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FAMÍLIA Rhabdoviridae aula 62

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FAMÍLIA Rhabdoviridae
Introdução
→ Vírus da raiva→ Os morcegos são os animais que tem importância
epidemiológica nas viroses em geral
MORFOLOGIA Capsídio helicoidal; Genoma recoberto por
nucleoproteína em hélice Envelope (azul + amarelo) Fita única de RNA
polaridade negativa – carreiam a própria polimerase para ser
transcrita à uma fita + para ser traduzida na célula do hospedeiro
EPIDEMIOLOGIA → Ciclo de transmissão: • Urbana • Rural • Silvestre
• Áereo • Terrestre → Recomenda-se a vacinação para os grupos de
risco e para os animais do ciclo de transmissão urbano. → Principal
transmissor silvestre: Desmodus rotundus.
Eles são reservatório de difícil identificação porque eles não
apresentam sintomas. As suspeitas só começam quando algum
indivíduo local está infectado.
PATOGENIA, SINAIS CLÍNICOS E PATOLOGIA→ Fases da raiva canina
• Incubação de 3-6 semanas
• Prodrômica: mudança de comportamento (locais escuros e agitação)
– 1 a 3 dias
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• Clínica: agressividade, salivação, convulsões e paralisias (uma vez
com sintomas, dificilmente a infecção é revertida. Por isso a doença é
fatal e observar os sinais epidemiológicos é importante).
• O período de incubação está relacionado à localização, extensão e
profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de
contato com a saliva do animal infectado, da proximidade da porta de
entrada com o cérebro e troncos nervosos, da concentração de
partículas virais inoculadas e cepas virais.
• Qual espécie há a interação. Se um cão é mordido por outro cão é
diferente de ser mordido por um morcego, e as cepas diferem em sua
patogenicidade dependendo da espécie.→ Na espécie humana
• Mordedura e arranhadura de animal infectado
• O curso da doença é semelhante (pré-incubação-fase
prodrômica-sintomas-coma-morte)
• Raiva agressiva e paralítica
• Patogênese: dependendo de que local a pessoa for mordida, o curso
pode ser mais lento ou mais rápido (quanto mais próximo do SNC,
maior o risco e mais rápidamente as medidas profiláticas devem ser
adotadas).
• Vacinação, soro hiperimune O curso do vírus no organismo, apesar
de ser rápido, leva uns dias para estabelecer uma infecção primária e
acessar os troncos nervosos e acessar o SNC. Durante esse tempo é
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importante que o indivíduo busque as medidas pós-exposição. Mas
uma vez passada a fase de incubação, os sintomas começam e nada se
pode fazer.
DIAGNÓSTICO→ No exame em vida em humanos é comumente usado
a imunofluorescência direta, em impressão de tecidos como a córnea,
mucosa lingual, tecido bulbar do folículo piloso, e ainda através da
biopsia de pele extraída da região cervical – embora o resultado,
quando negativo, não seja conclusivo, sendo de extrema importância
a realização de necropsia confirmatória; guarda contudo a vantagem
de ser rápida, sensívem e específica → Prova biológica: inocular em
camundongos → Avaliação sorológica é feita nos indivíduos
imunizados previamente e expostos ao risco de infecção; avaliaçãoes
semestrais devem osocrrer todos os indivíduos do grupo de risco →
Diagnóstico post-mortem: fragmento do tecido do encéfalo do animal
são remetidos ao laboratório *Realizar histologia e observas a
formação de corpúsculos A áreacorada está relacionada com a
concentração dos componentes virais no tecido.