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Inovação e Desenvolvimento de Novos Produtos
O PROCESSO DE INOVAÇÃO
UNIDADE 2
Professora: Debora Barbosa Fernandes de Carli
Vamos relembrar o que significa inovação...
Inovar nada mais é criar algo novo, é introduzir novidades, renovar, recriar.
A inovação é sempre tida como sinônimo de mudanças ou melhorias de algo já existente. 
Um dos grandes pensadores da inovação, o economista e cientista político austríaco Joseph Schumpeter, tinha claro que a inovação é o motor do crescimento econômico.
Inovação é um processo criativo, transformador, que promove ruptura paradigmática, mesmo que parcial, impactando positivamente a qualidade de vida e o desenvolvimento humano, é a capacidade de mudar um cenário, de revolucionar, por mais simples que seja a ideia inovadora, se ela for capaz de revolucionar, trará um ganho imenso para aquele que executou a inovação e permitirá, a este, ter uma melhor posição no espaço em que ele convive.
O PROCESSO DE INOVAÇÃO
O processo de inovação é a estrutura que vai assegurar que o seu time de inovação tenha ideias e as implemente de forma bem-sucedida. 
Com o processo de inovação, você tem uma estratégia que ajuda a não desistir no meio do caminho, em primeiro lugar, o processo ajuda a criar.
A inovação pode ser considerada a base do empreendedorismo, além de ser considerada, cada vez mais, uma forma de manter as organizações competitivas em um mercado em constante transformação, ao inovarem, além das organizações crescerem, também o mercado como um todo cresce, culminando em uma melhor qualidade de vida para as pessoas.
Existem muitos modelos de inovação diferentes, cada um com suas próprias características e benefícios. A primeira coisa que você precisa é conhecer os principais modelos disponíveis, desde os mais tradicionais até os mais modernos e ágeis veremos a seguir.
OS MODELOS DE INOVAÇÃO
Existem vários modelos de inovação que são utilizados pelas organizações diariamente para melhoria do processos em sua organização.
No caso dos modelos de inovação, os autores explicam que estes são constituídos por fases que foram evoluindo conforme a maturidade e o conhecimento das organizações aumentaram, assim, quanto mais as organizações investem em conhecimento sobre inovação, sobre o mercado, e quanto mais tempo estiverem no mercado, mais complexo será o modelo de inovação utilizado por elas. 
Podemos identificar que as cinco gerações de modelos de inovação apresentadas partem de modelos simples (linear), com pouca interação, para modelos complexos (inovação aberta) cuja interação com vários atores é o foco principal. 
Detalharemos 4 modelos de inovação mais utilizados pelas organizações: 
o modelo linear,
o modelo paralelo, 
o modelo Tidd e Bessant e,
o modelo de inovação aberta.
Modelo Linear
O Modelo Linear surgiu na Segunda Guerra Mundial e “orientou durante muitos anos o pensamento sobre o papel da ciência e da tecnologia, bem como a melhor forma de realizá-las”.
 Este processo tem como principal característica etapas sequenciais, burocráticas e bem definidas. 
Este modelo sugere que as mudanças técnicas ocorram de forma linear, desde o momento de ideação, passando pela etapa de desenvolvimento e sustentação da ideia até o  lançamento do resultado final.
Esse método prioriza a pesquisa, a elaboração de um completo e criterioso planejamento prévio como base da inovação e minimiza o papel dos fatores externos que possam influenciar as etapas de desenvolvimento do produto ou serviço.
Esse método foi muito utilizado em um ambiente onde o desenvolvimento de projetos em sistema de cascata era uma prática padrão nas grandes empresas.
O problema desse método é que ele não contempla ciclos de feedbacks contínuos, mudanças de rota estratégicas, interações com clientes e hipóteses que não são validas, acaba se tornando um método com alto risco de falha, inflexível e não-interativo.
Esse método foi muito utilizado em um ambiente onde o desenvolvimento de projetos em sistema de cascata era uma prática padrão nas grandes empresas.
Uma característica deste modelo é que ele parte do pressuposto de que a pesquisa científica pode ser a fonte mais adequada para a geração de novas tecnologias, inovações, foi muito utilizada nos países industrializados na década de 1990, outra característica deste modelo é que as equipes de trabalho em cada etapa podem ser independentes, explicam os autores. 
O Modelo Linear apresenta duas principais forças, a ciência ou Science Push (empurrado pela ciência) e o mercado ou Market Pull (puxado pelo mercado) , o autor explica que, no modelo Science Push, a inovação surge a partir da pesquisa básica, que pode transformar a produção gerando novos produtos ou serviços, úteis para a sociedade, já no modelo Market Pull, a demanda por inovação surge do mercado, que a partir de suas necessidades irá provocar pesquisas que culminarão no surgimento de inovações .
Modelo Paralelo
Considerado uma evolução do modelo linear derivada da constatação da existência das múltiplas formas de relacionamento entre as diversas fases e organizações que são responsáveis pela dinâmica do processo impulsionador da inovação.
O Modelo Paralelo surge ao se constatar que existem outras formas de relacionamento entre as diversas fases e as diferentes organizações que podem inovar.
Neste modelo, a inovação pode surgir de demandas da sociedade que podem se transformar em oportunidades, geradas ou não na própria empresa ou negociadas com outras instituições, podendo ser universidades ou até mesmo outras empresas. 
Muito importante é ressaltar “o papel das instituições de ensino e as pesquisas beneficiadas com os conhecimentos e tecnologias que possibilitam gerar novos conhecimentos, pesquisas básicas e aplicadas, que possibilitarão aumentar o grau de conhecimento científico em temas que ajudarão a sociedade”.
Diferentemente do Modelo Linear, no Modelo Paralelo, durante todo o processo (desde a pesquisa até a comercialização), a empresa coleta e usa informações sobre as necessidades da sociedade (potenciais clientes) e de conhecimentos científicos e tecnológicos. 
Alguns autores concluem que, desta forma, uma ideia tem mais chance de se tornar realmente uma inovação, pois tem maior potencial de atender às necessidades do consumidor, além de contribuir com a aproximação das empresas com as instituições de ensino.
Modelo Tidd e Bessant 
O modelo de inovação proposto por Tidd e Bessant (2015) é um dos modelos de inovação mais difundidos, talvez pelo fato de ser um modelo que pode ser utilizado tanto para bens de consumo quanto para serviços.
O modelo considera quatro fases e é bastante interativo, pois há atividades relacionadas com clientes, consumidores, parceiros, fornecedores e com instituições de ensino.
A primeira fase do modelo é a busca, que “analisa o cenário interno e externo à procura de ameaças e oportunidades para mudança”.
A inovação não ocorre ao acaso, mas sim vem de muitas direções diferentes.
Segunda fase explicam que trata de priorizar, a partir das oportunidades levantadas, qual converge com a estratégia da empresa.
Das inúmeras possibilidades que verificamos serem possíveis para buscar a inovação, em qual dela deveremos apostar? Com certeza esta é uma questão desafiadora para a maioria das organizações.
Na terceira fase, implementação, a organização irá colocar em prática as etapas necessárias para o desenvolvimento e lançamento da ideia, sendo esta uma tarefa nada fácil , “o desenvolvimento de novos produtos e serviços a partir de uma ideia inicial é um processo gradual de redução da incerteza com base em uma série de estágios de solução de problemas, de avaliação e seleção e de implementação que conectam os fluxos de mercado e tecnologia” .
Nesta fase, a organização irá implementar a ideia que selecionou e que envolve uma série de questões.
FATORES QUE INFLUENCIAM A INOVAÇÃO
Diversos fatores influenciam no processo de empreendedorismo e inovação, como a carga tributária, taxas de juros, políticas públicas voltadas para a micro e pequenaempresa, renda desigual, escolaridade, acessibilidade ao crédito, entre outras.
Nos anos 1990 a 2000, o Brasil passou pela década da qualidade, no entanto, a partir dos anos 2010 teve início a Era da Inovação. 
A qualidade não é mais o diferencial, mas sim um fator de sobrevivência para as organizações, a diferenciação das organizações se dá pela inovação, que pode ser considerada o processo-chave para a competitividade.
A inovação é um grande desafio, é quase um imperativo que todas as organizações precisam inovar para continuarem competitivas.
Quais são os principais obstáculos para inovação em grandes empresas?
Os obstáculos para a inovação em empresas de grande porte são variados.
As organizações não sente que seu maior inimigo sejam os concorrentes, mas sim a própria empresa, e explicam que este sentimento se dá pelo fato de que as organizações não foram concebidas para inovar, mas sim para manter as operações em andamento. 
Existe uma lacuna entre a necessidade e a capacidade de inovar nas organizações, sendo que a necessidade supera a capacidade, será então que o maior obstáculo para a inovação é a própria organização? 
Citaremos alguns dos principais obstáculos/ resistências encontradas pelas empresas para implantar um processo inovador dentro dos processos da instituição.
1. Problemas com a cultura organizacional
Sim, a cultura pode representar um obstáculo para alavancar a inovação em empresas de grande porte. Por exemplo, organizações que focam suas energias em burocracia normalmente não permitem tanto espaço para inovar, os funcionários podem até apresentar ideias inovadoras, mas não encontram ambiente para executá-las.
2. Políticas empresariais, disputas internas e falta de alinhamento entre os setores
É comum que a inovação em grandes empresas encontre uma barreira em outras áreas ou colaboradores que sintam seu território invadido e competição com os recursos disponíveis para outros investimentos, principalmente quando as atividades costumam obter sucesso.
3. Não dar continuidade às ideias inovadoras
Ter ideias inovadoras é apenas uma etapa do processo de inovação, entretanto, fazer com que elas saiam do papel é uma parte difícil para as empresas de grande porte. 
Para que isso seja possível, é preciso criar um ambiente que permita essa execução.
4. Falta de orçamento
Para que a inovação ocorra é preciso que orçamentos limitados não sejam uma barreira a mais. Investimentos em tecnologia, capacitação de colaboradores e novas contratações são fundamentais para os processos.
5. Falta de tempo
Como inserir o desenvolvimento de mudanças em um dia a dia tão sobrecarregado dos colaboradores? 
Muitas vezes, a falta de tempo para se concentrar em uma ideia nova é mais um dos obstáculos para a inovação.
6. Falta de visão ou estratégia apropriadas
É preciso deixar muito compreensível para os funcionários da empresa qual tipo de inovação será feita, as etapas para que isso seja consolidado e os benefícios para toda a organização. 
Tenha uma estratégia coerente e objetivos bem definidos.
Diante de tantas dificuldades, um dos modos mais eficientes para inovar em empresas de grande porte é por meio do desenvolvimento de uma spin-off, elas permitem o crescimento de uma ideia inovadora sem comprometer o negócio principal, possibilitando atender um novo nicho de mercado.
EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO
O termo empreendedorismo se refere a habilidade que um empreendedor tem para solucionar problemas, gerar oportunidades, criar soluções e investir na criação de ideias relevantes para seu público e sociedade.
 A inovação está ligada ao ato de desenvolver algo que se diferencie do que já exista no mercado.
Quando a empresa está focada em inovação, e não quer perder oportunidades por estar fora do seu foco, é necessária a criação de grupos de inovação específicos, que possuem outras regras diferentes da organização ou até mesmo não possuem regras, este grupo pode identificar oportunidades inovadoras em mercados nascentes, ou não maduros, e propor a criação de novos negócios.
Após identificado este novo negócio, eles são constituídos de forma independente, porém ligados à empresamãe. 
As organizações, ao se depararem rejeitando inovações que estão fora do foco da organização, devem procurar outros mecanismos para o desenvolvimento e comercialização, estes podem ser empreendimentos corporativos internos e até mesmo aquisições.
Os empreendimentos corporativos são os mais adequados formato de implantação de inovação de processo pois quando a organização precisa explorar algumas competências internas e reter o controle do negócio, a organização tem os recursos de organização de grande porte e as vantagens empresariais de uma empresa de pequeno porte. 
O objetivo principal do empreendimentos corporativos é “alcançar objetivos estratégicos e crescimento de longo prazo diante da maturidade nos mercados existentes”.
Em um mercado competitivo e global, o empreendedor está estritamente ligado à inovação, é ele que está em busca de novas oportunidades, novas maneiras de fazer negócio, sendo assim, o empreendedor é um agente muito importante da inovação.
Contudo há uma série de fatores que incentivam ou não a inovação, cabe aos diretores das organizações entender quais são e utilizar as melhores ferramentas para gerir e desenvolver uma cultura propícia à inovação.
MEDIDAS DE INOVAÇÃO
Inovação deve ser gerida pelas organizações para que sejam capazes de se manterem inovadoras e assim continuarem competitivas no mercado.
“Os indicadores de inovação são um conjunto de variáveis utilizadas para medir os resultados, que, por sua vez, permitem gerenciar a inovação ao longo do tempo e verificar se a gestão da inovação está dando resultados”.
Os indicadores de inovação permitem que as organizações tenham um diagnóstico de suas ações e a partir deste diagnóstico possam entender suas forças e fraquezas e assim consigam tomar decisões mais assertivas para aperfeiçoar suas ações em relação à inovação. 
POR QUE MEDIR INOVAÇÃO?
É fundamental mensurar quanto do sucesso da empresa é proveniente da inovação. Identificar e monitorar esses indicadores é essencial para saber se o negócio está no caminho certo, além de possibilitar um diagnóstico da capacidade futura de inovar.
Apesar de muitos já entenderem as vantagens e a importância de implementar um programa de inovação na empresa, ainda há uma dificuldade em reconhecer se uma ideia ou solução criada realmente está sendo inovadora e oferecendo real valor aos consumidores. 
Muitos devem pensar que a inovação é um conceito abstrato e, portanto, não passível de metrificação, porém, ao estabelecer metas e indicadores, é possível entender o verdadeiro impacto de cada solução criada, com os resultados tangíveis, é possível apresentar indicadores aos líderes da corporação os reais proveitos de implementar inovações e transformações na empresa, com foco entrega ao cliente do produto/ serviço diferenciado visando a maximização dos lucros .
Os indicadores de inovação distinguem qual parte do sucesso de uma organização se dá pela inovação, o objetivo principal de medir a inovação é usar os dados que serão coletados para melhorar o processo de inovação, além disso, os indicadores de inovação também possuem alguns usos estratégicos mais amplos: 
• Comunicação: definir e informar sobre a estratégia.
• Controle: monitorar a implantação de iniciativas inovadoras. 
• Aprendizagem: identificar novas oportunidades mediante discussão das mudanças nas constatações dos indicadores.
Os indicadores de desempenho “permitem aos gestores que acompanhem sua linha de produtos, mantendo-se dentro dos orçamentos de desenvolvimento e reduzindo o tempo para o lançamento no mercado”.
MÉTRICAS DE INOVAÇÃO MAIS UTILIZADAS
Normalmente, as métricas de inovação são divididas em duas categorias: as de entrada e as de saída.
 A primeira categoria visa entender se as atividades da empresa são suficientes para alcançar as metas do negócio, enquanto a segunda mensura se as atividades geraramo impacto desejado.

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