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TÓPICO 1
NADO PEITO
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
De acordo com Mansoldo (2009), o nado peito é o nado mais antigo de que 
se tem notícia em termos de sua utilização e de seu ensinamento. Para o autor, 
sua grande utilização no passado foi com fins bélicos, pois a melhor maneira de 
surpreender o inimigo no mar era fazer uma aproximação noturna no barco e, 
com um pelotão de ataque armado de punhais seguros pela boca, nadar até a 
outra embarcação e dizimar o inimigo. Pela posição do corpo, totalmente apoiado 
na água, e pela possibilidade de manter a cabeça fora da água, o nado de peito 
sempre foi o nado adotado pelos homens do mar, tanto pelos soldados gregos, 
romanos e vikings, como pelos bucaneiros, isto é, piratas.
 
Os demais nados nasceram da evolução do nado peito. No caso do nado 
crawl, por exemplo, conforme Mansoldo (2009), tudo começou quando um inglês 
tentou nadar o nado peito, tirando um dos braços da água, até que ambos foram 
tirados alternadamente e chegou-se ao nado crawl atual. O nado borboleta, por sua 
vez, não fugiu à regra, tendo sido criado a partir de uma inovação na recuperação 
aérea de ambos os braços. Lançada pelos húngaros, causou furor nas Olimpíadas 
de 1952, em Helsinque, e, a partir da edição de 1956, em Melbourne, o nado peito, 
tirando os dois braços da água, tornou-se o nado borboleta de hoje.
O nado peito é o nado mais lento dentre todos os nados, pois todos os 
seus movimentos são realizados dentro da água, não havendo fase aérea de 
recuperação (MANSOLDO, 2009). Segundo o autor, antigamente o nado peito 
era chamado de nado clássico e guarda a tradição de um nado europeu, sendo 
muito utilizado pelos senhores da terceira idade por ser um nado estável, sem 
rolamentos, ter um grande campo visual e, em alguns casos, poder ser nadado até 
com a cabeça fora da água. 
A característica que mais chama a atenção no nado peito é a sua enorme 
propulsão de pernas, tendo sido iniciado no passado com movimentos de tesoura. 
Atualmente, sua movimentação em cunha, similar aos movimentos de perna 
de rã, porém com os joelhos para dentro distantes o equivalente à largura do 
quadril, transfere ao nadador um forte impulso, fazendo com que este nado tenha 
um grande equilíbrio entre as forças de braços e pernas, aproximadamente 50% 
(MANSOLDO, 2009). Sendo um nado de pernas e braços, ele tem praticamente o 
mesmo resultado propulsivo, o nadador terá que se compenetrar em executar os 
movimentos no tempo certo, para que um movimento não iniba o outro, agindo 
assim, fica caracterizado um nado descontínuo, no qual ocorrem as braçadas

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