Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

NUTRIÇÃO E ATIVIDADE 
FÍSICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prezado(a) aluno(a)! 
Nessa aula veremos que a busca crescente em melhorar o rendimento 
nas competições justifica o envolvimento de uma equipe multidisciplinar na 
formação dos atletas. Os benefícios do trabalho de vários profissionais em 
busca de um objetivo comum são diversos. Isso porque em um ambiente 
esportivo competitivo sempre se espera que o desempenho esteja em seu 
nível mais alto, e muitos fatores imprevisíveis estão presentes nesse cenário, 
como a pressão por resultados, que pode levar ao estresse mental e aumentar 
o risco de lesões de treinamento extenuante, entre outras coisas. Esses 
fatores geram a necessidade de conhecimento especializado em diversas 
áreas, sendo necessária a supervisão de profissionais de outras áreas, como 
fisioterapeutas, psicólogos, médicos, nutricionistas e, principalmente, 
educadores físicos. 
Fica clara a importância de uma equipe multidisciplinar na formação de 
atletas, para permitir a fusão de várias profissões em busca de um único 
objetivo. Com o uso dessa abordagem pertinente em relação a esses 
profissionais, será possível esclarecer os fatores essenciais para melhorar o 
desempenho, facilitando assim a manutenção da eficácia de equipes 
acompanhadas por equipes multidisciplinares. 
 
Bons estudos! 
AULA 8 – 
EQUIPE 
MULTIPROFISSIONAL NA 
ORIENTAÇÃO DA PRÁTICA 
DESPORTIVA 
8 EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NO ESPORTE 
A busca pela atuação profissional no esporte tem crescido nos últimos 
anos. Atualmente, as equipes esportivas profissionais têm sofrido algumas alterações 
na estrutura do material humano que gerem todos os aspectos da preparação dos 
atletas. É agora que entra em jogo uma intervenção profissional multidisciplinar. Essa 
equipe multidisciplinar é composta, em sua maioria, por profissionais de educação 
física, fisioterapeutas, nutricionistas, médicos, psicólogos, entre outros. Até pouco 
tempo atrás, as comissões técnicas das equipes esportivas eram majoritariamente 
formadas por professores de educação física e atletas aposentados. 
No entanto, com a busca contínua pelo alto desempenho e resultados, tem-se 
ampliado o leque de profissionais envolvidos com o alto rendimento, cada um 
atendendo a sua especialidade e contribuindo para o alcance dos resultados. 
Segundo Guimares e Ciolac (2004, p. 660): 
 Para potencializar os benefícios e a segurança da prática regular de 
atividade física, há a necessidade de prescrição individualizada e planejada 
de exercícios físicos para o desenvolvimento de capacidade cardiovascular, 
força, resistência muscular, e flexibilidade articular. Devem-se levar em conta 
as metas, necessidades, capacidades iniciais, a história clínica do paciente e 
as doenças associadas. 
Dessa forma, a articulação do conhecimento entre as especialidades auxilia 
para um melhor desempenho, pois promove a compreensão das emoções e do 
comportamento dos envolvidos na prática competitiva. Além de permitir que os atletas 
melhorem suas habilidades técnicas, uma equipe formada por vários profissionais de 
diversas áreas pode realizar pesquisas psicológicas sobre fatores que podem afetar 
o desempenho de um atleta. 
Neste ínterim, o Educador Físico (pelo seu conhecimento profissional da 
modalidade em todas as suas vertentes) contribui para o rendimento eficaz e eficiente 
do atleta, pois o seu conhecimento da modalidade permite-lhe desenvolver estratégias 
específicas de treino treinadas nas modalidades e habilidades do atleta (VIEIRA; 
STUCCHI, 2007). 
Isso enfatiza a necessidade de integração desses profissionais para que as 
equipes atléticas aprendam tarefas especializadas, contribuindo assim para o 
desenvolvimento dos atletas e, consequentemente, da equipe (LEONARDI et al. 
2016). 
Nesse sentido, saber agir refere-se à alocação de ações e procedimentos 
necessários para os resultados desejados, portanto, é necessária a compreensão do 
atleta sobre sua própria integralidade. 
8.1 Atuação da equipe multidisciplinar 
É preciso compreender o esporte como uma combinação de elementos que 
envolvem não apenas o atleta, mas também o torcedor, os profissionais responsáveis 
pelo treinamento e até mesmo os patrocinadores inseridos nesse contexto, além dos 
registros e desempenhos aludidos por todos os envolveu no fenômeno esportivo 
(RUBIO, 2004). 
Observa-se que o esporte possui uma estrutura organizacional complicada na 
qual é necessário um entendimento acurado de suas diversas vertentes. A fim de 
melhorar o desempenho nas competições, treinadores, técnicos e atletas aprendem 
técnicas para gerenciar o estresse da competição, gerenciar a atenção e aprimorar as 
habilidades físicas usando metodologias personalizadas com base no nível e 
requisitos de desempenho de um modo específico de jogo (RUBIO, 2007). 
Para atingir os objetivos em uma perspectiva mais ampla sobre o treinamento 
atlético, faz-se necessária uma breve análise a fim de propiciar uma relação entre as 
especificidades do treinamento. Nesse sentido, muitos comportamentos em um 
ambiente esportivo onde se espera o melhor desempenho de um atleta apresentam 
influência de fatores psicológicos e, consequentemente, impactam no desempenho 
(VIEIRA et al., 2008). 
Nesse contexto, o estudo de Minelli, Soriano e Fávaro (2009) sobre o papel do 
educador físico em equipes multidisciplinares destacou que os problemas da 
sociedade são tão complexos que nenhuma profissão poderia esperar resolvê-los 
efetivamente por conta própria. 
O trabalho em equipe na formação de atletas para o esporte de alto nível 
beneficia o preenchimento de lacunas em diversos domínios da vida humana, como 
social, físico, psicológico, entre outros. Pode-se dizer que a partir do momento em que 
são reconhecidamente tarefas específicas desempenhadas por um grupo profissional, 
é reconhecidamente outra especialidade, a fim de identificar a diferença entre ambas 
e distinguir com base em habilidades e conhecimentos únicos. Por exemplo, ao tentar 
abordar uma situação nova, os especialistas procurarão informações em um campo 
relacionado da ciência ou técnica para oferecer sua perspectiva. Dessa forma, cada 
profissão oferece uma solução para um problema de um ângulo único (MINELLI; 
SORIANO; FÁVARO, 2009). 
8.2 Importância da equipe multidisciplinar no esporte 
A ciência do treinamento atlético enfatiza que a interação de vários fatores é o 
que leva à melhoria do desempenho de um atleta. Os fatores físicos, técnicos, táticos 
e psicológicos são, portanto, fatores que determinam e desempenham um papel em 
um bom desempenho atlético. Para o planejamento do treinamento atlético, também 
é fundamental considerar os horários de treinamento e evento a competir (NOCE; 
SIMIM, 2009). 
Por isso, ao criar uma estratégia, é fundamental avaliar as inúmeras variáveis 
que interferem no desempenho do atleta. É importante que educadores físicos, 
psicólogos e treinadores trabalhem juntos para escolher indivíduos que tenham as 
habilidades físicas e mentais necessárias para competições de alto nível. Isso porque 
a seleção de atletas que precisam ter um desempenho de alto nível exige o uso de 
diversos especialidades (BRANDT et al., 2014). 
Partindo dessa premissa de esforço de equipe, Montagner e Silva (2003) 
discutem a seleção de talentos no futebol por meio das “peneiras”, posicionando esse 
processo como pedagógico e metodológico que demanda tempo suficiente para 
ensinar, treinar e selecionar indivíduos que demonstrem superioridade nas qualidades 
necessárias para o esporte ao longo de vários anos e mediante várias fases. O estudo 
demonstrou a importância de equipes multidisciplinares trabalharem juntas, cada uma 
especializada em sua área, mas trabalhando em conjunto (professores de educação 
física, corpo técnico, profissionais médicos, nutricionistas,psicólogos e 
administradores esportivos), para produzir um processo de seleção que garante 
avanços e um aumento no desempenho atlético de alto nível. 
Rose Junior (2002) examinou entrevistas relacionadas a situações 
estressantes no basquete de alto rendimento e iniciou uma discussão sobre os fatores 
competitivos que afetam o desempenho dos competidores. Neste estudo, o autor 
enfatiza a importância de um treinamento composto por profissionais especializados 
para fornecer táticas baseadas em fatores individuais e contextuais. 
Conforme sugerido pelo autor, se esses focos foram segmentados, 
experimentaram fatores específicos como capacidade física, habilidade técnica, 
lesões, medo de decepcionar os outros e falta de resposta. Por sua vez, os fatores 
contextuais incluiriam coisas como envolvendo certos aspectos do jogo, punidos, 
técnicos, companheiros de equipe, treinamento inadequado etc. 
Noce e Samulski (2002) afirmam que os fatores pessoais são os que levam à 
maior vulnerabilidade em termos de resultados, e seguem explicando que no esporte 
observa-se com frequência que os atletas apresentam diversas formas de pressão 
(incluindo limitação de tempo, resultados e demandas de treinadores e companheiros 
de equipe, entre outros). Além disso, seu desempenho está relacionado à sua 
capacidade de atender às demandas dos atletas em termos de habilidade, precisão e 
regularidade. 
À luz dos requisitos acima mencionados, Pujals e Vieira (2002) destacam a 
importância e a eficácia de colaborar com muitos profissionais para alcançar o mais 
alto nível de remuneração. Como consequência, sabe-se que o resultado de um 
esporte depende tanto do treinamento físico quanto do psicológico, sendo que este 
último pode proporcionar ao atleta a capacidade de manter um estado emocional 
saudável que afetará positivamente seus resultados. 
Diante dos achados, pode-se constatar que atletas que recebem treinamento 
de profissionais de diversas especialidades apresentam melhores habilidades para 
lidar com o estresse esportivo, bem como diminuição significativa de lesões 
decorrentes de treinamentos extenuantes. Em seu livro, Marques e Oliveira (2002) 
mostram a ligação entre alto rendimento atlético e sucesso e o uso do conhecimento 
científico no desenvolvimento do atleta. Mostram que hoje apenas a preparação 
técnica, tática e física são insuficientes e uma abordagem muito mais abrangente é 
necessária uma infraestrutura que aborde outros fatores. Isso inclui a capacidade 
motora do atleta e o impacto de seu estado emocional no momento da exaustão. 
Desta forma, fica clara a necessidade de integração dos diversos conjuntos de 
habilidades dos diversos membros da equipe. Por esta crucial proximidade 
profissional, é possível clarificar fatores essenciais para a melhoria do desempenho e 
prever a manutenção do desempenho de um atleta, demonstrando uma tendência 
para a interdisciplinaridade na coexistência de vários domínios (VRETAROS, 2002). 
8.3 Papel do Educador Físico 
O termo “Educador Físico” refere-se a um profissional especializado em 
atividades físicas em todas as suas manifestações, incluindo ginástica, atividades 
físicas, jogos, esportes competitivos, dança e muito mais. Seu objetivo é auxiliar no 
avanço da educação e saúde, auxiliando na aquisição de níveis adequados de 
desempenho e condição física (DIAS et al., 2007). 
De forma mais geral, podemos dizer que o papel do educador físico é direcionar 
os alunos para os exercícios mais adequados em cada situação, para que os alunos 
tenham certeza de que praticar exercícios trará benefícios à sua saúde. Além disso, 
esse profissional possui autonomia que inclui, entre outras coisas, a realização de 
ações e tarefas concluídas. 
Dessa forma, ele decide como escolher e programar as atividades, alcançando 
seu objetivo de promover o desenvolvimento do atleta para que sua saúde seja 
mantida ou melhorada (RODRIGUES; BUSTAMENTE; REIS, 2014). 
Reforçando o papel do educador físico, o artigo 3º da lei 9.696 de 1º de outubro 
de 1998 que regulamenta a profissão estabelece: compete ao educador físico 
coordenar, planejar, programar, supervisionar, motivar, dirigir, organizar, avaliar e 
realizar tarefas, programas, planos e projetos, bem como prestar serviços de auditoria, 
consultoria e avaliação, realizar treinamento especializado, participar de equipes 
multidisciplinares e interdisciplinares e desenvolver (BRASIL, 1998). 
Além da referida Lei, a Resolução do Conselho Federal de Educação Física 
(CONFEF) nº 46, de 18 de fevereiro de 2002, que dispõe sobre a atuação do Educador 
Físico, estabelece que a Finalidade Primária do Educador Físico é Prestar Serviços 
que Favoreçam o Desenvolvimento da Educação e Saúde, Contribuindo para a 
Capacitação e/ou Restabelecimento de Níveis Adequados de Desempenho e 
Condição Física dos Beneficiários. O seu conhecimento profissional, científico, 
técnico, educativo e etiológico favorece a intervenção adequada e eficaz nas diversas 
manifestações da atividade física. 
Roble, Moreira e Scagliusi (2012) discutem questões cruciais para a efetividade 
do educador físico no contexto esportivo. A entrada do profissional nesse campo 
implica a construção de um saber ou habilidade em que a competição direta com o 
adversários fomente mecanismos de tentativa e erro até que o resultado almejado 
seja alcançado. Ao fazê-lo, o profissional triangula seus objetivos a fim depara explorar 
melhor o potencial do atleta e, ao mesmo tempo, melhorar o desempenho do atleta e 
do treinador. 
Ao longo desta jornada, percebe-se que os maiores desafios enfrentados pelos 
atletas durante o treinamento são a falta de suporte técnico abrangente e frequente 
(treinadores, preparadores físicos, nutricionistas e outros), além da falta de 
planejamento e organização organizacional a longo prazo. Nesse contexto, o 
educador físico assume papel fundamental no desenvolvimento do atleta em todas as 
fases. Com a ajuda desse profissional, busca-se o objetivo ao qual se dedicam com 
intensidade (PERES; LOVISOLO,2006; VALLE, 2003). 
Desta forma, Ré, Rose Júnior e Bohme (2004) demonstraram de forma 
relevante a intuitiva entre a excelência do almejado e o conhecimento e experiência 
em um determinado domínio, perfeitamente dentro das capacidades físicas do 
educador. Tudo isso exige um trabalho árduo, meticulosamente planejado e 
organizado em treinamentos especializados visando aprimorar as capacidades 
físicas, técnicas, táticas e psicológicas de cada um para alcançar e manter resultados 
(SILVA, 2018). 
Além disso, é demonstrada a importância do trabalho do educador físico dentro 
do esporte, demonstrando seu impacto significativo no desenvolvimento pessoal do 
atleta, além de conhecer as principais táticas sugeridas pela ciência para desenvolver 
um programa de treinamento físico seguro e eficaz. 
8.4 O Papel das diferentes áreas na equipe multidisciplinar 
Um dos fatores psicológicos que mais afetam o desempenho atlético é o 
estresse competitivo, pois os atletas estão sujeitos a uma variedade de competitivos 
e devem superar os obstáculos com vigor, mantendo a eficiência e a consistência de 
seu desempenho diante dos mais altos níveis de exigência física, técnica e tática 
(STEFANELLO, 2007). 
Surge, assim, uma necessidade de intervenção psicológica para remover 
algumas barreiras que obstruem diretamente o desempenho, como a expectativa de 
eficácia pessoal, registros a serem superados, excesso ou falta de confiança, 
etc. Esses obstáculos, frequentemente colocados pelo próprio atleta, podem impedir 
até mesmo o competidor mais talentoso de praticar todo o seu potencial em um 
esporte competitivo (SILVA, 2018). 
Desta forma, Peres e Lovisolo (2006) reconhecem a preparação psicológica 
para apoiar a motivada, regular os fatores emocionais, mediar as relações da equipa, 
entre outras coisas. Em contraste com a regulação subjetivadesse contexto, a 
psicologia enfatiza como o treinamento de um atleta afeta diretamente seu 
funcionamento, treino e desempenho diários, bem como sua capacidade de 
perseverar diante de obstáculos dentro e fora de seu esporte, minimizando, dentro do 
possível, os efeitos negativos da interferência emocional no desempenho. 
É importante ressaltar que os esportes de alto nível determinam padrões 
corporais que extrapolam barreiras de uma rotina de exercício comumente observada 
no dia a dia. Estas peculiaridades resultam em alterações musculoesqueléticas que 
estão associadas à eficiência do gesto desportivo, porém, a longo prazo, podem 
evoluir para processos mórbidos que limitam a prática de atividades físicas regulares. 
Isso destaca a importância do apoio do fisioterapeuta em situações de 
overtraining observadas em esportes de alto rendimento que provocam um processo 
de adaptação orgânica com efeitos deletérios na postura e alto potencial de 
desequilíbrio muscular (JUNIOR; PASTRE; MONTEIRO, 2004). 
Portanto, a importância do papel do fisioterapeuta dentro da equipe atlética 
multidisciplinar é revelada por meio de uma avaliação clínica e funcional do atleta. 
Esta avaliação é feita em conjunto com o treino para que os atletas e os respectivos 
treinadores podem ser orientados quanto a possíveis desequilíbrios musculares e ao 
desempenho biomecânico do esporte em questão, otimizando os resultados e 
prevenindo lesões. 
Na área médica relacionada com a atividade física, a atenção dos especialistas 
em medicina desportiva aliada ao apoio salvaguardado de outras especialidades 
médicas é fundamental para situações de maior complexidade. Os problemas de 
atenção primária e secundária são abordados por este especialista que, além da 
avaliação clínica, solicita os exames complementares e avaliações funcionais 
adequadas à situação. Após essas avaliações, cabe a esse setor realizar o 
acompanhamento desses indivíduos ao longo de suas sessões de treinamento 
(HERNANDEZ, 2012). 
Outro fator importante a ter em conta durante o treino é o acompanhamento do 
nutricionista. Lembrar que uma alimentação adequada é um aliado fundamental para 
melhorar o desempenho e a capacidade física e está diretamente relacionado com a 
ingestão equilibrada de nutrientes (ALMEIDA et al., 2009). 
Além de melhorar o desempenho, o nutricionista esportivo aposta na 
prevenção, pois há deficiências nos modelos dietéticos e de recuperação energética 
que prejudicam a tolerância ao exercício e trabalham em risco a saúde de quem 
pratica atividade física, podendo inclusive resultar em morte (CARVALHO; MARA, 
2010). 
Assim, o acompanhamento nutricional torna-se fundamental no desempenho 
do atleta, visando reduzir lesões com alimentação adequada; reparação de depósitos 
de energia; prevenção da fadiga, entre outros. O nutricionista pode ainda prescrever 
suplementos nutricionais conforme a legislação em vigor sempre que necessário, bem 
como realizar atividades de educação nutricional e para a saúde. Apesar da 
importância do nutricionista na área esportiva, a atuação desse profissional ainda é 
baixa. 
A intervenção do professor de educação física é parte fundamental do 
treinamento atlético, pois é esse profissional que irá direcionar os exercícios mais 
específicos caso a caso. Além disso, possui um conhecimento específico da 
modalidade esportiva, auxiliando no treinamento e na reconstrução do desempenho 
atlético e do condicionamento físico. 
Colaborando para minimizar os efeitos do estresse do exercício, os psicólogos 
desempenham um papel no treinamento de um atleta e nos aspectos que afetam o 
desempenho, como superação, persistência e motivação. 
Os fisioterapeutas melhoram a qualidade do processo de reabilitação e, ainda, 
corrigem posturas potencialmente prejudiciais durante o exercício diário, atuando não 
só no tratamento de lesões, mas também na sua prevenção. 
A medicina esportiva pode fornecer suporte médico na atenção primária e em 
casos mais complexos. Também desempenha um papel preventivo, exigindo 
inspeções e outras avaliações necessárias. 
O nutricionista possibilita ao indivíduo atleta obter uma nutrição adequada, 
adaptada às suas circunstâncias específicas, subsidiar o aumento da sua capacidade 
física, melhorar a saúde promovendo o pleno funcionamento do corpo e melhorar o 
estado de saúde promovendo o pleno funcionamento do corpo. Recuperação após 
cada treino, redução do estresse e muito mais. 
Treinar um grupo requer um bom entendimento de todos os aspectos 
envolvidos, pois é uma estrutura complexa que requer um trabalho especializado de 
profissionais como médico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo e professor de 
educação física. As vantagens do treinamento em conjunto com equipes 
multidisciplinares permitem o diagnóstico de pontos significativos em diferentes 
especialidades. Além disso, esses profissionais contribuem para o crescimento do 
rendimento esportivo (SILVA, 2018). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ALMEIDA, C. et al. Avaliação do conhecimento sobre nutrição esportiva, uso e 
indicação de suplementos alimentares por Educadores Físicos nas academias de 
passo fundo/RS. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo. v. 3, n. 15, p. 
232-240, 2009. 
BRANDT, R. Saúde mental e fatores associados em atletas durante os jogos abertos 
de Santa Catarina. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 20, n. 4, 2014. 
BRASIL. Congresso Federal. Dispõe sobre a regulamentação da profissão de 
Educação Física e cria os respectivos Conselhos Federal e regional de 
Educação Física. In: Lei nº 9.696, de 1º de setembro de 1998, Diário Oficial da 
República Federativa do Brasil. Brasília, 1998. 
CARVALHO, T.; MARA, L. S. Hidratação e nutrição no esporte. Rev. bras. med. 
Esporte. v.2, n.16, p.144-148, 2010. 
GOUVEIA, M. J. M. Tendências da investigação na psicologia do desporto, exercício 
e atividade física. Análise Psicológica, v. 1, n. 19, p. 5-14, 2001. 
GUIMARÃES, G. V.; CIOLAC, E. G. Síndrome Metabólica: Abordagem do Educador 
Físico. Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. São Paulo, 
v. 14, n. 4, p. 659-70, 2004. 
HERNANDEZ, A.J. Perspectivas profissionais da Medicina do Esporte. Revista de 
Medicina, v. 91, n. 1, p. 9-13, 2012. 
JÚNIOR, J.N. et al. Alterações posturais em atletas brasileiros do sexo masculino que 
participaram de provas de potência muscular em competições internacionais. Revista 
Brasileira de Medicina do Esporte, v. 10, p. 195-198, 2004. 
LEONARDI, T. J. et al. Equipe multidisciplinar e centro de treinamento do esporte de 
alto rendimento: estudo de caso no voleibol brasileiro. Coleção Pesquisa em 
Educação Física, v. 15, n. 3, p. 87-94, 2016 
MARQUES, A. T.; OLIVEIRA, J. O treino e a competição dos mais jovens: rendimento 
versus saúde. In: BARBANTI, Valdir J. et al. Esporte e atividade física: interação 
entre rendimento e saúde. Barueri: Manole, 2002. 
MINELLI, D. S.; SORIANO, J. B.; FÁVARO, P. E. O educador físico e a intervenção 
em equipes multiprofissionais. Movimento. Porto Alegre, v. 15, n. 04, p. 35-62, 2009. 
MONTAGNER, P. C; SILVA, C. C. O. Reflexões Acerca do Treinamento a Longo 
Prazo e a Seleção de Talentos Através de “Peneiras” no Futebol. Revista Brasileira 
de Ciências do Esporte. Campinas, v. 24, n. 2, p. 187-200, 2003. 
NETO, A.G.; PREIS, C. A Valorização do Treinamento Muscular Excêntrico na 
Fisioterapia Desportiva. Fisioterapia em Movimento. v.18, n.1, p. 19-26, 2005. 
NOCE, F.; SAMULSKI, D. M. Análise do estresse psíquico em atacantes no voleibol 
de alto nível. Revista Paulista de Educação Física. São Paulo, v. 16, n. 2, p. 113-
129, 2002. 
NOCE, F.; SIMIM, M. A. Análise dos fatores estressantes que interferem no 
rendimento do atleta de natação no período pré-competitivo. Revista Iberoamericana 
de Psicología del Ejercicio y el Deporte, v. 4, n. 1, p. 45-58,2009. 
PUJALS, C.; VIEIRA, L. F. Análise dos fatores psicológicos que interferem no 
comportamento dos atletas de futebol de campo. Revista da Educação Física/UEM. 
Maringá, v. 13, n. 1, p. 89-97, 2002. 
RODRIGUES, P. A. F.; BUSTAMANTE, C. G.; REIS, E. C. Centro de Referência em 
Obesidade do Município do Rio de Janeiro – O Papel do Educador Físico. Revista 
Brasileira de Atividade Física & Saúde. Pelotas, v. 19, n. 5, p. 656-658, 2014. 
ROSE JUNIOR, D. A competição como fonte de estresse no esporte. Revista 
Brasileira de Ciência e Movimento. Brasília, v. 10, n. 4, p. 19-26, 2002. 
ROSE JUNIOR, D. A competição como fonte de estresse no esporte. Revista 
Brasileira de Ciência e Movimento. Brasília, v. 10, n. 4, p. 19-26, 2002. 
RUBIO, K. Ética e compromisso social na psicologia do esporte. Psicologia: ciência 
e profissão, v. 27, p. 304-315, 2007. 
RUBIO, K. Rendimento esportivo ou rendimento humano? O que busca a da 
psicologia do esporte? Psicologia para América Latina, México. n. 1, 2004. 
SILVA, M. O. G. Atuação do educador físico e equipe multidisciplinar no esporte 
de rendimento. 2018. 
VIEIRA, L. F. et al. Estado de Humor e Desempenho Motor: Um Estudo com Atletas 
de Voleibol de Alto Rendimento. Revista Brasileira de Cineantropometria e 
Desempenho Humano. Florianópolis, v. 10, n. 1, p. 62-68, 2008. 
VIEIRA, T. P.; STUCCHI, S. Relações Preliminares entre a Gestão Esportiva e o 
Educador físico. Revista da Faculdade de Educação Física da UNICAMP. 
Campinas, v. 5, n. 2, p. 113-128, 2007. 
VRETAROS, A. O papel do preparador físico no retorno à prática esportiva competitiva 
após reabilitação musculoesquelética: uma abordagem no tênis de campo. Revista 
digital – Buenos Aires. v. 8, n. 50, 2002.

Mais conteúdos dessa disciplina