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DIETOTERAPIA NA DOENÇA RENAL FELIPE RIZZETTO SANTOS Nutricionista - UFF phD em Ciências –Serviço de Nefrologia / Dpto de Clínica Médica/Faculdade de Medicina –UFRJ Pós doutorando - FCF - USP Nutricionista do ambulatório de Nutrição renal e Pediátrica –Hospital Federal da Lagoa - Órgãos retro peritoneais - Localizados acima da linha da cintura - Formato: grão de feijão - Peso: 150g - Unidade funcional: néfron (1 milhão/rim) - Dimensões A) Comprimento: 11 a 13cm B) Largura: 5 a 7,5cm C) Espessura: 2,5 a 3 cm Fonte: http://apbiocorpohumano.webnode.com.br Guyton & Hall - Tratado de Fisiologia Médica - 12ª Ed. 2011 unidade V capítulo 26 página 323 ANATOMIA http://apbiocorpohumano.webnode.com.br/ modificado de: http://academic.kellogg.edu/herbrandsonc/bio201_McKinley/Urinary%20System.htm ANATOMIA E FISIOLOGIA http://academic.kellogg.edu/herbrandsonc/bio201_McKinley/Urinary%20System.htm 4- Arteríola eferente 3- Arteríola aferente 5- Túbulo contorcido proximalC O R T I C A L 2-Glomérulo 1-Cap. de Bowman 8- Alça de Henle fina 7: Ducto coletor cortical Capilares peritubulares 6-Túbulo Contorcido distal Ducto coletor M medular E D U L A R http://msjensen.cehd.umn.edu/Webanatomy/urinary/default.html Artéria renal Veia renal 9- Vasos retos (capilares peritubulares) ANATOMIA E FISIOLOGIA http://msjensen.cehd.umn.edu/Webanatomy/urinary/default.html 1 Afferent arteriolae 2 Efferent arteriolae 3 Glomerulus http://www.embryology.ch/anglais/turinary/urinhaute0 2.html ANATOMIA E FISIOLOGIA http://www.embryology.ch/anglais/turinary/urinhaute02.html http://www.embryology.ch/anglais/turinary/urinhaute02.html FUNÇÕES 1. FunçõesExcretoras 2. Funções Endócrinas 3. Funções Reguladoras Thomas, Rev Syst Biol Med, V.1, p.172-190, 2009 ANATOMIA E FISIOLOGIA Função excretora Junto com os pulmões, eles são a principal via de excreção dos restos prejudiciais do organismo. A urina é formada por 60% de produtos nitrogenados (Uréia, ácido úrico, creatinina e amônia. 40% de sais inorgânicos (Cloreto de sódio, fosfato de cálcio, sulfato de cálcio, sódio, potássio e magnésio. Função Reguladora: • Manutenção de um volume hídrico adequado • Regular a concentração de íons como sódio, potássio, cloreto, bicarbonato, hidrogênio, magnésio e fosfato • Manutenção do pH • Manutenção da concentração adequada de metabólitos • Eliminação de produtos do metabolismo • Eliminação de drogas ou substâncias tóxicas ANATOMIA E FISIOLOGIA A manutenção do meio interno pelos rins O equilíbrio entre a perda e a ingestão de água adaptado de “Fisiologia: texto e atlas”, Silbernagl e Despop oulos, 2003 A manutenção do meio interno pelos rins O equilíbrio entre a perda e a ingestão de água adaptado de “Fisiologia: texto e atlas”, Silbernagl e Despop oulos, 2003 A manutenção do meio interno pelos rins O equilíbrio entre a perda e a ingestão de água adaptado de “Fisiologia: texto e atlas”, Silbernagl e Despop oulos, 2003 A manutenção do meio interno pelos rins O equilíbrio entre a perda e a ingestão de água Função Endócrina: • Secreção de Renina • Ação sobre o córtex da adrenal, levando à produção de aldosterona • Secreção de 1.25 dihidroxi-calciferol • Secreção de eritropoetina ANATOMIA E FISIOLOGIA Modificado de SILBERNAGL, S. e DESPOPOULOS, A., 2003 “Atlas de Fisiolo gia” Regulação hormonal da reabsorção renal de Água no néfron distal Aumenta a ingestão de água Modificado de SILBERNAGL, S. e DESPOPOULOS, A., 2003 “Atlas de Fisiolo gia” Regulação hormonal da reabsorção renal de Água no néfron distal Aumenta a ingestão de água Modificado de SILBERNAGL, S. e DESPOPOULOS, A., 2003 “Atlas de Fisiolo gia” Regulação hormonal da reabsorção renal de Água no néfron distal sem ADH com ADH extraído, enquanto disponível, de: http://sprojects.mmi.mcgill.ca/dir/neph rology.html http://sprojects.mmi.mcgill.ca/dir/neph Sistema renina -angiotensina Existem 3 mecanismos de controle da liberação da renina: a)Mecanismo da mácula densa: queda na conc. de NaCl no filtrado tubular é percebida pelas células da mácula densa, as quais estimulam as células granulares a produzirem renina. b)Mecanismos de barorreceptores: diminuição da pressão estimula os barorreceptores a ativarem a secreção de renina. c)Mecanismos β-adrenérgicos: aumento da conc. de catecolaminas estimula a liberação de renina através destes receptores. Também junto com o pulmão, os rins mantêm o pH do sangue dentro dos valores apropriados: 7,4. Para isso, os rins controlam a taxa de excreção de íons de hidrogênio, sódio, potássio e a concentração de Bicarbonato nos líquidos corporais. Equilíbrio ácido básico Equilíbrio ácido básico O principal tampão é: HCO3- /CO2 Os rins controlam a concentração de HCO3- pela reabsorção no filtrado que se une com H+, formando ácido carbônico, que se dissocia pela ação da anidrase carbônica, formando: CO2 e H2O. 1. Reabsorção de bicarbonato por transporte acoplado ao Na 2. Eliminação de ácidos... - Orgânicos derivados da dieta; - Orgânicos produzidos pelo metabolismo; - Orgânicos não - metabolizáveis; - Inorgânicos RIM e ERITROPOIETINA Uma das causas de ANEMIA NA FALÊNCIA RENAL é a deficiência de EPO Normocítica e normocrômica FUNÇÕES Thomas, Rev Syst Biol Med, V.1, p.172-190, 2009 1. Funções Excretoras Regulação de líquidos 2. Funções Endócrinas Renina, Eritropoetina, Vitamina D 3. Funções Reguladoras Minerais e Líquidos A urina colabora para a redução da compressão do sangue. Adolpho de Bold descobriu o FNA, um hormônio localizado na entrada do coração. Este hormônio tem duas funções, a vasoconstrição simultânea da arteríola eferente, e a vasodilatação da arteríola aferente. ↑ Filtração glomerular Inibe renina, ADH e aldosterona. Com isso aumenta a produção de urina e a pressão glomerular e, consequentemente, a diminuição da pressão sangüínea O fator natriurético atrial (FNA) A) Filtração Glomerular (120mL/min)... Plasma na barreira de filtração glomerular. Possui 3 camadas: * Endotélio fenestrado do capilar glomerular * Lâmina basal (membrana que reveste o capilar) * Células epiteliais especializadas (podócitos) FORMAÇÃO DA URINA Barreira de filtração glomerular ... Endotélio fenestrado está apoiado sobre a lâmina basal FORMAÇÃO DA URINA Barreira de filtração glomerular → Seletiva para passagemde substâncias... PERMITIDO: água e pequenos solutos (Ex. uréia) PROIBIDO: proteínas e grandes moléculas Passagem promovida pela diferença de pressões hidrostáticas e oncóticas Formação do ultrafiltrado glomerular (180L/dia) GLOMÉRULO E SELETIVIDADE FORMAÇÃO DA URINA Ultrafiltrado glomerular → captado pela Cápsula de Bowman e, então, conduzido aos sistema de túbulos, onde ocorrerá: A) Absorção: soluto e água do lúmen para o sangue B) Secreção: soluto do sangue ou interior da célula para o lúmen FORMAÇÃO DA URINA Glomérulo e Cápsula de Bowman B) Túbulo contorcido proximal... Reabsorção da maioria dos pequenos solutos filtrados -Íons (Na, Cl, K e Ca): 60% -Aminoácidos e glicose (junto com Na): 90% Porção mais permeável à água, permitindo sua reabsorção passiva FORMAÇÃO DA URINA C) Alça de Henle É dividida em: * porção fina descendente * porção fina ascendente * porção espessa ascendente - principais alterações no ultrafiltrado -co-transporte de íons (Na, K, Cl) para interior das células tubulares, com retorno de K ao lúmen tubular -reabsorção de Na, Mg, Ca... Concentra a urina: reabsorve água e íons Furosemida: espoliador K FORMAÇÃO DA URINA Fonte: Lopes, 2002 D) Néfron Distal - túbulo contorcido distal, túbulo conector e ducto coletor Ajustes finais na composição e volume da urina: - Reabsorção de Na, Cl, Ca, K - Secreção de K, H+ e amônia - Reabsorção de Na e secreção de K e H+ Acidificação urinária Produção de urina: 1-2 litros FORMAÇÃO DA URINA D) Néfron Distal - túbulo contorcido distal, túbulo conectore ducto coletor Ajustes finais na composição e volume da urina. Onde estão localizados os sítios de ação dos hormônios reguladores da função renal: * Aldosterona * Fator natriurético atrial * ADH - hormônio antidiurético FORMAÇÃO DA URINA Concentração de íons de sódio: Regulada pela quantidade de água no corpo por dois mecanismos: a) Secreção de ADH pela hipófise anterior b) Estimulação da sede. Concentração do íon potássio: regulada por um mecanismos de feedback: a) Estímulo a córtex supra renal a secretar aldosterona, estimulando as células epiteliais tubilares a transportar potássio para o lúmen tubular. FORMAÇÃO DA URINA Estimated number of patients on dialysis per year. Brazilian Chronic Dialysis Survey 2017 Proportion of patients on dialysis according to age group (years) Brazilian Chronic Dialysis Survey 2017 Proportion of patients on dialysis with laboratory results outside the levels recommended by KDIGO. Brazilian Chronic Dialysis Survey 2017 Basic diagnosis of patients on dialysis. Brazilian Chronic Dialysis Survey 2017 - Distúrbios congênito - HAS – maior fator de risco -Até os 5 anos de Idade , maior taxa de mortalidade - As doenças cardiovasculares são as principais causas de mortalidade ETIOLOGIA DA DRC NA PEDIATRIA - Uremia - HAS - Dislipidemia - Subnutrição - Distúrbios eletrolítico Malformações Nefropatias hereditárias Adaptado de NKF-KDIGO 2013. 1)Lesão renal inicial ○ Perda progressiva da capacidade renal de excretar sódio, resultando em sobrecarga salina e de volume ○ Produção de vasoconstritores, como a angiotensina II ○ Diminuição de vasodilatadores, como as prostaglandinas ○ Alterações na função endotelial com síntese prejudicada do óxido nítrico ○ Redução no número de néfrons HAS: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL 2) Redução no número de néfrons 3)Hiperperfusão dos néfrons funcionantes (hipertensão intraglomerular, hiperfiltração e hipertofia glomerular) 4) Modificações na permeabilidade da membrana glomerular à PTN Uma vez estabelecida a lesão renal, os mecanismos regulatórios da PA pelos rins entram em colapso +↑ volume intravascular + retenção de sódio = HAS META: Controle dos níveis pressóricos HAS: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL ● Drogas: ECAs e dos BRAs para os pacientes com DRC e HA ● Cr sérica acima de 3 mg/dL, deve-se ter cautela com o maior risco de hipercalemia. ● A maioria do pacientes com DRC deve ser tratada com um diurético. HAS: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL ● Os tiazídicos podem ser usados nos estágios de 1 a 3, enquanto os diuréticos de alça, em todos os estágios de DRC, sendo indicados mais especificamente quando a TFG for menor que 30 mL/min/1,73 m2 . ● Os diuréticos poupadores de potássio devem ser evitados nos estágios 4 e 5 e em pacientes recebendo terapêutica concomitante com IECA ou BRA. HAS: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL As evidências acentuam que o estado hiperglicêmico crônico desencadeia o estresse oxidativo e a inflamação mediada por diversas vias metabólicas alteradas em um ciclo-vicioso de autoperpetuação, promovendo aumento da injúria celular e progressão para a doença renal DIABETES: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL ● NaDM o meio hiperglicêmico promoverá a superativação das três principais vias celulares de produção de energia:Glicólise, ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa ● hiperestimulação exacerbada de dinucleotídeo flavina adenina reduzida (FADH 2) e nicotinamida adenina dinucleotídeo reduzida (NADH) DIABETES: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL ● Geração de espécies reativas de oxigênio (ROS), sobretudo nas células renais, haja vista o seu grande número de mitocôndrias. ● Produzem mais adenosina trifosfato (ATP), ânion radical superóxido (O2- • ) a, peróxido de hidrogênio (H 2O2), radical hidroxila (OH •) e o peroxinitrito (ONOO -) DIABETES: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL DIABETES: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL DIABETES e RIM FG > limite máximo de reabsorção ● Obesidade: excesso de ácidos graxos livres (AGLs) e citocinas pró- inflamatórias que: ● inibem a fosforilação do substrato 1 do receptor de insulina (IRS-1) ● impedindo a propagação do sinal para a translocação do transportador de glicose tipo 4 (GLUT 4) para a membrana celular ● diminuição da captação celular de glicose por células dependentes de insulina ● hiperglicemia e hiperinsulinemia. OBESIDADE: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL ● Estresse das células adiposas por hiperplasia e hipertrofia causando hipóxia e consequente inflamação subclínica ● Aumento citocinas pró-inflamatórias ● Ocorre o influxo de glicose para as células não dependentes do GLUT 4 e, portanto, não dependentes de insulina OBESIDADE: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL ● Células renais -GLUT 1) e 2 (GLUT 2), incapazes de regular a entrada de glicose nas células, que induz a glicotoxicidade intracelular. ● Alta afinidade com a glicose, e dos transportadores sodium glucose co- transporter (SGLT) 1 (SGLT1) e 2 (SGLT2), que são responsáveis pela reabsorção tubular de glicose. ● Na DM a capacidade de reabsorção de glicose no túbulo proximal é aumentada, contribuindo para a hiperglicemia e consequente hiperfiltração OBESIDADE: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL A) Dados subjetivos 1. Alterações na micção –normal: 4 a 6 horas * Polaciúria - aumento da frequência * Urgência miccional * Disúria –dor (ITU alta ou baixa) * Nictúria - diurese noturna (pela perda da capacidade de conc. da urina) * Incontinência urinária * Retenção urinária AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL 2. Alterações no volume urinário * Normal entre 700 a 2000mL * Oligúria: volume < 400mL/dia * Poliúria: volume >2500mL/dia * Anúria: volume < 100mL/dia 3. Alterações na cor da urina * Normal –amarelo claro (diluída) a escuro (concentrada) * Urina turva= infecção ou sais de fosfatos amorfos ou acidificação * Urina avermelhada = hematúria (macro ou microscópica) AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL 4.Alterações nas características da urina Urina com espuma = proteinúria 5. Dor renal Por distenção da cápsula renal ou irritação da pelve renal AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL 6. Edema – acúmulo de líquido no tecido subcutâneo e na intimidade de diversos órgãos e tecidos Comuns em glomerulonefrite aguda, síndrome nefrótica, IRA e IRC... Podendo ser anasarca ou edema de menor intensidade AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL B) Dados Objetivos 1. Hálito: flora oral hidrolisa a uréia ( ↑ saliva) → amônia!!! 2. Pele: * Palidez e tom amarelo (urocromos) * Prurido → hiperfosfatemia e complexos insolúveis com Ca depositados no tecido subcutâneo. * Deposição de cristais de uréia na face AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL 8. Características físico-químicas (Urinálise) * Cor * Densidade –capacidade de concentração da urina * pH –manhã: 5 a 6 Urina alcalina – infecção Urina ácida - acidose ou dieta rica em carnes AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL •Proteinúria – Normal: 150 a 200mg/24h A) dano da parede capilar glomerular (PTN de alto peso molecular. Ex.: albumina): > 3,5g/dia B)lesões tubulares (PTN de baixo peso molecular): 1-2g/dia Confirmação: urina de 24horas – problema: assegurar coleta completa... AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL • Albuminúria • Marcador de DRC • Valores Normalidade • Urina 24 h < 30mg • Valores entre 30 e 300 mg definem a microalbuminuria • Avaliacao da Lesao Renal Diretrizes Brasileira de Doenca Renal Cronica, 2004 AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL ▪ Nitrito –bacteriúria ▪ Glicose –glicosúria é indicativo de DM (Glicose > 160mg/dL) ▪ Cetonúria –diabéticos descompensados com AM ▪ Hb, mioglobina e hemácias intactas AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL 9. Sedimento Urinário (Microscopia) –Células: sangue, trato urinário, bactérias e fungos, células neoplásicas e cristais “Leucócitos e hemácias, quando presentes, podem ser originados tanto dos rins quanto outra parte do trato urinário, masquando há presença de cilindros pode-se ter certeza de sua origemrenal” AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL 10. Avaliação da Função Glomerular PADRÃO OURO: Depuração de inulina, iohexol, iotalamato Substâncias EXÓGENAS, completamente filtradas e não absorvidas, secretadas ou metabolizadas pelos túbulos renais ... MAS, demandam alto custo, infusão venosa constante e coleta de urina por período prolongado AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL Depuração renal de Creatinina –Clearance de creatinina VANTAGENS: boa correlação com a FG estimada pela inulina; excreção constante durante o dia; determinação sérica simples e barata ... MAS, é filtrada e também secretada pelos túbulos renais e concentração sérica depende de diversos fatores AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL Fator Efeito na creatinina Mecanismo Doença Renal ↑ Diminuição da FG ↓ Massa Muscular Idosos Mulheres ↓ ↓ Geração de creatinina ↑ Ingestão de Carnes ↑ ↑ Geração de creatinina Desnutrição e amputação ↓ ↓ Geração de creatinina Creatinina mulheres < creatinina em homens Creatinina em idosos < creatinina em jovens Fatores que influenciam a Cr sanguínea Critérios de Classificação da DRA pRIFLE (2007) KDIGO (2012) Classe Estimated Creatinine Clearance por Schwartz Urine Output Estagio Estimated Creatinine Clearance* Urine Output Risk (R) Decrease by 25% < 0.5 mL/kg/hr for 8 h 1 1,5-1,9 x basal em < 48h ou ↑ Crs > ou =0,3 mg/dl < 0.5 mL/kg/hr por 6-12 h Injury (I) Decrease by 50% < 0.5 mL/kg/hr for 16 h 2 ↑ Crs de 2,0 - 2,9 x basal < 0.5 mL/kg/hr por 12 h Failure (F) Decrease by 75% or < 35 mL/min/1.73 m² < 0.3 mL/kg/hr for 24 hr or anuric for 12 h 3 ↑ Crs de 3,0 x basal ou Crs > 4,0 mg % ou início de TRS ou * Em 18 anos: eCCL < 35 mL/min / 1,73m² < 0.3 mL/kg/hr por 24h ou anúria por 12h Loss (L) Falência > 4 semanas Loss Falência > 4 semanas End-Stage (E) Falência > 3 meses End- Stage Falência > 3 meses *Calculated with Schwartz equation: Length (cm) × K (constant) / serum creatinine Valores do ritmo de filtração glomerular RFG em crianças e adolescentes Idade RFG: media - DP (ml/min por 1,73 m² ) RN Prematuro 1-7 dias 18,7 + ou - 5,5 Prematuro com 1,5 - 4 meses 67,4+ ou - 16,6 RN Termo 1- 3 dias 20,8 + ou - 5,0 RN Termo 1 - 3 meses 85,3+ ou - 35,1 RN Termo 7 - 12 meses 96,2 + ou - 12,2 RN Termo 1 - 2 anos 105,2 + ou - 17,3 Criança 3 - 4 anos 111,2 + ou - 18,5 Criança de 9 - 12 anos 116,6 + ou - 18,1 Adulto Jovem 112+ ou - 13 Scwhatz Pediatr Nephrol. 2007 Valores do ritmo de filtração glomerular RFG em adultos DOENÇA RENAL CRÔNICA Marcador de lesão renal* Albuminúria Anormalidades no sedimento urinário Distúrbios eletrolíticos e outras desordens devido a doença dos túbulos renais Anormalidades detectadas por biópsia renal Anormalidades detectadas por examesde imagem Antecedente de transplante renal Redução da TFG glomerular (TFG) TFG menor que 60 ml/min Conceito: Perda progressiva e irreversível das Funções Renais TFG: taxa de filtração glomerular. *Uma das seguintes opções presentes por mais de 3 meses. Adaptado de NKF-KDIGO 2013. DRC: doença renal crônica; TGF: taxa de filtração glomerular. Adaptado de NKF-KDIGO 2013. ESTÁGIOS DA DOENÇA Várias equações foram desenvolvidas para predizer a FG em pacientes adultos e crianças. A mais comumente utilizada ainda é a fórmula de Cockcroft- Gault-1 Mais recentemente, uma fórmula para a estimativa da FG foi desenvolvida a partir do estudo (MDRD) - 2 Em crianças, duas fórmulas foram sistematicamente avaliadas: a equação de Schwartz-3 e a de Counahan-Barratt-4 . 1.Cockcroft DW and Gault MH.Prediction of creatinine clearance from serum creatinine. Nephron 16: 31-41, 1976 2. Levey AS, Bosch JP, Lewis JB, Greene T, Rogers N, Roth D: Amore accurate method to estimate glomerular filtration rate from serum creatinine: a new prediction equation. Modification of Diet in Renal Disease Study Group. AnnInternMed 130:461-470, 1999 3. Schwartz GJ,Feld LG, Langford DJ:Asimple estimate of glomerular filtration rate in full-term infants during the first year of life. JPediatr 104:849-854, 1984 4. Counahan R, Chantler C, Ghazali S, Kirkwood B, Rose F, Barratt TM: Estimation of glomerular filtration rate from plasma creatinine concentration in children. Arch Dis Child 51:875-878, 1976 AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL FÓRMULAS PARA ESTIMAR A TFG 0,55 MENINOS 0,70 MENINAS ESTIMATIVA DA TAXA DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR (TFG) Shwartz original (1987) GFR = K x altura - cm² / creatinina - mg/dL Dosagem por jaffé K=0,45 (RN termo) K=0,55 (crianças) k=0,7 (adolescente) Shwartz atualizada (2009) GFR = 0,413 x (altura - cm² / Cr em mg/dL) Dosagem enzimática Schwartz GJ et al 1987 ,2009 Cockcroft DW and Gault MH.Prediction of creatinine clearance from serum creatinine. Nephron 16: 31-41, 1976 Calculado (~46 fórmulas)... Fórmula de Cockroft-Gault ClCr(mL/min) = (140 – idade) x peso (Kg) / Cr plasmática x 72 * Mulheres: multiplicar por 0,85 EXEMPLO: ClCr = (140-27) x 52/ 1,3 x 72 113 x 52 / 93,6 = 5876 / 93,6 62,7 x 0,85 = 53,4ml/min AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=1244564&dopt=Abstract http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=1244564&dopt=Abstract DOENÇA RENAL Inabilidade dos rins em exercer suas funções básicas: - Excreção - Manutenção da homeostase hidroeletrolítica - Ácido-básica do organismo Santos et al., 2003 ↓ Progressiva do número de néfrons funcionantes Hiperperfusão dos néfrons remanescentes Hipertensão intraglomerular, hiperfitração e hipertrofia glomerular Modificações na permeabilidade da membrana glomerular às proteínas Proteinúria!!!! PROGRESSÃO DA FALÊNCIA RENAL PTNs são estranhas aos túbulos → formação de espécies reativas de oxigênio, citocinas inflamatórias, TNF alfa... ... Proliferação celular renal, coagulação intraglomerular, recrutamento e proliferação de células imunológicas, aumento da matriz celular, proliferação colágena e fibrose... LESÃO RENAL!!!!!! Dieta hiperprotéica = aumento da progressão PROGRESSÃO DA FALÊNCIA RENAL PATOLOGIAS RENAIS Doença Renal Crônica Litíase Renal - Tumor Renal - Infecção do Trato Urinário - Pielonefrite / Nefrite - Rins policísticos - Doenças Congênitas / Hereditárias - Trauma Insuficiência Renal Aguda Dietoterapia DEFINIÇÃO A IRA é caracterizada por uma ↓ abrupta da função renal que se mantém por períodos variados. DIAGNÓSTICO Redução abrupta (dentro de 48h) da função renal com um aumento absoluto na creatinina sérica > 0,9 mg/dl ou um aumento percentual > 50%, ou uma redução no débito urinário (<0,5ml/kg por 6 horas ou mais). Santos et al., 2003 INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA Metha et al., 2007 LESÃO RENAL AGUDA (LRA) - Avanços nos mecanismos fisiopatológicos - Correlação de mudanças na FG e na evolução clínica da doença - Falhas no conceito e diagnóstico - O Termo IRA enfatiza a falência da funçãorenal IRA Lesão RenalAguda ou Injúria Renal ETIOLOGIA Complicação comum em pacientes hospitalizados, com incidência de 3 a 10%. elevados Em pacientes de UTI a prevalência pode chegar a 10 - 30%. Os índices de mortalidade continuam excessivamente podendo chegar a ± 60%. Santos et al., 2003; Ficcadori et al., 2008 LESÃO RENAL AGUDA (LRA) ❖ Ocorre em doenças que causam hipoperfusão renal sem comprometer a integridade do parênquima renal. ❖ Ocorre devido a redução do fluxo plasmático renal do ritmo de filtração glomerular. LESÃO RENAL AGUDA (LRA) LESÃO RENAL AGUDA (LRA) As causas podem ser: Pré-renal (55% doscasos) ❖ Principais causas: Desidratação, uso exagerado de diuréticos, hipotensão arterial, hipovolemia (hemorragias, diarréias, queimaduras). ❖ É rapidamente revertida mediante a restauração do fluxo sanguíneo renal e da pressão de ultra-filtração glomerular. Porém, se for persistente, pode gerar necrose tubular aguda. ❖ Nefrotoxinas:- antibióticos - aminoglicosídicos - contrastes radiológicos - quimioterápicos LESÃO RENAL AGUDA (LRA) levando à uma hipoperfusão mais severa pode levar a lesão isquêmica do parênquima renal ❖ Recuperação = 1 a 2 semanas após a normalização da perfusão renal, pois requer o reparo e a regeneração das células renais. ❖ Comum em pacientes submetidos a importantes cirurgias cardiovasculares ou sofrendo de trauma severo, hemorragia, sepse e/ou depleção de volume. Harrison, 2005 Intrínseco ou intra-renal (40% dos casos) ● Pós-renal (5% dos casos) 1) Ocorre na vigência de obstrução do trato urinário: Hipertrofia prostática Câncer de próstata 2) Fatores intraluminais Cálculo renal bilateral (litíase) Carcinoma de bexiga 3) Fatores extraluminais Fibrose retroperitoneal Tumor colorretal Santos et al., 2003 LESÃO RENAL AGUDA (LRA) A terapia de reposição renal na IRA é indicada quando: •Houver Hipercalemia •Acidose Metabólica e Hipovolemia •Pericardite Urêmica •Encefalopatia LESÃO RENAL AGUDA (LRA) DOENÇA RENAL CRÔNICA Evidências de anormalidade funcionais ou estruturais dos rins levando a diminuição no ritmo de filtração glomerular (RFG) inferior a 60 ml / min / 1,73 m² de caráter persistente por pelo menos 3 meses Essa Definição não se aplica a menores de 2 anos Parâmetros de Controle - Creatinina - Ureia - Potássio - Fósforo - PTH - Cálcio - Hematócrito - Hemoglobina - Albumina Creatinina Produto da degradação da creatina fosforilada - diretamente proporcional à massa muscular • Liberada no plasma em uma taxa relativamenteconstante •Livremente filtrada pelo glomérulo, não é reabsorvida ou metabolizada pelo rim https://pt.wikipedia.org/wiki/Creatina https://pt.wikipedia.org/wiki/Fosforilada Ureia degradação de compostosProduzida no fígado a partir da nitrogenados do metabolismo proteico. Elevações na ureia podem ocorrer em casos de ingestão proteica elevada, hemorragia gastrintestinal, desidratação, uso de algumas medicações e situações agudas como sepse, queimaduras e trauma. Potássio Cátion intracelular mais abundante Total reserva corpórea K+ adulto normal: 50 a 55 mEq/kg peso corpóreo Remoção: 90 a 95% do K+ ingerido é excretado na urina 5 a 10% nas fezes Processo lento 6 a 12 h Adaptado de Nutrição em Equilíbrio Genzyme, 2010 Burton D Rose, Richard H Sterns, John P Forman. Causes of hyperkalemia, 2018. Em www.hdcn.com http://www.hdcn.com/ Litíase Renal Aumento da excrecção urinária dos elementos constituintes dos cálculos e/ou uma diminuição da excreção dos inibidores dacristalização O desenvolvimento complexo e multifactorial. - Hereditariedade - Clima ou elementos externos - Atividade laboral - Alimentação - Idade - Sexo - Raça. Alterações do aparelho urinário tais como: - Malformações - Infecção urinária - Factores genéticos e distúrbios metabólicos. Ocorre uma cristalúria anormal, com nucleação, agregação e crescimento dos cristais e formação de litíase urinária. Reis Santos, Acta Urol Port 1994 Nefrolitíase Cálcica Representa 85% do total. - Aumento do cálcio, ácido úrico ou oxalato urinário e/ou diminuição do citrato urinário. Na dieta ocidental a quantidade média de cálcio ingerida é de 400 a 2000 mg/dia. - Cerca de 1/3 é absorvido pelo intestino delgado. 95 % do cálcio circulante é filtrado no glomérulo e reabsorvido a nível tubular, sendo apenas excretado na urina cerca de 2 %. - A hipercalciúria = excreção do cálcio urinário superior 200 mg em 24 horas ou 4 mg/kg/24 h. Causas: - Absortiva - Renal - Reabsortiva. Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica 2005 Litíase Renal A hipercalciúria absortiva pode ser subdividida em 3 tipos: - Tipo I = independente da dieta - Tipo II = dependente da dieta, portanto com valores de cálcio urinário normais em regimes dietéticos restritivos em cálcio. - Tipo III = fuga renal anormal de fosfato. A hipofosfatémia resultante determina a estimulação do metabolismo da vitamina D que por sua vez aumenta a absorção intestinal de cálcio e origina hipercalciúria. Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica 2005 Litíase Renal HipercalciúriaAbsortiva: - Aumento da absorção do cálcio intestinal, ao nível do intestino delgado. - Aumento do cálcio circulante determina um aumento do cálcio filtrado e uma supressão do PTH - Esta supressão origina uma menor reabsorção tubular do cálcio. - A combinação do aumento do filtrado de cálcio e a diminuição da reabsorção tubular de cálcio conduz inevitavelmente a hipercalciúria - A hipercalciúria compensa a absorção intestinal aumentada mantendo os valores séricos de cálcio dentro de valores normais Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica 2005 Litíase Renal HipercalciúriaRenal: - Perda urinária de cálcio que resulta do comprometimento da reabsorção tubular renal de cálcio HipercalciúriaReabsortiva: - Hipersecreção do PTH - Reabsorção tubular de cálcio e diminuição do fosfato. - Hipercalcémia e hipofosfatémia com hipercalciúria devido à sobrecarga renal de cálcio. Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica 2005 Litíase Renal Hiperuricosúria: - Encontrada em cerca de 10 % dos doentes com nefrolitiase cálcica. - Níveis urinários de ácido úrico superiores a 700 mg/dia. Hiperoxalúria: - Excreção urinária de oxalato superior a 45 mg/dia. - 80 a 90 % do oxalato urinário é sintetizado no fígado sendo o restante proveniente da dieta e do ácido ascórbico. A hiperoxalúria pode ocorrer devido a síntese alterada, dieta rica em alimentos com oxalato ou excesso de vitamina C. No entanto estas causas são uma minoria. A maior proporção das hiperoxalúrias com formação de cálculos de oxalato de cálcio tem origem entérica, devido a doenças de má absorção lipídica. Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica 2005 Litíase Renal Hipocitratúria: Citrato urinário inferiores a 320 mg/dia. - Acidose, hipocaliémia, dieta rica em proteínas animais e infecções urinárias Hipomagnesúria: Valores urinários inferiores a 50 mg/dia. O magnésio tem um papel ini bidor da nefrolitíase ao aumentar a solubilidade do oxalato e fosfato de cálcio, pelo que os seus níveis baixos têm sido implicados como factor de risco para a nefrolitíase. Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica 2005 Litíase não cálcica Cálculos de ÁcidoÚrico < de 5% de todos os cálculos urinários e são mais frequentes no sexo masculino. Causas: - Patologias mieloproliferativas, gota, doenças em trata- mento com drogas citotóxicas, Outras causas: - Produção endógena de urato, desidratação e excesso dietário em purinas. No entanto a alteraçãomais frequentementeéa acidezurinária. Assim para a formação de cálculos de ácido úrico é necessário pH urinário baixo inferior a 5,5 volume urinário baixo e a excreçãourinária de ácido úrico. Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica 2005 Litíase não cálcica Cálculos de Cistina Correspondem a cerca de 1 a 2 % de todos os cálculos urinários. Têm um pico de incidência na infância e 2a década de vida. A cistinú ria é uma doença autossómica recessiva que se caracteriza por um erro metabólico em que o transporte de aminoácidos dibásicos como a cistina, ornitina, lisina e arginina, se encontra alterado no intestino e rim. - Excreçãourinária excessiva de cistina e sua baixa solubilidade na urina (pK 8,1) O principal determinante da cristalização é a supersaturação urinária. Para cistinú rias superiores a 250 mg/dia a cistina precipita, podendo-se considerar que não existe formaçãodelitíase para valores inferiores a 200mg/dia Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica 2005 Litíase renal - Risco de 13% em homens e 7% em mulheres. Além disso, o risco de recorrência é também elevado. - 50% dos pacientes adultos sofrem recidivas em 5-10 anos e 75% em 20 anos. Sintomas: dor abdominal ou no flanco. Outras possíveis manifestações: hematúria maciça, disúria, náusea/vômitos e eliminaçãoespontânea. - ⅓ dos pacientes são assintomáticos, diagnosticados principalmente durante a produção de imagens abdominais por outros motivos. Stamatelou KK et al Kidney Int 2003 - Moe OW. Lancet 2006 Litíase renal A dieta típica em países industrializados rica em : - Sódio - Proteína animal - Bebidas adoçadas com açúcar e frutose esulta em elevada excreção de cálcio, ácido úrico, oxalato e fósforo e em redução doR citrato urinário e do pH, favorecendo, assim, a formação de cálculos renais. Taylor EN, Curhan GC. 2008, Massey LK, Whiting SJ. 1995 Pachaly M A Baena CP, 2016 Litíase renal Líquidos Uma das mais simples e importantes recomendações para a prevenção da nefrolitíase é a ingestão de líquidos Baixo volume urinário é o maior fator de risco para nefrolitíase A ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquidos por dia - pelo menos 50% água - está associada a redução do risco relativo de desenvolver cálculo renal. O impacto clínico da dureza da água (concentração combinada de cálcio e magnésio) sobre a nefrolitíase apresenta uma correlação fraca entre o índice de dureza e a excreção urinária de cálcio, magnésio e citrato. Pachaly M A Baena CP, 2016 Litíase renal Frutose e sacarose: - A frutose refinada relaciona-se à litogênese através da indução da obesidade e dos efeitos renais da frutose, produzindo resistência a insulina, redução do pH urinário e elevação da excreção urinária de cálcio, oxalato e ácido úrico. - O teor de frutose nas frutas varia, mas em tal contexto a frutose está ligada a fibras e outras substâncias que reduzem sua absorção pelo organismo (diferentemente do que ocorre na frutose presente em produtos industrializados). Pachaly M A Baena CP, 2016 FALÊNCIA RENAL Snively & Gutierres, Am Fam PhysicianLuke, 2004 Romão Jr Bras Nefro , 2004 TRATAMENTO CONSERVADOR TERAPIA RENAL SUBSTITUTIVA HEMODIÁLISE DIÁLISE PERITONEAL TRANSPLANTE Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (CAPD)Diálise Peritoneal Cíclica Contínua (CCPD) Diálise Peritoneal Intermitente (DPI) TRATAMENTO TERAPIA RENAL SUBSTITUTIVA HEMODIÁLISE Diálise Peritoneal Intermitente (DPI) INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA Fase não dialítica(Est. 1, 2, 3 e 4) tratamento conservador Fase dialítica (Est. 5): Hemodiálise Diálise Peritoneal Transplante Esquema representativo do circuito de hemodiálise. O sangue é retirado do paciente por um acesso venoso e impulsionado por uma bomba até o filtro, sendo então devolvido ao paciente HEMODIÁLISE HEMODIÁLISE HEMODIÁLISE Recomendações para a avaliação do estado nutricional do doente em hemodiálise Outras medidas demonitoramento do doente em hemodiálise oras, • Modalidades de diálise peritoneal • Diálise Peritoneal Intermitente (DPI): o tratamento é dado durante 24 a 48 h em ambiente hospitalar, com troca a cada 1 ou 2 horas, e com freqüência de 2 vezes por semana. Pode ser feita manualmente ou por cicladora. Indicada em pacientes com alta permeabilidade, função renal residual significativa e alguns casos de IRA. • Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (CAPD): nessa modalidade o abdomen fica sempre preenchido com líquido, normalmente são feitas 4 trocaspor dia e é a mais adequada para a maioria dos pacientes. DIÁLISE PERITONEAL • Diálise Peritoneal Noturna (NIPD): a diálise é realizada a noite pela cicladora, enquanto o paciente dorme, por um período de 8 a 10 horas. Durante o dia a cavidade abdominal fica vazia • Diálise Peritoneal Contínua por Cicladora (CCPD): as trocas são feitas durante a noite pela cicladora e durante o dia a cavidade abdominal permanece com líquido de diálise. • CCPD com troca manual: uma ou mais trocas extras são realizadas durante o dia para melhor adequação do paciente DIÁLISE PERITONEAL DIÁLISE PERITONEAL FATORES DE RISCO NUTRICIONAL • DESNUTRIÇÃO • DÉFICIT NO CRESCIMENTO • PERDA DE PESO (GORDURA E MASSA MUSCULAR ) = PROCESSO INFLAMATÓRIO Adaptado de NKF-KDIGO 2013. PROTEIN ENERGY WAISTING (PEW) CRITÉRIOS PARA A PEW (37) *PRESENÇA DE UM ITEM DE, PELO MENOS, TRÊS DAS QUATRO CATEGORIAS DEFINIDAS Parâmetros bioquímicos séricos ∙ Albumina <3,8g/dL (método: verde de bromocresol) ∙ Pré-albumina <30mg/dL (somente para pacientes em diálise. Nos estágios 2 a 5 da DRC, os níveis podem variar de acordo com a função renal) ∙ Colesterol <100mg/dLa Massa corporal ∙ IMC <23kg/m2 ∙ Perda de peso não intencional: >5% em três meses ou >10% em seis meses ∙ Percentual de gordura corporal <10% Fouque D et al. A proposed nomenclature and diagnostic criteria for protein-energy wasting in acute and chronic kidney disease. KidneyInt 2008 Feb;73(4):391-8. CRITÉRIOS PARA A PEW (37) *PRESENÇA DE UM ITEM DE, PELO MENOS, TRÊS DAS QUATRO CATEGORIAS DEFINIDAS Massa muscular ∙ Depleção muscular: redução >5% da massa muscular em três meses ou >10% em seis meses ∙ Circunferência muscular do braço: redução >10% em relação ao percentil 50 do NHANES II ∙ Aparecimento da creatinina (que pode ser influenciada pela massa muscular e ingestão de carne) Ingestão alimentar ∙ Redução não intencional da ingestão proteica por, pelo menos, dois meses: ∙ <0,6g/kg/dia para pacientes nos estágios 2 a 5 da DRC ∙ <0,8g/kg/dia para pacientes em diálise ∙ Redução não intencional da ingestão energética <25kcal/kg/dia por, pelo menos, dois meses: Fouque D et al. A proposed nomenclature and diagnostic criteria for protein-energy wasting in acute and chronic kidney disease. KidneyInt2008 Feb;73(4):391-8. DIAGNÓSTICO DE DESNUTRIÇÃO PEW- PROTEIN ENERGY WASTING - DIFERENTE DA CAQUEXIA DIFICULDADES NA PEDIATRIA: • Dados sobre os níveis plasmáticos baixo de colesterol em crianças • IMC –pois a perda de peso apresenta um ponto de corte diferente • Massa Corporal – sem dados de referência • Massa Muscular –Exige métodos sofisticados. • Sem dados para creatinina urinária MÉTODOS DE AVALIAÇÃO HISTÓRIA • Anamnese • Recordatório 24h e/ ou 48h • Registro alimentar prospectivo • Questionário de Frequência alimentar (QFA) EXAME FÍSICO • SINAIS CORPORAIS • Cabelos , Unhas, Dentes, Edema, Pele MEDIDAS • Mesmo padrão usado para adultos e crianças sadias. • Problemas: Edema e desidratação • DEXA e BIA NORMALIZED PROTEIN EQUIVALENT OF NITROGEN APPEARANCE RATE (PNAN) • Avalia a ingestão proteica em adultos • Mas não se aplica para crianças –Crescimento e desenvolvimentos TriagemMÉTODOS INTEGRADOS: - SGA –Subjective Global Assessment Em pediatria : - Avaliação Nutricional Subgetiva Global Secker DJ, Jeejeebhoy KN. Subjective Global Nutritional Assessment for children. Am J Clin Nutr2007;85(4):1083-9. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO CAUSAS DE DESNUTRIÇÃO: - Anorexia –Perda do paladar –Náuseas e vômitos - Acidose Metabólica - Uremia –Toxicidade Urêmica - Estresse oxidativo –Inflamação - Alterações hormonais –Leptina –Grelina –GH –IGF-1- Calcitriol – EPO - Diminuição da qualidade de vida GRELINA E DESNUTRIÇÃO JEJUM GRELINA NÃO ACETILADA PRODUZIDA PELO ESTÔMAGO X GRELINA ACETILADA AUMENTO Naufel M, Bordon M, Marques de Aquino T, Ribeiro EB, Carvalhaes JTD. Plasma levels of acylated and total ghrelin in pediatric patients with chronic kidney disease. Pediatr Nephrol2010;25:247-52. DRC DO XAPETITE CAUSAS DA DESNUTRIÇÃO DIMINUIÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA: Baixa ingestão de energia Aumento do grau de fadiga Problemas do sono Hábito de dormir durante o dia. - Neurotoxidade urêmica - Anemia - nas conc de Alumínio e Fósforo - Hiperparatireoidismo - Aspectos psicossociais Pattaragarn et al Perit Dial Int 2004 DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGIO MOTOR E COGNITIVO ● Manter um bom estado nutricional ● Controlar os dist. Hidroeletrolíticos ● Prevenir ou reduzir a toxicidade urêmica secundário,●Atuar nas doenças correlatas, como: hiperpara desnutrição e várias outras alterações metabólicas ● Manter ou modificar o perfil de gorduras • Evitar consumo de alimentos ricos emfrutose OBJETIVOS DA DIETOTERAPIA Kidney Int. 2011 Jul;80(2):190-8 http://xa.yimg.com/kq/groups/15112551/283023945/name/DIRETR IZES+SBD+2009.pdf http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2007/diretriz-DA.p http://xa.yimg.com/kq/groups/15112551/283023945/name/DIRETR http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2007/diretriz-DA.p ● Fornecer proteína suficiente para compensar as perdas dialíticas de ácidos aminados ● Prevenir o excesso de acumulação de produtos tóxicos ● Fornecer energia adequada de forma a evitar o catabolismo da massa magra. ● Limitar o aporte de sódio de forma a controlar a tensão arterial, a sede, e a prevenir o edema DIETOTERAPIA NA HD ● Controlar a ingestão alimentar de potássio para prevenir a hipercaliemia, a arritmia e diminuir o risco de morte ● Controlar a ingestão de fluídos para prevenir a hiponatremia e o ganho excessivo de peso interdialítico (evitar aumentos ponderais interdialíticos superiores a 4 a 4,5% do peso seco) ● Limitar o aporte de fósforo para controlar a hiperfosfatemia e minimizar a osteodistrofia renal. DIETOTERAPIA NA HD Pediatria Retardo no Crescimento Retardo no crescimento - Eletrólitos - Líquidos - Metabolismo Anormalidades OBJETIVOS DA DIETOTERAPIA NA PEDIATRIA DRC CONTROLE DAS ALTERAÇÕES METABÓLICAS CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO OBJETIVOS DA DIETOTERAPIA NA PEDIATRIA CONDUTA NUTRICIONAL • Aporte calórico e proteico adequado • Controle de Líquidos e de Eletrólitos • Manutenção da Fisiologia do organismo • Equilíbrio com alterações metabólicas Fouque et al, Nephrol Dial Transplant 2007 Bazanelli AP et al 2012 Em resumo no tratamento conservador Adaptado, NKF, 2012 Recomendações nutricionais em hemodiálise Adaptado, NKF, 2012 Recomendações de vitaminas e oligoelementos, incluindo os suplementos nutricionais, na hemodiálise Adaptado, NKF, 2012 Avaliação Nutricional HISTÓRIA Anamnese Recordatório 24h e/ ou 48h Registro alimentar prospectivo Questionário de Frequência alimentar (QFA) EXAME FÍSICO SINAIS CORPORAIS Cabelos , Unhas, Dentes, Edema, Pele MEDIDAS Mesmo padrão usado para adultos e crianças sadias. Problemas: Edema e desidratação DEXA e BIA Adaptado, NKF, 2012 Recomendações para a avaliação do estado nutricional do doente em hemodiálise - Este documento é baseado nas melhores informações disponíveis em abril de 2017 - Ele foi projetado para fornecer informações e auxiliar na tomada de decisões. - Não se destina a definir um padrão de atendimento - Variações na prática ocorrerão inevitavelmente levando em conta as necessidades de cada paciente, os recursos disponíveis. - Todo profissional de saúde que faça uso dessas recomendações é responsável por avaliar a adequação de aplicá-las - As recomendações não implicam em um protocolo específico. Kidney Disease Outcomes Quality Initiative (KDOQI) pelo National Kidney Foundation (NKF), publica nova diretriz com atualizações sobre as mudanças no tratamento de pacientes com doenças renais crônicas. KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Declarações sobre Cuidados Usuais Triagem Nutricional de Rotina Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante: triagem nutricional de rotina pelo menos semestralmente com a intenção de identificar aqueles em risco de perda protéico- energética Ferramentas de triagem nutricional Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante, há evidências limitadas para sugerir o uso de uma ferramenta em detrimento de outras para identificar aqueles em risco de perda de energia protéica (PEW) Avaliação Nutricional de Rotina Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante: avaliação nutricional por nutri (incluindo, apetite, histórico de ingestão alimentar, peso corporal e IMC, dados bioquímicos, medidas antropométricas e foco em Nutrição achados físicos) pelo menos nos primeiros 90 dias após HD Avaliação Nutricional KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Declarações sobre Dispositivos Técnicos e Medidas Antropométricas para Avaliar a Composição Corporal Bioimpedância para Pacientes em HD Em adultos com DRC 5D em HD: bioimpedância multifrequencial (MF-BIA) no mínimo 30 minutos ou mais após o término da sessão de HD para permitir a redistribuição dos fluidos corporais Bioimpedância para pacientes com DRC em tto conservador Em adultos com DRC 1-5 ou DRC 5D em DP, não há evidências suficientes para sugerir o uso de bioimpedância elétrica para avaliar composição corporal Absorciometria de raios-X de dupla energia (DXA) para avaliação da composição corporal Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, é razoável usar DXA quando viável, pois continua sendo o padrão-ouro para medir a composição corporal apesar de ser influenciada pelo status do volume KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Composição Corporal e Peso Corporal/IMC Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante: IMC na primeira consulta e monitorar o estado nutricional geral periodicamente ao longo do tempo Frequência do Peso Corporal/IMC e Avaliação da Composição Corporal Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante: Pacientes estáveis, monitorar mudanças no peso corporal/IMC e composição corporal conforme necessário - Pelo menos a cada 6 meses em pacientes com DRC 1-3 - Pelo menos a cada 3 meses em pacientes com DRC 4-5 ou pós-transplante - Pelo menos mensalmente em pacientes com HD e DP Avaliação do Peso Corporal Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, é razoável que um nutricionista ou médicos usem julgamento clínico para determinar o método para medir o peso corporal (por exemplo, peso real ou teórico; histórico de alterações de peso; medições de peso em série; ajustes para suspeita de impacto de edema, ascite e órgãos policísticos). Não há normas de referência padrão KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 IMC como preditor de mortalidade Em adultos com DRC 5D em DP, baixo peso (baseado no IMC) pode ser usado como preditor de maior mortalidade Em adultos com DRC 5D em HD, sobrepeso ou obesidade (baseado no IMC) pode ser usado como preditor de menor mortalidade, enquanto o baixo peso e a obesidade mórbida (com base no IMC) podem ser usados como preditores de maior mortalidade Em adultos com DRC 1-5, baixo peso (baseado no IMC) como preditor de maior mortalidade, embora o risco de mortalidade associado ao estado de sobrepeso ou obesidade (com base no IMC) Em adultos com DRC pós-transplante, baixo peso e sobrepeso ou obesidade (baseado no IMC) como preditor de maior mortalidade IMC e PEW Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, o IMC, por si só, não é suficiente para estabelecer um diagnóstico de PEW, a menos que o IMC seja muito baixo (<18 kg/m2) KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Espessura da dobra cutânea Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante , na ausência de edema, dobras cutâneas medidas de espessura para avaliar a gordura corporal. Circunferência da cintura Em adultos com DRC 5D, circunferência da cintura pode ser usada para avaliar a obesidade abdominal, mas sua confiabilidade em avaliar as mudanças ao longo do tempo é baixa Cinética de creatinina (plasmo ou urina ) Em adultos com DRC 5D, cinética da creatinina possa ser usada para estimar a massa muscular, embora muito alta ou muito a baixa ingestão dietética de suplementos de carne e/ou creatina influenciará a precisão dessa medida KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Declarações sobre Avaliação com Medições Laboratoriais Medições de biomarcador único Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, biomarcadores como taxa catabólica proteica normalizada (nPCR), albumina e/ou pré-albumina sérica (se disponível) podem ser consideradas ferramentas complementares para avaliar o estado nutricional.No entanto, eles não devem ser interpretados isoladamente para avaliar o estado nutricional, pois são influenciados por fatores não nutricionais. fatores Níveis de albumina sérica Em adultos com DRC 5D em HD, a albumina sérica pode ser usada como preditor de hospitalização e mortalidade, com níveis mais baixos associado a maior risco KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Declarações sobre Métodos para Avaliar Necessidades de Energia Avaliação do gasto de energia em repouso Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, calorimetria indireta para medir a energia de repouso gasto quando viável e indicado, pois continua sendo o padrão-ouro para determinar o gasto energético de repouso Equações de Gasto de Energia em Repouso Em adultos com DRC 5D que são metabolicamente estáveis, na ausência de calorimetria indireta, equações de energia preditiva específicas da doença possam ser usadas para estimar o gasto energético em repouso, pois incluem fatores que pode influenciar a taxa metabólica nesta população Declarações sobre Índices Nutricionais Compostos Avaliação Subjetiva Global de 7 Pontos (ASG) Em adultos com DRC 5D, recomendamos o uso da Avaliação Subjetiva Global de 7 pontos como uma ferramenta válida e confiável para avaliação do estado nutricional KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 O escore de desnutrição-inflamação (Malnutrition-Inflammation Score - MIS) Em adultos com DRC 5D em HD ou pós-transplante, o Escore de Inflamação de Desnutrição pode ser usado para avaliar estado Declarações sobre ferramentas/métodos usados para avaliar a ingestão de proteínas e calorias Considerações ao avaliar a ingestão dietética Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante, é razoável avaliar fatores além da ingestão dietética (p. uso, conhecimento, crenças, atitudes, comportamento, acesso a alimentos, depressão, função cognitiva) para planejar efetivamente a Nutrição intervenções Registros alimentares de 3 dias para avaliar a ingestão dietética Em adultos com DRC 3-5D, registro alimentar de 3 dias, realizado durante os dias de tratamento dialítico e não dialítico (quando aplicável), como método preferencial para avaliar a ingestão alimentar Métodos alternativos de avaliação da ingestão alimentar Em adultos com DRC 3-5 recordatórios alimentares de 24 horas, questionários de frequência alimentar e nPCR podem ser considerados como métodos alternativos de avaliação de energia e proteína dietética ingestão KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 TERAPIA NUTRICIONAL Declarações sobre Terapia Nutricional (TN) TN para melhorar os resultados Em adultos com DRC 1-5D, recomendamos que um nutricionista, em estreita colaboração com um médico ou outro provedor (enfermeiro ou médico assistente), forneça TN. Os objetivos são otimizar o estado nutricional e minimizar os riscos impostos por comorbidades e alterações no metabolismo e na progressão da doença renal Conteúdo TN Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, é razoável prescrever TN adaptado às necessidades individuais, estado nutricional e comorbidades Monitoramento e Avaliação TN Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante, monitorar o apetite, ingestão alimentar, alterações de peso corporal, dados bioquímicos, medidas antropométricas e nutrição- achados físicos focados para avaliar a eficácia da TN KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Proteína ◦ Recomendação do Kidney Dialysis Outcome Quality Initiative – KDOQI Os benefícios da restrição de proteína no paciente com insuficiência renal moderada devem ser comparados aos danos potenciais desse tratamento Controle adequado de glicose sanguínea e diabetes TFG DIÁLISE RECOMENDAÇÃO <25 mL/min não 0,6 g/kg/dia Adaptado, NKF, 2012 Proteína ◦ Recomendação KDOQI (2010) TFG Recomendação <50ml por minuto por / 1,73m² 0,6 g-0,8 g de proteína /kg de peso corporal por dia <20 ml por minuto por 1,73m² 0,3 g-0,5 g de proteína /kg de peso corporal por dia Nefropatia diabética 0,8 g-0,9 g de proteína /kg de peso corporal por dia Transplante renal 0,8 g-1,0 g de proteína /kg de peso corporal por dia https://www.andeal.org/template.cfm?template=guide_summary&key=2409 Proteína http://kidneyfoundation.cachefly.net/professionals/KDOQI/guidelines_nutrition/nut_a16.html HemodiáliseDiálise Peritoneal INGESTÃO DE PROTEÍNAS E ENERGIA Declarações sobre Quantidade de Proteína Restrição de proteínas, pacientes com DRC não em diálise e sem diabetes - Em adultos com DRC 3-5 que são metabolicamente estáveis, recomendamos, sob supervisão clínica rigorosa, restrição de proteínas com ou sem análogos de cetoácidos, para reduzir o risco de doença renal terminal (ESKD) - Dieta pobre em proteínas fornecendo 0,55–0,60 g de proteína dietética/kg/dia, ou - Dieta muito pobre em proteínas fornecendo 0,28 - 0,43g de proteína dietética/kg/dia com análogos de cetoácidos/aminoácidos adicionais para atender necessidades de proteína (0,55– 0,60 g/kg de peso corporal/dia) Restrição de proteínas, pacientes com DRC que não fazem HD e com diabetes - No adulto com DRC 3-5 e que tem diabetes, é razoável prescrever, sob rigorosa supervisão clínica, uma dieta ingestão de proteína de 0,6-0,8 g/kg/dia para manter um estado nutricional estável e otimizar o controle glicêmico KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Ingestão dietética de proteínas, pacientes com HD e DP sem diabetes Em adultos com DRC 5D em HD ou DP que são metabolicamente estáveis, ingestão de proteína de 1,0-1,2 g/kg/dia para manter um estado nutricional estável. Ingestão dietética de proteínas, HD e DP com diabetes Em adultos com DRC 5D e que têm diabetes, ingestão de proteína dietética de 1,0-1,2 g/kg/dia para manter um estado nutricional estável. Para pacientes com risco de hiper e/ou hipoglicemia, níveis mais altos de a ingestão de proteína na dieta pode precisar ser considerado para manter o controle glicêmico KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Energia http://kidneyfoundation.cachefly.net/professionals/KDOQI/guidelines_nutrition/nut_a16.html 23 a 35 kcal Carboidratos ◦ 60% de carboidratos complexos ◦ Grãos integrais, frutas, vegetais e laticínios com baixo teor de gordura ◦ Ingestão de fibras Adaptado, NKF, 2012 Declaração sobre Consumo de Energia Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante que estejam metabolicamente estáveis, ingestão energética de 25-35 kcal/kg/dia com base na idade, sexo, nível de atividade física, composição corporal, metas de status de peso, estágio de DRC e doença concomitante ou presença de inflamação para manter o estado nutricional normal. KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Declaração sobre o tipo de proteína Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante não há evidências suficientes para recomendar um tipo de proteína (planta vs animal) em termos de efeitos sobre o estado nutricional, níveis de cálcio ou fósforo ou o sangue perfil lipídico. Declarações sobre Padrões Alimentares Dieta mediterrânea Em adultos com DRC 1-5 sem HD ou pós-transplante, com ou sem dislipidemia, sugerimos que prescrever uma dieta mediterrânea pode melhorar os perfis lipídicos Frutas e vegetais Em adultos com DRC 1-4, sugerimos que prescrever o aumento da ingestão de frutas e vegetais pode diminuir o peso corporal, PA e manter o equilíbrio ácido-básico KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL Declarações sobre Suplementação Nutricional Parenteral Oral, Enteral e Intradialítica Suplementação Proteica Oral Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante em risco ou com perda protéico-energética, sugerimos uma mínimo de um teste de 3 meses de suplementos nutricionais oraispara melhorar o estado nutricional se o aconselhamento dietético por si só não não atingir a ingestão de energia e proteína suficiente para atender às necessidades nutricionais. Suplementação Nutricional Enteral Em adultos com DRC 1-5D, com ingestão cronicamente inadequada e cujas necessidades proteicas e energéticas não podem ser alcançado por aconselhamento dietético e suplementos nutricionais orais, é razoável considerar uma tentativa de alimentação por sonda enteral Nutrição Parenteral Total (NPT) e Nutrição Parenteral Intradialítica (NPID) Suplementação Proteica e Energética Em adultos com DRC com perda protéico-energética, sugerimos um teste de NPT para pacientes com DRC 1-5 e NPT para DRC 5D em pacientes com HD , para melhorar e manter o estado nutricional se as necessidades nutricionais não puderem ser atendidas com a ingestão oral e enteral. KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Declaração sobre Suplementação Nutricional - Dialisado Suplementação de proteína-energia de dialisado Em adultos com DRC 5D em DP com perda protéico-energética, sugerimos não substituir o dialisato de dextrose convencional por dialisato de aminoácidos como estratégia geral para melhorar o estado nutricional, embora seja razoável considerar uma tentativa de dialisato de aminoácidos para melhorar e manter o estado nutricional se as necessidades nutricionais não puderem ser atendidas com a ingestão oral e enteral existente Declarações sobre Ácidos Graxos Poliinsaturados Ômega-3 de Cadeia Longa ( PUFA n-3 CL) Suplementos Nutricionais n-3 PUFA para Mortalidade e Doença Cardiovascular Em adultos com DRC 5D em HD ou pós-transplante, sugerimos não prescrever rotineiramente LC n-3 PUFA, incluindo aqueles derivados de peixe ou linhaça e outros óleos, para diminuir o risco de mortalidade ou eventos cardiovasculares . KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Suplementos Nutricionais n-3 PUFA para Perfil Lipídico Em adultos com DRC 5D em HD, sugerimos que 1,3-4 g/dia n-3 PUFA podem ser prescritos para reduzir triglicerídeos e LDL colesterol e elevar os níveis de HDL Em adultos com DRC 5D em DP, é razoável considerar a prescrição de 1,3-4 g/d n-3 PUFA para melhorar o perfil lipídico Em adultos com DRC 3-5, sugerimos prescrever 2,0 g/dia n-3 PUFA para diminuir os níveis séricos de triglicerídeos Suplementos Nutricionais LC n-3 PUFA para Fístula arteriovenoso (FAV) Em adultos com DRC 5D em HD, sugerimos não prescrever óleo de peixe rotineiramente para melhorar as taxas de permeabilidade primária em pacientes com FAV Suplementos Nutricionais LC n-3 PUFA para Sobrevivência da FAV Em adultos com DRC pós-transplante, sugerimos não prescrever rotineiramente n-3 PUFA para reduzir o número de episódios de rejeição ou melhorar a sobrevida da FAV KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Acidose metabólica A prevalência aumenta progressivamente com a piora da função renal, com acidose detectável quando TFG ˂ 40 ml/min/1,73 m2 . A Acidose metabólica crônica está associada com aumento do catabolismo proteico, doença óssea urêmica, perda de massa muscular, inflamação crônica, homeostase da glicose prejudicada, função cardíaca deficiente, progressão da DRC e aumento da mortalidade. Sugere-se que em pacientes portadores de DRC e valores de bicarbonato sérico ˂ 22 mmol/l, devido ao aumento do risco de progressão da DRC e também de óbito, seja feito tratamento com suplementação de bicarbonato VO, para manter os níveis normais, caso não haja contraindicação Bicarbonato de sódio Adaptado, NKF, 2012 ELETRÓLITOS Declarações sobre Acidose Alimentação no equilíbrio ácido-basico Em adultos com DRC 1-4, sugerimos reduzir a acidose metabólica através do aumento da ingestão de frutas e vegetais, a fim de reduzir a progressão da DRC Manutenção de bicarbonato Em adultos com DRC 3-5D, recomendamos reduzir acidose metabólica através do aumento de bicarbonato ou Suplementação Em adultos com DRC 3-5D, é razoável manter os níveis de bicarbonato sérico em 24-26 mmol/L KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 MICRONUTRIENTES Declarações para Orientação Geral Ingestão dietética de micronutrientes Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante, é razoável que o nutricionista encoraje a ingestão de uma dieta que atenda à recomendação dietética (RDA) para ingestão de todas as vitaminas e minerais Avaliação e Suplementação de Micronutrientes Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante, é razoável que o nutricionista avalie a ingestão de vitaminas na dieta periodicamente e considerar a suplementação multivitamínica para indivíduos com ingestão inadequada de vitaminas Suplementação de Micronutrientes, Diálise Em adultos com DRC 5D que apresentam ingestão alimentar inadequada por períodos prolongados de tempo, é razoável considerar suplementação com multivitaminas, incluindo todas as vitaminas hidrossolúveis e oligoelementos essenciais para prevenir ou tratar deficiências de micronutrientes KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Declarações sobre Ácido Fólico Suplementação de ácido fólico para hiperhomocisteinemia Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante que apresentam hiperhomocisteinemia associada à doença renal, recomendam não suplementar rotineiramente folato com ou sem complexo B, pois não há evidências que demonstrem redução de desfechos cardiovasculares adversos Suplementação de ácido fólico para deficiência e insuficiência de ácido fólico Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante sugerimos prescrever suplemento de folato, vitamina B12 e/ou complexo B para corrigir deficiência/insuficiência de folato ou vitamina B12 com base em sinais e sintomas clínicos KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Declaração sobre Vitamina C Suplementação de Vitamina C Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante com risco de deficiência de vitamina C, é razoável considerar a suplementação para atingir a ingestão recomendada de pelo menos 90 mg/dia para homens e 75 mg/d para mulheres KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Declarações sobre Vitamina D Suplementação de vitamina D para deficiência e insuficiência de vitamina D Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante sugerimos prescrever suplementação de vitamina D na forma de colecalciferol ou ergocalciferol para corrigir a deficiência/insuficiência de 25-hidroxivitamina D (25(OH)D). Suplementação de vitamina D com proteinúria Em adultos com DRC 1-5 com proteinúria nefrótica, é razoável considerar a suplementação de colecalciferol, ergocalciferol, ou outros precursores de 25(OH)D KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Declaração sobre Vitaminas A e E Suplementação e Toxicidade de Vitaminas A e E Em adultos com DRC 5D em MHD ou DRC 5D em DP, é razoável não suplementar rotineiramente vitamina A ou E devido à potencial de toxicidade vitamínica. No entanto, se a suplementação for necessária, deve-se tomar cuidado para evitar doses excessivas, e os pacientes devem ser monitorados quanto à toxicidade KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Declaração sobre Vitamina K Medicação anticoagulante e suplementação de vitamina K Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, é razoável que pacientes recebendo medicamentos anticoagulantes conhecidos por inibirem a atividade da vitamina K (por exemplo, compostos de varfarina) não recebem suplementos de vitamina K KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Declaração sobre Minerais - Selênio e Zinco Suplementação de Selênio e Zinco Em adultos com DRC 1-5D, sugerimos não suplementar rotineiramente selênio ou zinco, pois hápouca evidência de que melhora o estado nutricional, inflamatório ou de micronutrientes KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Cálcio Não exceder 2.000mg por dia Os pacientes com DRC têm uma predisposição para distúrbios minerais e ósseos. A concentração sérica de cálcio é o fator mais importante que rege com a secreção do hormônio paratireóide (PTH) que afeta a integridade óssea e a calcificação dos tecidos moles Adaptado, NKF, 2012 Declarações sobre Cálcio Ingestão total de cálcio Em adultos com DRC 3-4 que não tomam análogos ativos da vitamina D, sugerimos que uma ingestão total de cálcio elementar de 800-1.000 mg/dia (incluindo cálcio dietético, suplementação de cálcio e aglutinantes de fosfato à base de cálcio) devem ser prescritos para manter um equilíbrio neutro de cálcio Em adultos com DRC 5D, é razoável ajustar a ingestão de cálcio (cálcio dietético, suplementos de cálcio ou ligantes) considerando o uso concomitante de análogos da vitamina D e calcimiméticos para evitar hipercalcemia ou sobrecarga de cálcio KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Fósforo Controle frequentemente negligenciada Os níveis séricos de fósforo aumentam à medida que a TFG diminui Monitoramento contínuo de fósforo do paciente e o uso de ligantes de fósforo são recomendados Ingestão deve ser no máximo de 800 a 1.000 mg de fósforo por dia https://www.andeal.org/template.cfm?template=guide_summary&key=2449 Fósforo A absorção do fósforo orgânico das proteínas é diferente dependendo de a sua origem ser animal ou vegetal. O fósforo de origem animal é rapidamente hidrolisado e absorvido. Pelo contrário, o fósforo proveniente de alimentos vegetais (leguminosas, cereais e frutos oleaginosos) tem uma menor absorção (40 a 50%), por se encontrar na forma de ácido fítico ou fitato. Como os mamíferos são desprovidos de fitases (enzimas), a biodisponibilidade do fósforo de alimentos vegetais é relativamente mais baixa (inferior a 50%) https://www.andeal.org/template.cfm?template=guide_summary&key=2449 Declarações sobre Fósforo Quantidade de fósforo dietético Em adultos com DRC 3-5D, recomendamos ajustar a ingestão dietética de fósforo para manter os níveis séricos de fosfato no faixa normal Fonte de fósforo dietético Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, é razoável tomar decisões sobre restrição de fósforo tratamento para considerar a biodisponibilidade de fontes de fósforo (por exemplo, animal, vegetal, aditivos Ingestão de fósforo com hipofosfatemia Para adultos com DRC pós-transplante com hipofosfatemia, é razoável considerar a prescrição de alta ingestão de fósforo (dieta ou suplementos) para repor o fosfato sérico Potássio Muitos pacientes com DRC no estágio inicial tomam diuréticos que eliminam potássio e precisam de suplementação◦ Quando o débito urinário cai abaixo de 1 L/dia, esses pacientes podem necessitar de restrição de potássio à medida que o rim não é mais capaz de excretar todo o potássio ingerido (estágio 4 da doença) Recomendação de até 2,4 g/dia Adaptado, NKF, 2012 Declarações sobre Potássio Quantidade dietética de potássio Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante, é razoável ajustar a ingestão dietética de potássio para manter potássio dentro da faixa normal Ingestão dietética e suplementar de potássio para hipercalemia ou hipocalemia Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante com hipercalemia ou hipocalemia, sugerimos que ingestão dietética ou suplementar de potássio deve ser baseada nas necessidades individuais do paciente e no julgamento do médico. KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Sódio Controle de edema Ingestão dietética de até 2,4 g de sódio por dia Pacientes em hemodiálise devem ser alertados a evitarem alimentos que contenham cloreto de potássio ou outros aditivos Adaptado, NKF, 2012 Declarações sobre Sódio Ingestão de sódio e pressão arterial Em adultos com DRC 3-5 , DRC 5D ou pós-transplante, limitar a ingestão de sódio a menos de 100 mmol/d (ou <2,3 g/dia para reduzir a pressão arterial e melhorar o controle do volume. Ingestão de sódio e proteinúria Em adultos com DRC 3-5 limitar a ingestão de sódio a menos de 100 mmol/d (ou <2,3 g/dia) para reduzir a proteinúria sinergicamente com as intervenções farmacológicas disponíveis Ingestão de sódio e peso corporal seco Em adultos com DRC 3-5D, redução da ingestão de sódio na dieta como uma estratégia adjuvante de modificação do estilo de vida para alcançar um melhor controle de volume e um peso corporal mais desejável KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020 Líquidos 500 a 1.000 mL além do volume de urina Levar em consideração pacientes que vivem em condições de clima mais quente Todos os alimentos que são considerados fluidos, com exceção de óleos e de alimentos com alto teor de açúcar Adaptado, NKF, 2012 Ferro Deficiência é comum em pacientes que realizam hemodiálise, em razão da perda sanguínea A absorção de ferro dos alimentos é prejudicada por causa do aumento do pH gástrico como resultado do uso de quelantes de fósforo Uso de suplementos orais entre as refeições para maximizar a absorção Ingestão diária deve ser de 8 a 15 mg/dia para homens e mulheres Adaptado, NKF, 2012 Outras medidas de monitoramento do doente em hemodiálise