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Algumas aplicações das leis de Newton 239 C a força normal F N (fig. 19), cujo sentido é para baixo. Assim, a força resultante sobre C é a soma de F N com o peso P de C. Pela Segunda lei de Newton, temos: F N + P = m · |a| tomando como referencial o elevador, tudo se passa como se dentro dele tivesse aparecido uma aceleração adicional – a (fig. 20) de modo que a gravidade aparente é g', dada por: g' = g – a Como |a| > |g|, o sentido de g' é para cima. Assim, para um observador dentro do elevador, os corpos “caem para cima”. –a g' = g – a g Figura 20. F N P C Figura 19. Exercícios de Aplicação 1. Consideremos uma balança de molas fixa no piso de um elevador, numa região onde g = 10 m/s2. Sobre a balan- ça está um indivíduo de massa m = 50 kg. Determine a marcação da balança nos seguintes casos: a) o elevador está em repouso; b) o elevador está descendo com movimento uniforme; c) o elevador está subindo com movimento acele- rado, cuja aceleração tem módulo a = 2,0 m/s2; d) o elevador está descendo com movimento acele- rado, cuja aceleração tem módulo a = 4,0 m/s2; e) o elevador está subindo com movimento retar- dado, cuja aceleração tem módulo a = 3,0 m/s2; f) o elevador está descendo com movimento retar- dado, cuja aceleração tem módulo a = 6,0 m/s2. 2. Um corpo de massa 4,0 kg está pendurado num dinamômetro fixo no teto de um elevador, numa região onde g = 10 m/s2. Uma pessoa, dentro do elevador, observa que o ponteiro do dinamômetro assinala 48 N. 48 0 Responda: a) Com essa informação, é possível determinar se o elevador está subindo ou descendo? b) Quais são os movimentos possíveis? c) Qual o módulo da aceleração do elevador? 3. Um elevador desce acelerado com ace- leração de módulo 1,00 m/s2. No instante t = 0, uma lâmpada L, que estava 1,62 m acima do piso do ele- vador, se desprende. Sabendo que g = 10,0 m/s2, determine o instante em que a lâmpada atinge o piso do elevador. Exercícios de Reforço 4. (U. F. Uberlândia-MG) Um elevador tem uma balança no seu assoalho. Uma pessoa de massa m = 70 kg está sobre a balança conforme a figura. Adote g = 10 m/s2. Julgue os itens a seguir: I. Se o elevador subir acelerado com aceleração constante de 2 m/s2, a leitura da balança será 840 N. II. Se o elevador descer com velocidade constan- te, a balança indicará 700 N. III. Se o elevador descer retardado com aceleração constante de 2 m/s2, a leitura da balança será 840 N. 1,62 m a v gL Il u St R A ç õ ES : zA Pt Il u St R A ç õ ES : lu Iz A u g u St O R Ib EI R O Capítulo 13240 Il u St R A ç õ ES : zA Pt IV. Rompendo-se o cabo do elevador e ele caindo com aceleração igual à da gravidade, a balan- ça indicará zero. V. Se o elevador descer acelerado com aceleração constante de 2 m/s2, a leitura da balança será 560 N. São corretos: a) apenas I, II e III d) apenas I, II, IV e V b) apenas I, II e IV e) I, II, III, IV e V c) apenas I, III e IV 5. (Fuvest-SP) Um avião com velocidade constante e horizontal, voando em meio a uma tempestade, repentinamente perde altitude, sendo tragado para baixo e permanecendo com aceleração cons- tante vertical de módulo a > g, em relação ao solo, durante um intervalo de tempo Δt. Pode-se afirmar que, durante esse período, uma bola de futebol que se encontrava solta sobre uma pol- trona desocupada: a) permanecerá sobre a poltrona, sem alteração de sua posição inicial. b) flutuará no espaço interior do avião, sem aceleração em relação ao mesmo, durante o intervalo de tempo Δt. c) será acelerada para cima, em relação ao avião, sem poder se chocar com o teto, independen- temente do intervalo de tempo Δt. d) será acelerada para cima, em relação ao avião, podendo se chocar com o teto, dependendo do intervalo de tempo Δt. e) será pressionada contra a poltrona durante o intervalo de tempo Δt. 6. (ITA-SP) Dentro de um elevador em queda livre num campo gravitacional g, uma bola é jogada para baixo com velocidade v de uma altura h. Assinale o tempo previsto para a bola atingir o piso do elevador. (Sugestão dos autores: Suponha que v seja a velocidade inicial da bola em relação ao elevador.) a) t = v g d) t = ( v2 + 2gh – v) g b) t = h v e) t = ( v2 – 2gh – v) g c) t = 2h g 7. Vimos que a marcação de uma balança do tipo usado em farmácias, dentro de um elevador, pode ser alterada se o elevador movimentar-se com aceleração não nula. Suponhamos agora que levemos para dentro do elevador uma balança de braços iguais. Se usarmos essa balança para medir massas de corpos, essas medidas serão influencia- das pelo movimento do elevador? A B 2. Polia fixa Vamos agora analisar o sistema esquematizado na figura 21, em que dois blocos, A e B, são ligados às extremidades de um fio ideal, que pas- sa por uma polia (pequena roda) que pode girar em torno do eixo E. Se os blocos tiverem a mesma massa, o sistema ficará em equilíbrio. Mas, se as massas de A e B forem diferentes, os blocos terão movimentos com aceleração. Apenas para fixar as ideias, vamos supor que m A > m b . Desse modo, se abandonarmos o sistema em repouso, a tendência será o bloco A descer e o bloco B subir. Como o fio é ideal, portanto inextensível, os dois blocos terão acelerações de mesmo módulo, a; a diferença é que um estará subindo e o outro descendo. Na figura 22 fazemos um esquema detalhado das forças em A e B. T A é a intensidade das forças entre o fio e o bloco A, e T b é a intensidade das forças entre o fio e o bloco B. Mesmo o fio sendo ideal, se a massa da polia não for desprezível ou se houver atrito no eixo, os valores de T A e T b serão diferentes. Assim, para simplificar o problema, iremos supor que, além de o fio ser ideal, a polia tem massa desprezível e não há atrito no eixo em torno do qual a polia gira (polia ideal). Com essas hipóteses, podemos supor t A = t b = t (fig. 23). Na realidade, em geral usaremos o esquema simplificado da figura 24, no qual estão assinaladas as forças que atuam nos blocos. Figura 21. A B E T A T A T B T B P A P B A B E Figura 22. a B a A T T T T P A P B A B E Figura 23. T T P A P B A B E Figura 24. Algumas aplicações das leis de Newton 241 1ª.) Supondo P A > P B , ao abandonarmos o sistema em repouso, o corpo B deve subir em movimento acelerado e A deve descer em movimento acelerado. No entanto, pode ocorrer o caso em que o corpo B recebe um impulso inicial para baixo. Nesse caso, de início teríamos B descendo em movimento retardado e A subindo em movimento retardado, até o instante em que ambos os corpos atingissem velocidade nula. A partir desse instante, B subiria com movimento acelerado e A desceria com movimento acelerado. Porém, nos dois casos, as acelerações vetoriais a A e a B teriam os sentidos indicados na figura 23. 2ª.) A força exercida pelo fio sobre a polia tem intensidade igual a 2T apenas no caso em que os dois ramos do fio são paralelos. No entanto, conforme veremos nos exercícios, há casos em que os dois ramos não são paralelos (fig. 27). Nesses casos, a força F exercida pelo fio sobre a polia deve ser obtida pela regra do paralelogramo (fig. 28). Aplicando a Segunda lei de Newton a cada bloco separadamente, temos: bloco A → P A – t = m A · a 1 bloco B → t – P b = m b · a 2 Resolvendo o sistema formado pelas equações 1 e 2 , obtemos os valores de T e a. um fato interessante a destacar é que, se adicionarmos membro a membro as equa- ções 1 e 2 , obteremos: P A – P b = (m A + m b ) · a 3 Observando a equação 3 , percebemos que o cálculo da aceleração poderia ser feito imaginando o sistema “esticado”, como na figura 25, puxado pelas forças P A e P b ; a massa total do sistema seria: m = m A + m b . Depois de obtido o valor de a, substituímos esse valor na equação 1 ou na equação 2 ‚ para obtermoso valor de T. Na figura 26a reproduzimos parte da figura 23. Observando essa figu- ra, percebemos que a força exercida pelo fio (ou pelo sistema “fio + corpo A + + corpo B“) sobre a polia tem intensidade igual a 2t (fig. 26b). m = m A + m B P B P A A B Figura 25. T T 2T Figura 26. (a) (b) C T ≅ P T ≅ P P v constante (a) T ≅ P 2 2T ≅ P I II C P (b) 4T ≅ P 2T 2T T ≅ P 4 T T C P (c) Figura 29. Uma utilidade para as polias As polias podem ser usadas, por exemplo, para levantar objetos, mas isso pode ser feito de vários modos. Consideremos primeiramente a figura 29a. z A P t z A P t TT θ Figura 27. F T θ T Figura 28. obsERvAçõEs lu Iz A u g u S t O R Ib E IR O