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I Conferência Virtual Global sobre Produção Orgânica de Bovinos de Corte
02 de setembro à 15 de outubro de 2002 — — Via Internet
HOMEOPATIA EM GADO DE CORTE
Arenales, Maria Do Carmo
R TAGIPURU, 194 - PERDIZES
SÃO PAULO - SP - CEP: 01156-000
FONES: (11) 3662-5789 ou 3662-5791 ou 3825-5020
1 INTRODUÇÃO
A HOMEOPATIA é uma ciência desenvolvida há cerca de 200 anos por Samuel Hahnemann, na
Alemanha.
O princípio básico da HOMEOPATIA, é a utilização de medicamentos dinamizados, ou seja,
medicamentos preparados a partir de substâncias animais, vegetais, minerais ou tecidos doentes. Na
dinâmica desta preparação a matéria oriunda desta substância impregna as moléculas do álcool (ou
açúcar) utilizado determinando nesta suas impressões energéticas, sem alterar sua forma química.
Consequentemente estaremos medicando os animais e vegetais com substancias inócuas em termos
químicos.
Quando o homem manipula este produtos, não existe qualquer possibilidade de contaminação. Da
mesma forma a natureza e os animais e vegetais tratados. Esta forma de medicação reverte em saúde
a todos envolvidos direta ou indiretamente. Desta forma temos uma comprovação eficiente em bovinos
de corte.
A HOMEOPATIA está conquistando não só os profissionais da saúde, como também de outras
áreas correlatas, como a agronomia. Na verdade, todas as pessoas que têm contatos com
a HOMEOPATIA acabam se beneficiando desta terapêutica, se interessando em ampliar seus
conhecimentos sobre o assunto e, consequentemente, decidindo pela não continuidade da medicina
oficial para si e para seus animais.
Apoiada em leis naturais e imutáveis e, portanto, aplicáveis tanto em seres humanos como em
animais, a HOMEOPATIA, de tão verdadeira e benéfica, vem conquistando adesão de um número cada
vez maior de profissionais da saúde, sendo sua prática irreversível. Isso pode ser comprovado na
medicina veterinária, onde cresce o número de veterinários interessados em conhecer a terapêutica
homeopática, ora por livre iniciativa e busca de novos conhecimentos científicos, ora por sofrerem
pressões de clientes e até de movimentos ecológicos.
A monocultura determinou no planeta uma tendência assustadora e devastadora de infestação por
insetos, fungos, bactérias, ácaros, vírus entre outros agentes de doenças. A farmacopéia homeopáticos
apresenta diversos medicamentos que agem nas causas de diversas patologias determinadas por
agentes específicos.
Apesar do controle de insetos com medicamentos dinamizados não constarem como tradição na
possibilidade na HOMEOPATIA, pesquisas recentes realizadas encontraram medicamentos homeopáti-
cos que controlam a infestação de carrapatos, mosca do chifre, berne, vermes e mosca domésticas em
bovinos, provenientes de esterco do gado bovino e de suínos.
A proposta da HOMEOPATIA na produção de alimentos de origem animal, é a tentativa de reverter
o seguinte quadro: "Cerca de 3 milhões de toneladas de agrotóxicos anualmente são despejadas no
planeta, contaminando o solo e água, os animais e vegetais. Consequentemente toda contaminação e
os efeitos residuais se voltam contra o ser humano." Neste ponto entra a HOMEOPATIA determinando
ao produtor um aumento em seus lucros, pelo incremento da produção e pela diminuição em suas
despesas.
Editored by:
University of Contestado - UnC - Concordia Unit - Concordia - SC - Brazil
Embrapa Pantanal - Corumba - MS - Brazil
c©UnC – Concordia – Brazil – 10 de setembro de 2002
1
I Conferência Virtual Global sobre Produção Orgânica de Bovinos de Corte
02 de setembro à 15 de outubro de 2002 — — Via Internet
A HOMEOPATIA é uma ciência que individualiza o paciente, promovendo a integração entre seus
sintomas físicos e suas características mentais.
No entanto ao se aplicar a populações extensas, com cerca de 100, 1000, 10 000 ou até 50 000
cabeças de animais, a HOMEOPATIA pode ser intergrada sim, com segurança de sua eficácia, pois
estaremos utilizando uma técnica desenvolvida pelo próprio mentor da HOMEOPATIA: o denominado
Genius epidemicus.
Explicar e exemplificar esta técnica é simples.Todos os indivíduos que compoe o grupo ; os animais
tratados; são considerados como um único ser. Como se a boiada fosse um colméia de abelhas, onde
cada indivíduo não representa a si, porém parte de um todo.
Os sintomas são considerados a partir da estatística de importância, selecionados homeopatica-
mente .Os sintomas mentais são considerados a partir da movimentação do grupo e não de indivíduos
isolados.Desta forma o medicamento indicado é fornecido a todo o grupo.Técnica esta importante na
solução de epidemias humanas e hoje utilizada pelo Médico Veterinário Homeopata como instrumento
para curar e prevenir doenças no gado de corte.
2 VIABILIDADE DA HOMEOPATIA NA MEDICINA VETE-
RINÁRIA
A Veterinária homeopática segue basicamente os mesmos princípios da medicina: vê o animal
como um todo sustentado pela força vital. E, ao contrário do que muitos pensam, a HOMEOPATIA
aplicada na Veterinária é uma realidade que tem apresentado excelentes resultados práticos,
desmistificando alguns conceitos e apresentando vantagens sobre a medicina oficial.
Dentro desta realidade, este videocurso tem o objetivo de apresentar a aplicação e os benefícios
da HOMEOPATIA na veterinária, mostrando sua viabilidade e reforçando suas vantagens sob o aspecto
de cura e até mesmo financeiro.
2.1 AÇÃO RÁPIDA E EFICIENTE
Existe uma falsa crença que sugere ser o medicamento homeopático de ação lenta, ração pela
qual o tempo da resposta do organismo para com o remédio deixaria a desejar. Na verdade, esse é um
preconceito gerado por uma desinformação popular, que muitos contrários à HOMEOPATIA gostam de
divulgar.
Já está comprovado que o tempo de reação do organismo é proporcional ao tempo de afecção: se
estivermos diante de um processo agudo instalado em pouco tempo (por exemplo, uma pneumonia)
teremos a resposta em poucas horas; porém, se a afecção estiver instalada há anos, revelando-se um
processo crônico (como uma alergia), teremos a resposta do organismo em algumas semanas e a cura
instalada em meses ou anos, dependendo de cada caso.
2.2 HOMEOPATIA E PATOLOGIAS GRAVES
Outro grande preconceito diz que devemos usar a HOMEOPATIA em afecções benignas, onde
existe risco de vida, deixando a alopatia agir em patologias graves. Essa é mais uma avaliação sem
sentido já que a rapidez da resposta do organismo frente ao medicamento em casos de patologias
agudas pode retirar o animal do perigo eminente em curto espaço de tempo.
Assim, é preciso salientar o conceito de curável na HOMEOPATIA. Para o Homeopata não existe
patologia incurável, o que pode existir é o indivíduo incurável, ou seja, aquele que com sua energia vital
esgotada não responde à medicação.
Na HOMEOPATIA veterinária, não existem doenças incuráveis nos casos de cinomose com
comprometimento nervoso (afecção canina considerada incurável e indicada a eutanásia), por exemplo,
freqüentemente os animais respondem em poucos dias ao tratamento a esse processo agudo e não
apresentam seqüelas após estarem completamente restabelecidos.
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I Conferência Virtual Global sobre Produção Orgânica de Bovinos de Corte
02 de setembro à 15 de outubro de 2002 — — Via Internet
2.3 LUCRATIVIDADE NA PRODUÇÃO
Como a medicação homeopática é exclusividade energética, já que não há matéria no
medicamento, não existe o risco de animais medicados transmitirem para a carne os remédios ingeridos
, ao contrário da alopatia e seus antibióticos, antinflamatórios e agrotóxicos.
Viabilizando o uso destes produtos para consumo, o produtor continua a auferir lucros e garantir
alimentos saudáveis para consumidor. Isso sem contar que os animais estão livres de sofrerem
intoxicações medicamentos (iatrogenia)
2.4 CUSTO MENOR E SAÚDE MAIOR
Os lucros também podem ser contabilizados de outra forma, beneficiando o proprietário e o clínico,
já que os medicamentos homeopáticos custam menos que os alopáticos e permitem que a recuperação
do organismo ocorra em curto período de tempo.
2.5 FÁCIL ADMINISTRAÇÃOE INTEGRAÇÃO
A facilidade de administrar o medicamento homeopático é outra vantagem que deve ser considerada
pelo veterinário os remédios são preparados de acordo com a palatabilidade individual, não havendo
necessidade de ingerir grandes doses, podendo ser adicionado na água de beber do animal sem alterar
o seu sabor. Há também a facilidade de se ministrar doses únicas.
Com isso, é possível evitar o estresse ocasionado pela administração forçada de medicação oral,
pelo uso de seringas e demais manobras dolorosas. Outra vantagem adicional: o risco de acidentes ao
se lidar com animais violentos é reduzidos, beneficiando o animal, o veterinário e seus auxiliares.
2.6 TRATAMENTO PARA TODO O REINO ANIMAL
A HOMEOPATIA é utilizada sem dificuldades em todas as espécies animais, desde as que convivem
intimamente nos lares, como o cão e o gato, e os bovinos, suínos, eqüinos, aves, peixes e abelhas. Até
mesmo os animais selvagens respondem muito bem ao tratamento homeopático.
Nessa terapêutica podemos transcender o conhecimento alopático tratando o quadro mental dos
animais, ou seja, os distúrbios do comportamento (psiquiatria veterinária) que acabam fazendo com
que eles deixem de cumprir suas funções, como guarda, companhia, pastoreiro, monta, produção de
leite, ovos, carne, lã, etc. Esses distúrbios do comportamento podem fazer com que o animal venha a
exacerbar sua agressividade, por temores não justificados, como ansiedade, timidez e outros.
2.7 TENDÊNCIA IRREVERSÍVEL
A HOMEOPATIA é uma ciência médica que está conquistando não só os profissionais da saúde,
como também de outras áreas correlatas, como a agronomia. Na verdade, todas as pessoas que
têm contato com a HOMEOPATIA acabam se beneficiando desta terapêutica, se interessando em
ampliar seus conhecimentos sobre o assunto e, conseqüentemente, decidindo pela não continuidade
da medicina oficial para si e para seus animais.
Apoiada em leis naturais e imutáveis e, portanto, aplicáveis tanto em seres humanos como em
animais, a HOMEOPATIA, de tão verdadeira e benéfica, vem conquistando a adesão de um número
cada vez maior de profissionais da saúde, sendo sua prática irreversível. Isso pode ser comprovado
na medicina veterinária, onde cresce o número de veterinários interessados em conhecer a terapêutica
homeopática, ora por livre iniciativa e busca de novos conhecimentos científicos, ora por sofrerem
pressões de clientes e até de movimentos ecológicos.
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3 CONTROLE HOMEOPÁTICO E BIOLÓGICO DA Hae-
matobia irritans
Na Biologia "CONTROLE" significa manter os parasitos em quantidades satisfatórias, de forma a
não intervir na produção animal.
A HOMEOPATIA não tem por tradição o controle de insetos, porém a alguns anos esta viabilidade
surgiu através do estudo dos nosódios (a utilização da própria doença como medicamento). Esta
combinação resultou em um medicamento que não provoca danos aos animais, aos consumidores
dos produtos de origem animal e nem ao meio ambiente, por ser uma formulação inócua, decorrente
da utilização da técnica da Farmacopéia Homeopática.
Não determina odor ou sabor, e nem resíduos químicos em todos produtos de origem animal.
O manejo homeopático decorrente da diminuição do uso de produtos inseticidas, proporciona que a
natureza interfira no controle da mosca do chifre, intensificando o ciclo do então denominado "besouro
rola bosta". Expontaneamente começam a surgir e a proliferar nas fezes dos bovinos sua ação benéfica.
Conhecendo um pouco seus hábitos e ciclo de vida, este Coleóptero, (rola bosta ou vira bosta), de
hábito coprófago, sendo no Brasil, constituído por diversas espécies, se alimenta de fezes e também
enterra no solo abaixo, como se fossem bolinhas de estrume que possuem a finalidade de alimentar
suas larvas que vivem em ninhos localizados no solo, exatamente onde as fezes foram depositadas.
Desta forma, enterrando as fezes, estas são turbilhonadas, de forma a ressecá-las e ex-
pondo aos raios ultra violetas, as larvas da mosca do chifre. Desta forma ao invés de
surgirem milhares de novas moscas do chifre, acabam surgindo um número reduzido em 30-80%.
Trata-se de um controle biológico.
Outra grande vantagem é que este processo, controla o ciclo de outros insetos presentes nas
fezes e também de forma não despiciendo as verminoses intestinais. Sua presença é também fator de
adubação do solo, integrando as fezes, aerando e umidificando o solo.
A EMBRAPA iniciou um projeto de fornecimento do besouro "Ontafagus gazela" com a finalidade de
acelerar este processo e também pelo desaparecimento dos besouros nativos, mortos pelos pesticidas
aplicados. São originários da África e possuem um ciclo de vida que determina o nascimento de
80 besouros/mês. Sua vantagem é que possuem uma atividade coprofágica superior aos besouros
nativos. No entanto são espécies alienígenas e somente conheceremos o impacto ambiental, após a
sua instalação e reprodução em quase todo território nacional.
Salientamos, aos que inseriram em sua propriedade o manejo homeopático, este procedimento
torna-se dispensável, pela ocorrência natural e sem custos do "rola bosta" nativo.
3.1 AÇÃO DO MANEJO HOMEOPÁTICO NA MOSCA DE CHIFRE
O medicamento fornecido no sal mineral ou na ração de forma continuada determina nas
fezes a interrupção do ciclo da mosca de chifre e desta forma a intensidade da infestação diminui
gradativamente. Lembre-se o ciclo da mosca de chifre é exclusivamente efetuado em fezes do gado
bovino.
O Manejo Homeopático não apresenta ação inseticida sobre as moscas de chifre adultas, porém
estas moscas morrem entre 7-30 dias. No entanto quando as fêmeas da mosca de chifre, abandonam
o gado bovino e procuram as fezes (bovinas exclusivamente) para realizar a ovospostura, inicia a ação
da HOMEOPATIA. As larvas eclodem nas fezes, porém as formas jovens das larvas (denominadas L1 e
L2), não conseguem realizar a metamorfose em pupa. Desta forma interrompemos o ciclo, ressalvado
a dificuldade de um controle mais eficaz é atentos a autonomia de vôo da mosca de chifre (até 20 Km
em 24 horas).
Após 3-6 meses da implantação contínua do Manejo Homeopático, observaremos a diminuição
da infestação, de forma que sempre observaremos os animais infectados, porém mais tranqüilos.
Erradicar a mosca de chifre é impossível; atualmente para tanto teríamos que realizar este trabalho
simultaneamente num raio de 20-30 Km.
Os animais que mais estarão infestados serão os machos (pelo fator hormonal) e animais escuros
(pelo fator da temperatura). No início do tratamento, recomendamos realizar controle com inseticidas,
apenas nestes animais.
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I Conferência Virtual Global sobre Produção Orgânica de Bovinos de Corte
02 de setembro à 15 de outubro de 2002 — — Via Internet
Convém lembrar que toda vez que o gado é manejado para o controle da mosca de chifre,
emagrecem até 15 Kg, peso este que é recuperado 30 dias após, ou seja, se este controle for realizado
a cada 30 dias, haverá uma perda de 12 arrobas durante o ano, retardando a terminação deste animal.
Adicione a este prejuízo, o custo do medicamento, a mão de obra e perdas decorrente de intoxicações
e acidentes. Não esqueça de adicionar o custo de sua saúde e dos empregados por se contaminarem
com os produtos durante os banhos.
Quando esta medicação é adicionada aos medicamentos indicados para engorda existe uma
potencialização deste objetivo por deixar os animais muito calmos e por maximizar o aproveitamento
dos nutrientes encontrados nos alimentos fornecidos. Este processo é necessário em microclimas
específicos, pois as condições climáticas são especialmente favoráveis ao desenvolvimento da mosca
de chifre.
A interrupção da ovopostura nas fezes do gado bovino é comprometida por fatores climáticos, porém
não altera o tratamento, pois a eficácia é o seguimento ao programa de homeopatizar o gado.
No Brasil, durante os meses de janeiro à março, existe uma safra da moscade chifre. Ocorre no
território nacional uma proliferação descontrolada da mosca de chifre e decorrente da possibilidade de
voarem até 20 Km em um único dia, os rebanhos são facilmente atingidos. Ocorre também uma alta na
temperatura que faz o ciclo desta mosca ser mais curto, aliado ao aumento da umidade, o que viabiliza
quase todos os ovos depositados nas fezes.
Importante salientar que em regiões montanhosas, a mosca de chifre apresenta uma dificuldade
para se propagar, pois ao possuir uma autonomia de até 20 quilômetros em 24 horas, a mosca de chifre
não consegue fazê-lo em altura que permita ultrapassar as montanhas. Em regiões planas (mesmo no
interior, em grandes altitudes) consegue uma disseminação mais celere.
Por tradição os coxos nos campos não são cobertos, o que faz o sal ser perdido pelas chuvas. Desta
forma o gado não entra em contato diário com o medicamento homeopático, diminuindo a eficácia do
tratamento. Se possível cubra os coxos, o investimento será resgatado em breve.
Não sendo exeqüível, inicie o tratamento, pois na realidade o criador estará correndo atrás de
um prejuízo já existente em sua criação e o quanto antes iniciar, tanto melhor será para se atingir o
objetivo almejado: ver o gado calmo, apesar de apresentar uma infestação moderada ou média. Muitos
criadores realizam um trabalho de esclarecimento com os vizinhos, de forma a atingir um raio maior de
tratamento e conseqüentemente uma eficácia superior.
Importante salientar que muitos criadores que já realizam este programa a alguns meses, optaram
por não banhar o gado face os prejuízos promovidos na engorda . Após abril, a infestação tende a ser
muito branda.
Durante a safra da mosca de chifre, a infestação dos animais integrados ao Manejo Homeopático
é mais branda, se comparada com os rebanhos vizinhos, como resultado da transformação das larvas
nas fezes serem prejudicadas (L1 e L2 em pupa).
Interessante também é que após o controle efetivo da mosca de chifre, a infestação sofre alterações
significativas a cada dia; em um dia há poucas moscas e em outro a infestação está mais intensa.
Possivelmente infestação vicinal.
Em algumas vezes a infestação retorna a ser importante, porém em 3-5 dias o episódio é superado
e ocorre uma diminuição da infestação. O mecanismo desta diminuição da infestação é decorrente da
impossibilidade de ocorrer o ciclo deste inseto nas fezes dos bovinos.
Aproveito para salientar que na natureza todos os animais são parasitados de forma a não interferir
na produção, ciclo de vida e qualidade de vida destes animais, portanto avalie sempre o grau de conforto
que os animais apresentam, apesar da infestação da mosca de chifre.
Reitero: A natureza também lança recursos para tratar ou amenizar esta infestação. Existem
nas pastagens besouros (Coleopteros), denominados vulgarmente de "Rola-Bosta". São insetos
coprofagos que realizam seus ninhos abaixo do bolo fecal e introduzem nas crateras cavadas abaixo o
esterco bovino; remexendo portanto e impossibilitando a esterilização pelos raios ultra violetas.
Com o uso sistemático dos inseticidas, eles desaparecem das pastagens por serem sensíveis
aos produtos utilizados. Com a diminuição da contaminação química no solo, os coleópteros surgem
novamente. O Manejo Homeopático é inócuo a estes besouros. Desta forma o controle da mosca de
chifre se intensifica.
Outra observação importante é que nas pastagens altas, a mosca do chifre tem mais dificuldade de
realizar o seu ciclo.
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4 CARRAPATOS: Boophilus sp
A HOMEOPATIA com possibilidade de controle homeopático é extremamente recente e não consta
em literatura, no entanto, tem se consagrado não como alternativa e sim como solução para as
propriedades convencionais (manejo químico), assim como as propriedades de manejo orgânico.
A instalação do manejo homeopático pode ser decorrente de diversas possibilidades: a resistência
aos acaricidas, mosquicidas e vermicidas; minimizar os efeitos colaterais dos produtos químicos:
reduzir o índice de mortalidade da propriedade; reduzir os índice de babesiose e/ou anaplasmose;
reduzir os custos de medicamentos, insumos e mão de obra; minimizar o impacto ambiental dos
produtos químicos; minimizar o contato do ser humano com os produtos químicos; produção de
alimentos sem resíduos e finalmente viabilizar a conversão da propriedade convencional em orgânica.
O Manejo Homeopático deve ser prontamente instalado na propriedade, pois desta forma
estaremos iniciando o objetivo deste programa: Interromper o ciclo do carrapato e deste forma reduzir a
contaminação da pastagem, que representa milhares de larvas para cada carrapato presente no animal
parasitado. (Lembre-se, cada fêmea engurgitada deposita no solo até 15 000 ovos viáveis, dependendo
da espécie).
Outro importante conceito a ser infundido com a finalidade de promover o controle dos carrapatos
é a influência do combate químico no solo. O uso contínuo e cada vez mais intenso de carrapaticidas
promovem no solo a eliminação de diversos seres vivos que são na realidade predadores da larva do
carrapato. Desta forma os 3.000 ovos viáveis que são depositados na pastagem por cada partenogena,
não encontram absolutamente nenhum predador, ou seja, todo o ambiente é propício a continuidade
do ciclo de vida.
O uso sistemático da HOMEOPATIA, aliado a minimização contínua e gradativa dos carrapaticidas
promovem na propriedade diversas alterações: no solo surgem diversos predadores como: cochonilhas
(Isepoda); aranhas (Toutona triangulosa, Tegenaria domestica e Lycosa sp); insetos hemípteros
(família Reduvviidae, Phonorgatos bicolor e Reduvius personatus); coleópteros (família Carabidao,
Histeridas e Dermestidas); mariposas (Tinoola bisolliola); Formigas carnívoras (Pheidole megacephala,
vulgarmente denominada lava-pé); vespas (ordem Hymenoptera, família Encyrtidae, Ixodiophagus
caucurtei, I.texanus e I.theilerae).
Estes insetos e aracnídeos reintegrando-se ao solo promovem um aumento de mortalidade nas
larvas: é a integração da HOMEOPATIA com a natureza, respeitando suas leis e promovendo vida ao
solo.
Nas propriedades homeopatizadas, observamos também um aumento substancial no número de
aves habituais na região. Os moradores do lugar por observação, alegam que o número destas aves
decrescem a medida em que se ampliam os banhos carrapaticidas. Alegam também o desaparecimento
do gavião - ave de rapina que representa o topo da cadeia alimentar.
As aves, de forma geral, se alimentam de vegetais e sua dieta inclui uma porção de proteína animal,
proveniente de invertebrados.
Imediatamente ao início do manejo homeopático, ocorre um grande assédio de garças carrapateiras
ou vaqueiras (Ardeola ibis) ao redor do gado. Estas aves possuem um apetite voraz e ingerem
os carrapatos na sua fase adulta. Quando a propriedade, apresenta uma queda na população dos
carrapatos adultos, coincide com o desaparecimento desta ave da propriedade.
Outras aves são relatadas como caçadoras de carrapatos: Quiscalus crassirostris, Crotophagaani
sp, Buphagus africanus, B.erythrorhynclus, Cyanopica cyana, Dives atroviolaceus, entre outros.
Todos estes organismos vivos, aves, insetos, besouros, mariposas, vespas, formigas, entre outros,
contribuem para minimizar a população de carrapatos.
4.1 AÇÃO DOS MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS NO CARRAPA-
TO
Quando o Manejo Homeopático é oferecido ao gado; o medicamento homeopático administrado no
sal ou ração, é absorvido na mucosa oral e torna-se sistêmico. Desta forma o carrapato ao sugar o
sangue, recebe sangue impregnado do medicamento homeopático.
Após 7 - 10 dias da absorção deste sangue, os carrapatos apresentam dificuldade para se
alimentarem e começam a murchar, até adquirirem um aspecto absolutamente em processo de
mumificação. O sangue das fêmeas engurgitadas estará negro e coagulado.
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Algumas fêmeas engurgitadas, caem nas pastagens. Os testes de ovopostura destas fêmeas,
determinaram uma massa amorfa, sem larvas viáveis. Na realidade, os animais parasitados
representam uma armadilha para os carrapatos. Sistematicamente o Manejo Homeopático estará
castrando e mumificando os carrapatos das pastagens, impedindo a ovopostura.
Na prática, com regularidade temos observados, que no gado de corte parasitado, entre 8-12 meses
de tratamento, a infestação é reduzida drasticamente. No gado leiteiro (que é mais susceptível ao
carrapato), a limpeza da pastagem é satisfatória entre 12 - 36 meses de tratamento.
A cobertura vegetal pode ser um fator determinante na existência de populações de carrapatos.
As espécies de pastagens e plantas presentes, sua estrutura e densidade, são importantes pois
determinam condições favoráveis que protegem a fase exógena.
As partenógenas tem seu movimento limitado, portanto são presas fáceis dos predadores e das
adversidade climáticas, já que dependem para sobreviver da existência de uma cobertura vegetal
favorável.
Nestas mesmas condições se encontram os estádios imaturos durante o processo de muda, e
larvas e ovos, devem ter proteção vegetal. Desta forma a cobertura vegetal representa uma expressão
indireta de outros fatores ambientais como o tipo e PH do solo, temperatura e umidade, precipitações,
pressão barométrica e incidência dos raios solares. Esta cobertura vegetal é proteção determinante
contra a ação direta do sol e até contra a atividade dos predadores.
Quando chegam ao solo, os carrapatos sempre buscam um abrigo adequado; embaixo de uma
pedra, uma fissura do solo, embaixo de folhas ou nas raízes da vegetação. Então haverá o ovopostura
e posteriormente as larvas e ninfas trocarão seus invólutros. Estas estarão agrupadas por uma
substância cimentante e buscam posteriormente seus hospedeiros a quem irão parasitar.
Estes processos são influenciados por fatores climáticos, como temperatura, umidade, pressão
atmosférica, chuvas entre outros. Conhecendo as influências que o combate químico provoca e as
interferências clímaticas, torna-se fácil o entendimento que o processo de homeopatização necessita
ser acompanhado durante um período de transição. A característica deste período é a utilização dos
combates químicos, aliados ao manejo homeopático.
Este período de controle do carrapato apresenta uma durabilidade variável de acordo com o tipo
de solo, tipo de vegetação (capim alto o processo é mais demorado), manejo de pastagens, rotação
dos animais, grau de infestação do solo, raça dos animais (bovinos com pelagem longa são mais
susceptíveis aos carrapatos), aptidão do rebanho (os bovinos de raça européias são mais afetados
pelo carrapato), estado nutricional, estado fisiológico (as fêmeas gestantes e em lactação estarão mais
vulneráveis ao ciclo do carrapato).
Durante o 1oano de tratamento para não ocorrer uma interferência na produção, orientamos para
continuar os banhos carrapaticidas, porém ampliando o tempo do combate, utilizando de preferência
produtos derivados de piretróides ou amitraz. Estes produtos químicos pouco interferem na ação dos
medicamentos homeopáticos. Jamais utilizar produtos injetáveis ou pour-on.Consulte seu credenciador
sobre os produtos químicos permitidos durante o processo de conversão da propriedade para o
Protocolo Orgânico.
Houveram rebanhos europeus intensamente infestados que os banhos foram sendo gradativamente
espaçados (cada banho foi sendo adiado entre 5-10 dias), até que em 3 anos os banhos foram
eliminados.
Outros fatores são determinantes para ocorrer recidiva das infestações de carrapato, inclusive
necessitando a intervenção com banhos químicos.
Importante é sempre ter presente que a HOMEOPATIA elimina o carrapato presente nas pastagens
através dos animais parasitados, paulatinamente, sem maior sacrifício da higidez.
Os rebanhos tratados há 10 anos não apresentam resistência e observa-se nos animais algumas
larvas de carrapatos. Esta presença é importante para servir como uma "vacina" contra a babesiose e
anaplasmose.
Não observamos resistência do carrapato ao Manejo Homeopático,pois o medicamento homeopáti-
co esta em contato com o carrapato por um período de 3 a 4 semanas. Após este período, outros
carrapatos que parasitam os animais futuramente, fazem parte de outra geração. Não existe informação
genética do medicamento homeopático.
No início do tratamento, em muitas regiões do Brasil, ocorre naturalmente um aumento da presença
de garças. Estas aves se alimentam de carrapatos, e possuindo um apetite voraz, percebem que a
oferta de carrapato no gado esta mais abundante. Estas aves representam uma ajuda importante no
tratamento, pelo auxílio em limpar a massa destes parasitos adultos. Em algumas localidades, as
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galinhas cumprem esta função (já foi observados cães realizando um pastejo de carrapatos adultos,
interessante que após o tratamento homeopático; estes animais procuravam carrapatos e não mais o
encontravam).
4.2 ASSOCIAÇÃO DE FITOTERAPIA AO TRATAMENTO HO-
MEOPÁTICO
Quando as pastagens estão intensamente infestadas, os animais são banhados até menos de 1
(uma) vez na semana. Esta situação ocorre no gado europeu e caracteriza a resistência do carrapato
aos carrapaticidas. Deveriam estar banhando a cada 21 dias, ou seja, o tempo em tese do carrapato
realizar seu ciclo de vida. A recomendação é nos meses iniciais do tratamento associar os banhos
ao Manejo Homeopático, reiterando que os princípios ativos utilizados podem intervir no sucesso do
manejo homeopático. Não utilizar pour-on ou produtos injetáveis.
Os fitoterápicos apresentam uma ação sinérgica ao Manejo Homeopático ou seja quando não se
utiliza o combate químico e sim fitoterápico o sucesso deste manejo é muito mais intenso e rápido.
Em propriedades com aptidão orgânica, indicamos combate com fitoterápicos, detergentes e soro
lácteo e mesmo métodos de combate mecânico (raspagem).
Utilize para banhar o gado preparados fitoterápicos das plantas de Tefrosia, Neem, Erva de Santa
Maria, Timbó, entre outras que se encontrem em sua regiãO.Este artifício é necessário para manter a
produção do leite e impedir o desfalque do gado, pela anaplasmose, babesiose ou outras patologias.
Recomendamos espaçar os banhos, sistematicamente, de acordo com a necessidade do rebanho.
Selecione o gado a ser banhado, ou seja: os animais que apresentarem uma pequena carga parasitária
ou estiverem limpos, devem ser excluídos do banho.
Importante selecionar o gado, pois quanto menos carrapaticida aplicado, tão mais rápido
conseguiremos atingir os resultados propostos pela HOMEOPATIA. Durante o banho, muitos carrapatos
se desprendem e realizam a ovopostura, reinfestando desta forma as pastagens.
Quanto maior o tempo de aplicação do Manejo Homeopático, tanto mais rápida se realiza a limpeza
da pastagens.
No gado de corte zebu, como os banhos são mais espaçados, em muitas propriedades após a
introdução da HOMEOPATIA, os banhos são suspensos automaticamente. No gado de corte europeu
o controle nas vacas "solteiras" é mais eficiente. Importante compreender que as vacas em lactação
são mais susceptíveis a infestação do carrapato por dois motivos: pelo ciclo estral presente associado
a produção do leite para alimentar o bezerro ao pé.
Importante salientar, que em qualquer rebanho, 1-5% (um a cinco por cento) do gado não lambe
o sal. Nunca em um rebanho todos os animais consomem sal. Entre os que o fazem, sempre
é de uma forma diferenciada, alguns com mais avidez, portanto consomem mais e outros menos
famélicos, ingerem menor quantidade. O fato de haver variações no consumo, não impede o controle
dos parasitos, pois nos banhos os animais mais dóceis são banhados eficazmente e animais rebeldes
recebem um banho mais rápido.
No controle de carrapato, quando é possível, selecionar no rebanhoo gado que não lambe sal,
realizando banhos periodicamente, pois além de existir o perigo da anaplasmose e babesiose, estes
animais representam um depositório de carrapatos e permitem a reinfestação das pastagens.
Bovinos e carrapatos não são nativos do Brasil, pertencem ao processo de globalização, porém
pelas nossas características climáticas estes ácaros alienígenas encontram totais condições de se
desenvolverem.
5 BERNES: Dermatobia hominis
O berne é combatido na HOMEOPATIA de forma a não alterar o manejo. O medicamento
homeopático específico para berne, foi devidamente formulado de forma a proporcionar o controle do
berne. No entanto esta formulação tem uma ação tanto curativa (para os animais infestados), como
preventiva (prevenindo no futuro outros ciclos deste parasita).
Atenção: Para quem quer ter seu gado de corte ou de leite bem tratado, quase livre de berne, deve,
na medida do possível, ter seus animais longe dos animais dos vizinhos, caso estes não realizem o
controle.
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Outra possibilidade é de convidá-los a participar do Manejo Homeopático.
5.1 AÇÃO DOS MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS NO BERNE
O controle deste parasita é realizada em dois seguimentos:
• no corpo do animal;
• e no controle das moscas que funcionam como vetoras.
Após a ingestão do medicamento homeopático, este torna-se sistêmico e desta forma atinge as
larvas dos bernes encravadas no couro dos animais. Os cistos contendo formas larvais jovens (L1-L2)
não conseguem efetuar o ciclo e morrem. Porém não determinam prejuízos no couro ou abcesso, por
serem muito pequenas. As formas mais evoluídas do cisto; as formas anteriores a pupa, que se passa
fora do corpo animal, seguem seu ciclo. No entanto o ciclo é interrompido na próxima fase parasita do
berne, ao introduzir-se no couro do animal.
Outra forma eficiente de interromper ao ciclo do berne, é quando interrompemos o ciclo das
moscas domésticas, moscas de estábulos e moscas de chifre que atuam como vetores, ou seja,
permitem a ovopostura em pleno vôo e posteriormente depositam os ovos do berne no corpo dos
animais parasitados. A mosca (adulta) do berne apresenta uma autonomia de vôo de cerca de 100
metros,amplificada em até 20 km quando utiliza a mosca do chifre como vetora.
6 PARASITAS INTERNOS: OS VERMES
Bunostomum spp ,Chabertia ovina , Haemonchus placei, Nematodirus spp , Ostertagia ostertagi,
Trichostrongylus axei , Trichostrongylus columbriformis , Trichuris spp .
6.1 AÇÃO DOS MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS NOS VERMES
A verminose é uma das grandes causas de baixa de produção de carne, e debilita os animais
jovens, tornando-os susceptíveis a enfermidades por patologias infecciosas e ou nutricionais.
Ao receber o medicamento homeopático pela mucosa oral, torna-se sistêmico dentro do organismo,
atingindo todo o trato digestivo e respiratório.
Desta forma os parasitas que estiverem dentro do organismo receberão o medicamento
homeopático. A conseqüência deste contato com o organismo medicado é que a ovopostura destes
parasitas é interrompida.
Numa sequência posterior, com a interrupção da ovopostura, a partir de 4 (quatro) meses do uso
contínuo da homeopatização do rebanho, as formas larvais viáveis no solo retornam ao hospedeiro e
não realizam a ovopostura.
Portanto realize a vermifugação convencional do rebanho após realizar exame de fezes. Se a
contagem de ovos por grama de fezes (OPG) não for efetuada, o produtor estará malbaratando dinheiro
e mão de obra.
Os animais jovens, devem ser vermifugados durante os primeiros 12 (doze) meses deste trabalho,
pois as pastagens podem estar contaminadas. Para não vermifugar os animais jovens, realize exame
de fezes previamente.
O medicamento homeopático, promove nos animais aspectos externos que sugerem estarem livres
da verminose como:
• sem tosse;
• pelagem brilhante;
• fezes com consistência, aspecto e odor característico de cada espécie.
Consulte o seu credenciador pois o Protocolo Orgânico proibe o uso de vermífugos, que podem
serem substituidos por Fitoterápicos, seu Médico Veterinário Homeopata pode orientar seu processo
de conversão da propriedade para o Manejo Orgânico.
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7 MOSCAS DOMÉSTICAS E OUTRAS: Musca domesti-
ca
Várias outras espécies de moscas de procriação em lixo podem ocorrer nas imediações de
criações. Entre estas podem ser incluídas pequenas moscas domésticas (Fannia spp), moscas de lixo
(Ophyra sp), falsas moscas de estábulo (Muscina spp), mosca soldado-negro (Hermetia illucens), várias
moscas varejeiras (família Calliphoridae) e moscas-traça (família Psychodidae).Inclusive a Stomoxys
calcitrans, a mosca de estábulo.
7.1 AS MOSCAS DOMÉSTICAS E OUTRAS MOSCAS QUE PRO-
CRIAM EM CRIAÇÕES DE ANIMAIS: A VISÃO HOMEOPÁTICA
Toda criação animal é sempre um local propício para a proliferação de moscas, via de regra a mosca
doméstica. Estes insetos realizam o seu ciclo em fezes animais e ataca quaisquer matéria orgânica.
Desta forma vamos encontrar os animais, os alimentos (animais e humanos) e as pessoas, seriamente
molestadas por elas.
É deveras necessário o pecuarista ficar consciente que, além de transmitir doenças para as
pessoas, a mosca doméstica é um importante vetor, pois através de suas patas veicula agilmente
as bactérias causadoras de enfermidades.
Promove perdas incomensuráveis. A questão não é estética ou de saúde pública, é econômica
principalmente.
7.2 AÇÃO DO MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO NO CICLO DE
MOSCAS
A mosca doméstica ou quaisquer outra mosca que realizar o ciclo nas fezes dos animais são
passíveis de terem o ciclo interrompido.
Em contato com o estrume, o inseto recebe o medicamento homeopático. Desta forma quando
a mosca adulta deposita seus ovos no estrume, este contato impede que as larvas (L1 - L2) se
transformem em pupa, impedindo portanto o criatório da mosca adulta.
O medicamento homeopático não promove a morte de nenhuma mosca adulta, porém ao impedir
o seu ciclo nas fezes, a população destas moscas em 2-3 (dois a três) meses estará debelada.
8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No Planeta Terra existe hoje um grande apelo de preservação ambiental, aliado a uma consciência
crescente da população sobre os malefícios que uma alimentação com resíduos tóxicos ocasiona em
sua saúde.
O Mercado Comum Europeu e o Japão são duas potências econômicas ávidas por consumir carne
e leite sem resíduos de agrotóxicos e ou antibióticos. Importante salientar que colonizações hávidas por
consumir produtos orgãnicos são civilizações milenares, ou seja, povos advindos de muitas guerras,
conflitos, e perda de sua identidade por introdução de outras civilizações. Estas sim, lutam para
preservar sua bagagem genéticas lutando pelo direitos de fornecer ao povo e principalmente as novas
gerações alimentos saudáveis e principalmente livres de resíduos químicos.
O país necessita preparação para o desiderato de exportar sanidade, o que vem sendo pretendido
por outros países, conforme informes recentes.
A HOMEOPATIA é a única medicina capaz de produzir o "boi orgânico", ou seja, de acordo com as
normas do Ministério da Agricultura (Instrução Normativa no7, de 17 de maio de 1999).
Estes animais devem ser criados a pasto o ano todo, e somente o Brasil tem clima próprio para
efetuá-lo, aliado ao maior rebanho comerciável do Planeta Terra. (Resta resolver as questões sanitárias
que se relacionam a Febre Aftosa).
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O grande impecílio do produção da carne bovina orgânica sempre foi decorrente da falta do controle
de endo e ecto parasitos com medicamentos dinamizados. Hoje apenas no Brasil este controle é viável,
através do medicamento homeopático.
Tais medicamentos são ministrados ao gado sem quaisquer problemas deresíduos na carne, ou
alterações organoléticas da carne.
Com relação ao acabamento das carcaças provenientes do Manejo Homeopático observamos uma
melhor cobertura de carne e gordura; melhor relação carne/gordura, ou seja, melhor acabamento da
carcaça.
Resta apenas pesquisas junto a Tecnologia de Alimentos para documentar estas observações
incipientes realizadas pelos técnicos que introduziram sem sua propriedade o Manejo Homeopático.
Este produto abrange os principais ecto e endoparasitos que afligem a pecuária, pois este projeto
tem a ambição de além de ser mais eficiente que o modelo tradicional, não promover resíduos tóxicos
e ter um custo menor. A formulação destinada ao controle dos endo e ecto parasitos aliada aos
medicamentos para bovinocultura de corte, encerram o ciclo da pecuária hígida,do seu nascimento
ao abate.
O pecuarista brasileiro deve com extrema urgência adequar-se para a produção de Carne Bovina
Orgânica, pois o Brasil possui o maior rebanho bovino comercial do mundo.
Concluindo reitero que o Manejo Homeopático possui a competencia de ser integrado ao Manejo
Convencional (onde existem a adubação de solo, entre outras técnicas),viabilizando carne com baixo
teor de resíduos químicos, facilidade de manejo, incremento de produção e repressão a resistência dos
ectos e endo parasitos.
No Manejo Orgânico, a integração do Manejo Homeopático aos Métodos de Pastagens Rotativas
concretizam a carne bovina orgãnica com sustentabilidade.
O Manejo Homeopático na produção de carne bovina representa a técnica do futuro sendo
implantada hoje em sua propriedade.
9 LITERATURA CONSULTADA
01 Arenales, Maria do Carmo Informativo Técnico Comparando HOMEOPATIA e Medicina Convencional
no Controle de Endo e Ecto Parasitos Médica Veterinária Homeopata, com especialização em
HOMEOPATIA pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária Licenciada em Ciências Física e
Biológicas
02 Cordovés, Carlos O. Carrapato, Controle ou Erradicação Livraria e Editora Agropecuária - 1997
03 Informativo COOLVAP Órgão informativo da Cooperativa de Laticínios Vale do Paranapanema Ltda
- Edição abril/98
04 Manual Merk de Veterinária Editora Roca Ltda - 1991
05 Mariconi, Francisco A M - Guimarães, José Henrique - Filho, Evoneo Berti A mosca doméstica -
FEALQ
06 Ministério da Agricultura Instrução Normativa no 7 - de 17 de maio de 1999
07 Moeda Forte Publicação Boi Gordo no20 - dezembro 1999
08 Oliveira, Ronaldo de;. Thiago, Luiz Roberto Lopes de S - Valle, Ezequiel Rodrigues do Estresse à
desmama em bovinos de corte Campo Grande - MS - 1995
09 Peixoto, Aristeu Mendes; Moura, José Carlos de; Faria, Vidal Pedroso de Uréia para Ruminantes
FEALQ - Piracicaba - SP - 1994
10 Revista Balde Branco - no402 abril de 1998
11 Revista Manchete Rural no127 Janeiro de 1998
12 Arenales, Maria do Carmo :Vídeo-curso "MANEJO HOMEOPÁTICO PARA GADO DE LEITE" SÉRIE
PECUÁRIA DE LEITE CPT - CENTRO DE PRODUÇÕES TÉCNICAS - 1999
13 Arenales, Maria do Carmo :Vídeo-curso "SISTEMA ORGÃNICO DE CRIAÇÃO DE CABRAS" SÉRIE
PECUÁRIA DE LEITE CPT - CENTRO DE PRODUÇÕES TÉCNICAS - 2000
14 Arenales, Maria do Carmo :Vídeo-curso "PRODUÇÃO ORGÂNICA DE CARNE BOVINA " SÉRIE
PECUÁRIA DE LEITE CPT - CENTRO DE PRODUÇÕES TÉCNICAS - 2000
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