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Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada
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17. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes, em relação à se-
mântica e à estilística.
“NOVOS & VELHOS
(Mário Quintana)
Não, não existe geração espontânea. Os (ainda) chamados modernistas, com a sua livre poética,
jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado, na incauta
adolescência, com os espetáculos de circo dos parnasianos.
Acontece que, por sua vez, fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente, sem rede de
segurança - coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar.
Quanto a estes, os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos
românticos. E assim, sem querer, fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar
suas qualidades ou repudiar seus defeitos, o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar.
Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela, ressuscitada a cada geração, entre
novos e velhos.
Quanto a mim, jamais fiz distinção entre uns e outros. Há uns que são legítimos e outros que
são falsificados. Tanto de um como de outro grupo etário.
Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém, estando equitativamente
distribuída entre novos e velhos, em prol do equilíbrio universal.
E, além de tudo, os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber,
embora sem querer, são por natureza os nossos filhos naturais.”
( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita, explosão criadora.
( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” , Quintana alude ao sentido denota-
tivo da palavra modernista.
( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas.
( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética
tradicional.
( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”.
18. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham, no texto em que estão inseri-
das, um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo,
próprio, habitual). Sendo assim, identifique, entre os trechos abaixo, retirados do texto
de Raquel Noveira, aquele(s) em que há presença de conotação.
“Faz parte de nossa tradição tomar mate. Chimarrão é o mate cevado, sem açúcar, regado a água
quente. Tereré é o refresco, bem gelado. De acordo com o clima, passa-se do chimarrão ao tereré.
Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia, morena e matuta, uma bomba ou bombilha
e a erva moída, tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’, conforme
poema do gaúcho Aparício Silva Rillo.
O ideal é tomá-lo numa grande roda, sob um laranjal.
Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’, ótimo. ‘Carregar mate’ significa
alguém ficar segurando a chaleira, passar a cuia de uma mão para a outra, de uma boca para a
outra, respeitando a vez de cada um, a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. Levar a chaleira lá
dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar, para não azedar o mate.
É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo.
Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata, a
conversa será mais lenta.
Se alguém falar alguma frase, alguma palavra em guarani, como chê-kambá ou cunhataí, dará
mais sabor à erva.
Importante mesmo é que haja um clima de comunhão, de cachimbo da paz, tudo muito morno
e quente. (...)”
NOVEIRA, Raquel. O arado e a estrela. Campo Grande, Ed. UCDB, 1996. p. 23.
01. “Chimarrão é o mate cevado, sem açúcar, regado a água quente.”
02. “... tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’, conforme poe-
ma do gaúcho Aparício Silva Rillo.”
04. “O ideal é tomá-lo numa grande roda, sob um laranjal.”
08. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo.”
16. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de
lata, a conversa será mais lenta.”
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.
Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada
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19. U. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na
sombra”. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada:
a) metáfora.
b) prosopopéia.
c) hipérbole.
d) eufemismo.
e) ironia.
20. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes, reti-
radas de revistas de circulação nacional, está denominada corretamente entre parênteses:
a) “O pai do ciberespaço” – Isto é, 14/04/99 (PLEONASMO).
b) “A supermoeda murchou“ – Veja, 27/01/99 (METONÍMIA).
c) “A canoa furada dos impostos” – Veja, 30/06/99 (METÁFORA).
d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante, agosto/99
(ANTÍTESE).
e) “O gigante e os anões” – Superinteressante, agosto/99 (PROSOPOPÉIA).
Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22.
“...............
Dois homens tramando um assalto.
– Valeu, mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho.
Engrossou, enche o cara de chumbo. Pra arejá.
– Podes crê. Servicinho manero. É só entrá e pegá.
– Tá com o berro aí?
– Tá na mão.
Apareceu um guarda.
– Ih, sujou. Disfarça, disfarça...
O guarda passa por eles.
– Discordo terminantemente. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela feno-
menologia de Feurbach.
– Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com
algumas sílabas a mais. Ou que os iluministas do século 18...
O guarda se afasta.
– O berro, tá recheado?
– Tá.
– Então vamlá.”
Luís Fernando Veríssimo.
21. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho, é correto afirmar:
I. Foram utilizados dois níveis de linguagem, sendo um popular, cheio de gírias, e
outro culto, com vocabulário rico.
II. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no se-
gundo momento de suas falas, ou seja, na passagem do guarda.
III. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os
níveis de linguagem empregados.
Estão corretas:
a) II e III. d) I e III.
b) I. e) I e II.
c) I, II e III.
22. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”, poderia
ser substituída, sem mudar o sentido, em linguagem formal, por:
a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito.
b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa.
c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa.
d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa.
e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa.

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