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Medicina - 5º Semestre - Ana Paula Cuchera e Eduarda Costa 14 de abr. de 2023 Cuidados - Exame físico é muito importante - Cuidados: ● Ambiente ● Acompanhante → para evitar constrangimento ● Avental → pra o paciente para somente expor as parte íntimas ● Luvas → de procedimento ● Consentimento → não precisa ser escrito Pênis - Apenas inspeção e palpação: ● Inspeção: ○ Pelos pubianos ○ Pele ○ Prepúcio (pele que recobre a glande) ○ Meato (buraco que sai a urina) ● Palpação: ○ Nódulos ○ Secreção ○ Retração do prepúcio 1 OBS! Diplofalia → nascer com 2 pênis ● Retira o rudimentar, pois não tem uretra nem nada - Fimose: ● Criança (96%) ● Adulto → principalmente em paciente diabéticos ○ Quando tem balanopostite, depois que cura a pele acaba grudando ○ Faz circuncisão ● Existem várias classificações para avaliar as diferentes apresentações da fimose baseados no formato e no grau de retratibilidade prepucial. Uma das classificações mais utilizadas na literatura, proposta por Kayaba e colaboradores, descreve cinco situações comuns nestas crianças. ○ Tipo I - nenhuma retração do prepúcio ○ Tipo II - exposição somente do meato uretral ○ Tipo III - exposição da metade da glande 1 ■ Forma um anel ou aderência na metade da glande, às vezes a cabeça sai toda pra fora e fica o anel ■ Esse anel não deixa a cabeça sair quando fica dura ■ Indicação cirúrgica até o tipo 3 ○ Tipo IV - exposição quase completa da glande com sulco coronal recoberto por aderência prepucial. ■ Geralmente desgruda ○ Tipo V - fácil exposição da glande por completo ■ Não opera porque sai a cabeça para fora ■ Só atrapalha quando começa a ter atividade sexual, dai tem que puxar com mão Tratamento cirúrgico ● A Postectomia não é apenas um dos procedimentos cirúrgicos mais antigos e mais comumente realizados, mas também continua sendo fonte de dilemas e controvérsias. Em países como os Estados Unidos e Canadá e em comunidades como a Judaica, é frequentemente realizada durante o período neonatal, por razões culturais, profiláticas ou religiosas. Em contraste, cerca de 80% da população mundial não pratica a circuncisão neonatal de rotina, indicando a mesma na presença da fimose patológica. ● A parte da controversa realização da Postectomia de rotina no período neonatal, existem algumas situações clínicas que podem requerer a indicação cirúrgica da fimose ainda em crianças nos primeiros meses de vida. Dentre elas destacam-se a ocorrência de Balanopostites (geralmente causadas por candida albicans) de repetição, a obstrução ao fluxo urinário causada pela presença de um prepúcio puntiforme e obstrutivo, crianças commalformações do trato urinário que as predisponham a infecções urinárias de repetição e a ocorrência de parafimose: ● A presença do prepúcio propicia um aumento da colonização bacteriana e fúngica localmente, o que pode em algumas crianças levar a quadros de Balanopostites. Quando estes quadros infecciosos se apresentam de forma recidivante, a Postectomia pode ser indicada para a resolução destes eventos. 2 ● Dentre alguns dilemas que envolvem o tratamento da fimose, poderia se questionar também as potenciais vantagens em se corrigir uma fimose através da cirurgia, onde se retira o prepúcio total ou parcialmente, com o tratamento realizado com corticosteróides tópicos, onde o prepúcio é mantido intacto. A retirada do prepúcio na cirurgia, além demelhorar a higiene, propicia uma diminuição da colonização bacteriana e fúngica localmente reduzindo o potencial para as balanopostites e infecções do trato urinário em crianças principalmente nos primeiros anos de vida. ● Além do mais, alguns estudos tem fornecido provas convincentes de que a Postectomia reduz em 50-60% o risco de transmissão do vírus HIV em homens que foram operados, quando comparados ao grupo de homens não circuncidados, somados a uma redução também do risco de neoplasia de pênis nesta população operada. Por outro lado, como todo procedimento cirúrgico, a Postectomia apresenta potenciais benefícios e vantagens, bem comomorbidade e riscos. Quando aventada esta possibilidade, os riscos e benefícios devem ser expostos aos pais antes de sua realização. Tratamento clínico ● No início da década de 90, Kikiros et al. demonstraram a eficácia dos corticosteróides tópicos no tratamento da fimose, o que fez recrudescer o interesse da comunidade médica por esta estratégia terapêutica. Desde então, vários autores têm demonstrado resultados satisfatórios com a utilização tópica de betametasona, clobetasol, diclofenaco de sódio 0,05%, furoato de mometasona e triancinolona no tratamento clínico da fimose. A Betametasona tem sido o corticoide mais utilizado em nosso meio, isolada ou associada a Hialuronidase, sendo que a taxa de cura é semelhante entre as duas formas de apresentação. ● A literatura mundial apresenta taxas de sucesso variando de 67% a 95% e sem efeitos colaterais dignos de nota. ● O período de aplicação do corticoide recomendada é de 8 semanas Tratamento medicamentoso - Cada grama de Postec® contém: - Excipientes: petrolato líquido e polietileno OBS!Melhor idade para fazer cirurgia de fimose é entre 2-3 anos Parafimose ● Parafimose: Caracteriza-se pelo prepúcio retraído com um anel constritivo localizado ao nível do sulco coronal, não permitindo seu retorno à posição normal. Esta constrição leva a uma redução do retorno venoso e linfático da extremidade peniana (glande e prepúcio distal), que aumenta progressivamente de volume não permitindo o retorno do prepúcio à sua posição 3 natural. ● Trata-se de emergência médica e requer tratamento imediato com redução manual sob anestesia local (pode-se associar compressa de gelo e/ou punção da glande) ou cirurgia. Deve-se evitar a realização da Postectomia neste momento, programando-a para uma data posterior sempre que possível. Hipospádia ● Meato uretral está abaixo da ponta do penis ● A hipospádia é uma das anomalias congênitas mais comuns no sexo masculino, sendo caracterizada pela localização anormal do meato uretral na região ventral do pênis, curvatura peniana ventral (chordee) e má distribuição do prepúcio (capuchão). ● É uma das causas de infertilidade → a partir dos 6 meses já pode corrigir ● Nem sempre esses três defeitos estão presentes, sendo a hipospádia melhor definida como uma hipoplasia no desenvolvimento ventral do pênis. ● O amplo espectro de alterações e as diversas opções de correção fazem com que o tratamento continue a ser um desafio para os urologistas pediátricos, exigindo grande refinamento e rigor técnico ● A incidência das hipospádias situa-se em torno de 1 para cada 300 (0,33%) nascidos vivos. Entretanto, pode variar bastante entre diferentes regiões chegando a 0,7% em alguns países no norte da Europa. 4 ● Observa-se que a incidência vem aumentando no mundo todo, muito embora existam dúvidas se este aumento é real ou se ocorre devido ao aumento na identificação e notificação dos casos mais leves. ● Em 90% das vezes é uma anomalia isolada. Pode estar associada anomalias do trato urinário, criptorquidia e hérnia inguinal - Classificação: ● Recomenda-se classificar a hipospádia de acordo com a posição do meato uretral, antes ou após liberação do chordee. Recentemente, alguns autores vêm recomendando a classificação transoperatória, após o desenluvamento do pênis, na qual se observa o local de divisão do corpo esponjoso, sendo mais precisa e de maior impacto na escolha da correção. Em geral, a classificação mais utilizada é a proposta por Duckett: ○ Hipospádias distais (50%): glandar e subcoronal (mais comum) ○ Hipospádias penianas (30%): peniana distal, médio-peniana e peniana proximal ○ Hipospádias proximais (20%): peno-escrotal, escrotal e perineal, Nesses casos deve-se estudar a diferenciação sexual, para ver se não é problema genético - Fatores que aumentam a incidência: ● Hereditariedade (4 a 10%) ● Baixo peso ao nascer ● Idade materna avançada ● Uso de progesterona na gestação (comum em Reprodução Assistida) ● Prematuridade OBS! Deve-se corrigirentre 6 e 18 meses, idealmente aos 12 meses Inspeção - Pênis Imagem: puxando o capuchão Cirurgia: pele de trás se corta verticalmente e joga para frente OBS! Hipospádia distal e proximal → causa de infertilidade OBS! Glândulas prepuciais hipertróficas, podem ser confundidas com HPV 5 OBS! HPV → tipo vegetante de baixo risco - 16 e 18 (pior é as células planas) OBS! Fístula (abertura) uretrocutânea → o paciente urinava por 2 locais (cura a fístula), menino fazia xixi para frente e para cima OBS! Balanopostite de Alergia a sulfa, fica em faixa OBS! Balanopostite inicial → principal agente causador é a candida (fungo) - tratar o casal (pode pegar em banheiro público e externo - não necessariamente só sexuais) Clássico → hiperemia, bolinha vermelha, descamação e prurido OBS! Vesículas confluentes de Herpes e pode dar na glande →Sorologia: IgG e IgM para anticorpo contra herpes simples (incurável) Tipo 2 → genital 6 OBS! Sífilis → treponema pallidum → cancro duro borda limpa, aspecto de boca vulcão → some em 40 dias e reaparece na forma secundária commanchas brancas (2 ampolas de benzetacil) OBS! Sífilis → treponema pallidum → cancro mole, duas lesões sujas, lesão em espelho, bordas rasas e secretivas OBS! Câncer de pênis → câncer epidermóide - causa do câncer de pênis é má higiene Faz penectomia parcial (amputação de pênis) Pós-cirurgia: OBS! Queixa comum de pênis pequeno → pois o pubis muito grande (meio da gordura), coloca prótese de pênis - Medir o pênis → ponta tem que bater no púbis, estica a glande até onde dar e mede 7 OBS! Penis deformado por colocar silicone industrial → não consegue mostrar a glande OBS! Piercing - adorno OBS! Violência doméstica → mordida (depois cicatriza sozinho) OBS! Tuberosidade esverdeada → piercing japonês Palpação - Pênis - Utilizar o polegar e os dois primeiros dedos - Ordenha 8 OBS! Uretrite leve → ardência, secreção leve (uretrite não gonocócica) OBS! Gonorreia → sai secreção o tempo todo, amarela esverdeada. Tratada com ceftriaxona 500mg OBS! Pênis torto congênito e segunda imagem, pós-cirurgia. A cirurgia é encurtar em cima. OBS! Doença de Peyronie, um calo que forma no pênis - tem que por enxerto ou prótese 9 OBS! Cirurgia → desenluvar o pênis, faz ereção artificial, marca onde vai colocar o enxerto e coloca o enxerto (coração de boi), após isso o paciente ficou só com 10° de curvatura Escroto ● Inspeção: posição ortostática ● Palpação: utilizar o polegar e os dois primeiros dedos ● Crianças: Criptorquidia Inspeção - Escroto OBS! Lipoma - tumor de gordura OBS! Varicocele - Varicocele: ● Pode dar 2 coisas: dor e infertilidade ● A varicocele é uma enfermidade caracterizada pela dilatação das veias do plexo pampiniforme na bolsa testicular causada pelo retorno venoso. ● Acomete aproximadamente 15% da população masculina e é diagnosticada em 20% a 40% dos homens que procuram a clínica de infertilidade. É raramente vista em pré-púberes, isto é, 10 crianças entre 2 anos a 10 anos de idade cuja prevalência está ao redor de 0.92% e aumenta na adolescência com idade entre 11 anos a 19 anos para 7.9 % , com variação de 6% a 26 %. ● 90% é a esquerda (alteração anatômica), 9% é bilateral e 1% é direita. ○ Grau I - palpável na posição ortostática commanobra de Valsalva ○ Grau II- palpável na posição ortostática ○ Grau III- visualizada na posição ortostática OBS! Veia gonadal esquerda desemboca perpendicularmente na veia renal esquerda, coluna com gravidade favorece o aparecimento da varicocele esquerda. OBS! Hidrocele → coloca lanterna e a luz passa - translúcido OBS! Hérnia inguinoescrotal. Hérnia encarcerada e não estrangulada 11 OBS! Tinea cruris → micose. Se tiver dúvida, pede ummicológico direto (raspagem) ou cultura para fungo de material. OBS! Criptorquidia Cirurgia de fixação subdártica ou outras modalidades - Criptorquidia: ● Testículo não descido é a mais comum desordem clínica da infância a qual pode se resolver espontaneamente até o primeiro ano de vida. Contudo, quando esta resolução não ocorre, a correção cirúrgica é indicada ● A cirurgia deve ser realizada, entre os seis e doze meses ● Durante a vida embrionária, os testículos formam-se ao lado dos rins mesonéfricos e descem através do canal inguinal para o escroto, e já se localizam neste por volta da 35° e 40° semana de gestação, com uma função ótima entre 33° e 34° Celsius, uma temperatura inferior à corporal (Hutson JM et al, 1998). ● O testículo não descido é a mais comum desordem clínica na infância, ocorrendo em 3% dos nascidos a termo, 21% dos nascidos prematuros e em 0.8% a 1% dos meninos com um ano (Kim J et al 2010), sendo que 10 a 20% dos casos são bilaterais (Paulozzi LJ et al, 1999) - Escroto Agudo = dor escrotal aguda ● Causas: ○ Torção do cordão espermático (Torção Testicular) ○ Torção dos apêndices testiculares ○ Orquiepididimites / Orquite / Epididimite ○ Hérnia inguino-escrotal ○ Hidrocele ○ Edema idiopático do escroto (dermatite, picada de inseto) 12 ○ Celulite ○ Tumor ○ Vasculitis (Púrpura de Henoch-Schönlein) - Torção testicular: ● Classificação: ○ Extra vaginal: RN – descida testicular ○ Intravaginal: ■ Maioria ■ Crianças maiores e adultos ■ Pico na puberdade ■ Testículo em badalo de sino (fixação anormal da túnica, mais solto na bolsa) - No exame: ● Testículo edemaciado ● Doloroso à palpação ● Elevado ● Horizontalizado (Sinal de Angel) ● Fixo ● Epidídimo medial ● Ausência de reflexo cremastérico ● Sinal de Prehn negativo (elevação do testículo não alivia a dor) OBS! Ultrassom com Doppler → para ver se está sendo irrigado - Tratamento cirúrgico: ● Se até 6h, salva o testículo ● Mais de 24h, sem chance, necrose ● Deve-se fixar o Testículo contra-lateral - Exame a pedir ● Ultrassom com doppler, para não confundir com orquiepididimite OBS! O último tem que tirar pois está necrosado 13 Toque retal - Forma de examinar a próstata: sempre de luva Obs! litotomia: tem que ficar levantando o saco com a outra mão 14