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Medicina - 5º Semestre - Ana Paula Cuchera e Eduarda Costa 19 de abr. de 2023 Perguntas prova - Qual definição de microcefalia e macrocefalia? - Qual a definição de macrocefalia e microcefalia? - Como se mede o perímetro cefálico? - Qual a diferença entre bossa serossanguínea e cefalohematoma? - Como se mede a fontanela bregmática e até quando é possível palpá-la? - O que é conjuntivite? Como se diferencia a etiologia viral e bacteriana? - O que são hordéolo, blefarite, dacriocistite e celulite periorbitária? - Quais estruturas são visualizadas habitualmente em uma rinoscopia anterior? - Quais estruturas são visualizadas habitualmente em uma otoscopia normal? - Quais as principais alterações sugestivas de otite? - O que é angioedema? - O que são língua "careca", língua "geográfica" e língua "em framboesa"? - Quais as principais causas de úlceras orais? - O que é a monilíase oral? - Quais as principais glândulas salivares? - Quais os sintomas e sinais da parotidite aguda? - Quais as principais cadeias linfonodais do pescoço? - Quais as características mais importantes dos linfonodos normais, inflamatórios e tumorais? - Como se examina a tireoide? Exame da cabeça e pescoço - Traz informações da cabeça e pescoço, mas também crescimento desenvolvimento da criança - Exame não é crânio-caudal - Exame físico: ● Auscultar coração e pulmão → podendo ser no colo da mãe para evitar o choro Cabeça → Crânio ● Crânio → compartimento ósseo revestido por couro cabelo que envolve o SNC ● Face → contém o nariz, a boca, orelhas, olhos, ● Medida até 2 anos - Circunferência craniana ou Perímetro cefálico: ● É obrigatório ser aferido até 24 meses de vida → depois até esse período tem o fechamento das fontanelas e crescimento cerebral ○ Fontanela → para facilitar o crescimento cerebral e por passar pelo canal vaginal ○ Craniossinostose → quando as suturas fecharem antes do tempo é um grave problema, cérebro continua crescendo, até as amígdalas saírem pelo forame magno e a criança morre ■ Tratamento é cirúrgico → fazer uma nova sutura, quebrando o osso. ● Perímetro cefálico é medido mensalmente a até os 6 meses ● Considerado primordial, pois Zika vírus foi descoberto porque as crianças estavam nascendo com o perímetro cefalico menor ● Crescimento cerebral se dá primordialmente até os 2 anos (95% do crescimento da cabeça) e até os 5 anos (99%) - Procedimento: ● Ajusta-se uma fita métrica em torno da cabeça, em seu maior diâmetro, acima da sobrancelha, passando sobre a linha supra-auricular até o osso occipital. ● Técnica: ○ Acima da sobrancelha (linha supra ocular - glabela - até o osso occipital) 1 - Nos lactentes, reflete a velocidade do crescimento do crânio e do cérebro - Pode ser útil em qualquer faixa etária para avaliar o crescimento da cabeça - Crânio: ● Microcefalia: PC < -2 z score para idade e sexo ○ Grave <-3 ○ Congênitas ■ Síndromes alcoólica fetal ■ Hipotireoidismo materno ■ Insuficiência placentária ■ Radiação ■ Síndromes genéticas - trissomia 13,18 e 21, infecções congênitas (rubéola, CMV, toxo, Zika) ○ Pós- natais ■ Hipotireoidismo infantil → vê no teste do pezinho ■ Desnutrição crônica ■ Infecções intracranianas → encefalite e meningite ● Macrocefalia: PC > +2 z score para idade e sexo ○ Grave >+3 ○ Hidrocefalia, tumores, sind genéticas ● Assimetrias - Razão: ● Posturais → deitado muito tempo ● Fechamento precoce de sutura → se uma o cérebro arranja espaço, se for 2 é um problema grave e o paciente pode morrer - Capacete → aperta nos lugares que estão tortos e para voltar a ficar da forma correta ● A criança tem que ficar 23 horas com o capacete 2 Exame físico → Crânio 1- INSPEÇÃO: Particularidades em Recém-nascidos - Deformidades pós nascimento por parto vaginal (parto normal) → canal estreito e depois volta ao normal (geralmente depois dos 2 meses) - Presença de bossa ou céfalo-hematoma: ● As duas gera uma saliência na cabeça da criança ● Cefalo hematoma: tem repercussões clínicas. Sangramento dentro do periósteo, levanta o periósteo → sente o osso ○ As vezes fica uma lombada na ● Bossa: acúmulo serosanguíneo por algum tipo de traumatismo da cabeça (entre o osso e a pele) → passar pelo canal vaginal pelo fórceps. Quando põe a mão no coura cabeludo, parece que tem geleia dentro → consistência de líquido embaixo da pele ○ Sangra mais e aumenta o risco de icterícia neonatal 3 OBS! Crianças nascidas de parto vaginal → é melhor para a mulher e para o bebê - Presença de fronte olímpica (sífilis congênita): 2- PALPAÇÃO: ● Tem que palpar a cabeça inteira, principalmente as fontanelas (anterior e posterior) ● Suturas cranianas ● Massas Tumorais ● Bossa e cefalohematoma - Fontanela Bregmática ou “anterior” ● Localizada entre as suturas sagital, metópica e coronária ● Tem formato de losango, com 4 cm de comprimento e 3 cm de largura ● Em condições normais, fecha-se entre os 9 meses e os 18 meses de idade - Fontanela Lambdóide ou “posterior” ● Localizada na junção entre as suturas sagital e lambdóide ● Tem formato triangular ● Costuma fechar-se até os 2 meses de idade ● Pode ser normal que já esteja fechada ao nascimento ● Ao palpar sente junção de suturas 4 - Em ambas: ● Deve ser determinada a tensão, se estão planas (normal), abauladas ou retraídas. OBS! O crânio muda a pressão se tiver sentado ou em pé - Deitado → o volume liquórico aumenta - Em pé → volume liquórico diminui - Quando fica abaulada a fontanela é normal, depois de um tempo ela volta ao normal - Suturas Cranianas ● O fechamento precoce pode ocasionar danos cerebrais ● Craniossinostose = cranioestenose (grave → tem que abrir) - Cabelos: ● Avaliação de implantação, distribuição, quantidade, características ● Em estados carenciais podem ocorrer alteração na cor, textura 5 Face - Estado geral, fácies - Conseguimos ver o que a criança tem de acordo com a face 1- Síndrome de Down → trissomia do 21 2- Síndrome de Turner OLHOS: - Conjuntivite gonocócica: ● Prevenção: pingar leite materno no olho da criança (é bom, mas não é indicação médica) ● Quando a criança nasce: colírio de nitrato de prata (crede) → para evitar conjuntivite gonocócica ou clamídia (deixa a criança cega) ○ Não pingar: em cesariana ou fazer pesquisa das microbiotas da vagina mãe e dá negativo para clamídia e gonococo → nitrato de prata queima a córnea um pouco (conjuntivite química) 6 - Dacriocistite: ● O ducto lacrimal nasce menor e as vezes valvulado, que é justo para não subir secreção da via respiratória pro olho, mas quando nasce perfurado ou não é suficientemente grande para drenar o filme lacrimal que têm ● Quando nasce com alteração / variação anatômica, esse filme lacrimal produz secreção, não absorve e como as lágrimas que não saem vão para o nariz pelo ducto lacrimal → obstruído e forma secreção OBS! O olho não fica vermelho, com isso dá para diferenciar de conjuntivite - É preciso limpar pois qualquer secreção é cultura para bactéria → ai sim dá hiperemia da esclera → para saber manda para cultura ● Tratamento: apertar e fazer massagem 3 x por dia, até 1 ano de idade é para abrir ○ Se não abrir é encaminhado para o oftalmologista que com o estilete consegue dilatar ou colocar um tubo ○ Manda para o oftalmo - Celulite periorbitária ● Infecção bacteriana do TCSC e tecido gorduroso ● Olho é um canal com nervo óptico, sendo um dos canais de fácil acesso ao cerebro, entao a celulite pode passar pela gordura e fazer meningite, abscesso cerebral ● Tratamento: internado com antibiótico endovenoso - Blefarite ● É uma inflamação das bordas das pálpebras, possivelmente com escamas espessas, crostas, úlceras superficiais, ou vermelhidão e inchaço das bordas das pálpebras - Hordéolo externo e Hordéolo interno ● “Terçol” ● Interrupção (entopem) do óstio das glândulas lacrimais com acúmulo de lágrima ● Pode ter infecção ou não, mas a princípio é estéril ● Tratamento: remover a obstrução e tentar fazer com que isso drene naturalmente Terapêutica médica: limpar com sabonete que não machuque o olho (neutro) e compressaquente para drenar (com o calor drena sozinho) - não furar 7 - Conjuntivites ● Se dá por uma hiperemia da esclera NARIZ: - Devido a poluição temmuitas doenças nasais - É uma via respiratória que serve para: umedecer, filtrar e limpar o ar - Nariz obstruído tem repercussões: tudo drena alí (nariz, ouvido e lágrima) - Seios da face: para reduzir o peso da cabeça ● Esse buraco tem revestimento respiratório, então quando cutucado produz secreção - Nariz: tem cílios ● Movimento dos cílios para dentro, levar catarro até o esôfago e engolir ele ● Se obstrui → começa a entupir os outros óstios (ouvido, seios da face) → leva a sinusite e otite - Rinoscopia: ver concha superior e concha média principalmente ● Explicar procedimento ● Ambiente adequado ● Instrumento adequado 8 - O que avaliar - Características da mucosa: ● Cor ● Umidade ● Presença de lesões de corpo estranho → principal PROVA: Rinorreia purulenta unilateral (pus só de um lado) → septo totalmente desviado (quase impossível, pois teria um diagnóstico interior, a criança não respiraria em um dos lados ) ou enfiou um brinquedo no nariz (maioria dos casos) OBS! Pólipo nasal → não é tão comum em criança 9 ORELHA: - Diferenças anatômicas na criança: ● Tuba auditiva drena no nariz ● Criança temmais otite pela anatomia da saída para o nariz da criança ● Imagem 2: orelha média normal X orelha média cheia de secreção (amarela e abaula) - Pitting e apêndice pré-auricular: ● Investigar malformação renal - Otoscopia ● Um bom otoscopio permite ver a membrana interna translúcida e as vezes o martelo e a bigorna ● Faz com a criança deita a criança ou faz no colo da mãe OBS! Primeiro auscultar coração e pulmão - Depois examinar orelha e boca pois a criança chora 10 - Cone de luz: reflexo da luz do otoscópio no líquido OBS! Otite quando a pessoa nada → Quando entra água no canal auditivo - OMA = otite média aguda → tratada com antibiótico ● Complicação de vias aéreas superiores ● Tem que ter história pregressa de tosse, febre, etc Caso clínico 1 Criança de 1 ano e 4 meses vem ao Pronto atendimento trazida por sua mãe, com história de 5 dias de coriza e tosse com secreção hialina, apresentou febre até 38º nos dois primeiros dias de sintomas. A mãe compareceu hoje para consulta, pois desde ontem a noite a criança retomou febre até 39ºC a cada 4h, não quer comer e quando vai mamar começa a chorar muito. A criança é hígida, sem antecedentes patológicos e a mãe nega outros familiares com sintomas semelhantes. Ao exame físico criança chorando muito, mas em bom estado geral, ausculta cardíaca e respiratória sem alterações, exame abdominal sem achados, sinais vitais adequados para a idade. Oroscopia com hiperemia de arcos palatinos e otoscopia mostrada a seguir. Qual a principal hipótese diagnóstica, qual os principais agentes etiológicos e qual o tratamento recomendado (tópico, oral ou EV?) OBS! IVAS → infecção de vias aéreas superiores 11 ● Otite média aguda →membrana timpânica abaulada, não está translúcida e tem efusão (acúmulo de líquido) ● Principais agentes: pneumococo, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis ● Tratamento: Antibiótico (amoxicilina) OBS!Membrana timpânica hiperemiada → se a criança tiver chorado muito, ignorar ● Imagem 2 → não precisa ser necessariamente tratada com antibiótico, não é considerada otite aguda ● Miringite bolhosa →muito dolorosa e trata com antibiótico e analgésico oral e tópico ● Otite média serosa → entender o porquê do ouvido não esta drenando o líquido para o nariz ○ Adenóide → “carne esponjosa” - centro de tecido linfático que pode tampar a drenagem do ouvido para o nariz ○ Pode levar a uma perda auditiva para a criança, mas não causa dor ● Tímpano perfurado → não é grave pois se perfura, refaz. Normalmente quando perfura significa que a criança melhora da dor na otite, começa a sair pus do ouvido ○ O único cuidado é que não pode entrar água, tem que colocar um tampão de 5-10 dias que é quando o tímpano se refaz (colocar tampão) 12 ○ Tubo de ventilação → coloca quando o paciente está tendo uma otite atrás da outra pela falha da saída da secreção pelo nariz, faz um corte na membrana timpânica e coloca o tubo de ventilação para drenar BOCA: - Anatomia: ● Lábios ● Mucosa ● Oral ● Gengivas ● Dentes ● Língua ● Assoalho da Boca ● Palato Duro ● Palato Mole ● Tonsilas ● Úvula OBS! Para analisar: precisa de um abaixador de língua e luz - Alguns cuidados: ● Remoção de aparelhos ortodônticos ● Uso de instrumentos adequados (abaixadores de língua, iluminação, etc.) - O que avaliar: As características ● Cor ● Integridade das mucosas/ dentes ● Sinais inflamatórios ● Presença de lesões (ulceradas, placas esbranquiçadas, etc.) - Dentição: SABER 13 - Lábios - Queilite angular ● Lesão dos lábios, podendo ser por múltiplas coisas - Fissura Labial -Fenda palatina - Língua - Saber que tem papilar, e V lingual (papilas mais grossas) - Língua careca → deficiência nutricional 14 - Lingua geografica → genetico, normal - Língua muito branca → geralmente é leite que fica, se não sair com gaze é candidíase oral (sapinho) - Gengivas - Aftas → são pequenas úlceras ● Pode ser inflamatória ● Pode ter propensão genética Caso clínico 2 Criança de 1 anos e 6 meses iniciou quadro de febre e coriza e após 5 dias mãe notou aparecimento de exantema difuso, que iniciou em região da cabeça, piora da coriza e aparecimento de conjuntivite e queda do estado geral. Cartão vacinal com vacinas atualizadas apenas até 9 meses. Traz paciente hoje para atendimento e ao exame físico você nota as lesões de orofaringe mostradas a seguir. Qual o achado, o agente etiológico e o diagnóstico? 15 ● SINAL DE KOPLIK manchas avermelhadas de centro esbranquiçado, próximas ao 1-2º molar Família Paramyxoviridae subgrupo Morbillivirus SARAMPO - Orofaringe: ● Pode ser por faringite viral ou bacteriana ● Diagnóstico: pega cotonete e coloca na solução que vai dizer se é estrepto positivo ou negativo, sendo positivo indica antibiótico e se for negativo manda pra casa pois é viral Caso clínico 3 Criança de 5 anos e 8 meses vem ao Pronto atendimento trazida por sua mãe, com história de febre até 39,5ºC há 2 dias, associada a odinofagia e hoje iniciou rash cutâneo difuso e “está mais caidinha” que o habitual. Criança é hígida, sem antecedentes patológicos e a mãe nega outros familiares com sintomas semelhantes. Ao exame físico criança em regular estado geral, ausculta cardíaca e respiratória sem alterações, exame abdominal sem achados, sinais vitais adequados para a idade. Pele com presença de exantema difuso, pele áspera e maior evidência do exantema nos locais de flexura. Oroscopia com hiperemia de arcos palatinos, petéquias no palato e língua com papilas hipertrofiadas, associada a presença de palidez perioral e hiperemia de bochechas. Otoscopia sem alterações. Qual a principal hipótese diagnóstica, qual o principal agente etiológico e qual os nomes dos achados evidenciados no exame físico. ● Língua em framboesa → vermelha e com papilas saltadas, causada por estrepto é chamado de escarlatina → língua em aspecto de lixa, acompanhado com palidez perioral - Escarlatina - Strepto grupo A/pyogenes ● Filatov - palidez perioral ● Pastia - pregas ● Exantema 16 Caso clínico 4 Criança de 1 ano e 6 meses vem ao Pronto atendimento trazida por sua mãe, com história de febre até 38ºC há 2 dias, associada a inapetência, só aceita mamadeira, coriza e ontem iniciou lesões periorais, além de estar babando muito. A criança é hígida, frequenta creche e tem 2 irmãos mais velhos que não apresentaram nenhum sintoma semelhante. Ao exame físico criança em bom estado geral, apesar de chorando muito, ausculta cardíaca e respiratória sem alterações, exame abdominal sem achados, sinais vitais adequados para a idade. Oroscopia com hiperemia de arcos palatinos, lesões ulceradas em região de palato mole e lesões bolhosas em região perioral. Você observa lesões bolhosas em palmas das mãos e plantas dos pés. Qual a principal hipótesediagnóstica, qual o principal agente etiológico e qual o tratamento orientado para o paciente. ● Infecção viral por vírus de coxsackie ● Tratamento sintomático, muita hidratação e orientar sinais de alarme para desidratação. ○ Não compartilhar objetos ○ Alimentos pastosos e mornos/frios Seios da Face - Nunca diagnosticar sinusite por raio x de seios da face, pois pode ter líquido e não ser sinusite ● Diagnóstico é clínico 17 Caso 5 Criança de 13 anos vem ao Pronto atendimento trazida por sua mãe, com história que há 10 dias apresentou febre até 38ºC que durou 2 dias, associada a coriza e tosse. Atualmente mantém apenas tosse, predominantemente noturna, atrapalhando o sono, “ficando cada dia pior”. A criança é hígida, frequenta escola e tem 3 irmãos mais novos que não apresentaram nenhum sintoma semelhante. Ao exame físico criança em bom estado geral, ausculta cardíaca e exame abdominal sem alterações e presença de roncos na ausculta respiratória. Sinais vitais adequados para a idade. Otoscopia sem alterações e oroscopia mostrada a seguir. Qual a principal hipótese diagnóstica, quais os principais agentes etiológicos e qual o nome do achado da oroscopia. ● Rinossinusite aguda, quadro de IVAs seguido de tosse com catarro esverdeado por 10 dias ou 5 dias de febre alta com tosse e coriza - Critérios diagnósticos: ● Secreção nasal persistente, de qualquer tipo ou em qualquer período do dia, ou tosse por mais de 10 dias, sem sinais de melhora ● Piora da evolução da doença (recidiva ou piora + febre após certa melhora) ● Instalação de quadro mais grave, febre >39, secreção nasal purulenta por mais de 3 dias consecutivos. OBS! NÃO fazer raio x da face Pescoço - Estruturas a serem avaliadas: ● Músculos e tecido subcutâneo ● Estruturas ósseas e cartilaginosas ● Glândulas submandibulares e submaxilares ● Cadeia ganglionar ● Estruturas vasculares ● Tireóide 18 - Glândulas Salivares: OBS! Vírus da caxumba - A maioria das parótidas são por vírus sem ser da caxumba, pois tomamos vacinas para o vírus da caxumba 19 Pescoço → Linfonodos - O que avaliar: OBS! Pré-auricular e occipital → caspa ● Localização ● Único ou múltiplos ● Tamanho ● Formato ● Consistência ● Mobilidade - móvel (esperado) ou fixo (não esperado) ● Sensibilidade - doloroso (esperado) ou não doloroso (não esperado) - Como avaliar: ● Aumento do tamanho ● Aderência ● Cor ● Aparência 20 - Características Normais: ● Menores de 1 cm de diâmetro ● Predomínio: cervical, submandibular, occipital ● Fibroelásticos ● Móveis ● Não aderidos aos planos profundos ● Supraclaviculares e epitrocleares menores de 0,5 cm tendem a ser patológicos - Adenomegalia generalizada: ● Em duas ou mais regiões não contíguas ● Causas: ○ Infecções: virais, bacterianas, fúngicas, parasitárias… ○ Leucemias e linfomas ○ Neuroblastoma ○ Colagenoses ○ Anemias hemolíticas - Indicações de Investigação: ● Maiores 2 - 3 cm ● Aderidos ou coalescentes ● Crescimento rápido ● Consistência endurecida ● Associação com: ○ Febre persistente ○ Perda de peso ○ Anemia ○ Sangramento ○ Hepatoesplenomegalia ● Fazer: ○ Biópsia incisional ○ Biópsia excisional - Peculiaridades: ● Tireóide Normal: Difícil visualização à inspeção ● Pescoço mais curto na criança, mais “gordinho” 21 - Caso de Bócio → imagem - Palpação: 22