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Herbário Virtual Plantas tóxicas Ana Beatriz Costa Magri RA: 00341852 Anna Paula Garcia RA: 00356061 Giulia Naddeo RA: 00354484 Luanna Borges Di Blasio RA: 00351031 Samantha Vidigal dos Santos RA: 00353738 Thayna Queiroz RA: 00341304 Thais França Mazzei RA: 00354897 Vanusia A. Lins RA: 00346167 Toxicologia sumário• pag 10. Lantana Camara. pag 9. Euphorbia pulcherrima. pag 13. Monstera sp. pag 18. Ricinus communis. pag 17. Rhododendron spp / Azalea. pag 11. Leucaena leucocephala. pag 7. Cycas revoluta. pag 4. Alocasia sp. pag 20. Zantedeschia aethiopica. pag 3. Allium sativum. pag 2. Allium cepa. pag 19. Vitis sp. pag 16. Prunuss sp. pag 12. Mallus sylvestris. pag 5. Anthurium sp. pag 1. Allamanda. pag 15. Philodendron sp. pag 6. Bambusa sp. pag 14. Nerium oleander. pag 8. Dieffenbachia picta. pag 21. Bibliografia Allamanda Cathartica 1 Nome científico: Allamanda cathartica L. Nome popular: Alamanda, dedal-de-dama Toxina: A Allamanda cathartica contém toxialbuminas, uma substância tóxica presente no látex, que é uma secreção líquida esbranquiçada encontrada nas folhas da flor ornamental. E também tem a presença da allamandina, que é um glicosídeo cardiotóxico, presente nas flores e sementes. Sinais e sintomas: Os glicosídeos cardiotóxicos interferem na função da bomba de sódio (Na) e potássio (K), resultando em diminuição da condutividade elétrica. Isso pode manifestar-se clinicamente com sintomas como taquicardia, bradicardia, bloqueios cardíacos, fibrilação atrial ou ventricular e pulso irregular. Além disso, sintomas digestivos como anorexia, cólicas abdominais com tenesmo, diarreia persistente ou muco-sanguinolenta, dor abdominal, náuseas, vômitos e sialorreia também podem estar presentes. Tratamento: A conduta a ser seguida, em caso de toxicose, envolve a indução de êmese ou lavagem gástrica, a administração de CA em múltiplas doses, monitorar e tratar os sinais cardíacos, o uso de benzodiazepínicos e antiespasmódico, quando necessário, além da oxigenioterapia e fluidoterapia. Allium cepa 2 Nome Científico: Allium cepa Nome Popular: Cebola. Toxicina: O princípio tóxico presente na cebola é o n-propil dissulfito, que causa a transformação da hemoglobina em metemoglobina. Sinais e Sintomas: Após consumir cebola, os animais mostram letargia, dificuldade respiratória e hematúria com odor de cebola. Também exibem inatividade, anorexia, fezes amolecidas e conjuntivas pálidas. Outros sintomas incluem taquipneia, taquicardia, mucosas azuladas, vômito e escurecimento da urina. Existem duas formas de intoxicação: crônica, com consumo gradual, levando à anemia hemolítica, e aguda, com ingestão em grande quantidade, resultando em metemoglobinemia grave e possíveis mortes por apatia, hipotermia e cianose. Tratamento: O tratamento para animais intoxicados por cebola consiste em fornecer suporte e abordar os sintomas manifestados. Em casos graves de anemia, é recomendada a transfusão de sangue. Para corrigir a hipovolemia e o choque, é indicada a administração de fluidoterapia. Allium sativum 3 Nome científico: Allium sativum Nome popular: Alho. Toxina: No alho o grande problema está nos chamados tiossulfatos, substâncias compostas por enxofre e oxigênio que provocam a oxidação dos glóbulos vermelhos do sangue do cão. Sinais e Sintomas: Os sintomas da intoxicação por alho incluem problemas gastrointestinais, como vômitos, diarreia, falta de apetite e desidratação. Os sinais relacionados à hemólise podem se manifestar alguns dias depois, como mucosas pálidas e amareladas. O diagnóstico envolve uma combinação de histórico médico, análises sanguíneas e esfregaços sanguíneos. Tratamento: Não existe antídoto específico, no entanto, deve-se realizar tratamento suporte para diminuir os efeitos oxidativos. A fluidoterapia com ringer lactato também entra como terapia Alocasia sp 4 Nome científico: Alocasia sp Nome popular: Orelha de elefante. Toxina: Presença de cristais de oxalato de cálcio nas suas folhas e a ingestão ou mastigação pode causar irritação e dermatite da mucosa oral. Sinais e Sintomas: Os sintomas da intoxicação surgem pouco tempo após o contato. O cão pode experimentar dores e irritação na boca, além de aumento da salivação. Em casos mais graves, pode ocorrer inchaço na laringe e nas cordas vocais, o que representa um risco de asfixia para o animal. Tratamento: O tratamento consiste, basicamente, no uso de anti-histamínicos H1. Não se deve usar, em nenhuma hipótese, eméticos. Recomenda-se, ainda, o uso de demulcentes, como, por exemplo, leite e hidróxido de alumínio. O uso de protetores de mucosa, como o sucralfato também é indicado. Se o animal manifestar dor, recomenda-se a administração de hipnoanalgésicos, como o butorfanol (em cães e gatos: 0,1 mg/kg por via intravenosa ou 0,4 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea). Anthurium sp 5 Nome científico: Anthurium sp Nome popular: Antúrio. Toxina: Ráfides de oxalato de cálcio, presente em todas as partes da planta. Sinais e Sintomas: Logo após a ingestão de qualquer parte da planta, ou do simples ato de mastigá-la, surgem intensas manifestações: irritação de mucosa; edema (inchaço) de lábios, língua e palato; com dor e queimação, salivação; dificuldade de engolir; cólicas abdominais; náuseas e vômito. Tratamento: O tratamento é sintomático e inclui uso de demulcentes (clara de ovo, óleo de oliva, hidróxido de alumínio e ainda antiespasmódicos, analgésicos e anti histamínicos). Administrar corticóides. A pele e olho devem ser lavados com água e soro fisiológico sem esfregar. Deve-se realizar avaliação oftalmológica e, nos casos de ingestão, realizar endoscopia digestiva alta, se houver dor intensa. Bambusa sp 6 Características gerais: A intoxicação por Bambusa vulgaris foi relatada até o momento apenas em equinos, após a ingestão de grande quantidade da folha do bambu em diferentes estágios de maturação, que pode estar relacionado com a presença da planta na pastagem, boa palatabilidade das folhas para a espécie e baixa oferta de alimentos, fatores os quais favorecem a intoxicação Toxicidade: O bambu fresco pode induzir sintomas graves quando ingerido e pode até mesmo levar à morte se ingerido em grandes quantidades, devido à taxifilina de cianeto contida na planta. Todas as partes podem ser tóxicas, mas os rebentos são especialmente propensos a serem tóxicos. Sinais e sintomas: foi notada a presença de alterações no sistema neural, como incoordenação motora, cruzamento dos membros durantes a locomoção, instabilidade, permanência em estação com os membros abduzidos, sonolência, pressão da cabeça contra objetos, diminuição de tônus de língua, dificuldade na apreensão, mastigação e deglutição de alimentos, acúmulo de alimentos na cavidade oral, diminuição do reflexo palatino e do lábio superior, diminuição da sensibilidade cutânea, dificuldade de andar em círculos pequenos, dificuldade em corrigir a posição dos membros após abdução ou cruzamento dos membros, cegueira temporária, além de perda de peso e edema em região ventral do abdômen. Tratamento: Como tratamento suporte foi instituído a hidratação enteral diária, vitamina B1, dexametasona e florfenicol. Após o tratamento e a retirada da oferta do bambu ao animal, houve melhora gradativa e completa do quadro clínico em 40 dias. Nome científico: Bambu, Bambusa vulgaris Nome popular: Bambu Verde Gigante, Bambu-Listrado, Bambu Imperial, Bambu- Bengala. Cycas revoluta 7 Nome científico: Cycas revoluta Nome popular: Palmeira sagu. Toxina: Cycas revoluta é altamente tóxica para os cães, especialmente suas sementes, que contêm altas concentrações de cicasina. A Cicasina é convertida à metilazoximetanol, podendo causar necrose hepática centrolobular, distúrbios coagulativos e irritação gastrointestinal. Sinais e Sintomas: Quando ingeridas, os cães podem apresentar uma variedade de sinais clínicos, incluindo distúrbios gastrointestinais, hepáticos e neurológicos. Os sintomas geralmente aparecemdentro das primeiras 12 horas e podem incluir vômitos persistentes, diarréia, dor abdominal, icterícia, problemas de coagulação e até convulsões. Tratamento: O tratamento é principalmente sintomático e de suporte, envolvendo lavagem gástrica, administração de carvão ativado, controle de convulsões com diazepam, terapia de fluidos e, em casos graves, transfusão sanguínea. O prognóstico é favorável se o tratamento for iniciado rapidamente, mas reservado se os sinais clínicos já estiverem presentes, com uma taxa de mortalidade de cerca de 32,1%. Dieffenbachia picta 8 Nome científico: Dieffenbachia picta Nome populares: Comigo-ninguém-pode. Toxina: Antigamente, acreditava-se tratar do oxalato de cálcio. Entretanto, verificou- se que não seria este o principal promotor de estomatite/glossite; o oxalato apenas aumenta ou potencializa a ação de um outro princípio ativo. Posteriormente, sugeriu- se uma substância proteica que promoveria a liberação de histamina dos mastócitos, sendo esta trocada mais recentemente por um lipídio. Sinais e Sintomas: Os sinais dessa intoxicação são alarmantes e, frequentemente, necessitam de uma resposta imediata por parte do médico veterinário. Poucos minutos após o animal morder o material vegetal há sinais claros de dor e irritação. O animal manifesta meneios de cabeça indo procurar água, visando, dessa maneira, aliviar a dor. Há salivação profusa, edema intenso da mucosa da faringe e cordas vocais. Por esse processo inflamatório exuberante o animal apresenta dispneia severa e, em casos mais graves, pode haver obstrução completa de faringe. Tratamento: O tratamento consiste, basicamente, no uso de anti-histamínicos H1. Não se deve usar, em nenhuma hipótese, eméticos. Recomenda-se, ainda, o uso de demulcentes, como, por exemplo, leite e hidróxido de alumínio. O uso de protetores de mucosa, como o sucralfato também é indicado. Se o animal manifestar dor, recomenda-se a administração de hipnoanalgésicos, como o butorfanol (em cães e gatos: 0,1 mg/kg por via intravenosa ou 0,4 mg/kg por vias intramuscular ou subcutânea). Euphorbia pulcherrima 9 Nome científico: Euphorbia pulcherrima Nomes populares: Bico de papagaio, flor de Natal e poinsetia. Características gerais: Apesar de à sintomatologia dessa intoxicação não ser severa, sabe-se que pequenas quantidades podem causar intoxicação. Quanto aos princípios ativos tóxicos, conhece-se apenas aquele contido em plantas da família. Toxina: A toxicidade advém do contato/ingestão da seiva elou ingestão das folhas, que contém ésteres diterpenoides. Os ésteres diterpenoides causam irritação no local de contato, levando ao aparecimento dos sinais de intoxicação em até seis horas após a exposição. Sinais e sintomas: As alterações aparecem em, aproximadamente, seis horas após a ingestão da planta e são caracterizadas por anorexia, sialoréia, deglutição repetidas, depressão, fáceis de náuseas e vômitos. As alterações gastroentéricas podem causar cólica com tenesmo. Há aumento da frequência de defecação, mas as fezes não tem a consistência alterada. Tratamento: Não há um tratamento específico para a intoxicação. Deve-se realizar o tratamento sintomático, procurando corrigir, especialmente, os prováveis distúrbios eletrolíticos. Lantana Camara 10 Nome científico: Lantana camara Nomes populares: Chumbinho, amendoim-de-grilo. Características gerais: São plantas cosmopolitas, sendo que no Brasil podem ser encontradas em todas as regiões. A intoxicação ocorre pela ingestão contínua e prolongada da planta. O dessecamento não acarreta perda da toxidez da L. camara. Toxina: Os princípios ativos tóxicos da L. camara são triterpenos, os lantadenos A e B, sendo o lantadeno A aproximadamente três vezes mais tóxico que o lantadeno B. Esses triterpenos promovem lesão, primariamente, ao nível do fígado, levando à colestase intra-hepática, resultante da inibição da saída da secreção biliar para dentro dos canalículos. Essa alteração acarreta saída da filoeritrina para a corrente circulatória, produzindo aquelas reações químicas já descritas na intoxicação pela B. decumbens, culminando, assim, em dermatite necrótico purulenta. Sinais e Sintomas: Fotossensibilização, icterícia, desidratação ,estase ruminal, insuficiência renal na fase terminal, em casos graves dessa intoxicação Tratamento: Não existe tratamento eficaz para essa intoxicação. Profilaxia: Impedir que os animais sejam soltos em locais onde há grande quantidade da L. camara, sobretudo quando há escassez de pastagem. Leucaena leucocephala 11 Nome científico: Leucaena leucocephala Nome popular: Leucena. Característica gerais: É um arbusto, oriunda da América Central e hoje amplamente difundida nas regiões tropicais e subtropicais. Essa planta é bastante palatável, com algumas características desejáveis na alimentação animal, como a boa digestibilidade e alta quantidade nutritiva. No entanto, por causa dos relatos de efeito tóxicos, tanto em ruminantes como em monogástricos, sobretudo quando consumida em grandes quantidades, tem-se limitado o seu uso na criação animal. Portanto, se houver o consumo excessivo, as alterações aparecerão em 100% do rebanho entre um a dois meses de consumo. Toxinas: Um aminoácido não protéico, a mimosina, é o princípio ativo tóxico. A mimosina ocorre em maior concentração na ponta dos brotos, quando há crescimento ativo da planta, bem como nas favas novas e nas sementes. Mimosina promove um efeito depilatório, atuando na fase de crescimento do pêlo (fase anagênea). Este efeito é observado principalmente em monogástricos. A leucaena provoca também queda no desempenho e retardo no crescimento. Acredita-se que esse efeito se dava ao antagonismo da mimosina com a tirosina, inibindo a síntese proteica no fígado. Sinais e sintomas: Os principais sinais dessa intoxicação são a alopecia, a anorexia e a salivação. Tratamento: Não há tratamento. Mallus sylvestris 12 Nome científico: Mallus Sylvestris Nome Popular: Maçã. Toxina: A semente da maçã contém amigdalina, uma substância que contém cianeto e é extremamente tóxica para os cães. Sinais e sintomas: Os cães intoxicados por sementes de maçã podem apresentar sinais como náuseas, vômitos, diarreia, dificuldade respiratória, tremores, letargia ou convulsões. Tratamento: O tratamento envolve indução ao vômito, administração de carvão ativado, terapia de fluidos intravenosos para hidratação, monitoramento dos sinais vitais e tratamento sintomático, como controle de convulsões, se necessário. Monstera sp 13 Nome científico: Monstera sp Nome populares: Dragão-fedorento. Toxina: Antigamente, acreditava-se tratar do oxalato de cálcio. Entretanto, verificou- se que não seria este o principal promotor de estomatite/glossite; o oxalato apenas aumenta ou potencializa a ação de um outro princípio ativo. Posteriormente, sugeriu- se uma substância proteica que promoveria a liberação de histamina dos mastócitos, sendo esta trocada mais recentemente por um lipídio. Sinais e sintomas: Os sinais dessa intoxicação são alarmantes e, frequentemente, necessitam de uma resposta imediata por parte do médico veterinário. Poucos minutos após o animal morder o material vegetal há sinais claros de dor e irritação. O animal manifesta meneios de cabeça indo procurar água, visando, dessa maneira, aliviar a dor. Há salivação profusa, edema intenso da mucosa da faringe e cordas vocais. Por esse processo inflamatório exuberante o animal apresenta dispneia severa e, em casos mais graves, pode haver obstrução completa de faringe. Tratamento: O tratamento consiste, basicamente, no uso de anti-histamínicos H1. Não se deve usar, em nenhuma hipótese, eméticos. Recomenda-se, ainda, o uso de demulcentes, como, por exemplo, leite e hidróxido de alumínio. O uso de protetores de mucosa, como o sucralfato também é indicado. Se o animal manifestar dor, recomenda-se a administração de hipnoanalgésicos, como o butorfanol (em cães e gatos: 0,1 mg/kg por via intravenosa ou 0,4 mg/kg por vias intramuscularou subcutânea). Nerium oleander 14 Nome Científico: Nerium oleander Nomes Populares: Espirradeira, oleander, adelfa, loureiro rosa ou flor de São José. Toxina: A toxicidade desta planta resulta da ação dos glicosídeos cardioativos, responsáveis por inibição da bomba de sódio e potássio do coração. A toxina encontrada na planta Nerium oleander é a oleandrina. Essa substância é altamente tóxica e pode causar problemas graves de saúde se ingerida. Sinais e Sintomas: Como consequência, a ingestão das suas folhas e flores causa vômito, diarreia, dor abdominal, incoordenação, convulsões e principalmente complicações cardiovasculares, como taquicardia, e extrassístoles ventriculares, bloqueios atrioventriculares, taquicardia ventricular, podendo levar a óbito. Tratamento: O tratamento consiste em administração de suporte com fluidoterapia, seja por via oral ou intravenosa, para mitigar os efeitos cardiovasculares. É importante evitar fluidos que contenham cálcio, pois podem intensificar os efeitos dos glicosídeos cardíacos no músculo cardíaco. Além disso, doses repetidas de carvão ativado são usadas para evitar a reciclagem de toxinas entero-hepáticas. Medicamentos antiarrítmicos, como atropina, atenolol, fentoína, procainamida e lidocaína, podem ser administrados para controlar os efeitos dos glicosídeos cardíacos. No entanto, é essencial determinar o tipo de arritmia por meio de exames eletrocardiográficos realizados ao longo de vários dias. Philodendron sp 15 Nome científico: Philodendron sp Nome populares: Filodendro. Toxina: Muita confusão ocorre em relação ao princípio ativo tóxico dessas plantas. Antigamente, acreditava-se tratar do usalato de cálcio. Entretanto, verificou-se que ele não é o principal causador de estomatite/glossite, apenas aumentava ou potencializava a ação de um outro princípio ativo, Posteriormente, sugeriu-se uma substância protéica como a responsável pela liberação de histamina dos mastócitos, vendo trocada, mais recentemente, por um lipídeo. Sinais e sintomas: Os sinais dessa intoxicação são alarmantes e, frequentemente, necessitam de uma resposta imediata por parte do médico veterinário. Poucos minutos após o animal morder o material vegetal, há sinais claros de dor e irritação. O animal manifesta mencios da cabeça ao procurar água, visando, dessa maneira, aliviar a dor. Há salivação profu-al, edema intenso da mucosa da faringe e das cordas vocais. Por esse processo inflamatório exuberante, o animal apresenta dispnéia severa e, em casos mais graves, pode haver obstrução completa da faringe. Tratamento: O tratamento consiste, basicamente, no uso de anti-histamínicos H1, Não se deve usar, em nenhuma hipótese, eméticos. lecomenda-se, ainda, o uso de demulcentes, como o leite e o hidróxido de alumínio. O uso de protetores de mucosa, como o sucralfato, também é Indicado, Se o animal manifestar dor, recomenda-se a administração de lipnoanalgésicos, como o butorfanol (em cães e gatos: 0,1 mg/kg por via IV eu 0,4 mg/ks por vias intramuscular ou subcutânea). Prunus sp 16 Nome científico: Prunus Sp Nome popular: Ameixa. Toxina: Cianeto, encontrado no caroço da fruta. Sinais e sintomas: Entre os sintomas, estão: vômitos e diarreia; perda de apetite; irritações na pele; letargia; dificuldade para respirar; tremores musculares; cólica abdominal; convulsões; morte (casos mais graves). Tratamento: Quando um cachorro ingere o caroço da ameixa e está intoxicado, o tratamento veterinário pode incluir a indução ao vômito, administração de carvão ativado para absorver toxinas, terapia de fluidos intravenosos para manter a hidratação, monitoramento dos sinais vitais e, em casos mais graves, procedimentos adicionais como lavagem gástrica ou administração de medicamentos específicos para tratar os sintomas da intoxicação. Rhododendron sp/ Azalea 17 Nome científico: Rhododendron sp Nomes populares: Azálea. Características gerais: Apesar de à sintomatologia dessa intoxicação não ser severa, sabe-se que pequenas quantidades podem causar intoxicação. A ingestão de azalea corresponde a 0,2% do peso corporal do animal já pode desencadear a sintomatologia. Toxina: As toxinas são encontradas nas folhas, flores e até mesmo na água que acumula no prato do vaso. Chamam-se grayantoxinas. Sinais e sintomas: As alterações aparecem em, aproximadamente, seis horas após a ingestão da planta e são caracterizadas por anorexia, sialoréia, deglutição repetidas, depressão, fáceis de náuseas e vômitos. As alterações gastroentéricas podem causar cólica com tenesmo. Há aumento da frequência de defecação, mas as fezes não tem a consistência alterada. Tratamento: Não há um tratamento específico para a intoxicação. Deve-se realizar o tratamento sintomático, procurando corrigir, especialmente, os prováveis distúrbios eletrolíticos. Ricinus communis 18 Nome científico: Ricinus communis Nomes populares: Mamona, carrapateira. Características gerais: Essa planta tem ampla distribuição no território nacional, ocorrendo de maneira natural em solos férteis, ricos em material orgânico. Toxinas: O efeito neurotóxico da planta é causado pelas folhas, sendo esse efeito descrito, em condições naturais, apenas em bovinos. Já as sementes da R. communis causam distúrbios gastrointestinais. A condição para que se desencadeie a intoxicação pela R. communis é, basicamente, a fome. Deve-se considerar que a planta apresenta maiores relatos de intoxicação no período da seca. Princípio ativo e mecanismo de ação: O princípio ativo tóxico contido nas folhas da R. communis e que produz as alterações nervosas, provavelmente, é um alcaloide, a ricinina. Contudo, não se sabe como esse alcaloide promove seus efeitos neurotóxicos. Sinais e Sintomas: Tremores musculares, sialorreia, erutação excessiva. Os sintomas da intoxicação aparecem por volta de cinco horas após a ingestão da planta, tendo evolução bastante rápida, podendo ocorrer o óbito em um período de até quatro horas após o estabelecimento do quadro. Tratamento: Não se conhece o tratamento para essa intoxicação. Profilaxia: Importante evitar que os animais consumam a planta, especialmente quando estão famintos, pois isso pode levar à ingestão de grandes quantidades das folhas, resultando em morte. Vitis sp 19 Nome científico: Vitis sp Nome popular: Uva. Toxicina: Ocratoxina A (OTA). Sinais e sintomas: Os primeiros sinais clínicos de intoxicação por uvas e passas em animais incluem vômitos, diarreia, dor abdominal, falta de apetite e letargia, geralmente manifestando-se entre 6 e 24 horas após a ingestão. Também foi observada uma redução no volume urinário, indicando danos renais graves, com um prognóstico desfavorável devido à necrose do túbulo proximal, que pode levar à calcificação ou mineralização. Tratamento: O tratamento para animais intoxicados com uvas e uvas passas é principalmente de suporte. Isso pode envolver a indução do vômito, o uso de carvão ativado e a lavagem gástrica para remover a substância tóxica do sistema digestivo. Além disso, pode ser necessário fornecer suporte para a função renal e cardiovascular, como administração de fluidos, monitoramento da pressão sanguínea e uso de diuréticos como furosemida ou manitol para ajudar na recuperação do volume urinário. Zantedeschia aethiopica 20 Nome científico: Zantedeschia aethiopica Nome populares: Copo-de-leite / Caládio. Toxina: Muita confusão ocorre em relação ao princípio ativo tóxico dessas plantas. Antigamente, acreditava-se tratar do oxalato de cálcio. Entretanto, verificou-se que ele não é o principal causador de estomatite/glossite, apenas aumentava ou potencializava a ação de um outro princípio ativo, Posteriormente, sugeriu-se uma substância protéica como a responsável pela liberação de histamina dos mastócitos, vendo trocada, mais recentemente, por um lipídeo. Sinais e sintomas: Os sinais dessa intoxicação são alarmantes e, frequentemente, necessitam de uma resposta imediata por parte do médico veterinário. Poucos minutos após o animal morder o materialvegetal, há sinais claros de dor e irritação. O animal manifesta mencios da cabeça ao procurar água, visando, dessa maneira, aliviar a dor. Há salivação profual, edema intenso da mucosa da faringe e das cordas vocais. Por esse processo inflamatório exuberante, o animal apresenta dispnéia severa e, em casos mais graves, pode haver obstrução completa da faringe. Tratamento: O tratamento consiste, basicamente, no uso de anti-histamínicos H1, Não se deve usar, em nenhuma hipótese, eméticos. recomenda-se, ainda, o uso de demulcentes, como o leite e o hidróxido de alumínio. O uso de protetores de mucosa, como o sucralfato, também é Indicado, Se o animal manifestar dor, recomenda-se a administração de lipnoanalgésicos, como o butorfanol (em cães e gatos: 0,1 mg/kg por via IV eu 0,4 mg/ks por vias intramuscular ou subcutânea). Bibliografia : 21 Toxicologia aplicada à Medicina Veterinária- 2ª edição Helenice de Souza Spinosa; Silvana Lima Górniak; João Palermo-Neto. Intoxicação por Cycas revoluta em canino da raça pug- https://www2.ufpel.edu.br/cic/2010/cd/pdf/CA/CA_01478.pdf https://www2.ufpel.edu.br/cic/2010/cd/pdf/CA/CA_01478.pdf Alocasia sp https://www.planetahuerto.pt/revista/plantas-venenosas-para-animais_00730 https://blog.liderdamatilha.com.br/plantas-venenosas-para-cachorro-um-guia-completo/ Anthurium sp http://www.uel.br/hu/portal/pages/cit/plantas-toxicas/anturio.php Intoxicações em pequenos animais: uma revisão. / Emeline de Oliveira Riboldi. - Porto Alegre: UFRGS, 2010. 118 f.; il. - Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Veterinária, Porto Alegre, RS-BR, 2010. Cláudio Natalini, Orient. Bambusa sp: https://www.picturethisai.com/pt/toxic/Bambusa_vulgaris.html https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/34234/1/IntoxicaçãoBambusaVulgaris.pdf Prunus sp https://www.petlove.com.br/dicas/cachorro-pode-comer-ameixa Mallus Sylvestris https://caofeitariafit.com.br/alimentos_prejudiciais_aos_caes_e_voce_nao_sabia Intoxicação por cacau, cebola e uva em pequenos animais https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista- cientifica/article/download/207/184#:~:text=Apresentam%20tamb%C3%A9m%20hemat%C3%BAri a%20com%20odor,al%2C%202002%2C%20KEISSLER Alimentos humanos podem intoxicar cães e gatos: quais não ofertar: revisão de literatura https://www.unicruz.edu.br/seminario/anais/anais- /XXIV%20SEMINARIO%20INTERINSTITUCIONAL/Mostra%20de%20Iniciacao%20Cientifica/Cien cias%20Exatas,%20agrarias%20e%20engenharias/RESUMO%20EXPANDIDO/ALIMENTOS%20 HUMANOS%20PODEM%20INTOXICAR%20C%C3%83ES%20E%20GATOS%20QUAIS%20N% C3%83O%20OFERTAR%20REVIS%C3%83O%20DE%20LITERATURA%20-%209085.pdf BELLODI, C., SOCHA, J.J.M. e HATAYDE, M.R. 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