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Síndromes Genéticas 1 Síndromes Genéticas PREVALÊNCIA 3 Os fatores de risco para o desenvolvimento de síndromes genéticas incluem: Consaguinidade parental. Exposição à radiação. Infecções congênitas TORCHS. HIV. Medicamentos e drogas teratogênicas. Doenças metabólicas maternas. Idade materna avançada. Causas perinatais (parto difícil ou distócico ou prematuridade, por exemplo). Síndrome de Down (Trissomia do 21) É a patologia cromossômica mais frequente, sendo que a maior incidência ocorre na prole de pais cuja faixa etária está acima da 3ª década. Os principais aspectos clínicos são: Comprometimento intelectual. Hipotonia muscular. Fissura palpebral oblíqua. Occipto achatado. Mãos largas, dedos curtos (braquidactilia). Clinodactilia (curvatura falangiana do 5º dedo). Epicanto. Defeitos cardíacos — submeter o RN a uma avaliação cardiológica ECG, RX tórax, eco). O defeito do septo atrioventricular é a cardiopatia congênita mais específica da SD, porém a CIV é a mais frequente. Síndromes Genéticas 2 Microcefalia. Baixa estatura. Orelhas de implantação baixa. Orelhas displásicas. Prega única transversa. Instabilidade rótulo-femural. Instabilidade atlanto-axial. HIperextensão articular. Aumento de vascularização retiniana. O cariótipo, para confirmação do diagnóstico, deve ser realizado no primeiro ano de vida. Para o rastreio de outras malformações, devem ser realizados os seguintes exames para os pacientes com SD USG TF, de abdome e de articulação coxofemoral. Também é importante avaliar o perfil metabólico, a partir da dosagem de hormônios tireoidianos, glicemia em jejum, colesterol total e frações, hemoglobina glicada e triglicerídeos — esse rastreio deve ser feito tendo em vista que problemas na tireóide são comuns em pacientes com SD, sendo o hipotireoidismo congênito a doença mais comum e que precisa de diagnóstico e tratamento precoce para evitar comprometimento cognitivo. O acompanhamento do DNPM deve ser rigoroso. Síndromes Genéticas 3 Síndrome de Edwards (Trissomia do 18) Após a trissomia do 21, é a síndrome mais frequente e também está associada à idade materna avançada. A viabilidade do paciente afetado depende da gravidade dos comprometimentos cardiovasculares e respiratórios. Cerca de 15% dos afetados sobrevivem ao primeiro ano de vida, sendo alta a mortalidade. A sua expressão clínica pode passar despercebida, mas normalmente os pacientes apresentam retardo no DNPM, punhos cerrados, esterno curto, retrognatia, displasia auricular, occipto proeminente e fissura palpebral. Síndrome de Patau (Trissomia do 13) Tem alta letalidade, o que dificulta a determinação da frequência dessa doença. É uma importante causa de abortos espontâneos. Cerca de 95% dos pacientes vão à óbito no primeiro semestre de vida. Os pacientes normalmente apresentam malformações em olhos, nariz e lobos cerebrais frontais, polidactilia, falhas em couro cabeludo, fissura labiopalatal, cardiopatias complexas, anomalias neurológicas e comprometimento severo sistêmico e intelectual. Síndromes Genéticas 4 Sínidrome de Turner (Cariótipo X0) Corresponde ao cariótipo 45,X ou 45,X0. Está presente em pacientes do sexo feminino e se associaa com baixia estatura, presença de pescoço alado, caixa torácic alarga, com distância anmal entre os mamilos, infantilismo puberal, amenorreia primária, rins em ferradura e unhas hiperconvexas e encurvadas. Síndromes Genéticas 5 Síndrome de Klinefelter (47XXY) É uma cromossomopatia numérica, caracterizada pelo excesso do material cromossômico correspondente ao X, em indivídulo cariotipicamente masculino e, consequentemente, gerando o genótipo 47XXY, que clinicamente é expresso por comprometimento intelectual, obesidade centrípeta, ginecomastia, atrofia testicular, hipogonadismo com consequente esterilidade e alteração na proporção do comprometimento de seus membros.