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Resenha crítica do livro “Negócio jurídico: existência, validade e eficácia” de Antônio Junqueira de Azevedo AZEVEDO, Antônio Junqueira de, 1939- Negócio jurídico: existência, validade e eficácia / Antônio Junqueira de Azevedo. — 4. ed. atual, de acordo com o novo Código Civil (Lei n. 10.406, de 10-1-2002). — São Paulo: Saraiva, 2002. A presente resenha crítica tem por objeto abordar uma revisão sistemática da obra Negócio jurídico: existência, validade e eficácia” de Antônio Junqueira de Azevedo. Estando a sua obra intitulada em três capítulos, no qual o autor introduz em cada capítulo uma crítica as definições do negócio jurídico, no qual o autor faz um apanhado em sua obra “que o exame do negócio jurídico deve ser feito em três planos: existência, validade e eficácia. Somente quando completa todo o ciclo de sua realização é que um negócio existe, vale e é eficaz” (Azevedo, 2002, p.5). Sobre esse aspecto, o autor, elucida em sua obra abordando as diferenciações sobre a ideia do exame do negócio em três planos, para possibilidade de se examinar o negócio jurídico e de se conhecer o conceito e a importância das características do negócio jurídico, para o mundo jurídico. Desta forma, é fundamental destacar que o autor em sua obra preconiza o negócio jurídico, conceituando-o, nos seguintes termos: Negócio jurídico é todo fato jurídico consistente em declaração de vontade, a que o ordenamento jurídico atribui os efeitos designados como queridos, respeitados os pressupostos de existência, validade e eficácia impostos pela norma jurídica que sobre ele incide (AZEVEDO, 2002, p.16) Assim, compreende-se as definições do negócio jurídico, distingue-se como um fato jurídico, o qual atribui aos efeitos constitutivos de direito destinado a norma jurídica, no qual incide-se sobre o plano da existência plano de existência, validade e eficácia, sendo “o nome dado para fatos do mundo real que tem incidência jurídica” (AZEVEDO, 2002, p.23). Dentro da conceituação trazida pelo referido autor, pode-se afirmar que o negócio jurídico parte de uma manifestação qualificada em que para o autor, o “exame de qualquer fato jurídico deve ser feito em dois planos: primeiramente, é preciso verificar se se reúnem os elementos de fato para que ele exista (plano da existência); depois, su- posta a existência, verificar se ele passa a produzir efeitos (plano da eficácia) ” (AZEVEDO, 2002, p.23. Partindo dessa permissa, é possível compreender que o autor elucida, que o negócio jurídico se trata de uma espécie de fato jurídico, isto é, seus exames podem ser realizados por esses dois planos, para que um fato adentre a esfera jurídica. Porém, levando em consideração estes elementos necessários sendo eles o plano de existência, validade e eficácia tem em especial importância acerca do negócio jurídico. Para corroborar com essa permissa sobre a importância dos elementos essenciais acerca do negócio do negócio jurídico sendo eles o plano de existência, validade e eficácia, sem os quais o negócio jurídico não existe, Azevedo (2002), de uma maneira mais explicativa e clara exemplifica que: O negócio jurídico deve ser examinado em três planos sucessivos de projeção (existência, validade e eficácia), que elementos, em seu sentido próprio, são, portanto, que elemento é tudo aquilo de que algo mais complexo se compõe (pense-se nos elementos simples, ou puros, da química), que, por outro lado", requisitos (de requirere, requerer, exigir) são condições, exigências, que se devem satisfazer para preencher certos fins, e, finalmente, que fatores é tudo que concorre para determinado resultado, sem propriamente dele fazer parte, temos que o negócio jurídico, examinado no plano da existência, precisa de elementos, para existir; no plano da validade, de requisitos, para ser válido; e, no plano da eficácia, de fatores de eficácia, para ser eficaz (AZEVEDO, 2002, p.30). Diante do exposto, segundo o autor os princípios dos elementos do negócio jurídico são tudo aquilo que compõem sua existência no campo do direito, sendo esses elementos essenciais e requisitos aos fatores em que que são celebrados por seu intermédio, no qual sua estrutura deve ter como partida verificar “modelo cultural de atitude, o qual, em dado momento, em determinada sociedade, faz com que certos atos sejam vistos como dirigidos à produção de efeitos jurídicos” (AZEVEDO, 2002, p. 122). Assim, percebe-se os elementos que fazem parte da essência dos negócios jurídicos se caracterizam a como fato pressuposto ou como fim a atingir as estruturas de determina estrutura de negócio ao que se infere aos fatos jurídicos, para qual trouxe para o mundo do direito uma ampliação da concepção dos elementos até então já existentes, sendo eles essenciais aos do negócio jurídicos. Ou seja, elementos devem estar presentes para que o negócio jurídico realizado, se acaso faltar um desses elementos, não haverá o negócio jurídico.