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SINDROME DE DOWN E A INCLUSÃO NAS ESCOLAS REGULARES Cristiane Oliveira Bayerl1 Cleonice Soares de Sales2 RESUMO Esse artigo traz relatos sobre a inclusão de crianças portadoras de Síndrome de Down nas escolas regulares de ensino. Relata as legislações nacionais inclusivas no País, dentro da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva –PNEE-EI de 2008, no qual nos diz que as crianças e adolescentes em idade escolar tenham garantido seu direito de acesso à educação formal, e, além disso, devem receber atendimento complementar especializado, com professores especializados no período escolar e contra turno ,dentro da instituição.Devido à complexidade do tema, buscou-se compreender um pouco desta realidade através de estudos realizados, formando assim, um artigo teórico explicativo, para compreensão, e fundamentação, deste trabalho. A metodologia utilizada para a estrutura, desse artigo, foi a pesquisa literária, por meio de livros, pesquisas na internet. E tendo por resultados deferidos, nos mostram que mesmo com grandes avanços na inclusão do aluno com deficiência nas instituições, há muita falta de esclarecimentos, para os educadores, precisando de, uma maior difusão de práticas pedagógicas voltadas ao educando com Síndrome de Down, e também um certo desconforto das políticas públicas, indicar capacitações aos professores para que possam contribuir com o processo de ensino aprendizagem desses alunos inclusos dentro das escolas de ensino regulares. É preciso entender que as crianças com síndrome de down, tem muita capacidade para evoluir, e aprender, que devem ser estimuladas dentro do ambiente escolar. Palavras-Chave: Síndrome de Down, Inclusão, Capacitação. SUMMARY: ABSTRACT This article provides reports on the inclusion of children with Down syndrome in regular schools. It reports the inclusive national laws in the country, within the National Policy of Special Education from the Perspective of Inclusive Education (PNEE-EI 2008), in which it tells us that school-age children and adolescents have guaranteed their right of access to formal education, and, in addition, should receive specialized complementary care, with specialized teachers in the school period and against shift, within the institution. Due to the complexity of the theme, we sought to understand some of this reality through studies, thus forming an explanatory theoretical article, for understanding, and foundation, of this work. The methodology used for the structure of this article was literary research, through books, internet research. And having deferred results, show us that even with great advances in the inclusion of the student with defic. there is a great lack of clarification, for educators, needing, a greater dissemination of pedagogical practices aimed at the student with Down Syndrome, and also a certain discomfort of public policies, to indicate training to teachers so that they can contribute to the process of teaching learning of these students included within the regular schools. It is necessary to understand that children with down syndrome, have a lot of capacity to evolve, and learn, that they should be stimulated within the school environment. Keywords: Down syndrome, Inclusion, Training. 1 . Cristiane Oliveira Bauer, trabalha na Escola de Educação Básica Municipal Professora Aracy Hansenn, no segundo ano, formada em Pedagogia Centro universitário de Maringá Unicesumar, Pós graduação na Faculdade RHEMA em Transtorno do Espectro autismo.) 2 Pedagoga, especialista em Psicopedagogia e Arteterapia, mestrado em Filosofia. Professora e orientadora do Grupo Rhema Educação. Grupo Rhema Educação R Macucos N° 200, Arapongas – PR, Centro Tel (43) - 3152-6464 1 INTRODUÇÃO Esse trabalho de término de curso, tem como título “Síndrome de Down e a inclusão nas escolas regulares”, abrangendo principalmente a legislação, da Política Nacional da Educação Especial, na Perspectiva Inclusiva (Brasil 2008A), a mesma refere-se exatamente sobre a inclusão de alunos portadores de deficiências dentro da instituição escolar. É dentro dessa Lei que garante que as crianças e adolescentes em idade escolar, tenham o acesso e o direito da educação regular, e, além disso, receberem o atendimento especializado, em horário normal escolar, e bem como no contra turno, com professores especializados, e o segundo professor. Buscou-se pesquisas literárias, e embasamentos teóricos, para obter esclarecimentos de como está sendo o ensino aprendizado das crianças portadoras da síndrome de down, dentro das instituições regulares de ensino, e como se dá a inclusão da mesma, dentro da sala de aula, e no ambiente escolar ao todo. As pesquisas bibliográficas, relatam que somente a partir do 2012 até o momento atual, pode-se ser falado sobre o assunto, no entanto a lei já existia desde 2008. Pois até o ano de 2012, as escolas, até tinham alunos inclusos, mas os profissionais da educação, não tinham muita noção do estudo do ensino e de como ensinar um aluno portador de alguma deficiência. A partir da data acima relatada, foi que se iniciaram com mais responsabilidade as capacitações e especializações aos professores, e bem como mais ensino de qualidade para os alunos que pertencem a inclusão. A pesquisa bibliográfica auxiliou para o conhecimento e comprometimento teórico, e fundamentação, para os conceitos da educação especial, e inclusão, bem como para o atendimento especializado educacional, o segundo professor e o professor especializado na sala do AEE. Para compreender melhor o ensino inclusivo nas escolas regulares, foi pesquisado diferentes, tipos de bibliografias, para que a lei seja interpretada com mais seriedade, pois sabemos que infelizmente, leis são colocadas no papel a escola se adapta conforme a lei. Apesar de que nos dias de hoje, as situações perante a inclusão estão mais seguras, devido ao comprometimento dos educadores, e gestão escolar. É através de capacitações e especializações que os professores buscam cada vez mais, ter aproveitamentos, de todos os lados, afinal, quando se fala em inclusão, se remota em todo o ambiente, seja ela, por deficiência, física, intelectual, social, hoje tudo é inclusão e tudo deve ser adaptado, para não somente o ensino aprendizagem do aluno, mais para orientação de vida após a saída do aluno da instituição escolar regular. 2.0 AS POLITICAS QUE REGEM A EDUCAÇÃO ESPECIAL Ao relatar sobre educação especial e as políticas públicas educacionais, no Brasil, que foi se descrevendo a partir dos anos 70, começou a ser discutida e direcionalizada, colocando em evidencia uma educação inclusiva, baseada nos direitos humanos, de uma ação política, cultural, social e bem como pedagógica. Mas para que isso viesse a acontecer, seria implacavelmente uma mudança radical na sociedade buscando uma nova cultura sem descriminalização, para que todas as crianças portadoras de alguma deficiência, fosse atendida com muito carinho e cuidado, de acordo com a sua própria necessidade. Diante dessa nova apresentação de cultura e sociedade, o Brasil assumiu diante disso uma nova Política Nacional de Educação Especial (PNEE), no momento em que participou da Conferência Mundial sobre Educação para todos, que aconteceu na Tailândia. Assim o Brasil iniciou suas reais politicas inclusivas para os atendimentos dos alunos portadores de alguma deficiência, com isso foi criada duas instituições O Imperial Instituto dos Meninos Cegos (1854), e o Instituto dos Surdos Mudos (1857), na cidade do Rio de Janeiro. E no ano de 1954 foi fundada a Associação dos pais e amigos dos Excepcionais (APAE). As Políticas de Educação Especial, é baseada na Constituição Federal de 1988, bem como Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) nº9.394/96, no Estatuto da Criança e do Adolescente (1990). E no início de 2020 na nova leidos Estudos da BNCC, Base Nacional Comum Curricular, que passou a valer desde então. A educação Especial, e inclusão é considerada, como educação básica, ou seja, crianças, de zero até dezessete anos tem o direito e o dever de estarem dentro da escola. Essa nova fase de educação especial e inclusiva, pela Constituição Federal é muito recente. É o que nos relata no Capitulo ll, Seção l art.205 “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade (...)” (BRASIL, 1988). Apenas esse artigo que já garantia a inclusão dos alunos com NEE, no ensino regula, isso que a própria constituição brasileira deixa bem claro que a “educação é um direito de todos”. O art. 206, inciso l relata diante de tudo que o princípio para o ensino aprendizagem é “igualdade de condições de acesso e permanência na escola”, o art.208, inciso lll faz a segurança o “(...) atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, de preferência na rede de ensino regular” ( BRASIL, 1988). Assim nos fala muito bem esclarecida a Constituição brasileira, mas até então, cada cidadão estudante, em seus lugares, APAE para os alunos com NEE. Já no ano de 1996 quando a LDB, tornou-se uma lei mais plausível ao ensino brasileiro, que direcionou e fundamentou as instituições de ensino, dispõe no art. 58, que a educação especial, determina a criação de serviços especializados de apoio especifico dentro da rede regular de ensino. Somente quando não for possível integrar o aluno com NEE no ensino regular, essa instituição da educação especial. A LEI nº8. 069/90 o ECA, no art. 55 fundamentado nos parâmetros legais, reforça que é “obrigação dos pais, e ou responsáveis a matricula de seus filhos na instituição regular de ensino” (BRASIL, 1990). Já a Lei Federal 7.853, nos diz sobre o apoio aos portadores de necessidades especiais, e a sua integração social, ou seja, preconceito e discriminação seja social cultural e por alguma deficiência, física, mental, é crime. Ou seja, nenhuma instituição de ensino regular pode recusar nenhum aluno incluso, sem que tenha uma boa argumentação para que se recuse. Já o Decreto nº6. 253 de 13/11/2007 destaca no art.1º “A união prestará apoio técnico financeiro aos sistemas públicos de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, para ampliar a oferta do atendimento educacional especializado aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidade, matriculados nas instituições regulares” (BRASIL , 2008). Por esse motivo se vê que todo o educando com alguma deficiência, dentro da instituição de ensino encontrará um atendimento especializado no período contrário de horário de aula. O mesmo contara para auxiliar em seu aprendizado um segundo professor, no horário de seus estudos, e mais uma sala com um professor especializado para sua ampla aprendizagem. Já os estudos da BNCC nos relatam em base das leis, que antes, nós tínhamos a escola regular e a escola especial, separadamente. A educação inclusiva aparece para acabar com essa separação. Ela é a educação especial dentro da escola regular com o objetivo de permitir a convivência e a integração social dos alunos com deficiência, favorecendo a diversidade. A educação especial é uma modalidade de ensino que tem a função de promover o desenvolvimento das habilidades das pessoas com deficiência, e que abrange todos os níveis do sistema de ensino, desde a educação infantil até a formação superior. Já a educação inclusiva é uma modalidade de ensino na qual o processo educativo deve ser considerado como um processo social em que todas as pessoas, com deficiência ou não, têm o direito à escolarização. 2.2 O PAPEL DA ESCOLA PÚBLICA PERANTE A INCLUSÃO Toda a instituição escolar tem o dever de aceitar alunos portadores de deficiência, e bem como vir realizar adaptações dentro do prédio escolar, para que todos tenham o direito de uma educação de qualidade. Os professores devem estar capacitados, especializado para trabalhar com os alunos inclusos, e delicadamente relatando com os demais alunos, que precisam tanto quanto os inclusos. Infelizmente por mais estudos e especializações que o educador tenha muitas vezes ainda o mesmo não está preparado para trabalhar no ensino aprendizagem das crianças inclusas. A BNCC (Base Nacional Comum Curricular é um dos mais novos documentos que vem orientando e relatando fatos para a escola de como pode ser trabalhados a inclusão em todas as esfera da na instituição, deve ser seguido em toda a educação básica, mais ainda há muito para mudar, para se incluir, para se trabalhar. 2.3 SINDROME DE DOWN E A INCLUSÃO NO ENSINO DAS ESCOLAS REGULARES. Quando falamos sobre inclusão, percebe-se que é preciso todos reconhecer e intender o outro, todos devem ter o privilégio de conviver aceitar as pessoas como elas são. A educação inclusiva, em um dos seus maiores significados é acolher a todos, e interagir com todos. Afinal todo o ser humano faz parte da sociedade, mesmo com suas diferenças (CAVALCANTE, 2005). A inclusão educacional vem através dos tempos buscando eliminar a discriminação, do deficiente, nos atendimentos escolares, e bem como atendendo as exigências mínimas de seus estudantes. A educação inclusiva propõe a transformação social, cultural, desmistificando as existentes, colocando novos conhecimentos e diferenças de lado, e mostrando as gerações atuais e futuras, como uma sociedade mais ampla em seus conhecimentos, dando oportunidades a todos, principalmente as crianças com deficiência dentro da sociedade, permitindo que a mesma interaja de forma saudável. Alguns anos atrás muitos pedagogos insistiam que as crianças com síndrome de down, deveriam ser educadas, tratadas com métodos tradicionais e muito ultrapassadas. No entanto a Educação Especial vem trazendo novos métodos e metodologias, para atender esse povo, contribuindo assim para a construção do conhecimento de si próprio. Quando falamos de AEE Atendimento Educacional Especializado, precisamos esclarecer dois termos que são usados dentro dessa área. “Necessidades Especiais, e Deficiência”. Necessidades especiais são diferentes de deficiência. Deficiência é quando o aluno apresenta necessidades próprias que são diferentes dos demais alunos, dentro das aprendizagens curriculares, os mesmos precisam de recursos pedagógicos e uma metodologia diferenciada e especifica. Sabemos que os portadores de deficiências são protegidos por lei, o que coloca o mesmo igual perante todos os outros, colocando assim o sujeito com direito igual de estar dentro da escola regular. No entanto a estrutura do prédio escolar ainda não está tão apta como deveria estar. A Educação Brasileira ainda busca insistentemente uma educação de qualidade, para não descriminalizar ninguém. O intuito desses termina de curso é trazer para dentro das instituições uma discussão que se alastra há muito tempo, pois todos nós temos uma responsabilidade perante toda a sociedade e principalmente dentro da educação, pois muitas pessoas tem algum tipo de deficiência, e ninguém está livre de passar na pele por essa situação. Dentro da Constituição brasileira que nos relata que todas as crianças tem o direito e o acesso a adentrar no ensino fundamental básico, sem nenhuma exceção, e também tem o direito de receber o atendimento especializado. Esse atendimento especializado é uma complementação, dos estudos. Ao que se identifica com a síndrome de down buscou-se apresentar como se dá esse atendimento aos mesmos alunos, pois na Constituição de 1988 em seu art. 205 que prevê o direito a todos para a educação, no art.208 relata sobre o atendimento especializado e a inclusão escolar, baseada nas diversidades, exigindo mudanças nas estruturas das escolas e na base comum. O atendimento especializadoproporcionou aos professores, mais capacitação e especialização dentro das instituições, com palestres e motivações para que aprendam como se trabalhar com os alunos, de forma geral, e com mais comprometimento, pois são novas e antigas praticas educacionais, e metodologias diferenciadas para cada aluno, para cada situação. Pois muitas vezes a própria descriminalização não vem somente da sociedade, mas infelizmente do educador que está dentro da sala de aula, que ainda acredita que o aluno não é capaz de aprender. No entanto nos dias atuais, os pensamentos dos educadores já está mais maleável, afinal, o mesmo além de ter uma turma inteira, ainda tem o segundo professor que auxilia não somente o aluno com deficiência, mas também toda a turma, pois se formos analisar a fundo, todo o aluno tem uma dificuldade, que muitas vezes acaba passando despercebido, perante todos. E no contra turno o aluno tem direito ao Atendimento Especializado, e bem como o professor pode pedir ajuda ao professor da sala desse atendimento, que é uma sala onde há recursos mais adaptados para que o aluno possa estabelecer uma melhor conecção com o ensino aprendizagem da escola regular, ele é uma ação mais moderna, para acolher a diversidade e dificuldade do aluno ao longo da educação básica, apresentada ao mesmo. 2.4 O ALUNO COM SÍNDROME DE DOWN E SUA APRENDIZAGEM Quando relatamos um aluno que tem a Síndrome de Down é preciso falar sobre o que é essa síndrome. Bom ela é causada pela existência de um cromossomo 21 que é encontrada nas células das pessoas, (cada célula, uma a mais do que o normal). É uma anormalidade muito comum entre os bebes que acabam de nascer. As crianças portadoras dessa anormalidade, apresentam limitações, são um pouco mais lentas e na maioria das vezes demoram mais para terem maturidade, e seu desenvolvimento também é mais vagaroso, perante os outros, principalmente quando se relata pedagogicamente, nos estudos, no ensino aprendizagem, Até mesmo demora da fala, da linguagem. Mesmo assim essas crianças portadoras da síndrome de down podem vir a desenvolver muitas habilidades, dentro das limitações dessa anormalidade, depende muito de como a criança é estimulada, desde seu nascimento, por sua família, e após entrada nos estudos. Voivodic, (2008, p.46) nos diz que: “faz-se preciso, romper com o determinismo genético e vir a considerar que o desenvolvimento da síndrome de down resulta em fatores biológicos, mas que também é importante as interações com o meio”. O atendimento especializado com o aluno com síndrome de down, deve e é realizado de acordo com as necessidades do mesmo. Pois o meio a família que essa criança vive, é referencial e fundamental para o desenvolvimento completo. Por esse motivo a criança incluída com síndrome de down, no ensino regular desde a educação infantil, vem possibilitando a interação e interagir no meio social, trazendo experiências e convivências entre todos da escola, e assim desenvolverá sua autonomia e identidade. Já Gai e Naujorks (2006) relatam que Vygotsky, nos trouxe vários entendimentos e contribuições dentro da psicologia, histórico cultural, para que o Atendimento Especializado o AEE. Pois o mesmo veio a estudar a construção do humano a partir das experiências adquiridas por ele dentro da interação junto com o ambiente cultural que vive, e entre a relação social com seu próximo. Nesse momento é necessário ressaltar que a criança Down, precisa de auxilio, da junção dos profissionais da educação em geral, da família, da equipe multidisciplinar, (pedagogo, professor do AEE, segundo professor, professor, e toda a equipe escolar, em geral), para trabalharem unidos para o desenvolvimento, seja acadêmico e social. Diz Voivodic (2008) que a escola e os profissionais, da educação e da medicina, por mais que se esforcem, promovendo o desenvolvimento total do sujeito com SD, ainda é muito limitado, pois a filosofia educacional, enquanto suas práticas de ações, e bem como uma forte orientação com os pais, é necessário, que os pais auxiliem tanto quanto na escola e na medicina, que eles motivem seus filhos a desenvolverem, e que infelizmente, muitas famílias, não conseguem, por mais que sejam orientados. Para que o aluno com síndrome de down possa desenvolver suas habilidades, é preciso a aplicação de atividades, que sejam voltadas com objetivo de aprender, pois o estudante com síndrome de down, não tem um método especifico que desenvolva exatamente a aprendizagem, depende muito do desenvolvimento e estimulação. Uma intervenção especifica para cada caso. Por esse motivo é que é defendido o processo de escolarização de cada criança com deficiência intelectual. Vygotsky (1997): [...] ainda que as crianças mentalmente atrasadas estudem mais prolongada mente, ainda que aprendam menos que as crianças normais e ainda que, por fim, se lhes ensine de outro modo, aplicando métodos e procedimentos especiais, adaptados às características específicas de seu estado, devem estudar o mesmo que as demais crianças receber a mesma preparação para a vida futura, para que depois participem nela em certa medida ao par com os demais (VYGOTSKI, 1997, p. 149). O SD, ainda é visto por uma deficiência, até porque não deixa de ser uma Deficiência Mental, e também está no cotidiano, e não como um todo, ou um sujeito completo, apesar de que sua capacidade mental, não esteja exatamente dentro do dito normal perante a sociedade, mas se esses seres humanos forem bem estimulados, desenvolvidos, motivados, podem ser muito bem integrados dentro da sociedade, tendo um melhor desenvolvimento, e superando suas dificuldades. Voivodic, (2008) nos fala sobre o uso de “rótulos e categorias: “o uso de rótulos e categorias enfatiza apenas as dificuldades e desvia a atenção de outros fatores que não são importantes e podem facilitar a aprendizagem”. A aprendizagem das crianças com síndrome de Down torna- se um processo complexo e trabalhoso, pois, as mesmas demoram a adquirir e desenvolver a linguagem, sendo está uma das características marcantes na criança com esta Síndrome, necessitando assim de uma estimulação específica (VOIVODIC, p 05. 2008). Como relata acima, para se educar, no processo de ensino aprendizagem com crianças portadoras de síndrome de down, é um processo trabalhoso, delicado e longo, mas é, no entanto, muito satisfatório. Com estimulação e motivação apropriada, é preciso conhecer e entender o aluno. Para isso o profissional da educação deve ser especializado, deve entender e estudar profundamente, não somente o aluno, mas o que é a síndrome de down, e principalmente que o educador, goste ame seu aluno. Desenvolvimento do pensamento é determinado pela linguagem, não somente fala, mas a corporal, e emocional, ou seja, é um dos instrumentos linguístico e vivenciados pela experiência sócio cultural do estudante. “Mesmo assim a educação especial e inclusiva, é dirigida a vida social, pois quando se integra ao social vira parte integrante do ser” (VYGOTSKY, 1989, apud BOROWSKY,2008, p.60). Quando fala-se em processo de desenvolvimento do educando com síndrome de down, pode-se dizer que é mais rápido quando o mesmo é interagido e infundido com atividades vivenciadas no dia a dia, ou seja, quando ele, realiza atividades em seu cotidiano, atividades essas mais concretas, permitindo que o SD desenvolva habilidades e potencialidades, mais gradativas, e com mais motivações; ou seja o seu dia a dia, é importantíssimo para qual a aprendizagem seja concretizada mais rápida. Os SD (síndrome de down) desenvolvem e aprendem, melhor em grupos de sua convivência diária, aprendem através dos seus grupos, (colegas e amigos) a respeitar os limites, regras, de acordo com o que se vive. Aumentando assim a agilidade intelectual e mental, e bem como desenvolvendo atividades físicas,desenvolvendo assim sua lateralidade, e orientação espacial. Segundo Voivodic, (2008), fala que Vygotsky diz que uma das dificuldades das crianças com algum atraso mental, é realizado devido ao isolamento, e com pouca participação no meio social em que vive, ou seja, com pessoas que são mais evoluídas (VYGOTSKI,1989, p.60. apud BOROWSKI, 2008). Por esse motivo é preciso que todas as crianças, estudantes tenham o convívio social, familiar, desde recém-nascidas, pois assim a evolução irá acontecer gradativamente, interagindo-se com todos, e com uma educação que condiz com suas prioridades, e desenvolvimento. Muitas vezes o sentido de brincar, não é levado a sério, nem pelos pais, nem pelos educadores, alguns ainda acreditam que brincar é perda de tempo, ou simplesmente, para deixar os adultos conversarem. No entanto, a criança com síndrome de down, o brincar é de importante, aliás, não só a criança com deficiência intelectual, mas toda a criança, pois trará condições para melhorar seu atraso de desenvolvimento e aprendizagem, o brincar é um mundo imaginável trazido para a vida, é onde a criança é ela mesma, mostra seus afazeres, responsabilidade, desenvolvimento geral, e aprendizado. Ela traz através do brincar a realidade vivida, no seu cotidiano. É preciso um olhar mais carinhoso, nas brincadeiras, e deixar que a criança, escolha com o que quer brincar, faz-se necessário que o professor e pais, brinquem com as crianças, pois é através do brincar que a criança, principalmente em falar de síndrome de down, possa mostrar onde está o problema, a ser tratado, desenvolvido e mostrando o lado que possa aprender melhor. 2.5 SINDROME DE DOWN E SUAS CONSIDERAÇÕES O diagnóstico da SD é realizado a partir do nascimento da criança, e pode ser feito antes, por meio de exame de ultrassonografia, por alterações fenotípicas e outras características típicas da mesma. É um diagnóstico, que apenas levanta algumas suspeitas, pois a síndrome de down tem suas características próprias, e diferenciadas. O diagnóstico dos portadores da síndrome de down é definitivo por meio do cardiograma, um estudo da identidade genética de cada indivíduo. Normalmente a SD é associada com problemas de saúde, e sendo uma deficiência mental a hipotonia muscular, que são as mais comuns. De acordo com SHWARTZMAN, (2003) e bem como WERNECK (1995) a anatomia do cérebro da pessoa com SD é diferente e está relacionada, com a redução do volume de três a cinco por cento, que é atribuída a diminuição do tamanho dos lobos ( regiões do cérebro), é contado também um número abaixo dos neurônios, em comparação ao ser humano que se diz “normal”. Com isso essas diferenças estão ligadas ao comprometimento intelectual das pessoas com SD. Todos possíveis aos tratamentos, e controle, através de trabalhos de estimulação precoce, ou seja, desde a educação infantil, com os médicos especialistas, por exemplos médicos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, e logicamente os pedagogos e professores. 2 RESULTADOS Esse trabalho de termino de curso, foi elaborado através de pesquisas bibliográficas, documental, de dados, vivenciados, através do embasamento das leis, através da educação especial e inclusão dos alunos de síndrome de down. Pode-se salientar que apesar da árdua forma que a educação especial, inclusão e medicina, propõem ainda há muito que se fazer em prol da mesma, principalmente no que se diz respeito aos estudos e comprometimentos do trabalho com a educação e instituição com os alunos. Pois mais que se tente, que se evolua, faz-se necessário, professores, médicos, pais, se adaptarem as novas formas de interagir com a criança. Todos devem trabalhar unidos. Mesmo assim percebe-se que ainda há um caminho longo a percorrer, por mais que todos se esforcem, pois ainda é algo delicado. Sabe-se que a educação inclusiva é bem diferente da educação tradicional, pois toda a escola precisa adaptar-se as necessidades especificadas do aluno, e que o aluno incluso, precisa ter essa adaptação para que o seu desenvolvimento e aprendizagem possa evoluir e crescer, dentro da sociedade. É preciso que cada instituição de ensino possa apresentar características próprias, para a qualidade dos ensinos aprendizagem juntamente com um conjunto de valores e informações, pois todos são únicos e especiais, contribuindo para a diversidade e interesses, dentro do desenvolvimento total. Através das leis e da nova BNCC, já podemos observar que a construção, não somente social, mas o desenvolvimento das aprendizagens, está fazendo com que a inclusão e o aluno com síndrome de down, desenvolva sua habilidade, com mais rapidez, dentro do seu momento, dentro da sua própria capacidade. Percebe-se que o mesmo tem a sua identidade valorizada, mas isso infelizmente vem acontecendo vagarosamente, pois sabemos que as instituições ainda não estão prontas, por mais que os professores, pedagogos, e todas as pessoas que constituem o ambiente escolar, por mais que tentem, que estudem que façam o seu melhor, falta um pouco de estrutura. Vê-se que a inclusão é algo admirável, pois quando uma criança com alguma deficiência entra desde a educação infantil, até o seu termino no ensino médio, é uma pessoa com mais identidade, moral, um ser que evolui gradativamente, e fica pronta para seguir sua vida, para dar continuidade em seus estudos e ter um bom emprego, afinal, a criança, quanto ais cedo inserida ao campo educacional, não tem descriminalização, e seus colegas apreciam sua companhia, a mesma coisa acontecem com os educadores, percebe-se um ambiente, carinhoso. Apesar das dificuldades enfrentadas, mesmo com o auxílio do segundo professor e do professor da sala multifuncional, o atendimento especializado. Por mais que o caminho ainda seja longo, através dos resultados, pelas bibliografias, a inclusão está aí amparada pelas leis, e com direitos e deveres. Resultado muito bom para todas as pessoas com deficiência. No caso da Síndrome de Down uma grande evolução, pois na realidade, é somente um atraso no desenvolvimento, mas que pode ser altamente ambicioso, no decorrer de suas motivações, desenvolvimento de habilidade. 4.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante do projeto apresentado acima, juntamente com embasamento das leis, e dias atuais, percebe-se que a sociedade, e as escolas regulares, ainda não estão preparadas para atenderem as demandas da inclusão em geral. Mas que estão sempre em busca para a melhoria, para dar uma qualidade de ensino para todos. Ao aceitar um aluno incluso com síndrome de down, e as outras deficiências, a escola, os professores precisam entender cada etapa, é necessário conhecer a história de cada aluno, procurar, ter um material, concreto, buscar novas metodologias, e conversar com os professores, sobre mais capacitações para que os mesmos estejam mais preparados para assumirem o papel de educador, perante ao educando. Constatou-se também que diante das leis a educação inclusiva deve estar presente diariamente no ensino regular, ao que consta, está acontecendo, e percebe- se que com uma qualidade que não se pode reclamar. Os profissionais, dentro da educação, buscam estar prontos através das capacitações e especializações, por mais que ainda haja profissionais que não acreditam na inclusão, mas ela está aí e funcionando, e vemos que alunos inclusos estão sendo muito bem alfabetizados, e desenvolvendo suas habilidades. Mesmo com as limitações a criança com síndrome de down, consegue se adequar perante a socialização, ela vem evoluindo gradativamente. Acredita-se que a síndrome de down ainda é um caso bem comprometedor, pois ainda não foi a fundo estudado, mas que é uma das deficiências, que mais se sobressai na inclusão, pois o seu comprometimento perante a todos e tudo é mais visível do que as outras deficiências. REFERÊNCIASBNCC- 2020 E suas capacitações de Educação Especial e Inclusão. 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