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Prévia do material em texto

Toxocara canis
Larva migrans visceral
• Síndrome clínica: migração prolongada 
de larvas nematódeas típicas de outros 
mamíferos em tecidos humanos.
• Situações assintomáticas até 
acometimento de vários órgãos.
• Agente etológico: Toxocara canis e outros.
Filo: Aschelminthes
• Classe: Nematoda
• Família: Ascarididae
• Gênero: Toxocara
Morfologia
Macho: 4-10 cm
• Fêmea: 6-18 cm
• Possuem boca provida 
de 3 lábios
• Apresentam duas 
expansões cuticulares
na região anterior 
denominadas asas
cefálicas
Asas cefálicas
Ocorrência no Homem
• Devido às dificuldades de diagnóstico, não se 
pode conhecer com certeza a frequência da 
infecção larvar no homem. 
• Os pacientes que sofrem de invasão ocular são 
os que mais buscam a assistência médica, mas 
é possível que para cada caso oftálmico existam 
vários com infecções larvares em outros órgãos, 
tais como o coração, fígado, pulmões e cérebro. 
 Transmissão
• Ingestão acidental de ovos (solo ou alimentos 
contaminados com fezes de cães).
Ciclo biológico
larvas migram pelos tecidos sem sofrer
(transformação).
Ovos → intestino (eclosão) → larva 
→corrente sanguínea, fígado, 
rins,pulmões, coração, medula óssea, 
músculos estriados,olhos.
PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA
• Gravidade depende:
• - do nº de larvas
• - do órgão invadido
• - resposta imunológica
• Infecção autolimitante, duração: 6-18 
meses
PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA
• Larvas retidas pela reação inflamatória e 
impedidas de prosseguir em sua 
migração.
• A lesão típica é o granuloma 
alérgico(centro com parasito,tecido 
necrótico).
PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA
Assintomática (infecções leves): eosinofilia
persistente
• Forma Clássica (LMV): febre, hepatomegalia e
sintomas respiratórios, eosinofilia crônica (50%)
• Forma Ocular (LMO): formação de granulomas e
comprometimento visual (unilateral)
LARVA MIGRANS OCULAR
(Toxocariasis)
Toxocara canis
Uma ou mais larvas se localizam no olho, causando granuloma na retina 
O Nematoda pode residir abaixo ou dentro da retina, ou se extender até a 
coróide ou o vítreo. 
Pode permanecer viável por muitos anos no olho.
DIAGNÓSTICO
Difícil
Identificação larva nos tecidos – biópsia
História do paciente
Sintomas
Exame imunodiagnóstico – ELISA
Eosinofilia persistente
Hipergamaglobulinemia (IgM e IgE)
Hepatomegalia
Anamnese do paciente – idade, contato com cães 
e gatos.
LMO – exame oftalmológico, tomografia ocular 
Epidemiologia
• Distribuição mundial
• Países desenvolvidos /em desenvolvimento
• 2% a3% adultos
• 4% a 14% crianças
• síndrome ocorre sobretudo em crianças 
de 18meses a 3 anos de idade, mais 
expostos a ingerir ovos.
TRATAMENTO
• Tiabendazol 50mg/Kg/dia(2x5 dias)
• Albendazol 10mg/Kg/dia(1x 5 dias)
• Corticosteróides → nos casos de LMO
Prevenção 
• Tratamento dos cães parasitados.
• Higiene pessoal.
• Saneamento básico
• Impedimento de cães”dentro do possível “ nos 
locais de grande frequência de 
crianças(praças,parques praias,outros).

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