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TICs Semana 16 – Hiperaldosteronismo Discente: Cecília da Silva Tourinho Turma: XXXIII – SOI V Quais as alterações clínicas e metabólicas esperadas em um paciente portador de hiperaldosteronismo? O que diferencia o hiperaldosteronismo primário do secundário? Define-se o hiperaldosteronismo como o aumento da secreção de aldosterona pela glândula suprarrenal, mais especificamente na zona glomerulosa do córtex adrenal. Dentre os efeitos deste hormônio no organismo, estão a estimulação da produção de proteínas nas células principais dos túbulos renais distais, bem como a reabsorção de sódio (Na+) nos túbulos renais. Consequentemente, há também a retenção de água e a criação de um gradiente elétrico negativo através do lúmen, promovendo a secreção de potássio (K+) e hidrogênio (H+) na urina. Assim, a maior concentração de aldosterona tem como resultado final a elevação da pressão arterial (PA) e do pH sérico. De maneira geral, as manifestações clínicas do hiperaldosteronismo incluem cefaleia, fadiga e déficit na acuidade visual, devido quadro de hipertensão resistente ao tratamento; além de arritmia cardíaca, fraqueza muscular, câimbras, parestesias e sintomas gastrointestinais (ex.: constipação), associados à hipocalemia. Alcalose metabólica também pode ocorrer. Vale ressaltar que, o hiperaldosteronismo é classificado em dois tipos: • Primário – caracteriza-se pela produção autônoma de aldosterona, ou seja, independente da angiotensina e dos níveis de K+; e não suprimível por sobrecarga de Na+. Suas duas etiologias principais (95% dos casos) são o adenoma produtor de aldosterona (APA) e a hiperplasia adrenal bilateral (HAB), sendo esta última mais prevalente. Ao diagnóstico, a aldosterona plasmática encontra-se aumentada (> 15 ng/dL), já a atividade da renina plasmática está baixa, com relação de aldosterona no plasma para atividade da renina plasmática também elevada (> 20). • Secundário – corresponde à hipersecreção adrenal de aldosterona em resposta a estímulo não hipofisário extra-adrenal, a partir da redução do fluxo de sangue nos rins gerando hipovolemia, que ativa o sistema renina- angiotensina-aldosterona (SRAA). Doença obstrutiva da artéria renal (ex.: estenose, ateroma), vasoconstrição renal e distúrbios edematosos (ex.: síndrome nefrótica, insuficiência cardíaca, cirrose hepática) podem causar a diminuição da perfusão sanguínea renal. Pacientes com aldosteronismo secundário apresentam concentrações elevadas tanto de aldosterona quanto de atividade da renina plasmática. Figura 1 - Diferenças entre hiperaldosteronismo primário e secundário Fonte: MSD Manuals (2022). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GROSSMAN, A.B. Aldosteronismo secundário. MSD Manuals, maio 2022. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios- end%C3%B3crinos-e-metab%C3%B3licos/dist%C3%BArbios- adrenais/aldosteronismo-secund%C3%A1rio?query=Hiperaldosteronismo. Acesso em: 19 nov. 2023. KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins – Patologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. VILAR, L. Endocrinologia Clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2022. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-end%C3%B3crinos-e-metab%C3%B3licos/dist%C3%BArbios-adrenais/aldosteronismo-secund%C3%A1rio?query=Hiperaldosteronismo https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-end%C3%B3crinos-e-metab%C3%B3licos/dist%C3%BArbios-adrenais/aldosteronismo-secund%C3%A1rio?query=Hiperaldosteronismo https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-end%C3%B3crinos-e-metab%C3%B3licos/dist%C3%BArbios-adrenais/aldosteronismo-secund%C3%A1rio?query=Hiperaldosteronismo