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PRÁTICA 9 - SCREENING QUÍMICO PARA METILXANTINAS

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Questões resolvidas

What is the purpose of the chemical screening for methylxanthines described in the text?


a) To isolate caffeine from various stimulant beverages.
b) To identify the presence of functional groups in the structure of caffeine.
c) To extract impurities and unwanted components from the sample.
d) To confirm the presence of methylxanthines in the sample.

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Questões resolvidas

What is the purpose of the chemical screening for methylxanthines described in the text?


a) To isolate caffeine from various stimulant beverages.
b) To identify the presence of functional groups in the structure of caffeine.
c) To extract impurities and unwanted components from the sample.
d) To confirm the presence of methylxanthines in the sample.

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PRÁTICA 9 - SCREENING QUÍMICO PARA METILXANTINAS
RESULTADOS
Primeiramente, foi realizado o isolamento da 1,3,7 trimetilxantina (cafeína). Em um Erlenmeyer de 50mL, foi adicionado 2,110g da droga pulverizada. Em seguida, foi adicionado 10mL de H2SO4 1N e 5mL de H2O. A droga foi elevada à ebulição por 2 minutos e o extrato ácido foi filtrado.
 Foi adicionado ao NH4OH 6N até a reação ficar alcalina, seguido por agitação com 10mL de CHCl3. 
Por fim, foi separada a fase clorofórmica e o extrato foi distribuído para um recipiente.
Após o processo de isolamento, foi realizada a Reação de Murexida. A partição clorofórmica foi transferida do tubo 1 para a cápsula de porcelana e evaporada em uma placa de aquecimento. 
Em seguida, foi adicionado ao resíduo 3 gotas de HCl 6N e 2 gotas de H2O2 e evaporado em uma placa de aquecimento por cerca de 5 minutos até ser possível o aparecimento de uma coloração entre amarelo e vermelho. 
Por fim, foi adicionado 3 gotas de NH4OH 6N, sendo possível observar o surgimento de coloração violeta, confirmando o resultado positivo.
DISCUSSÕES
Na prática experimental de screening químico para metilxantinas, concentramo-nos no isolamento da cafeína, uma das metilxantinas mais conhecidas e amplamente consumidas. As metilxantinas são compostos encontrados em diversas bebidas estimulantes, como café, chá-da-índia, guaraná, cola e chocolate. Quimicamente, são derivadas da 2,6-dioxipurina, com grupos metil adicionados a essa estrutura básica.
O isolamento da cafeína é realizado em várias etapas. Inicialmente, foi pesado 2,110g da droga pulverizada, que pode ser obtida a partir de grãos de café, chá ou qualquer outra fonte contendo cafeína, e a colocamos em um Erlenmeyer de 50 mL. Em seguida, adicionamos 10 mL de H2SO4 1N e 5 mL de água à amostra. O H2SO4 atua como agente acidificante, no qual fará a cafeína ficar na forma de um sal e, consequentemente, ser hidrossolúvel. A adição de água auxilia na dissolução dos componentes presentes na droga. Após a adição dos reagentes, aquecemos a mistura em ebulição por 2 minutos. Esse processo de aquecimento é importante para promover a extração eficiente da cafeína, permitindo que ela se dissolva no meio ácido.
Após a ebulição, o extrato ácido é filtrado para separar a fase líquida contendo a cafeína do resíduo sólido. Essa filtração é realizada por meio de um funil de separação, removendo assim impurezas e outros componentes indesejados presentes na amostra.
Em seguida, foi adicionado NH4OH 6N ao filtrado ácido, até que a solução atinja uma reação alcalina. O NH4OH alcaliniza o meio, favorecendo a extração da cafeína, uma vez que transforma a cafeína em forma de sal para formato molecular novamente.
Após a reação alcalina, procedemos à etapa de extração líquido-líquido. Agitamos o filtrado alcalino com 10 mL de CHCl3. O clorofórmio é um solvente orgânico com alta afinidade pela cafeína, permitindo a extração da substância da fase aquosa para a fase orgânica. Essa etapa é fundamental para transferir a cafeína para o CHCl3.
Após a agitação, deixamos a solução em repouso para que as duas fases se separem. A fase clorofórmica, contendo a cafeína isolada, se forma na parte inferior do Erlenmeyer.
A fase clorofórmica, contendo a cafeína, é então separada e distribuída em dois tubos de ensaio. Esses tubos de ensaio são utilizados para análises e testes subsequentes a fim de confirmar a presença da cafeína.
Após o isolamento da cafeína na etapa anterior, uma das formas de confirmar a presença da metilxantina é por meio da realização da reação de Murexida. Essa reação é utilizada para identificar a presença de grupos funcionais na estrutura da cafeína. Sendo assim, para realizar a reação de Murexida, a fase clorofórmica contendo a cafeína isolada é transferida para uma cápsula de porcelana. Em seguida, a solução é evaporada em uma placa de aquecimento na capela, para remover o solvente orgânico clorofórmio. Após a evaporação, adicionamos três gotas de HCl 6N e duas gotas de H2O2 ao resíduo resultante na cápsula de porcelana. Essa mistura forma um resíduo colorido de amarelo a vermelho.
A reação de Murexida é uma reação de coloração característica, que ocorre entre o resíduo e o ácido clorídrico, na presença de peróxido de hidrogênio. A cafeína contém grupos funcionais amina em sua estrutura, que reagem com o HCl e o H2O2 para formar um complexo corado. A coloração resultante varia do amarelo ao vermelho intenso, dependendo da concentração de cafeína presente na amostra. Quanto maior a quantidade de cafeína, mais intensa será a coloração formada na reação de Murexida.
Portanto, a reação de Murexida é um teste qualitativo utilizado para confirmar a presença da cafeína após seu isolamento. A formação da coloração característica indica a presença dos grupos funcionais amina da cafeína, validando assim a identificação da metilxantina.

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