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Capítulo 486 Exercícios de Aprofundamento 48. Uma partícula, dotada de velocidade escalar constante igual a 5,0 m/s, percorre uma trajetó- ria retilínea em que foram definidas duas posi- ções, A e B. Ela passou pela posição A no instante t 1 = 3,0 s e por B no instante t 2 = 9,0 s. a) Faça o diagrama horário da velocidade, anotando no eixo do tempo os valores citados. b) Usando a propriedade gráfica, determine a distância entre A e B. 49. Um ponto material tem movimento uniforme e o diagrama horário das posições é dado na figura a seguir. Exercícios de Aplicação 50. (OBF-Brasil) Numa corrida internacional de atle- tismo, o atleta brasileiro estava 25 m atrás do favorito, o queniano Paul Tergat, quando, no fim da corrida, o brasileiro reage, imprimindo uma velocidade escalar constante de 8,0 m/s, ultra- passando Tergat e vencendo a prova com uma vantagem de 75 m. Admitindo-se que a velocidade escalar de Tergat se manteve constante e igual a 5,5 m/s, calcule qual o intervalo de tempo decor- rido desde o instante em que o brasileiro reagiu até o instante em que cruzou a linha de chegada. Admita que ambos descrevem trajetórias retilí- neas e paralelas. 5,5 m/s queniano 8,0 m/s 25 m brasileiro 51. (UE-RJ) Um foguete persegue um avião, ambos com velocidades constantes e mesma direção. Enquanto o foguete percorre 4,0 km, o avião percorre apenas 1,0 km. Admita que, em um instante t 1 , a distância entre eles é de 4,0 km e que, no instante t 2 , o foguete alcança o avião. No intervalo de tempo t 2 – t 1 , a distância percorrida pelo foguete, em quilômetros, corresponde apro- ximadamente a: a) 4,7 b) 5,3 c) 6,2 d) 8,6 52. (Fuvest-SP) Dois carros percorrem uma pista circular, de raio R, no mesmo sentido, com veloci- dades de módulos constantes e iguais a V e 3V. O tempo decorrido entre encontros sucessivos vale: a) πR 3V b) 2πR 3V c) πR V d) 2πR V e) 3πR V 53. No Pão de Açúcar, Rio de Janeiro, temos o famoso bondinho suspenso que leva os turistas para o pico do morro. Dois cabos de aço paralelos correm em sentidos contrários, com uma mesma velocida- de de módulo 36 km/h. A foto mostra os bondi- nhos quando vão se cruzar no meio do caminho. Tendo cada bondinho uma largura de 6,0 m e um comprimento de 8,0 m, pergunta-se: a) Por quanto tempo um passageiro que está na janela de um dos bondinhos vê o outro à sua frente, durante o cruzamento? b) Um turista, no pico do Pão de Açúcar, assiste ao cruzamento dos dois bondinhos. Quanto tempo dura o cruzamento? 54. Um viajante perdeu o trem e correu atrás dele para tentar pegá-lo. Felizmente, a velocidade do trem era baixa. A figura mostra o instante em que o homem alcançou o trem. Nesse mesmo ins- tante um carro também o alcançou. Todos os três vão seguir suas trajetórias retilíneas e paralelas em movimento uniforme. 86 Capítulo 4 9,0 s (cm) 6,0 3,0 0 2,0 4,0 6,0 t (s) a) Calcule a velocidade escalar e esboce o gráfico velocidade × tempo. b) Usando a propriedade gráfica, determine o deslocamento escalar entre os instantes 2,0 s e 5,0 s. c) Classifique o movimento em retrógrado ou progressivo. l u Iz A u g u S t o r Ib E Ir o C á S S Io V A S C o N C E l o S /S A m b A p h o t o Movimento uniforme (MU) 87 2v v v A 2L 2L L carro 1 carro 2 (v 1 ) (v 2 )v A velocidade escalar do trem é v, a do homem 2v e a do carro v A . No instante em que o homem ultrapassa o trem, o carro também o ultrapassa. Determine, para um referencial no solo: a) A distância percorrida pelo viajante desde o ins- tante em que alcançou o trem até ultrapassá-lo. b) A velocidade escalar do automóvel. 55. Dois carros, em movimento uniforme, trafegam numa estrada retilínea horizontal em sentidos opostos. Quando estão próximos de se cruzarem, um objeto estranho, em forma de disco, voando numa altitude muito baixa, numa direção parale- la à estrada, passa sobre eles. O motorista do carro 1 rapidamente avalia a velo- cidade escalar do objeto em 6,0 m/s. No carro 2, o outro motorista também faz a avaliação da velocidade e conclui que é 20 m/s. Admitindo que ambos tenham acertado, podemos concluir que o módulo da velocidade relativa do carro 1 em relação ao carro 2 é, aproximadamente: a) 26 m/s d) 13 m/s b) 20 m/s e) 7,0 m/s c) 14 m/s 56. Os diagramas de posição × tempo abaixo refe- rem-se aos movimentos dos móveis A e B sobre uma mesma trajetória retilínea. x (m) 22 10 16 0 2,0 t (s) Figura b. Móvel B. Analisando os diagramas horários, podemos con- cluir que os móveis se deslocam: a) no mesmo sentido, sendo que o móvel A deve- rá alcançar o móvel B. b) no mesmo sentido, sendo que o móvel B deve- rá alcançar o móvel A. c) em sentidos opostos, mas, devido à posição inicial, eles não deverão se cruzar. d) em sentidos opostos e deverão se encontrar no instante t = 3,0 s na posição x = 28 m. e) em sentidos opostos e deverão se encontrar no instante t = 4,0 s na posição x = 24 m. 57. Dois móveis, A e B, deslocam-se sobre uma mesma trajetória retilínea. Suas posições são dadas pelo gráfico que se segue. O instante de encontro dos dois ocorreu em t = 4,0 s. A velocidade de A em relação a B tem módulo igual a: a) 1,0 m/s b) 2,0 m/s c) 3,0 m/s d) 4,0 m/s e) 5,0 m/s 58. (U. F. São Carlos-SP) Um navio é responsável por verificar a energia mareomotriz de determinada região da costa. Na coleta de informações, o timoneiro traça uma rota rumo ao continente. Algum tempo depois, na cabine do capitão, um alarme alerta para as leituras feitas automatica- mente pelo sonar, que mostram a rápida diminui- ção da profundidade do leito oceânico. Profundidade (m) 17 15 13 11 Instante (s) 0 15 30 45 Supondo que a inclinação do leito oceânico seja constante e sabendo que a quilha da embarcação está 3 m abaixo da linha-d’água, se nenhuma atitude for imediatamente tomada, o encalhe irá ocorrer entre os instantes: a) 1,0 minuto e 1,5 minuto. b) 1,5 minuto e 2,0 minutos. c) 2,0 minutos e 2,5 minutos. d) 2,5 minutos e 3,0 minutos. e) 3,0 minutos e 3,5 minutos. x (m) 20 A B 12 0 4,0 t (s) 3 mquilha x (m) 40 20 0 5,0 t (s) Figura a. Móvel A. 87Movimento uniforme (MU) l l u Iz A u g u S t o r Ib E Ir o CaPÍTuLo 5Movimento uniformemente variado (MUV) Capítulo 588 1. Aceleração escalar média 2. Equação dimensional da aceleração 3. Aceleração escalar instantânea 4. Movimento acelerado e movimento retardado 5. Os sinais algébricos da aceleração escalar e da velocidade escalar 6. Movimento uniformemente variado (MVU) 7. A velocidade escalar no MUV 8. Posição do móvel em função do tempo 9. Inversão de sentido do movimento 10. Equação de Torricelli 11. Cálculo do deslocamento escalar a partir do diagrama horário da velocidade 12. A equação horária da posição (demonstração) 13. A velocidade escalar média no MUV Estudamos até aqui o movimento uniforme, aquele em que a velocidade escalar permanece constante e diferente de zero. No entanto, em nosso cotidiano, a velocida- de escalar de uma grande quantidade de movimentos varia com o tempo. Neste capí- tulo, vamos estudar esses movimentos, que denominaremos movimentos variados. toda vez que um movimento apresentar variação de velocidade, diremos que houve aceleração. Nos movimentos variados temos, portanto, uma aceleração escalar. Esta pode- rá ser medida num dado intervalo de tempo, a aceleração escalar média, ou num dado instante, a aceleração escalar instantânea. 1. aceleração escalar média Consideremos uma partícula em movi- mento (fi g. 1), que apresenta as seguintes velocidades escalares: • no instante t 1 , velocidade escalar v 1 ; • no instante t 2 , velocidade escalar v 2 . A aceleração escalar média (α m ) dessa partícula, entre os dois instantes consi- derados, é defi nida por: α m = Δv Δt ⇒ α m = v 2 – v 1 t 2– t 1 2. Equação dimensional da aceleração Lembrando que: [v] = L t podemos escrever: [α] = L t t = L t2 = L · t–2 unidades de aceleração A unidade de aceleração será a unidade de comprimento dividida pela unidade de tempo ao quadrado. No si, a unidade de aceleração é m/s2 ou, então, m ∙ s–2, mas podemos citar ainda outras, tais como: cm s2 ; km h2 ; mm s2 ; m min2 , etc. z A P t v 2 (t 2 ) v 1 (t 1 ) Figura 1. 5