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<p>23/09/2024</p><p>1</p><p>Helmintos</p><p>Alessandra Bispo da Silva</p><p>Parasitas</p><p>Relevância na veterinária</p><p>• Saúde Animal</p><p>• Zoonoses</p><p>• Prevenção e Controle</p><p>• Impacto na produção</p><p>Animal</p><p>1 2</p><p>3 4</p><p>23/09/2024</p><p>2</p><p>Importância da Fascíola Hepática na Veterinária:</p><p>1. Impacto na Produção Animal:</p><p>Perda de Peso e Redução na Produção: .</p><p>Condenação de Fígados</p><p>2. Sintomas Clínicos em Animais:</p><p>Fasciolose Aguda</p><p>Fasciolose Crônica</p><p>3. Controle e Prevenção:</p><p>Tratamento Antiparasitário</p><p>Gestão Ambiental</p><p>Rotação de Pastagens</p><p>4. Aspectos Econômicos:</p><p>Prejuízos Econômicos</p><p>Custo de Controle</p><p>Risco para Humanos</p><p>5 6</p><p>7 8</p><p>23/09/2024</p><p>3</p><p>Taxonomia dos helmintos</p><p>• REINO ANIMALIA</p><p>• SUB-REINO METAZOA</p><p>• -FILO PLATYHELMINTHES</p><p>• CLASSE DIGENA</p><p>• CLASSE CESTODARIA (Taenia, Echinococcus )</p><p>• -FILO NEMATHELMINTHES</p><p>• CLASSE NEMATODA (Dirofilaria; Larva</p><p>migrans)</p><p>CESTÓIDES</p><p>• -Distribuição e importância para saúde pública</p><p>-Adaptações extremas ao parasitismo -</p><p>Estratégias para “dispersão”</p><p>• -Hospedeiro definitivo x acidental</p><p>• -Controle: formas ideais x formas mais fáceis</p><p>CESTÓIDES</p><p>• VERMES CHATOS</p><p>• Vermes achatados dorso-</p><p>ventralmente</p><p>• Adultos no trato</p><p>intestinal de vertebrados</p><p>• Sem sistemas digestivo e</p><p>circulatório</p><p>• Alimentação por</p><p>absorção de nutrientes</p><p>• Sistema reprodutor</p><p>muito desenvolvido</p><p>• Hermafroditas: auto-</p><p>fertilização ou cruzada</p><p>Aspecto Geral de um cestoide adulto</p><p>9 10</p><p>11 12</p><p>23/09/2024</p><p>4</p><p>Escólex de Taenia solium e Taenia</p><p>saginata</p><p>Principais formas larvárias dos</p><p>cestóides que infectam o homem</p><p>Forma larvária da</p><p>Taenia solium</p><p>(vesícula Líquido)</p><p>Forma larvária da tênia</p><p>do cão Echinococcus</p><p>granulosus</p><p>vesícula (sólido)</p><p>Principais cestóides que parasitam o</p><p>homem no Brasil:</p><p>• Taenia saginata e T. solium</p><p>• Echinococcus granulosus (Sul) e E. vogeli</p><p>(Amazônia)</p><p>• Hymenolepis nana</p><p>Principais Doenças causadas por</p><p>Helmintos</p><p>Teniase/ Cisticercose</p><p>Agente Causal</p><p>• Teniase:</p><p>Causada por tênias do gênero Taenia, sendo</p><p>as principais espécies Taenia saginata (tênia</p><p>do boi) e Taenia solium (tênia do porco).</p><p>• Cisticercose:</p><p>Causada pela larva de Taenia solium,</p><p>especificamente cisticercoides que se</p><p>desenvolvem em tecidos humanos ou</p><p>suínos.</p><p>Taenia saginata e Taenia solium</p><p>13 14</p><p>15 16</p><p>23/09/2024</p><p>5</p><p>Ciclo de Vida Teniase Ciclo de Vida Cisticercose</p><p>Sintomas</p><p>Teniase:</p><p>Cisticercose:</p><p>• Em humanos, pode causar sintomas</p><p>neurológicos graves, como epilepsia e dor de</p><p>cabeça, se os cisticercoides se localizarem no</p><p>cérebro. Em suínos, pode causar lesões nos</p><p>músculos e órgãos, mas geralmente é</p><p>assintomática até o exame</p><p>TENÍASE</p><p>• Geralmente assintomática</p><p>• Dor abdominal, náusea,</p><p>fraqueza, Perda/aumento de</p><p>apetite</p><p>• Eosinofilia</p><p>• Compromete a qualidade da</p><p>carne nos animais</p><p>Ovos de Taenia 30 - 40 micrômetros Pouca lesão, pouca inflamação</p><p>17 18</p><p>19 20</p><p>23/09/2024</p><p>6</p><p>Adesão de oncosferas de T.solium a</p><p>células intestinais</p><p>• Invasão- processo e moléculas envolvidas?</p><p>Verastegui et al., 2007</p><p>Cisticercose humana</p><p>• Geralmente muitos cistos, risco aumenta com</p><p>idade, consumo de porco e baixa higiene</p><p>• Localização: musculatura esquelética,</p><p>diafragma, coração, pleura, peritônio, tecido</p><p>subcutâneo, SNC</p><p>• Sintomas sérios: coração e SNC, fora destes</p><p>geralmente assintomática</p><p>Neurocisticercose humana (NCC)</p><p>• Infecção parasitária mais comum do SNC</p><p>Qualquer parte do SNC</p><p>Geralmente 7-10 cistos/indivíduo</p><p>• Sintomas dependem do local:</p><p>Convulsões (50% das NCCs)</p><p>Déficits motores</p><p>Distúrbios visuais</p><p>Cefaléia e náuseas</p><p>Depressão</p><p>Causa de 26.3% a 53.8% das epilepsias em países em</p><p>desenvolvimento</p><p>Neurocisticercose humana</p><p>21 22</p><p>23 24</p><p>23/09/2024</p><p>7</p><p>Diagnóstico e tratamento</p><p>• Teníase:</p><p>Diagnóstico: Ovos nas fezes (90% para T.saginata)</p><p>Proglotes grávidas (T. saginata)</p><p>Tratamento: Praziquantel dose única (10-20mg/kg)</p><p>Niclosamida dose única mastigável (2g-1,5g-1g)</p><p>• Cisticercose:</p><p>Diagnóstico: Imagem- TC e RNM Sorológico- ELISA e WB</p><p>(soro e líquor)</p><p>Tratamento: Remoção cirúrgica Albendazol ou</p><p>praziquantel (corticóide+albendazol) Anti-epilépticos</p><p>PRAZIQUANTEL, NICLOSAMIDA E</p><p>ALBENDAZOL</p><p>Principais Doenças causadas por</p><p>Helmintos</p><p>Esquistossomose</p><p>• Agente etiológico Schistosoma mansoni</p><p>• Reservatório - Homem</p><p>• Hospedeiro intermediário - No Brasil, são os</p><p>caramujos do gênero Biomphalaria: B.</p><p>glabrata, B. tenagophila, B. stramínea.</p><p>Esquistossomose</p><p>25 26</p><p>27 28</p><p>23/09/2024</p><p>8</p><p>Transmissão</p><p>• Quando o hospedeiro intermediário é consumido pelo hospedeiro</p><p>definitivo (cão), os cisticercos são digeridos, liberando as formas adultas</p><p>do parasita no intestino do canídeo, onde completam o ciclo de vida.</p><p>Equinococose Ciclo de Vida</p><p>• Hospedeiro Definitivo:</p><p>Cães e outros canídeos</p><p>(lobos, raposas).</p><p>• Hospedeiros</p><p>intermediários de E.</p><p>granulosus: ovinos e</p><p>bovinos.</p><p>• Homem ingere ovos:</p><p>hosp intermediário</p><p>acidental cistos</p><p>hidático</p><p>Hidatidose (bolha d´água)</p><p>• Cistos hidáticos geralmente no fígado (74%,</p><p>lobo dir), pulmão (10%), 5-10% musc.</p><p>esquelética, tec.conjuntivo, cérebro, ossos</p><p>• Crescem 1-5cm por ano, até 20cm (tumor</p><p>lento)</p><p>• Fígado: dor abdominal, cistos rompem</p><p>formando muitos cistos secundários</p><p>• Pulmão: certa dispnéia, quando rompem</p><p>geram dor, tosse, reações alérgicas</p><p>Hidatidose</p><p>• Os hospedeiros definitivos infectam-se ao ingerircistos hidáticos presentes</p><p>nas vísceras de ungulados infectados, levando ao desenvolvimento de</p><p>parasitas adultos no intestino</p><p>Cisto hidático fígado ovino; Cisto Hidático pulmonar;Cistos hidático hepática bovino</p><p>Cisto hidático no fígado,, pulmão e coração de um bovino</p><p>29 30</p><p>31 32</p><p>23/09/2024</p><p>9</p><p>Hidatidose: diagnóstico e tratamento</p><p>• Diagnóstico:</p><p>Imagem: ultrassom ou TC do abdômem, RX do tórax</p><p>Confirmação por sorologia (ELISA, WB, hemaglutinação)</p><p>Reação hipersensibilidade intradérmica Não se</p><p>recomenda punção (infecção, disseminação)</p><p>• Tratamento:</p><p>-Cistos menores que 7-10cm: albendazol, mebendazol,</p><p>praziquantel Albendazol:10-15mg/kg por dia, 3 ciclos de</p><p>30 dias (60-80% sucesso) neutropenia, hepatotoxicidade -</p><p>Cistos maiores: cirurgia com quimioterapia</p><p>Controle de cestóides</p><p>• Educação sanitária</p><p>• Inspeção da carne (bovina, suína, peixe)</p><p>• Tratamento dos doentes</p><p>• Tratamento dos cães com echinococose</p><p>Ancilostomíases</p><p>• A ancilostomíase é uma infecção parasitária</p><p>causada por vermes nematóides do gênero</p><p>Ancylostoma, com Ancylostoma caninum e</p><p>Ancylostoma braziliense sendo os mais</p><p>comuns em cães e gatos.</p><p>• Helmintose mais comum depois de ascaridíase</p><p>Sua distribuição é mundial, principalmente em</p><p>áreas de clima úmido e quente</p><p>33 34</p><p>35 36</p><p>23/09/2024</p><p>10</p><p>Ancilostomídeos Ancilostomídeos</p><p>• A cápsula bucal bem desenvolvida</p><p>• Porção anterior curvada (tipo gancho) -cápsula bucal grande -- dentes ou</p><p>lâminas cortantes</p><p>Necator americanus</p><p>Ancylostoma duodenale</p><p>Ciclo de Vida Fisiopatogenia</p><p>• Vermes adultos se fixam à mucosa intestinal</p><p>jejuno e íleo e se alimentam de sangue</p><p>37 38</p><p>39 40</p><p>23/09/2024</p><p>11</p><p>Sintomas Ancilostomiase</p><p>• Principal causa de anemia ferropriva</p><p>• Deficiência nutricional + exposição ao verme</p><p>aumenta a prevalência da doença Predomina nas</p><p>áreas rurais</p><p>Larva migrans</p><p>• Presentes no solo que penetram a</p><p>pele/mucosa do homem para infectar</p><p>• São helmintos que no homem não completam</p><p>o ciclo, migram através da pele</p><p>Larva migrans</p><p>• Tratamento:</p><p>• Tiabendazol tópico Albendazol</p><p>Ciclo de vida</p><p>41 42</p><p>43 44</p><p>23/09/2024</p><p>12</p><p>Larva migrans visceral e ocular</p><p>• Toxocara canis – maior importância</p><p>• Formas Clínicas em Humanos</p><p>1. Larva Migrans Visceral (LMV):</p><p>1. Afeta: Fígado, pulmões, coração e outros órgãos internos.</p><p>2. Sintomas: Febre, tosse, dor abdominal, aumento do fígado</p><p>(hepatomegalia) e fadiga. Em casos graves, pode causar</p><p>danos permanentes aos órgãos afetados.</p><p>2. Larva Migrans Ocular (LMO):</p><p>1. Afeta: Olhos.</p><p>2. Sintomas: Visão embaçada, inflamação dos olhos (uveíte),</p><p>e até perda de visão, se não tratada.</p><p>Tratamento Larva Migrans Visceral e</p><p>Ocular</p><p>• Desnecessário na maioria dos casos quadros</p><p>benigno e autolimitado curando-se a infecção</p><p>espontaneamente</p><p>• Tiabendazol e Ivermectina formas mais</p><p>severas</p><p>Profilaxia para Larva Migrans</p><p>• Objetivos</p><p>Diagnosticar e tratar precocemente todos os</p><p>casos, evitando-se, assim, as possíveis</p><p>complicações</p><p>• Notificação</p><p>Não é doença de notificação compulsória.</p><p>• Medidas de controle - Desenvolver atividades</p><p>de educação em saúde</p><p>Prevenção e Controle</p><p>• Implementar programas de vermifugação em</p><p>massa para animais de estimação.</p><p>• Promover campanhas de educação pública</p><p>sobre a importância da higiene, especialmente</p><p>em áreas com alta prevalência de Toxocara.</p><p>• Introduzir medidas de controle ambiental para</p><p>reduzir a contaminação do solo com ovos de</p><p>Toxocara</p><p>45 46</p><p>47 48</p><p>23/09/2024</p><p>13</p><p>Fatores envolvidos no desenvolvimento e</p><p>gravidade dos sintomas da doença</p><p>1. Espécie e número de parasitas –</p><p>Perda de sangue – anemia, hipoproteinemia - Depleção dos</p><p>estoques de ferro - Lesões pulmonares: síndrome de Löeffler</p><p>(febre, tosse, eosinofilia, pneumonia)</p><p>2. Estado nutricional do hospedeiro –</p><p>O grau de anemia depende do conteúdo de Fe da dieta</p><p>2. Mecanismos de evasão do parasita</p><p>Secreção de substâncias que interferem com a resposta imune</p><p>Diagnóstico</p><p>• Difícil de distinguir de outras helmintíases</p><p>(fase aguda)</p><p>• As fases crônicas são sugestivas</p><p>• Anemia</p><p>Tratamento Prevenção</p><p>• Uso de calçados para evitar a transmissão</p><p>• Local adequado para depósito fecal (uso de</p><p>sanitários, rede de esgoto ou fossas sépticas)</p><p>49 50</p><p>51 52</p><p>23/09/2024</p><p>14</p><p>Toxocaríase</p><p>• Causa e Transmissão</p><p>• Parasita: Toxocara canis e Toxocara cati são os principais agentes</p><p>causadores da toxocaríase em cães e gatos, respectivamente.</p><p>Transmissão</p><p>• Ovos no Ambiente:</p><p>Os ovos são eliminados nas fezes dos animais infectados e, uma</p><p>vez no solo, tornam-se infecciosos após um período de</p><p>maturação.</p><p>• Ingestão:</p><p>Animais podem se infectar ao ingerirem ovos contaminados do</p><p>solo ou ao comerem pequenos roedores infectados.</p><p>• Transmissão Transplacentária (em Cães):</p><p>Em cadelas grávidas, as larvas de Toxocara canis podem</p><p>atravessar a placenta e infectar os fetos. Isso leva à infecção dos</p><p>filhotes ainda no útero.</p><p>• Transmissão pela Amamentação:</p><p>Filhotes podem ser infectados ao ingerirem larvas presentes no</p><p>leite materno.</p><p>Sintomas</p><p>• Filhotes: São os mais afetados e podem apresentar</p><p>sintomas como:</p><p>• Barriga Inchada: Um abdômen distendido é um sinal</p><p>comum em filhotes infectados.</p><p>• Diarreia: Pode ser acompanhada de sangue ou muco.</p><p>• Vômito: Muitas vezes os vermes são visíveis no vômito.</p><p>• Retardo no Crescimento: Filhotes infectados podem</p><p>ter um crescimento prejudicado.</p><p>• Letargia: Falta de energia e fraqueza generalizada.</p><p>• Animais Adultos: Frequentemente são portadores</p><p>assintomáticos, mas podem excretar ovos de Toxocara</p><p>nas fezes, contribuindo para a contaminação ambienta</p><p>Dirofilariose</p><p>• A dirofilariose é uma doença parasitária causada por vermes</p><p>nematódeos do gênero Dirofilaria, sendo a Dirofilaria immitis</p><p>a espécie mais conhecida e responsável pela "verme do</p><p>coração" em cães</p><p>53 54</p><p>55 56</p><p>23/09/2024</p><p>15</p><p>Dirofilariose</p><p>• Intimamente ligada à presença de mosquitos</p><p>vetores</p><p>• Zoonose emergente negligenciada</p><p>• Zoonose de distribuição mundial causada por</p><p>nematóides</p><p>• A dirofilariose em cães e gatos ocorre com</p><p>maior frequência em regiões litorâneas</p><p>Etiologia</p><p>• Dirofilariose é uma zoonose causada por</p><p>Dirofilaria spp</p><p>• Presença de (Aedes spp., Anopheles spp.,</p><p>Culex spp.),</p><p>Dirofilariose Fisiopatologia</p><p>Dirofilariose pulmonar em humano. Imagem</p><p>de radiografia torácica mostrando um nódulo</p><p>pulmonar (seta) atribuído a D. immitis. Fonte:</p><p>Símon et.al., 2012.</p><p>Vermes adultos machos e fêmeas de D. immitis</p><p>no coração de um cão. Fonte: Símon et.al., 2012.</p><p>57 58</p><p>59 60</p><p>23/09/2024</p><p>16</p><p>Sinais clínicos Diagnóstico</p><p>Ecocardiograma evidenciando a presença da D.</p><p>immitis em seu estágio adulto (traços</p><p>ecogênicos que se assemelham ao “sinal de</p><p>igual”)</p><p>Amostra: sangue total.</p><p>Recipiente: tubo com EDTA (tampa</p><p>roxa).</p><p>Conservação: refrigerado (2 a 8 °C) até</p><p>24 horas.</p><p>Tratamento</p><p>• A melarsomina (duas doses intramuscular )</p><p>intervaladas por 24 horas)</p><p>• Doxiciclina, ivermectina e melarsomina</p><p>Procedimento de retirada cirúrgica da D. immitis em estágio adulto. Fonte: American</p><p>Heartworm Society, 2014.</p><p>Caso Clínico</p><p>• História Clínica</p><p>• Paciente: cão macho de 5 anos, da raça Labrador Retriever.</p><p>• Queixa Principal: Tosse persistente e dificuldade respiratória.</p><p>• História da Doença Atual: O cão foi trazido à clínica com queixas de</p><p>tosse persistente, especialmente após exercícios físicos. O</p><p>proprietário também notou que o cão parece estar mais cansado do</p><p>que o habitual e apresenta dificuldade para respirar. O cão perdeu</p><p>peso nos últimos meses e tem mostrado falta de apetite.</p><p>• O proprietário relata que Rex passou a maior parte do tempo ao ar</p><p>livre e foi recentemente mordido por mosquitos durante suas</p><p>caminhadas diárias.</p><p>• História Médica Passada:</p><p>• Vacinação: Atual.</p><p>• Antiparasitários: O cão recebe profilaxia mensal com ivermectina</p><p>para controle de ectoparasitas.</p><p>61 62</p><p>63 64</p><p>23/09/2024</p><p>17</p><p>Caso Clínico</p><p>• Exame Físico:</p><p>• Sinais Vitais: FC 92 bpm, PA 120/80 mmHg, Temp 37,8ºC.</p><p>• Sistema Respiratório: Tosse seca e persistente, estertores</p><p>pulmonares audíveis ao exame.</p><p>• Sistema Cardiovascular: Murmúrio cardíaco auscultado</p><p>(potencialmente associado a insuficiência cardíaca).</p><p>• Abdômen: Leve aumento de volume, sem sinais de dor à</p><p>palpação.</p><p>• Exames Laboratoriais e de Imagem:</p><p>• Hemograma Completo:</p><p>• Anemia: Leve a moderada.</p><p>• Eosinofilia: Pode ser observada.</p><p>• Exame de Fezes: Normal</p><p>• Radiografia Torácica: Revela cardiomegalia e aumento das</p><p>artérias pulmonares</p><p>Caso Clínico</p><p>• Diagnóstico</p><p>O diagnóstico de dirofilariose foi confirmado com base no teste de</p><p>antígeno positivo, sintomas clínicos compatíveis, e exames de imagem</p><p>que revelaram alterações cardíacas e pulmonares características da</p><p>infecção por Dirofilaria immitis.</p><p>• Tratamento</p><p>1. Tratamento Anti-helmíntico:</p><p>1. Melarsomina (Immiticide®): 2,5 mg/kg intramuscular profunda em</p><p>dose única, seguida por duas injeções adicionais após 1 mês, de acordo</p><p>com o protocolo recomendado.</p><p>2. Tratamento de Suporte:</p><p>3. Antibióticos: Doxiciclina pode ser administrada para tratar infecções</p><p>secundárias e diminuir a carga microbiana associada ao parasito.</p><p>4. Anticoagulantes: Para reduzir o risco de embolia pulmonar,</p><p>especialmente após a morte dos parasitos adultos.</p><p>5. Medicamentos para Insuficiência Cardíaca: Diuréticos e</p><p>vasodilatadores podem ser utilizados para gerenciar a insuficiência</p><p>cardíaca congestiva.</p><p>Em relação à Taenia solium, qual é a principal diferença</p><p>patológica entre a teníase e a cisticercose?</p><p>A) A teníase é causada pela ingestão de ovos, enquanto a</p><p>cisticercose é causada pela ingestão de carne infectada.</p><p>B) A teníase causa cisticercose no músculo esquelético,</p><p>enquanto a cisticercose afeta o trato gastrointestinal.</p><p>C) A teníase se manifesta com vermes adultos no intestino</p><p>delgado, enquanto a cisticercose se manifesta com larvas no</p><p>tecido subcutâneo.</p><p>D) A teníase é causada por Taenia saginata e a cisticercose</p><p>por Taenia solium; ambos causam infecções intestinais.</p><p>E) A teníase é uma infecção intestinal, enquanto a</p><p>cisticercose envolve infecções sistêmicas com cisticercos no</p><p>cérebro e outros tecidos.</p><p>Em uma área endêmica de teníase, qual das seguintes</p><p>abordagens é mais eficaz para interromper a</p><p>transmissão?</p><p>A) Uso de antiparasitários orais em massa para toda a</p><p>população</p><p>B) Controle rigoroso da sanidade alimentar e cocção</p><p>adequada de carne</p><p>C) Aplicação de inseticidas para controle de vetores</p><p>D) Programas de vacinação para prevenção de</p><p>cisticercose</p><p>E) Melhoria das condições de saneamento e água potável</p><p>65 66</p><p>67 68</p><p>23/09/2024</p><p>18</p><p>Qual das seguintes práticas veterinárias pode ajudar a</p><p>reduzir a incidência de cisticercose em humanos?</p><p>A) Uso de antiparasitários para bovinos</p><p>B) Monitoramento e controle de infecções intestinais em</p><p>cães</p><p>C) Controle de sanidade em abatedouros e inspeção de</p><p>carne de porco</p><p>D) Implementação de programas</p><p>de vacinação para</p><p>suínos</p><p>E) Aplicação de medidas de controle de mosquitos</p><p>Qual é a principal medida de controle para reduzir a</p><p>infecção por Schistosoma mansoni em áreas de risco,</p><p>considerando o impacto em animais e humanos?</p><p>A) Recolhimento e tratamento de fezes contaminadas</p><p>B) Uso de antiparasitários orais em humanos e animais</p><p>C) Implementação de programas de vacinação para</p><p>bovinos</p><p>D) Controle de mosquitos e insetos vetores</p><p>E) Melhorias na infraestrutura de água e saneamento</p><p>Qual é a principal via de transmissão de</p><p>Schistosoma mansoni que afeta a saúde animal e</p><p>humana?</p><p>A) Ingestão de água contaminada com ovos</p><p>B) Contato direto com solo contaminado</p><p>C) Contato com água doce contaminada com</p><p>cercárias</p><p>D) Consumo de carne mal cozida</p><p>E) Picadas de insetos</p><p>Qual é a principal forma de transmissão de</p><p>Toxocara canis de cães para humanos?</p><p>A) Ingestão de ovos presentes em fezes de cães</p><p>contaminadas</p><p>B) Picadas de mosquitos que carregam larvas</p><p>C) Consumo de carne de porco mal cozida</p><p>D) Contato direto com sangue de cães infectados</p><p>E) Consumo de leite contaminado</p><p>69 70</p><p>71 72</p><p>23/09/2024</p><p>19</p><p>Qual doença parasitária pode levar à</p><p>condenação de carcaças de ovinos por causar</p><p>cistos em órgãos internos?</p><p>A) Hidatidose</p><p>B) Cisticercose</p><p>C) Esquistossomose</p><p>D) Ancilostomíase</p><p>E) Toxocariase</p><p>Em um abatedouro, como a presença de Taenia</p><p>saginata nos músculos bovinos afeta a decisão sobre a</p><p>carcaça?</p><p>A) A carcaça é liberada sem restrições após inspeção</p><p>B) A carcaça é condenada apenas se a infestação for</p><p>extensa</p><p>C) A carcaça é condenada devido ao risco de transmissão</p><p>de cisticercose</p><p>D) A carcaça é tratada com antiparasitários e liberada</p><p>para consumo</p><p>E) A carcaça é marcada e monitorada para reavaliação</p><p>futura</p><p>Qual das seguintes ações é essencial para controlar a</p><p>propagação de doenças zoonóticas provenientes de</p><p>carcaças condenadas?</p><p>A) Reforço das normas de higiene e sanitização em</p><p>abatedouros</p><p>B) Aumento da temperatura de cozimento da carne</p><p>C) Uso de vacinas para prevenir infecções parasitárias</p><p>D) Controle de pragas e insetos em áreas de</p><p>armazenamento</p><p>E) Monitoramento regular de fezes de animais</p><p>73 74</p><p>75 76</p>

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