Logo Passei Direto
Buscar

Resumo sobre a história e conceitos da ciência cognitiva: origem interdisciplinar (psicologia, neurologia, filosofia, linguística, antropologia e computação), uso de modelos computacionais para explicar a mente, transição do behaviorismo à cibernética, congresso de 1956, paradigma simbólico e fase posterior focada em processos sociais, culturais e linguagem.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

De acordo com Saracevic (1996), a ciência cognitiva teve origem na convergência das disciplinas da psicologia, neurologia, filosofia, linguística, antropologia e ciência da computação. Seu propósito fundamental consiste em elucidar o funcionamento da mente, utilizando sistemas computacionais como ferramentas para aprofundar a compreensão dos processos cognitivos e sua manifestação no cérebro. Na visão de Alves e Galvão (2006), o surgimento da ciência cognitiva pode ser traçado em seu histórico. No início do século XX, prevalecia a perspectiva behaviorista, que se concentrava na análise do comportamento humano, negligenciando a mente como objeto de estudo científico. Posteriormente, entre 1940 e 1950, ocorreu a era da cibernética, marcada por investigações fundamentadas em princípios lógicos e matemáticos. Foi somente em 1956 que as ciências cognitivas foram oficialmente estabelecidas, durante um congresso realizado nos Estados Unidos, que se estendeu por seis semanas. O objetivo principal desse evento era a criação de um modelo computacional destinado a compreender os processos mentais. Conforme Motta (2007), como resultado desse congresso, muitos investigadores começaram a publicar obras e artigos que abordavam tópicos relacionados à linguagem, formação de conceitos e memória. A partir dessa nova perspectiva, emergiu um modelo conceitual que se esforçava para explicar os processos cognitivos, conhecido como o paradigma simbólico. Esse paradigma argumentava que a compreensão dos processos mentais, era mais eficaz quando comparados ao funcionamento de computadores, nos quais informações são representadas por símbolos que são processados de forma serial. Para Nobre (2012), uma segunda fase dos estudos cognitivos se concentra na análise dos processos cognitivos, sociais e culturais. A autora ressalta que a descrição detalhada desses processos resulta da compreensão de como a utilização da linguagem pode contribuir para a ampliação do conhecimento sobre o mundo.

Mais conteúdos dessa disciplina