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Oncodermatologia 1
📄
Oncodermatologia
Lesões pré-malignas
� Queratose actínica
São máculas ásperas, escamosas e eritematosas que se desenvolvem na pele 
danificada pelo sol e demonstram atipia queratinocítica no exame 
histopatológico 
A taxa de transformação de ceratoses actínicas em carcinoma de células 
escamosas é baixa
São frequentemente encontradas nas proximidades de cSCCs e podem se 
assemelhar a cSCC in situ ou cSCC inicial
� Doença de Bowen
Ou carcinoma espinocelular CEC in situ, é câncer de pele comum em idosos
Variantes: Papulose bowenóide- displasia epidérmica focal pré-maligna 
caracterizada por múltiplas pápulas pequenas de cor vermelha a marrom que 
surgem principalmente nos órgãos genitais, embora casos extragenitais 
também tenham sido relatados
Oncodermatologia 2
� Corno cutâneo
� Doenças inflamatórias da pele
Eczema numular, psoríase, ceratose seborreica, prurigo nodular, pioderma 
gangrenoso, úlceras de estase etc
Carcinoma basocelular (CBC)
 Cânceres de pele não melanoma tem origem nos ceratinócitos
O carcinoma basocelular, epitelioma basocelular ou basalioma é o câncer de 
pele mais comum, sendo também o câncer mais comum do mundo e o mais 
benigno dos tumores malignos de
pele
, já que o risco de metástase é de menos de 1%, tendo apenas invasão
*Doença de Bowen
*Papulose bowenóide
Oncodermatologia 3
Esses tumores têm sido chamados de "epiteliomas" devido ao seu baixo 
potencial metastático
Recebe esse nome por derivar das células da camada basal da epiderme
Epidemiologia
A mais frequente das neoplasias epiteliais, com 65% do total. Ocorre, 
geralmente, em indivíduos acima dos 40 anos e muitas das vezes, homens. É 
raro em pessoas negras.
Fatores predisponentes: exposição à luz solar, pele clara, prévias irradiações 
radioterápicas e absorção de compostos de arsênico.
Manifestações clínicas
Atinge os 2/3 superiores da face (pálpebras, orelhas, nariz), sob 7 formas 
diferentes:
Oncodermatologia 4
Não ocorre nas palmas, nas plantas e nas mucosas.
� Nodular – nódulo 
eritematoso, brilhoso 
(perláceo) com 
telangiectasias.
� Nódulo-ulcerativo – possui 
as mesmas características 
do anterior, entretanto
com ulceração central.
� Pigmentado – caracteriza-
se pela hipercromia. Faz 
� Esclerodermiforme – placa 
hipocrômica, semelhante à esclerose. 
É o subtipo de CBC mais agressivo.
� Superficial – placa fina rosada ou 
avermelhada, pode apresentar borda 
filiforme fina e telangiectasias.
Oncodermatologia 5
diagnóstico diferencial com 
o melanoma.
� Plano-cicatricial – caracteriza-se pela 
extensão em superfície da forma 
ulcerativa, com cicatrização central.
� Metatípico ou carcinoma basoescamoso – caracteriza-se por ser uma 
lesão constituída pelos carcinomas basocelular e espinocelular.
Os  distúrbios hereditários associados a um risco muito maior de desenvolver 
CBCs em idade precoce incluem: síndrome do carcinoma basocelular nevóide 
Mutações PTCH1, xeroderma pigmentoso, síndrome de Bazex-Dupré-Christol 
e albinismo oculocutâneo
Histopatologia
A característica fundamental é a presença de massas,nódulos e/ou filamentos 
de células basaloides que se dispõem perifericamente, em paliçada. apoptose 
celular e atividade mitótica dispersa na derme
Oncodermatologia 6
Diagnose
É clínica e deve ser confirmada histopatologicamente. Diagnósticos 
diferenciais:
CBC nódulo-ulcerados → dd: 
carcinoma espinocelular;
CBC superficial → dd: queratoses 
actínicas e da disqueratose de 
CBC pigmentar → dd: queratose 
seborreica e do melanoma maligno;
CBC nodular → dd: tumores benignos 
Oncodermatologia 7
Bowen; 
CBC esclerosante → dd: 
esclerodermia em placas;
de anexos, de tricoepitelioma, de 
cilindroma e de cistos epidérmicos;
Tratamento
Depende da localização, do tamanho e da profundidade do tumor
Até 1,5 cm (face e tronco) → curetagem e eletrocoagulação
Lesões  1,5 cm e lesões no dorso da mão de até 1,5 cm → excisão e sutura
Ademais: criocirurgia com nitrogênio líquido é muito usada; cirurgia 
micrográfica Mohs)
Oncodermatologia 8
Resumo
O carcinoma basocelular CBC é um câncer de pele comum que se 
origina na camada basal da epiderme e seus anexos. Embora esses 
tumores tenham um baixo potencial metastático, eles são localmente 
invasivos e podem ser destrutivos da pele e das estruturas adjacentes.
O CBC é a doença maligna mais comum em populações brancas e sua 
incidência está aumentando em todo o mundo. O CBC tem sido 
associado à exposição à luz ultravioleta UV, especialmente durante a 
infância. A maioria dos outros fatores de risco atuam por meio de uma 
interação com a exposição aos raios ultravioleta. 
Aproximadamente 80% dos CBCs estão presentes na face e na 
cabeça. As apresentações mais comuns para o CBC são 
as formas nodular e superficial, que juntas respondem por mais de 90% 
dos casos. 
As biópsias são úteis para confirmar o diagnóstico de CBC e determinar 
o subtipo histológico de um tumor. A biópsia é particularmente indicada 
nos casos em que o diagnóstico é incerto, o paciente não tem história 
de CBC, a lesão apresenta características sugestivas de aumento do 
risco de recorrência do tumor após o tratamento ou quando o tumor 
apresenta características clínicas atípicas.
Uma vez que o diagnóstico é estabelecido, o tratamento adequado 
oferece uma alta probabilidade de cura, embora o paciente continue 
Oncodermatologia 9
com risco aumentado de malignidades de pele adicionais
Carcinoma espinocelular (CEC)
Também chamado de carcinoma epidermoide, é tumor maligno, constituído por 
proliferação atípica de células espinhosas (queratinócitos), de caráter 
invasor, capaz de originar metástases. É de cerca de 15% das neoplasias 
epiteliais malignas
Fatores de risco: radiação ultravioleta, queratose solar, na leucoplasia, áreas de 
queimadura ou úlceras crônicas, como na úlcera de Marjolin, imunossupressão 
e infecção pelo HPV.
Úlcera de Marjolin - termo usado para descrever um tipo raro de cSCC que 
surge em locais de feridas crônicas ou cicatrizes. A transformação maligna 
costuma ser lenta, com tempo médio de latência de aproximadamente 30 anos
Risco maior de originar metástase quando ocorre sobre cicatrizes (cerca de 
40%
Oncodermatologia 10
Epidemiologia
Após os 50 anos, é mais comum no sexo masculino, por maior exposição a 
agentes cancerígenos –
sol e fumo. Indivíduos de
 pele clara são mais predispostos.
Manifestações clínicas
Localizações mais comuns: cabeça, pescoço, tronco, extremidades, mucosa 
oral, pele periungueal e áreas anogenitais
Locais frequentemente expostos ao sol.
*Carcinoma espinocelular. Lesão ulcerovegetante sobre cicatriz de queimadura.
Oncodermatologia 11
Histopatologia
Há células espinhosas atípicas e células diferenciadas que formam centros 
córneos.
Diagnose e tratamento
O diagnóstico do CEC é através de biopsia e o tratamento é por meio de 
cirurgia. 
Na diagnose diferencial devem ser considerados queratoses actínicas, 
queratoacantoma, epitelioma basocelular, disqueratose de Bowen, queratoses 
seborreicas, melanoma amelanótico e tumores de células de Merkel, além de 
tumores malignos de anexos.
Lesões recentes e menores que 1 cm na pele → eletrocoagulação e curetagem
Lesões maiores → excisadas com suficiente margem de garantia em superfície 
e profundidade
Criocirurgia por nitrogênio líquido também é utilizada.
Oncodermatologia 12
Carcinoma verrucoso 
Variante rara de cSCC que se apresenta com crescimentos bem diferenciado, 
tem bom prognóstico, exofíticos, semelhantes a couve-flor que se assemelham 
a grandes verrugas.
Outros tumores de pele malignos importantes: Carcinoma de células de 
Merkel, Carcinoma basocelular, Fibroxantoma atípico, Melanoma amelanótico…
*Papilomatose oral florida - carcinoma 
verrucoso da mucosa oral
Oncodermatologia 13
Resumo
O carcinoma espinocelular cutâneo (cSCC é a segunda malignidade 
cutânea mais comum, depois do carcinoma basocelular. Pode ocorrer 
em qualquer superfície da pele, masos locais expostos ao sol são os 
locais mais comuns em indivíduos de pele clara. O envolvimento de 
outras áreas, em particular a parte inferior das pernas e a região 
anogenital, é mais comum em pessoas com pele escura. 
cSCC in situ (doença de Bowen) tipicamente se apresenta como uma 
mancha ou placa eritematosa, bem demarcada e escamosa localizada 
em áreas expostas ao sol. cSCC in situ envolvendo o pênis (eritroplasia 
de Queyrat) apresenta-se como uma placa vermelha aveludada bem 
definida . 
O cSCC invasivo freqüentemente se correlaciona com o nível de 
diferenciação do tumor. Lesões bem diferenciadas geralmente 
aparecem como pápulas, placas ou nódulos hiperqueratóticos 
endurecidos ou firmes, de 0,5 a 1,5 cm, embora algumas lesões possam 
ser muito maiores. 
Variantes clínicas de cSCC incluem ceratoacantoma, carcinoma 
verrucoso, carcinoma de células escamosas SCC do lábio, SCC oral, 
cSCC surgindo em locais de inflamação crônica e cicatrizes Marjolin 
úlcera) e carcinoma da pele semelhante a linfoepitelioma primário.
A biópsia é necessária para confirmar o diagnóstico de CCE. Para 
lesões com suspeita clínica de invasão, é preferível barbear, puncionar 
ou biópsia excisional que se estenda pelo menos até a derme reticular 
média. 
Oncodermatologia 14
O diagnóstico diferencial de cSCC inclui uma série de lesões cutâneas 
pré-malignas, inflamatórias ou malignas. Distinguir ceratose actínica de 
cSCC pode ser desafiador, pois ambos os distúrbios comumente se 
apresentam como pápulas eritematosas e escamosas em áreas 
expostas ao sol. Lesões sensíveis, dolorosas ou endurecidas devem ser 
biopsiadas para o diagnóstico definitivo.
Melanoma
Origina-se dos melanócitos da epiderme, células pigmentadas e dendríticas 
localizadas na camada basal. É mais raro, mas é o tumor maligno mais 
agressivo da pele, já que possui alto poder metastático, podendo atingir 
cérebro, ossos, pulmão e vários outros órgãos.
Epidemiologia
Ocorre geralmente entre os 30 e 60 anos. Sua incidência vem aumentando de 
modo significativo em todo o mundo. É excepcional na puberdade, ligeiramente 
mais frequente no sexo masculino e na raça branca
Fatores de risco: exposição à radiação UV (principal), história pessoal 
(aumenta 9x) e história familiar (aumenta 5x ).
Manifestações clínicas
Afeta localidades equatoriais, sendo que, nas mulheres, as lesões surgem nas 
pernas, e
nos homens, no tronco. Pode ser na cabeça, pescoço, tronco, extremidades, 
mucosa oral, pele periungueal e áreas anogenitais
Oncodermatologia 15
Pode originar-se de nevo melanocítico de junção ou composto, apesar de 
70% dos casos não ser relatada a existência prévia do nevo pigmentar.
Dividido em 5 estágios:
Estágio 0: melanoma in situ 
(intraepitelial)
Estágios I e II: doença cutânea 
invasiva localizada
Estágio III: doença nodal regional 
Estágio IV: doença metastática à 
distância
Subtipos de melanoma
� Extensivo superficial 
� Nodular
� Lentigo maligno 
� Lentigo acral
1. Extensivo superficial
Forma mais comum de melanoma, constituindo 70% dos melanomas.
É o que mais se associa a lesões névicas precursoras.
Acomete frequentemente o tronco, o dorso nos homens e os membros 
inferiores nas mulheres. Geralmente, diagnosticados como tumores finos, 
altamente curáveis, com espessura menor ou igual a 1 mm. Características: 
mácula pigmentada ou placa fina com borda irregular, variando de alguns 
milímetros a vários centímetros de diâmetro
Oncodermatologia 16
Histopatologia: desde melanócitos atípicos intraepidérmicos, isolados ou em 
ninhos, até acúmulos nitidamente intradérmicos das células neoplásicas.
2. Nodular
Segundo tipo mais comum, respondendo por 15 a 30% de todos os 
melanomas. Possui evolução rápida, sendo as localizações preferenciais o 
tronco nos homens e as pernas nas mulheres.
*Melanoma extensivo superficial. Placa 
hiperpigmentada de aspecto papuloso, 
bordas denteadas, coloração irregular do 
castanho ao negro azulado.
*Melanoma extensivo superficial. Placa
elevada de contornos denteados 
irregulares, coloração variável do castanho 
ao negro, circunscrevendo área central 
branco-acinzentada.
Oncodermatologia 17
Características: pápulas ou nódulos com pigmentação escura, pedunculados 
ou polipóides, mas frequentemente apresentam-se com cor uniforme ou 
amelanótico / rosa, bordas simétricas e diâmetro relativamente pequeno, 
dificultando a detecção precoce. São mais espessos que 2 mm no momento do 
diagnóstico.
Mais de 50 por cento dos melanomas maiores que 2 mm de espessura são 
o subtipo nodular
Histopatologia: crescimento vertical desde o princípio, com agressão de 
predomínio
dérmico a partir da junção dermoepidérmica, atingindo apenas 
secundariamente a epiderme. Seu prognóstico mais desfavorável deve-se à 
considerável espessura decorrente da rápida evolução vertical
3. Lentigo maligno
Surge mais comumente em áreas da pele cronicamente danificadas pelo sol 
em indivíduos mais velhos e começa como uma mácula bronzeada ou marrom
*Melanoma nodular. Lesão nodular 
exofítica de cor negra
*Melanoma nodular. Placa tumoral negro-
azulada com áreas ulceradas.
Oncodermatologia 18
A lesão aumenta gradualmente ao longo dos anos e pode desenvolver focos 
de pigmentação assimétricos mais escuros, variação de cor e áreas elevadas 
que significam crescimento vertical dentro do melanoma precursor in situ 
(lentigo maligno)
Maior incidência em indivíduos mais velhos (quinta década de vida)
Representa de 10 a 15% de todos os melanomas
4. Lentigo acral 
Raro nos indivíduos de pele branca, contudo, é o melanoma mais comum em 
negros e asiáticos 35 a 60% e ocorre mais frequentemente em indivíduos 
idosos, na sexta década de vida. Possui grande potencial de metastatização.
Representa menos de 5% dos casos de melanoma
Ocorre nas regiões palmoplantares e falanges terminais, podendo ser 
periungueais e subungueais.
Apresenta uma fase de crescimento horizontal- tornando o diagnóstico 
histológico muito difícil. 
Oncodermatologia 19
Características: aparecem pela primeira vez como manchas marrom-escuras 
a pretas, irregularmente pigmentadas com áreas elevadas, ulceração, 
sangramento e/ou diâmetro maior geralmente significando invasão mais 
profunda na derme.
Pode se apresentar como lesões amelanóticas ou hipomelanóticas que 
mimetizam doenças benignas, como verrugas, calosidades, tinha dos pés, 
úlceras que não cicatrizam ou unhas encravadas
*Melanoma acral. Extensa mancha de coloração irregular e pigmentação variável do 
castanho ao negro em cuja porção central há nódulo ulcerado.
Oncodermatologia 20
Resumo
Existem quatro tipos principais de melanoma cutâneo: melanoma 
expansivo superficial, lentigo maligno melanoma, melanoma lentiginoso 
acral e melanoma nodular. Variantes menos comuns incluem melanoma 
amelanótico, melanoma spitzóide e melanoma desmoplásico.
A espessura do tumor é o fator prognóstico mais importante para 
pacientes com melanoma localizado; a sobrevida em 10 anos é de 92% 
para pacientes com melanomas 1 mm de espessura e diminui para 
50% para pacientes com tumores> 4 mm de espessura. Os achados 
histológicos de ulceração e taxa mitótica também são características 
prognósticas significativas.
A história do paciente (incluindo história pessoal e familiar de 
melanoma, hábitos de exposição ao sol e história de queimaduras 
solares), presença de pele clara, 50 nevos comuns e / ou nevos 
clinicamente atípicos são aspectos importantes da avaliação clínica.
Os primeiros sinais de melanoma incluem assimetria, bordas 
irregulares, cor variegada, diâmetro 6 mm e uma alteração recente ou 
desenvolvimento de uma nova lesão, especialmente em adultos. Uma 
lesão cutânea que parece diferente de outras lesões adjacentes (sinal 
do "patinho feio") é um achado importante em pacientes com múltiplos 
nevos.
As tecnologias de imagem, incluindo dermatoscopia, microscopia 
confocal e imagem multiespectral, foram introduzidas para melhorar o 
reconhecimento precoce do melanoma.O uso da dermatoscopia, após 
Oncodermatologia 21
treinamento adequado, pode melhorar substancialmente o 
reconhecimento de lesões suspeitas.
Sempre que possível, deve ser realizada uma biópsia excisional de 
espessura total de lesões suspeitas com margem de 1 a 3 mm de pele 
normal e parte da gordura subcutânea. A biópsia incisional parcial pode 
ser aceitável para lesões muito grandes ou para certos locais, incluindo 
face, palma ou planta do pé, orelha, dedo distal ou lesões subungueais.
O diagnóstico definitivo de melanoma é histopatológico, baseado em 
uma combinação de características arquitetônicas, citológicas e de 
resposta do hospedeiro. Colorações imunohistoquímicas podem ser 
úteis em casos difíceis.
Os clínicos de atenção primária que identificam uma lesão de pele que 
não é claramente benigna devem ter um limiar relativamente baixo para 
encaminhamento a um dermatologista para exame dermatoscópico e 
avaliação da indicação de biópsia. Uma mudança em uma mancha de 
longa data ou uma nova lesão cutânea persistente, especialmente se 
crescente e pigmentada, são os critérios mais importantes para 
encaminhamento. As indicações adicionais incluem qualquer mole com 
três ou mais cores ou perda de simetria; manchas que estão coçando 
ou sangrando; uma nova faixa pigmentada em uma unha, 
principalmente se associada a danos na lâmina ungueal; e qualquer 
lesão crescendo sob a unha.
Nevos melanocíticos
Neoplasias benignas mais comuns de pele. 
Há três tipos de células produtoras de melanina, responsáveis por lesões 
pigmentares: melanócitos epidérmicos; melanócitos dérmicos; e células névica
Ex: efélides (sardas), mancha melânica, lentigo simples, lentiginose, mácula 
melanótica do lábio, melanose pilosa de Becker, mancha mongólica, nevo de 
Ota/nevo de Ito, nevo azul, nevos melanocíticos pigmentares…
Oncodermatologia 22
Nevos displásicos
São nevos melanocíticos com características clínicas e histológicas próprias, 
marcadores e precursores de melanoma maligno
*Nevo melanocítico adquirido comum. Mácula hiperpigmentada de coloração uniforme e
limites nítidos
*Nevo azul. Pápula azul enegrecida no dorso da mão
*Nevos displásticos. Grande número de lesões relativamente grandes, de coloração e 
contornos
irregulares
Oncodermatologia 23
Critério ABCDE
O melanoma faz diagnóstico diferencial com lesões melanocíticas, os nevos 
(neoplasias benignas mais comum da pele, resultado da proliferação 
controlada de melanócitos). Para diferenciá-los, há algumas características 
que sugerem a malignidade das lesões e elas podem ser sumarizadas pelo 
mnemônico ABCDE
Assimetria (se uma lesão for cortada ao meio, uma metade não é idêntica à 
outra metade)
Bordas irregulares 
Cor variada (presença de vários tons de vermelho, azul, preto, cinzento, ou 
branco)
Diâmetro 6 mm
Evolução: uma lesão que está mudando de tamanho, forma ou cor, ou uma 
nova lesão
A lista de verificação de sete pontos de Glasgow
Outro conjunto de critérios para encaminhamento ou biópsia
Principal: Menor:
*Nevo displástico. Grande diâmetro, irregularidade na coloração e nas bordas.
Oncodermatologia 24
Mudança no tamanho / nova 
lesão
Mudança de forma
Mudança de cor
Diâmetro 7 mm
Inflamação
Crosta ou sangramento
Mudança sensorial
OBS A presença de qualquer característica principal ou pelo menos três 
características secundárias é uma indicação para encaminhamento
Outros
Melanoma subungueal 
Origina-se da matriz ungueal e geralmente se apresenta como uma faixa 
longitudinal marrom ou preta na unha ou na unha, com ou sem distrofia 
ungueal
Oncodermatologia 25
DD onicomicose ou paroníquia
Melanoma amelocítico 
Todos os subtipos de melanoma podem se apresentar clinicamente como 
lesões amelanóticas ou hipomelanóticas, embora isso seja mais comumente 
observado nos subtipos nodular e desmoplásico
As lesões podem se apresentar como máculas rosadas ou vermelhas, 
placas ou nódulos, muitas vezes com bordas bem definidas
*Melanoma ungueal. Lesão pigmentada 
ulcerodestrutiva na região ungueal. 
Observa-se mácula hiperpigmentar na 
dobra ungueal posterior
*Melanoma amelanótico. Lesão vegetante e 
friável na região plantar.
Oncodermatologia 26
DD nevo melanocítico, ceratose seborreica inflamada, ruptura do folículo 
capilar ou cisto, hemangioma, granuloma piogênico
Melanoma desmoplástico
Desmoplasia: crescimento de tecido conjuntivo ou fibroso geralmente 
associado a neoplasias malignas
Variante rara, caracterizada por lesão invasiva de células fusiformes e graus 
variáveis de desmoplasia. melanoma que se desenvolve em áreas 
fotoexpostas, em indivíduos de pele clara e com idade intermediária ou 
avançada, cuja localização habitual é na cabeça e no pescoço. Clinicamente, 
apresenta-se como placa endurada ou nódulo frequentemente amelanótico 
de difícil diagnóstico. O prognóstico depende da espessura do tumor.
Semelhante a uma cicatriz de crescimento lento
Oncodermatologia 27
Melanoma spitzóide 
Spitzoide: indica subconjunto de melanomas que têm uma semelhança 
morfológica com os tumores Spitz
Se apresentam como pápulas ou nódulos de crescimento levemente 
eritematoso. Eles podem ser amelanóticos ou ter uma cor marrom, preta ou 
azul. Os melanomas spitzoid geralmente tem atipia histológica mais grave do 
que os tumores Spitz atípicos.
Melanoma sintetizador de pigmento (animal)
Denominado, também, “melanocitoma .ˮ É um subtipo raro de melanoma 
composto por epitelióides dérmicos fortemente pigmentados e melanócitos 
fusiformes. Apresenta-se como um nódulo preto-azulado ou azulado de 
crescimento lento
Frequentemente localizado nas extremidades e, menos comumente, na 
cabeça / pescoço e tronco. 
O melanoma animal é considerado um tipo de melanoma indolente, com baixa 
incidência de metástases e baixa taxa de mortalidade, apesar da alta 
Oncodermatologia 28
frequência de linfonodos sentinela positivos.
Dermatoscopia
O exame dermatoscópico deve ser realizado em todas as lesões pigmentadas 
suspeitas. Técnica é amplamente utilizada em ambientes dermatológicos (mas 
não em ambientes de cuidados primários) para o diagnóstico clínico de lesões 
de pele pigmentadas e não pigmentadas 
Requer treinamento para fornecer uma vantagem sobre o exame clínico a 
olho nu 
→ Melhora a sensibilidade e a especificidade do diagnóstico clínico do 
melanoma. Melhora, também, a confiança no diagnóstico de lesões 
pigmentadas benignas, reduzindo o número de biópsias desnecessárias
Morgana Rodrigues Duarte- TXI

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