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2- Exame físico cardiovascular 1 🫀 2- Exame físico cardiovascular Principais componentes do exame cardiovascular Observar o aspecto geral e medir a pressão arterial e a frequência cardíaca Estimar o nível da pressão venosa jugular Auscultar as carótidas (sopro), uma de cada vez Palpar o pulso carotídeo, incluindo o impulso ascendente carotídeo (amplitude, contorno, momento) e a presença de um frêmito Inspecionar a parede torácica anterior (impulso apical, movimentos precordiais) Palpar o precórdio para verificar se há esforço, frêmitos ou ruídos cardíacos palpáveis Palpar e localizar o PIM ou impulso apical Palpar um impulso sistólico do ventrículo direito, artéria pulmonar e áreas de fluxo aórtico na parede torácica Auscultar B1 e B2 em seis posições da base até o ápice Identificar um desdobramento fisiológico e paradoxal de B2 Auscultar e reconhecer sons anormais no início da diástole, incluindo B3 e EA da estenose mitral e B4 mais tarde na diástole Distinguir os sopros sistólicos e diastólicos, usando manobras, quando necessárias. Se presentes, identificar o momento de ocorrência, a forma, o grau, a localização, irradiação, tom e característica Aferição da pressão arterial Perguntar se o paciente fumou, ingeriu cafeína ou está com a bexiga cheia. A medida deve ser feita depois de 5 min em repouso em ambiente calmo. 2- Exame físico cardiovascular 2 Pernas descruzadas e pés no chão O braço deve estar na altura do coração. A borda inferior da braçadeira deve estar a 2,5 cm acima da prega ante cubital. Sons de Korotkoff 1ª fase (K1) Se inicia com pulsações fracas (marcador da pressão arterial sistólica) 2ª fase (K2) Manutenção das pulsações fracas com a presença de sons sibilantes 3ª fase (K3) Pulsações mais fortes com o desaparecimento dos sons sibilantes 4ª fase (K4) Abafamento das pulsações 5ª fase (K5) Interrupção completa do som (marcador da pressão arterial diastólica) Atenção para o hiato escutatório, que é um intervalo de silêncio que pode ocorrer entre as pressões sistólica e diastólica. Aferição da PA em posição sentada e ortostática para todo mundo A ortostática é aferida no momento 0, quando o paciente levanta, 1 e 3 minutos. 2- Exame físico cardiovascular 3 É considerada hipotensão caso caia mais de 20mmHg na PAS ou PAD Aferição da PA nos 2 braços em idosos e em adultos na primeira consulta. Nas demais consultas de adultos, aferir apenas no braço cuja PA foi maior. Registrar no prontuário o valor obtido, sem arredondamentos, e o braço aferido. Frequência cardíaca e ritmo Pulso Palpar o pulso radial usando a polpa do indicador e médio Em idosos ou em adultos que o pulso parecer anormalmente rápido ou lento, contar por 60 segundos. Em adulto que a frequência parecer regular, contar por 30 segundos e multiplicar por 3. A faixa habitual da normalidade é de 60-90-100 bpm. Ritmo Começar pela palpação do pulso radial É regular? Se houver irregularidade, avaliar o ritmo no ápice cardíaco auscultando com o estetoscópio. Se for irregular, tentar achar um padrão: 1- As extrassístoles aparecem em um ritmo basicamente regular? 2- A irregularidade varia com a respiração? 3- O ritmo é totalmente irregular? Nesses casos é interessante pedir um ECG Frequência cardíaca e ritmo Frequência cardíaca Quando paciente idoso ou com pulso instável, contar por 60 segundos. Quando paciente adulto com pulso estável, contar por 30 segundo e multiplicar por 2. 2- Exame físico cardiovascular 4 A faixa habitual é de 60-90-100 bpm Ritmo Se o ritmo irregular: Auscultar o ápice cardíaco e avaliar ritmo. 1- As extrassístoles aparecem em um ritmo basicamente regular? 2- A irregularidade varia com a respiração? 3- O ritmo é totalmente irregular? Pulsos Avaliação Simétrico, regular e elástico Amplitude 0 → Ausente 1 → Fino 2 → Cheio 3 → Muito cheio, como o pulso martelo d’água. (mais excepcional) Localização Temporal Importante, sobretudo em idosos devido a arterite de células gigantes Tratamento com corticoides Evita cegueira Afeta ramo oftálmico no trigêmeo Fúrcula esternal Carótida Não pode ser logo abaixo do seio carotídeo a fim de evitar hipotensão e bradicardia. Palpar com cuidado para não deslocar placa de ateroma. Os dois lados devem ser comparados mas elas não devem ser palpadas ao mesmo tempo. 2- Exame físico cardiovascular 5 Também devemos auscultar para tentar identificar sopros Parar de repsirar por 10 segundos e auscultar com diafragma Posicionar estetoscópio na extremidade superior da cartilagem tireóidea, abaixo do ângulo da mandíbula Acima da bifurcação da carótida em interna e externa. Pulso axilar Subclávio Palpável acima do terço médio da clavícula. Braquial Femoral É palpado entre a espinha ilíaca anterossuperior e a sínfise púbica, logo abaixo do ligamento inguinal. Poplítea Colocar as duas mãos na fossa poplítea com a perna um pouco fletida. Ulnar Na borda ulnar do punho Braquial Tibial posterior Palpado atrás do maléolo medial Pedioso Palpado no dorso do pé na parte mais alta Aorta Auscultar a aorta abdominal para tentar identificar a presença de sopros 2- Exame físico cardiovascular 6 Pressão venosa jugular (PVJ) É uma estimativa indireta da complacência do átrio direito. PVJ: para dentro Pulso carotídeo: para fora. Mensuração da pressão Aprender a encontrar o ponto de oscilação mais alto na veio jugular interna ou o ponto do qual a veia jugular externa parece colapsada. Cabeceira a 30° Estender um objeto ou cartão longo horizontalmente a partir do ponto onde não temos pulsação e e uma régua graduada em cm verticalmente a partir do ângulo do esterno, criando um ângulo reto perfeito. Medir a distância vertical em cm acima do ângulo do esterno na qual o objeto horizontal cruza com a régua. Adicione 5 cm a esse valor correspondente à distância do ângulo do esterno ao centro do átrio direito. Essa soma corresponde à PVJ. 2- Exame físico cardiovascular 7 Se a PVJ estiver muito baixa, talvez seja necessário abaixar a cabeceira, podendo chegar até a 0°. Se a PVJ estiver alta, aumentar a cabeceira do leito, em alguns casos, só será possível mensurar na posição ortostática. Uma PVJ medida > 3 cm acima do ângulo do esterno ou > 8 cm acima do centro do átrio direito é considerada elevada. Avaliação do pulso Ingurgitado Plano → s/ alterações Alterações PVJ elevada → alta correlação com insuficiência cardíaca aguda ou crônica, estenose tricúspide, hipertensão pulmonar crônica, obstrução da veia cava superior, tamponamento cardíaco e pericardite constritivas Palpação do precórdio Cabeceira elevada a 30° Inspecionar e palpar precórdio Segundo espaço intercostal direito e esquerdo, VD e VE Observar a presença de frêmitos e levantamentos Olhar tangencialmente, palpar o ictus e descrevê-lo. Ex: 5° espaço intercostal, linha hemiclavicular, 1 polpa digital, lado esquerdo. Decúbito lateral esquerdo Auscultar o ictos com a campânula- Coração se desloca para mais superior Decúbito dorsal, com a cabeceira a 30° Auscultar 5 focos com o diafragma e depois com a campânula 2- Exame físico cardiovascular 8 Classificar os focos: Normorrítmico, normofonético, com ou sem sopro B1 ocorre junto com o pulso → Foco mitral e tricúspide O sopro pode ser ouvido em apenas um dos focos ou mais.