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DIETOTERAPIA NA DOENÇA RENAL
FELIPE RIZZETTO SANTOS
Nutricionista - UFF
phD em Ciências –Serviço de Nefrologia / Dpto de Clínica Médica/Faculdade de Medicina –UFRJ 
Pós doutorando - FCF - USP
Nutricionista do ambulatório de Nutrição renal e Pediátrica –Hospital Federal da Lagoa
- Órgãos retro peritoneais
- Localizados acima da linha da cintura
- Formato: grão de feijão
- Peso: 150g
- Unidade funcional: néfron (1 milhão/rim)
- Dimensões
A) Comprimento: 11 a 13cm
B) Largura: 5 a 7,5cm
C) Espessura: 2,5 a 3 cm
Fonte: http://apbiocorpohumano.webnode.com.br
Guyton & Hall - Tratado de Fisiologia Médica - 12ª Ed. 2011 unidade V capítulo 26 página 323
ANATOMIA
http://apbiocorpohumano.webnode.com.br/
modificado de: http://academic.kellogg.edu/herbrandsonc/bio201_McKinley/Urinary%20System.htm
ANATOMIA E FISIOLOGIA
http://academic.kellogg.edu/herbrandsonc/bio201_McKinley/Urinary%20System.htm
4- Arteríola eferente
3- Arteríola aferente
5- Túbulo contorcido proximalC
O
R
T
I
C
A
L
2-Glomérulo 
1-Cap. de Bowman
8- Alça de Henle fina
7: Ducto coletor 
cortical
Capilares peritubulares
6-Túbulo Contorcido distal
Ducto coletor M
medular E D
U
L
A
R
http://msjensen.cehd.umn.edu/Webanatomy/urinary/default.html
Artéria renal
Veia renal
9- Vasos retos (capilares 
peritubulares)
ANATOMIA E FISIOLOGIA
http://msjensen.cehd.umn.edu/Webanatomy/urinary/default.html
1 Afferent arteriolae
2 Efferent arteriolae
3 Glomerulus
http://www.embryology.ch/anglais/turinary/urinhaute0 2.html
ANATOMIA E FISIOLOGIA
http://www.embryology.ch/anglais/turinary/urinhaute02.html
http://www.embryology.ch/anglais/turinary/urinhaute02.html
FUNÇÕES
1. FunçõesExcretoras
2. Funções Endócrinas
3. Funções Reguladoras
Thomas, Rev Syst Biol Med, V.1, p.172-190, 2009
ANATOMIA E FISIOLOGIA
Função excretora
Junto com os pulmões, eles são a principal via de excreção dos restos 
prejudiciais do organismo.
A urina é formada por 60% de produtos nitrogenados (Uréia, ácido
úrico, creatinina e amônia. 40% de sais inorgânicos (Cloreto de sódio,
fosfato de cálcio, sulfato de cálcio, sódio, potássio e magnésio.
Função Reguladora:
• Manutenção de um volume hídrico adequado
• Regular a concentração de íons como sódio, potássio, cloreto,
bicarbonato, hidrogênio, magnésio e fosfato
• Manutenção do pH
• Manutenção da concentração adequada de metabólitos
• Eliminação de produtos do metabolismo
• Eliminação de drogas ou substâncias tóxicas
ANATOMIA E FISIOLOGIA
A manutenção do meio interno pelos rins
O equilíbrio entre a perda e a ingestão de água
adaptado de “Fisiologia: texto e atlas”, Silbernagl e Despop oulos, 2003
A manutenção do meio interno pelos rins
O equilíbrio entre a perda e a ingestão de água
adaptado de “Fisiologia: texto e atlas”, Silbernagl e Despop oulos, 2003
A manutenção do meio interno pelos rins
O equilíbrio entre a perda e a ingestão de água
adaptado de “Fisiologia: texto e atlas”, Silbernagl e Despop oulos, 2003
A manutenção do meio interno pelos rins
O equilíbrio entre a perda e a ingestão de água
Função Endócrina:
• Secreção de Renina
• Ação sobre o córtex da adrenal, levando à produção de 
aldosterona
• Secreção de 1.25 dihidroxi-calciferol
• Secreção de eritropoetina
ANATOMIA E FISIOLOGIA
Modificado de SILBERNAGL, S. e DESPOPOULOS, A., 2003 “Atlas de Fisiolo gia”
Regulação hormonal da reabsorção renal de Água no néfron distal
Aumenta a ingestão de
água
Modificado de SILBERNAGL, S. e DESPOPOULOS, A., 2003 “Atlas de Fisiolo gia”
Regulação hormonal da reabsorção renal de Água no néfron distal
Aumenta a ingestão de
água
Modificado de SILBERNAGL, S. e DESPOPOULOS, A., 2003 “Atlas de Fisiolo gia”
Regulação hormonal da reabsorção renal de Água no néfron distal
sem ADH
com ADH
extraído, enquanto disponível, de: http://sprojects.mmi.mcgill.ca/dir/neph rology.html
http://sprojects.mmi.mcgill.ca/dir/neph
Sistema renina -angiotensina
Existem 3 mecanismos de controle da liberação da renina:
a)Mecanismo da mácula densa: queda na conc. de NaCl no filtrado 
tubular é percebida pelas células da mácula densa, as quais estimulam 
as células granulares a produzirem renina.
b)Mecanismos de barorreceptores: diminuição da pressão estimula 
os barorreceptores a ativarem a secreção de renina.
c)Mecanismos β-adrenérgicos: aumento da conc. de catecolaminas 
estimula a liberação de renina através destes receptores.
Também junto com o pulmão, os rins mantêm o pH do sangue dentro
dos valores apropriados: 7,4.
Para isso, os rins controlam a taxa de excreção de íons de hidrogênio,
sódio, potássio e a concentração de Bicarbonato nos líquidos corporais.
Equilíbrio ácido básico
Equilíbrio ácido básico
O principal tampão é: HCO3- /CO2
Os rins controlam a concentração de HCO3- pela reabsorção no filtrado que 
se une com H+, formando ácido carbônico, que se dissocia pela ação da 
anidrase carbônica, formando: CO2 e H2O.
1. Reabsorção de bicarbonato por transporte acoplado ao Na
2. Eliminação de ácidos...
- Orgânicos derivados da dieta;
- Orgânicos produzidos pelo metabolismo;
- Orgânicos não - metabolizáveis;
- Inorgânicos
RIM e ERITROPOIETINA
Uma das causas de
ANEMIA NA FALÊNCIA
RENAL é a deficiência de
EPO
Normocítica e
normocrômica
FUNÇÕES
Thomas, Rev Syst Biol Med, V.1, p.172-190, 2009
1. Funções Excretoras
Regulação de líquidos
2. Funções Endócrinas
Renina, Eritropoetina,
Vitamina D
3. Funções Reguladoras
Minerais e Líquidos
A urina colabora para a redução da compressão do sangue. Adolpho
de Bold descobriu o FNA, um hormônio localizado na entrada do
coração. Este hormônio tem duas funções, a vasoconstrição
simultânea da arteríola eferente, e a vasodilatação da arteríola
aferente. ↑ Filtração glomerular
Inibe renina, ADH e aldosterona. Com isso aumenta a produção de
urina e a pressão glomerular e, consequentemente, a diminuição da
pressão sangüínea
O fator natriurético atrial (FNA)
A) Filtração Glomerular (120mL/min)... 
Plasma na barreira de filtração glomerular.
Possui 3 camadas:
* Endotélio fenestrado do capilar glomerular
* Lâmina basal (membrana que reveste o capilar)
* Células epiteliais especializadas (podócitos)
FORMAÇÃO DA URINA
Barreira de filtração glomerular
... Endotélio fenestrado está apoiado sobre a lâmina basal
FORMAÇÃO DA URINA
Barreira de filtração glomerular → Seletiva para passagemde
substâncias...
PERMITIDO: água e pequenos solutos (Ex. uréia)
PROIBIDO: proteínas e grandes moléculas
Passagem promovida pela diferença de pressões hidrostáticas e 
oncóticas
Formação do ultrafiltrado glomerular (180L/dia)
GLOMÉRULO E SELETIVIDADE
FORMAÇÃO DA URINA
Ultrafiltrado glomerular → captado pela Cápsula de Bowman e, então,
conduzido aos sistema de túbulos, onde ocorrerá:
A) Absorção: soluto e água do lúmen para o sangue
B) Secreção: soluto do sangue ou interior da célula para o lúmen
FORMAÇÃO DA URINA
Glomérulo e Cápsula de Bowman
B) Túbulo contorcido proximal...
Reabsorção da maioria dos pequenos solutos filtrados
-Íons (Na, Cl, K e Ca): 60%
-Aminoácidos e glicose (junto com Na): 90%
Porção mais permeável à água, permitindo sua reabsorção passiva
FORMAÇÃO DA URINA
C) Alça de Henle
É dividida em:
* porção fina descendente
* porção fina ascendente
* porção espessa ascendente - principais alterações no ultrafiltrado
-co-transporte de íons (Na, K, Cl) para interior das células tubulares, 
com retorno de K ao lúmen tubular
-reabsorção de Na, Mg, Ca...
Concentra a urina: reabsorve água e íons
Furosemida: 
espoliador K
FORMAÇÃO DA URINA
Fonte: Lopes, 2002
D) Néfron Distal - túbulo contorcido distal, túbulo conector e ducto coletor
Ajustes finais na composição e volume da urina:
- Reabsorção de Na, Cl, Ca, K
- Secreção de K, H+ e amônia
- Reabsorção de Na e secreção de K e H+
Acidificação 
urinária
Produção de 
urina: 1-2 litros
FORMAÇÃO DA URINA
D) Néfron Distal - túbulo contorcido distal, túbulo conectore ducto
coletor
Ajustes finais na composição e volume da urina. Onde estão localizados 
os sítios de ação dos hormônios reguladores da função renal:
* Aldosterona
* Fator natriurético atrial
* ADH - hormônio antidiurético
FORMAÇÃO DA URINA
Concentração de íons de sódio: Regulada pela quantidade de água 
no corpo por dois mecanismos:
a) Secreção de ADH pela hipófise anterior
b) Estimulação da sede.
Concentração do íon potássio: regulada por um mecanismos de
feedback:
a) Estímulo a córtex supra renal a secretar aldosterona, estimulando 
as células epiteliais tubilares a transportar potássio para o lúmen 
tubular.
FORMAÇÃO DA URINA
Estimated number of patients on dialysis per year.
Brazilian Chronic Dialysis Survey 2017
Proportion of patients on dialysis according to age group (years)
Brazilian Chronic Dialysis Survey 2017
Proportion of patients on dialysis with laboratory results outside
the levels recommended by KDIGO.
Brazilian Chronic Dialysis Survey 2017
Basic diagnosis of patients on dialysis.
Brazilian Chronic Dialysis Survey 2017
- Distúrbios congênito
- HAS – maior fator de risco
-Até os 5 anos de Idade , maior 
taxa de mortalidade
- As doenças cardiovasculares
são as principais causas de
mortalidade
ETIOLOGIA DA DRC NA PEDIATRIA
- Uremia
- HAS
- Dislipidemia
- Subnutrição
- Distúrbios eletrolítico
Malformações 
Nefropatias hereditárias
Adaptado de NKF-KDIGO 2013.
1)Lesão renal inicial
○ Perda progressiva da capacidade renal de excretar sódio, resultando 
em sobrecarga salina e de volume
○ Produção de vasoconstritores, como a angiotensina II
○ Diminuição de vasodilatadores, como as prostaglandinas
○ Alterações na função endotelial com síntese prejudicada do óxido 
nítrico
○ Redução no número de néfrons
HAS: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL
2) Redução no número de néfrons
3)Hiperperfusão dos néfrons funcionantes (hipertensão intraglomerular, 
hiperfiltração e hipertofia glomerular)
4) Modificações na permeabilidade da membrana glomerular à PTN
Uma vez estabelecida a lesão renal, os mecanismos 
regulatórios da PA pelos rins entram em colapso +↑
volume intravascular + retenção de sódio = HAS
META: Controle dos níveis pressóricos
HAS: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL
● Drogas: ECAs e dos BRAs para os pacientes com DRC e HA
● Cr sérica acima de 3 mg/dL, deve-se ter cautela com o maior risco de 
hipercalemia.
● A maioria do pacientes com DRC deve ser tratada com um diurético.
HAS: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL
● Os tiazídicos podem ser usados nos estágios de 1 a 3, enquanto os 
diuréticos de alça, em todos os estágios de DRC, sendo indicados 
mais especificamente quando a TFG for menor que 30 
mL/min/1,73 m2 .
● Os diuréticos poupadores de potássio devem ser evitados nos 
estágios 4 e 5 e em pacientes recebendo terapêutica 
concomitante com IECA ou BRA.
HAS: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL
As evidências acentuam que o estado hiperglicêmico crônico
desencadeia o estresse oxidativo e a inflamação mediada por
diversas vias metabólicas alteradas em um ciclo-vicioso de
autoperpetuação, promovendo aumento da injúria celular e
progressão para a doença renal
DIABETES: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL
● NaDM o meio hiperglicêmico promoverá a superativação das três
principais vias celulares de produção de energia:Glicólise, ciclo de
Krebs e fosforilação oxidativa
● hiperestimulação exacerbada de dinucleotídeo flavina adenina
reduzida (FADH 2) e nicotinamida adenina dinucleotídeo reduzida
(NADH)
DIABETES: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL
● Geração de espécies reativas de oxigênio (ROS), sobretudo nas
células renais, haja vista o seu grande número de mitocôndrias.
● Produzem mais adenosina trifosfato (ATP), ânion radical superóxido
(O2-
•
) a, peróxido de hidrogênio (H 2O2), radical hidroxila (OH •) e o
peroxinitrito (ONOO -)
DIABETES: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL
DIABETES: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL
DIABETES e RIM
FG > limite máximo de
reabsorção
● Obesidade: excesso de ácidos graxos livres (AGLs) e citocinas pró-
inflamatórias que:
● inibem a fosforilação do substrato 1 do receptor de insulina (IRS-1)
● impedindo a propagação do sinal para a translocação do transportador
de glicose tipo 4 (GLUT 4) para a membrana celular
● diminuição da captação celular de glicose por células dependentes de 
insulina
● hiperglicemia e hiperinsulinemia.
OBESIDADE: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL
● Estresse das células adiposas por hiperplasia e hipertrofia causando
hipóxia e consequente inflamação subclínica
● Aumento citocinas pró-inflamatórias
● Ocorre o influxo de glicose para as células não dependentes do GLUT 4
e, portanto, não dependentes de insulina
OBESIDADE: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL
● Células renais -GLUT 1) e 2 (GLUT 2), incapazes de regular a entrada de
glicose nas células, que induz a glicotoxicidade intracelular.
● Alta afinidade com a glicose, e dos transportadores sodium glucose co-
transporter (SGLT) 1 (SGLT1) e 2 (SGLT2), que são responsáveis pela
reabsorção tubular de glicose.
● Na DM a capacidade de reabsorção de glicose no túbulo proximal é
aumentada, contribuindo para a hiperglicemia e consequente
hiperfiltração
OBESIDADE: CAUSA E CONSEQUÊNCIA DA FALÊNCIA RENAL
A) Dados subjetivos
1. Alterações na micção –normal: 4 a 6 horas
* Polaciúria - aumento da frequência
* Urgência miccional
* Disúria –dor (ITU alta ou baixa)
* Nictúria - diurese noturna (pela perda da capacidade de conc. da urina)
* Incontinência urinária
* Retenção urinária
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
2. Alterações no volume urinário
* Normal entre 700 a 2000mL
* Oligúria: volume < 400mL/dia
* Poliúria: volume >2500mL/dia
* Anúria: volume < 100mL/dia
3. Alterações na cor da urina
* Normal –amarelo claro (diluída) a escuro (concentrada)
* Urina turva= infecção ou sais de fosfatos amorfos ou acidificação
* Urina avermelhada = hematúria (macro ou microscópica)
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
4.Alterações nas características da urina 
Urina com espuma = proteinúria
5. Dor renal
Por distenção da cápsula renal ou irritação da pelve renal
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
6. Edema – acúmulo de líquido no tecido subcutâneo e na intimidade 
de diversos órgãos e tecidos
Comuns em glomerulonefrite aguda, síndrome nefrótica, IRA e IRC...
Podendo ser anasarca ou edema de menor intensidade
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
B) Dados Objetivos
1. Hálito: flora oral hidrolisa a uréia ( ↑ saliva) → amônia!!!
2. Pele:
* Palidez e tom amarelo (urocromos)
* Prurido → hiperfosfatemia e complexos insolúveis com Ca depositados 
no tecido subcutâneo.
* Deposição de cristais de uréia na face
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
8. Características físico-químicas (Urinálise)
* Cor
* Densidade –capacidade de concentração da urina
* pH –manhã: 5 a 6
Urina alcalina – infecção
Urina ácida - acidose ou dieta rica em carnes
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
•Proteinúria – Normal: 150 a 200mg/24h
A) dano da parede capilar glomerular
(PTN de alto peso molecular. Ex.: albumina): > 3,5g/dia
B)lesões tubulares (PTN de baixo peso molecular): 1-2g/dia 
Confirmação: urina de 24horas
– problema: assegurar coleta completa...
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
• Albuminúria
• Marcador de DRC
• Valores Normalidade
• Urina 24 h < 30mg
• Valores entre 30 e 300 mg definem a microalbuminuria
• Avaliacao da Lesao Renal
Diretrizes Brasileira de Doenca Renal Cronica, 2004
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
▪ Nitrito –bacteriúria
▪ Glicose –glicosúria é indicativo de DM (Glicose > 160mg/dL)
▪ Cetonúria –diabéticos descompensados com AM
▪ Hb, mioglobina e hemácias intactas
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
9. Sedimento Urinário (Microscopia) –Células: sangue, trato urinário, 
bactérias e fungos, células neoplásicas e cristais
“Leucócitos e hemácias, quando presentes, podem ser originados tanto 
dos rins quanto outra parte do trato urinário, masquando há 
presença de cilindros pode-se ter certeza de sua origemrenal”
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
10. Avaliação da Função Glomerular
PADRÃO OURO: Depuração de inulina, iohexol, iotalamato 
Substâncias EXÓGENAS, completamente filtradas e não absorvidas, 
secretadas ou metabolizadas pelos túbulos renais
... MAS, demandam alto custo, infusão venosa constante e coleta de
urina por período prolongado
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
Depuração renal de Creatinina –Clearance de creatinina
VANTAGENS: boa correlação com a FG estimada pela inulina; excreção 
constante durante o dia; determinação sérica simples e barata
... MAS, é filtrada e também secretada pelos túbulos renais e concentração
sérica depende de diversos fatores
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
Fator Efeito na
creatinina
Mecanismo
Doença Renal ↑ Diminuição da FG
↓ Massa Muscular
Idosos
Mulheres
↓ ↓ Geração de creatinina
↑ Ingestão de Carnes ↑ ↑ Geração de creatinina
Desnutrição e amputação ↓ ↓ Geração de creatinina
Creatinina mulheres < creatinina em homens 
Creatinina em idosos < creatinina em jovens
Fatores que influenciam a Cr sanguínea
Critérios de Classificação da DRA
pRIFLE (2007) KDIGO (2012)
Classe Estimated 
Creatinine 
Clearance por 
Schwartz
Urine Output Estagio Estimated Creatinine 
Clearance*
Urine Output
Risk (R) Decrease by 25% < 0.5 mL/kg/hr for 
8 h
1 1,5-1,9 x basal em <
48h ou ↑ Crs > ou =0,3
mg/dl
< 0.5 mL/kg/hr por 
6-12 h
Injury (I) Decrease by 50% < 0.5 mL/kg/hr for 
16 h
2 ↑ Crs de 2,0 - 2,9 x 
basal
< 0.5 mL/kg/hr por 
12 h
Failure (F) Decrease by 75%
or < 35 
mL/min/1.73 m²
< 0.3 mL/kg/hr for
24 hr or anuric for
12 h
3 ↑ Crs de 3,0 x basal ou 
Crs > 4,0 mg % ou início 
de TRS ou * Em 18 
anos: eCCL < 35 mL/min
/ 1,73m²
< 0.3 mL/kg/hr por 
24h ou anúria por 
12h
Loss (L) Falência > 4 semanas Loss Falência > 4 semanas
End-Stage (E) Falência > 3 meses End- Stage Falência > 3 meses
*Calculated with Schwartz equation: Length (cm) × K (constant) / serum creatinine
Valores do ritmo de filtração 
glomerular RFG em crianças e 
adolescentes
Idade RFG: media - DP (ml/min por 1,73 m² )
RN Prematuro 1-7 dias 18,7 + ou - 5,5
Prematuro com 1,5 - 4 meses 67,4+ ou - 16,6
RN Termo 1- 3 dias 20,8 + ou - 5,0
RN Termo 1 - 3 meses 85,3+ ou - 35,1
RN Termo 7 - 12 meses 96,2 + ou - 12,2
RN Termo 1 - 2 anos 105,2 + ou - 17,3
Criança 3 - 4 anos 111,2 + ou - 18,5
Criança de 9 - 12 anos 116,6 + ou - 18,1
Adulto Jovem 112+ ou - 13
Scwhatz Pediatr Nephrol. 2007
Valores do ritmo de filtração 
glomerular RFG em adultos
DOENÇA RENAL CRÔNICA
Marcador de lesão renal*
Albuminúria
Anormalidades no sedimento urinário
Distúrbios eletrolíticos e outras desordens 
devido a doença dos túbulos renais
Anormalidades detectadas por biópsia renal
Anormalidades detectadas por examesde 
imagem
Antecedente de transplante renal
Redução da TFG glomerular (TFG) TFG menor que 60 ml/min
Conceito: Perda progressiva e irreversível das Funções Renais
TFG: taxa de filtração glomerular.
*Uma das seguintes opções presentes por mais de 3 meses.
Adaptado de NKF-KDIGO 2013.
DRC: doença renal crônica; TGF: taxa de filtração glomerular.
Adaptado de NKF-KDIGO 2013.
ESTÁGIOS DA DOENÇA
Várias equações foram desenvolvidas para predizer a FG em pacientes adultos e
crianças. A mais comumente utilizada ainda é a fórmula de Cockcroft- Gault-1
Mais recentemente, uma fórmula para a estimativa da FG foi desenvolvida a partir do
estudo (MDRD) - 2
Em crianças, duas fórmulas foram sistematicamente avaliadas: a equação de
Schwartz-3 e a de Counahan-Barratt-4 .
1.Cockcroft DW and Gault MH.Prediction of creatinine clearance from serum creatinine. Nephron 16: 31-41, 1976
2. Levey AS, Bosch JP, Lewis JB, Greene T, Rogers N, Roth D: Amore accurate method to estimate glomerular filtration rate from serum 
creatinine: a new prediction equation. Modification of Diet in Renal Disease Study Group. AnnInternMed 130:461-470, 1999
3. Schwartz GJ,Feld LG, Langford DJ:Asimple estimate of glomerular filtration rate in full-term infants during the first year of life. JPediatr
104:849-854, 1984
4. Counahan R, Chantler C, Ghazali S, Kirkwood B, Rose F, Barratt TM: Estimation of glomerular filtration rate from plasma creatinine
concentration in children. Arch Dis Child 51:875-878, 1976
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
FÓRMULAS PARA ESTIMAR A TFG
0,55 MENINOS 0,70 MENINAS
ESTIMATIVA DA TAXA DE FILTRAÇÃO 
GLOMERULAR (TFG)
Shwartz original
(1987)
GFR = K x altura - cm²
/ creatinina - mg/dL
Dosagem por jaffé 
K=0,45 (RN termo) 
K=0,55 (crianças) 
k=0,7 (adolescente)
Shwartz atualizada
(2009)
GFR = 0,413 x (altura -
cm² / Cr em mg/dL)
Dosagem enzimática
Schwartz GJ et al 1987 ,2009
Cockcroft DW and Gault MH.Prediction of creatinine clearance from serum creatinine. Nephron 16: 31-41, 1976
Calculado (~46 fórmulas)...
Fórmula de Cockroft-Gault
ClCr(mL/min) = (140 – idade) x peso (Kg) / Cr plasmática x 72
* Mulheres: multiplicar por 0,85 
EXEMPLO: ClCr = (140-27) x 52/ 1,3 x 72
113 x 52 / 93,6 = 5876 / 93,6
62,7 x 0,85 = 53,4ml/min
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=1244564&dopt=Abstract
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=1244564&dopt=Abstract
DOENÇA RENAL
Inabilidade dos rins em exercer suas funções básicas:
- Excreção
- Manutenção da homeostase hidroeletrolítica
- Ácido-básica do organismo
Santos et al., 2003
↓ Progressiva do número de néfrons funcionantes
Hiperperfusão dos néfrons remanescentes 
Hipertensão intraglomerular, hiperfitração e hipertrofia
glomerular
Modificações na permeabilidade da membrana glomerular às 
proteínas
Proteinúria!!!!
PROGRESSÃO DA FALÊNCIA RENAL
PTNs são estranhas aos túbulos → formação de espécies reativas de
oxigênio, citocinas inflamatórias, TNF alfa...
... Proliferação celular renal, coagulação intraglomerular, recrutamento 
e proliferação de células imunológicas, aumento da matriz celular, 
proliferação colágena e fibrose...
LESÃO RENAL!!!!!!
Dieta hiperprotéica = aumento da progressão
PROGRESSÃO DA FALÊNCIA RENAL
PATOLOGIAS RENAIS
Doença Renal Crônica
Litíase Renal
- Tumor Renal
- Infecção do Trato Urinário
- Pielonefrite / Nefrite
- Rins policísticos
- Doenças Congênitas / Hereditárias
- Trauma
Insuficiência Renal Aguda
Dietoterapia
DEFINIÇÃO
A IRA é caracterizada por uma ↓ abrupta da função renal que se
mantém por períodos variados.
DIAGNÓSTICO
Redução abrupta (dentro de 48h) da função renal com um aumento
absoluto na creatinina sérica > 0,9 mg/dl ou um aumento percentual >
50%, ou uma redução no débito urinário (<0,5ml/kg por 6 horas ou
mais).
Santos et al., 2003
INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA
Metha et al., 2007
LESÃO RENAL AGUDA (LRA)
- Avanços nos mecanismos fisiopatológicos
- Correlação de mudanças na FG e na evolução
clínica da doença
- Falhas no conceito e diagnóstico
- O Termo IRA enfatiza a falência da funçãorenal
IRA
Lesão RenalAguda 
ou
Injúria Renal
ETIOLOGIA
Complicação comum em pacientes hospitalizados, com incidência de 3 
a 10%.
elevados
Em pacientes de UTI a prevalência pode chegar a 10 - 30%.
Os índices de mortalidade continuam excessivamente 
podendo chegar a ± 60%.
Santos et al., 2003; Ficcadori et al., 2008
LESÃO RENAL AGUDA (LRA)
❖ Ocorre em doenças que causam hipoperfusão renal sem 
comprometer a integridade do parênquima renal.
❖ Ocorre devido a redução do fluxo plasmático renal do ritmo de 
filtração glomerular.
LESÃO RENAL AGUDA (LRA)
LESÃO RENAL AGUDA (LRA)
As causas podem ser: Pré-renal (55% doscasos)
❖ Principais causas: Desidratação, uso exagerado de diuréticos,
hipotensão arterial, hipovolemia (hemorragias, diarréias, queimaduras).
❖ É rapidamente revertida mediante a restauração do fluxo sanguíneo renal
e da pressão de ultra-filtração glomerular. Porém, se for persistente, pode
gerar necrose tubular aguda.
❖ Nefrotoxinas:- antibióticos
- aminoglicosídicos
- contrastes 
radiológicos
- quimioterápicos
LESÃO RENAL AGUDA (LRA)
levando à uma
hipoperfusão mais severa
pode levar a lesão
isquêmica do parênquima
renal
❖ Recuperação = 1 a 2 semanas após a normalização da perfusão renal, pois
requer o reparo e a regeneração das células renais.
❖ Comum em pacientes submetidos a importantes cirurgias
cardiovasculares ou sofrendo de trauma severo, hemorragia, sepse e/ou
depleção de volume.
Harrison, 2005
Intrínseco ou intra-renal (40% dos casos)
● Pós-renal (5% dos casos)
1) Ocorre na vigência de obstrução do trato
urinário: Hipertrofia prostática
Câncer de próstata
2) Fatores intraluminais
Cálculo renal bilateral (litíase) 
Carcinoma de bexiga
3) Fatores extraluminais 
Fibrose retroperitoneal 
Tumor colorretal
Santos et al., 2003
LESÃO RENAL AGUDA (LRA)
A terapia de reposição renal na IRA é indicada quando:
•Houver Hipercalemia
•Acidose Metabólica e Hipovolemia
•Pericardite Urêmica
•Encefalopatia
LESÃO RENAL AGUDA (LRA)
DOENÇA RENAL CRÔNICA
Evidências de anormalidade funcionais ou estruturais dos rins
levando a diminuição no ritmo de filtração glomerular (RFG)
inferior a 60 ml / min / 1,73 m² de caráter persistente por pelo
menos 3 meses
Essa Definição não se aplica a menores de 2 anos
Parâmetros de Controle
- Creatinina
- Ureia
- Potássio
- Fósforo
- PTH
- Cálcio
- Hematócrito
- Hemoglobina
- Albumina
Creatinina
Produto da degradação da creatina fosforilada - diretamente
proporcional à massa muscular
• Liberada no plasma em uma taxa relativamenteconstante
•Livremente filtrada pelo glomérulo, não é reabsorvida ou 
metabolizada pelo rim
https://pt.wikipedia.org/wiki/Creatina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fosforilada
Ureia
degradação de compostosProduzida no fígado a partir da 
nitrogenados do metabolismo proteico.
Elevações na ureia podem ocorrer em casos de ingestão proteica
elevada, hemorragia gastrintestinal, desidratação, uso de algumas
medicações e situações agudas como sepse, queimaduras e trauma.
Potássio
Cátion intracelular mais abundante
Total reserva corpórea K+ adulto normal: 50 a 55 mEq/kg peso 
corpóreo
Remoção: 90 a 95% do K+ ingerido é excretado na urina 5 a 10% nas 
fezes
Processo lento 6 a 12 h
Adaptado de Nutrição em Equilíbrio Genzyme, 2010 Burton D Rose, Richard H Sterns, John P
Forman. Causes of hyperkalemia, 2018. Em www.hdcn.com
http://www.hdcn.com/
Litíase Renal
Aumento da excrecção urinária dos elementos constituintes dos cálculos e/ou uma diminuição da 
excreção dos inibidores dacristalização
O desenvolvimento complexo e multifactorial.
- Hereditariedade
- Clima ou elementos externos
- Atividade laboral
- Alimentação
- Idade
- Sexo
- Raça.
Alterações do aparelho urinário tais como:
- Malformações
- Infecção urinária
- Factores genéticos e distúrbios metabólicos.
Ocorre uma cristalúria anormal, com nucleação, agregação e crescimento dos cristais e formação de 
litíase urinária.
Reis Santos, Acta Urol Port 1994
Nefrolitíase Cálcica
Representa 85% do total.
- Aumento do cálcio, ácido úrico ou oxalato urinário e/ou diminuição do citrato urinário.
Na dieta ocidental a quantidade média de cálcio ingerida é de 400 a 2000 mg/dia.
- Cerca de 1/3 é absorvido pelo intestino delgado. 95 % do cálcio circulante é filtrado no
glomérulo e reabsorvido a nível tubular, sendo apenas excretado na urina cerca de 2 %.
- A hipercalciúria = excreção do cálcio urinário superior 200 mg em 24 horas ou 4
mg/kg/24 h.
Causas:
- Absortiva
- Renal
- Reabsortiva.
Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica
2005
Litíase Renal
A hipercalciúria absortiva pode ser subdividida em 3 tipos:
- Tipo I = independente da dieta
- Tipo II = dependente da dieta, portanto com valores de cálcio urinário normais em
regimes dietéticos restritivos em cálcio.
- Tipo III = fuga renal anormal de fosfato. A hipofosfatémia resultante determina a
estimulação do metabolismo da vitamina D que por sua vez aumenta a absorção
intestinal de cálcio e origina hipercalciúria.
Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica
2005
Litíase Renal
HipercalciúriaAbsortiva:
- Aumento da absorção do cálcio intestinal, ao nível do intestino delgado.
- Aumento do cálcio circulante determina um aumento do cálcio filtrado e uma 
supressão do PTH
- Esta supressão origina uma menor reabsorção tubular do cálcio.
- A combinação do aumento do filtrado de cálcio e a diminuição da reabsorção 
tubular de cálcio conduz inevitavelmente a hipercalciúria
- A hipercalciúria compensa a absorção intestinal aumentada mantendo os valores séricos 
de cálcio dentro de valores normais
Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica
2005
Litíase Renal
HipercalciúriaRenal:
- Perda urinária de cálcio que resulta do comprometimento da reabsorção tubular renal 
de cálcio
HipercalciúriaReabsortiva:
- Hipersecreção do PTH
- Reabsorção tubular de cálcio e diminuição do fosfato.
- Hipercalcémia e hipofosfatémia com hipercalciúria devido à sobrecarga renal de
cálcio.
Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica
2005
Litíase Renal
Hiperuricosúria:
- Encontrada em cerca de 10 % dos doentes com nefrolitiase cálcica.
- Níveis urinários de ácido úrico superiores a 700 mg/dia.
Hiperoxalúria:
- Excreção urinária de oxalato superior a 45 mg/dia.
- 80 a 90 % do oxalato urinário é sintetizado no fígado sendo o restante proveniente da dieta e 
do ácido ascórbico.
A hiperoxalúria pode ocorrer devido a síntese alterada, dieta rica em alimentos com oxalato ou 
excesso de vitamina C.
No entanto estas causas são uma minoria. A maior proporção das hiperoxalúrias com formação de
cálculos de oxalato de cálcio tem origem entérica, devido a doenças de má absorção lipídica.
Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica
2005
Litíase Renal
Hipocitratúria:
Citrato urinário inferiores a 320 mg/dia.
- Acidose, hipocaliémia, dieta rica em proteínas animais e infecções urinárias
Hipomagnesúria:
Valores urinários inferiores a 50 mg/dia.
O magnésio tem um papel ini bidor da nefrolitíase ao aumentar a solubilidade do oxalato e 
fosfato de cálcio, pelo que os seus níveis baixos têm sido implicados como factor de risco 
para a nefrolitíase.
Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica
2005
Litíase não cálcica
Cálculos de ÁcidoÚrico
< de 5% de todos os cálculos urinários e são mais frequentes no sexo masculino.
Causas:
- Patologias mieloproliferativas, gota, doenças em trata- mento com drogas
citotóxicas,
Outras causas:
- Produção endógena de urato, desidratação e excesso dietário em purinas.
No entanto a alteraçãomais frequentementeéa acidezurinária. Assim para a
formação de cálculos de ácido úrico é necessário pH urinário baixo inferior a 5,5
volume urinário baixo e a excreçãourinária de ácido úrico.
Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica
2005
Litíase não cálcica
Cálculos de Cistina
Correspondem a cerca de 1 a 2 % de todos os cálculos urinários.
Têm um pico de incidência na infância e 2a década de vida.
A cistinú ria é uma doença autossómica recessiva que se caracteriza por um erro 
metabólico em que o transporte de aminoácidos dibásicos como a cistina, ornitina, 
lisina e arginina, se encontra alterado no intestino e rim.
- Excreçãourinária excessiva de cistina e sua baixa solubilidade na urina (pK 8,1)
O principal determinante da cristalização é a supersaturação urinária. Para cistinú rias superiores
a 250 mg/dia a cistina precipita, podendo-se considerar que não existe
formaçãodelitíase para valores inferiores a 200mg/dia
Pedro Neto Gomes, et al Acta Urológica
2005
Litíase renal
- Risco de 13% em homens e 7% em mulheres. Além disso, o risco de recorrência é 
também elevado.
- 50% dos pacientes adultos sofrem recidivas em 5-10 anos e 75% em 20 anos.
Sintomas: dor abdominal ou no flanco.
Outras possíveis manifestações: hematúria maciça, disúria, náusea/vômitos e eliminaçãoespontânea.
- ⅓ dos pacientes são assintomáticos, diagnosticados principalmente durante a produção de imagens 
abdominais por outros motivos.
Stamatelou KK et al Kidney Int 2003 - Moe OW. Lancet 
2006
Litíase renal
A dieta típica em países industrializados rica em :
- Sódio
- Proteína animal
- Bebidas adoçadas com açúcar e frutose
esulta em elevada excreção de cálcio, ácido úrico, oxalato e fósforo e em redução doR
citrato urinário e do pH, favorecendo, assim, a formação de cálculos renais.
Taylor EN, Curhan GC. 2008, Massey LK, Whiting SJ. 1995 Pachaly M A Baena CP, 2016
Litíase renal
Líquidos
Uma das mais simples e importantes recomendações para a prevenção da nefrolitíase é a ingestão 
de líquidos
Baixo volume urinário é o maior fator de risco para nefrolitíase
A ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquidos por dia - pelo menos 50% água - está associada a 
redução do risco relativo de desenvolver cálculo renal.
O impacto clínico da dureza da água (concentração combinada de cálcio e magnésio) sobre a 
nefrolitíase apresenta uma correlação fraca entre o índice de dureza e a excreção urinária de cálcio, 
magnésio e citrato.
Pachaly M A Baena CP, 2016
Litíase renal
Frutose e sacarose:
- A frutose refinada relaciona-se à litogênese através da indução da obesidade e dos efeitos
renais da frutose, produzindo resistência a insulina, redução do pH urinário e elevação da
excreção urinária de cálcio, oxalato e ácido úrico.
- O teor de frutose nas frutas varia, mas em tal contexto a frutose está ligada a fibras e outras 
substâncias que reduzem sua absorção pelo organismo (diferentemente do que ocorre na 
frutose presente em produtos industrializados).
Pachaly M A Baena CP, 2016
FALÊNCIA RENAL
Snively & Gutierres, Am Fam PhysicianLuke, 2004 Romão Jr Bras Nefro , 2004
TRATAMENTO
CONSERVADOR
TERAPIA RENAL SUBSTITUTIVA
HEMODIÁLISE
DIÁLISE PERITONEAL
TRANSPLANTE
Diálise Peritoneal 
Ambulatorial Contínua 
(CAPD)Diálise Peritoneal 
Cíclica Contínua (CCPD)
Diálise Peritoneal
Intermitente (DPI)
TRATAMENTO
TERAPIA RENAL SUBSTITUTIVA
HEMODIÁLISE
Diálise Peritoneal 
Intermitente (DPI)
INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA
Fase não dialítica(Est. 1, 2, 3 e 4) tratamento conservador
Fase dialítica (Est. 5): Hemodiálise 
Diálise Peritoneal 
Transplante
Esquema representativo do circuito de hemodiálise. O sangue é retirado do paciente 
por um acesso venoso e impulsionado por uma bomba até o filtro, sendo então 
devolvido ao paciente
HEMODIÁLISE
HEMODIÁLISE
HEMODIÁLISE
Recomendações para a avaliação do estado nutricional do doente em 
hemodiálise
Outras medidas demonitoramento do doente em hemodiálise
oras,
• Modalidades de diálise peritoneal
• Diálise Peritoneal Intermitente (DPI): o tratamento é dado durante 24 a 48 h 
em ambiente hospitalar, com troca a cada 1 ou 2 horas, e com freqüência de 2 
vezes por semana. Pode ser feita manualmente ou por cicladora. Indicada em 
pacientes com alta permeabilidade, função renal residual significativa e alguns 
casos de IRA.
• Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (CAPD): nessa modalidade o
abdomen fica sempre preenchido com líquido, normalmente são feitas 4 trocaspor 
dia e é a mais adequada para a maioria dos pacientes.
DIÁLISE PERITONEAL
• Diálise Peritoneal Noturna (NIPD): a diálise é realizada a noite pela cicladora, 
enquanto o paciente dorme, por um período de 8 a 10 horas. Durante o dia a 
cavidade abdominal fica vazia
• Diálise Peritoneal Contínua por Cicladora (CCPD): as trocas são feitas durante 
a noite pela cicladora e durante o dia a cavidade abdominal permanece com 
líquido de diálise.
• CCPD com troca manual: uma ou mais trocas extras são realizadas durante o
dia para melhor adequação do paciente
DIÁLISE PERITONEAL
DIÁLISE PERITONEAL
FATORES DE RISCO NUTRICIONAL
• DESNUTRIÇÃO
• DÉFICIT NO CRESCIMENTO
• PERDA DE PESO (GORDURA E MASSA MUSCULAR ) = PROCESSO 
INFLAMATÓRIO
Adaptado de NKF-KDIGO 2013.
PROTEIN ENERGY WAISTING (PEW)
CRITÉRIOS PARA A PEW (37) *PRESENÇA DE UM ITEM DE, PELO MENOS, TRÊS DAS
QUATRO CATEGORIAS DEFINIDAS
Parâmetros bioquímicos séricos
∙ Albumina <3,8g/dL (método: verde de bromocresol)
∙ Pré-albumina <30mg/dL (somente para pacientes em diálise. Nos 
estágios 2 a 5 da DRC, os níveis podem variar de acordo com a
função renal)
∙ Colesterol <100mg/dLa
Massa corporal
∙ IMC <23kg/m2
∙ Perda de peso não intencional: >5% em três meses ou >10% em seis 
meses
∙ Percentual de gordura corporal <10%
Fouque D et al. A proposed nomenclature and diagnostic criteria for protein-energy wasting in acute and chronic kidney disease. KidneyInt 2008
Feb;73(4):391-8.
CRITÉRIOS PARA A PEW (37) *PRESENÇA DE UM ITEM DE, PELO MENOS, TRÊS DAS QUATRO
CATEGORIAS DEFINIDAS
Massa muscular
∙ Depleção muscular: redução >5% da massa muscular em três meses ou >10%
em seis meses
∙ Circunferência muscular do braço: redução >10% em relação ao percentil 50 
do NHANES II
∙ Aparecimento da creatinina (que pode ser influenciada pela massa muscular e
ingestão de carne)
Ingestão alimentar
∙ Redução não intencional da ingestão proteica por, pelo menos, dois meses:
∙ <0,6g/kg/dia para pacientes nos estágios 2 a 5 da DRC
∙ <0,8g/kg/dia para pacientes em diálise
∙ Redução não intencional da ingestão energética <25kcal/kg/dia por, pelo 
menos, dois meses:
Fouque D et al. A proposed nomenclature and diagnostic criteria for protein-energy wasting in acute and chronic kidney disease. KidneyInt2008
Feb;73(4):391-8.
DIAGNÓSTICO DE DESNUTRIÇÃO
PEW- PROTEIN ENERGY WASTING - DIFERENTE DA CAQUEXIA
DIFICULDADES 
NA 
PEDIATRIA:
• Dados sobre os níveis plasmáticos baixo de
colesterol em crianças
• IMC –pois a perda de peso apresenta um ponto de 
corte diferente
• Massa Corporal – sem dados de referência
• Massa Muscular –Exige métodos sofisticados.
• Sem dados para creatinina urinária
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
HISTÓRIA
• Anamnese
• Recordatório 24h e/ ou 48h
• Registro alimentar prospectivo
• Questionário de Frequência alimentar (QFA)
EXAME FÍSICO
• SINAIS CORPORAIS
• Cabelos , Unhas, Dentes, Edema, Pele
MEDIDAS
• Mesmo padrão usado para adultos e crianças sadias.
• Problemas: Edema e desidratação
• DEXA e BIA
NORMALIZED PROTEIN EQUIVALENT OF NITROGEN APPEARANCE 
RATE (PNAN)
• Avalia a ingestão proteica em adultos
• Mas não se aplica para crianças –Crescimento e 
desenvolvimentos
TriagemMÉTODOS INTEGRADOS:
- SGA –Subjective Global Assessment
Em pediatria :
- Avaliação Nutricional Subgetiva Global
Secker DJ, Jeejeebhoy KN. Subjective Global Nutritional Assessment for children. Am J Clin
Nutr2007;85(4):1083-9.
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
CAUSAS DE DESNUTRIÇÃO:
- Anorexia –Perda do paladar –Náuseas e vômitos
- Acidose Metabólica
- Uremia –Toxicidade Urêmica
- Estresse oxidativo –Inflamação
- Alterações hormonais –Leptina –Grelina –GH –IGF-1- Calcitriol –
EPO
- Diminuição da qualidade de vida
GRELINA E DESNUTRIÇÃO
JEJUM
GRELINA NÃO
ACETILADA
PRODUZIDA PELO 
ESTÔMAGO
X
GRELINA 
ACETILADA
AUMENTO
Naufel M, Bordon M, Marques de Aquino T, Ribeiro EB, Carvalhaes JTD. Plasma levels of acylated and total ghrelin in
pediatric patients with chronic kidney disease. Pediatr Nephrol2010;25:247-52.
DRC
DO
XAPETITE
CAUSAS DA DESNUTRIÇÃO
DIMINUIÇÃO DA QUALIDADE DE 
VIDA:
Baixa ingestão de energia 
Aumento do grau de fadiga 
Problemas do sono
Hábito de dormir durante o dia.
- Neurotoxidade urêmica
- Anemia
- nas conc de Alumínio e Fósforo
- Hiperparatireoidismo
- Aspectos psicossociais
Pattaragarn et al Perit Dial Int 2004
DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGIO 
MOTOR E COGNITIVO
● Manter um bom estado nutricional
● Controlar os dist. Hidroeletrolíticos
● Prevenir ou reduzir a toxicidade urêmica
secundário,●Atuar nas doenças correlatas, como: hiperpara 
desnutrição e várias outras alterações metabólicas
● Manter ou modificar o perfil de gorduras
• Evitar consumo de alimentos ricos emfrutose
OBJETIVOS DA DIETOTERAPIA
Kidney Int. 2011 Jul;80(2):190-8 
http://xa.yimg.com/kq/groups/15112551/283023945/name/DIRETR
IZES+SBD+2009.pdf
http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2007/diretriz-DA.p
http://xa.yimg.com/kq/groups/15112551/283023945/name/DIRETR
http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2007/diretriz-DA.p
● Fornecer proteína suficiente para compensar as perdas dialíticas de 
ácidos aminados
● Prevenir o excesso de acumulação de produtos tóxicos
● Fornecer energia adequada de forma a evitar o catabolismo da 
massa magra.
● Limitar o aporte de sódio de forma a controlar a tensão arterial, a 
sede, e a prevenir o edema
DIETOTERAPIA NA HD
● Controlar a ingestão alimentar de potássio para prevenir a
hipercaliemia, a arritmia e diminuir o risco de morte
● Controlar a ingestão de fluídos para prevenir a hiponatremia e o
ganho excessivo de peso interdialítico (evitar aumentos ponderais
interdialíticos superiores a 4 a 4,5% do peso seco)
● Limitar o aporte de fósforo para controlar a hiperfosfatemia e
minimizar a osteodistrofia renal.
DIETOTERAPIA NA HD
Pediatria
Retardo no Crescimento
Retardo no crescimento
- Eletrólitos
- Líquidos
- Metabolismo
Anormalidades
OBJETIVOS DA DIETOTERAPIA NA PEDIATRIA
DRC
CONTROLE DAS 
ALTERAÇÕES 
METABÓLICAS
CRESCIMENTO E 
DESENVOLVIMENTO
OBJETIVOS DA DIETOTERAPIA NA PEDIATRIA
CONDUTA NUTRICIONAL
• Aporte calórico e proteico adequado
• Controle de Líquidos e de Eletrólitos
• Manutenção da Fisiologia do organismo
• Equilíbrio com alterações metabólicas 
Fouque et al, Nephrol Dial Transplant 2007 Bazanelli AP et al 2012
Em resumo no tratamento conservador
Adaptado, NKF, 2012
Recomendações nutricionais em hemodiálise 
Adaptado, NKF, 2012
Recomendações de vitaminas e oligoelementos, incluindo os 
suplementos nutricionais, na hemodiálise 
Adaptado, NKF, 2012
Avaliação Nutricional 
HISTÓRIA
Anamnese
Recordatório 24h e/ ou 48h
Registro alimentar prospectivo
Questionário de Frequência alimentar (QFA)
EXAME FÍSICO
SINAIS CORPORAIS 
Cabelos , Unhas, Dentes, Edema, Pele
MEDIDAS
Mesmo padrão usado para adultos e crianças sadias.
Problemas: Edema e desidratação 
DEXA e BIA 
Adaptado, NKF, 2012
Recomendações para a avaliação do estado nutricional do doente em 
hemodiálise 
- Este documento é baseado nas melhores informações disponíveis em abril de 2017
- Ele foi projetado para fornecer informações e auxiliar na tomada de decisões.
- Não se destina a definir um padrão de atendimento
- Variações na prática ocorrerão inevitavelmente levando em conta as necessidades 
de cada paciente, os recursos disponíveis.
- Todo profissional de saúde que faça uso dessas recomendações é responsável por 
avaliar a adequação de aplicá-las
- As recomendações não implicam em um protocolo específico.
Kidney Disease Outcomes Quality Initiative (KDOQI) pelo National Kidney Foundation (NKF), 
publica nova diretriz com atualizações sobre as mudanças no tratamento de pacientes com 
doenças renais crônicas.
KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020
Declarações sobre Cuidados Usuais
Triagem Nutricional de Rotina
Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante: triagem nutricional de rotina pelo menos
semestralmente com a intenção de identificar aqueles em risco de perda protéico-
energética
Ferramentas de triagem nutricional
Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante, há evidências limitadas para sugerir o uso de
uma ferramenta em detrimento de outras para identificar aqueles em risco de perda de
energia protéica (PEW)
Avaliação Nutricional de Rotina
Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante: avaliação nutricional por nutri (incluindo,
apetite, histórico de ingestão alimentar, peso corporal e IMC, dados bioquímicos, medidas
antropométricas e foco em Nutrição achados físicos) pelo menos nos primeiros 90 dias
após HD
Avaliação Nutricional 
KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020
Declarações sobre Dispositivos Técnicos e Medidas Antropométricas para Avaliar a
Composição Corporal
Bioimpedância para Pacientes em HD
Em adultos com DRC 5D em HD: bioimpedância multifrequencial (MF-BIA) no mínimo 30
minutos ou mais após o término da sessão de HD para permitir a redistribuição dos fluidos
corporais
Bioimpedância para pacientes com DRC em tto conservador
Em adultos com DRC 1-5 ou DRC 5D em DP, não há evidências suficientes para sugerir o uso de
bioimpedância elétrica para avaliar composição corporal
Absorciometria de raios-X de dupla energia (DXA) para avaliação da composição corporal
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, é razoável usar DXA quando viável, pois
continua sendo o padrão-ouro para medir a composição corporal apesar de ser influenciada
pelo status do volume
KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020
Composição Corporal e Peso Corporal/IMC
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante: IMC na primeira consulta e monitorar o estado
nutricional geral periodicamente ao longo do tempo
Frequência do Peso Corporal/IMC e Avaliação da Composição Corporal
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante: Pacientes estáveis, monitorar mudanças no
peso corporal/IMC e composição corporal conforme necessário
- Pelo menos a cada 6 meses em pacientes com DRC 1-3
- Pelo menos a cada 3 meses em pacientes com DRC 4-5 ou pós-transplante
- Pelo menos mensalmente em pacientes com HD e DP
Avaliação do Peso Corporal
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, é razoável que um nutricionista ou médicos 
usem julgamento clínico para determinar o método para medir o peso corporal (por exemplo, 
peso real ou teórico; histórico de alterações de peso; medições de peso em série; ajustes para 
suspeita de impacto de edema, ascite e órgãos policísticos). 
Não há normas de referência padrão
KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020
IMC como preditor de mortalidade
Em adultos com DRC 5D em DP, baixo peso (baseado no IMC) pode ser usado como preditor
de maior mortalidade
Em adultos com DRC 5D em HD, sobrepeso ou obesidade (baseado no IMC) pode ser usado
como preditor de menor mortalidade, enquanto o baixo peso e a obesidade mórbida (com
base no IMC) podem ser usados como preditores de maior mortalidade
Em adultos com DRC 1-5, baixo peso (baseado no IMC) como preditor de maior mortalidade,
embora o risco de mortalidade associado ao estado de sobrepeso ou obesidade (com base no
IMC)
Em adultos com DRC pós-transplante, baixo peso e sobrepeso ou obesidade (baseado no IMC)
como preditor de maior mortalidade
IMC e PEW
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, o IMC, por si só, não é suficiente para
estabelecer um diagnóstico de PEW, a menos que o IMC seja muito baixo (<18 kg/m2)
KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020
Espessura da dobra cutânea
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante , na ausência de edema, dobras cutâneas
medidas de espessura para avaliar a gordura corporal.
Circunferência da cintura
Em adultos com DRC 5D, circunferência da cintura pode ser usada para avaliar a obesidade
abdominal, mas sua confiabilidade em avaliar as mudanças ao longo do tempo é baixa
Cinética de creatinina (plasmo ou urina )
Em adultos com DRC 5D, cinética da creatinina possa ser usada para estimar a massa
muscular, embora muito alta ou muito a baixa ingestão dietética de suplementos de carne
e/ou creatina influenciará a precisão dessa medida
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Declarações sobre Avaliação com Medições Laboratoriais
Medições de biomarcador único
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, biomarcadores como taxa catabólica proteica
normalizada (nPCR), albumina e/ou pré-albumina sérica (se disponível) podem ser
consideradas ferramentas complementares para avaliar o estado nutricional.No entanto, eles não devem ser interpretados isoladamente para avaliar o estado nutricional,
pois são influenciados por fatores não nutricionais. fatores
Níveis de albumina sérica
Em adultos com DRC 5D em HD, a albumina sérica pode ser usada como preditor de 
hospitalização e mortalidade, com níveis mais baixos associado a maior risco
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Declarações sobre Métodos para Avaliar Necessidades de Energia
Avaliação do gasto de energia em repouso
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, calorimetria indireta para medir a energia de
repouso gasto quando viável e indicado, pois continua sendo o padrão-ouro para determinar o
gasto energético de repouso
Equações de Gasto de Energia em Repouso
Em adultos com DRC 5D que são metabolicamente estáveis, na ausência de calorimetria
indireta, equações de energia preditiva específicas da doença possam ser usadas para
estimar o gasto energético em repouso, pois incluem fatores que pode influenciar a taxa
metabólica nesta população
Declarações sobre Índices Nutricionais Compostos
Avaliação Subjetiva Global de 7 Pontos (ASG)
Em adultos com DRC 5D, recomendamos o uso da Avaliação Subjetiva Global de 7 pontos 
como uma ferramenta válida e confiável para avaliação do estado nutricional
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O escore de desnutrição-inflamação (Malnutrition-Inflammation Score - MIS)
Em adultos com DRC 5D em HD ou pós-transplante, o Escore de Inflamação de Desnutrição
pode ser usado para avaliar estado
Declarações sobre ferramentas/métodos usados para avaliar a ingestão de proteínas e
calorias
Considerações ao avaliar a ingestão dietética
Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante, é razoável avaliar fatores além da ingestão
dietética (p. uso, conhecimento, crenças, atitudes, comportamento, acesso a alimentos,
depressão, função cognitiva) para planejar efetivamente a Nutrição intervenções
Registros alimentares de 3 dias para avaliar a ingestão dietética
Em adultos com DRC 3-5D, registro alimentar de 3 dias, realizado durante os dias de
tratamento dialítico e não dialítico (quando aplicável), como método preferencial para avaliar
a ingestão alimentar
Métodos alternativos de avaliação da ingestão alimentar 
Em adultos com DRC 3-5 recordatórios alimentares de 24 horas, questionários de frequência
alimentar e nPCR podem ser considerados como métodos alternativos de avaliação de energia
e proteína dietética ingestão
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TERAPIA NUTRICIONAL
Declarações sobre Terapia Nutricional (TN)
TN para melhorar os resultados
Em adultos com DRC 1-5D, recomendamos que um nutricionista, em estreita colaboração com
um médico ou outro provedor (enfermeiro ou médico assistente), forneça TN. Os objetivos
são otimizar o estado nutricional e minimizar os riscos impostos por comorbidades e
alterações no metabolismo e na progressão da doença renal
Conteúdo TN
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, é razoável prescrever TN adaptado às
necessidades individuais, estado nutricional e comorbidades
Monitoramento e Avaliação TN
Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante, monitorar o apetite, ingestão alimentar, 
alterações de peso corporal, dados bioquímicos, medidas antropométricas e nutrição- achados 
físicos focados para avaliar a eficácia da TN
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Proteína
◦ Recomendação do Kidney Dialysis Outcome Quality Initiative – KDOQI
Os benefícios da restrição de proteína no paciente com insuficiência renal moderada
devem ser comparados aos danos potenciais desse tratamento
Controle adequado de glicose sanguínea e diabetes
TFG DIÁLISE RECOMENDAÇÃO
<25 mL/min não 0,6 g/kg/dia
Adaptado, NKF, 2012
Proteína
◦ Recomendação KDOQI (2010)
TFG Recomendação
<50ml por minuto por / 1,73m² 0,6 g-0,8 g de proteína /kg de peso
corporal por dia
<20 ml por minuto por 1,73m² 0,3 g-0,5 g de proteína /kg de 
peso corporal por dia
Nefropatia diabética 0,8 g-0,9 g de proteína /kg de 
peso corporal por dia
Transplante renal 0,8 g-1,0 g de proteína /kg de 
peso corporal por dia
https://www.andeal.org/template.cfm?template=guide_summary&key=2409
Proteína
http://kidneyfoundation.cachefly.net/professionals/KDOQI/guidelines_nutrition/nut_a16.html
HemodiáliseDiálise Peritoneal
INGESTÃO DE PROTEÍNAS E ENERGIA
Declarações sobre Quantidade de Proteína
Restrição de proteínas, pacientes com DRC não em diálise e sem diabetes
- Em adultos com DRC 3-5 que são metabolicamente estáveis, recomendamos, sob supervisão
clínica rigorosa, restrição de proteínas com ou sem análogos de cetoácidos, para reduzir o
risco de doença renal terminal (ESKD)
- Dieta pobre em proteínas fornecendo 0,55–0,60 g de proteína dietética/kg/dia, ou
- Dieta muito pobre em proteínas fornecendo 0,28 - 0,43g de proteína dietética/kg/dia com
análogos de cetoácidos/aminoácidos adicionais para atender necessidades de proteína (0,55–
0,60 g/kg de peso corporal/dia)
Restrição de proteínas, pacientes com DRC que não fazem HD e com diabetes
- No adulto com DRC 3-5 e que tem diabetes, é razoável prescrever, sob rigorosa supervisão
clínica, uma dieta ingestão de proteína de 0,6-0,8 g/kg/dia para manter um estado nutricional
estável e otimizar o controle glicêmico
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Ingestão dietética de proteínas, pacientes com HD e DP sem diabetes
Em adultos com DRC 5D em HD ou DP que são metabolicamente estáveis, ingestão de
proteína de 1,0-1,2 g/kg/dia para manter um estado nutricional estável.
Ingestão dietética de proteínas, HD e DP com diabetes
Em adultos com DRC 5D e que têm diabetes, ingestão de proteína dietética de 1,0-1,2 g/kg/dia
para manter um estado nutricional estável.
Para pacientes com risco de hiper e/ou hipoglicemia, níveis mais altos de a ingestão de
proteína na dieta pode precisar ser considerado para manter o controle glicêmico
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Energia
http://kidneyfoundation.cachefly.net/professionals/KDOQI/guidelines_nutrition/nut_a16.html
23 a 35 kcal
Carboidratos
◦ 60% de carboidratos complexos
◦ Grãos integrais, frutas, vegetais e laticínios com baixo teor de gordura
◦ Ingestão de fibras
Adaptado, NKF, 2012
Declaração sobre Consumo de Energia
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante que estejam metabolicamente estáveis,
ingestão energética de 25-35 kcal/kg/dia com base na idade, sexo, nível de atividade física,
composição corporal, metas de status de peso, estágio de DRC e doença concomitante ou
presença de inflamação para manter o estado nutricional normal.
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Declaração sobre o tipo de proteína
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante não há evidências suficientes para recomendar
um tipo de proteína (planta vs animal) em termos de efeitos sobre o estado nutricional, níveis
de cálcio ou fósforo ou o sangue perfil lipídico.
Declarações sobre Padrões Alimentares
Dieta mediterrânea
Em adultos com DRC 1-5 sem HD ou pós-transplante, com ou sem dislipidemia, sugerimos que
prescrever uma dieta mediterrânea pode melhorar os perfis lipídicos
Frutas e vegetais
Em adultos com DRC 1-4, sugerimos que prescrever o aumento da ingestão de frutas e
vegetais pode diminuir o peso corporal, PA e manter o equilíbrio ácido-básico
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SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL
Declarações sobre Suplementação Nutricional Parenteral Oral, Enteral e Intradialítica
Suplementação Proteica Oral
Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante em risco ou com perda protéico-energética,
sugerimos uma mínimo de um teste de 3 meses de suplementos nutricionais oraispara
melhorar o estado nutricional se o aconselhamento dietético por si só não não atingir a
ingestão de energia e proteína suficiente para atender às necessidades nutricionais.
Suplementação Nutricional Enteral
Em adultos com DRC 1-5D, com ingestão cronicamente inadequada e cujas necessidades
proteicas e energéticas não podem ser alcançado por aconselhamento dietético e
suplementos nutricionais orais, é razoável considerar uma tentativa de alimentação por sonda
enteral
Nutrição Parenteral Total (NPT) e Nutrição Parenteral Intradialítica (NPID) Suplementação
Proteica e Energética
Em adultos com DRC com perda protéico-energética, sugerimos um teste de NPT para
pacientes com DRC 1-5 e NPT para DRC 5D em pacientes com HD , para melhorar e manter o
estado nutricional se as necessidades nutricionais não puderem ser atendidas com a ingestão
oral e enteral.
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Declaração sobre Suplementação Nutricional - Dialisado
Suplementação de proteína-energia de dialisado
Em adultos com DRC 5D em DP com perda protéico-energética, sugerimos não substituir o
dialisato de dextrose convencional por dialisato de aminoácidos como estratégia geral para
melhorar o estado nutricional, embora seja razoável considerar uma tentativa de dialisato de
aminoácidos para melhorar e manter o estado nutricional se as necessidades nutricionais não
puderem ser atendidas com a ingestão oral e enteral existente
Declarações sobre Ácidos Graxos Poliinsaturados Ômega-3 de Cadeia Longa ( PUFA n-3 CL)
Suplementos Nutricionais n-3 PUFA para Mortalidade e Doença Cardiovascular
Em adultos com DRC 5D em HD ou pós-transplante, sugerimos não prescrever rotineiramente
LC n-3 PUFA, incluindo aqueles derivados de peixe ou linhaça e outros óleos, para diminuir o
risco de mortalidade ou eventos cardiovasculares .
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Suplementos Nutricionais n-3 PUFA para Perfil Lipídico
Em adultos com DRC 5D em HD, sugerimos que 1,3-4 g/dia n-3 PUFA podem ser prescritos
para reduzir triglicerídeos e LDL colesterol e elevar os níveis de HDL
Em adultos com DRC 5D em DP, é razoável considerar a prescrição de 1,3-4 g/d n-3 PUFA
para melhorar o perfil lipídico
Em adultos com DRC 3-5, sugerimos prescrever 2,0 g/dia n-3 PUFA para diminuir os níveis
séricos de triglicerídeos
Suplementos Nutricionais LC n-3 PUFA para Fístula arteriovenoso (FAV)
Em adultos com DRC 5D em HD, sugerimos não prescrever óleo de peixe rotineiramente
para melhorar as taxas de permeabilidade primária em pacientes com FAV
Suplementos Nutricionais LC n-3 PUFA para Sobrevivência da FAV
Em adultos com DRC pós-transplante, sugerimos não prescrever rotineiramente n-3 PUFA
para reduzir o número de episódios de rejeição ou melhorar a sobrevida da FAV
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Acidose metabólica A prevalência aumenta progressivamente com a piora da função 
renal, com acidose detectável quando TFG ˂ 40 ml/min/1,73 m2 . A
Acidose metabólica crônica está associada com aumento do catabolismo proteico, 
doença óssea urêmica, perda de massa muscular, inflamação crônica, homeostase da 
glicose prejudicada, função cardíaca deficiente, progressão da DRC e aumento da 
mortalidade. 
Sugere-se que em pacientes portadores de DRC e valores de bicarbonato sérico ˂ 22 
mmol/l, devido ao aumento do risco de progressão da DRC e também de óbito, seja feito 
tratamento com suplementação de bicarbonato VO, para manter os níveis normais, caso 
não haja contraindicação 
Bicarbonato de sódio
Adaptado, NKF, 2012
ELETRÓLITOS
Declarações sobre Acidose
Alimentação no equilíbrio ácido-basico
Em adultos com DRC 1-4, sugerimos reduzir a acidose metabólica através do aumento da
ingestão de frutas e vegetais, a fim de reduzir a progressão da DRC
Manutenção de bicarbonato
Em adultos com DRC 3-5D, recomendamos reduzir acidose metabólica através do aumento de
bicarbonato ou Suplementação
Em adultos com DRC 3-5D, é razoável manter os níveis de bicarbonato sérico em 24-26
mmol/L
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MICRONUTRIENTES
Declarações para Orientação Geral
Ingestão dietética de micronutrientes
Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante, é razoável que o nutricionista encoraje a
ingestão de uma dieta que atenda à recomendação dietética (RDA) para ingestão de todas as
vitaminas e minerais
Avaliação e Suplementação de Micronutrientes
Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante, é razoável que o nutricionista avalie a ingestão
de vitaminas na dieta periodicamente e considerar a suplementação multivitamínica para
indivíduos com ingestão inadequada de vitaminas
Suplementação de Micronutrientes, Diálise
Em adultos com DRC 5D que apresentam ingestão alimentar inadequada por períodos
prolongados de tempo, é razoável considerar suplementação com multivitaminas, incluindo
todas as vitaminas hidrossolúveis e oligoelementos essenciais para prevenir ou
tratar deficiências de micronutrientes
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Declarações sobre Ácido Fólico
Suplementação de ácido fólico para hiperhomocisteinemia
Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante que apresentam hiperhomocisteinemia
associada à doença renal, recomendam não suplementar rotineiramente folato com ou sem
complexo B, pois não há evidências que demonstrem redução de desfechos cardiovasculares
adversos
Suplementação de ácido fólico para deficiência e insuficiência de ácido fólico
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante sugerimos prescrever suplemento de folato,
vitamina B12 e/ou complexo B para corrigir deficiência/insuficiência de folato ou vitamina B12
com base em sinais e sintomas clínicos
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Declaração sobre Vitamina C
Suplementação de Vitamina C
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante com risco de deficiência de vitamina C, é
razoável considerar a suplementação para atingir a ingestão recomendada de pelo menos 90
mg/dia para homens e 75 mg/d para mulheres
KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020
Declarações sobre Vitamina D
Suplementação de vitamina D para deficiência e insuficiência de vitamina D
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante sugerimos prescrever suplementação de
vitamina D na forma de colecalciferol ou ergocalciferol para corrigir a deficiência/insuficiência
de 25-hidroxivitamina D (25(OH)D).
Suplementação de vitamina D com proteinúria
Em adultos com DRC 1-5 com proteinúria nefrótica, é razoável considerar a suplementação de
colecalciferol, ergocalciferol, ou outros precursores de 25(OH)D
KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020
Declaração sobre Vitaminas A e E
Suplementação e Toxicidade de Vitaminas A e E
Em adultos com DRC 5D em MHD ou DRC 5D em DP, é razoável não suplementar
rotineiramente vitamina A ou E devido à potencial de toxicidade vitamínica. No entanto, se a
suplementação for necessária, deve-se tomar cuidado para evitar doses excessivas, e os
pacientes devem ser monitorados quanto à toxicidade
KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020
Declaração sobre Vitamina K
Medicação anticoagulante e suplementação de vitamina K
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, é razoável que pacientes recebendo
medicamentos anticoagulantes conhecidos por inibirem a atividade da vitamina K (por
exemplo, compostos de varfarina) não recebem suplementos de vitamina K
KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020
Declaração sobre Minerais - Selênio e Zinco
Suplementação de Selênio e Zinco
Em adultos com DRC 1-5D, sugerimos não suplementar rotineiramente selênio ou zinco, pois
hápouca evidência de que melhora o estado nutricional, inflamatório ou de micronutrientes
KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020
Cálcio
Não exceder 2.000mg por dia 
Os pacientes com DRC têm uma predisposição para distúrbios minerais e ósseos. A 
concentração sérica de cálcio é o fator mais importante que rege com a secreção do 
hormônio paratireóide (PTH) que afeta a integridade óssea e a calcificação dos tecidos 
moles
Adaptado, NKF, 2012
Declarações sobre Cálcio
Ingestão total de cálcio
Em adultos com DRC 3-4 que não tomam análogos ativos da vitamina D, sugerimos que uma
ingestão total de cálcio elementar de 800-1.000 mg/dia (incluindo cálcio dietético,
suplementação de cálcio e aglutinantes de fosfato à base de cálcio) devem ser prescritos para
manter um equilíbrio neutro de cálcio
Em adultos com DRC 5D, é razoável ajustar a ingestão de cálcio (cálcio dietético, suplementos 
de cálcio ou ligantes) considerando o uso concomitante de análogos da vitamina D e 
calcimiméticos para evitar hipercalcemia ou sobrecarga de cálcio 
KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020
Fósforo
Controle frequentemente negligenciada
Os níveis séricos de fósforo aumentam à medida que a TFG diminui
Monitoramento contínuo de fósforo do paciente e o uso de ligantes de fósforo são 
recomendados
Ingestão deve ser no máximo de 800 a 1.000 mg de fósforo por dia
https://www.andeal.org/template.cfm?template=guide_summary&key=2449
Fósforo
A absorção do fósforo orgânico das proteínas é diferente dependendo de a sua origem ser 
animal ou vegetal. O fósforo de origem animal é rapidamente hidrolisado e absorvido. Pelo 
contrário, o fósforo proveniente de alimentos vegetais (leguminosas, cereais e frutos 
oleaginosos) tem uma menor absorção (40 a 50%), por se encontrar na forma de ácido fítico 
ou fitato. Como os mamíferos são desprovidos de fitases (enzimas), a biodisponibilidade do 
fósforo de alimentos vegetais é relativamente mais baixa (inferior a 50%)
https://www.andeal.org/template.cfm?template=guide_summary&key=2449
Declarações sobre Fósforo
Quantidade de fósforo dietético
Em adultos com DRC 3-5D, recomendamos ajustar a ingestão dietética de fósforo para manter 
os níveis séricos de fosfato no faixa normal 
Fonte de fósforo dietético
Em adultos com DRC 1-5D ou pós-transplante, é razoável tomar decisões sobre restrição de 
fósforo tratamento para considerar a biodisponibilidade de fontes de fósforo (por exemplo, 
animal, vegetal, aditivos
Ingestão de fósforo com hipofosfatemia
Para adultos com DRC pós-transplante com hipofosfatemia, é razoável considerar a prescrição 
de alta ingestão de fósforo (dieta ou suplementos) para repor o fosfato sérico 
Potássio
Muitos pacientes com DRC no estágio inicial tomam diuréticos que eliminam potássio e 
precisam de suplementação◦
Quando o débito urinário cai abaixo de 1 L/dia, esses pacientes podem necessitar de 
restrição de potássio à medida que o rim não é mais capaz de excretar todo o potássio 
ingerido (estágio 4 da doença)
Recomendação de até 2,4 g/dia 
Adaptado, NKF, 2012
Declarações sobre Potássio
Quantidade dietética de potássio
Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante, é razoável ajustar a ingestão dietética de
potássio para manter potássio dentro da faixa normal
Ingestão dietética e suplementar de potássio para hipercalemia ou hipocalemia
Em adultos com DRC 3-5D ou pós-transplante com hipercalemia ou hipocalemia, sugerimos
que ingestão dietética ou suplementar de potássio deve ser baseada nas necessidades
individuais do paciente e no julgamento do médico.
KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020
Sódio
Controle de edema
Ingestão dietética de até 2,4 g de sódio por dia 
Pacientes em hemodiálise devem ser alertados a evitarem alimentos que contenham 
cloreto de potássio ou outros aditivos
Adaptado, NKF, 2012
Declarações sobre Sódio
Ingestão de sódio e pressão arterial
Em adultos com DRC 3-5 , DRC 5D ou pós-transplante, limitar a ingestão de sódio a menos de
100 mmol/d (ou <2,3 g/dia para reduzir a pressão arterial e melhorar o controle do volume.
Ingestão de sódio e proteinúria
Em adultos com DRC 3-5 limitar a ingestão de sódio a menos de 100 mmol/d (ou <2,3 g/dia)
para reduzir a proteinúria sinergicamente com as intervenções farmacológicas disponíveis
Ingestão de sódio e peso corporal seco
Em adultos com DRC 3-5D, redução da ingestão de sódio na dieta como uma estratégia 
adjuvante de modificação do estilo de vida para alcançar um melhor controle de volume e um 
peso corporal mais desejável 
KDOQI clinical practice guideline for nutrition in CKD: 2020 update. Am J Kidney Dis. 2020
Líquidos
500 a 1.000 mL além do volume de urina
Levar em consideração pacientes que vivem em condições de clima mais quente
Todos os alimentos que são considerados fluidos, com exceção de óleos e de 
alimentos com alto teor de açúcar
Adaptado, NKF, 2012
Ferro
Deficiência é comum em pacientes que realizam hemodiálise, em razão da perda 
sanguínea
A absorção de ferro dos alimentos é prejudicada por causa do aumento do pH gástrico 
como resultado do uso de quelantes de fósforo
Uso de suplementos orais entre as refeições para maximizar a absorção
Ingestão diária deve ser de 8 a 15 mg/dia para homens e mulheres
Adaptado, NKF, 2012
Outras medidas de monitoramento do doente em hemodiálise

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