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EXAME DIRETO A FRESCO E EXAME DE SEDIMENTAIÃO ESPONTÂNEA – MÉTODO DE HOFFMANN
O exame de fezes é um importante meio de investigação da presença de enteroparasitos, sendo essencial para o fechamento de diagnóstico de doenças causadas por esses agentes infecciosos, direcionando o médico no planejamento de tratamento adequado. Os exames parasitológicos de fezes podem ser feitos a partir de amostras de fezes frescas ou coletadas em frascos contendo substâncias conservantes, e a escolha da amostra depende da técnica de análise que será utilizada (DE CARLI, 2011; OLIVEIRA, 2015; MENEZES et al., 2013).
A identificação de um parasita intestinal a partir de exames de fezes pode ser feita pela associação da análise macroscópica (em que podem ser identificados o odor, a consistência e a presença de muco, sangue e fragmentos parasitários), com uma ou mais técnicas de análise microscópica, permitindo visualizar diferentes estágios do desenvolvimento de protozoários (cistos, trofozoítos, oocistos e esporos) e helmintos (ovos, larvas e pequenos adultos) (DE CARLI, 2011; MENEZES et al., 2013).
Entre as técnicas de análise microscópica empregadas rotineiramente, o exame direto a fresco e o exame de sedimentação espontânea estão entre as mais utilizadas. Ambas se destacam pela necessidade mínima de materiais e recursos financeiros. Vale lembrar que os dois métodos são qualitativos, permitindo a visualização, mas não a quantificação, das estruturas parasitárias (MENEZES et al., 2013).
 (
LABORATÓRIO
 
DE
 
ANÁLISES
 
PARASITOLÓGICAS
EXAME
 
DIRETO
 
A
 
FRESCO
 
E
 
EXAME
 
DE
 
SEDIMENTAÇÃO
 
ESPONTÂNEA
 
–
 
MÉTODO
 
DE
 
HOFFMANN
)
EXAME DIRETO A FRESCO
Este método, que consiste, basicamente, no preparo e observação ao microscópio óptico de uma lâmina com a amostra a ser estudada, é considerado um dos mais simples e práticos dentro do contexto de exames parasitológicos de fezes. Por meio dessa análise, é possível identificar a presença de protozoários (trofozoítos e cistos) e helmintos (ovos, larvas e pequenos adultos). Devido ao preparo e à forma de análise, este método costuma ser utilizado para amostras de fezes semiformadas, pastosas ou líquidas (GARCIA, 2009; DE CARLI, 2011).
Para o preparo do arranjo experimental, é utilizada uma lâmina de vidro, contendo uma gota de solução salina a 0,85% ou 0,9%. A essa solução, acrescenta-se uma pequena quantidade da amostra (cerca de 2mg), e homogeneíza-se até que a aparência do preparo seja uniforme. Para espalhamento da gota, pode ser acrescentada uma lamínula, porém esta não é indispensável para a análise. Neste preparo, não é recomendado o uso de água, pois inviabiliza os eventuais trofozoítos presentes na amostra, distorcendo-os, impossibilitando a visualização. Para a identificação de cistos de protozoários e larvas de helmintos, é importante acrescentar lugol (iodo) ao preparo e, em caso de fezes preservadas com conservantes (como MIF – com coleta de 3 dias, por exemplo), o esfregaço é preparado diretamente na lâmina, sem a necessidade de solução salina (DE CARLI, 2011).
O esfregaço deve ser analisado em um microscópio óptico (Figura 1), com objetiva de 10x e uma pequena intensidade de luz (vale ressaltar que o esfregaço deve permitir a passagem da luz). Em caso de identificação positiva nesse primeiro momento, deve-se mudar para a objetiva de 40x e aumentar a passagem de luz. Dessa forma, será possível confirmar o resultado obtido (DE CARLI, 2011).
Figura 1 – Visualização de esfregaço em microscópio óptico. Fonte: Shutterstock.
O exame da lâmina requer um alto nível de atenção, devendo ser sistemático e completo. É importante seguir uma sequência horizontal, visualizando todas as partes do esfregaço (Figura 2).
Figura 2 – Caminho da visualização do esfregaço ao microscópio. Fonte: Modificada de De Carli (2011).
É importante observar que, para a realização deste método, não é necessário nenhum tipo de concentração da amostra (além de utilizar uma quantidade pequena dela). Por isso, em alguns casos, pode ser insuficiente para revelar a presença de
parasitos, sendo, então, importante, sempre que possível, associá-lo a outros métodos de análise (DE CARLI, 2011; MENEZES et al., 2013).
EXAME DE SEDIMENTAIÃO ESPONTÂNEA
O exame de sedimentação espontânea está entre as diversas técnicas baseadas na concentração da amostra. Esse tipo de técnica é indicado para possibilitar a separação de cistos e oocistos de protozoários e ovos de helmintos do excesso de detritos fecais. Além da sedimentação -dividida em sedimentação simples e centrífugo- sedimentação, as técnicas de concentração incluem também a flutuação - dividida em flutuação simples, centrífugo-flutuação (DE CARLI, 2011; MENEZES et al., 2013).
As técnicas de sedimentação têm por objetivo principal aumentar o número de estruturas que podem ser identificadas, além de separar as gorduras e óleos da maioria dos detritos. As técnicas fundamentam-se, de maneira geral, na sedimentação dos organismos pela gravidade ou centrifugação, que retém as estruturas parasitárias no fundo do tubo e promove a flutuação dos detritos. O excesso de detritos pode prejudicar a eficiência da análise (DE CARLI, 2011; MENEZES et al., 2013).
O método de sedimentação espontânea, também conhecido como de Hoffman, Pons e Janer (HPJ), é amplamente utilizado, tendo como vantagens principais o amplo espectro de utilização e o baixo custo, e como fundamento a sedimentação espontânea em água, sendo aplicado na pesquisa de ovos, larvas e cistos (MENEZES et al., 2013).
Ao contrário do exame direto, neste método a quantidade utilizada da amostra é grande (entre 2g e 5g), favorecendo o diagnóstico mesmo que o número de organismos presentes seja pequeno. A técnica HPJ destaca-se, também, por necessitar de pouca vidraria e dispensar o uso de reagentes, além de permitir o uso de fezes frescas ou conservadas (MIF – com coleta de 3 dias ou equivalente) (NEVES, 2005; DE CARLI, 2011).
No arranjo experimental deste método, são utilizados de 2 a 5g da amostra, um Becker ou copo plástico (Figura 3), água, tela metálica ou tecido de náilon com cerca de 80 a 100 malhas por cm2, água para mistura da amostra e lavagem dos detritos contidos na tela, náilon ou gaze, bastão de vidro ou palito de madeira e um cálice cônico graduado (DE CARLI, 2011; MENEZES et al., 2013).
Figura 3 – Preparo da amostra para sedimentação espontânea. Fonte: Shutterstock.
Ao contrário do que ocorre com o exame direto a fresco, este método é o mais recomendado para pesquisa de parasitos em fezes formadas (DE CARLI, 2011).
Pode-se concluir que os dois exames mencionados, embora façam parte do conjunto de análises microscópicas de fezes, apresentam importantes diferenças entre si. Uma das mais notáveis está no volume da amostra necessário para cada exame, sendo da ordem de miligramas para o exame a fresco e de gramas para o de sedimentação, o que, conforme já mencionado, acaba favorecendo o diagnóstico, mesmo que o número de organismos presentes seja pequeno. A técnica de preparo da amostra é outra diferença notável, visto que, como o nome já sugere, o exame direto a
fresco é realizado com a amostra sem nenhum tipo de concentração ou preparação prévia, enquanto o exame de sedimentação requer um preparo da amostra para análise final. Na rotina laboratorial, as duas técnicas podem ser utilizadas de forma complementar, permitindo um diagnóstico mais abrangente, levando em conta, principalmente, que nenhuma técnica é capaz de diagnosticar, ao mesmo tempo, todas as formas parasitárias (DE CARLI, 2011; MENEZES et al., 2013).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CAMARA, B. Principais metodologias utilizadas no exame parasitológico de fezes. Biomedicina	Padrão.	2015.	Disponível	em: https://www.biomedicinapadrao.com.br/2015/02/principais-metodologias-utilizadas- no.html. Acesso em: 24 fev. 2021.
DE CARLI, G. A. Diagnóstico laboratorial das parasitoses humanas, métodos e técnicas. Rio de Janeiro: Medsi, 2011.
GARCIA, L.C. Practical Guide to Diagnostic Parasitology.2th ed, A.S.M. Press, Washington, D.C. USA., 288-289, 2009.
LIMA, F. L. O. et al. Um século do exame parasitológico de Lutz e sua relevância atual. Revista Brasileira de Análises Clinicas, Bahia, v.52, n.1, p.32-34, 2020. Disponível em: http://www.rbac.org.br/artigos/um-seculo-do-exame-parasitologico-de-lutz-e- sua-relevancia-atual/. Acesso em 24 fev. 2021.
LIMA, L. M. et al. Exame Parasitológico de Fezes. Atlas de parasitologia clínica e doenças infecciosas associadas ao sistema digestive. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina - Programa FUNGRAD, Centro de Ciências da Saúde,
Departamento de Análises Clínicas, 2011. ISBN: 978-85-908673-1-9. Disponível em: https://parasitologiaclinica.ufsc.br/index.php/info/conteudo/diagnostico/helmint oses-protozooses/parasitologico-fezes/. Acesso em: 24 fev. 2021.
MENEZES, R. A. O. et al. Sensibilidade de métodos parasitológicos para o diagnóstico das enteroparasitoses em Macapá – Amapá, Brasil. Bioterra, v. 13, n. 2, p. 66-73, 2013.
NEVES, David Pereira. Parasitologia humana. 11. ed. São Paulo: Atheneu, 2005.
OLIVEIRA, W. J. Análise e comparação da sensibilidade e especificidade entre diferentes métodos de diagnóstico para Schistosoma mansoni: Gradiente Salino, Helmintex®, Centrífugo-Sedimentação, Kato-Katz e Teste Rápido Urina (Poc-Cca). Dissertação (Mestrado em Parasitologia) – Departamento de Parasitologia, Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais, p. 105. 2015.
SANTOS, C.R. Parasitoses intestinais em amostras fecais encaminhadas ao laboratório municipal de análises clínicas de Oriximiná, Pará. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Biomedicina) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2020. Disponível: https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/15969/1/Claudijane%20Ramos%20do s%20Santos%202020.1.pdf. Aceso em: 24 fev. 2021.
TIBIRIÇA, S.H.C. et al. Validação do número de lâminas para realização do método de sedimentação espontânea das fezes. HU Revista, Juiz de Fora, v. 35, n. 2, p. 105-110, abr./jun, 2009. Disponível em: https://www.ufjf.br/ppgpmi/files/2012/09/2009-HPJ-e- l%c3%a2minas.pdf. Acesso em: 24 fev. 2021.

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