Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

11ª Jornada Científica – Embrapa Mandioca e Fruticultura | 2017 
Obtenção de híbridos de citros para fins ornamentais 
 
Railson Araújo Silva1; Bernardo Lovatti Alves2; Fernanda Vidigal Duarte Souza3; 
Everton Hilo de Souza4, Walter dos Santos Soares Filho3 
 
 
1Estudante de Agronomia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB, railson853as@outlook.com; 
2Mestrando do Curso de Pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais da UFRB, 
bernardolovatti@yahoo.com.br; 3Pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, 
fernanda.souza@embrapa.br, walter.soares@embrapa.br; 3Programa de Pós-doutorado CAPES/Embrapa, 
hilosouza@gmail.com 
 
 
Os citros ornamentais atraem a atenção do homem desde a antiguidade. Todavia, apesar do 
inquestionável potencial de exploração comercial, sua participação no agronegócio de plantas 
ornamentais ainda é incipiente no Brasil. O Programa de Melhoramento Genético de Citros da 
Embrapa Mandioca e Fruticultura há mais de uma década vem desenvolvendo variedades voltadas a 
essa finalidade, contando com a destacada variabilidade genética presente em seu banco ativo de 
germoplasma, tanto per se como em hibridações. Este trabalho apresenta resultados preliminares de 
dois cruzamentos: tangerineira ‘Sunki’ x [(LCR x CTYM - 005) x MCP] - 011 e [(LCR x CTYM - 005) x 
MCP] - 011 x Fortunella obovata. Os parentais empregados têm potencial de uso ornamental, em 
paisagismo, como plantas em vaso (à exceção da tangerineira ‘Sunki’) e na categoria de minifrutos. 
Relativamente ao primeiro cruzamento foram realizadas 10 polinizações controladas, obtendo-se sete 
frutos (70,0% de pegamento de frutos), a partir dos quais foram identificados 17 híbridos. No tocante 
ao segundo cruzamento foram realizadas 18 polinizações controladas, obtendo-se 12 frutos (66,7% 
de pegamento de frutos), a partir dos quais foram identificados 20 híbridos. A tangerineira ‘Sunki’ 
apresentou, além de uma taxa de vingamento de frutos mais elevada, maior capacidade de geração 
de híbridos, em comparação com [(LCR x CTYM - 005) x MCP] - 011. Os híbridos do cruzamento 
‘Sunki’ x [(LCR x CTYM - 005) x MCP] - 011, em geral, manifestaram menores alturas de planta (entre 
20 e 57 cm) e maior número de ramificações espontâneas (entre 1 a 12) que os híbridos da progênie 
[(LCR x CTYM - 005) x MCP] - 011 x Fortunella obovata (altura de planta variando entre 23 e 69 cm e 
número de ramificação entre 1 a 8). Esses seeddlings híbridos, com cerca de um ano de idade, foram 
levados a campo visando avaliações relativas ao seu valor ornamental. 
 
 
 
Significado e impacto do trabalho: Desenvolvimento de variedades ornamentais, oferecendo, ao 
agronegócio dos citros, novas oportunidades de emprego e renda. 
32
mailto:walter.soares@embrapa.br
 
 
 
 
 11ª Jornada Científica – Embrapa Mandioca e Fruticultura | 2017 
Reação de genótipos de tangerineiras híbridas triploides a 
Alternaria alternata (Fr.) Keissler f. sp. citri 
Maria Thiêta Brandão Lobão Torres¹, Edmar Oliveira da Silva1, Hermes Peixoto Santos Filho² 
Abelmon da Silva Gesteira2. 
1UFRB, Cruz das Almas, e-mails: mariathieta@gmail.com; edmar.oliveira@outlook.com; 2Embrapa Mandioca e 
Fruticultura, Cruz das Almas, e-mails: hermes.santos@embrapa.br; abelmon.gesteira@embrapa.br 
 
O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial de produção de tangerinas, com 955 mil 
toneladas distribuídas em 49,8 mil hectares. A cultura é o terceiro grupo mais importante em Citros 
nos pomares do país, com uma grande diversidade de espécies e híbridos. Buscando atender ao 
mercado e otimizar a produção, os frutos apirênicos aparecem como uma alternativa por suas 
características desejáveis. Entretanto, a produção de tangerinas sem sementes de alta qualidade 
ainda é reduzida na citricultura brasileira. Neste contexto, umas das ações de contribuição da 
Embrapa Mandioca e Fruticultura para atender essas exigências foi a introdução de híbridos triploides 
tipo tangerineira por meio de cooperação técnica com o Centre de Coopération Internationale en 
Recherche Agronomique pour le Développement (CIRAD), na França. Como a Mancha Marrom de 
Alternária (MMA) tem sido a doença fúngica de maior importância nos pomares de tangerineira no 
país, o objetivo desse estudo é avaliar a resposta desses híbridos triploides em relação à 
resistência/susceptibilidade à Alternaria alternata f. sp. citri, agente causal da doença. Foram 
realizadas inoculações utilizando um borrifador contendo a suspensão conidial na concentração de 
105 conídios/ml, na superfície abaxial de dez folhas, por genótipo, as quais foram em seguida 
acondicionadas em caixas gerbox, obedecendo a um delineamento inteiramente casualizado. A 
resposta às inoculações foi obtida 48h depois. As folhas foram digitalizadas utilizando scanner 
Samsung CLX – 3175N para obtenção de imagens em escala real e posteriormente foram analisadas 
no software ASSESS 2.0 para mensuração da área lesionada e tamanho das lesões. Até o momento, 
já foram avaliados 26 genótipos dos 50 programados para o estudo. As primeiras avaliações 
permitiram, pelo teste de Scott-Knott, formar cinco grupos em relação à resistência/susceptibilidade. 
Como controles positivos foram utilizados as variedades de tangerineira ‘Fortune’ e tangor ‘Murcotte’ 
que apresentaram sintomas típicos da doença, com 15,57% e 19,05% respectivamente. A mexerica 
‘Willow’ e a tangerina ‘Cleópatra’, controles negativos, não evidenciaram sintomas. Nos genótipos 
oriundos de ‘Fortune’ x Ellendale (FE) houve elevada amplitude nas médias de severidade, 
destacando-se como extremamente resistente (Grupo I) o genótipo FE164, o qual não apresentou 
sinais da doença. O genótipo FE134, cuja média de severidade foi de 1,69%, ficou no grupo II 
indicando resistência ao patógeno. Os demais genótipos do híbrido FE apresentaram susceptibilidade 
elevada à MMA, se comparados com a média de severidade da ‘Fortune’ (15,57%). Os genótipos 
FP75, FP68 e FP35, oriundos do cruzamento ‘Fortune’ x ‘Ponkan’, apresentaram susceptibilidade ao 
patógeno, obtendo-se severidades de 20,07% (Grupo III - susceptível); 37,04% (Grupo IV – altamente 
susceptível) e 58,36% (Grupo V – extremamente susceptível), respectivamente. No cruzamento 
‘Fortune’ x Clementina fina (FC), os genótipos avaliados foram resistentes à inoculação do fungo, não 
havendo quaisquer sintomas nas folhas. Nos genótipos do cruzamento ‘Fortune’ x Ellendale, a 
severidade de 25,48% foi consideravelmente superior às médias da tangerina ‘Fortune’ (15,57%), 
porém inferior à média dos genótipos do cruzamento ‘Fortune’ x Ponkan, no qual verificou-se uma 
severidade média de 38,60% para os genótipos avaliados. No momento a severidade de sintomas 
dos genótipos FE 108, FE 117, FE 148, FP 56, FP 74, FC 234, FC 252, FC 255 já foram definidas e 
os dados estão sendo submetidos à análise estatística para a definição dos grupos de 
resistência/suscetibilidade. Conclui-se que o método de inoculação em folhas é adequado para a 
avaliação de resistência/suscetibilidade de genótipo triploides de tangerineiras, tangores e híbridos. 
Os triploides oriundos do híbrido Fortune x Clementina fina apresentaram-se como resistentes e os 
triploides do híbrido Fortune x Ponkan apresentaram-se como suscetíveis, semelhantemente aos 
seus parentais. 
Significado e Impacto do Trabalho: Frutos de tangerineiras sem sementes são preferidos pelo 
mercado consumidor. No entanto, no Brasil existem poucas variedades que possuem essa 
característica desejável e as existentes são afetadas por um fungo que causa manchas na superfície 
dos frutos, diminuindo o seu valor comercial. A Embrapa Mandioca e Fruticultura busca com este 
estudo a obtenção de plantas que apresentem resistência ao fungo e que produzam frutos sem 
sementes. 
33
mailto:edmar.oliveira@outlook.com
mailto:hermes.santos@embrapa.br
	1_DV.pdf
	DV-O-050_17_V02-Aprovado
	DV-R1-084_17_V01_RV1-Aprovado

Mais conteúdos dessa disciplina