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Questões resolvidas

Alguma vez você já sofreu intolerância religiosa?

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6
A partir da tirinha, do texto-chave e do título, anote 
suas primeiras impressões sobre o que trata a lição:
PESQUISE 
em comentários 
bíblicos, livros 
denominacionais
e de Ellen G. White 
sobre temas 
contidos neste 
texto: Lc 9:43-56
oo
de Cristo
O espírito
TEXTO-CHAVE
LEIA O TEXTO BÍBLICO DESTA SEMANA: LC 9:43-56
POX71 Ágatha Lemos/J.ost
30 de dezembro 
A 5 de janeiroLição 1
Tropa dos que 
fariam a mesma 
coisa que Pedro
pedro: a jesus:
1548
7
comTEXTOTEXTO
oo
D O M I N G O , 3 1 d e d e z e m b r o
Édito de Milão em 313 d.C. colocou fim 
a 150 anos de perseguição (esporádi-
cas, mas intensas) que os cristãos so-
freram nas mãos do Império Romano. 
Antes desse decreto, aqueles que se 
recusavam a declarar que César era 
um deus e jurar lealdade a ele eram 
perseguidos, multados, presos, entre-
gues aos leões, crucificados, queima-
dos vivos ou sofriam diversas outras 
atrocidades. 
Muitos cristãos se escondiam em 
cavernas e fugiam para regiões remo-
tas para salvar a própria vida e prote-
ger suas famílias. Casas usadas como 
locais de adoração eram destruídas e 
as propriedades confiscadas. Partes 
da Bíblia, copiadas de maneira lenta 
e dolorosa, eram recolhidas e queima-
das. Cristãos exaustos se alegraram 
com o Édito de Milão, que foi o primei-
ro decreto que garantia a liberdade 
religiosa a todos os cidadãos do Im-
pério Romano.
Ironicamente, dentro de poucas 
décadas, muitos cristãos estariam 
buscando exercer controle político e 
domínio sobre outras religiões e até 
mesmo sobre outros cristãos que ti-
nham crenças diferentes.
Durante o reinado do imperador ro-
mano Constantino (306-337 d.C.), a 
igreja cristã fez aliança com o impera-
dor, recebendo, com isso, grandes fa-
vores do governo. A igreja como um 
todo foi corrompida por ambições po-
líticas e financeiras que se opunham 
diretamente aos princípios de Jesus. 
Caso a igreja tivesse permanecido 
fiel aos ensinamentos e ao espírito de 
Cristo, teria evitado a mistura profana 
entre igreja e Estado que resultou na 
tirania religiosa da Idade Média.
Em apenas alguns séculos, a igreja 
se tornou um excelente exemplo do 
que Jesus disse que não deveria ser. 
Tornou-se um hábito e um negócio 
fazer exatamente o que Jesus nos ins-
truiu a evitar. No século 16, a Reforma 
Protestante começou a redescobrir 
lentamente os fundamentos da liber-
dade religiosa. Hoje é fundamental 
para a missão da igreja conhecer e 
promover os princípios originais que 
Jesus estabeleceu.
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O espírito
mergulhe + fundo
Leia, de Ellen G. White, Serviço Cristão, capítulo 14: 
“Liberdade Religiosa”.
Acesse:
IGNORANDO OS PRINCÍPIOS DE CRISTO
47274 – ComTexto Bíblico – 1º trim 2024
Designer Editor(a) Custos C. Q. R. F.Marketing4/10/2023 8:35
P3
8
ss
s e g u n d a , 1 O d e j a n e i r o
s adventistas há muito tempo acredi-
tam que “liberdade religiosa inclui o 
direito de o ser humano ter ou ado-
tar uma religião de sua escolha, de 
mudar de crença religiosa de acordo 
com a consciência, de manifestar sua 
religião individualmente ou em comu-
nidade com outros crentes, em culto, 
observância, prática, testemunho e 
ensino, sujeito a respeitar os direitos 
equivalentes dos outros” (Manual da 
Igreja Adventista do Sétimo Dia [CPB, 
2023], p. 105). 
Jesus Cristo é o exemplo perfeito 
de Alguém que tinha o poder de im-
por e controlar e, ainda assim, sempre 
respeitou a escolha de cada indivíduo 
de crer ou não, segui-Lo ou não. O 
respeito de Jesus pelos direitos indi-
viduais está em grande contraste com 
o impulso de Seus discípulos de forçar 
a submissão.
Os discípulos de Jesus estavam pro-
fundamente enraizados em sua cul- 
tura. Era uma época de intensa luta 
política e intolerância nacional. Assim 
como hoje, várias facções competiam 
por poder e recursos. 
Os discípulos revestiram sua hostili-
dade com um manto de espiritualidade 
e tentaram apoiar atitudes violentas 
citando o Antigo Testamento. Em ne-
nhuma área o coração humano é mais 
enganoso do que quando justifica o es-
pírito de crueldade e retaliação. Se ao 
menos os discípulos pudessem ver a si 
mesmos como Jesus os via! 
Em Seu ministério, Jesus jamais 
tentou intimidar, ameaçar ou forçar 
as pessoas a segui-Lo ou mudar seu 
comportamento, pois Sua missão de 
forma alguma incluía destruir vidas 
ou propriedades (v. 56). Infelizmente, 
essa característica muitas vezes foi 
esquecida. 
Se os líderes da igreja e os cristãos 
de todas as épocas tivessem adotado 
o espírito de Cristo, a história da igreja 
nunca teria incluído os atos de perse-
guição e tirania cometidos em nome 
da religião.
Jesus nos disse claramente como 
devemos reagir quando uma família ou 
cidade não nos receber calorosamen-
te: “Se alguém não quiser recebê-los 
nem ouvir as palavras de vocês, ao sa-
írem daquela casa ou daquela cidade, 
sacudam o pó dos pés” (Mt 10:14). 
Quando experimentamos a rejeição, 
não há necessidade de invocar fogo 
do céu ou lançar um ataque — seja fí-
sico ou verbal. Jesus nos instrui a sim-
plesmente seguir em frente.
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oo
comPREENDAPREENDA
 PENSE
• Que ideias ou hábitos os discípulos 
tiveram que desaprender para 
adotar o espírito de Jesus?
O ESPÍRITO DOS DISCÍPULOS
9
t e r ç a , 2 d e j a n e i r o
e os discípulos estavam tão errados 
ao pedir que o fogo celestial consu-
misse os samaritanos, por que o pro- 
feta Elias invocou fogo do céu em 
2 Reis 1:1-16? O contexto das histórias 
é totalmente diferente: Elias orou pe-
dindo fogo para que o nome de Deus 
fosse reivindicado — em contraste com 
a adoração a Baal —, enquanto os dis- 
cípulos ficaram irritados porque o po- 
vo não os recebeu bem. Além disso, 
no sistema de teocracia do Antigo 
Testamento, Deus, às vezes, agia em 
Seu papel de juiz e executor por meio 
de pessoas designadas por Ele. 
O Antigo Testamento contém muitas 
histórias nas quais Deus agiu por meio 
de juízo. Gênesis relata que Ele des-
truiu o mundo com um dilúvio (Gn 8:21-
23) e destruiu as cidades de Sodoma e 
Gomorra com fogo (Gn 19:28). Ambas 
as histórias são um exemplo do juízo 
final de Deus que virá sobre o mundo 
inteiro (Ap 20:9). O Senhor é o Juiz su-
premo; Ele terá a última palavra no caso 
de cada pessoa, o que é a única coisa 
que pode confortar aqueles que sofre-
ram julgamentos injustos nos tribunais 
terrenos e nas relações humanas. 
No Novo Testamento, contudo, Jesus 
removeu completamente da igreja a 
responsabilidade de trazer destruição. 
Isso explica por que Deus nunca mais 
usou Sua igreja como esse tipo de ins-
trumento, embora o Novo Testamento 
contenha histórias de juízos que foram 
exercidos diretamente por Deus, como 
a morte de Ananias e Safira (At 5:1-11). 
Assim, a repreensão de Jesus a Tiago 
e João, por quererem fazer descer fogo 
do céu, se aplica a todos os cristãos ao 
longo da história. 
Quando Jesus voltar, Ele virá como 
Juiz e Executor, realizando a obra de 
destruição por meio dos anjos (Mt 13:41, 
42), mas quando veio pela primeira vez, 
como um exemplo humano para todos 
os líderes da igreja, Sua missão nunca 
incluiu destruir a vida humana.
A maior força física que Jesus já usou 
foi quando virou as mesas no templo 
(Mc 11). Contudo, Ele derrubou mesas, 
não famílias nem vidas de pessoas.
A única vida que Jesus tirou foi a da 
figueira (Mc 11:20, 21), e fez isso para 
ilustrar a realidade de uma nação que 
estava condenada pelo juízo divino. 
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ss
comENTEENTE
Por que Deus destrói? Como podemos harmonizar essa parte de 
Sua natureza com Seu lado amoroso e misericordioso?
O QUE DIZER DE ELIAS?
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oo
comPAREPARE Q U A R TA , 3 d e j a n e i r o
ocê conhece a história de Pedro cor-
tando a orelha de Malco, não é mesmo? 
(Jo 18:10). Você também deve se lem-
brar daquele episódio em que Tiago 
e João, ao perceberem a rejeição dos 
samaritanos, perguntaram: “Senhor, 
quer que mandemos descer fogo do 
céu para os consumir?” (Lc 9:54).
Em ambas as situações, quais fo-
ram as reações de Jesus? “Guarde 
a espada na bainha! Por acaso não 
beberei o cálice que o Pai Me deu?” 
(Jo 18:11). “Mas Jesus, voltando-Se, 
os repreendeu, dizendo: ‘Vocês não 
sabem de que espécie de espírito são, 
pois o Filho do Homem não veio pa- 
ra destruir a vida dos homens, mas 
para salvá-los”(Lc 9:55, NVI).
Agora, vamos ser honestos: eu e 
você faríamos a mesma coisa que os 
discípulos fizeram, ou até pior. Imagi-
na, nós, brasileiros, “que não levamos 
desaforo para casa”; que somos pas-
sionais e mal conseguimos discutir 
uma ideia sem levar para o lado pes-
soal? Sinceramente, eu consigo en-
tender Pedro, Tiago e João.
Acontece que eles não são o nosso 
modelo. Nosso modelo é Cristo. E o 
problema é que nos falta o espírito de 
Cristo enquanto nos sobra da nossa 
própria natureza falida.
Pense a respeito disso e compare 
suas ações com os textos a seguir: 
2Rs 1; Gn 19:1-29; Ap 20:9; Mt 10:14-16; 
12:14-21; Fp 2:1-8.
 Qual é a relação das passagens 
com o texto-chave (Lc 9:43-56) da li-
ção desta semana?
 Alguém bem disse que Jesus não 
precisa de defensores, mas, sim, de 
testemunhas. O que isso significa para 
você e para a igreja?
vv
MOMENTO HIPERTEXTO
REDESEMÂNTICA
ideal
guia
algo a seguir
tipo
segurança
Rede semântica é como um mapa 
mental composto por palavras e conceitos 
relacionados entre si e formados a partir 
de um elemento-chave. Veja o exemplo 
e faça o seu.
Em classe, observe como as redes são tão 
diferentes quanto o número de pessoas 
presentes. E esse é o lance: cada rede 
representa aquilo que faz sentido para 
cada pessoa.
Exemplo de rede semântica:
EXEMPLO
11
espírito de Cristo foi demonstrado de 
maneira mais nítida em Sua escolha 
de submeter-Se à crueldade da cruz. 
Várias vezes Ele advertiu os discípulos 
sobre o que estava por vir, mas o ca-
minho de submissão de Jesus era tão 
estranho para os discípulos que eles 
tinham medo de fazer qualquer pergun-
ta sobre o assunto (Lc 9:44, 45). Os dis-
cípulos ainda estavam discutindo entre 
si sobre quem iria adquirir maior poder 
e controle (v. 46-48).
O espírito de Jesus é o completo 
oposto do espírito deste mundo. O Rei-
no dos Céus opera com base em princí-
pios que são contrários aos princípios 
deste mundo. Jesus estava convidando 
Seus discípulos a renunciar às suas 
ambições e se juntar a Ele em Sua jor-
nada de abnegação.
Em resposta a essas discussões, 
Jesus chamou a atenção dos discípu-
los para uma criança, pois elas eram 
consideradas as pessoas menos im-
portantes na sociedade. Ele demons-
trou que, caso servissem às necessi-
dades das crianças, estariam alinha-
dos com Seu espírito e missão. Tudo 
isso parecia completamente absurdo 
ao coração orgulhoso dos discípulos, 
que, após anos de ministério com 
Jesus, ainda tinham muito a aprender 
sobre Seu espírito.
Depois que Jesus subiu ao Céu, 
a igreja recebeu a missão de revelar 
Seu espírito ao mundo. No entanto, 
o mundo nunca verá Cristo por meio 
de nós se não abrirmos espaço para 
que Ele brilhe. 
Paulo nos orienta: “Seja a atitude de 
vocês a mesma de Cristo Jesus, que, 
embora sendo Deus, não considerou 
que o ser igual a Deus era algo a que 
devia apegar-Se; mas esvaziou-Se a Si 
mesmo, vindo a ser servo, tornando-Se 
semelhante aos homens. E, sendo en-
contrado em forma humana, humilhou- 
Se a Si mesmo e foi obediente até a 
morte, e morte de cruz!” (Fp 2:5-8, NVI).
Se cada pessoa adotasse o espírito 
de Cristo, cuidando “não somente dos 
seus interesses, mas também dos in-
teresses dos outros” (v. 4, NVI), nunca 
mais a liberdade religiosa seria viola-
da novamente. 
O espírito de Cristo é a solução de-
finitiva para toda forma de tirania e 
opressão.
oo
comPARTILHEPARTILHE q u i n ta , 4 d e j a n e i r o
 TESTEMUNHE! 
Vá à página de anotações 
(no fim do trimestre) e saiba como!
guia
A DEMONSTRAÇÃO FINAL
 PENSE
• Quais são algumas das 
características do espírito de 
Cristo? Quais são algumas maneiras 
de adotá-lo na vida cotidiana?
Bora de episódio novo da série “Comtexto 
bíblico” do Feliz7play? 
Escaneie o QR code para 
um conteúdo exclusivo 
do estudo da lição 
desta semana!
47274 – ComTexto Bíblico – 1º trim 2024
Designer Editor(a) Custos C. Q. R. F.Marketing4/10/2023 8:35
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12
comSENSOSENSO
resenha!
Feche sua semana de 
estudos com um resumo 
em vídeo (1) e faça 
também um estudo (2) 
para conhecer mais a 
visão adventista sobre 
liberdade religiosa. 
Acesse:
(1) (2)
S E X TA , 5 d e j a n e i r o
Terra se obscureceu por causa da compreensão er-
rada sobre Deus. Para que as tristes sombras pudes-
sem ser desfeitas, para que o mundo pudesse voltar 
para o Senhor, era preciso que o poder enganador de 
Satanás fosse neutralizado. Isso não podia ser feito 
pela força. O uso da força é contrário aos princípios 
do governo de Deus. Ele deseja apenas o serviço de 
amor. E o amor não pode ser imposto, não pode ser 
conquistado pela força ou autoridade. Só o amor 
desperta amor. Conhecer a Deus é amá-Lo. Seu ca-
ráter deve ser manifestado em contraste com o de 
Satanás. Essa obra poderia ser realizada unicamen-
te por um Ser em todo o Universo. Somente Aquele 
que conhecia a altura e a profundidade do amor de 
Deus podia torná-lo conhecido. Sobre a escura noite 
do mundo devia Se erguer o Sol da Justiça, trazen-
do salvação ‘nas Suas asas’” (Ml 4:2; Ellen G. White, 
O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 11).
“Em flagrante contraste com o erro e a opressão 
praticados tão universalmente estavam a missão e a 
obra de Cristo. Os reinos terrestres são estabeleci-
dos e mantidos pela força física, mas esse não seria 
o fundamento do reino do Messias. Ao estabelecer o 
Seu governo, nenhuma arma carnal seria usada, ne-
nhuma coerção praticada; nenhuma tentativa seria 
feita para forçar a consciência humana. Esses são os 
princípios usados pelo príncipe das trevas para go-
vernar o seu reino. Seus agentes estão trabalhando 
ativamente, procurando, em sua independência hu-
mana, promulgar leis que estão em contraste direto 
com a misericórdia e a benevolência de Cristo” (Ellen 
White, Review and Herald, 18 de agosto de 1896).
“Não faz parte da missão de Cristo obrigar as 
pessoas a recebê-Lo. Satanás e pessoas movidas 
por seu espírito é que procuram forçar a consciên-
cia. Alegando ter zelo pela justiça, pessoas aliadas a 
anjos maus provocam sofrimento aos semelhantes, 
a DISCUTA EM CLASSE• Como a cruz demonstra o 
espírito de Cristo?
• Como podemos 
saber qual é nosso 
verdadeiro espírito? 
Como não achar que 
estamos seguindo 
o espírito de Cristo 
quando, na verdade, 
seguimos o espírito 
de nossa cultura?
• Como devemos 
nos relacionar 
com os cristãos 
que carecem do 
espírito de Cristo?
“a“
NENHUMA SUBMISSÃO FORÇADA
13
PROPAGANA
14,8 X10cm 
PRETO & ciano
a fim de convertê-los às suas ideias 
religiosas. Cristo, porém, está sem-
pre mostrando misericórdia, sempre 
procurando conquistar por meio da 
revelação de Seu amor. Não admite 
nenhum rival na alma nem aceita ser-
viço parcial, mas deseja unicamente 
o serviço voluntário, a espontâneaentrega do coração tocado pelo amor. 
Não há maior evidência de que temos 
o espírito de Satanás do que a dis-
posição de causar dano aos que não 
valorizam nossa obra ou agem contra-
riamente às nossas ideias e a vontade 
de destruí-los. 
“Todo ser humano pertence a Deus, 
nos aspectos físico, mental e espiri-
tual. Cristo morreu para redimir a to-
dos. Nada pode ser mais ofensivo ao 
Senhor do que, por meio de fanatismo 
religioso, causar sofrimento àqueles 
que foram adquiridos pelo sangue do 
Salvador” (Ellen G. White, O Desejado 
de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 391).
“Uma vez que a lei do amor era o 
fundamento do governo de Deus, a 
felicidade de todos os seres criados 
dependia de sua perfeita harmonia 
com seus grandes princípios de justi-
ça. Deus deseja de todas as Suas cria-
turas um serviço de amor — homena-
gem que brota de um reconhecimento 
consciente de Seu caráter. Ele não tem 
prazer em uma submissão forçada, e 
a todos confere livre-arbítrio para que 
possam prestar-Lhe um serviço volun-
tário” (Ellen G. White, O Grande Confli-
to [CPB, 2021], p. 413).
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UNIDADECOM
Atenção, PG! Aproveite 
este conteúdo e outros 
acessando o Espaço 
Jovem e Feliz7Play:
 A verdadeira liberdade
“Conhecerão a verdade, e a verdade 
os libertará.” João 8:32
Logo pela manhã, Jéssica se arruma, 
toma seu desjejum e, conforme havia se 
programado, encontra seus amigos em um 
parque. Ela, com apenas 16 anos de idade, 
aprendeu com sua mãe a importância da 
fé. Seguindo o exemplo de sua matriarca, 
desenvolveu respeito e devoção às divin-
dades de matriz africana. Por esta razão, 
ela nunca se envergonhou de sua religião 
e de suas vestimentas. 
Parecia um dia comum. Mas, enquanto 
conversava com seus amigos, foi brutal-
mente agredida por um grupo de pessoas, 
que, com a Bíblia nas mãos, gritava e re-
petia por diversas vezes a seguinte frase: 
“somente Jesus salva”.
João Vitor sempre foi um jovem adven-
tista dedicado. Além de seu envolvimento 
com as coisas espirituais, era superestudio-
so. Assim, após muito preparo, conseguiu 
ingressar em uma universidade pública 
para cursar Engenharia. O que João não 
esperava é que sua fé seria extremamente 
provada, principalmente pela guarda do sá-
bado e sua alimentação diferenciada. Após 
receber diversas humilhações e ameaças, 
chegou ao ponto de ser reprovado em uma 
das matérias por não comparecer às aulas 
nos horários sabáticos. 
Qual dessas duas histórias mais sensi-
biliza você? Quantas vezes já chegamos 
ao ponto de acreditar que o direito à 
liberdade de culto se refere apenas à nos-
sa crença?
Certa vez, ouvi uma frase que muito me 
marcou: “se a liberdade religiosa não ser-
ve para todos, então já não serve para nin-
guém.” Podemos expressar nossa fé, mas 
de forma alguma ferir a fé dos outros. Se 
queremos que nossa crença seja respei-
tada, precisamos aprender a respeitar a 
crença dos que pensam diferente de nós.
O que aprendemos nessas duas histó-
rias é que tanto a Jéssica quanto o João 
tiveram seus direitos violados. Jesus sen-
tiu na própria pele a dor da privação de 
Sua liberdade, e, ao mesmo tempo, lutou 
pela liberdade de culto e de adoração.
O amor a Deus e ao próximo, bem como 
o conhecimento de nossos direitos são 
fundamentais para o sucesso da liberda-
de religiosa.
Gilson Cardoso dos Santos — Líder do 
Ministério Jovem da Associação Paulista 
do Vale
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DIÁLOGO ABERTO
 1. Alguma vez você já sofreu intolerân-
cia religiosa?
2. Qual a relevância deste assunto para 
você? 
3. Você já demonstrou preconceito por 
alguma religião?

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