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Introdução à Mecânica 47 III. Verdadeira. Por definição, o ponto material está em repouso em relação a um sistema de eixos cartesianos triortogonal, quando todas as três coordenadas, x, y e z, não variam com o tempo. IV. Falsa. Basta que uma das coordenadas de P varie com o tempo para que ele saia do repou- so e fique em movimento. 2. Uma grande avenida apresenta oito pistas de rola- mento para o tráfego de veículos, havendo um can- teiro de separação no meio delas. Em quatro pistas os carros andam da zona leste para a zona oeste e, nas outras quatro, da zona oeste para leste. 2 1 4 3 5 zona oeste zona leste 7 6 8 Com base na figura, podemos afirmar que: I. as oito pistas têm a mesma direção. II. as pistas 2 e 4 têm o mesmo sentido. III. as pistas 3 e 7 têm direções opostas. IV. as pistas 4 e 5 têm a mesma direção e senti- dos opostos. Estão corretas as afirmativas: a) I, II, III e IV. d) II e IV, apenas. b) I e II, apenas. e) II, III e IV, apenas. c) I, II e IV, apenas. 3. Imaginemo-nos fazendo uma viagem numa aero- nave que voa a 10 km de altura em movimento retilíneo e horizontal, a uma velocidade de 864 km/h em relação ao solo (Terra). a) Fixe um referencial no avião e responda: Qual é o estado cinemático dos demais passageiros sentados em suas poltronas? b) Para um referencial fixo no solo (na Terra), qual é a velocidade dos demais passageiros? c) Se a aeromoça, parada ao seu lado, deixar cair uma laranja, qual é a trajetória para um referencial fixo no avião? 4. Na figura temos quatro pontos materiais, A, B, C e D, que se movimentam em relação ao solo com velocidade de módulo v e sentido indicado por uma seta. Responda em cada caso qual é o estado cinemático do ponto material. a) A em relação a C. b) C em relação a D. c) B em relação a C. A v B C D v v v 5. No mapa de uma cidade observamos que seus quarteirões são retangulares e idênticos, medin- do 60 m × 80 m cada um. Um carteiro precisa entregar algumas correspondências e vai partir da posição P seguindo o seguinte roteiro: 60 m para oeste; 160 m para o norte; 120 m para o leste; 80 m para o sul; 120 m para o leste e, finalmente, 160 m para o norte. P80 m 60 m O L N S z A P t Traçando no mapa um segmento retilíneo de sua posição final até a posição inicial P, encontramos a distância: a) 360 m c) 280 m e) 180 m b) 300 m d) 240 m 6. Um vagão de trem, todo construído em acrílico transparente, estava parado numa estação. No interior desse vagão, um estudante estava rea- lizando um experimento com uma bolinha de chumbo que consistia em abandoná-la em queda livre e fotografá-la com flash estroboscópico obtendo fotos sucessivas de sua trajetória. Nesse mesmo intervalo de tempo, passou ao lado desse vagão um trem com velocidade constante e na janelinha de um dos vagões havia um físico que observava o experimento do estudante no inte- rior do vagão de acrílico. movimento l u Iz A u g u S t o r Ib E Ir o z A P t z A P t Capítulo 248 Como o experimento foi feito com uma bolinha de chumbo, no interior do vagão, a resistência do ar em nada interferiu. A figura que indica a trajetória da bolinha, como foi observada pelo físico do trem em movimento, é: a) b) c) d) e) Il u St r A ç õ ES z A Pt Exercícios de Aprofundamento 7. Um helicóptero em movimento retilíneo encon- tra-se sobre um carro conversível que viaja à mesma velocidade que aquele. Num dado ins- tante, uma bolinha de aço despenca do trem de pouso do helicóptero, caindo na direção do banco de passageiros do carro, que se encontra vazio. Desprezando a resistência do ar, analise cada afirmativa e responda verdadeiro ou falso. lu Iz A u g u St o r Ib EI r o I. Durante a queda, a bolinha permaneceu em repouso em relação ao carro. II. A trajetória da bolinha, relativamente ao heli- cóptero, é uma reta vertical. III. A trajetória da bolinha, relativamente ao heli- cóptero, é um arco de parábola. IV. O helicóptero está em repouso relativamente ao carro. São verdadeiras: a) todas as quatro alternativas. b) I e III apenas. c) II e IV apenas. d) I, II e III. e) II, III e IV. 8. Numa rodovia retilínea, com duas pistas parale- las, viajam dois carros com a mesma velocidade, estando um ao lado do outro. Os carros são con- versíveis e um passageiro do carro da esquerda e outro do carro da direita resolvem trocar entre si latinhas de refrigerante, fechadas e cheias. Como a velocidade dos carros é pequena, a resistência do ar pode ser desprezada. Muitas latinhas são lançadas com sucesso de um carro para o outro. Assinale a alternativa correta. a) O sucesso da troca se deu pelo fato de que os carros estavam em repouso absoluto e as lati- nhas foram lançadas facilmente de um carro para o outro. b) O sucesso da troca se deu pelo fato de que os carros estavam em repouso relativo, isto é, um em relação ao outro e as latinhas foram lançadas em movimento uniforme, adquirindo trajetórias retilíneas. c) O carro da esquerda estava em movimento relativo ao da direita, mas a perícia dos lan- çadores colaborou para o sucesso do evento. d) O carro da esquerda estava em repouso em relação ao da direita e vice-versa e isso faci- litou a troca de latinhas, que foram lançadas como se o carro vizinho estivesse parado ao seu lado. e) Para compensar o movimento dos carros, o lançador atirava um pouco mais à frente do outro veículo para que as latinhas caíssem exatamente no banco do outro carro. Capítulo 248 cAPÍTuLO 3Velocidade escalar Velocidade escalar 49 1. Velocidade escalar média Na grande maioria dos casos do cotidiano, os movimentos ocorrem num único sentido. Desse modo, vamos apresentar uma defi nição particular de velocidade es- calar média que atenda a esses casos. Consideremos uma partícula percorrendo uma trajetória que pode ser retilínea ou cheia de curvas. Durante o seu movimento, a partícula poderá percorrer alguns trechos com maior rapidez e outros com menor rapidez (intuitivamente, diríamos: “com alta ou com baixa velocidade”). Poderá, inclusive, dar uma paradinha tempo- rária em algum ponto da trajetória. A movimento P d B z A P T Figura 1. Consideremos o trecho compreendido entre A e B (fi g. 1) e tomemos as seguin- tes medidas: • Δt: intervalo de tempo decorrido para que a partícula (P) vá de A até B. Esse tempo é contado a partir do instante em que ela passa por A até o instante em que ela chega a B. • d: distância percorrida pela partícula desde A até B. Devem-se levar em conta as possíveis curvas existentes na trajetória. Trata-se, portanto, da medida efe- tiva da distância percorrida pela partícula móvel. Em resumo, é a medida do comprimento da curva AB. Defi nimos velocidade escalar média como o quociente entre a distância percorri- da d e o intervalo de tempo Δt. v m = d Δt A velocidade escalar média corresponde à velocidade escalar a ser mantida constante durante todo o trajeto AB para que o móvel o percorra no mesmo intervalo de tempo Δt. 1. Velocidade escalar média 2. Velocidade escalar instantânea 3. Movimentos simultâneos 4. O eco 5. Vazão e velocidade de um líquido numa tubulação 6. A abscissa na trajetória 7. Generalizando a defi nição de velocidade escalar média 8. Equação horária de um movimento (posição × tempo) 9. Velocidade escalar instantânea – uma defi nição rigorosa 10. Movimento progressivo e retrógrado 3