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introduçãoIntrodução
Vivemos em um tempo no qual, mesmo com todo o aparato de normas e
ERGONOMIA DO TRABALHOERGONOMIA DO TRABALHO
HIGIENE OCUPACIONALHIGIENE OCUPACIONAL
Autor: Esp. Jaime Luiz Major
Rev isor : D iego Augusto de Jesus Pacheco
IN IC IAR
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regulamentos implantados na tentativa de reduzir acidentes e doenças
relacionadas ao trabalho, o trabalhador continua a sofrer os danos
causados por ambientes de trabalho cada vez mais nocivos a sua saúde.
Constantemente nos deparamos com áreas de trabalho nas quais os
funcionários estão desprotegidos dos riscos ambientais prejudiciais a sua
saúde. Sendo assim, a higiene ocupacional vem contribuir para evitar essas
situações por meio da atuação que promove o bem-estar do trabalhador,
criando condições para a qualidade de vida e evitando que, devido à função
ou à atividade, as doenças do trabalho aconteçam.
Desenvolver um programa, cujo objetivo seja cuidar da saúde do
trabalhador, que avalie, reconheça e controle os riscos prejudiciais à saúde
compreendidos no ambiente em que a atividade acontece, bem como as
próprias condições de trabalho, é função da Higiene Ocupacional, que
busca proporcionar aos trabalhadores locais “sadios” mais segurança,
preservando a saúde e o meio no qual atuam. Sem a prática preventiva
básica nas áreas de trabalho, não é possível solucionar os problemas de
doenças ocupacionais, por isso a Higiene Ocupacional é de grande
importância.
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As doenças ocupacionais já são conhecidas desde a antiguidade, e, com o
passar do tempo, a relação entre as atividades realizadas pelos
trabalhadores e os problemas de saúde foram aumentando, o que fez com
que as instituições se tornassem mais fortes. Se traçarmos uma linha
avaliativa sobre o estudo das doenças ocupacionais ao longo da história,
veremos as primeiras observações realizadas com os trabalhadores nas
minas de extração de minérios, expostos ao sulfeto de mercúrio.
Além destes, outros estudos relacionados aos males pulmonares causados
nas minas de carvão foram realizados, mas somente na década de 1700 é
que surgem estudos mais formais associando as doenças à ocupação do
trabalhador, sendo isso possível por conta da Revolução Industrial, que
favoreceu um aumento de pessoas atuando nas indústrias, expostas a
todos os tipos de riscos e sujeitas às mais diferentes doenças, pois atuavam
em ambientes impróprios para o trabalho, como antigos galpões, velhos
depósitos e estábulos, que foram ajustados para realizar o processo
industrial.
HigieneHigiene
OcupacionalOcupacional
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Em meados da década de 1898, surge o primeiro trabalho de avaliação de
contaminação por chumbo, seguido de avaliação de danos causados pelo
monóxido de carbono, testado em ratos. Com a urgência de trabalho nas
fábricas de munições exigida na Primeira Guerra Mundial, os trabalhos se
tornaram ruins, dando origem ao entendimento de que, se as condições de
trabalho forem precárias, isso re[etirá negativamente na saúde do
trabalhador e, consequentemente, na produtividade. Essa compreensão
levou à criação de um comitê de saúde dos trabalhadores, gerando formas
de trabalho com base na ergonomia, na psicologia, no bem-estar dos
funcionários e nos regimes de trabalho em turnos. Nos Estados Unidos, a
Higiene Industrial se desenvolveu nas indústrias e na saúde pública,
crescendo rapidamente durante a Segunda Guerra Mundial devido à
necessidade da guerra.
Em 1970, a Lei de Segurança e Saúde Ocupacional (EUA) e a Lei de
Segurança e Saúde no Trabalho (Reino Unido) estabeleceram a direção
para a legislação baseada na Avaliação de Risco e Desempenho. Após isso,
a prática de higiene relacionada à ocupação do trabalhador cresceu e se
desenvolveu em outros países, com foco em riscos químicos e físicos, e, a
partir de 2000, alguns países se reuniram e criaram uma associação com
vistas ao desenvolvimento de técnicas modelo, permitindo que se pudesse
realizar a avaliação da exposição dos trabalhadores aos riscos.
Paralelamente a isso, técnicas acabaram sendo desenvolvidas com a
cnalidade de avaliar e estabelecer controle sobre os riscos existentes.
Introdução à Higiene Ocupacional
Ao examinarmos a história da higiene ocupacional e sua evolução,
vericcamos que a compreensão sobre o controle dos riscos para a saúde
do trabalhador demandam maiores entendimentos, pois, para desenvolver
as atividades de trabalho livre dos danos causados à saúde e ao bem-estar,
não prejudicando, assim, a produtividade em função das condições de
trabalho existentes, a Higiene Ocupacional busca assegurar que os
trabalhadores realizem suas atividades em locais saudáveis, preservando a
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saúde e o meio ambiente de trabalho, reconhecendo, avaliando e
mantendo sob controle os riscos advindos do trabalho ou das condições
em que ele é realizado.
A Higiene do Trabalho é uma área da segurança e medicina do trabalho
que busca descrever as formas de prevenção dos problemas relacionados
à saúde do trabalhador no ambiente em que exerce a atividade, evitando
que os trabalhadores sejam expostos a substâncias nocivas e controlando,
na produção, os agentes de riscos que atingem a saúde dos empregados,
seja em curto ou em longo prazo. Além disso, a Higiene Ocupacional
possibilita que a empresa mantenha seus funcionários saudáveis,
concentrando suas energias e aplicando os seus recursos na execução das
atividades de trabalho, pois este ambiente, quando confortável, pode evitar
outras complicações à saúde do trabalhador, como a fadiga, a falta de
atenção, a ansiedade e o estresse, que podem causar queda de ecciência e
baixa na produtividade. Portanto, é importante entender qual a diferença
entre a Higiene Ocupacional e a Segurança do Trabalho e as formas de
atuação de cada uma delas na preservação da saúde e do bem-estar dos
trabalhadores.
A Higiene do Trabalho atua avaliando os riscos existentes no ambiente de
trabalho, enquanto a Segurança do Trabalho tem a sua atuação em todas
as etapas da prevenção e estabelecimento dos controles dos riscos. Por
isso, a Higiene Ocupacional é de extrema importância também para a
Segurança do Trabalho, além da preservação da saúde dos trabalhadores,
que diariamente, nos ambientes de trabalho, estão expostos a diversos
riscos ocupacionais, somando-se ainda os riscos químicos, físicos,
biológicos, ergonômicos e mecânicos, sem citarmos os riscos relacionados
à falta de equipamentos de proteção individual e coletiva nessas áreas.
Definição da Higiene Ocupacional
A Higiene Ocupacional é a disciplina cuja responsabilidade é a avaliação e
análise dos riscos ocupacionais, promovendo as medidas de correção e
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prevenção dos riscos existentes no ambiente de trabalho, garantindo,
assim, a saúde do trabalhador. É conhecida como Higiene do Trabalho ou
Higiene Industrial e é decnida, de acordo com a American Conference of
Governmental Industrial Hygienists – ACGIH, como:
Ciência e arte do reconhecimento, avaliação e controle dos
fatores ou tensões ambientais originados do, ou no, local de
trabalho que podem causar doenças, prejuízos à saúde e bem-
estar, desconforto e ineBciência signiBcativas entre os
trabalhadores ou entre os cidadãos da comunidade” (SALIBA,
2015, p. 9).
O termo Higiene Ocupacional foi decnido em uma conferência ocorrida em
1986, dando decnição à prevenção de doenças originadas nos ambientes
de trabalho. Porém sua área de atuação, devido ao seu crescimento, fez
com que fosse necessário estudar as conexões com outras áreas, como a
segurança do trabalho, a medicina, a ergonomia e a sociologia, visando a
busca de melhorias para as condições de trabalho e saúde dos
trabalhadores. Para isso, utiliza fatos analisados e comprovados por meio
de métodos da química, da bioquímica, da física, da toxicologia, da
medicina e da engenharia, considerando as características da tarefa
realizada e o local de trabalho, priorizando a prevenção da exposição,
registrando as ocorrênciaspara que seja estabelecida a exposição
ocupacional e o seu efeito à saúde do trabalhador exposto.
reflita
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Objetivo e importância da Higiene
reflitaReflita
É natural que algumas pessoas
confundam a Higiene com a
Segurança do Trabalho, pois
entendemos que ambas
compartilham o mesmo propósito: a
proteção dos trabalhadores das
doenças originadas no ambiente de
trabalho.
A Higiene Ocupacional, no entanto, é
uma ferramenta que auxilia na
evolução e progresso da qualidade
vida dos trabalhadores dentro das
empresas, prevenindo possíveis
doenças ocupacionais, além de
garantir a proteção do trabalhador.
Isso nos leva a um questionamento:
embora apresente resultados
bastante expressivos, por que a
Higiene Ocupacional ainda não faz
parte da cultura dos trabalhadores e
das empresas?
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Ocupacional
Após serem reconhecidos os riscos, são realizadas as análises quantitativas
destes com o auxílio de equipamentos de medição para determinar os
níveis de exposição existentes. Devem ser avaliados os níveis de
concentração, sua intensidade e características. O objetivo principal da
Higiene Ocupacional está na prevenção, no reconhecimento, na avaliação e
no controle dos “agentes de riscos” decnidos na Portaria 25/1994(MTE) -
(Físicos, Químicos, Biológicos, Ergonômicos e Mecânicos), tendo como
prioridade a saúde dos trabalhadores nos ambientes de trabalho com
potencial de causar doenças ou incômodos, e vericcando a dimensão do
risco conforme a exposição, além de estabelecer maneiras eccazes de
proteção dos trabalhadores relacionadas às doenças ocupacionais e aos
acidentes de trabalho.
Por meio do estabelecimento de um programa de higiene do trabalho, é
possível avaliar os riscos ambientais conforme os processos de trabalho e
as condições sob as quais a tarefa é realizada, além de se ter noção da
quantidade de trabalhadores expostos ao risco no ambiente de trabalho,
separando os riscos conforme os processos realizados e as funções que
cada trabalhador exerce. Essa medida é conhecida como Grupo
Homogêneo de Exposição – (GHE) e permite identiccar o risco existente em
cada função.
O programa de higiene, como já dito, é uma ferramenta utilizada como
apoio na identiccação de riscos e no estabelecimento de medidas
preventivas de combate aos acidentes de trabalho e redução de doenças,
por meio do controle dos riscos. Dessa forma, divide-se em três etapas: a
etapa de reconhecimento, a etapa de avaliação e a etapa de controle,
sendo cada uma delas importante para garantir de maneira adequada que
haja prevenção em todos os setores de trabalho e nas funções exercidas
pelos trabalhadores.
No entanto, antes de implantar qualquer processo, é necessário realizar
uma avaliação para identiccar os possíveis riscos existentes na
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organização, nos seus processos e nos arredores, visando a adoção de
medidas preventivas que possam garantir a saúde e a integridade dos
trabalhadores.
Na etapa de reconhecimento, são vericcados e identiccados os geradores
de riscos existentes nos processos e nas atividades realizados nos locais de
trabalho, e que podem representar problemas à saúde dos trabalhadores.
Isso é feito pela identiccação da origem desses riscos, sejam eles físicos,
químicos ou biológicos, por meio de uma avaliação detalhada das matérias-
primas e dos produtos utilizados, além dos métodos e dos procedimentos
para realização das atividades, procurando detalhar os processos e
vericcando todas as áreas das instalações e equipamentos existentes no
local de trabalho.
Após serem reconhecidos os riscos, são realizadas as análises quantitativas
deles, com o auxílio de equipamentos de medição para determinar os
níveis de exposição existentes. Devem ser avaliados os níveis de
concentração, sua intensidade, características e tempo de exposição, com
base nos limites de tolerância estipulados na norma regulamentadora – NR
15.
Com o reconhecimento e avaliação dos riscos de exposição existentes nos
locais de trabalho, passa-se à fase de estabelecimento de controles
relacionados aos agentes existentes, por meio da vericcação dos processos
realizados, sejam máquinas, equipamentos ou ferramentas, com o objetivo
de minimizar ou eliminar os riscos. Quando não for possível a eliminação
do risco, deve-se entrar com medidas de proteção individual para garantir a
proteção e preservar a saúde do trabalhador.
A classiccação dos fatores de riscos ambientais é realizada conforme a
natureza do risco ou de acordo com suas características, levando em
consideração a sua forma de propagação e o tipo de problema que pode
ser gerado à saúde do trabalhador pela exposição. São eles:
Agentes de riscos Físicos – São aqueles que se apresentam por meio das
condições físicas existentes no ambiente de trabalho, ou gerados pelas
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máquinas e equipamentos utilizados no desenvolvimento das tarefas de
trabalho, são eles: ruídos, barulhos de volume intenso, radiações
ionizantes, raios X, raios gama e as não ionizantes produzidas por luz de
alta intensidade, laser, luz infravermelha, micro-ondas, sol, processos de
solda, vibrações, pressões anormais, frio, calor intenso, umidade etc.
Agentes de riscos Químicos – são os riscos originados por materiais e
produtos que geram substâncias sólidas, líquidas ou gasosas com potencial
de toxicidade ao indivíduo pelo contato direto ou indireto com estas
substâncias, são elas: gases, vapores e os conhecidos como
aerodispersóides, que se dividem em fumos, poeiras, neblinas, névoas e
cbras; ou todos os produtos e substâncias, sejam eles puros ou compostos,
até mesmo misturas que, em contato com o organismo do trabalhador por
meio das diversas vias de penetração, cause ou tenha potencial de causar
danos à saúde do trabalhador.
Agentes de riscos Biológicos – são os agentes que se manifestam em
forma de microrganismos vivos que estão presentes no ambiente, por
exemplo, fungos, bactérias, vírus, protozoários, vermes e parasitas como
larvas, fungos, ácaros; alguns vegetais, tais quais: urtiga e algumas árvores
como o jacarandá, a araucária e o sândalo; animais peçonhentos como
abelhas, formigas, aranhas e escorpiões; répteis venenosos como cobras e
rãs; e animais marinhos, como alguns peixes, esponjas e águas vivas, que
podem causar doenças infecciosas, alergias, entre outras consequências,
prejudicando a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. O agente biológico
também pode ser veículo para outro tipo de agente de risco, como os
mosquitos da malária e da dengue, disseminando outras doenças por meio
do contato direto.
Agentes de riscos Mecânicos – são os riscos que se caracterizam pelas
condições existentes para a realização das atividades, ou seja, suas
estruturas físicas que, dependendo das condições, colocam em risco a
integridade física dos funcionários e a sua saúde. São eles: o arranjo físico e
layout inadequado; máquinas e equipamentos instalados de maneira
incorreta, sem proteção para as partes móveis, e engrenagens com
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funcionamento inadequado; ferramentas com defeito, ou o improviso
delas; riscos de explosão e incêndio; armazenamento inadequado;
trabalhos realizados em altura ou em espaços concnados; exposição à
eletricidade; falta de equipamentos de proteção individual e coletivo, entre
outros. Uma forma de prevenção para esse tipo de agente de risco é a
educação e conscientização dos trabalhadores sobre as medidas de
segurança existentes e o uso de forma correta dos equipamentos de
proteção individual e coletiva.
Agentes de riscos Ergonômicos – os agentes de riscos ergonômicos estão
relacionados diretamente àquele que pratica a atividade e ao posto de
trabalho, podendo causar alterações psicológicas e csiológicas no
trabalhador, bem como provocar alteração ou distúrbio no organismo,
alteração emocional ou lesões no sistema musculoesquelético do
trabalhador. São considerados agentes biológicos: os esforços físicos de
alta intensidade, olevantamento e transporte de peso, as exigências
posturais inadequadas, os rígidos controles de produtividade estipulando
altas metas, as prolongadas jornadas de trabalho, os trabalhos em período
noturno e o estresse, tanto físico como psíquico.
praticarVamos Praticar
A Higiene Ocupacional é a disciplina cuja responsabilidade é a avaliação e análise
dos riscos ocupacionais, sejam eles químicos, físicos, biológicos, ergonômicos ou
mecânicos, existentes no ambiente de trabalho, promovendo as medidas de
correção e prevenção necessárias para redução do absenteísmo e garantindo a
saúde e o bem-estar dos trabalhadores.
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Assinale a alternativa que apresenta seus principais objetivos.
a) Proteger e promover a saúde dos trabalhadores por meio da
identi4cação de potenciais contaminantes, avaliando as circunstâncias que
podem gerar danos à saúde e ao bem-estar dos trabalhadores, conforme a
exposição ao agente de risco e as condições em que o trabalho é realizado.
b) Proteger o meio ambiente da contaminação pelos produtos em uso:
vias de penetração, meia vida biológica, limites de exposição, estabilidade
das matérias-primas e produtos intermediários que podem causar danos
ao sistema por meio da contaminação.
c) Reconhecimento e avaliação de risco - Levantamento de dados sobre as
máquinas e equipamentos de trabalho para identi4car os agentes
existentes e os potenciais de risco a eles associados, estabelecendo
prioridade de avaliação e controle para os processos de trabalho.
d) Identi4car os riscos no processo de trabalho; elaborar mapas de risco
com participação do maior número de trabalhadores; e elaborar planos de
trabalho que possibilite a ação preventiva.
e) Proteger o meio ambiente avaliando e controlando os agentes de risco
existentes nos postos de serviço que podem causar impacto nos
processos, máquinas e equipamentos, gerando prejuízos à organização.
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A Avaliação de Riscos permite que ações preventivas sejam implantadas
para garantir a proteção do trabalhador e a preservação da sua saúde,
estabelecendo as etapas que permitirão à empresa realizar melhorias no
local de trabalho e vericcar máquinas e equipamentos a serem utilizados,
identiccando os possíveis riscos existentes, bem como criar aparatos que
possam garantir que o trabalhador, ao realizar suas atividades, não sofra
danos, priorizando aqueles que forem mais imediatos.
Conforme estabelecido nas normas, principalmente na NR9, a empresa é
responsável por realizar a avaliação dos riscos existentes na realização de
determinadas ações de trabalho antes do início e no decorrer de sua
realização, analisando a tarefa que será desenvolvida e o tipo de trabalho,
ou seja, o local deve ser vericcado para que os riscos possam ser
identiccados e para que as medidas de segurança, além da vericcação dos
equipamentos de proteção individuais e coletivos necessários para sua
realização, sejam implantadas. Para isso, é necessário avaliar as
características do trabalho quanto às exigências de esforço físico ou se
envolve posturas inadequadas; identiccar quais serão e quantos são os
Avaliação deAvaliação de
RiscosRiscos
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trabalhadores que irão realizar a tarefa, vericcando se há exigência de
habilidades ou qualiccação; realizar exames médicos especíccos; constatar
quais são os produtos químicos, misturas ou substâncias que são utilizados
ou podem ser gerados no processo a ser realizado e, principalmente, fazer
uma análise minuciosa nas condições de trabalho, avaliando o local e,
assim, antecipando-se aos riscos.
Essas avaliações devem ser revistas sempre que houver mudança de
equipe, alteração ou complemento nos trabalhos já realizados, utilização
de novos produtos, mudança de tecnologia ou alteração nas condições de
trabalho e, principalmente, quando se detectar algum evento que
comprometa a saúde dos trabalhadores envolvidos, indicando que as
medidas não proporcionam o efeito desejado. A Avaliação de Riscos não só
permite que os riscos sejam identiccados, como também irá proporcionar à
empresa o estabelecimento de prioridades na realização das medidas de
prevenção e controle, podendo ser caracterizada como de alta prioridade
nos casos em que haja risco grave de acidente ou doença. Quando os
riscos não forem graves, a prioridade será intermediária, e quando forem
classiccados como dentro dos limites de tolerância, ou seja, de doenças
“leves” ou pequenos incidentes, sua prioridade será baixa. Portanto, a
Avaliação de Riscos é estabelecida conforme os critérios de “alta,
intermediária ou baixa” gravidade, conforme as medidas de prevenção nos
locais de trabalho.
A contribuição da Higiene Ocupacional para a qualidade de vida e bem-
estar dos funcionários nas organizações, não apenas na prevenção de
doenças relacionadas ao trabalho, mas também como uma importante
ferramenta de proteção ao trabalhador, está longe de ser adotada como
procedimento interno das empresas, mesmo gerando bons resultados e
sendo tão importante na proteção dos trabalhadores. 
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praticarVamos Praticar
O programa de Higiene Ocupacional é estabelecido a partir da vericcação dos
processos realizados nas condições em que a tarefa é executada e da quantidade
de trabalhadores expostos aos riscos no ambiente de trabalho, separando os
riscos conforme os processos realizados e as funções que cada trabalhador
exerce. Para isso, cria-se o Grupo Homogêneo de Exposição – (GHE), que
permitirá a identiccação dos riscos existentes em cada função. Assinale a
alternativa que apresenta como esse processo é conhecido.
a) Avaliação da natureza do risco ou suas características.
b) Análise de tarefa.
c) Antecipação de agentes de risco.
d) Avaliação quantitativa de riscos.
e) Avaliação de riscos.
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NR 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos
Conforme o artigo 7º da Constituição Federal de 1988, o trabalhador tem
direito à “redução dos riscos inerentes ao trabalho, através das normas de
saúde, higiene e segurança” (BRASIL, [2016], on-line ). Além disso, a Lei nº
8.213, artigo 2º, decne acidente de trabalho como aquele:
que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou
pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII
do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação
funcional que cause a morte ou a perda ou redução,
permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho
(BRASIL, 1991, on-line).
Com a cnalidade de reduzir os índices de acidentes de trabalho que
NormasNormas
RegulamentadorasRegulamentadoras
e Higienee Higiene
OcupacionalOcupacional
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ocorrem nas empresas, nas diversas atividades realizadas nos processos de
manutenção, instalação e limpeza ou em seus processos de produção, o
Ministério do Trabalho realiza atualizações nas normas que regulamentam
as atividades relacionadas à segurança no trabalho em máquinas e em
equipamentos, a NR12.
A NR 12 apresenta os procedimentos que devem ser adotados para
prevenir acidentes e doenças no trabalho, orientando a utilização de
máquinas e equipamentos e alertando sobre os riscos no ambiente do
trabalho em relação a instalações, piso, áreas de circulação e de trabalho,
distâncias entre as máquinas e equipamentos, bem como as especiccações
de projeto para fabricar e importar, comercializar e expor, utilizar ou ceder,
quesitos estes importantes para aqueles que fabricam e distribuem
máquinas e equipamentos.
Essa norma traz como entendimento central a importância de proporcionar
proteção  ao trabalhador na realização de suas atividades, principalmente
no uso de dispositivos de segurança nas máquinas e equipamentos. Além
disso, alia tais ações à capacitação do trabalhador e à realização das
manutenções preventivas, a cm de garantir o bom e seguro funcionamento
das máquinas. 
saiba
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saibamaisSaiba mais
A Higiene do Trabalho é uma área da
segurança e medicinado trabalho que
busca descrever as formas de prevenção
dos problemas relacionados à saúde do
trabalhador no ambiente de trabalho,
evitando que os trabalhadores sejam
expostos a substâncias nocivas e
estabelecendo o controle dos agentes de
riscos que atingem a saúde dos
empregados nessa área, pois muito se tem
perdido com os afastamentos por doenças
relacionadas ao trabalho.
O estudo da Higiene Ocupacional demanda
um tempo maior para seu entendimento,
devido à quantidade de assuntos
existentes. Dessa forma, como sugestão
para aprimoramento dos conhecimentos
sobre o assunto, recomendo com uma boa
variedade de artigos técnicos, nos quais
você terá acesso a mais informações sobre
o tema, conhecendo, adquirindo
conhecimentos por meio de especialistas
sobre os riscos ocupacionais e a
importância da Higiene Ocupacional.
ACESSAR
25/03/2023 23:10
Página 18 de 34
A NR 12 apresenta a necessidade de implantação de sistemas de proteção
nas máquinas e equipamentos, protegendo o trabalhador e as demais
pessoas no ambiente de trabalho e, assim, promove a segurança por meio
da adoção de Medidas de Proteção.
As Medidas de Proteção do trabalhador devem ser implantadas pela
empresa e assegurar proteção ao trabalho realizado em máquinas e
equipamentos, resguardando as condições de preservação da saúde dos
trabalhadores. Serão adotadas de acordo com as prioridades e
obedecendo aos critérios de segurança e saúde do trabalhador. São elas:
 Proteção coletiva – são aquelas criadas e desenvolvidas de
maneira a proteger os trabalhadores na sua totalidade, por meio
de medidas que atendam grupos ou áreas de trabalho. Podemos
citar como exemplo as proteções de parte móvel existente nas
máquinas, sinalização em geral, equipamentos de proteção contra
incêndio etc.
 Proteção individual – quando não for possível a proteção
coletiva, eliminando os agentes de risco no ambiente de trabalho
no qual são desenvolvidas as tarefas, medidas de proteção
individual deverão ser implantadas, conforme a análise e
identi4cação do risco ou agente. Para isso, é necessário veri4car a
intensidade do risco ou agente, para que os equipamentos de
proteção ou medidas protetivas individuais sejam e4cazes.
 Proteção administrativa – são medidas adotadas de forma
adicional e especí4ca para o trabalho ou tarefa realizada, conforme
o agente de risco identi4cado e a de4nição das medidas de
proteção a serem adotadas, tais como: redução no período de
exposição ao risco ou agente de risco, alteração nos turnos de
trabalho e troca de produtos (substituindo por produtos menos
agressivos).
 Proteção de máquinas – embora exista uma norma especí4ca
para tratar de ergonomia, a NR 12 apresenta, em seu texto, alguns
requisitos aplicados às máquinas e aos equipamentos, que tratam
do planejamento dos postos de trabalho, para que permitam que
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as posturas e movimentos realizados pelo trabalhador sejam
adequados. Para isso, os dispositivos de acionamento do
equipamento, manual ou pedal, devem facilitar a movimentação
do trabalhador, respeitando-se as características biomecânicas e
antropométricas de cada um e os ritmos de trabalho e iluminação
interna da máquina para realização de ajustes.
As máquinas e os equipamentos que serão utilizados na realização dos
processos são distribuídos no ambiente de trabalho conforme o que foi
decnido pela empresa, porém deve obedecer ao que está disposto na NR
12, item 5 – arranjo físico e instalações, no que se refere aos locais de
instalação, aos espaços para circulação, às distâncias entre equipamentos,
ao [uxo do material e, principalmente, à área mínima de deslocamento ao
redor da máquina.
A NR 12 decne de forma clara os requisitos ergonômicos quanto ao projeto
e à construção, observando as particularidades físicas de cada trabalhador,
analisando a operação e identiccando quais são as exigências relacionadas
à postura, à força, à iluminação do ambiente, aos movimentos etc. Por cm,
o amparo legal desta norma são os artigos 184 e 186 da CLT.
NR 13 - Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações
Conforme decnição dada pela Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho
e Emprego, por meio da Norma regulamentadora, NR 13, “ Caldeiras a
vapor são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob
pressão superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia”
(BRASIL, [2019b], n. pag.), “ Vasos de pressão são equipamentos que
contêm [uidos sob pressão interna ou externa, diferente da pressão
atmosférica” (BRASIL, [2019b], n. pag.), e as “ Tubulações são os conjuntos
de linhas destinadas ao transporte de [uidos entre equipamentos de uma
mesma unidade em uma empresa dotada de caldeiras ou vasos de
pressão” (BRASIL, [2019b], n. pag.).
A NR 13 deverá ser aplicada a todas as empresas que possuem atividades
utilizando equipamentos como “caldeiras’, “vasos de pressão” e “sistemas
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de tubulações” ou que estejam ligadas às caldeiras e aos vasos de pressão,
decnindo os requisitos de segurança exigidos na utilização destes
equipamentos e identiccando os agentes de riscos existentes por meio da
utilização dos conceitos de Higiene Ocupacional. Com isso, a NR 13 tem por
objetivo prevenir acidentes e doenças do trabalho, estabelecendo os
controles e medidas para prevenção e eliminação dos riscos à saúde do
trabalhador, tais como: problemas de audição causados pelos ruídos,
patologias geradas pela exposição ao calor, como fadiga, perda de
memória, alterações do ritmo cardíaco, entre outros.
Pelo que foi exposto, as empresas devem obrigatoriamente desenvolver
mecanismos de proteção, estabelecendo critérios para preservação das
estruturas das caldeiras a vapor, mantendo, assim, a integridade das
estruturas em meio ao processo e aos desgastes causados ao longo da sua
utilização. Isto é feito por meio de constantes manutenções, sempre com
vistas à preservação da segurança e saúde dos trabalhadores.
Todos os trabalhos realizados nos equipamentos mencionados na NR 13
são de competência dos procssionais habilitados. As atividades de projeto,
montagem, instalação, inspeções e reparos, bem como manutenção de
geradores de vapor, dos vasos de pressão e, principalmente, das caldeiras,
conforme determina esta norma, só podem ser realizados por procssional
de engenharia e sob responsabilidade técnica.
Além disso, a NR 13 estabelece que os equipamentos como caldeiras e
vasos de pressão sejam identiccados por meio de “placa de identiccação”,
que será cxada no equipamento em local visível, contendo as informações
de nome do fabricante e número do equipamento determinados pelo
próprio fabricante, além do ano de fabricação, informações sobre
capacidades, indicação de testes realizados, e ainda, no caso de caldeiras,
informações quanto à capacidade de produção de vapor e área de
superfície de aquecimento.
Ademais, toda a documentação dos equipamentos instalados deve ser
mantida em ordem e atualizada. Exemplos de tal documentação são:
prontuário do equipamento com registro de segurança, projeto de
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instalação, relatórios de inspeções realizadas e os certiccados de calibração
dos sistemas de segurança.
praticarVamos Praticar
Com a cnalidade de reduzir os índices de acidentes de trabalho que ocorrem nas
empresas, nas diversas atividades realizadas nos processos de produção
utilizando máquinas e equipamentos, a NR 12 determina os requisitos mínimos
para prevenir acidentes e doenças no trabalho.
Assinale a alternativa que apresenta alguns desses requisitos mínimos.
a) A fabricação, a operação e a manutenção, não incluindo áreas de
circulação e de trabalho.
b) Especi4cações de projeto para fabricar e importar, não incluindo
atividades de exposição e cessão a qualquer título.
c) Projeto, utilização, fabricação, importação, comercialização e cessão a
qualquer título, não incluindo atividades de exposição.
d) Projeto, utilização, fabricação, não incluindo as atividades de
importação e comercialização.
e) Projeto, utilização, fabricação, importação, comercialização,exposição e
cessão a qualquer título.
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Insalubridade
A norma regulamentadora NR 15 tem como objetivo descrever as
atividades, trabalhos e agentes que podem causar danos à saúde do
trabalhador e alertar sobre os limites de tolerância para exposição,
avaliando os ambientes de trabalho e os níveis de exposição aos agentes,
além de apresentar os meios de proteção. O amparo legal desta norma são
os artigos 189 e 192 da CLT.
Conforme o Art. 189 da CLT:
são consideradas atividades ou operações insalubres no
ambiente de trabalho, aquelas cuja natureza, condições ou
métodos de trabalho expõem os empregados a agentes nocivos
à saúde, acima dos limites de tolerância Bxados em razão da
natureza e intensidade do agente e do tempo de exposição aos
seus efeitos (BRASIL, 1977, on-line).
Esse tópico apresenta o ambiente “insalubre” e as condições envolvidas nas
Insalubridade eInsalubridade e
PericulosidadePericulosidade
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atividades e tarefas a que o trabalhador está exposto, bem como os limites
de tolerância. Um ambiente insalubre é o local de trabalho onde existem
agentes nocivos à saúde do trabalhador, sejam eles físicos, químicos ou
biológicos. Essa norma estipula o adicional de insalubridade que deverá ser
pago ao trabalhador exposto entre 10% e 40% sobre o valor do salário
mínimo em vigência, variando conforme o grau de exposição (mínimo,
médio ou máximo). Esses valores serão pagos quando houver
comprovação da exposição do trabalhador ao risco, mediante laudo
comprobatório, no qual serão avaliadas as exposições dos trabalhadores
de acordo com os critérios desta norma.
O grau de insalubridade será determinado a partir da análise do ambiente
de trabalho, avaliando a atividade do trabalhador e identiccando os riscos
existentes neste local. Além disso, serão avaliados os níveis de exposição,
comparando-os com os limites de tolerância estabelecidos pela NR 15.
Caso haja, no mesmo ambiente, mais de um fator gerador de
insalubridade, deve-se considerar o que tem o grau mais elevado. A
insalubridade no local de trabalho só cessa quando há a eliminação ou
neutralização do agente causador, de acordo com o artigo 191 da CLT e da
Lei nº 6.514/1977 (BRASIL, 1977). São atividades insalubres, conforme a NR
15, as realizadas em ambientes cujo nível de exposição aos agentes de
risco esteja acima dos limites de tolerância, podendo causar danos à saúde
do trabalhador, em função do limite de concentração, da intensidade e do
tempo de exposição a esses agentes, como está decnido nos anexos da NR
15, da Portaria 3.214/1978, dados pela Lei 6.514 de 22 de dezembro de
1977.
Periculosidade
A NR 16 tem como objetivo descrever as atividades, trabalhos ou condições
para realização do trabalho que são perigosas, colocando em risco a saúde,
a integridade física e a “vida” dos trabalhadores. Assim, concede o direito
assegurado pelas Leis Trabalhistas do Brasil ao adicional de periculosidade,
valor que corresponde a 30% do salário base, adicionado ao salário devido
à exposição aos riscos no desempenho do trabalho. Não se acrescenta,
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porém, a participação em lucros, prêmios de produção ou graticcações
existentes, apenas em cálculos de aviso prévio indenizado, adicional
noturno e férias, pago apenas aos funcionários que, realizando seus
trabalhos e tarefas, colocam em risco a sua vida.
Conforme o art. 193 - Decreto Lei 5452/43 : “São consideradas atividades
ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo
Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou
métodos de trabalho, impliquem em risco acentuado em virtude de
exposição permanente do trabalhador a: in[amáveis, explosivos ou energia
elétrica; roubos ou outras espécies de violência física nas atividades
procssionais de segurança pessoal ou patrimonial” (BRASIL, 1943).
Todo trabalhador que, na realização de suas atividades diárias de trabalho,
é exposto, de forma permanente ou intermitente, a situações de perigo à
vida, deverá receber o adicional de periculosidade, conforme determina o
artigo 193 da CLT. Esse direito só não é válido nos casos em que a
exposição ou contato ocorra eventualmente, de forma habitual, em
períodos extremamente reduzidos. O adicional de periculosidade deverá
ser pago também a todos os trabalhadores que, no desenvolver de suas
atividades de trabalho, circulam pelas áreas de riscos enquadradas nos
anexos da NR 16, e nos casos em que o trabalho é exercido por funções em
que não haja o contato direto com os agentes de risco, como a atividade
administrativa. Neste caso, deverá o empregador realizar a vericcação
observando se a atividade realizada se encontra dentro do perímetro
determinado pelo anexo, e, caso esteja, o adicional de periculosidade
deverá ser pago da mesma forma.
A NR 16, por meio do art. 193 da CLT, Lei nº 12.740/ 2012, apresenta, de
maneira direta, o que se considera como periculosidade e os direitos dos
trabalhadores, quando expostos aos perigos existentes, tornando
obrigatório que os empregadores providenciem os laudos que atestem a
periculosidade ou não de um ambiente de trabalho.
Dessa forma, a avaliação de riscos e reconhecimento das questões
referentes ao ambiente de trabalho insalubre ou periculoso é importante
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não somente para evitar problemas judiciais, mas, principalmente, para
propiciar à empresa condições para adotar e implantar medidas para
garantir a saúde e bem-estar dos trabalhadores.
praticarVamos Praticar
A insalubridade e a periculosidade são condições que expõem o trabalhador a
situações de risco, comprometendo sua saúde e integridade física. Para
solucionar esses problemas, é importante que as empresas providenciem os
laudos de avaliação e, além de fornecerem os equipamentos de proteção aos
trabalhadores, realizem treinamentos e implantem ações que reduzam ou
eliminem as ameaças. A respeito da Periculosidade e Insalubridade, assinale a
alternativa que apresenta qual a diferença entre elas.
a) A periculosidade se refere aos agentes de riscos diretos, como físicos,
químicos ou biológicos, a que os funcionários estão expostos, colocando
sua saúde e integridade em risco.
b) A periculosidade assegura ao trabalhador o recebimento de adicional de
10%, 20% ou 40% de acréscimo incidente sobre o salário base, exceto em
férias, grati4cações e participação nos lucros.
c) A insalubridade e a periculosidade são parecidas, pois se referem aos
trabalhadores em condições em que existam riscos, porém são conceitos
muito diferentes. A periculosidade está relacionada à exposição imediata
ao risco, já a insalubridade, à exposição ocorrida no decorrer do tempo de
trabalho do funcionário.
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d) A insalubridade assegura ao trabalhador exposto a riscos imediatos,
que comprometem sua segurança e integridade física, o recebimento de
adicional de 10%, 20% ou 40% de acréscimo incidente sobre o salário base
nos trabalhos em que há o contato com agentes de riscos graves.
e) Tanto a insalubridade quanto a periculosidade trata da exposição do
trabalhador em condições de risco, porém diferem quanto aos valores
pagos para cada uma: adicional de insalubridade (10% a 40% - sobre o
salário mínimo) ou adicional de periculosidade (30% sobre o salário base),
devendo o trabalhador, nos casos em que exista insalubridade, receber os
dois adicionais.
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indicações
Material
Complementar
FILME
Horizonte ProfundoHorizonte ProfundoHorizonte ProfundoHorizonte Profundo
Ano : 2016
Comentário : O clme traz assuntos relacionados à
segurança do trabalho, tratando, ao mesmo tempo,
de situações ligadas à prevenção de acidentes do
trabalho. Baseado em fatos reais, retrata a vida de
trabalhadores em uma plataforma de petróleo que
percebem que os testes de segurança que foram
realizados não são seguros ou concáveis. Porém,
estando mais preocupados com os prazos de entrega
dos trabalhos, já bastante atrasados, do que com a
própriasegurança das instalações e dos
trabalhadores, os responsáveis pela plataforma
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ignoram o fato de haver problemas relacionados à
estrutura e prosseguem com os trabalhos.
Desse modo, o clme permite vericcar como são
tratados os riscos em determinadas empresas, além
do preço a ser pago pela negligência e
descumprimento das normas e procedimentos de
segurança.
Para conhecer mais sobre o clme, acesse o trailer a
seguir.
TRA ILER
LIVRO
Higiene Ocupacional – AgentesHigiene Ocupacional – AgentesHigiene Ocupacional – AgentesHigiene Ocupacional – Agentes
Biológicos Químicos e FísicosBiológicos Químicos e FísicosBiológicos Químicos e FísicosBiológicos Químicos e Físicos
Edição : 8
Ano : 2016
Editora : SENAC
Autores : Ezio Brevigliero, José Possebon e Robson
Spinelli
ISBN : 9788539612222
Comentário : Neste livro, os autores trazem
indicações de segurança nas áreas da biologia,
química e física, apresentando, de forma detalhada,
as normas e sugerindo maneiras de evitar doenças
ocupacionais. Assim, demonstram a maneira ideal
para se fazer o armazenamento de produtos
químicos em meio às temperaturas extremas de calor
e frio, que afetam o desempenho e a saúde do
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conclusão
trabalhador. Abordando diversos assuntos
relacionados à segurança do trabalho e prevenção de
doenças ocupacionais, os autores tratam de temas
como: tipos de radiação e seus efeitos, pressões
anormais e os acidentes de mergulho, riscos de
sabotagem e enclausuramento, entre outros.
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conclusão
Conclusão
Nesta unidade, pudemos estudar a Higiene Ocupacional, vericcando a sua
importância na preservação da saúde do trabalhador, uma vez que ela
avalia e identicca os riscos existentes no ambiente de trabalho,
promovendo as medidas de correção e prevenção desses riscos. Assim,
estabelece maneiras eccazes de proteção das doenças ocupacionais e dos
acidentes do trabalho, contribuindo para a qualidade de vida e bem-estar
dos funcionários nas organizações. Portanto, a Higiene Ocupacional atua
não apenas na prevenção de doenças relacionadas ao trabalho, mas
também como importante ferramenta de proteção ao trabalhador.
Como forma de manter a qualidade de vida e o bem-estar dos
trabalhadores, vericcou-se os procedimentos de segurança a serem
adotados nas operações que utilizam máquinas e equipamentos (NR 12) e
operações envolvendo caldeiras, vasos de pressão e tubulações (NR 13),
orientando sobre a instalação, utilização e operação dessas tecnologias.
Além disso, foram estudadas medidas de proteção para manter os riscos
dentro dos limites de tolerância nos ambientes em que esses limites forem
ultrapassados. Como vimos, uma dessas medidas é o direito do
trabalhador ao adicional de insalubridade ou periculosidade, no caso de
agentes que coloquem em risco a própria vida, conforme a classiccação
apresentada nas NRs 15 e 16,  voltadas à proteção dos trabalhadores.
referências
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referências
Referências
Bibliográficas
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