substantivo, adjetivo) regente determina para o nome regido a necessidade do uso de uma preposição, ou seja, o vínculo entre o nome regente e o seu termo regido se estabelece por meio de uma preposição. DICA: A relação entre um nome regente e seu termo regido se estabelece sempre por meio de uma preposição. Exemplo: - Os trabalhadores ficaram satisfeito com o acordo, que foi favorável a eles. Veja: "satisfeito" é o termo regente e "com o acordo" é o termo regido, "favorável" é o termo regente e "a eles" é o termo regido. Obs.: Quando um pronome relativo (que, qual, cujo, etc.) é regido por um nome, deve-se introduzir, antes do relativo, a preposição que o nome exige. Exemplo: - A proposta a que éramos favoráveis não foi discutida na reunião. (quem é favorável, é favorável a alguma coisa/alguém) Regência Nominal: Principais Casos (Mais Utilizados nas Provas) APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Como vimos, quando o termo regente é um nome, temos a regência nominal. Então pra facilitar segue abaixo uma lista dos principais nomes que exigem preposições, existem nomes que pedem o uso de uma só preposição, mas também existem nomes que exigem o uso de mais de uma preposição. veja: Nomes que exigem o uso da Acessível, acostumado, adaptado, adequado, afeição, agradável, alheio, alusão, análogo, anterior, apto, atento, atenção , avesso, benéfico, benefício, caro, compreensível, comum, contíguo, contrário, desacostumado desagradável, desatento, desfavorável, desrespeito, devoto, equivalente, estranho, favorável, fiel, grato, habituado, hostil, horror, idêntico, imune, inacessível, indiferente, inerente, inferior, insensível, Junto , leal, necessário, nocivo, obediente, odioso, ódio, ojeriza, oneroso, paralelo, peculiar, pernicioso, perpendicular, posterior, preferível, preferência, prejudicial, prestes, propenso, propício, proveitoso, próximo, rebelde, rente, respeito, semelhante, sensível, simpático, superior, traidor, último, útil, visível, vizinho... Nomes que exigem o uso da Abrigado, amante, amigo ávido, capaz, certo, cheio, cheiro, comum, contemporâneo, convicto, cúmplice, descendente, desejoso, despojado, destituído, devoto, diferente, difícil, doente, dotado, duro, êmulo, escasso, fácil, feliz, fértil, forte, fraco, imbuído, impossível, incapaz, indigno, inimigo, inocente, inseparável, isento, junto, livre, longe, louco, maior, medo, menor, natural, orgulhoso, passível, piedade, possível, prodígio, próprio, querido, rico, seguro, sujo, suspeito, temeroso, vazio... Nomes que exigem a Opinião, discurso, discussão, dúvida, insistência, influência, informação, preponderante, proeminência, triunfo, No analogia, aparentado, compatível, cuidadoso, descontente, generoso, impaciente, impaciência, incompatível, ingrato, intolerante, mal, misericordioso, obsequioso, ocupado, parecido, relacionado, satisfeito, severo, solícito, triste... Nomes que exigem a PREPOSIÇÃO "EM": Abundante, atento, bacharel, constante, doutor, entendido, erudito, fecundo, firme, hábil, incansável, incessante, inconstante, indeciso, infatigável, lento, morador, negligente, perito, pertinaz, prático, residente, sábio, sito, versado... Nomes que exigem a PREPOSIÇÃO "CONTRA": Atentado, Blasfêmia, combate, conspiração, declaração, luta, fúria, impotência, litígio, protesto, reclamação, representação... Nomes que exigem a PREPOSIÇÃO "PARA": Mau, próprio, odioso, útil... 9. Colocação Pronominal É a parte da gramática que trata da correta colocação dos pronomes oblíquos átonos na frase. Embora na linguagem falada a colocação dos pronomes não seja rigorosamente seguida, algumas normas devem ser observadas, sobretudo, na linguagem escrita. Dicas: Existe uma ordem de prioridade na colocação pronominal: 1º tente fazer PRÓCLISE, depois MESÓCLISE e em último caso, ÊNCLISE. PRÓCLISE: É a colocação pronominal antes do verbo. A próclise é usada: 1) Quando o verbo estiver precedido de palavras que atraem o pronome para antes do verbo. São elas: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa a) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém, jamais, etc. Ex.: Não se esqueça de mim. b) Advérbios. Ex.: Agora se negam a depor. c) Conjunções subordinativas. Ex.: Soube que me negariam. d) Pronomes relativos. Ex.: Identificaram duas pessoas que se encontravam desaparecidas. e) Pronomes indefinidos. Ex.: Poucos te deram a oportunidade. f) Pronomes demonstrativos. Ex.: Disso me acusaram, mas sem provas. 2) Orações iniciadas por palavras interrogativas. Ex.: Quem te fez a encomenda? 3) Orações iniciadas por palavras exclamativas. Ex.: Quanto se ofendem por nada! 4) Orações que exprimem desejo (orações optativas). Ex.: Que Deus o ajude. MESÓCLISE: É a colocação pronominal no meio do verbo. A mesóclise é usada: Quando o verbo estiver no futuro do presente ou futuro do pretérito, contanto que esses verbos não estejam precedidos de palavras que exijam a próclise. Exemplos: Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em prol da paz no mundo. Não fosse os meus compromissos, acompanhar-te-ia nessa viagem. ÊNCLISE: É a colocação pronominal depois do verbo. A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não forem possíveis: 1) Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo. Ex.: Quando eu avisar, silenciem-se todos. 2) Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal. Ex.: Não era minha intenção machucar-te. 3) Quando o verbo iniciar a oração. Ex.: Vou-me embora agora mesmo. 4) Quando houver pausa antes do verbo. Ex.: Se eu ganho na loteria, mudo-me hoje mesmo. 5- Quando o verbo estiver no gerúndio. Ex.: Recusou a proposta fazendo-se de desentendida. Dicas: O pronome poderá vir proclítico quando o infinitivo estiver precedido de preposição ou palavra atrativa. Exemplos: É preciso encontrar um meio de não o magoar. É preciso encontrar um meio de não magoá-lo. Colocação pronominal nas locuções verbais 1) Quando o verbo principal for constituído por um particípio a. O pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar. Ex.: Haviam-me convidado para a festa. b. Se antes da locução verbal houver palavra atrativa, o pronomeoblíquo ficará antes do verbo auxiliar. Ex.: Não me haviam convidado para a festa. Dicas: Se o verbo auxiliar estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito, ocorrerá a mesóclise, desde que não haja palavra atrativa antes dele. Ex.: Haver-me-iam convidado para a festa. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa 2) Quando o verbo principal for constituído por um infinitivo ou um gerúndio: a) Se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal. Exemplos: Devo esclarecer-lhe o ocorrido/ Devo-lhe esclarecer o ocorrido. Estavam chamando-me pelo alto-falante./ Estavam-me chamando pelo alto-falante. b) Se houver palavra atrativa, o pronome poderá ser colocado antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal. Exemplos: Não posso esclarecer-lhe o ocorrido./ Não lhe posso esclarecer o ocorrido. Não estavam chamando-me./ Não me estavam chamando. Observações importantes: Emprego de o, a, os, as 1) Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, os pronomes: o, a, os, as não se alteram. Exemplos: Chame-o agora. Deixei-a mais tranquila. 2) Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes finais alteram-se para lo, la, los, las. Exemplos: (Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho. (Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa. 3) Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em, ão, õe, õe,), os pronomes o, a, os, as alteram-se para no, na, nos, nas. Exemplos: Chamem-no agora. Põe-na sobre a mesa. 4) As formas combinadas dos pronomes oblíquos: mo, to, lho, no-lo, vo-lo, formas em desuso, podem ocorrer em próclise, ênclise ou mesóclise. Ex.: Ele mo deu. (Ele me deu o livro) Reescrita de frases e parágrafos do texto Para fazer uma reescrita de frases e parágrafos de um texto, nós devemos ter muita atenção na gramática, ou seja, nos erros de pontuação, concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal, o uso da crase e a colocação pronominal. Uma troca de posição da vírgula, por exemplo, pode alterar o sentido da frase. As frases reescritas devem manter a informação essencial do texto utilizando vocabulários e expressões do texto original e a ordem das palavras para que o texto mantenha seu sentido. Deve-se prestar a atenção na ordem das palavras para que o texto não mude de sentido. Devemos também prestar atenção no tempo verbal A Reescrita pode ser feita através de substituição de palavras ou de trechos de textos utilizando: Sinônimos, antônimos, locução verbal, verbos por substantivos e vice-versa, voz verbal, conectivos de mesmo valor semântico: SINÔNIMOS: palavras que possuem significados iguais ou semelhantes Aquele carro está com problema Aquele automóvel está com defeito. ANTÔNIMOS: palavras que possuem significados diferentes, ou seja, significados opostos O homem estava bravo O sujeito não estava tranquilo APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa LOCUÇÃO VERBAL: É a união de verbos com a função de apenas um. Vou ler este livro para meu filho Lerei este livro para meu filho VERBO POR SUBSTANTIVO E VICE-VERSA: Você transforma uma oração verbal em oração nominal ou vice-versa. Caminhar = caminho Resolver = resolução Trabalhar = trabalho Estudar = estudos Beijar = beijo O trabalho é essencial para a vida Trabalhar é essencial para a vida VOZ VERBAL: A voz assumida pelo verbo indica se o sujeito é agente ou paciente da ação. Eu vi a mulher no supermercado A mulher foi vista por mim no supermercado CONECTIVOS COM MESMO VALOR SEMÂNTICO Os conectivos como conjunção, preposição e advérbio ajudam a dar sentido às orações. Conectivos de adição Conectivos de certeza Conectivos de condição: Caso, eventualmente, se. Conectivos de conclusão: Em Conectivos de tempo Dentre outros conectivos. Por certo, eu vencerei esta partida. Certamente, eu vencerei esta partida. 10. Semântica SINONÍMIA, ANTONÍMIA, HOMONÍMIA, PARONÍMIA Sinonímia A sinonímia lexical é uma relação entre dois itens onde ocorre uma identidade de significação. Ex.: Levar / conduzir; subir / elevar; limpar / purificar; lento / lerdo; liso / plano; rápido / ligeiro / ágil / lépido; medroso / temeroso; áspero / rude / tosco / grosseiro. significação muito próxima, permitindo que um seja escolhido pelo outro em alguns contextos, sem APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Mattoso Câmara acrescenta que tal relação pode- lingu Segundo ele, a significação da palavra é o conjunto dos contextos linguísticos em que esta pode ocorrer, logo é impossível encontrar dois sinônimos perfeitos. Palavras consideradas sinônimas sempre passam por algum tipo de especificação, seja de sentido ou de uso, que irá determinar a são igualmente adequadas a um determinado fim. São antigos os argumentos contra a existência de sinônimos perfeitos, que fariam com que existissem duas línguas em uma mesma língua. Na maioria dos sinônimos há uma ideia geral, que é comum a todos, e ideias especiais que os especificam. Porém, há palavras que são realmente equivalentes, que apenas se diferenciam pela forma, por questões sociais ou geográficas, conforme Nos casos aqueles que contêm algum traço de diferenciador - a escolha vocabular pode se dar a partir da exigência de um campo semântico, especificado pelo contexto; ou da preocupação do locutor em respeitar determinado nível de fala; ou, ainda, para acrescentar juízo à informação. Por exemplo, percebe- um juízo pejorativo. Antonímia Segundo ele, esta oposição pode se dar sob a forma de uma gradação (grande / pequeno; jovem / velho), ou numa reciprocidade (comprar / vender, perguntar / responder), ou, ainda, numa complementaridade (ele não é casado / ele é solteiro). Mattoso Câmara, recorrendo à morfologia, opta por fazer uma abordagem da antonímia sob três aspectos diferentes: 1. palavras de radicais diferentes; ex.: bom / mau; 2. palavras de uma mesma raiz, numa das quais um prefixo negativo cria oposição com a raiz da outra, negando-lhe o semantema; ex.: feliz / infeliz; 3. palavras de mesma raiz que se opõem pelos prefixos de significação contrária; ex.: excluir / incluir. Diz- -se que a princípio insípida, porém, em oposição à água salgada do de de alguns adjetivos se dá a partir da - Homonímia Antônio Houaiss define a homonímia como sendo um Na definição dada por Manoel P. Ribeiro, consta que a forma gráfica das palavras homônimas não é os que, geralmente, se pronunciam da mesma forma, mas cujo APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa O mesmo autor apresenta duas distinções para os homônimos quanto às grafias: Os que possuem pronúncia e grafia iguais, classificam-se como homônimos perfeitos: lima (ferramenta) / lima (fruta). Os que são iguais na pronúncia, mas diferentes na grafia, chamam-se homônimos homófonos: seção / cessão / sessão; apreçar (fazer o preço) / apressar (acelerar). Porém, Mattoso Câmara nega a existência de homônimos homófonos, como em colher (verbo) e colher (substantivo), apoiando-se no argumento de que há uma diferença fonológica nesses casos. No exemplo dado, o primeiro vocábulo apresenta vogal fechada e, o segundo, vogal aberta. A definição dada por Mattoso Câmara acrescenta às dos demais autores estudados que a Para ele, a homonímia se diferencia da polissemia pela maneira como os morfemas aparecem nos vocábulos e os vocábulos nas sentenças. Quando a distribuição for diferente, tem se a homonímia. Quando for igual, tem-se a polissemia. Por exemplo, canto (substantivo) / canto (verbo) são homônimos, uma vez que nos padrões das sentenças se distribuem de maneira diferente: Um canto alegre / Canto alegremente. Paronímia Diante dos enunciados que seguem, analisemos: A pessoa que estava ao seu lado demonstrou ser um cavalheiro. A carreata seguiu adiante acompanhada dos cavaleiros trajados a rigor. Constatamos a presença de dois vocábulos que se mostram semelhantes, tanto no som quanto na grafia. Entretanto, quando analisadas demodo contextual, retratam significados divergentes, haja vista que na primeira oração o sentido se refere a uma atitude cordial, educada. Já na segunda, o sentido se atém a um determinado grupo que, supostamente, saiu em cavalgada rumo a um determinado lugar. Mediante tal ocorrência, deparamo-nos com uma particularidade linguística, ora caracterizada pela paronímia relacionada à Semântica estabelecendo uma estreita relação com o significado das palavras de acordo com o contexto em que se inserem. Não somente os casos evidenciados acima, mas também tantos outros representam a classe a qual denominamos de parônimos. Vejamos a seguir uma relação destes: Conotação E Denotação A linguagem é o maior instrumento de interação entre sujeitos socialmente organizados. Isso porque ela possibilita a troca de ideias, a circulação de saberes e faz intermediação entre todas as formas de relação humanas. Quando queremos nos expressar verbalmente, seja de maneira oral (fala), seja na forma escrita, recorremos às palavras, expressões e enunciados de uma língua, os quais atuam em dois planos de sentido distintos: o denotativo, que é o sentido literal da palavra, expressão ou enunciado, e o conotativo, que é o sentido figurado da palavra, expressão ou enunciado. Vejamos mais detalhadamente cada um deles: DENOTAÇÃO APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Quando a linguagem está no sentido denotativo, significa que ela está sendo utilizada em seu sentido literal, ou seja, o sentido que carrega o significado básico das palavras, expressões e enunciados de uma língua. Em outras palavras, o sentido denotativo é o sentido real, dicionarizado das palavras. De maneira geral, o sentido denotativo é utilizado na produção de textos que tenham função referencial, cujo objetivo é transmitir informações, argumentar, orientar a respeito de diversos assuntos, como é o caso da reportagem, editorial, artigo de opinião, resenha, artigo científico, ata, memorando, receita, manual de instrução, bula de remédios, entre outros. Nesses gêneros discursivos textuais, as palavras são utilizadas para fazer referência a conceitos, fatos, ações em seu sentido literal. Exemplos: A professora pediu aos alunos que pegassem o caderno de Geografia. A polícia capturou os três detentos que haviam fugido da penitenciária de Santa Cruz do Céu. O hibisco é uma planta que pode ser utilizada tanto para ornamentação de jardins quanto para a fabricação de chás terapêuticos a partir das suas flores. Amor: forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais. CONOTAÇÃO Quando a linguagem está no sentido conotativo, significa que ela está sendo utilizada em seu sentido figurado, ou seja, aquele cujas palavras, expressões ou enunciados ganham um novo significado em situações e contextos particulares de uso. O sentido conotativo modifica o sentido denotativo (literal) das palavras e expressões, ressignificando-as. De maneira geral, é possível encontrarmos o uso da linguagem conotativa nos gêneros discursivos textuais primários, ou seja, nos diálogos informais do cotidiano. Entretanto, são nos textos secundários, ou seja, aqueles mais elaborados, como os literários e publicitários, que a linguagem conotativa aparece com maior expressividade. A utilização da linguagem conotativa nos gêneros discursivos literários e publicitários ocorre para que se possa atribuir mais expressividade às palavras, enunciados e expressões, causando diferentes efeitos de sentido nos leitores/ouvintes. Exemplo: Leia um trecho do poema Amor é fogo que arde sem se ver, de Luiz Vaz de Camões, e observe a maneira como o poeta define a palavra/sentimento 'amor' utilizando linguagem conotativa: Amor é fogo que arde sem se ver Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói, e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É um cuidar que se ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor. Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor? (Luís Vaz de Camões, séc. XVI) FIGURAS DE SINTAXE, DE PENSAMENTO E DE LINGUAGEM Figuras De Sintaxe As Figuras de Sintaxe ou Figuras de Construção correspondem a um grupo das figuras de linguagem - ao lado das figuras de pensamento, figuras de palavras e figuras de som. São utilizadas para modificar um período, ou seja, interferem na estrutura gramatical da frase, com o intuito de oferecer maior expressividade ao texto. Assim, as figuras de sintaxe operam de diversas maneiras na frase, seja na inversão, repetição ou na omissão dos termos. Elipse A elipse é a omissão de um ou mais termos, os quais não foram expressos anteriormente no discurso, entretanto, que são facilmente identificáveis pelo interlocutor (receptor). Exemplo: Estávamos felizes com o resultado dos exames. (Neste caso, a conjugação do verbo Zeugma A zeugma é um tipo de elipse, uma vez que há omissão de um ou mais termos na oração, sendo um recurso utilizado para evitar a repetição de verbo ou substantivo. Exemplo: Fabiana comeu maçã, eu (comi) pera. Hipérbato ou Inversão O hipérbato é caraterizado pela inversão da ordem direta dos termos da oração, segundo a construção sintática usual da língua (sujeito + predicado + complemento). Exemplo: que na construção sintática usual seria: Manuela estava triste). Silepse Na silepse há concordância da ideia e não do termo utilizado. São classificadas em: Silepse de Gênero, quando ocorre discordância entre os gêneros (feminino e masculino); Silepse de Número, quando ocorre discordância entre o singular e o plural; APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Silepse de Pessoa, quando ocorre discordância entre o sujeito, que aparece na terceira pessoa, e o verbo, que surge na primeira pessoa do plural. Exemplos: São Paulo é suja. (silepse de gênero) Um bando (singular) de mulheres (plural) gritavam assustadas. (silepse de número) Todos os atletas (terceira pessoa) estamos (primeira pessoa do plural) preparados para o jogo. (silepse de pessoa) Assíndeto Síndeto corresponde a uma conjunção coordenativa utilizada para unir termos nas orações coordenadas. Feita essa observação, a figura de pensamento assíndeto é caracterizada pela ausência de conjunções. Exemplo: Daiana comprou uvas para comer, (e) limões para fazer suco. Polissíndeto Ao contrário do assíndeto, o polissíndeto é caracterizado pela repetição da conjunção coordenativa (conectivo). Exemplo: Dolores brigava, e gritava, e falava. Anáfora A anáfora é a repetição de termos no começo das frases, muito utilizada pelos escritores na construção dos versos a fim de dar maior ênfase à ideia. Exemplo: condicionalidade que o emissor do discurso quer propor). Anacoluto O anacoluto altera a sequência lógica da estrutura da frase por meio de uma pausa no discurso. Exemplo: Pleonasmo Repetição enfática ou redundância pode ser utilizado intencionalmente (pleonasmo literário) como figura de linguagem, ou por desconhecimento das normas gramaticais (pleonasmo vicioso), nesse caso um vício de linguagem. Exemplo: A noite escura da Amazônia. (Note que a noite já pressupõe escuridão.) APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Figuras De Pensamento As Figuras de Pensamento fazem parte de um dos grupos das figuras de linguagem, ao lado das figuras de palavras, das figuras de sintaxe e das figuras de som. Utilizadas para produzir maior expressividade à comunicação, as figuras de pensamento trabalham com a combinação de ideias, pensamentos. Gradação ou Clímax Na gradação os termos da frase são fruto de hierarquia (ordem crescente ou decrescente)Exemplo: As pessoas chegaram à festa, sentaram, comeram e dançaram. Neste caso, a gradação vai ao encontro com o clímax, ou seja, o encadeamento dos verbos se faz na ordem crescente, e por isso trata-se de uma gradação crescente: chegaram, sentaram, comeram e dançaram. Por outro lado, se a g longe, hoje perto, agora aqui. Prosopopeia ou Personificação Consiste na atribuição de ações, sentimentos ou qualidades humanas a objetos, seres irracionais ou outras coisas inanimadas. Exemplo: O vento suspirou essa manhã. (Nesta frase sabemos que o vento é algo inanimado que Eufemismo Atenua o sentido das palavras, suavizando as expressões do discurso. Exemplo: Ele foi para o céu morreu.) Hipérbole ou Auxese A hipérbole é uma figura de linguagem baseada no exagero intencional do locutor, isto é, expressa uma ideia de forma exagerada. Exemplo: Liguei para ele milhões de vezes essa tarde. (Sabemos que a pessoa tinha o intuito de enfatizar que ligou muitas vezes, entretanto, não chegou a 1 milhão, num pequeno espaço de tempo, ou seja, durante uma tarde.) Litote Assemelha-se ao eufemismo, uma vez que atenua a ideia do enunciado mediante a negação do contrário, sendo portanto, a figura de linguagem que se opõe à hipérbole. Exemplo: Aquela bolsa não é cara (Pela expressão, podemos concluir que o locutor enfatizou que a bolsa é barata, ou seja, a negação do contrário: não é cara.) Antítese Corresponde à aproximação de palavras contrárias, que têm sentidos opostos. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Exemplo: O ódio e a amor Paradoxo ou Oxímoro Diferente da antítese, que opõem palavras, o paradoxo corresponde ao uso de ideias contrárias, aparentemente absurdas. Exemplo: Esse amor me mata e dá vida. (Neste caso, o mesmo amor traz alegrias (vida) e tristeza (mata) para a pessoa.) Ironia Produz um efeito contrário com intenção sarcástica, maliciosa e/ou de crítica, uma vez que as palavras são utilizadas em sentido diverso ou oposto. Exemplo: Ele é um santinho mesmo! (Dependendo do discurso dos falantes fica claro que a palavra Apóstrofe Caracterizam as expressões de chamamento ou apelo, função que se assemelha ao vocativo. Exemplo: Ó Deus! Ó Céus! Porque não me ligou? (O chamamento utilizado antes, enfatiza a indignação do locutor com a falta do telefonema.) FIGURAS DE LINGUAGEM Figuras de Linguagem são recursos estilísticos usados para dar maior ênfase à comunicação e torná- la mais bonita. Elas são classificadas em Figuras de palavras ou semânticas Figuras de pensamento Figuras de sintaxe ou construção Figuras de som ou harmonia Figuras de Palavras Metáfora Comparação de palavras com significados diferentes e cujo termo comparativo fica subentendido na frase. Exemplo: A vida é uma nuvem que voa. (A vida é como uma nuvem que voa.) APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa ANOT Sinestesia Associação de sensações por órgãos de sentidos diferentes. : Com aquele olhos frios , disse que não gostava mais da namorada. A frieza está associada ao tato e não à visão. Perífrase Substituição de uma ou mais palavras por outra que a identifique : O rugido do rei das selvas é ouvido a uma distância de 8 quilômetros. (O rugido do leão é ouvido a uma distância de 8 quilômetros.) "Terra da Garoa" substitui "cidade de São Paulo" APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa 11. Pontuação Para que servem os sinais de pontuação? No geral, para representar pausas na fala, nos casos do ponto, vírgula e ponto e vírgula; ou entonações, nos casos do ponto de exclamação e de interrogação, por exemplo. Além de pausa na fala e entonação da voz, os sinais de pontuação reproduzem, na escrita, nossas emoções, intenções e anseios. Vejamos aqui alguns empregos: 1. Vírgula (,) É usada para: a) separar termos que possuem mesma função sintática na oração: O menino berrou, chorou, esperneou e, enfim, dormiu. Nessa oração, a vírgula separa os verbos. a) isolar o vocativo: Então, minha cara, não há mais o que se dizer! b) isolar o aposto: O João, ex-integrante da comissão, veio assistir à reunião. c) d) isolar termos antecipados, como complemento ou adjunto: d) Uma vontade indescritível de beber água, eu senti quando olhei para aquele copo suado! (antecipação de complemento verbal) e) Nada se fez, naquele momento, para que pudéssemos sair! (antecipação de adjunto adverbial) f) separar expressões explicativas, conjunções e conectivos: isto é, ou seja, por exemplo, além disso, pois, porém, mas, no entanto, assim, etc. g) separar os nomes dos locais de datas: Brasília, 30 de janeiro de 2009. h) isolar orações adjetivas explicativas: O filme, que você indicou para mim, é muito mais do que esperava. A vírgula entre orações É utilizada nas seguintes situações: a) separar as orações subordinadas adjetivas explicativas. Ex.: Meu pai, de quem guardo amargas lembranças, mora no Rio de Janeiro. b) separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas (exceto as iniciadas pela conjunção e). Ex.: Acordei, tomei meu banho, comi algo e saí para o trabalho. Estudou muito, mas não foi aprovado no exame. Há três casos em que se usa a vírgula antes da conjunção: 1. quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes. Ex.: Os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres. 2. quando a conjunção e vier repetida com a finalidade de dar ênfase (polissíndeto). Ex.: E chora, e ri, e grita, e pula de alegria. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa 3. quando a conjunção e assumir valores distintos que não seja da adição (adversidade, consequência, por exemplo) Ex.: Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada. 4. separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas), principalmente se estiverem antepostas à oração principal. Ex.: "No momento em que o tigre se lançava, curvou-se ainda mais; e fugindo com o corpo apresentou o gancho."(O selvagem - José de Alencar) 5. separar as orações intercaladas. Ex.: "- Senhor, disse o velho, tenho grandes contentamentos em a estar plantando..." Essas orações poderão ter suas vírgulas substituídas por duplo travessão. Ex.: "Senhor - disse o velho - tenho grandes contentamentos em a estar plantando..." 6. separar as orações substantivas antepostas à principal. Ex.: Quanto custa viver, realmente não sei. Pontos 2.1 - Ponto-final (.) É usado ao final de frases para indicar uma pausa total: a) Não quero dizer nada. b) Eu amo minha família. E em abreviaturas: Sr., a. C., Ltda., vv., num., adj., obs. 2.2 - Ponto de Interrogação (?) O ponto de interrogação é usado para: a) Formular perguntas diretas: Você quer ir conosco ao cinema? Desejam participar da festa de confraternização? b) Para indicar surpresa, expressar indignação ou atitude de expectativa diante de uma determinada situação: O quê? não acredito que você tenha feito isso! (atitude de indignação) Não esperava que fosse receber tantos elogios! Será que mereço tudo isso? (surpresa) Qual será a minha colocação no resultado do concurso? Será a mesma que imagino? (expectativa) 2. 3 Ponto de Exclamação (!) Esse sinal de pontuação é utilizado nas seguintes circunstâncias: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa a) Depois de frases que expressem sentimentos distintos, tais como: entusiasmo, surpresa, súplica, ordem, horror, espanto: Iremos viajar! (entusiasmo) Foi ele o vencedor! (surpresa) Por favor, não me deixe aqui! (súplica) Que horror! Não esperava tal atitude. (espanto) Seja rápido! (ordem) b) Depois de vocativos e algumas interjeições: Ui! que susto você me deu. (interjeição) Foi você mesmo, garoto! (vocativo) c) Nas frases que exprimem desejo: Oh, Deus, ajude-me! Observações dignas de nota: Quando a intenção comunicativa expressar, ao mesmo tempo, questionamento e admiração, o uso dos pontos de interrogação e exclamaçãoé permitido. Observe: Que que eu posso fazer agora?! * Quando se deseja intensificar ainda mais a admiração ou qualquer outro sentimento, não há problema algum em repetir o ponto de exclamação ou interrogação. Note: Não!!! gritou a mãe desesperada ao ver o filho em perigo. 3. Ponto e vírgula (;) É usado para: a) separar itens enumerados: A Matemática se divide em: - geometria; - álgebra; - trigonometria; - - financeira. b) separar um período que já se encontra dividido por vírgulas: Ele não disse nada, apenas olhou ao longe, sentou por cima da grama; queria ficar sozinho com seu cão. 4. Dois-pontos (:) É usado quando: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa a) se vai fazer uma citação ou introduzir uma fala: Ele respondeu: não, muito obrigado! b) se quer indicar uma enumeração: Quero lhe dizer algumas coisas: não converse com pessoas estranhas, não brigue com seus colegas e não responda à professora. São usadas para indicar: a) (Carta Capital on-line, 30/01/09) b) expressões estrangeiras, neologismos, 6. Reticências (...) São usadas para indicar supressão de um trecho, interrupção ou dar ideia de continuidade ao que se estava falando: a) (...) Onde está ela, Amor, a nossa casa, O bem que neste mundo mais invejo? O brando ninho aonde o nosso beijo Será mais puro e doce que uma asa? (...) b) E então, veio um sentimento de alegria, paz, felicidade... c) Eu gostei da nova casa, mas do quintal... Parênteses ( ) São usados quando se quer explicar melhor algo que foi dito ou para fazer simples indicações. Ele comeu, e almoçou, e dormiu, e depois saiu. (o e aparece repetido e, por isso, há o predomínio de vírgulas). Travessão ( ) O travessão é indicado para: a) Indicar a mudança de interlocutor em um diálogo: - Quais ideias você tem para revelar? - Não sei se serão bem-vindas. - Não importa, o fato é que assim você estará contribuindo para a elaboração deste projeto. b) Separar orações intercaladas, desempenhando as funções da vírgula e dos parênteses: - Precisamos acreditar sempre disse o aluno confiante que tudo irá dar certo. - Não aja dessa forma falou a mãe irritada pois pode ser arriscado. c) Colocar em evidência uma frase, expressão ou palavra: - O prêmio foi destinado ao melhor aluno da classe uma pessoa bastante esforçada. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa - Gostaria de parabenizar a pessoa que está discursando meu melhor amigo. 12. Redação Oficial 1 Panorama da comunicação oficial A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários: a) alguém que comunique; b) algo a ser comunicado; c) alguém que receba essa comunicação. No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o serviço público (este/esta ou aquele/aquela Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão que comunica; e o destinatário dessa comunicação é o público, uma instituição privada ou outro órgão ou entidade pública, do Poder Executivo ou dos outros Poderes. Além disso, deve-se considerar a intenção do emissor e a finalidade do documento, para que o texto esteja adequado à situação comunicativa. A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e nos expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio caráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos e entidades públicos, o que só é alcançado se, em sua elaboração, for empregada a linguagem adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e objetividade. 2 O que é redação oficial Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige comunicações oficiais e atos normativos. Neste Manual, interessa-nos tratá-la do ponto de vista da administração pública federal. A redação oficial não é necessariamente árida e contrária à evolução da língua. É que sua finalidade básica comunicar com objetividade e máxima clareza impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular etc. Apresentadas essas características fundamentais da redação oficial, passemos à análise pormenorizada de cada um de seus atributos. 3 Atributos da redação oficial A redação oficial deve caracterizar-se por: clareza e precisão; objetividade; concisão; coesão e coerência; impessoalidade; formalidade e padronização; e uso da norma padrão da língua portuguesa. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa pública direta, indireta, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência administração pública, devem igualmente nortear a elaboração dos atos e das comunicações oficiais. 3.1 Clareza e precisão CLAREZA A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. Não se concebe que um documento oficial ou um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência é requisito do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto oficial ou um ato normativo não seja entendido pelos cidadãos. O princípio constitucional da publicidade não se esgota na mera publicação do texto, estendendo-se, ainda, à necessidade de que o texto seja claro. Para a obtenção de clareza, sugere-se: a) utilizar palavras e expressões simples, em seu sentido comum, salvo quando o texto versar sobre assunto técnico, hipótese em que se utilizará nomenclatura própria da área; b) usar frases curtas, bem estruturadas; apresentar as orações na ordem direta e evitar intercalações excessivas. Em certas ocasiões, para evitar ambiguidade, sugere-se a adoção da ordem inversa da oração; c) buscar a uniformidade do tempo verbal em todo o texto; d) não utilizar regionalismos e neologismos; e) pontuar adequadamente o texto; f) explicitar o significado da sigla na primeira referência a ela; e g) utilizar palavras e expressões em outro idioma apenas quando indispensáveis, em razão de serem designações ou expressões de uso já consagrado ou de não terem exata tradução. Nesse caso, grafe-as em itálico, conforme orientações do subitem 10.2 deste Manual. PRECISÃO O atributo da precisão complementa a clareza e caracteriza-se por: a) articulação da linguagem comum ou técnica para a perfeita compreensão da ideia veiculada no texto; b) manifestação do pensamento ou da ideia com as mesmas palavras, evitando o emprego de sinonímia com propósito meramente estilístico; e c) escolha de expressão ou palavra que não confira duplo sentido ao texto. É indispensável, também, a releitura de todo o texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros provém principalmente da falta da releitura, o que tornaria possível sua correção. Na revisão de um expediente, deve-se avaliar se ele será de fácil compreensão por seu destinatário. O que nos parece óbvio pode ser desconhecido por terceiros. O domínio que adquirimos sobre certos assuntos, em decorrência de nossa experiência profissional, muitas vezes, faz com que os tomemos como de conhecimento geral, o que nem sempre é verdade. Explicite, desenvolva, esclareça, precise os termos técnicos, o significado das siglas e das abreviações e os conceitos específicos que não possam ser dispensados. A revisão atenta exige tempo. A pressa com que são elaboradas certas comunicações quase sempre -se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no textoredigido. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa A clareza e a precisão não são atributos que se atinjam por si sós: elas dependem estritamente das demais características da redação oficial, apresentadas a seguir. 3.2 Objetividade Ser objetivo é ir diretamente ao assunto que se deseja abordar, sem voltas e sem redundâncias. Para conseguir isso, é fundamental que o redator saiba de antemão qual é a ideia principal e quais são as secundárias. Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe em todo texto de alguma complexidade: as fundamentais e as secundárias. Essas últimas podem esclarecer o sentido daquelas detalhá-las, exemplificá-las; mas existem também ideias secundárias que não acrescentam informação alguma ao texto, nem têm maior relação com as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas, o que também proporcionará mais objetividade ao texto. A objetividade conduz o leitor ao contato mais direto com o assunto e com as informações, sem subterfúgios, sem excessos de palavras e de ideias. É errado supor que a objetividade suprime a delicadeza de expressão ou torna o texto rude e grosseiro. 3.3 Concisão A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir o máximo de informações com o mínimo de palavras. Não se deve de forma alguma entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se deve eliminar passagens substanciais do texto com o único objetivo de reduzi-lo em tamanho. Trata-se, exclusivamente, de excluir palavras inúteis, redundâncias e passagens que nada acrescentem ao que já foi dito. Detalhes irrelevantes são dispensáveis: o texto deve evitar caracterizações e comentários supérfluos, adjetivos e advérbios inúteis, subordinação excessiva. A seguir, um exemplo1 de período mal construído, prolixo: legal vinculada ao terceiro fuso, a maioria da população do Acre demonstrou que a ela seria melhor regressar ao quarto fuso, estando cinco horas a menos que em Greenwich. Nesse texto, há vários detalhamentos desnecessários, abusou-se no emprego de adjetivos (impressionante, esmagadora, ampla, inconformada, indignada), o que lhe confere carga afetiva injustificável, sobretudo em texto oficial, que deve primar pela impessoalidade. Eliminados os excessos, o período ganha concisão, harmonia e unidade: Exemplo: Apurado, com impressionante agilidade e precisão, naquela tarde de 2009, o resultado da consulta à população acriana, verificou-se que a esmagadora e ampla maioria da população daquele distante estado manifestou-se pela efusiva e indubitável rejeição da alteração realizada pela Lei no 11.662/2008. Não satisfeita, inconformada e indignada, com a nova hora APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Exemplo: Apurado o resultado da consulta à população acreana, verificou-se que a maioria da população manifestou-se pela rejeição da alteração realizada pela Lei no 11.662/2008. Não satisfeita com a nova hora legal vinculada ao terceiro fuso, a maioria da população do Acre demonstrou que a ela seria melhor regressar ao quarto fuso, estando cinco horas menos que em Greenwich. 3.4 Coesão e coerência É indispensável que o texto tenha coesão e coerência. Tais atributos favorecem a conexão, a ligação, a harmonia entre os elementos de um texto. Percebe-se que o texto tem coesão e coerência quando se lê um texto e se verifica que as palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados, dando continuidade uns aos outros. Alguns mecanismos que estabelecem a coesão e a coerência de um texto são: referência, substituição, elipse e uso de conjunção. A referência diz respeito aos termos que se relacionam a outros necessários à sua interpretação. Esse mecanismo pode dar-se por retomada de um termo, relação com o que é precedente no texto, ou por antecipação de um termo cuja interpretação dependa do que se segue. Exemplos: O Deputado evitou a instalação da CPI da corrupção. Ele aguardou a decisão do Plenário. O TCU apontou estas irregularidades: falta de assinatura e de identificação no documento. A substituição é a colocação de um item lexical no lugar de outro(s) ou no lugar de uma oração. Exemplos: O Presidente assinou o acordo. O Chefe do Poder Executivo federal propôs reduzir as alíquotas. O ofício está pronto. O documento trata da exoneração do servidor. Os governadores decidiram acatar a decisão. Em seguida, os prefeitos fizeram o mesmo. A elipse consiste na omissão de um termo recuperável pelo contexto. Exemplo: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa O decreto regulamenta os casos gerais; a portaria, os particulares. (Na Outra estratégia para proporcionar coesão e coerência ao texto é utilizar conjunção para estabelecer ligação entre orações, períodos ou parágrafos. Exemplo: O Embaixador compareceu à reunião, pois identificou o interesse de seu Governo pelo assunto. 3.5 Impessoalidade A impessoalidade decorre de princípio constitucional (Constituição, art. 37), e seu significado remete a dois aspectos: o primeiro é a obrigatoriedade de que a administração pública proceda de modo a não privilegiar ou prejudicar ninguém, de que o seu norte seja, sempre, o interesse público; o segundo, a abstração da pessoalidade dos atos administrativos, pois, apesar de a ação administrativa ser exercida por intermédio de seus servidores, é resultado tão-somente da vontade estatal. A redação oficial é elaborada sempre em nome do serviço público e sempre em atendimento ao interesse geral dos cidadãos. Sendo assim, os assuntos objetos dos expedientes oficiais não devem ser tratados de outra forma que não a estritamente impessoal. Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre: a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um expediente assinado por Chefe de determinada Seção, a comunicação é sempre feita em nome do serviço público. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que as comunicações elaboradas em diferentes setores da administração pública guardem entre si certa uniformidade; b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre concebido como público, ou a uma instituição privada, a outro órgão ou a outra entidade pública. Em todos os casos, temos um destinatário concebido de forma homogênea e impessoal; e c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações oficiais se restringe a questões que dizem respeito ao interesse público, é natural não caber qualquer tom particular ou pessoal. Não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade de quem a elabora. A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária impessoalidade. 3.6 Formalidade e padronização As comunicações administrativas devem ser sempre formais, isto é, obedecer a certas regras de forma (BRASIL, 2015a). Isso é válido tanto para as comunicações feitas em meio eletrônico (por exemplo, o e-mail , o documento gerado no SEI!, o documento em html etc.), quanto para os eventuais documentos impressos. É imperativa, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata somente do correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível, mais do que isso: a formalidade diz respeito à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade dascomunicações. Ora, se a administração pública federal é una, é natural que as comunicações que expeça sigam o mesmo padrão. O estabelecimento desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que se atente para todas as características da redação oficial e que se cuide, ainda, da apresentação dos textos. A digitação sem erros, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo, nas exceções em que se fizer necessária a impressão, e a correta diagramação do texto são indispensáveis para a padronização. peito de normas específicas para cada tipo de expediente. Em razão de seu caráter público e de sua finalidade, os atos normativos e os expedientes oficiais requerem o uso do padrão culto do idioma, que acata os preceitos da gramática formal e emprega um léxico compartilhado pelo conjunto dos usuários da língua. O uso do padrão culto , portanto, imprescindível na redação oficial por estar acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas, regionais; dos modismos vocabulares e das particularidades linguísticas. Recomendações: a língua culta contra a pobreza de expressão e não contra a sua simplicidade; o uso do padrão culto não significa empregar a língua de modo rebuscado ou utilizar figuras de linguagem próprias do estilo literário; a consulta ao dicionário e à gramática imperativa na redação de um bom texto. Pode-se concluir que não existe propriamente um padrão oficial de linguagem, o que há é o uso da norma padrão nos atos e nas comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada. 4 Comunicação Oficiais A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, seguir os preceitos explicitados no Capítulo I, sticas específicas de cada tipo de expediente, que serão tratadas em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos à sua análise, vejamos outros aspectos comuns a quase todas as modalidades de comunicação oficial. 4.1 Pronomes de tratamento Tradicionalmente, o emprego dos pronomes de tratamento adota a segunda pessoa do plural, de maneira indireta, para referenciar atributos da pessoa à qual se dirige. Na redação oficial, é necessário atenção para o uso dos pronomes de tratamento em três momentos distintos: no endereçamento, no vocativo e no corpo do texto. No vocativo, o autor dirige-se ao destinatário no início do documento. No corpo do texto, pode-se empregar os pronomes de tratamento em sua forma abreviada ou por extenso. O endereçamento é o texto utilizado no envelope que contém a correspondência oficial. A seguir, alguns exemplos de utilização de pronomes de tratamento no texto oficial. Autoridade Endereçamento Vocativo Tratamento no corpo do texto Abreviatura Presidente da República A Sua Excelência o Senhor Excelentíssimo Senhor Presidente, da República, Vossa Excelência Não se usa APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Presidente do Congresso Nacional A Sua Excelência o Senhor Excelentíssimo Senhor Presidente, do Congresso Nacional, Vossa Excelência Não se usa Presidente do Supremo Tribunal Federal A Sua Excelência o Senhor Excelentíssimo Senhor Presidente, do Supremo Tribunal Federal, Vossa Excelência Não se usa Vice- Presidente da República A Sua Excelência o Senhor Senhor Vice-Presidente da República, Vossa Excelência V. Exa. Ministro de Estado A Sua Excelência o Senhor Senhor Ministro, Vossa Excelência V. Exa. Secretário Executivo de Ministério e demais ocupantes de cargos de natureza especial A Sua Excelência o Senhor Senhor Secretário- Executivo, Vossa Excelência V. Exa. Autoridade Endereçamento Vocativo Tratamento no corpo do texto Abreviatura Embaixador A Sua Excelência o Senhor Senhor Embaixador, Vossa Excelência V. Exa. Oficial-General das Forças Armadas A Sua Excelência o Senhor Senhor + Posto, Vossa Excelência V. Exa. Outros postos militares Ao Senhor Senhor + Posto, Vossa Senhoria V. Sa. Senador da República A Sua Excelência o Senhor Senhor Senador, Vossa Excelência V. Exa. Deputado Federal A Sua Excelência o Senhor Senhor Deputado, Vossa Excelência V. Exa. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Ministro do Tribunal de Contas da União A Sua Excelência o Senhor Senhor Ministro, do Tribunal de Contas da União, Vossa Excelência V. Exa. Ministro dos Tribunais Superiores A Sua Excelência o Senhor Senhor Ministro, Vossa Excelência V. Exa. Os exemplos acima são meramente exemplificativos. A profusão de normas estabelecendo hipóteses de tratamento por meio do pronome Vossa Excelência para categorias especif cas tornou inviável arrolar todas as hipóteses. 4.1.1 Concordância com os pronomes de tratamento Os pronomes de tratamento apresentam certas peculiaridades quanto às concordâncias verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala), levam a concordância para a terceira pessoa. Os pronomes Vossa Excelência ou Vossa Senhoria são utilizados para se comunicar diretamente com o receptor. Exemplo: Vossa Senhoria designará o assessor. Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa. Exemplo: Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Exemplos: Se o interlocutor for homem, o correto é: Vossa Excelência está atarefado. Se o interlocutor for mulher: Vossa Excelência está atarefada. O pronome Sua Excelência é utilizado para se fazer referência a alguma autoridade (indiretamente). Exemplo: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa A Sua Excelência o Ministro de Estado Chefe da Casa Civil (por exemplo, no endereçamento do expediente) 4.2 Signatário 4.2.1 Cargos interino e substituto Na identificação do signatário, depois do nome do cargo, é possível utilizar os termos interino e substituto, conforme situações a seguir: interino é aquele nomeado para ocupar transitoriamente cargo público durante a vacância; substituto é aquele designado para exercer as atribuições de cargo público vago ou no caso de afastamento e impedimentos legais ou regulamentares do titular. Esses termos devem ser utilizados depois do nome do cargo, sem hífen, sem vírgula e em minúsculo. Exemplos: Diretor-Geral interino Secretário-Executivo substituto 4.2.2 Signatárias do sexo feminino Na identificação do signatário, o cargo ocupado por pessoa do sexo feminino deve ser flexionado no gênero feminino. Exemplos: Ministra de Estado Secretária-Executiva interina Técnica Administrativa Coordenadora Administrativa 4.3 Grafia de cargos compostos Escrevem-se com hífen: a) -geral, relator-geral, ouvidor-geral; b) postos e gradações da diplomacia: primeiro-secretário, segundo-secretário; c) postos da hierarquia militar: tenente-coronel, capitão-tenente; Atenção: nomes compostos com elemento de ligação preposicionado ficam sem hífen: general de exército, general de brigada, tenente-brigadeiro do ar, capitão de mar e guerra; a) cargos que denotam hierarquia dentro de uma empresa: diretor-presidente, diretor-adjunto, editor-chefe, editor-assistente, sócio-gerente, diretor-executivo; b) cargos formados por numerais: primeiro-ministro, primeira-dama; c) ca -diretor, vice-coordenador. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa O novo Acordo Ortográfico tornou opcional o uso de iniciais maiúsculas em palavras usadas reverencialmente, por exemplo para cargos e títulos (exemplo: o Presidentefrancês ou o presidente francês). Porém, em palavras com hífen, após se optar pelo uso da maiúscula ou da minúscula, deve-se manter a escolha para a grafia de todos os elementos hifenizados: pode- - - -presiden 4.4 Vocativo O vocativo é uma invocação ao destinatário. Nas comunicações oficiais, o vocativo será sempre seguido de vírgula. Em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder, utiliza-se a expressão Excelentíssimo Senhor ou Excelentíssima Senhora e o cargo respectivo, seguidos de vírgula. Exemplos: Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal, As demais autoridades, mesmo aquelas tratadas por Vossa Excelência, receberão o vocativo Senhor ou Senhora seguido do cargo respectivo. Exemplos: Senhora Senadora, Senhor Juiz, Senhora Ministra, Na hipótese de comunicação com particular, pode-se utilizar o vocativo Senhor ou Senhora e a forma utilizada pela instituição para referir-se ao interlocutor: beneficiário, usuário, contribuinte, eleitor etc. Exemplos: Senhora Beneficiária, Senhor Contribuinte, Ainda, quando o destinatário for um particular, no vocativo, pode-se utilizar Senhor ou Senhora seguido do nome do particular ou pode- APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Exemplos: Senhora [Nome], Prezado Senhor, Em comunicações oficiais, está abolido o uso de Digníssimo (DD) e de Ilustríssimo (Ilmo.). Evite- indiscriminadamente. O tratamento por meio de Senhor confere a formalidade desejada. 5 O padrão ofício Oficio Até a segunda edição deste Manual, havia três tipos de expedientes que se diferenciavam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o objetivo de uniformizá-los, deve- se adotar nomenclatura e diagramação únicas, que sigam o que chamamos de padrão ofício. A distinção básica anterior entre os três era: a) aviso: era expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia; b) ofício: era expedido para e pelas demais autoridades; e c) memorando: era expedido entre unidades administrativas de um mesmo órgão. Atenção: Nesta nova edição ficou abolida aquela distinção e passou-se a utilizar o termo ofício nas três hipóteses. A seguir, será apresentada a estrutura do padrão ofício, de acordo com a ordem com que cada elemento aparece no documento oficial. 5.1 Partes do documento no padrão ofício 5.1.1 Cabeçalho O cabeçalho é utilizado apenas na primeira página do documento, centralizado na área determinada pela elementos: a) brasão de Armas da República2: no topo da página. Não há necessidade de ser aplicado em cores. O uso de marca da instituição deve ser evitado na correspondência oficial para não se sobrepor ao Brasão de Armas da República. b) nome do órgão principal; c) nomes dos órgãos secundários, quando necessários, da maior para a menor hierarquia; e d) espaçamento: entrelinhas simples (1,0). APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Os dados do órgão, tais como endereço, telefone, endereço de correspondência eletrônica, sítio eletrônico oficial da instituição, podem ser informados no rodapé do documento, centralizados. 5.1.2 Identificação do expediente Os documentos oficiais devem ser identificados da seguinte maneira: a) nome do documento: tipo de expediente por extenso, com todas as letras maiúsculas; b) c) informações do documento: número, ano (com quatro dígitos) e siglas usuais do setor que d) expede o documento, da menor para a maior hierarquia, separados por barra (/); e e) alinhamento: à margem esquerda da página. Exemplo: OFÍCIO No 652/2018/SAA/SE/MT 5.1.3 Local e data do documento Na grafia de datas em um documento, o conteúdo deve constar da seguinte forma: a) composição: local e data do documento; b) informação de local: nome da cidade onde foi expedido o documento, seguido de vírgula. Não se deve utilizar a sigla da unidade da federação depois do nome da cidade; a) dia do mês: em numeração ordinal se for o primeiro dia do mês e em numeração cardinal para os demais dias do mês. Não se deve utilizar zero à esquerda do número que indica o dia do mês; b) nome do mês: deve ser escrito com inicial minúscula; c) pontuação: coloca-se ponto-final depois da data; e d) alinhamento: o texto da data deve ser alinhado à margem direita da página. 5.1.4 Endereçamento Exemplo: Brasília, 2 de fevereiro de 2018. Exemplo: [Nome do órgão] [Secretaria/Diretoria] [Departamento/Setor/Entidade] APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa O endereçamento é a parte do documento que informa quem receberá o expediente. Nele deverão constar os seguintes elementos: a) b) nome: nome do destinatário do expediente; c) cargo: cargo do destinatário do expediente; d) endereço: endereço postal de quem receberá o expediente, dividido em duas linhas: primeira linha: informação de localidade/logradouro do destinatário ou, no caso de ofício ao mesmo órgão, informação do setor; segunda linha: CEP e cidade/unidade da federação, separados por espaço simples. Na separação entre cidade e unidade da federação pode ser substituída a barra pelo ponto ou pelo travessão. No caso de ofício ao mesmo órgão, não é obrigatória a informação do CEP, podendo ficar apenas a informação da cidade/unidade da federação; e a) alinhamento: à margem esquerda da página. O pronome de tratamento no endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Quando o tratamento destinado ao receptor for Vossa Senhoria, o endereçamento a ser empregado é - Exemplos: A Sua Excelência o Senhor [Nome] Ministro de Estado da Justiça Esplanada dos Ministérios Bloco T Seção 70064-900 Brasília/DF À Senhora [Nome] Diretora de Gestão de Pessoas SAUS Q. 3 Lote 5/6 Ed Sede I 70070-030 Brasília. DF Ao Senhor [Nome] Chefe da Seção de Compras Diretoria de Material, Brasília DF 5.1.5 Assunto O assunto deve dar uma ideia geral do que trata o documento, de forma sucinta. Ele deve ser grafado da seguinte maneira: a) título: a palavra Assunto deve anteceder a frase que define o conteúdo do documento, seguida de dois-pontos; b) descrição do assunto: a frase que descreve o conteúdo do documento deve ser escrita com inicial maiúscula, não se deve utilizar verbos e sugere-se utilizar de quatro a cinco palavras; c) destaque: todo o texto referente ao assunto, inclusive o título, deve ser destacado em negrito; d) pontuação: coloca-se ponto-final depois do assunto; e e) alinhamento: à margem esquerda da página. Exemplos: Assunto: Encaminhamento do Relatório de Gestão julho/2018. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Assunto: Aquisição de computadores. 5.1.6 Texto do documento O texto do documento oficial deve seguir a seguinte padronização de estrutura: I nos casos em que não seja usado para encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura: a) introdução: em que é apresentado o objetivo da comunicação. Evite o uso das formas: Tenho a honra de, Tenho o prazer de, Cumpre-me informar que. Prefira empregar a forma direta: Informo, Solicito, Comunico; b) desenvolvimento: em que o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição; e c) conclusão: em que é afirmada a posição sobre o assunto. II quando forem usados para encaminhamento de documentos, a estrutura é modificada: a) introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário e assunto de quese trata) e a razão pela qual está sendo encaminhado; e Exemplos: Em resposta ao Ofício no 12, de 1o de fevereiro de 2018, encaminho cópia do Ofício no 34, de 3 de abril de 2018, da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas, que trata da requisição do servidor Fulano de Tal. Encaminho, para exame e pronunciamento, cópia do Ofício no 12, de 1o de fevereiro de 2018, do Presidente da Confederação Nacional da Indústria, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste. a) desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento. Caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em expediente usado para encaminhamento de documentos. III tanto na estrutura I quanto na estrutura II, o texto do documento deve ser formatado da seguinte maneira: a) alinhamento: justificado; b) espaçamento entre linhas: simples; c) parágrafos: I. espaçamento entre parágrafos: de 6 pontos após cada parágrafo; II. recuo de parágrafo: 2,5 cm de distância da margem esquerda; III. numeração dos parágrafos: apenas quando o documento tiver três ou mais parágrafos, desde o primeiro parágrafo. Não se numeram o vocativo e o fecho; d) fonte: Calibri ou Carlito; APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa I. corpo do texto: tamanho 12 pontos; II. citações recuadas: tamanho 11 pontos; e III. notas de Rodapé: tamanho 10 pontos; e) símbolos: para símbolos não existentes nas fontes indicadas, pode-se utilizar as fontes Symbol e Wingdings; 5.1.7 Fechos para comunicações O fecho das comunicações oficiais objetiva, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, saudar o destinatário. Os modelos para fecho anteriormente utilizados foram regulados pela Portaria no 1, de 1937, do Ministério da Justiça, que estabelecia quinze padrões. Com o objetivo de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial: a) Para autoridades de hierarquia superior a do remetente, inclusive o Presidente da República: Respeitosamente, b) Para autoridades de mesma hierarquia, de hierarquia inferior ou demais casos: Atenciosamente, Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios. O fecho da comunicação deve ser formatado da seguinte maneira: a) alinhamento: alinhado à margem esquerda da página; b) recuo de parágrafo: 2,5 cm de distância da margem esquerda; c) espaçamento entre linhas: simples; d) espaçamento entre parágrafos: de 6 pontos após cada parágrafo; e e) não deve ser numerado. 5.1.8 Identificação do signatário Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais devem informar o signatário segundo o padrão: a) nome: nome da autoridade que as expede, grafado em letras maiúsculas, sem negrito. Não se usa linha acima do nome do signatário; a) cargo: cargo da autoridade que expede o documento, redigido apenas com as iniciais maiúsculas. As preposições que liguem as palavras do cargo devem ser grafadas em minúsculas; e b) alinhamento: a identificação do signatário deve ser centralizada na página. Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho. Exemplo: (espaço para assinatura) NOME Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República (espaço para assinatura) NOME APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Coordenador-Geral de Gestão de Pessoas 5.1.9 Numeração das páginas A numeração das páginas é obrigatória apenas a partir da segunda página da comunicação. Ela deve ser centralizada na página e obedecer à seguinte formatação: a) posição: no rodapé do documento, ou acima da área de 2 cm da margem inferior; e b) fonte: Calibri ou Carlito. 5.2 Formatação e apresentação Os documentos do padrão ofício devem obedecer à seguinte formatação: a) tamanho do papel: A4 (29,7 cm x 21 cm); b) margem lateral esquerda: no mínimo, 3 cm de largura; c) margem lateral direita: 1,5 cm; d) margens superior e inferior: 2 cm; e) área de cabeçalho: na primeira página, 5 cm a partir da margem superior do papel; f) área de rodapé: nos 2 cm da margem inferior do documento; g) impressão: na correspondência oficial, a impressão pode ocorrer em ambas as faces do papel. Nesse caso, as margens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares (margem espelho); h) cores: os textos devem ser impressos na cor preta em papel branco, reservando-se, se necessário, a impressão colorida para gráficos e ilustrações; i) destaques: para destaques deve-se utilizar, sem abuso, o negrito. Deve-se evitar destaques com uso de itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a sobriedade e a padronização do documento; j) palavras estrangeiras: palavras estrangeiras devem ser grafadas em itálico; k) arquivamento: dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto preservado para consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos. Deve ser utilizado, preferencialmente, formato de arquivo que possa ser lido e editado pela maioria dos editores de texto utilizados no serviço público, tais como DOCX, ODT ou RTF. l) nome do arquivo: para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira: tipo do documento + número do documento + ano do documento (com 4 dígitos) + palavras-chaves do conteúdo Exemplo: Ofício 123_2018_relatório produtividade anual Seguem exemplos de Ofício: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa 6 Tipos de documentos 6.1 Variações dos documentos oficiais Os documentos oficiais podem ser identificados de acordo com algumas possíveis variações: a) [NOME DO EXPEDIENTE] + CIRCULAR: Quando um órgão envia o mesmo expediente para mais de um órgão receptor. A sigla na epígrafe será apenas do órgão remetente. b) [NOME DO EXPEDIENTE] + CONJUNTO: Quando mais de um órgão envia, conjuntamente, o mesmo expediente para um único órgão receptor. As siglas dos órgãos remetentes constarão na epígrafe. c) [NOME DO EXPEDIENTE] + CONJUNTO CIRCULAR: Quando mais de um órgão envia, conjuntamente, o mesmo expediente para mais de um órgão receptor. As siglas dos órgãos remetentes constarão na epígrafe. Exemplos: OFÍCIO CIRCULAR Nº 652/2018/MEC OFÍCIO CONJUNTO Nº 368/2018/SECEX/SAJ OFÍCIO CONJUNTO CIRCULAR Nº 795/2018/CC/MJ/MRE Nos expedientes circulares, por haver mais de um receptor, o órgão remetente poderá inserir no rodapé as siglas ou nomes dos órgãos que receberão o expediente. 6.2 Exposição de Motivos Exposição de Motivos 6.2.1 Definição e finalidade Exposição de motivos (EM) é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao VicePresidente para: a) propor alguma medida; b) submeter projeto de ato normativo à sua consideração; ou c) informá-lo de determinado assunto. A exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado. Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um ministério, a exposição de motivos será assinada por todos os ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial. Independentemente de ser uma EM com apenas um autor ou uma EM interministerial, a sequência numérica das exposições de motivos é única. A numeração começa e termina dentro de um mesmo ano civil. 6.2.2 Forma e estrutura As exposições de motivos devem, obrigatoriamente:a) apontar, na introdução: o problema que demanda a adoção da medida ou do ato normativo proposto; ou informar ao Presidente da República algum assunto; b) indicar, no desenvolvimento: a razão de aquela medida ou de aquele ato normativo ser o ideal para se solucionar o problema e as eventuais alternativas existentes para equacioná-lo; ou fornecer mais detalhes sobre o assunto informado, quando for esse o caso; e APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa c) na conclusão: novamente, propor a medida a ser tomada ou o ato normativo a ser editado para solucionar o problema; ou apresentar as considerações finais no caso de EMs apenas informativas. As Exposições de Motivos que encaminham proposições normativas devem seguir o prescrito no Decreto nº 9.191, de 1º de novembro de 2017. Em síntese, elas devem ser instruídas com parecer jurídico e parecer de mérito que permitam a adequada avaliação da proposta. O atendimento dos requisitos do Decreto nº 9.191, de 2017, nas exposições de motivos que proponham a edição de ato normativo, tem como propósito: a) permitir a adequada reflexão sobre o problema que se busca resolver; b) ensejar avaliação das diversas causas do problema e dos efeitos que podem ter a adoção da medida ou a edição do ato, em consonância com as questões que devem ser analisadas na elaboração de proposições normativas no âmbito do Poder Executivo; c) conferir transparência aos atos propostos; d) resumir os principais aspectos da proposta; e e) evitar a devolução a proposta de ato normativo para complementação ou reformulação da proposta. A exposição de motivos é a principal modalidade de comunicação dirigida ao Presidente da República pelos ministros. Além disso, pode, em certos casos, ser encaminhada cópia ao Congresso APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa 6.2.3 Sistema de Geração e Tramitação de Documentos Oficiais (Sidof) O Sistema de Geração e Tramitação de Documentos Oficiais (Sidof) é a ferramenta eletrônica utilizada para a elaboração, a redação, a alteração, o controle, a tramitação, a administração e a gerência das exposições de motivos com as propostas de atos a serem encaminhadas pelos Ministérios à Presidência da República. Ao se utilizar o Sidof, a assinatura, o nome e o cargo do signatário, apresentados no exemplo do item 6.2.2, são substituídos pela assinatura eletrônica que informa o nome do ministro que assinou a exposição de motivos e do consultor jurídico que assinou o parecer jurídico da Pasta. 6.3 Mensagem Mensagem 6.3.1 Definição e finalidade A Mensagem é o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da administração pública; para expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; para submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; para apresentar veto; enfim, fazer comunicações do que seja de interesse dos Poderes Públicos e da Nação. Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias caberá a redação final. As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades: a. Encaminhamento de proposta de emenda constitucional, de projeto de lei ordinária, de projeto de lei complementar e os que compreendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e créditos adicionais: Os projetos de lei ordinária ou complementar são enviados em regime normal (Constituição, art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1o a 4o). O projeto pode ser encaminhado sob o regime normal e, mais tarde, ser objeto de nova mensagem, com solicitação de urgência. Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos membros do Congresso Nacional, mas é encaminhada com ofício do Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República ao Primeiro-Secretário da Câmara dos Deputados, para que tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64, caput). Quanto aos projetos de lei que compreendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e créditos adicionais, as mensagens de encaminhamento dirigem-se aos membros do Congresso Nacional, e os respectivos ofícios são endereçados ao Primeiro-Secretário do Senado Federal. A razão é que o art. 166 da Constituição impõe a deliberação congressual em sessão conjunta, mais precisamente, Senado Federal (Constituição, art. 57, § 5o), que comanda as sessões conjuntas. b) Encaminhamento de medida provisória: Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presidente da República encaminha Mensagem ao Congresso, dirigida a seus Membros, com ofício para o PrimeiroSecretário do Senado Federal, juntando cópia da medida provisória. c) Indicação de autoridades: As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicação de pessoas para ocuparem determinados cargos (magistrados dos tribunais superiores, ministros do Tribunal de Contas da União, presidentes e diretores do Banco Central, Procurador-Geral da República, chefes de missão diplomática, diretores e conselheiros de agências etc.) têm em vista que a Constituição, incisos III e IV do caput do art. 52, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência privativa para aprovar a indicação. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa O curriculum vitae do indicado, assinado, com a informação do número de Cadastro de Pessoa Física, acompanha a mensagem. d) Pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República se ausentarem do país por mais de 15 dias: Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, caput, inciso III e art. 83), e a autorização é da competência privativa do Congresso Nacional. O Presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz uma comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-lhes mensagens idênticas. e) Encaminhamento de atos de concessão e de renovação de concessão de emissoras de rádio e TV: A obrigação de submeter tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta no inciso XII do caput do art. 49 da Constituição. Somente produzirão efeitos legais a outorga ou a renovação da concessão após deliberação do Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3o). Descabe pedir na mensagem a urgência prevista na Constituição, art. 64, uma vez que o § 1o do art. 223 já define o prazo da tramitação. Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a mensagem o correspondente processo administrativo. f) Encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior: O Presidente da República tem o prazo de 60 dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao Congresso Nacional as contas referentes ao exercício anterior (Constituição, art. 84, caput, inciso XXIV), para exame e parecer da Comissão Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1o), sob pena de a Câmara dos Deputados realizar a tomada de contas (Constituição, art. 51, caput, inciso II) em procedimento disciplinado no art. 215 do seu Regimento Interno. g) Mensagem de abertura da sessão legislativa: Deve conter o plano de governo, exposição sobre a situação do País e a solicitação de providências que julgar necessárias (Constituição, art. 84, inciso XI). O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da Presidência da República. Esta mensagem difere das demais, porque vai encadernada e é distribuída a todos os congressistas em forma de livro. h) Comunicação de sanção (com restituição de autógrafos): Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso Nacional, encaminhada por ofício ao Primeiro- Secretário da Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se informa o número que tomou a lei e se restituem dois exemplaresdos três autógrafos recebidos, nos quais o Presidente da República terá aposto o despacho de sanção. i) Comunicação de veto: Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 66, § 1º), a mensagem informa sobre a decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições vetadas, e as razões do veto. Seu texto é publicado na íntegra no Diário Oficial da União, ao contrário das demais mensagens, cuja publicação se restringe à notícia do seu envio ao Poder Legislativo. j) Outras mensagens remetidas ao Legislativo: Apreciação de intervenção federal (Constituição, art. 36, § 2º). Encaminhamento de atos internacionais que acarretam encargos ou compromissos gravosos (Constituição, art. 49, caput, inciso I); Pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis às operações e prestações interestaduais e de exportação (Constituição, art. 155, § 2o, inciso IV); Proposta de fixação de limites globais para o montante da dívida consolidada (Constituição, art. 52, caput, inciso VI); APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Pedido de autorização para operações financeiras externas (Constituição, art. 52, caput, inciso V); Convocação extraordinária do Congresso Nacional (Constituição, art. 57, § 6o); Pedido de autorização para exonerar o Procurador-Geral da República (Constituição, art. 52, inciso XI, e art. 128, § 2o); Pedido de autorização para declarar guerra e decretar mobilização nacional (Constituição, art. 84, inciso XIX); Pedido de autorização ou referendo para celebrar a paz (Constituição, art. 84, inciso XX); Justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4o); Pedido de autorização para decretar o estado de sítio (Constituição, art. 137); Relato das medidas praticadas na vigência do estado de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo único); Proposta de modificação de projetos de leis que compreendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e créditos adicionais (Constituição, art. 166, § 5o); Pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem sem despesas correspondentes, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual (Constituição, art. 166, § 8o); Pedido de autorização para alienar ou conceder terras públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição, art. 188, § 1o). APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa 6.3.2 Forma e estrutura As mensagens contêm: a) brasão: timbre em relevo branco b) identificação do expediente: MENSAGEM, alinhada à margem esquerda, no início do texto; c) vocativo: alinhado à margem esquerda, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do destinatário, com o recuo de parágrafo dado ao texto; d) texto: iniciado a 2 cm do vocativo; e e) local e data: posicionados a 2 cm do final do texto, alinhados à margem direita. A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não traz identificação de seu signatário. 6.4 Correio eletrônico (e-mail) 6.4.1 Definição e finalidade A utilização do e-mail para a comunicação tornou-se prática comum, não só em âmbito privado, mas também na administração pública. O termo e-mail pode ser empregado com três sentidos. Dependendo do contexto, pode significar gênero textual, endereço eletrônico ou sistema de transmissão de mensagem eletrônica. Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim como o ofício. Portanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial. Como endereço eletrônico utilizado pelos servidores públicos, o e-mail deve ser oficial, utilizando-se a Como sistema de transmissão de mensagens eletrônicas, por seu baixo custo e celeridade, transformou- se na principal forma de envio e recebimento de documentos na administração pública. 6.4.2 Valor documental Nos termos da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001, para que o e-mail tenha valor documental, isto é, para que possa ser aceito como documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, segundo os parâmetros de integridade, autenticidade e validade jurídica da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira ICPBrasil. O destinatário poderá reconhecer como válido o e-mail sem certificação digital ou com certificação digital fora ICP-Brasil; contudo, caso haja questionamento, será obrigatório a repetição do ato por meio documento físico assinado ou por meio eletrônico reconhecido pela ICP-Brasil. Salvo lei específica, não é dado ao ente público impor a aceitação de documento eletrônico que não atenda os parâmetros da ICP-Brasil. 6.4.3 Forma e estrutura Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir padronização da mensagem comunicada. No entanto, devem-se observar algumas orientações quanto à sua estrutura. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa O assunto deve ser o mais claro e específico possível, relacionado ao conteúdo global da mensagem. Assim, quem irá receber a mensagem identificará rapidamente do que se trata; quem a envia poderá, posteriormente, localizar a mensagem na caixa do correio eletrônico. Deve-se assegurar que o assunto reflita claramente o conteúdo completo da mensagem para que não assu 6.4.3.2 Local e data São desnecessários no corpo da mensagem, uma vez que o próprio sistema apresenta essa informação. 6.4.3.3 Saudação inicial/vocativo O texto dos correios eletrônicos deve ser iniciado por uma saudação. Quando endereçado para outras instituições, para receptores desconhecidos ou para particulares, deve-se utilizar o vocativo conforme os Exemplos: Senhor Coordenador, Prezada Senhora, 6.4.3.4 Fecho Atenciosamente é o fecho padrão em comunicações oficiais. Com o uso do e-mail, popularizou-se o uso amplamente usados, não são fechos oficiais e, portanto, não devem ser utilizados em e-mails profissionais. O correio eletrônico, em algumas situações, aceita uma saudação inicial e um fecho menos formais. No entanto, a linguagem do texto dos correios eletrônicos deve ser formal, como a que se usaria em qualquer outro documento oficial. 6.4.3.5 Bloco de texto da assinatura Sugere-se que todas as instituições da administração pública adotem um padrão de texto de assinatura. A assinatura do e-mail deve conter o nome completo, o cargo, a unidade, o órgão e o telefone do remetente. Exemplo: Maria da Silva Assessora Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil (61)XXXX-XXXX 6.4.4 Anexos A possibilidade de anexar documentos, planilhas e imagens de diversos formatos é uma das vantagens do e-mail. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre o conteúdo do anexo. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Antes de enviar um anexo, é preciso avaliar se ele é realmente indispensável e se seria possível colocá- lo no corpo do correio eletrônico. Deve-se evitar o tamanho excessivo e o reencaminhamento de anexos nas mensagens de resposta. Os arquivos anexados devem estar em formatos usuais e que apresentem poucos riscos de segurança. Quando se tratar de documento ainda em discussão, os arquivos devem, necessariamente, ser enviados, em formato que possa ser editado. 6.4.5 Recomendações Sempre que necessário, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não esteja disponível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento; Apesar da imensa lista de fontes disponíveis nos computadores, mantêm-se a recomendação de tipo de fonte, tamanho e cor dos documentos oficiais: Calibri ou Carlito, tamanho 12, cor preta; Fundo ou papéis de parede eletrônicos não devem ser utilizados, pois não são apropriados para mensagens profissionais, além de sobrecarregar o tamanho da mensagem eletrônica; A mensagem do correioeletrônico deve ser revisada com o mesmo cuidado com que se revisam outros documentos oficiais; O texto profissional dispensa manifestações emocionais. Por isso, ícones e emoticons não devem ser utilizados; Os textos das mensagens e Não se deve utilizar texto em caixa alta para destaques de palavras ou trechos da mensagem pois denota agressividade de parte do emissor da comunicação. Evite-se o uso de imagens no corpo do e-mail, inclusive das Armas da República Federativa do Brasil e de logotipos do ente público junto ao texto da assinatura. Não devem ser remetidas mensagem com tamanho total que possa exceder a capacidade do servidor do destinatário. Estrutura e organização de documentos oficiais Requerimento Requerimento é um documento utilizado para apresentar uma solicitação de um cidadão a algum destinatário com poder de solucionar ou interferir no pedido. O requerimento é gênero textual utilizado para pedir, solicitar ou requerer algo, judicialmente amparado, para alguém em cargo de poder. Essa comunicação é estabelecida entre interlocutores com diferentes posições em determinada escala hierárquica, de modo que o emissor do requerimento está em posição inferior e, por isso, apresenta sua necessidade e pedido ao destinatário, que se encontra em posição hierárquica superior. Os requerimentos podem apresentar uma estrutura simples, composta geralmente por um único parágrafo, ou mais complexa, que pode acrescentar outros documentos em anexo. A linguagem deve ser formal, impessoal e concisa, detendo-se unicamente ao objetivo. Se necessário, pode-se acrescentar leis e normas que assegurem o pedido requerido. Tipos de requerimento A natureza de pedir ou solicitar do requerimento bem como seu comum amparo legislativo permitem que esse gênero sirva como um documento, ao mesmo tempo em que é possível que ele se adapte a diferentes circunstâncias de uso. Primordialmente, pode-se falar em dois tipos de requerimento (simples e complexo): APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Requerimento simples: utilizado quando o pedido não necessita de tantos documentos ou detalhes, logo, pode ser feito de modo rápido e, comumente, apresenta apenas um curto parágrafo como corpo do texto. Requerimento complexo: exige um requerimento mais detalhado ou com maior argumentação, logo, costuma apresentar maior tamanho de corpo de texto, adaptado às necessidades da solicitação. Ainda, é possível que, com o requerimento complexo, sigam outros documentos anexados. Dentro dessas duas categorias, inserem-se todas as variações de requerimentos que servem a atividades cidadãs, ou seja, acrescentam-se exemplos e tipos de requerimento que se definem não apenas pela complexidade da sua estrutura, mas também pela função que exercem na cidadania. Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;) O requerimento é um documento oficial que serve tanto para estabelecer a comunicação entre interlocutores de diferentes graus hierárquicos como para solicitar um bem ou um serviço que é direito do cidadão. Portanto, pode-se falar em tipos de requerimento, quanto a sua função civil, para: concessão de auxílio-doença gratificação adicional por tempo de serviço ajuda de custo férias cancelamento de cotas de salário-família revalidação de despacho concessório de licenças especiais etc. Características e estrutura de um requerimento O requerimento é um documento que serve para apresentar uma solicitação. O requerimento é um texto documento de correspondência, por isso, é importante ter muito cuidado com sua linguagem e estrutura. Suas principais características são: a padronização do texto, o uso da linguagem formal, a impessoalidade, a concisão, e a objetividade. O tamanho do texto se adapta à necessidade específica de cada documento, quanto mais complexo o requerimento, mais alta a possibilidade do texto ser mais longo. Além disso, a estrutura do requerimento se baseia em: Vocativo: é uma marcação para chamar a atenção do leitor e marcar o início do corpo do texto. Comumente, ele vem acompanhado do pronome de tratamento adequado à relação estabelecida, além disso, pode vir tanto acima do texto como acoplado ao corpo textual. Corpo do texto: espaço em que se concentra a mensagem do requerimento, é onde se apresentam nome do requerente, filiação, naturalidade, RG, CPF, estado civil, profissão, endereço de residência e os tópicos do pedido. Mais uma vez, é importante frisar que outros dados podem ser acrescentados ou dispensados, a depender do tipo da natureza do pedido. Fecho: conclusão do texto, a parte abaixo do corpo, na qual se assina nome e data do dia em que o documento foi escrito. É importante ressaltar que, quando o requerimento é feito por alguém que ocupa algum cargo profissional relevante ao assunto, é necessário acrescentar qual cargo ou atuação do autor às outras informações do fecho. Como fazer um requerimento? Para fazer um requerimento, é preciso, anteriormente, informar-se sobre quais os dados necessários e qual a estrutura mais adequada. É necessário averiguar o nome do destinatário, APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa confirmar seu cargo e usar o pronome de tratamento adequado. Por fim, é importante, também, pesquisar quais leis sustentam seu pedido. Inicie o documento com a palavra REQUERIMENTO, que pode estar no centro ou no canto esquerdo da página. Acrescentam-se, abaixo, o vocativo com pronome de tratamento e nome do destinatário. Em seguida, na outra linha, inicia-se o corpo do texto com apresentação de dados pessoais e do pedido. Por fim, assina-se o documento com marcação de local, data e nome completo. Exemplos de requerimento Como foi visto, o requerimento serve para diferentes circunstâncias, e a alternância da função influencia em aspectos linguísticos do texto, como a escolha do pronome de tratamento, o tamanho do documento, os dados necessários, o acréscimo ou não de documentos anexados etc. A seguir, alguns exemplos de tipos de requerimentos como modelos: o primeiro é um modelo básico, com a estrutura central do requerimento, aberto às adaptações necessárias para o uso; o segundo é direcionado ao ambiente escolar; e o terceiro, ao ambiente profissional. Exemplo 1: REQUERIMENTO A(o) (nome do destinatário) (nome), (nacionalidade), (estado civil), (profissão), inscrito sob o (CPF) e (RG), residente e domiciliado à (rua), nº (informar), (bairro), na (cidade)-(UF), vem, respeitosamente, à presença de (pronome de tratamento adequado), requerer (apresentar o pedido). Termos em que, pede deferimento. (localidade), (dia), de (mês) de (ano) (assinatura) (nome completo) Exemplo 2: REQUERIMENTO DE TRANSFERÊNCIA ESCOLAR Sr(ª) Diretor(a) da (nome da instituição de ensino), O abaixo-assinado, responsável legal pelo(a) aluno(a) (nome completo do aluno), regularmente matriculado(a) no (nome da instituição de ensino), sob o (número de matrícula), atualmente cursando a (série), vem respeitosamente requerer a TRANSFERÊNCIA DA UNIDADE ESCOLAR para o ano letivo (informar ano), por (apresentar o motivo do pedido). Termos em que, pede deferimento. (Localidade), (dia) de (mês) de (ano) APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa (Assinatura) (Nome completo) Exemplo 3: REQUERIMENTO Excelentíssimo, Senhor Chefe do Instituto Nacional de Seguridade Social, (nome completo do autor), (nacionalidade), (estado civil), aposentado, inscrito no INSS sob o (número de inscrição do autor), no CPF sob o nº (número de CPF) e no RG nº (número do RG), residente e domiciliado em (endereço completo), (Cidade-UF), vem, respeitosamente, à presença de Vossa Senhoria, expor e requerer o que segue: Os laudos médicos e exames em anexo são provas que confirmam que o requerente é portador da doença (nome da doença), CID (número do diagnóstico). Termos em que, pede deferimento. (Cidade), (dia) de (mês) de (ano) (Assinatura) (Nome completo) Carta Carta é um gênero textual de correspondência,que estabelece uma comunicação direta entre os interlocutores e veicula uma mensagem de importância pessoal ou formal. "A carta é um gênero textual de correspondência, o qual visa a estabelecer uma comunicação direta entre os interlocutores, para transmitir diferentes tipos de mensagens. Por seu contexto de circulação, as cartas podem ser divididas em: carta pessoal carta comercial carta oficial A carta pessoal abarca uma estrutura e linguagem mais flexível. As cartas comercial e oficial apresentam textos concisos e impessoais e com linguagem padrão. De modo geral, as cartas apresentam a estrutura: local, data, vocativo, corpo do texto, despedida e assinatura. Tipos de carta APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Existem diversos tipos de cartas que servem para diferentes propósitos socio comunicativos. Analisando pelo grau de proximidade entre os interlocutores, a carta pode ser pessoal, empresarial ou comercial, e oficial ou pública. Essa divisão determina o tipo de linguagem que se estabelece entre remetente e destinatário. Carta pessoal: estabelece comunicação entre pessoas próximas ou com vínculo individual. Isso favorece o uso de uma linguagem coloquial, aplicação de expressões populares e gírias, além de assuntos subjetivos e/ou íntimos. A estrutura da carta pessoal também é aberta, tendo em vista que o autor pode escolher como deseja organizar as informações compartilhadas. Carta empresarial ou comercial: é aquela que veicula no ambiente profissional e estabelece comunicação entre diferentes profissionais. Esse tipo de carta exige uma linguagem mais formal e impessoal. A mensagem deve ser objetiva e concisa, e toda relação pessoal deve ser evitada. Carta oficial ou pública: é o documento utilizado nas instituições públicas. Esse tipo também exige uma linguagem impessoal, formal e acessível. Muitas vezes a carta oficial não tem um destinatário único, e por isso exige um distanciamento entre os interlocutores. O gênero carta, ainda, subdivide-se dentro dessas categorias. Diante dos diferentes contextos de circulação e do grau de proximidade entre os interlocutores, as cartas podem ser classificadas com base no conteúdo e na função que desempenham: Carta de reclamação: utilizada para expor alguma insatisfação a um destinatário que tenha posição de poder para realizar alguma interferência na questão. Carta oficial: utilizada para expor e documentar alguma mensagem, formalizando o que foi dito. Carta de candidatura: utilizada para comunicar alguma autoridade sobre o desejo de candidatar-se a algum cargo e/ou função. Carta de apresentação: utilizada para fazer uma apresentação de uma pessoa, uma carreira ou um projeto, por exemplo, a algum destinatário de interesse. Carta de solicitação: utilizada para formalizar um pedido a algum destinatário de maior valor hierárquico, expressando a necessidade e/ou direito de auxílio. Carta de amor: utilizada para expressar afetos pessoais do remetente ao destinatário. Carta de desculpas: utilizada para expressar um pedido de perdão em relação a algum fato desconfortável entre os interlocutores. Características e estrutura da carta Historicamente, a carta está relacionada à correspondência tradicional, o envelope contém as informações dos interlocutores. Como exposto, a carta possui diferentes tipos, o que, consequentemente, implica diferentes estruturas e linguagens em sua composição. Antes de analisar ou escrever qualquer carta, é necessário observar as características específicas ao subtipo que está sendo utilizado. Desse modo, o texto será mais adequado às exigências do contexto comunicativo. Apesar dessa multiplicidade, é possível elencar algumas características comuns à maioria dos tipos de carta: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Cabeçalho: a parte inicial da carta pode variar a depender do subtipo utilizado. Entretanto, o mais comum é que se identifique a cidade e a data em que a carta foi escrita no canto superior do texto. Em casos de cartas impessoais, é comum também a presença do nome do destinatário, do cargo ocupado e da instituição. É possível, ainda, que haja algum elemento visual, como logotipo. Corpo do texto: é onde a mensagem é transmitida de fato. No caso das cartas pessoais, o tamanho e a organização dessa parte pode variar a depender de variáveis individuais. Em cartas oficiais ou comerciais, o corpo do texto deve apresentar uma mensagem clara e concisa, o que acarreta muitas cartas de curto tamanho. Desfecho: é a parte final do texto, que pode estar acoplada ao corpo do texto ou destacada abaixo dele. Nessa parte, o autor apresenta uma conclusão da sua mensagem, expressa uma mensagem cordial e se despede. Assinatura: as cartas são comumente assinadas ao final da página. A assinatura é essencial principalmente nas cartas comerciais e oficiais. Sua localização pode ser em um dos cantos ou centralizada. Passo a passo de como escrever uma carta Para fazer uma boa carta, é necessário considerar todos os elementos contextuais que envolvem a comunicação. Deve-se analisar o destinatário, o nível de proximidade e o conteúdo que será compartilhado. Nos casos de cartas impessoais, é importante se atentar aos pronomes de tratamento com o interlocutor, aos dados, às informações, às provas ou aos argumentos relevantes ao tema, além do cuidado com a economia verbal e clareza de sentido. Feitas as considerações iniciais, o autor pode se orientar segundo os seguintes passos: Inicie sua carta com a marcação do local e da data em que ela foi feita. Se necessário, identifique o nome, cargo e instituição do destinatário. Utilize um vocativo (pessoal ou formal) para marcar o início do diálogo. Se for uma carta formal, apresente uma linguagem direta, evite informações irrelevantes e opiniões pessoais. Expresse sua mensagem com clareza e foco. Se for uma carta pessoal, organize as informações do modo que seja mais significativo e interessante aos envolvidos. Acrescente anexos sempre que necessário para comprovação do que foi relatado ou solicitado. Despeça-se gentilmente ao final do texto. Assine seu nome. Exemplos: Alguns exemplos de tipos de cartas: Carta pessoal Rio de Janeiro, 01 de dezembro de 2018 Querida mainha, Como a senhora está? Estou morta de saudades de casa e mal posso esperar pelo Natal, quando iremos finalmente nos reunir novamente e relembrar os velhos tempos. Estar longe de casa tem sido um grande desafio e só mesmo a senhora para me ajudar e me dar as forças de que necessito. Obrigada por tudo! Ah sim! Os estudos estão indo bem! Estou encerrando as provas, mas até agora me saí bem e acho que não irei para exame. Como andam os padrinhos? Eles conseguirão ir para o Natal? Espero que sim! Diga APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa a meu irmão que é bom que meu quarto esteja limpo e cheiroso quando eu voltar, não quero saber da Beijos carinhosos da sua filha, Liz. Como é possível perceber no exemplo, os interlocutores têm um vínculo pessoal e íntimo: mãe e filha. A comunicação, assim, estabelece-se marcada por elementos inerentes ao contexto familiar específico. A autora cita a saudade da mãe, pergunta sobre padrinhos e chega a comentar sobre o irmão. Além disso, o cuidado com a linguagem não é tão rígido, tendo em vista que a autora usa expressões informais Carta formal São Paulo, 23 de março de 2019 Srª Alice Sá Rua X, nº 0 Prezada, Temos a satisfação de comunicar que resolvemos admiti-la em nossa empresa, tendo em vista seu alto desempenho no teste. As condições para atuação são: ENCARGOS ficarão a seu cargo os serviços da supervisora tal. HORÁRIO das 8 às 17 horas, com 1 hora para refeição. ORDENADO Salário inicial: R$ 1.120 (mil cento e vinte). Aguardamos seu pronunciamento, Atenciosamente João Silva CHEFE DO SETOR X Nesse segundo exemplo, percebe-se que a organização e estrutura da carta diferem da pessoal. A linguagem é concisa e objetiva, não há marcações deelementos subjetivos ou íntimos no conteúdo. O corpo do texto é curto e as informações compartilhadas são apenas as essenciais ao propósito comunicativo. A assinatura está centralizada e é acompanhada do cargo profissional do autor." APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Certidão Declaração que tem por objetivo comprovar ato ou registro de processo, livro ou documento existente em repartições públicas. Quando autenticadas, têm o mesmo valor do documento original. Declaração "A declaração é um texto técnico de estrutura fixa em que o declarante confirma determinada informação como verídica. Por se tratar de um documento oficial, uma declaração com informações falsas pode ser questionada no âmbito da Justiça. Em nosso cotidiano, a declaração é muito utilizada quando precisamos confirmar uma união estável entre duas pessoas ou mesmo ao registrarmos algum dano material ou físico a uma autoridade policial. Com tantas possibilidades, a declaração é um documento essencial. Resumo sobre declaração A declaração é um documento utilizado quando queremos comprovar algo. Pode ser composta em primeira ou terceira pessoa, em registro formal. Sua estrutura é fixa e geralmente apresenta título, corpo do texto, data e assinatura. Há diversos tipos de declaração, sendo cada um classificado de acordo com sua função. O que é declaração? A declaração é uma modalidade textual conhecida como redação oficial, isto é, ela faz parte de um grupo de textos com valor jurídico, utilizados em diversas instituições e repartições formais. Esse gênero é constituído por textos que sirvam como prova, por escrito, de um fato ou situação. apenas, quanto ao objeto. Ela é sempre expedida em relação a alguém, enquanto que o Atestado é Características e estrutura da declaração APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Sobre as principais características da declaração, destaca-se que: se trata de um texto técnico e, por isso, possui uma estrutura fixa, com pouca possibilidade de alteração; utiliza linguagem formal, pois é destinada a instituições governamentais ou empresas que requerem comunicação precisa sem margem para desentendimentos ou múltiplas interpretações; funciona como documento oficial comprobatório; pode ser escrita em primeira ou terceira pessoa. Em relação à sua estrutura, possui os seguintes elementos: Título centralizado (DECLARAÇÃO). claro a fins de Local e data ao final do texto. Essa informação é importante por se tratar de um documento oficial. Ao final, o declarante deve assinar o registro, sendo necessária, em alguns casos, validação de outra instituição ou mesmo o reconhecimento de firma em cartório. Os tipos de declaração Há diversas situações em que é necessário fazer uma declaração. Em cada uma delas, há pequenas mudanças no âmbito funcional e poucas no quesito estrutura. Seguem abaixo alguns dos tipos de declaração mais utilizados: Declaração de união estável: utilizada para declarar o vínculo entre dois cônjuges. Declaração de imposto de renda: utilizada para declarar imposto de renda aos órgãos governamentais. Declaração de óbito: utilizada por médicos para declarar um falecimento e sua causa. Declaração de boletim de ocorrência: utilizada para declarar algum ato criminoso realizado por terceiros que tenha causado algum dano ao declarante. Declaração de residência: utilizada para informar e comprovar moradia. Como fazer uma declaração? Em primeiro lugar, é preciso saber qual tipo de declaração será feita, isto é, qual é o fim da declaração. Assim, o autor deve iniciar seu texto com: necessárias, incluindo dados de documentos e outras informações relevantes. Ao final, é necessário datar e assinar o texto. É válido lembrar que, em redação oficial, a data e a assinatura são elementos essenciais. Segue abaixo um modelo de estrutura de declaração. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Memorando Memorando é um gênero do âmbito profissional, utilizado para transmitir mensagens, de modo rápido, para diferentes setores da instituição ou para filiais parceiras. O memorando é um texto profissional de curto tamanho utilizado para enviar ágeis mensagens para todos os funcionários, para determinados setores da empresa ou ainda para filiais e parcerias. Sua principal característica é a rapidez e objetividade na comunicação. Sua estrutura é simples e marcada, principalmente, por data e local, nome dos interlocutores, mensagem curta e despedida cordial. O que é memorando? O memorando é um texto de caráter empresarial ou institucional que serve para estabelecer comunicados e avisos entre setores internos ou entre filiais. Esse gênero textual destaca-se por sua agilidade na transmissão da mensagem, devido à menor burocracia que envolve a criação e o despacho desse documento. Um memorando pode servir tanto para estabelecer uma comunicação interna, ou seja, transmitir mensagens entre os setores internos de determinada empresa ou instituição; quanto para estabelecer comunicação externa, quando pode transmitir uma mensagem oficial ou mensagem comercial, o que envolve interlocutores não pertencentes à instituição de saída do documento. O memorando divulga mensagens profissionais entre diferentes setores e profissionais. Características e estrutura de um memorando A principal característica do memorando é a sua agilidade comunicativa, já que, dentro dos gêneros textuais do por seu caráter formal, o documento utiliza a linguagem escrita na modalidade padrão. Além disso, por estabelecer comunicação entre diferentes profissionais, é marcado pelo uso de pronomes de tratamento, indicando respeito e reconhecimento de posição. Os memorandos, no geral, organizam-se em uma estrutura básica comum, que diverge somente mite, de fato, o aviso, a solicitação ou a reclamação. Assim, podemos indicar que a estrutura básica do memorando se compõe de: Nome do memorando Nome do receptor ou destinatário Nome do emissor do memorando Data de emissão do memorando Apresentação e resumo da mensagem Mensagem do memorando Assinatura final APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa TIMBRE nº_/_ Data _/_/__ Para ______________ Assunto ___________ texto___________texto___________texto_____________ texto___________texto___________texto____________ texto___________ texto___________ texto____________ __________________ Nome e cargo Tipos de memorando O memorando, ainda, pode ser subdividido em tipos, que se referem a algumas diferenças comuns ao gênero, a depender da finalidade, do contexto e do teor da mensagem divulgada. Pode-se falar em três tipos de memorando: memorando interno; memorando externo (estrutura oficial); e memorando comercial. Memorando interno O memorando interno serve para comunicar avisos, novas regras, atualizações em algum setor do trabalho etc., ou seja, estabelece uma comunicação interna entre departamentos e funcionários de uma mesma empresa ou instituição. As características desse memorando são: possuir o nome do memorando no topo da página, abaixo o(s) destinatário(s) do documento, em seguida o nome remetente. Os interlocutores podem ser identificados por seus respectivos departamentos. Em seguida, apresenta-se data, assunto e mensagem do documento, concluído pela assinatura no canto direito. Memorando externo O memorando externo, também chamado de memorando oficial, serve para emitir ordem, aviso ou solicitação para diferentes departamentos. Esse tipo se organiza da seguinte forma: inicia-se com o número do documento e a sigla que identifica sua origem, localizados no canto esquerdo superior da página. Em sequência, segue-se a informação da data e o vocativo. Depois, o contexto, o fecho e, por fim, a assinatura. Memorando comercial O memorando comercial se estrutura da seguinte forma: insere-se data da emissão do documento no canto superior direito da folha, seguido do destinatário e vocativo.Em seguida, o contexto ou mensagem, o fecho e a assinatura. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Como se faz um memorando? Para fazer um memorando, é preciso, antes de tudo, identificar qual dos tipos será utilizado para que se possa estruturar o texto de modo adequado. Assim, escolhido o tipo, o autor deve preencher as informações contextuais, como data, local, destinatário, número ou nome do documento etc. No corpo do documento, deve-se apresentar a mensagem central que necessita ser transmitida. Ela deve ser escrita de modo formal, cordial e sucinto. Assim, deve-se evitar todo tipo de informação ou diálogo desnecessário e coloquial. É importante relembrar que a característica central do memorando é sua agilidade, desse modo: mensagem curta e direta. Exemplos de memorando Seguem-se dois exemplos de memorando: MEMORANDO Para Juliana Silva - DEPARTAMENTO MARKETING De Carlos Silva - DEPARTAMENTO RELAÇÕES PÚBLICAS Data 25-03-2021 Ref: Estágio A partir do dia 01 de abril de 2021, a Sr.ª Maria da Silva, assistente no Departamento de Relações Públicas, será estagiária no Departamento de Marketing durante um mês. Solicitamos cordialmente uma assistência pessoal, de modo que Sr.ª Maria tenha o máximo de aproveitamento. a Juliana Silva TIMBRE Memorando nº21/DA Em 15 de Março de 2021 À Sr.ª Chefa do Departamento de Seleção Cumprindo determinação do Conselho, comunicamos que foi decidido, hoje, o desligamento da funcionária Marcia Garcia Lopes. Atenciosamente, Maria Silva Diretora Como é possível observar, nos dois exemplos, há alguns elementos da estrutura do memorando comuns (data, destinatário, remetente, assinatura). Além disso, a mensagem curta e objetiva é aspecto marcante nos dois textos, juntamente à formalidade da língua portuguesa e à marcação dos pronomes de APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa tratamento como fator necessário ao contexto. Pelos modelos, é evidente que o memorando serve para transmitir mensagens curtas e importantes entre diferentes setores que possuem alguma relação no ambiente de trabalho. Diferença entre ofício e memorando O memorando é um documento que serve para estabelecer rápidas comunicações entre diferentes departamentos de uma mesma instituição ou entre filiais que possuem alguma relação profissional, O ofício, por sua vez, é um documento de comunicação externa, ou seja, é direcionado para fora do ambiente de trabalho, além disso, costuma ter um texto de maior extensão que o memorando. É utilizado principalmente por órgãos do governo e autarquias. Ata de Reunião O gênero textual ata tem como objetivo registrar informações e decisões tomadas. Por ser um texto de valor jurídico, esse documento deve adequar-se à linguagem formal. A ata tem como intencionalidade ou objetivo a realização de registros de ideias, informações e decisões tomadas por uma coletividade. É um importante e eficiente recurso para se documentar tudo o que foi discutido e deliberado em assembleias, congressos, conferências, e, principalmente, reuniões. Trata-se de um documento de caráter formal e que pode gerar efeitos jurídicos. Características de uma ata A ata deve registrar tanto as discussões quanto as deliberações realizadas pelo grupo. Em regra, o texto é manuscrito em livro próprio e assinado por todos os presentes. Para que não haja perigo de fraude, o texto não é redigido em parágrafo e nem se saltam linhas, sendo, portanto, texto corrido, e as assinaturas são dispostas uma depois da outra, na sequência do texto, uma vez que a estrutura da ata não admite que haja espaços em branco. As atas são produzidas geralmente por uma pessoa que assume um cargo específico em uma corporação, instituição, condomínio ou entidade chamada, muitas vezes, de secretário-geral e que possui a atribuição de escrever o texto, realizar a leitura ao final do evento, colher as assinaturas, guardar o livro ata e, se for o caso, registrar o documento em cartório. A ata serve para registros de ideias e decisões coletivas. Pode-se dizer que o gênero ata tem como uma de suas características mais interessantes a polifonia, uma vez que reúne várias vozes discursivas, por conter diversas falas transcritas e/ou adaptadas à APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa modalidade escrita. Isso significa que, embora haja apenas uma pessoa escrevendo o texto, o efeito que se gera é o da existência de diversos autores, pois quem escreve deve contemplar a fala daqueles(as) que se manifestaram durante a reunião. Importante! Como as atas não podem sofrer qualquer tipo de modificação posteriormente à sua redação, é fundamental que todas as possíveis correções sejam realizadas no ato da escrita, não se admitindo, portanto, rasuras ou o uso de corretivos. Diante de um possível erro de registro, expressões -vindas. Independentemente do tipo de reunião, em todas as atas devem constar data e local de realização do evento, além de informações como a pauta que foi discutida, as decisões sobre cada ponto da reunião, bem como os assuntos mais relevantes tratados pelo grupo e as assinaturas. Embora a estrutura textual da ata seja simples, exige-se que o(a) redator(a) domine a norma-padrão da língua portuguesa, por se tratar de texto técnico, e que também saiba articular de forma eficiente sequências narrativas e descritivas, a fim de ser fiel ao que foi exposto durante o evento. Como fazer uma ata de reunião formal Geralmente, as atas são manuscritas, pois assim é mais fácil manter inalterado. A abertura da ata traz, via de regra, a data (por extenso), o local, o horário e o nome da entidade ou instituição que está reunida. De acordo com o estatuto de cada entidade ou instituição, deve-se registrar a legalidade da reunião, ou seja, informar se há quórum suficiente para a sua realização, se está de acordo com algum edital previamente publicado, entre outras informações importantes, como se houve ausência justificada de algum membro daquele coletivo. Deve-se registrar a pauta ou a ordem do dia, e as posteriores discussões realizadas sobre cada um dos pontos apresentados, bem como as deliberações pertinentes. Nesse momento, é preciso informar se houve algum tipo de votação e os seus respectivos resultados. No encerramento da ata, são retomados e registrados as decisões e os encaminhamentos, além das tarefas atribuídas aos integrantes do grupo. Na maioria das vezes, o(a) redator(a) da ata de Tal, lavrei a presente ata, que, após ser lid Por ser formal, esse tipo de ata é, comumente, registrada em cartório, uma vez que trata de deliberações realizadas por instituições, entidades, empresas ou até mesmo setores do poder público. Como fazer uma ata de reunião informal A ata simples, ou a ata de reunião informal, usualmente, traz os elementos presentes na ata formal, mas de maneira mais concisa e sem a necessidade de registro em cartório. Assim, repete a estrutura de local, data, horário, nome das pessoas presentes ou da entidade que realizou a reunião, a pauta e as decisões que foram tomadas, as atribuições de tarefas, o registro dos acordos realizados, a fórmula de fechamento e as assinaturas dos presentes. Nessa modalidade, é comum colher assinaturas em data diferente da realização do evento. Neste texto, foi possível entrar em contato, de forma pormenorizada, com os elementos essenciais de produção do gênero ata importante ferramenta de registro de reuniões de diversas naturezas, com o objetivo de firmar compromissos e garantir transparência das relações coletivas. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Relatório O relatório tem como principal objetivo apresentar um resumo de atividades realizadas, sejam elas estudos acadêmicos ou relacionadas a determinada atividade profissional. O relatório é uma modalidade textual responsável por fazer um registro conciso e direto de todas as atividades feitas por uma pessoa um grupo pertencentea uma instituição, seja ela uma universidade, empresa ou órgão público. Ele é conhecido por pertencer ao gênero dos textos técnicos, pois em sua linguagem prevalece a denotação e a objetividade. O texto também precisa ser claro. Um bom relatório não apresenta rodeios ou marcas de pessoalidade. Nesse tipo de texto, portanto, utiliza-se a terceira pessoa do singular. Resumo sobre relatório O relatório é o registro das atividades realizadas por uma pessoa ou grupo. Nele prevalece a objetividade e a clareza da linguagem. Ele é escrito de forma impessoal. Possui estrutura simples, com título, texto propriamente dito, data, local e assinatura. Ele pode ser classificado em relatório simples e relatório completo. O que é um relatório? O relatório é um texto de caráter expositivo cuja finalidade é relatar, de maneira detalhada ou não, o funcionamento de uma instituição ou mesmo uma atividade específica em um determinado período. Características e estrutura de um relatório Por se tratar de um texto que se qualifica na categoria redação técnica/oficial, o relatório mantém algumas características do gênero, como: uso da linguagem padrão da língua portuguesa; prevalência de linguagem clara e concisa; predomínio da denotação e da impessoalidade. Quanto à sua estrutura, o relatório se organiza da seguinte forma: Título Texto: Fazer uma breve introdução dos assuntos a serem tratados e depois apresentar em tópicos as principais atividades desenvolvidas, podendo indicar resultados parciais ou finais e os aspectos positivos e negativos do período analisado. Esse item é opcional e depende do objetivo do relatório. Caso haja tabela, imagem e/ou cronograma, é possível apresentá-los como anexo. Local e data: Identificar o período e o local de origem do documento. Assinatura: Registrar a assinatura do responsável pelo relatório, juntamente de seu cargo, caso haja. Passo a passo para elaborar um relatório O relatório é o registro de atividades em um determinado período. Sendo assim, em primeiro lugar, é preciso obter o registro das principais informações a serem consultadas para a elaboração do relatório. Com uma breve consulta, é possível definir os caminhos para a escrita da redação. Em seguida, deve- se: APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Definir o título de acordo com o principal assunto a ser abordado no relatório (utilize a estrutura Na introdução, explicitar os objetivos para a produção do relatório. Por exemplo, um relatório acadêmico tem como finalidade o registro em campo de uma determinada atividade profissional. Essa informação precisa constar no relatório. Descrever as situações de maneira objetiva, sem excessos de descrição e narração. O relatório precisa ser o mais enxuto possível e oferecer informações essenciais. Finalizar o texto, fazendo uma conclusão ou consideração das atividades realizadas. Tipos de relatório O relatório pode ser classificado em dois tipos: o relatório simples e o relatório completo. Relatório simples: é feito em forma de síntese, isto é, um resumo descritivo das principais atividades realizadas. Ele geralmente apresenta entre uma e duas páginas e é pouco detalhado. Relatório completo: é maior porque exige mais informações, resultando em um produto extenso. Em alguns casos, como nos relatórios acadêmicos, exige-se que haja capa e contracapa com dados da instituição e do estagiário. No entanto, nos dois casos, prevalece a ideia do uso de linguagem concisa e direta. Ainda que o relatório completo tenha mais informações, elas precisam ser apresentadas também de forma clara e sem rodeios. Em resumo, a principal diferença entre ambos é que enquanto o primeiro faz uma síntese com os principais temas elencados e brevemente descritos, o relatório completo traz uma estrutura um pouco mais robusta, com mais informações e detalhamento. Outros tipos de correspondências Tipo O que é e quando usar? Ato Por meio dessa ferramenta, dirigentes de órgãos e entidades da Administração Direta, Indireta e Fundacional declaram um fato ou uma situação com base na lei. Consulta Também chamada de carta-consulta, é uma das formas de correspondência interna e geralmente diz respeito a determinados orçamentos para a captação de financiamento de projetos. Convocação Essa forma de comunicação escrita tem por objetivo convidar o público-alvo para determinada reunião ou assembleia. Por isso, traz informações-chave, como local, data e finalidade do encontro. Decisão Solução dada por meio de despacho ou sentença para determinada situação. Decreto Sua finalidade é detalhar e especificar a lei, facilitando a sua execução e esclarecendo seus mandamentos. Despacho Documento redigido para dar sequência a algum assunto que foi encaminhado para apreciação da autoridade. Pode comunicar uma decisão, ordem ou recomendar o prosseguimento de um processo. APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO @empregosparauapebaspa Tipo O que é e quando usar? Edital Ato escrito oficial que inclui aviso, determinação ou citação, publicado por autoridade competente, e divulgado na imprensa oficial e em outros órgãos, de modo a ser facilmente acessado por todos. Geralmente comunica novos concursos públicos, intimações e convocações, que exigem ampla divulgação. Informação Documento no qual servidores subordinados prestam esclarecimentos ou elucidam questões imprecisas sobre determinada situação, a pedido de alguma autoridade. Lei O objetivo dessa espécie normativa, prevista pela Constituição Federal, é disciplinar uma variedade de ações. Ela tem como características a generalidade e a abstração e só pode ser utilizada pelo Poder Legislativo. Moção Proposta referente a alguma questão levantada durante reunião ou decorrente de algum incidente que tenha acontecido nela. Seu caráter pode ser de simpatia, apelo ou repúdio, por exemplo. Parecer Avaliação feita por órgãos especializados a respeito de situações que lhes foram colocadas para essa apreciação. Deve indicar a solução ou as razões e fundamentos necessários para a tomada de decisão por órgão competente. Portaria Documento pelo qual a autoridade inferior ao chefe do Executivo estabelece normas para disciplinar a conduta de seus subordinados. Assinada, por exemplo, por presidente, diretor-geral, entre outros. Processo É o desenvolvimento de um expediente, ao qual são inseridos pareceres, anexos e despachos, que darão suporte à sua tramitação.