Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

série gestão
Rotinas 
administRativas
volume 2
Série geStão
Rotinas 
administRativas
volume 2
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI
Robson Braga de Andrade
Presidente
DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA
Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti
Diretor de Educação e Tecnologia
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI
Conselho Nacional
Robson Braga de Andrade
Presidente 
SENAI – Departamento Nacional
Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti
Diretor-Geral
Gustavo Leal Sales Filho
Diretor de Operações
Série geStão
Rotinas 
administRativas 
volume 2
SENAI
Serviço Nacional de 
Aprendizagem Industrial 
Departamento Nacional
Sede
Setor Bancário Norte • Quadra 1 • Bloco C • Edifício Roberto 
Simonsen • 70040-903 • Brasília – DF • Tel.: (0xx61) 3317-
9001 Fax: (0xx61) 3317-9190 • http://www.senai.br
© 2013. SENAI – Departamento Nacional
© 2013. SENAI – Departamento Regional de Santa Catarina
A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecâ-
nico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por 
escrito, do SENAI.
Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI de 
Santa Catarina, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por 
todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.
SENAI Departamento Nacional 
Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP
SENAI Departamento Regional de Santa Catarina 
Núcleo de Educação – NED 
 
FICHA CATALOGRÁFICA 
_____________________________________________________________________________ 
S491r 
 Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. 
Rotinas administrativas volume 2 / Serviço Nacional de Aprendizagem 
Industrial. Departamento Nacional, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. 
Departamento Regional de Santa Catarina. Brasília : SENAI/DN, 2013. 
130 p. : il. (Série Gestão). 
 
 ISBN 978-85-7519-753-0 
 
 1. Administração de empresas. 2. Comunicação oral. 3. Informática. 4. 
Recursos humanos. 5. Contabilidade. I. Serviço Nacional de Aprendizagem 
Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina. II. Título. III. Série. 
 
CDU: 658.01 
_____________________________________________________________________________ 
 
ilustrações
Figura 1 - Recibo de pagamento de salário ......................................................................................................... 186
Figura 2 - Sistema informatizado de Recursos Humanos (SIRH) .................................................................. 205
Figura 3 - Patrimônio ................................................................................................................................................... 210
Figura 4 - Bens da empresa ....................................................................................................................................... 211
Figura 5 - Direitos da empresa ................................................................................................................................. 211
Figura 6 - Obrigações da empresa .......................................................................................................................... 212
Figura 7 - Balança do patrimônio ativo e passivo .............................................................................................. 214
Figura 8 - Fatos contábeis capital de giro ............................................................................................................. 215
Figura 9 - Duplicata a receber ................................................................................................................................... 216
Figura 10 - Marca e patente ....................................................................................................................................... 219
Figura 11 - Fatos contábeis passivo circulante ................................................................................................... 220
Figura 12 - Situação patrimonial líquida positiva .............................................................................................. 222
Figura 13 - Situação patrimonial ............................................................................................................................ 223
Figura 14 - Situação patrimonial líquida nula ..................................................................................................... 224
Figura 15 - Resumo da situação patrimonial ...................................................................................................... 224
Figura 16 - Situações das contas.............................................................................................................................. 228
Figura 17 - Fatos administrativos ............................................................................................................................ 234
Figura 21 - Sistema de informação contábil ........................................................................................................ 263
Figura 22 - Sistema de informação contábil ........................................................................................................ 263
Quadro 1 - Recrutamento ............................................................................................................................................ 169
Quadro 2 - Vantagens e desvantagens do recrutamento interno ................................................................ 172
Quadro 3 - Vantagens e desvantagens do recrutamento externo ............................................................... 175
Quadro 4 - Análise comparativa do processo de seleção de pessoal .......................................................... 179
Quadro 5 - Descontos permitidos em folha de pagamento ........................................................................... 201
Quadro 6 - Ativo e passivo .......................................................................................................................................... 214
Quadro 7 - Balanço patrimonial ................................................................................................................................ 229
Quadro 8 - Balanço Patrimonial ................................................................................................................................ 240
Quadro 9 - Comparação entre inventário geral e rotativo .............................................................................. 243
Quadro 10 - Código de contas ................................................................................................................................... 244
Quadro 11 - Quadro auxiliar da escrituração ....................................................................................................... 254
Quadro 12 - Resumo do quadro auxiliar da escrituração ................................................................................ 255
Tabela 1 - Balanço patrimonial .................................................................................................................................. 221
Tabela 2 - Ativo maior que o Passivo ....................................................................................................................... 222
Tabela 3 - Ativo menor que o Passivo ..................................................................................................................... 223
Tabela 4 - Ativo igual ao Passivo ............................................................................................................................... 224
Sumário
1 Introdução ........................................................................................................................................................................112 Fundamentos de Informática ....................................................................................................................................15
2.1 Editor de textos ............................................................................................................................................16
2.1.1 Abertura e fechamento do editor de textos ...................................................................16
2.1.2 Área de trabalho do editor de textos .................................................................................18
2.1.3 Manipulação de arquivos no editor de textos ................................................................24
2.1.4 Formatação no editor de textos ..........................................................................................26
2.1.5 Configuração de página no editor de textos ..................................................................32
2.1.6 Comandos de edição de textos ...........................................................................................32
2.1.7 Correção ortográfica e gramatical ......................................................................................33
2.1.8 Impressão básica no editor de textos ................................................................................34
2.2 Editor de planilhas ......................................................................................................................................36
2.2.1 Abertura e fechamento do editor de planilhas ..............................................................37
2.2.2 Área de trabalho do editor de planilhas ...........................................................................38
2.2.3 Manipulação de arquivos no editor de planilhas ..........................................................43
2.2.4 Formatação no editor de planilha.......................................................................................45
2.2.5 Formatação de célula ..............................................................................................................50
2.2.6 Comandos de edição de planilhas ......................................................................................51
2.2.7 Fórmulas Básicas .......................................................................................................................52
2.2.8 Impressão básica .......................................................................................................................53
2.2.9 Gráficos básicos .........................................................................................................................54
2.3 Editor de apresentações ...........................................................................................................................55
2.3.1 Abertura e fechamento do editor de apresentações ...................................................55
2.3.2 Área de trabalho do editor de apresentações ................................................................56
2.3.3 Manipulação de arquivos no editor de apresentações ...............................................61
2.3.4 Formatação do editor de apresentação ............................................................................62
2.3.5 Recursos do editor de apresentações................................................................................64
2.3.6 Impressão básica no editor de apresentações ...............................................................68
3 Comunicação Oral e Escrita ........................................................................................................................................73
3.1 O processo de comunicação ...................................................................................................................74
3.2 Diferenças entre a escrita e a oralidade ..............................................................................................77
3.3 Apresentações ..............................................................................................................................................78
3.3.1 Retórica ........................................................................................................................................79
3.3.2 Preparação de apresentação ................................................................................................81
3.3.3 Uso de vocabulário adequado .............................................................................................81
3.4 Redação empresarial ..................................................................................................................................82
3.4.1 Descrição ......................................................................................................................................83
3.4.2 Dissertação ..................................................................................................................................84
3.5 Redação técnica ...........................................................................................................................................85
3.6 Comunicação escrita na empresa .........................................................................................................86
3.6.1 Correspondência .......................................................................................................................86
3.6.2 Oficial.............................................................................................................................................87
3.6.3 Bancária ........................................................................................................................................89
3.6.4 Comercial .....................................................................................................................................89
3.6.5 Interna ...........................................................................................................................................89
3.6.6 Circulação de documentos ....................................................................................................89
V
O
LU
M
E 
1
4 Rotinas de Escritório .....................................................................................................................................................93
4.1 Organização das empresas ......................................................................................................................94
4.2 Categorias e classificação das organizações empresariais ...........................................................95
4.3 Organograma ...............................................................................................................................................99
4.3.1 Os diferentes organogramas ................................................................................................99
4.4 Ferramentas gerenciais de rotinas ..................................................................................................... 102
4.4.1 Fluxograma .............................................................................................................................. 102
4.4.2 Cronograma ............................................................................................................................. 103
5 Equipamentos no Escritório .................................................................................................................................... 107
5.1 Telefone ........................................................................................................................................................ 108
5.1.1 Fax................................................................................................................................................ 109
5.1.2 Máquina foto copiadora ......................................................................................................111
5.1.3 Calculadora .............................................................................................................................. 111
5.1.4 Microcomputador .................................................................................................................. 112
6 Documentos Comerciais .......................................................................................................................................... 115
6.1 Ordem de pagamento ............................................................................................................................ 116
6.2 Cheques ....................................................................................................................................................... 116
6.3 Nota promissória ...................................................................................................................................... 118
6.4 Fatura/ duplicata....................................................................................................................................... 118
6.5 Boleto ............................................................................................................................................................ 119
6.6 Borderô ....................................................................................................................................................... 120
6.7 Recibo e Nota fiscal .................................................................................................................................. 120
6.8 DARF .............................................................................................................................................................. 121
6.9 Serviço postal ............................................................................................................................................ 121
7 Fundamentos de Marketing .................................................................................................................................... 125
7.1 Conceito de Marketing ........................................................................................................................... 126
7.2 Produto, Praça, Preço e Promoção ..................................................................................................... 128
7.3 Fundamentos de comércio eletrônico ............................................................................................. 129
7.4 Cronograma de lançamento de produtos e serviços .................................................................. 130
7.5 Ciclo de vida do produto ....................................................................................................................... 131
7.6 Papel estratégico da informação ........................................................................................................ 134
7.7 Dados, informação e conhecimento ................................................................................................. 136
7.8 Técnicas de levantamento de dados ................................................................................................. 137
7.9 Ética e segurança das informações .................................................................................................... 139
Referências ........................................................................................................................................................................ 143
Minicurrículo dos Autores ........................................................................................................................................... 149
Índice .................................................................................................................................................................................. 151
V
O
LU
M
E 
1
V
O
LU
M
E 
2
8 Fundamentos de Recursos Humanos .................................................................................................................. 167
8.1 Rotinas de recrutamento e seleção ................................................................................................... 168
8.1.1 Recrutamento interno .......................................................................................................... 170
8.1.2 Recrutamento externo ......................................................................................................... 173
8.1.3 Recrutamento misto ............................................................................................................. 175
8.2 Fontes de divulgação .............................................................................................................................. 176
8.2.1 Recrutamento pelo jornal ................................................................................................... 177
8.2.2 Carta de solicitação de vaga .............................................................................................. 177
8.2.3 Pedido de emprego .............................................................................................................. 178
8.3 Seleção ......................................................................................................................................................... 179
8.4 Procedimentos trabalhistas .................................................................................................................. 185
8.4.1 Folha de pagamento ............................................................................................................. 186
8.4.2 Apuração de atrasos e faltas .............................................................................................. 187
8.4.3 Horas extras ............................................................................................................................. 189
8.4.4 Repouso remunerado........................................................................................................... 190
8.4.5 Férias ........................................................................................................................................... 192
8.4.6 Salários ...................................................................................................................................... 193
8.4.7 Gratificação .............................................................................................................................. 195
8.4.8 Comissões ................................................................................................................................. 196
8.4.9 Adicionais ................................................................................................................................. 197
8.5 Rotinas de demissão ............................................................................................................................... 202
8.6 Sistemas de Informação em RH........................................................................................................... 204
9 Fundamentos da Contabilidade ............................................................................................................................ 209
9.1 Patrimônio .................................................................................................................................................. 210
9.1.1 Bens da empresa .................................................................................................................... 210
9.1.2 Direitos e obrigações da empresa ................................................................................... 211
9.1.3 Receita ........................................................................................................................................ 212
9.1.4 Custo ...........................................................................................................................................212
9.1.5 Lucro ........................................................................................................................................... 213
9.2 Demonstrações contábeis .................................................................................................................... 213
9.2.1 Ativos .......................................................................................................................................... 214
9.2.2 Passivos ...................................................................................................................................... 219
9.2.3 Situações patrimoniais ......................................................................................................... 222
9.2.4 Contas ........................................................................................................................................ 224
9.2.5 Análise do patrimônio .......................................................................................................... 231
9.3 Atos e fatos contábeis ............................................................................................................................. 233
9.3.1 Fatos permutativos ................................................................................................................ 234
9.3.2 Fatos modificativos ............................................................................................................... 235
9.3.3 Fatos mistos ............................................................................................................................. 236
9.4 Escrituração ................................................................................................................................................ 237
9.4.1 Relatórios contábeis .............................................................................................................. 238
9.4.2 Balanço ...................................................................................................................................... 239
9.5 Inventário .................................................................................................................................................... 241
9.5.1 Tipos de inventário ................................................................................................................ 242
9.6 Plano de contas ......................................................................................................................................... 243
9.6.1 Composição do plano de contas ..................................................................................... 243
9.7 Lançamentos contábeis ......................................................................................................................... 250
9.7.1 Elementos do lançamento .................................................................................................. 250
9.7.2 Método das partidas dobradas ......................................................................................... 251
9.7.3 Fatos administrativos e contábeis .................................................................................... 255
V
O
LU
M
E 
2
9.7.4 Erros de escrituração ............................................................................................................ 257
9.7.5 Retificação nos registros contábeis ................................................................................. 258
9.8 Sistema de informação em finanças e contabilidade ................................................................. 261
9.8.1 Planejamento e controle ..................................................................................................... 262
Referências ........................................................................................................................................................................ 267
Minicurrículo dos Autores ........................................................................................................................................... 273
Índice .................................................................................................................................................................................. 275
8
Fundamentos de recursos Humanos
Com o passar dos anos e com o avanço formidável da tecnologia, as empresas foram de-
safiadas a modificar sua estrutura, toda esta mudança, gerou a necessidade de alterações nos 
métodos e processos utilizados no recrutamento e seleção, nos procedimentos trabalhistas, 
nas rotinas de demissão e também no sistema de informação de recursos humanos.
Com isso, surgiram novos processos, novas rotinas, recursos, critérios e outros tantos são 
moldados a todo o momento para avaliar os candidatos com mais assertividade, tornar as de-
cisões mais certeiras, melhorando os resultados da empresa/organização. Você deve estar se 
perguntando, quais são os processos, as rotina, os recursos novos? É o que você verá neste 
capítulo.
Ao final do capitulo você estará apto a:
• entender o processo de recrutamento e seleção de pessoas para estruturar uma equipe 
com perfil adequado à sua empresa;
• definir os mecanismos mais adequados para recrutamento e seleção de sua equipe de tra-
balho;
• conscientizar-se da relevância de realizar um processo de recrutamento e seleção de ma-
neira a conquistar pessoas potencialmente qualificadas para a sua equipe;
• entender os procedimentos e a execução das normas trabalhistas asseguradas na legisla-
ção;
• entender o processo de rotinas de demissão e executá-la com qualidade;
• explorar os sistemas de informação e definir o mais adequado para sua empresa.
Então, curioso para embarcar nesta jornada de estudos e conhecimento? Prepare-se e va-
mos lá!
Rotinas administRativas - volume 2168
8.1 rotinaS de recrutamento e Seleção
Você sabe o que é recrutamento? Quais são os tipos de recrutamento? Como 
eles são utilizados na empresa? Quais as vantagens e desvantagens com o pro-
cesso de seleção? Bem, se você tem dúvidas, então, este é o momento para escla-
recer. Aqui você será apresentado às bases teóricas, conceituais e aos exemplos 
práticos a respeito de recrutamento e seleção. 
 VOCÊ 
 SABIA?
As organizações necessitam das pessoas certas, na 
quantidade certa, na hora certa para serem bem-sucedi-
das. Assim, atrair as pessoas certas, pelo custo certo, na 
hora certa é estrategicamente essencial para a eficácia 
de uma organização. (Adaptado de SAINT-CLAIR LOPES 
apud PEREZ, 2002).
O recrutamento tem como objetivo principal a procura de recursos humanos 
para preencher as necessidades da empresa. Mas, antes do recrutamento, a em-
presa deve estabelecer qual o perfil do colaborador que deseja contratar. Entre 
essas características, destacam-se: idade, escolaridade, experiência na atividade, 
competências etc.
iS
to
ck
 ([
20
--
?]
)
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 169
Para Chiavenato (2004), recrutamento é o conjunto de procedimentos que 
visa a atrair candidatos potencialmente qualificados e capazes de ocupar cargos 
dentro da organização. É um sistema de informações por meio do qual a organi-
zação divulga e oferece ao mercado de recursos humanos as oportunidade de 
emprego que pretende preencher.
Na opinião de Ribeiro (2006, p. 52), “recrutamento é um sistema de informa-
ções, que visa atrair candidatos potencialmente qualificados, dos quais serão se-
lecionados futuros funcionários da organização.”
O processo de recrutamento abrange o interesse das duas partes: tanto o da 
empresa, que possui o interesse em recrutar e indicar que é um bom lugar para 
trabalhar e buscar pessoas que possuam potencial para fazer parte da organiza-
ção; como das pessoas, que buscam informações sobre a empresa e evidenciam 
seu interesse e seu potencial para receberem uma oferta de emprego. (MILKOVI-
CH; BOUDREAU, 2000). 
Bernardi (2003, p. 63) avalia que:
Hojea realidade exige novas formas de recrutamento, pois a 
concorrência por profissionais qualificados, que sejam o dife-
rencial da empresa, aumentou. As empresas devem despertar 
nas pessoas o desejo de trabalhar nelas.
O processo de recrutamento pode ser realizado basicamente de três formas: 
recrutamento interno, externo e misto.
REcRUtaMEntO 
intERnO
O recrutamento interno é aquele feito na própria empresa. Ele privilegia os 
próprios recursos humanos da empresa e se torna interessante por trazer 
vantagens, como a valorização dos funcionários, e por ser um processo relati-
vamente econômico.
REcRUtaMEntO 
ExtERnO
É aquele feito fora da organização, em que a empresa busca candidatos dispo-
níveis no mercado ou atuantes em outras empresas. O recrutamento externo 
é usado preferencialmente no caso de contratação para auxiliares do nível 
mais baixo, operários não qualificados, funções raras e muito especializadas, 
trainees de gerência.
REcRUtaMEntO 
MistO
O recrutamento misto é uma solução formada a partir de diversos gêneros ou 
opiniões, com a liberdade de escolher o que julgar melhor, abordando tanto 
as fontes internas quanto as externas dos recursos humanos para o recruta-
mento. O recrutamento misto pode ser adotado por três funções: inicialmen-
te, recrutamento externo, seguido de recrutamento interno, e recrutamento 
externo e recrutamento interno, concomitantemente.
Quadro 1 - Recrutamento
Fonte: Chiavenato (2004).
Rotinas administRativas - volume 2170
Na opinião de Ribeiro (2006, p. 82), o recrutamento interno não permite a “in-
jeção de sangue novo” na organização, não renovando seu pessoal. Impede que 
as empresas absorvam conhecimentos de outras organizações por seus funcio-
nários e nem sempre os candidatos internos possuem potencial para ocuparem 
novos cargos.
Marras (2009) defende que a prática do recrutamento interno deve estar sus-
tentada em procedimentos e política elaborada de forma transparente e ter a sua 
divulgação garantida em todos os níveis da estrutura organizacional. Todos na or-
ganização, desde o supervisor menos categorizado até o gerente de maior nível 
hierárquico, devem estar em uníssono1 com essa política e até promovê-la, como 
instrumento de desenvolvimento não só dos trabalhadores, na medida em que 
proporciona uma possibilidade maior e mais veloz de ascensão nos quadros da 
empresa, mas também na própria organização, como instrumento fortíssimo de in-
centivo motivacional e de eficiência e baixo custo para o processo de recrutamento.
França (2009) aponta que este processo influencia o aperfeiçoamento dos 
funcionários, uma vez que possibilita a progressão funcional. Esta técnica deve 
seguir alguns critérios na sua implementação, como: o levantamento prévio dos 
candidatos; a divulgação adequada da vaga; os critérios de escolha; e a objetivi-
dade da escolha do candidato. Tendo esses critérios bem definidos, o resultado 
do processo será o preenchimento da vaga, o que pode ocorrer através de pro-
moção, transferência ou remanejamento. Atendendo assim o objetivo do pro-
cesso de recrutamento interno que é proporcionar oportunidades de ascensão 
profissional dentro da própria empresa.
W
av
eb
re
ak
 M
ed
ia
 ([
20
--
?]
)
1 UNÍSSONO
É um som reproduzido por 
várias pessoas. Ex: E todos 
(pessoas) gritaram em 
uníssono.
Headhunter é um termo em inglês que significa, literalmente, “caçador de ca-
beças”. A função do headhunter é “caçar” os melhores profissionais do mercado 
em áreas executivas. Muito usado no Brasil, o headhunter é um intermediário en-
tre o cliente (empresa contratante) e o candidato ao emprego. As suas respon-
sabilidades passam por identificar no mercado os melhores candidatos, analisar 
criteriosamente o perfil desses profissionais e selecionar o mais apto.
A diferença entre um recrutador da área de Recursos Humanos e um headhun-
ter é que o recrutador é o profissional que desempenha a parte burocrática do 
recrutamento. Suas principais atividades são divulgar a vaga, buscar candidatos 
no banco de currículos, entrar em contato com o candidato, realizar testes, fazer 
dinâmicas e entrevistas e dar a devolutiva ao candidato. Geralmente as vagas re-
alizadas pelo recrutador dentro de uma organização são do nível operacional ao 
tático.
Já o headhunter trabalha com as vagas estratégicas da empresa. Ele tem co-
nhecimento técnico e experiência em uma área específica do mercado e, por isso, 
conhece a fundo as habilidades necessárias à pessoa que ocupará o cargo.
O headhunter é um profissional que vai se dedicar a encontrar profissionais 
com perfis e requisitos diferenciados para a empresa. É uma profissão mais pecu-
liar do que a de recrutador e suas atividades serão investigar, buscar, selecionar 
e analisar currículos específicos para vagas específicas. Isto é, irá de certa forma 
atrair excelentes profissionais para ótimas vagas.
Para atrair excelentes profissionais, o headhunter deve conhecer a cultura da 
empresa. Dessa forma, ele alinha o perfil do candidato à cultura da organização, 
correndo menos riscos de erro na contratação.
O lado bom de contratar um headhunter para vagas de performance é que 
esse profissional conhece o mercado e tem relacionamentos com diversos profis-
sionais e indicadores que o ajudam a desempenhar melhor o seu papel.
Inicialmente, você conhecerá as formas de Recrutamento. Vamos lá!
8.1.1 RecRutamento inteRno
O recrutamento interno é aquele que privilegia os próprios recursos da empre-
sa. Isso é, a divulgação das necessidades (vagas em aberto) é informada por meio 
de comunicação, memorando ou cartazes, em todos os quadros de avisos da em-
presa, com as características exigidas pelo cargo, solicitando aqueles interessados 
que compareçam ao setor de recrutamento para candidatar-se à posição ofereci-
da ou enviem seus dados para análise. (MARRAS, 2009).
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 171
Na opinião de Ribeiro (2006, p. 82), o recrutamento interno não permite a “in-
jeção de sangue novo” na organização, não renovando seu pessoal. Impede que 
as empresas absorvam conhecimentos de outras organizações por seus funcio-
nários e nem sempre os candidatos internos possuem potencial para ocuparem 
novos cargos.
Marras (2009) defende que a prática do recrutamento interno deve estar sus-
tentada em procedimentos e política elaborada de forma transparente e ter a sua 
divulgação garantida em todos os níveis da estrutura organizacional. Todos na or-
ganização, desde o supervisor menos categorizado até o gerente de maior nível 
hierárquico, devem estar em uníssono1 com essa política e até promovê-la, como 
instrumento de desenvolvimento não só dos trabalhadores, na medida em que 
proporciona uma possibilidade maior e mais veloz de ascensão nos quadros da 
empresa, mas também na própria organização, como instrumento fortíssimo de in-
centivo motivacional e de eficiência e baixo custo para o processo de recrutamento.
França (2009) aponta que este processo influencia o aperfeiçoamento dos 
funcionários, uma vez que possibilita a progressão funcional. Esta técnica deve 
seguir alguns critérios na sua implementação, como: o levantamento prévio dos 
candidatos; a divulgação adequada da vaga; os critérios de escolha; e a objetivi-
dade da escolha do candidato. Tendo esses critérios bem definidos, o resultado 
do processo será o preenchimento da vaga, o que pode ocorrer através de pro-
moção, transferência ou remanejamento. Atendendo assim o objetivo do pro-
cesso de recrutamento interno que é proporcionar oportunidades de ascensão 
profissional dentro da própria empresa.
W
av
eb
re
ak
 M
ed
ia
 ([
20
--
?]
)
1 UNÍSSONO
É um som reproduzido por 
várias pessoas. Ex: E todos 
(pessoas) gritaram em 
uníssono.
Rotinas administRativas - volume 2172
Para Sobral e Perci (2012), o recrutamento interno consiste no preenchimento 
de uma vaga para um posto de trabalho mediante a realocação de funcionários 
atuais, que podem ser promovidos ou transferidos de outras unidades.Você sabe como pode ser divulgada a vaga dentro da empresa? Bem, ela pode 
ser divulgada, por exemplo, através de meios de comunicação informatizados 
como a intranet ou no site da organização. Porém, é necessário ter cuidado na di-
vulgação da vaga para atrair somente os candidatos que possuem potencial para 
ela. Esse processo exige uma boa avaliação das qualificações dos funcionários, 
pois se a promoção não for bem-sucedida pode resultar na perda do colaborador. 
Além disso, esse processo pode desestimular os outros funcionários que não fo-
ram selecionados para a promoção. (LACOMBE, 2005). 
Como todos os processos, o recrutamento interno apresenta vantagens e des-
vantagens. No quadro, a seguir, é apresentado o comparativo com os aspectos do 
recrutamento interno, conforme Sobral e Peci (2008, p. 336). Acompanhe:
VantagEns
• É um processo mais rápido e econômico.
• Aproveita o investimento da organização em treinamento e desenvolvimento de pessoal.
• Atua como fonte de motivação dos funcionários e estimula a lealdade.
• Evita riscos de inadequação cultural de trabalhadores externos à organização.
• Reduz a incerteza quanto ao potencial, desempenho e perfil do candidato.
• Desenvolve um espírito de competição saudável entre os membros organizacionais.
DEsVantagEns
• Pode gerar conflito e frustração aos candidatos excluídos.
• Inibe a mudança e a inovação na organização.
• Pode encorajar a complacência entre os trabalhadores que presumem que o tempo de 
serviço assegura a promoção.
• Limita as escolhas aos trabalhadores atuais da organização.
• Apesar da rapidez do processo, obriga a substituição do trabalhador escolhido, o que pode 
atrasar a efetivação da mudança de cargo.
Quadro 2 - Vantagens e desvantagens do recrutamento interno
Fonte: Sobral e Peci (2008, p. 336)
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 173
 FIQUE 
 ALERTA
Na verdade, o recrutamento interno é um mecanismo de 
aproveitamento do capital humano, podendo ser utilizado 
também como meio de valorização, retenção e motivação 
dos profissionais dentro da empresa.
8.1.2 RecRutamento exteRno
Segundo Marras (2009), o recrutamento externo tem início a partir da tomada 
de decisão com relação a dois tópicos que definem, para o gestor e para o setor 
de Recrutamento e Seleção, qual o melhor caminho a ser seguido na escolha das 
fontes utilizadas na prospecção de candidatos. São eles:
• variável tempo – é aquela que determina a exigência temporal que está 
contida na solicitação feita pela área que necessita da vaga, ao mesmo tem-
po em que indica, também, pelo mesmo parâmetro temporal, a fonte e re-
crutamento mais adequado.
• variável custo – é a que representa a possibilidade financeira que se dispõe 
para iniciar um processo de recrutamento e seleção, ao mesmo tempo que 
possibilita identificar as fontes de recrutamento pela diferenciação de custo 
que cada uma representa.
Para Sobral e Perci (2012), o recrutamento externo, ocorre quando a organiza-
ção abre o processo de recrutamento a candidatos externos a organização.
iS
to
ck
 ([
20
--
?]
)
Rotinas administRativas - volume 2174
O recrutamento é externo quando a instituição procura preencher a vaga exis-
tente com candidatos advindos do mercado de trabalho, atraídos pelas técnicas 
de recrutamento. As técnicas de recrutamento dependem diretamente do tipo 
de cargo a ser preenchido. Ou seja, pode-se adotar uma estratégia para recrutar 
pessoal de nível superior e, outra, para pessoal de nível técnico. (TACHIZAWA; 
FERREIRA; FORTUNA, 2001).
Para Chiavenato (2009), o recrutamento é externo quando é imperioso para 
organização em preencher suas vagas, com candidatos vindos de fora e que de 
alguma forma atraem-se pela técnica de recrutamento utilizada.
Algumas fontes de recrutamento apresentam melhores resultados que ou-
tras. Em geral, as indicações ou recomendações por parte de trabalhadores atuais 
produzem melhores candidatos. Isso acontece porque a pessoa que recomenda 
conhece os requisitos exigidos pelo cargo e as qualificações e habilidades do can-
didato. Por outro lado, o funcionário atual apenas recomendará outra pessoa se 
sentir que isso não afetará negativamente sua reputação e seu prestígio na orga-
nização. No entanto, apesar de ser um método de recrutamento mais confiável, 
não deve ser o único utilizado, pois pode resultar em uma força de trabalho muito 
homogênea e pouco diversa (por exemplo, funcionários todos formados na mes-
ma universidade). (MARTINEZ, 2001, apud SOBRAL; PECI, 2012, p. 48-51).
Segundo Ribeiro (2006), as principais fontes de recrutamento externo são: 
• anúncio de jornal;
• cartazes e panfletos;
• apresentação de funcionários;
• agências de empregos;
• anúncios em emissoras de rádio;
• serviço de alto-falantes;
• estagiários;
• contatos com outras empresas;
• guardas-mirins;
• escolas técnicas;
• mão de obra temporária;
• internet;
• cadastro de currículos.
Apesar disso, Bohlander, Snell e Sherman (2005, p. 79) defendem que as con-
dições do mercado de trabalho podem ajudar a determinar as fontes externas de 
recrutamento: 
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 175
Durante períodos de alto desemprego, as organizações podem 
manter a oferta adequada de candidatos qualificados apenas 
de currículos não solicitados recebidos. Um mercado de traba-
lho escasso, com baixo desemprego, pode forçar o empregador 
a anunciar amplamente e/ou buscar auxílio de emprego locais.
Tal como o interno, o recrutamento externo apresenta vantagens e desvanta-
gens. Observe o quadro apresentado por Sobral e Peci (2008, p. 337). 
VantagEns
• Permite renovar o quadro de competências da organização.
• Traz sangue novo, novas ideias, novas visão e energia revitalizadora à organização.
• Propicia a ampliação do conhecimento sobre o mercado e a oferta de mão de obra.
• Aproveita os conhecimentos e experiências adquiridos anteriormente pelos candidatos.
• Pode aumentar a visibilidade da organização, projetando uma imagem de renovação.
DEsVantagEns
• É um processo mais demorado e mais caro.
• Apresenta alguns riscos de incompatibilidade entre o candidato e a organização.
• Pode gerar desmotivação e desconfiança nos trabalhadores atuais.
• Os resultados são imprevisíveis.
• Pode ter impacto na política de remunerações da organização
Quadro 3 - Vantagens e desvantagens do recrutamento externo
Fonte: Sobral e Peci (2008, p. 337)
 FIQUE 
 ALERTA
O recrutamento externo gera um custo maior para a em-
presa, pois necessita seguir um processo com técnicas de 
seleção e também corre o risco de gerar desmotivação e 
deslealdade por parte dos colaboradores, em função de 
ofertas de oportunidades a estranhos.
8.1.3 RecRutamento misto
O recrutamento misto é a combinação do recrutamento interno e externo. 
Conforme Carvalho, Passos e Saraiva (2008), o recrutamento misto pode ser ar-
riscado como, por exemplo, em uma dinâmica de grupo, onde os profissionais 
da empresa que podem sentir-se ameaçados pela experiência do grupo externo 
e os candidatos externos podem sentir-se discriminados, pois os recrutadores já 
possuem um grau de relacionamento com os funcionários da organização.
Rotinas administRativas - volume 2176
De acordo com o que afirma Araújo (2006, p. 34), existem três possibilidades 
de proceder ao recrutamento e seleção de forma mista que são: “começando 
pelo recrutamento externo, passando para o recrutamento interno, chegando à 
seleção; começando pelo recrutamento interno, passando para o recrutamento 
externo, chegando à seleção; começando pelos recrutamentos interno e externo, 
simultaneamente, chegando à seleção.”
iS
to
ck
 ([
20
--
?]
)
Compete a cada empresa apontar qual a melhor forma de recrutar, qual delas 
é mais adequada ao perfil e à necessidade da organização, procurando maior efi-
ciência e máxima redução nos custos. 
Observou a importância da aprendizagem? Aqui você pôde constatar os tipos 
de recrutamento possíveis dentro de uma organização e os aspectos positivos e 
negativos de sua utilização.8.2 FonteS de divulgação
Para que o recrutamento alcance o seu objetivo, é de suma importância que os 
profissionais de Recursos Humanos definam corretamente as melhores fontes de 
divulgação das vagas em aberto.
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 177
Em função disso, a seguir, você confere algumas ferramentas que podem au-
xiliá-lo a anunciar suas vagas de emprego, tal como obter fontes interessantes de 
currículos de candidatos. Siga concentrado!
8.2.1 RecRutamento pelo joRnal
O recrutamento pelo jornal é um meio de divulgação bem tradicional na busca 
de profissionais. Segundo Macedo e Rocha (2002), um anúncio de recrutamento 
de jornal, para que seja eficiente, deve ter alguns dados básicos como:
• título do cargo ou função – auxiliar administrativo, gerente de RH, auxiliar de 
contabilidade etc.;
• quais os requisitos exigidos para o cargo – sexo, idade, escolaridade, experi-
ência anterior etc.;
• as características da empresa – tipo de empresa, localização, horário de tra-
balho, o que oferece, salário, benefícios e outras vantagens;
• forma de contato – aonde ir, a quem procurar, em qual horário etc.
 SAIBA 
 MAIS
O recrutamento pelo jornal também pode ser anunciado ou 
procurado em jornais online. Visite os sites, a seguir, e confira 
mais detalhes a respeito!
• <http://classificados1.folha.com.br/empregos/91537253-
-secretaria-administrativa>
• <http://www.jornalclassificados.com.br/detalhes.php?id=
321056&ssid=abe8ffd194fd457858e858e26cf0b004>
• <http://classificados.atarde.com.br/empregos/listagem_
anuncios.aspx?sectionId=959>
8.2.2 caRta de solicitação de vaga
A carta de solicitação de vaga é o registro pelo qual um candidato manifesta-
-se para uma empresa colocando-se à disposição para o preenchimento de uma 
vaga de trabalho. 
Acompanhe um exemplo de carta de solicitação de vaga.
Rotinas administRativas - volume 2178
(localidade), (dia) de (mês) de (ano).
À (nome da empresa)
Sr(a). (gerente de recursos humanos ou o nome, caso conheça)
Ref: Candidatura à Vaga de Emprego
Eu, (nome), (nacionalidade), (estado civil), (profissão), residente e domiciliado 
à (endereço), venho por meio desta apresentar minha candidatura à vaga de 
(especificar a vaga almejada), anexando nesta oportunidade meu Curriculum 
Vitae.
Sou uma pessoa responsável, com boa formação acadêmica, prezando sem-
pre pela organização e eficiência nas atividades que desempenho.
Conforme se pode verificar em meu Currículo, tenho experiência profissional 
em estágio na empresa (especificar) por um período de X meses e cursos de 
idioma estrangeiro e informática.
Coloco-me à disposição para qualquer contato e solicitação para entrevista. 
Os meios de contato seguem abaixo.
Atenciosamente,
(assinatura)
Fonte: Tudobox.com (2009)
8.2.3 pedido de empRego
Caso você esteja em busca de um trabalho, você tem a necessidade de saber 
o que falar ou fazer no momento do pedido. Apenas chegar à empresa e manifes-
tar-se para qualquer pessoa e de qualquer forma que está querendo um emprego 
não é o suficiente, é necessário passar honestidade e compromisso.
Para fazer um pedido de emprego, você deve estar preparado, procure ir à 
empresa com uma roupa adequada, nada exagerado, mantenha a calma, cuide 
com suas falas, evite brincadeiras no momento da abordagem e entrega do seu 
currículo. 
As vagas de emprego estão cada vez mais disputadas, por isso busque fazer 
um pedido diferenciado dos demais, mostrando ser uma pessoa correta e dedica-
da ao trabalho, independentemente da área de sua competência. Seja persisten-
te acima de tudo que possa acontecer, não desista. Se não der certo nas primeiras 
tentativas, levante a cabeça e siga em frente!
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 179
 SAIBA 
 MAIS
Visite os sites, a seguir, e confira mais detalhes a respeito de 
como se comportar, vestir-se, falar etc. no momento do pedi-
do de emprego.
• <http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-pe/v/
aprenda-a-causar-boa-impressao-no-momento-de-pedir-
-emprego/2407630/>
• <http://www.youtube.com/watch?v=P4cgk_9myNY>
Percebeu que fundamentais foram estas dicas? Pois bem, para prepará-lo ain-
da mais com relação ao quesito recrutamento siga para novo tópico: seleção.
8.3 Seleção
Na opinião de Marras (2009), todo o processo de seleção baseia-se na análi-
se comparativa de dois campos: das exigências do cargo e das características do 
candidato. Acompanhe o quadro a seguir:
Exigências DO caRgO caRactERísticas DOs canDiDatOs
São as características que o cargo exige do profis-
sional em termos de conhecimentos, habilidades 
e atitudes para o bom desempenho das funções.
É o conjunto de conhecimentos, habilidades e 
atitudes que cada candidato possui para desem-
penhar suas tarefas.
Quadro 4 - Análise comparativa do processo de seleção de pessoal
Fonte: França (2009, p.79)
Corroborando a opinião que Marras (2009), Chiavenato (2009, p. 106) afirma 
que a seleção de pessoas soluciona dois problemas básicos:
• adequação da pessoa ao cargo e vice-versa ou adequação das competências 
individuais da pessoa às competências organizacionais desejadas pela em-
presa;
• eficiência e satisfação da pessoa no cargo ou fornecimento das competên-
cias desejadas pela empresa.
Associado ao processo de recrutamento, estrutura-se a etapa de seleção. Esta 
pode ser comparada a um filtro, pelo qual são escolhidas as pessoas que apresen-
tam características desejáveis pela organização. Em suma, a seleção busca entre 
os vários candidatos recrutados aqueles que possuem características e compe-
tências almejadas pela organização, aumentando assim a sua eficiência e desem-
penho humano. (ARAÚJO, 2006; CHIAVENATO, 2010; MILKOVICH, 2008).
Rotinas administRativas - volume 2180
A seleção de pessoal não se resume à avaliação das experiências e ao conheci-
mento do trabalho a ser realizado. Faz-se necessária a construção de etapas dis-
tintas que avaliam com maior acuidade as características de cada sujeito. (FRAN-
ÇA, 2009).
iS
to
ck
 ([
20
--
?]
)
Existem várias maneiras de avaliar um profissional que está concorrendo a uma 
vaga, no entanto a entrevista continua sendo a principal técnica utilizada e, mui-
tas vezes, podemos dizer que é decisiva para a contratação. De acordo com Marras 
(2002, p. 80), “[...] a entrevista objetiva detectar dados e informações dos candidatos 
subsidiando a avaliação do processo seletivo”.
A entrevista pode ser estruturada, nãoestruturada ou conter enfoque em com-
petências. 
a) Entrevista estruturada: é aquela cujo processo baseia-se num método pre-
viamente planejado do “que” e “como” fazer ao longo de todo o tempo da 
entrevista. Esse método prevê todas as questões básicas que deverão ser 
colocadas aos candidatos, de forma padronizada e sistêmica. Contudo, o uso 
de um conjunto padronizado de questões permite que o entrevistador reco-
lha as mesmas informações de cada um dos entrevistados (SPECTOR, 2002). 
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 181
b) Entrevista não-estruturada: é aquela que não segue um padrão predetermi-
nado ou não se prende a nenhum planejamento prévio de detalhes indivi-
duais. É bem mais uma conversa entre o entrevistador e o entrevistado, na 
qual a natureza da interação entre duas pessoas determina a maior parte do 
que é abordado (SPECTOR, 2002).
De acordo com Leite e Rios (2008, p. 169), “diante da inexistência de previsão 
legal, a seleção e seus métodos devem seguir o princípio da boa fé, de modo que do 
empregador é exigida uma atitude lícita na utilização dos métodos de investigação.”
Nesse sentido, Nascimento (2009, p. 110) afirma que:
[...] defende que todas e quaisquer informações obtidas nes-
te procedimento de avaliação devem ser relacionadas apenas 
com as atividades profissionais do trabalhador e com o objeto 
de sua prestação de serviços. Trata-se, portanto, de nítido e le-
gítimo limite imposto pela ordem constitucional ao limite de 
alcance do exercício do poder diretivo do empregador.
Nas palavras de Almeida e França (2009), uma das etapas fundamentaisdo 
processo de seleção é a entrevista. Através dela, deve-se obter o maior número de 
informações sobre o candidato que pretende ocupar a vaga. Da mesma forma, é 
necessária a realização do estudo do currículo dos candidatos, pois através desse 
encontro é possível esclarecer aspectos de conteúdo profissional e pessoal, tanto 
relacionado à vida pregressa como às expectativas de vida futura.
Quer saber quais informações pode-se obter com a entrevista? Bem, com o 
procedimento de entrevista você pode obter informações sobre o candidato ao 
emprego, de acordo com os seguintes aspectos: a) histórico escolar e profissional; 
b) experiência, qualificações e aptidões profissionais; c) organização de trabalho; 
d) desenvolvimento de atividades; e) outros assuntos relacionados com o perfil 
da vaga e com o objeto da prestação de serviços. (NASCIMENTO, 2009).
A entrevista nada mais é, conforme Moreira (apud LEITE e RIOS, 2008, p. 171):
O diálogo entre o candidato ao trabalho e o empregador ou 
um representante tendo por objeto identificar o que melhor 
se adequa ao posto de trabalho, sendo uma técnica bastante 
habitual e com a vantagem de ser simples, permitindo aos tra-
balhadores obter maior intercâmbio de informação e aos em-
pregadores uma observação direta das reações espontâneas 
as daqueles.
Rotinas administRativas - volume 2182
Acompanhe, na sequência, os exemplos de perguntas e respostas sugeridas 
por Chiavenato (2004, p. 206) para o momento da entrevista e citados no artigo 
“Os desafios do Mercado de Trabalho: Entrevista de Emprego” do professor Perei-
ra (2013).
Fale sobre você.
Procure ser sucinto, direto e focalize os resultados. Fale somente sobre assun-
tos profissionais.
Quais são seus objetivos no curto prazo?
Seja específico. “Quero ser gerente de vendas”, por exemplo.
- Quais são seus objetivos no longo prazo? Fale em termos profissionais, sen-
do bem objetivo: ser diretor de engenharia, gerente-geral ou algo similar. 
Mostre também que traçou metas. É recomendável não se referir à vida parti-
cular.
- Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos? Responda 
que sim. Dê exemplos de situações vividas em seus trabalhos anteriores.
Por que você deve ser contratado?
Como você poderá contribuir para o desenvolvimento e crescimento da em-
presa? Conte os benefícios que você vai trazer e como pode, com seu desem-
penho, gerar lucros para a empresa. Boas repostas em perguntas deste tipo 
soam como músicas aos ouvidos dos entrevistadores. 
Como o bom candidato sempre pesquisa a empresa antes da entrevista, ele 
poderá citar fatos importantes que aconteceram na história da empresa con-
tratante que reforçarão o seu grande interesse em fazer parte do time. Apesar 
das dicas de respostas acima, a recomendação é: “seja você mesmo e não um 
ator, mantenha equilíbrio e serenidade em suas respostas e alimente um ar 
constante de confiança e bom humor”. 
Digo sempre que vamos para as entrevistas “cheios de nós mesmos”, e isso 
pode ser bom ou não, depende do nosso histórico de vida pessoal, profissio-
nal e educacional, de nossos valores e do que a empresa espera de nós na 
vaga ofertada. Serão os pequenos detalhes que pesarão na escolha de um ou 
outro candidato. 
As questões visuais, roupas e acessórios, já foram muito exploradas pelos es-
pecialistas da área, a dica maior é: pareça-se com a empresa. Cada ramo tem 
os seus costumes próprios. Por exemplo, uma empresa de publicidade é bem 
diferente de um escritório de advocacia, o comportamento e as roupas ade-
quados para um são menos valorizados no outro. 
As entrevistas de emprego buscam o candidato certo para a vaga certa, com 
o maior grau de acerto possível. Se a pessoa não passar na entrevista não 
será sinal de derrota e, sim, de experiência adquirida. Além do que, tal como 
a pessoa pode não ter o perfil para a vaga, a vaga também pode não estar 
adequada ao seu perfil. Cuide do seu comportamento, faça cursos voltados 
para seus objetivos profissionais, procure uma vaga em acordo com você, 
capriche no visual, coloque um sorriso no rosto e vá em frente, “cheio de você 
mesmo”, em busca do seu novo trabalho.
Fonte: Pereira (2013).
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 183
Para se mensurar a eficácia de um processo de seleção, é preciso considerar o 
número de candidatos admitidos e o de candidatos examinados, ou seja, quanto 
mais candidatos admitidos e menos examinados, maior será a eficácia do pro-
cesso.
Na sequência, você conhecerá um estudo de caso que aborda a temática de 
recrutamento e seleção de pessoas na empresa Vemac.
caSoS e relatoS
a importância do recrutamento e da seleção de pessoas para a em-
presa Vemac
O estudo de caso proposto teve como objetivo identificar e analisar como 
é feito todo o processo de recrutamento e seleção de pessoas na empresa 
Vemac localizada no município de Vila Valério. Acompanhe o resultado do 
questionário aplicado na ocasião do estudo.
1 - Qual a importância do recrutamento e seleção de pessoas para a empre-
sa Vemac?
Para a empresa Vemac, o processo dito acima é importante, pois permite à 
empresa conhecer as pessoas interessadas ao cargo, suas habilidades, seus 
potenciais, realizando uma avaliação e escolhendo, assim, os mais aptos a 
ocupar a vaga. Devido a esse processo, a empresa não tem pressa em tomar 
a decisão de contratar, gosta de avaliar criteriosamente o candidato para 
ter certeza de que o mesmo é o melhor para ocupar o cargo.
2 - Quando a empresa vê a necessidade de contratar novos funcionários, 
qual a primeira providência tomada? Divulgam por algum meio de comuni-
cação? É contratado alguém para fazer a seleção? Recebe alguma indicação 
de pessoas que trabalham na própria organização ou de outras pessoas?
A primeira providência a ser tomada é ver se tem algum funcionário que 
pode ser remanejado de cargo. Se não tiver, há necessidade de contrata-
ção. A empresa dá oportunidade aos funcionários de fazer a indicação de 
algum conhecido ou amigo que seja capaz de realizar a determinada fun-
ção. A abertura da vaga é divulgada (falada) e por cartaz inserido na própria 
fachada da loja.
Rotinas administRativas - volume 2184
3 - Vocês fazem entrevistas com os candidatos à vaga?
É feito no mínimo 2 entrevistas. Todos os candidatos que entregam os cur-
rículos são entrevistados no ato e, a partir daí é feita a seleção dos melhores 
e mais capacitados, onde esses são novamente entrevistados.
4 - É recolhido currículo dos candidatos? Qual a importância das qualifica-
ções e experiências anteriores dos candidatos? Selecionam os melhores e 
mais competentes para a entrevista? 
É recolhido os currículos dos candidatos, pois permite conhecer as carac-
terísticas de cada um. Se o candidato já tem experiência na área, para a 
empresa é muito importante, pois o valor e a confiança são maiores. Após 
a entrega dos currículos, a empresa analisa e seleciona os mais aptos e me-
lhores para disputar a vaga como, por exemplo, os candidatos que pos-
suem cursos superiores, experiência na área, entre outros.
5 - Qual o critério que a empresa considera mais relevante no momento de 
seleção dos candidatos?
É considerado o perfil do candidato, como ele age perante a vaga e tam-
bém se possui as qualificações exigidas.
6 - Quando é feita a contratação de novos funcionários, vocês realizam al-
gum treinamento antes deles começarem a trabalhar nas suas devidas fun-
ções?
Não. Ele terá um período como aprendiz e é desse modo que será treinado, 
diretamente na prática.
7 - Quais as dificuldades encontradas no momento da contratação?
Qualificação necessária. Encontrar pessoas qualificadas para ocupar o car-
go, se torna hoje uma das maiores dificuldades do mercado.
8 - O município onde a empresa se localiza (Vila Valério) tem uma economia 
voltada para a agricultura, grande parte para a cafeicultura, que acaba acar-
retando, de um modo geral, no aumento das vendas na época de colheita 
(Abril à Julho), e é comum haver contratações. A empresa contrata novosfuncionários durante esse período? Ou são feitas contratações temporárias 
para algum período em que há o aumento da demanda?
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 185
Geralmente é feita a contratação no período pós-colheita, onde o movi-
mento aumenta. As pessoas que são escolhidas para ocupar a vaga não tra-
balham temporariamente, são contratadas (quem entra, é bom e não sai). 
Com os resultados obtidos, foi observado que todo o processo de recruta-
mento e seleção é muito importante para a empresa, realizando o recruta-
mento, entrevistas com os selecionados e treinamentos para o desenvolvi-
mento do cargo. Dessa forma, o estudo evidencia a hipótese de que se o 
processo seletivo for bem fundamentado, ele proporcionará à organização 
funcionários comprometidos com o sucesso e crescimento da organização.
Fonte: Adaptado de Passamani, Vieira e Mação (2012.
Percebeu-se com este estudo que com um processo de recrutamento e sele-
ção é possível trazer para a organização o candidato que preencha as necessida-
des da empresa, que possa agregar valor com seu conhecimento enriquecendo o 
quadro de colaboradores da empresa. 
8.4 ProcedimentoS trabalHiStaS
Os procedimentos trabalhistas e a execução das normas trabalhistas assegura-
das na legislação preservam a empresa de sofrer multas e indenizações. 
M
an
te
nA
go
ra
 N
ot
íc
ia
s 
([2
0-
-?
]),
 P
ic
uí
 (2
01
3)
, i
St
oc
k 
([2
0-
-?
])
A seguir, você irá conhecer os principais procedimentos trabalhistas.
Rotinas administRativas - volume 2186
8.4.1 Folha de pagamento
Folha de pagamento é o nome dado para o documento que a empresa elabo-
ra todo mês para efetivar a remuneração devida aos seus funcionários.
No Brasil, a folha de pagamento é obrigatória para fins de fiscalização traba-
lhista e previdenciária. A empresa tem a obrigação legal de elaborar o documento 
contendo o nome do funcionário, o cargo, a remuneração, os descontos ou os 
abatimentos, a contribuição previdenciária, entre outras, que comprove a remu-
neração paga/devida. 
O processo de cumprimento da folha de pagamento é muito importante, pois 
tem como principal objetivo transformar as informações do funcionário e da em-
presa/organização em um produto. 
A folha de pagamento pode ser bem simples, mas precisa existir fisicamen-
te, no papel, ou em sistema que possa ser consultado pelos funcionários, como 
pode-se ver no modelo a seguir.
M
er
ca
do
 S
ho
ps
 ([
20
--
?]
)
Figura 1 - Recibo de pagamento de salário
A construção da folha de pagamento é obrigatória para o empregador, como 
se pode ver no artigo 32 da Lei nº 8.212/91, de 24 de julho de 1991, que dispõe 
sobre a organização e o Plano de Custeio da Seguridade Social. 
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 187
 SAIBA 
 MAIS
A folha de pagamento é um documento obrigatório e de 
grande importância para a empresa. Quer saber mais, acesse 
o artigo 32 da Lei n.˚ 8.212/91 no link a seguir:
• <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8212cons.
htm>.
8.4.2 apuRação de atRasos e Faltas
Toda vez que o funcionário não cumpre a sua jornada de trabalho, em razão 
de atrasos ou faltas injustificadas, as horas poderão ser descontadas do salário.
A Lei nº 605/49 determina que o funcionário que não completar a semana per-
de direito ao repouso semanal remunerado. Na legislação, o entendimento é de 
que não se aplica a Lei nº 605/49 para o funcionário mensalista e quinzenalista 
uma vez que está incluído o repouso semanal em seu salário.
Para apurar as faltas e os atrasos, o passo inicial é pegar o valor da hora de tra-
balho e multiplicar pelo número de horas de atraso, assim se encontra o valor de 
“faltas e atrasos”. Veja o seguinte exemplo.
José é um funcionário que trabalha como operário de uma empresa e faltou 3 
horas de trabalho, portanto, será descontado no final do mês.
O salário de José é R$ 678,00 por mês, e tem uma jornada mensal de 220 horas 
Total de R$ 678,00 / 220 horas = R$ 3,08
Falta/Atraso de 3 horas = 3 x R$ 3,08 = R$ 9,24
Existe, também, o desconto do Descanso Semanal Remunerado (DSR) em vir-
tude das faltas e/ou atrasos e tem sua previsão legal sustentada na Lei nº 605/49 
nos artigos 1˚ e 6˚ elencados, a seguir:
art. 1º - Todo empregado tem direito ao repouso sema-
nal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, 
preferentemente aos domingos e, nos limites das exi-
gências técnicas das empresas, nos feriados civis e reli-
giosos, de acordo com a tradição local.
[...]
Rotinas administRativas - volume 2188
art. 6º - Não será devida a remuneração quando, sem 
motivo justificado, o empregado não tiver trabalhado 
durante toda a semana anterior, cumprindo integral-
mente o seu horário de trabalho.
§ 1º - São motivos justificados:
a) os previstos no artigo 473 e seu parágrafo único da 
Consolidação das Leis do Trabalho;
b) a ausência do empregado devidamente justificada, a 
critério da administração do estabelecimento;
c) a paralisação do serviço nos dias em que, por conveni-
ência do empregador, não tenha havido trabalho;
d) a ausência do empregado, até três dias consecutivos, 
em virtude do seu casamento;
e) a falta ao serviço com fundamento na lei sobre aci-
dente do trabalho;
f) a doença do empregado, devidamente comprovada. 
A Constituição Federal Brasileira, de 1988, da mesma forma prevê em seu ar-
tigo 7˚, inciso XV, que são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de 
outros que visem à melhoria de sua condição social, o repouso semanal remune-
rado, preferencialmente, aos domingos.
Além disso, a nossa CLT no Decreto Lei nº 5.452 de 01 de Maio de 1943 prevê 
em seu art. 67:
art. 67 - Será assegurado a todo empregado um des-
canso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecuti-
vas, o qual, salvo motivo de conveniência pública ou ne-
cessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o 
domingo, no todo ou em parte.
Parágrafo único - Nos serviços que exijam trabalho aos 
domingos, com exceção quanto aos elencos teatrais, 
será estabelecida escala de revezamento, mensalmente 
organizada e constando de quadro sujeito à fiscalização. 
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 189
 SAIBA 
 MAIS
Na Súmula TST nº 172 computam-se no cálculo do repouso 
remunerado as horas extras habitualmente prestadas. Visite 
o link, a seguir, e confira mais detalhes a respeito!
<http://www.jusbrasil.com.br/busca?q=SÚMULA+Nº+172+D
O+TST.+REPOUSO+REMUNERADO>
Então, se a falta ou o atraso do funcionário for em uma única semana, ele 
perde o DSR daquela semana, agora, se as faltas e os atrasos forem em semanas 
diferentes ele perderá o DSR das semanas faltantes. Não diferenciando horista 
e mensalista, conforme a Lei nº 605 de 05/01/1949, artigo 6˚ que diz: “Não será 
devida a remuneração quando, sem motivo justificado, o empregado não tiver 
trabalhado durante toda a semana anterior, cumprindo integralmente o seu ho-
rário de trabalho”.
Verifique no exemplo do funcionário José, no qual o atraso foi em uma única 
semana, perdendo um DSR, no valor do DSR 1/30 do salário, mais o adicional, ou 
seja:
O salário de José é R$ 678,00 por mês, e tem jornada mensal de 220 horas 
Total de R$ 678,00 / 30 dias = R$ 22,60 desconto
8.4.3 hoRas extRas
De acordo com a CLT do Brasil, em seu artigo 59˚, a hora extra significa que “a 
duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em 
número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador 
e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho”. Ou seja, esse tempo 
trabalhado a mais na jornada diária, estabelecido pela legislação ou contrato de 
trabalho, é a hora extra. 
Quer conhecer um exemplo? 
O operário José é um funcionário exemplar e, para melhorar o seu salário no 
final do mês, aceitou fazer algumas horas extras para a empresa. No total, ele tra-
balhou 10 horas a mais das horas previstas em seu contrato de trabalho, que se-
rão consideradas horas extras com 50% de adicional.
Rotinas administRativas - volume 2190
O salário de José é R$ 678,00 por mês, e tem jornadamensal de 220 horas (=) 
R$ 3,08 por hora.
(+) 50% de adicional de horas extras (3,08 x 50%) = R$ 4,64 por hora
José fez 10 horas extras = ( R$ 4,64 x 10) 
Total a receber de hora extra R$ 61,30
Nas horas extras, ainda existe o desconto do Descanso Semanal Remunera-
do previsto na Lei nº 7.415/1985 e no Enunciado ou Súmula nº 172 do Tribunal 
Superior do Trabalho, nos quais determina-se que as horas extraordinárias ha-
bitualmente prestadas devem ser computadas no cálculo do Descanso Semanal 
Remunerado (DSR).
A integração das horas extras no descanso semanal remunerado calcula-se da 
seguinte forma:
• somam-se as horas extras do mês;
• divide-se o total de horas pelo número de dias úteis do mês;
• multiplica-se pelo número de domingos e feriados do mês;
• multiplica-se pelo valor da hora extra com acréscimo.
 FIQUE 
 ALERTA
Segundo o contador e especialista em Direito do Trabalho, 
Prof. Emerson Costa Lemes, “a hora extra é um recurso caro 
a ser usado pela empresa extraordinariamente, esporadi-
camente. Quando essa hora extra se torna habitual, diária, 
passa a integrar o salário do empregado; se em um dia ele 
não a fizer, terá direito a receber o valor mesmo não tendo 
trabalhado, pelo fato de se ter tornado habitual.”
8.4.4 Repouso RemuneRado
O Repouso Semanal Remunerado (RSR), também conhecido como Descanso 
Semanal Remunerado (DSR), é um direito que o funcionário tem desde que cum-
pra a jornada de trabalho semanal. O mesmo está vinculado ao RSR se houver 
frequência e pontualidade do funcionário.
Em caso de falta não justificada e impontualidade, o funcionário não perde o 
direito ao descanso semanal, perde apenas o direito à remuneração respectiva. 
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 191
A Lei n. 605/49 regula sobre Repouso semanal remunerado e o pagamento 
de salário nos dias feriados civis e religiosos em seu artigo 6º dispõe: “Não será 
devida a remuneração quando, sem motivo justificado, o empregado não tiver 
trabalhado durante toda a semana anterior, cumprindo integralmente o seu ho-
rário de trabalho.” 
iS
to
ck
 ([
20
--
?]
)
Veja o que as principais Súmulas do tst tratam sobre o DSR (ou RSR):
27 - comissionista (Ra 57/1970, DO-gB 27.11.1970) 
- é devida a remuneração do repouso semanal e dos 
dias feriados ao empregado comissionista, ainda que 
pracista.
113 - Bancário. sábado. Dia útil (Ra 115/1980, DJ 
03.11.1980) - o sábado do bancário é dia útil não traba-
lhado, não dia de repouso remunerado. Não cabe a re-
percussão do pagamento de horas extras habituais em 
sua remuneração.
146 - trabalho em domingos e feriados, não com-
pensado - (RA 102/1982, DJ 11.10.1982 e DJ 15.10.1982. 
Nova redação – Res. 121/2003, DJ 19.11.2003). O 
351 - Professor. Repouso semanal remunerado - Art. 
7º, § 2º, da Lei nº 605, de 05/01/1949 e art. 320 da CLT 
(Res. 68/1997, DJ 30.05.1997). O professor que recebe 
salário mensal à base de hora-aula tem direito ao acrés-
Rotinas administRativas - volume 2192
cimo de 1/6 a título de repouso semanal remunerado, 
considerando-se para esse fim o mês de quatro semanas 
e meia. O trabalho prestado em domingos e feriados, 
não compensado, deve ser pago em dobro, sem prejuí-
zo da remuneração relativa ao repouso semanal. 
O Art. 7˚, inc. XV da Constituição Federal de 88 prevê que são direitos dos tra-
balhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua con-
dição social, o repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.
A Lei nº 7.415/1985 e o Enunciado TST 172 determinam que as horas extraor-
dinárias habitualmente prestadas devem ser computadas no cálculo do Descanso 
Semanal Remunerado (DSR).
O funcionário que trabalha por mês ou quinzena tem garantido o valor do des-
canso incluso em seu salário. Segundo a Lei nº 605/49 art. 7º § 2º “consideram-se 
já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista ou quin-
zenalista cujo cálculo de salário mensal ou quinzenal, ou cujos descontos por falta 
sejam efetuados na base do número de dias do mês ou de 30 (trinta) e 15 (quinze) 
diárias, respectivamente.”
8.4.5 FéRias
Férias é uma pausa para descanso que o funcionário tem direito depois de 
completar 12 meses de trabalho, período este chamado de “aquisitivo”. As férias 
precisam ser deferidas dentro do ano subsequente à aquisição. Neste período de 
tempo, o funcionário continuará recebendo sua remuneração e mais um adicional 
de 1/3 do salário normal. A seguir, um exemplo para facilitar o seu entendimento:
Salário do José = R$ 678,00
Cálculo de Férias = R$ 678,00 / 3 = R$ 226,00 férias
Valor a ser recebido = R$ 678,00 + R$ 226,00 = Total R$ 904,00
 VOCÊ 
 SABIA?
No Brasil as férias surgiram inicialmente em 1925, em 
algumas empresas e, depois, em 1943, tornando-se uma 
lei para todos os empregados.
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 193
A Constituição Federal Brasileira de 1988 prevê em seu artigo 7º que são direi-
tos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de 
sua condição social, o gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um 
terço a mais do que o salário normal.
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em seu artigo 129˚ prevê que “todo 
empregado terá direito anualmente ao gozo de um período de férias, sem preju-
ízo da remuneração.”
Veja outros artigos da CLT que tratam das férias anuais:
• Do Direito a Férias e da sua Duração (artigos 129 a 133);
• Da Concessão e da Época das Férias (artigos 134 a 138);
• Das Férias Coletivas (artigos 139 a 141);
• Da Remuneração e do Abono de Férias (artigos 142 a 145);
• Dos Efeitos da Cessação do Contrato de Trabalho (artigos 146 a 148);
• Do Início da Prescrição (artigo 149).
8.4.6 saláRios 
Salário é a remuneração ou pagamento mensal atribuída ao funcionário pelo 
trabalho que realiza, por todo o tempo que ele se dedicou para realizar as suas 
funções, ou seja, pela sua prestação de serviços.
iS
to
ck
 ([
20
--
?]
)
Rotinas administRativas - volume 2194
A remuneração compreende, além do salário, outros ganhos rotineiros do fun-
cionário. Deste modo, remuneração é uma categoria e, o salário, é espécie. Ainda 
segundo a CLT, integram a remuneração do funcionário para todos os efeitos legais:
art. 457 - Compreendem-se na remuneração do empre-
gado, para todos os efeitos legais, além do salário devi-
do e pago diretamente pelo empregador, como contra-
prestação do serviço, as gorjetas que receber. (Redação 
dada pela Lei nº 1.999, de 1.10.1953).
§ 1º - Integram o salário não só a importância fixa estipu-
lada, como também as comissões, percentagens, gratifi-
cações ajustadas, diárias para viagens  e abonos pagos 
pelo empregador. (Redação dada pela Lei nº 1.999, de 
1.10.1953).
§ 2º - Não se incluem nos salários as ajudas de custo, 
assim como as diárias para viagem que não excedam de 
50% (cinquenta por cento) do salário percebido pelo em-
pregado. (Redação dada pela Lei nº 1.999, de 1.10.1953).
§ 3º - Considera-se gorjeta não só a importância espon-
taneamente dada pelo cliente ao empregado, como 
também aquela que for cobrada pela empresa ao clien-
te, como adicional nas contas, a qualquer título, e des-
tinada a distribuição aos empregados. (Redação dada 
pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967).
A Consolidação das Leis do Trabalho, Decreto Lei nº 5452/43, dispõe em seu 
artigo:
art. 459 - O pagamento do salário, qualquer que seja 
a modalidade do trabalho, não deve ser estipulado por 
período superior a 1 (um) mês, salvo no que concerne a 
comissões, percentagens e gratificações.
Parágrafo único - Quando o pagamento houver sido 
estipulado por mês, deverá ser efetuado o mais tardar, 
até o décimo dia útil do mês subsequente ao vencido. 
Quando houver sido estipulado por quinzena ou sema-
na, deve ser efetuado até o quinto dia útil. 
§ 1º - Quando o pagamento houver sido estipulado por 
mês, deverá ser efetuado, o mais tardar, até o quinto 
dia útil do mês subsequente ao vencido. (Redação dada 
pela Lei nº 7.855, de 24.10.1989) 
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS195
O artigo 464 do Decreto Lei nº 5.452 de 01 de Maio de 1943:
art. 464 - O pagamento do salário deverá ser efetuado 
contra recibo, assinado pelo empregado; em se tratando 
de analfabeto, mediante sua impressão digital, ou, não 
sendo esta possível, a seu rogo.
Parágrafo único - Terá força de recibo o comprovante 
de depósito em conta bancária, aberta para esse fim em 
nome de cada empregado, com o consentimento des-
te, em estabelecimento de crédito próximo ao local de 
trabalho. 
art. 465 - O pagamento dos salários será efetuado em 
dia útil e no local do trabalho, dentro do horário do ser-
viço ou imediatamente após o encerramento deste.
8.4.7 gRatiFicação
Gratificação é um pagamento que a empresa/organização pode fazer em um 
mês, semestre ou ano para seu funcionário, como forma de incentivo, sua finali-
dade é apenas de retribuir.
Para a Consultora da FISCOSoft On-Line, Dra. Líris Silvia Zoega Tognoli do Ama-
ral, na legislação trabalhista vigente não há uma definição para a verba gratifica-
ção, constituindo valor pago por liberalidade do empregador como recompensa 
por um trabalho realizado satisfatoriamente ou que ficou acima das expectativas 
sendo, portanto, um reconhecimento do bom desempenho do empregado.
Conforme ressalta a consultora, a verba denominada prêmio também não 
dispõe de uma definição prevista em lei, normalmente é instituída como forma 
de incentivar o empregado na execução de suas atividades laborais. Observa-se, 
entretanto, que as citadas verbas, mesmo com nomes diferentes, têm a mesma 
finalidade, pois constituem uma forma de incentivo; a gratificação tem aspecto 
mais abrangente e o prêmio, mais restrito; por exemplo, a gratificação é o gênero 
e o prêmio, a espécie. 
Ainda para a consultora, alguns doutrinadores afirmam que a gratificação está 
mais ligada a aspectos externos à vontade do empregado, como, por exemplo: 
gratificação de função, paga em decorrência do cargo ocupado, enquanto o prê-
mio se vincula a fatores pessoais do trabalhador, por exemplo: seu esforço, sua 
produtividade, havendo no prêmio um elemento de competição. Contudo, o 
nome das verbas tem pouca importância, o aspecto relevante é a natureza jurídi-
ca do valor pago. 
Rotinas administRativas - volume 2196
Acompanhe o que a CLT, no Decreto Lei nº 5.452 de 01 de Maio de 1943, prevê 
sobre a gratificação:
art. 457 - Compreendem-se na remuneração do empre-
gado, para todos os efeitos legais, além do salário devi-
do e pago diretamente pelo empregador, como contra-
prestação do serviço, as gorjetas que receber. (Redação 
dada pela Lei nº 1.999, de 1.10.1953).
§ 1º - Integram o salário não só a importância fixa esti-
pulada, como também as comissões, percentagens, gra-
tificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos 
pelo empregador. (Redação dada pela Lei nº 1.999, de 
1.10.1953). 
§ 2º - Não se incluem nos salários as ajudas de custo, 
assim como as diárias para viagem que não excedam de 
50% (cinquenta por cento) do salário percebido pelo em-
pregado. (Redação dada pela Lei nº 1.999, de 1.10.1953). 
§ 3º - Considera-se gorjeta não só a importância espon-
taneamente dada pelo cliente ao empregado, como 
também aquela que for cobrada pela empresa ao clien-
te, como adicional nas contas, a qualquer título, e des-
tinada a distribuição aos empregados. (Redação dada 
pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967).
Importante você saber que as gratificações “habituais” deverão incorporar o 
salário.
8.4.8 comissões
O que pode-se dizer a respeito de comissão? Bem, é possível dizer que comis-
são é uma maneira de remunerar o funcionário pelo resultado de seu trabalho, 
previamente acertado. Sobretudo, existem dois entendimentos de pagamento: 
1˚ ser salário fixo + comissões e 2˚ apenas comissões. Quando for apenas comis-
são, é garantido pelo menos o valor do salário mínimo, pois é o mínimo que o 
funcionário deve receber mesmo se obter o seu resultado ou não. 
A comissão ou premiação é parte integrante da remuneração, porém tem for-
ma especial de apuração para compor diversas bases de cálculos. 
Prerrogativas da Consolidação das Leis do Trabalho em seu Decreto Lei nº 
5452/43:
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 197
art. 466 - O pagamento de comissões e percentagens só é 
exigível depois de ultimada a transação a que se referem.
§ 1º - Nas transações realizadas por prestações sucessi-
vas, é exigível o pagamento das percentagens e comis-
sões que lhes disserem respeito proporcionalmente à 
respectiva liquidação. 
§ 2º - A cessação das relações de trabalho não prejudica 
a percepção das comissões e percentagens devidas na 
forma estabelecida por este artigo. 
8.4.9 adicionais
Os adicionais identificam-se de diferentes formas, como: insalubridade, pericu-
losidade, adicional noturno, tempo de serviço ou sobre as horas extras. Integram 
a remuneração e juntamente com a base de cálculo. Veja a seguir mais detalhes.
insalubridade
O adicional de insalubridade é um direito facultado a trabalhadores que são 
submetidos a agentes nocivos à saúde. São três tipos de graus: o mínimo, com 
adicional de 10%, o médio (20%) e o máximo (40%).
Periculosidade
O adicional de periculosidade é um valor fixado ao funcionário que fica expos-
to a atividades perigosas. A atividade considerada perigosa é aquela que o traba-
lhador não está exposto de modo direto a agentes nocivos, mas, mesmo assim 
corre o risco de ferir-se ou mesmo de morrer. Assim, o adicional é calculado sobre 
30% do salário-base. É importante também você entender que os adicionais de 
periculosidade e de insalubridade não são cumulativos: o trabalhador recebe um 
ou recebe outro.
adicional noturno
O adicional noturno está previsto em nossa Consolidação das Leis do Trabalho 
e seu artigo 73 diz que: “salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, 
o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, sua 
remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento), pelo menos, sobre a 
hora diurna.”
No mesmo artigo (73 da CLT), o inciso primeiro diz que “a hora do trabalho 
noturno será computada como 52 (cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta) segun-
dos”, e o segundo inciso afirma que “considera-se noturno, para os efeitos deste 
Art., o trabalho executado entre as 22 (vinte e duas) horas de um dia e as 5 (cinco) 
horas do dia seguinte.”
Rotinas administRativas - volume 2198
Pu
re
st
oc
k 
([2
0-
-?
])
Assim sendo, ao analisar o adicional noturno é indispensável você observar, 
primeiramente, a hora noturna, que é de 52 minutos e 30 segundos (e não 60 mi-
nutos), consequentemente, a jornada de 8 horas se reduz a 7 horas. Além do mais, 
o valor da hora noturna aumenta, no mínimo, 20% a cerca o valor da hora diurna.
tempo de serviço
Segundo o Poder Judiciário do Rio de Janeiro, o adicional por tempo de ser-
viço (triênio) é facultado a cada três anos de efetivo exercício. O primeiro triênio 
corresponde a 10% sobre os vencimentos de caráter efetivo, sendo os demais, a 
cada três anos, de 5%, até o limite de 11 triênios, ou seja, 60%.
Horas Extras
Hora extra é todo tempo de trabalho que exceder à jornada acordada no con-
trato. Esta pode ocorrer antes do início, no intervalo (repouso) e alimentação, 
após o horário, dias que não estão no contrato como (sábado, domingo ou fe-
riado). Mesmo que não trabalhar, se ficar à disposição da empresa ou de plantão, 
caracteriza-se hora extra.
O artigo 58, § 1º, da CLT defende que: “não serão descontadas nem compu-
tadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto 
não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos 
diários.” 
O artigo 59 da CLT dispõe que: “a duração normal do trabalho poderá ser acres-
cida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante 
acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo 
de trabalho”. 
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 199
A Constituição Federal de 1988 consagrou as horas extras quando dispôs no 
artigo7°, XVI que são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social, a remuneração do serviço extraor-
dinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal (Vide Decreto 
Lei 5.452, art. 59 § 1º).
salário de contribuição
Segundo entendimento exposto por Kertzman (2011), o salário de contribui-
ção é a base de cálculo da contribuição dos segurados. É o valor a partir do qual, 
mediante a aplicação da alíquota fixada em lei, obtém-se a contribuição de cada 
um deles. 
 SAIBA 
 MAIS
Convido você a acessar e saber mais sobre o salário de con-
tribuição disposto no artigo 214, do Decreto n° 3048 /99 no 
site a seguir: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/
d3048.htm>
contribuição ao inss
A Contribuição Previdenciária é o valor que todos os funcionários pagam ao 
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o mesmo é descontado da folha de 
pagamento antes de receber o seu salário e as porcentagens de desconto variam 
conforme o salário de cada um.
JM
1 
(2
01
2)
Rotinas administRativas - volume 2200
imposto de renda retido na fonte
O Imposto de Renda (IR) é o desconto obrigatório definido pelo governo em 
cima do salário, depois de descontar do trabalhador o valor é recolhido aos cofres 
públicos da União, através da guia DARF.
O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF ou IRF) é uma obrigação tributá-
ria principal em que a pessoa jurídica, ou equiparada, está obrigada a reter do 
beneficiário da renda o imposto correspondente nos termos estabelecidos pelo 
Regulamento do Imposto de Renda.
O sistema de retenção do Imposto de Renda na Fonte, de acordo com o Portal 
de Contabilidade (2013):
• atribuição a fonte pagadora do rendimento ou encargo de determinar a in-
cidência;
• esta mesma fonte pagadora calcula o imposto devido pelo beneficiário do 
rendimento;
• dedução do Imposto do rendimento a ser pago;
• recolhimento mediante documento específico e;
• regimes de retenção exclusiva na fonte ou antecipação do devido no ajuste 
anual.
adiantamentos e descontos legais
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê em seu art. 462 que:
art. 462 - Ao empregador é vedado efetuar qualquer 
desconto nos salários do empregado, salvo quando este 
resultar de adiantamentos, de dispositivos de lei ou de 
contrato coletivo.
§ 1º - Em caso de dano causado pelo empregado, o des-
conto será lícito, desde de que esta possibilidade tenha 
sido acordada ou na ocorrência de dolo do empregado.
Basicamente, são cinco as hipóteses em que são permitidos os descontos nos 
vencimentos do funcionário. Siga para conhecê-las: 
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 201
aDiantaMEntO 
DE saLáRiO
DisPOsitiVOs DE 
LEi
cOntRatO 
cOLEtiVO
DanO 
caUsaDO 
PELO 
EMPREgaDO
DOLO PELO 
EMPREgaDO
Limitado ao seu 
salário mensal ou 
saldo de salários.
INSS, IRRF, Contribui-
ção Sindical, Pensão 
Alimentícia, Aviso 
Prévio não cumprido 
pelo empregado (art. 
487, § 2º), quebra de 
contrato pelo em-
pregado (art. 480 da 
CLT), Prestações do 
Sistema Financeiro 
de Habitação, e re-
quisições feitas pela 
Previdência Social.
Descontos a 
favor dos sindi-
catos, tais como 
mensalidades de 
sócios, contribui-
ção assistencial, 
contribuição 
confederativa, 
etc. (Art. 545 da 
CLT)
Dano causado 
pelo empregado, 
desde que acor-
dada previamen-
te em contrato 
de trabalho (art. 
462 da CLT).
Culpa grave. A 
má fé praticada 
pelo emprega-
do (art. 462 da 
CLT). 
Quadro 5 - Descontos permitidos em folha de pagamento
Fonte: Sato (2013) 
contribuição sindical
A contribuição sindical é uma forma de contribuição obrigatória para todos 
que participem de alguma categoria econômica ou profissional, ou de uma pro-
fissão liberal, sendo associados ou não a um sindicato.
A contribuição é de 1(um) dia de trabalho no exercício anual de sua profissão, 
geralmente o desconto acontece no mês de março de cada ano.
Lançamentos na ficha de controle individual
Os lançamentos são registros ocorridos na ficha de controle individual do fun-
cionário. É um documento que pode ser gerado pelo sistema ou manual com 
informações sobre a situação atual do funcionário. Serão anotados todos as da-
dos pertinentes como: nomeações, gratificações, licenças, férias, aumentos entre 
outras, sucedidas ao longo da sua vida trabalhista.
guias de recolhimento
A guia de recolhimento é um documento que serve para o uso do recolhimen-
to de receitas públicas. Na sequência você verá algumas delas:
• INSS - é o desconto efetuado na folha de pagamento mensal de um funcioná-
rio. Este desconto é pago através do recolhimento da guia no mês seguinte à 
previdência social. Considerado um seguro para os funcionários contribuin-
tes durante o período trabalhado.
Rotinas administRativas - volume 2202
• FGTS - é o fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS), como o nome mes-
mo diz é um auxílio ao trabalhador, no momento que for demitido que pode 
ser usado após o término de contrato.
• GPS - A Guia da Previdência Social (GPS) é o documento hábil para o recolhi-
mento das contribuições sociais a ser utilizada pela empresa, contribuinte 
individual, facultativo, empregador doméstico e segurado especial.
• Contribuição Sindical - é uma categoria de contribuição social obrigatória 
para todos que se encaixam em uma determinada classe econômica ou pro-
fissional, de uma profissão liberal, mesmo não sendo associados a um sindi-
cato.
Para você ampliar seus conhecimentos em relação aos modelos das guias que 
está estudando é simples, basta acessar os sites a seguir:
 SAIBA 
 MAIS
guia gPs: <http://blogdoadvogadoemidio.blogspot.com.
br/2011/04/como-recolher-as-contribuicoes-pela.html>.
guia Fgts: <http://www.coad.com.br/files/trib/html/pes-
quisa/ltps/em29304b.jpg>.
guia inss: <http://www.fiscosoft.com.br/objetos/c_5_4070_
figura1.jpg>.
Após você ter estudado a respeito dos procedimentos trabalhistas siga atento 
para verificar o funcionamento das rotinas de demissão.
8.5 rotinaS de demiSSão
A demissão é um posicionamento tomado quando se decide parar de traba-
lhar, pode ser solicitado pela organização, pelo funcionário ou pelo próprio líder/
gerente, assim sendo através de carta de demissão ou por justa causa. 
Pedido de demissão
Quando o funcionário pedir para sair do trabalho, ele tem a obrigação de dar 
o aviso prévio, ou melhor, deve comunicar a empresa que deixará de trabalhar. 
Neste caso, o funcionário tem direito de receber o restante do salário, 13º e férias 
proporcionais ao período.
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 203
carta de demissão
Quando a empresa decide dispensar o funcionário, a mesma tem a obrigação 
de dar o aviso prévio. A empresa pode não querer que o funcionário cumpra o 
aviso, mesmo assim deverá pagar para o funcionário o valor do salário. Por carta 
de demissão, o funcionário tem o direito de receber o restante do salário, 13º pro-
porcional, férias proporcionais e férias vencidas, se houver.
iS
to
ck
 ([
20
--
?]
)
Demissão por justa causa
A demissão por justa causa é a punição máxima concedida ao funcionário, pre-
vista na lei. Quando a empresa demite o funcionário, por meio de justificativa, ele 
não tem direito a receber nada, nem mesmo o aviso prévio.
A justa causa em algumas situações são caracterizadas como: roubo, aban-
dono de emprego, prisão do funcionário, má conduta, displicência entre outras. 
Para algumas empresas, o desrespeito de alguma cláusula de seu estatuto tam-
bém caracterizaram justa causa.
Chegou o momento de conhecer os sistemas de informação em RH.
Rotinas administRativas - volume 2204
8.6 SiStemaS de inFormação em rH
Pode-se definir o Sistema de Informação de Recursos Humanos como um pro-
cesso organizado para reunir, guardar, preservar, restaurar e comprovar os dados 
indispensáveis para a empresa sobre Recursos Humanos.
Sistema de informação é um conjunto de elementos interdependentes (sub-
sistemas) logicamente associados, para que de sua interação sejam geradas in-
formaçõesnecessárias à tomada de decisões. Como a Administração Recursos 
Humanos é uma responsabilidade de linha e função de staff, o órgão de Admi-
nistração Recursos Humanos deve municiar e abastecer os órgãos de linha das 
informações relevantes sobre o pessoal lotado em cada um dos órgãos para que 
os respectivos gerentes possam administrar seus subordinados. (FLAVIO FINAN-
ÇAS, 2010).
Um Sistema de Informação (SI) pode ser definido como um conjunto de com-
ponentes inter-relacionados trabalhando juntos para coletar, recuperar, proces-
sar, armazenar e distribuir informação com a finalidade de facilitar o planejamen-
to, o controle, a coordenação, a análise e o processo decisório em empresas e 
outras organizações. (LAUDON; LAUDON,1999, p. 4 apud RODRIGUES; ORTIGOSO, 
2010, p. 112).
Na opinião de O’Brien (2001, p. 32 apud CIUPAK; BOSCARIOLI; CARELLI, p. 3): o 
“sistema de informação utiliza os recursos de pessoas, hardware, software, dados 
e redes para executar atividades de entrada, processamento, saída, armazena-
mento e controle que convertem recursos de dados em produtos de informação.”
A globalização institui novos modelos às empresas Com isso, a gestão da infor-
mação reconhece a importância do papel estratégico, a fim de atingir uma classe 
gradativa nas práticas de gestão eficiente e eficaz. 
O grande objetivo de implantar um sistema de informação integrado, é al-
cançar um processo de gestão da informação que facilite os gestores (internos e 
externos) acessarem as informações de maneira rápida, correta e acima de tudo 
com qualidade. Melhorando, consideravelmente, as práticas de gerenciamento 
de Recursos Humanos, tornando-as mais eficientes e eficazes.
Na figura, a seguir, você verá os três componentes de um Sistema Informati-
zado de Recursos Humanos (SIRH): a administração de RH, a gestão de talentos e 
a parte analítica.
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 205
Dados RH
(funcionários,
competências, cargos
estrutura 
organizacional)
Folha de pagamento
(cálculo de folha, 
13º salário...)
Tempo
(ausências, 
folgas, 
escalas, 
ponto)
Benefícios
(benefícios 
flexíveis, 
empréstimos, 
planos 
de saúde)Gestão de pessoal
(transferências, 
segurança no trabalho, 
gestão dos eleitos...)
Treinamento e
 desenvolvimento
(cursos de formação, 
plano de desenvolvimento,
 conteúdo)
Desempenho
(objetivos, avaliação, 
plano de sucessão, 
plano de carreira)
Remuneração
(Política salarial, 
participação 
nos lucros,
orçamento)
Recrutamento
(Vagas, 
seleção, candidatos, 
admissões)
Relatórios
EstatísticasSim
ulaç
ões
Indicadores(KPIs)
Administração 
de RH { {
Gestão 
de 
talentos
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 2 - Sistema informatizado de Recursos Humanos (SIRH)
Fonte: Adaptado de rhevistarh.com.br (2013)
recaPitulando
Neste capítulo, você verificou a importância do processo de Recrutamen-
to e Seleção, a relevância de estabelecer os mecanismos mais apropriados 
para estruturar uma equipe de trabalho, adequada ao perfil da empresa.
Além disso, pôde observar a significativa relevância que os procedimen-
tos trabalhistas e a execução das normas asseguradas na legislação po-
dem ter para preservar a empresa de sofrer multas e indenizações. 
As rotinas de demissões exigem atenção no cotidiano do profissional de 
Recursos Humanos, bem como a importância na escolha e decisão de im-
plantar um sistema de informação integrado que busca alcançar um mé-
todo de gestão da informação para facilitar que os gestores acessarem 
os dados de maneira rápida, correta e, acima de tudo, com qualidade, 
melhorando consideravelmente as práticas de gerenciamento de Recur-
sos Humanos.
Rotinas administRativas - volume 2206
Pôde também perceber como os processos bem estruturados facilitam 
a vida do profissional de Recursos Humanos, evitam equívocos no recru-
tamento, na seleção e na demissão, melhoram a prática de gestão e a 
satisfação da equipe, e, consequentemente, surpreendem nos resultados 
esperados pela empresa.
Continue aprendendo e prepare-se para novos assuntos que trarão apri-
moramento profissional a você!
8 FundamentoS de recurSoS HumanoS 207
Anotações:
9
Fundamentos da contabilidade
Para que você possa entender melhor a ciência da contabilidade e tenha condições de 
aplicá-la, seja no seu mundo pessoal ou profissional, foi elaborado esse material didático.
O principal objetivo é ensinar como é composto todo o processo de contabilização, dando-
-lhe condições para conhecer e elaborar as peças contábeis. Certamente que você deverá, além 
deste material, buscar outras informações para entender melhor o processo.
Ao final deste capítulo, você terá subsídios para:
• compreender os termos técnicos utilizados pela contabilidade, bem como a linguagem 
utilizada pelos contadores;
• identificar a real importância da contabilidade para as empresas, ajudando os administra-
dores e sócios nas tomadas de decisões;
• diferenciar as contas do ativo, passivo e patrimônio, juntamente com as contas de resulta-
dos, classificando-as de forma correta, apresentando o balanço patrimonial corretamente.
Ficou curioso para saber mais sobre o assunto? Inicie com dedicação e atenção!
Rotinas administRativas - volume 2210
9.1 Patrimônio
Patrimônio é o conjunto de bens e direitos e obrigações pertencente a uma 
pessoa física ou jurídica (MARION, 2009). Os bens e direitos são chamados de 
ativo, parte positiva, enquanto o passivo são as obrigações, a parte negativa. Ob-
serve na sequência:
Patrimônio
Bens
Direitos
Obrigações
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 3 - Patrimônio
Fonte: Adaptado de Bachtold (2001)
9.1.1 Bens da empResa
Os bens são todas as coisas que satisfazem as necessidades das pessoas, sejam 
elas físicas ou jurídicas. Já na visão contábil é definido como tudo aquilo que a 
empresa possui, seja para uso, consumo ou venda. Eles podem ser divididos em 
bens tangíveis e intangíveis. (MARION, 2009). 
Os bens tangíveis, também chamados de bens corpóreos, são palpáveis, exem-
plos: caixa, veículos, estoques de mercadorias etc. Já os bens intangíveis, também 
chamados de bens incorpóreos, não são palpáveis; exemplos: marcas e patentes. 
Além da divisão acima, os bens podem ser divididos em bens móveis e imó-
veis. (MARION, 2009). Bens móveis são aqueles que podem ser removidos do seu 
lugar, por exemplo, veículos, computadores, mesas etc. Bens imóveis são aque-
les que não podem ser removidos do seu lugar natural, por exemplo, casas, ter-
renos etc.
9 FundamentoS da contabilidade 211
Bens
Sob a ótica da 
contabilidade
Sob a ótica da 
economia
Sob a ótica do 
direito
São itens tangíveis e 
intangíveis quantificáveis 
em dinheiro e que 
integrarão o patrimônio 
da entidade para 
utilização imediata
É tudo que pode 
satisfazer a necessidade 
humana
É tudo que pode ser 
objeto de direito para 
ser utilizado e apropriado
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 4 - Bens da empresa
Fonte: Adaptado de Montoto (2012)
9.1.2 diReitos e oBRigações da empResa
O direito a receber de uma empresa constitui todos os valores que ele tem 
a receber de terceiros com relação as suas operações realizadas a prazo. Como 
exemplos de diretos, pode-se citar: contas a receber, duplicatas a receber. Obser-
ve na sequência.
Direitos Riqueza com 
terceiros
Valores e títulos que 
representem empréstimos 
e aplicações
Obrigações de terceiros 
para com a sociedade
Créditos concedidos 
a terceiros
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 5 - Direitos da empresa
Fonte: Adaptado de Montoto (2012)
Rotinas administRativas - volume 2212
As obrigações são as dívidas que as empresas assumem com terceiros. Diz-se 
que tais obrigações são denominadas obrigações exigíveis, isto é, dívidas que se-
rão cobradas e ou exigidas em um vencimento futuro. (MONTOTO, 2012).
 Dentre alguns exemplos, pode-se citar a compra de mercadoria realizada a 
prazo, onde a empresa tem a obrigação de efetuar o pagamento das compras na 
data do vencimento da fatura.Acompanhe! 
Obrigações Débitos ou dívidas 
da entidade
Compromissos 
com terceiros
Empréstimos 
obtidos
Obrigações legais 
diversas
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 6 - Obrigações da empresa
Fonte: Adaptado de Montoto (2012)
9.1.3 Receita
Receita é toda entrada de elementos para o ativo decorrentes das atividades 
normais da entidade, sejam elas direta ou indiretamente relacionadas. Corres-
ponde, normalmente, à venda de mercadorias, de produtos ou à prestação de 
serviços. (FERRARI, 2012). 
No balanço é possível evidenciar uma Receita, na maioria das vezes, por meio 
da entrada de dinheiro no Caixa, quando for uma Receita à vista, ou entrada em 
forma de Direitos a Receber, quando for Receita a prazo.
Normalmente, a Receita é reconhecida no momento em que produtos, mer-
cadorias ou serviços são transferidos ao cliente, e não, propriamente, quando o 
dinheiro é recebido por esta transferência.
9.1.4 custo
Os custos podem ser definidos como sendo o sacrifício de ativos realizado em 
troca da obtenção de receitas. Nas empresas comerciais esse custo é chamado de 
Custos das Mercadorias Vendidas (CMV); já no caso de uma empresa industrial 
9 FundamentoS da contabilidade 213
este custo é chamado de Custo dos Produtos Vendidos (CPV); sendo uma empre-
sa de prestação de serviços, chama-se Custo de Serviços Vendidos (CSV). 
Mesmo sendo chamado de custos, é pouco utilizado nas empresas comerciais. 
Esse ramo da contabilidade é tratado como uma despesa para as empresas, pois 
ao término do exercício os seus valores são encerrados, levando o seu resultado 
para a apuração do exercício.
9.1.5 lucRo
É chamado de lucro a diferença contábil entre as receitas e os custos (despe-
sas), desde que nessa diferença as receitas sejam maiores que os custos. (FERRARI, 
2012). Se essas diferenças forem a favor dos custos , deve-se contabilizá-las como 
prejuízos.
 SAIBA 
 MAIS
Saiba mais sobre os fundamentos da contabilidade em:
<http://www.cosif.com.br/mostra.
asp?arquivo=contabilbasica>.
Até agora você verificou como é constituído o patrimônio de uma empresa. 
A seguir, você verá mais detalhado de que forma esse patrimônio é classificado.
9.2 demonStraçõeS contábeiS
As demonstrações contábeis são uma peça fundamental muito utilizada pelos 
usuários da contabilidade, sejam eles internos ou externos. 
Os usuários internos são os administradores da empresa, auditores internos, 
analistas etc. Já os usuários externos são os acionistas, bancos, governos etc.
Esses usuários utilizam-se dessa peça contábil para analisar ou até verificar a 
saúde das empresas, muitas vezes fazendo suas análises contábeis para projetar 
o futuro das empresas.
Uma dessas peças utilizadas chama-se de balanço patrimonial, que é dividi-
do em duas colunas: a do lado esquerdo, denominado de Ativo, e do lado direito, 
denominado de Passivo. (MARION, 2009).
Rotinas administRativas - volume 2214
H
em
er
a 
([2
0-
-?
])
Figura 7 - Balança do patrimônio ativo e passivo
atiVO PassiVO
Corresponde a todos os bens e direitos da 
entidade, expressos monetariamente e que 
representam benefícios presentes ou futuros para 
a entidade.
Corresponde a todas as obrigações exigíveis da 
entidade. Ou seja, as quantias que a empresa 
deve a terceiros.
As contas do Passivo devem ser apresentadas em 
ordem de exigibilidade.
Quadro 6 - Ativo e passivo
9.2.1 ativos
Define-se Ativos como o conjunto de bens e direitos de uma empresa, expres-
sos monetariamente e que representam benefícios presentes ou futuros para a 
entidade. (IUDICIBUS; MARION, 2011).
Para que um bem ou um direito conste no Ativo de uma entidade, são consi-
derados os seguintes requisitos (IUDICIBUS; MARION, 2011):
• ser (o bem ou o direito) de propriedade da entidade;
• ser (o bem ou o direito) mensurável em moeda;
• ter (o bem ou o direito) a capacidade de gerar benefícios, presentes ou futu-
ros, para a entidade.
As contas patrimoniais do ativo serão dispostas em grau de liquidez1 dos ele-
mentos nela registrados.
1 GRAU DE LIQUIDEZ
É a possibilidade 
de componentes 
transformarem-se ou 
realizarem-se em dinheiro. 
Os estoques de mercadorias, 
por exemplo, serão 
transformados em dinheiro 
quando vendidos à vista; as 
duplicatas a receber, quando 
forem recebidas, e assim por 
diante.
9 FundamentoS da contabilidade 215
Segundo Ferrari (2012, p. 571), o Ativo divide-se em Ativo Circulante e Ativo 
Não Circulante.
Acompanhe no detalhe cada um desses Ativos.
ativo circulante
Contabilizam-se neste grupo os fatos contábeis que são efetuados num pe-
ríodo de 365 dias, transformando-se em recursos até o final do exercício subse-
quente. O Ativo Circulante é conhecido como capital de giro, pois seus itens estão 
sempre se renovando. (MARION, 2009).Verifique.
Recebimento até um ano
Curto prazo = até 365 dias
Recebimento após um ano
Longo prazo = após 365 dias
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 8 - Fatos contábeis capital de giro
Neste grupo são classificados: dinheiro, bancos, duplicatas a receber, valores 
que serão transformados em dinheiro a curto prazo etc.
Principais contas (HOOG, 2011):
• Equivalentes de caixa: representa a parte mais líquida do Ativo. Esses itens 
serão transformados em dinheiro, consumidos ou vendidos a curto prazo. 
Exemplos: caixa, bancos, aplicações financeiras de curto prazo.
• Contas a receber: também denominada de duplicatas a receber, são conta-
bilizados os valores a receber de clientes no exercício seguinte ou no curto 
prazo, decorrentes das vendas de mercadorias realizadas a prazo. 
• Estoques de mercadorias: são mercadorias a serem revendidas, no caso de 
a atividade da empresa ser comercial, enquanto a empresa industrial terá 
estoque de matéria-prima, produtos em elaboração, produtos acabados, 
material de consumo e embalagens. Exemplos: uma empresa de revenda de 
material de construção terá estoque de material para construção; já a indús-
tria que constrói os produtos terá estoque dos produtos para a elaboração.
Despesas do exercício seguinte 
São contabilizados nessa conta fatos geradores que a empresa realizou e ocor-
rerão no exercício seguinte. Também chamada de despesas antecipadas são gas-
tos realizados com prêmios de seguro, assinaturas ou anuidades. (HOOG, 2011). 
Rotinas administRativas - volume 2216
Veja detalhes importantes a respeito do Ativo não circulante.
ativo não circulante
Esse grupo é formando pelas contas que vão se realizar a partir de 365 dias, 
ou seja, a longo prazo, bem como os bens permanentes da empresa. Para Ribeiro 
(2012), o Ativo Não Circulante divide-se em:
a) realizável a Longo Prazo; 
b) investimentos; 
c) imobilizado; 
d) intangível.
a) Realizável a Longo Prazo
Nessa conta contabilizam-se as operações que devem entrar em liquidez após 
o encerramento do próximo exercício ou de acordo com o ciclo operacional da 
empresa. (MARION, 2009). São Ativos de menor liquidez e são teoricamente as 
mesmas contas do ativo circulante. Classificam-se nesta rubrica os empréstimos, 
adiantamentos a diretores acionistas, duplicatas a receber etc.
JB
 Q
uí
m
ic
a 
([2
0-
-?
])
Figura 9 - Duplicata a receber
9 FundamentoS da contabilidade 217
b) investimentos
São investimentos realizados pela empresa que os sócios não têm a intenção 
de se desfazer. Esses investimentos são efetuados geralmente em aplicações em 
outras empresas, exemplos: ações de coligadas, ações de controladas etc.; ou que 
não são destinados à manutenção da atividade operacional, tais como: obras de 
arte, imóveis para aluguel, terrenos que não sāo utilizados pela empresa entre 
outros. 
iS
to
ck
 ([
20
--
?]
)
A Lei das Sociedades Anônimas (S.A.) estabelece que devam ser classificadas 
em investimentos as participações permanentes em outras sociedades e os di-
reitos de qualquer natureza que não se destinem à manutenção da atividade da 
empresa, e não se classifiquem no Ativo Circulante ou realizável a longo prazo. 
(MATARAZZO, 1993).
c) imobilizado
Osbens do ativo imobilizado são bens tangíveis, utilizados nas atividades ope-
racionais da empresa. Esses bens dificilmente destinam-se à venda, pois não é sua 
característica, mesmo sendo bens que são usados por vários anos, e a venda de 
qualquer elemento sem reposição prejudicará (ou pode até paralisar) a atividade 
normal da empresa.
Exemplos: terrenos, construções, obras em andamento, móveis e utensílios, 
máquinas, aparelhos e equipamentos, instalações, veículos.
Rotinas administRativas - volume 2218
iS
to
ck
 ([
20
--
?]
)
Devido à perda da capacidade desses bens durante sua vida útil, seja pelo des-
gaste a redução do valor dos bens tangíveis pelo desgaste ou perda de utilidade 
por uso, ação da natureza ou obsolescência, o seu valor contábil é deduzido pelo 
valor de sua depreciação contábil, obtendo-se o valor líquido. 
 FIQUE 
 ALERTA
O que distingue o subgrupo investimentos do subgru-
po imobilizado, apesar de ambos serem aplicações de 
natureza permanente (sem intenção de revenda), é o 
fato de que a alienação dos valores do subgrupo Investi-
mentos não prejudica o andamento normal das ativida-
des. (REIS, 1993).
d) intangível 
Este grupo do ativo foi criado com a nova publicação da nova legislação con-
tábil, são bens incorpóreos, isto é, não palpáveis, destinados à manutenção da 
companhia. 
O pronunciamento n° 04 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) 
definiu como ativo intangível todo ativo não monetário identificável sem subs-
tância física, cuja identificação atenda aos critérios da IAS 38 e do próprio CPC 
04, quando:
• for separável, isto é, capaz de ser separado ou dividido da entidade, podendo 
ser vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado; 
9 FundamentoS da contabilidade 219
• resultar de direitos contratuais ou de outros direitos legais; 
• for provável que os benefícios econômicos futuros esperados atribuíveis ao 
ativo serão gerados em favor da entidade;
• puder ser mensurado com segurança o custo do ativo.
Dentre os exemplos de ativos intangíveis, destacam-se marcas e patentes, sof-
twares, fundo de comércio etc.
iS
to
ck
 ([
20
--
?]
)
Figura 10 - Marca e patente
9.2.2 passivos
Como acontece no Ativo, o Passivo divide-se em Passivo Circulante e Não Cir-
culante, contabilizando as suas obrigações de acordo com o prazo de vencimen-
to, levando-se em consideração também o grau de liquidez das exigibilidades. 
(RIBEIRO, 2012). 
No Passivo Circulante contabiliza-se as dívidas assumidas com vencimento 
dentro os 365 dias, já o Passivo Não circulante contabiliza-se as dívidas após 365 
dias.
Em contabilidade, o Passivo é conhecido como capital de terceiros ou origem 
de capital. (IUDICIBUS; MARION, 2011).
Acompanhe!
Rotinas administRativas - volume 2220
Passivo circulante
Contabilizam-se no grupo de Passivo circulante os fatos contábeis que são efe-
tuados num período de 365 dias, curto prazo. São dívidas assumidas com tercei-
ros, como compra de mercadorias, ou impostos a pagar. 
Veja a figura.
Pagamentos até um ano
Curto prazo = até 365 dias
Pagamentos após um ano
Longo prazo = após 365 dias
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 11 - Fatos contábeis passivo circulante
Principais contas (MARION, 2009):
• Fornecedores: contabiliza-se todas as compras de mercadorias realizadas a 
prazo. São obrigações que a empresa assume com os fornecedores.
• Impostos a Recolher: contabiliza-se os impostos sobre as operações realiza-
das pela empresa.
• Salários a Pagar: contabiliza-se os salários a pagar dos funcionários. Caso seja 
pago dentro do próprio mês, contabiliza-se diretamente em despesas.
• Encargos a Recolher: contabiliza-se os encargos retidos relativos à folha de 
pagamentos mensal dos funcionários.
Passivo não circulante
O Passivo Não Circulante são as exigibilidades assumidas pela empresa que 
irão vencer após o término do exercício seguinte. (IUDICIBUS; MARION, 2011). São 
geralmente financiamento feito a longo prazo e as empresas realizam para obter 
um fluxo de caixa para gerar recursos financeiros, pagar dívidas ou realizarem 
investimentos em seu parque tecnológico. 
Patrimônio líquido
O patrimônio líquido, também conhecido como capital próprio, são recursos 
investidos pelos acionistas da empresa, além das sobras dos lucros que são desti-
nados para as reservas. (RIBEIRO, 2012). 
A conta lucros ou prejuízos acumulados representam os resultados obtidos. 
Os resultados retidos sem finalidade específica são contabilizados como lucros e 
os que estão à espera de absorção futura contabilizam-se prejuízos. 
9 FundamentoS da contabilidade 221
Com o advento da Lei nº 11.638 de 2007, para as sociedades por ações e para 
os balanços do exercício social terminado a partir de 31 de dezembro de 2008, o 
saldo final desta conta não poderá mais ser credor (CPC 04). Neste caso, os saldos 
dos lucros devem ser totalmente distribuídos na assembleia geral da administra-
ção quando da aprovação da destinação, mas somente no caso das sociedades 
por ações.
Também evidencia a diferença entre o Ativo e Passivo de uma empresa em 
determinado momento.
Exemplo:
Se uma empresa tem um saldo no seu Ativo de R$ 15.000
E o seu Passivo for de R$ 10.000
O seu Patrimônio Líquido será de R$ 5.000
O Patrimônio Líquido provém das seguintes operações (FERRARI, 2012):
• Investimentos: efetuados pelos proprietários em trocas de ações, quotas e 
outras participações;
• Lucros: acumulados na entidade com reservas. 
Note a seguir.
Tabela 1 - Balanço patrimonial
atiVO PassiVO
Bens + Diretos Obrigações
Patrimônio Líquido 
(Ativo-Passivo)
Equação básica do Patrimônio Líquido (FERRARI, 2012):
Patrimônio Líquido = ativo - Passivo
Rotinas administRativas - volume 2222
 VOCÊ 
 SABIA?
Houve uma mudança significativa na estrutura da con-
tabilidade a partir da introdução das ações da Lei nº 
11.638/07, que institui o uso do IFRS (International Fi-
nancial Reporting Standards).
 Por exemplo: o grupo Ativo Permanente era subdividido em investimento, 
imobilizado e diferido. Com a mudança, o grupo com o nome permanente deixou 
de existir e passou a ser ativo não circulante, sendo subdividido em realizável a 
longo prazo, investimento, imobilizado e intangível.
9.2.3 situações patRimoniais
Genericamente, a diferença entre os Bens e Direitos (Ativo) e as Obrigações 
(Passivo),pode ser chamada de Situação Líquida, podendo o patrimônio repre-
sentar três situações líquidas. (RIBEIRO, 2012). Para conhecê-las basta seguir com 
o aprendizado.
1. situação líquida positiva ou superavitária
Esta situação realiza-se quando o conjunto de bens e direitos (Ativo) é maior 
do que as obrigações (Passivo). Nesta situação, o Patrimônio Líquido será positi-
vo. É também conhecida como situação líquida ativa, pois o Ativo é maior do que 
o Passivo. Revela que a empresa possui bens e direitos maiores que as obrigações. 
Portanto, a empresa possui riqueza própria. Veja a figura.
Ativo
Bens + Direitos
Passivo
Obrigações
Maior que
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 12 - Situação patrimonial líquida positiva
Acompanhe a seguir:
Tabela 2 - Ativo maior que o Passivo
atiVO PassiVO
Caixa $ 100 Fornecedores $ 50 
Bancos $ 100
Patrimônio Líquido $ 150
Total Ativo $ 200 Total Passivo $ 200
9 FundamentoS da contabilidade 223
2. situação líquida negativa ou deficitária
Esta situação realiza-se quando o conjunto de bens e direitos é menor do que 
as obrigações. Nesta situação, o Patrimônio Líquido será negativo. É também co-
nhecida como situação líquida passiva, pois o Passivo (obrigações) é maior do 
que o Ativo. 
Em linguagem técnica, é chamado de Passivo a Descoberto (BACHTOLD, 2001), 
uma vez que a empresa não consegue pagar as obrigações com terceiros. Revela 
que a empresa encontra-se em má situação, apresentando o Passivo a descober-
to, isto é, mais obrigações do que bens e direitos. Observe:
Ativo
Bens + Direitos
Passivo
Obrigações
Menor que
Die
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 13 - Situação patrimonial 
Verifique na sequência:
Tabela 3 - Ativo menor que o Passivo
atiVO PassiVO
Caixa $ 100 Fornecedores $ 250
Bancos $ 100
Patrimônio Líquido $ (50)
Total Ativo $ 200 Total Passivo $ 200
3. situação líquida nula
Esta situação realiza-se quando o conjunto de bens e direitos é igual às obri-
gações. Neste caso, o Patrimônio Líquido será igual a zero ou nulo, ou seja, foram 
pagas todas as obrigações e não sobra dinheiro.
Revela que a empresa não possui riqueza própria. Todo o seu ativo está com-
prometido com as dívidas. Note a figura.
Rotinas administRativas - volume 2224
Ativo
Bens + Direitos
Passivo
Obrigações
Igual
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 14 - Situação patrimonial líquida nula
A seguir você pode perceber este tipo de situação.
Tabela 4 - Ativo igual ao Passivo
atiVO PassiVO
Caixa $ 100 Fornecedores $ 200 
Bancos $ 100
Patrimônio Líquido $ 0
Total Ativo $ 200 Total Passivo $ 200
Na sequência você tem um resumo das 3 situações patrimoniais:
Situação positiva
Situação nula
Situação negativa
A>P
Ativo
X
Passivo
A=P
A<P
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 15 - Resumo da situação patrimonial
9.2.4 contas
Conta é o nome técnico que identifica cada componente patrimonial (bem, 
direito ou obrigação), bem como identifica um componente de resultado (receita 
ou despesa) (LUCENA, 2006).
São nomenclaturas preestabelecidas na forma de um plano de contas, segun-
do a atividade da empresa, para registro dos fatos contábeis.
9 FundamentoS da contabilidade 225
tipo de contas
Segundo Ribeiro (2012), existem os seguintes tipos de contas:
a) contas patrimoniais;
b) contas de resultados;
c) contas retificadoras;
d) contas de compensação.
Para conhecê-las, siga em frente!
As contas patrimoniais que são utilizadas para controle e apuração do patri-
mônio são: contas do Ativo, contas do Passivo e Patrimônio Líquido. Estas contas 
representam a situação estática, ou seja, o próprio patrimônio Ativo, Passivo e 
Patrimônio Líquido. (MARION, 2009).
As contas de resultado são utilizadas para contabilização das receitas e des-
pesas para serem zeradas no final do exercício. Exprimem a situação dinâmica, ou 
seja, fatos que alteram o Patrimônio Líquido: Receitas, Custos e Despesas. (RIBEI-
RO, 2012).
Segundo Lucena (2006), com relação às contas de resultado, há casos em que 
uma mesma conta de resultado poderá representar tanto uma receita como uma 
despesa. É o caso das contas Aluguéis, Juros e Descontos, por exemplo.
Lucena (2006) ressalta que, nesses casos, a classificação da conta como receita 
ou despesa deve ser feita observando-se o adjetivo que segue na denominação 
da conta:
• os adjetivos Ativos, Recebidos ou Auferidos representam ideia positiva de 
aumento do patrimônio. Nestes casos, a ideia é de receita;
• os adjetivos Passivos, Pagos ou Concedidos representam ideia negativa de 
diminuição do patrimônio. Neste caso, a ideia é de despesa.
Ainda para Lucena (2006), dentro desse contexto é possível interpretar algu-
mas contas da seguinte forma. Observe. 
• aluguéis passivos é conta de despesa;
• aluguéis ativos é de receita;
• juros ativos é receita;
• juros passivos é despesa;
• descontos concedidos é despesa;
• descontos obtidos é receita;
• descontos ativos é receita;
Rotinas administRativas - volume 2226
• descontos passivos é despesa;
• juros ativos é receita;
• juros passivos é despesa;
• juros pagos é despesa;
• juros recebidos é receita.
Nos lançamentos contábeis também utilizam-se as contas retificadoras ou 
redutoras. Existem também as contas de compensação que servem para registros 
de atos administrativos.
Segundo Ferrari (2012), as contas retificadoras são contas que servem para 
reduzir o saldo de outras contas, como imobilizado (depreciação acumulada) e 
patrimônio líquido (prejuízo acumulado).
Também chamadas de redutoras são contas que, embora apareçam num de-
terminado grupo patrimonial (Ativo ou Passivo), têm saldo contrário em relação 
às demais contas desse grupo (FERREIRA FILHO, 2011).
Exemplo:
Conta Retificada:
D – Veículos – (Conta do Ativo Imobilizado) R$ 30.000,00
Conta Retificadora: 
C – Depreciação Acumulada (Conta do Ativo Imobilizado) R$ 5.000,00
Saldo Contábil da Conta Veículos R$ 25.000,00
Nota-se que a conta depreciação permanece com um saldo negativo, dimi-
nuindo o saldo original da conta.
Já as contas de compensação, também conhecidas como contas extrapatri-
moniais, compreendem um sistema de contas próprias para o registro de atos 
administrativos relevantes, que são atos cujos efeitos podem trazer futuras modi-
ficações no patrimônio da entidade. (LUCENA, 2006).
Exemplo:
contratos de alienação fiduciária:
D – Contratos de Alienação Fiduciária (Conta de Compensação Ativa)
C – Responsabilidade Por Financiamentos (Conta de Compensação Passiva)
9 FundamentoS da contabilidade 227
As contas de compensação são registradas na contabilidade com os valores 
originais registrados nos contratos e documentos. Na data da assinatura dos con-
tratos e documentos, será debitada a conta de compensação Ativas e creditadas 
a compensação Passivas. Já quando finalizar o contrato ou documentos da ope-
ração, o valor registrado anteriormente deverá ser contabilizado mediante lança-
mento inverso. (FERRARI, 2012).
Entenda, na sequência, as contas sintéticas e analíticas.
contas sintéticas e analíticas
As contas sintéticas são contas de primeiro grau, que acumulam os valores 
contabilizados nas subcontas, que são as contas de segundo grau, também cha-
madas de contas analíticas. (LUCENA, 2006). Geralmente, em uma publicação das 
demonstrações contábeis se utilizam somente as contas sintéticas.
As contas exercem um papel de grande importância no processo contábil. É 
através das contas que a Contabilidade consegue atingir seu objetivo e sua fina-
lidade. No primeiro caso, permitindo o controle do patrimônio através dos regis-
tros contábeis e, no segundo caso, fornecendo informações qualitativas e quan-
titativas acerca do patrimônio por meio de seus demonstrativos. (LUCENA, 2006).
A codificação começa no grupo e termina na conta:
• Ativo
.1. Ativo Circulante
.1.1. Disponibilidade
.1.1.1. Banco Conta Sintética
.1.1.1.1. Banco do Brasil Conta Analítica
.1.1.1.2. Banco Bradesco Conta Analítica
Funcionamento das contas
Para que os fatos contábeis sejam registrados em contas pelo método das par-
tidas dobradas (cada débito corresponde sempre a um crédito de igual valor) que 
representam o patrimônio da empresa, devem seguir determinados critérios de 
registro, onde (MONTOTO, 2012):
• débitos: não possui conotação negativa ou positiva e, sim, representam os 
registros dos bens, direitos e despesas da empresa;
• créditos: não possui conotação negativa ou positiva e, sim, representam os 
registros das obrigações e receitas da empresa.
Convido você a conhecer um relato que mostra os assuntos abordados neste 
momento da aprendizagem.
Rotinas administRativas - volume 2228
caSoS e relatoS
O contador e as divulgações das demonstrações
Um empresário contábil não registrava os dados das operações das empre-
sas de forma transparente e fidedigna, bem como na elaboração e divul-
gação das informações econômico-financeira que estavam em desacordo 
com a regulamentação e com o estatuto social das empresas. 
Com a revelação ao mercado de que as demonstrações contábeis estavam 
em desacordo com que determinava a legislação, o preço de mercado das 
ações despencaram na bolsa de valores trazendo prejuízos para os seus só-
cios e investidores. 
O contador em questão será penalizado por não adotar as devidas regula-
mentações exigidas pela legislação e poderá ter o seu Conselho Regional 
de Contabilidade (CRC) cassado. Já se tivesse contabilizado as operações 
com as devidas regulamentações, seu trabalho seria comentado ao merca-
do, aumentandoassim a sua carteira de clientes.
Com o caso acima, você pôde notar que o contador deve contabilizar as opera-
ções de acordo com a legislação contábil, contabilizando as operações conforme 
a estrutura do balanço do patrimonial.
Observe na figura as situações das contas.
Empresas Crédito da conta
Débito da empresa
Conta do passivo
Crédito da empresa
Débito da conta
Conta do ativo
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 16 - Situações das contas
Fonte: Adaptado de Ferrari (2012)
 FIQUE 
 ALERTA
Para não confundir os conceitos: débito de uma conta com 
débito da empresa. A primeira representa dívida da conta, 
o segundo representa uma dívida da empresa (passivo exi-
gível). (FERRARI, 2012).
9 FundamentoS da contabilidade 229
Acompanhe algumas conclusões importantes para reforçar sua aprendizagem.
1. Contas do Ativo – Contas Devedoras
• Aumentam com o débito
• Diminuem com o crédito
2. Contas do Passivo e Patrimônio Líquido - Contas Credoras
• Aumentam com o crédito
• Diminuem com o débito
3. Contas de Despesa – Contas Devedoras
• São debitadas na ocorrência
• São creditadas no encerramento
4. Contas de Receita – Contas Credores
• São creditadas na ocorrência
• São debitadas no encerramento
classificação das contas
Contas Patrimoniais são as que representam os elementos componentes do 
Patrimônio. (LUCENA, 2006).
Acompanhe! 
Ativas – (Bens e direitos)
Passivas – (Obrigações e Patrimônio Líquido)
atiVO PassiVO
BENS OBRIGAÇÕES
Caixa Fornecedores
Veículos Duplicatas a Pagar
DIREITOS PATRIMÔNIO LIQUIDO
Duplicatas a Receber Capital
Lucros Acumulados
Total do Ativo Total do Passivo
Quadro 7 - Balanço patrimonial
Rotinas administRativas - volume 2230
Para Lucena (2006), contas de resultados são contas de despesas e receitas 
que representam as variações patrimoniais. O autor ressalta que:
• DEsPEsas: caracterizam-se pelo consumo de bens e pela utilização de servi-
ços, objetivando a obtenção de receita.
Exemplos:
• energia elétrica consumida;
• materiais de limpeza;
• água e esgoto;
• aluguéis passivos;
• café e lanches;
• despesas viagem;
• descontos concedidos;
• despesas bancárias;
• fretes e carretos.
• REcEitas: decorrem das vendas de bens e da prestação de serviços.
Exemplos:
• aluguéis Ativos;
• descontos obtidos;
• juros ativos;
• vendas de mercadorias;
• receitas de serviços.
Para saber qual a função do Plano de Contas, basta seguir!
Funções do Plano de contas
Para Hoog (2011), o plano de contas é a parametrização interna dos registros 
da atividade da empresa, ou seja, o objeto social e a conduta a ser adotada na 
escrituração, através da exposição das contas em seus títulos, funções, funcio-
namento, grupamentos e análises. Hoog (2011) diz ainda, que o plano de contas 
orienta os usuários no registro de operações e gera uniformização das contas uti-
lizadas para cada registro. 
De acordo com sua atividade, o plano de contas é ajustado pela empresa, por 
exemplo, uma empresa do ramo do comércio terá algumas contas diferentes do 
plano de contas de um hotel. Claro que a função do plano de contas será a mesma 
nos dois setores, ou seja, deve registrar as operações decorrentes de suas atividades.
9 FundamentoS da contabilidade 231
 FIQUE 
 ALERTA
O Conselho Federal de Contabilidade (CRF) está editando 
várias resoluções para Modelo Contábil para Microempre-
sa e Empresa de Pequeno Porte. Essas resoluções são im-
portantes pois trazem as alterações que devem ser feitas 
na escrituração contábil ajudando o contador a elaborar 
as demonstrações contábeis de acordo com as devidas 
exigências. 
9.2.5 análise do patRimônio
A análise das demonstrações contábeis é uma ferramenta muito utilizada no 
mercado para se analisar e conhecer a situação econômica e financeira das em-
presas.
Dentre as técnicas hoje utilizadas para realização dessa análise utiliza-se as 
análises horizontal e vertical. (TOBIAS, 2011). Conjuntamente com essas técnicas 
são realizados os cálculos e a avaliação dos índices financeiros do grupo do ba-
lanço e da demonstração de resultado.
Marion (2009) afirma que a técnica de análise financeira por quocientes é um 
dos mais importantes desenvolvidos da contabilidade, pois é muito mais indica-
do comparar, por exemplo, o Ativo com o Passivo, do que simplesmente analisar 
cada um dos elementos individualmente.
Agora você irá estudar essas duas técnicas de análise, começando pela análise 
horizontal das demonstrações contábeis!
analise horizontal
A análise horizontal consiste na comparação entre valores de uma mesma 
conta ou grupo de contas, em períodos diferentes. (TOBIAS, 2011). Para realizar 
o cálculo, deve-se dividir o saldo da conta no período 2 pelo saldo da conta no 
período 1 x 100 – 100.
Essa técnica possibilita aos investidores e analistas identificar as tendências no 
comportamento das contas patrimoniais. Deve-se analisar, durante a análise, as 
variações abruptas, que, por sua vez, devem ser investigados.
Exemplo:
 Suponha que a conta do caixa terminou o saldo de 20x1 com um saldo de R$ 
5.500,00.
No ano de 20x2 o saldo da conta caixa foi de R$ 6.800,00.
Então, utilizando a fórmula:
Rotinas administRativas - volume 2232
Saldo no período 2/saldo no período 1 x 100 -100 = 
(6.800,00/5.500,00) x 100 – 100 = 24%.
A interpretação da análise da variação horizontal é a seguinte:
O saldo da conta “caixas” aumentou em 24% do ano 1 para o ano 2.
Verifique como funciona a análise vertical.
análise vertical
A análise vertical consiste na determinação dos percentuais dos grupos, ou 
contas, do balanço patrimonial em relação ao valor total do ativo ou passivo. De-
termina também a proporcionalidade do demonstrativo do resultado em relação 
a Receita Liquida de Vendas. Para realizar o cálculo, deve-se dividir o saldo da 
conta (ou grupo de contas) pelo saldo do ativo total ou passivo total x 100 (TO-
BIAS, 2011).
Em relação à analise das demonstrações financeiras utilizando-se a técnica da 
análise vertical. Acompanhe a seguir.
Exemplo
Análise Vertical = Conta (ou grupo de contas) /ativo total (ou passivo total) x 
100
 Imagine que o balanço de uma empresa apresentou os seguintes saldos no 
final do exercício:
Contas a receber: R$ 2.300, e o total do Ativo Circulante seja R$ 5.400.
Então, conforme a fórmula:
Análise vertical = Contas a receber/Ativo circulante: 2300/5400 = 43%,
A interpretação da análise da variação vertical é a seguinte:
 Pode-se dizer que no ativo circulante, 43% são representados pelas contas a 
receber.
Já a técnica de análise por índice tem como finalidade principal permitir as em-
presas extrair tendências futuras bem como comprar os índices padrões predefi-
nidos. (VITAL, 2013). Baseados nesses índices é possível verificar o que aconteceu 
no passado e fazer projeções futuras.
9 FundamentoS da contabilidade 233
Segundo Vital (2013), dentro os índices utilizados pode-se citar: 
• índice de liquidez;
• índice de rentabilidade;
• índice de endividamento, entre outros.
Agora que você aprofundou seus conhecimentos nas demonstrações contá-
beis, entendendo o impacto das contas do ativo e passivo nas situações patrimo-
niais. Siga estudando os atos e fatos contábeis.
9.3 atoS e FatoS contábeiS
Todos os dias as empresas realizam operações que alteram o seu patrimônio. 
Essas operações, como se sabe, geram acontecimentos que podem ou não alterar 
o seu patrimônio. Segundo Ribeiro (2012), esses acontecimentos se dividem em:
• fatos administrativos; 
• fatos contábeis.
Os atos administrativos são acontecimentos que não alteram o patrimônio 
da empresa. São atos que se realizam e não são contabilizados, pois é um mero 
registro administrativo relevante, que podem trazer futuras modificações no pa-
trimônio. (RIBEIRO, 2012). 
Esses registros são feitos pela contabilidade por meio das contas de compen-
sação, que lhe foram apresentadas no capítulo Contas Contábeis:
• aval de títulos;
• assinatura de um contrato de seguro contra incêndio;
• envio deduplicatas a receber ao banco para cobrança simples etc.
Os Fatos administrativos são acontecimentos que alteram o patrimônio da 
empresa, qualitativa ou quantitativamente, havendo a necessidade de escritura-
ção contábil. (RIBEIRO, 2012). 
Por modificarem o patrimônio, os fatos são escriturados (ou lançados) por 
meio das contas patrimoniais (ativo, passivo ou patrimônio liquido) e as contas 
de resultado (receita, despesas), conforme a natureza da operação que lhe deu 
origem. Note a figura.
Rotinas administRativas - volume 2234
Fatos
Permutativos Modificativos 
Diminutivos Aumentativos
Mistos
Diminutivos
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 17 - Fatos administrativos
Segundo Ribeiro (2012), os fatos administrativos são classificados como: 
• fatos permutativos;
• fatos modificativos;
• fatos mistos.
9.3.1 Fatos peRmutativos
Não alteram o valor do patrimônio liquido, pois representam trocas entre ele-
mentos do Ativo, do Passivo ou de ambos e do Patrimônio Liquido. Veja a seguir 
os tipos de fatos permutativos.
1. ativos e Passivos
Os fatos contábeis que acontecem entre elementos Ativos são fatos que en-
volvem apenas contas do Ativo.
Exemplo: as compras de mercadoria à vista: 
• aumenta o Ativo pela entrada de mercadoria;
• diminui o Ativo pela saída do dinheiro.
Os fatos contábeis que acontecem entre elementos Passivos são fatos que en-
volvem apenas contas do Passivo. 
Exemplo: retenção do INSS dos empregados sobre as folha de pagamento:
• aumenta o Passivo pela Retenção do INSS;
• diminui o Passivo pelo valor dos salários a pagar.
Os fatos contábeis entre elementos Ativos e Passivos são fatos que envolvem 
ao mesmo tempo contas do Ativo e contas do Passivo, porém sem alterar o PL.
Exemplo: pagamentos de uma obrigação com fornecedor:
• diminui o Ativo pelo pagamento da obrigação com fornecedores;
• diminui o Passivo pela baixa da obrigação com fornecedores.
9 FundamentoS da contabilidade 235
Ou compra de mercadoria a prazo:
• aumenta o Ativo pela entrada de mercadorias;
• aumenta o Passivo pela entrada da obrigação com fornecedores.
2. Patrimônio Líquido 
O fato contábil entre elementos do Patrimônio Líquido são fatos que envol-
vem apenas contas do Patrimônio Liquido. Exemplo: Aumento de Capital Social 
com a utilização de Reservas de Capital.
• Aumenta o PL pela entrada de recursos na conta Capital Social.
• Diminui o PL pela saída de recursos da conta Reserva de Capital.
Os fatos contábeis Modificativos são fatos contábeis que provocam alterações 
no valor do Patrimônio Liquido da empresa.
9.3.2 Fatos modiFicativos
Fatos modificativos são aqueles que acarretam alterações, para mais ou para 
menos, no patrimônio liquido. (RIBEIRO, 2012).
1. Receitas
Os Fatos Modificativos Aumentativos são fatos que envolvem uma conta patri-
monial e uma conta de receita, aumentando o PL.
Exemplo: recebimento de receita:
• aumenta o Ativo pela entrada de recursos na conta Caixa;
• aumenta o PL pela entrada de recursos da conta Receita.
2. Despesas
Os fatos Modificativos Diminutivos envolvem uma conta patrimonial e uma 
conta de despesa, diminuindo o PL. 
Exemplo: pagamento de uma despesa:
• diminui o PL pela realização da Despesa;
• diminui o Ativo pela saída de recursos da conta Caixa.
Ou apropriação de uma despesa, como pagamento de salário:
• aumenta o Passivo pela entrada de obrigação na Conta Salários a Pagar;
• diminui o PL pela despesa de Salário.
Rotinas administRativas - volume 2236
9.3.3 Fatos mistos
Os fatos mistos são os que envolvem simultaneamente um fato permutativo e 
um fato modificativo, alterando o PL.
Veja os tipos de fatos mistos, de acordo com Ferrari (2012).
1. ganhos
 Os fatos Mistos Aumentativos envolvem duas ou mais contas patrimoniais e 
uma ou mais contas de receita.
Exemplo: os recebimentos de duplicatas com juros:
• aumenta o Ativo pela entrada de recursos na conta Caixa;
• diminui o Ativo pela saída de recursos da conta Duplicata a Receber;
• aumenta o PL pela entrada da receita conta Juros Ativos.
Ou pagamento de duplicata com desconto:
• diminui o Passivo pela saída de recursos na conta Duplicata a Pagar;
• diminui o Ativo pela saída de recursos da conta Caixa;
• aumenta o PL, pela entrada da receita Descontos Obtidos.
2. Perdas
Os fatos Mistos Diminutivos envolvem duas ou mais contas patrimoniais e 
uma ou mais contas de despesas. 
Exemplo: recebimento de duplicata com desconto:
• aumenta o Ativo pela entrada de recursos na conta Caixa;
• diminui o Ativo pela saída do direito da Conta Duplicata a Receber;
• diminui o PL, pela conta de Despesas Descontos Concedidos.
Ou Pagamento de duplicata com incidência de juro:
• diminui o Passivo pela saída da obrigação da conta Duplicata a Pagar;
• diminui o Ativo pela saída de recursos da conta Caixa;
• diminui o PL pela conta de Despesas Juros Passivos.
 Você entenderá mais claramente os tipos de fatos administrativos quando 
estudar os lançamentos contábeis, conteúdo que que está mais adiante neste 
material didático.Os lançamentos contábeis permitirão verificar a modificação 
que acontece no patrimônio. Prepare-se para iniciar novo assunto: escrituração
9 FundamentoS da contabilidade 237
9.4 eScrituração
De acordo com a Resolução n° 1.336/2011 do Conselho Federal de Contabi-
lidade (CFC), os profissionais de contabilidade estão obrigados a aplicar a Inter-
pretação Técnica ITG 2000, aprovada pela Resolução CFC nº 1.330/11. O item 2 
da referida interpretação determina que a escrituração contábil deva ser adotada 
por todas as entidades, independente da natureza e do porte, na elaboração da 
escrituração contábil, observadas as exigências da legislação e de outras normas 
aplicáveis, se houver.
De acordo com a Lei nº 10.406/2002, art. 1.179, do Novo Código Civil, o em-
presário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de conta-
bilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, 
em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o 
balanço patrimonial e o de resultado econômico.
A escrituração contábil realizada de forma correta permite ao empresário to-
mar decisões precisas baseadas nos fatos contábeis, com o objetivo de reduzir 
custos e praticar atos gerenciais, que permitam não colocar em risco o patrimônio 
da empresa. (FERRARI, 2012).
iS
to
ck
 ([
20
--
?]
)
Rotinas administRativas - volume 2238
9.4.1 RelatóRios contáBeis
De acordo com Marion (2009), relatório contábil é a exposição resumida e or-
denada de dados colhidos pela Contabilidade. Ele objetiva relatar as pessoas que 
utilizam os dados contábeis os principais fatos registrados por aquele setor em 
determinado período.
Segundo o Cenofisco (2011), existem dois tipos de relatórios: 
• os relatórios obrigatórios que são exigidos por lei, em sua grande maioria 
para empresas de capital aberto e LTDA de grande porte;
• os relatórios não obrigatórios que servem para a tomada de decisão.
Relatórios contábeis obrigatórios 
Segundo o Cenofisco (2011), a Lei das S.A. nº 6.404/76, de observância obriga-
tória às sociedades por ações, às demais sociedades tributadas pelo Imposto de 
Renda com base no lucro real e pelas sociedades limitadas que tenham optado 
por sua regência supletiva, determina, em seu art. 176, que ao fim de cada exercí-
cio social, a diretoria das sociedades elabore, com base na escrituração mercantil 
da companhia, as seguintes demonstrações financeiras: 
• balanço patrimonial;
• demonstração do resultado do exercício;
• demonstração de lucros ou prejuízos acumulados;
• demonstração das origens e aplicações de recursos. 
Esses relatórios contábeis devem evidenciar todas as informações necessárias 
e importantes para a tomada de decisão. 
Relatórios contábeis não obrigatórios
Os relatórios contábeis não obrigatórios, não são exigidos por lei, mas podem 
auxiliar junto com os relatórios obrigatórios a tomada de uma decisão, bem como 
servem de controles internos. Por exemplo,o relatório de contas a receber, que 
dá uma noção ao departamento de cobrança sobre a quantidade de inadimplên-
cia da empresa.
9 FundamentoS da contabilidade 239
iS
to
ck
 ([
20
--
?]
)
A contabilidade deve ser munir de relatórios extra contábeis, como são cha-
mado os relatórios não obrigatórios, para que os usuários possam se munir de 
informações e tomar a melhor decisão. (CENOFISCO, 2011).
9.4.2 Balanço
De acordo com a Lei nº 6.404/1976, balanço patrimonial é uma demonstração 
contábil que é apresentada pelas empresas com a finalidade de demonstrar o 
saldo contábil das contas patrimoniais em uma determinada data. Geralmente as 
empresas fazem esse balanço no último dia de cada ano, porém existem empre-
sas que levantam seus balanços trimestralmente ou semestralmente. Isso aconte-
ce principalmente com as empresas de capital aberto.
Para Marion (2009), o balanço patrimonial é o mais importante relatório gera-
do pela contabilidade. Através dele pode-se identificar a saúde financeira e eco-
nômica da empresa no fim do ano ou em qualquer data prefixada.
A estrutura de um balanço é apresentada pelas contas do Ativo (bens e direi-
tos) que é o lado esquerdo do balanço e pelas contas do Passivo (obrigações e 
o patrimônio liquido), que é o lado direito. A diferença entre o ativo e o passivo 
resulta no patrimônio líquido.
O artigo 178 da Lei nº 6.404/1976 determina que o balanço apresente as con-
tas classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupem 
de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira.
Rotinas administRativas - volume 2240
§ 1º - No ativo, as contas serão dispostas em ordem de-
crescente de grau de liquidez dos elementos nelas re-
gistrados.
§ 2º - No passivo a serão classificadas na ordem decres-
cente de exigibilidade.
De acordo com o inciso I do art.176 da Lei nº 6.404/1976, ao fim de cada exer-
cício social, a diretoria irá elaborar, com base na escrituração mercantil da compa-
nhia, além de outras demonstrações financeiras, o balanço patrimonial que deve-
rão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações 
ocorridas no exercício.
De acordo com § 1º da Lei, as demonstrações de cada exercício serão publica-
das com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercí-
cio anterior. Essa obrigatoriedade faz com que as empresas publiquem o balanço 
do exercício atual e o exercício anterior, para facilitar os usuários da contabilidade 
em suas análises.
De acordo com a Lei nº 11.638/07, MP nº 449/08 e Resolução CFC nº 1.121/08, 
a nova estrutura do Balanço Patrimonial passa a ser a seguinte: 
atiVO PassiVO
Ativo Circulante Passivo Circulante
Ativo Não Circulante Passivo Não Circulante
Realizável a Longo Prazo Patrimônio Líquido
Investimento Capital Social
Imobilizado (-) Gastos com Emissão de Ações
Intangível Reservas de Capital
Opções Outorgadas Reconhecidas
Reservas de Lucros
(-) Ações em Tesouraria
Ajustes de Avaliação Patrimonial
Ajustes Acumulados de Conversão
Prejuízos Acumulados
Quadro 8 - Balanço Patrimonial
Este momento da aprendizagem foi bastante proveitoso, pois você pôde per-
ceber que a escrituração contábil realizada de forma correta permite aos empre-
sários tomarem decisões precisas baseadas nos fatos contábeis. Na sequência 
você estuda o inventário.
9 FundamentoS da contabilidade 241
9.5 inventário
O inventário geral é um relatório utilizado para conhecer o patrimônio de uma 
entidade qualquer. Trata-se de um levantamento de bens, direitos e obrigações 
que integram determinado patrimônio em uma determinada data, obedecidos 
certos princípios e convenções que estabelecem as normas para sua execução, 
independentemente da escrituração contábil. (LUZ, 2009).
O inventário geral de uma empresa pode ser analítico ou sintético, sendo obri-
gatório para todas as empresas, principalmente para registrar todas as mercado-
rias em estoques quando do levantamento do balanço da empresa.
In
gr
am
 P
ub
lis
hi
ng
 ([
20
--
?]
)
Pozo (2010) comenta que os inventários são elaborados e executados sob 
orientação e controle da área financeira e com documentação especialmente 
preparada para esse fim. O procedimento da contagem física é feito em duas ve-
zes e por duas equipes diferentes.
O Livro de Registro de Inventário está previsto na legislação do Imposto de 
Renda, do ICMS e do IPI. O inventário deverá ser levantado no ultimo dia do ano 
civil, ou seja, 31/12 de cada ano. Ele tem o objetivo de relacionar todos os bens, 
direitos e as obrigações da empresa.
Rotinas administRativas - volume 2242
A Receita Federal do Brasil determina que as pessoas jurídicas tributadas com 
base no lucro real deverão escriturar o Livro Registro de Inventário ao final de 
cada período: trimestralmente ou anualmente quando houver opção pelos reco-
lhimentos mensais durante o curso do ano-calendário, com base na estimativa 
(RIR/1999, art. 261).
No caso de utilização de balanço com vistas à suspensão ou redução do im-
posto devido mensalmente, com base em estimativa, a pessoa jurídica que pos-
suir registro permanente de estoques integrado e coordenado com a contabili-
dade somente estará obrigada a ajustar os saldos contábeis, pelo confronto da 
contagem física, ao final do ano-calendário ou no encerramento do período de 
apuração, nos casos de incorporação, fusão, cisão ou extinção de atividade. (IN 
SRF n º 93, de 1997, art. 12, § 4 º).
Já as empresas tributadas no simples deverão registrar no Livro Registro de In-
ventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término 
de cada ano-calendário, quando contribuinte do ICMS;
9.5.1 tipos de inventáRio
Segundo Pozo (2010), existem várias alternativas para se realizar um inven-
tário, sendo que cada uma tem especificações para cada caso: inventário geral, 
inventário permanente, inventario rotativo, inventário gratuito, inventário por 
grupo de itens, inventário por amostra, inventário por posição física e inventário 
por lote.
O inventário geral é sempre o mais utilizado no mundo coorporativo. 
O inventário geral é um inventário que serve para a contagem física de to-
dos os itens pertencentes à empresa. (POZO, 2010). Ele é usado no fechamento 
contábil do exercício, podendo ser programado periodicamente ou requerido em 
outras ocasiões. Observe o quadro na sequência:
inVEntáRiO gERaL inVEntáRiO ROtatiVO
Esforço concentrado (pico de custo)
Almoxarifes tornam-se especialistas no processo 
e no ajuste
Gera impacto na atividade da empresa (almoxari-
fado de portas fechadas)
Causas são identificadas rapidamente (Feedback 
imediato eleva qualidade) 
Produtividade da mão de obra decrescente (ocor-
rem erros durante o processo)
Os erros são reduzidos
9 FundamentoS da contabilidade 243
inVEntáRiO gERaL inVEntáRiO ROtatiVO
Almoxarifes têm que “reaprender” todo ano
Sem grandes esforços, os custos são distribuídos 
(gratuitos até)
As causas das divergências não são identificadas
Ocorre constante incremento da produtividade 
(todos participam)
Acuracidade não melhora.
É possível a continuidade operacional do atendi-
mento (portas abertas)
Contínuo aprimoramento da acuracidade.
Quadro 9 - Comparação entre inventário geral e rotativo
Acompanhe novo assunto: orçamento!
9.6 Plano de contaS
O plano de contas é o conjunto de todas as contas previstas pela empresa 
como necessárias a seus registros contábeis, agrupados por códigos e nomencla-
turas, conforme sua natureza. De acordo com Marion (2009), o plano de contas 
representa um importante instrumento gerencial, pois atua como um orientador 
no processo de classificação dos documentos contábeis aprovados pelo conta-
dor.
O plano de contas deve ser flexível e organizado, permitindo que seja possível 
fazer tantas alterações quantas forem necessárias em função das peculiaridades 
da entidade: forma jurídica, ramo de atividade, porte e volume de negócios.
A seguir você conhecerá a composição do Plano de Contas.
9.6.1 composiçãodo plano de contas 
Segundo Ferrari (2012), são duas as partes principais que podem compor um 
plano de contas: elenco de contas e manual de contas.
1. Elenco de contas
É a relação das contas que serão utilizadas nos registros dos Fatos Administra-
tivos decorrentes da gestão do patrimônio da entidade. Elenco de Contas envol-
ve a intitulação (nome) e o código (número) de cada conta. De acordo com a Lei 
nº 6.404/1976, a ordenação do plano de contas é a seguinte:
Rotinas administRativas - volume 2244
Ativo
 Ativo Circulante
 Disponibilidades
1.2.1. Caixa
1.2.1.1. Caixa Matriz
1.2.1.2. Caixa filial
As contas de último nível são chamadas de analíticas e somente elas recebem 
lançamentos na contabilidade. Lucena (2006) afirma que sempre que uma conta 
analítica aumentar ou diminuir de valor, provocará um efeito nas contas de nível 
superior, aumentando ou diminuindo essas contas.
As contas que não pertencem ao último nível são chamadas de sintéticas ou 
totalizadoras e não recebem lançamento na contabilidade, pois ao lançar na con-
ta de nível inferior, os saldos dessas contas serão automaticamente modificado. 
(LUCENA, 2006).
A quantidade de número(s) em cada nível dependerá do número de contas 
que deverão ser agregadas a este nível. Veja o quadro a seguir. 
cóDigO Da 
cOnta cOntas
1 Ativo
2 Passivo
3 Despesas ou custos
4 Receitas
Quadro 10 - Código de contas
2. Manual de contas
O Manuel de contas é um quadro explicativo para o uso adequado de cada 
conta constante do Elenco de Contas. Esse quadro apresenta a função de cada 
conta, o funcionamento de cada conta, e a natureza do saldo de cada conta (FER-
RARI, 2012). Veja na sequência.
9 FundamentoS da contabilidade 245
contas
1. ativo
1.1 Circulante
1.1.01 Disponível
1.1.01.01 Caixa
1.1.01.01.01 Caixa pequenas despesas
1.1.01.02 Banco conta movimento
1.1.01.02.01 Banco do Brasil S/A.
1.1.01.02.02 Banco Itaú Unibanco S/A.
1.1.01.02.03 Bradesco
1.1.01.03 Aplicações financeiras
1.1.01.03.01 Banco do Brasil S/A.
1.1.01.03.02 Banco Itaú Unibanco S/A.
1.1.01.03.03 Bradesco S/A.
1.1.02 Clientes
1.1.02.01 Cliente X
1.1.02.02 Cliente Y
1.1.03 Duplicatas a receber
1.1.04 (-) Duplicatas descontadas
1.1.05 (-) Provisão p/ créditos de liquidação duvidosa
1.1.06 Adiantamento a fornecedores
1.1.07 Adiantamento a empregados
1.1.08 Títulos a receber
1.1.09 Tributos a recuperar
1.1.09.01 ICMS a recuperar
1.1.09.02 IPI a recuperar
1.1.09.03 IRRF a recuperar
1.1.09.04 CSLL a recuperar
1.1.09.05 PIS a recuperar
1.1.09.06 INSS a recuperar
1.1.09.07 COFINS a recuperar
1.1.09.08 Outros tributos a recuperar
1.1.10 Estoques
1.1.10.01 Mercadorias para Revenda
Rotinas administRativas - volume 2246
1.1.10.02 Produtos em elaboração
1.1.10.03 Matéria prima
1.1.10.04 Material de embalagem
1.1.10.05 Materiais de Uso/Consumo
1.1.11 Títulos e valores mobiliários
1.1.11.01 Depósito p/ incentivo fiscal
1.1.12 Despesas antecipadas
1.1.12.01 Juros s/ empréstimo de capital de giro
1.1.12.02 Juros s/ financiamento Imobilizado
1.1.12.03 Seguros
1.1.12.04 Outras
1.2 Não Circulante
1.2.01 Realizável a longo prazo
1.2.01.01 Aplicações em Incentivos Fiscais
1.2.02 Investimentos
1.2.02.01 Participação em outras empresas
1.2.02.02 Outros investimentos
1.2.03 Imobilizado
1.2.03.01 Terrenos
1.2.03.02 Móveis e utensílios
1.2.03.03 (-) Depreciação móveis e utensílios
1.2.03.04 Instalações
1.2.03.05 (-) Depreciação instalações
1.2.03.06 Máquinas, equipamentos e ferramentas
1.2.03.07 (-) Depreciação máquinas, equipamentos e ferramentas
1.2.03.08 Computadores e periféricos
1.2.03.09 (-) Depreciação Computadores
1.2.03.10 Veículos
1.2.03.11 (-) Depreciação veículos
1.2.03.12 Imóveis
1.2.03.13 (-) Depreciações Imóveis
1.2.04 Intangíveis
1.2.04.01 Marcas e Patentes
1.2.04.02 (-) Amortização Marcas e patentes
1.2.04.03 Direitos autorais
1.2.04.04 (-) Amortização sobre direitos autorais
2. Passivo
2.1 Circulante
2.1.01 Salários a pagar
2.1.02 Fornecedores
9 FundamentoS da contabilidade 247
2.1.03 Duplicatas a pagar
2.1.04 Empréstimos e financiamentos a pagar
2.1.05 Impostos a recolher
2.1.06 Títulos a pagar
2.1.07 Encargos Sociais a Recolher
2.1.08 Outros Títulos a Pagar
2.1.09 Aluguéis a pagar
2.1.10 Dividendos Propostos a Pagar
2.2 Não Circulante
2.2.01 Exigível a Longo Prazo
2.2.01.01 Promissórias a Pagar de Longo Prazo
2.3 Patrimônio Líquido
2.3.01 Capital Social
2.3.01.01 Capital Subscrito
2.3.01.02 (-) Capital a Integralizar
2.3.02 Reserva de capital
2.3.02.02 Ágio na emissão de ações
2.3.02.03 Alienação de partes beneficiárias
2.3.03 Ajustes de Avaliação Patrimonial
2.3.04 Reservas de Lucros
2.3.04.01 Reserva Legal
2.3.04.02 Reserva Estatutária
2.3.04.03 Reserva para Contingências
2.3.04.04 Reserva de Incentivos Fiscais
2.3.04.05 Reserva de Retenção de Lucros
2.3.04.06 Reserva de Lucros a Realizar
2.3.04.07 Reserva Especial para Dividendos Obrigatórios Não Distribuídos
2.3.05 (-) Ações em Tesouraria
2.3.06 (-) Prejuízos Acumulados
2.3.06.01 Lucros do exercício
2.3.06.02 (-) Prejuízos do exercício
3. Despesas
3.1 Custos diretos da produção
3.1.01 Custos dos produtos vendidos
3.1.01.01 CMV
3.2 Despesas Operacionais
3.2.01 Despesas Administrativas
3.2.01.01 Salários e ordenados 
3.2.01.02 Adicional noturno
3.2.01.03 Água / Esgoto
Rotinas administRativas - volume 2248
3.2.01.04 Alimentação
3.2.01.05 Aluguéis e arrendamento
3.2.01.06 Assistência médica/social
3.2.01.07 Associação de classe
3.2.01.08 Contribuição/donativos
3.2.01.09 Correios
3.2.01.10 Depreciação/Amortização
3.2.01.11 Despesas com manutenção da loja
3.2.01.12 Farmácia
3.2.01.13 Férias
3.2.01.14 FGTS
3.2.01.15 Gás
3.2.01.16 Horas extras
3.2.01.17 Impostos e taxas
3.2.01.18 Impressos
3.2.01.19 Indenizações/aviso prévio
3.2.01.20 INSS
3.2.01.21 Legais e judiciais
3.2.01.22 Luz e energia
3.2.01.23 Materiais de consumo
3.2.01.24 Multas de trânsito
3.2.01.25 Multas fiscais
3.2.01.26 Pró labore
3.2.01.27 Propaganda e publicidade
3.2.01.28 Reproduções
3.2.01.29 Revistas e jornais
3.2.01.30 13º Salário
3.2.01.31 Seguros
3.2.01.32 Serviços terceiros pessoa física
3.2.01.33 Serviços terceiros pessoa jurídica
3.2.01.34 Telefone
3.2.01.35 Vale transporte
3.2.01.36 Viagens e representações
3.2.02 Despesas Comerciais
3.2.02.01 Créditos de Liquidação Duvidosa
3.2.02.02 Amostra grátis
3.2.02.03 Combustível
3.2.02.04 Comissões de venda
3.2.02.05 Embalagens
3.2.02.06 Fretes na entrega
3.2.02.07 Impostos s/ veículos
9 FundamentoS da contabilidade 249
3.2.02.08 Manutenção de veículos
3.2.02.09 Propaganda e publicidade
3.2.03 Despesas financeiras
3.2.03.01 Encargos e Juros de Mora
3.2.03.02 Despesas Bancárias
3.2.03.03 Outras taxas e encargos
3.3 Outras Despesas
4. Receita
4.1 Receita bruta s/ vendas e serviços
4.1.01 Receita bruta de venda
4.1.01.01 Revenda de mercadorias
4.1.02 Receita bruta de serviços
4.1.02.01 Prestação de serviços
4.2 Dedução de receita bruta vendas/serviços
4.2.01 Dedução de receita bruta de vendas
4.2.01.01 Cancelamento de devoluções
4.2.01.02 Abatimento incondicional
4.2.01.03 ICMS
4.2.01.04 COFINS
4.2.01.05 PIS s/ vendas e serviços
4.2.02 Dedução de receita bruta s/ serviços
4.2.02.01 ISS
4.3 Receita operacional
4.3.01 Receita financeira
4.3.01.01 Variação monetária ativa
4.3.01.02 Juros s/ aplicações financeiras
4.3.01.03 Descontos obtidos
4.3.01.04 Receitade aplicações pré-fixadas
4.3.01.05 Multas ativas
4.3.01.06 Dividendos
4.3.01.07 Juros s/ duplicatas
4.3.02 Recuperações diversas
4.3.02.01 Reembolsos diversos
4.3.02.02 Venda de sucatas
4.3.03 Receitas patrimoniais
4.3.03.01 Resultado da venda de bens
4.4 Receita de Participações Societária 
4.4.01 Receita em Participações com Empresa Coligadas
4.4.01.01 Receita de Participações Societária
4.5 Outras Receitas
Rotinas administRativas - volume 2250
Após você ter aprendido a respeito da composição de um plano de contas e 
sua relevância para gestão de uma organização, siga com o estudo dos lançamen-
tos contábeis.
9.7 lançamentoS contábeiS
Qualquer fato contábil implica no registro de que para cada débito deve cor-
responder um crédito equivalente, em uma ou mais contas, de forma que a soma 
dos valores debitados seja igual á soma dos valores creditados. Para que que se 
possa realizar esses lançamentos e apurar o saldo das contas, utiliza-se o razone-
te. (MONTOTO, 2012).
9.7.1 elementos do lançamento
Para que se possa efetuar um lançamento contábil, há a necessidade de se 
verificar alguns elementos essenciais. Segundo Ferrari (2012), são 5 (cinco) os ele-
mentos de um lançamento:
1. local e data: deve-se registrar o local da empresa, dia, mês e ano da ocorrên-
cia da operação ( registro);
2. conta(s) Devedora(s): é a conta a ser debitada. Vem sempre em primeiro 
lugar;
3. conta(s) Credora(s): conta a ser creditada, que vem acompanhada da prepo-
sição acidental “a”;
4. histórico: deve-se fazer um resumo da operação realizada e algumas infor-
mações são necessárias, como o número do cheque;
5. importância ou quantia: é o valor das operações expresso em unidades mo-
netárias.
 FIQUE 
 ALERTA
Ao fazer um lançamento contábil, todos os elementos do 
lançamento devem constar na escrita para que o mesmo 
não seja interpretado erroneamente.
Na Contabilidade, convencionou-se que a identificação da conta credora se 
fará colocando a letra “a” antes dela.
9 FundamentoS da contabilidade 251
Montoto (2012) afirma que no lançamento, o histórico é pessoal, portanto não 
existe uniformidade, todavia a praxe contábil é de que se inicie com as expressões 
a seguir.
• Pago ou Pagamento – quando o crédito for da conta “Caixa”.
• Recebido ou Recebimento – quando o débito for da conta “Caixa”.
• Valor ou Importe – quando o lançamento não envolve a conta “Caixa”, sendo 
denominado de EXTRA CAIXA.
Você quer ver como ficará o lançamento, seguindo a disposição gráfica? 
Acompanhe! 
Florianópolis, 24 de Julho de 2012.
Caixa
A Capital
Recebido do sócio Sr. Manoel Prata para a integralização de sua parcela do 
capital, da abertura de empresa Manoel e Souza Cia.............. R$ 100.000,00
Esse lançamento também poderá ser feito da seguinte maneira. Observe!
• Local e data
• D – Caixa (conta a ser debitada)
• C – Capital (conta a ser creditada)
• Histórico
• Valor
Também faz-se necessário que a documentação esteja de forma ordenada 
e cronologicamente separada para que ao se fazer o lançamento, as operações 
sejam registradas de forma correta.
9.7.2 método das paRtidas doBRadas
Segundo Montoto (2012), a teoria das partidas dobradas que veio em subs-
tituição às partidas simples teve inicio em 1.494, com a impressão do primeiro 
livro contábil de autoria do Frei Luca Pacioli, da Escola Contábil Italiana, que cada 
registro explicava a causa e o efeito das operações: débito e crédito.
Rotinas administRativas - volume 2252
Mecanismo do débito e do crédito
Débito são os registros efetuados no lado esquerdo de uma conta. 
Indica a Aplicação de Recursos: efeito. 
Debitar uma conta é registrar o valor da operação no lado esquerdo do razo-
nete. (MONTOTO, 2012). 
Crédito são os registros efetuados no lado direito de uma conta. 
Indica a Origem de Recursos: causa. 
creditar uma conta é registrar o valor da operação no lado direito do seu ra-
zonete. (MONTOTO, 2012).
 Veja na figura o exemplo de compra de mercadoria a prazo
Mercadoria (ativo) Fornecedores (passivo)
Debitada Creditada
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 18 - Mecanismo do débito e crédito
Para ilustrar como elaborar um lançamento contábil, além de observar-se os 
elementos essenciais, serão apresentados os sete passos na hora de registrar as 
operações no livro diário.
Segundo Ribeiro (2012), os passos para definição do débito e do crédito são:
1º passo: identificar a data da operação e a localidade;
2º passo: verificar a idoneidade do documento;
3º passo: identificar as contas que foram movimentadas na operação;
4º passo: após conhecer as contas, se deve verificar a qual grupo de contas 
pertencem as contas que foram identificadas;
5º passo: no quinto passo se deve saber qual foi a variação (+ ou -) ocorrida em 
cada conta dessa operação;
6º passo: verificar qual conta representa Origem (passivo e PL) e qual conta 
representa Aplicação de recursos (Ativo); 
7º passo: e por último identificar a conta a ser debitada e a conta a ser credi-
tada.
Acompanhe um exemplo prático:
9 FundamentoS da contabilidade 253
Operação: Compra de uma mercadoria a prazo em 12/02/2013, emitida em 
Florianópolis.
1º passo: identificar a data e cidade de emissão.
2º passo: verificar que a documentação e idônea. 
3º passo: identificar as contas: “Mercadorias”, conta do Ativo, e “Fornecedo-
res”, conta do Passivo.
4º passo: mercadoria é conta do Ativo e Fornecedores e conta do Passivo.
5º passo: como foi realizada uma compra de mercadorias (entrada de merca-
doria) haverá um aumento na conta mercadoria e uma (entrada na obrigação) 
aumenta da conta “fornecedores”.
6º passo: a conta “mercadoria” (Ativo) é uma aplicação e a conta “fornecedo-
res” (Passivo) é uma origem.
7º passo: lançamento Débito: mercadoria a credito de fornecedores.
contas do ativo: as contas que compõem o Ativo figuram no lado esquer-
do no Balanço / Balancete e devem sempre apresentar saldos devedores, sendo 
os lançamentos aumentativos de saldo quando a débito e diminutivos de saldo 
quando a crédito. Note a seguir:
Contas do ativo
Débito Crédito
Lado esquerdo Lado direito
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 19 - Contas do Ativo
contas do Passivo/PL: as contas que compõem o Passivo/PL figuram no lado 
direito acima no Balanço / Balancete e devem sempre apresentar saldos credores, 
sendo os lançamentos aumentativos de saldo quando a crédito e diminutivos de 
saldo quando a débito.
Contas do passivo
Débito Crédito
Lado esquerdo Lado direito
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 20 - Contas do Passivo
Rotinas administRativas - volume 2254
contas de Despesas: as contas de despesas como são encerradas no final do 
ano têm seu saldo encerrado e transferidos para resultado do exercício. Durante 
o exercício as contas de despesas são debitadas e seu saldo sempre é devedor. 
São creditadas no encerramento do exercício ou estorno. 
contas de Receitas: as contas de receitas como são encerradas no final do 
ano têm seu saldo encerrado e transferido para resultado do exercício. Durante 
o exercício, as contas de receitas são creditadas e seu saldo sempre é credor. São 
debitadas no encerramento do exercício ou estorno. 
 FIQUE 
 ALERTA
• As contas do Ativo terão sempre saldo devedor. 
• As contas do Passivo e PL terão sempre saldo credor.
• Quando dos lançamentos contábeis as contas do Ativo, 
Passivo e PL podem ser debitadas ou creditadas confor-
me o fato contábil.
Observe o quadro auxiliar da escrituração na sequência:
PaRa ELEMEntOs PatRiMOniais
a) Toda vez que aumentar o Ativo, debitar a respectiva conta.
b) Toda vez que diminuir o Ativo, creditar a respectiva conta.
c) Toda vez que aumentar o Passivo creditar a respectiva conta.
d) Toda vez que diminuir o Passivo, debitar a respectiva conta.
PaRa Os ELEMEntOs DE REsULtaDO
a) Toda vez que ocorrer uma Despesa, debitar a respectiva conta.
b) Toda vez que realizar uma Receita, creditar a respectiva conta.Quadro 11 - Quadro auxiliar da escrituração
Fonte: Ribeiro (2012)
Resumindo o quadro auxiliar da escrituração tem-se o seguinte quadro:
cLassiFicaÇÃO LanÇaMEntOs a DÉBitO LanaÇaMEntOs a cRÉDitO
Ativo Aumento o Saldo Diminui o Saldo
Passivo Diminui o Saldo Aumento o Saldo
Patrimônio Líquido Diminui o Saldo Aumento o Saldo
9 FundamentoS da contabilidade 255
cLassiFicaÇÃO LanÇaMEntOs a DÉBitO LanaÇaMEntOs a cRÉDitO
Despesas Aumento o saldo
No encerramento do exercício 
ou estorno
Receitas
No encerramento do exercício 
ou estorno
Aumento o saldo
Quadro 12 - Resumo do quadro auxiliar da escrituração
Somente na apuração do resultado de exercício é que as contas de despe-
sas são creditadas e das receitas são debitadas. Esse fato também ocorre quando 
houver um estorno de lançamento nas contas de resultado.
9.7.3 Fatos administRativos e contáBeis
Os fatos administrativos, já comentados nos estudos anteriores, são ações re-
alizadas pela empresa que não altera qualitativa e/ou quantitativa o patrimônio 
da entidade, portanto, a princípio, não interessa à contabilidade.
O que geralmente acontece é o registro dessa operação em conta de compen-
sação. É possível citar como exemplos desses atos a assinatura de um contrato 
ou uma garantia dada em uma operação. 
Os fatos contábeis são operações realizadas pelas empresas que afetam as 
contas patrimoniais e de resultado podendo ocorrer uma variação positiva ou ne-
gativa na situação liquida patrimonial. (RIBEIRO, 2012).
Para você efetuar os registros contábeis, utiliza-se o que se chama de partidas 
dobradas.
Segundo Ribeiro (2012), para realizar esses lançamentos utiliza-se quatro fór-
mulas de lançamentos:
1. lançamento de primeira fórmula: uma conta a débito e uma conta a crédito;
2. lançamento de segunda fórmula: uma conta a débito e duas contas ou mais 
a crédito;
3. lançamento de terceira fórmula: duas contas ou mais a débito e uma conta 
a crédito;
4. lançamento de quarta fórmula: duas contas ou mais a débito e duas contas 
ou mais a crédito.
Na sequência, confira os modelos de lançamentos.
Rotinas administRativas - volume 2256
Lançamento de primeira fórmula
É a contabilização envolvendo uma conta devedora e uma conta credora (FER-
RARI, 2012). Acompanhe!
Exemplo - compra de mercadoria à vista em dinheiro.
Data do lançamento: 20.08.2012
D - Mercadorias (Ativo Circulante)
C - Caixa (Ativo Circulante)
Histórico: Pagamento de compra de mercadoria, à vista em dinheiro.
Lançamento de segunda fórmula
É a contabilização envolvendo uma conta devedora e duas contas credoras 
(FERRARI, 2012). Verifique na sequência.
Exemplo - pagamento de um fornecedor metade em dinheiro e metade em 
cheque.
Data do lançamento: 30.08.2012
D - Fornecedor (Passivo)................................... R$ 1.000,00
C - Caixa (Ativo Circulante)................................ R$ 500,00
C - Bancos........................................................ R$ 500,00
Histórico: Pagamento a fornecedor, metade em dinheiro a outra em cheque.
Lançamento de terceira fórmula
É a contabilização envolvendo duas contas devedoras e uma conta credora 
(FERRARI, 2012).Veja a seguir.
Exemplo - pagamento de uma conta a pagar com juros e com cheque
Data do lançamento: 31.08.2012
D - Contas a pagar (Passivo Circulante)............... R$ 15.000,00
D - Juros pagos (Despesas).............................. R$ 500,00
C - Banco (Ativo circulante)..................... R$ 15.500,00
Histórico: Pagamento de uma compra de material de escritório a prazo com 
juros.
9 FundamentoS da contabilidade 257
Lançamento de quarta fórmula
É a contabilização envolvendo mais de uma conta devedora e mais uma conta 
credora (FERRARI, 2012). Note na sequência.
Exemplo: apropriação de folha pagamento com comissão e com retenção do 
INSS. 
 Data do lançamento: 30.08.2012
D - Despesas de Salário (Despesas)...................... R$ 1.200,00
D - Despesas Comissão (Despesas)...................... R$ 300,00
C - Salários a pagar (Passivo Circulante)............... R$ 1.300,00
C - INSS a pagar (Passivo Circulante).................... R$ 200,00
Histórico: Valor referente apropriação da folha de pagamento relativo ao mês 
de agosto de 2012.
9.7.4 eRRos de escRituRação
De acordo com item 11.1.4 das Normas de Auditoria Independente das De-
monstrações Contábeis T 11, fraude é o ato intencional de omissão ou manipula-
ção de transações, adulteração de documentos, registros e demonstrações con-
tábeis; e erro, o ato não intencional resultante de omissão, desatenção ou má 
interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis.
Ainda segundo o item 11.1.4 das Normas de Auditoria Independente das De-
monstrações Contábeis T 11 a responsabilidade primária na prevenção e identifi-
cação de fraude e erros é da administração da entidade, através da implementa-
ção e manutenção de adequado sistema contábil e de controle interno. Você já 
verificou nos estudos anteriores que a escrituração é feita através do livro diário, 
então, os erros de escrituração são comuns quando dos registros dos fatos con-
tábeis. Os erros, mais comuns são os valores lançados a maior ou menor, conta a 
ser debitada e creditada, bem como, lançamentos em duplicidades. A correção 
desses erros pode ser feitos por meio de retificação de lançamentos ou ressalvas 
por profissional habilitado. (RIBEIRO, 2012).
Quando a escrituração é feita por sistema e, se for verificado na hora, é possível 
corrigir imediatamente, mas se isso acontecer após a impressão do livro deverá 
ser feita a correção. 
Rotinas administRativas - volume 2258
 SAIBA 
 MAIS
Saiba mais sobre a retificação de lançamento, nas normas 
gerais ITG 2000 e o disposto na NBC TG 23, disponíveis no 
endereço:
<http://50.97.105.38/~cfcor495/wordpress/wp-content/
uploads/2012/12/NBC_TG_GERAL_COMPLETAS_270220131.
pdf>
9.7.5 RetiFicação nos RegistRos contáBeis
Quando se verifica que há necessidade de correção contábil, esse processo 
técnico é denominado de retificação de lançamento. Segundo Ferrari (2012), os 
erros verificados quando da escrita contábil relativos as operações das empresas 
são retificados por meio dos seguintes lançamentos contábeis: estorno, transfe-
rência e complementação Na sequência cada um deles será abordado.
Estorno
O lançamento de estorno é realizado quando o lançamento inicial apresentar 
algum tipo de erro ou mesmo quando ocorrer uma duplicidade de lançamento. 
Esse lançamento de estorno consiste em realizar um lançamento inverso àquele 
que foi feito anteriormente, anulando-o completamente. (FERRARI, 2012).
Exemplo de um lançamento de estorno: o departamento de pessoal ao confe-
rir aos lançamentos realizados na folha de pagamento, constatou uma duplicida-
de de registro nos impostos retidos dos empregados.
O lançamento original foi o seguinte:
D - Despesas de Salários
C - Salários a pagar............................. R$ 100,00
Histórico: valor referente retenção do INSS relativo a folha de pagamento dos 
funcionários.
Como o valor correto é de R$ 50,00 é preciso fazer o estorno do valor realizado 
a maior. Portanto, o estorno da importância lançada em duplicidade deverá ser 
feito, da seguinte forma:
Pelo estorno de R$ 50,00, lançado a maior em despesas de salários.
9 FundamentoS da contabilidade 259
D - Salários a Pagar
C - Despesas de Salários........................ R$ 50,00
Histórico: estorno do valor lançado a maior relativo a retenção dos INSS reti-
do dos funcionários.
transferência
O lançamento de transferência é realizado quando a contabilidade realiza um 
lançamento em uma conta a ser debitada ou creditada indevidamente, ou seja, a 
um erro na classificação da conta. (FERRARI, 2012). 
Exemplo de um lançamento de transferência: o departamento administrativo 
necessitando de mais equipamento adquiriu computadores para melhorar seus 
trabalhos. Os computadores foram adquiridos à vista através de pagamento em 
cheques. A referida aquisição foi registradapela contabilidade com o seguinte 
lançamento.
Pela aquisição dos computadores:
D - Móveis e Utensílios
C - Banco...................................................................... R$ 1.000,00
Histórico: pela aquisição de cinco computadores XP para a área administrati-
va, pago com cheque.
Nota-se, que os computadores adquiridos deveriam ser registrados na conta 
equipamentos, conforme plano de contas, mas foi contabilizado na conta moveis 
e utensílios, ocasionado um erro de escrituração. Com o objetivo de regularizar 
tal lançamento deverá proceder ao lançamento de transferência.
Pela transferência das contas relativas à aquisição dos computadores
D - Equipamentos
C - Móveis e Utensílios - R$ 1.000,00
Histórico: transferência da importância lançada erroneamente relativo a aqui-
sição dos computadores.
Rotinas administRativas - volume 2260
complementação
Com relação ao lançamento de complementação, o registro contábil vem a 
complementar o registro anteriormente realizado, aumentando ou reduzindo o 
valor registrado. O lançamento complementar que aumenta o valor anteriormen-
te registrado também é conhecido por estorno parcial pelos profissionais de con-
tabilidade. (FERRARI, 2012).
 Na sequência, você verifica as duas situações, ou seja, quando o lançamento 
e feito a menor e a maior.
a) Valor lançado a menor
A empresa adquiriu para o seu parque fabril máquinas no valor de R$ 10.200,00 
à vista, pagas com cheque.
Pela aquisição das máquinas:
D - Máquinas e Equipamentos
C - Banco........................................................ R$ 10.000,00
Histórico: valor referente à aquisição de duas máquinas que serão utilizadas 
no parque fabril.
Observe que o lançamento da compra das máquinas foi realizado com valor 
a menor, ou seja, em vez de ser registrado o valor de R$ 1.200,00 foi efetuado o 
registro de R$ 10.000,00. Sendo assim, o lançamento foi feito a menor. Nesse caso, 
deve ser feito outro lançamento para complementar o valor. 
Pelo lançamento complementar da aquisição das máquinas.
D - Máquinas e Equipamentos
C - Banco
Histórico: valor referente à complementação do lançamento realizado com 
valor a menor, relativo a compra de máquinas e equipamentos ................ R$ 
200,00.
b) Valor lançado a maior
 Imagine que a empresa efetue uma venda, a vista, de mercadorias que esta-
vam em seu estoque no valor total de R$ 15.000,00, e foi feita a seguinte conta-
bilização.
9 FundamentoS da contabilidade 261
Pela venda das mercadorias.
D - Caixa
C - Receita de Vendas de Mercadorias - R$ 25.000,00
Como você pôde verificar, a empresa registrou a venda na contabilidade com 
R$ 10.000,00 de diferença. Para retificar o lançamento ,lançar apenas a diferença, 
da seguinte forma:
Pela venda das mercadorias.
D - Receita de Vendas de Mercadorias
C - Caixa - R$ 10.000,00
Histórico: valor lançado à maior na venda de mercadorias.
9.8 SiStema de inFormação em FinançaS e contabilidade
Segundo Padoveze (2010, p. 48):
sistema é um complexo de elementos em interação. É um 
conjunto de elementos interdependentes, ou um todo orga-
nizado, ou partes que interagem formando um todo unitário e 
complexo. O funcionamento de um sistema configura-se a um 
processamento de recursos (entradas do sistema), obtendo-se, 
com esse processamento, as saídas ou produtos do sistema 
(entradas, processamentos, saídas).
Ainda segundo Padoveze (2010), os sistemas classificam-se em:
• Sistemas abertos: caracterizam-se pela interação com o ambiente externo, 
suas entidades e variáveis;
• Sistemas fechados: não interagem com o ambiente externo.
A contabilidade é, sem dúvida, uma ferramenta fundamental para gestores e 
administradores de empresas tomarem decisões. Diante disso, o sistema contábil 
deve fornecer informações sobre as mutações que ocorrem no patrimônio das 
empresas. 
Rotinas administRativas - volume 2262
Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na deliberação nº 29, de 05 
de fevereiro de 1986, a contabilidade é, objetivamente, um sistema de informa-
ção e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises 
de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à enti-
dade objeto de contabilização.
Ainda segunda a CVM (1986), compreende-se por sistema de informação um 
conjunto articulado de dados, técnicas de acumulação, ajustes e edições de rela-
tórios que permite:
a) tratar as informações de natureza repetitiva com o máximo possível de 
relevância e o mínimo de custo;
b) dar condições para, através da utilização de informações primárias cons-
tantes do arquivo básico, juntamente com técnicas derivadas da própria 
Contabilidade e/ou outras disciplinas, fornecer relatórios de exceção para 
finalidades específicas, em oportunidades definidas ou não. 
9.8.1 planejamento e contRole
Conforme Gil (apud Padoveze, 2010, p. 51), o sistema de Informação Contábil 
deve produzir informações que possam atender aos seguintes aspectos:
1. níveis empresariais
a) estratégico;
b) tático;
c) operacional.
2. ciclo administrativo
a) planejamento;
b) execução;
c) controle.
3. nível de estruturação da informação
a) estruturada;
b) semiestruturada;
c) não estruturada.
9 FundamentoS da contabilidade 263
Há ligação entre esses aspectos no Sistema de Informação Contábil, como 
você pode observar no quadro, a seguir.
níVEL DE EstRUtURaÇÃO cicLO aDMinistRatiVO níVEL EMPREsaRiaL 
Da inFORMaÇÃO
Operacional Execução Estruturada
Operacional Controle Estruturada
Tático Controle Estruturada
Tático Planejamento Semiestruturada
Estratégico Planejamento Semiestruturada
Estratégico Planejamento Não Estruturada
Figura 21 - Sistema de informação contábil
Fonte: Padoveze (2010)
Conforme Padoveze (2010, p. 52), o sistema de informação contábil tende a 
dar prioridade ao atendimento de aspectos e táticos, primordialmente com infor-
mações estruturadas e algumas informações semiestruturadas.
Análise de
balanço
Análise de
fluxo de caixa
Gestão de
tributos
Contabilidade em
outras moedas
Correção monetária
integral
Contabilidade
societária e fiscal
Controle
patrimonial
Acompanhamento
do negócio
Sistema
orçamentário
Sistema de custos
Preços de venda
Análise de custos
Contabilidade por
responsabilidade
Centros de lucros
Unidades de negócios
D
ie
go
 F
er
na
nd
es
 (2
01
3)
Figura 22 - Sistema de informação contábil
Fonte: Adaptado de Padoveze (2010)
 FIQUE 
 ALERTA
Um sistema de contabilidade eficiente auxilia o departa-
mento contábil, fornecendo informações claras da situa-
ção da empresa.
Rotinas administRativas - volume 2264
recaPitulando
Neste capítulo, você verificou a importância da contabilidade para as em-
presas e que contas devem ser utilizadas nas operações diárias.
Pôde perceber também que, depois de compilados os dados, são elabo-
radas demonstrações contábeis que são peças fundamentais na tomada 
de decisões por parte dos usuários da contabilidade, sejam eles internos 
ou externos. 
Você também teve uma noção de como contabilizar os atos e fatos admi-
nistrativos que acontecem no dia a dia de uma empresa, utilizando o mé-
todo das partida dobradas bem como utilizar de forma corretas as contas 
contábeis utilizando o plano de contas.
Continue aprendendo e prepare-se para novos assuntos que trarão apri-
moramento profissional a você!
Sucesso!
9 FundamentoS da contabilidade 265
Anotações:
reFerênciaS
VOLUME 1
ALMEIDA, Napoleão Mendes de. gramática metódica da língua portuguesa. 40. ed. São Paulo: 
Saraiva, 1995.
BRASIL. Presidência da República. Manual de redação da Presidência da República. 2. ed. rev. e 
atual. Brasília: Presidência da República, 2002.
CHAUÍ, Marilena. convite à filosofia. 8. ed. São Paulo: Ática, 1997.
DARIO, André Luiz. Word 2010: trabalhando documentos com qualidade. Santa Cruz do Rio Pardo: 
Viena, 2012.
DUBOIS, Jean et all. Dicionário de linguística. Trad. de Izidoro Blikstein. São Paulo: Cultrix, 1998.FARACO, Carlos Alberto; TEZZA, Cristóvão. Prática de texto: língua portuguesa para nossos 
estudantes. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1992.
FOUCAULT, Michel. a verdade e as formas jurídicas. Trad. de Roberto Cabral de Melo Machado e 
Eduardo Jardim Moraes. 3. ed. Rio de Janeiro: Nau, 2002.
guia para o gerenciamento de Processos de negócio: corpo comum de conhecimento (BPM 
CBoK). Association of Business Process Management Professionals. 2. ed. 2012.
KOTLER, Philip. administração de marketing. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000.
MALHOTRA, Naresh K. Pesquisa de marketing. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.
MICROSOFT CORPORATION. ajuda do Word. Versão 2010. Disponível em: <http://office.microsoft.
com/pt-br>. Acesso em: 22 jul. 2013.
______. ajuda do Excel. Versão 2010. Disponível em: <http://office.microsoft.com/pt-br>. Acesso 
em: 22 jul. 2013.
______. Microsoft Office. Disponível em: <http://office.microsoft.com/pt-br>. Acesso em: 22 jul. 
2013.
______. novidades no PowerPoint 2010. Disponível em: <http://office.microsoft.com/pt-br/
powerpoint-help/novidades-no-powerpoint-2010-HA010336563.aspx#top>. Acesso em: 30 jul. 
2013.
OLIVEIRA, Luciene de Lima. A arte retórica aristotélica: um legado clássico até os dias atuais. 
Revista gaia, Rio de Janeiro, n. 7, p. 69-84. 2010.
PAES, José Paulo. Poesias completas. Apresentação de Rodrigo Naves. São Paulo: Companhia das 
Letras, 2008.
PARKER, Frank. Linguistics for non-linguists. Austin: Pro-ed, 1986.
SCHOPENHAUER, Arthur. a arte de escrever. Trad. de Pedro Süssekind. Porto Alegre: L&M Pocket, 
2009.
STONER, James A. F; FREEMAN, R. Edward. administração. 5. ed. São Paulo: LTC, 1999. 
TODOROV, Tzvetan. as estruturas narrativas. 2. Ed. São Paulo: Perspectiva, 1970.
Um guia do conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia PMBOK). Project Management 
Institute. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2012.
UOL. globo pagou multa de R$274 mi à Receita por causa da copa 2002. Disponível em: 
<http://noticias.uol.com.br/ooops/ultimas-noticias/2013/06/29/globo-pagou-multa-de-r-274-mi-a-
receita-por-causa-da-copa-2002.htm>. Acesso em: 23 ago. 2013.
 WOLF, Mauro. teorias das comunicações de massa. São Paulo: Martins Fontes, 2008
VOLUME 2
AMARAL, Líris Silvia Zoega Tognoli. gratificações e Prêmios. In: FISCOSOFT. Disponível em: <http://
www.fiscosoft.com.br/c/29xx/gratificacoes-e-premios>. Acesso em: 26 ago. 2013
ATKINSON, Anthony A. et al. contabilidade gerencial. Tradução André Olímpio Mosselmann Du 
Chenoy. Revisão técnica Rubens Famá. São Paulo: Atlas, 2000.
BACHTOLD, Ciro. contabilidade básica. Tec Brasil, Curitiba, 2001. Disponível em: <http://redeetec.
mec.gov.br/images/stories/pdf/proeja/contabil_basica.pdf> Acesso em: 30 jul. 2013.
BERNARDI, M.A. a melhor empresa: como as organizações de sucesso atraem e mantêm quem faz 
a diferença. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, 2003.
BOHLANDER, George W.; SNELL, Scott; SHERMAN, Arthur. administração de Recursos Humanos. 
Tradução de Maria Lúcia G. Leite Rosa. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2005.
BRASIL. Lei do Repouso Semanal Remunerado - Lei 605/49. Disponível em: <http://presrepublica.
jusbrasil.com.br/legislacao/109659/lei-do-repouso-semanal-remunerado-lei-605-49 - art-6>. 
Acesso em: 20 ago. 2013.
______. Súmula nº 172 do TST. Repouso Remunerado. Disponível em: <http://www.jusbrasil.com.
br/busca?q=SÚMULA+Nº+172+DO+TST.+REPOUSO+REMUNERADO>. Acesso em: 25 ago. 2013.
______. Constituição Federal de 1988. Disponível em: <http://www.jusbrasil.com.br/
topicos/302754/constituicao-federal-de-1988>. Acesso em: 10 set. 2013.
______. Consolidação das leis do trabalho. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
decreto-lei/del5452.htm> Acesso em: 22 set. 2013.
CHIAVENATO, I. gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2004.
CIUPAK, L, F; BOSCARIOLI, C; CARELLI, A, E. Os Sistemas de Informação e o seu papel na Gestão 
Universitária da UNIOESTE: Evolução e Desafios. In: Congresso Internacional de Administração. 
anais ... de 20 a 24/09/2010. 
CREPADI, Silvio Aparecido. contabilidade gerencial: teoria e prática. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
CENOFISCO – Centro de Orientação Fiscal. contabilidade: demonstrações contábeis obrigatórias. 
2011. Disponível em: http://jfscontabi.dominiotemporario.com/doc/Demonstracoes_Contabeis_
Obrigatorias.pdf. Acesso em: 22 ago. 2013.
CHIAVENATO, Idalberto. gestão de Pessoas. São Paulo: Elsevier 2004.
______. Recursos Humanos: O Capital Humano Das Organizações. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
______. Planejamento, Recrutamento e seleção de Pessoal: como agregar talentos à empresa. 7. 
ed.rev.e atual. São Paulo: Manole, 2009.
CVM – Comissão de Valores Mobiliários. Deliberação cVM nº 29, de 05 de fevereiro de 1986. 
Disponível em: <http://www.cvm.gov.br/asp/cvmwww/atos/exiato.asp?File=/deli/deli029.htm>. 
Acesso em: 21 ago. 2013.
FLAVIO FINANÇAS. gestão de pessoas nas organizações. Disponível em: <http://
flaviofinancaspublicas.blogspot.com.br/2010/08/gestao-de-pessoas-nas-organizacoes.html>. 
Acesso em: 30 ago. 2013. 
FERRARI, Ed. Luiz. contabilidade geral: teoria e 1.000 questões. 12. ed. rev. Niterói: Impetus, 2012.
FERREIRA FILHO, Reinaldo dos S. Plano de contas. Curso de Ciências Contábeis. Faculdades 
Integradas do Tapajós. 2011. Disponível em: <http://fit2.fit.br/sitedoprofessor/professor/
link/20120301182438PLANO%20DE%20CONTAS.pdf>. Acesso em: 22 ago. 2013.
FRANÇA, A. C. L. Prática de Recursos Humanos ± PRH: conceitos, ferramentas e procedimentos. 
São Paulo: Atlas, 2009.
FRANCISCHINI, Paulino G.; GURGEL, Floriano do Amaral. administração de materiais e do 
patrimônio. São Paulo: Cengage Learning, 2010.
GASNIER, Daniel Georges. a dinâmica dos estoques: guia prático para planejamento, gestão de 
materiais e logística. São Paulo: IMAM, 2002.
GIL, Antonio Carlos. gestão de Pessoas: enfoque nos papéis profissionais. 1.ed., 9. tiragem. São 
Paulo: Atlas, 2009.
GORDON, Steven R. sistemas de informação: uma abordagem gerencial. Rio de Janeiro: LTC, 2011.
GUIA DP &RH. Folha de pagamento. Disponível em: <http://www.sato.adm.br/guiadp/paginas/
fopag_descontos_introducao.htm>. Acesso em: 26 ago. 2013.
GUIA TRABALHISTA. cálculos trabalhistas. Disponível em: <http://www.guiatrabalhista.com.br/
guia/dsr_hora_extra.htm>. Acesso em: 05 set. 2013. 
HOOG, Wilson Alberto Zappa. Manual de contabilidade: plano de contas, escrituração e das 
demonstrações financeiras de acordo com as IFRS, 1. ed. Curitiba: Jurua, 2011.
IUDICIBUS, Sérgio de, MARION, José Carlos. curso de contabilidade para não contadores. 7. ed. 
São Paulo: Atlas, 2011.
JIAMBALVO, James. contabilidade gerencial. Tradução Antônio Arthur de Souza. Revisão técnica 
George S. Guerra Leone. Rio de Janeiro: LTC, 2009, Il.
LACOMBE, F. Recursos Humanos: recursos e tendências. São Paulo: Saraiva, 2005.
LEITE, Rafaela Corrêa; RIOS, Sílvia Carine Tramontin. Momentos do controle durante a 
contratação. Curitiba, Juruá, 2008.
LEMES, Emerson Costa. tire suas dúvidas sobre hora extra. Disponível em: <http://www.hagah.
com.br/especial/rs/empregos-rs/19,1299,2969556,Tire-suas-duvidas-sobre-horas-extras.html>. 
Acesso em: 05 set. 2013. 
LUCENA, Humberto Fernandes de. curso de contabilidade introdutória. Editora Ferreira, 2006. 
Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/3110273/Contabilidade-Curso-de-Contabilidade-
Introdutoria-03-Contas> Acesso em: 15 maio 2012.
LUNKES, Rogério João. Manual de orçamento. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
LUZ, Odone Santos da. inventário geral. Unifra, 2009. Disponível em: <http://www.unifra.br/
professores/odone/INVENT%C3%81RIO%20GERAL.doc>. Acesso em: 22 ago. 2013.
MARRAS, Jean Pierre. administração de recursos humanos: do operacional ao estratégico. 13. ed. 
São Paulo: Saraiva, 2009.
MARION, José Carlos. contabilidade básica. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
MARRAS, J. P. administração de Recursos Humanos: do operacional ao estratégico. 3. ed. São 
Paulo: Futura, 2002.
MILKOVICH, G. T; BOUDREAU, J. W. administraçãode Recursos Humanos. São Paulo: Atlas, 2000.
______. administração de Recursos Humanos. Tradução Reynaldo C. Marcondes. 1.ed. – 5. 
Reimpr. – São Paulo: Atlas, 2006.
MONTOTO, Eugenio. contabilidade geral. 2. ed. revista, atualizada e com exercícios resolvidos. São 
Paulo: Editora Saraiva, 2012.
NASCIMENTO, Nilson de Oliveira. Manual do Poder Diretivo. São Paulo: LTr. 2009.
PADOVEZE, Clóvis Luís. contabilidade gerencial: um enfoque em sistema de informação contábil. 
7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
PASSAMANI, Jéssica Penitente; VIEIRA, Jéssica; MAÇÃO, Luan Cupertino. Recrutamento e seleção 
de Pessoal – Estudo de Caso: Qual A Importância do Recrutamento e Seleção de Pessoas para a 
Empresa Vemac? 2012. XX f. Monografia (Bacharel em Administração) – Programa de Graduação 
em Administração de Empresas, Faculdade Capixaba de Nova Venécia, 2012.
PEREIRA, Adolfo. Os desafios do Mercado de trabalho: Entrevista de Emprego.In: ICN 
Empreendedor, publicado em 19/02/2013. Disponível em: <http://www.incorporativa.com.br/
mostranews.php?ctg=57&id=9767>. Acesso em: 06 nov. 2013.
PEREZ, Angelo. a importância de um recrutamento e seleção de pessoas eficaz. Disponível em: 
<http://internativa.com.br/artigo_rh_02.html>. Acesso em: 05 ago. 2013. 
PORTAL DE CONTABILIDADE. imposto De Renda Retido na Fonte. Disponível em: <http://www.
portaldecontabilidade.com.br/obrigacoes/impostorendaretidofonte.htm>. Acesso em: 26 ago. 
2013.
POZO, Hamilton. administração de recursos materiais e patrimoniais: uma abordagem logística. 
6. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
RAINER, R. Kelly (Rex Kelly); CEGIELSKI, Casey G. introdução a sistemas de informação. 3 ed. Rio 
de Janeiro: Elsevier, 2011.
RHevistaRH. Disponível em: <http://www.rhevistarh.com.br/portal/wp-content/uploads/2010/12/
sirh.gif>. Acesso em: 26 ago. 2013
RIBEIRO, A. L. gestão de Pessoas. São Paulo: Saraiva, 2006.
RIBEIRO, Osni Moura. contabilidade básica fácil. 28. ed. São Paulo: Saraiva, 2012.
RODRIGUES, ORTIGOSO, KANAANE; (Org.), gestão Pública: Planejamento, processos, sistemas de 
informação e pessoas. São Paulo, Atlas, 2010.
RUFINO, Claudio. Modelo simplificado de plano de contas. 2011. Disponível em: <http://
professorclaudiorufino.blogspot.com.br/2011/02/modelo-de-plano-de-contas-lei-116382007.
html>. Acesso em: 22 ago. 2013.
SATO, Vilson T. Rotinas de Pessoas $ RH. Disponível em: <http://www.sato.adm.br/guiadp/paginas/
fopag_descontos_introducao.htm>. Acesso em: 27 set. 2013.
SOBRAL, Filipe; PECI, Alketa. administração: Teoria e prática no contexto brasileiro. São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2008.
_______. administração: Teoria e Prática no Contexto Brasileiro. São Paulo: Editora Pearson, 2012
SPECTOR, P. E. Psicologia nas organizações. 2.ed. São Paulo: Saraiva, 2002. 
TACHIZAWA, Takeshy; FERREIRA, Victor Cláudio Paradela; FORTUNA, Afredo Mello. gestão com 
Pessoas: Uma Abordagem Aplicada às Estratégias de Negócios. 2 ed. Rio de Janeiro: FGV, 2001.
TUDOBOX.COM. Modelo de carta de solicitação de Emprego. Publicado em 06 jul.2009. 
Disponível em: <http://www.tudobox.com/323/modelo_de_carta_de_solicitacao_de_emprego.
html>. Acesso em: 05 ago. 2013.
minicurrículo doS autoreS
VOLUME 1
andré Ribeiro Vicente, formado em Administração Empresarial pela Universidade do Estado de 
Santa Catarina e em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Desde 2010, traba-
lha como administrador concursado no Instituto Federal do Paraná. Anteriormente, trabalhou 
como repórter no jornal Notícias do Dia, de Florianópolis, e como jornalista responsável no Labo-
ratório Farmacêutico Elofar.
Júlio césar scheiffer saleh, formado em Telecomunicações pelo IFSC-UnedSJ, atualmente é ana-
lista Sênior em empresa da área de telecomunicações, onde atua há mais de 7 anos, e também é 
professor de cursos do pacote Office/BROffice e de programação no Senac TI de Santa Catarina. 
Frequentemente, atua como freelancer em sistemas que utilizam Joomla, PHP e MySQL. Além 
disso, é certificado em PHP/MySQL pelo Senai-SC e tem conhecimentos avançados em Excel e 
Access.
VOLUME 2
antenor da silva Filho é sócio da empresa TS BAUMGARTNER CONTADORES ASSOCIADOS, 
desde 2001. Professor titular de contabilidade no Instituto de Ensino Superior da Grande Flo-
rianópolis, desde 2010. Membro titular do Conselho Fiscal da Associação Empresarial da Região 
Metropolitana de Florianópolis (AEMFLO) e membro suplente do Conselho Fiscal da Câmara de 
Dirigentes Lojistas de São José, desde 2011. Membro do Núcleo de Contadores de Gestão Em-
presarial – NUNCOT, de São José, desde 2009. Tem Mestrado pela Universidade Federal de Santa 
Catarina (UFSC), defendendo sua dissertação em 2004, e MBA em Planejamento Tributário na 
Universidade Cândido Mendes (UCAM) do Rio de Janeiro. Sua especialização é em Finanças e em 
Auditoria pela UFSC e a Graduação em Ciências Contábeis na mesma Universidade.
Janes sandra Dinon Ortigara é bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade do Oeste de 
Santa Catarina (Unoesc) em 2000. Bacharel em Direito pela Unoesc em 2008. Especialização em 
Gestão de Finanças Públicas, em 2003, e MBA Executivo em Formação de Consultores Empresa 
pela em 2010 pela mesma Universidade. É Mestre em Recursos Humanos e Gestão do Conhe-
cimento pela Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER) e atuou durante 3 anos como 
Consultora Interna de Recursos Humanos no Instituto de Estudos Avançados – IEA (2007-2011). 
No momento é Sócia-proprietária da empresa JDO Consultoria, Assessoria e Coaching Ltda., atua 
como Consultora de Recursos Humanos e Gestão de Empresas e Tutora em cursos de EaD. Além 
disso, é Coaching formada pela Sociedade Brasileira de Coaching (SBC) em 2012.
índice
VOLUME 1
a
Animações, 17, 56, 60, 67, 68
Área de trabalho do Excel, 40
Área de trabalho do PowerPoint, 58
Área de trabalho do Word, 20, 21
AutoRecuperação, 25, 26, 44, 61, 70, 71
AutoSoma, 52
B
Barra de Ferramentas de Acesso Rápido, 20, 21, 22, 29, 30, 31, 33, 40, 41, 49, 50, 58
Bordas, 48, 50
c
Cabeçalho, 42, 59, 89
Células, 38, 40, 41, 42, 46, 47, 49, 50, 51, 52, 53, 70
Classificar e Filtrar, 52
Cliente, 111, 117, 122, 123, 125, 133
Código, 75, 76, 77, 78, 81, 96, 102, 110
Colar, 26, 27, 28, 45, 46, 62, 63
Comércio, 117, 118, 121, 122, 132
Comunicação, 14, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 83, 85, 86, 87, 88, 89, 90, 97, 100, 101, 105, 113, 
114, 120
Configurar Página, 33
Consumidor, 119, 123, 124, 126
Controle, 7, 8, 11, 37, 89, 101, 114
Copiar, 26, 27, 28, 45, 46, 62
Correspondências, 23, 86, 89, 113
Crédito, 89, 104, 108, 111, 122
Criar atalho, 27, 45, 63
Cronograma, 93, 103, 122, 123
D
Dado, 90, 96, 117, 126, 128, 129
Dados, 17, 37, 38, 39, 42, 52, 78, 83, 84, 90, 96, 107, 117, 124, 126, 128, 129, 130, 131, 132, 133
Deveres, 89, 95, 96, 108
Direito, 19, 26, 27, 28, 37, 38, 45, 46, 49, 55, 56, 62, 63, 70, 95, 96, 111, 131, 132
Discurso, 80, 81
Documento, 17, 19, 20, 22, 23, 24, 25, 26, 28, 29, 30, 31, 33, 34, 35, 36, 37, 39, 42, 52, 54, 55, 57, 58, 
60, 62, 69, 70, 83, 87, 88, 111, 113
E
Eficiência, 100, 102, 115
Emissor, 75, 76, 77, 78, 81
Empresa, 86, 87, 89, 93, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 100, 101, 102, 103, 112, 113, 114, 115, 122, 123, 124, 
125, 126, 131, 132, 137
Endosso, 110
Escrita, 14, 73, 77, 78, 83, 86, 89, 113
Esquema de cores, 25, 44
Estrutura, 26, 42, 44, 56, 58, 62, 84, 101, 115, 120, 129, 131
Excel, 17, 37, 38, 39, 40, 41, 43, 44, 45, 46, 49, 50, 53, 54, 55, 70, 107, 135, 137
Excluir, 26, 27, 45, 52, 62, 63
Exibição, 23, 42, 48, 58, 60, 69
Expressão, 31, 76, 78
F
Faixa de Opções, 20, 22, 23, 39, 41, 42, 57, 59, 60
Fala, 8, 9, 10, 12, 60, 73, 76, 77, 78, 81, 83, 84
Fato, 47, 78, 101, 104, 106
Feedback, 77, 78, 79
Fluxograma, 93, 102, 103
Fonte, 14, 20, 23, 28, 29, 30, 31, 40, 41, 46, 47, 48, 49, 51, 58, 59, 63, 64, 66, 70, 113
Formatação, 17, 18, 23, 28, 29, 30, 31, 33, 34, 39, 41, 46, 50, 52, 57, 59, 63, 70
Fórmula, 30, 51, 53, 70
Fórmulas, 17, 30, 38, 40, 42, 51, 53, 70
g
Gramática, 34, 75, 82, 135
Grupo deopções, 20, 39, 57, 68, 70
Guia, 19, 20, 22, 23, 24, 25, 26, 28, 29, 30, 33, 34, 35, 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 47, 48, 52, 53, 54, 55, 
57, 58, 59, 60, 61, 62, 63, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 135, 136
H
Hierarquia, 7, 9, 11, 97, 100
Hifenização, 33
i
Imprimir, 24, 35, 36, 42, 54, 60, 69, 70, 71
Inserir, 23, 28, 29, 31, 42, 48, 55, 59, 60, 66, 67
Internet, 67, 105, 121, 122, 131, 132
Itálico, 29, 30, 46, 49, 50, 63
L
Largura da Coluna, 47, 48
Layout da Página, 23, 33, 42
Linguagem, 74, 81, 85
Localizar, 34, 52
M
Mais Comandos, 21, 41, 59
Marcadores, 31, 32, 64
Margens, 23, 33, 37, 42, 55, 120
Marketing, 17, 99, 117, 118, 119, 120, 121, 123, 125, 126, 129, 131, 132, 133, 135
Mensagem, 27, 45, 63, 74, 75, 76, 77, 78, 81, 82, 83, 90, 102
Mesclar e Centralizar, 49, 50
Microempresa, 86
n
Negrito, 28, 30, 31, 47, 49, 50, 63
Numeração, 32, 89
O
Obrigação, 89, 110, 111, 112, 132
Oficial, 87, 89, 114
Opções do Excel, 41, 43
Opções do PowerPoint, 59
Opções do Word, 21, 25
Opinião, 83, 84, 123, 130
Organização, 7, 8, 11, 23, 26, 83, 85, 87, 89, 93, 94, 95, 97, 98, 100, 101, 102, 103, 115, 119, 126, 
127, 129
Organograma, 97, 98, 100, 102, 115
Orientação, 23, 33, 36, 42, 50, 55, 59, 63, 70
Ortografia, 34
P
Página Inicial, 19, 20, 23, 28, 29, 30, 31, 32, 34, 40, 41, 47, 50, 52, 58, 59, 63, 65, 66, 67, 68
Pesquisa, 18, 34, 38, 56, 67, 78, 117, 120, 124, 126, 129, 130, 131, 133, 135
Pessoa Jurídica, 97
Planejamento, 7, 8, 11, 13, 14, 78, 79, 94, 95, 98, 115, 119, 120
PowerPoint, 17, 56, 57, 58, 59, 61, 62, 63, 65, 69, 70, 79, 135
Praça, 120
Preço, 46, 119, 120
Processo, 14, 73, 74, 75, 76, 77, 89, 90, 93, 95, 102, 103, 108, 119, 129, 130, 135
Produto, 99, 101, 112, 118, 119, 120, 122, 123, 124, 125, 126, 130, 131, 133
Programas, 18, 19, 37, 38, 39, 56, 57, 60, 131, 145
Projeto, 22, 101, 103, 127, 129, 145, 146
Promoção, 120, 125
Protocolo, 89
Prova, 83
Publicidade, 119, 120, 121, 125
Público, 18, 73, 79, 81, 87, 95, 96, 119, 125, 127, 132
R
Receptor, 75, 76, 77, 81, 83
Recurso, 20, 22, 23, 29, 30, 33, 39, 48, 49, 57, 60, 65, 70, 71, 106
Redação, 73, 82, 83, 84, 85, 87, 88, 91, 135
Referências, 8, 10, 11, 12, 22, 23, 34, 38, 135
Revisão, 23, 34, 35, 42, 60, 70, 146
Revisão de Texto, 34, 35, 70
Rotina, 108
s
Salvar Como, 24, 26, 42, 45, 60, 62
Segmentação, 99
Selecionar Objeto, 34
Serviço, 87, 99, 113, 114, 120, 122, 123, 126, 133
Símbolo, 29, 51, 53, 74
Substituir, 34
t
Tamanho da Fonte, 29, 47
Técnica, 84, 85, 145
Tecnologia, 93, 101, 104, 105, 131
Título, 63, 65, 66, 67, 68, 69, 111
Trabalho, 7, 9, 10, 11, 13, 14, 18, 20, 21, 26, 28, 37, 39, 40, 41, 42, 44, 46, 57, 58, 59, 63, 76, 81, 86, 
90, 93, 94, 95, 98, 101, 102, 103, 104, 107, 115, 117, 118, 126, 127, 133
Transições, 56, 60
V
Visualizar Impressão, 37
W
Word, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 28, 29, 30, 31, 33, 35, 39, 44, 54, 70, 135
VOLUME 2
a
Adiantamentos 46, 47, 61, 95
Adicionais 10, 43
Adicional Noturno 43, 44, 97
Ativo 5, 55, 57, 59, 60, 61, 63, 64, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 77, 78, 79, 80, 81, 82, 85, 
86, 94, 95, 102, 103, 104, 105, 106
Atraso 33, 35
B
Balanço 5, 10, 55, 58, 59, 67, 74, 75, 77, 78, 83, 84, 85, 86, 87, 88, 103
Bens 5, 10, 55, 56, 59, 60, 61, 63, 64, 67, 68, 69, 73, 75, 76, 85, 87, 99
c
Carta 10, 24, 48, 49, 121
CF 24, 27, 34, 48, 61, 63, 70, 72, 101, 104, 106, 107, 108, 109, 110, 111, 112, 118, 120
CLT 34, 35, 37, 39, 40, 42, 43, 44, 45, 46, 47
Comissões 10, 40, 42, 43, 98
Contas 5, 10, 11, 40, 41, 42, 55, 56, 59, 60, 61, 65, 66, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 82, 
84, 85, 86, 93, 94, 95, 100, 101, 102, 103, 104, 105, 106, 107, 109, 114, 119, 121
Contribuição 32, 45, 47, 48, 98
Crédito 41, 73, 74, 100, 101, 102, 103, 105
Currículos 21, 23, 24, 25, 27, 29, 30
Custo 10, 16, 18, 20, 22, 40, 42, 58, 64, 89, 90, 91, 92, 112
D
Débito 73, 74, 100, 101, 102, 103, 105
Descontos 5, 32, 33, 35, 36, 38, 45, 46, 47, 71, 76, 82, 99, 119, 121
Desvantagens 5, 16, 19, 22
Direitos 5, 10, 33, 34, 36, 38, 39, 43, 45, 48, 49, 55, 56, 57, 58, 59, 60, 63, 64, 67, 68, 69, 70, 73, 75, 
82, 85, 87, 96, 102, 103, 123
E
Empresa 5, 10, 15, 16, 17, 18, 19, 22, 23, 24, 25, 26, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 35, 36, 40, 41, 42, 44, 48, 
49, 50, 51, 52, 56, 57, 58, 59, 60, 61, 62, 63, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 73, 74, 76, 77, 78, 79, 81, 83, 84, 85, 
87, 88, 89, 91, 92, 93, 99, 100, 101, 105, 110, 111, 113, 114, 118, 119, 120, 123
Entrevista 24, 27, 28, 30, 120
Escrituração 5, 10, 11, 76, 77, 79, 82, 83, 84, 86, 87, 104, 105, 107, 109, 119
Exemplo 19, 21, 22, 24, 28, 30, 33, 35, 38, 41, 56, 60, 66, 67, 71, 72, 76, 77, 78, 80, 81, 82, 84, 90, 
102, 103, 106, 107, 108, 109
F
Faltas 10, 33, 34, 35, 36, 38
FGTS 48, 98
Folha de Pagamento 5, 10, 32, 33, 45, 47, 80, 107, 108, 119
Fontes de Divulgação 10, 23
Função 17, 22, 23, 29, 41, 50, 76, 89, 93, 95
g
Gestão 11, 50, 51, 52, 92, 94, 100, 118, 119, 121, 123
GPS 48
Gratificação 10, 41, 42
Guias 46, 47, 48, 117, 118, 119
H
Horas Extras 10, 35, 36, 37, 43, 44, 45, 98
i
Imposto de Renda 46, 84, 87, 120
Insalubridade 43
INSS 45, 47, 48, 80, 95, 98, 107, 108, 109
Inventário 5, 10, 86, 87, 88, 89, 120
L
Legislação 15, 31, 33, 35, 41, 51, 64, 73, 74, 83, 87
Lei 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 40, 41, 42, 45, 46, 47, 49, 63, 66, 67, 83, 84, 85, 86, 94, 118
Lucro 10, 58, 84, 88
O
Objetivo 16, 23, 28, 29, 32, 50, 55, 72, 83, 87, 90, 109
Obrigações 5, 10, 55, 56, 57, 59, 65, 67, 68, 69, 73, 75, 85, 87
Orçamento 10, 11, 89, 90, 91, 92, 93, 120
P
Partidas dobradas 11, 73, 101, 105
Passivo 5, 55, 59, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 71, 74, 75, 77, 78, 79, 80, 81, 82, 85, 86, 94, 96, 102, 103, 
104, 105, 106, 107
Patrimônio 5, 10, 55, 58, 59, 66, 67, 68, 69, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 77, 79, 80, 81, 82, 83, 85, 86, 87, 
94, 97, 105, 111, 119
Patrimônio líquido 66, 67, 68, 69, 70, 71, 74, 75, 81, 85, 86, 97
Pedido de Emprego 10, 25
Periculosidade 43
Processo 5, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 22, 25, 26, 27, 28, 29, 31, 32, 50, 51, 55, 72, 89, 93, 108, 117
R
Receita 10, 57, 58, 70, 71, 75, 76, 78, 79, 81, 82, 88, 99, 104, 111, 118
Recrutamento e Seleção 10, 15, 16, 20, 22, 28, 29, 31, 51, 119, 120
Recrutamento Externo 5, 10, 20, 21, 22
Recrutamento Interno 5, 10, 17, 18, 19, 22
Recrutamento Misto 10, 22
Recrutamento pelo Jornal 10, 23, 24
Recursos Humanos 5, 10, 15, 16, 17, 23, 24, 50, 51, 52, 118, 119, 120, 123
Repouso Remunerado 10, 35, 36, 37, 118
Resultado 29, 42, 58, 70, 71, 77, 78, 79, 83, 84, 99, 104, 105
s
Salários 10, 24, 33, 35, 36, 38, 39, 40, 41, 42, 43, 45, 46, 47, 48, 49, 65, 80, 81, 96, 97, 98, 107, 108, 
109
Seleção 5, 10, 15, 16, 20, 22, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 51, 52, 119, 120
Situação Patrimonial 5, 68, 69, 70
t
Tempo de Serviço 19, 43, 44, 48
V
Vantagens 5, 16, 19, 22, 24, 92
sEnai - Dn
UniDaDE DE EDUcaÇÃO PROFissiOnaL E tEcnOLógica – UniEP
Felipe Esteves Morgado
Gerente Executivo
Waldemir Amaro
Gerente
Fabíola de Luca Coimbra Bomtempo
Coordenação Geral do Desenvolvimento dos Livros Didáticos
sEnai - DEPaRtaMEntO REgiOnaL DE santa cataRina
Selma Kovalski
Coordenação do Desenvolvimento dos Livros no Departamento Regional
Maycon Cim
Coordenação do Núcleo de Assessoria e Consultoria em Educação 
Fausto Alcântara de Lima Júnior
Kácio Flores Jara
Coordenação do Projeto
Gisele Umbelino
Coordenação de Desenvolvimento de Recursos Didáticos
André Ribeiro Vicente
Júlio César ScheifferSaleh
Elaboração - VOLUME 1
Antenor da Silva Filho
Janes Sandra Dinon Ortigara
Elaboração - VOLUME 2
Jordana Cardoso
Revisão Técnica
Rosecler Fernandes
Design Educacional - VOLUME 1 e 2
Diego Fernandes
Ilustrações, Tratamento de Imagens - VOLUME 1 e 2
Felipe da Silva Machado
Diagramação - VOLUME 1
Carlos Filip Lehmkuhl Loccioni
Diagramação - VOLUME 2
Juliana Vieira de Lima
Revisão e Fechamento de Arquivos
Luciana Effting Takiuchi
CRB-14/937
Ficha Catalográfica
i-Comunicação
Projeto Gráfico
Jaqueline Tartari 
Contextuar
Revisão Ortográficae Gramatical
Jaqueline Tartari - Contextuar
Normalização
Carlos César Ribeiro Santos
Inês Helena de Melo Pires
Josilda Maria Carvalho de Barros
Elaine Kuspiosz Braz
Comitê Técnico de Avaliação

Mais conteúdos dessa disciplina