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MEDICINA - CADERNO 1-075-076

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Questões resolvidas

Depreende-se do texto que o amor romântico se caracteriza pela tensão entre: A ideais dos escritores medievais e dos escritores modernos. B expectativa do plano ideal e experiência no plano real. c sentimentos de profundo desejo e de tristeza. D anseio do público adulto e do público jovem.

A ideais dos escritores medievais e dos escritores modernos.
B expectativa do plano ideal e experiência no plano real.
c sentimentos de profundo desejo e de tristeza.
D anseio do público adulto e do público jovem.

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Questões resolvidas

Depreende-se do texto que o amor romântico se caracteriza pela tensão entre: A ideais dos escritores medievais e dos escritores modernos. B expectativa do plano ideal e experiência no plano real. c sentimentos de profundo desejo e de tristeza. D anseio do público adulto e do público jovem.

A ideais dos escritores medievais e dos escritores modernos.
B expectativa do plano ideal e experiência no plano real.
c sentimentos de profundo desejo e de tristeza.
D anseio do público adulto e do público jovem.

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AULA 14 Romantismo na Europa 75
André Capelão, autor da época (Tratado do amor cortês, ed. Martins Fontes), sintetiza esse amor como sendo uma “doença 
do pensamento”. Doença essa que podemos descrever como uma forma de obsessão em saber o que ela está pensando, 
o que ela está fazendo nessa exata hora em que penso nela, com o que ela sonha à noite, como é seu corpo por baixo da 
roupa que a veste, o desejo incontrolável de ouvir sua voz, de sentir seu perfume. Mas a doença avança: sentir o gosto da 
sua boca, beijá-la por horas a fio. 
Mas, quando em público, jamais deixe ninguém saber que se amam. Capelão chega a supor que desmaios femininos 
poderiam ser indicativos de que a infeliz estaria em presença de seu desgraçado objeto de amor inconfessável. A inveja dos 
outros pelos amantes, apesar de condenados à tristeza pela interdição sempre presente nas narrativas (casados com outras 
pessoas, detentores de responsabilidades públicas e privadas), se dá pelo fato que se trata de uma doença encantadora 
quando correspondida.
Nada é mais forte do que o desejo de estar com alguém a quem você se sente ligado, mesmo que a milhares de quilô-
metros de distância, sem poder trocar um único olhar ou toque com ela.
O erro dos modernos românticos teria sido a ilusão de que esses medievais imaginariam o amor romântico numa escala 
universal e capaz de conviver com um apartamento de dois quartos, pago em cem anos.
Não, o amor cortês seria algo que deveríamos temer justamente por seu caráter intempestivo e avassalador. Sempre 
fora do casamento, teria contra ele a condenação da norma social ou religiosa que, aos poucos, levaria as suas vítimas à 
destruição, psicológica ou física.
Para os medievais, um homem arrebatado por esse amor tomaria decisões que destruiriam seu patrimônio. A mulher 
perderia sua reputação. Ambos viriam, necessariamente, a morrer por conta desse amor, fosse ele em batalha, por obrigação 
de guerreiro, fosse fugindo do horror de trair seu melhor amigo com sua até então fiel esposa. Ela morreria eventualmente de 
tristeza, vergonha e solidão num convento, buscando a paz de espírito há muito perdida. A distância física, social ou moral, 
proibindo a realização plena desse desejo incessante como tortura cotidiana. 
O poeta mexicano Octavio Paz, que dedicou alguns textos ao tema, entendia que a literatura medieval descrevia o em-
bate entre virtude e desejo, sendo a desgraça dos apaixonados a maldição de ter que pôr medida nesse desejo (nesse amor 
fora do lugar), em meio à insuportável culpa de estar doente de amor.
Luiz Felipe Pondé. Folha de S.Paulo, 16 maio 2016. Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/colunas/ 
luizfelipeponde/2016/05/1771569-a-doenca-do-amor.shtml>. Acesso em: 21 set. 2016. (Adapt.).
Depreende-se do texto que o amor romântico se caracteriza pela tensão entre: 
A ideais dos escritores medievais e dos escritores modernos. 
B expectativa do plano ideal e experiência no plano real. 
c sentimentos de profundo desejo e de tristeza. 
D anseio do público adulto e do público jovem. 
Língua Portuguesa • Livro 1 • Frente 2 • Capítulo 4
I. Leia as páginas de 334 a 336.
II. Faça os exercícios de 1 a 6 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 5, 6 e 9.
Guia de estudos
MED_2021_L1_POR_F2.INDD / 24-09-2020 (16:17) / GISELE.BAPTISTA / PROVA FINAL MED_2021_L1_POR_F2.INDD / 24-09-2020 (16:17) / GISELE.BAPTISTA / PROVA FINAL
LíNGUA PoRTUGUEsA AULA 15 Romantismo: de Portugal ao Brasil76
FRENTE 2
AULA 15
Romantismo: de Portugal ao Brasil
 y O Romantismo português desenvolveu-se em um 
cenário conturbado, tanto do ponto de vista políti-
co como econômico. No início do século XIX, dois 
eventos foram decisivos na história de Portugal: a 
fuga da família real para o Brasil, devido à invasão 
napoleônica que motivou uma reação para livrar a 
nação portuguesa de uma difícil conjuntura; e a Inde-
pendência do Brasil, que ocasionou a perda de um 
importante mercado exportador.
 y As primeiras publicações de obras classificadas como 
românticas pelos críticos tradicionais constituíram o 
início de uma revolução literária. Diante de uma nova 
conjuntura social, amplia-se o público leitor e se ex-
pandem os meios de circulação.
 y Os escritores, além de se dedicarem à literatura, pas-
saram a exercer também uma função política à medida 
que disseminavam suas opiniões, suas aspirações e 
seus ideais em jornais e revistas do período.
 y As características do Romantismo no mundo se repe-
tem no Romantismo português: exaltação do caráter 
nacional, figura do herói, sentimentalismo e emoção 
em detrimento da razão. 
 y O início do Romantismo português se dá com a pu-
blicação do poema “Camões”, de Almeida Garrett. 
Além de poeta e romancista, Garrett atuou como 
dramaturgo, ensaísta, jornalista, orador, pedagogo, 
político, legislador e jurista, sendo, por isso, uma per-
sonalidade marcante que viveu momentos decisivos 
da história de Portugal.
 y Alexandre Herculano, autor de Eurico, o presbítero, 
foi outro escritor importante do Romantismo português. 
Sua formação cultural se deu em meio às instabilida-
des e incertezas das invasões francesas, chegando a 
participar de forma ativa nas questões políticas que afe-
tavam o seu país. As experiências de Herculano com a 
literatura tiveram início, sobretudo, na poesia, e se nota-
bilizou por introduzir o romance histórico em Portugal, 
gênero que veio a se tornar o principal guia das nar-
rativas do Romantismo português, sendo o patriotismo 
e o resgate ao passado as matérias que sustentam as 
inúmeras tendências e interesses do período.
 y camilo castelo Branco traduziu, em sua obra, os sen-
timentos da fase europeia de transição entre o arcaico 
modelo feudal e o Romantismo, a modernidade e as no-
vas estruturas sociais. Em sua produção literária, o autor 
procura se equilibrar entre a realidade de seu tempo 
e a antipatia que nutria em relação ao espírito burguês 
orientado ao lucro. Produziu narrativas passionais, ele-
vando ao extremo o sentimentalismo romântico. Entre 
essas narrativas, a mais famosa é Amor de perdição.
 y O Romantismo é um movimento especialmente im-
portante para a literatura brasileira, pois representa o 
momento em que surgiu a necessidade de definir uma 
identidade própria da nação recém-independente. 
É preciso ressaltar que a cultura e as estruturas so-
ciais historicamente estabelecidas em Portugal foram 
transpostas para o Brasil, mesmo que ainda de forma 
muito estranha aos padrões da sociedade europeia.
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Fig. 15 João Cristino da Silva, Cinco artistas em Sintra, 1855, óleo sobre tela, Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Lisboa, Portugal.
MED_2021_L1_POR_F2.INDD / 24-09-2020 (16:17) / GISELE.BAPTISTA / PROVA FINAL MED_2021_L1_POR_F2.INDD / 24-09-2020 (16:17) / GISELE.BAPTISTA / PROVA FINAL
	Frente 2 - Língua Portuguesa
	Aula 15 - Romantismo: de Portugal ao Brasil