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NR 15: ATIVIDADES E OPERAÇÕES 
INSALUBRES 
Norma de aplicação ESPECIAL 
CAPÍTULO V
DA SEGURANÇA E DA MEDICINA DO TRABALHO
(Redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
Art. 189 a 197 da CLT
Art. . 189 - Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos 
de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da 
natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. 
Art. 190 - O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os 
critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes agressivos, meios de proteção e o tempo 
máximo de exposição do empregado a esses agentes. 
Art. 191 - A eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorrerá: 
I - com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância; 
II - com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador, que diminuam a intensidade do agente 
agressivo a limites de tolerância. 
Parágrafo único - Caberá às Delegacias Regionais do Trabalho, comprovada a insalubridade, notificar as empresas, 
estipulando prazos para sua eliminação ou neutralização, na forma deste artigo. 
Art. 192 - O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério
do Trabalho, assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e
10% (dez por cento) do salário-mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo. 
Riscos Ocupacionais – GRO
CF/88
Art. 7º. São direitos dos 
trabalhadores URBANOS 
e RURAIS, além de outros 
que visem à melhoria de 
sua condição social:
XXII. Redução dos riscos 
inerentes ao trabalho, por 
meio de normas de saúde, 
higiene e segurança.
Norma Regulamentadora 15
Ri
sc
os
 O
cu
pa
ci
on
ai
s Riscos Ergonômicos
Riscos Ambientais
Riscos de Acidentes ou Mecânicos
- Agentes Químicos
- Agentes Biológicos
- Agentes Físicos
Podem ensejar o pagamento do Adicional de 
Insalubridade
Objetos da NR 15
Riscos Ocupacionais – Adicional de INSALUBRIDADE
XXIII. ADICIONAL DE REMUNERAÇÃO para as atividades penosas, INSALUBRES ou 
perigosas, na forma da lei;
Obrigatório
Persistindo a 
condição de risco.
Norma Regulamentadora 15
9.3 Identificação das Exposições Ocupacionais aos 
Agentes Físicos, Químicos e Biológicos 
9.4 Avaliação das Exposições Ocupacionais aos Agentes 
Físicos, Químicos e Biológicos 
9.5 Medidas de Prevenção e Controle das Exposições 
Ocupacionais aos Agentes Físicos, Químicos e 
Biológicos
NR 09: HIGIENE OCUPACIONAL
Persistindo a condição 
de risco, PAGAR 
INSALUBRIDADE.
Norma Regulamentadora 15
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE
Adotar novas 
medidas, até se 
tornar SALUBRE
Norma Regulamentadora 15
CLT: Art. 189. São consideradas ATIVIDADES OU OPERAÇÕES INSALUBRES aquelas que, por 
sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes 
nocivos à saúde, ACIMA DOS LIMITES DE TOLERÂNCIA fixados em razão da NATUREZA e da 
INTENSIDADE do agente e do TEMPO DE EXPOSIÇÃO aos seus efeitos.
9 Natureza do Agente
9 Intensidade ou Concentração do Agente
9 Tempo de Exposição ao Agente
INSALUBRIDADE
- Físico
- Químico
- Biológico
15.1.5 Entende-se por "LIMITE DE TOLERÂNCIA", para os fins desta Norma, a 
CONCENTRAÇÃO OU INTENSIDADE MÁXIMA OU MÍNIMA, relacionada com a NATUREZA e o 
TEMPO DE EXPOSIÇÃO AO AGENTE, que não causará dano à saúde do trabalhador, 
durante a sua vida laboral. 
Norma Regulamentadora 15
Limite de 
Tolerância
Av. Quantitativa do 
Agente Ambiental
0
Medidas PREVENTIVAS
Medidas CORRETIVAS
Não se aplicam medidas
NR 15 - Ambiente Legalmente 
Insalubre – CAUSA DANO
NR 09 - Ambiente 
Legalmente Salubre – NÃO 
CAUSA DANO
Nível de Ação, de acordo com a NR 9
15.1.5 Entende-se por "LIMITE DE TOLERÂNCIA", para os fins desta Norma, a 
concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o 
tempo de exposição ao agente, que NÃO causará dano à saúde do trabalhador, 
durante a sua vida laboral. 
Nível de Ação
Limite de 
Tolerância
Av. Quantitativa do 
Agente Ambiental
0
Medidas PREVENTIVAS
Medidas CORRETIVAS
Não se aplicam medidas
NR 15 - Ambiente Legalmente 
Insalubre – CAUSA DANO
NR 09 - Ambiente 
Legalmente Salubre – NÃO 
CAUSA DANO
Nível de Ação, de acordo com a NR 9
15.1.5 Entende-se por "LIMITE DE TOLERÂNCIA", para os fins desta Norma, a 
concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o 
tempo de exposição ao agente, que NÃO causará dano à saúde do trabalhador, 
durante a sua vida laboral. 
Nível de Ação
Natureza do 
Risco
Caracterização 
(avaliação:)
Classificação 
(Adicional:)
1 Ruído Contínuo ou Intermitente Físico Quantitativa 20%
2 Ruído de Impacto Físico Quantitativa 20%
3 Calor Físico Quantitativa 20%
4 Revogado - - -
5 Radiações Ionizantes Físico Quantitativa PERICULOSDIADE
6 Trabalho Sob Condições Hiperbáricas Físico Qualitativa * 40%
7 Radiações Não Ionizantes Físico Qualitativa ** 20%
8 Vibração Físico Quantitativa ** 20%
9 Frio Físico Qualitativa ** 20%
10 Umidade Físico Qualitativa ** 20%
11 Agentes Químicos I Químico Quantitativa 10% ou 20% ou 40%
12 Poeiras Minerais - Asbesto Químico Quantitativa 40%
13 Agentes Químicos II Químico Qualitativa * 10% ou 20% ou 40%
14 Agentes Biológicos Biológico Qualitativa * 20% ou 40%
* 15.1.3 Nas atividades mencionadas nos Anexos n.º 6, 13 e 14;
** 15.1.4 Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho, constantes dos Anexos 7, 8, 9 e 10.
Anexos
Norma Regulamentadora 15 - INSALUBRIDADE
15.1 São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem:
15.1.1 Acima dos limites de tolerância previstos nos Anexos n.º 1, 2, 3, 5, 11 e 12;
15.1.2 (Revogado pela Portaria MTE n.º 3.751, de 23 de novembro de 1990)
NR 15 - Atividades Insalubres
Art. 190 - O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará 
normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes 
agressivos, meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes.
05/07/2023 Prof. Flávio Nunes 11
Art. 192 - O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância 
estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional 
respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do 
salário-mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo. 
- 10% - Mínimo
- 20% - Médio
- 40% - Máximo
INSALUBRIDADE
Adicionais Base de Cálculo
Salário Mínimo
15.3 No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, 
será apenas considerado o de grau mais elevado, para efeito de 
acréscimo salarial, sendo vedada a percepção cumulativa.
Norma Regulamentadora 15
Art. 195 - A CARACTERIZAÇÃO e a CLASSIFICAÇÃO da INSALUBRIDADE e da periculosidade, segundo as 
normas do Ministério do Trabalho, far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou 
Engenheiro do Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho. (atualmente registra-se no respectivo conselho de 
classe – CREA ou CRM)
§ 1º - É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao 
Ministério do Trabalho a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de 
caracterizar e classificar ou delimitar as atividades insalubres ou perigosas.
§ 2º - Arguida em juízo insalubridade ou periculosidade, seja por empregado, seja por Sindicato em favor de 
grupo de associado, o juiz designará perito habilitado na forma deste artigo, e, ONDE NÃO HOUVER, 
requisitará perícia ao órgão competente do Ministério do Trabalho
Norma Regulamentadora 15
Insalubridade
Avaliação Ambiental
A caracterização dependerá- Médico do trabalho; ou 
- Engenheiro de seg. do trabalho 
Caracterização: SIM ou NÃO
Classificação: 
� Mínimo
� Médio
� Máximo 
Laudo Pericial
15.4.1.1 Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador, 
comprovada a insalubridade por laudo técnico de engenheiro de segurança do trabalho ou médico do 
trabalho, devidamente habilitado, fixar adicional devido aos empregados expostos à insalubridade 
quando impraticável sua eliminação ou neutralização.
15.4.1.2 A eliminação ou neutralização da insalubridade ficará caracterizada através de avaliação pericial 
por órgão competente, que comprove a inexistência de risco à saúde do trabalhador.
15.5 É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao 
Ministério do Trabalho, através das DRTs, a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o 
objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre.
15.5.1 Nas perícias requeridas às Delegacias Regionais do Trabalho, desde que comprovada a insalubridade, o 
perito do Ministério do Trabalho indicará o adicional devido.
15.6 O perito descreverá no laudo a técnica e a aparelhagem utilizadas.
15.7 O disposto no item 15.5 não prejudica a ação fiscalizadora do MTb nem a realização ex-officio da perícia, 
quando solicitado pela Justiça, nas localidades onde não houver perito.
NÃO há peritos no MTE Æ atualmente são Auditores Fiscais do Trabalho05/07/2023 Prof. Flávio Nunes 14
Norma Regulamentadora 15
Art. 191 - A ELIMINAÇÃO OU A NEUTRALIZAÇÃO da insalubridade ocorrerá: 
I - com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância; 
II - com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador, que diminuam a intensidade do 
agente agressivo a limites de tolerância. 
Parágrafo único - Caberá às Delegacias Regionais do Trabalho, comprovada a insalubridade, notificar empresas, estipulando prazo para 
sua eliminação/neutralização, na forma deste artigo. 
Norma Regulamentadora 15
Art. 191, I. Medidas no ambiente
Art. 191, II. Medidas no indivíduo
Insalubridade
- Natureza do risco (agente) ambiental – Físico, Químico ou Biológico
- Intensidade ou Concentração do agente
- Tempo de exposição do trabalhador
Avaliação Ambiental
Quantitativa Qualitativa
Para agentes SEM definição 
de limites de tolerância
Para riscos inerentes à 
atividade
Para agentes COM definição 
de limites de tolerância
- Ruído contínuo ou intermitente – Anexo 1;
- Ruído de impacto – Anexo 2;
- Calor – Anexo 3;
- Radiação ionizante – Anexo 5; - PERICULOSIDADE
- Vibrações – Anexo 8;
- Agentes químicos cuja insalubridade dependerá 
de avaliação quantitativa – Anexo 11;
- Poeiras minerais – Anexo 12
- Radiação não-ionizante – Anexo 7;
- Frio – Anexo 9; 
- Umidade – Anexo 10
- Condições hiperbáricas – Anexo 6;
- Agentes químicos (Arsênico, 
Carvão, Chumbo, Cromo, Fósforo, 
Hidrocarbonetos, Mercúrio, 
Silicatos, subst.. Cancerígenas) – 
Anexo 13;
- Agentes biológicos – Anexo 14
A caracterização dependerá 
Laudo Pericial
- Médico do trabalho; ou 
- Engenheiro de seg. do trabalho 
ConsiderandoArt. 189 CLT
Natureza do 
Risco
Caracterização 
(avaliação:)
Classificação 
(Adicional:)
1 Ruído Contínuo ou Intermitente Físico Quantitativa 20%
2 Ruído de Impacto Físico Quantitativa 20%
3 Calor Físico Quantitativa 20%
4 Revogado - - -
5 Radiações Ionizantes Físico Quantitativa PERICULOSIDADE
6 Trabalho Sob Condições Hiperbáricas Físico Qualitativa 40%
7 Radiações Não Ionizantes Físico Qualitativa 20%
8 Vibração Físico Quantitativa 20%
9 Frio Físico Qualitativa 20%
10 Umidade Físico Qualitativa 20%
11 Agentes Químicos I Químico Quantitativa 10% ou 20% ou 40%
12 Poeiras Minerais - Asbesto Químico Quantitativa 40%
13 Agentes Químicos II Químico Qualitativa 10% ou 20% ou 40%
14 Agentes Biológicos Biológico Qualitativa 20% ou 40%
Norma Regulamentadora 15 - INSALUBRIDADE
Anexos
21
ANEXO 1 - RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE
INSALUBRIDADE : 20%
Avaliação Quantitativa
ANEXO 1: RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE
1. Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente, para os fins de aplicação de Limites 
de Tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto. 
2. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com 
instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito 
de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. 
5. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para 
indivíduos que não estejam adequadamente protegidos. 
7. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a 
níveis de ruído, contínuo ou intermitente, superiores a 115 dB(A), 
sem proteção adequada, oferecerão risco grave e iminente. 
INTERDIÇÃO DO LOCAL
23
Nível de Ruído 
em dB(A)
Máxima Exposição 
Diária Permissível
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
96 1 hora e 45 minutos
98 1 hora e 15 minutos
100 1 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos
108 20 minutos
110 15 minutos
112 10 minutos
114 8 minutos
115 7 minutos
Anexo 1 - RUÍDO
24
Limites de Tolerância ao RUÍDO
Máxima Exposição Diária 
Permitida para determinado 
Nível de Ruído
ANEXO 1: RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE
- Intensidade do RUÍDO
- Tempo de exposição ao 
RUÍDO
DOSE 
de 
ruído
6. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruído de 
diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de forma que, se a soma das 
seguintes frações exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância
 C1 + C2 + C3 _________ + Cn
 T1 T2 T3 Tn
> 1 Æ Condição INSALUBRE
Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico NA
EMPRESA
Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível, SEGUNDO O QUADRO DESTE
ANEXO.
TEMPO
M ima E posi o Di ria 
Permitida para determinado 
N el de R do
ANEXO 1: RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE
 Intensidade do RU DO
- Tempo de exposição ao 
RUÍDO
DOSE 
de 
ruído
6. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruído de 
diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de forma que, se a soma das 
seguintes frações exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância
 C1 + C2 + C3 _________ + Cn
 T1 T2 T3 Tn
> 1 Æ Condição INSALUBRE
Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um n vel de ru do espec fico NA
EMPRESA
Tn indica a máxima exposi o diária permiss vel a este n vel SEGUNDO O QUADRO DESTE
ANEXO
TEMPO
ANEXO 1 RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE
6. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruído de 
diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de forma que, se a soma das 
seguintes frações exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância
 C1 + C2 + C3 ___... + Cn
 T1 T2 T3 Tn
> 1 Æ Condição INSALUBRE
Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico NA
EMPRESA
Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível, SEGUNDO O QUADRO DESTE
ANEXO.
TEMPO
Como 
calc lar a 
DOSE do 
R do
9 1º Qual é o ruído a que está exposto o trabalhador NA EMPRESA?
9 2º Qual é o tempo de exposição do trabalhador ao ruído NA EMPRESA?
9 3º Qual é a máxima exposição (tempo máximo) permitido pela Norma 
(Anexo)?
 
Cn
Tn
Nível de Ruído 
em dB(A)
Máxima Exposição 
Diária Permissível
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
96 1 hora e 45 minutos
98 1 hora e 15 minutos
100 1 hora102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos
108 20 minutos
110 15 minutos
112 10 minutos
114 8 minutos
115 7 minutos
Anexo 1 - RUÍDO
24
C Æ tempo de exposição NA EMPRESA
T Æ tempo de exposição Anexo 1 da NR
Ru do X na 
empresa Æ
9 Ru do dB A na empresa
9 Cn Æ Tempo de trabalho exposto na empresa horas
9 Tn Æ Máxima exposi o permitida pelo Anexo para dB A horas
DOSE = 8h/8h Æ DOSE = 
1
9 Ru do dB A na empresa
9 Cn Æ Tempo de trabalho exposto na empresa horas
9 Tn Æ Máxima exposi o permitida pelo Anexo para dB A horas
DOSE = 8h/4h Æ DOSE = 
2
9 Ruído 95 dB(A) na empresa.
9 Cn Æ Tempo de trabalho exposto na empresa = 1 hora
9 Tn Æ Máxima exposição permitida pelo Anexo 1 para 95dB(A) = 2 horas
DOSE = 1h/2h Æ DOSE = 0,5
Dose > 1 Condição INSALUBRE
Dose Condi o no Limite de Toler ncia 
Dose Condi o Sal bre
Limite de 
Tolerância
DOSE
0
ANEXO 1: RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE
OBS.: Condição insalubre ocorre quando a Norma 
estabelece que a certo ruído o trabalhador pode 
trabalhar X horas e ele trabalha mais do que X. 
OBS.: Condição salubre ocorre quando a Norma 
estabelece que a certo ruído o trabalhador pode 
trabalhar X horas e ele trabalha, no máximo, X. O 
ideal é ele trabalhar menos do que X horas. Assim, a 
dose será menor do que 1. 
OBS Q anto menor a DOSE mais pr ima a ero 
melhor estar o ambiente de trabalho em rela o ao 
r do 
N el de A o
Dose = C1/T1 + C2/T2 + C3/T3 + ... + Cn/Tn
Exemplo 
Numa empresa um trabalhador se exp e durante uma jornada diária de trabalho de horas 
aos seguintes n veis de ru do 
 horas Æ dB 
 horas Æ dB
 horas Æ dB
1. Qual é a dose diária de exposição a que esse 
trabalhador está exposto?
2. A condição é insalubre?
Sendo assim, temos:
 Dose = 4/2 + 2/4 + 2/8, tem-se Dose = 2,75, portanto, Dose > 1 (ou > 100%, que é o total permitido em %), logo a 
atividade é considerada insalubre. Observa-se que apenas a exposição a 95 dB durante 4 horas já expõe o 
trabalhador ao ruído acima dos limites de tolerância, pois o permitido seria de até 2 horas (Dose=4/2 Æ Dose = 2). 
Com o efeito combinado das demais condições, a exposição do trabalhador ao ruído fica ainda mais grave, ou 
seja, Dose = 2,75 ou 275%).
Nível de Ruído 
em dB(A)
Máxima Exposição 
Diária Permissível
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
96 1 hora e 45 minutos
98 1 hora e 15 minutos
100 1 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos
108 20 minutos
110 15 minutos
112 10 minutos
114 8 minutos
115 7 minutos
Anexo 1 - RUÍDO
27
FATOR DE DOBRA ou INCREMENTO DE DUPLICAÇÃO DA DOSE
q FATOR DE DOBRA Na tabela de Ru do Anexo na medida em que aumenta em dB A o n vel de ru do a 
m xima exposi o tempo di ria permitida reduzida pela metade Esse o incremento em dB que quando 
acrescido a determinado n vel de ru do implica na duplica o da dose di ria de exposi o Para n o ocorrer a 
duplica o da dose a jornada deve ser reduzida pela metade Do contr rio na medida em que reduz o n vel de 
ru do em dB A a m xima exposi o di ria permitida pode dobrar
Nível de Ruído dB(A) Nível de Ruído dB(A)
>115
- 5 115 7,5 Minutos
 + 5 85 8 Horas - 5 110 15 Minutos
 + 5 90 4 Horas - 5 105 30 Minutos
 + 5 95 2 Horas - 5 100 1 Hora 
 + 5 100 1 Horas - 5 95 2 Horas
 + 5 105 30 Minutos - 5 90 4 Horas
 + 5 110 15 Minutos - 5 85 8 Horas
 + 5 115 7,5 Minutos - 5 80 16 Horas
> 115
q=5 q=5Máxima Exposição Permitida
PROIBIDO
Máxima Exposição 
Permitida
 Jornada não 
permitida 
 M
ET
A
D
E 
D
O
 T
EM
PO
D
O
BR
O
 D
O
 T
EM
PO
PROIBIDO
Nível de Ruído dB(A) Nível de Ruído dB(A)
>115
- 5 115 7,5 Minutos
 + 5 85 8 Horas - 5 110 15 Minutos
 + 5 90 4 Horas - 5 105 30 Minutos
 + 5 95 2 Horas - 5 100 1 Hora 
 + 5 100 1 Horas - 5 95 2 Horas
 + 5 105 30 Minutos - 5 90 4 Horas
 + 5 110 15 Minutos - 5 85 8 Horas
 + 5 115 7,5 Minutos - 5 80 16 Horas
> 115
q=5 q=5Máxima Exposição Permitida
PROIBIDO
Máxima Exposição 
Permitida
 Jornada não 
permitida 
 M
ET
A
D
E 
D
O
 T
EM
PO
D
O
BR
O
 D
O
 T
EM
PO
PROIBIDO
C1 T1 C2 T2 C T Cn Tn
Exemplo 5:
Numa empresa, um trabalhador se expõe durante uma jornada diária de trabalho de 8 horas 
aos seguintes níveis de ruído: 
- 4 horas Æ 80 dB
- 2 horas Æ85 dB 
- 2 horas Æ90 dB 
Sendo assim temos
Dose logo DD ou 
portanto o n vel de ru do na atividade est no limite 
de toler ncia 
Os níveis de ruído abaixo de 85 dB, na equação dos efeitos 
combinados, são dispensáveis, NOS TERMOS DO QUADRO DO 
ANEXO 1, QUE DEFINIU COMO LIMITE MÍNIMO 85dB(A).
1. Qual é a dose diária de exposição a que esse 
trabalhador está exposto?
2. A condição é insalubre?
Sendo assim, temos:
Dose = 4/16 + 2/8 + 2/4, logo Dose = 0,75 ou 
75%, portanto, o nível de ruído na atividade 
está ABAIXO do limite de tolerância. 
ANEXO 2 RUÍDOS DE IMPACTO 
INSALUBRIDADE 20
A alia o Q an i a i a
30
LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDOS DE IMPACTO
 En ende e por r do de impac o aq ele q e apre en a pico de energia ac ica de d ra o inferior a m 
eg ndo a in er alo periore a m eg ndo
2. Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis dB com medidor de nível de pressão sonora 
operando no circuito linear e circuito de resposta para impacto. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido 
do trabalhador. O limite de tolerância para ruído de impacto será de 130 dB linear . Nos intervalos entre os 
picos o ruído existente deverá ser avaliado como ruído contínuo.
3. Em caso de não se dispor de medidor do nível de pressão sonora com circuito de resposta para impacto será 
válida a leitura feita no circuito de resposta rápida FAST e circuito de compensação C . Neste caso o limite de 
tolerância será de 120 dB C .
4. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores sem proteção adequada a níveis de ruído de 
impacto superiores a 140 dB LINEAR medidos no circuito de resposta para impacto ou superiores a 130 dB C 
medidos no circuito de resposta rápida FAST oferecerão risco grave e iminente.
RUIDO INTERMITENTE OU CONTINO X RUIDO DE IMPACTO
Ruído intermitente ou continuo Ruido de impacto
Unidade de medida decibéis (dB) decibéis (dB)
Local da medição Próximo ao ouvido do trabalhador Próximo ao ouvido do trabalhador
Instrumento de medição do nível de 
pressão sonora operando em:
Circuito de compensação "A" e Circuito 
de resposta lenta (SLOW)
Circuito linear e
Circuito de resposta p/ impacto
ou, na falta do anterior, 
Circuito de resposta rápida (FAST) e 
Circuito de compensação "C".
Limite de tolerância Tabela ( dose = 1,0 )
130 dB (medido circuito linear e Impacto)
ou 
120 dB (medido circuito FAST e 
compensação "C")
Interdição (grave e iminente risco) Acima de 115 dB
Acima de 140 dB para linear e impacto
Acima de 130 dB para FAST 31
ANEXO 3 CALOR
INSALUBRIDADE : 20%
A alia o Q an i a i a
FALTA ATUALIZA O
ANEXO Nº 3 - CALOR 
 
 Como caracterizar a exposição ao calor como insalubre
Índices para avaliação da exposição ocupacional ao calor:
- Índice de Temperatura Efetiva Æ conforto térmico;
- Índice de Sobrecarga Térmica;
- Índice Termômetro de Globo Úmido;
- Índice de Bulbo Úmido e Termômetro de Globo
Sobrecarga Térmica
33
ANEXO Nº 3: CALOR 
1. A exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido 
Termômetro de Globo" - IBUTG definido pelas equações que se seguem: 
Ambientes internos ou externos SEM CARGA SOLAR: 
Ambientes externos COM CARGA SOLAR: 
2. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são:
34
1 Termômetro de bulbo úmido natural Æ Temperatura de 
bulbo úmido natural Tbn
2 Termômetro de globo Æ calor radiante Tg 
3 Termômetro de mercúrio comum Æ temperatura do ar 
Tbs
IBUTG = 0,7 Tbn + 0,3 Tg 
Aparelhos
- Tbn Temperatura de Bulbo Úmido
- Tg Temperatura de Globo
IBUTG = 0,7 Tbn + 0,2 Tg + 0,1 Tbs 
Fonte natural de calorINSALUBRIDADE grau 
médio: 20%
 Tbs Temperatura de Bulbo Seco
A NR 1 adotou o IBUTG como índice para a verificação 
da exposição ocupacional ao calor sobrecarga térmica 
e para a consequente caracterização da insalubridade
IBUTG Considera
1 Temperatura ar
2 Umidade do ar
Velocidade do ar
Tempo de exposição
Calor radiante
Tipo de atividade desenvolvida
- COMO ELIMINAR OU NEUTRALIZAR A EXPOSIÇÃO AO CALOR?
1. Medidas no ambiente:
� ventilação;
� Isolamento térmico;
� Umidificação;
2. Medidas administrativas e/ou organizacionais:
� Concessão de pausas para descanso REGIME DE TRABALHO;
� Redução do trabalho manual;
� Mudança de layout;
� Disponibilização de bebidas frescas;
Equipam
entos de proteção individual devem
 ser usados
 
em
 
regra
 
para 
evitar 
risco 
de 
acidente
 
com
o 
queim
adurasCALOR: Danos à saúde
- Confusão mental
- Convulsão
- Caimbras
- Desmaio
- Problemas de pele
35
Para a CARACTERIZAÇÃO da insalubridade, o Anexo 3 considera dois diferentes 
REGIMES DE TRABALHO, a seguir apresentados:
1. Limites de Tolerância para exposição ao 
calor, EM REGIME DE TRABALHO 
INTERMITENTE COM PERÍODOS DE 
DESCANSO NO PRÓPRIO LOCAL DE 
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO.
2 Limites de Tolerância para exposição ao 
calor EM REGIME DE TRABALHO 
INTERMITENTE COM PERÍODO DE 
DESCANSO EM OUTRO LOCAL LOCAL DE 
DESCANSO
36
1º REGIME
Limites de Tolerância para exposição ao calor, 
EM REGIME DE TRABALHO INTERMITENTE COM 
PERÍODOS DE DESCANSO NO PRÓPRIO LOCAL DE 
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO.
Regime de Trabalho
- Tempo de Trabalho
- Tempo de Descanso 
Para tanto, é necessário 
conhecer
Tipo de AtividadeTemperatura IBUTG 
Quadro 1
37
Nesse regime de trabalho após a definição do TIPO DE AMBIENTE de trabalho 
interno ou externo com ou sem carga solar e a medição das temperaturas no 
local de trabalho Tbn Tg e Tbs calcula se o valor do IBUTG. 
No local verifica se também o TIPO DE ATIVIDADE realizada na empresa e com 
isso se consulta o Quadro 3 para verificar se a atividade é leve moderada ou 
pesada. 
 Regime de Trabalho
Para tanto, é necessário conhecer o 
tipo de ambiente para definir
Tipo de AtividadeTemperatura IBUTG
 
Quadro 1
Com Carga Solar Sem Carga Solar Leve
Moderada
PesadaIBUTG = 0,7Tbn + 0,3 Tg
IBUTG = 0,7Tbn + 0,2 Tg + 0,1 Tbs
Quadro 1
Regime de Trabalho
Tempo de Trabalho
Tempo de Descanso 
Quadro 
Definidos o IBUTG e o tipo 
de atividade, verifica-se 
no Quadro 1 o regime de 
trabalho.
38
Kcal/h
SENTADO EM REPOUSO 100
TRABALHO LEVE
Sentado, movimentos moderados com braços e tronco (ex.: datilografia). 125
Sentado, movimentos moderados com braços e pernas (ex.: dirigir). 150
De pé, trabalho leve, em máquina ou bancada, principalmente com os braços. 150
TRABALHO MODERADO
Sentado, movimentos vigorosos com braços e pernas. 180
De pé, trabalho leve em máquina ou bancada, com alguma movimentação. 175
De pé, trabalho moderado em máquina ou bancada, com alguma movimentação. 220
Em movimento, trabalho moderado de levantar ou empurrar. 300
TRABALHO PESADO
Trabalho intermitente de levantar, empurrar ou arrastar pesos (ex.: remoção com pá). 440
Trabalho fatigante 550
TIPO DE ATIVIDADE
QUADRO N.º 3
TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE
Leve Moderada Pesada
Trabalho contínuo 30 até 26,7 até 25
45 minutos trabalho
15 minutos descanso 
30 minutos trabalho
30 minutos descanso 
15 minutos trabalho
45 minutos descanso 
Não é permitido o trabalho, sem a adoção de
medidas adequadas de controle 
31,5 a 32,2 29,5 a 31,1 28 a 30
acima 30acima de 31,1acima de 32,2
30,1 a 30,6 26,8 a 28 25,1 a 25,9
26 a 27,928,1 a 29,430,7 a 31,4
REGIME DE TRABALHO INTERMITENTE COM 
DESCANSO NO PRÓPRIO LOCAL DE TRABALHO 
(por hora)
TIPO DE ATIVIDADE IBUTG C
Quadro nº 01
Caso o IBUTG, para a atividade analisada, esteja acima do valor previsto no Quadro 1, a atividade 
será considerada insalubre, de grau médio, ou seja, 20% do salário mínimo. A empresa deverá 
adotar medidas para eliminar ou neutralizar a exposição. Entre as medidas está a adoção do REGIME 
DE TRABALHO previsto no Quadro 1. Por exemplo, se a atividade é pesada o o IBUTG é de 29,5 ºC a 
empresa deve adotar o regime de 15 minutos de trabalho e 45 minutos de descanso. 40
2º REGIME
Limites de Tolerância para exposição ao calor, EM REGIME DE TRABALHO 
INTERMITENTE COM PERÍODO DE DESCANSO EM OUTRO LOCAL (LOCAL DE 
DESCANSO).
Regime de Trabalho
Tempo de Trabalho
Tempo de Descanso 
Para tanto é necessário 
conhecer
Taxa de MetabolismoIBUTG Médio
Quadro 1
?
IBUTG Trabalho 
 IBUTG Descanso
Metabolismo Trabalho 
 Metabolismo Descanso
M (kcal / h) Máximo IBUTG
175 30,5
200 30,0
250 28,5
300 27,5
350 26,5
400 26,0
450 25,5
500 25,0
Quadro nº 2
Limite de Tolerância
41
Para o regime em que o período de descanso se dá fora do local de trabalho, 
deve-se calcular o valor da Taxa de Metabolismo Média Ponderada do 
trabalhador e o IBUTG médio ponderado, para um tempo definido de uma 
hora.M Mt x Tt Md x Td
 0
Mt - taxa de metabolismo no local de trabalho.
Tt - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de trabalho.
Md - taxa de metabolismo no local de descanso.
Td - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de descanso.
As taxas de metabolismo Mt e Md são obtidas consultando-se o Quadro nº 3.
IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho.
IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso.
Tt - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de trabalho.
Td - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de 
descanso.
Após a obtenção dos valores, consulta-se o Quadro nº 2 e verifica se a atividade 
está dentro dos limites nele estabelecidos.
IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd xTd
 60
Kcal/h
SENTADO EM REPOUSO 100
TRABALHO LEVE
Sentado, movimentos moderados com braços e tronco (ex.: datilografia). 125
Sentado, movimentos moderados com braços e pernas (ex.: dirigir). 150
De pé, trabalho leve, em máquina ou bancada, principalmente com os braços. 150
TRABALHO MODERADO
Sentado, movimentos vigorosos com braços e pernas. 180
De pé, trabalho leve em máquina ou bancada, com alguma movimentação. 175
De pé, trabalho moderado em máquina ou bancada, com alguma movimentação. 220
Em movimento, trabalho moderado de levantar ou empurrar. 300
TRABALHO PESADO
Trabalho intermitente de levantar, empurrar ou arrastar pesos (ex.: remoção com pá). 440
Trabalho fatigante 550
TIPO DE ATIVIDADE
QUADRO N.º 3
TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE
Quadro 
42
M (kcal / h) Máximo IBUTG
175 30,5
200 30,0
250 28,5
300 27,5
350 26,5
400 26,0
450 25,5
500 25,0
Quadro nº 2
Para os fins deste regime, considera-se como local de descanso o ambiente 
termicamente mais ameno, com o trabalhador em repouso ou exercendo 
atividade leve. Segundo o Quadro 3, a taxa de metabolismo quando em repouso é 
de 100 Kcal/h e em atividade leve de até 150 Kcal/h.
Os limites de tolerância, para esse regime de trabalho, estão previstos no 
Quadro 2 do Anexo 3 da NR 15. 
EXEMPLO Realizada a avaliação ambiental verificou se que um trabalhador que realiza atividade 
pesada em ambiente interno está exposto ao calor ao longo da sua jornada de trabalho sem local de 
descanso a temperaturas Tbn 24 C e Tg 50 C. Verificar se o ambiente é salubre.
Assim, para ambiente interno, tem-se que: IBUTG = 0,7 Tbn + 0,3 Tg 
Æ logo, IBUTG = 31,8ºC
Segundo o Quadro 1 do Anexo 3 da NR 15, nessas condições (Atividade Pesada e IBUTG = 
31,8ºC) a atividade não pode ser desenvolvida (ambiente insalubre).
Diante de tal situação, a empresa deve implantar medida para reduzir a 
exposição ao calor. Assim, deverá implantar período de descanso fora do local 
de trabalho durante a jornada de trabalho do trabalhador. 
Supõe-se para o local de descanso: 
 - IBUTG = 24ºC e tempo de descanso de 20 minutos. - Sendo local de descanso, 
a Taxa de Metabolismo (Quadro 3) é igual a 100 Kcal/h.
 Assim, tem-se que: 
 - Local de trabalho - atividade pesada: IBUTG = 31,8ºC e M = 440Kcal/h
 - Localde descanso repouso: IBUTG = 24ºC e M = 100 Kcal/h
Quadro 3
Com os dados calcula se o valor do IBUTG médio ponderado e o valor da 
Taxa de Metabolismo média ponderada. Após então compara se o 
resultado com o Quadro 2 do Anexo 3 da NR 15. 
M Mt x Tt Md x Td Æ M 440x40 100x20 Æ M 2 Kcal h 
 60 60
IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd xTd Æ IBUTG = 31,8x40 + 24x20 Æ IBUTG = 
29,2ºC 
 60 60
M (kcal / h) Máximo IBUTG
175 30,5
200 30,0
250 28,5
300 27,5
350 26,5
400 26,0
450 25,5
500 25,0
Quadro nº 2
Li
m
ite
s 
de
 
To
le
râ
nc
ia
IBUTG = 29,2ºC M = 326,7 Kcal/h 
O resultado apresentado ainda aponta 
para a necessidade de melhorias no 
regime de trabalho. Deve-se aumentar o 
tempo de descanso e consequentemente 
reduzir o de trabalho, pois para um M = 
326,7 Kcal/h o IBUTG deve ficar em torno 
de 27ºC.
O gráfico a seguir demonstra a relação entre a CARGA MECÂNICA (energia necessária 
exigida do trabalhador para a realização de determinada atividade - Kcal) e a CARGA 
TÉRMICA (IBUTG - TEMPERATURA). Observa-se do gráfico que quanto maior a carga 
térmica, ou seja, a temperatura a que o trabalhador está exposto, menor deverá ser a 
carga mecânica dispensada pelo trabalhador. 
Assim, quanto mais pesada a atividade (maior dispêndio de energia - Kcal), mais 
amena deve ser a condição climática.
46
ANEXO 4 REVOGADO
ANEXO 5 RADIAÇÃO IONIZANTE 
PERICULOSIDADE 0 SALÁRIO DO TRABALHADOR
Ver NR 1
ANEXO 5 LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RADIAÇÕES IONIZANTES
Nas atividades ou operações onde trabalhadores possam ser expostos a radiações ionizantes, os limites de 
tolerância, os princípios, as obrigações e controles básicos para a proteção do homem e do seu meio 
ambiente contra possíveis efeitos indevidos causados pela radiação ionizante, são os constantes da Norma 
CNEN-NN-3.01: "Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica", de março de 2014, aprovada pela Resolução 
CNEN n.º 164/2014, ou daquela que venha a substituí-la. (Atualizado pela Portaria MTb n.º 1.084, de 18 de 
dezembro de 2018)
Radiação é um fenômeno natural que pode ocorrer de muitas formas. Dependendo da 
quantidade de energia, uma radiação pode ser classificada como ionizante ou não 
ionizante.
Radiação ionizante possui energia suficiente para ionizar átomos e moléculas, ou seja, 
podem alterar o estado físico de um átomo e causar a perda de elétrons, tornando-os 
eletricamente carregados. Pode danificar células e afetar o material genético (DNA), 
causando doenças graves (por exemplo: câncer), levando até a morte.
Ex.: raios X, usados em equipamento radiológico para fins médicos, como por exemplo, no 
diagnóstico e tratamento. Insalubridade de grau máximo = 40%
PORTARIA Nº 518, DE 4 DE ABRIL DE 2003
CONSIDERANDO que qualquer exposição do trabalhador a radiações ionizantes ou 
substâncias radioativas é potencialmente prejudicial à sua saúde;
CONSIDERANDO, ainda, que o presente estado da tecnologia nuclear não permite evitar ou 
eliminar o risco em potencial oriundo de tais atividades; resolve:
Art. 1º Adotar como atividades de risco em potencial concernentes a radiações 
ionizantes ou substâncias radioativas, o "Quadro de Atividades e Operações 
Perigosas", aprovado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN, a que se 
refere o ANEXO, da presente Portaria.
Art. 2º O trabalho nas condições enunciadas no quadro a que se refere o artigo 1º, 
assegura ao empregado o adicional de PERICULOSIDADE de que trata o § 1º do art. 
193 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-lei nº 
5.452, de 1º de maio de 1943.
RADIAÇÕES IONIZANTES OU SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS
50
Apresentamos a seguir o entendimento do TST Orientação Jurisprudencial nº 345 - acerca 
do adicional de periculosidade para trabalhadores que exercem atividades sob o risco da 
radiação ionizante e de substâncias radioativas. 
ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. RADIAÇÃO IONIZANTE OU SUBSTÂNCIA 
RADIOATIVA. DEVIDO. DJ 22.06.05
A exposição do empregado à radiação ionizante ou à substância radioativa enseja a 
percepção do adicional de periculosidade, pois a regulamentação ministerial (Portarias do 
Ministério do Trabalho nº 3.393, de 17.12.1987, e 518, de 07.04.2003), ao reputar perigosa a 
atividade, reveste-se de plena eficácia, porquanto expedida por força de delegação 
legislativa contida no art. 200, caput, e inciso VI, da CLT. No período de 12.12.2002 a 
06.04.2003, enquanto vigeu a Portaria nº 496 do Ministério do Trabalho, o empregado faz 
jus ao adicional de insalubridade.
RADIAÇÕES IONIZANTES OU SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS
RADIAÇÕES IONIZANTES OU 
SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS
PERICULOSIDADE 
30% SALÁRIO do 
trabalhador
Portaria 518/2003
OJ 345 do TST
51
ANEXO CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS
INSALUBRIDADE : 40%
A alia o Q ali a i a 
ANEXO 6 - TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS 
� 1. TRABALHO SOB AR COMPRIMIDO
� 2. TRABALHOS SUBMERSOS
1. TRABALHO SOB AR COMPRIMIDO.
1.1 Trabalhos sob ar comprimido são os efetuados em ambientes onde o trabalhador é OBRIGADO a suportar pressões maiores 
que a atmosférica e onde se exige cuidadosa descompressão, de acordo com as tabelas anexas. 
1.3.2 O trabalhador não poderá sofrer mais que uma compressão num período de 24 (vinte e quatro) horas. 
1.3.4 A duração do período de trabalho sob ar comprimido não poderá ser superior a 8 (oito) horas, em pressões de trabalho de 
0 a 1,0 kgf/cm2; a 6 (seis) horas em pressões de trabalho de 1,1 a 2,5 kgf/cm2; e a 4 (quatro) horas, em pressão de trabalho de 
2,6 a 3,4 kgf/cm2. 
1.3.5 Após a descompressão, os trabalhadores serão obrigados a permanecer, no mínimo, por 2 (duas) horas, no canteiro de 
obra, cumprindo um período de observação médica. 53
Em regra: trabalho sob pressão superior a 3,4 Kgf/cm² é proibido, exceto em caso de 
emergência.
INSALUBRIDADE : 40%
Esse Anexo não estabelece critérios de avaliação de insalubridade. Apenas 
menciona que as atividades sob ar comprimido e de mergulho são insalubres. 
ANEXO TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS
• 1.3.6 Para trabalhos sob ar comprimido os empregados deverão satisfazer os seguintes 
requisitos 
a ter mais de 1 dezoito e menos de quarenta e cinco anos de idade 
b ser submetido a exame médico obrigatório pré admissional e periódico exigido 
pelas características e peculiaridades próprias do trabalho 
c ser portador de placa de identificação de acordo com o modelo anexo Quadro I 
fornecida no ato da admissão após a realização do exame médico. 
54
ANEXO TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS 
2 TRABALHO SUBMERSO
• O trabalho submerso ou sob pressão somente será permitido a trabalhadores com idade 
mínima de 1 dezoito anos
• Serão exigidos os seguintes exames complementares 
1. Telerradiografia do tórax AP 
2. Eletrocardiograma basal 
3. Eletroencefalograma 
4. Urina elementos anormais e sedimentoscopia 
5. Fezes protozooscopia e ovohelmintoscopia 
6. Sangue sorologia para lues dosagem de glicose hemograma completo grupo sangüíneo e 
fator Rh 
7. Radiografia das articulações escapuloumerais coxofemorais e dos joelhos AP 
8. Audiometria. 
TODOS os candidatos a trabalhos submersos DEVERÃO ser 
submetidos ao teste de RUFFIER. Este índice de RUFFIER deve ser 
inferior a 10. 55
ANEXO 7 RADIAÇÃO NÃO-IONIZANTE
INSALUBRIDADE : 20%
A alia o Q ali a i a 
ANEXO RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES 
1. Para os efeitos desta norma são radiações não ionizantes as MICRO ONDAS ULTRAVIOLETAS E LASER
2. As operações ou atividades que exponham os trabalhadores às radiações não ionizantes sem a proteção adequada serão 
consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho 
3 As atividades ou operações que exponham os trabalhadores às radiações da luz negra ultravioleta na faixa 400 320 
nanômetros não serão consideradas insalubres
INSALUBRIDADE : 20%
Radiação m fen meno na ral q e pode ocorrer de m i a forma Dependendo da q an idade 
de energia ma radia o pode er cla ificada comoioni an e o n o ioni an e
A radiações não ionizantes o a q e n o prod em ioni a e o eja n o po em energia 
ficien e para arrancar el ron do omo do meio por onde e e de locando ma em o poder 
de q ebrar mol c la e liga e q mica podendo a im ca ar dano a a de h mana 
E Microonda de aq ecimen o raio la er infra ermelho l ra iole a microonda de 
radio elecom nica e corren e el c rica
57
ANEXO 8 VIBRAÇÃO 
INSALUBRIDADE : 20%
Avaliação Quantitativa
A VIBRAÇÃO 
 
Em regra na impo ibilidade de 
eliminar red ir o con rolar o ri co
An
ex
o 
1 
da
 N
R 
9
Anexo da NR 15
Portaria MTE n.º 1.297, de 13 de agosto de 2014
Ver NR 15
Vibração Corpo Inteiro
Vibração Mão e Braços 
Condição de 
Trabalho
INSALUBRIDADE
1. Objetivos
1.1 Definir critérios para prevenção de doenças e distúrbios decorrentes da exposição 
ocupacional às Vibrações em Mãos e Braços - VMB e às Vibrações de Corpo Inteiro 
VCI, no âmbito do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
Anexo 1 da NR Vibração
1. Objetivos
1.1 Estabelecer critérios para caracterização da condição de trabalho
insalubre decorrente da exposição às Vibrações de Mãos e Braços (VMB) e 
Vibrações de Corpo Inteiro (VCI).
Anexo 8 da NR 15 - Vibração
60
 
Nível de Ação NR 0
Limite de Tolerância NR 15
Intensidade Vibração
0
Ambiente 
Salubre
Vibração Mãos e Braços e de Corpo Inteiro Avaliação Quantitativa 
NR 09 e NR 15 - Vibração
NR 09: CONTROLE
NR 1 DESCONTROLE
Ambiente Insalubre
Monitorar e Medidas PREVENTIVAS
Paga INSALUBRIDADE 
adota medidas 
CORRETIVAS
Am
bi
en
te
 
LE
GA
LM
EN
TE
 
ad
eq
ua
do
61
Apenas monitoramento 
 
Nível de Ação 2 5m s
Limite de Tolerância 
5m s 
Intensidade Vibração
0
Ambiente 
Salubre
Vibração Mãos e Braços Avaliação Quantitativa 
NR 09: CONTROLE
NR 15: DESCONTROLE
Ambiente Insalubre
Paga INSALUBRIDADE 
adota medidas 
CORRETIVAS
Am
bi
en
te
 
LE
GA
LM
EN
TE
 
ad
eq
ua
do
Apenas monitoramento 
2. Caracterização e classificação da insalubridade
2.1 Caracteriza-se a condição insalubre caso seja superado o limite de exposição ocupacional diária a VMB 
correspondente a um valor de aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 5 m/s².
5.2.2 O nível de ação para a avaliação da exposição ocupacional diária à vibração em mãos e braços corresponde 
a um valor de aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 2,5 m/s2 . 
NR 09: Anexo 1
NR 15: Anexo 8
Monitorar e Medidas PREVENTIVAS
 
Nível de Ação 
Aren 0 5m s e VDVR 1m s 
 
Limite de Tolerância 
Aren 1 1m s e VDVR 21 m s 
Intensidade Vibração
0
Ambiente 
Salubre
Vibração Corpo Inteiro Avaliação Quantitativa 
NR 0 CONTROLE
NR 1 DESCONTROLE
Ambiente Insalubre
Paga INSALUBRIDADE 
adota medidas 
CORRETIVAS
Am
bi
en
te
 
LE
GA
LM
EN
TE
 
ad
eq
ua
do
Apenas monitoramento 
Monitorar e Medidas PREVENTIVAS
2.2 Caracteriza se a condição insalubre caso sejam superados QUAISQUER dos limites de exposição ocupacional 
diária a VCI
a valor da aceleração resultante de exposição normalizada aren de 1 1 m s
b valor da dose de vibração resultante VDVR de 21 0 m s . 
NR 0 Anexo 1
5.3.2 O nível de ação para a avaliação da exposição ocupacional diária à vibração de corpo inteiro corresponde a 
um valor da aceleração resultante de exposição normalizada aren de 0 5m s2 ou ao valor da dose de vibração 
resultante VDVR de 9 1m s1 75.
NR 15 Anexo 
ANEXO FRIO 
INSALUBRIDADE : 20%
Avaliação Qualitativa 
 ANEXO 9 - FRIO 
1. As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que 
apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao FRIO, sem a proteção 
adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de LAUDO DE INSPEÇÃO realizada no 
local de trabalho. 
INSALUBRIDADE 20
LAUDO DE INSPEÇÃO considerando
 Temperatura do ambiente de 
trabalho
 Tempo de Exposição
 Equipamentos de Proteção Utilizados
A NR n o defini n el de a o para e e agen e e ampo co a NR e abelece limi e de oler ncia A carac eri a o 
depender por an o de ma a alia o q ali a i a eg ndo a NR 
65
 ANEXO FRIO 
CLT
Art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que 
movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 1 (uma) 
hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 (vinte) 
minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. 
Parágrafo único - Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente artigo, o que for inferior, 
nas primeira, segunda e terceira zonas climáticas do mapa oficial do Ministério do Trabalho, a 15ºC 
(quinze graus), na quarta zona a 12ºC (doze graus), e nas quinta, sexta e sétima zonas a 10ºC (dez 
graus).
Súmula TST 438. Intervalo para recuperação térmica do empregado. Ambiente artificialmente frio. 
Horas extras. Art. 253 da CLT. Aplicação analógica. (Resolução nº 185/2012, JT 25.09.2012)
O empregado submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, nos termos do 
parágrafo único do art. 253 da CLT, ainda que não labore em câmara frigorífica, tem direito ao 
intervalo intrajornada previsto no caput do art. 253 da CLT.
05/07/2023 Prof. Flávio Nunes 66
ANEXO 10 UMIDADE 
INSALUBRIDADE 20
A alia o Q ali a i a 
ANEXO 10 - UMIDADE 
1. As atividades ou operações executadas em locais ALAGADOS ou ENCHARCADOS, com UMIDADE 
EXCESSIVA, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, serão consideradas insalubres em 
decorrência de LAUDO DE INSPEÇÃO realizada no local de trabalho. 
68
Parâmetro 1: 
Condição do local de trabalho
ALAGADO cheio de água encharcado pequena lagoa 
transitória 
ENCHARCADO pântano alagado inundado ensopado
EXCESSO DE UMIDADE molhado ensopado
Parâmetro 2 Exposição capaz de produzir danos à saúde
Parâmetro Tempo de exposição a umidade
Av
al
ia
çã
o 
Q
U
AL
IT
AT
IV
A
A NR 9 não definiu nível de ação para esse agente e tampouco a NR 15 estabeleceu limites de tolerância. A 
caracterização dependerá, portanto, de uma avaliação qualitativa, segundo a NR 15.
ANEXO 10 - UMIDADE 
1. As atividades ou operações executadas em locais ALAGADOS ou ENCHARCADOS, com UMIDADE 
EXCESSIVA, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, serão consideradas insalubres em 
decorrência de LAUDO DE INSPEÇÃO realizada no local de trabalho. 
Parâmetro 1 
Condição do local de trabalho
ALAGADO cheio de água, encharcado, pequena lagoa 
transitória. 
ENCHARCADO pântano, alagado, inundado, ensopado.
EXCESSO DE UMIDADE molhado, ensopado.
Parâmetro 2 Exposição capaz de produzir danos à saúde.
Parâmetro 3: - Tempo de exposição a umidade.
Av
al
ia
çã
o 
Q
U
AL
IT
AT
IV
A
A NR não definiu nível de ação para esse agente e tampouco a NR 15 estabeleceu limites de tolerância A 
caracterização dependerá portanto de uma avaliação qualitativa segundo a NR 15
ANEXO 11 AGENTES QUÍMICOS I 
INSALUBRIDADE 10 OU 20 OU 0
Avaliação Qualitativa OU Quantitativa 
ANEXO AGENTES QUÍMICOS CUJA INSALUBRIDADE É CARACTERIZADA POR 
LIMITE DE TOLERÂNCIA E INSPEÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO 
70
INSALUBRIDADE : 10% ou 20% ou 40%
O Anexo 11 regulamenta a insalubridade por exposição a diferentes agentes 
químicos (Quadro 1 do Anexo 11 GASES E VAPORES) cuja insalubridade é 
caracterizada por limite de tolerância e inspeção no local de trabalho, para jornadas 
de até 48 horas semanais. Portanto, para os agentes químicos constantes desse 
Anexo, a caracterização da insalubridade dependerá de avaliação qualitativa e 
quantitativa (para aqueles que possuem limites de tolerância) a serem realizadas 
pelo perito no local de trabalho.
Nas atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes 
químicos, a insalubridade estará caracterizada quando forem ultrapassados os 
limites de tolerância constantes do Quadro 1 do Anexo 11 e quando a avaliaçãoqualitativa assim determinar. Quando ficar caracterizada a insalubridade o adicional 
dependerá do agente químico analisado podendo ser 10 20 ou 40 do salário 
mínimo ou seja pode ser de grau mínimo médio ou máximo respectivamente
Agentes Químicos Valor 
Teto
Absorção 
também pela 
Pele
ppm * mg/m³ ** Grau de 
Insalubridade
Acetaldeído 78 140 máximo
Acetato de cellosolve + 78 420 médio
Acetato de etila 310 1090 mínimo
... ... ... ...
Acetona 780 1870 mínimo
Acetonitrila 30 55 máximo
Ácido acético 8 20 médio
Ácido cianídrico + 8 9 máximo
Ácido clorídrico + 4 5,5 máximo
Ácido crômico (névoa) - 0,04 máximo
... ... ... ...
 * ppm - partes de vapor ou gás por milhão de partes de ar contaminado.
** mg/m³ - miligramas por metro cúbico de ar. 
Até 48 horas semanais
Quadro 1 - Anexo 11
Limites de Tolerância - Agentes Químicos
Quadro 1 PARCIAL
71
Para a caracterização da insalubridade é necessária a realização da avaliação 
quantitativa para os agentes com limites de tolerância. Para a avaliação quantitativa 
da concentração do agente químico deverão ser feitas pelo menos 10 dez amostras, 
para cada ponto ao nível respiratório do trabalhador. Entre cada uma das amostras 
deverá haver um intervalo de, no mínimo, 20 vinte minutos.
O limite de tolerância será considerado excedido e portanto caracterizada a 
insalubridade quando a média aritmética das concentrações mínimo de 10 
ultrapassar os valores fixados no Quadro 1 para o agente analisado, exceto para 
aqueles que possuem valor teto .
Para os agentes químicos que tenham valor teto assinalado no Quadro 1 no Quadro 
apresentado ácido clorídrico considerar se á excedido o limite de tolerância e 
portanto caracterizada a insalubridade quando qualquer uma das concentrações 
obtidas nas amostragens mínimo de 10 ultrapassar os valores fixados no mesmo 
Quadro 72
Um trabalhador exposto, no local de trabalho, à seguinte concentração 
de ácido clorídrico. 
 
A situação apresentada demonstra condição de trabalho insalubre, pois 
as amostragens 3 e 4 apresentam concentração superior ao valor máximo 
(Limite de Tolerância) estabelecido no Quadro 1 do Anexo 11, para o ácido 
clorídrico, que possui assinalada a coluna “valor teto”. O LT estabelecido no 
Quadro 1 para o ácido clorídrico é 4ppm e as amostragens 3 e 4 apresentam 
respectivamente concentração de 7ppm e 5ppm, portanto, superior ao LT. 
Insalubridade de grau máximo, ou seja, 40%. 
Amostragem Concentração
1 3
2 4
3 7
4 5
5 2
6 1
7 4
8 3
9 4
10 1
Valor Teto: é a indicação 
(+) de que a concentração 
de determinado agente 
no local de trabalho não 
pode ultrapassar, em 
momento algum da 
jornada de trabalho, o 
seu Limite de Tolerância 
(LT). 
73
Além da insalubridade, o Anexo 11 prevê situações que podem ser consideradas como de risco grave 
e iminente e, portanto, podem ser paralisadas ou interditadas. Quando ao menos uma das 
concentrações obtidas nas referidas amostragens ultrapassar o valor obtido na equação seguinte, a 
condição será considerada de risco grave. 
Valor Máximo LT x FD
Onde:
LT Æ Limite de tolerância Quadro 1
FD Æ Fator de desvio Quadro 2
Limite de 
Tolerância
(ppm ou mg/m³)
0 a 1 3
1 a 10 2
10 a 100 1,5
100 a 1000 1,25
acima de 1000 1,1
Quadro 2 - Anexo 11
Fator de Desvio
Ácido Clorídrico Æ L.T. 4ppm 
Fator de Desvio Æ F.D. 2 tabela: 4ppm está entre 1 e 10
Valor Máximo 4ppm x 2 8ppm
No exemplo 2, a insalubridade estará caracterizada quando ao menos uma das amostras 
ultrapassar o LT 4ppm do agente químico, pois o Ácido Clorídrico tem indicação de valor teto. 
Para ser considerada situação de risco grave e iminente, basta que uma das amostras 
ultrapasse o valor teto 8ppm . No exemplo, verificou se que nenhuma das amostras 
ultrapassou o Valor Máximo e, portanto, não é o caso de risco grave e iminente. 74
ANEXO 11 AGENTES QUÍMICOS CUJA INSALUBRIDADE É CARACTERIZADA POR 
LIMITE DE TOLERÂNCIA E INSPEÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO 
2. Todos os valores fixados no Quadro N 1 Tabela de Limites de Tolerância são 
válidos para absorção apenas por via respiratória
3. Todos os valores fixados no Quadro n.o 1 como Asfixiantes Simples determinam 
que nos ambientes de trabalho, em presença destas substâncias, a concentração 
mínima de oxigênio deverá ser 1 dezoito por cento em volume. As situações nas 
quais a concentração de oxigênio estiver abaixo deste valor serão consideradas de 
risco grave e iminente.
INSALUBRIDADE 10 ou 20 ou 0
75
ANEXO 12 POEIRAS MINERAIS
INSALUBRIDADE : 40%
Avaliação Quantitativa 
ANEXO 12 LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA POEIRAS MINERAIS 
ASBESTO
1 1. Entende se por asbesto , também denominado amianto, a forma fibrosa dos silicatos 
minerais pertencentes aos grupos de rochas metamórficas das serpentinas, isto é, a crisotila 
asbesto branco , e dos anfibólios, isto é, a actinolita, a amosita asbesto marrom , a antofilita, 
a crocidolita asbesto azul , a tremolita ou qualquer mistura que contenha um ou vários destes 
minerais
1.2. Entende se por exposição ao asbesto , a exposição no trabalho às fibras de asbesto 
respiráveis ou poeira de asbesto em suspensão no ar originada pelo asbesto ou por minerais, 
materiais ou produtos que contenham asbesto.
4. Fica proibida a utilização de qualquer tipo de asbesto do grupo anfibólio e dos produtos que 
contenham estas fibras.
 Fica proibida a pulverização spray de todas as formas do asbesto 
 Fica proibido o trabalho de menores de dezoito anos em setores onde possa haver 
exposição à poeira de asbesto
7.3. O fornecedor de asbesto só poderá entregar a matéria prima a empresas cadastradas. 
7.5. O cadastro deverá ser atualizado obrigatoriamente a cada 2 dois anos.
12 O limite de tolerância para fibras respiráveis de asbesto crisotila é de 2 0 f cm
12.1. Entende se por fibras respiráveis de asbesto aquelas com diâmetro inferior a 3 
micrômetros, comprimento maior que 5 micrômetros e relação entre comprimento e diâmetro 
superior a 3:1.
INSALUBRIDADE 0
05 07 2023 Prof. Flávio Nunes 77
ANEXO 12 - LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA POEIRAS MINERAIS 
MANGANÊS E SEUS COMPOSTOS
1. O limite de tolerância para as operações com manganês e seus compostos referente à extração, 
tratamento, moagem, transporte do minério, ou ainda a outras operações com exposição a poeiras 
do manganês ou de seus compostos é de até 5mg/m3 no ar, para jornada de até 8 (oito) horas 
por dia. 
2. O limite de tolerância para as operações com manganês e seus compostos referente à 
metalurgia de minerais de manganês, fabricação de compostos de manganês, fabricação de 
baterias e pilhas secas, fabricação de vidros especiais e cerâmicas, fabricação e uso de eletrodos de 
solda, fabricação de produtos químicos, tintas e fertilizantes, ou ainda outras operações com 
exposição a fumos de manganês ou de seus compostos é de até 1mg/m3 no ar, para jornada de 
até 8 (oito) horas por dia. 
INSALUBRIDADE : 40%
78
ANEXO 12 LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA POEIRAS MINERAIS 
SÍLICA LIVRE CRISTALIZADA
1. O limite de tolerância, expresso em milhões de partículas por decímetro cúbico, é dado pela 
seguinte fórmula: 
L.T. 8,5 mppdc milhões de partículas por decímetro cúbico
 quartzo 10 
Esta fórmula é válida para amostras tomadas com impactador impinger no nível da zona respiratória e contadas 
pela técnica de campo claro A percentagem de quartzo é a quantidade determinada através de amostras em 
suspensão aérea 
INSALUBRIDADE 0
2. O limite de tolerância para poeira respirável, expresso em mg m3 , é dado pela seguinte fórmula:
 
 L.T. 8 mg m3
 quartzo 2 
ANEXO 12 - LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA POEIRAS MINERAIS 
SÍLICA LIVRE CRISTALIZADA
4. O limite de tolerância para poeira total (respirável e não - respirável), expresso em mg/m3, é dado 
pela seguinte fórmula:
 
 L.T. = 24 mg/m3
 % quartzo + 3 
INSALUBRIDADE : 40%
ANEXO 13 AGENTES QUÍMICOS II
INSALUBRIDADE10 ou 20 ou 0
Avaliação Qualitativa
1. Relação das atividades e operações envolvendo agentes químicos consideradas insalubres em 
decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Excluam se desta relação as atividades ou 
operações com os agentes químicos constantes dos Anexos 11 e 12. 
ANEXO 12 AGENTES QUÍMICOS
CARVÃO
Insalubridade de grau máximo:
 Trabalho permanente no subsolo em operações de 
corte, furação e desmonte, de carregamento no local de 
desmonte, em atividades de manobra, nos pontos de 
transferência de carga e de viradores. 
Insalubridade de grau médio:
Demais atividades permanentes do subsolo 
compreendendo serviços, tais como: operações de 
locomotiva, condutores, engatadores, bombeiros, 
madeireiros, trilheiros e eletricistas.
Insalubridade de grau mínimo:
Atividades permanentes de superfícies nas operações a 
seco, com britadores, peneiras, classificadores, carga e 
descarga de silos, de transportadores de correia e de 
teleférreos. 
MERCÚRIO
Insalubridade de grau máximo:
Fabricação e manipulação de compostos orgânicos de 
mercúrio. 
CROMO
Insalubridade de grau máximo
Fabricação de cromatos e bicromatos. Pintura a pistola com 
pigmentos de compostos de cromo, em recintos limitados ou 
fechados.
Insalubridade de grau médio
Cromagem eletrolítica dos metais. Fabricação de palitos 
fosfóricos à base de compostos de cromo preparação da pasta 
e trabalho nos secadores . Manipulação de cromatos e 
bicromatos. Pintura manual com pigmentos de compostos de 
cromo em recintos limitados ou fechados exceto pincel capilar . 
Preparação por processos fotomecânicos de clichês para 
impressão à base de compostos de cromo. Tanagem a cromo.
ANEXO 14 AGENTES BIOLÓGICOS
INSALUBRIDADE 20 OU 0
Avaliação Qualitativa
ANEXO AGENTES BIOLÓGICOS 
Relação das atividades que envolvem agentes biológicos, a a a 
a a a a a a a a ã QUALITATIVA
 I a a GRAU MÁXIMO 
T a a a CON A O a 
pacientes em isolamento por doenças infecto contagiosas, bem como objetos de seu uso, não 
previamente esterilizados 
carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, couros, pêlos e dejeções de animais portadores de 
doenças infecto contagiosas carbunculose, brucelose, tuberculose 
esgotos galerias e tanques e 
 lixo urbano coleta e industrialização
84
INSALUBRIDADE : 20% ou 40%
Não há limites de tolerância para agentes biológicos: 
não há avaliação QUANTITATIVA
ANEXO 1 AGENTES BIOLÓGICOS 
2 Insalubridade de GRAU MÉDIO 20
Trabalhos e operações em CONTATO permanente com pacientes animais ou com material infecto contagiante em 
 hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos 
destinados aos cuidados da saúde humana aplica se unicamente ao pessoal que tenha contato com os 
pacientes, bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes, não previamente esterilizados 
 hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e 
tratamento de animais aplica se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais
 contato em laboratórios, com animais destinados ao preparo de soro, vacinas e outros produtos
 laboratórios de análise clínica e histopatologia aplica se tão só ao pessoal técnico 
 gabinetes de autópsias, de anatomia e histoanatomopatologia aplica se somente ao pessoal técnico 
 cemitérios exumação de corpos 
 estábulos e cavalariças e
 resíduos de animais deteriorados.
ANEXO 1 AGENTES BIOLÓGICOS 
Súmula n do TST
INSALUBRIDADE 20 ou 0
ATIVIDADE INSALUBRE CARACTERIZAÇÃO PREVISÃO NA NORMA REGULAMENTADORA N 15 DA PORTARIA 
DO MINISTÉRIO DO TRABALHO N 3 214 INSTALAÇÕES SANITÁRIAS conversão da Orientação 
Jurisprudencial n 4 da SBDI 1 com nova redação do item II Res 1 4 2014 DEJT divulgado em 21 22 e 
23 05 2014
I Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo pericial para que o 
empregado tenha direito ao respectivo adicional, sendo necessária a classificação da 
atividade insalubre na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho.
II A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, e a 
respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios, enseja o 
pagamento de adicional de INSALUBRIDADE EM GRAU MÁXIMO, incidindo o disposto no Anexo 14 da 
NR 15 da Portaria do MTE n 3.214 78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano.
86

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