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Dilatação Gástrica (ou Timpanismo) ➢ Primária: ingestão de alimentos que fermentam com facilidade ou de água gelada, fria em jejum ou após exercícios; ➢ Secundária: processos obstrutivos do piloro (estenoses, gasterófilos) ou refluxo por obstruções intraluminais do I. D. ou casos de DJP. Dilatação Gástrica (ou Timpanismo) ➢ Primária: Anamnese revela início súbito, em geral 1 – 2 horas após refeição com alimento concentrado; ➢ Secundária: Anamnese com informações semelhantes aos casos primários (estenose, p.ex.) ou inicialmente ausente, mas se instalando mais rápido (DJP, p.ex.). Dilatação Gástrica ➢ Sinais, sintomas e achados clínicos: 1. Dor contínua de grau moderado a severo. 2. Frequências cardíaca e respiratória elevadas. 3. Sudorese intensa; mucosas conjuntivas e gengival progressivamente congestas (“cor de tijolo”) ; elevação progressiva do T.P.C. Dilatação Gástrica ➢ Sinais, sintomas e achados clínicos: 1. Desidratação em graus variados; 2. Passagem da sonda nasogástrica => presença líquido, restos alimentares e/ou gás. ➢ Quando primária => pH ácido (↓7,0). ➢ Quando secundária => pH alcalino ( 7,0). ➢ Verificação do pH => diagnóstico diferencial. Dilatação Gástrica ➢ Tratamento: ➢ Primária: 1. Passar a sonda nasogástrica (analgesia) realizando a remoção do conteúdo (lavar com água morna) e realizar procedimentos para recuperação da motilidade progressiva do intestino: a) Produto anti-fermenticível via sonda. b) Fluidoterapia IV + Cálcio IV. + metoclorpramida IV. Dilatação Gástrica ➢ Tratamento: ➢ Secundária: melhorar e estabilizar as condições clínicas do paciente (corrigir a desidratação e os efeitos da endotoxemia) e encaminhar para local com centro cirúrgico, sempre sondado (casos com obstrução). Introdução Potros (neonatos e com idade entre 1 – 2 anos) e adultos (atletas de alta performance). Diferentes aspectos clínicos e econômicos conforme idade. Pode ser uma afecção primária ou secundária. Lesões localizadas no estômago, mas também na porção inicial do duodeno. Fisiologia do estômago Secreção de ácido hidroclorídrico (HCL) é continua => alimentação regular, com intervalos curtos => queda pH com interrupção da alimentação. Equino com 400 kg de peso = 1,25 litros /h 2,3 litros /h com estímulo. Fisiologia do estômago Estímulos à secreção: enzimáticos, exercício, estresse físico, alimentação. Fatores de proteção: muco gástrico, bicarbonato, prostaglandina E2, fluxo sanguíneo, somatostatina, fator de crescimento epidérmico (FCE). Patogênese Lesões na mucosa aglandular são resultado de acidez excessiva e lesões na mucosa glandular são o resultado de diminuição dos mecanismos de defesa. Desequilíbrio entre fatores agressores e protetores da mucosa gástrica => desencadeamento das crises. Esvaziamento gástrico diminuído => incidência de úlcera. Lesões Manejo nutricional incorreto (períodos prolongados de jejum), agentes infecciosos (Campilobacter), estresse, afecções (principalmente musculoesqueléticas) com uso maciço e/ ou prolongado de AINES, entre outros, contribuem para aumento da prevalência. Sinais Clínicos (neonatos) Bruxismo, redução do apetite, refluxo enterogástrico, diarreia, sialorréia, emagrecimento e/ou debilidade física, decúbito dorsal frequente e episódios de cólica. Tais sintomas podem ocorrer logo após a mamada. Complicações Potros neonatos: ➢ Perfuração é um evento raro => óbito, sem sinais clínicos prévios ou os animais podem apresentar peritonite sem causa aparente. ➢ Localização: Mucosa aglandular próximas ao Margo Plicatus. Sinais Clínicos Úlceras duodenais podem ocorrer em potros de qualquer idade. Causam redução do esvaziamento gástrico podendo levar a ulceras gástricas (ou seu agravamento) e esôfagicas (refluxo gastro- esofágico). Sinais clínicos iguais aos das úlceras gástricas. Diagnóstico: duodenoscopia. Diagnóstico Através da gastroscospia associada a duodenoscopia. Jejum prévio (lactante exclusivo?). Aparelho: X Diagnóstico Radiografias contrastadas do estômago (diminuição na velocidade esvaziamento) , análise do líquido peritoneal, perfil hepático sérico (↑ GGT), fosfatase alcalina e ácidos biliares podem se encontrar alterados e hemograma apresnetar sinais de anemia e hipoproteinemia discretas => podem auxiliar no diagnóstico. Diagnóstico Diagnóstico definitivo: Gastro e Duodenoscopia! Sinais Clínicos (adultos) Cavalos em treinamento (ou atividade) intenso são mais suscetíveis. Apetite diminuído, emagrecimento, episódios recorrentes de cólica (suave a grave), alterações do comportamento (redução de performance, relutância em treinar, apetite caprichoso). Obscuros e inespecíficos => confirmação através de gastroscopia e/ ou através da terapêutica. Sinais Clínicos (adultos) Pode haver sangramento crônico => não associado a hipoproteinemia e/ou anemia. Lesões na mucosa glandular estão associadas ao uso incorreto de DAINES. Mais frequentemente casos com lesões na mucosa aglandular adjacentes ao Margo Plicatus e ao longo das duas curvaturas. Grau 0: Mucosa intacta, sem sinais de hiperemia ou hiperqueratose. Grau 2: Mucosa estomacal com lesão única, pequenas ou múltiplas lesões. Grau 1: Mucosa estomacal intacta, mas com áreas de hiperemia ou hiperqueratose. Grau 3: Lesão grande, única, ou múltiplas ou extensas. Grau 4: Mucosa estomacal com úlceras extensas, que muitas vezes podem coalescerem e terem aspecto de uma lesão profunda. Escore de gravidade das lesões: 0,1,2,3 e 4 Diagnóstico 1. Anamnese + Manifestações clínicas relacionadas a idade => suspeita; 2. Resposta aos medicamentos (diagnóstico terapêutico); 3. Gastroscopia (definitivo): localização, evolução e resposta ao tratamento; animal deve estar sempre em jejum; sedação opcional; todo o interior + duodeno proximal examinados (3,00 m). Tratamento ➢ Observar os seguintes pontos: 1. Manutenção do pH intra-gástrico acima de quatro; 2. Proteção da mucosa (permitir cicatrização); 3. Estímulo à produção de prostaglandina (PGE) pela mucosa gástrica. Cura => produtos que diminuem a produção de ácido OU promovem o aumento dos mecanismos de defesa da mucosa sempre aliados a mudanças no manejo. Tratamento ➢ Primeira medida: reduzir estresse (p.ex. intensidade dos treinos) e suspender o uso de AINES. ➢ Produtos terapêuticos utilizados: a. Inibidores de secreção ácida: 1. Antagonistas dos receptores H2 de histamina (cimetidina, ranitidina) OU bloqueadores da bomba de prótons (omeprazol); Antagonistas dos receptores H2 Cimetidina: Dose: 18 mg/ kg, 2 ou 3 vezes/ dia, VO, ou 6,6 mg/ kg, 3 – 4 vezes ao dia, IV. Ranitidina: Dose: 6,6 mg/ kg, 2 ou 3 vezes/dia, VO, ou 1,5 mg/ kg, cada 2 ou 3 vezes/dia, IV. Duração: 14 – 21 dias, com novo exame gastroscópico antes da alta clínica ou por 28 dias no mínimo (observar). Bloqueadores da bomba de prótons ➢ Omeprazol: muito eficiente também para úlceras duodenais e casos com refluxo (esôfago). ➢ Dose: 1,5 mg/ kg, uma vez ao dia, VO, durante 30 dias, seguido por reavaliação através de gastroscopia. ➢ Tratamento por no mínimo 30 dias, se gastroscopia não disponível. Tratamento b. Antiácidos: pouco usados, pois efeito é curto (máximo 2 horas); Dose: 200-250ml/500kg, 4 vezes/dia ou mais, via oral. c. Protetor de mucosa: Sulcrafato: forma um tampão viscoso, protegendo a mucosa ulcerada criando um ambiente favorável à sua cicatrização. DOSES: Potros = 2g; Adultos = 6g, 3 vezes ao dia, VO. ➢ Ambos não devem ser usados junto com a cimetidine. Tratamento c. Protetor de mucosa: Salicilato de Bismuto: combinação com glicoproteínas e mucopolissacarídeos da região ulcerada forma um composto insolúvel, criando proteção e um ambiente favorável à cicatrização da lesão. DOSE: 100 – 220 g, 01 vez ao dia,VO. (adultos). Tratamento d. Estimuladores do esvaziamento gástrico: Metoclorpramida. ➢ Dose: 0,1 – 0,25 mg /kg, SC, 3 – 4 vezes ao dia ou mesma dose diluída em solução salina, IV lenta. Profilaxia ➢ Eliminar OU reduzir os fatores predisponentes (longos períodos de estabulação, jejum); progressivo e lento da intensidade do treino; número de refeições (grãos e/ ou concentrados), evitar uso prolongado de DAINES, fornecer volumoso à vontade; ➢ Uso profilático do omeprazol (períodos longos de jejum, durante uso de DAINES, durante tratamento de doenças ou período de provas, etc...). Afecções do Intestino Delgado Cólica espasmódica ➢ Etiologia: estresse, alimentos estragados/ inadequados, hemoparasitoses, etc. ➢ Sintomas e sinais clínicos: 1. Dor intermitente com grau variando de moderado a intenso. Cólica espasmódica ➢ Sintomas e sinais clínicos: 1. Congestão das mucosas e os valores do TPC, FC e FR discretamente elevados na crise => tendência a normalizar quando dor cessa. 2. Auscultação abdominal: ruído metálico alto em vários pontos com aumento de defecação coincidindo com os episódio de dor. 3. Geralmente não apresenta desidratação ou alteração pH sanguíneo. Cólica espasmódica ➢ Tratamento: 1. Fluidoterapia IV., se necessário. 2. Drogas antiespasmódicas: hioscina/ escopolamina (0,15 – 0,2 mg/ kg, IV.). 3. Antiinflamatórios não esteroidais: flunixin meglumine (1 mg/ kg, IV.). Duodeno jejunite proximal ➢ Sinonímia: Enterite Anterior; Enterite Proximal; Gastroduodenojejunite. ➢ Inflamação catarral no segmento proximal do Intestino Delgado (Duodeno); ➢ Taxas de sobrevivência relatadas: 25 – 94%; ➢ Animais adultos (mais frequente entre 5 – 10 anos); Duodeno jejunite proximal ➢ Sintomatologia e achados de exames clínico e complementar: 1. Início agudo, dor com grau variável (moderada a intensa) e contínua. 2. Refluxo enterogástrico em grandes volumes (acima de 2 litros / hora => + 48 l/ 24 h) de cor castanho-alaranjada, odor fétido e pH alcalino. 3. Drenagem do refluxo => alívio da dor. 4. Duração por vários dias (01 semana). Duodeno jejunite proximal ➢ Sintomatologia e achados de exames clínico e complementar: 1. Palpação transretal: alças de intestino delgado distendidas (intervalo da última drenagem). 2. Animal apresenta febre, depressão, desidratação (se instala rapidamente), mucosas aparentes congestas (cianose), taquicardia (80 bat./ min), taquipnéia (20 MRM), TPC entre 3 – 6 seg. Duodeno jejunite proximal ➢ Sintomatologia e achados de exames clínico e complementar: 1. Auscultação abdominal: diminuição ou ausência de borborigmos. 2. Animal mentalmente deprimido devido às alterações metabólicas decorrentes do quadro clínico. 3. Valores do Ht e proteína plasmática total elevados. Duodeno jejunite proximal ➢ Sintomatologia e achados de exames clínico e complementar: 1. Punção abdominal: Líquido peritoneal amarelado, turvo e em casos graves apresenta coloração sero-sanguinolenta. 2. Concentração da proteína no líquido abdominal acima de 3,5 g/ dl. e o n° leucócitos no líquido peritoneal apresenta elevação discreta a moderada. Duodeno jejunite proximal ➢ Sintomatologia e achados de exames clínico e complementar: 1. Leucograma: dentro dos valores normais ou aumentado e também neutrofilia com desvio à esquerda. 2. Hiponatremia, hipopotassemia e hipocloremia. 3. Azotemia (causas pré-renais). 4. Alteração do equilíbrio pH sanguíneo. 5. Remoção do refluxo + diminuição perfusão tecidual (hipovolemia) => acidose metabólica. Duodeno jejunite proximal ➢ Patogenia: ➢ Agente desconhecido. ➢ Isolamento de Salmonela sp. e Clostridium sp. em alguns casos => sem reprodução experimental. Duodeno jejunite proximal ➢ Tratamento: 1. Adotar TERAPIA INTENSIVA de suporte à vida. 2. Curso da afecção geralmente é de 4 – 6 dias. 3. Na fase inicial a melhora clínica é moderada, discreta, mas por estar presente torna possível a diferenciação de obstrução do I.D. 4. Resposta clínica à terapia inicia-se somente 36 – 48 horas após início do tratamento intensivo. Duodeno jejunite proximal ➢ Tratamento: 1. Resposta clínica à terapia é traduzida pela melhoria na hidratação + redução do refluxo + melhoria dos valores de função renal => melhora da lesão intestinal. ➢ Medidas a serem adotadas em TODOS os casos de DJP: Duodeno jejunite proximal 1. Sondagem nasogástrica com descompressão a cada 1 – 2 horas (dor e ruptura) até movimento de propulsão intestinal normalizado. 2. Sem acesso à água e alimentos sólidos até recuperação da motilidade propulsora. 3. Fluidoterapia IV contínua com soluções eletrolíticas IV : 10 – 20 ml/ kg/ h. + necessidades diárias. Duodeno jejunite proximal ➢ Fluidoterapia IV contínua pode contribuir para manutenção do refluxo MAS não deve ser interrompida pois o risco de óbito é alto (hipovolemia) e tem que incluir reposição perdas fisiológicas também. ➢ Drogas que auxiliam na recuperação da motilidade progressiva: gluconato de Ca 20% (50 – 100 ml IV.) ou metoclorpramida (0,125mg/ kg, IV. lenta e diluída). Duodeno jejunite proximal ➢ Suporte nutricional parenteral: soluções parenterais são onerosas => solução glicosada menor custo e ajuda a diminuir a duração do tratamento. ➢ DAINE: flunixin meglumine (1 mg/ kg, IV., 6 - 6 h; 0,25 mg/ kg, IV., 6 – 6 h). Duodeno jejunite proximal ➢ Antibióticoterapia: Penicilina Benzatina 10.000 – 40.000 UI/ Kg, 48 – 72 h, IM, associada a Gentamicina 2 – 4 mg/ kg, IM., 6 – 8 h (ambas durante 10 dias) ou Cefalosporina (1 – 2 mg/ kg, IM., cada 12 – 24 h (durante 10 dias). ➢ Prevenção da CID / laminite: heparina (40 – 100 U/ kg, SC, cada 12 horas durante fase mais grave da afecção) + crioterapia cascos. Duodeno jejunite proximal ➢ Complicações mais frequentes: peritonites, aderências do intestino delgado e laminite. ➢ Como a laminite é frequente devemos incluir no tratamento da DJP sua prevenção: DAINES, heparina, acepromazina, baia com piso de areia ou ferraduras com suporte de ranilha. Obstruções do intestino delgado ➢ Três grupos: 1. Com infarto: vólvulo, torção na raiz do mesentério, encarceramentos, estrangulamentos. 2. Sem infarto: intussuscepção, presença de corpo estranho intraluminal, infestação por Parascaris equorum, hipertrofia da camada muscular do íleo, compressão por massas intra murais ou intra abdominais. 3. Funcionais: DJP, íleo pós-operatório. Obstruções do intestino delgado ➢ Achados clínicos: 1. Casos com infarto: ✓ Dor aguda e intensa (sem resposta aos DAINES). ✓ Inicialmente pode haver borborigmos que com agravamento do quadro desaparecem. ✓ Refluxo presente em grande volume => desidratação se instala rapidamente. ✓ Palpação transretal: presença de alças ID. distendidas. Obstruções do intestino delgado ➢ Achados clínicos: 1. Casos com infarto: ✓ Paracentese abdominal: alterações compatíveis com grau de perda de vitalidade das alças (cor, n° e tipo de células, presença microorganismos, ↑ fibrinogênio). ✓ FC (60 – 80 bat. / min) e FR (até 80 MRM), com aumento contínuo. ✓ Pulso: valores elevados, abaixo da FC e filiforme. Obstruções do intestino delgado ➢ Achados clínicos: 1. Casos com infarto: ✓ Sinais de endotoxemia se desenvolvem rapidamente (hiperemia mucosas, elevação TPC, dispneia, hipóxia, leucopenia que evolui para leucocitose, etc.). Obstruções do intestino delgado ➢ Achados clínicos: 1. Casos com infarto: estabilizar o paciente e encaminhar o mais rápido possível para local onde o tratamento cirúrgico possa ser realizado. Obstruções do intestino delgado 2. Casos sem infarto: ✓ Dor menos intensa e mais responsiva aos DAINES (contínua ou intermitente) inicialmente. ✓ FC e FR se alteram um pouco mais lentamente. ✓ Refluxo enterogástrico presente. ✓ Palpação transretal: alças distendidas. ✓ Evolução pode ser mais longa. ✓ Sem resposta ao tratamento=> necessidade de cirurgia.Obstruções do intestino delgado ➢ Patologia clínica (com ou sem infarto): 1. Hemoconcentração (Ht ↑ 50%). 2. ↑Creatinina sérica. 3. ↓ pH e bicarbonato sanguíneo com ↑ [lactato] sanguíneo. 4. Leucopenia e neutropenia (perda de vitalidade da alça). Obstruções do intestino delgado ➢ Patologia clínica (com ou sem infarto): 1. Liquido peritoneal: ↑ n° células, [proteína], cor serosanguinolenta a amarronzada, presença de bactérias e restos alimentares. ➢ Tratamento (casos sem infarto): 1. Dor pouco ou não responde aos DAINES => usar xilazina (0,1 – 1,0 mg/ kg, IV.) ou butorfanol (0,025 – 0,1 mg/ kg, IV.) ou romifidina (0,04 – 0,08 mg/ kg, IV.). ❖ MUITO CUIDADO!! Obstruções do intestino delgado ➢ Tratamento (casos sem infarto): ➢ Demais procedimentos são os mesmos adotados para os casos de Duodeno jejunite proximal (fluidoterapia intensa, antibioticoterapia, DAINE em dose ante toxêmica, heparina, drogas promotoras de motilidade, suporte nutricional). Afecções do Intestino Grosso Timpanismo cecal ➢ Produção de gás em excesso + redução da motilidade: ➢ Obstrução dos cólons maiores => timpanismo secundário. ➢ Timpanismo primário: frequentemente por mudanças na alimentação => alteração de flora cecal. ➢ Anamnese. Timpanismo cecal ➢ Sinais e achados de exame clínico: 1. Distensão progressiva da fossa paralombar direita. 2. Dor leve e intermitente → contínua e severa. 3. FC e FR elevam lentamente. 4. Auscultação abdominal: borborigmos ausentes, mas há presença de sons timpânicos (gás) à percussão (ceco). Timpanismo cecal ➢ Sinais e achados de exame clínico: 1. Palpação transretal: ceco distendido (dificuldade para realização) => Tiflocentese. 2. Pode desenvolver acidose metabólica por dificuldade em movimentar o diafragma. 3. Liquido abdominal geralmente sem alterações. Timpanismo cecal ➢ Tratamento: 1. Objetivos: reduzir a distensão e reestabelecer a motilidade. 2. Sondagem nasogástrica: não produtiva. 3. Aplicação de DAINES: Flunixin meglumine (alívio dor e relaxamento da alça). 4. Se distensão muito acentuada => trocaterização do ceco (Tiflocentese). Timpanismo cecal ➢ Tratamento: 1. Após centese => investigar se é primário ou secundário. 2. Se primário => correção da desidratação (fluidoterapia IV.) + drogas antifermenticíveis intra cecais + promotores de motilidade. 3. Se secundário => corrigir problemas do cólon. Compactação do Intestino Grosso (cólons maiores) ➢ Etiologia: problemas na mastigação, ingestão de cama da baia, volumosos com alto teor de fibras de má qualidade digestiva, enterólitos, uso de amitraz, ingestão hídrica reduzida, etc. ➢ Pontos anatômicos: flexura pélvica e cólon transverso. Compactação do Intestino Grosso (cólons maiores) ➢ Sintomatologia e achados de exame clínico: 1. Histórico de cólicas recorrentes com piora progressiva a cada episódio. 2. Dor leve a moderada de caráter cíclico. 3. FR e FC normais (início) ou levemente elevadas. 4. Pode ser de curso longo (3 – 4 dias ou mais). 5. Anorexia, fezes ressecadas com tamanho reduzido e cobertas de muco. Compactação do Intestino Grosso (cólons maiores) ➢ Sintomatologia e achados de exame clínico: 1. Borborigmos reduzidos ou ausentes. 2. Palpação transretal: cólon distendido e repleto de conteúdo firme. 3. Com evolução do quadro => piora progressiva em todos os parâmetros clínicos e agravamento da dor (necrose isquêmica). 4. Evitar rolamento => deslocamento. Compactação do Intestino Grosso (cólons maiores) ➢ Patologia clínica: ➢ Hemograma, bioquímica sérica e líquido peritoneal geralmente normais até que se estabeleça isquemia => leucopenia com desvio à esquerda e líquido peritoneal com ↑ n° leucócitos e [proteína]. Compactação do Intestino Grosso (cólons maiores) ➢ Tratamento: 1. Controle da dor: DAINES, correção desequilíbrios hidroeletrolíticos e amolecimento do conteúdo (fluidoterapia IV e oral), agentes indutores da motilidade (metoclorpramida: 0,125 mg/ kg, IV.). Compactação do Intestino Grosso (cólons maiores) ➢ Tratamento: 1. Amolecimento do alimento: sulfato de magnésio (0,5 – 1,0 mg/ kg) ou de sódio (1g/ kg), diluídos em água via sonda nasogástrica. 2. Tratamento cirúrgico: casos refratários e/ ou acompanhados de deslocamento.