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Avaliação Respiratória Vinicius Tassoni Civile Anamnese ◆Tempo de existência do problema que envolve a queixa principal. ◆Frequência com que ocorre. ◆Forma de manifestação. ◆Em que hora do dia ou da noite piora ou melhora. Anamnese ◆Fatores hereditários. ◆Tipo de atividade atual e anterior. ◆Condições de moradia e tipo de habitação. ◆Hábitos e vícios, atuais e anteriores. Anamnese ◆Tipos de cuidados até então tomados em relação à doença. ◆Outras informações que o paciente queira prestar. Sinais e Sintomas das Doenças Respiratórias Ritmos Respiratórios ◆Apnéia - Ausência de ventilação. ◆Eupnéia - Freqüência normal,profundidade normal, ritmo regular. Ritmos Respiratórios ◆ Bradipnéia - Freqüência baixa profundidade superficial ou normal, ritmo regular; associada com overdose de drogas. ◆ Taquipnéia - Freqüência alta, profundidade superficial, ritmo regular; associada com doença pulmonar restritiva. ◆ Hiperpnéia - Freqüência normal, profundidade aumentada, ritmo regular. Ritmos Respiratórios ◆ Cheyne-Stockes( periódico) - Profundidade aumentada e depois diminuída intercalada com períodos de apnéia; ritmo de certa forma regular; associada com pacientes criticamente doentes. ◆ Biot - Freqüência baixa, profundidade superficial, períodos de apnéia, ritmo irregular; associada com distúrbio do sistema nervoso central como meningite. ◆ Apnêustico - Freqüência baixa, inspiração profunda seguida de apnéia, ritmo irregular; associada com distúrbios do tronco cerebral. Ritmos Respiratórios ◆ Expiração prolongada - Inspiração rápida, expiração lenta e prolongada, mas com freqüência e profundidades normais, ritmo regular; associada com doença pulmonar obstrutiva. ◆ Ortopnéia - Dificuldade de respirar em posturas que não a ereta. ◆ Hiperventilação - Freqüência alta, profundidade aumentada, ritmo resultar; resulta em diminuição da tensão arterial do dióxido de carbono; chamada respiração de KUSSMAUL na acidose metabólica; também associada com distúrbios do SNC com encefalite. Ritmos Respiratórios ◆ Dispnéia psicogênica - Freqüência normal intervalos regulares, associada com ansiedade. ◆ Dispnéia - Freqüência alta, profundidade superficial, ritmo regular; associada com atividade da musculatura acessória. ◆ Batente - Freqüência e ritmo normais; caracterizada por cessação abrupta da inspiração ao encontro de restrição; associada com pleurisia. Tosse ◆Ação reflexa de defesa do organismo. ◆Fluxo expiratório brusco e violento com forte contração abdominal. ◆ Importante sinal clínico de certas disfunções ou doenças respiratórias. Tosse ◆Constitui-se de 3 fases: (1) fase inspiratória, (2) fase compressiva, (3) fase expiratória (Irwin, 1977). ◆Receptores irritantes na mucosa da laringe, faringe, brônquio, pleura e canal auditivo externo. ◆Pode ser classificada quanto ao timbre e eficácia. Tosse ◆Quanto ao timbre: - bitonal; - metálica ou seca; - rouca ou afônica. ◆Quanto à eficácia: - produtiva ou úmida; - improdutiva ou seca. Expectoração ◆Ato de expelir a secreção proveniente da árvore brônquica. ◆Secreção também é conhecida por catarro, escarro e esputo. ◆A secreção pulmonar é expelida pela boca ou é deglutida. Expectoração ◆ É de fundamental importância no diagnóstico e acompanhamento da doença. ◆ Deve-se analisar: - quantidade; - viscosidade; - cor; - odor; - densidade; - aspecto. Expectoração - Quantidade ◆Produção diária normal em torno de 100cm3 ou 100ml por dia. ◆Aumento da quantidade pode ser indicativo de anormalidade nas glândulas mucosas, inflamação ou infecção. ◆Pode chegar a 1 litro/dia. Expectoração - Viscosidade ◆Associada à quantidade de muco e albumina da secreção. ◆O estado de desidratação e o desequilíbrio eletrolítico alteram a viscosidade. ◆Pode ser viscosa ou fluídica. Expectoração - Cor ◆ Esbranquiçada – muco denso. ◆ Amarelada – muco + fragmentos de células. ◆ Esverdeada – muco denso + exsudato + transudato. ◆ Marrom (escura) - muco denso + exsudato + transudato + parênquima pulmonar. ◆ Rósea – muco + hemácias destruídas. Expectoração - Odor ◆Pode ser: Inodora – maioria dos tipos. Fétida – necrose ou putrefação, determinadas infecções. Expectoração - Densidade ◆Pode ser: Flutuante n’água – muco, transudato. Não flutuante n’água – pus, tecidos, células do sangue. Expectoração - Aspecto ◆Pode ser: mucosa, purulenta, serosa, mucopurulenta, fibrinosa, hemorrágica ou sanguinolenta. Dor ◆É subjetiva e deve ser identificada em uma anamnese atenta. ◆Pode ser: pleural, mediastínica, de parede torácica, retroesternal e psicossomática. Dor - Pleural ◆Súbita, forte e geralmente referida como pontada. ◆Origina-se na pleura parietal. ◆Piora com a tosse, fletindo-se a cabeça ou o tórax lateralmente ou ao abduzir-se o braço. Dor - Mediastínica ◆Referida como “aperto” ou “sufoco”. ◆Relacionada a problemas cardíacos ou bolhas gasosas no intestino grosso. Dor – Parede Torácica ◆Difusa e genericamente interpretada; referida como “dor no peito”. ◆Pode ser de origem muscular (mais freqüente) ou nervosa. ◆É comum em pneumonias e estado gripal. Dor - Retroesternal ◆Referida como “dor que queima ou arde”. ◆Relacionada com traqueítes e inflamações das VA. ◆Ferimento da traquéia por tosse em excesso. Dor - Psicossomática ◆Relacionadas com componente emocional. Hemoptise ◆Eliminação de sangue infra glótico. ◆Pode ser causada por infecção, neoplasias, traumatismos torácicos, bronquiectasias, TB, etc. Cianose ◆Caracterizada pela coloração azulada da pele, observada na mucosa bucal ou extremidade digital. ◆ Indica redução da oxigenação no sangue arterial. Cianose ◆Pode ser central ou periférica: - Central = troca gasosa insuficiente; saturação menor que 80%. - Periférica = aumento da extração de O2 na periferia; baixo débito cardíaco; ocorre nas partes mais frias. Cianose Sinais Vitais ◆São os dados mais importantes em uma avaliação. ◆A alteração desses sinais implicam relação com uma disfunção cardiorrespiratória. Exame Físico ◆Deve-se levar em consideração o paciente como um todo. ◆Deve-se avaliar: tipo de respiração, tipo de tórax, curvaturas anormais da coluna vertebral, ausculta pulmonar, percussão e frêmito Exame Físico – Tipos de Respiração ◆Respiração normal: - Costal; - Diafragmática; - Mista. Exame Físico – Tipos de Respiração ◆Respiração patológica: - Respiração Paradoxal; - Respiração Apical ou Torácica Alta. Exame Físico – Tipos de Tórax ◆Pode ser classificado quanto ao biótipo do indivíduo em: - Normolíneo; - Longilíneo; - Brevelíneo. Exame Físico – Tipos de Tórax normolíneo Exame Físico – Tipos de Tórax longilíneo Exame Físico – Tipos de Tórax brevelíneo Exame Físico – Tipos de Tórax ◆Pode ser patológico: - Tonel ou Barril; - Excavatum ou em “funil”; - Carinatum ou “ peito de pombo”. Exame Físico – Tipos de Tórax excavatum Exame Físico – Tipos de Tórax excavatum Exame Físico – Tipos de Tórax excavatum Exame Físico – Tipos de Tórax excavatum Exame Físico – Tipos de Tórax carinatum Exame Físico – Deformidades da Coluna Vertebral ◆ Interferem, quando na região torácica, na expansibilidade do tórax e conseqüentemente na mecânica respiratória. Exame Físico – Deformidades da Coluna Vertebral gibosidade Exame Físico – Deformidades da Coluna Vertebral hipercifose Exame Físico – Deformidades da Coluna Vertebral escoliose http://www.distrofiamuscular.net/escoliose.jpg Exame Físico – Deformidades do Tórax Fratura de esterno Exame Físico – Percussão Digital ◆Consiste em bater com os dedos a superfície do tórax do paciente, de modo que se possa identificar o timbre do som produzido (timpanismo). Exame Físico – Percussão Digital Exame Físico – Percussão Digital Exame Físico – Percussão Digital Exame Físico – Percussão Digital ◆Podeestar: - normal; - aumentada; - diminuída. Exame Físico – Frêmito Torácico Exame Físico – Frêmito Torácico ◆Avaliado através da transmissão do som produzido na laringe e transmitido para periferia dos pulmões. Exame Físico – Frêmito Torácico ◆ Deve-se pronunciar as palavras “trinta e três” ou “um, dois, três”. ◆ Pode estar: - normal; - aumentado; - diminuído. Ausculta Pulmonar ◆É um recurso utilizado para detectar os sons normais e patológicos produzidos nos pulmões e nas vias aéreas. Ausculta Pulmonar ◆Deve ser realizada preferencialmente com o tórax desnudo. ◆Deve ser realizada com a boca entreaberta. ◆Deve ser realizada no maior número de pontos possível. Ausculta Pulmonar ◆Deve-se evitar a ausculta sobre estruturas ósseas e regiões com muita adiposidade. ◆Deve ser realizada em locais silenciosos. ◆Deve ser realizada em um tempo adequado. Ausculta Pulmonar ◆ Pode ser realizada diretamente ou indiretamente. ◆ Antigamente utilizava-se o fonendoscópio e hoje o estetoscópio. Estetoscópio ◆1761 – Awenbeugger: invenção do estetoscópio. ◆1819 – Laennec: explorou a ausculta pelo estetoscópio. Estetoscópio Estetoscópio Essencial para fisioterapia respiratória Estetoscópio ◆Deve-se colocá-lo corretamente nos ouvidos; ◆Acoplá-lo corretamente no tórax; ◆Deixar o tubo condutor livre. Sons Pulmonares ◆Podem ser normais ou patológicos. Sons Pulmonares - Normais ◆São aqueles que aparecem em todas as respirações e em condições de normalidade do sistema respiratório. ◆São eles: laringotraqueal e murmúrio vesicular. Sons Pulmonares - Normais ◆Laringotraqueal – é o som gerado pela passagem do ar por estreitamento das VAS, epiglote e cordas vocais, atingindo em seguida condutos aéreos mais largos, que são a própria cavidade interna da laringe e traquéia. Sons Pulmonares - Normais ◆Murmúrio vesicular – é o som produzido pela passagem do ar dos bronquíolos respiratórios para os alvéolos e vice-versa. ◆Mais audível e prolongado na inspiração. Sons Pulmonares - Patológicos ◆Pode ser gerado na árvore brônquica ou entre os folhetos pleurais. ◆São divididos em agregados e não agregados (sopros). Sons Pulmonares - Patológicos ◆Agregados: ◆São aqueles que não modificam o MV. ◆São: estertores, estertores secos, estertores úmidos e frotes. Sons Pulmonares - Patológicos ◆Estertores – ocorrem nos brônquios pela passagem do ar por um líquido ou por um estreitamento da luz bronquial. ◆Podem ser secos e úmidos. Sons Pulmonares - Patológicos ◆Estertores Secos – sons raspantes e contínuos. ◆Roncos ou Sibilos. ◆Roncos – som grave, secreção aderida. ◆Sibilos – som agudo, secreção ou broncoespasmo. Sons Pulmonares - Patológicos ◆Estertores Úmidos – indicam a presença de secreção úmida e fluida na luz da árvore brônquica. ◆Aparecem na fase inspiratória e expiratória e são descontínuos. ◆Crepitantes, Borbulhantes ou Bolhosos e Subcrepitantes. Sons Pulmonares - Patológicos ◆Crepitantes – ruídos finos e baixos, ocorre por líquido intersticial nos alvéolos. ◆Bolhosos – podem ser de finas,médias e grossas bolhas. ◆Subcrepitante – mais audível que o crepitante e menos ressonante que os estertores bolhosos. Bom descanso!