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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ – UEPA Centro de Ciências Sociais e Educação - CCSE Curso de Licenciatura em Filosofia ANTONIA GORETE DAMASCENO SOUSA São Miguel-Pá 2023 ANTONIA GORETE DAMASCENO SOUSA Trabalho apresentado como requisito de avaliação da disciplina Ontologia I, Curso de Licenciatura Plena em Filosofia. Orientado pelo professor Leif Grunewald São Miguel/ Pa 2023 Resenha; HEIDEGGER, M. 1999. “Sobre A Gramática e Etimologia da Palavra “Ser”. In: Martin Heidegger Introdução á metafisica. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. A gramática das palavras não se ocupa apenas da forma literal e fonética das palavras, mas também dos elementos morfológicos que essas palavras apresentam. Esses elementos indicam diferentes direções de possíveis significados e são indícios de suas possíveis inserções em uma maior estrutura linguística, como uma proposição. Os vocábulos “ele vai”, “nos fossemos”, “eles foram”, “vai” “indo”, “ir” são modificações da mesma palavra, mas em direções de significado diferentes. Essas modificações são conhecidas pelos títulos da gramática, como indicativo presente, imperfeito do subjuntivo, prefeito, imperfeito, particípio, infinitivo. No entanto, esses títulos são apenas meios técnicos para a análise da linguagem e a fixação de suas regras. Quando surge uma referência mais originaria com a linguagem, percebe-se essas formas gramaticais estão mortas, pois são menos mecanismos. A linguagem e sua interpretação se fossilizaram nessas formas rígidas como numa rede de aço. No estudo linguístico, elas se tornam cascas vazias e incompressíveis. É bom que os alunos aprendam algo sobre a história originária e primitiva dos germanos em vez disso. No entanto, tudo isso se perde se não conseguirmos transferir para a escola, desde seus fundamentos, o mundo do espírito. Isso significa criar uma atmosfera de espírito na escola que substitua a cientifica. Para isso, é necessária uma revolução das relações com a linguagem. Nesse sentido, devemos revolucionar os professores, o que implicar que as universidades devem modificar e compreender sua tarefa, em vez de se encherem com banalidades. Não imaginamos que o que sabemos há muito tempo pode ser diferente. As formas gramaticais não são algo que divide e regula a linguagem desde sempre. Pelo contrário, eles surgiram de uma interpretação especifica da língua latina e grega. A linguagem, como algo vivo, pode ser acessível e configurada de determinados modos, assim como qualquer outra coisa depende da concepção fundamental do ser que as guia. A determinação da essencialização da linguagem, é até mesmo sua simples investigação, sempre é regida pela compreensão dominante em relação à essência do ente e á concepção de essência. No entanto, foi através de Platão que esses termos adquiriram um significado mais profundo e foram relacionados com a concepção do Ser. A partir dessa reflexão, os gregos desenvolveram uma gramática que buscava compreender e expressar a natureza das coisas através das palavras. Além disso, a língua grega, juntamente com a língua alemã, é considerada uma das mais poderosas para expressar o pensamento. Isso se deve, em parte, ao fato de que ambas possuem uma riqueza de vocabulário e uma capacidade de expressar nuances e sutilezas de significado que outras línguas podem não ter. Portanto, a formação da gramática ocidental a partir da reflexão dos gregos sobre a língua grega é de extrema importância, pois influenciou profundamente a maneira como pensamos e nos expressamos até os dias de hoje. É uma base fundamental para compreendemos a estrutura da linguagem e as possibilidades que ela nos oferece para expressar nossos pensamentos e ideias. O rhetor é aquele que é capaz de pronunciar palavras, sejam elas verbos ou substantivos. Porém, é importante ressaltar que, para Platão, o uso dessas palavras e o poder da retórica não é considerado positivo, pois acredita-se que o verdadeiro conhecimento está além das palavras e do discurso persuasivo. As palavras são compostas por um onorma (nome) e um rhema (verbo). O onoma representa as coisas ou entidades das quais estamos falando, enquanto o rhema representa ações, características ou estados relacionados a essas coisas ou entidades. Platão argumenta que a distinção entre onoma e rhema é fundamental para entender a função da linguagem. Ele afirma que onoma é a manifestação das coisas dentro da esfera do ser do ente, ou seja, é a forma como as coisas são reveladas ou representadas na linguagem. Por outro lado, o rhema é a manifestação da ação ou do fazer, ou seja, é a forma como as ações e estados são expressos na linguagem. Essa distinção é importante porque permite uma melhor compreensão e análise das diferentes partes do discurso. O onoma é utilizado para identificar e nomear as coisas, enquanto o rhema é utilizado para descrever as ações, características ou estados relacionados a essas coisas. Assim, os termos onoma e rhema se tornaram os títulos das duas primeiras classes de palavras, ou seja, substantivos ou verbos, respectivamente. Essas duas classes de palavras são essenciais para a estrutura e compreensão da linguagem, pois são responsáveis por representar e descrever o mundo ao nosso redor.