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Questão 5 Correta Questão com problema? Em sua obra “Raízes do Brasil”, o historiador Sérgio Buarque de Holanda descreve traços comportamentais na política brasileira que dificultam a separação do que é público e privado, como observamos no trecho a seguir: “No Brasil, pode-se dizer que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados aos interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo da nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente pró pessoal. Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura na nossa sociedade”. (HOLANDA, 2007, p. 146). Tomando como base nessas informações, é correto afirmar que: Sua resposta Correta A cordialidade do homem na interpretação de Holanda retrata uma simbologia vivenciada na vida privada sem o mundo público. Comentário A alternativa correta é: Na esfera política, os interesses e afetos pessoais, nas relações políticas, moldam a lei sempre que conveniente. A cordialidade do homem na interpretação de Holanda retrata uma simbologia vivenciada na vida privada sem o mundo público. Falso. Na interpretação de Holanda, o “homem cordial”, símbolo dessa lógica herdada da colônia, transformaria o mundo público em uma projeção da vida privada. Nessa obra, Holanda procura explicar que determinados grupos empresariais concentram o poder e disputam a política no Brasil. Verdadeiro. Pontuação 20/20 Questões realizadas: 5 de 5 1 2 3 4 5 Acertou Errou Anterior Concluir Correção do exercício da unidade Tamanho da fonte Falar com o tutor Sair da correção Fe ed ba ck As relações políticas, que dependem do respeito à esfera pública, são obstaculizadas pelas relações pessoais, nas quais interesses e afetos pessoais, moldariam (ou burlariam) a lei sempre que conveniente. O personalismo exagerado é marcando na fala do autor ao descrever “privilégios e hierarquias” e “o predomínio constante das vontades particulares”. Falso. Raimundo Faoro (1925-2003), em seu “Os donos do poder” (1958), buscou explicar os cenários de disputa política no Brasil e a reprodução da concentração de poder (econômico e político) em determinadas famílias/grupos empresariais. O personalismo exagerado é marcante na fala do autor ao descrever “privilégios e hierarquias” e “o predomínio constante das vontades particulares”. Falso. O autor faz alusão ao “personalismo exagerado” como marca da cultura dos povos ibéricos, dentre os quais os portugueses, que ajuda a entender as características de funcionamento das nossas instituições movidas pela “desorganização”, “falta de espírito de solidariedade”, “individualismo” e manutenção de “privilégios e hierarquias”. O estatismo, na visão de Holanda, é uma visão que resguarda o próprio patrimônio privado, caracterizando uma herança dos portugueses e espanhóis na gestão política no país. Falso. Para Holanda, o patrimonialismo – visão que resguarda o próprio patrimônio privado – é a marca da gestão política no país, herdada dos portugueses. Fe ed ba ck