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Dilatação térmica 41 Exercícios de Reforço 39. (UF-AL) Uma esfera de aço cujo coeficiente de dilatação linear é 1,0 · 10–5 °C–1 passa, sem nenhuma folga, por um orifício circular feito numa chapa de zinco, cujo coeficiente de dila- tação linear é 2,5 · 10–5 °C–1, estando ambas à temperatura ambiente. Considere as afirmações seguintes: I. Elevando de 30 °C a temperatura da esfera e da chapa, a esfera continuará passando, sem nenhuma folga, pelo orifício. II. Aquecendo apenas a chapa, a esfera passará com folga pelo orifício. III. Resfriando ambas de 25 °C, a esfera não mais passará pelo orifício. É correto o que se afirma somente em a) I c) III e) II e III b) II d) I e II 40. (UF-SC) Um aluno de ensino médio está projetan- do um experimento sobre a dilatação dos sólidos. Ele utiliza um rebite de material A e uma placa de material B, de coeficientes de dilatação tér- mica, respectivamente, iguais a αA e αB. A placa contém um orifício em seu centro, conforme indicado na figura. O raio RA do rebite é menor que o raio RB do orifício e ambos os corpos se encontram em equilíbrio térmico com o meio. placa B R A R B A rebite Assinale a(s) proposição(ões) correta(s): 01. Se αA > αB, a folga irá aumentar se ambos forem igualmente resfriados. 02. Se αA > αB, a folga ficará inalterada se ambos forem igualmente aquecidos. 04. Se αA < αB e aquecermos apenas o rebite, a folga aumentará. 08. Se αA = αB, a folga ficará inalterada se ambos forem igualmente aquecidos. 16. Se αA = αB, e aquecermos somente a placa, a folga aumentará. 32. Se αA > αB, a folga aumentará se apenas a placa for aquecida. 7. Dilatação térmica dos líquidos Quando aquecidos, os líquidos em geral se dilatam e a lei da dilatação é idêntica à que foi estabelecida para os sólidos. Assim, sendo V i o volume inicial do líquido e Δθ a variação de temperatura sofrida, a variação de volume ΔV é dada por: ΔV = γ · V i · Δθ A constante de proporcionalidade γ é denominada coeficiente de dilatação real do líquido, apresentando a mesma unidade que os demais coeficientes de dilatação, isto é, o recíproco da unidade de temperatura (ºC–1, ºF–1, K–1). Lembrando que a variação de volume é a diferença entre o volume final e o volume inicial (ΔV = V f – V i ) vem: V f – V i = γ · V i · Δθ V f = V i + γ · V i · Δθ V f = V i (1 + γ · Δθ) 1 O termo (1 + γ · Δθ) é o binômio de dilatação real do líquido para a variação de temperatura Δθ. No entanto, os líquidos não apresentam forma própria. Por isso, a análise do com- portamento térmico de um líquido é feita estando ele contido num recipiente sólido. Isso evidentemente complica a determinação da dilatação dos líquidos, uma vez que o recipiente também se dilata. z A P t Capítulo 242 De modo geral, os líquidos se dilatam mais que os sólidos. Por isso, se um recipiente estiver cheio de líquido até a borda, um aumento na temperatura acarreta transbordamento do líquido. Para efeito de compa- ração, a tabela ao lado fornece o coeficiente de dilatação real de alguns líquidos. A cada temperatura θ f corresponde um volume V f do líquido: V f = V i [1 + γ (θ f – θ i )] O gráfico de V f em função de θ f está indicado na figura 10. V i θ i θ f θ f V f V f Figura 10. Gráfico do volume final do líquido × temperatura. Líquido γ (°C–1) mercúrio 1,82 · 10–4 glicerina 5,3 · 10–4 ácido sulfúrico 5,6 · 10–4 petróleo 9,0 · 10–4 álcool etílico 1,10 · 10–3 bissulfeto de carbono 1,14 · 10–3 benzina 1,18 · 10–3 tolueno 1,20 · 10–3 gasolina 1,20 · 10–3 éter 1,60 · 10–3 Tabela 2. Exercícios de Aplicação 41. Um recipiente contém 200 cm3 de álcool à tempe- ratura de 30 °C. Qual será o volume ocupado por esse álcool à temperatura de 50 °C? O coeficiente de dilatação cúbica do álcool é γ = 1,1 · 10–3 °C–1. Resolução: temperatura inicial: θ i = 30 °C; temperatura final: θ f = 50 °C; volume inicial: V i = 200 cm3 γ = 1,1 · 10–3 °C–1 Δθ = θ f – θ i = 20 °C Sendo V f o volume final e ΔV a variação de volu- me, temos: V f – V i = ΔV = V i · γ · Δθ = (200) (1,1 · 10–3)(20) ou ΔV = 4,4 cm3 Portanto: V f = V i + ΔV ⇒ V f = 204,4 cm3 42. Um frasco contém 150 cm3 de mercúrio, à tem- peratura inicial de 80 °C. Qual o volume ocu- pado pelo mercúrio à temperatura de 280 °C? O coeficiente de dilatação cúbica do mercúrio é γ = 18 · 10–5 °C–1. 43. Um recipiente de vidro, de volume interno V i = 800 cm3 está completamente cheio de mercú- rio, estando o conjunto à temperatura de 20 °C. Calcule o volume de mercúrio que extravasa do frasco quando o conjunto é aquecido até que sua temperatura atinja 70 °C. São dados os coe- ficientes de dilatação cúbica do vidro (γ V ) e do mercúrio (γ M ): γ V = 27 · 10–6 °C–1, γ M = 180 · 10–6 °C–1 Resolução: temperatura inicial: θ i = 20 °C; temperatura final: θ f = 70 °C Δ θ = θ f – θ i = 50 °C O vidro e o mercúrio têm o mesmo volume inicial (V i = 800 cm3). Sendo ΔV V a variação de volume do vidro e ΔV M a variação de volume do mercúrio, o volume de mercúrio extravasado (ΔV) é dado por: ΔV = ΔV M – ΔV V 1 V i V i θ i θ f ΔV Mas ΔV M = V i · γ M · Δθ e ΔV V = V i · γ V · Δθ Substituindo em 1 , obtemos: ΔV = V i · γ M · Δθ – V i · γ V · Δθ ou ΔV = V i · Δθ (γ M – γ V ) Assim: ΔV = (800)(50)(180 · 10–6 – 27 · 10–6) ΔV = 6,12 cm3 z A P t Dilatação térmica 43 44. Uma garrafa de alumínio de volume interno 500 cm3 está totalmente cheia com líquido de coeficiente de dilatação cúbica igual a 120 · 10–6 °C–1, estando o conjunto à temperatura de 40 °C. Sabendo que o coeficiente de dilatação cúbica do alumínio é igual a 72 · 10–6 °C–1, calcule o volume de líquido que extravasa da garrafa quando o conjunto é aquecido até a temperatura de 240 °C. 45. À temperatura de 20 °C enche-se um frasco de vidro com 2 000 cm3 de um líquido. Ao se aquecer o conjunto a 170 °C, extravasam 12 cm3 de líquido. Calcule o coeficiente de dilatação cúbica do líquido, sabendo que o do vidro é igual a 27 · 10–6 °C–1. 46. Consideremos um frasco de vidro de volume interno 600 cm3 à temperatura de 10 °C. Sabendo que o coeficiente de dilatação cúbica do vidro é 27 · 10–6 °C–1 e o do mercúrio, 180 · 10–6 °C–1, cal- cule o volume de mercúrio que devemos colocar no frasco de vidro, a 10 °C, de modo que o volume da parte vazia não se altere ao variar a temperatura. Resolução: volume inicial do frasco: VFi = 600 cm 3 volume inicial do mercúrio: VMi = ? coeficiente de dilatação cúbica do frasco: γF = 27 · 10 –6 °C–1 coeficiente de dilatação cúbica do mercúrio: γM = 180 · 10 –6 °C–1 Para que o volume da parte vazia fique constan- te, a variação de volume do frasco (ΔVF) deve ser igual à variação de volume do mercúrio (ΔVM): ΔVF = ΔVM 1 Mas ΔVF = VFi · γF · Δθ e ΔVM = VMi · γM · Δθ Substituindo em 1 , obtemos: VFi · γF · Δθ = VMi · γM · Δθ ou VMi = γF γM · VFi Assim: VMi = 27 · 10–6 180 · 10–6 · 600 ⇒ VMi = 90 cm 3 47. Uma garrafa de aço tem volume interno igual a 1 000 cm3, à temperatura de 20 °C. Sabendo que os coeficientes de dilatação cúbica do aço e do mer- cúrio são, respectivamente, iguais a 36 · 10–6 °C–1 e 180 · 10–6 °C–1, calcule o volume de mercúrio que devemos colocar na garrafa, a 20 °C, de modo que o volume da parte vazia não se altere ao variar a temperatura. 48. Dentro de um tubo em U disposto verticalmente, coloca-se um líquido de coeficiente de dilatação cúbica γ. Um dos braços do tubo é envolvido por um banho de gelo fundente à temperatura θ0 = 0 °C e o outro braço é envolvido por um banho de água à temperatura θ = 20 °C, como ilustra a figura. Desse modo, as alturas das colunas líquidas nos dois ramos verticais do tubo ficam diferentes: no ramo à temperatura θ0, a altura é h0 = 80,0 cm e, no ramo à temperatura θ, a altura é h = 82,0 cm. Calcule o va- lor de γ. Resolução: θ0 = 0 ºC; h0 = 80,0 cm; θ = 20ºC; h = 82,0 cm Δθ = θ – θ0 = 20 °C Devido à diferença de temperatura, as densida- des do líquido nos dois ramos verticais do tubo são diferentes. Seja d0 a densidade do líquido à temperatura θ0 e seja d a densidade do líquido à temperatura θ. Como sabemos do estudo da Hidrostática, se o líquido dentro do tubo está em equilíbrio, devemos ter: d0h0 = dh 1 Por outro lado, já vimos que: d = d0 1 + γ · Δθ 2 Substituindo 2 em 1 , obtemos: d0h0 = d0 1 + γ · Δθ h donde γ = h – h0 h0 · Δθ Assim: γ = 82,0 – 80,0 80,0 · 20 ⇒ γ = 1,25 · 10 –3 °C–1 ObsERvAçãO Como podemos observar, foi possível calcular o coeficiente de dilatação cúbica do líquido, sem conhecer o coeficiente de dilatação do material de que é feito o tubo. 49. A figura representa um líquido dentro de um tubo em U disposto verticalmente, estando os dois braços verticais envolvidos por banhos a temperaturas diferentes: θ1 = 20 °C e θ2 = 60 °C. Desse modo, as alturas das colunas líquidas nos dois braços verticais do tubo são h1 = 60,0 cm e h2 = 61,2 cm. Calcule o coeficiente de dilatação cúbica do líquido. h 1 h 2 θ 1 θ 2 h 0 h θ 0 θ IL U St r A ç õ ES : zA Pt