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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Capítulo 2 Tipologia textual e gêneros discursivos 40
Texto narrativo 
Conceito base
Analise a tirinha a seguir:
É possível perceber que os textos dos quadrinhos 
compõem uma narrativa, construída a partir de um desen-
volvimento temporal, sem o qual seria impossível contar a 
história. Essa é a principal característica do texto narrativo, 
a que o diferencia dos demais tipos de textos: a narração 
sempre irá apresentar passagem de tempo. Assim, temos 
como elementos constitutivos de um texto narrativo:
 y Tempo: momento em que se dá a ação ou que dura 
a narrativa.
 y Espaço: local em que a ação se desenrola, podendo 
ser físico, social ou psicológico. 
 y Personagens: pessoas, animais ou objetos que par-
ticipam da história, que fazem com que a narração 
aconteça.
 y Enredo: é a trama da narrativa, é o desenrolar de 
ações que envolvem as personagens.
 y Narrador: é o responsável por contar a história, po-
dendo estar inserido ou não no enredo.
Portanto, o texto narrativo apresenta personagens 
que realizam ações (enredo) em um determinado espaço 
e tempo, contadas por um narrador. Esses elementos se 
organizam em etapas que estruturam o texto narrativo (a 
estrutura narrativa) da seguinte forma:
1. Introdução: nessa etapa, o autor apresenta as perso-
nagens e os problemas que serão enfrentados pelos 
protagonistas. Outros elementos fundamentais da 
narrativa também são introduzidos aqui, como o ce-
nário em que o texto será desenvolvido, o momento 
histórico em que ocorrerá, as personalidades das per-
sonagens, dentre outros. 
2. Desenvolvimento: nessa parte, a narrativa envolve o 
leitor a partir dos esforços feitos pelas personagens 
para solucionarem os problemas vividos. Essa etapa é 
de grande importância porque concentra os conflitos 
que justificam as ações das personagens. 
3. Clímax: é o momento ápice da narrativa, em que os 
problemas e os conflitos das personagens chegam a 
um ponto máximo de concentração, exigindo ações 
diretas para enfrentá-los. O momento em que o clímax 
é alcançado pode ser percebido pelo leitor quando 
todas as tensões envolvidas no enredo se encontram 
na história, o que determina uma passagem para a 
etapa final. 
4. Desfecho: momento resultante do clímax da história; 
no desfecho o autor apresenta as consequências das 
ações das personagens, encerrando o texto. 
Leia, a seguir, uma anedota que sintetiza todas as eta-
pas de uma narração:
Irritado com seus indisciplinados alunos, um professor 
arrogante lançou um desafio dizendo:
― Aquele que se julgar burro, faça o favor de ficar de pé!
Todos os alunos, assustados, continuaram sentados. Alguns 
minutos depois, um deles, porém, levantou-se. 
― Quer dizer que você se julga burro? ― perguntou o 
professor, incrédulo com a postura do menino. 
― O garoto, então, respondeu com uma expressão calma:
― Bem, para dizer a verdade, não! Mas fiquei com pena 
de ver o senhor aí, em pé, sozinho.
Analisando o texto, é possível identificar todas as eta-
pas das estruturas narrativas estudadas: a introdução é 
marcada pela apresentação e descrição das personagens, 
que são os alunos indisciplinados e o professor irritado e 
arrogante. No desenvolvimento, o conflito do texto é cria-
do quando o mestre desafia os alunos a ficarem de pé. O 
clímax surge quando, minutos depois do desafio, um deles 
se levanta e o professor questiona sua ação. O desfecho, 
por sua vez, é criado quando o garoto responde, de modo 
sarcástico, ao professor, colocando um final no desafio 
lançado pelo docente. Nessa etapa conclusiva, podemos, 
inclusive, depreender um conselho implícito na narrativa: 
não devemos usar de uma posição de autoridade para de-
safiar as pessoas desnecessariamente.
É interessante destacar que nem toda narração obedecerá à ordem 
convencional das etapas; existem muitos textos narrativos que ini-
ciam a história a partir de algum ponto do desenvolvimento (recurso 
denominado in media res), ou mesmo pelo desfecho, e depois voltam 
ao ponto inicial dos acontecimentos. Tais recursos estão presentes 
em narrativas de diversos gêneros, como filmes, séries, novelas, ro-
mances, e geralmente são utilizados a fim de aumentar a expectativa 
do público em relação ao enredo da obra.
Atenção
Anedota: narrativa curta e bem-humorada que apresenta uma cena 
do cotidiano com um desfecho inusitado. Grande parte das vezes, 
permite que o leitor conclua uma moral no final da história.
Finalidade comunicativa do texto 
narrativo
Consideramos finalidade comunicativa como a principal 
função de uma mensagem na sociedade. Os textos narra-
tivos, por exemplo, são sempre idealizados para contar ao 
leitor uma história, seja ela real ou fictícia. Nesse sentido, 
também é possível apontar outras finalidades para a narra-
ção, dependendo do contexto em que ela é enunciada: o 
depoimento de um jovem aprovado no vestibular pode ser 
feito para encorajar estudantes para as provas de seleção; 
um conto infantil lido pelos pais de uma criança antes da hora 
de dormir pode ajudá-la a cair no sono. Essas são considera-
das finalidades secundárias e surgem apenas em contexto. 
Para compreender uma narrativa, devemos sempre, 
portanto, analisar a intenção do enunciador ao nos apre-
sentar a história. 
A
nd
ré
 D
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m
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PV_2021_LU_ITX_FU_CAP2_LA.INDD / 15-09-2020 (21:37) / VIVIAN.SANTOS / PROVA FINAL
FR
EN
TE
 Ú
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A
41
Ferramentas do texto narrativo: o foco 
Veremos, a seguir, as ferramentas textuais usadas na 
elaboração do texto narrativo. Elas são responsáveis por 
estruturar a história e permitir seu desenvolvimento. 
Uma das mais importantes ferramentas é denominada 
foco e é responsável por todo o desencadeamento da his-
tória, guiando a percepção que o leitor terá dos eventos. O 
foco narrativo é constituído a partir da visão que o narrador 
possui da história, podendo ser classificado em:
a. Narrador em primeira pessoa:
Um tio meu, cônego de prebenda inteira, costumava dizer 
que o amor da glória temporal era a perdição das almas, que 
só devem cobiçar a glória eterna. Ao que retorquia outro tio, 
oficial de um dos antigos terços de infantaria, que o amor da 
glória era a coisa mais verdadeiramente humana que há no 
homem, e, conseguintemente, a sua mais genuína feição.
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Nova 
Aguilar, 1994. Disponível em: <http://machado.mec.gov.br/obra-completa-
lista/item/download/16_ff646a924421ea897f27cf6d21e6bb23>. Acesso em: 
17 jul. 2020.
Nesse texto, o narrador vive a história conforme o 
relato se desenvolve. Por conta disso, devemos classifi-
cá-lo como narrador participante e é possível identificá-lo 
pela presença de pronomes e desinências verbais de 
primeira pessoa.
b. Narrador em terceira pessoa:
O Dr. Camargo, médico e velho amigo da casa, logo 
que regressou do enterro, foi ter com Estácio, a quem en-
controu no gabinete particular do finado, em companhia de 
D. Úrsula. Também a dor tem suas volúpias; tia e sobrinho 
queriam nutri-la com a presença dos objetos pessoais do 
morto, no lugar de suas predileções quotidianas. Duas tristes 
luzes alumiavam aquela pequena sala. Alguns momentos 
correram de profundo silêncio entre os três. O primeiro que 
o rompeu, foi o médico. 
ASSIS, Machado de. Helena. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. 
Disponível em: <http://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/
download/18_6eeff49614c4b3fcfa0adbd92c8cdb28>. Acesso em: 17 jul. 2020.
No exemplo citado, percebemos que o narrador ape-
nas observa a história, como alguém distante dos eventos 
que apenas nos relata os acontecimentos. Por esse motivo, 
devemos classificá-lo como narrador observador. 
O narrador participante pode ser a personagem principal da história, 
motivo pelo qual o denominamos protagonista. Quando, porém, ele for 
uma personagem secundária e o protagonismo for exercido por outra per-
sonagem, devemos chamá-lo de narrador testemunha ou coadjuvante.
Atenção
Ferramentas do texto narrativo: a 
percepçãonarrativa 
A percepção narrativa auxilia nos detalhes que são 
fornecidos pelo narrador conforme o texto é desenvolvido. 
Essa percepção pode ser ampla, sem que haja limites para 
o narrador, ou limitada, restringindo a capacidade do narra-
dor ao campo da observação. Sendo assim, temos:
a. narrador onisciente: geralmente produzido em terceira 
pessoa, trata-se de um narrador capaz de interpretar o 
interior das personagens, bem como seus pensamen-
tos e sentimentos. 
Quantas vezes não pensou que bastava-lhe um momento 
de resolução para arrebatar a mulher a quem amava, e levá-la 
ao deserto onde ele não se envergonharia de seu amor, e talvez 
sentisse orgulho de o inspirar tão possante e extremoso. Mas 
ele que não temia o mundo e zombava dos perigos, assusta-
va-se só com a ideia de um ressentimento de Besita; e não era 
preciso mais para espancar de seu espírito a tentação que em 
si produziam os encantos da menina.
ALENCAR, José de. Til. 2 ed. São Paulo: Melhoramentos. Disponível em: 
<http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000142.pdf>. Acesso 
em: 17 jul. 2020.
Observe que, no exemplo dado, o narrador é capaz 
de apresentar-nos o que a personagem está pensando 
no momento da cena. Essa capacidade foge da simples 
observação visual e atesta a sua onisciência. 
b. narrador observador: diferentemente do narrador 
que possui onisciência, o observador não é capaz de 
interpretar o interior das personagens, limitando-se 
apenas àquilo que pode ser visto por qualquer pes-
soa. Os pensamentos e sentimentos da personagem 
podem ser deduzidos por ele a partir do contexto da 
narrativa, mas ele jamais será capaz de visualizar com 
clareza aquilo que há em suas mentes. 
Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estra-
nho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem 
nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o 
azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos 
cobrem-lhe o corpo. 
Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha 
embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face 
do desconhecido. 
De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da es-
pada, mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião 
de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu 
mais d’alma que da ferida.
ALENCAR, José de. Iracema. 24 ed. São Paulo: Ática, 1991. Disponível em: 
<www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000136.pdf>. 
Acesso em: 17 jul. 2020.
Independentemente da percepção do narrador acerca da história, há 
três posturas possíveis que podem ser adotadas por ele conforme 
a narrativa se desenvolve: sempre que o narrador opinar sobre os 
fatos contados, deve ser denominado parcial; quando evitar emitir 
um juízo de valor, deve ser denominado neutro e, finalmente, quan-
do estabelecer um diálogo com o leitor sobre a história, pode ser 
chamado de intruso.
Atenção
PV_2021_LU_ITX_FU_CAP2_LA.INDD / 15-09-2020 (10:47) / LEONEL.MANESKUL / PROVA FINAL PV_2021_LU_ITX_FU_CAP2_LA.INDD / 15-09-2020 (10:47) / LEONEL.MANESKUL / PROVA FINAL
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Capítulo 2 Tipologia textual e gêneros discursivos 42
Ferramentas do texto narrativo: a 
progressão temporal 
Como vimos anteriormente, toda narrativa é organizada 
com base em uma sequência temporal. Essa sequência 
permite o desencadeamento da história e pode ser orga-
nizada de modo linear (em ordem direta) ou não linear (em 
ordem indireta). Veremos, a seguir, esses dois tipos de de-
senvolvimento do texto. 
a. tempo linear: também é conhecido como tempo cro-
nológico; a narrativa é sequenciada em cenas cuja 
progressão segue uma ordem direta, com início, 
desenvolvimento do enredo, clímax e desfecho. Ob-
serve a tirinha a seguir:
Nessa tirinha, podemos dizer que o tempo é cronoló-
gico porque segue a ordem de um atendimento comum 
em um restaurante. O humor é gerado na passagem do 
desenvolvimento/clímax para o desfecho, visto que o refri-
gerante é apresentado pelo autor como uma bebida com 
imensa concentração de componentes químicos. 
b. tempo não linear: também pode ser denominado 
como tempo psicológico; nesse tipo de desenvolvi-
mento, a sequência do texto é apresentada em ordem 
indireta, podendo ser iniciada, por exemplo, com uma 
lembrança do narrador ou até mesmo pelo desfecho 
da história. Um dos exemplos clássicos da literatura 
brasileira em que o tempo da narrativa é apresenta-
do dessa forma é o livro Memórias póstumas de Brás 
Cubas, de Machado de Assis, cujo prólogo da história 
apresenta um narrador já falecido (defunto autor), que 
nos contará momentos de sua vida a partir da morte, 
em um caixão. Veja a introdução do livro:
Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo 
princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu 
nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja come-
çar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar 
diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente 
um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa 
foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais 
galante e mais novo.
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Nova 
Aguilar, 1994. Disponível em: <http://machado.mec.gov.br/obra-completa-
lista/item/download/16_ff646a924421ea897f27cf6d21e6bb23>. Acesso em: 
17 jul. 2020.
Ferramentas do texto narrativo: a quebra 
temporal
Outro recurso disponível para o desenvolvimento da 
narrativa é a quebra da sequência narrativa, usada para 
interromper o fluxo de tempo da história. Muito comum com 
narradores em primeira pessoa, essas quebras permitem ao 
autor inserir reflexões da personagem para justificar com-
portamentos ou escolhas ou, ainda, revelar momentos da 
vida da personagem que não fazem parte da história que 
está sendo narrada. Podem ser classificadas como:
a. digressões: ao interromper a sequência do texto, o 
narrador inicia uma reflexão pessoal sobre um assunto 
diverso, que impede a progressão da história principal. 
Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os epitáfios. E, 
aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma 
expressão daquele pio e secreto egoísmo que induz o homem a 
arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra que passou. 
Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável dos que sabem os seus 
mortos na vala comum; parece-lhes que a podridão anônima 
os alcança a eles mesmos. 
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Nova 
Aguilar, 1994. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/
texto/bv000215.pdf>. Acesso em: 17 jul. 2020.
Nessa cena, o narrador para de contar a história e inicia 
uma reflexão sobre as frases escritas nos túmulos de um 
cemitério, denominadas epitáfios. 
b.  flashback: semelhante à digressão, também marca 
uma interrupção na sequência temporal. Porém, no 
flashback, o narrador retoma uma cena ou episódio 
vivido por alguma personagem no passado, o que 
contribui para o entendimento completo da história.
Parecia ter vinte anos, e contava mais de trinta. Graciosa, 
afável, nenhum acanhamento, nenhum ressentimento. Olhá-
vamos um para o outro, com as mãos seguras, falando de tudo 
e de nada, como dois namorados. Era minha infância que 
ressurgia, fresca, travessa e loura; os anos iam caindo como as 
fileiras de cartas de jogar encurvadas, com que eu brincava em 
pequeno, e deixavam-me ver a nossa casa, a nossa família, as 
nossas festas. Suportei a recordação com algum esforço; mas 
um barbeiro da vizinhança lembrou-se de zangarrear na clás-
sica rabeca, e essa voz — porque até então a recordação era 
muda — essa voz do passado, fanhosa e saudosa, a tal ponto 
me comoveu, que... Os olhos dela estavam secos. Sabina 
não herdara a flor amarela e mórbida. Que importa? Era minha 
irmã, meu sangue, um pedaço de minha mãe, e eu disse-lho 
com ternura, com sinceridade...
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Nova 
Aguilar, 1994. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000215.pdf>. Acesso em: 17 jul. 2020.
c. monólogo interior (ou fluxo de consciência): tam-
bém considerado um tipo de digressão, o narrador 
interrompe a história para que o leitor visualize os 
pensamentos da personagem. Esses pensamentos, 
por sua vez, são marcados por um diálogo da perso-
nagem consigo mesma.
A cama desaparece aos poucos, as paredes do aposento 
se afastam, tombam vencidas. E eu estou no mundo solta e 
fina como uma corça na planície. Levanto-me suave como 
um sopro, ergo minha cabeça de flor e sonolenta, os pés le-
ves, atravesso campos além da terra, do mundo, do tempo, de 
Deus. Mergulho e depois emerjo, como de nuvens, das terras 
A
nd
ré
 D
ah
m
er
 
PV_2021_LU_ITX_FU_CAP2_LA.INDD / 15-09-2020 (21:37) / VIVIAN.SANTOS / PROVA FINAL

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