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1. Diferenciar fonologia de fonética. Exemplificar;
Capítulo nº 25 : TRATADO EM FONOAUDIOLOGIA: ALTERAÇÕES
DE FALA DE ORIGEM MUSCULOESQUELÉTICA
A fonética estuda os sons da língua em sua realização concreta,
independentemente de sua função linguística. É a ciência da face
material dos sons da linguagem humana. Cabe a ela descrever os sons
da linguagem e analisar suas particularidades articulatórias, acústicas e
perceptivas. É na fonética que se estuda, analisa e classifica-se a
produção e percepção dos sons da fala. A fonética está dividida em
fonética acústica e fonética articulatória. A fonética acústica procura
examinar as propriedades físicas das ondas sonoras produzidas pelos
órgãos fonadores. À fonética articulatória cabe estudar a forma de
articulação dos sons assim como o local físico onde os sons são
realizados.
À fonologia cabe estudar os sons do ponto de vista funcional, como
elementos que integram um sistema linguístico determinado. Seria
ainda a parte da gramática a qual dá conta do conhecimento que os
falantes têm dos sons e padrões de sons da língua. Ainda em uma outra
definição encontramos que fonologia é a ciência que estuda os sons da
língua do ponto de vista de sua função no sistema de comunicação
linguística. Estuda os elementos fônicos que distinguem, numa mesma
língua, duas mensagens de sentido diferente. Ex: mala - bala ou sábia -
sabia - sabiá ou mesmo uma mesma palavra realizada com vozes ou
pronúncias diferentes 2-5.
Tanto a fonética como a fonologia, tratam da linguagem humana
enquanto ciência, contudo a fonética está dirigida ao estudo dos sons
linguísticos, que são produzidos pelo aparelho fonador e captados pelo
ouvinte, e a fonologia preocupa-se com os contrastes e oposições
destas unidades distintivas. São duas disciplinas interdependentes
2. Conhecer as estruturas que participam da fonoarticulação (NÃO
CONFUNDIR COM FONAÇÃO);
e-book Fonética e Fonologia do Português Brasileiro
Fonador quer dizer aquele que produz voz. A fala é o resultado da
articulação desse som. Os órgãos que utilizamos para produzir os sons
da fala não têm como função principal a articulação dos sons. Eles
servem primeiramente para respirar, mastigar, engolir, cheirar.
O conjunto desses órgãos é chamado de aparelho fonador.
o aparelho fonador dividido nas regiões subglótica e supraglótica. Essa
divisão acontece a partir da glote, em função de ser acima dela que se
encontram as cavidades responsáveis pelas ressonâncias vocais. A
glote é o espaço entre as pregas vocais localizadas na laringe
Abaixo da glote, encontram-se a traqueia, dois pulmões e o diafragma,
responsáveis pelo suprimento da fonte de energia que gera os sons da
fala
Os órgãos articuladores envolvidos na produção da fala dividem-se em
ativos e passivos.
Os articuladores ativos, aqueles que se movimentam para a realização
dos diferentes sons da fala, são constituídos: pela língua (que se divide
em ápice (ponta), lâmina e dorso) e lábio inferior, que alteram a
cavidade oral; pelo véu do palato, que é responsável pela abertura e
fechamento da cavidade nasal; e pelas pregas vocais.
Os articuladores passivos compreendem o lábio superior, os dentes
superiores, os alvéolos (região crespa, logo atrás dos dentes
superiores), o palato duro (região central do céu da boca) e o palato
mole (final do céu da boca)
"Órgãos" ou "estruturas" fonoarticulatórias: um deslinde teórico -
conceitual
3. Compreender como cada som da fala é produzido (sons orais, sons
nasais, vozeados e não vozeados, ponto e modo articulatório);
E-book Fonética e Fonologia do Português Brasileiro
Na produção da fala, a expiração dura em média de 4 a 20 segundos,
sendo significativamente mais longa do que a inspiração. Na respiração
em silêncio, a fase expiratória é relativamente constante com duração
média de cerca de 2 segundos.
Na respiração normal, o ar passa livremente pelas cavidades
supralaríngeas. Na fala, ocorrem resistências ao fluxo de ar vindas das
constrições na laringe (pela vibração das pregas vocais, ver Fig. 3) e
nas cavidades acima da laringe
Ocorre ainda que, quando falamos, as pregas vocais podem estar
aproximadas (fechadas), bloqueando o ar que sai dos pulmões. Com
esse bloqueio, a pressão abaixo das pregas aumenta, fazendo com que
elas se separem. O ar passa e a pressão diminui, fechando-as
novamente. O ar é, então, solto em curtas lufadas de ar. É o chamado
ciclo vibratório (ver Fig. 4).
Quando há vibração das pregas, são produzidos os sons chamados
vozeados ou sonoros. As pregas vocais podem, ainda, estar afastadas
parcialmente, com o ar passando sem restrições pela laringe,
produzindo os sons chamados de não-vozeados ou surdos
Quando o véu do palato (a chamada campainha) está levantado, ele
bloqueia o ar para as cavidades nasais e os sons produzidos são
chamados de orais.
No entanto, quando um som da fala é produzido com o véu do palato
abaixado, permitindo a saída do ar também pelas narinas, têm-se os
chamados sons nasais.
Nas vogais, não há nenhum impedimento a essa passagem de ar, ou
seja, os segmentos vocálicos são produzidos com o fluxo de ar
passando livremente ou praticamente sem obstáculos (obstruções ou
constrições) no trato vocal. são vozeadas
as vogais são analisadas por meio dos seguintes parâmetros: altura,
avanço/recuo da língua e arredondamento dos lábios
as vogais são analisadas por meio dos seguintes parâmetros: altura,
avanço/recuo da língua e arredondamento dos lábios:
Com relação à altura da língua, no PB, existem quatro níveis:
Altas: Aquelas em que o dorso da língua se eleva ao máximo
estreitando o trato, mas sem produzir fricção (produção de [i] e [u]).
Médias-altas: Aquelas em que o dorso da língua encontra-se em uma
posição intermediária entre a posição mais alta e a mais baixa,
localizando-se, no entanto, mais próximo da posição mais alta
(produção de [e] e [o].
Médias-baixas: Aquelas em que o dorso da língua encontra-se em uma
posição intermediária entre a apresentada nas vogais altas e aquela
mostrada para as vogais baixas. A língua localiza-se, no entanto, em
uma posição mais próxima à vogal baixo.
Baixas: Aquelas em que a língua se encontra na posição mais baixa no
trato oral (produção de [a]).
Ainda conforme o avanço ou recuo da língua, as vogais podem ser
classificadas como:
Anteriores: Aquelas em que a língua se dirige para a parte anterior do
trato vocal, mais especificamente em direção aos alvéolos, mas sem
qualquer tipo de bloqueio no trato oral. [e] e [i].
Posteriores: Aquelas em que o dorso da língua se movimenta para a
parte posterior do trato oral na direção do palato mole, sem, porém,
apresentar bloqueio à passagem do ar.
Centrais: Aquelas em que a língua encontra-se em posição mais
centralizada. Na pronúncia da vogal [a] , a língua está abaixada e um
pouco mais avançada.
As vogais podem ser classificadas ainda pela posição assumida pelos
lábios:
Arredondadas: Vogais produzidas com os lábios arredondados. São
elas: [o] e [u].
Não-arredondadas: Vogais produzidas com os lábios distendidos. São
elas: [e] [i] [a]
Já as consoantes são articuladas a partir de alguma obstrução no trato
oral, seja ela parcial ou total. Podem ou não ser produzidas com
vibração das pregas vocais. Assim podem ser vozeados ou
não-vozeados.
utilizam-se as características de ponto articulatório (lugar de
articulação), modo articulatório e sonoridade
3.2 Segmentos Consonantais
s segmentos consonantais dividem-se em dois grandes grupos: os
denominados segmentos surdos ou não-vozeados, produzidos sem
vibração das pregas vocais, e os chamados sonoros ou vozeados,
produzidos com as pregas vocais em vibração. Esse parâmetro
relacionado à vibração ou não das pregas vocais é definido como
vozeamento.
Ponto de Articulação :
Quanto ao ponto de articulação, as consoantes são classificadas como
(CRISTÓFARO SILVA, 2002, adaptado):
Bilabial: lábio inferior (articulador ativo: móvel) toca no lábio superior
(articulador passivo): mamãe, papai;
Labiodental: lábio inferior (articulador ativo) vai em direção aos dentesincisivos superiores (articulador passivo): farofa, fava;
Dental: ápice ou lâmina da língua (articulador ativo) toca ou vai na
direção dos dentes incisivos superiores (articulador passivo): tato,
dados;
Alveolar: ápice ou lâmina da língua (articulador ativo) toca ou vai na
direção dos alvéolos (articulador passivo): tato, dados;
Alveopalatal: parte anterior da língua (articulador ativo) toca ou se dirige
para a região medial do palato duro (articulador passivo): chata, tchau,
já, xarope;
Palatal: parte média da língua (articulador ativo) toca ou se encaminha
para a parte final do palato duro (articulador passivo): ganho, telha;
Velar: dorso da língua (articulador ativo) toca ou vai na direção do véu
do palato também chamado de palato mole (articulador passivo): casa,
gato e algumas pronúncias de “r”: rato (dialeto carioca e
florianopolitano);
Uvular: dorso da língua (articulador ativo) vai em direção à úvula, como
em algumas pronúncias de “r”;
Glotal: músculos da glote são os articuladores desse tipo de segmento,
que ocorre também na pronúncia de “r” no dialeto de Belo Horizonte
Modo de Articulação
Oclusiva/plosiva: produzida com uma obstrução total e momentânea
do fluxo de ar nas cavidades supraglóticas, realizada pelos articuladores
(ativo e passivo), daí chamada de oclusiva.
O véu do palato encontra-se levantado, sendo o fluxo de ar
encaminhado apenas para a cavidade oral: paga, data, acaba.
Nasal: produzida com uma obstrução total e momentânea do fluxo de ar
nas cavidades orais. Há, no entanto, um abaixamento simultâneo do
véu do palato, permitindo a liberação do ar pelas cavidades nasais.
São exemplos de palavras com sons nasais: mano, banho.
Fricativa: produzida com um estreitamento do canal bucal, ou seja,
uma oclusão parcial, realizada pelos articuladores, fazendo com que a
passagem do fluxo de ar nas cavidades supraglóticas gere um ruído de
fricção. O véu do palato encontra-se levantado, e o fluxo de ar é
encaminhado apenas para a cavidade oral: fava, saca, azar, chato, jato
Africada: produzida com uma oclusão total e momentânea do fluxo de
ar, seguida de um estreitamento do canal bucal, gerando um ruído de
fricção, logo após o relaxamento da oclusão. Aqui também o véu do
palato encontra-se levantado, e o fluxo de ar passa apenas pela
cavidade oral: tchau , tia e dia.
Tepe (ou tap): produzida com uma oclusão total e rápida do fluxo de ar
nas cavidades orais. O véu do palato está levantado, impedindo a
passagem do ar pelas cavidades nasais: caro , prato.
Vibrante: a ponta da língua ou a úvula provocam uma série de oclusões
totais muito breves, seguidas por segmentos vocálicos extremamente
curtos. A passagem do ar pelas cavidades nasais também está
bloqueada: roda, carro.
A vibrante alveolar aciona esta série de rápidas oclusões tocando a
ponta da língua nos alvéolos.
Já a vibrante uvular realiza a sequência de bloqueios tocando, através
da vibração da úvula, o dorso da língua. Essa consoante também é
chamada de vibrante múltipla em função das múltiplas batidas, em
oposição à vibrante simples, que apresenta um único bloqueio
4. Compreender os aspectos fonoarticulatórios que são avaliados na
clínica de MO;
Capítulo nº 25 : TRATADO EM FONOAUDIOLOGIA: ALTERAÇÕES DE
FALA DE ORIGEM MUSCULOESQUELÉTICA
Primeiramente é fundamental caracterizar se o problema de fala é de
origem fonológica, neurológica ou musculoesquelética.
Perguntas sobre como ocorrem outras funções, como a mastigação, a
deglutição e a respiração também trarão dados significativos para o
correto diagnóstico já que todas estas funções são exercidas
praticamente pelas mesmas estruturas. Além da anamnese, o exame
das estruturas anatômicas da cabeça e face, vai nos ajudar a saber se
pode estar havendo interferência destas estruturas na produção
articulatória.
No exame será importante observar: a morfologia, o tônus e a
mobilidade das estruturas moles da boca e da face, além da morfologia
das estruturas duras da face e da boca. Conformação e saúde dos
dentes, qual tipo de oclusão existe, assim como qual é a tipologia facial
predominante.
É importante observar quais tipos de compensações são utilizadas, e
qual é o comprometimento que a alteração encontrada causa na
inteligibilidade geral. Conhecer o que o paciente e a sua família acham
do problema também ajuda, a saber, se haverá ou não adesão ao
trabalho fonoaudiológico.
Examinar as outras funções realizadas pela boca, como mastigar e
deglutir, assim como obter dados sobre a respiração do paciente pode
dar indicativos de que o problema de fala pode estar associado a estas
funções ou mesmo ser consequência de uma delas.
Fazer uso de protocolos como o MBGR5 , por exemplo, traz para a
nossa prática um caráter muito mais concreto e padronizado, desde o
momento da devolutiva ao paciente até o seu acompanhamento durante
o tratamento
5. Compreender e caracterizar as alterações fonoarticulatórias;
As alterações fonoarticulatórias referem-se a problemas de execução
motora que podem comprometer além da produção fonatória, a
respiração, a ressonância, a articulação e a prosódia. Os fatores que
intervêm no processo articulatório são:
1) Função auditiva: responsável pelo fornecimento do modelo acústico
(recepção, discriminação e retenção), vindo do exterior e do próprio
indivíduo (feedback auditivo).
2) Função tátil: responsável pela informação sobre os pontos de
contato durante a articulação (feedback tátil).
3) Função proprioceptiva: informa sobre as sensações dos músculos e
tendões, fornecendo condições para análise do movimento articulatório,
da pressão no momento do contato e da tonicidade da musculatura
envolvida (feedback cinestésico).
4) Função visual: responsável pela formação de modelos visuais das
produções articulatórias.
Qualquer desvio que atinja um ou mais órgãos utilizados no aspecto
fonoarticulatório causará dificuldades ou impedimentos na articulação e
alterações sobre a fonação. O desenvolvimento das habilidades
fonoarticulatórias pode ser precursor necessário para as habilidades de
linguagem, ou seja, desordens ao nível de linguagem e disfunção do
sistema sensório motor oral, frequentemente ocorrem juntos.
Em 1998, Zorzi7 em seu capítulo “Diferenciando alterações da fala e da
linguagem” propõe classificar as alterações da fala em fonológicas,
neurogênicas e músculo-esqueletais.
As alterações músculo-esqueletais correspondem aos distúrbios
causados por problemas na musculatura, ossos ou cartilagens
envolvidas na produção da fala. As alterações de fala podem ser de
origem muscular por lesões ou remoções musculares; fibroses; atrofia
muscular; perda ou diminuição da mobilidade; alteração de tamanho ou
de forma. Podem ser de origem esqueletal por alterações nos ossos;
conformação da face; ausência de dentes, dentre outros.
O desempenho articulatório pode ser classificado como:
Avaliação da fala: aspectos da motricidade orofacial
● adequado: quando ponto e modo de articulação estão corretos;
● impreciso: quando, por exemplo, se observa restrição na abertura
de boca e/ou pouca mobilidade lingual e labial, que geralmente
afeta a fala como um todo;
● distorcido: quando ajustes ou compensações são realizados na
tentativa de produzir uma fala adequada;
● restrito: presença de limitação dos movimentos, especialmente de
mandíbula;
● exagerado: presença de movimentos exacerbados da mandíbula e
lábios.
ALTERAÇÕES MÚSCULO-ESQUELETAIS E POSSÍVEIS INTERFERÊNCIAS NA
FALA:
Capítulo nº 25 : TRATADO EM FONOAUDIOLOGIA: ALTERAÇÕES DE FALA DE
ORIGEM MUSCULOESQUELÉTICA
Oclusão e mordida
Tanto as mordidas abertas quanto as mordidas cruzadas e
sobremordidas favorecem pontos de contato inadequados na produção
dos fones.
As mordidas abertas favorecem o aparecimento do ceceio anterior,
assim como a tendência à anteriorização do ponto de articulação dos
fones linguodentais. Nas mordidas cruzadas, podem ocorrer desvios de
mandíbula, favorecendo a produção inadequada dos fones sibilantes.
Nas sobremordidas, em decorrência da diminuição do espaço verticalinterno, é comum o aparecimento do assobio nos fones sibilantes.
Na Classe III de Angle, os fones fricativos [f] e [v] são produzidos com o
lábio superior tocando os dentes inferiores, havendo uma mudança do
ponto articulatório. Nos fones plosivos, observa-se maior uso do lábio
superior, bem como maior participação da parte média da língua
Dentes
A inclinação lingualizada ou vestibularizada dos incisivos superiores, a
ausência de elementos dentários e o apinhamento dos dentes podem
levar a uma alteração do espaço intraoral, dificultando o posicionamento
correto da língua para articular os fones com precisão.
Os fones linguodentais podem ser produzidos com a língua posicionada
mais anteriormente, nos casos de inclinação vestibularizada dos
incisivos superiores.
Próteses dentárias
As próteses dentárias mal feitas e/ou mal adaptadas causam
dificuldades na produção dos sons da fala. Geralmente, a prótese
dentária leva o indivíduo a falar com a boca mais fechada para não
perder a estabilidade, causando uma imprecisão articulatória.
Disfunção temporomandibular
Segundo Bianchini pacientes com disfunção da articulação
temporomandibular tenderão a apresentar: redução da amplitude do
movimento mandibular; aumento da atividade da musculatura perioral;
lateralização da mandíbula no /s/ e /z/; diminuição da velocidade da fala
e ainda alterações de voz. Estudos sobre a fala e a dor por alterações
musculares ou ósseas também estão presentes na literatura
movimentos mandibulares
Os movimentos mandibulares inadequados durante a fala como deslizes
mandibulares frontais ou laterais assim como menor abertura de boca
ou os movimentos exagerados da mandíbula, são encontrados em
sujeitos com: respiração oral; Classe II de Angle divisão 1ª; excessiva
sobressaliência; mordida cruzada lateral ou aberta anterior assim como
nas disfunções da articulação temporomandibular. Provavelmente estes
movimentos inadequados de mandíbula ocorram como forma de
compensação para encontrar melhor possibilidade de correta
articulação dos fonemas a serem produzido
Frênulo lingual
O frênulo lingual é uma pequena prega de membrana mucosa que
conecta a língua ao assoalho da boca, permitindo que a parte anterior
da língua se mova livremente. Dependendo do ponto de fixação na
língua e no assoalho da boca, ele pode limitar os movimentos da parte
anterior da língua, interferindo na produção da fala. Quando existe
restrição dos movimentos da língua ocasionados por uma alteração do
frênulo lingual, é possível encontrar várias alterações, como, por
exemplo: imprecisão articulatória; produção distorcida dos fones flape
alveolar [ɾ], aproximante lateral alveolar [l] e fricativos alveolares [s] e [z];
abertura de boca reduzida; desvios de lábios e de mandíbula; posição
de língua baixa na cavidade oral, com participação atípica de suas
margens laterais durante a fala, sendo que um lado da língua poderá
participar mais do que o outro
*CURIOSIDADE* Artigo: Incidência de distúrbio articulatório em crianças na
idade escolar que tiveram ou têm hábitos orais de sucção
Felício et al. (2003), realizaram uma pesquisa com o propósito de
investigar a possível relação do distúrbio de fala com a história de
aleitamento e dos hábitos de sucção nutritiva e não-nutritiva como
fatores que poderiam ter interferido no crescimento e desenvolvimento
dos componentes do sistema estomatognático e nas condições
miofuncionais orais.
Nos resultados verificou-se que o distúrbio de fala foi associado a maior
duração do aleitamento artificial e da sucção não nutritiva, a postura
anormal da língua e lábios, e mobilidade anormal da língua. Tais autores
compreenderam que, o prolongamento da sucção pode modificar o
ambiente oral, provocando desordem miofuncionais orais, e
consequentemente dificultando os ajustes motores necessários para
articulação da fala
6. Analisar se o processo terapêutico envolve ou não exercícios de
mioterapia;
Estratégias de treinamento miofuncional
O resultado da avaliação de MO indicará a necessidade de treino
específico com musculatura e funções. Exercícios como
contrarresistência de língua em maxila, afilamento lingual, retrusão
lingual, trabalho com mobilidade e tônus labial; trabalho com
musculatura mastigatória tonificando ou alongando. Cada tipo de
alteração na fala poderá demandar determinada intervenção. Se uma
articulação travada se manifesta, excluídos os fatores relacionados com
a ATM e seu funcionamento, o trabalho envolve os mesmos exercícios
destinados a ampliar movimentos de abertura da cavidade oral durante
a fala. Exercícios isotônicos e isométricos podem ser utilizados para a
reabilitação da musculatura, sendo que a melhora do tônus e da
mobilidade em geral resgata a precisão da fala
Porém, Lof (2009) aponta que, se os clínicos objetivam melhorar a fala,
devem trabalhar atividades que estejam diretamente ligadas à própria
fala. Se o objetivo é produzir fala inteligível, fortalecer órgãos
fonoarticulatórios ou trabalhar sua mobilidade, na visão do autor, não
garante melhora na fala, uma vez que esta é considerada uma função
complexa e não uma simples atividade motora.
7. Discutir os aspectos biopsicossociais relacionados às alterações de
fala;
Capítulo nº 25 : TRATADO EM FONOAUDIOLOGIA DA SBFa em 2004
Editora: ROCA LTDA
ALTERAÇÕES DE FALA DE ORIGEM MUSCULOESQUELÉTICA
O indivíduo que tem a fala com problemas, independente da causa que
leva a esta alteração, experimenta muitas vezes sensações
desagradáveis nas suas tentativas de se comunicar. O ouvinte pode ser
impaciente, rejeitar o falante, ter pena, satirizar ou o imitar de forma
jocosa, além de outros comportamentos que levam o falante a se sentir
ansioso, embaraçado, desconfortável, excluído, inseguro, frustrado
fazendo com que a sua auto-estima e autoconfiança diminuam.
8. Discutir como o fonoaudiólogo atua nas alterações articulatórias
realizando correlações com as SPs anteriores.
Capítulo de nº 25 publicado no Livro: TRATADO EM
FONOAUDIOLOGIA DA SBFa em 2004 Editora: ROCA LTDA
ALTERAÇÕES DE FALA DE ORIGEM MUSCULOESQUELÉTICA
O alvo inicial da terapia é encontrar a verdadeira e correta causa do que
está levando àquela modificação na fala, como por exemplo, má
oclusão, é necessário tratar primeiro a alteração oclusal, que estaria
atuando como causa, para assegurar que a língua tenha condições de
passar por um processo de reabilitação. Quando as causas são
estruturais, ou mesmo funcionais, muitas vezes temos que trabalhar em
conjunto com outros profissionais para que estes removam ou
melhorem o que estaria impedindo ou dificultando a correta articulação
do fonema. Às vezes a causa da alteração pode ser apenas uma
flacidez excessiva, ou mesmo a postura inadequada das estruturas que
participam da execução do fonema em questão.
Quando isto ocorre, o fonoaudiólogo irá trabalhar com a possível causa
antes de iniciar o trabalho propriamente dito com a fala. O objetivo da
terapia será, muitas vezes, o de compensar as alterações e otimizar a
produção da fala, além de ajudar o paciente a compreender o que ele
tem, auxiliando-o a encontrar as soluções mais pertinentes para seu
caso.
O fonoaudiólogo deverá fazer conscientização acerca da alteração:
demonstrar de forma concreta a alteração da fala e seus resultantes (p.
ex., ceceio anterior/projeção anterior de fonemas = mordida aberta
anterior, estreitamento transversal em maxila).
Fazer com que o paciente tenha autopercepção acerca da alteração:
Utilização de pistas proprioceptivas possíveis, por exemplo, a utilização
de fita adesiva colorida para sinalizar o apoio compensatório de lábio
inferior durante a produção dos fonemas líquidos laterais.
Fazer com que o paciente tenha percepção auditiva acerca da alteração
Utilizam-se de diversas formas para levar o sujeito a perceber-se
auditivamente.
E realizar os exercícios miofuncional, quando necessário.
9. Estudar a comunicação não verbal (expressões faciais -- Músculos
com suas origens e inserções).
Comunicação Não Verbal
A comunicação não verbal ocorre por meiode gestos, códigos sonoros,
sinais, expressões faciais ou corporais, imagens ou códigos. Ela
abrange a expressão corporal e facial, gestos e reações do corpo a
estímulos variados
Tipos de Comunicação Não Verbal?
Em nosso dia a dia, ao nos comunicarmos, utilizamos diferentes tipos
de comunicação não verbal, são eles:
Paralinguagem
São os sons que não integram o vocabulário da língua utilizada. A
maneira de falar, a entonação de voz utilizada durante a comunicação e
eventuais pausas nas falas são as formas mais comuns de
paralinguagem.
Proxêmica
Está ligada ao uso que o homem faz do espaço a seu redor para se
comunicar. Trata de aspectos como a proximidade relativa aos
interlocutores e suas implicações, da influência do ambiente em que
ocorre a comunicação e de outros aspectos ligados ao espaço físico.
Importante dizer que para cada grupo cultural, existe um padrão de
espaço diferente.
Cinésica
Trata-se dos movimentos que realizamos com todas as partes de nosso
corpo, também chamada de linguagem corporal. Expressões faciais,
postura corporal e gestos fazem parte da comunicação cinésica.
Quaisquer outros gestos que acompanhem os atos linguísticos se
enquadram nesta categoria.
Características físicas
Neste tipo de comunicação não-verbal entram adereços, vestimentas,
aspectos físicos e o impacto provocado por eles no interlocutor. Em
suma, a comunicação por características físicas nada mais é do que a
primeira impressão que causamos no outro
Expressões faciais
É através do rosto que transmitimos e ocultamos nossas emoções. É
um potencial em comunicação, ocupando um lugar expressivo na
transmissão dos nossos estados emocionais. A sua compreensão
permite verificar a coerência entre o que foi dito e o que é mostrado.
Reflete atitudes interpessoais. Alguns autores afirmam ser a principal
fonte de informação associada à fala humana.
SISTEMA MUSCULAR Profa. Roberta Paresque CEUNES/UFES -
ANATOMIA HUMANA
a origem é geralmente a extremidade proximal do músculo que
permanece fixa durante a contração muscular, e a inserção é
geralmente a extremidade distal do músculo, que é móvel.
Moore

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