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RESUMO DO CAPITULO 3 DO LIVRO
TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL - TEORIA E PRÁTICA
JUDITH S. BECK
ALUNO: FRANCINAIDE VIIERA MONTEIRO
MATRÍCULA 01515767
FORTALEZA, CEARÁ
2023
Conceituação Cognitiva
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), conceitualização significa traçar um panorama de como o cliente funciona e a partir disso, propor a forma mais eficaz de intervenção. 
Essa conceitualização fornece uma estrutura para o tratamento, ajudando a:
· Entender os pontos fortes e pontos fracos, desafios, aspirações;
· Reconhecer como é desenvolvido um transtorno com pensamento disfuncional, e quais emoções e comportamentos mal adaptativos estão associados a este pensamento;
· Fortalecimento da relação terapêutica;
· Planejamento do tratamento dentre as sessões;
· Superação de pontos de bloqueio;
· Seleção de intervenções adequadas e realizar adaptações ao tratamento quando necessário; 
· Superar pontos de bloqueio;
O Modelo Cognitivo
A Terapia Cognitiva está apoiada no modelo cognitivo, que acredita que o comportamento e emoções das pessoas exercem influência na percepção de alguma situação. Assim, não é um evento que determina o que as pessoas sentem, mas sim, como elas interpretam tal situação.
Ao passar por alguma situação, pensamentos vêm a nossa mente, estes sendo chamados de pensamentos automáticos. Eles surgem de repente, com frequência, e são rápidos e breves. Quando aprendemos a identificar esses pensamentos, estamos cientes das emoções que surgem, e podemos avaliar a validade dos pensamentos. Se percebermos que a avaliação é errônea, podemos corrigi-lo e melhorando nosso humor.
Os pensamentos automáticos
Pensamentos automáticos são rápidos e avaliativos sobre determinada situação, esses pensamentos não são resultantes de deliberação ou raciocínio, muito pelo contrário eles surgem de uma forma espontânea, frequentemente rápidos e breves. Os temas que surgem nesses pensamentos sempre fazem sentido quando descobrimos suas crenças, ou seja, o que está oculto. 
As Crenças
Segundo a TCC, as crenças são determinadas ideias que carregamos sobre si, sobre os outros e o mundo. As crenças centrais, ou crenças nucleares, são formadas ao longo do desenvolvimento do indivíduo. Essas crenças são baseadas em experiências que tivemos, ou que deixamos de ter e que, de alguma forma, causaram efeitos, positivos ou negativos.
Crenças adaptativas são funcionais e realistas, não são extremas. Podemos dividir em:
· Crenças nucleares de eficiência; 
· Crenças nucleares de amabilidade; 
· Crenças nucleares de valor; 
Crenças negativas disfuncionais 
São crenças rígidas, inflexíveis e não levam em consideração inúmeras variáveis de uma situação, apresenta modos de pensar que fazem o paciente enxergar a realidade com um olhar distorcido, pessimista e autossabotador. As crenças nucleares negativas sobre si mesmo recaem em três categorias;
· Desamparo 
· Desamor 
· Desvalor 
Crenças intermediárias: Regras e pressupostos 
As crenças intermediárias incluem regras e atitudes, que tendem a apoiar as crenças centrais que se apresentam. Essas crenças subjacentes instigam a visão de uma situação, a qual influencia como o sujeito pensa, sente e age. 
 Modelo cognitivo 
				Crenças nucleares 
 	Crenças intermediárias (regras, atitudes, pressupostos)
Situação
 
Pensamento Automático 
	
 	Reação (emocional, comportamental, fisiológica)
	O modelo cognitivo da TCC compreende que as nossas emoções, comportamentos e fisiologia são diretamente influenciados por nossas avaliações e interpretações das situações.
Diagrama de conceptualização Cognitiva
	É um método que ajuda a organizar os dados colhidos do paciente. O preenchimento desta pode ser feito com informações pertinentes obtidas do paciente durante todo o tratamento. Por isso, é importante estar continuamente atento a dados expostos tantos positivos e negativos. Por fim, a conceitualização é de suma importância, vista que vai determinar o curso de tratamento mais eficiente e efetivo, sendo uma espécie de caminho pelo qual o cliente trilhará. Ainda que a conceitualização inicie-se já no primeiro contato, é considerável lembrar que é um processo contínuo, a todo momento estando sujeito a modificações a medida que novos dados surgirem.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BECK, Judith S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. 2 Porto Alegre: Artmed, 2013, 413 p

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