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NR 15: ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES Norma de aplicação ESPECIAL CAPÍTULO V DA SEGURANÇA E DA MEDICINA DO TRABALHO (Redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977) Art. 189 a 197 da CLT Art. . 189 - Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. Art. 190 - O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes agressivos, meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes. Art. 191 - A eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorrerá: I - com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância; II - com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador, que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância. Parágrafo único - Caberá às Delegacias Regionais do Trabalho, comprovada a insalubridade, notificar as empresas, estipulando prazos para sua eliminação ou neutralização, na forma deste artigo. Art. 192 - O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário-mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo. Riscos Ocupacionais – GRO CF/88 Art. 7º. São direitos dos trabalhadores URBANOS e RURAIS, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXII. Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. Norma Regulamentadora 15 Ri sc os O cu pa ci on ai s Riscos Ergonômicos Riscos Ambientais Riscos de Acidentes ou Mecânicos - Agentes Químicos - Agentes Biológicos - Agentes Físicos Podem ensejar o pagamento do Adicional de Insalubridade Objetos da NR 15 Riscos Ocupacionais – Adicional de INSALUBRIDADE XXIII. ADICIONAL DE REMUNERAÇÃO para as atividades penosas, INSALUBRES ou perigosas, na forma da lei; Obrigatório Persistindo a condição de risco. Norma Regulamentadora 15 9.3 Identificação das Exposições Ocupacionais aos Agentes Físicos, Químicos e Biológicos 9.4 Avaliação das Exposições Ocupacionais aos Agentes Físicos, Químicos e Biológicos 9.5 Medidas de Prevenção e Controle das Exposições Ocupacionais aos Agentes Físicos, Químicos e Biológicos NR 09: HIGIENE OCUPACIONAL Persistindo a condição de risco, PAGAR INSALUBRIDADE. Norma Regulamentadora 15 ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Adotar novas medidas, até se tornar SALUBRE Norma Regulamentadora 15 CLT: Art. 189. São consideradas ATIVIDADES OU OPERAÇÕES INSALUBRES aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, ACIMA DOS LIMITES DE TOLERÂNCIA fixados em razão da NATUREZA e da INTENSIDADE do agente e do TEMPO DE EXPOSIÇÃO aos seus efeitos. 9 Natureza do Agente 9 Intensidade ou Concentração do Agente 9 Tempo de Exposição ao Agente INSALUBRIDADE - Físico - Químico - Biológico 15.1.5 Entende-se por "LIMITE DE TOLERÂNCIA", para os fins desta Norma, a CONCENTRAÇÃO OU INTENSIDADE MÁXIMA OU MÍNIMA, relacionada com a NATUREZA e o TEMPO DE EXPOSIÇÃO AO AGENTE, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral. Norma Regulamentadora 15 Limite de Tolerância Av. Quantitativa do Agente Ambiental 0 Medidas PREVENTIVAS Medidas CORRETIVAS Não se aplicam medidas NR 15 - Ambiente Legalmente Insalubre – CAUSA DANO NR 09 - Ambiente Legalmente Salubre – NÃO CAUSA DANO Nível de Ação, de acordo com a NR 9 15.1.5 Entende-se por "LIMITE DE TOLERÂNCIA", para os fins desta Norma, a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que NÃO causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral. Nível de Ação Limite de Tolerância Av. Quantitativa do Agente Ambiental 0 Medidas PREVENTIVAS Medidas CORRETIVAS Não se aplicam medidas NR 15 - Ambiente Legalmente Insalubre – CAUSA DANO NR 09 - Ambiente Legalmente Salubre – NÃO CAUSA DANO Nível de Ação, de acordo com a NR 9 15.1.5 Entende-se por "LIMITE DE TOLERÂNCIA", para os fins desta Norma, a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que NÃO causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral. Nível de Ação Natureza do Risco Caracterização (avaliação:) Classificação (Adicional:) 1 Ruído Contínuo ou Intermitente Físico Quantitativa 20% 2 Ruído de Impacto Físico Quantitativa 20% 3 Calor Físico Quantitativa 20% 4 Revogado - - - 5 Radiações Ionizantes Físico Quantitativa PERICULOSDIADE 6 Trabalho Sob Condições Hiperbáricas Físico Qualitativa * 40% 7 Radiações Não Ionizantes Físico Qualitativa ** 20% 8 Vibração Físico Quantitativa ** 20% 9 Frio Físico Qualitativa ** 20% 10 Umidade Físico Qualitativa ** 20% 11 Agentes Químicos I Químico Quantitativa 10% ou 20% ou 40% 12 Poeiras Minerais - Asbesto Químico Quantitativa 40% 13 Agentes Químicos II Químico Qualitativa * 10% ou 20% ou 40% 14 Agentes Biológicos Biológico Qualitativa * 20% ou 40% * 15.1.3 Nas atividades mencionadas nos Anexos n.º 6, 13 e 14; ** 15.1.4 Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho, constantes dos Anexos 7, 8, 9 e 10. Anexos Norma Regulamentadora 15 - INSALUBRIDADE 15.1 São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem: 15.1.1 Acima dos limites de tolerância previstos nos Anexos n.º 1, 2, 3, 5, 11 e 12; 15.1.2 (Revogado pela Portaria MTE n.º 3.751, de 23 de novembro de 1990) NR 15 - Atividades Insalubres Art. 190 - O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes agressivos, meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes. 05/07/2023 Prof. Flávio Nunes 11 Art. 192 - O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário-mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo. - 10% - Mínimo - 20% - Médio - 40% - Máximo INSALUBRIDADE Adicionais Base de Cálculo Salário Mínimo 15.3 No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será apenas considerado o de grau mais elevado, para efeito de acréscimo salarial, sendo vedada a percepção cumulativa. Norma Regulamentadora 15 Art. 195 - A CARACTERIZAÇÃO e a CLASSIFICAÇÃO da INSALUBRIDADE e da periculosidade, segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho. (atualmente registra-se no respectivo conselho de classe – CREA ou CRM) § 1º - É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de caracterizar e classificar ou delimitar as atividades insalubres ou perigosas. § 2º - Arguida em juízo insalubridade ou periculosidade, seja por empregado, seja por Sindicato em favor de grupo de associado, o juiz designará perito habilitado na forma deste artigo, e, ONDE NÃO HOUVER, requisitará perícia ao órgão competente do Ministério do Trabalho Norma Regulamentadora 15 Insalubridade Avaliação Ambiental A caracterização dependerá- Médico do trabalho; ou - Engenheiro de seg. do trabalho Caracterização: SIM ou NÃO Classificação: � Mínimo � Médio � Máximo Laudo Pericial 15.4.1.1 Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador, comprovada a insalubridade por laudo técnico de engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, devidamente habilitado, fixar adicional devido aos empregados expostos à insalubridade quando impraticável sua eliminação ou neutralização. 15.4.1.2 A eliminação ou neutralização da insalubridade ficará caracterizada através de avaliação pericial por órgão competente, que comprove a inexistência de risco à saúde do trabalhador. 15.5 É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através das DRTs, a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre. 15.5.1 Nas perícias requeridas às Delegacias Regionais do Trabalho, desde que comprovada a insalubridade, o perito do Ministério do Trabalho indicará o adicional devido. 15.6 O perito descreverá no laudo a técnica e a aparelhagem utilizadas. 15.7 O disposto no item 15.5 não prejudica a ação fiscalizadora do MTb nem a realização ex-officio da perícia, quando solicitado pela Justiça, nas localidades onde não houver perito. NÃO há peritos no MTE Æ atualmente são Auditores Fiscais do Trabalho05/07/2023 Prof. Flávio Nunes 14 Norma Regulamentadora 15 Art. 191 - A ELIMINAÇÃO OU A NEUTRALIZAÇÃO da insalubridade ocorrerá: I - com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância; II - com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador, que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância. Parágrafo único - Caberá às Delegacias Regionais do Trabalho, comprovada a insalubridade, notificar empresas, estipulando prazo para sua eliminação/neutralização, na forma deste artigo. Norma Regulamentadora 15 Art. 191, I. Medidas no ambiente Art. 191, II. Medidas no indivíduo Insalubridade - Natureza do risco (agente) ambiental – Físico, Químico ou Biológico - Intensidade ou Concentração do agente - Tempo de exposição do trabalhador Avaliação Ambiental Quantitativa Qualitativa Para agentes SEM definição de limites de tolerância Para riscos inerentes à atividade Para agentes COM definição de limites de tolerância - Ruído contínuo ou intermitente – Anexo 1; - Ruído de impacto – Anexo 2; - Calor – Anexo 3; - Radiação ionizante – Anexo 5; - PERICULOSIDADE - Vibrações – Anexo 8; - Agentes químicos cuja insalubridade dependerá de avaliação quantitativa – Anexo 11; - Poeiras minerais – Anexo 12 - Radiação não-ionizante – Anexo 7; - Frio – Anexo 9; - Umidade – Anexo 10 - Condições hiperbáricas – Anexo 6; - Agentes químicos (Arsênico, Carvão, Chumbo, Cromo, Fósforo, Hidrocarbonetos, Mercúrio, Silicatos, subst.. Cancerígenas) – Anexo 13; - Agentes biológicos – Anexo 14 A caracterização dependerá Laudo Pericial - Médico do trabalho; ou - Engenheiro de seg. do trabalho ConsiderandoArt. 189 CLT Natureza do Risco Caracterização (avaliação:) Classificação (Adicional:) 1 Ruído Contínuo ou Intermitente Físico Quantitativa 20% 2 Ruído de Impacto Físico Quantitativa 20% 3 Calor Físico Quantitativa 20% 4 Revogado - - - 5 Radiações Ionizantes Físico Quantitativa PERICULOSIDADE 6 Trabalho Sob Condições Hiperbáricas Físico Qualitativa 40% 7 Radiações Não Ionizantes Físico Qualitativa 20% 8 Vibração Físico Quantitativa 20% 9 Frio Físico Qualitativa 20% 10 Umidade Físico Qualitativa 20% 11 Agentes Químicos I Químico Quantitativa 10% ou 20% ou 40% 12 Poeiras Minerais - Asbesto Químico Quantitativa 40% 13 Agentes Químicos II Químico Qualitativa 10% ou 20% ou 40% 14 Agentes Biológicos Biológico Qualitativa 20% ou 40% Norma Regulamentadora 15 - INSALUBRIDADE Anexos 21 ANEXO 1 - RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE INSALUBRIDADE : 20% Avaliação Quantitativa ANEXO 1: RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE 1. Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente, para os fins de aplicação de Limites de Tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto. 2. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. 5. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos. 7. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis de ruído, contínuo ou intermitente, superiores a 115 dB(A), sem proteção adequada, oferecerão risco grave e iminente. INTERDIÇÃO DO LOCAL 23 Nível de Ruído em dB(A) Máxima Exposição Diária Permissível 85 8 horas 86 7 horas 87 6 horas 88 5 horas 89 4 horas e 30 minutos 90 4 horas 91 3 horas e 30 minutos 92 3 horas 93 2 horas e 40 minutos 94 2 horas e 15 minutos 95 2 horas 96 1 hora e 45 minutos 98 1 hora e 15 minutos 100 1 hora 102 45 minutos 104 35 minutos 105 30 minutos 106 25 minutos 108 20 minutos 110 15 minutos 112 10 minutos 114 8 minutos 115 7 minutos Anexo 1 - RUÍDO 24 Limites de Tolerância ao RUÍDO Máxima Exposição Diária Permitida para determinado Nível de Ruído ANEXO 1: RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE - Intensidade do RUÍDO - Tempo de exposição ao RUÍDO DOSE de ruído 6. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruído de diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de forma que, se a soma das seguintes frações exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância C1 + C2 + C3 _________ + Cn T1 T2 T3 Tn > 1 Æ Condição INSALUBRE Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico NA EMPRESA Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível, SEGUNDO O QUADRO DESTE ANEXO. TEMPO M ima E posi o Di ria Permitida para determinado N el de R do ANEXO 1: RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE Intensidade do RU DO - Tempo de exposição ao RUÍDO DOSE de ruído 6. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruído de diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de forma que, se a soma das seguintes frações exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância C1 + C2 + C3 _________ + Cn T1 T2 T3 Tn > 1 Æ Condição INSALUBRE Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um n vel de ru do espec fico NA EMPRESA Tn indica a máxima exposi o diária permiss vel a este n vel SEGUNDO O QUADRO DESTE ANEXO TEMPO ANEXO 1 RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE 6. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruído de diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de forma que, se a soma das seguintes frações exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância C1 + C2 + C3 ___... + Cn T1 T2 T3 Tn > 1 Æ Condição INSALUBRE Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico NA EMPRESA Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível, SEGUNDO O QUADRO DESTE ANEXO. TEMPO Como calc lar a DOSE do R do 9 1º Qual é o ruído a que está exposto o trabalhador NA EMPRESA? 9 2º Qual é o tempo de exposição do trabalhador ao ruído NA EMPRESA? 9 3º Qual é a máxima exposição (tempo máximo) permitido pela Norma (Anexo)? Cn Tn Nível de Ruído em dB(A) Máxima Exposição Diária Permissível 85 8 horas 86 7 horas 87 6 horas 88 5 horas 89 4 horas e 30 minutos 90 4 horas 91 3 horas e 30 minutos 92 3 horas 93 2 horas e 40 minutos 94 2 horas e 15 minutos 95 2 horas 96 1 hora e 45 minutos 98 1 hora e 15 minutos 100 1 hora102 45 minutos 104 35 minutos 105 30 minutos 106 25 minutos 108 20 minutos 110 15 minutos 112 10 minutos 114 8 minutos 115 7 minutos Anexo 1 - RUÍDO 24 C Æ tempo de exposição NA EMPRESA T Æ tempo de exposição Anexo 1 da NR Ru do X na empresa Æ 9 Ru do dB A na empresa 9 Cn Æ Tempo de trabalho exposto na empresa horas 9 Tn Æ Máxima exposi o permitida pelo Anexo para dB A horas DOSE = 8h/8h Æ DOSE = 1 9 Ru do dB A na empresa 9 Cn Æ Tempo de trabalho exposto na empresa horas 9 Tn Æ Máxima exposi o permitida pelo Anexo para dB A horas DOSE = 8h/4h Æ DOSE = 2 9 Ruído 95 dB(A) na empresa. 9 Cn Æ Tempo de trabalho exposto na empresa = 1 hora 9 Tn Æ Máxima exposição permitida pelo Anexo 1 para 95dB(A) = 2 horas DOSE = 1h/2h Æ DOSE = 0,5 Dose > 1 Condição INSALUBRE Dose Condi o no Limite de Toler ncia Dose Condi o Sal bre Limite de Tolerância DOSE 0 ANEXO 1: RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE OBS.: Condição insalubre ocorre quando a Norma estabelece que a certo ruído o trabalhador pode trabalhar X horas e ele trabalha mais do que X. OBS.: Condição salubre ocorre quando a Norma estabelece que a certo ruído o trabalhador pode trabalhar X horas e ele trabalha, no máximo, X. O ideal é ele trabalhar menos do que X horas. Assim, a dose será menor do que 1. OBS Q anto menor a DOSE mais pr ima a ero melhor estar o ambiente de trabalho em rela o ao r do N el de A o Dose = C1/T1 + C2/T2 + C3/T3 + ... + Cn/Tn Exemplo Numa empresa um trabalhador se exp e durante uma jornada diária de trabalho de horas aos seguintes n veis de ru do horas Æ dB horas Æ dB horas Æ dB 1. Qual é a dose diária de exposição a que esse trabalhador está exposto? 2. A condição é insalubre? Sendo assim, temos: Dose = 4/2 + 2/4 + 2/8, tem-se Dose = 2,75, portanto, Dose > 1 (ou > 100%, que é o total permitido em %), logo a atividade é considerada insalubre. Observa-se que apenas a exposição a 95 dB durante 4 horas já expõe o trabalhador ao ruído acima dos limites de tolerância, pois o permitido seria de até 2 horas (Dose=4/2 Æ Dose = 2). Com o efeito combinado das demais condições, a exposição do trabalhador ao ruído fica ainda mais grave, ou seja, Dose = 2,75 ou 275%). Nível de Ruído em dB(A) Máxima Exposição Diária Permissível 85 8 horas 86 7 horas 87 6 horas 88 5 horas 89 4 horas e 30 minutos 90 4 horas 91 3 horas e 30 minutos 92 3 horas 93 2 horas e 40 minutos 94 2 horas e 15 minutos 95 2 horas 96 1 hora e 45 minutos 98 1 hora e 15 minutos 100 1 hora 102 45 minutos 104 35 minutos 105 30 minutos 106 25 minutos 108 20 minutos 110 15 minutos 112 10 minutos 114 8 minutos 115 7 minutos Anexo 1 - RUÍDO 27 FATOR DE DOBRA ou INCREMENTO DE DUPLICAÇÃO DA DOSE q FATOR DE DOBRA Na tabela de Ru do Anexo na medida em que aumenta em dB A o n vel de ru do a m xima exposi o tempo di ria permitida reduzida pela metade Esse o incremento em dB que quando acrescido a determinado n vel de ru do implica na duplica o da dose di ria de exposi o Para n o ocorrer a duplica o da dose a jornada deve ser reduzida pela metade Do contr rio na medida em que reduz o n vel de ru do em dB A a m xima exposi o di ria permitida pode dobrar Nível de Ruído dB(A) Nível de Ruído dB(A) >115 - 5 115 7,5 Minutos + 5 85 8 Horas - 5 110 15 Minutos + 5 90 4 Horas - 5 105 30 Minutos + 5 95 2 Horas - 5 100 1 Hora + 5 100 1 Horas - 5 95 2 Horas + 5 105 30 Minutos - 5 90 4 Horas + 5 110 15 Minutos - 5 85 8 Horas + 5 115 7,5 Minutos - 5 80 16 Horas > 115 q=5 q=5Máxima Exposição Permitida PROIBIDO Máxima Exposição Permitida Jornada não permitida M ET A D E D O T EM PO D O BR O D O T EM PO PROIBIDO Nível de Ruído dB(A) Nível de Ruído dB(A) >115 - 5 115 7,5 Minutos + 5 85 8 Horas - 5 110 15 Minutos + 5 90 4 Horas - 5 105 30 Minutos + 5 95 2 Horas - 5 100 1 Hora + 5 100 1 Horas - 5 95 2 Horas + 5 105 30 Minutos - 5 90 4 Horas + 5 110 15 Minutos - 5 85 8 Horas + 5 115 7,5 Minutos - 5 80 16 Horas > 115 q=5 q=5Máxima Exposição Permitida PROIBIDO Máxima Exposição Permitida Jornada não permitida M ET A D E D O T EM PO D O BR O D O T EM PO PROIBIDO C1 T1 C2 T2 C T Cn Tn Exemplo 5: Numa empresa, um trabalhador se expõe durante uma jornada diária de trabalho de 8 horas aos seguintes níveis de ruído: - 4 horas Æ 80 dB - 2 horas Æ85 dB - 2 horas Æ90 dB Sendo assim temos Dose logo DD ou portanto o n vel de ru do na atividade est no limite de toler ncia Os níveis de ruído abaixo de 85 dB, na equação dos efeitos combinados, são dispensáveis, NOS TERMOS DO QUADRO DO ANEXO 1, QUE DEFINIU COMO LIMITE MÍNIMO 85dB(A). 1. Qual é a dose diária de exposição a que esse trabalhador está exposto? 2. A condição é insalubre? Sendo assim, temos: Dose = 4/16 + 2/8 + 2/4, logo Dose = 0,75 ou 75%, portanto, o nível de ruído na atividade está ABAIXO do limite de tolerância. ANEXO 2 RUÍDOS DE IMPACTO INSALUBRIDADE 20 A alia o Q an i a i a 30 LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDOS DE IMPACTO En ende e por r do de impac o aq ele q e apre en a pico de energia ac ica de d ra o inferior a m eg ndo a in er alo periore a m eg ndo 2. Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis dB com medidor de nível de pressão sonora operando no circuito linear e circuito de resposta para impacto. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. O limite de tolerância para ruído de impacto será de 130 dB linear . Nos intervalos entre os picos o ruído existente deverá ser avaliado como ruído contínuo. 3. Em caso de não se dispor de medidor do nível de pressão sonora com circuito de resposta para impacto será válida a leitura feita no circuito de resposta rápida FAST e circuito de compensação C . Neste caso o limite de tolerância será de 120 dB C . 4. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores sem proteção adequada a níveis de ruído de impacto superiores a 140 dB LINEAR medidos no circuito de resposta para impacto ou superiores a 130 dB C medidos no circuito de resposta rápida FAST oferecerão risco grave e iminente. RUIDO INTERMITENTE OU CONTINO X RUIDO DE IMPACTO Ruído intermitente ou continuo Ruido de impacto Unidade de medida decibéis (dB) decibéis (dB) Local da medição Próximo ao ouvido do trabalhador Próximo ao ouvido do trabalhador Instrumento de medição do nível de pressão sonora operando em: Circuito de compensação "A" e Circuito de resposta lenta (SLOW) Circuito linear e Circuito de resposta p/ impacto ou, na falta do anterior, Circuito de resposta rápida (FAST) e Circuito de compensação "C". Limite de tolerância Tabela ( dose = 1,0 ) 130 dB (medido circuito linear e Impacto) ou 120 dB (medido circuito FAST e compensação "C") Interdição (grave e iminente risco) Acima de 115 dB Acima de 140 dB para linear e impacto Acima de 130 dB para FAST 31 ANEXO 3 CALOR INSALUBRIDADE : 20% A alia o Q an i a i a FALTA ATUALIZA O ANEXO Nº 3 - CALOR Como caracterizar a exposição ao calor como insalubre Índices para avaliação da exposição ocupacional ao calor: - Índice de Temperatura Efetiva Æ conforto térmico; - Índice de Sobrecarga Térmica; - Índice Termômetro de Globo Úmido; - Índice de Bulbo Úmido e Termômetro de Globo Sobrecarga Térmica 33 ANEXO Nº 3: CALOR 1. A exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" - IBUTG definido pelas equações que se seguem: Ambientes internos ou externos SEM CARGA SOLAR: Ambientes externos COM CARGA SOLAR: 2. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: 34 1 Termômetro de bulbo úmido natural Æ Temperatura de bulbo úmido natural Tbn 2 Termômetro de globo Æ calor radiante Tg 3 Termômetro de mercúrio comum Æ temperatura do ar Tbs IBUTG = 0,7 Tbn + 0,3 Tg Aparelhos - Tbn Temperatura de Bulbo Úmido - Tg Temperatura de Globo IBUTG = 0,7 Tbn + 0,2 Tg + 0,1 Tbs Fonte natural de calorINSALUBRIDADE grau médio: 20% Tbs Temperatura de Bulbo Seco A NR 1 adotou o IBUTG como índice para a verificação da exposição ocupacional ao calor sobrecarga térmica e para a consequente caracterização da insalubridade IBUTG Considera 1 Temperatura ar 2 Umidade do ar Velocidade do ar Tempo de exposição Calor radiante Tipo de atividade desenvolvida - COMO ELIMINAR OU NEUTRALIZAR A EXPOSIÇÃO AO CALOR? 1. Medidas no ambiente: � ventilação; � Isolamento térmico; � Umidificação; 2. Medidas administrativas e/ou organizacionais: � Concessão de pausas para descanso REGIME DE TRABALHO; � Redução do trabalho manual; � Mudança de layout; � Disponibilização de bebidas frescas; Equipam entos de proteção individual devem ser usados em regra para evitar risco de acidente com o queim adurasCALOR: Danos à saúde - Confusão mental - Convulsão - Caimbras - Desmaio - Problemas de pele 35 Para a CARACTERIZAÇÃO da insalubridade, o Anexo 3 considera dois diferentes REGIMES DE TRABALHO, a seguir apresentados: 1. Limites de Tolerância para exposição ao calor, EM REGIME DE TRABALHO INTERMITENTE COM PERÍODOS DE DESCANSO NO PRÓPRIO LOCAL DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. 2 Limites de Tolerância para exposição ao calor EM REGIME DE TRABALHO INTERMITENTE COM PERÍODO DE DESCANSO EM OUTRO LOCAL LOCAL DE DESCANSO 36 1º REGIME Limites de Tolerância para exposição ao calor, EM REGIME DE TRABALHO INTERMITENTE COM PERÍODOS DE DESCANSO NO PRÓPRIO LOCAL DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. Regime de Trabalho - Tempo de Trabalho - Tempo de Descanso Para tanto, é necessário conhecer Tipo de AtividadeTemperatura IBUTG Quadro 1 37 Nesse regime de trabalho após a definição do TIPO DE AMBIENTE de trabalho interno ou externo com ou sem carga solar e a medição das temperaturas no local de trabalho Tbn Tg e Tbs calcula se o valor do IBUTG. No local verifica se também o TIPO DE ATIVIDADE realizada na empresa e com isso se consulta o Quadro 3 para verificar se a atividade é leve moderada ou pesada. Regime de Trabalho Para tanto, é necessário conhecer o tipo de ambiente para definir Tipo de AtividadeTemperatura IBUTG Quadro 1 Com Carga Solar Sem Carga Solar Leve Moderada PesadaIBUTG = 0,7Tbn + 0,3 Tg IBUTG = 0,7Tbn + 0,2 Tg + 0,1 Tbs Quadro 1 Regime de Trabalho Tempo de Trabalho Tempo de Descanso Quadro Definidos o IBUTG e o tipo de atividade, verifica-se no Quadro 1 o regime de trabalho. 38 Kcal/h SENTADO EM REPOUSO 100 TRABALHO LEVE Sentado, movimentos moderados com braços e tronco (ex.: datilografia). 125 Sentado, movimentos moderados com braços e pernas (ex.: dirigir). 150 De pé, trabalho leve, em máquina ou bancada, principalmente com os braços. 150 TRABALHO MODERADO Sentado, movimentos vigorosos com braços e pernas. 180 De pé, trabalho leve em máquina ou bancada, com alguma movimentação. 175 De pé, trabalho moderado em máquina ou bancada, com alguma movimentação. 220 Em movimento, trabalho moderado de levantar ou empurrar. 300 TRABALHO PESADO Trabalho intermitente de levantar, empurrar ou arrastar pesos (ex.: remoção com pá). 440 Trabalho fatigante 550 TIPO DE ATIVIDADE QUADRO N.º 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE Leve Moderada Pesada Trabalho contínuo 30 até 26,7 até 25 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 15 minutos trabalho 45 minutos descanso Não é permitido o trabalho, sem a adoção de medidas adequadas de controle 31,5 a 32,2 29,5 a 31,1 28 a 30 acima 30acima de 31,1acima de 32,2 30,1 a 30,6 26,8 a 28 25,1 a 25,9 26 a 27,928,1 a 29,430,7 a 31,4 REGIME DE TRABALHO INTERMITENTE COM DESCANSO NO PRÓPRIO LOCAL DE TRABALHO (por hora) TIPO DE ATIVIDADE IBUTG C Quadro nº 01 Caso o IBUTG, para a atividade analisada, esteja acima do valor previsto no Quadro 1, a atividade será considerada insalubre, de grau médio, ou seja, 20% do salário mínimo. A empresa deverá adotar medidas para eliminar ou neutralizar a exposição. Entre as medidas está a adoção do REGIME DE TRABALHO previsto no Quadro 1. Por exemplo, se a atividade é pesada o o IBUTG é de 29,5 ºC a empresa deve adotar o regime de 15 minutos de trabalho e 45 minutos de descanso. 40 2º REGIME Limites de Tolerância para exposição ao calor, EM REGIME DE TRABALHO INTERMITENTE COM PERÍODO DE DESCANSO EM OUTRO LOCAL (LOCAL DE DESCANSO). Regime de Trabalho Tempo de Trabalho Tempo de Descanso Para tanto é necessário conhecer Taxa de MetabolismoIBUTG Médio Quadro 1 ? IBUTG Trabalho IBUTG Descanso Metabolismo Trabalho Metabolismo Descanso M (kcal / h) Máximo IBUTG 175 30,5 200 30,0 250 28,5 300 27,5 350 26,5 400 26,0 450 25,5 500 25,0 Quadro nº 2 Limite de Tolerância 41 Para o regime em que o período de descanso se dá fora do local de trabalho, deve-se calcular o valor da Taxa de Metabolismo Média Ponderada do trabalhador e o IBUTG médio ponderado, para um tempo definido de uma hora.M Mt x Tt Md x Td 0 Mt - taxa de metabolismo no local de trabalho. Tt - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de trabalho. Md - taxa de metabolismo no local de descanso. Td - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de descanso. As taxas de metabolismo Mt e Md são obtidas consultando-se o Quadro nº 3. IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso. Tt - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de trabalho. Td - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de descanso. Após a obtenção dos valores, consulta-se o Quadro nº 2 e verifica se a atividade está dentro dos limites nele estabelecidos. IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd xTd 60 Kcal/h SENTADO EM REPOUSO 100 TRABALHO LEVE Sentado, movimentos moderados com braços e tronco (ex.: datilografia). 125 Sentado, movimentos moderados com braços e pernas (ex.: dirigir). 150 De pé, trabalho leve, em máquina ou bancada, principalmente com os braços. 150 TRABALHO MODERADO Sentado, movimentos vigorosos com braços e pernas. 180 De pé, trabalho leve em máquina ou bancada, com alguma movimentação. 175 De pé, trabalho moderado em máquina ou bancada, com alguma movimentação. 220 Em movimento, trabalho moderado de levantar ou empurrar. 300 TRABALHO PESADO Trabalho intermitente de levantar, empurrar ou arrastar pesos (ex.: remoção com pá). 440 Trabalho fatigante 550 TIPO DE ATIVIDADE QUADRO N.º 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE Quadro 42 M (kcal / h) Máximo IBUTG 175 30,5 200 30,0 250 28,5 300 27,5 350 26,5 400 26,0 450 25,5 500 25,0 Quadro nº 2 Para os fins deste regime, considera-se como local de descanso o ambiente termicamente mais ameno, com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve. Segundo o Quadro 3, a taxa de metabolismo quando em repouso é de 100 Kcal/h e em atividade leve de até 150 Kcal/h. Os limites de tolerância, para esse regime de trabalho, estão previstos no Quadro 2 do Anexo 3 da NR 15. EXEMPLO Realizada a avaliação ambiental verificou se que um trabalhador que realiza atividade pesada em ambiente interno está exposto ao calor ao longo da sua jornada de trabalho sem local de descanso a temperaturas Tbn 24 C e Tg 50 C. Verificar se o ambiente é salubre. Assim, para ambiente interno, tem-se que: IBUTG = 0,7 Tbn + 0,3 Tg Æ logo, IBUTG = 31,8ºC Segundo o Quadro 1 do Anexo 3 da NR 15, nessas condições (Atividade Pesada e IBUTG = 31,8ºC) a atividade não pode ser desenvolvida (ambiente insalubre). Diante de tal situação, a empresa deve implantar medida para reduzir a exposição ao calor. Assim, deverá implantar período de descanso fora do local de trabalho durante a jornada de trabalho do trabalhador. Supõe-se para o local de descanso: - IBUTG = 24ºC e tempo de descanso de 20 minutos. - Sendo local de descanso, a Taxa de Metabolismo (Quadro 3) é igual a 100 Kcal/h. Assim, tem-se que: - Local de trabalho - atividade pesada: IBUTG = 31,8ºC e M = 440Kcal/h - Localde descanso repouso: IBUTG = 24ºC e M = 100 Kcal/h Quadro 3 Com os dados calcula se o valor do IBUTG médio ponderado e o valor da Taxa de Metabolismo média ponderada. Após então compara se o resultado com o Quadro 2 do Anexo 3 da NR 15. M Mt x Tt Md x Td Æ M 440x40 100x20 Æ M 2 Kcal h 60 60 IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd xTd Æ IBUTG = 31,8x40 + 24x20 Æ IBUTG = 29,2ºC 60 60 M (kcal / h) Máximo IBUTG 175 30,5 200 30,0 250 28,5 300 27,5 350 26,5 400 26,0 450 25,5 500 25,0 Quadro nº 2 Li m ite s de To le râ nc ia IBUTG = 29,2ºC M = 326,7 Kcal/h O resultado apresentado ainda aponta para a necessidade de melhorias no regime de trabalho. Deve-se aumentar o tempo de descanso e consequentemente reduzir o de trabalho, pois para um M = 326,7 Kcal/h o IBUTG deve ficar em torno de 27ºC. O gráfico a seguir demonstra a relação entre a CARGA MECÂNICA (energia necessária exigida do trabalhador para a realização de determinada atividade - Kcal) e a CARGA TÉRMICA (IBUTG - TEMPERATURA). Observa-se do gráfico que quanto maior a carga térmica, ou seja, a temperatura a que o trabalhador está exposto, menor deverá ser a carga mecânica dispensada pelo trabalhador. Assim, quanto mais pesada a atividade (maior dispêndio de energia - Kcal), mais amena deve ser a condição climática. 46 ANEXO 4 REVOGADO ANEXO 5 RADIAÇÃO IONIZANTE PERICULOSIDADE 0 SALÁRIO DO TRABALHADOR Ver NR 1 ANEXO 5 LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RADIAÇÕES IONIZANTES Nas atividades ou operações onde trabalhadores possam ser expostos a radiações ionizantes, os limites de tolerância, os princípios, as obrigações e controles básicos para a proteção do homem e do seu meio ambiente contra possíveis efeitos indevidos causados pela radiação ionizante, são os constantes da Norma CNEN-NN-3.01: "Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica", de março de 2014, aprovada pela Resolução CNEN n.º 164/2014, ou daquela que venha a substituí-la. (Atualizado pela Portaria MTb n.º 1.084, de 18 de dezembro de 2018) Radiação é um fenômeno natural que pode ocorrer de muitas formas. Dependendo da quantidade de energia, uma radiação pode ser classificada como ionizante ou não ionizante. Radiação ionizante possui energia suficiente para ionizar átomos e moléculas, ou seja, podem alterar o estado físico de um átomo e causar a perda de elétrons, tornando-os eletricamente carregados. Pode danificar células e afetar o material genético (DNA), causando doenças graves (por exemplo: câncer), levando até a morte. Ex.: raios X, usados em equipamento radiológico para fins médicos, como por exemplo, no diagnóstico e tratamento. Insalubridade de grau máximo = 40% PORTARIA Nº 518, DE 4 DE ABRIL DE 2003 CONSIDERANDO que qualquer exposição do trabalhador a radiações ionizantes ou substâncias radioativas é potencialmente prejudicial à sua saúde; CONSIDERANDO, ainda, que o presente estado da tecnologia nuclear não permite evitar ou eliminar o risco em potencial oriundo de tais atividades; resolve: Art. 1º Adotar como atividades de risco em potencial concernentes a radiações ionizantes ou substâncias radioativas, o "Quadro de Atividades e Operações Perigosas", aprovado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN, a que se refere o ANEXO, da presente Portaria. Art. 2º O trabalho nas condições enunciadas no quadro a que se refere o artigo 1º, assegura ao empregado o adicional de PERICULOSIDADE de que trata o § 1º do art. 193 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. RADIAÇÕES IONIZANTES OU SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS 50 Apresentamos a seguir o entendimento do TST Orientação Jurisprudencial nº 345 - acerca do adicional de periculosidade para trabalhadores que exercem atividades sob o risco da radiação ionizante e de substâncias radioativas. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. RADIAÇÃO IONIZANTE OU SUBSTÂNCIA RADIOATIVA. DEVIDO. DJ 22.06.05 A exposição do empregado à radiação ionizante ou à substância radioativa enseja a percepção do adicional de periculosidade, pois a regulamentação ministerial (Portarias do Ministério do Trabalho nº 3.393, de 17.12.1987, e 518, de 07.04.2003), ao reputar perigosa a atividade, reveste-se de plena eficácia, porquanto expedida por força de delegação legislativa contida no art. 200, caput, e inciso VI, da CLT. No período de 12.12.2002 a 06.04.2003, enquanto vigeu a Portaria nº 496 do Ministério do Trabalho, o empregado faz jus ao adicional de insalubridade. RADIAÇÕES IONIZANTES OU SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS RADIAÇÕES IONIZANTES OU SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS PERICULOSIDADE 30% SALÁRIO do trabalhador Portaria 518/2003 OJ 345 do TST 51 ANEXO CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS INSALUBRIDADE : 40% A alia o Q ali a i a ANEXO 6 - TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS � 1. TRABALHO SOB AR COMPRIMIDO � 2. TRABALHOS SUBMERSOS 1. TRABALHO SOB AR COMPRIMIDO. 1.1 Trabalhos sob ar comprimido são os efetuados em ambientes onde o trabalhador é OBRIGADO a suportar pressões maiores que a atmosférica e onde se exige cuidadosa descompressão, de acordo com as tabelas anexas. 1.3.2 O trabalhador não poderá sofrer mais que uma compressão num período de 24 (vinte e quatro) horas. 1.3.4 A duração do período de trabalho sob ar comprimido não poderá ser superior a 8 (oito) horas, em pressões de trabalho de 0 a 1,0 kgf/cm2; a 6 (seis) horas em pressões de trabalho de 1,1 a 2,5 kgf/cm2; e a 4 (quatro) horas, em pressão de trabalho de 2,6 a 3,4 kgf/cm2. 1.3.5 Após a descompressão, os trabalhadores serão obrigados a permanecer, no mínimo, por 2 (duas) horas, no canteiro de obra, cumprindo um período de observação médica. 53 Em regra: trabalho sob pressão superior a 3,4 Kgf/cm² é proibido, exceto em caso de emergência. INSALUBRIDADE : 40% Esse Anexo não estabelece critérios de avaliação de insalubridade. Apenas menciona que as atividades sob ar comprimido e de mergulho são insalubres. ANEXO TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS • 1.3.6 Para trabalhos sob ar comprimido os empregados deverão satisfazer os seguintes requisitos a ter mais de 1 dezoito e menos de quarenta e cinco anos de idade b ser submetido a exame médico obrigatório pré admissional e periódico exigido pelas características e peculiaridades próprias do trabalho c ser portador de placa de identificação de acordo com o modelo anexo Quadro I fornecida no ato da admissão após a realização do exame médico. 54 ANEXO TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS 2 TRABALHO SUBMERSO • O trabalho submerso ou sob pressão somente será permitido a trabalhadores com idade mínima de 1 dezoito anos • Serão exigidos os seguintes exames complementares 1. Telerradiografia do tórax AP 2. Eletrocardiograma basal 3. Eletroencefalograma 4. Urina elementos anormais e sedimentoscopia 5. Fezes protozooscopia e ovohelmintoscopia 6. Sangue sorologia para lues dosagem de glicose hemograma completo grupo sangüíneo e fator Rh 7. Radiografia das articulações escapuloumerais coxofemorais e dos joelhos AP 8. Audiometria. TODOS os candidatos a trabalhos submersos DEVERÃO ser submetidos ao teste de RUFFIER. Este índice de RUFFIER deve ser inferior a 10. 55 ANEXO 7 RADIAÇÃO NÃO-IONIZANTE INSALUBRIDADE : 20% A alia o Q ali a i a ANEXO RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES 1. Para os efeitos desta norma são radiações não ionizantes as MICRO ONDAS ULTRAVIOLETAS E LASER 2. As operações ou atividades que exponham os trabalhadores às radiações não ionizantes sem a proteção adequada serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho 3 As atividades ou operações que exponham os trabalhadores às radiações da luz negra ultravioleta na faixa 400 320 nanômetros não serão consideradas insalubres INSALUBRIDADE : 20% Radiação m fen meno na ral q e pode ocorrer de m i a forma Dependendo da q an idade de energia ma radia o pode er cla ificada comoioni an e o n o ioni an e A radiações não ionizantes o a q e n o prod em ioni a e o eja n o po em energia ficien e para arrancar el ron do omo do meio por onde e e de locando ma em o poder de q ebrar mol c la e liga e q mica podendo a im ca ar dano a a de h mana E Microonda de aq ecimen o raio la er infra ermelho l ra iole a microonda de radio elecom nica e corren e el c rica 57 ANEXO 8 VIBRAÇÃO INSALUBRIDADE : 20% Avaliação Quantitativa A VIBRAÇÃO Em regra na impo ibilidade de eliminar red ir o con rolar o ri co An ex o 1 da N R 9 Anexo da NR 15 Portaria MTE n.º 1.297, de 13 de agosto de 2014 Ver NR 15 Vibração Corpo Inteiro Vibração Mão e Braços Condição de Trabalho INSALUBRIDADE 1. Objetivos 1.1 Definir critérios para prevenção de doenças e distúrbios decorrentes da exposição ocupacional às Vibrações em Mãos e Braços - VMB e às Vibrações de Corpo Inteiro VCI, no âmbito do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Anexo 1 da NR Vibração 1. Objetivos 1.1 Estabelecer critérios para caracterização da condição de trabalho insalubre decorrente da exposição às Vibrações de Mãos e Braços (VMB) e Vibrações de Corpo Inteiro (VCI). Anexo 8 da NR 15 - Vibração 60 Nível de Ação NR 0 Limite de Tolerância NR 15 Intensidade Vibração 0 Ambiente Salubre Vibração Mãos e Braços e de Corpo Inteiro Avaliação Quantitativa NR 09 e NR 15 - Vibração NR 09: CONTROLE NR 1 DESCONTROLE Ambiente Insalubre Monitorar e Medidas PREVENTIVAS Paga INSALUBRIDADE adota medidas CORRETIVAS Am bi en te LE GA LM EN TE ad eq ua do 61 Apenas monitoramento Nível de Ação 2 5m s Limite de Tolerância 5m s Intensidade Vibração 0 Ambiente Salubre Vibração Mãos e Braços Avaliação Quantitativa NR 09: CONTROLE NR 15: DESCONTROLE Ambiente Insalubre Paga INSALUBRIDADE adota medidas CORRETIVAS Am bi en te LE GA LM EN TE ad eq ua do Apenas monitoramento 2. Caracterização e classificação da insalubridade 2.1 Caracteriza-se a condição insalubre caso seja superado o limite de exposição ocupacional diária a VMB correspondente a um valor de aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 5 m/s². 5.2.2 O nível de ação para a avaliação da exposição ocupacional diária à vibração em mãos e braços corresponde a um valor de aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 2,5 m/s2 . NR 09: Anexo 1 NR 15: Anexo 8 Monitorar e Medidas PREVENTIVAS Nível de Ação Aren 0 5m s e VDVR 1m s Limite de Tolerância Aren 1 1m s e VDVR 21 m s Intensidade Vibração 0 Ambiente Salubre Vibração Corpo Inteiro Avaliação Quantitativa NR 0 CONTROLE NR 1 DESCONTROLE Ambiente Insalubre Paga INSALUBRIDADE adota medidas CORRETIVAS Am bi en te LE GA LM EN TE ad eq ua do Apenas monitoramento Monitorar e Medidas PREVENTIVAS 2.2 Caracteriza se a condição insalubre caso sejam superados QUAISQUER dos limites de exposição ocupacional diária a VCI a valor da aceleração resultante de exposição normalizada aren de 1 1 m s b valor da dose de vibração resultante VDVR de 21 0 m s . NR 0 Anexo 1 5.3.2 O nível de ação para a avaliação da exposição ocupacional diária à vibração de corpo inteiro corresponde a um valor da aceleração resultante de exposição normalizada aren de 0 5m s2 ou ao valor da dose de vibração resultante VDVR de 9 1m s1 75. NR 15 Anexo ANEXO FRIO INSALUBRIDADE : 20% Avaliação Qualitativa ANEXO 9 - FRIO 1. As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao FRIO, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de LAUDO DE INSPEÇÃO realizada no local de trabalho. INSALUBRIDADE 20 LAUDO DE INSPEÇÃO considerando Temperatura do ambiente de trabalho Tempo de Exposição Equipamentos de Proteção Utilizados A NR n o defini n el de a o para e e agen e e ampo co a NR e abelece limi e de oler ncia A carac eri a o depender por an o de ma a alia o q ali a i a eg ndo a NR 65 ANEXO FRIO CLT Art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. Parágrafo único - Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente artigo, o que for inferior, nas primeira, segunda e terceira zonas climáticas do mapa oficial do Ministério do Trabalho, a 15ºC (quinze graus), na quarta zona a 12ºC (doze graus), e nas quinta, sexta e sétima zonas a 10ºC (dez graus). Súmula TST 438. Intervalo para recuperação térmica do empregado. Ambiente artificialmente frio. Horas extras. Art. 253 da CLT. Aplicação analógica. (Resolução nº 185/2012, JT 25.09.2012) O empregado submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, nos termos do parágrafo único do art. 253 da CLT, ainda que não labore em câmara frigorífica, tem direito ao intervalo intrajornada previsto no caput do art. 253 da CLT. 05/07/2023 Prof. Flávio Nunes 66 ANEXO 10 UMIDADE INSALUBRIDADE 20 A alia o Q ali a i a ANEXO 10 - UMIDADE 1. As atividades ou operações executadas em locais ALAGADOS ou ENCHARCADOS, com UMIDADE EXCESSIVA, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, serão consideradas insalubres em decorrência de LAUDO DE INSPEÇÃO realizada no local de trabalho. 68 Parâmetro 1: Condição do local de trabalho ALAGADO cheio de água encharcado pequena lagoa transitória ENCHARCADO pântano alagado inundado ensopado EXCESSO DE UMIDADE molhado ensopado Parâmetro 2 Exposição capaz de produzir danos à saúde Parâmetro Tempo de exposição a umidade Av al ia çã o Q U AL IT AT IV A A NR 9 não definiu nível de ação para esse agente e tampouco a NR 15 estabeleceu limites de tolerância. A caracterização dependerá, portanto, de uma avaliação qualitativa, segundo a NR 15. ANEXO 10 - UMIDADE 1. As atividades ou operações executadas em locais ALAGADOS ou ENCHARCADOS, com UMIDADE EXCESSIVA, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, serão consideradas insalubres em decorrência de LAUDO DE INSPEÇÃO realizada no local de trabalho. Parâmetro 1 Condição do local de trabalho ALAGADO cheio de água, encharcado, pequena lagoa transitória. ENCHARCADO pântano, alagado, inundado, ensopado. EXCESSO DE UMIDADE molhado, ensopado. Parâmetro 2 Exposição capaz de produzir danos à saúde. Parâmetro 3: - Tempo de exposição a umidade. Av al ia çã o Q U AL IT AT IV A A NR não definiu nível de ação para esse agente e tampouco a NR 15 estabeleceu limites de tolerância A caracterização dependerá portanto de uma avaliação qualitativa segundo a NR 15 ANEXO 11 AGENTES QUÍMICOS I INSALUBRIDADE 10 OU 20 OU 0 Avaliação Qualitativa OU Quantitativa ANEXO AGENTES QUÍMICOS CUJA INSALUBRIDADE É CARACTERIZADA POR LIMITE DE TOLERÂNCIA E INSPEÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO 70 INSALUBRIDADE : 10% ou 20% ou 40% O Anexo 11 regulamenta a insalubridade por exposição a diferentes agentes químicos (Quadro 1 do Anexo 11 GASES E VAPORES) cuja insalubridade é caracterizada por limite de tolerância e inspeção no local de trabalho, para jornadas de até 48 horas semanais. Portanto, para os agentes químicos constantes desse Anexo, a caracterização da insalubridade dependerá de avaliação qualitativa e quantitativa (para aqueles que possuem limites de tolerância) a serem realizadas pelo perito no local de trabalho. Nas atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes químicos, a insalubridade estará caracterizada quando forem ultrapassados os limites de tolerância constantes do Quadro 1 do Anexo 11 e quando a avaliaçãoqualitativa assim determinar. Quando ficar caracterizada a insalubridade o adicional dependerá do agente químico analisado podendo ser 10 20 ou 40 do salário mínimo ou seja pode ser de grau mínimo médio ou máximo respectivamente Agentes Químicos Valor Teto Absorção também pela Pele ppm * mg/m³ ** Grau de Insalubridade Acetaldeído 78 140 máximo Acetato de cellosolve + 78 420 médio Acetato de etila 310 1090 mínimo ... ... ... ... Acetona 780 1870 mínimo Acetonitrila 30 55 máximo Ácido acético 8 20 médio Ácido cianídrico + 8 9 máximo Ácido clorídrico + 4 5,5 máximo Ácido crômico (névoa) - 0,04 máximo ... ... ... ... * ppm - partes de vapor ou gás por milhão de partes de ar contaminado. ** mg/m³ - miligramas por metro cúbico de ar. Até 48 horas semanais Quadro 1 - Anexo 11 Limites de Tolerância - Agentes Químicos Quadro 1 PARCIAL 71 Para a caracterização da insalubridade é necessária a realização da avaliação quantitativa para os agentes com limites de tolerância. Para a avaliação quantitativa da concentração do agente químico deverão ser feitas pelo menos 10 dez amostras, para cada ponto ao nível respiratório do trabalhador. Entre cada uma das amostras deverá haver um intervalo de, no mínimo, 20 vinte minutos. O limite de tolerância será considerado excedido e portanto caracterizada a insalubridade quando a média aritmética das concentrações mínimo de 10 ultrapassar os valores fixados no Quadro 1 para o agente analisado, exceto para aqueles que possuem valor teto . Para os agentes químicos que tenham valor teto assinalado no Quadro 1 no Quadro apresentado ácido clorídrico considerar se á excedido o limite de tolerância e portanto caracterizada a insalubridade quando qualquer uma das concentrações obtidas nas amostragens mínimo de 10 ultrapassar os valores fixados no mesmo Quadro 72 Um trabalhador exposto, no local de trabalho, à seguinte concentração de ácido clorídrico. A situação apresentada demonstra condição de trabalho insalubre, pois as amostragens 3 e 4 apresentam concentração superior ao valor máximo (Limite de Tolerância) estabelecido no Quadro 1 do Anexo 11, para o ácido clorídrico, que possui assinalada a coluna “valor teto”. O LT estabelecido no Quadro 1 para o ácido clorídrico é 4ppm e as amostragens 3 e 4 apresentam respectivamente concentração de 7ppm e 5ppm, portanto, superior ao LT. Insalubridade de grau máximo, ou seja, 40%. Amostragem Concentração 1 3 2 4 3 7 4 5 5 2 6 1 7 4 8 3 9 4 10 1 Valor Teto: é a indicação (+) de que a concentração de determinado agente no local de trabalho não pode ultrapassar, em momento algum da jornada de trabalho, o seu Limite de Tolerância (LT). 73 Além da insalubridade, o Anexo 11 prevê situações que podem ser consideradas como de risco grave e iminente e, portanto, podem ser paralisadas ou interditadas. Quando ao menos uma das concentrações obtidas nas referidas amostragens ultrapassar o valor obtido na equação seguinte, a condição será considerada de risco grave. Valor Máximo LT x FD Onde: LT Æ Limite de tolerância Quadro 1 FD Æ Fator de desvio Quadro 2 Limite de Tolerância (ppm ou mg/m³) 0 a 1 3 1 a 10 2 10 a 100 1,5 100 a 1000 1,25 acima de 1000 1,1 Quadro 2 - Anexo 11 Fator de Desvio Ácido Clorídrico Æ L.T. 4ppm Fator de Desvio Æ F.D. 2 tabela: 4ppm está entre 1 e 10 Valor Máximo 4ppm x 2 8ppm No exemplo 2, a insalubridade estará caracterizada quando ao menos uma das amostras ultrapassar o LT 4ppm do agente químico, pois o Ácido Clorídrico tem indicação de valor teto. Para ser considerada situação de risco grave e iminente, basta que uma das amostras ultrapasse o valor teto 8ppm . No exemplo, verificou se que nenhuma das amostras ultrapassou o Valor Máximo e, portanto, não é o caso de risco grave e iminente. 74 ANEXO 11 AGENTES QUÍMICOS CUJA INSALUBRIDADE É CARACTERIZADA POR LIMITE DE TOLERÂNCIA E INSPEÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO 2. Todos os valores fixados no Quadro N 1 Tabela de Limites de Tolerância são válidos para absorção apenas por via respiratória 3. Todos os valores fixados no Quadro n.o 1 como Asfixiantes Simples determinam que nos ambientes de trabalho, em presença destas substâncias, a concentração mínima de oxigênio deverá ser 1 dezoito por cento em volume. As situações nas quais a concentração de oxigênio estiver abaixo deste valor serão consideradas de risco grave e iminente. INSALUBRIDADE 10 ou 20 ou 0 75 ANEXO 12 POEIRAS MINERAIS INSALUBRIDADE : 40% Avaliação Quantitativa ANEXO 12 LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA POEIRAS MINERAIS ASBESTO 1 1. Entende se por asbesto , também denominado amianto, a forma fibrosa dos silicatos minerais pertencentes aos grupos de rochas metamórficas das serpentinas, isto é, a crisotila asbesto branco , e dos anfibólios, isto é, a actinolita, a amosita asbesto marrom , a antofilita, a crocidolita asbesto azul , a tremolita ou qualquer mistura que contenha um ou vários destes minerais 1.2. Entende se por exposição ao asbesto , a exposição no trabalho às fibras de asbesto respiráveis ou poeira de asbesto em suspensão no ar originada pelo asbesto ou por minerais, materiais ou produtos que contenham asbesto. 4. Fica proibida a utilização de qualquer tipo de asbesto do grupo anfibólio e dos produtos que contenham estas fibras. Fica proibida a pulverização spray de todas as formas do asbesto Fica proibido o trabalho de menores de dezoito anos em setores onde possa haver exposição à poeira de asbesto 7.3. O fornecedor de asbesto só poderá entregar a matéria prima a empresas cadastradas. 7.5. O cadastro deverá ser atualizado obrigatoriamente a cada 2 dois anos. 12 O limite de tolerância para fibras respiráveis de asbesto crisotila é de 2 0 f cm 12.1. Entende se por fibras respiráveis de asbesto aquelas com diâmetro inferior a 3 micrômetros, comprimento maior que 5 micrômetros e relação entre comprimento e diâmetro superior a 3:1. INSALUBRIDADE 0 05 07 2023 Prof. Flávio Nunes 77 ANEXO 12 - LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA POEIRAS MINERAIS MANGANÊS E SEUS COMPOSTOS 1. O limite de tolerância para as operações com manganês e seus compostos referente à extração, tratamento, moagem, transporte do minério, ou ainda a outras operações com exposição a poeiras do manganês ou de seus compostos é de até 5mg/m3 no ar, para jornada de até 8 (oito) horas por dia. 2. O limite de tolerância para as operações com manganês e seus compostos referente à metalurgia de minerais de manganês, fabricação de compostos de manganês, fabricação de baterias e pilhas secas, fabricação de vidros especiais e cerâmicas, fabricação e uso de eletrodos de solda, fabricação de produtos químicos, tintas e fertilizantes, ou ainda outras operações com exposição a fumos de manganês ou de seus compostos é de até 1mg/m3 no ar, para jornada de até 8 (oito) horas por dia. INSALUBRIDADE : 40% 78 ANEXO 12 LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA POEIRAS MINERAIS SÍLICA LIVRE CRISTALIZADA 1. O limite de tolerância, expresso em milhões de partículas por decímetro cúbico, é dado pela seguinte fórmula: L.T. 8,5 mppdc milhões de partículas por decímetro cúbico quartzo 10 Esta fórmula é válida para amostras tomadas com impactador impinger no nível da zona respiratória e contadas pela técnica de campo claro A percentagem de quartzo é a quantidade determinada através de amostras em suspensão aérea INSALUBRIDADE 0 2. O limite de tolerância para poeira respirável, expresso em mg m3 , é dado pela seguinte fórmula: L.T. 8 mg m3 quartzo 2 ANEXO 12 - LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA POEIRAS MINERAIS SÍLICA LIVRE CRISTALIZADA 4. O limite de tolerância para poeira total (respirável e não - respirável), expresso em mg/m3, é dado pela seguinte fórmula: L.T. = 24 mg/m3 % quartzo + 3 INSALUBRIDADE : 40% ANEXO 13 AGENTES QUÍMICOS II INSALUBRIDADE10 ou 20 ou 0 Avaliação Qualitativa 1. Relação das atividades e operações envolvendo agentes químicos consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Excluam se desta relação as atividades ou operações com os agentes químicos constantes dos Anexos 11 e 12. ANEXO 12 AGENTES QUÍMICOS CARVÃO Insalubridade de grau máximo: Trabalho permanente no subsolo em operações de corte, furação e desmonte, de carregamento no local de desmonte, em atividades de manobra, nos pontos de transferência de carga e de viradores. Insalubridade de grau médio: Demais atividades permanentes do subsolo compreendendo serviços, tais como: operações de locomotiva, condutores, engatadores, bombeiros, madeireiros, trilheiros e eletricistas. Insalubridade de grau mínimo: Atividades permanentes de superfícies nas operações a seco, com britadores, peneiras, classificadores, carga e descarga de silos, de transportadores de correia e de teleférreos. MERCÚRIO Insalubridade de grau máximo: Fabricação e manipulação de compostos orgânicos de mercúrio. CROMO Insalubridade de grau máximo Fabricação de cromatos e bicromatos. Pintura a pistola com pigmentos de compostos de cromo, em recintos limitados ou fechados. Insalubridade de grau médio Cromagem eletrolítica dos metais. Fabricação de palitos fosfóricos à base de compostos de cromo preparação da pasta e trabalho nos secadores . Manipulação de cromatos e bicromatos. Pintura manual com pigmentos de compostos de cromo em recintos limitados ou fechados exceto pincel capilar . Preparação por processos fotomecânicos de clichês para impressão à base de compostos de cromo. Tanagem a cromo. ANEXO 14 AGENTES BIOLÓGICOS INSALUBRIDADE 20 OU 0 Avaliação Qualitativa ANEXO AGENTES BIOLÓGICOS Relação das atividades que envolvem agentes biológicos, a a a a a a a a a a a ã QUALITATIVA I a a GRAU MÁXIMO T a a a CON A O a pacientes em isolamento por doenças infecto contagiosas, bem como objetos de seu uso, não previamente esterilizados carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, couros, pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infecto contagiosas carbunculose, brucelose, tuberculose esgotos galerias e tanques e lixo urbano coleta e industrialização 84 INSALUBRIDADE : 20% ou 40% Não há limites de tolerância para agentes biológicos: não há avaliação QUANTITATIVA ANEXO 1 AGENTES BIOLÓGICOS 2 Insalubridade de GRAU MÉDIO 20 Trabalhos e operações em CONTATO permanente com pacientes animais ou com material infecto contagiante em hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana aplica se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes, bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes, não previamente esterilizados hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais aplica se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais contato em laboratórios, com animais destinados ao preparo de soro, vacinas e outros produtos laboratórios de análise clínica e histopatologia aplica se tão só ao pessoal técnico gabinetes de autópsias, de anatomia e histoanatomopatologia aplica se somente ao pessoal técnico cemitérios exumação de corpos estábulos e cavalariças e resíduos de animais deteriorados. ANEXO 1 AGENTES BIOLÓGICOS Súmula n do TST INSALUBRIDADE 20 ou 0 ATIVIDADE INSALUBRE CARACTERIZAÇÃO PREVISÃO NA NORMA REGULAMENTADORA N 15 DA PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO N 3 214 INSTALAÇÕES SANITÁRIAS conversão da Orientação Jurisprudencial n 4 da SBDI 1 com nova redação do item II Res 1 4 2014 DEJT divulgado em 21 22 e 23 05 2014 I Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo pericial para que o empregado tenha direito ao respectivo adicional, sendo necessária a classificação da atividade insalubre na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho. II A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios, enseja o pagamento de adicional de INSALUBRIDADE EM GRAU MÁXIMO, incidindo o disposto no Anexo 14 da NR 15 da Portaria do MTE n 3.214 78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano. 86