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A alimentação do ser humano 100 anos atrás

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A alimentação do ser humano 100 anos atrás
Para toda uma geração que conhece a comida vendida pronta, ou quase pronta, pensar em como se
dava esse processo básico da sobrevivência humana há 100 anos atrás é bem difícil. Mas, é possível
traçar uma ordem cronológica e descobrir como surgiram os primeiros enlatados e industrializados.
Nos campos
Por volta de 1915, a alimentação era baseada em plantios, construídos em pequenas propriedades
rurais, quase autossuficientes. Ou seja, de lá, saía o leite, a carne, os grãos, as frutas e as verduras. Era
comum encontrar moinhos artesanais, feitos de madeira e pedra, usados para triturar milho, por
exemplo, e extrair assim a farinha.
(Foto: depositphotos)
2/6
Comida para soldado
Na segunda metade do século XVIII, a Europa vivia a primeira fase da Revolução Industrial e ainda dava
início ao neocolonialismo, na iminência de dominar países africanos, americanos e asiáticos. A busca
pela conquista de novos mercados desencadeou conflitos armados e criou uma necessidade de se criar
algum tipo de comida que fosse fácil de ser transportada e que durasse bastante tempo para os
soldados.
(Foto: depositphotos)
A busca foi tão grande que, em 1795, o governo francês chegou a oferecer um prêmio para quem
conseguisse ter uma ideia para amplificar a duração de conservação da comida. Até porque,
convenhamos, não era lá muito prático andar com pedaços enormes de carne com sal e óleo, usados
para conservar. Saúde? Bem, digamos que não é a toa que a contaminação por doenças era muito
comum.
Revolução Industrial
Com a chegada da segunda fase da Revolução Industrial, a alimentação sofreu uma mudança. No início
do século XX, já se encontrava no mercado os produtos enlatados, congelados e industrializados. Não
eram vendidos já prontos, como estamos acostumados, e sim, processados, como o leite em pó, o
açúcar ou o leite condensado.
3/6
Longe da cozinha
As mulheres também começaram a trabalhar e, com isso, sobrava pouco ou nenhum tempo para
cozinhar. Esse fator foi uma das causas do surgimento dos mais diversos restaurantes, que vendiam a
comida já pronta, geralmente, para levar para casa, como a típica “marmita”. Esses, possivelmente,
foram os pais dos fast-foods.
4/6
(Foto: depositphotos)
Provando novos sabores
Com os alimentos ganhando mais tempo de conservação, e o surgimento de novas tecnologias de
transportes, como os navios refrigerados, ingredientes foram sendo espalhados pelos mais diversos
países, difundindo sabores e culturas. Alimentos antes só consumidos na Ásia, por exemplo, começaram
a ser exportados para a Europa e Américas. Foi o processo de globalização da comida.
O movimento Hippie
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(Foto: depositphotos)
Falou de 1960, lembramos logo do quê? Pois é, nesse período, o movimento naturalista e hippie
trouxeram de volta um olhar para a comida mais natural, longe de conservantes, industrializados, mas
principalmente, vegetariana. Desse ano em diante, milhares de pessoas aderiram a essa ideia e
transformaram seu paladar – e sua saúde também.
E atualmente?
Hoje em dia, a comida vem ganhando cada vez mais um olhar gourmet. Até aplicativos para amantes da
culinária se conhecerem estão sendo criados (procure por Tender, já disponível para Android e iOS).
Sem falar na praticidade de nem precisar sair de casa em busca de algo para comer. Diversos
restaurantes já fazem entregas delivery, ou seja, é só ligar e pronto. É muita comodidade, não?
Daqui a 100 anos, como será?
A fome, apesar da enorme produção de alimentos mundo afora, e os efeitos das mudanças climáticas
têm movimentado o mundo dos cientistas. Esses, procuram por outras opções que saciem a demanda
de todos. Inclusive, já estão criando um tipo de carne, 100% natural, produzida em laboratórios. Isso
porque em breve, as criações de gado e afins serão inviáveis, por falta de recursos como espaço e
água. O problema é que o preço vai ser bem elevado. Para se ter ideia, o primeiro hambúrguer feito em
laboratório saiu pela bagatela de R$ 770 mil. E aí, você compraria?
6/6

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