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Resumo de Phèdre, Jean Racine4

Resumo da tragédia Phèdre, de Jean Racine: apresenta personagens e resume os cinco atos (nove personagens), narrando a paixão incestuosa de Phèdre por Hippolyte, a intriga de Oenone, a maldição de Thésée e o desfecho trágico com mortes e suicídios.

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Resumo de Phèdre, Jean Racine 
Daiane Santana Santos 
É uma tragédia grega que conta a história da paixão indecente e incestuosa de 
Prèdre por seu enteado Hippolyte, filho de Thèsée, e a forma enganadora e ingênua de 
disfarce do seu amor por ele, do proibido e fatal. 
A tragédia é escrita em forma de peça de teatro, tem 9 personagens e é dívida em 
5 atos. Apesar de ser uma obra do século XVII, os diálogos possuem sonoridade 
belíssima, pois Racine segue o modelo da poética Aristotélica. 
Antes de começar toda a história, Racine faz uma breve apresentação dos 
personagens: 
Phèdre, esposa de Thèsée, é irmã de Ariádne que já foi apaixonada por Thèsée e, 
abandonada por ele em um labirinto, se casou com Baco, filho do deus Júpiter (deus do 
dia) com a mortal Sêmele, conhecido como amante da paz e promotor da civilização. 
Phèdre e Ariádne, são filhas de Pasifaé, uma senhora que se apaixonou por um touro e 
deu à luz ao Minotauro. Thèsée, o marido de Phèdre, antes de casar com ela, conquistou 
Antíope, rainha das Amazonas, e teve um filho com ela, Hippolyte, depois ganhou 
Helena, de Tróia, no jogo. 
Depois da apresentação dos personagens, o ato I inicia-se com a conversa entre 
Hippolyte e Théramène, onde Hippolyte diz que está querendo sair de Tresena em busca 
de seu pai, pois ele está há mais de seis meses sem notícias do mesmo e que está 
apaixonado por uma mulher que seu pai não aceitaria o romance, Aricie. 
Phèdre revela a Oenone, sua ex ama e confidente, seu amor por Hippolyte, que 
isso é a desgraça da sua vida, que está desesperada, pois quando os seus olhos o viam, ela 
não podia falar, pois sentia o seu corpo tremer e arder e por isso o evitava. 
Pouco tempo depois, no ato II, a cidade recebe a notícia da morte de Thèsée e 
Oenone convence Phèdre da legitimidade do seu amor por Hippolyte e a encoraja a 
declarar-se para o mesmo. Então, Phèdre foi conversar com Hippolyte para declarar todo 
o seu amor, entretanto, é rejeitada pois ele jamais trairia o seu pai em uma relação 
incestuosa e também porque já confessou o seu amor por Aricie. 
Teramène informa a Hippolyte sobre os boatos que o seu, Thèsée pai está vivo. 
No ato III, quando Phèdre fica sabendo disto, conversa com Oenone sobre a sua 
vergonha e o medo do receio que Hippolyte conte ao seu pai sobre o seu amor incestuoso, 
então decide morrer. Com medo do suicídio de sua patroa, Oenone conta a Thèsée que 
Hippolyte tentou seduzir Phèdre. Thèsée vai procurar Phèdre para saber da verdade e 
Hippolyte decide partir diante da estranheza e desgosto de seu pai. 
Enganado com a mentira de Oenone, no ato IV, Thèsée amaldiçoa Hippolyte e 
pede a Neptuno que o mate. Hippolyte indignado com as acusações de seu pai, conta-o 
do seu amor por Aricie. Phèdre tenta convencer Thèsée a poupar o seu filho, mas é 
informada da declaração de amor dele por Aricie e entra em desespero 
No ato V, Aricie aconselha Hippolyte a defender-se das acusações do pai e ele se 
recusa a levar este desfeito ao leito do pai ao acusar Phèdre e convence Aricie a fugir com 
ele. Thèsée pede aos deuses o esclarecimento da verdade e Aricie defende Hippolyte, 
deixando a dúvida na cabeça de Thèsée. 
Thèsée cheio de incertezas pede para ver Oenone e esclarecer toda essa história, 
enquanto lamenta-se por Théramène condenado o seu filho. 
Panope informa a Thèsée que Oenone jogou-se ao mar e conta a ele do sofrimento 
e das incertezas de Phèdre pedindo socorro. 
Théramèneamène informa ao rei da morte de Aricie junto ao seu amado, 
Hippolyte, por um monstro marinho. Thèsée gritou de tanta dor e enfurecido foi tirar 
satisfações com Phèdre. 
Phèdre ao saber da morte do amado tomou um veneno, mas enquanto o veneno 
não fazia efeito, ela conta a Thèsée sobre tudo o que aconteceu enquanto ele estava 
sumido: Eu olhei incestuosamente, profanamente e coloquei no meu peito esse amor 
fatídico sobre o seu filho correto e respeitoso, e Oenone, aproveitando-se da minha 
fraqueza, conduziu todo o resto da história. “Eu pretendia encurtar o meu destino com 
uma espada, mas não queria deixar a minha honra gemendo entre suspeitas”. Ela morreu. 
Thèsée chora a morte do seu filho e abraça o que resta dele, clama aos deuses para 
dar a Hippolyte as honras que merece e para amenizar o espírito torturado, Aricie, sua 
amante, agora é filha do rei.