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Centro de Tecnologia e Ciências Exatas - CCET Departamento de Física - DFI Laboratório de Física B ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES São Cristóvão Fevereiro de 2024 1. Introdução Resistências em série A expressão “em série” significa apenas que as resistências estão ligadas uma após a outra e que uma diferença de potencial V é aplicada às extremidades da ligação. Quando uma diferença de potencial V é aplicada a resistências ligadas em série, a corrente i é a mesma em todas as resistências e a soma das diferenças de potencial das resistências é igual a diferença de potencial aplicada V. (HALLIDAY, 2009). Esta associação nos permite dizer que as resistências em série podem ser substituídas por apenas uma única equivalente ao valor somado de todas para obter um resultado equivalente. Figura 1. Esquema de circuito com associação em série. Resistências em paralelo O termo “em paralelo” significa que um dos terminais de todas as resistências é ligado a um certo ponto, o outro terminal de todas as resistências é ligado a um segundo ponto e uma ddp V é aplicada entre esses pontos. Assim, a mesma ddp é aplicada em todas as resistências, conforme esquema abaixo: Figura 2. Esquema de circuito com associação em paralelo. “Resistências ligadas em paralelo podem ser substituídas por uma resistência equivalente R com a mesma ddp V e a mesma corrente total i que as resistências originais.” (HALLIDAY, 2009) 2. Objetivos O objetivo deste experimento é discutir e compreender o comportamento de resistores em série e em paralelo, além de entender a associação de Led 's em um circuito. 3. Procedimento: No experimento, foram utilizados diversos materiais como o multímetro digital, os cabos, os jumpers, a fonte, os resistores, a placa de teste e os Led 's. 1° Etapa Associação em Série: ● Os resistores foram conectados em série, e a corrente que passou por cada resistor foi a mesma. ● A resistência total (R Total) é a soma das resistências individuais. ● A fórmula para calcular a resistência total em uma associação em série é: R_ Total = R1 + R2 + R3 + ... Associação em Paralelo: ● Os resistores foram conectados em paralelo, e a voltagem através de cada resistor foi a mesma. ● A resistência total em uma associação em paralelo é inversamente proporcional à soma inversa das resistências individuais. ● A fórmula para calcular a resistência total em uma associação em paralelo é: 1/R Total = 1/R1 + 1/R2 + 1/R3 + ... 2° Etapa Combinação de Série e Paralelo: ● Em circuitos mais complexos, os resistores foram combinados em série e em paralelo. ● A abordagem geral foi um simples circuito, identificado em partes em série e em paralelo, para calcular a resistência total. Divisor de Tensão e Corrente: ● Em associações em série, o circuito atuou como um divisor de tensão, enquanto em associações em paralelo, atuava como um divisor de corrente. 4. Resultados e Discussões Foi observado durante o experimento que, em série, as lâmpadas ficaram com o brilho menor quando comparadas às lâmpadas em paralelo que ficaram com maior luminosidade. Isso ocorre porque no modelo em série a tensão aplicada é a mesma e a resistência equivalente das duas lâmpadas é a resistência somada, dando um valor alto, passando uma corrente menor. Já em paralelo, a resistência equivalente é o inverso da soma de cada uma, resultando em uma menor resistência, passando uma corrente elétrica de maior intensidade e iluminando mais as lâmpadas. Ademais, foi possível perceber que, retirando uma das lâmpadas e pondo um jumper no lugar, com a associação em série, o brilho da outra lâmpada aumentou, porém, quando retirado esse jumper, essa mesma lâmpada apaga. Por outro lado, com a associação em paralelo, o brilho da outra lâmpada continua o mesmo. Quanto a observação ao custo-benefício, é apropriado colocar as lâmpadas de um local em paralelo para se obter maior luminosidade, haja vista que a resistência equivalente será calculada fazendo o inverso da soma de cada uma, dando um valor de resistência menor do que se feito em série, isso faz com que passe uma maior corrente elétrica, aumentando a luminosidade das lâmpadas. Durante a prática foi constatado que o trecho AB as resistências se encontravam em série, já no trecho BC as resistências estavam em paralelo, seus respectivos valores, juntamente dos valores das correntes e tensões se encontram na Tabela 1. Tabela 1. Valores de resistência, corrente e tensão obtidos durante a atividade prática. Resistor 1 Resistor 2 Resistor 3 Resistor 4 Medida (KΩ) 0,951 Medida (KΩ) 5,49 Medida (KΩ) 10,4 Medida (KΩ) 0,555 σb 0,001 σb 0,01 σb 0,1 σb 0,001 Resistências Equivalentes Calculadas Associação em Série: Associação em Paralelo: Req série (Ω) 6,441 Req paralelo (Ω) 0,527 Tabela 2. Valores das resistências dos resistores com a fonte de tensão desligada obtidos com o Ohmímetro. Circuito nº 3 Medidas da Resistência Equivalentes (R ± σR) (KΩ) RAB 6,480 ± 0,001 RBC 0,512 ± 0,001 RTOTAL 7,060 ± 0,001 Medidas de Corrente (I ± σI) (A) IR1 0,674 ± 0,001 IR2 0,674 ± 0,001 IR3 0,298 ± 0,001 IR4 0,645 ± 0,001 Medidas de Tensão (V ± σV) (V) VTOTAL 4,97 ± 0,01 VAB 4,60 ± 0,01 VR1 0,67 ± 0,01 VR2 3,93 ± 0,01 VR3 0,37 ± 0,01 VR4 0,36 ± 0,01 Tabela 3. Valores da corrente do circuito completo e das resistências equivalentes e seus respectivos erros relativos percentuais. Resistências equivalentes Trecho AB Trecho BC Circuito Completo ROhmímetro ± σR (Ω) 6,441 ± 0,001 0,527 ± 0,001 6,968 ± 0,001 RExperimental ± σR (Ω) 6,480 ± 0,001 0,512 ± 0,001 7,060 ± 0,001 Rcalculado 1ª Lei (Ω) 6,825 ± 0,001 0,385 ± 0,001 7,210 ± 0,001 I ± σI (mA) 0,674 ± 0,001 9,720 ± 0,001 10,394 ± 0,001 Erro (%) RExperimental versus Rohmímetro 0,61 2,85 1,32 Erro (%) Rcalculado 1ªLei versus Rohmímetro 5,96 26,94 3,47 Em relação a diferença entre tensão e corrente em associações em série e paralelo temos que, em associações em série, a corrente é a mesma em todos os componentes do circuito, enquanto a tensão se divide entre os componentes. Isso significa que, em uma associação em série, a tensão total é igual à soma das tensões individuais em cada componente, enquanto a corrente total é a mesma em todos os componentes. No caso desse experimento temos: Trecho AB: 𝐼𝐴𝐵 = 𝐼𝑅2 = 𝐼𝑅1 = 0, 674 ± 0, 001𝑚𝐴 Trecho BC: 𝐼𝐵𝐶 = 𝑉𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 / 𝑅𝐵𝐶 = 9, 720 ± 0, 001𝑚𝐴 Circuito completo: 𝐼𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝐼𝐴𝐵 + 𝐼𝐵𝐶 = 10, 394 ± 0, 001 𝑚𝐴 Por outro lado, em associações em paralelo, a tensão é a mesma em todos os componentes do circuito, enquanto a corrente se divide entre os componentes. Assim, em uma associação em paralelo, a corrente total é igual à soma das correntes individuais em cada componente, enquanto a tensão total é a mesma em todos os componentes. Para esse experimento temos que: Trecho AB: 𝑅𝑒𝑞1 = 𝑅1 + 𝑅2 = 6, 441 𝑘Ω Trecho BC: 𝑅𝑒𝑞 = 𝑅3×𝑅4𝑅4 + 𝑅3 = 0, 527 𝑘Ω Circuito completo: 𝑅𝑒𝑞 = 𝑅𝑒𝑞1 + 𝑅𝑒𝑞2 = 6, 968 𝑘Ω Em seguida, a descrição dos cálculos utilizados neste experimento: R calculado (1ª Lei de Ohm) Trecho AB: 𝑅𝑒𝑞1 = 𝑅1 + 𝑅2 = 𝑉1𝐼1 + 𝑉2 𝐼2 = 0,670 0,674 + 3,930 0,674 = 6, 825 𝑘Ω Trecho BC: 𝑅𝑒𝑞2 = 𝑅3×𝑅4𝑅4 + 𝑅3 = 1,04×0,555 0,555+1,04 = 0, 385 𝑘Ω Circuito completo: 𝑅𝑒𝑞 = 𝑅𝑒𝑞1 + 𝑅𝑒𝑞2 = 7, 210 𝑘Ω Erro (%) Experimental versus R ohmímetro 𝐸𝑟𝑟𝑜 (%) = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐸𝑥𝑝𝑒𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑙𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜 × 100 Trecho AB: 𝐸𝑟𝑟𝑜 (%) = 6,441 − 6,4806,441 × 100 = 0, 61% Trecho BC: 𝐸𝑟𝑟𝑜 (%) = 0,527 − 0,5120,527 × 100 = 2, 85% Circuito completo: 𝐸𝑟𝑟𝑜 (%) = 6,968 − 7,0606,968 × 100 = 1, 32% Erro (%) R calculado-1ªLei versus R ohmímetro 𝐸𝑟𝑟𝑜 (%) = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐸𝑥𝑝𝑒𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑙𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜 × 100 Trecho AB: 𝐸𝑟𝑟𝑜 (%) = 6,441 − 6,8256,441 × 100 = 5, 96% Trecho BC: 𝐸𝑟𝑟𝑜 (%) = 0,527 − 0,3850,527 × 100 = 26, 94% Circuito completo: 𝐸𝑟𝑟𝑜 (%) = 6,968 − 7,2106,968 × 100 = 3, 47% 5. ConclusãoAtravés dos experimentos pode-se entender o comportamento dos resistores quando estão associados em série e paralelos. Quando a combinação é feita em série, temos que a corrente entre os terminais das resistências será a mesma, mas a tensão sobre o circuito será divida entre as resistências, de forma que a tensão total é a soma das tensões em cada resistor. Já na associação em paralelo, temos que a tensão entre os terminais das resistências será a mesma, mas a corrente que percorre pelo circuito será divida entre as resistências, de forma que a corrente total é a soma das correntes que passam pelo circuito. Além disso, a partir do experimento feito para aplicação da Lei de Kirchhoff foi possível perceber sua utilidade quando se tem circuitos mais complexos, sendo bastante úteis para o cálculo de correntes e tensões. 6. Referências 1. HALLIDAY, David; Fundamentos de física volume 3, LTC, 2009. 2. FOWLER, Richard. Fundamentos da eletricidade volume 2, 7ª ed., Mc Graw Hill, 2013.