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CONTEÚDO DE LÍNGUA PORTUGUESA 
Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA
@empregosparauapebaspa
SUMÁRIO
1 Leitura e interpretação de textos. ................................................................................................... 3
2. Gêneros e tipos de texto....................................................................................................................... 7
3. Ortografia: .....................................................................................................................................................15
Divisão silábica.........................................................................................................................................15
Acentuação gráfica ................................................................................................................................16
Emprego do sinal indicativo da crase .....................................................................................20
4. Estrutura e formação de palavras ...............................................................................................23
5. Classes de palavras, flexão e emprego ...................................................................................27
6. Sintaxe da oração e do período. ...................................................................................................54
7. Concordância nominal e verbal. ....................................................................................................61
8. Regência verbal e nominal; ..............................................................................................................63
9. Colocação Pronominal ...........................................................................................................................66
10. Semântica ...................................................................................................................................................69
Sinonímia......................................................................................................................................................69
Antonímia .....................................................................................................................................................70
Homonímia ..................................................................................................................................................70
Paronímia .....................................................................................................................................................71
Conotação E Denotação ....................................................................................................................71
Figuras De Sintaxe ................................................................................................................................73
Figuras De Pensamento.....................................................................................................................75
11. Pontuação....................................................................................................................................................78
12. Redação Oficial ........................................................................................................................................82
Oficio ................................................................................................................................................................92
CONTEÚDO DE LÍNGUA PORTUGUESA 
Apostila Completa de Auxiliar Administrativo concurso de Parauapebas/PA
@empregosparauapebaspa
Exposição de Motivos .......................................................................................................................102
Mensagem.................................................................................................................................................106
Estrutura e organização de documentos oficiais .........................................................112
Requerimento.........................................................................................................................................112
Carta .............................................................................................................................................................115
Certidão ......................................................................................................................................................119
Declaração ................................................................................................................................................119
Memorando ..............................................................................................................................................121
Ata de Reunião ......................................................................................................................................124
Relatório .....................................................................................................................................................126
APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO
@empregosparauapebaspa
1 Leitura e interpretação de textos.
A palavra texto vem do latim textum, que 
significa tecido, entrelaçamento. Essa origem 
aponta a ideia de que texto resulta de um 
trabalho de tecer, de entrelaçar várias partes 
menores a fim de se obter um todo inter-
relacionado, um todo coeso e coerente. 
Os concursos, de uma forma geral, apresentam 
questões interpretativas que têm por finalidade 
a identificação de um leitor autônomo. 
Portanto, o candidato deve compreender os 
níveis estruturais da língua por meio da lógica, 
além de necessitar de um bom léxico 
internalizado. 
As frases produzem significados diferentes de 
acordo com o contexto em que estão inseridas. 
Torna-se, assim, necessário sempre fazer um 
confronto entre todas as partes que compõem 
o texto. 
Além disso, é fundamental apreender as 
informações apresentadas por trás do texto e 
as inferências a que ele remete. Este 
procedimento justifica-se por um texto ser 
sempre produto de uma postura ideológica do 
autor diante de uma temática qualquer. 
Denotação e Conotação 
Sabe-se que não há associação necessária 
entre significante (expressão gráfica, palavra) 
e significado, por esta ligação representar uma 
convenção. É baseado neste conceito de signo 
linguístico (significante + significado) que se 
constroem as noções de denotação e 
conotação. 
O sentido denotativo das palavras é aquele 
encontrado nos dicionários, o chamado sentido 
verdadeiro, real. 
Já a conotação é um sentido que só advém à 
palavra numa dada situação figurada, 
fantasiosa e que, para sua compreensão, 
depende do contexto. 
Sendo assim, estabelece-se, numa 
determinada construção frasal, uma nova 
relação entre significante e significado. 
Os textos literários exploram bastante as 
construções de base conotativa, numa 
tentativa de extrapolar o espaço do texto e 
provocar reações diferenciadas em seus 
leitores. 
Ainda com base no signo linguístico, encontra-
se o conceito de polissemia (que tem muitas 
significações). Algumas palavras, dependendo 
do contexto, assumem múltiplos significados, 
como, por exemplo, a palavra ponto: ponto de 
ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de 
cruz ... Neste caso, não se está atribuindo um 
sentido fantasioso à palavra ponto, e sim 
ampliando sua significação através de 
expressões que lhe completem e esclareçam o 
sentido. 
Como Ler e Entender Bem um Texto 
O homem usa a língua porque vive em 
comunidades, nas quais tem necessidade de se 
comunicar, de estabelecer relações dos mais 
variados tipos, de obter deles reações ou 
comportamentos, interagindo socialmente por 
meio do seu discurso. 
Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de 
leitura: a informativae de reconhecimento e a 
interpretativa. A primeira deve ser feita de 
maneira cautelosa por ser o primeiro contato 
com o novo texto. Desta leitura, extraem-se 
informações sobre o conteúdo abordado e 
prepara-se o próximo nível de leitura. Durante 
a interpretação propriamente dita, cabe 
destacar palavras-chave, passagens 
importantes, bem como usar uma palavra para 
resumir a idéia central de cada parágrafo. Este 
tipo de procedimento aguça a memória visual, 
favorecendo o entendimento. 
Não se pode desconsiderar que, embora a 
interpretação seja subjetiva, há limites. A 
preocupação deve ser a captação da essência 
do texto, a fim de responder às interpretações 
que a banca considerou como pertinentes. 
No caso de textos literários, é preciso conhecer 
a ligação daquele texto com outras formas de 
cultura, outros textos e manifestações de arte 
da época em que o autor viveu. Se não houver 
esta visão global dos momentos literários e dos 
escritores, a interpretação pode ficar 
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APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO
@empregosparauapebaspa
comprometida. Aqui não se podem dispensar as
dicas que aparecem na referência bibliográfica 
da fonte e na identificação do autor. 
A última fase da interpretação concentra-se 
nas perguntas e opções de resposta. Aqui são 
fundamentais marcações de palavras como 
não, exceto, errada, respectivamente etc. que 
fazem diferença na escolha adequada. Muitas 
vezes, em interpretação, trabalha-se com o 
conceito do "mais adequado", isto é, o que 
responde melhor ao questionamento proposto. 
Por isso, uma resposta pode estar certa para 
responder à pergunta, mas não ser a adotada 
como gabarito pela banca examinadora por 
haver uma outra alternativa mais completa. 
Ainda cabe ressaltar que algumas questões 
apresentam um fragmento do texto transcrito 
para ser a base de análise. Nunca deixe de 
retornar ao texto, mesmo que aparentemente 
pareça ser perda de tempo. A 
descontextualização de palavras ou frases, 
certas vezes, são também um recurso para 
instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase 
anterior e a posterior para ter ideia do sentido 
global proposto pelo autor, desta maneira a 
resposta será mais consciente e segura. 
TEXTO LITERÁRIO: Conotação Figurado, 
subjetivo Pessoal 
TEXTO NÃO-LITERÁRIO: Denotação Claro, 
objetivo Informativo 
TIPOS DE COMPOSIÇÃO 
Descrição: descrever é representar 
verbalmente um objeto, uma pessoal, um 
lugar, mediante a indicação de aspectos 
característicos, de pormenores 
individualizantes. Requer observação 
cuidadosa, para tornar aquilo que vai ser 
descrito um modelo inconfundível. Não se trata 
de enumerar uma série de elementos, mas de 
captar os traços capazes de transmitir uma 
impressão autêntica. Descrever é mais que 
apontar, é muito mais que fotografar. É pintar, 
é criar. Por isso, impõe-se o uso de palavras 
específicas, exatas. 
Narração: é um relato organizado de 
acontecimentos reais ou imaginários. São seus 
elementos constitutivos: personagens, 
circunstâncias, ação; o seu núcleo é o 
incidente, o episódio, e o que a distingue da 
descrição é a presença de personagens 
atuantes, que estão quase sempre em conflito. 
A Narração envolve: 
a) Quem? Personagem; 
b) Quê? Fatos, enredo; 
c) Quando? A época em que ocorreram os 
acontecimentos; 
d) Onde? O lugar da ocorrência; 
e) Como? O modo como se desenvolveram 
os acontecimentos; 
f) Por quê? A causa dos acontecimentos. 
Dissertação: dissertar é apresentar idéias, 
analisá-las, é estabelecer um ponto de vista 
baseado em argumentos lógicos; é estabelecer 
relações de causa e efeito. Aqui não basta 
expor, narrar ou descrever, é necessário 
explanar e explicar. O raciocínio é que deve 
imperar neste tipo de composição, e quanto 
maior a fundamentação argumentativa, mais 
brilhante será o desempenho. 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
A leitura é o meio mais importante para 
chegarmos ao conhecimento, portanto, 
é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a 
riqueza de qualquer texto, seja literário, 
informativo, persuasivo, narrativo, 
possibilidades que se misturam e as tornam 
infinitas. 
É preciso, para uma boa leitura, exercitar-se na 
arte de pensar, de captar ideias, de investigar 
as palavras. Para isso, devemos entender, 
primeiro, algumas definições importantes. 
É muito comum, entre os candidatos a um 
cargo público, a preocupação com a 
interpretação de textos. Isso acontece porque 
lhes faltam informações específicas a respeito 
desta tarefa constante em provas relacionadas 
a concursos públicos. 
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão 
ajudar no momento de responder às questões 
relacionadas a textos. 
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APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO
@empregosparauapebaspa
Texto é um conjunto de ideias organizadas e 
relacionadas entre si, formando um todo 
significativo capaz de produzir interação 
comunicativa (capacidade de codificar e 
decodificar). 
Contexto um texto é constituído por diversas 
frases. Em cada uma delas, há uma certa 
informação que a faz ligar-se com a anterior 
e/ou com a posterior, criando condições para a 
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A 
essa interligação dá-se o nome de contexto. 
Nota-se que o relacionamento entre as frases é 
tão grande que, se uma frase for retirada de 
seu contexto original e analisada 
separadamente, poderá ter um significado 
diferente daquele inicial. 
Intertexto - comumente, os textos 
apresentam referências diretas ou indiretas a 
outros autores através de citações. Esse tipo de 
recurso denomina-se intertexto. 
Interpretação de texto - o primeiro objetivo 
de uma interpretação de um texto é a 
identificação de sua ideia principal. A partir daí, 
localizam-se as ideias secundárias, ou 
fundamentações, as argumentações, ou 
explicações, que levem ao esclarecimento das 
questões apresentadas na prova. 
Normalmente, numa prova, o candidato é 
convidado a: 
1. Identificar é reconhecer os elementos 
fundamentais de uma argumentação, de um 
processo, de uma época (neste caso, 
procuram-se os verbos e os advérbios, os quais 
definem o tempo). 
2. Comparar é descobrir as relações de 
semelhança ou de diferenças entre as situações 
do texto. 
3. Comentar - é relacionar o conteúdo 
apresentado com uma realidade, opinando a 
respeito. 
4. Resumir é concentrar as ideias 
centrais e/ou secundárias em um só parágrafo. 
5. Parafrasear é reescrever o texto com 
outras palavras. 
Condições básicas para interpretar 
Fazem-se necessários: 
a) Conhecimento histórico literário 
(escolas e gêneros literários, estrutura do 
texto), leitura e prática; 
b) Conhecimento gramatical, estilístico 
(qualidades do texto) e semântico; 
Observação na semântica (significado das 
palavras) incluem-se: homônimos e 
parônimos, denotação e conotação, sinonímia e 
antonímia, polissemia, figuras de linguagem, 
entre outros. 
c) Capacidade de observação e de síntese 
e d) Capacidade de raciocínio.
Interpretar X compreender
Interpretar significa: 
explicar, comentar, julgar, tirar 
conclusões, deduzir. 
Através do texto, infere-se que... 
É possível deduzir que... 
O autor permite concluir que... 
Qual é a intenção do autor ao afirmar 
que... 
Compreender significa: 
intelecção, entendimento, atenção ao 
que realmente está escrito. 
o texto diz que... 
é sugerido pelo autor que... 
de acordo com o texto, é correta ou 
errada a afirmação... 
o narrador afirma... 
Erros de interpretação 
É muito comum, mais do que se imagina, a 
ocorrência de erros de interpretação. Os mais 
frequentes são: 
a) Extrapolação (viagem) 
Ocorre quando se sai do contexto, 
acrescentado ideias que não estão no texto, 
quer por conhecimento prévio do tema quer 
pela imaginação. 
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b) Redução 
É o oposto da extrapolação.Dá-se atenção 
apenas a um aspecto, esquecendo que um 
texto é um conjunto de ideias, o que pode ser 
insuficiente para o total do entendimento do 
tema desenvolvido. 
c) Contradição 
Não raro, o texto apresenta ideias contrárias 
às do candidato, fazendo-o
tirar conclusões equivocadas e, 
consequentemente, errando a questão. 
Observação - Muitos pensam que há a ótica do 
escritor e a ótica do leitor. Pode ser que 
existam, mas numa prova de concurso, o que 
deve ser levado em consideração é o que o 
autor diz e nada mais. 
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe 
que relacionam palavras, orações, frases e/ou 
parágrafos entre si. Em outras palavras, a 
coesão dá-se quando, através de um pronome 
relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um 
pronome oblíquo átono, há uma relação correta 
entre o que se vai dizer e o que já foi dito. 
OBSERVAÇÃO São muitos os erros de coesão 
no dia-a-dia e, entre eles, está o mau uso do 
pronome relativo e do pronome oblíquo átono. 
Este depende da regência do verbo; aquele do 
seu antecedente. Não se pode esquecer 
também de que os pronomes relativos 
têm, cada um, valor semântico, 
por isso a necessidade de adequação ao 
antecedente. 
Os pronomes relativos são 
muito importantes na interpretação de 
texto, pois seu uso incorreto traz erros de 
coesão. Assim sendo, deve-se levar em 
consideração que existe um pronome relativo 
adequado a cada circunstância, a saber: 
que (neutro) - relaciona-se com 
qualquer antecedente, mas depende das 
condições da frase. 
qual (neutro) idem ao anterior. 
quem (pessoa) cujo (posse) - antes dele 
aparece o possuidor e depois o objeto possuído. 
como (modo) onde (lugar) quando 
(tempo) quanto (montante) exemplo: 
Falou tudo QUANTO queria (correto) 
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, 
deveria aparecer o demonstrativo O). 
Dicas para melhorar a interpretação de 
textos: Para interpretar bem 
Todos têm dificuldades com interpretação de 
textos. Encare isso como algo normal, 
inevitável. Importante é enfrentar o problema 
e, com segurança, progredir. Aliás, progredir 
muito. Leia com atenção os itens abaixo. 
1) Desenvolva o gosto pela leitura. Leia de
tudo: jornais, revistas, livros, textos 
publicitários, listas telefônicas, bulas de 
remédios etc. Enfim, tudo o que estiver ao seu 
alcance. Mas leia com atenção, tentando, 
pacientemente, apreender o sentido. O mal é 
2) Aumente o seu vocabulário. Os 
dicionários são amigos que precisamos 
consultar. 
3) Faça exercícios de sinônimos e 
antônimos. 
Não se deixe levar pela primeira impressão. Há 
textos que metem medo. Na realidade, eles nos 
oferecem um mundo de informações que nos 
fornecerão grande prazer interior. Abra sua 
mente e seu coração para o que o texto lhe 
transmite, na qualidade de um amigo 
silencioso. 
4) Ao fazer uma prova qualquer, leia o 
texto duas ou três vezes, atentamente, antes 
de tentar responder a qualquer pergunta. 
Primeiro, é preciso captar sua mensagem, 
entendê-lo como um todo, e isso não pode ser 
alcançado com uma simples leitura. Dessa 
forma, leia-o algumas vezes. A cada leitura, 
novas ideias serão assimiladas. Tenha a 
paciência necessária para agir assim. Só depois 
tente resolver as questões propostas. 
5) As questões de interpretação podem ser 
localizadas (por exemplo, voltadas só para um 
determinado trecho) ou referir-se ao conjunto, 
APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO
@empregosparauapebaspa
às ideias gerais do texto. No primeiro caso, leia 
não apenas o trecho (às vezes uma linha) 
referido, mas todo o parágrafo em que ele se 
situa. Lembre-se: quanto mais você ler, mais 
entenderá o texto. Tudo é uma questão de 
costume, e você vai acostumar se a agir dessa 
forma. Então - acredite nisso - alcançará seu 
objetivo. 
6) Há questões que pedem 
conhecimento fora do texto. Por exemplo, ele 
pode aludir a uma determinada personalidade 
da história ou da atualidade, e ser cobrado do 
aluno ou candidato o nome dessa pessoa ou 
algo que ela tenha feito. Por isso, é importante 
desenvolver o hábito da leitura, como já foi 
dito. Procure estar atualizado, lendo jornais e 
revistas especializadas. 
2. Gêneros e tipos de texto
TIPOLOGIA TEXTUAL 
Narração 
Modalidade em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e lugar, 
envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há uma relação de anterioridade 
e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. Estamos cercados de narrações desde 
as que nos contam histórias infantis até às piadas do cotidiano. É o tipo predominante nos gêneros: 
conto, fábula, crônica, romance, novela, depoimento, piada, relato, etc. 
Descrição 
Um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. 
A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função caracterizadora. 
Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou sentimentos. Não há relação 
de anterioridade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a imagem do objeto descrito. É fazer 
uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a que o texto se Pega. É um tipo textual que 
se agrega facilmente aos outros tipos em diversos gêneros textuais. Tem predominância em gêneros 
como: cardápio, folheto turístico, anúncio classificado, etc. 
Dissertação 
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Dependendo do 
objetivo do autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo.
Dissertação-Exposição 
Apresenta um saber já construído e legitimado, ou um saber teórico. Apresenta informações sobre 
assuntos, expõe, reflete, explica e avalia ideias de modo objetivo. O texto expositivo apenas expõe 
ideias sobre um determinado assunto. A intenção é informar, esclarecer. 
Ex: aula, resumo, textos científicos, enciclopédia, textos expositivos de revistas e jornais, etc.
Dissertação-Argumentação 
Um texto dissertativo-argumentativo faz a defesa de ideias ou um ponto de vista do autor. O texto, 
além de explicar, também persuade o interlocutor, objetivando convencê-lo de algo. Caracteriza-se 
pela progressão lógica de ideias. Geralmente utiliza linguagem denotativa. É tipo predominante em: 
sermão, ensaio, monografia, dissertação, tese, ensaio, manifesto, crítica, editorial de jornais e 
revistas. 
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Injunção/Instrucional
Indica como realizar uma ação. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria, 
empregados no modo imperativo, porém nota-se também o uso do infinitivo e o uso do futuro do 
presente do modo indicativo. 
Ex: ordens; pedidos; súplica; desejo; manuais e instruções para montagem ou uso de aparelhos e 
instrumentos; textos com regras de comportamento; textos de orientação (ex: recomendações de 
trânsito); receitas, cartões com votos e desejos (de natal, aniversário, etc.). 
OBS: Os tipos listados acima são um consenso entre os gramáticos. Muitos consideram também 
que o tipo Predição possui características suficientes para ser definido como tipo textual, e alguns 
outros possuem o mesmo entendimento para o tipo Dialogal. 
Predição 
Caracterizado por predizer algo ou levar o interlocutor a crer em alguma coisa, a qual ainda está por 
ocorrer. É o tipo predominante nos gêneros: previsões astrológicas, previsões meteorológicas, 
previsões escatológicas/apocalípticas. 
Dialogal / Conversacional 
Caracteriza-se pelo diálogo entre os interlocutores. É o tipo predominante nos gêneros: entrevista, 
conversa telefônica, chat, etc. 
GÊNEROS TEXTUAIS 
Os Gêneros textuais são as estruturas com que se compõem os textos, sejam eles orais ou escritos. 
Essas estruturas são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre muito parecidas, com 
características comuns, procuram atingir intenções comunicativas semelhantes e ocorrem em 
situações específicas. Pode-se dizer que se tratamdas variadas formas de linguagem que circulam 
em nossa sociedade, sejam eles formais ou informais. Cada gênero textual tem seu estilo próprio, 
podendo então, ser identificado e diferenciado dos demais através de suas características. 
Exemplos: 
Carta: quando se trata de "carta aberta" ou "carta ao leitor", tende a ser do tipo dissertativo
argumentativo com uma linguagem formal, em que se escreve à sociedade ou a leitores. Quando se 
trata de "carta pessoal", a presença de aspectos narrativos ou descritivos e uma linguagem pessoal 
é mais comum. 
Propaganda: é um gênero textual dissertativo-expositivo onde há a o intuito de propagar 
informações sobre algo, buscando sempre atingir e influenciar o leitor apresentando, na maioria das 
vezes, mensagens que despertam as emoções e a sensibilidade do mesmo. 
Bula de remédio: é um gênero textual descritivo, dissertativo-expositivo e injuntivo que tem por 
obrigação fornecer as informações necessárias para o correto uso do medicamento. 
Receita: é um gênero textual descritivo e injuntivo que tem por objetivo informar a fórmula para 
preparar tal comida, descrevendo os ingredientes e o preparo destes, além disso, com verbos no 
imperativo, dado o sentido de ordem, para que o leitor siga corretamente as instruções. 
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@empregosparauapebaspa
Tutorial: é um gênero injuntivo que consiste num guia que tem por finalidade explicar ao leitor, 
passo a passo e de maneira simplificada, como fazer algo. 
Editorial: é um gênero textual dissertativo-argumentativo que expressa o posicionamento da 
empresa sobre determinado assunto, sem a obrigação da presença da objetividade. 
Notícia: podemos perfeitamente identificar características narrativas, o fato ocorrido que se deu em 
um determinado momento e em um determinado lugar, envolvendo determinadas personagens. 
Características do lugar, bem como dos personagens envolvidos são, muitas vezes, minuciosamente 
descritos. 
Reportagem: é um gênero textual jornalístico de caráter dissertativo-expositivo. A reportagem tem, 
por objetivo, informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, com linguagem direta. 
Entrevista: é um gênero textual fundamentalmente dialogal, representado pela conversação de 
duas ou mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter informações sobre ou do 
entrevistado, ou de algum outro assunto. Geralmente envolve também aspectos dissertativo-
expositivos, especialmente quando se trata de entrevista a imprensa ou entrevista jornalística. Mas 
pode também envolver aspectos narrativos, como na entrevista de emprego, ou aspectos descritivos, 
como na entrevista médica. 
História em quadrinhos: é um gênero narrativo que consiste em enredos contados em pequenos 
quadros através de diálogos diretos entre seus personagens, gerando uma espécie de conversação. 
Charge: é um gênero textual narrativo onde se faz uma espécie de ilustração cômica, através de 
caricaturas, com o objetivo de realizar uma sátira, crítica ou comentário sobre algum acontecimento 
atual, em sua grande maioria. 
Poema: trabalho elaborado e estruturado em versos. Além dos versos, pode ser estruturado em 
estrofes. Rimas e métrica também podem fazer parte de sua composição. Pode ou não ser poético. 
Dependendo de sua estrutura, pode receber classificações específicas, como haicai, soneto, epopeia, 
poema figurado, dramático, etc. Em geral, a presença de aspectos narrativos e descritivos são mais 
frequentes neste gênero. 
Poesia: é o conteúdo capaz de transmitir emoções por meio de uma linguagem , ou seja, tudo o 
que toca e comove pode ser considerado como poético (até mesmo uma peça ou um filme podem 
ser assim considerados). Um subgênero é a prosa poética, marcada pela tipologia dialogal. 
Gêneros literários: 
· Gênero Narrativo: 
Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos eram apenas o épico, o lírico e o 
dramático. Com o passar dos anos, o gênero épico passou a ser considerado apenas uma variante 
do gênero literário narrativo, devido ao surgimento de concepções de prosa com características 
diferentes: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula. Porém, praticamente todas as obras 
narrativas possuem elementos estruturais e estilísticos em comum e devem responder a 
questionamentos, como: quem? o que? quando? onde? por quê? 
Vejamos a seguir: 
Épico (ou Epopeia): os textos épicos são geralmente longos e narram histórias de um povo ou de 
uma nação, envolvem aventuras, guerras, viagens, gestos heroicos, etc. Normalmente apresentam 
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@empregosparauapebaspa
um tom de exaltação, isto é, de valorização de seus heróis e seus feitos. Dois exemplos são Os 
Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisseia, de Homero. 
Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos e de caráter mais 
verossímil. Também conta as façanhas de um herói, mas principalmente uma história de amor vivida 
por ele e uma mulher, muita
casal vive sua paixão proibida, física, adúltera, pecaminosa e, por isso, costuma ser punido no final. 
É o tipo de narrativa mais comum na Idade Média. Ex: Tristão e Isolda. 
Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a 
brevidade do conto. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, de Machado 
de Assis, e A Metamorfose, de Kafka. 
Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras, 
anedotas e até folclores. Inicialmente, fazia parte da literatura oral. Boccacio foi o primeiro a 
reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão. Diversos tipos do gênero textual 
conto surgiram na tipologia textual narrativa: conto de fadas, que envolve personagens do mundo 
da fantasia; contos de aventura, que envolvem personagens em um contexto mais próximo da 
realidade; contos folclóricos (conto popular); contos de terror ou assombração, que se desenrolam 
em um contexto sombrio e objetivam causar medo no expectador; contos de mistério, que envolvem 
o suspense e a solução de um mistério. 
Fábula: é um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil. As personagens principais não 
SÃO humanos e a finalidade é transmitir alguma lição de moral. 
Crônica: é uma narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial. Pode 
ter um tom humorístico ou um toque de crítica indireta, especialmente, quando aparece em seção 
ou artigo de jornal, revistas e programas da TV.. 
Crônica narrativo-descritiva: Apresenta alternância entre os momentos narrativos e manifestos 
descritivos. 
Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e 
reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. 
Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico, 
filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute em formalidades 
como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico. Exemplo: Ensaio sobre a 
cegueira, de José Saramago e Ensaio sobre a tolerância, de John Locke. 
· Gênero Dramático: 
Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse tipo de texto, não há um narrador 
papéis das personagens nas cenas. 
Tragédia: é a representação de um fato trágico, suscetível de provocar compaixão e terror. 
Aristóteles afirmava que a tragédia era "uma representação duma ação grave, de alguma extensão 
e completa, em linguagem figurada, com atores agindo, não narrando, inspirando dó e terror". Ex: 
Romeu e Julieta, de Shakespeare. 
Farsa: é uma pequena peça teatral, de caráter ridículo e caricatural, que critica a sociedade e seus 
costumes; baseia-se no lema latino ridendo castigat mores (rindo, castigam-se os costumes). A farsa 
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consiste no exagero do cômico, graçasao emprego de processos grosseiros, como o absurdo, as 
incongruências, os equívocos, os enganos, a caricatura, o humor primário, as situações ridículas. 
Comédia: é a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento comum, de riso fácil. 
Sua origem grega está ligada às festas populares. 
Tragicomédia: modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. 
Originalmente, significava a mistura do real com o imaginário. 
Poesia de cordel: texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo linguístico e 
cultural nordestinos, fatos diversos da sociedade e da realidade vivida por este povo. 
· Gênero Lírico: 
É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no poema e que nem sempre corresponde 
à do autor) exprime suas emoções, ideias e impressões em face do mundo exterior. Normalmente 
os pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e há o predomínio da função emotiva da linguagem. 
Elegia: é um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a morte é elevada como o ponto 
máximo do texto. O emissor expressa tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte. É um 
poema melancólico. Um bom exemplo é a peça Roan e yufa, de william shakespeare. 
Epitalâmia: é um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites românticas com poemas e 
cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais. 
Ode (ou hino): é o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à pátria (e aos seus 
símbolos), às divindades, à mulher amada, ou a alguém ou algo importante para ele. O hino é uma 
ode com acompanhamento musical; 
Idílio (ou écloga): é o poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem à natureza, às 
belezas e às riquezas que ela dá ao homem. É o poema bucólico, ou seja, que expressa o desejo de 
desfrutar de tais belezas e riquezas ao lado da amada (pastora), que enriquece ainda mais a 
paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um idílio com diálogos (muito rara); 
Sátira: é o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém ou a algo, em tom sério ou 
irônico. 
Acalanto: ou canção de ninar; 
Acróstico: (akros = extremidade; stikos = linha), composição lírica na qual as letras iniciais de cada 
verso formam uma palavra ou frase; 
Balada: uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas de amigos (elegias) com 
ritmo característico e refrão vocal que se destinam à dança; 
Canção (ou Cantiga, Trova): poema oral com acompanhamento musical; 
Gazal (ou Gazel): poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente médio; 
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Haicai:
de três versos que somam 17 sílabas assim distribuídas: 1° verso= 5 sílabas; 2° verso = 7 sílabas; 
3° verso 5 sílabas; 
Soneto: é um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quartetos e dois tercetos, com rima 
geralmente em a-ba-b a-b-b-a c-d-c d-c-d. 
Vilancete: são as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de escárnio e de maldizer); 
satíricas, portanto. 
Gêneros discursivos 
Os Gêneros textuais (discursivos) são as estruturas com que se compõem os textos, sejam eles 
orais ou escritos. Essas estruturas são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre muito 
parecidas, com características comuns, procuram atingir intenções comunicativas semelhantes e 
ocorrem em situações específicas. Pode-se dizer que se tratam das variadas formas de linguagem 
que circulam em nossa sociedade, sejam eles formais ou informais. Cada gênero textual tem seu 
estilo próprio, podendo então, ser identificado e diferenciado dos demais através de suas 
características. 
Exemplos: 
Carta: quando se trata de "carta aberta" ou "carta ao leitor", tende a ser do tipo dissertativo-
argumentativo com uma linguagem formal, em que se escreve à sociedade ou a leitores. Quando se 
trata de "carta pessoal", a presença de aspectos narrativos ou descritivos e uma linguagem pessoal 
é mais comum. 
Propaganda: é um gênero textual dissertativo-expositivo onde há a o intuito de propagar 
informações sobre algo, buscando sempre atingir e influenciar o leitor apresentando, na maioria das 
vezes, mensagens que despertam as emoções e a sensibilidade do mesmo. 
Bula de remédio: é um gênero textual descritivo, dissertativo-expositivo e injuntivo que tem por 
obrigação fornecer as informações necessárias para o correto uso do medicamento. 
Receita: é um gênero textual descritivo e injuntivo que tem por objetivo informar a fórmula para 
preparar tal comida, descrevendo os ingredientes e o preparo destes, além disso, com verbos no 
imperativo, dado o sentido de ordem, para que o leitor siga corretamente as instruções. 
Tutorial: é um gênero injuntivo que consiste num guia que tem por finalidade explicar ao leitor, 
passo a passo e de maneira simplificada, como fazer algo. 
Editorial: é um gênero textual dissertativo-argumentativo que expressa o posicionamento da 
empresa sobre determinado assunto, sem a obrigação da presença da objetividade. 
Notícia: podemos perfeitamente identificar características narrativas, o fato ocorrido que se deu em 
um determinado momento e em um determinado lugar, envolvendo determinadas personagens. 
Características do lugar, bem como dos personagens envolvidos são, muitas vezes, minuciosamente 
descritos. 
Reportagem: é um gênero textual jornalístico de caráter dissertativo-expositivo. A reportagem tem, 
por objetivo, informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, com linguagem direta. 
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Entrevista: é um gênero textual fundamentalmente dialogal, representado pela conversação de 
duas ou mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter informações sobre ou do 
entrevistado, ou de algum outro assunto. Geralmente envolve também aspectos dissertativo-
expositivos, especialmente quando se trata de entrevista a imprensa ou entrevista jornalística. Mas 
pode também envolver aspectos narrativos, como na entrevista de emprego, ou aspectos descritivos, 
como na entrevista médica. 
História em quadrinhos: é um gênero narrativo que consiste em enredos contados em pequenos 
quadros através de diálogos diretos entre seus personagens, gerando uma espécie de conversação. 
Charge: é um gênero textual narrativo onde se faz uma espécie de ilustração cômica, através de 
caricaturas, com o objetivo de realizar uma sátira, crítica ou comentário sobre algum acontecimento 
atual, em sua grande maioria. 
Poema: trabalho elaborado e estruturado em versos. Além dos versos, pode ser estruturado em 
estrofes. Rimas e métrica também podem fazer parte de sua composição. Pode ou não ser poético. 
Dependendo de sua estrutura, pode receber classificações específicas, como haicai, soneto, epopeia, 
poema figurado, dramático, etc. Em geral, a presença de aspectos narrativos e descritivos são mais 
frequentes neste gênero. 
Poesia: é o conteúdo capaz de transmitir emoções por meio de uma linguagem , ou seja, tudo o 
que toca e comove pode ser considerado como poético (até mesmo uma peça ou um filme podem 
ser assim considerados). Um subgênero é a prosa poética, marcada pela tipologia dialogal. 
Canção: possui muitas semelhanças com o gênero poema, como a estruturação em estrofes e as 
rimas. Ao contrário do poema, costuma apresentar em sua estrutura um refrão, parte da letra que 
se repete ao longo do texto, e quase sempre tem uma interação direta com os instrumentos musicais. 
A tipologia narrativa tem prevalência neste caso. 
Adivinha: é um gênero cômico, o qual consiste em perguntas cujas respostas exigem algum nível 
de engenhosidade. Predominantemente dialogal. 
Anais: um registro da história resumido, estruturado ano a ano. Atualmente, é utilizado para 
publicações científicas ou artísticas que ocorram de modo periódico, não necessariamente a cada 
ano. Possui caráter fundamentalmente dissertativo. 
Anúncio publicitário: utiliza linguagem apelativa para persuadir o público a desejar aquilo que é 
oferecido pelo anúncio. Pormeio do uso criativo das imagens e da linguagem, consegue utilizar todas 
as tipologias textuais com facilidade. 
Boletos, faturas, carnês: predomina o tipo descrição nestes casos, relacionados a 
informações de um indivíduo ou empresa. O tipo injuntivo também se manifesta, através da 
orientação que cada um traz. 
Profecia: em geral, estão em um contexto religioso, e tratam de eventos que podem ocorrer no 
futuro da época do autor. A predominância é a do tipo preditivo, havendo também características dos 
tipos narrativo e descritivo.
Domínio 
Principal 
Gêneros textuais 
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Científico 
Artigo científico, Verbete de enciclopédia, Nota de aula, Nota de rodapé, 
Tese, Dissertação, 
Trabalho de conclusão, Biografia, 
Patente, Tabela, Mapa, Gráfico, Resumo, Resenha 
Jornalístico 
Editorial, Notícia, Reportagem, 
Artigo de opinião, Entrevista, 
Anúncio, Carta ao leitor, Resumo de novela, Capa de revista, 
Expediente, Errata, Programação semanal, Debate 
Religioso 
Oração, Reza, Lamentação, 
Catecismo, Homilia, Cântico religioso, Sermão 
Comercial 
Nota de venda, Nota de compra, 
Fatura, Anúncio, Comprovante de pagamento, Nota promissória, 
Nota fiscal, Boleto, Código de barras, Rótulo, Logomarca, 
Comprovante de renda, Curriculum vitae 
Instrucional 
Receita culinária, Manual de instrução, Manual de montagem 
Regra de jogo, Roteiro de viagem, 
Contrato, Horóscopo, Formulário, 
Edital, Placa, Catálogo, Glossário, 
Receita médica, Bula de remédio, 
Jurídico 
Contrato, Lei, Regimento, 
Regulamento, Estatuto, Norma, 
Certidão, Atestado, Declaração, 
Alvará, Parecer, Certificado, 
Diploma, Edital, Documento pessoal, Boletim de ocorrência 
Publicitário 
Propaganda, Anúncio, Cartaz, 
Folheto, Logomarca, Endereço postal 
Humorístico Piada, Adivinha, Charge, 
Interpessoal 
Carta pessoal, Carta comercial, 
Carta aberta, Carta do leitor, Carta oficial, Carta convite, Bilhete, Ata 
Telegrama, Agradecimento, 
Convite, Advertência, Bate-papo, 
Aviso, Informe, Memorando, 
Mensagem, Relato, Requerimento, 
Petição, Ordem, E-mail, Ameaça, 
Fofoca, Entrevista médica 
Ficcional 
Poema, Conto, Mito, Peça de teatro, Lenda, Fábula, Romance, 
Drama, Crônica, História em quadrinhos, RPG 
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3. Ortografia:
Divisão silábica
A divisão silábica é feita de acordo com a quantidade de fonemas pronunciados em uma única 
emissão sonora. 
As sílabas têm as vogais em sua base e são divididas de acordo com os fonemas pronunciados em 
uma única emissão sonora. 
Como sabemos, as sílabas são fonemas pronunciados por meio de uma única emissão de voz e 
também que a base das sílabas da língua portuguesa são as vogais: a - e - i - o - u. Assim, todo 
fonema pronunciado em uma única emissão de voz tem, pelo menos, uma vogal. 
É importante ressaltarmos que, em algumas palavras, os fonemas /i/ e /u/ não são vogais, já que 
aparecem apoiados a outra(s) vogal(is), formando uma só emissão de voz (uma sílaba). Essas vogais 
que apoiam as outras são chamadas de semivogais. 
O que diferencia as vogais das semivogais é o fato de que as últimas não desempenham o papel 
de núcleo silábico duas sílabas (dissílaba), 
sendo a segunda formada por uma vogal (a) e por uma semivogal (i). 
A par dessas informações, podemos afirmar que, para saber o número de sílabas que compõem 
as palavras, basta identificar quantas vogais há nessa palavra. 
Vejamos os exemplos:
pipoca pi po ca (emissão de três fonemas sequenciais que estão ligados a vogais); 
aparelho a pa re lho (emissão de quatro fonemas sequenciais que estão ligados a 
vogais); 
pernambucana per nam bu ca - na (emissão de cinco fonemas sequenciais que estão 
ligados a vogais. 
Classificação das palavras quanto ao número de sílabas
Monossílabas: palavras que possuem apenas uma sílaba: pé, flor, mão. 
Dissílabas: palavras que possuem duas sílabas: balão (ba-lão); suco (su-co); santo (san-
to). 
Trissílabas: palavras que possuem três sílabas: hóspede (hós-pe-de); lareira (la-rei-ra); 
sapato (sa-pa-to). 
Polissílabas: palavras que possuem quatro ou mais sílabas: literatura (li-te-ra-tu-ra); 
amaciante (a-ma-ci-an-te); sambódromo (sam-bódro-mo). 
Divisão silábica
Os dígrafos ch , lh , nh , gu e qu devem pertencer a uma única sílaba: 
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chu va 
o lho 
fe - char 
que ri do 
vo - zi nho 
Os dígrafos sílabas diferentes. car 
ro - ça as sas si no cres cer nas ceu ex ce ção 
Ditongos e tritongos devem permanecer na mesma sílaba. U ru guai ba lai o 
Os hiatos devem ser separados em duas sílabas distintas. di a ca de a do ba ú 
Os encontros consonantais devem ser separados, exceto aqueles cuja segunda consoante é 
to blu sa cla - ro tra - go 
Os encontros consonantais que iniciam palavras são mantidos juntos na divisão 
silábica. 
pneu má ti co gno mo 
Acentuação gráfica
As palavras podem conter uma ou mais sílabas. E ao pronunciá-las, temos a tendência em proferi-
las 
pronunciará com mais força uma das sílabas, no caso [ka]. Por que fazemos isso? Simplesmente 
porque a oralidade não é um sistema de uma única entonação. Tal como a música, precisamos 
destacar partes de sons para manter a atenção do ouvinte. Imagine se falássemos todas as palavras 
utilizando uma única modulação?. 
Esta sílaba que entoamos com maior ênfase a chamamos de sílaba tônica, já que é nela que recai a 
tonicidade, o som que mais se destaca ao pronunciar uma palavra. A gramática também nomeia 
esse acento tônico como pro-sódico, pois está ligado à emissão dos sons na fala. Todas as palavras 
com mais de uma sílaba possuem uma e somente uma sílaba tônica, como podemos verificar nesses 
exemplos: úmido, ideia, cadeira, jacaré. 
Importante destacar que o acento tônico é um fenômeno fonético, pois referente à fala. Entretanto, 
quando passamos a linguagem para outro registro, o da escrita, muitas vezes há a necessidade de 
enfatizar tal acento na própria grafia, já que pode surgir erro de tonicidade. Na origem da grafia, 
muitas palavras que não eram do uso comum dos falantes passaram a receber o acento gráfico a 
fim de reforçar textualmente o modo de pronunciá-las. Assim sendo, há palavras que não recebem 
acento gráfico, como porta, cortina, urubu, e outras que sim, como tônico, amável, paralelepípedo. 
Se em uma palavra há uma sílaba mais forte, como chamamos as pronunciadas com menos 
intensidade? A gramática denomina sílabas átonas as mais fracas, que podem ser pretônicas ou 
postônicas dependendo de sua posição frente a sílaba tônica. 
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Em uma palavra com mais de uma sílaba, portanto, haverá sempre uma com maior destaque 
fonético, a sílaba tônica. Entretanto, a ênfase em uma sílaba possui também regras impostas pela 
própria fala. 
Por maior que seja um vocábulo, há apenas três modos de emitir tonicidade: ênfase na última sílaba 
(oxítona), penúltima (paroxítona) ou antepenúltima (proparoxítona): 
OXÍTONAS: palavras que apresentam a última sílaba tônica, tais como jacaré, também, amor, 
rapaz. 
PAROXÍTONAS:
possuem a penúltima sílaba tônica, como táxi, caráter, heroico, porta. Vale destacar que a língua 
portuguesa é basicamente paroxítona, devido à maior quantidade de palavras com essa 
característica. 
PROPAROXÍTONAS: fenômeno menos comum, são as palavras que apresentam a antepenúltima 
sílaba tônica. Alguns exemplos de proparoxítonas: exército, pêndulo, quilômetro. 
A Língua Portuguesa também apresenta palavras com uma única sílaba, as quais chamamos de 
monossílabos. Estes são pronunciados com menor ou maior ênfase e, por isso, podem ser átonos ou 
tônicos: 
Monossílabos átonos: sãos os enunciados com menor intensidade e, por serem constituídos por 
uma única sílaba, são dependentes foneticamente da palavra a qual se apoiam, tornando-se 
praticamente uma sílaba da mesma. As preposições, conjunções, artigos e pronomes oblíquos átonosinte -
foneticamente á palavra amar. 
Monossílabos tônicos: proferidos com maior ênfase, possuem independência fonética: má, mim, 
eu, tu, mar, céu. 
OXÍTONAS: 
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em a, e, o sofás, crachás, 
jacarés, filé, purê, dominó, cipós, metrô
ditongo nasal -ém, -éns: mantém, ninguém, 
ditongos abertos -ói, -éu, - herói, troféu, fiéis. 
PAROXÍTONAS: 
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em: 
r: ímpar, cadáver l : réptil, têxtil n: éden, hífen x xérox, tórax ps bíceps, fórceps ã, ãs, ão, 
ãos órgão, órfã, órgãos um, uns, om, ons álbum, fóruns, prótons us vírus, bônus i, is, 
júri, tênis ei, eis jóquei, jóquei 
As paroxítonas e os erros de prosódia 
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Algumas palavras são acentuadas ou pronunciadas de maneira equivocada, não respeitando 
sua tonicidade. É o que chamamos de erros de entonação ou de prosódia, e que geralmente 
transformam paroxítonas em proparoxítonas: 
3) PROPAROXÍTONAS 
Por se tratar de um fenômeno mais raro de entonação das palavras, temos a tendência de pronunciar 
erroneamente as palavras com a antepenúltima sílaba tônica. Por isso mesmo todas as 
proparoxítonas devem ser acentuadas para evitar esse equívoco. 
Exemplos: 
xícara, úmido, colocávamos, término, lógico. 
Obs. Caso a vogal tônica for fechada ou nasal usa-se o acento circunflexo: côncavo, estômago, 
sonâmbulo. 
ACENTUAÇÃO DOS MONOSSÍLABOS: 
Acentuam-se os monossílabos terminados em: 
a, as: má, já, lá, cá, pás e, es: crê, vês, pé o, os: nós, nós, dó, pô-lo 
ACENTUAÇÃO DOS DITONGOS E A NOVA ORTOGRAFIA 
Segundo o Novo Acordo Ortográfico do Português, não são mais acentuados ditongos abertos em 
palavras paroxítonas: 
ACENTUAÇÃO DOS HIATOS 
Chamamos de hiato o encontro de duas vogais em uma palavra que, no entanto, não fazem parte 
da mesma sílaba. A maior parte dos hiatos não são acentuados, mas alguns levam acento para evitar 
erros de pronúncia. 
recorde récorde 
libido líbido 
pudico púdico 
filantropo filântropo 
Correto Errado 
rubrica rúbrica 
Como era Como é agora 
heróico heroico 
idéia ideia 
jibóia jiboia 
apóia apoia 
paranóico paranoico 
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Acentuam-
cafeína balaústre saúde saída saúva 
No entanto, há uma exceção. Não são acentuados os hia
rainha, moinho, ruim, amendoim, ainda. Também evitamos acentuação em hiatos que não formam 
Segundo o Novo Acordo Ortográfico do Português, não são mais acentuados os hiatos que vêm 
voo, creem, veem. 
EMPREGO do TIL 
indicar nasalização, som que sai pela boca e nariz. Tal sinal não se sobrepõe em sílabas tônicas 
somente, podendo também estar em sílabas pretônicas ou átonas: Exemplos: órgão, órfã, 
O ACENTO DIFERENCIAL 
Como o próprio nome diz, o acento diferencial tem como função marcar uma diferença. Há muitas 
palavras no português que são homógrafas, ou seja, que possuem a mesma grafia e, por isso, é 
necessário um sinal distintivo para que não surjam equívocos. 
Vejamos: 
a) Pôde Pretérito perfeito do indicativo 
b) Pode Presente do indicativo 
c) Pôr Verbo 
d) Por preposição 
É facultativo o uso do acento diferencial para distinguir as palavras forma e fôrma. Imagine a frase: 
qual a forma da fôrma de torta que você comprou? 
O Novo Acordo Ortográfico do Português aboliu alguns acentos diferenciais, tais como em pelo 
(preposição) e pêlo (substantivo), pára (verbos) e para (preposição): 
O pelo do gato está crescendo muito. Vá pelo caminho mais curto. 
Ele para para pensar. 
TREMA 
segundo a Nova Ortografia, não se deve mais usar essa marcação. A partir de agora as pala- vras 
são assim grafadas: 
Frequentar, linguiça, linguística, bilíngue, cinquenta, aguentar. 
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Emprego do sinal indicativo da crase
A crase caracteriza-se como a fusão de duas vogais idênticas, relacionadas ao emprego da 
p
estes em que tal fusão se encontra demarcada pelo acento grave (`): à(s), àquela, àquele, àquilo, 
à qual, às quais. 
Trata-se de uma particularidade gramatical de relevante importância, dado o seu uso de modo 
frequente. Diante disso, compreendermos os aspectos que lhe são peculiares, bem como sua correta 
utilização é, sobretudo, sinal de competência linguística, em se tratando dos preceitos conferidos 
pelo padrão formal que norteia a linguagem escrita. 
Há que se mencionar que esta competência linguística, a qual se restringe a crase, está condicionada 
aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal e nominal, mais precisamente ao termo regente 
e termo regido. Ou seja, o termo regente é o verbo ou nome que exige complemento regido pela 
egente, admitindo a 
anteposição do artigo a(s). Como explicitamente nos revela os exemplos a seguir: 
Refiro-me a(a) funcionária antiga, e não a(a)quela contratada recentemente. 
Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela contratada recentemente. 
Notamos que o verbo referir, analisado de acordo com sua transitividade, classifica-se como 
transitivo indireto, pois sempre nos referimos a alguém. Constatamos que o fenômeno se aplicou 
mediante os casos anteriormente mencionados, ou seja, fusão da preposição a + o artigo feminino 
(à) e com o artigo feminino a + o pronome demonstrativo aquela (àquela). 
A fim de ampliarmos nossos conhecimentos sobre as circunstâncias em que se requer ou não o uso 
da crase, analisaremos: 
# O termo regente deve prescindir-s
(s): 
Exemplos: 
As informações foram solicitadas à diretora. 
(preposição + artigo) 
Nestas férias, faremos uma visita à Bahia. 
(preposição + artigo) 
Observação importante: 
Alguns recursos nos servem de subsídios para que possamos confirmar a ocorrência ou 
não da crase. Eis alguns deles: 
a) Substitui-se a palavra feminina por uma masculina equivalente. Caso ocorra a 
combinação a+o(s), a crase está confirmada.
Exemplos: 
As informações foram solicitadas à diretora. 
As informações foram solicitadas ao diretor. 
b) No caso de nomes próprios geográficos, substitui-se o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso 
Exemplos: 
Faremos uma visita à Bahia. 
Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada) 
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Não me esqueço da viagem a Roma. 
Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos jamais vividos. 
Atenção: 
c) Nas situações em que o nome geográfico apresentar-se modificado por um adjunto 
adnominal, a crase está confirmada. 
Exemplos: 
Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades de suas praias. 
# A letra dos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo 
Exemplos: 
Entregamos a encomenda àquela menina. 
(preposição + pronome demonstrativo) Iremos àquela reunião. 
(preposição + pronome demonstrativo) 
Sua história é semelhante às que eu ouvia quando criança. (àquelas que eu ouvia quando criança) 
(preposição + pronome demonstrativo) 
(adverbiais, prepositivas e conjuntivas) recebe o acento grave: 
Exemplos: 
* locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às pressas, à vontade... 
* locuções prepositivas: à frente, à espera de, à procura de... 
* Locuções conjuntivas: à proporção que, à medida que. 
Casos passíveis de nota: 
* Em virtude da heterogênea posição entre autores, o uso da crase torna-se 
optativo quando se referir a locuções adverbiais que representem meio ou instrumento. 
Exemplos: 
O marginal foi morto a bala pelos policiais. (Poderíamos dizer que ele foi morto a tiro) 
Marcela redige todos os seus trabalhos a máquina. (Poderia ser a lápis) 
Constata-se o uso da crase se as locuções prepositivas à moda de, à maneira 
de apresentarem-se implícitas, mesmo diante de nomes masculinos. 
Exemplos: 
Tenho compulsão por comprar sapatos à Luis XV. (à moda de Luís XV) 
Na praia de Copacabana, observamos a queima de fogos a distância. 
Entretanto, se o referido termo se constituir de forma determinada, teremos uma 
locução prepositiva. Mediante tal ocorrência, a crase está confirmada.Exemplo: 
O pedestre foi arremessado à distância de cem metros. 
- De modo a evitar o duplo sentido, faz se necessário o emprego da crase. 
Exemplo: 
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Ensino à distância. 
Ensino a distância. 
# Em locuções adverbiais formadas por palavras repetidas, não há ocorrência da 
crase. 
Exemplo: 
Ela ficou frente a frente com o agressor. 
Casos em que não se admite o emprego da crase: 
# Antes de vocábulos masculinos. 
Exemplos: 
As produções escritas a lápis não serão corrigidas. 
Esta caneta pertence a Pedro. 
# Antes de verbos no infinitivo. 
Exemplos: 
Ele estava a cantar quando seu pai apareceu repentinamente. 
No momento em que preparávamos para sair, começou a chover. 
# Antes de numeral. 
Exemplo: 
Chegou a cento e vinte o número de feridos daquele acidente. 
Observação: 
Nos casos em que o numeral indicar horas, configurar-se-á como uma locução 
adverbial feminina, ocorrendo, portanto, a crase. Os passageiros partirão às dezenove horas. 
Diante de numerais ordinais femininos a crase está confirmada, visto que 
estes não podem ser empregados sem o artigo. 
As saudações foram direcionadas à primeira aluna da classe. 
# Antes da palavra casa, quando essa não se apresentar determinada. 
Exemplo: 
Chegamos todos exaustos a casa. 
Entretanto, se a palavra casa vier acompanhada de um adjunto adnominal, a crase estará 
confirmada.
Chegamos todos exaustos à casa de Marcela. 
do essa indicar chão firme. 
Exemplo: 
Quando os navegantes regressaram a terra, já era noite. 
Contudo, se o referido termo estiver precedido por um determinante ou referir-se 
ao planeta Terra, ocorrerá a crase. 
Paulo viajou rumo à sua terra natal. 
# Quando os pronomes indefinidos 
substantivo, não ocorrerá a crase. 
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Exemplo: 
Caso esteja certo, não se submeta a humilhação. (a qualquer humilhação) 
# Antes de pronomes que requerem o uso do artigo. 
Exemplos: 
Os livros foram entregues a mim. 
Dei a ela a merecida recompensa. 
Observação: 
Pelo fato de os pronomes de tratamento relativos à senhora, senhorita e madame admitirem artigo, 
preposição. 
Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia. 
4. Estrutura e formação de palavras 
Estudar a estrutura das palavras é estudar os elementos que formam a palavra, denominados de 
morfemas. São os seguintes os morfemas da Língua Portuguesa. 
Radical 
O que contém o sentido básico do vocábulo. Aquilo que permanecer intacto, quando a palavra for 
modificada. 
Ex. falar, comer, dormir, casa, carro. 
Obs: Em se tratando de verbos, descobrese o radical, retirando-se a terminação AR, ER ou IR. 
Vogal Temática 
Nos verbos, são as vogais A, E e I, presentes à terminação verbal. Elas indicam a que conjugação 
o verbo pertence: 
1ª conjugação = Verbos terminados em AR. 
2ª conjugação = Verbos terminados em ER. 
3ª conjugação = Verbos terminados em IR. 
Obs.: O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, já que proveio do antigo verbo poer. 
Nos substantivos e adjetivos, são as vogais A, E, I, O e U, no final da palavra, evitando que ela 
termine em consoante. Por exemplo, nas palavras meia, pente, táxi, couro, urubu. 
* Cuidado para não confundir vogal temática de substantivo e adjetivo com desinência nominal de 
gênero, que estudaremos mais à frente. 
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Tema 
É a junção do radical com a vogal temática. Se não existir a vogal temática, o tema e o radical 
serão o mesmo elemento; o mesmo acontecerá, quando o radical for terminado em vogal. Por 
exemplo, em se tratando de verbo, o tema sempre será a soma do radical com a vogal temática -
estuda, come, parti; em se tratando de substantivos e adjetivos, nem sempre isso acontecerá. 
Vejamos alguns exemplos: No substantivo pasta, past é o radical, a, a vogal temática, e pasta 
o tema; já na palavra leal, o radical e o tema são o mesmo elemento - leal, pois não há vogal 
temática; e na palavra tatu também, mas agora, porque o radical é terminado pela vogal temática. 
Desinências 
É a terminação das palavras, flexionadas ou variáveis, posposta ao radical, com o intuito de 
modificá-las. 
Modificamos os verbos, conjugando-os; modificamos os substantivos e os adjetivos em gênero e 
número. 
Existem dois tipos de desinências: 
Desinências verbais 
Modo-temporais = indicam o tempo e o modo. São quatro as desinências modo-temporais: 
-va- e -ia-, para o Pretérito Imperfeito do Indicativo = estudava, vendia, partia. 
-ra-, para o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo = estudara, vendera, partira. 
-ria-, para o Futuro do Pretérito do Indicativo = estudaria, venderia, partiria. 
-sse-, para o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo = estudasse, vendesse, partisse. 
Número-pessoais = indicam a pessoa e o número. São três os grupos das desinências número
pessoais. 
Grupo I: i, ste, u, mos, stes, ram, para o Pretérito Perfeito do Indicativo = eu cantei, tu 
cantaste, ele cantou, nós cantamos, vós cantastes, eles cantaram. 
Grupo II: -, es, -, mos, des, em, para o Infinitivo Pessoal e para o Futuro do Subjuntivo = Era 
para eu cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos, vós cantardes, eles cantarem. 
Quando eu puser, tu puseres, ele puser, nós pusermos, vós puserdes, eles puserem.
Grupo III: -, s, -, mos, is, m, para todos os outros tempos = eu canto, tu cantas, ele canta, 
nós cantamos, vós cantais, eles cantam. 
Desinências nominais de gênero = indica o gênero da palavra. A palavra terá desinência nominal 
de gênero, quando houver a oposição masculino - feminino. Por exemplo: cabeleireiro -
cabeleireira. A vogal a será desinência nominal de gênero sempre que indicar o feminino de uma 
palavra, mesmo que o masculino não seja terminado em o. Por exemplo: crua, ela, traidora.
de número = indica o plural da palavra. É a letra s, somente quando indicar o plural da palavra. 
Por exemplo: cadeiras, pedras, águas. 
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Afixos: São elementos que se juntam a radicais para formar novas palavras. São eles: 
Prefixo: É o afixo que aparece antes do radical. Por exemplo destampar, incapaz, amoral. 
Sufixo: É o afixo que aparece depois do radical, do tema ou do infinitivo. Por exemplo pensamento, 
acusação, felizmente. 
Vogais e consoantes de ligação: São vogais e consoantes que surgem entre dois morfemas, para 
tornar mais fácil e agradável a pronúncia de certas palavras. Por exemplo flores, bambuzal, 
gasômetro, canais. 
Formação das palavras 
Para analisar a formação de uma palavra, deve-se procurar a origem dela. Caso seja formada por 
apenas um radical, diremos que foi formada por derivação; por dois ou mais radicais, composição. 
São os seguintes os processos de formação de palavras: 
Derivação: Formação de novas palavras a partir de apenas um radical. 
Derivação Prefixal 
Acréscimo de um prefixo à palavra primitiva; também chamado de prefixação. Por exemplo: 
antepasto, reescrever, infeliz. 
Derivação Sufixal 
Acréscimo de um sufixo à palavra primitiva; também chamado de sufixação. Por exemplo: 
felizmente, igualdade, florescer. 
Derivação Prefixal e Sufixal 
Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, em tempos diferentes; também chamado de prefixação 
e sufixação. Por exemplo: infelizmente, desigualdade, reflorescer. 
Derivação Parassintética 
Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, simultaneamente; também chamado de parassíntese. 
Por exemplo: envernizar, enrijecer, anoitecer. 
Obs.: A maneira mais fácil de se estabelecer a diferença entre Derivação Prefixal e Sufixal e 
Derivação Parassintética é a seguinte: retira-se o prefixo; se a palavra que sobrou existir, será Der. 
Pref. e Suf.; caso contrário, retira-se, agora, o sufixo; se a palavra que sobrou existir, será Der. 
Pref. e Suf.; caso contrário, será Der. Parassintética. Por exemplo, retire o prefixo de envernizar: 
não existe a palavra vernizar; agora, retire o sufixo: tambémnão existe a palavra enverniz. 
Portanto, a palavra foi formada por Parassíntese. 
Derivação Regressiva 
É a retirada da parte final da palavra primitiva, obtendo, por essa redução, a palavra derivada. Por 
exemplo: do verbo debater, retira-se a desinência de infinitivo -r: formou-se o substantivo debate. 
Derivação Imprópria 
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É a formação de uma nova palavra pela mudança de classe gramatical. Por exemplo: a palavra gelo 
é um substantivo, mas pode ser transformada em um adjetivo: camisa gelo. 
Composição 
Formação de novas palavras a partir de dois ou mais radicais. 
Composição por justaposição 
Na união, os radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura. Por exemplo: ao se unirem 
os radicais ponta e pé, obtém-se a palavra pontapé. O mesmo ocorre com mandachuva, 
passatempo, guarda-pó. 
Composição por aglutinação 
Na união, pelo menos um dos radicais sofre alteração em sua estrutura. Por exemplo: ao se unirem 
os radicais água e ardente, obtém-se a palavra aguardente, com o desaparecimento do a. O 
mesmo acontece com embora (em boa hora), planalto (plano alto). 
Hibridismo
É a formação de novas palavras a partir da união de radicais de idiomas diferentes. Por exemplo: 
automóvel, sociologia, sambódromo, burocracia. 
Onomatopéia 
Consiste em criar palavras, tentando imitar sons da natureza. Por exemplo: zunzum, cricri, 
tiquetaque, pingue-pongue. 
Abreviação Vocabular 
Consiste na eliminação de um segmento da palavra, a fim de se obter uma forma mais curta. Por 
exemplo: de extraordinário forma-se extra; de telefone, fone; de fotografia, foto; de 
cinematografia, cinema ou cine. 
Siglas 
As siglas são formadas pela combinação das letras iniciais de uma seqüência de palavras que 
constitui um nome: Por exemplo: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); IPTU 
(Imposto Predial, Territorial e Urbano). 
Neologismo semântico 
Forma-se uma palavra por neologismo semântico, quando se dá um novo significado, somado ao 
que já existe. Por exemplo, a palavra legal significa dentro da lei; a esse significado somamos 
outro: pessoa boa, pessoa legal. 
Empréstimo linguístico 
É o aportuguesamento de palavras estrangeiras; se a grafia da palavra não se modifica, ela 
deve ser escrita entre aspas. Por exemplo: estresse, estande, futebol, bife, "show", xampu, 
"shopping center". 
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5. Classes de palavras, flexão e emprego
As classes das palavras variáveis e invariáveis e seus conceitos, classificação, flexão e 
emprego; 
Consultando a gramática, descobrimos que dentre as partes que a constituem há uma que, por 
excelência, permite-nos tornar conhecedores da forma como se estruturam as palavras, levando 
em conta aspectos específicos, como é caso das flexões, por exemplo. Estamos fazendo referência 
à morfologia, obviamente, aquela responsável por nos apresentar acerca das dez classes 
gramaticais. 
Em se tratando delas, das classes gramaticais, um dos aspectos que lhes são inerentes diz respeito 
à flexão e não flexão das palavras, que, por sua vez, traduz os nossos objetivos ao travar essa 
importante discussão, por isso, iremos falar um pouco mais acerca das palavras variáveis e das 
palavras invariáveis.
Cabe, portanto, ressaltar que as palavras variáveis são aquelas que sofrem variações em sua 
forma, o que resulta nas chamadas desinências nominais de gênero e de número, bem como nas 
desinências verbais, de modo, tempo, número e pessoa. 
Assim, ao revelarmos acerca das desinências nominais, já que estamos fazendo referência à 
morfologia, equivale afirmar que elas se aplicam às classes gramaticais representadas pelo 
substantivo, artigo, adjetivo, pronome e numeral, haja vista que se classificam, gramaticalmente 
dizendo, como nomes. Dessa forma, nada melhor que analisarmos alguns exemplos, tornando 
nosso aprendizado ainda mais efetivo: 
Ele é um menino esperto gênero masculino, o que nos permite concluir que há a ausência de 
desinência. 
Ela é uma garota esperta 
Mário é um rapaz educado Em se tratando do número, afirmamos ser tal elemento demarcado 
no singular, bem como constatamos a ausência de desinência. 
Eles são uns rapazes educados constatamos se tratar de um número plural associado à 
Agora, referindo-nos às desinências verbais, constata-se que elas são representadas pelas 
desinências de modo e tempo (DMT) e pelas desinências de número e pessoa (DNP). 
Observemos então o exemplo que segue: 
Estávamos com muita saudade de todos vocês.
Assim, infere-se que: 
- va DMT - desinência modo-temporal indicando o pretérito imperfeito do modo 
indicativo. 
- mos DNP desinência número-pessoal indicando a primeira pessoa do plural (nós). 
Diante de tais elucidações, afirmamos que elas se aplicam às chamadas palavras variáveis. 
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Para completar nossos estudos acerca do caso em questão cumpre afirmar que palavras invariáveis, 
como nos revela o próprio nome, são aquelas que não sofrem flexão nenhuma, demarcadas pelos 
advérbios, preposições, conjunções e interjeições.
CLASSES DE PALAVRAS 
CLASSIFICAÇÃO E EMPREGO: 
As palavras são classificadas de acordo com as funções exercidas nas orações. 
Na língua portuguesa podemos classificar as palavras em: 
Substantivo 
Adjetivo 
Pronome 
Verbo 
Artigo 
Numeral 
Advérbio 
Preposição 
Interjeição 
Conjunção 
SUBSTANTIVO: 
É a palavra variável que denomina qualidades, sentimentos, sensações, ações, estados e seres em 
geral. 
Quanto a sua formação, o substantivo pode ser primitivo (jornal) ou derivado (jornalista), simples 
(alface) ou composto (guarda-chuva). 
Já quanto a sua classificação, ele pode ser comum (cidade) ou próprio (Curitiba), concreto (mesa) 
ou abstrato (felicidade). 
Os substantivos concretos designam seres de existência real ou que a imaginação apresenta como 
tal: alma, fada, santo. Já os substantivos abstratos designam qualidade, sentimento, ação e estado 
dos seres: beleza, cegueira, dor, fuga. 
Os substantivos próprios são sempre concretos e devem ser grafados com iniciais maiúsculas. 
Certos substantivos próprios podem tornar-se comuns, pelo processo de derivação imprópria (um 
judas = traidor / um panamá = chapéu). 
Os substantivos abstratos têm existência independente e podem ser reais ou não, materiais ou não. 
Quando esses substantivos abstratos são de qualidade tornam-se concretos no plural (riqueza X 
riquezas). 
Muitos substantivos podem ser variavelmente abstratos ou concretos, conforme o sentido em que 
se empregam (a redação das leis requer clareza / na redação do aluno, assinalei vários erros). 
Já no tocante ao gênero (masculino X feminino) os substantivos podem ser: 
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biformes: quando apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino. 
(rato, rata ou conde X condessa). 
uniformes: quando apresentam uma única forma para ambos os gêneros. Nesse 
caso, eles estão divididos em: 
epicenos: usados para animais de ambos os sexos (macho e fêmea) - albatroz, 
badejo, besouro, codorniz; 
comum de dois gêneros: aqueles que designam pessoas, fazendo a distinção dos 
sexos por palavras determinantes - aborígine, camarada, herege, manequim, mártir, médium,
silvícola; 
sobrecomuns - apresentam um só gênero gramatical para designar pessoas de 
ambos os sexos - algoz, apóstolo, cônjuge, guia, testemunha, verdugo; 
Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. (o cisma X a cisma / o corneta
X a corneta / o crisma X a crisma / o cura X a cura / o guia X a guia / o lente X a lente / o língua X 
a língua / o moral X a moral / o maria-fumaça X a maria-fumaça / o voga X a voga). 
Os nomes terminados em -ão fazem feminino em -ã, -oa ou -ona (alemã, leoa, valentona). 
Os nomes terminados em -e mudam-no para -a, entretanto a maioria é invariável (monge X monja, 
infante X infanta, mas o/a dirigente, o/aestudante). 
Quanto ao número (singular X plural), os substantivos simples formam o plural em função do final 
da palavra. 
vogal ou ditongo (exceto -ÃO): 
acréscimo de -S (porta X portas, troféu X troféus); 
ditongo -ÃO: -ÕES / -ÃES / -ÃOS, variando em cada palavra (pagãos, cidadãos, 
cortesãos, escrivães, sacristães, capitães, capelães, tabeliães, deães, faisães, guardiães). 
Os substantivos paroxítonos terminados em -ão fazem plural em -ãos (bênçãos, órfãos, gólfãos). 
Alguns gramáticos registram artesão (artífice) - artesãos e artesão (adorno arquitetônico) - artesões. 
-EM, -IM, -OM, -UM: acréscimo de -NS (jardim X jardins); 
-R ou -Z: -ES (mar X mares, raiz X raízes); 
-S: substantivos oxítonos acréscimo de -ES (país X países). Os não-oxítonos terminados em -S são 
invariáveis, marcando o número pelo artigo (os atlas, os lápis, os ônibus), cais, cós e xis são 
invariáveis; 
-N: -S ou -ES, sendo a última menos comum (hífen X hifens ou hífenes), cânon > cânones; 
-X: invariável, usando o artigo para o plural (tórax X os tórax); 
-AL, EL, OL, UL: troca-se -L por -IS (animal X animais, barril X barris). Exceto mal por males, cônsul 
por cônsules, real (moeda) por réis, mel por méis ou meles; 
IL: se oxítono, trocar -L por -S. Se não oxítonos, trocar -IL por -EIS. (til X tis, míssil X mísseis).
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Observação: réptil / reptil por répteis / reptis, projétil / projetil por projéteis / projetis; sufixo 
diminutivo -ZINHO(A) / -ZITO(A): colocar a palavra primitiva no plural, retirar o -S e acrescentar o 
sufixo diminutivo (caezitos, coroneizinhos, mulherezinhas). 
Observação: palavras com esses sufixos não recebem acento gráfico. metafonia: -o tônico fechado 
no singular muda para o timbre aberto no plural, também variando em função da palavra. (ovo X 
ovos, mas bolo X bolos). 
Observação: avôs (avô paterno + avô materno), avós (avó + avó ou avô + avó). 
Os substantivos podem apresentar diferentes graus, porém grau não é uma flexão nominal. São três 
graus: normal, aumentativo e diminutivo e podem ser formados através de dois processos: analítico: 
associando os adjetivos (grande ou pequeno, ou similar) ao substantivo; sintético: anexando-se ao 
substantivo sufixos indicadores de grau (meninão X menininho). 
Certos substantivos, apesar da forma, não expressam a noção aumentativa ou diminutiva. 
(cartão, cartilha). 
alguns sufixos aumentativo: -ázio, -orra, -ola, -az, -ão, -eirão, -alhão, -arão, -arrão, -zarrão; 
alguns sufixos diminutivo: -ito, -ulo-, -culo, -ote, -ola, -im, -elho, -inho, -zinho (o sufixo -zinho é 
obrigatório quando o substantivo terminar em vogal tônica ou ditongo: cafezinho, paizinho); 
O aumentativo pode exprimir desprezo (sabichão, ministraço, poetastro) ou intimidade (amigão); 
enquanto o diminutivo pode indicar carinho (filhinho) ou ter valor pejorativo (livreco, casebre). 
Algumas curiosidades sobre os substantivos: 
Palavras masculinas:
ágape (refeição dos primitivos cristãos); anátema (excomungação); axioma (premissa verdadeira); 
caudal (cachoeira); carcinoma (tumor maligno); champanha, clã, clarinete, contralto, coma, 
diabete/diabetes (FeM classificam como gênero vacilante); diadema, estratagema, fibroma (tumor
benigno); herpes, hosana (hino); jângal (floresta da Índia); lhama, praça (soldado raso); praça 
(soldado raso); proclama, sabiá, soprano (FeM classificam como gênero vacilante); suéter, tapa (FeM 
classificam como gênero vacilante); teiró (parte de arma de fogo ou arado); telefonema, trema, vau 
(trecho raso do rio). 
Palavras femininas: abusão (engano); alcíone (ave doa antigos); aluvião, araquã (ave); áspide 
(reptil peçonhento); baitaca (ave); cataplasma, cal, clâmide (manto grego); cólera (doença); 
derme, dinamite, entorce, fácies (aspecto); filoxera (inseto e doença); gênese, guriatã (ave); 
hélice (FeM classificam como gênero vacilante); jaçanã (ave); juriti (tipo de aves); libido, mascote, 
omoplata, rês, suçuarana (felino); sucuri, tíbia, trama, ubá (canoa); usucapião (FeM classificam 
como gênero vacilante); xerox (cópia). 
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Gênero vacilante: acauã (falcão); inambu (ave); laringe, personagem (Ceg. fala que é usada 
indistintamente nos dois gêneros, mas que há preferência de autores pelo masculino); víspora. 
Alguns femininos: abade - abadessa; abegão (feitor) - abegoa; alcaide (antigo governador) -
alcaidessa, alcaidina; aldeão - aldeã; anfitrião - anfitrioa, anfitriã; beirão (natural da Beira) - beiroa; 
besuntão (porcalhão) - besuntona; bonachão - bonachona; bretão - bretoa, bretã; cantador -
cantadeira; cantor - cantora, cantadora, cantarina, cantatriz; castelão (dono do castelo) - castelã; 
catalão - catalã; cavaleiro - cavaleira, amazona; charlatão - charlatã; coimbrão - coimbrã; cônsul -
consulesa; comarcão - comarcã; cônego - canonisa; czar - czarina; deus - deusa, déia; diácono 
(clérigo) - diaconisa; doge (antigo magistrado) - dogesa; druida - druidesa; elefante - elefanta e aliá 
(Ceilão); embaixador - embaixadora e embaixatriz; ermitão - ermitoa, ermitã; faisão - faisoa 
(Cegalla), faisã; hortelão (trata da horta) - horteloa; javali - javalina; ladrão - ladra, ladroa, ladrona; 
felá (camponês) - felaína; flâmine (antigo sacerdote) - flamínica; frade - freira; frei - sóror; gigante 
- giganta; grou - grua; lebrão - lebre; maestro - maestrina; maganão (malicioso) - magana; melro 
- mélroa; mocetão - mocetona; oficial - oficiala; padre - madre; papa - papisa; pardal - pardoca, 
pardaloca, pardaleja; parvo - párvoa; peão - peã, peona; perdigão - perdiz; prior - prioresa, priora; 
mu ou mulo - mula; rajá - rani; rapaz - rapariga; rascão (desleixado) - rascoa; sandeu - sandia; 
sintrão - sintrã; sultão - sultana; tabaréu - tabaroa; varão - matrona, mulher; veado - veada; vilão 
- viloa, vilã. 
Substantivos em -ÃO e seus plurais: alão - alões, alãos, alães; aldeão - aldeãos, aldeões; capelão 
- capelães; castelão - castelãos, castelões; cidadão - cidadãos; cortesão - cortesãos; ermitão -
ermitões, ermitãos, ermitães; escrivão - escrivães; folião - foliões; hortelão - hortelões, hortelãos; 
pagão - pagãos; sacristão - sacristães; tabelião - tabeliães; tecelão - tecelões; verão - verãos, 
verões; vilão - vilões, vilãos; vulcão - vulcões, vulcãos. 
Alguns substantivos que sofrem metafonia no plural: abrolho, caroço, corcovo, corvo, coro, 
despojo, destroço, escolho, esforço, estorvo, forno, forro, fosso, imposto, jogo, miolo, poço, porto, 
posto, reforço, rogo, socorro, tijolo, toco, torno, torto, troco. 
Substantivos só usados no plural: anais, antolhos, arredores, arras (bens, penhor), calendas 
(1º dia do mês romano), cãs (cabelos brancos), cócegas, condolências, damas (jogo), endoenças 
(solenidades religiosas), esponsais (contrato de casamento ou noivado), esposórios (presente de 
núpcias), exéquias (cerimônias fúnebres), fastos (anais), férias, fezes, manes (almas), matinas 
(breviário de orações matutinas), núpcias, óculos, olheiras, primícias (começos, prelúdios), 
pêsames, vísceras, víveres etc., além dos nomes de naipes. 
Coletivos: alavão - ovelhas leiteiras; armento - gado grande (búfalos, elefantes); assembléia 
(parlamentares, membros de associações); atilho - espigas; baixela - utensílios de mesa; banca -
de examinadores, advogados; bandeira - garimpeiros, exploradores de minérios; bando - aves, 
ciganos, crianças, salteadores; boana - peixes miúdos; cabido - cônegos (conselheiros de bispo); 
cáfila - camelos; cainçalha - cães; cambada - caranguejos, malvados, chaves; cancioneiro - poesias, 
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canções; caterva - desordeiros, vadios; choldra, joldra - assassinos, malfeitores; chusma 
populares, criados; conselho - vereadores, diretores, juízes militares; conciliábulo - feiticeiros, 
conspiradores; concílio - bispos; canzoada - cães; conclave - cardeais; congregação - professores, 
religiosos; consistório- cardeais; fato - cabras; feixe - capim, lenha; junta - bois, médicos, credores, 
examinadores; girândola - foguetes, fogos de artifício; grei - gado miúdo, políticos; hemeroteca -
jornais, revistas; legião - anjos, soldados, demônios; malta - desordeiros; matula - desordeiros, 
vagabundos; miríade - estrelas, insetos; nuvem - gafanhotos, pó; panapaná - borboletas 
migratórias; penca - bananas, chaves; récua - cavalgaduras (bestas de carga); renque - árvores, 
pessoas ou coisas enfileiradas; réstia - alho, cebola; ror - grande quantidade de coisas; súcia -
pessoas desonestas, patifes; talha -lenha; tertúlia - amigos, intelectuais; tropilha - cavalos; vara -
porcos. 
Substantivos compostos:
Os substantivos compostos formam o plural da seguinte maneira: sem hífen formam o plural como 
os simples (pontapé/pontapés); caso não haja caso específico, verifica-se a variabilidade das
palavras que compõem o substantivo para pluralizá-los. 
São palavras variáveis: substantivo, adjetivo, numeral, pronomes, particípio. 
São palavras invariáveis: verbo, preposição, advérbio, prefixo; em elementos repetidos, muito 
parecidos ou onomatopaicos, só o segundo vai para o plural (tico-ticos, tique-taques, corre-corres,
pinguepongues); com elementos ligados por preposição, apenas o primeiro se flexiona (pés-de-
moleque); são invariáveis os elementos grão, grã e bel (grão-duques, grã-cruzes, bel-prazeres); só 
variará o primeiro elemento nos compostos formados por dois substantivos, onde o segundo limita 
o primeiro elemento, indicando tipo, semelhança ou finalidade deste (sambas-enredo, bananas-
maçã) nenhum dos elementos vai para o plural se formado por verbos de sentidos opostos e frases 
substantivas (os leva-e-traz, os bota-fora, os pisamansinho, os bota-abaixo, os louva-a-Deus, os 
ganha-pouco, os diz-que-me-diz); compostos cujo segundo elemento já está no plural não variam 
(os troca-tintas, os salta-pocinhas, os espirra-canivetes); palavra guarda, se fizer referência a pessoa 
varia por ser substantivo. Caso represente o verbo guardar, não pode variar (guardas-noturnos, 
guardachuvas). 
ADJETIVO: 
É a palavra variável que restringe a significação do substantivo, indicando qualidades e 
características deste. Mantém com o substantivo que determina relação de concordância de gênero 
e número. 
adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a origem geográfica, normalmente são formados 
pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo de que se originam (Alagoas por alagoano). Podem ser 
simples ou compostos, referindo-se a duas ou mais nacionalidades ou regiões; nestes últimos casos 
assumem sua forma reduzida e erudita, com exceção do último elemento (franco-ítalo-brasileiro). 
locuções adjetivas: expressões formadas por preposição e substantivo e com significado 
equivalente a adjetivos (anel de prata = anel argênteo / andar de cima = andar superior / estar com 
fome = estar faminto). São adjetivos eruditos: açúcar - sacarino; águia - aquilino; anel - anular; 
astro - sideral; bexiga - vesical; bispo - episcopal; cabeça - cefálico; chumbo - plúmbeo; chuva -
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pluvial; cinza - cinéreo; cobra - colubrino, ofídico; dinheiro - pecuniário; estômago - gástrico; fábrica 
- fabril; fígado - hepático; fogo - ígneo; guerra - bélico; homem - viril; inverno - hibernal; lago -
lacustre; lebre - leporino; lobo - lupino; marfim - ebúrneo, ebóreo; memória - mnemônico; moeda 
- monetário, numismático; neve - níveo; pedra - pétreo; prata - argênteo, argentino, argírico; raposa 
- vulpino; rio - fluvial, potâmico; rocha - rupestre; sonho - onírico; sul - meridional, austral; tarde -
vespertino; velho, velhice - senil; vidro - vítreo, hialino. 
Quanto à variação dos adjetivos, eles apresentam as seguintes características: 
O gênero é uniforme ou biforme (inteligente X honesto[a]). Quanto ao gênero, não se diz que um 
adjetivo é masculino ou feminino, e sim que tem terminação masculina ou feminina. 
No tocante a número, os adjetivos simples formam o plural segundo os mesmos princípios dos 
substantivos simples, em função de sua terminação (agradável X agradáveis). Já os substantivos 
utilizados como adjetivos ficam invariáveis (blusas cinza). 
Os adjetivos terminados em -OSO, além do acréscimo do -S de plural, mudam o timbre do primeiro 
-o, num processo de metafonia. 
Quanto ao grau, os adjetivos apresentam duas formas: comparativo e superlativo. 
O grau comparativo refere-se a uma mesma qualidade entre dois ou mais seres, duas ou mais 
qualidades de um mesmo ser. Pode ser de igualdade: tão alto quanto (como / quão); de 
superioridade: mais alto (do) que (analítico) / maior (do) que (sintético) e de inferioridade: menos 
alto (do) que. 
O grau superlativo exprime qualidade em grau muito elevado ou intenso. 
O superlativo pode ser classificado como absoluto, quando a qualidade não se refere à de outros 
elementos. Pode ser analítico (acréscimo de advérbio de intensidade) ou sintético (-íssimo, érrimo, 
-ílimo). (muito alto X altíssimo) 
O superlativo pode ser também relativo, qualidade relacionada, favorável ou desfavoravelmente, à 
de outros elementos. Pode ser de superioridade analítico (o mais alto de/dentre), de superioridade 
sintético (o maior de/dentre) ou de inferioridade (o menos alto de/dentre). 
São superlativos absolutos sintéticos eruditos da língua portuguesa: acre - acérrimo; alto -
supremo, sumo; amável - amabilíssimo; amigo - amicíssimo; baixo - ínfimo; cruel - crudelíssimo; 
doce - dulcíssimo; dócil - docílimo; fiel - fidelíssimo; frio - frigidíssimo; humilde - humílimo; livre -
libérrimo; magro - macérrimo; mísero - misérrimo; negro - nigérrimo; pobre - paupérrimo; sábio -
sapientíssimo; sagrado - sacratíssimo; são - saníssimo; veloz - velocíssimo. 
Os adjetivos compostos formam o plural da seguinte forma:
têm como regra geral, flexionar o último elemento em gênero e número (lentes côncavoconvexas, 
problemas sócio-econômicos); são invariáveis cores em que o segundo elemento é um substantivo 
(blusas azul-turquesa, bolsas brancogelo); não variam as locuções adjetivas formadas pela 
expressão cor-de-... (vestidos cor-de-rosa); as cores: azul-celeste e azul-marinho são invariáveis;
em surdo-mudo flexionam-se os dois elementos. 
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PRONOME: 
É palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou acompanha um substantivo, 
indicando-o como pessoa do discurso.
A diferença entre pronome substantivo e pronome adjetivo pode ser atribuída a qualquer tipo de 
pronome, podendo variar em função do contexto frasal. Assim, o pronome substantivo é aquele que 
substitui um substantivo, representando-o. (Ele prestou socorro). Já o pronome adjetivo é aquele 
que acompanha um substantivo, determinando-o. (Aquele rapaz é belo). Os pronomes pessoais são 
sempre substantivos. 
Quanto às pessoas do discurso, a língua portuguesa apresenta três pessoas: 
1ª pessoa - aquele que fala, emissor; 
2ª pessoa - aquele com quem se fala, receptor; 
3ª pessoa - aquele de que ou de quem se fala, referente. 
Pronome pessoal: 
Indicam uma das três pessoas do discurso, substituindo um substantivo. Podem também 
representar, quando na 3ª pessoa, uma forma nominal anteriormente expressa (A moça era a melhor 
secretária, ela mesma agendava os compromissos do chefe). 
A seguir um quadro com todas as formas do pronome pessoal: 
Os pronomes pessoais apresentam variações de forma dependendo da função sintática que exercem 
na frase. Os pronomes pessoais retos desempenham, normalmente, função de sujeito; enquanto os 
oblíquos, geralmente, de complemento. 
Os pronomes oblíquos tônicos devem vir regidos de preposição. Em comigo, contigo, conosco e 
convosco, a preposição com já é parte integrante do pronome. 
Os pronomes de tratamento estão enquadrados nos pronomes pessoais. São empregados como 
referência à pessoa com quem se fala (2ª pessoa), entretanto, a concordância é feita com a3ª 
Pronomes pessoais
Número Pessoa
Pronomes 
retos
Pronomes oblíquos
Átonos Tônicos
singular
primeira 
segunda 
terceira
eu
tu
ele,
ela
me te
o, a, lhe, se
mim, comigo
ti, contigo
ele, ela,
si, consigo
plural
primeira
segunda 
terceira
nós vós 
eles, elas
nos vos
os, as,
lhes, se
nós, conosco
vós, convosco
eles, elas,
si, consigo
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pessoa. Também são considerados pronomes de tratamento as formas você, vocês (provenientes da 
redução de Vossa Mercê), Senhor, Senhora e Senhorita. 
Quanto ao emprego, as formas oblíquas o, a, os, as completam verbos que não vêm regidos de 
preposição; enquanto lhe e lhes para verbos regidos das preposições a ou para (não expressas). 
Apesar de serem usadas pouco, as formas mo, to, no-lo, vo-lo, lho e flexões resultam da fusão de 
dois objetos, representados por pronomes oblíquos (Ninguém mo disse = ninguém o disse a mim). 
Os pronomes átonos o, a, os e as viram lo(a/s), quando associados a verbos terminados em r, s ou 
z e viram no(a/s), se a terminação verbal for em ditongo nasal. 
Os pronomes o/a (s), me, te, se, nos, vos desempenham função se sujeitos de infinitivo ou verbo no 
gerúndio, junto ao verbo fazer, deixar, mandar, ouvir e ver (Mandei-o entrar / Eu o vi sair / Deixei-
as chorando). 
A forma você, atualmente, é usada no lugar da 2ª pessoa (tu/vós), tanto no singular quanto no 
plural, levando o verbo para a 3ª pessoa. 
Já as formas de tratamento serão precedidas de Vossa, quando nos dirigirmos diretamente à pessoa 
e de Sua, quando fizermos referência a ela. Troca-se na abreviatura o V. pelo S. 
Quando precedidos de preposição, os pronomes retos (exceto eu e tu) passam a funcionar como 
oblíquos. Eu e tu não podem vir precedidos de preposição, exceto se funcionarem como sujeito de 
Os pronomes acompanhados de só ou todos, ou seguido de numeral, assumem forma reta e podem 
funcionar como objeto direto (Estava só ele no banco / Encontramos todos eles). 
Os pronomes me, te, se, nos, vos podem ter valor reflexivo, enquanto se, nos, vos - podem ter valor 
reflexivo e recíproco. 
As formas si e consigo têm valor exclusivamente reflexivo e usados para a 3ª pessoa. Já conosco e 
convosco devem aparecer na sua forma analítica (com nós e com vós) quando vierem com 
modificadores (todos, outros, mesmos, próprios, numeral ou oração adjetiva). 
Os pronomes pessoais retos podem desempenhar função de sujeito, predicativo do sujeito ou 
vocativo, este último com tu e vós (Nós temos uma proposta / Eu sou eu e pronto / Ó, tu, Senhor 
Jesus). 
Quanto ao uso das preposições junto aos pronomes, deve-se saber que não se pode contrair as 
bolsas dele bem aqui). 
Os pronomes átonos podem assumir valor possessivo (Levaram-me o dinheiro / Pesavam-lhe os 
olhos), enquanto alguns átonos são partes integrantes de verbos como suicidar-se, apiedar-se, 
condoer-se, ufanar-se, queixar-se, vangloriar-se. 
Já os pronomes oblíquos podem ser usados como expressão expletiva (Não me venha com essa). 
Pronome possessivo: 
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Fazem referência às pessoas do discurso, apresentando-as como possuidoras de algo. Concordam 
em gênero e número com a coisa possuída. 
São pronomes possessivos da língua portuguesa as formas: 
1ª pessoa: meu(s), minha(s) nosso(a/s); 
2ª pessoa: teu(s), tua(s) vosso(a/s); 
3ª pessoa: seu(s), sua(s) seu(s), sua(s). 
Quanto ao emprego, normalmente, vem antes do nome a que se refere; podendo, também, vir 
depois do substantivo que determina. Neste último caso, pode até alterar o sentido da frase. 
O uso do possessivo seu (a/s) pode causar ambigüidade, para desfazê-la, deve-se preferir o uso do 
dele (a/s) (Ele disse que Maria estava trancada em sua casa - casa de quem?); pode também indicar 
aproximação numérica (ele tem lá seus 40 anos). 
Já nas expressões do tipo "Seu João", seu não tem valor de posse por ser uma alteração fonética de 
Senhor. 
Pronome demonstrativo: 
Indicam posição de algo em relação às pessoas do discurso, situando-o no tempo e/ou no espaço. 
São: este (a/s), isto, esse (a/s), isso, aquele (a/s), aquilo. Isto, isso e aquilo são invariáveis e se 
empregam exclusivamente como substitutos de substantivos. 
As formas mesmo, próprio, semelhante, tal (s) e o (a/s) podem desempenhar papel de pronome 
demonstrativo. 
Quanto ao emprego, os pronomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira: 
uso dêitico, indicando localização no espaço - este (aqui), esse (aí) e aquele (lá); 
uso dêitico, indicando localização temporal - este (presente), esse (passado próximo) e aquele 
(passado remoto ou bastante vago); 
uso anafórico, em referência ao que já foi ou será dito - este (novo enunciado) e esse (retoma 
informação); 
o, a, os, as são demonstrativos quando equivalem a aquele (a/s), isto (Leve o que lhe 
pertence); 
tal é demonstrativo se puder ser substituído por esse (a), este (a) ou aquele (a) e semelhante, 
quando anteposto ao substantivo a que se refere e equivalente a "aquele", "idêntico" (O 
problema ainda não foi resolvido, tal demora atrapalhou as negociações / Não brigue por 
semelhante causa); 
mesmo e próprio são demonstrativos, se precedidos de artigo, quando significarem "idêntico", 
"igual" ou "exato". Concordam com o nome a que se referem (Separaram crianças de mesmas 
séries); como referência a termos já citados, 
os pronomes aquele (a/s) e este (a/s) são usados para primeira e segunda ocorrências, 
respectivamente, em apostos distributivos (O médico e a enfermeira estavam calados: aquele 
amedrontado e esta calma / ou: esta calma e aquele amedrontado); pode ocorrer a contração 
das preposições a, de, em com os pronomes demonstrativos (Não acreditei no que estava 
vendo / Fui àquela região de montanhas / Fez alusão à pessoa de azul e à de branco); podem 
apresentar valor intensificador ou depreciativo, dependendo do contexto frasal (Ele estava 
com aquela paciência / Aquilo é um marido de enfeite); 
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nisso e nisto (em + pronome) podem ser usados com valor de "então" ou "nesse momento" 
(Nisso, ela entrou triunfante - nisso = advérbio). 
Pronome relativo: 
Retoma um termo expresso anteriormente (antecedente) e introduz uma oração dependente, 
adjetiva. 
Os pronome nomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira: mento, armamento
mes relativos são: que, quem e onde - invariáveis; além de o qual (a/s), cujo (a/s) e quanto (a/s). 
Os relativos são chamados relativos indefinidos quando são empregados sem antecedente expresso 
(Quem espera sempre alcança / Fez quanto pôde). 
Quanto ao emprego, observa-se que os relativos são usados quando: 
personificados expressos; quem = relativo indefinido quando é empregado sem antecedente claro, 
não vindo precedido de preposição; cujo (a/s) é empregado para dar a idéia de posse e não concorda 
com o antecedente e sim com seu conseqüente. Ele tem sempre valor adjetivo e não pode ser 
acompanhado de artigo. 
Pronome indefinido: 
Referem-se à 3ª pessoa do discurso quando considerada de modo vago, impreciso ou genérico, 
representando pessoas, coisas e lugares. Alguns também podem dar idéia de conjunto ou quantidade 
indeterminada. Em função da quantidade de pronomes indefinidos, merece atenção sua identificação. 
São pronomes indefinidos de: 
pessoas: quem, alguém, ninguém, outrem; lugares: onde, algures, alhures, nenhures; pessoas, 
lugares, coisas: que, qual, quais, algo, tudo, nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a), nenhum (a/s), 
certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s), pouco (a/s), quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s), cada. 
Sobre o emprego dos indefinidos devemos atentar para: 
algum, após o substantivo a que se refere, assume valor negativo (= nenhum) (Computador algum 
resolverá o problema); cada deve ser sempre seguido de um substantivo ou numeral (Elas receberam 
3 balas cada uma); 
alguns pronomes indefinidos, se vierem depois do nome a que estiverem se referindo,passam a ser 
adjetivos. (Certas pessoas deveriam ter seus lugares certos / Comprei várias balas de sabores vários) 
bastante pode vir como adjetivo também, se estiver determinando algum substantivo, unindo-se a 
ele por verbo de ligação (Isso é bastante para mim); 
o pronome outrem equivale a "qualquer pessoa"; o pronome nada, colocado junto a verbos ou 
adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje); 
o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada 
contente hoje); existem algumas locuções pronominais indefinidas - quem quer que, o 
que quer, seja quem for, cada um etc. 
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todo com valor indefinido antecede o substantivo, sem artigo (Toda cidade parou para ver a banda 
Pronome interrogativo: 
São os pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto usados na formulação de uma pergunta direta 
ou indireta. Referem-se à 3ª pessoa do discurso. (Quantos livros você tem? / Não sei quem lhe 
contou). 
Alguns interrogativos podem ser adverbiais (Quando voltarão? / Onde encontrá-los? / Como foi 
tudo?). 
Verbo: 
É a palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo, seja ação, estado ou 
fenômeno da natureza. 
Os verbos apresentam três conjugações. Em função da vogal temática, podem-se criar três 
paradigmas verbais. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas, obtém-se a 
seguinte classificação: 
regulares: seguem o paradigma verbal de 
sua conjugação; irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. As 
irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir - ouço/ouve, estar -
estou/estão); 
Entre os verbos irregulares, destacam-se os anômalos que apresentam profundas irregularidades. 
São classificados como anômalos em todas as gramáticas os verbos ser e ir. 
defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas, tempo ou modo (falir - no 
presente do indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pessoa do plural). Os defectivos distribuem-se em 
três grupos: impessoais, unipessoais (vozes ou ruídos de animais, só conjugados nas 3ª pessoas) 
por eufonia ou possibilidade de confusão com outros verbos; abundantes - apresentam mais de uma 
forma para uma mesma flexão. Mais freqüente no particípio, devendo-se usar o particípio regular 
com ter e haver; já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado, acendido/aceso - tenho/hei aceitado 
auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação. Presentes nos tempos 
compostos e locuções verbais; certos verbos possuem pronomes pessoais átonos que se tornam 
partes integrantes deles. 
Nesses casos, o pronome não tem função sintática (suicidar-se, apiedar-se, queixar-se etc.); formas 
rizotônicas (tonicidade no radical - eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical - nós 
cantaríamos). 
Quanto à flexão verbal, temos: 
número: singular ou plural; 
pessoa gramatical: 1ª, 2ª ou 3ª; 
tempo: referência ao momento em que se fala (pretérito, presente ou futuro). O modo 
imperativo só tem um tempo, o presente; 
voz: ativa, passiva e reflexiva; 
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modo: indicativo (certeza de um fato ou estado), subjuntivo (possibilidade ou desejo de 
realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem, 
advertência ou pedido). 
As três formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio e particípio) não possuem função 
exclusivamente verbal. Infinitivo é antes substantivo, o particípio tem valor e forma de adjetivo, 
enquanto o gerúndio equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas circunstâncias que exprime. 
Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os seguintes valores: 
a) presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala; 
b) presente do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético situado no 
momento ou época em que se fala; 
c) pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e concluída no 
passado; 
d) pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada no passado, 
mas não foi concluída ou era uma ação costumeira no passado; 
e) pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético cuja 
ação foi iniciada mas não concluída no passado; 
f) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a outra 
ação já passada; 
g) futuro do presente do indicativo: indica um fato real situado em momento ou época 
vindoura; 
h) futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possível, hipotético, situado num 
momento futuro, mas ligado a um momento passado; 
i) futuro do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso, hipotético, situado 
num momento ou época futura; 
Quanto à formação dos tempos, os chamados tempos simples podem ser primitivos (presente e 
pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal) e derivados: São derivados do presente do 
indicativo: 
pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do presente + VA (1ª conj.) ou IA (2ª e 3ª conj.) + 
Desinência número pessoal (DNP); 
presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa singular do presente + E (1ª conj.) ou A (2ª e 3ª conj.) 
+ DNP; 
Os verbos em -ear têm duplo "e" em vez de "ei" na 1ª pessoa do plural (passeio, mas passeemos). 
imperativo negativo (todo derivado do presente do subjuntivo) e imperativo afirmativo 
(as 2ª pessoas vêm do presente do indicativo sem S, as demais também vêm do presente do 
subjuntivo). 
São derivados do pretérito perfeito do indicativo:
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do perfeito + RA + DNP; pretérito imperfeito do 
subjuntivo: TEMA do 
perfeito + SSE + DNP; futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R + DNP. 
São derivados do infinitivo impessoal: 
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a) futuro do presente do indicativo: TEMA do infinitivo + RA + DNP; 
b) futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + DNP; 
c) infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (-ES - 2ª pessoa, -MOS, -DES, -EM) 
d) gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO; 
e) particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) 
ou IDO (2ª e 3ª conjugação). 
Quanto à formação, os tempos compostos da voz ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou 
HAVER + particípio do verbo que se quer conjugar, dito principal.
No modo Indicativo, os tempos compostos são formados da seguinte maneira:
a) pretérito perfeito: presente do indicativo do auxiliar + particípio do verbo principal (VP) 
[Tenho falado]; 
b) pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito do indicativo do auxiliar + particípio do 
VP (Tinha falado); 
c) futuro do presente: futuro do presente do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Terei 
falado); 
d) futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo do auxiliar + particípio do VP (Teria 
falado). 
No modo Subjuntivo a formação se dá da seguinte maneira:
a) pretérito perfeito: presente do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tenha falado); 
b) pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP 
(Tivesse falado); 
c) futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tiver falado). 
Quanto às formas nominais, elas são formadas da seguinte maneira:
infinitivo composto: infinitivo pessoal ou impessoal do auxiliar + particípio do VP (Ter falado / 
Teres falado); gerúndio composto: gerúndio do auxiliar + particípio do VP (Tendo falado). 
O modo subjuntivo apresenta três pretéritos, sendo o imperfeito na forma simples e o perfeito e o 
mais-que-perfeito nas formas compostas. Não há presente composto nem pretérito imperfeito 
composto 
Quanto às vozes, os verbos apresentam a voz:
a) ativa: sujeito é agente da ação verbal;
b) passiva: sujeito é paciente da ação verbal; 
A voz passiva pode ser analítica ou sintética:
a) analítica: - verbo auxiliar + particípio do verbo principal;b) sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE (partícula apassivadora); 
c) reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. Também pode ser recíproca ao mesmo 
tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo, variável em função da pessoa do verbo); 
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Na transformação da voz ativa na passiva, a variação temporal é indicada pelo auxiliar (ser na 
maioria das vezes), como notamos nos exemplos a seguir: Ele fez o trabalho - O trabalho foi feito 
por ele (mantido o pretérito perfeito do indicativo) / O vento ia levando as folhas - As folhas iam 
sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal). 
Alguns verbos da língua portuguesa apresentam problemas de conjugação. A seguir temos uma lista, 
seguida de comentários sobre essas dificuldades de conjugação. 
Abolir (defectivo) - não possui a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, por isso não possui 
presente do subjuntivo e o imperativo negativo. (= banir, carpir, colorir, delinqüir, demolir, 
descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, retorquir, urgir) 
Acudir (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - acudo, acodes... e pretérito perfeito do 
indicativo - com u (= bulir, consumir, cuspir, engolir, fugir) / Adequar (defectivo) - só possui a 1ª e 
a 2ª pessoa do plural no presente do indicativo 
Aderir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - adiro, adere... (= advertir, cerzir, despir, 
diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir) 
Agir (acomodação gráfica g/j) - presente do indicativo - ajo, ages... (= afligir, coagir, erigir, espargir, 
refulgir, restringir, transigir, urgir) 
Agredir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - agrido, agrides, agride, agredimos, 
agredis, agridem (= prevenir, progredir, regredir, transgredir) / Aguar (regular) - presente do 
indicativo - águo, águas..., - pretérito perfeito do indicativo - agüei, aguaste, aguou, aguamos, 
aguastes, aguaram (= desaguar, enxaguar, minguar) 
Aprazer (irregular) - presente do indicativo - aprazo, aprazes, apraz... / pretérito perfeito do 
indicativo - aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram 
Argüir (irregular com alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - arguo (ú), argúis, argúi, 
argüimos, argüis, argúem - pretérito perfeito - argüi, argüiste... (com trema) 
Atrair (irregular) - presente do indicativo - atraio, atrais... / pretérito perfeito - atraí, atraíste... (= 
abstrair, cair, distrair, sair, subtrair) 
Atribuir (irregular) - presente do indicativo - atribuo, atribuis, atribui, atribuímos, atribuís, atribuem 
- pretérito perfeito - atribuí, atribuíste, atribuiu... (= afluir, concluir, destituir, excluir, instruir, 
possuir, usufruir) 
Averiguar (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - averiguo (ú), averiguas (ú), averigua 
(ú), averiguamos, averiguais, averiguam (ú) - pretérito perfeito - averigüei, averiguaste... - presente 
do subjuntivo - averigúe, averigúes, averigúe... (= apaziguar) 
Cear (irregular) - presente do indicativo - ceio, ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam - pretérito perfeito 
indicativo - ceei, ceaste, ceou, ceamos, ceastes, cearam (= verbos terminados em -ear: falsear, 
passear... - alguns apresentam pronúncia aberta: estréio, estréia...) 
Coar (irregular) - presente do indicativo - côo, côas, côa, coamos, coais, coam - pretérito perfeito -
coei, coaste, coou... (= abençoar, magoar, perdoar) / Comerciar (regular) - presente do indicativo -
comercio, comercias... - pretérito perfeito - comerciei... (= verbos em -iar , exceto os seguintes 
verbos: mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar) Compelir (alternância vocálica e/i) -
presente do indicativo - compilo, compeles... - pretérito perfeito indicativo - compeli, compeliste... 
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Compilar (regular) - presente do indicativo - compilo, compilas, compila... - pretérito perfeito 
indicativo - compilei, compilaste...
Construir (irregular e abundante) - presente do indicativo - construo, constróis (ou 
construis), constrói (ou construi), construímos, construís, constroem (ou construem) - pretérito 
perfeito indicativo - construí, construíste... 
Crer (irregular) - presente do indicativo - creio, crês, crê, cremos, credes, crêem - pretérito perfeito 
indicativo - cri, creste, creu, cremos, crestes, creram - imperfeito indicativo - cria, crias, cria, 
críamos, críeis, criam 
Falir (defectivo) - presente do indicativo - falimos, falis - pretérito perfeito indicativo - fali, faliste... 
(= aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir) 
Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - frijo, freges, 
frege, frigimos, frigis, fregem - pretérito perfeito indicativo - frigi, frigiste... 
Ir (irregular) - presente do indicativo - vou, vais, vai, vamos, ides, vão - pretérito perfeito indicativo 
- fui, foste... - presente subjuntivo - vá, vás, vá, vamos, vades, vão 
Jazer (irregular) - presente do indicativo - jazo, jazes... - pretérito perfeito indicativo - jazi, jazeste, 
jazeu... 
Mobiliar (irregular) - presente do indicativo - mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, 
mobíliam - pretérito perfeito indicativo - mobiliei, mobiliaste... / Obstar (regular) - presente do 
indicativo - obsto, obstas... - pretérito perfeito indicativo - obstei, obstaste... 
Pedir (irregular) - presente do indicativo - peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem - pretérito 
perfeito indicativo - pedi, pediste... (= despedir, expedir, medir) / Polir (alternância vocálica e/i) -
presente do indicativo - pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem - pretérito perfeito indicativo - poli, 
poliste... 
Precaver-se (defectivo e pronominal) - presente do indicativo - precavemo-nos, precaveisvos -
pretérito perfeito indicativo - precavi-me, precaveste-te... / Prover (irregular) - presente do 
indicativo - provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem - pretérito perfeito indicativo -
provi, proveste, proveu... / Reaver (defectivo) - presente do indicativo - reavemos, reaveis - pretérito 
perfeito indicativo - reouve, reouveste, reouve... (verbo derivado do haver, mas só é conjugado nas 
formas verbais com a letra v) 
Remir (defectivo) - presente do indicativo - remimos, remis - pretérito perfeito indicativo - remi, 
remiste... 
Requerer (irregular) - presente do indicativo - requeiro, requeres... - pretérito perfeito indicativo -
requeri, requereste, requereu... (derivado do querer, diferindo dele na 1ª pessoa do singular do 
presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo e derivados, sendo regular) 
Rir (irregular) - presente do indicativo - rio, rir, ri, rimos, rides, riem - pretérito perfeito indicativo -
ri, riste... (= sorrir) 
Saudar (alternância vocálica) - presente do indicativo - saúdo, saúdas... - pretérito perfeito 
indicativo - saudei, saudaste... 
Suar (regular) - presente do indicativo - suo, suas, sua... - pretérito perfeito indicativo - suei, suaste, 
sou... (= atuar, continuar, habituar, individuar, recuar, situar) 
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Valer (irregular) - presente do indicativo - valho, vales, vale... - pretérito perfeito indicativo - vali, 
valeste, valeu... 
Também merecem atenção os seguintes verbos irregulares: 
Pronominais: Apiedar-se, dignar-se, persignar-se, precaver-se 
Caber
a) presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem; 
b) presente do subjuntivo: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam; 
c) pretérito perfeito do indicativo: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam; 
d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: coubera, couberas, coubera, coubéramos, 
coubéreis, couberam; 
e) pretérito imperfeito do subjuntivo: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, 
coubésseis, coubessem; 
f) futuro do subjuntivo: couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem. 
Dar
a) presente do indicativo: dou,dás, dá, damos, dais, dão; 
b) presente do subjuntivo: dê, dês, dê, demos, deis, dêem; 
c) pretérito perfeito do indicativo: dei, deste, deu, demos, destes, deram; 
d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dera, deras, dera, déramos, déreis, deram;
e) pretérito imperfeito do subjuntivo: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem; 
f) futuro do subjuntivo: der, deres, der, dermos, derdes, derem. 
Dizer
a) presente do indicativo: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem; 
b) presente do subjuntivo: diga, digas, diga, digamos, digais, digam; 
c) pretérito perfeito do indicativo: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram; 
d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dissera, disseras, dissera, disséramos,
disséreis, disseram; 
e) futuro do presente: direi, dirás, dirá, etc.; 
f) futuro do pretérito: diria, dirias, diria, etc.; 
g) pretérito imperfeito do subjuntivo: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, 
dissésseis, dissessem; 
h) futuro do subjuntivo: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem; 
Seguem esse modelo os derivados bendizer, condizer, contradizer, desdizer, maldizer, predizer. 
Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: dito, bendito, contradito, etc. 
Estar
a) presente do indicativo: estou, estás, está, estamos, estais, estão; 
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b) presente do subjuntivo: esteja, estejas, esteja, estejamos, estejais, estejam; 
c) pretérito perfeito do indicativo: estive, estiveste, esteve, estivemos, estivestes, 
estiveram; 
d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: estivera, estiveras, estivera, estivéramos, 
estivéreis, estiveram; 
e) pretérito imperfeito do subjuntivo: estivesse, estivesses, estivesse, estivéssemos, 
estivésseis, estivessem; 
f) futuro do subjuntivo: estiver, estiveres, estiver, estivermos, estiverdes, estiverem; 
Fazer
a) presente do indicativo: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem; 
b) presente do subjuntivo: faça, faças, faça, façamos, façais, façam; 
c) pretérito perfeito do indicativo: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram; 
d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, 
fizeram; 
e) pretérito imperfeito do subjuntivo: fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, 
fizessem; 
f) futuro do subjuntivo: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem. 
Seguem esse modelo desfazer, liquefazer e satisfazer. 
Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: feito, desfeito, liquefeito, satisfeito, etc. 
Haver
a) presente do indicativo: hei, hás, há, havemos, haveis, hão; 
b) presente do subjuntivo: haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam; 
c) pretérito perfeito do indicativo: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes,
houveram; 
d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: houvera, houveras, houvera, houvéramos,
houvéreis, houveram; 
e) pretérito imperfeito do subjuntivo: houvesse, houvesses, houvesse, houvéssemos, 
houvésseis, houvessem; 
f) futuro do subjuntivo: houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem. 
Ir
a) presente do indicativo: vou, vais, vai, vamos, ides, vão; 
b) presente do subjuntivo: vá, vás, vá, vamos, vades, vão; 
c) pretérito imperfeito do indicativo: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam; 
d) pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram; 
e) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
f) pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem; 
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g) futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem. 
Poder
a) presente do indicativo: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem; 
b) presente do subjuntivo: possa, possas, possa, possamos, possais, possam; 
c) pretérito perfeito do indicativo: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam;
d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pudera, puderas, pudera, pudéramos,
pudéreis, puderam; 
e) pretérito imperfeito do subjuntivo: pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, 
pudessem; 
f) futuro do subjuntivo: puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem. 
Pôr
a) presente do indicativo: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem; 
b) presente do subjuntivo: ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham;
c) pretérito imperfeito do indicativo: punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham; 
d) pretérito perfeito do indicativo: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram;
e) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, 
puseram; 
f) pretérito imperfeito do subjuntivo: pusesse, pusesses, pusesse,
puséssemos, pusésseis, pusessem; 
g) futuro do subjuntivo: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem. 
Todos os derivados do verbo pôr seguem exatamente esse modelo: antepor, compor, contrapor, 
decompor, depor, descompor, dispor, expor, impor, indispor, interpor, opor, pospor, predispor, 
pressupor, propor, recompor, repor, sobrepor, supor, transpor são alguns deles. 
Querer
a) presente do indicativo: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem; 
b) presente do subjuntivo: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram; 
c) pretérito perfeito do indicativo: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram;
d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, 
quiséreis, quiseram; 
e) pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, 
quisésseis, quisessem; 
f) futuro do subjuntivo: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem; 
Saber
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a) presente do indicativo: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem; 
b) presente do subjuntivo: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam; 
c) pretérito perfeito do indicativo: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes,
souberam; 
d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: soubera, souberas, soubera, soubéramos, 
soubéreis, souberam; 
e) pretérito imperfeito do subjuntivo: soubesse, soubesses, soubesse, 
soubéssemos, soubésseis, soubessem; 
f) futuro do subjuntivo: souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem. 
Ser
a) presente do indicativo: sou, és, é, somos, sois, são; 
b) presente do subjuntivo: seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam; 
c) pretérito imperfeito do indicativo: era, eras, era, éramos, éreis, eram; 
d) pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram; 
e) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram; 
f) pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem; 
g) futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem. 
As segundas pessoas do imperativo afirmativo são: sê (tu) e sede (vós). 
Ter
a) presente do indicativo: tenho, tens, tem, temos, tendes, têm; 
b) presente do subjuntivo: tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham; 
c) pretérito imperfeito do indicativo: tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham; 
d) pretérito perfeito do indicativo: tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram; 
e) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, 
tiveram; 
f) pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, 
tivessem; 
g) futuro do subjuntivo: tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem. 
Seguem esse modelo os verbos ater, conter, deter, entreter, manter, reter. 
Trazer
a) presente do indicativo: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem; 
b) presente do subjuntivo: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam; 
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c) pretérito perfeito do indicativo: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, 
trouxeram; 
d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: trouxera, trouxeras, trouxera,
trouxéramos, trouxéreis,trouxeram; 
e) futuro do presente: trarei, trarás, trará, etc.; 
f) futuro do pretérito: traria, trarias, traria, etc.; 
g) pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, 
trouxésseis, trouxessem; 
h) futuro do subjuntivo: trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem. 
Ver
a) presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem; 
b) presente do subjuntivo: veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam; 
c) pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram; 
d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram; 
e) pretérito imperfeito do subjuntivo: visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem; 
f) futuro do subjuntivo: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem. 
Seguem esse modelo os derivados antever, entrever, prever, rever. Prover segue o modelo acima 
apenas no presente do indicativo e seus tempos derivados; nos demais tempos, comportase como 
um verbo regular da segunda conjugação. 
Vir
a) presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm; 
b) presente do subjuntivo: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham; 
c) pretérito imperfeito do indicativo: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham; 
d) pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram; 
e) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram; 
f) pretérito imperfeito do subjuntivo: viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, 
viessem; 
g) futuro do subjuntivo: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem; 
h) particípio e gerúndio: vindo. 
Seguem esse modelo os verbos advir, convir, desavir-se, intervir, provir, sobrevir. 
O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas. 
O impessoal é usado em sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, o 
pessoal refere-se às pessoas do discurso, dependendo do contexto. Recomenda-se sempre o uso da 
forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase.
Usa-se o impessoal: sem referência a nenhum sujeito: É proibido fumar na sala; 
nas locuções verbais: Devemos avaliar a sua situação; quando o infinitivo exerce função de 
complemento de adjetivos: É um problema fácil de solucionar; quando o infinitivo possui valor de 
imperativo - Ele respondeu: "Marchar!" 
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Usa-se o pessoal:
quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal: Eu não te culpo por saíres 
daqui; quando, por meio de flexão, se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito: Foi um erro 
responderes dessa maneira; quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pessoa do plural): 
- Escutei baterem à porta. 
ARTIGO 
Precede o substantivo para determiná-lo, mantendo com ele relação de concordância. Assim, 
qualquer expressão ou frase fica substantivada se for determinada por artigo (O 'conhece-te a ti 
mesmo' é conselho sábio). Em certos casos, serve para assinalar gênero e número (o/a colega, o/os 
ônibus). 
Os artigos podem ser classificados em: 
definido - o, a, os, as - um ser claramente determinado entre outros da mesma espécie; indefinido 
- um, uma, uns, umas - um ser qualquer entre outros de mesma espécie; 
Podem aparecer combinados com preposições (numa, do, à, entre outros). 
Quanto ao emprego do artigo:
não é obrigatório seu uso diante da maioria dos substantivos, podendo ser substituído por outra 
gripada que homem). Nesse sentido, convém omitir o uso do artigo em provérbios e máximas para 
manter o sentido generalizante (Tempo é dinheiro / Dedico esse poema a homem ou a mulher?); 
não se deve usar artigo depois de cujo e suas flexões; outro, em sentido determinado, é precedido 
de artigo; caso contrário, dispensa-
outros conversavam); não se usa artigo diante de expressões de tratamento iniciadas por 
possessivos, além das formas abreviadas frei, dom, são, expressões de origem estrangeira (Lord, 
Sir, Madame) e sóror ou sóror; é obrigatório o uso do artigo definido entre o numeral ambos (ambos 
os dois) e o substantivo a que se refere (ambos os cônjuges); diante do possessivo (função de 
adjetivo) o uso é facultativo; mas se o pronome for substantivo, torna-se obrigatório (os [seus] 
planos foram descobertos, mas os meus ainda estão em segredo); omite-se o artigo definido antes 
de nomes de parentesco precedidos de possessivo (A moça deixou a casa a sua tia); antes de nomes 
próprios personativos, não se deve utilizar artigo. O seu uso denota familiaridade, por isso é 
geralmente usado antes de apelidos. Os antropônimos são determinados pelo artigo se usados no 
plural (os Maias, Os Homeros); geralmente dispensado depois de cheirar a, saber a (= ter gosto a) 
e similares (cheirar a jasmim / isto sabe a vinho); não se usa artigo diante das palavras casa (= lar, 
moradia), terra (= chão firme) e palácio a menos que essas palavras sejam especificadas (venho 
de casa / venho da casa paterna); na expressão uma hora, significando a primeira hora, o emprego 
é facultativo (era perto de / da uma hora). Se for indicar hora exata, à uma hora (como qualquer 
expressão adverbial feminina); diante de alguns nomes de cidade não se usa artigo, a não ser que 
venham modificados por adjetivo, locução adjetiva ou oração adjetiva (Aracaju, Sergipe, Curitiba, 
Roma, Atenas); usa-se artigo definido antes dos nomes de estados brasileiros. Como não se usa 
artigo nas denominações geográficas formadas por nomes ou adjetivos, excetuam-se AL, GO, MT,
MG, PE, SC, 
SP e SE; expressões com palavras repetidas repelem 
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artigo (gota a gota / face a face); não se combina com preposição o artigo que faz parte de nomes 
de jornais, revistas e obras literárias, bem como se o artigo introduzir sujeito (li em Os Lusíadas / 
Está na hora de a onça beber água); 
depois de todo, emprega-se o artigo para conferir idéia de totalidade (Toda a sociedade poderá 
outro determinante (todos os familiares / todos estes familiares); 
repete-se artigo: 
a) nas oposições entre pessoas e coisas (o rico e o pobre) / 
b) na qualificação antonímica do mesmo substantivo (o bom e o mau ladrão) / 
c) na distinção de gênero e número (o patrão e os operários / o genro e a nora); 
não se repete artigo: 
a) quando há sinonímia indicada pela explicativa ou (a botânica ou fitologia) / 
b) quando adjetivos qualificam o mesmo substantivo (a clara, persuasiva e discreta exposição dos 
fatos nos abalou).
NUMERAL: 
Numeral é a palavra que indica quantidade, número de ordem, múltiplo ou fração. Classifica-se 
como cardinal (1, 2, 3), ordinal (primeiro, segundo, terceiro), multiplicativo (dobro, duplo, triplo), 
fracionário (meio, metade, terço). Além desses, ainda há os numerais coletivos (dúzia, par). 
Quanto ao valor, os numerais podem apresentar valor adjetivo ou substantivo. Se estiverem 
acompanhando e modificando um substantivo, terão valor adjetivo. Já se 
estiverem substituindo um substantivo e designando seres, terão valor substantivo. [Ele foi o 
primeiro jogador a chegar. (valor adjetivo) / Ele será o primeiro desta vez. (valor substantivo)]. 
Quanto ao emprego: os ordinais como último, penúltimo, antepenúltimo, respectivos... não 
possuem cardinais correspondentes. 
os fracionários têm como forma própria meio, metade e terço, todas as outras representações de 
divisão correspondem aos ordinais ou aos cardinais seguidos da palavra avos (quarto, décimo, 
milésimo, quinze avos); designando séculos, reis, papas e capítulos, utiliza-se na leitura ordinal até 
décimo; a partir daí usam-se os cardinais. (Luís XIV - quatorze, Papa Paulo II - segundo); 
Se o numeral vier antes do substantivo, será obrigatório o ordinal (XX Bienal - vigésima, IV Semana 
de Cultura - quarta); 
zero e ambos(as) também são numerais cardinais. 
14 apresenta duas formas por extenso catorze e quatorze; a forma milhar é masculina, portanto 
não existe "algumas milhares de pessoas"e sim alguns milhares de pessoas; alguns numerais 
coletivos: grosa (doze dúzias), lustro (período de cinco anos), sesquicentenário (150 anos); 
um: numeral ou artigo? Nestes casos, a distinção é feita pelo contexto. 
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Numeral indicando quantidade e artigo quando se opõe ao substantivo indicando-o de forma 
indefinida. 
Quanto à flexão, varia em gênero e número:
variam em gênero: 
Cardinais: um, dois e os duzentos a novecentos; todos os ordinais; os multiplicativos e fracionários, 
quando expressam uma ideia adjetiva em relação ao substantivo. variam em número: 
Cardinais terminados em -ão; todos os ordinais; os multiplicativos, quando têm função adjetiva; os 
fracionários, dependendo do cardinal que os antecede. 
Os cardinais, quando substantivos, vão para o plural se terminarem por som vocálico (Tirei dois dez 
e três quatros). 
ADVÉRBIO: 
É a palavra que modifica o sentido do verbo (maioria), do adjetivo e do próprio advérbio (intensidade 
para essas duas classes). Denota em si mesma uma circunstância que determina sua classificação: 
lugar: longe, junto, acima, ali, lá, atrás, alhures; 
tempo: breve, cedo, já, agora, outrora, imediatamente, ainda; 
modo: bem, mal, melhor, pior, devagar, a maioria dos adv. com sufixo -mente; 
negação: não, qual nada, tampouco, absolutamente; 
dúvida: quiçá, talvez, provavelmente, porventura, possivelmente; 
intensidade: muito, pouco, bastante, mais, meio, quão, demais, tão; 
afirmação: sim, certamente, deveras, com efeito, realmente, efetivamente. 
As palavras onde (de lugar), como (de modo), porque (de causa), quanto (classificação variável) e 
quando (de tempo), usadas em frases interrogativas diretas ou indiretas, são classificadas como 
advérbios interrogativos (queria saber onde todos dormirão / quando se realizou o concurso). 
Onde, quando, como, se empregados com antecedente em orações adjetivas são advérbios relativos 
(estava naquela rua onde passavam os ônibus / ele chegou na hora quando ela ia falar / não sei o 
modo como ele foi tratado aqui).
As locuções adverbiais são geralmente constituídas de preposição + substantivo - à direita, à frente, 
à vontade, de cor, em vão, por acaso, frente a frente, de maneira alguma, de manhã, de repente, 
de vez em quando, em breve, em mão (em vez de "em mãos") etc. São classificadas, também, em 
função da circunstância que expressam. 
Quanto ao grau, apesar de pertencer à categoria das palavras invariáveis, o advérbio pode 
apresentar variações de grau comparativo ou superlativo. 
Comparativo: igualdade - tão + advérbio + quanto superioridade - mais + advérbio + (do) que 
inferioridade - menos + advérbio + (do) que 
Superlativo: sintético - advérbio + sufixo (-íssimo) analítico - muito + advérbio. 
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Bem e mal admitem grau comparativo de superioridade sintético: melhor e pior. As formas mais 
bem e mais mal são usadas diante de particípios adjetivados. (Ele está mais bem informado do que 
eu). Melhor e pior podem corresponder a mais bem / mal (adv.) ou a mais bom / mau (adjetivo). 
Quanto ao emprego:
três advérbios pronominais indefinidos de lugar vão caindo em desuso: algures, alhures e nenhures, 
substituídos por em algum, em outro e em nenhum lugar; na linguagem coloquial, o advérbio recebe 
sufixo diminutivo. Nesses casos, o advérbio assume valor superlativo absoluto sintético (cedinho / 
pertinho). A repetição de um mesmo advérbio também assume valor superlativo (saiu cedo, cedo); 
quando os advérbios terminados em -mente estiverem coordenados, é comum o uso do sufixo só 
no último (Falou rápida e pausadamente); muito e bastante podem aparecer como advérbio 
(invariável) ou pronome indefinido (variável - determina substantivo); otimamente e pessimamente 
são superlativos absolutos sintéticos de bem e mal, respectivamente; adjetivos 
adverbializados mantêm-se invariáveis (terminaram rápido o trabalho / ele falou claro). 
As palavras denotativas são séries de palavras que se assemelham ao advérbio. A Norma Gramatical 
Brasileira considera-as apenas como palavras denotativas, não pertencendo a nenhuma das 10 
classes gramaticais. Classificam-se em função da idéia que expressam: 
adição: ainda, além disso etc. (Comeu tudo e ainda queria mais); 
afastamento: embora (Foi embora daqui); 
afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente (Ainda bem que passei de ano); 
aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de etc. (É quase 1h a pé); 
designação: eis (Eis nosso carro novo); 
exclusão: apesar, somente, só, salvo, unicamente, exclusive, exceto, senão, sequer, apenas 
etc. (Todos saíram, menos ela / Não me descontou sequer um real); 
explicação: isto é, por exemplo, a saber etc. (Li vários livros, a saber, os clássicos); 
inclusão: até, ainda, além disso, também, inclusive etc. (Eu também vou / Falta tudo, até 
água); 
limitação: só, somente, unicamente, apenas etc. (Apenas um me respondeu / Só 
ele veio à festa); 
realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque etc. (E você lá sabe essa questão?); 
retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes etc. (Somos três, ou melhor, quatro); 
situação: então, mas, se, agora, afinal etc. (Afinal, quem perguntaria a ele?). 
PREPOSIÇÃO: 
É a palavra invariável que liga dois termos entre si, estabelecendo relação de subordinação entre o 
termo regente e o regido. São antepostos aos dependentes (objeto indireto, complemento nominal, 
adjuntos e orações subordinadas). Dividese em: 
essenciais (maioria das vezes são preposições): a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, 
entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás; acidentais (palavras de outras classes que 
podem exercer função de preposição): afora, conforme (= de acordo com), consoante, durante, 
exceto, salvo, segundo, senão, mediante, visto (= devido a, por causa de) etc. (Vestimo-nos 
conforme a moda e o tempo / Os heróis tiveram como prêmio aquela taça / Mediante meios escusos, 
ele conseguiu a vaga / Vovó dormiu durante a viagem). 
As preposições essenciais regem pronomes oblíquos tônicos; enquanto preposições acidentais 
regem as formas retas dos pronomes pessoais. (Falei sobre ti/Todos, exceto eu, vieram). 
As locuções prepositivas, em geral, são formadas de advérbio (ou locução adverbial) + preposição 
- abaixo de, acerca de, a fim de, além de, defronte a, ao lado de, apesar de, através de, de acordo 
com, em vez de, junto de, perto de, até a, a par de, devido a. 
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Observa-se que a última palavra da locução prepositiva é sempre uma preposição, enquanto a 
última palavra de uma locução adverbial nunca é preposição. 
Quanto ao emprego, as preposições podem ser usadas em:
combinação: preposição + outra palavra sem perda fonética (ao/aos); 
contração: preposição + outra palavra com perda fonética (na/àquela); não se deve contrair de se 
o termo seguinte for sujeito (Está na hora de ele falar); 
a preposição após, pode funcionar como advérbio (= atrás) (Terminada a festa, saíram logo após.); 
trás, atualmente, só se usa em locuções adverbiais e prepositivas (por trás, para trás por trás de). 
Quanto à diferença entre pronome pessoal oblíquo, preposição e artigo, deve-se observar que a 
preposição liga dois termos, sendo invariável, enquanto o pronome oblíquo substitui um substantivo. 
Já o artigo antecede o substantivo, determinando. 
As preposições podem estabelecer as seguintes relações: isoladamente, as preposições são 
palavras vazias de sentido, se bem que algumas contenham uma vaga noção de tempo e lugar. Nas 
frases, exprimem diversas relações: 
autoria - música de Caetano 
lugar - cair sobre o telhado, estar sob a mesa 
tempo - nascer a 15 de outubro, viajar em uma hora, viajei durante as férias 
modo ou conformidade - chegar aos gritos, votar em branco 
causa - tremer de frio, preso por vadiagem 
assunto - falar sobre política 
fim ou finalidade - vir em socorro, virpara ficar 
instrumento - escrever a lápis, ferir-se com a faca 
companhia - sair com amigos / meio - voltar a cavalo, viajar de ônibus 
matéria - anel de prata, pão com farinha 
posse - carro de João 
oposição - Flamengo contra Fluminense 
conteúdo - copo de (com) vinho 
preço - vender a (por) R$ 300, 00 
origem - descender de família humilde 
especialidade - formou-se em Medicina 
destino ou direção - ir a Roma, olhe para frente. 
INTERJEIÇÃO: 
São palavras que expressam estados emocionais do falante, variando de acordo com o contexto 
emocional. Podem expressar: 
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alegria - ah!, oh!, oba! 
advertência - cuidado!, atenção 
afugentamento - fora!, rua!, passa!, xô! 
alívio - ufa!, arre! 
animação - coragem!, avante!, eia! 
aplauso - bravo!, bis!, mais um! 
chamamento - alô!, olá!, psit! 
desejo - oxalá!, tomara! / dor - ai!, ui! 
espanto - puxa!, oh!, chi!, ué! 
impaciência - hum!, hem! 
silêncio - silêncio!, psiu!, quieto! 
São locuções interjetivas: puxa vida! não diga! que horror! graças a Deus! ora bolas! cruz credo! 
CONJUNÇÃO: 
É a palavra que liga orações basicamente, estabelecendo entre elas alguma relação 
(subordinação ou coordenação). As conjunções classificam-se em: 
Coordenativas, aquelas que ligam duas orações independentes (coordenadas), ou dois termos que 
exercem a mesma função sintática dentro da oração. Apresentam cinco tipos: 
aditivas (adição): e, nem, mas também, como também, bem como, mas ainda; 
adversativas (adversidade, oposição): mas, porém, todavia, contudo, antes (= pelo 
contrário), não obstante, apesar disso; 
alternativas (alternância, exclusão, escolha): ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer; 
conclusivas (conclusão): logo, portanto, pois (depois do verbo), por conseguinte, por isso; 
explicativas (justificação): - pois (antes do verbo), porque, que, porquanto. 
Subordinativas - ligam duas orações dependentes, subordinando uma à outra. Apresentam dez 
tipos: 
causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como, desde que; Palavra que liga orações 
basicamente, estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). 
As conjunções classificam-se em: 
comparativas: como, (tal) qual, assim como, (tanto) quanto, (mais ou menos +) que; 
condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= se não), a menos 
que;
consecutivas (conseqüência, resultado, efeito): que (precedido de tal, tanto, tão etc. -
indicadores de intensidade), de modo que, de maneira que, de sorte que, de maneira que, 
sem que; 
conformativas (conformidade, adequação): conforme, segundo, consoante, como; 
concessiva: embora, conquanto, posto que, por muito que, se bem que, ainda que, mesmo 
que; 
temporais: quando, enquanto, logo que, desde que, assim que, mal (= logo que), até que; 
finais - a fim de que, para que, que; 
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proporcionais: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais (+ tanto 
menos); 
integrantes - que, se. 
As conjunções integrantes introduzem as orações subordinadas substantivas, enquanto as demais 
iniciam orações subordinadas adverbiais. Muitas vezes a função de interligar orações é 
desempenhada por locuções conjuntivas, advérbios ou pronomes. 
6. Sintaxe da oração e do período.
FRASE E ORAÇÃO 
Frase é todo o enunciado linguístico que tem sentido completo e termina com uma pausa pontuada. 
Não é necessário haver verbo para a formação de uma frase quando o que foi enunciado tem sentido 
completo. 
Exemplos:
Silêncio! 
E agora, José? 
Choveu. 
Não sei o que dizer ... 
As frases são marcadas por entonação que, na escrita, ocorrem com o recurso dos sinais de 
pontuação. Sem a pontuação, as palavras são apenas vocábulos. 
Oração 
A oração é o enunciado que se organiza em torno de um verbo ou de uma locução verbal. As 
orações podem ou não ter sentido completo. 
Exemplos: 
Acabamos, finalmente! 
Levaram tudo. 
É provável. 
Estamos indo ... 
TERMOS DA ORAÇÃO 
Termos Essenciais da Oração 
As orações são estruturadas em torno de um sujeito e de um predicado que, juntos, são 
denominados termos essenciais da oração. 
Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado. É em torno desses dois elementos 
que as orações são estruturadas. 
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O elemento a quem se declara algo é denominado sujeito. Na estrutura da oração, o sujeito é o 
elemento que estabelece a concordância com o verbo. Por sua vez, o predicado é tudo aquilo que 
se diz sobre o sujeito. 
Para fixar!
Sujeito = o ser sobre o qual se declara alguma coisa. 
Predicado = o que se declara sobre o sujeito. 
Na oração, sujeito e predicado funcionam assim: 
Exemplo 1:
As ruas são intransitáveis. 
Sujeito: as ruas 
Verbo: são 
Predicado: são intransitáveis (este é um predicado nominal e abaixo você vai entender o porquê!) 
Exemplo 2:
Os alunos chegaram atrasados novamente. 
Sujeito: os alunos 
Verbo: chegaram 
Predicado: chegaram atrasados novamente 
Sujeito Núcleo do sujeito 
Núcleo do sujeito é a palavra com carga mais significativa em torno do sujeito. Quando o sujeito é 
formado por mais de uma palavra, há sempre uma com maior importância semântica. 
Exemplo: 
O garoto logo percebeu a festa que o esperava. 
Sujeito: O garoto 
Núcleo do sujeito: garoto 
Predicado: logo percebeu a festa que o esperava 
O núcleo do sujeito pode ser expresso por substantivo, pronome substantivo, numeral substantivo 
ou qualquer palavra substantivada. 
Exemplo de substantivo: 
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A casa foi fechada para reforma. 
Sujeito: A casa 
Núcleo do sujeito: casa 
Predicado: foi fechada para reforma. 
Exemplo de pronome substantivo: 
Eles não gostam de carne vermelha. 
Sujeito: Eles 
Núcleo do sujeito: Eles Predicado: não gostam de carne vermelha. 
Exemplo de numeral substantivo: 
Três excede. 
Sujeito: Três Núcleo do sujeito: Três Predicado: excede. 
Exemplo de palavra substantivada: 
Um oi foi expresso rapidamente. 
Sujeito: Um oi 
Núcleo do sujeito: oi 
Predicado: foi expresso rapidamente. 
Tipos de sujeito 
O sujeito pode ser determinado (simples, composto, oculto), indeterminado ou inexistente.
Sujeito simples 
Quando possui um só núcleo. Ocorre quando o verbo se refere a um só substantivo ou um só 
pronome, ou um só numeral, ou a uma só palavra substantivada. 
Exemplo: 
O desenho em nanquim será sempre uma expressão admirada. 
Sujeito: O desenho em nanquim 
Núcleo: desenho 
Predicado: será sempre uma expressão admirada. 
Sujeito composto 
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Com mais de um núcleo. As orações com sujeito composto são compostas por mais de um pronome, 
mais de um numeral, mais de uma palavra ou expressão substantivada ou mais de uma oração 
substantivada. 
Exemplo: 
Cristina, Marina e Bianca fazem balé no Teatro Municipal. 
Sujeito: Cristina, Marina e Bianca 
Núcleo: Cristina, Marina, Bianca 
Predicado: fazem balé no Teatro Municipal. 
Sujeito oculto 
Ocorre quando o sujeito não está materialmente expresso na oração, mas pode ser identificado pela 
desinência verbal ou pelo período contíguo. 
Também é chamado de sujeito elíptico, desinencial ou implícito. 
Exemplo: 
Estávamos à espera do ônibus. 
Sujeito oculto: nós 
Desinência verbal: estávamos
Sujeito indeterminado 
O sujeito indeterminado ocorre quando não se refere a um elemento identificado de maneira clara. 
É observado em três casos: 
quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, sem que o contexto permita identificar o sujeito; 
quando um verbo está na 3.ª pessoa do singular acompanhado do pronome (se); 
quando o verbo está no infinitivo pessoal. 
Sujeito inexistente 
A oração sem sujeito ocorre quando a informação veiculada pelo predicado está centrada em um 
verbo impessoal. Por isso, não há relação entre sujeito e verbo. 
Exemplo: 
Choveu muitoem Manaus. 
Predicado: Choveu muito em Manaus 
Predicado 
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O predicado pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal. 
Predicado Verbal 
O predicado verbal ocorre quando o núcleo da informação veiculada pelo predicado está contido em 
um verbo significativo que pode ser transitivo ou intransitivo. Nesse caso, a informação sobre o 
sujeito está contida nos verbos. 
Exemplo: 
O entregador chegou. 
Predicado verbal: chegou. 
Predicado Nominal 
O predicado nominal é formado por um verbo de ligação + predicativo do sujeito. 
Exemplo: 
O entregador está atrasado. 
Predicado nominal: está atrasado. 
Predicado Verbo-nominal 
O predicado verbo-nominal apresenta dois núcleos: o verbo transitivo ou intransitivo + o predicativo 
do sujeito ou predicativo do objeto. 
Exemplo: 
A menina chegou ofegante à ginástica. 
Sujeito: A menina 
Predicado verbo-nominal: chegou ofegante à ginástica. 
Termos Constituintes da Oração 
Os termos constituintes da oração são as palavras que compõem ou estruturam os discursos 
linguísticos. São classificados em: 
Termos essenciais (sujeito e predicado) 
Termos integrantes (complementos verbais, complemento nominal e agente da passiva) 
Termos acessórios (adjunto adverbial, adjunto adnominal, aposto e vocativo) 
Termos Essenciais da Oração 
O nome já indica que não há oração sem a existência do sujeito e do predicado, vistos que 
correspondem aos termos essenciais da construção frasal. 
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Sujeito 
O sujeito é a pessoa responsável pela ação, ou seja, é o termo o qual se declara ou enuncia algo. 
Tipos de Sujeito 
Os sujeitos são classificados em: 
Sujeito Simples: formado por um único núcleo, por exemplo: Maria andava na praia. (um sujeito 
responsável pela ação) 
Sujeito Composto: formado por dois ou mais núcleos, por exemplo: Maria, João e Manuel foram 
fazer compras. (três sujeitos que compõem a ação) 
Sujeito Oculto: também chamado de "sujeito elíptico ou desinencial", o sujeito oculto não aparece 
declarado na frase, porém existe uma pessoa que desenvolve a ação, por exemplo: Fui comprar 
óleo para fritar as batatas. (Segundo a conjugação verbal, fica fácil determinar qual pessoa é 
responsável por aquela ação, nesse c eu
Sujeito Indeterminado: nesse caso não é possível determinar o sujeito da ação. Ocorre geralmente 
nas orações que apresentam verbos na 3ª pessoa do plural sem referência ao elemento anterior, 
por exemplo: Fizeram acusações sobre você; ou nas orações compostas por verbos na 3ª pessoa 
Acredita-se na 
conscientização da população. 
Sujeito Inexistente
ao qual o predicado se refere. Esse tipo de sujeito pode ocorrer nas frases que apresentem verbos 
icando o tempo 
passado, por exemplo, Houve 
etc.) e distâncias, por exemplo, São 
de fenômenos da natureza (chover, nevar, garoar, entardecer, anoitecer, etc.), por exemplo, 
Chuviscou o dia todo. 
Predicado 
O predicado corresponde às informações sobre o sujeito os quais concordam com ele em número 
(singular ou plural) e pessoa (eu, tu, ele, nos, vós, eles). Em outras palavras, o predicado é o termo 
que se refere ao sujeito constituído de verbos e complementos. 
Entenda a relação entre Sujeito e Predicado. 
Tipos de Predicado 
Os predicados são classificados em: 
Predicado Nominal: orações formadas por verbos de ligação (indicam estado), donde o núcleo 
corresponde a um nome (predicativo do sujeito), por exemplo: As pessoas permanecem caladas. 
Note que o predicativo do sujeito designa o termo responsável por exprimir o estado ou modo de 
ser do sujeito, de modo que destaca uma característica ou atributo do sujeito. 
Predicado Verbal: expressa ação, sendo o núcleo um verbo que podem ser: transitivo direto (VTD), 
transitivo indireto (VTI), transitivo direto e indireto (VTDI) ou intransitivo (VI), por exemplo: Luana 
viajou (verbo intransitivo), A menina gosta de vestidos novos (verbo transitivo indireto). 
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Predicado Verbo-Nominal: Nesse caso, o predicado é formado por dois núcleos, ou seja, um nome 
e um verbo, por exemplo: A menina chegou atrasada
-
predicativo do sujeito). 
Termos Integrantes da Oração 
Os termos integrantes complementam os termos essenciais da oração (sujeito e predicado), são 
eles: os complementos verbais, ou seja, o objeto direto e indireto, o complemento nominal e o 
agente da passiva, embora alguns estudiosos classifiquem o agente da passiva como um termo 
acessório. 
Complemento Verbal 
Os complementos verbais constituintes da oração são classificados em: 
Objeto Direto: termo não regido por preposição o qual completa o sentido do verbo transitivo direto 
(VTD); pode ser trocado por o, as, os, as, por exemplo: Bianca esperava o namorado. 
Objeto Indireto: termo regido por preposição o qual completa o sentido do verbo transitivo 
direto (VTI), por exemplo: Marcela gosta de chocolates. 
Complemento Nominal 
O complemento nominal corresponde aos termos que complementam os nomes por meio de 
preposição, que podem ser substantivos, adjetivos e advérbios, por exemplo: Joana tem orgulho do 
filho. 
Agente da Passiva 
Termo utilizado para determinar o praticante da ação na voz verbal passiva, donde o sujeito é 
ação expressa pelo verbo. 
Geralmente são acompanhados por preposição (por, pelo ou de), por exemplo: A casa foi arrumada 
pelo filho (agente da passiva). 
Termos Acessórios da Oração 
Termos que apresentam função secundária na construção das orações, posto que são utilizados em 
determinados contextos sendo dispensáveis em outros. 
Os termos acessórios possuem a função de determinar os substantivos exprimindo circunstâncias, 
são eles: adjunto adverbial, adjunto adnominal, aposto e vocativo. 
Adjunto Adverbial 
O Adjunto Adverbial corresponde ao termo que se refere ao verbo, ao adjetivo e ao advérbio. 
São classificados em: modo, tempo, intensidade, negação, afirmação, dúvida, finalidade, matéria, 
lugar, meio, concessão, argumento, companhia, causa, assunto, instrumento, fenômeno da 
natureza, paladar, sentimento, preço, oposição, acréscimo, condição, por exemplo: 
Felizmente a noiva chegou (adjunto adverbial de modo). 
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Adjunto Adnominal 
O adjunto adnominal é o termo que indica o agente da ação, de forma que caracteriza, modifica, 
determina ou qualifica o nome ao qual se refere (substantivo); por exemplo: As duas crianças 
pequenas brincaram. 
Aposto 
O aposto é o termo encarregado de explicar ou detalhar melhor o nome ao qual se refere, por 
exemplo: Brasília, capital do Brasil, foi construída na década de 60. 
Vocativo 
Termo independente da oração (não se relaciona com o sujeito ou predicado) que indica o 
ma pessoa ou de um ser (interlocutor), sendo isolado por 
vírgulas, por exemplo: Pessoal, vamos para a festa. 
7. Concordância nominal e verbal.
CONCORDÂNCIA VERBAL: é a concordância em número e pessoa entre o sujeito gramatical e o 
verbo. 
Exemplos de concordância verbal 
Eu li; 
Ele leu; 
Nós lemos; 
Eles leram. 
Casos Particulares de Concordância Verbal 
Concordância com pronome relativo QUE
O verbo estabelece concordância com o antecedente do pronome: 
sou eu que quero, 
somos nós que queremos
são eles que querem. 
Concordância com pronome relativo QUEM
O verbo estabelece concordância com o antecedente do pronome ou fica na 3.ª pessoa do singular: 
sou eu quem quero
sou eu quem quer. 
Concordância com: A MAIORIA, A MAIOR PARTE, A METADE...
Preferencialmente, o verbo estabelece concordância com a 3.ª pessoa do singular. 
Contudo, o uso da 3.ª pessoa do plural é igualmente aceitável: 
a maioria das pessoas quer, 
a maioria das pessoas querem. 
Concordância com UM DOS QUE
O verbo estabelece sempre concordância com a 3.ª pessoa do plural: 
um dos que ouviram, 
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um dos que estudarão, 
um dos quesabem. 
Concordância com NEM UM NEM OUTRO
O verbo pode estabelecer concordância com a 3.ª pessoa do singular ou do plural: 
nem um nem outro veio
nem um nem outro vieram
Concordância com verbos impessoais 
O verbo estabelece sempre concordância com a 3.ª pessoa do singular, uma vez que não possui um 
sujeito: havia pessoas, houve problemas, faz dois dias, já amanheceu.
Concordância com a partícula apassivadora se 
O verbo estabelece concordância com o objeto direto, que assume a função de sujeito paciente, 
podendo ficar no singular ou no plural: vende-se casa, vendem-se casas.
Concordância com a partícula de indeterminação do sujeito se 
O verbo estabelece sempre concordância com a 3.ª pessoa do singular quando a frase é formada 
por verbos intransitivos ou por verbos transitivos indiretos: precisa-se de funcionário, precisa-
se de funcionários. 
Concordância com o infinitivo pessoal 
O verbo no infinitivo sofre flexão sempre que houver um sujeito definido, quando se quiser definir 
o sujeito, quando o sujeito da segunda oração for diferente do da primeira: é para eles lerem, 
acho necessário comprarmos comida, eu vi eles chegarem tarde. 
Concordância com o infinitivo impessoal 
O verbo no infinitivo não sofre flexão quando não houver um sujeito definido, quando o sujeito da 
segunda oração for igual ao da primeira oração, em locuções verbais, com verbos preposicionados 
e com verbos imperativos: eles querem comprar, passamos para ver você, eles estão a ouvir.
Concordância com o verbo ser 
O verbo estabelece concordância com o predicativo do sujeito, podendo ficar no singular ou no 
plural: isto é uma mentira, isto são mentiras; quem é você, quem são vocês.
CONCORDÂNCIA NOMINAL: é a concordância em gênero e número entre os diversos nomes da 
oração, ocorrendo principalmente entre o artigo, o substantivo e o adjetivo. 
Concordância em gênero indica a flexão em masculino e feminino. 
Concordância em número indica a flexão em singular e plural. 
Concordância em pessoa indica a flexão em 1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa. 
Exemplos de concordância nominal 
O vizinho novo; 
A vizinha nova; 
Os vizinhos novos; 
As vizinhas novas. 
CASOS PARTICULARES DE CONCORDÂNCIA NOMINAL 
Concordância com pronomes pessoais 
O adjetivo estabelece concordância em gênero e número com o pronome pessoal: ela é simpática, 
ele é simpático, elas são simpáticas, eles são simpáticos. 
Concordância com vários substantivos 
O adjetivo estabelece concordância em gênero e número com o substantivo que está mais próximo: 
caderno e caneta nova, caneta e caderno novo. 
Pode também estabelecer concordância com a forma no masculino plural: caneta e caderno 
novos, caderno e caneta novos.
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Concordância com vários adjetivos 
Quando há dois ou mais adjetivos no singular, o substantivo permanece no singular apenas se 
houver um artigo entre os adjetivos. Sem a presença de um artigo, o substantivo deverá ser escrito 
no plural: o escritor brasileiro e o chileno, os escritores brasileiro e chileno. 
Concordância com: É PROIBIDO, É PERMITIDO, É PRECISO, É NECESSÁRIO, É BOM
Estas expressões estabelecem concordância em gênero e número com o substantivo quando há um 
artigo que determina o substantivo, mas permanecem invariáveis no masculino singular quando não 
há artigo: é permitida a entrada, é permitido entrada, é proibida a venda, é proibido venda. 
Concordância com: BASTANTE, MUITO, POUCO, MEIO, LONGE, CARO E BARATO 
Estas palavras estabelecem concordância em gênero e número com o substantivo quando possuem 
função de adjetivo: comi meio chocolate, comi meia maçã, há bastante procura, há 
bastantes pedidos, vi muitas crianças, vi muitos adultos. 
Concordância: COM MENOS
A palavra menos permanece sempre invariável, quer atue como advérbio ou como adjetivo: menos 
tristeza, menos medo, menos traições, menos pedidos. 
Concordância com: MESMO, PRÓPRIO, ANEXO, OBRIGADO, QUITE, INCLUSO
Estas palavras estabelecem concordância em gênero e número com o substantivo: resultados 
anexos, informações anexas, as próprias pessoas, o próprio síndico, ele mesmo, elas 
mesmas.
Concordância: COM UM E OUTRO
Com a expressão um e outro, o adjetivo deverá ser sempre escrito no plural, mesmo que o 
substantivo esteja no singular: um e outro aluno estudiosos, uma e outra pergunta 
respondidas. 
8. Regência verbal e nominal; 
No funcionamento da língua, um importante mecanismo estabelecedor de relações é o de 
subordinação ou regência, que atua desde a estrutura dum morfema até a relação complexa entre 
orações num período composto, ou mesmo além, na própria malha textual. 
Assim, um prefixo ou sufixo se subordine ao radical a que se adiciona. Por exemplo, sabemos que 
o SUFIXO OSO, formador de adjetivos, indica abundância, plenitude e ideias afins, só totalmente 
explicitadas quando anexo a um radical; daí gostoso, perigoso, medroso e tantos outros exemplos. 
De modo similar, podemos pensar, em nível da oração, o sujeito como termo que subordina a forma 
verbal, essa, por sua vez, regente/subordinante de complementos verbais, quando se tratar de 
verbos transitivos, claro. 
Mesmo em níveis mais amplos, poderíamos, facilmente, observar e comprovar que um dado 
parágrafo de um texto argumentativo, por exemplo, subordina-se ao conjunto desse texto e seus 
objetivos gerais. 
Subordinar é reger. Em contrapartida, há os termos regidos e subordinados. Nomes e verbos, 
frequentemente, estabelecem uma relação de regência sobre seus complementos, respectivamente, 
nominais e verbais (esses últimos, mais comumente, chamados objetos). Vejamos isso mais 
claramente.
Gosto de cinema italiano
 Termo regente 
termo regido
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No exemplo temos um termo regente, o verbo gostar. Consequentemente, há um termo regido, no 
caso, um objeto, cinema italiano. Esse objeto é dito indireto pois necessita de uma preposição para 
ser regido pelo verbo em questão. 
O estudo dos processos de regências, habitualmente, diz respeito à análise das situações em que 
nomes e verbos pedem ou não determinada preposição para desempenhar sua função regente sobre 
seus complementos.
No exemplo acima, o verbo apresenta o mesmo padrão de regência tanto em linguagem corrente 
quanto no uso culto da língua. Contudo, muitos são os exemplos que destoam disso, havendo um 
padrão de regência, usualmente, divergente do praticado em linguagem espontânea. 
Um caso recorrente é o do verbo assistir, indicado, em linguagem padrão, como regente da 
preposição a. Então, teríamos, assistimos ao jogo de vôlei ontem. Ocorre que, como dito, essa 
regência, bem comumente, realiza-se diretamente, ou seja, sem qualquer intermédio de preposição. 
Uma consequência efetiva e prática disso é a possibilidade da versão passiva O jogo de vôlei foi 
assistido ontem por nós, o que não seria de se esperar de uma construção, afinal, com objeto 
indireto. 
Também é transitivo indireto assistir em sentido de caber, dizer respeito a: Tratava-se dum 
princípio que assistia a todos. 
Considere-se ainda o verbo assistir significando dar assistência a, como em Assistia os filhos 
enquanto estavam doentes, em construção de regência direta.
REGÊNCIA VERBAL: Além do verbo assistir, há outros que apresentam um padrão distinto do uso 
corrente. Desses, vale lembrar, em termos de regência verbal:
ASPIRAR
a) regência transitiva indireta, significando pretender, almejar, com a PREPOSIÇÃO A: Aspiramos 
a uma boa formação intelectual.
b) regência transitiva direta, no sentido de inalar, inspirar, respirar: É bom aspirar esse ar aqui 
da serra.
CHAMAR
a) é transitivo indireto, regendo a preposição por, no sentido de invocar, conclamar: - No ritual, 
chamava por várias divindades.
b) é transitivo direto, na acepção de convocar: - Chamaram urgentemente os responsáveis 
dela à escola.
c) pode ser transitivo tanto direto quanto indireto, acompanhado da preposição de e/ou a, 
alternando as seguintespossibilidades de construções:
- Chamam-no doidivanas.
- Chamam-lhe doidivanas.
- Chamam-no de doidivanas.
- Chamam-lhe de doidivanas.
ESQUECER/(RE)LEMBRAR
a) quando transitivos indiretos, são pronominais e regem a preposição de: - Lembrei-me de
nossa reunião.
b) quando transitivos diretos, perdem a faceta pronominal. - Esqueci a carteira em casa.
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IMPLICAR
Assume regência transitiva direta: Tal decisão implicará sérios prejuízos a todos nós.
(DES)OBEDECER
a) transitivo direto, quando o objeto corresponde a coisa: - Obedeceram rigorosamente as 
regras de trânsito.
b) transitivo indireto quando o objeto corresponde a alguém: - Insensatamente, desobedeceram 
aos guardas de trânsito.
Obs.: lembrando que, devido à flutuação de regência entre esse registro padrão e a linguagem 
corrente, encontramos, por isso, os guardas de trânsito foram desobedecidos.
PREFERIR
É bitransitivo, tendo objeto indireto, introduzido por preposição a: - Preferia cinema a teatro.
RESPONDER
a) É transitivo indireto, na acepção de dar resposta a: - Respondeu a todas as perguntas do 
teste.
Obs.: aí também pode assumir comportamento intransitivo. Ex.: Foi chamado, mas não respondeu.
b) É transitivo direto, introduzindo oração objetiva direta, em seu uso como verbo 
narrativo/declarativo; - Ele respondeu que não viria.
Obs.: nessa mesma acepção, pode ser ainda bitransitivo. Ex.: Ele respondeu ao secretário que não 
viria.
VISAR
a) É transitivo indireto, exigindo a PREPOSIÇÃO A, se equivalente a ter em vista, desejar, almejar: 
- Visava a uma ambiciosa carreira.
b) É transitivo direto, se corresponde a mirar ou dar visto: - O despachante já havia visado 
todos os documentos / - Visou o alvo e disparou.
REGÊNCIA NOMINAL: Regência nominal é quando um nome (substantivo, adjetivo) regente 
determina para o nome regido a necessidade do uso de uma preposição, ou seja, o vínculo entre o 
nome regente e o seu termo regido se estabelece por meio de uma preposição. 
DICA: A relação entre um nome regente e seu termo regido se estabelece sempre por meio de uma 
preposição. 
Exemplo: - Os trabalhadores ficaram satisfeito com o acordo, que foi favorável a eles. 
Veja: "satisfeito" é o termo regente e "com o acordo" é o termo regido, "favorável" é o termo 
regente e "a eles" é o termo regido. 
Obs.: Quando um pronome relativo (que, qual, cujo, etc.) é regido por um nome, deve-se 
introduzir, antes do relativo, a preposição que o nome exige. 
Exemplo: - A proposta a que éramos favoráveis não foi discutida na reunião. (quem é favorável, 
é favorável a alguma coisa/alguém)
Regência Nominal: Principais Casos (Mais Utilizados nas Provas) 
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Como vimos, quando o termo regente é um nome, temos a regência nominal. Então pra facilitar 
segue abaixo uma lista dos principais nomes que exigem preposições, existem nomes que pedem o 
uso de uma só preposição, mas também existem nomes que exigem o uso de mais de uma 
preposição. veja: 
Nomes que exigem o uso da Acessível, acostumado, adaptado, adequado, 
afeição, agradável, alheio, alusão, análogo, anterior, apto, atento, atenção , avesso, benéfico, 
benefício, caro, compreensível, comum, contíguo, contrário, desacostumado desagradável, 
desatento, desfavorável, desrespeito, devoto, equivalente, estranho, favorável, fiel, grato, 
habituado, hostil, horror, idêntico, imune, inacessível, indiferente, inerente, inferior, insensível, 
Junto , leal, necessário, nocivo, obediente, odioso, ódio, ojeriza, oneroso, paralelo, peculiar, 
pernicioso, perpendicular, posterior, preferível, preferência, prejudicial, prestes, propenso, propício, 
proveitoso, próximo, rebelde, rente, respeito, semelhante, sensível, simpático, superior, traidor, 
último, útil, visível, vizinho... 
Nomes que exigem o uso da 
Abrigado, amante, amigo ávido, capaz, certo, cheio, cheiro, comum, contemporâneo, convicto, 
cúmplice, descendente, desejoso, despojado, destituído, devoto, diferente, difícil, doente, dotado, 
duro, êmulo, escasso, fácil, feliz, fértil, forte, fraco, imbuído, impossível, incapaz, indigno, inimigo, 
inocente, inseparável, isento, junto, livre, longe, louco, maior, medo, menor, natural, orgulhoso, 
passível, piedade, possível, prodígio, próprio, querido, rico, seguro, sujo, suspeito, temeroso, 
vazio... 
Nomes que exigem a 
Opinião, discurso, discussão, dúvida, insistência, influência, informação, preponderante, 
proeminência, triunfo, No
analogia, aparentado, compatível, cuidadoso, descontente, generoso, impaciente, impaciência, 
incompatível, ingrato, intolerante, mal, misericordioso, obsequioso, ocupado, parecido, relacionado, 
satisfeito, severo, solícito, triste... 
Nomes que exigem a PREPOSIÇÃO "EM":
Abundante, atento, bacharel, constante, doutor, entendido, erudito, fecundo, firme, hábil, 
incansável, incessante, inconstante, indeciso, infatigável, lento, morador, negligente, perito, 
pertinaz, prático, residente, sábio, sito, versado... 
Nomes que exigem a PREPOSIÇÃO "CONTRA":
Atentado, Blasfêmia, combate, conspiração, declaração, luta, fúria, impotência, litígio, protesto, 
reclamação, representação... 
Nomes que exigem a PREPOSIÇÃO "PARA": Mau, próprio, odioso, útil...
9. Colocação Pronominal 
É a parte da gramática que trata da correta colocação dos pronomes oblíquos átonos na frase. 
Embora na linguagem falada a colocação dos pronomes não seja rigorosamente seguida, algumas 
normas devem ser observadas, sobretudo, na linguagem escrita. 
Dicas: Existe uma ordem de prioridade na colocação pronominal: 
1º tente fazer PRÓCLISE, depois MESÓCLISE e em último caso, ÊNCLISE. 
PRÓCLISE: É a colocação pronominal antes do verbo. A próclise é usada: 
1) Quando o verbo estiver precedido de palavras que atraem o pronome para antes do verbo. São 
elas: 
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a) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém, jamais, etc. Ex.: Não se esqueça de 
mim. 
b) Advérbios. Ex.: Agora se negam a depor. 
c) Conjunções subordinativas. Ex.: Soube que me negariam. 
d) Pronomes relativos. Ex.: Identificaram duas pessoas que se encontravam desaparecidas. 
e) Pronomes indefinidos. Ex.: Poucos te deram a oportunidade. 
f) Pronomes demonstrativos. Ex.: Disso me acusaram, mas sem provas. 
2) Orações iniciadas por palavras interrogativas. Ex.: Quem te fez a encomenda?
3) Orações iniciadas por palavras exclamativas. Ex.: Quanto se ofendem por nada!
4) Orações que exprimem desejo (orações optativas). Ex.: Que Deus o ajude.
MESÓCLISE: É a colocação pronominal no meio do verbo. 
A mesóclise é usada: Quando o verbo estiver no futuro do presente ou futuro do pretérito, contanto 
que esses verbos não estejam precedidos de palavras que exijam a próclise. 
Exemplos: Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em prol da paz no mundo. Não 
fosse os meus compromissos, acompanhar-te-ia nessa viagem. 
ÊNCLISE: É a colocação pronominal depois do verbo. 
A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não forem possíveis: 
1) Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo. Ex.: Quando eu avisar, silenciem-se todos. 
2) Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal. Ex.: Não era minha intenção machucar-te. 
3) Quando o verbo iniciar a oração. Ex.: Vou-me embora agora mesmo. 
4) Quando houver pausa antes do verbo. Ex.: Se eu ganho na loteria, mudo-me hoje mesmo. 
5- Quando o verbo estiver no gerúndio. Ex.: Recusou a proposta fazendo-se de desentendida. 
Dicas: O pronome poderá vir proclítico quando o infinitivo estiver precedido de preposição ou palavra 
atrativa. Exemplos: É preciso encontrar um meio de não o magoar. É preciso encontrar um meio de 
não magoá-lo. 
Colocação pronominal nas locuções verbais 
1) Quando o verbo principal for constituído por um particípio 
a. O pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar. Ex.: Haviam-me convidado para 
a festa. 
b. Se antes da locução verbal houver palavra atrativa, o pronomeoblíquo ficará antes 
do verbo auxiliar. Ex.: Não me haviam convidado para a festa. 
Dicas: Se o verbo auxiliar estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito, ocorrerá a 
mesóclise, desde que não haja palavra atrativa antes dele. Ex.: Haver-me-iam convidado para 
a festa. 
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2) Quando o verbo principal for constituído por um infinitivo ou um gerúndio: 
a) Se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou depois do 
verbo principal. Exemplos: Devo esclarecer-lhe o ocorrido/ Devo-lhe esclarecer o ocorrido. 
Estavam chamando-me pelo alto-falante./ Estavam-me chamando pelo alto-falante. 
b) Se houver palavra atrativa, o pronome poderá ser colocado antes do verbo auxiliar ou depois do 
verbo principal. Exemplos: Não posso esclarecer-lhe o ocorrido./ Não lhe posso esclarecer 
o ocorrido. Não estavam chamando-me./ Não me estavam chamando.
Observações importantes: Emprego de o, a, os, as 
1) Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, os pronomes: o, a, os, as não se alteram. 
Exemplos: Chame-o agora. Deixei-a mais tranquila.
2) Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes finais alteram-se para lo, la, los, las. 
Exemplos: (Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho. (Fiz) Fi-lo porque não tinha 
alternativa. 
3) Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em, ão, õe, õe,), os pronomes o, a, os, as 
alteram-se para no, na, nos, nas. Exemplos: Chamem-no agora. Põe-na sobre a mesa. 
4) As formas combinadas dos pronomes oblíquos: mo, to, lho, no-lo, vo-lo, formas em desuso, 
podem ocorrer em próclise, ênclise ou mesóclise. Ex.: Ele mo deu. (Ele me deu o livro)
Reescrita de frases e parágrafos do texto
Para fazer uma reescrita de frases e parágrafos de um texto, nós devemos ter muita atenção na 
gramática, ou seja, nos erros de pontuação, concordância verbal e nominal, regência verbal e 
nominal, o uso da crase e a colocação pronominal.
Uma troca de posição da vírgula, por exemplo, pode alterar o sentido da frase.
As frases reescritas devem manter a informação essencial do texto utilizando vocabulários e 
expressões do texto original e a ordem das palavras para que o texto mantenha seu sentido.
Deve-se prestar a atenção na ordem das palavras para que o texto não mude de sentido.
Devemos também prestar atenção no tempo verbal
A Reescrita pode ser feita através de substituição de palavras ou de trechos de textos utilizando: 
Sinônimos, antônimos, locução verbal, verbos por substantivos e vice-versa, voz verbal, conectivos 
de mesmo valor semântico:
SINÔNIMOS: palavras que possuem significados iguais ou semelhantes
Aquele carro está com problema
Aquele automóvel está com defeito.
ANTÔNIMOS: palavras que possuem significados diferentes, ou seja, significados opostos
O homem estava bravo
O sujeito não estava tranquilo
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LOCUÇÃO VERBAL: É a união de verbos com a função de apenas um.
Vou ler este livro para meu filho
Lerei este livro para meu filho
VERBO POR SUBSTANTIVO E VICE-VERSA: Você transforma uma oração verbal em oração 
nominal ou vice-versa.
Caminhar = caminho
Resolver = resolução
Trabalhar = trabalho
Estudar = estudos
Beijar = beijo
O trabalho é essencial para a vida
Trabalhar é essencial para a vida
VOZ VERBAL: A voz assumida pelo verbo indica se o sujeito é agente ou paciente da ação.
Eu vi a mulher no supermercado
A mulher foi vista por mim no supermercado
CONECTIVOS COM MESMO VALOR SEMÂNTICO
Os conectivos como conjunção, preposição e advérbio ajudam a dar sentido às orações.
Conectivos de adição
Conectivos de certeza
Conectivos de condição: Caso, eventualmente, se.
Conectivos de conclusão: Em 
Conectivos de tempo
Dentre outros conectivos.
Por certo, eu vencerei esta partida.
Certamente, eu vencerei esta partida.
10. Semântica
SINONÍMIA, ANTONÍMIA, HOMONÍMIA, PARONÍMIA 
Sinonímia 
A sinonímia lexical é uma relação entre dois itens onde ocorre uma identidade de significação. 
Ex.: Levar / conduzir; subir / elevar; limpar / purificar; lento / lerdo; liso / plano; rápido / ligeiro / 
ágil / lépido; medroso / temeroso; áspero / rude / tosco / grosseiro. 
significação muito próxima, permitindo que um seja escolhido pelo outro em alguns contextos, sem 
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Mattoso Câmara acrescenta que tal relação pode-
lingu
Segundo ele, a significação da palavra é o conjunto dos contextos linguísticos em que esta pode 
ocorrer, logo é impossível encontrar dois sinônimos perfeitos. Palavras consideradas sinônimas 
sempre passam por algum tipo de especificação, seja de sentido ou de uso, que irá determinar a 
são igualmente adequadas a um determinado fim. 
São antigos os argumentos contra a existência de sinônimos perfeitos, que fariam com que 
existissem duas línguas em uma mesma língua. Na maioria dos sinônimos há uma ideia geral, que 
é comum a todos, e ideias especiais que os especificam. Porém, há palavras que são realmente 
equivalentes, que apenas se diferenciam pela forma, por questões sociais ou geográficas, conforme 
Nos casos aqueles que contêm algum traço de diferenciador - a escolha 
vocabular pode se dar a partir da exigência de um campo semântico, especificado pelo contexto; ou 
da preocupação do locutor em respeitar determinado nível de fala; ou, ainda, para acrescentar juízo 
à informação. Por exemplo, percebe-
um juízo pejorativo. 
Antonímia 
Segundo ele, esta oposição pode se dar sob a forma de uma gradação (grande / pequeno; jovem / 
velho), ou numa reciprocidade (comprar / vender, perguntar / responder), ou, ainda, numa 
complementaridade (ele não é casado / ele é solteiro). 
Mattoso Câmara, recorrendo à morfologia, opta por fazer uma abordagem da antonímia sob três 
aspectos diferentes: 
1. palavras de radicais diferentes; ex.: bom / mau; 
2. palavras de uma mesma raiz, numa das quais um prefixo negativo cria oposição com a raiz 
da outra, negando-lhe o semantema; ex.: feliz / infeliz; 
3. palavras de mesma raiz que se opõem pelos prefixos de significação contrária; ex.: excluir / 
incluir. 
Diz- -se que 
a princípio insípida, porém, em oposição à água salgada do 
de de alguns adjetivos se dá a partir da 
-
Homonímia 
Antônio Houaiss define a homonímia como sendo um
Na definição dada por Manoel P. Ribeiro, consta que a forma gráfica das palavras homônimas não é 
os que, geralmente, se pronunciam da mesma forma, mas cujo 
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O mesmo autor apresenta duas distinções para os homônimos quanto às grafias: Os que possuem 
pronúncia e grafia iguais, classificam-se como homônimos perfeitos: lima (ferramenta) / lima (fruta). 
Os que são iguais na pronúncia, mas diferentes na grafia, chamam-se homônimos homófonos: seção 
/ cessão / sessão; apreçar (fazer o preço) / apressar (acelerar). 
Porém, Mattoso Câmara nega a existência de homônimos homófonos, como em colher (verbo) e 
colher (substantivo), apoiando-se no argumento de que há uma diferença fonológica nesses casos. 
No exemplo dado, o primeiro vocábulo apresenta vogal fechada e, o segundo, vogal aberta. 
A definição dada por Mattoso Câmara acrescenta às dos demais autores estudados que a 
Para ele, a homonímia se diferencia da polissemia pela maneira como os morfemas aparecem nos 
vocábulos e os vocábulos nas sentenças. Quando a distribuição for diferente, tem se a homonímia. 
Quando for igual, tem-se a polissemia. Por exemplo, canto (substantivo) / canto (verbo) são 
homônimos, uma vez que nos padrões das sentenças se distribuem de maneira diferente: Um 
canto alegre / Canto alegremente. 
Paronímia 
Diante dos enunciados que seguem, analisemos: 
A pessoa que estava ao seu lado demonstrou ser um cavalheiro. 
A carreata seguiu adiante acompanhada dos cavaleiros trajados a rigor. 
Constatamos a presença de dois vocábulos que se mostram semelhantes, tanto no som quanto na 
grafia. Entretanto, quando analisadas demodo contextual, retratam significados divergentes, haja 
vista que na primeira oração o sentido se refere a uma atitude cordial, educada. Já na segunda, o 
sentido se atém a um determinado grupo que, supostamente, saiu em cavalgada rumo a um 
determinado lugar. 
Mediante tal ocorrência, deparamo-nos com uma particularidade linguística, ora caracterizada pela 
paronímia relacionada à Semântica estabelecendo uma estreita relação com o significado das 
palavras de acordo com o contexto em que se inserem. Não somente os casos evidenciados acima, 
mas também tantos outros representam a classe a qual denominamos de parônimos. Vejamos a 
seguir uma relação destes: 
Conotação E Denotação 
A linguagem é o maior instrumento de interação entre sujeitos socialmente organizados. Isso 
porque ela possibilita a troca de ideias, a circulação de saberes e faz intermediação entre todas as 
formas de relação humanas. 
Quando queremos nos expressar verbalmente, seja de maneira oral (fala), seja na forma escrita, 
recorremos às palavras, expressões e enunciados de uma língua, os quais atuam em dois planos de 
sentido distintos: o denotativo, que é o sentido literal da palavra, expressão ou enunciado, e o 
conotativo, que é o sentido figurado da palavra, expressão ou enunciado. 
Vejamos mais detalhadamente cada um deles:
DENOTAÇÃO
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Quando a linguagem está no sentido denotativo, significa que ela está sendo utilizada em seu
sentido literal, ou seja, o sentido que carrega o significado básico das palavras, expressões e 
enunciados de uma língua. Em outras palavras, o sentido denotativo é o sentido real, 
dicionarizado das palavras. 
De maneira geral, o sentido denotativo é utilizado na produção de textos que tenham função 
referencial, cujo objetivo é transmitir informações, argumentar, orientar a respeito de diversos 
assuntos, como é o caso da reportagem, editorial, artigo de opinião, resenha, artigo 
científico, ata, memorando, receita, manual de instrução, bula de remédios, entre outros. 
Nesses gêneros discursivos textuais, as palavras são utilizadas para fazer referência a conceitos, 
fatos, ações em seu sentido literal. 
Exemplos:
A professora pediu aos alunos que pegassem o caderno de Geografia. 
A polícia capturou os três detentos que haviam fugido da penitenciária de Santa Cruz do Céu. 
O hibisco é uma planta que pode ser utilizada tanto para ornamentação de jardins quanto 
para a fabricação de chás terapêuticos a partir das suas flores. 
Amor: forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações 
sociais. 
CONOTAÇÃO
Quando a linguagem está no sentido conotativo, significa que ela está sendo utilizada em seu
sentido figurado, ou seja, aquele cujas palavras, expressões ou enunciados ganham um novo 
significado em situações e contextos particulares de uso. O sentido conotativo modifica o sentido 
denotativo (literal) das palavras e expressões, ressignificando-as. 
De maneira geral, é possível encontrarmos o uso da linguagem conotativa nos gêneros 
discursivos textuais primários, ou seja, nos diálogos informais do cotidiano. 
Entretanto, são nos textos secundários, ou seja, aqueles mais elaborados, como os literários e 
publicitários, que a linguagem conotativa aparece com maior expressividade. 
A utilização da linguagem conotativa nos gêneros discursivos literários e publicitários ocorre 
para que se possa atribuir mais expressividade às palavras, enunciados e expressões, causando 
diferentes efeitos de sentido nos leitores/ouvintes. 
Exemplo:
Leia um trecho do poema Amor é fogo que arde sem se ver, de Luiz Vaz de Camões, e observe 
a maneira como o poeta define a palavra/sentimento 'amor' utilizando linguagem conotativa: 
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói, e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente; 
É nunca contentar-se de contente; 
É um cuidar que se ganha em se perder. 
É querer estar preso por vontade; 
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É servir a quem vence, o vencedor; 
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor.
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
(Luís Vaz de Camões, séc. XVI) 
 
FIGURAS DE SINTAXE, DE PENSAMENTO E DE LINGUAGEM 
Figuras De Sintaxe 
As Figuras de Sintaxe ou Figuras de Construção correspondem a um grupo das figuras de linguagem 
- ao lado das figuras de pensamento, figuras de palavras e figuras de som. 
São utilizadas para modificar um período, ou seja, interferem na estrutura gramatical da frase, com 
o intuito de oferecer maior expressividade ao texto. 
Assim, as figuras de sintaxe operam de diversas maneiras na frase, seja na inversão, repetição ou 
na omissão dos termos. 
Elipse 
A elipse é a omissão de um ou mais termos, os quais não foram expressos anteriormente no 
discurso, entretanto, que são facilmente identificáveis pelo interlocutor (receptor). 
Exemplo: Estávamos felizes com o resultado dos exames. (Neste caso, a conjugação do verbo 
Zeugma 
A zeugma é um tipo de elipse, uma vez que há omissão de um ou mais termos na oração, sendo 
um recurso utilizado para evitar a repetição de verbo ou substantivo. 
Exemplo: Fabiana comeu maçã, eu (comi) pera. 
Hipérbato ou Inversão 
O hipérbato é caraterizado pela inversão da ordem direta dos termos da oração, segundo a 
construção sintática usual da língua (sujeito + predicado + complemento). 
Exemplo:
que na construção sintática usual seria: Manuela estava triste). 
Silepse 
Na silepse há concordância da ideia e não do termo utilizado. São classificadas em: 
Silepse de Gênero, quando ocorre discordância entre os gêneros (feminino e masculino); 
Silepse de Número, quando ocorre discordância entre o singular e o plural; 
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Silepse de Pessoa, quando ocorre discordância entre o sujeito, que aparece na terceira pessoa, e 
o verbo, que surge na primeira pessoa do plural. 
Exemplos: 
São Paulo é suja. (silepse de gênero) 
Um bando (singular) de mulheres (plural) gritavam assustadas. (silepse de número) 
Todos os atletas (terceira pessoa) estamos (primeira pessoa do plural) preparados para o jogo. 
(silepse de pessoa) 
Assíndeto 
Síndeto corresponde a uma conjunção coordenativa utilizada para unir termos nas orações 
coordenadas. Feita essa observação, a figura de pensamento assíndeto é caracterizada pela 
ausência de conjunções. 
Exemplo: Daiana comprou uvas para comer, (e) limões para fazer suco. 
Polissíndeto 
Ao contrário do assíndeto, o polissíndeto é caracterizado pela repetição da conjunção
coordenativa (conectivo). 
Exemplo: Dolores brigava, e gritava, e falava. 
Anáfora 
A anáfora é a repetição de termos no começo das frases, muito utilizada pelos 
escritores na construção dos versos a fim de dar maior ênfase à ideia. 
Exemplo:
condicionalidade que o emissor do discurso quer propor). 
Anacoluto 
O anacoluto altera a sequência lógica da estrutura da frase por meio de uma pausa no discurso. 
Exemplo:
Pleonasmo 
Repetição enfática ou redundância
pode ser utilizado intencionalmente (pleonasmo literário) como figura de linguagem, ou por 
desconhecimento das normas gramaticais (pleonasmo vicioso), nesse caso um vício de linguagem. 
Exemplo: A noite escura da Amazônia. (Note que a noite já pressupõe escuridão.) 
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Figuras De Pensamento 
As Figuras de Pensamento fazem parte de um dos grupos das figuras de linguagem, ao lado das 
figuras de palavras, das figuras de sintaxe e das figuras de som. 
Utilizadas para produzir maior expressividade à comunicação, as figuras de pensamento trabalham 
com a combinação de ideias, pensamentos. 
Gradação ou Clímax 
Na gradação os termos da frase são fruto de hierarquia (ordem crescente ou decrescente)Exemplo: As pessoas chegaram à festa, sentaram, comeram e dançaram. 
Neste caso, a gradação vai ao encontro com o clímax, ou seja, o encadeamento dos verbos se faz 
na ordem crescente, e por isso trata-se de uma gradação crescente: chegaram, sentaram, comeram 
e dançaram. 
Por outro lado, se a g
longe, hoje perto, agora aqui. 
Prosopopeia ou Personificação 
Consiste na atribuição de ações, sentimentos ou qualidades humanas a objetos, seres 
irracionais ou outras coisas inanimadas. 
Exemplo: O vento suspirou essa manhã. (Nesta frase sabemos que o vento é algo inanimado que 
Eufemismo 
Atenua o sentido das palavras, suavizando as expressões do discurso. 
Exemplo: Ele foi para o céu
morreu.) 
Hipérbole ou Auxese 
A hipérbole é uma figura de linguagem baseada no exagero intencional do locutor, isto é, expressa 
uma ideia de forma exagerada. 
Exemplo: Liguei para ele milhões de vezes essa tarde. (Sabemos que a pessoa tinha o intuito de 
enfatizar que ligou muitas vezes, entretanto, não chegou a 1 milhão, num pequeno espaço de tempo, 
ou seja, durante uma tarde.) 
Litote 
Assemelha-se ao eufemismo, uma vez que atenua a ideia do enunciado mediante a negação do 
contrário, sendo portanto, a figura de linguagem que se opõe à hipérbole. 
Exemplo: Aquela bolsa não é cara (Pela expressão, podemos concluir que o locutor enfatizou que 
a bolsa é barata, ou seja, a negação do contrário: não é cara.) 
Antítese 
Corresponde à aproximação de palavras contrárias, que têm sentidos opostos. 
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Exemplo: O ódio e a amor
Paradoxo ou Oxímoro 
Diferente da antítese, que opõem palavras, o paradoxo corresponde ao uso de ideias contrárias, 
aparentemente absurdas. 
Exemplo: Esse amor me mata e dá vida. (Neste caso, o mesmo amor traz alegrias (vida) e tristeza 
(mata) para a pessoa.) 
Ironia 
Produz um efeito contrário com intenção sarcástica, maliciosa e/ou de crítica, uma vez que as 
palavras são utilizadas em sentido diverso ou oposto. 
Exemplo: Ele é um santinho mesmo! (Dependendo do discurso dos falantes fica claro que a palavra 
Apóstrofe 
Caracterizam as expressões de chamamento ou apelo, função que se assemelha ao vocativo. 
Exemplo: Ó Deus! Ó Céus! Porque não me ligou? (O chamamento utilizado antes, enfatiza a 
indignação do locutor com a falta do telefonema.) 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
Figuras de Linguagem são recursos estilísticos usados para dar maior ênfase à comunicação e torná-
la mais bonita. 
Elas são classificadas em 
Figuras de palavras ou semânticas 
Figuras de pensamento 
Figuras de sintaxe ou construção 
Figuras de som ou harmonia 
Figuras de Palavras 
Metáfora 
Comparação de palavras com significados diferentes e cujo termo comparativo fica subentendido na 
frase. 
Exemplo: A vida é uma nuvem que voa. (A vida é como uma nuvem que voa.) 
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ANOT
Sinestesia
Associação de sensações por órgãos de 
sentidos diferentes.
: Com aquele olhos frios , disse que 
não gostava mais da namorada.
A frieza está associada ao tato e não à visão.
Perífrase
Substituição de uma ou mais palavras por 
outra que a identifique
: O rugido do rei das selvas é 
ouvido a uma distância de 8 quilômetros. (O rugido 
do leão é ouvido a uma distância de 8 quilômetros.)
"Terra da Garoa" substitui "cidade de São Paulo"
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11. Pontuação
Para que servem os sinais de pontuação? No geral, para representar pausas na fala, nos casos 
do ponto, vírgula e ponto e vírgula; ou entonações, nos casos do ponto de exclamação e de interrogação, 
por exemplo. 
Além de pausa na fala e entonação da voz, os sinais de pontuação reproduzem, na escrita, nossas 
emoções, intenções e anseios. 
Vejamos aqui alguns empregos: 
1. Vírgula (,) É usada para: 
a) separar termos que possuem mesma função sintática na oração: O menino berrou, chorou, 
esperneou e, enfim, dormiu. 
Nessa oração, a vírgula separa os verbos. 
a) isolar o vocativo: Então, minha cara, não há mais o que se dizer! 
b) isolar o aposto: O João, ex-integrante da comissão, veio assistir à reunião. 
c) d) isolar termos antecipados, como complemento ou adjunto: 
d) Uma vontade indescritível de beber água, eu senti quando olhei para aquele copo suado! 
(antecipação de complemento verbal) 
e) Nada se fez, naquele momento, para que pudéssemos sair! (antecipação de adjunto adverbial) 
f) separar expressões explicativas, conjunções e conectivos: isto é, ou seja, por exemplo, além 
disso, pois, porém, mas, no entanto, assim, etc. 
g) separar os nomes dos locais de datas: Brasília, 30 de janeiro de 2009. 
h) isolar orações adjetivas explicativas: O filme, que você indicou para mim, é muito mais do que 
esperava. 
A vírgula entre orações 
É utilizada nas seguintes situações: 
a) separar as orações subordinadas adjetivas explicativas. 
Ex.: Meu pai, de quem guardo amargas lembranças, mora no Rio de Janeiro. 
b) separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas (exceto as iniciadas pela conjunção e). 
Ex.: Acordei, tomei meu banho, comi algo e saí para o trabalho. Estudou muito, mas não foi aprovado 
no exame. 
Há três casos em que se usa a vírgula antes da conjunção: 
1. quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes. 
Ex.: Os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres. 
2. quando a conjunção e vier repetida com a finalidade de dar ênfase (polissíndeto). 
Ex.: E chora, e ri, e grita, e pula de alegria. 
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3. quando a conjunção e assumir valores distintos que não seja da adição (adversidade, 
consequência, por exemplo) 
Ex.: Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada. 
4. separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas), principalmente se 
estiverem antepostas à oração principal. 
Ex.: "No momento em que o tigre se lançava, curvou-se ainda mais; e fugindo com o corpo apresentou 
o gancho."(O selvagem - José de Alencar) 
5. separar as orações intercaladas. 
Ex.: "- Senhor, disse o velho, tenho grandes contentamentos em a estar plantando..." 
Essas orações poderão ter suas vírgulas substituídas por duplo travessão. 
Ex.: "Senhor - disse o velho - tenho grandes contentamentos em a estar plantando..." 
6. separar as orações substantivas antepostas à principal. 
Ex.: Quanto custa viver, realmente não sei. 
Pontos 
2.1 - Ponto-final (.) 
É usado ao final de frases para indicar uma pausa total: 
a) Não quero dizer nada. 
b) Eu amo minha família. 
E em abreviaturas: Sr., a. C., Ltda., vv., num., adj., obs. 
2.2 - Ponto de Interrogação (?) O ponto de interrogação é usado para: a) Formular 
perguntas diretas: Você quer ir conosco ao cinema? 
Desejam participar da festa de confraternização? 
b) Para indicar surpresa, expressar indignação ou atitude de expectativa diante de uma 
determinada situação: 
O quê? não acredito que você tenha feito isso! (atitude de indignação) 
Não esperava que fosse receber tantos elogios! Será que mereço tudo isso? (surpresa) 
Qual será a minha colocação no resultado do concurso? Será a mesma que imagino? (expectativa) 
2. 3 Ponto de Exclamação (!) 
Esse sinal de pontuação é utilizado nas seguintes circunstâncias: 
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a) Depois de frases que expressem sentimentos distintos, tais como: entusiasmo, surpresa, súplica, 
ordem, horror, espanto: 
Iremos viajar! (entusiasmo) 
Foi ele o vencedor! (surpresa) 
Por favor, não me deixe aqui! (súplica) 
Que horror! Não esperava tal atitude. (espanto) Seja rápido! (ordem) 
b) Depois de vocativos e algumas interjeições: 
Ui! que susto você me deu. (interjeição) 
Foi você mesmo, garoto! (vocativo) 
c) Nas frases que exprimem desejo: 
Oh, Deus, ajude-me! 
Observações dignas de nota: 
Quando a intenção comunicativa expressar, ao mesmo tempo, questionamento e admiração, o uso dos 
pontos de interrogação e exclamaçãoé permitido. Observe: 
Que que eu posso fazer agora?! 
* Quando se deseja intensificar ainda mais a admiração ou qualquer outro sentimento, não 
há problema algum em repetir o ponto de exclamação ou interrogação. Note: 
Não!!! gritou a mãe desesperada ao ver o filho em perigo. 
3. Ponto e vírgula (;) É usado para: 
a) separar itens enumerados: 
A Matemática se divide em: 
- geometria; 
- álgebra; 
- trigonometria; -
- financeira. 
b) separar um período que já se encontra dividido por vírgulas: 
Ele não disse nada, apenas olhou ao longe, sentou por cima da grama; queria ficar sozinho com seu cão. 
4. Dois-pontos (:) É usado quando: 
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a) se vai fazer uma citação ou introduzir uma fala: 
Ele respondeu: não, muito obrigado! 
b) se quer indicar uma enumeração: 
Quero lhe dizer algumas coisas: não converse com pessoas estranhas, não brigue com seus colegas e 
não responda à professora. 
São usadas para indicar: 
a)
(Carta Capital on-line, 30/01/09) 
b) expressões estrangeiras, neologismos, 
6. Reticências (...) 
São usadas para indicar supressão de um trecho, interrupção ou dar ideia de continuidade ao que se 
estava falando: 
a) (...) Onde está ela, Amor, a nossa casa, O bem que neste mundo mais invejo? 
O brando ninho aonde o nosso beijo Será mais puro e doce que uma asa? (...) 
b) E então, veio um sentimento de alegria, paz, felicidade... 
c) Eu gostei da nova casa, mas do quintal... 
Parênteses ( ) 
São usados quando se quer explicar melhor algo que foi dito ou para fazer simples indicações. 
Ele comeu, e almoçou, e dormiu, e depois saiu. (o e aparece repetido e, por isso, há o predomínio de 
vírgulas). 
Travessão ( ) O travessão é indicado para: 
a) Indicar a mudança de interlocutor em um diálogo:
- Quais ideias você tem para revelar? 
- Não sei se serão bem-vindas. 
- Não importa, o fato é que assim você estará contribuindo para a elaboração deste projeto. 
b) Separar orações intercaladas, desempenhando as funções da vírgula e dos parênteses: 
- Precisamos acreditar sempre disse o aluno confiante que tudo irá dar certo. 
- Não aja dessa forma falou a mãe irritada pois pode ser arriscado. 
c) Colocar em evidência uma frase, expressão ou palavra:
- O prêmio foi destinado ao melhor aluno da classe uma pessoa bastante esforçada. 
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- Gostaria de parabenizar a pessoa que está discursando meu melhor amigo. 
12. Redação Oficial 
1 Panorama da comunicação oficial 
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja comunicação, são 
necessários: 
a) alguém que comunique; 
b) algo a ser comunicado; 
c) alguém que receba essa comunicação. 
No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o serviço público (este/esta ou aquele/aquela 
Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum 
assunto relativo às atribuições do órgão que comunica; e o destinatário dessa comunicação é o público, 
uma instituição privada ou outro órgão ou entidade pública, do Poder Executivo ou dos outros Poderes. 
Além disso, deve-se considerar a intenção do emissor e a finalidade do documento, para que o texto 
esteja adequado à situação comunicativa. 
A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e nos expedientes oficiais decorre, 
de um lado, do próprio caráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos 
oficiais, aqui entendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos 
cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos e entidades públicos, o que só é alcançado se, em 
sua elaboração, for empregada a linguagem adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja 
finalidade precípua é a de informar com clareza e objetividade. 
2 O que é redação oficial 
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige 
comunicações oficiais e atos normativos. Neste Manual, interessa-nos tratá-la do ponto de vista da 
administração pública federal. 
A redação oficial não é necessariamente árida e contrária à evolução da língua. É que sua finalidade 
básica comunicar com objetividade e máxima clareza impõe certos parâmetros ao uso que se faz da 
língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular etc. 
Apresentadas essas características fundamentais da redação oficial, passemos à análise pormenorizada 
de cada um de seus atributos. 
3 Atributos da redação oficial 
A redação oficial deve caracterizar-se por: 
clareza e precisão; 
objetividade; 
concisão; 
coesão e coerência; 
impessoalidade; 
formalidade e padronização; e 
uso da norma padrão da língua portuguesa. 
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pública direta, indireta, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência 
administração pública, devem igualmente nortear a elaboração dos atos e das comunicações oficiais. 
3.1 Clareza e precisão 
CLAREZA 
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que 
possibilita imediata compreensão pelo leitor. Não se concebe que um documento oficial ou um ato 
normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua 
compreensão. A transparência é requisito do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto oficial 
ou um ato normativo não seja entendido pelos cidadãos. O princípio constitucional da publicidade não se 
esgota na mera publicação do texto, estendendo-se, ainda, à necessidade de que o texto seja claro. 
Para a obtenção de clareza, sugere-se: 
a) utilizar palavras e expressões simples, em seu sentido comum, salvo quando o texto versar sobre 
assunto técnico, hipótese em que se utilizará nomenclatura própria da área; 
b) usar frases curtas, bem estruturadas; apresentar as orações na ordem direta e evitar 
intercalações excessivas. Em certas ocasiões, para evitar ambiguidade, sugere-se a adoção da 
ordem inversa da oração; 
c) buscar a uniformidade do tempo verbal em todo o texto; 
d) não utilizar regionalismos e neologismos; 
e) pontuar adequadamente o texto; 
f) explicitar o significado da sigla na primeira referência a ela; e 
g) utilizar palavras e expressões em outro idioma apenas quando indispensáveis, em razão de serem 
designações ou expressões de uso já consagrado ou de não terem exata tradução. Nesse caso, 
grafe-as em itálico, conforme orientações do subitem 10.2 deste Manual. 
PRECISÃO 
O atributo da precisão complementa a clareza e caracteriza-se por: 
a) articulação da linguagem comum ou técnica para a perfeita compreensão da ideia veiculada no 
texto; 
b) manifestação do pensamento ou da ideia com as mesmas palavras, evitando o emprego de 
sinonímia com propósito meramente estilístico; e 
c) escolha de expressão ou palavra que não confira duplo sentido ao texto. 
É indispensável, também, a releitura de todo o texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de trechos 
obscuros provém principalmente da falta da releitura, o que tornaria possível sua correção. Na revisão 
de um expediente, deve-se avaliar se ele será de fácil compreensão por seu destinatário. O que nos 
parece óbvio pode ser desconhecido por terceiros. O domínio que adquirimos sobre certos assuntos, em 
decorrência de nossa experiência profissional, muitas vezes, faz com que os tomemos como de 
conhecimento geral, o que nem sempre é verdade. Explicite, desenvolva, esclareça, precise os termos 
técnicos, o significado das siglas e das abreviações e os conceitos específicos que não possam ser 
dispensados. 
A revisão atenta exige tempo. A pressa com que são elaboradas certas comunicações quase sempre 
-se, 
pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no textoredigido. 
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A clareza e a precisão não são atributos que se atinjam por si sós: elas dependem estritamente das 
demais características da redação oficial, apresentadas a seguir. 
3.2 Objetividade 
Ser objetivo é ir diretamente ao assunto que se deseja abordar, sem voltas e sem redundâncias. Para 
conseguir isso, é fundamental que o redator saiba de antemão qual é a ideia principal e quais são as 
secundárias. 
Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe em todo texto de alguma complexidade: as 
fundamentais e as secundárias. Essas últimas podem esclarecer o sentido daquelas detalhá-las, 
exemplificá-las; mas existem também ideias secundárias que não acrescentam informação alguma ao 
texto, nem têm maior relação com as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas, o que também 
proporcionará mais objetividade ao texto. 
A objetividade conduz o leitor ao contato mais direto com o assunto e com as informações, sem 
subterfúgios, sem excessos de palavras e de ideias. É errado supor que a objetividade suprime a 
delicadeza de expressão ou torna o texto rude e grosseiro. 
3.3 Concisão 
A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto que 
consegue transmitir o máximo de informações com o mínimo de palavras. Não se deve de forma alguma 
entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se deve eliminar passagens substanciais do texto 
com o único objetivo de reduzi-lo em tamanho. Trata-se, exclusivamente, de excluir palavras inúteis, 
redundâncias e passagens que nada acrescentem ao que já foi dito. 
Detalhes irrelevantes são dispensáveis: o texto deve evitar caracterizações e comentários supérfluos, 
adjetivos e advérbios inúteis, subordinação excessiva. A seguir, um exemplo1 de período mal construído, 
prolixo: 
legal vinculada ao terceiro fuso, a maioria da população do Acre demonstrou que a ela seria melhor 
regressar ao quarto fuso, estando cinco horas a menos que em Greenwich. 
Nesse texto, há vários detalhamentos desnecessários, abusou-se no emprego de adjetivos 
(impressionante, esmagadora, ampla, inconformada, indignada), o que lhe confere carga afetiva 
injustificável, sobretudo em texto oficial, que deve primar pela impessoalidade. Eliminados os excessos, 
o período ganha concisão, harmonia e unidade: 
 
Exemplo: 
Apurado, com impressionante agilidade e precisão, naquela tarde de 2009, o resultado 
da consulta à população acriana, verificou-se que a esmagadora e ampla maioria da 
população daquele distante estado manifestou-se pela efusiva e indubitável rejeição 
da alteração realizada pela Lei no 11.662/2008. Não satisfeita, inconformada e 
indignada, com a nova hora 
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Exemplo: 
Apurado o resultado da consulta à população acreana, verificou-se que a 
maioria da população manifestou-se pela rejeição da alteração realizada 
pela Lei no 11.662/2008. Não satisfeita com a nova hora legal vinculada ao 
terceiro fuso, a maioria da população do Acre demonstrou que a ela seria 
melhor regressar ao quarto fuso, estando cinco horas menos que em 
Greenwich. 
3.4 Coesão e coerência 
É indispensável que o texto tenha coesão e coerência. Tais atributos favorecem a conexão, a ligação, a 
harmonia entre os elementos de um texto. Percebe-se que o texto tem coesão e coerência quando se lê 
um texto e se verifica que as palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados, dando continuidade 
uns aos outros. 
Alguns mecanismos que estabelecem a coesão e a coerência de um texto são: referência, substituição, 
elipse e uso de conjunção. 
A referência diz respeito aos termos que se relacionam a outros necessários à sua interpretação. Esse 
mecanismo pode dar-se por retomada de um termo, relação com o que é precedente no texto, ou por 
antecipação de um termo cuja interpretação dependa do que se segue. 
Exemplos: 
O Deputado evitou a instalação da CPI da corrupção. Ele aguardou a decisão 
do Plenário. 
O TCU apontou estas irregularidades: falta de assinatura e de identificação 
no documento. 
A substituição é a colocação de um item lexical no lugar de outro(s) ou no lugar de uma oração. 
Exemplos: 
O Presidente assinou o acordo. O Chefe do Poder Executivo federal propôs 
reduzir as alíquotas. 
O ofício está pronto. O documento trata da exoneração do servidor. 
Os governadores decidiram acatar a decisão. Em seguida, os prefeitos 
fizeram o mesmo. 
A elipse consiste na omissão de um termo recuperável pelo contexto. 
Exemplo: 
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O decreto regulamenta os casos gerais; a portaria, os particulares. (Na 
Outra estratégia para proporcionar coesão e coerência ao texto é utilizar conjunção para estabelecer 
ligação entre orações, períodos ou parágrafos. 
Exemplo: 
O Embaixador compareceu à reunião, pois identificou o interesse de seu Governo pelo assunto. 
3.5 Impessoalidade 
A impessoalidade decorre de princípio constitucional (Constituição, art. 37), e seu significado remete a 
dois aspectos: o primeiro é a obrigatoriedade de que a administração pública proceda de modo a não 
privilegiar ou prejudicar ninguém, de que o seu norte seja, sempre, o interesse público; o segundo, a 
abstração da pessoalidade dos atos administrativos, pois, apesar de a ação administrativa ser exercida 
por intermédio de seus servidores, é resultado tão-somente da vontade estatal. 
A redação oficial é elaborada sempre em nome do serviço público e sempre em atendimento ao interesse 
geral dos cidadãos. Sendo assim, os assuntos objetos dos expedientes oficiais não devem ser tratados 
de outra forma que não a estritamente impessoal. 
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das 
comunicações oficiais decorre: 
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um 
expediente assinado por Chefe de determinada Seção, a comunicação é sempre feita em nome 
do serviço público. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que as 
comunicações elaboradas em diferentes setores da administração pública guardem entre si certa 
uniformidade; 
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre 
concebido como público, ou a uma instituição privada, a outro órgão ou a outra entidade pública. 
Em todos os casos, temos um destinatário concebido de forma homogênea e impessoal; e 
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações oficiais 
se restringe a questões que dizem respeito ao interesse público, é natural não caber qualquer 
tom particular ou pessoal. 
Não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma 
carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial 
deve ser isenta da interferência da individualidade de quem a elabora. A concisão, a clareza, a 
objetividade e a formalidade de que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, 
para que seja alcançada a necessária impessoalidade. 
3.6 Formalidade e padronização 
As comunicações administrativas devem ser sempre formais, isto é, obedecer a certas regras de forma 
(BRASIL, 2015a). Isso é válido tanto para as comunicações feitas em meio eletrônico (por exemplo, o 
e-mail , o documento gerado no SEI!, o documento em html etc.), quanto para os eventuais documentos 
impressos. 
É imperativa, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata somente do correto emprego deste 
ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível, mais do que isso: a formalidade 
diz respeito à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação. 
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@empregosparauapebaspa
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade dascomunicações. Ora, se 
a administração pública federal é una, é natural que as comunicações que expeça sigam o mesmo 
padrão. O estabelecimento desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que se atente para todas 
as características da redação oficial e que se cuide, ainda, da apresentação dos textos. 
A digitação sem erros, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo, nas exceções em que se fizer 
necessária a impressão, e a correta diagramação do texto são indispensáveis para a padronização. 
peito de normas específicas para cada tipo de 
expediente. 
Em razão de seu caráter público e de sua finalidade, os atos normativos e os expedientes oficiais 
requerem o uso do padrão culto do idioma, que acata os preceitos da gramática formal e emprega um 
léxico compartilhado pelo conjunto dos usuários da língua. O uso do padrão culto , portanto, 
imprescindível na redação oficial por estar acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas, 
regionais; dos modismos vocabulares e das particularidades linguísticas. 
Recomendações: 
a língua culta contra a pobreza de expressão e não contra a sua simplicidade; 
o uso do padrão culto não significa empregar a língua de modo rebuscado ou utilizar figuras de 
linguagem próprias do estilo literário; 
a consulta ao dicionário e à gramática imperativa na redação de um bom texto. 
Pode-se concluir que não existe propriamente um padrão oficial de linguagem, o que há é o uso da 
norma padrão nos atos e nas comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de 
determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso 
não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. O 
jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada. 
4 Comunicação Oficiais
A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, seguir os preceitos explicitados no Capítulo I, 
sticas específicas de cada tipo de 
expediente, que serão tratadas em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos à sua análise, vejamos 
outros aspectos comuns a quase todas as modalidades de comunicação oficial. 
4.1 Pronomes de tratamento 
Tradicionalmente, o emprego dos pronomes de tratamento adota a segunda pessoa do plural, de maneira 
indireta, para referenciar atributos da pessoa à qual se dirige. Na redação oficial, é necessário atenção 
para o uso dos pronomes de tratamento em três momentos distintos: no endereçamento, no vocativo e 
no corpo do texto. No vocativo, o autor dirige-se ao destinatário no início do documento. No corpo do 
texto, pode-se empregar os pronomes de tratamento em sua forma abreviada ou por extenso. O 
endereçamento é o texto utilizado no envelope que contém a correspondência oficial. 
A seguir, alguns exemplos de utilização de pronomes de tratamento no texto oficial. 
Autoridade Endereçamento Vocativo
Tratamento 
no corpo 
do texto
Abreviatura
Presidente da 
República 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Excelentíssimo 
Senhor Presidente, 
da República, 
Vossa 
Excelência 
Não se usa 
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Presidente do 
Congresso 
Nacional 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Excelentíssimo 
Senhor Presidente, 
do Congresso 
Nacional, 
Vossa 
Excelência 
Não se usa 
Presidente do 
Supremo 
Tribunal 
Federal
A Sua Excelência 
o 
Senhor 
Excelentíssimo 
Senhor Presidente, 
do Supremo 
Tribunal 
Federal, 
Vossa 
Excelência 
Não se usa 
Vice-
Presidente da 
República 
A Sua Excelência 
o 
Senhor 
Senhor 
Vice-Presidente da 
República, 
Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
Ministro de 
Estado 
A Sua Excelência 
o 
Senhor 
Senhor Ministro, Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
Secretário 
Executivo 
de
Ministério e 
demais 
ocupantes de 
cargos de 
natureza 
especial
A Sua Excelência 
o
Senhor
Senhor Secretário-
Executivo,
Vossa
Excelência
V. Exa.
Autoridade Endereçamento Vocativo Tratamento 
no corpo 
do texto
Abreviatura
Embaixador A Sua Excelência 
o 
Senhor 
Senhor Embaixador, Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
Oficial-General 
das Forças 
Armadas 
A Sua Excelência 
o 
Senhor 
Senhor + Posto, Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
Outros postos 
militares 
Ao Senhor Senhor + Posto, Vossa 
Senhoria 
V. Sa. 
Senador da 
República 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Senhor Senador, Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
Deputado 
Federal 
A Sua Excelência 
o Senhor 
Senhor Deputado, Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
APOSTILA DE PORTUGUÊS NÍVEL MÉDIO
@empregosparauapebaspa
Ministro do 
Tribunal de 
Contas da 
União
A Sua Excelência 
o Senhor 
Senhor Ministro, do 
Tribunal de Contas 
da União, 
Vossa 
Excelência 
V. Exa. 
Ministro 
dos 
Tribunais 
Superiores 
A Sua Excelência 
o Senhor
Senhor Ministro,
Vossa 
Excelência V. Exa.
Os exemplos acima são meramente exemplificativos. A profusão de normas estabelecendo hipóteses de 
tratamento por meio do pronome Vossa Excelência para categorias especif cas tornou inviável arrolar 
todas as hipóteses. 
4.1.1 Concordância com os pronomes de tratamento 
Os pronomes de tratamento apresentam certas peculiaridades quanto às concordâncias verbal, nominal 
e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala), levam a 
concordância para a terceira pessoa. Os pronomes Vossa Excelência ou Vossa Senhoria são utilizados 
para se comunicar diretamente com o receptor. 
Exemplo: 
Vossa Senhoria designará o assessor. 
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da 
terceira pessoa. 
Exemplo: 
Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da 
pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. 
Exemplos: 
Se o interlocutor for homem, o correto é: Vossa Excelência está atarefado. 
Se o interlocutor for mulher: Vossa Excelência está atarefada. 
O pronome Sua Excelência é utilizado para se fazer referência a alguma autoridade (indiretamente). 
Exemplo: 
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A Sua Excelência o Ministro de Estado Chefe da Casa Civil (por exemplo, no 
endereçamento do expediente) 
4.2 Signatário 
4.2.1 Cargos interino e substituto 
Na identificação do signatário, depois do nome do cargo, é possível utilizar os termos interino e 
substituto, conforme situações a seguir: interino é aquele nomeado para ocupar transitoriamente cargo 
público durante a vacância; substituto é aquele designado para exercer as atribuições de cargo público 
vago ou no caso de afastamento e impedimentos legais ou regulamentares do titular. Esses termos 
devem ser utilizados depois do nome do cargo, sem hífen, sem vírgula e em minúsculo. 
Exemplos: 
Diretor-Geral interino 
Secretário-Executivo substituto 
4.2.2 Signatárias do sexo feminino 
Na identificação do signatário, o cargo ocupado por pessoa do sexo feminino deve ser flexionado no 
gênero feminino. 
Exemplos: 
Ministra de Estado 
Secretária-Executiva interina 
Técnica Administrativa 
Coordenadora Administrativa 
4.3 Grafia de cargos compostos 
Escrevem-se com hífen: 
a) -geral, relator-geral, ouvidor-geral; 
b) postos e gradações da diplomacia: primeiro-secretário, segundo-secretário; 
c) postos da hierarquia militar: tenente-coronel, capitão-tenente; 
Atenção: nomes compostos com elemento de ligação preposicionado ficam sem hífen: general de 
exército, general de brigada, tenente-brigadeiro do ar, capitão de mar e guerra; 
a) cargos que denotam hierarquia dentro de uma empresa: diretor-presidente, diretor-adjunto, 
editor-chefe, editor-assistente, sócio-gerente, diretor-executivo; 
b) cargos formados por numerais: primeiro-ministro, primeira-dama; 
c) ca -diretor, vice-coordenador. 
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@empregosparauapebaspa
O novo Acordo Ortográfico tornou opcional o uso de iniciais maiúsculas em palavras usadas 
reverencialmente, por exemplo para cargos e títulos (exemplo: o Presidentefrancês ou o presidente 
francês). Porém, em palavras com hífen, após se optar pelo uso da maiúscula ou da minúscula, deve-se 
manter a escolha para a grafia de todos os elementos hifenizados: pode- -
- -presiden
4.4 Vocativo 
O vocativo é uma invocação ao destinatário. Nas comunicações oficiais, o vocativo será sempre seguido 
de vírgula. 
Em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder, utiliza-se a expressão Excelentíssimo Senhor ou 
Excelentíssima Senhora e o cargo respectivo, seguidos de vírgula. 
Exemplos: 
Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal, 
As demais autoridades, mesmo aquelas tratadas por Vossa Excelência, receberão o vocativo Senhor ou 
Senhora seguido do cargo respectivo. 
Exemplos: 
Senhora Senadora, 
Senhor Juiz, 
Senhora Ministra, 
Na hipótese de comunicação com particular, pode-se utilizar o vocativo Senhor ou Senhora e a forma 
utilizada pela instituição para referir-se ao interlocutor: beneficiário, usuário, contribuinte, eleitor etc. 
Exemplos: 
Senhora Beneficiária, 
Senhor Contribuinte, 
Ainda, quando o destinatário for um particular, no vocativo, pode-se utilizar Senhor ou Senhora seguido 
do nome do particular ou pode-
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Exemplos: 
Senhora [Nome], 
Prezado Senhor, 
Em comunicações oficiais, está abolido o uso de Digníssimo (DD) e de Ilustríssimo (Ilmo.). 
Evite- indiscriminadamente. O tratamento por meio de Senhor confere a formalidade 
desejada. 
5 O padrão ofício 
Oficio
Até a segunda edição deste Manual, havia três tipos de expedientes que se diferenciavam antes pela 
finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o objetivo de uniformizá-los, deve-
se adotar nomenclatura e diagramação únicas, que sigam o que chamamos de padrão ofício. 
A distinção básica anterior entre os três era: 
a) aviso: era expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma 
hierarquia; 
b) ofício: era expedido para e pelas demais autoridades; e 
c) memorando: era expedido entre unidades administrativas de um mesmo órgão. 
Atenção: Nesta nova edição ficou abolida aquela distinção e passou-se a utilizar o termo ofício nas três 
hipóteses. 
A seguir, será apresentada a estrutura do padrão ofício, de acordo com a ordem com que cada elemento 
aparece no documento oficial. 
5.1 Partes do documento no padrão ofício 
5.1.1 Cabeçalho 
O cabeçalho é utilizado apenas na primeira página do documento, centralizado na área determinada pela 
elementos: 
a) brasão de Armas da República2: no topo da página. Não há necessidade de ser aplicado em cores. 
O uso de marca da instituição deve ser evitado na correspondência oficial para não se sobrepor 
ao Brasão de Armas da República. 
b) nome do órgão principal; 
c) nomes dos órgãos secundários, quando necessários, da maior para a menor hierarquia; e 
d) espaçamento: entrelinhas simples (1,0). 
 
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Os dados do órgão, tais como endereço, telefone, endereço de correspondência eletrônica, sítio 
eletrônico oficial da instituição, podem ser informados no rodapé do documento, centralizados. 
5.1.2 Identificação do expediente 
Os documentos oficiais devem ser identificados da seguinte maneira: 
a) nome do documento: tipo de expediente por extenso, com todas as letras maiúsculas; 
b)
c) informações do documento: número, ano (com quatro dígitos) e siglas usuais do setor que 
d) expede o documento, da menor para a maior hierarquia, separados por barra (/); e 
e) alinhamento: à margem esquerda da página. 
Exemplo: 
OFÍCIO No 652/2018/SAA/SE/MT 
5.1.3 Local e data do documento 
Na grafia de datas em um documento, o conteúdo deve constar da seguinte forma: 
a) composição: local e data do documento; 
b) informação de local: nome da cidade onde foi expedido o documento, seguido de vírgula. 
Não se deve utilizar a sigla da unidade da federação depois do nome da cidade; 
a) dia do mês: em numeração ordinal se for o primeiro dia do mês e em numeração cardinal para 
os demais dias do mês. Não se deve utilizar zero à esquerda do número que indica o dia do mês; 
b) nome do mês: deve ser escrito com inicial minúscula; 
c) pontuação: coloca-se ponto-final depois da data; e 
d) alinhamento: o texto da data deve ser alinhado à margem direita da página. 
5.1.4 Endereçamento 
Exemplo: Brasília, 2 de fevereiro de 
2018.
Exemplo:
[Nome do órgão]
[Secretaria/Diretoria]
[Departamento/Setor/Entidade]
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O endereçamento é a parte do documento que informa quem receberá o expediente. Nele deverão 
constar os seguintes elementos: 
a)
b) nome: nome do destinatário do expediente; 
c) cargo: cargo do destinatário do expediente; 
d) endereço: endereço postal de quem receberá o expediente, dividido em duas linhas: 
primeira linha: informação de localidade/logradouro do destinatário ou, no caso de ofício ao mesmo 
órgão, informação do setor; 
segunda linha: CEP e cidade/unidade da federação, separados por espaço simples. Na separação entre 
cidade e unidade da federação pode ser substituída a barra pelo ponto ou pelo travessão. No caso de 
ofício ao mesmo órgão, não é obrigatória a informação do 
CEP, podendo ficar apenas a informação da cidade/unidade da federação; e 
a) alinhamento: à margem esquerda da página. 
O pronome de tratamento no endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por 
Quando o tratamento destinado ao receptor for Vossa Senhoria, o endereçamento a ser empregado é 
-
Exemplos: 
A Sua Excelência o Senhor
[Nome]
Ministro de Estado da Justiça
Esplanada dos Ministérios 
Bloco T
Seção 70064-900 Brasília/DF
À Senhora
[Nome]
Diretora de Gestão de 
Pessoas
SAUS Q. 3 Lote 5/6 Ed Sede 
I
70070-030 Brasília. DF
Ao Senhor
[Nome]
Chefe da Seção de Compras
Diretoria de Material,
Brasília DF
5.1.5 Assunto 
O assunto deve dar uma ideia geral do que trata o documento, de forma sucinta. Ele deve ser grafado 
da seguinte maneira: 
a) título: a palavra Assunto deve anteceder a frase que define o conteúdo do documento, seguida 
de dois-pontos; 
b) descrição do assunto: a frase que descreve o conteúdo do documento deve ser escrita com inicial 
maiúscula, não se deve utilizar verbos e sugere-se utilizar de quatro a cinco palavras; 
c) destaque: todo o texto referente ao assunto, inclusive o título, deve ser destacado em negrito; 
d) pontuação: coloca-se ponto-final depois do assunto; e 
e) alinhamento: à margem esquerda da página. 
Exemplos: 
Assunto: Encaminhamento do Relatório de Gestão julho/2018. 
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Assunto: Aquisição de computadores. 
5.1.6 Texto do documento 
O texto do documento oficial deve seguir a seguinte padronização de estrutura: 
I nos casos em que não seja usado para encaminhamento de documentos, o expediente deve conter 
a seguinte estrutura: 
a) introdução: em que é apresentado o objetivo da comunicação. Evite o uso das formas: Tenho a 
honra de, Tenho o prazer de, Cumpre-me informar que. Prefira empregar a forma direta: 
Informo, Solicito, Comunico;
b) desenvolvimento: em que o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma ideia sobre o 
assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à 
exposição; e 
c) conclusão: em que é afirmada a posição sobre o assunto. 
II quando forem usados para encaminhamento de documentos, a estrutura é modificada: 
a) introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a 
remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da 
comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento 
encaminhado (tipo, data, origem ou signatário e assunto de quese trata) e a razão pela qual está 
sendo encaminhado; e 
Exemplos: 
Em resposta ao Ofício no 12, de 1o de fevereiro de 2018, encaminho cópia do Ofício no 34, de 3 de abril 
de 2018, da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas, que trata da requisição do servidor Fulano de 
Tal. 
Encaminho, para exame e pronunciamento, cópia do Ofício no 12, de 1o de fevereiro de 2018, do 
Presidente da Confederação Nacional da Indústria, a respeito de projeto de modernização de técnicas 
agrícolas na região Nordeste. 
a) desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do 
documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento. Caso contrário, 
não há parágrafos de desenvolvimento em expediente usado para encaminhamento de 
documentos. 
III tanto na estrutura I quanto na estrutura II, o texto do documento deve ser formatado da seguinte 
maneira: 
a) alinhamento: justificado; 
b) espaçamento entre linhas: simples; 
c) parágrafos: 
I. espaçamento entre parágrafos: de 6 pontos após cada parágrafo; 
II. recuo de parágrafo: 2,5 cm de distância da margem esquerda; 
III. numeração dos parágrafos: apenas quando o documento tiver três ou mais parágrafos, desde o 
primeiro parágrafo. Não se numeram o vocativo e o fecho; 
d) fonte: Calibri ou Carlito; 
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I. corpo do texto: tamanho 12 pontos; 
II. citações recuadas: tamanho 11 pontos; e 
III. notas de Rodapé: tamanho 10 pontos; 
e) símbolos: para símbolos não existentes nas fontes indicadas, pode-se utilizar as fontes Symbol e
Wingdings; 
5.1.7 Fechos para comunicações 
O fecho das comunicações oficiais objetiva, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, saudar o 
destinatário. Os modelos para fecho anteriormente utilizados foram regulados pela Portaria no 1, de 
1937, do Ministério da Justiça, que estabelecia quinze padrões. 
Com o objetivo de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o emprego de somente dois 
fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial: 
a) Para autoridades de hierarquia superior a do remetente, inclusive o Presidente da República:
Respeitosamente,
b) Para autoridades de mesma hierarquia, de hierarquia inferior ou demais casos: Atenciosamente,
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito 
e tradição próprios. 
O fecho da comunicação deve ser formatado da seguinte maneira: 
a) alinhamento: alinhado à margem esquerda da página; 
b) recuo de parágrafo: 2,5 cm de distância da margem esquerda; 
c) espaçamento entre linhas: simples; 
d) espaçamento entre parágrafos: de 6 pontos após cada parágrafo; e 
e) não deve ser numerado. 
5.1.8 Identificação do signatário 
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações 
oficiais devem informar o signatário segundo o padrão: 
a) nome: nome da autoridade que as expede, grafado em letras maiúsculas, sem negrito. 
Não se usa linha acima do nome do signatário; 
a) cargo: cargo da autoridade que expede o documento, redigido apenas com as iniciais maiúsculas. 
As preposições que liguem as palavras do cargo devem ser grafadas em minúsculas; e 
b) alinhamento: a identificação do signatário deve ser centralizada na página. 
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira 
para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho. 
Exemplo: 
(espaço para assinatura)
NOME
Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República
(espaço para assinatura)
NOME
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Coordenador-Geral de Gestão de Pessoas
5.1.9 Numeração das páginas 
A numeração das páginas é obrigatória apenas a partir da segunda página da comunicação. 
Ela deve ser centralizada na página e obedecer à seguinte formatação: 
a) posição: no rodapé do documento, ou acima da área de 2 cm da margem inferior; e 
b) fonte: Calibri ou Carlito. 
5.2 Formatação e apresentação 
Os documentos do padrão ofício devem obedecer à seguinte formatação: 
a) tamanho do papel: A4 (29,7 cm x 21 cm); 
b) margem lateral esquerda: no mínimo, 3 cm de largura; 
c) margem lateral direita: 1,5 cm; 
d) margens superior e inferior: 2 cm; 
e) área de cabeçalho: na primeira página, 5 cm a partir da margem superior do papel; 
f) área de rodapé: nos 2 cm da margem inferior do documento; 
g) impressão: na correspondência oficial, a impressão pode ocorrer em ambas as faces do papel. 
Nesse caso, as margens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares 
(margem espelho); 
h) cores: os textos devem ser impressos na cor preta em papel branco, reservando-se, se 
necessário, a impressão colorida para gráficos e ilustrações; 
i) destaques: para destaques deve-se utilizar, sem abuso, o negrito. Deve-se evitar destaques com 
uso de itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer 
outra forma de formatação que afete a sobriedade e a padronização do documento; 
j) palavras estrangeiras: palavras estrangeiras devem ser grafadas em itálico; 
k) arquivamento: dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto 
preservado para consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos. Deve ser 
utilizado, preferencialmente, formato de arquivo que possa ser lido e editado pela maioria dos 
editores de texto utilizados no serviço público, tais como DOCX, ODT ou RTF. 
l) nome do arquivo: para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da 
seguinte maneira: tipo do documento + número do documento + ano do documento (com 4 
dígitos) + palavras-chaves do conteúdo 
Exemplo: Ofício 123_2018_relatório produtividade anual 
Seguem exemplos de Ofício: 
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6 Tipos de documentos 
6.1 Variações dos documentos oficiais 
Os documentos oficiais podem ser identificados de acordo com algumas possíveis variações: 
a) [NOME DO EXPEDIENTE] + CIRCULAR: Quando um órgão envia o mesmo expediente para mais 
de um órgão receptor. A sigla na epígrafe será apenas do órgão remetente. 
b) [NOME DO EXPEDIENTE] + CONJUNTO: Quando mais de um órgão envia, conjuntamente, o 
mesmo expediente para um único órgão receptor. As siglas dos órgãos remetentes constarão na 
epígrafe. 
c) [NOME DO EXPEDIENTE] + CONJUNTO CIRCULAR: Quando mais de um órgão envia, 
conjuntamente, o mesmo expediente para mais de um órgão receptor. As siglas dos órgãos 
remetentes constarão na epígrafe. 
Exemplos: 
OFÍCIO CIRCULAR Nº 652/2018/MEC 
OFÍCIO CONJUNTO Nº 368/2018/SECEX/SAJ 
OFÍCIO CONJUNTO CIRCULAR Nº 795/2018/CC/MJ/MRE 
Nos expedientes circulares, por haver mais de um receptor, o órgão remetente poderá inserir no rodapé 
as siglas ou nomes dos órgãos que receberão o expediente. 
6.2 Exposição de Motivos 
Exposição de Motivos 
6.2.1 Definição e finalidade
Exposição de motivos (EM) é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao VicePresidente para: 
a) propor alguma medida; 
b) submeter projeto de ato normativo à sua consideração; ou 
c) informá-lo de determinado assunto. 
A exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado. Nos casos em 
que o assunto tratado envolva mais de um ministério, a exposição de motivos será assinada por todos 
os ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial. 
Independentemente de ser uma EM com apenas um autor ou uma EM interministerial, a sequência 
numérica das exposições de motivos é única. A numeração começa e termina dentro de um mesmo ano 
civil. 
6.2.2 Forma e estrutura 
As exposições de motivos devem, obrigatoriamente:a) apontar, na introdução: o problema que demanda a adoção da medida ou do ato normativo 
proposto; ou informar ao Presidente da República algum assunto; 
b) indicar, no desenvolvimento: a razão de aquela medida ou de aquele ato normativo ser o ideal 
para se solucionar o problema e as eventuais alternativas existentes para equacioná-lo; ou 
fornecer mais detalhes sobre o assunto informado, quando for esse o caso; e 
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c) na conclusão: novamente, propor a medida a ser tomada ou o ato normativo a ser editado para 
solucionar o problema; ou apresentar as considerações finais no caso de EMs apenas informativas. 
As Exposições de Motivos que encaminham proposições normativas devem seguir o prescrito no Decreto 
nº 9.191, de 1º de novembro de 2017. Em síntese, elas devem ser instruídas com parecer jurídico e 
parecer de mérito que permitam a adequada avaliação da proposta. 
O atendimento dos requisitos do Decreto nº 9.191, de 2017, nas exposições de motivos que proponham 
a edição de ato normativo, tem como propósito: 
a) permitir a adequada reflexão sobre o problema que se busca resolver; 
b) ensejar avaliação das diversas causas do problema e dos efeitos que podem ter a adoção da 
medida ou a edição do ato, em consonância com as questões que devem ser analisadas na 
elaboração de proposições normativas no âmbito do Poder Executivo; 
c) conferir transparência aos atos propostos; 
d) resumir os principais aspectos da proposta; e 
e) evitar a devolução a proposta de ato normativo para complementação ou reformulação da 
proposta. 
A exposição de motivos é a principal modalidade de comunicação dirigida ao Presidente da República 
pelos ministros. Além disso, pode, em certos casos, ser encaminhada cópia ao Congresso
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6.2.3 Sistema de Geração e Tramitação de Documentos Oficiais (Sidof) 
O Sistema de Geração e Tramitação de Documentos Oficiais (Sidof) é a ferramenta eletrônica utilizada 
para a elaboração, a redação, a alteração, o controle, a tramitação, a administração e a gerência das 
exposições de motivos com as propostas de atos a serem encaminhadas pelos Ministérios à Presidência 
da República. 
Ao se utilizar o Sidof, a assinatura, o nome e o cargo do signatário, apresentados no exemplo do item 
6.2.2, são substituídos pela assinatura eletrônica que informa o nome do ministro que assinou a 
exposição de motivos e do consultor jurídico que assinou o parecer jurídico da Pasta. 
6.3 Mensagem 
Mensagem
6.3.1 Definição e finalidade 
A Mensagem é o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente 
as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da 
administração pública; para expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; 
para submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; para 
apresentar veto; enfim, fazer comunicações do que seja de interesse dos Poderes Públicos e da Nação. 
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos ministérios à Presidência da República, a cujas 
assessorias caberá a redação final. 
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades: 
a. Encaminhamento de proposta de emenda constitucional, de projeto de lei ordinária, de 
projeto de lei complementar e os que compreendem plano plurianual, diretrizes 
orçamentárias, orçamentos anuais e créditos adicionais: 
Os projetos de lei ordinária ou complementar são enviados em regime normal (Constituição, art. 61) ou 
de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1o a 4o). O projeto pode ser encaminhado sob o regime normal 
e, mais tarde, ser objeto de nova mensagem, com solicitação de urgência. 
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos membros do Congresso Nacional, mas é encaminhada 
com ofício do Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República ao 
Primeiro-Secretário da Câmara dos Deputados, para que tenha início sua tramitação (Constituição, art. 
64, caput). 
Quanto aos projetos de lei que compreendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos 
anuais e créditos adicionais, as mensagens de encaminhamento dirigem-se aos membros do Congresso 
Nacional, e os respectivos ofícios são endereçados ao Primeiro-Secretário do Senado Federal. A razão é 
que o art. 166 da Constituição impõe a deliberação congressual em sessão conjunta, mais precisamente, 
Senado Federal (Constituição, art. 57, § 5o), que comanda as sessões conjuntas. 
b) Encaminhamento de medida provisória: 
Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presidente da República encaminha 
Mensagem ao Congresso, dirigida a seus Membros, com ofício para o PrimeiroSecretário do Senado 
Federal, juntando cópia da medida provisória. 
c) Indicação de autoridades: 
As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicação de pessoas para ocuparem determinados 
cargos (magistrados dos tribunais superiores, ministros do Tribunal de Contas da União, presidentes e 
diretores do Banco Central, Procurador-Geral da República, chefes de missão diplomática, diretores e 
conselheiros de agências etc.) têm em vista que a Constituição, incisos III e IV do caput do art. 52, 
atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência privativa para aprovar a indicação. 
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O curriculum vitae do indicado, assinado, com a informação do número de Cadastro de Pessoa Física, 
acompanha a mensagem. 
d) Pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República se ausentarem do país 
por mais de 15 dias: 
Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, caput, inciso III e art. 83), e a autorização é 
da competência privativa do Congresso Nacional. O Presidente da República, tradicionalmente, por 
cortesia, quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz uma comunicação a cada Casa do 
Congresso, enviando-lhes mensagens idênticas. 
e) Encaminhamento de atos de concessão e de renovação de concessão de emissoras de rádio e TV: 
A obrigação de submeter tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta no inciso XII do caput do 
art. 49 da Constituição. Somente produzirão efeitos legais a outorga ou a renovação da concessão após 
deliberação do Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3o). Descabe pedir na mensagem a urgência 
prevista na Constituição, art. 64, uma vez que o § 1o do art. 223 já define o prazo da tramitação. Além 
do ato de outorga ou renovação, acompanha a mensagem o correspondente processo administrativo. 
f) Encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior: 
O Presidente da República tem o prazo de 60 dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao 
Congresso Nacional as contas referentes ao exercício anterior (Constituição, art. 84, caput, inciso XXIV), 
para exame e parecer da Comissão Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1o), sob pena de a 
Câmara dos Deputados realizar a tomada de contas (Constituição, art. 51, caput, inciso II) em 
procedimento disciplinado no art. 215 do seu Regimento Interno. 
g) Mensagem de abertura da sessão legislativa: 
Deve conter o plano de governo, exposição sobre a situação do País e a solicitação de providências que 
julgar necessárias (Constituição, art. 84, inciso XI). O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da 
Presidência da República. Esta mensagem difere das demais, porque vai encadernada e é distribuída a 
todos os congressistas em forma de livro. 
h) Comunicação de sanção (com restituição de autógrafos): 
Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso Nacional, encaminhada por ofício ao Primeiro-
Secretário da Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se informa o número que tomou a lei e se 
restituem dois exemplaresdos três autógrafos recebidos, nos quais o Presidente da República terá aposto 
o despacho de sanção. 
i) Comunicação de veto: 
Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 66, § 1º), a mensagem informa sobre a 
decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições vetadas, e as razões do veto. Seu texto é 
publicado na íntegra no Diário Oficial da União, ao contrário das demais mensagens, cuja publicação se 
restringe à notícia do seu envio ao Poder Legislativo. 
j) Outras mensagens remetidas ao Legislativo: 
Apreciação de intervenção federal (Constituição, art. 36, § 2º). 
Encaminhamento de atos internacionais que acarretam encargos ou compromissos gravosos 
(Constituição, art. 49, caput, inciso I); 
Pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis às operações e prestações interestaduais e de 
exportação (Constituição, art. 155, § 2o, inciso IV); 
Proposta de fixação de limites globais para o montante da dívida consolidada 
(Constituição, art. 52, caput, inciso VI); 
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Pedido de autorização para operações financeiras externas (Constituição, art. 52, caput, inciso 
V); 
Convocação extraordinária do Congresso Nacional (Constituição, art. 57, § 6o); 
Pedido de autorização para exonerar o Procurador-Geral da República (Constituição, art. 52, inciso 
XI, e art. 128, § 2o); 
Pedido de autorização para declarar guerra e decretar mobilização nacional (Constituição, art. 84, 
inciso XIX); 
Pedido de autorização ou referendo para celebrar a paz (Constituição, art. 84, inciso XX); 
Justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua prorrogação (Constituição, art. 136, 
§ 4o); 
Pedido de autorização para decretar o estado de sítio (Constituição, art. 137); 
Relato das medidas praticadas na vigência do estado de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, 
parágrafo único); 
Proposta de modificação de projetos de leis que compreendem plano plurianual, diretrizes 
orçamentárias, orçamentos anuais e créditos adicionais (Constituição, art. 166, § 5o); 
Pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem sem despesas correspondentes, em 
decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual (Constituição, art. 
166, § 8o); 
Pedido de autorização para alienar ou conceder terras públicas com área superior a 2.500 ha 
(Constituição, art. 188, § 1o). 
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6.3.2 Forma e estrutura 
As mensagens contêm: 
a) brasão: timbre em relevo branco 
b) identificação do expediente: MENSAGEM, alinhada à margem esquerda, no início do texto; 
c) vocativo: alinhado à margem esquerda, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do 
destinatário, com o recuo de parágrafo dado ao texto; 
d) texto: iniciado a 2 cm do vocativo; e 
e) local e data: posicionados a 2 cm do final do texto, alinhados à margem direita. 
A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não traz identificação de 
seu signatário. 
6.4 Correio eletrônico (e-mail) 
6.4.1 Definição e finalidade 
A utilização do e-mail para a comunicação tornou-se prática comum, não só em âmbito privado, mas 
também na administração pública. O termo e-mail pode ser empregado com três sentidos. Dependendo 
do contexto, pode significar gênero textual, endereço eletrônico ou sistema de transmissão de mensagem 
eletrônica. 
Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim como o ofício. Portanto, 
deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial. 
Como endereço eletrônico utilizado pelos servidores públicos, o e-mail deve ser oficial, utilizando-se a 
Como sistema de transmissão de mensagens eletrônicas, por seu baixo custo e celeridade, transformou-
se na principal forma de envio e recebimento de documentos na administração pública. 
6.4.2 Valor documental 
Nos termos da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001, para que o e-mail tenha valor 
documental, isto é, para que possa ser aceito como documento original, é necessário existir certificação 
digital que ateste a identidade do remetente, segundo os parâmetros de integridade, autenticidade e 
validade jurídica da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira ICPBrasil. 
O destinatário poderá reconhecer como válido o e-mail sem certificação digital ou com certificação digital 
fora ICP-Brasil; contudo, caso haja questionamento, será obrigatório a repetição do ato por meio 
documento físico assinado ou por meio eletrônico reconhecido pela ICP-Brasil. 
Salvo lei específica, não é dado ao ente público impor a aceitação de documento eletrônico que não 
atenda os parâmetros da ICP-Brasil. 
6.4.3 Forma e estrutura 
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir 
padronização da mensagem comunicada. No entanto, devem-se observar algumas orientações quanto à 
sua estrutura. 
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O assunto deve ser o mais claro e específico possível, relacionado ao conteúdo global da mensagem. 
Assim, quem irá receber a mensagem identificará rapidamente do que se trata; quem a envia poderá, 
posteriormente, localizar a mensagem na caixa do correio eletrônico. 
Deve-se assegurar que o assunto reflita claramente o conteúdo completo da mensagem para que não 
assu
6.4.3.2 Local e data 
São desnecessários no corpo da mensagem, uma vez que o próprio sistema apresenta essa informação. 
6.4.3.3 Saudação inicial/vocativo 
O texto dos correios eletrônicos deve ser iniciado por uma saudação. Quando endereçado para outras 
instituições, para receptores desconhecidos ou para particulares, deve-se utilizar o vocativo conforme os 
Exemplos: 
Senhor Coordenador, 
Prezada Senhora, 
6.4.3.4 Fecho 
Atenciosamente é o fecho padrão em comunicações oficiais. Com o uso do e-mail, popularizou-se o uso 
amplamente usados, não são fechos oficiais e, portanto, não devem ser utilizados em e-mails 
profissionais. 
O correio eletrônico, em algumas situações, aceita uma saudação inicial e um fecho menos formais. No 
entanto, a linguagem do texto dos correios eletrônicos deve ser formal, como a que se usaria em 
qualquer outro documento oficial. 
6.4.3.5 Bloco de texto da assinatura 
Sugere-se que todas as instituições da administração pública adotem um padrão de texto de assinatura. 
A assinatura do e-mail deve conter o nome completo, o cargo, a unidade, o órgão e o telefone do 
remetente. 
Exemplo: 
Maria da Silva 
Assessora 
Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil 
(61)XXXX-XXXX 
6.4.4 Anexos 
A possibilidade de anexar documentos, planilhas e imagens de diversos formatos é uma das vantagens 
do e-mail. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre o 
conteúdo do anexo. 
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Antes de enviar um anexo, é preciso avaliar se ele é realmente indispensável e se seria possível colocá-
lo no corpo do correio eletrônico. 
Deve-se evitar o tamanho excessivo e o reencaminhamento de anexos nas mensagens de resposta. 
Os arquivos anexados devem estar em formatos usuais e que apresentem poucos riscos de segurança. 
Quando se tratar de documento ainda em discussão, os arquivos devem, necessariamente, ser enviados, 
em formato que possa ser editado. 
6.4.5 Recomendações 
Sempre que necessário, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não esteja 
disponível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento; 
Apesar da imensa lista de fontes disponíveis nos computadores, mantêm-se a recomendação de 
tipo de fonte, tamanho e cor dos documentos oficiais: Calibri ou Carlito, tamanho 12, cor preta; 
Fundo ou papéis de parede eletrônicos não devem ser utilizados, pois não são apropriados para 
mensagens profissionais, além de sobrecarregar o tamanho da mensagem eletrônica; 
A mensagem do correioeletrônico deve ser revisada com o mesmo cuidado com que se revisam 
outros documentos oficiais; 
O texto profissional dispensa manifestações emocionais. Por isso, ícones e emoticons não devem 
ser utilizados; 
Os textos das mensagens e
Não se deve utilizar texto em caixa alta para destaques de palavras ou trechos da mensagem 
pois denota agressividade de parte do emissor da comunicação. 
Evite-se o uso de imagens no corpo do e-mail, inclusive das Armas da República Federativa do 
Brasil e de logotipos do ente público junto ao texto da assinatura. 
Não devem ser remetidas mensagem com tamanho total que possa exceder a capacidade do 
servidor do destinatário. 
Estrutura e organização de documentos oficiais
Requerimento
Requerimento é um documento utilizado para apresentar uma solicitação de um cidadão a algum 
destinatário com poder de solucionar ou interferir no pedido.
O requerimento é gênero textual utilizado para pedir, solicitar ou requerer algo, judicialmente 
amparado, para alguém em cargo de poder. Essa comunicação é estabelecida entre interlocutores com 
diferentes posições em determinada escala hierárquica, de modo que o emissor do requerimento está 
em posição inferior e, por isso, apresenta sua necessidade e pedido ao destinatário, que se encontra em 
posição hierárquica superior.
Os requerimentos podem apresentar uma estrutura simples, composta geralmente por um único 
parágrafo, ou mais complexa, que pode acrescentar outros documentos em anexo. A linguagem deve 
ser formal, impessoal e concisa, detendo-se unicamente ao objetivo. Se necessário, pode-se acrescentar 
leis e normas que assegurem o pedido requerido.
Tipos de requerimento
A natureza de pedir ou solicitar do requerimento bem como seu comum amparo legislativo permitem 
que esse gênero sirva como um documento, ao mesmo tempo em que é possível que ele se adapte a 
diferentes circunstâncias de uso. Primordialmente, pode-se falar em dois tipos de 
requerimento (simples e complexo):
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Requerimento simples: utilizado quando o pedido não necessita de tantos documentos ou 
detalhes, logo, pode ser feito de modo rápido e, comumente, apresenta apenas um curto 
parágrafo como corpo do texto.
Requerimento complexo: exige um requerimento mais detalhado ou com maior argumentação, 
logo, costuma apresentar maior tamanho de corpo de texto, adaptado às necessidades da 
solicitação. Ainda, é possível que, com o requerimento complexo, sigam outros documentos 
anexados.
Dentro dessas duas categorias, inserem-se todas as variações de requerimentos que servem a atividades 
cidadãs, ou seja, acrescentam-se exemplos e tipos de requerimento que se definem não apenas pela 
complexidade da sua estrutura, mas também pela função que exercem na cidadania.
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O requerimento é um documento oficial que serve tanto para estabelecer a comunicação entre 
interlocutores de diferentes graus hierárquicos como para solicitar um bem ou um serviço que é 
direito do cidadão. Portanto, pode-se falar em tipos de requerimento, quanto a sua função civil, para:
concessão de auxílio-doença
gratificação adicional por tempo de serviço
ajuda de custo
férias
cancelamento de cotas de salário-família
revalidação de despacho concessório de licenças especiais etc.
Características e estrutura de um requerimento
O requerimento é um documento que serve para apresentar uma solicitação.
O requerimento é um texto documento de correspondência, por isso, é importante ter muito cuidado 
com sua linguagem e estrutura. Suas principais características são: a padronização do texto, o uso da 
linguagem formal, a impessoalidade, a concisão, e a objetividade. O tamanho do texto se adapta 
à necessidade específica de cada documento, quanto mais complexo o requerimento, mais alta a 
possibilidade do texto ser mais longo.
Além disso, a estrutura do requerimento se baseia em:
Vocativo: é uma marcação para chamar a atenção do leitor e marcar o início do corpo do texto. 
Comumente, ele vem acompanhado do pronome de tratamento adequado à relação estabelecida, 
além disso, pode vir tanto acima do texto como acoplado ao corpo textual.
Corpo do texto: espaço em que se concentra a mensagem do requerimento, é onde se 
apresentam nome do requerente, filiação, naturalidade, RG, CPF, estado civil, profissão, endereço 
de residência e os tópicos do pedido. Mais uma vez, é importante frisar que outros dados podem 
ser acrescentados ou dispensados, a depender do tipo da natureza do pedido.
Fecho: conclusão do texto, a parte abaixo do corpo, na qual se assina nome e data do dia em 
que o documento foi escrito. É importante ressaltar que, quando o requerimento é feito por 
alguém que ocupa algum cargo profissional relevante ao assunto, é necessário acrescentar qual 
cargo ou atuação do autor às outras informações do fecho.
Como fazer um requerimento?
Para fazer um requerimento, é preciso, anteriormente, informar-se sobre quais os dados 
necessários e qual a estrutura mais adequada. É necessário averiguar o nome do destinatário, 
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confirmar seu cargo e usar o pronome de tratamento adequado. Por fim, é importante, também, 
pesquisar quais leis sustentam seu pedido.
Inicie o documento com a palavra REQUERIMENTO, que pode estar no centro ou no canto esquerdo da 
página. Acrescentam-se, abaixo, o vocativo com pronome de tratamento e nome do destinatário. Em 
seguida, na outra linha, inicia-se o corpo do texto com apresentação de dados pessoais e do pedido. Por 
fim, assina-se o documento com marcação de local, data e nome completo.
Exemplos de requerimento
Como foi visto, o requerimento serve para diferentes circunstâncias, e a alternância da função 
influencia em aspectos linguísticos do texto, como a escolha do pronome de tratamento, o tamanho do 
documento, os dados necessários, o acréscimo ou não de documentos anexados etc.
A seguir, alguns exemplos de tipos de requerimentos como modelos: o primeiro é um modelo básico, 
com a estrutura central do requerimento, aberto às adaptações necessárias para o uso; o segundo é 
direcionado ao ambiente escolar; e o terceiro, ao ambiente profissional.
Exemplo 1:
REQUERIMENTO
A(o) (nome do destinatário)
(nome), (nacionalidade), (estado civil), (profissão), inscrito sob o (CPF) e (RG), residente e 
domiciliado à (rua), nº (informar), (bairro), na (cidade)-(UF), vem, respeitosamente, à 
presença de (pronome de tratamento adequado), requerer (apresentar o pedido).
Termos em que, pede deferimento.
(localidade), (dia), de (mês) de (ano)
(assinatura)
(nome completo)
Exemplo 2:
REQUERIMENTO DE TRANSFERÊNCIA ESCOLAR
Sr(ª) Diretor(a) da (nome da instituição de ensino),
O abaixo-assinado, responsável legal pelo(a) aluno(a) (nome completo do aluno), 
regularmente matriculado(a) no (nome da instituição de ensino), sob o (número de 
matrícula), atualmente cursando a (série), vem respeitosamente requerer a TRANSFERÊNCIA 
DA UNIDADE ESCOLAR para o ano letivo (informar ano), por (apresentar o motivo do pedido).
Termos em que, pede deferimento.
(Localidade), (dia) de (mês) de (ano)
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(Assinatura)
(Nome completo)
Exemplo 3:
REQUERIMENTO
Excelentíssimo, Senhor Chefe do Instituto Nacional de Seguridade Social,
(nome completo do autor), (nacionalidade), (estado civil), aposentado, inscrito no INSS sob
o (número de inscrição do autor), no CPF sob o nº (número de CPF) e no RG nº (número do 
RG), residente e domiciliado em (endereço completo), (Cidade-UF), vem, respeitosamente, 
à presença de Vossa Senhoria, expor e requerer o que segue:
Os laudos médicos e exames em anexo são provas que confirmam que o requerente é 
portador da doença (nome da doença), CID (número do diagnóstico).
Termos em que, pede deferimento.
(Cidade), (dia) de (mês) de (ano)
(Assinatura)
(Nome completo)
Carta
Carta é um gênero textual de correspondência,que estabelece uma comunicação direta entre os 
interlocutores e veicula uma mensagem de importância pessoal ou formal.
"A carta é um gênero textual de correspondência, o qual visa a estabelecer uma comunicação direta 
entre os interlocutores, para transmitir diferentes tipos de mensagens. Por seu contexto de circulação, 
as cartas podem ser divididas em:
carta pessoal
carta comercial
carta oficial
A carta pessoal abarca uma estrutura e linguagem mais flexível. As cartas comercial e oficial apresentam 
textos concisos e impessoais e com linguagem padrão. De modo geral, as cartas apresentam a estrutura: 
local, data, vocativo, corpo do texto, despedida e assinatura.
Tipos de carta
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Existem diversos tipos de cartas que servem para diferentes propósitos socio comunicativos. Analisando 
pelo grau de proximidade entre os interlocutores, a carta pode ser pessoal, empresarial ou comercial, e 
oficial ou pública. Essa divisão determina o tipo de linguagem que se estabelece entre remetente e 
destinatário.
Carta pessoal: estabelece comunicação entre pessoas próximas ou com vínculo individual. Isso favorece 
o uso de uma linguagem coloquial, aplicação de expressões populares e gírias, além de assuntos 
subjetivos e/ou íntimos. A estrutura da carta pessoal também é aberta, tendo em vista que o autor pode 
escolher como deseja organizar as informações compartilhadas.
Carta empresarial ou comercial: é aquela que veicula no ambiente profissional e estabelece 
comunicação entre diferentes profissionais. Esse tipo de carta exige uma linguagem mais formal e 
impessoal. A mensagem deve ser objetiva e concisa, e toda relação pessoal deve ser evitada.
Carta oficial ou pública: é o documento utilizado nas instituições públicas. Esse tipo também exige 
uma linguagem impessoal, formal e acessível. Muitas vezes a carta oficial não tem um destinatário único, 
e por isso exige um distanciamento entre os interlocutores.
O gênero carta, ainda, subdivide-se dentro dessas categorias. Diante dos diferentes contextos de 
circulação e do grau de proximidade entre os interlocutores, as cartas podem ser classificadas com base 
no conteúdo e na função que desempenham:
Carta de reclamação: utilizada para expor alguma insatisfação a um destinatário que tenha posição de 
poder para realizar alguma interferência na questão.
Carta oficial: utilizada para expor e documentar alguma mensagem, formalizando o que foi dito.
Carta de candidatura: utilizada para comunicar alguma autoridade sobre o desejo de candidatar-se a 
algum cargo e/ou função.
Carta de apresentação: utilizada para fazer uma apresentação de uma pessoa, uma carreira ou um 
projeto, por exemplo, a algum destinatário de interesse.
Carta de solicitação: utilizada para formalizar um pedido a algum destinatário de maior valor 
hierárquico, expressando a necessidade e/ou direito de auxílio.
Carta de amor: utilizada para expressar afetos pessoais do remetente ao destinatário.
Carta de desculpas: utilizada para expressar um pedido de perdão em relação a algum fato 
desconfortável entre os interlocutores.
Características e estrutura da carta
Historicamente, a carta está relacionada à correspondência tradicional, o envelope contém as 
informações dos interlocutores.
Como exposto, a carta possui diferentes tipos, o que, consequentemente, implica diferentes estruturas 
e linguagens em sua composição. Antes de analisar ou escrever qualquer carta, é necessário observar 
as características específicas ao subtipo que está sendo utilizado. Desse modo, o texto será mais 
adequado às exigências do contexto comunicativo.
Apesar dessa multiplicidade, é possível elencar algumas características comuns à maioria dos tipos de 
carta:
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Cabeçalho: a parte inicial da carta pode variar a depender do subtipo utilizado. Entretanto, o mais 
comum é que se identifique a cidade e a data em que a carta foi escrita no canto superior do texto. Em 
casos de cartas impessoais, é comum também a presença do nome do destinatário, do cargo ocupado e 
da instituição. É possível, ainda, que haja algum elemento visual, como logotipo.
Corpo do texto: é onde a mensagem é transmitida de fato. No caso das cartas pessoais, o tamanho e 
a organização dessa parte pode variar a depender de variáveis individuais. Em cartas oficiais ou 
comerciais, o corpo do texto deve apresentar uma mensagem clara e concisa, o que acarreta muitas 
cartas de curto tamanho.
Desfecho: é a parte final do texto, que pode estar acoplada ao corpo do texto ou destacada abaixo dele. 
Nessa parte, o autor apresenta uma conclusão da sua mensagem, expressa uma mensagem cordial e se 
despede.
Assinatura: as cartas são comumente assinadas ao final da página. A assinatura é essencial 
principalmente nas cartas comerciais e oficiais. Sua localização pode ser em um dos cantos ou 
centralizada.
Passo a passo de como escrever uma carta
Para fazer uma boa carta, é necessário considerar todos os elementos contextuais que envolvem a 
comunicação. Deve-se analisar o destinatário, o nível de proximidade e o conteúdo que será 
compartilhado. Nos casos de cartas impessoais, é importante se atentar aos pronomes de tratamento 
com o interlocutor, aos dados, às informações, às provas ou aos argumentos relevantes ao tema, além 
do cuidado com a economia verbal e clareza de sentido.
Feitas as considerações iniciais, o autor pode se orientar segundo os seguintes passos:
Inicie sua carta com a marcação do local e da data em que ela foi feita.
Se necessário, identifique o nome, cargo e instituição do destinatário.
Utilize um vocativo (pessoal ou formal) para marcar o início do diálogo.
Se for uma carta formal, apresente uma linguagem direta, evite informações irrelevantes e 
opiniões pessoais. Expresse sua mensagem com clareza e foco.
Se for uma carta pessoal, organize as informações do modo que seja mais significativo e 
interessante aos envolvidos.
Acrescente anexos sempre que necessário para comprovação do que foi relatado ou solicitado.
Despeça-se gentilmente ao final do texto.
Assine seu nome.
Exemplos: 
Alguns exemplos de tipos de cartas:
Carta pessoal
Rio de Janeiro, 01 de dezembro de 2018
Querida mainha,
Como a senhora está? Estou morta de saudades de casa e mal posso esperar pelo Natal, quando iremos 
finalmente nos reunir novamente e relembrar os velhos tempos. Estar longe de casa tem sido um grande 
desafio e só mesmo a senhora para me ajudar e me dar as forças de que necessito. Obrigada por tudo!
Ah sim! Os estudos estão indo bem! Estou encerrando as provas, mas até agora me saí bem e acho que 
não irei para exame. Como andam os padrinhos? Eles conseguirão ir para o Natal? Espero que sim! Diga 
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@empregosparauapebaspa
a meu irmão que é bom que meu quarto esteja limpo e cheiroso quando eu voltar, não quero saber da 
Beijos carinhosos da sua filha, Liz.
Como é possível perceber no exemplo, os interlocutores têm um vínculo pessoal e íntimo: mãe e filha. 
A comunicação, assim, estabelece-se marcada por elementos inerentes ao contexto familiar específico. 
A autora cita a saudade da mãe, pergunta sobre padrinhos e chega a comentar sobre o irmão. Além 
disso, o cuidado com a linguagem não é tão rígido, tendo em vista que a autora usa expressões informais 
Carta formal
São Paulo, 23 de março de 2019
Srª Alice Sá
Rua X, nº 0
Prezada,
Temos a satisfação de comunicar que resolvemos admiti-la em nossa empresa, tendo em vista seu alto 
desempenho no teste. As condições para atuação são:
ENCARGOS ficarão a seu cargo os serviços da supervisora tal.
HORÁRIO das 8 às 17 horas, com 1 hora para refeição.
ORDENADO Salário inicial: R$ 1.120 (mil cento e vinte).
Aguardamos seu pronunciamento,
Atenciosamente
João Silva
CHEFE DO SETOR X
Nesse segundo exemplo, percebe-se que a organização e estrutura da carta diferem da pessoal. A 
linguagem é concisa e objetiva, não há marcações deelementos subjetivos ou íntimos no conteúdo. O 
corpo do texto é curto e as informações compartilhadas são apenas as essenciais ao propósito 
comunicativo. A assinatura está centralizada e é acompanhada do cargo profissional do autor."
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Certidão 
Declaração que tem por objetivo comprovar ato ou registro de processo, livro ou documento existente 
em repartições públicas. Quando autenticadas, têm o mesmo valor do documento original.
Declaração
"A declaração é um texto técnico de estrutura fixa em que o declarante confirma determinada 
informação como verídica. Por se tratar de um documento oficial, uma declaração com informações falsas 
pode ser questionada no âmbito da Justiça.
Em nosso cotidiano, a declaração é muito utilizada quando precisamos confirmar uma união estável entre 
duas pessoas ou mesmo ao registrarmos algum dano material ou físico a uma autoridade policial. Com 
tantas possibilidades, a declaração é um documento essencial.
Resumo sobre declaração
A declaração é um documento utilizado quando queremos comprovar algo.
Pode ser composta em primeira ou terceira pessoa, em registro formal.
Sua estrutura é fixa e geralmente apresenta título, corpo do texto, data e assinatura.
Há diversos tipos de declaração, sendo cada um classificado de acordo com sua função.
O que é declaração?
A declaração é uma modalidade textual conhecida como redação oficial, isto é, ela faz parte de um grupo 
de textos com valor jurídico, utilizados em diversas instituições e repartições formais.
Esse gênero é constituído por textos que sirvam como prova, por escrito, de um fato ou situação. 
apenas, quanto ao objeto. Ela é sempre expedida em relação a alguém, enquanto que o Atestado é 
Características e estrutura da declaração
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@empregosparauapebaspa
Sobre as principais características da declaração, destaca-se que: se trata de um texto técnico e, por 
isso, possui uma estrutura fixa, com pouca possibilidade de alteração;
utiliza linguagem formal, pois é destinada a instituições governamentais ou empresas que requerem 
comunicação precisa sem margem para desentendimentos ou múltiplas interpretações; funciona como 
documento oficial comprobatório; pode ser escrita em primeira ou terceira pessoa.
Em relação à sua estrutura, possui os seguintes elementos:
Título centralizado (DECLARAÇÃO).
claro a fins de 
Local e data ao final do texto. Essa informação é importante por se tratar de um documento oficial.
Ao final, o declarante deve assinar o registro, sendo necessária, em alguns casos, validação de outra 
instituição ou mesmo o reconhecimento de firma em cartório.
Os tipos de declaração
Há diversas situações em que é necessário fazer uma declaração. Em cada uma delas, há pequenas 
mudanças no âmbito funcional e poucas no quesito estrutura. Seguem abaixo alguns dos tipos de 
declaração mais utilizados:
Declaração de união estável: utilizada para declarar o vínculo entre dois cônjuges.
Declaração de imposto de renda: utilizada para declarar imposto de renda aos órgãos 
governamentais.
Declaração de óbito: utilizada por médicos para declarar um falecimento e sua causa.
Declaração de boletim de ocorrência: utilizada para declarar algum ato criminoso realizado por 
terceiros que tenha causado algum dano ao declarante.
Declaração de residência: utilizada para informar e comprovar moradia.
Como fazer uma declaração?
Em primeiro lugar, é preciso saber qual tipo de declaração será feita, isto é, qual é o fim da declaração. 
Assim, o autor deve iniciar seu texto com:
necessárias, incluindo dados de documentos e outras informações relevantes.
Ao final, é necessário datar e assinar o texto. É válido lembrar que, em redação oficial, a data e a 
assinatura são elementos essenciais.
Segue abaixo um modelo de estrutura de declaração.
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Memorando
Memorando é um gênero do âmbito profissional, utilizado para transmitir mensagens, de modo rápido, 
para diferentes setores da instituição ou para filiais parceiras.
O memorando é um texto profissional de curto 
tamanho utilizado para enviar ágeis 
mensagens para todos os funcionários, para 
determinados setores da empresa ou ainda para filiais 
e parcerias. Sua principal característica é a rapidez 
e objetividade na comunicação. Sua estrutura é 
simples e marcada, principalmente, por data e local, 
nome dos interlocutores, mensagem curta e despedida 
cordial.
O que é memorando?
O memorando é um texto de caráter empresarial ou institucional que serve para estabelecer 
comunicados e avisos entre setores internos ou entre filiais. Esse gênero textual destaca-se por 
sua agilidade na transmissão da mensagem, devido à menor burocracia que envolve a criação e o 
despacho desse documento.
Um memorando pode servir tanto para estabelecer uma comunicação interna, ou seja, transmitir
mensagens entre os setores internos de determinada empresa ou instituição; quanto para estabelecer 
comunicação externa, quando pode transmitir uma mensagem oficial ou mensagem comercial, o que 
envolve interlocutores não pertencentes à instituição de saída do documento.
O memorando divulga mensagens profissionais entre diferentes setores e profissionais.
Características e estrutura de um memorando
A principal característica do memorando é a sua agilidade comunicativa, já que, dentro dos gêneros 
textuais do 
por seu caráter formal, o documento utiliza a linguagem escrita na modalidade padrão. Além disso, 
por estabelecer comunicação entre diferentes profissionais, é marcado pelo uso de pronomes de 
tratamento, indicando respeito e reconhecimento de posição.
Os memorandos, no geral, organizam-se em uma estrutura básica comum, que diverge somente 
mite, de fato, o 
aviso, a solicitação ou a reclamação. Assim, podemos indicar que a estrutura básica do memorando se 
compõe de:
Nome do memorando
Nome do receptor ou destinatário
Nome do emissor do memorando
Data de emissão do memorando
Apresentação e resumo da mensagem
Mensagem do memorando
Assinatura final
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TIMBRE
 nº_/_ Data _/_/__
Para ______________
Assunto ___________
texto___________texto___________texto_____________
texto___________texto___________texto____________
texto___________ texto___________ texto____________
__________________
Nome e cargo
Tipos de memorando
O memorando, ainda, pode ser subdividido em tipos, que se referem a algumas diferenças comuns ao 
gênero, a depender da finalidade, do contexto e do teor da mensagem divulgada. Pode-se falar em três 
tipos de memorando: memorando interno; memorando externo (estrutura oficial); e memorando 
comercial.
Memorando interno
O memorando interno serve para comunicar avisos, novas regras, atualizações em algum setor 
do trabalho etc., ou seja, estabelece uma comunicação interna entre departamentos e funcionários de 
uma mesma empresa ou instituição.
As características desse memorando são: possuir o nome do memorando no topo da página, abaixo o(s) 
destinatário(s) do documento, em seguida o nome remetente. Os interlocutores podem ser identificados 
por seus respectivos departamentos. Em seguida, apresenta-se data, assunto e mensagem do 
documento, concluído pela assinatura no canto direito.
Memorando externo
O memorando externo, também chamado de memorando oficial, serve para emitir ordem, aviso ou 
solicitação para diferentes departamentos. Esse tipo se organiza da seguinte forma: inicia-se com o 
número do documento e a sigla que identifica sua origem, localizados no canto esquerdo superior da 
página. Em sequência, segue-se a informação da data e o vocativo. Depois, o contexto, o fecho e, por 
fim, a assinatura.
Memorando comercial
O memorando comercial se estrutura da seguinte forma: insere-se data da emissão do documento no 
canto superior direito da folha, seguido do destinatário e vocativo.Em seguida, o contexto ou mensagem, 
o fecho e a assinatura.
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Como se faz um memorando?
Para fazer um memorando, é preciso, antes de tudo, identificar qual dos tipos será utilizado para que 
se possa estruturar o texto de modo adequado. Assim, escolhido o tipo, o autor deve preencher as 
informações contextuais, como data, local, destinatário, número ou nome do documento etc.
No corpo do documento, deve-se apresentar a mensagem central que necessita ser transmitida. Ela deve 
ser escrita de modo formal, cordial e sucinto. Assim, deve-se evitar todo tipo de informação ou 
diálogo desnecessário e coloquial. É importante relembrar que a característica central do memorando é 
sua agilidade, desse modo: mensagem curta e direta.
Exemplos de memorando
Seguem-se dois exemplos de memorando:
MEMORANDO
Para Juliana Silva - DEPARTAMENTO MARKETING
De Carlos Silva - DEPARTAMENTO RELAÇÕES PÚBLICAS
Data 25-03-2021
Ref: Estágio
A partir do dia 01 de abril de 2021, a Sr.ª Maria da Silva, assistente no Departamento de 
Relações Públicas, será estagiária no Departamento de Marketing durante um mês. Solicitamos 
cordialmente uma assistência pessoal, de modo que Sr.ª Maria tenha o máximo de 
aproveitamento.
a Juliana Silva
TIMBRE
Memorando nº21/DA Em 15 de Março de 2021
À Sr.ª Chefa do Departamento de Seleção
Cumprindo determinação do Conselho, comunicamos que foi decidido, hoje, o desligamento da 
funcionária Marcia Garcia Lopes.
Atenciosamente,
Maria Silva
Diretora
Como é possível observar, nos dois exemplos, há alguns elementos da estrutura do memorando comuns 
(data, destinatário, remetente, assinatura). Além disso, a mensagem curta e objetiva é aspecto marcante 
nos dois textos, juntamente à formalidade da língua portuguesa e à marcação dos pronomes de 
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tratamento como fator necessário ao contexto. Pelos modelos, é evidente que o memorando serve para 
transmitir mensagens curtas e importantes entre diferentes setores que possuem alguma relação no 
ambiente de trabalho.
Diferença entre ofício e memorando
O memorando é um documento que serve para estabelecer rápidas comunicações entre diferentes 
departamentos de uma mesma instituição ou entre filiais que possuem alguma relação profissional, 
O ofício, por sua vez, é um documento de comunicação externa, ou seja, é direcionado para fora do 
ambiente de trabalho, além disso, costuma ter um texto de maior extensão que o memorando. É 
utilizado principalmente por órgãos do governo e autarquias.
Ata de Reunião
O gênero textual ata tem como objetivo registrar informações e decisões tomadas. Por ser um texto de 
valor jurídico, esse documento deve adequar-se à linguagem formal.
A ata tem como intencionalidade ou objetivo a realização de registros de ideias, informações e 
decisões tomadas por uma coletividade. É um importante e eficiente recurso para se documentar 
tudo o que foi discutido e deliberado em assembleias, congressos, conferências, e, principalmente, 
reuniões. Trata-se de um documento de caráter formal e que pode gerar efeitos jurídicos.
Características de uma ata
A ata deve registrar tanto as discussões quanto as deliberações realizadas pelo grupo. Em regra, 
o texto é manuscrito em livro próprio e assinado por todos os presentes. Para que não haja perigo de 
fraude, o texto não é redigido em parágrafo e nem se saltam linhas, sendo, portanto, texto corrido, e as 
assinaturas são dispostas uma depois da outra, na sequência do texto, uma vez que a estrutura da ata 
não admite que haja espaços em branco.
As atas são produzidas geralmente por uma pessoa que assume um cargo específico em uma 
corporação, instituição, condomínio ou entidade chamada, muitas vezes, de secretário-geral e que 
possui a atribuição de escrever o texto, realizar a leitura ao final do evento, colher as assinaturas, 
guardar o livro ata e, se for o caso, registrar o documento em cartório.
A ata serve para registros de ideias e decisões coletivas.
Pode-se dizer que o gênero ata tem como uma de suas características mais interessantes a polifonia, 
uma vez que reúne várias vozes discursivas, por conter diversas falas transcritas e/ou adaptadas à 
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modalidade escrita. Isso significa que, embora haja apenas uma pessoa escrevendo o texto, o efeito que 
se gera é o da existência de diversos autores, pois quem escreve deve contemplar a fala daqueles(as) 
que se manifestaram durante a reunião.
Importante! Como as atas não podem sofrer qualquer tipo de modificação posteriormente à sua 
redação, é fundamental que todas as possíveis correções sejam realizadas no ato da escrita, não se 
admitindo, portanto, rasuras ou o uso de corretivos. Diante de um possível erro de registro, expressões 
-vindas.
Independentemente do tipo de reunião, em todas as atas devem constar data e local de realização do 
evento, além de informações como a pauta que foi discutida, as decisões sobre cada ponto da reunião, 
bem como os assuntos mais relevantes tratados pelo grupo e as assinaturas.
Embora a estrutura textual da ata seja simples, exige-se que o(a) redator(a) domine a norma-padrão 
da língua portuguesa, por se tratar de texto técnico, e que também saiba articular de forma 
eficiente sequências narrativas e descritivas, a fim de ser fiel ao que foi exposto durante o evento.
Como fazer uma ata de reunião formal
Geralmente, as atas são manuscritas, pois assim é mais fácil manter inalterado.
A abertura da ata traz, via de regra, a data (por extenso), o local, o horário e o nome da entidade 
ou instituição que está reunida.
De acordo com o estatuto de cada entidade ou instituição, deve-se registrar a legalidade da 
reunião, ou seja, informar se há quórum suficiente para a sua realização, se está de acordo com 
algum edital previamente publicado, entre outras informações importantes, como se houve 
ausência justificada de algum membro daquele coletivo.
Deve-se registrar a pauta ou a ordem do dia, e as posteriores discussões realizadas sobre cada 
um dos pontos apresentados, bem como as deliberações pertinentes. Nesse momento, é preciso 
informar se houve algum tipo de votação e os seus respectivos resultados.
No encerramento da ata, são retomados e registrados as decisões e os encaminhamentos, além 
das tarefas atribuídas aos integrantes do grupo. Na maioria das vezes, o(a) redator(a) da ata 
de Tal, lavrei a presente ata, que, após ser lid
Por ser formal, esse tipo de ata é, comumente, registrada em cartório, uma vez que trata de 
deliberações realizadas por instituições, entidades, empresas ou até mesmo setores do poder 
público.
Como fazer uma ata de reunião informal
A ata simples, ou a ata de reunião informal, usualmente, traz os elementos presentes na ata formal, 
mas de maneira mais concisa e sem a necessidade de registro em cartório.
Assim, repete a estrutura de local, data, horário, nome das pessoas presentes ou da entidade que 
realizou a reunião, a pauta e as decisões que foram tomadas, as atribuições de tarefas, o registro dos 
acordos realizados, a fórmula de fechamento e as assinaturas dos presentes. Nessa modalidade, é 
comum colher assinaturas em data diferente da realização do evento.
Neste texto, foi possível entrar em contato, de forma pormenorizada, com os elementos essenciais de 
produção do gênero ata importante ferramenta de registro de reuniões de diversas naturezas, com o
objetivo de firmar compromissos e garantir transparência das relações coletivas.
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Relatório
O relatório tem como principal objetivo apresentar um resumo de atividades realizadas, sejam elas 
estudos acadêmicos ou relacionadas a determinada atividade profissional.
O relatório é uma modalidade textual responsável por fazer um registro conciso e direto de todas as 
atividades feitas por uma pessoa um grupo pertencentea uma instituição, seja ela uma universidade, 
empresa ou órgão público.
Ele é conhecido por pertencer ao gênero dos textos técnicos, pois em sua linguagem prevalece 
a denotação e a objetividade. O texto também precisa ser claro. Um bom relatório não apresenta rodeios 
ou marcas de pessoalidade. Nesse tipo de texto, portanto, utiliza-se a terceira pessoa do singular.
Resumo sobre relatório
O relatório é o registro das atividades realizadas por uma pessoa ou grupo.
Nele prevalece a objetividade e a clareza da linguagem.
Ele é escrito de forma impessoal.
Possui estrutura simples, com título, texto propriamente dito, data, local e assinatura.
Ele pode ser classificado em relatório simples e relatório completo.
O que é um relatório?
O relatório é um texto de caráter expositivo cuja finalidade é relatar, de maneira detalhada ou 
não, o funcionamento de uma instituição ou mesmo uma atividade específica em um determinado 
período.
Características e estrutura de um relatório
Por se tratar de um texto que se qualifica na categoria redação técnica/oficial, o relatório mantém 
algumas características do gênero, como:
uso da linguagem padrão da língua portuguesa;
prevalência de linguagem clara e concisa;
predomínio da denotação e da impessoalidade.
Quanto à sua estrutura, o relatório se organiza da seguinte forma:
Título
Texto: Fazer uma breve introdução dos assuntos a serem tratados e depois apresentar em 
tópicos as principais atividades desenvolvidas, podendo indicar resultados parciais ou finais e os 
aspectos positivos e negativos do período analisado. Esse item é opcional e depende do objetivo 
do relatório. Caso haja tabela, imagem e/ou cronograma, é possível apresentá-los como anexo.
Local e data: Identificar o período e o local de origem do documento.
Assinatura: Registrar a assinatura do responsável pelo relatório, juntamente de seu cargo, caso 
haja.
Passo a passo para elaborar um relatório
O relatório é o registro de atividades em um determinado período. Sendo assim, em primeiro lugar, é 
preciso obter o registro das principais informações a serem consultadas para a elaboração do relatório. 
Com uma breve consulta, é possível definir os caminhos para a escrita da redação. Em seguida, deve-
se:
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Definir o título de acordo com o principal assunto a ser abordado no relatório (utilize a estrutura 
Na introdução, explicitar os objetivos para a produção do relatório. Por exemplo, um 
relatório acadêmico tem como finalidade o registro em campo de uma determinada atividade 
profissional. Essa informação precisa constar no relatório.
Descrever as situações de maneira objetiva, sem excessos de descrição e narração. O 
relatório precisa ser o mais enxuto possível e oferecer informações essenciais.
Finalizar o texto, fazendo uma conclusão ou consideração das atividades realizadas.
Tipos de relatório
O relatório pode ser classificado em dois tipos: o relatório simples e o relatório completo.
Relatório simples: é feito em forma de síntese, isto é, um resumo descritivo das principais 
atividades realizadas. Ele geralmente apresenta entre uma e duas páginas e é pouco detalhado.
Relatório completo: é maior porque exige mais informações, resultando em um produto 
extenso. Em alguns casos, como nos relatórios acadêmicos, exige-se que haja capa e contracapa 
com dados da instituição e do estagiário.
No entanto, nos dois casos, prevalece a ideia do uso de linguagem concisa e direta. Ainda que o 
relatório completo tenha mais informações, elas precisam ser apresentadas também de forma clara e 
sem rodeios. Em resumo, a principal diferença entre ambos é que enquanto o primeiro faz uma síntese 
com os principais temas elencados e brevemente descritos, o relatório completo traz uma estrutura um 
pouco mais robusta, com mais informações e detalhamento.
Outros tipos de correspondências 
Tipo O que é e quando usar?
Ato
Por meio dessa ferramenta, dirigentes de órgãos e entidades da Administração 
Direta, Indireta e Fundacional declaram um fato ou uma situação com base na 
lei.
Consulta
Também chamada de carta-consulta, é uma das formas de correspondência 
interna e geralmente diz respeito a determinados orçamentos para a captação 
de financiamento de projetos.
Convocação
Essa forma de comunicação escrita tem por objetivo convidar o público-alvo para 
determinada reunião ou assembleia. Por isso, traz informações-chave, como 
local, data e finalidade do encontro.
Decisão Solução dada por meio de despacho ou sentença para determinada situação.
Decreto Sua finalidade é detalhar e especificar a lei, facilitando a sua execução e 
esclarecendo seus mandamentos.
Despacho
Documento redigido para dar sequência a algum assunto que foi encaminhado 
para apreciação da autoridade. Pode comunicar uma decisão, ordem ou 
recomendar o prosseguimento de um processo.
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Tipo O que é e quando usar?
Edital
Ato escrito oficial que inclui aviso, determinação ou citação, publicado por 
autoridade competente, e divulgado na imprensa oficial e em outros órgãos, de 
modo a ser facilmente acessado por todos. Geralmente comunica novos 
concursos públicos, intimações e convocações, que exigem ampla divulgação.
Informação
Documento no qual servidores subordinados prestam esclarecimentos ou 
elucidam questões imprecisas sobre determinada situação, a pedido de alguma 
autoridade.
Lei
O objetivo dessa espécie normativa, prevista pela Constituição Federal, é 
disciplinar uma variedade de ações. Ela tem como características a generalidade 
e a abstração e só pode ser utilizada pelo Poder Legislativo.
Moção
Proposta referente a alguma questão levantada durante reunião ou decorrente 
de algum incidente que tenha acontecido nela. Seu caráter pode ser de simpatia, 
apelo ou repúdio, por exemplo.
Parecer
Avaliação feita por órgãos especializados a respeito de situações que lhes foram 
colocadas para essa apreciação. Deve indicar a solução ou as razões e 
fundamentos necessários para a tomada de decisão por órgão competente.
Portaria
Documento pelo qual a autoridade inferior ao chefe do Executivo estabelece 
normas para disciplinar a conduta de seus subordinados. Assinada, por exemplo, 
por presidente, diretor-geral, entre outros.
Processo
É o desenvolvimento de um expediente, ao qual são inseridos pareceres, anexos 
e despachos, que darão suporte à sua tramitação.

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