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Arboviroses  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 1
Arboviroses 
- BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO
Sumário
DENGUE
O QUE É?
CLASSIFICAÇÃO
EPIDEMIOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
TRANSMISSÃO
INCUBAÇÃO
VIREMIA
PATOGENIA
QUADRO CLÍNICO
FASE FEBRIL
FASE CRÍTICA
INÍCIO
SINAIS DE ALARME
FORMAS GRAVES
CHOQUE
HEMORRAGIAS GRAVES
DISFUNÇÕES GRAVES DE ÓRGÃOS
FASE DE RECUPERAÇÃO
CASO SUSPEITO DE DENGUE (SEM SINAIS DE ALARME) - VIGILÂNCIA 
EPIDEMIOLÓGICA
CLASSIFICAÇÃO – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS)
DENGUE SEM SINAIS DE ALARME
DENGUE COM SINAIS DE ALARME
DENGUE GRAVE
ALTERAÇÕES LABORATORIAIS
HEMOGRAMA
ACOMETIMENTO HEPÁTICO
CASOS GRAVES
DIAGNÓSTICO
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
GRUPO A = PACIENTES DE BAIXO RISCO
GRUPO B = GRUPOS DE RISCO OU SANGRAMENTO
GRUPO C = SINAIS DE ALARME
GRUPO D = CHOQUE/SANGRAMENTO GRAVE/DISFUNÇÃO DE ÓRGÃOS
CONDUTA
HIDRATAÇÃO ORAL
HIDRATAÇÃO PARENTERAL
INDICAÇÃO DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR
CRITÉRIOS DE ALTA HOSPITALAR
PREVENÇÃO INDIVIDUAL
VACINAS
CHIKUNGUNYA
O QUE É?
TRANSMISSÃO
FASES CLÍNICAS
FASE AGUDA = FEBRIL
FASE SUBAGUDA
FASE CRÔNICA
ALTERAÇÕES LABORATORIAIS
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
COMPLICAÇÕES
PACIENTES MAIS SUSCETÍVEIS
COMPLICAÇÕES MAIS COMUNS
CRITÉRIOS DE GRAVIDADE
CONDUTA
FASE AGUDA
FASE SUBAGUDA
FASE CRÔNICA
ZIKA
O QUE É?
TRANSMISSÃO
QUADRO CLÍNICO
EXANTEMA MACULOPAPULAR PRURIGINOSO
FEBRE
CONJUNTIVITE NÃO PURULENTA
ARTRALGIA E EDEMA PERIARTICULAR
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
COMPLICAÇÕES
MICROCEFALIA
SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ
OUTRAS COMPLICAÇÕES NEUROLÓGICAS
CONDUTA
Arboviroses  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 2
DENGUE
O QUE É?
Doença febril aguda causada por um arbovírus e transmitida por mosquitos do gênero Aedes, especialmente pelo Aedes aegypti, com 
predomínio nas regiões tropicais
CLASSIFICAÇÃO
O vírus da dengue é classificado em cinco sorotipos
DENV-1
DENV-2
DENV-3
DENV-4
DENV-5
O DENV-5 foi descoberto mais recentemente em florestas da Malásia, ainda não foi detectado no Brasil. No entanto, algumas 
questões de provas ainda consideram a existência de apenas quatro sorotipos
EPIDEMIOLOGIA
É a arbovirose com maior prevalência no Brasil e nas Américas
FISIOPATOLOGIA
TRANSMISSÃO
→ O vírus da dengue é transmitido por meio da picada da fêmea infectada de 
mosquitos das espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus
→ No Brasil, apenas a transmissão por Aedes aegypti foi comprovada, sendo 
explicado por ser um mosquito que se prolifera mais facilmente em regiões 
tropicais e subtropicais
→ Sua reprodução ocorre com a deposição de ovos em água parada, sendo seus ovos 
resistentes a ressecamento, podendo sobreviver por muitos meses em ambientes 
com baixa umidade, eclodindo após a chegada do próximo período chuvoso
→ O Aedes aegypti é um mosquito de hábitos diurnos, sendo maior o risco de 
picada pela manhã e ao entardecer
DIFERENCIAÇÃO
FEBRE DO NILO OCIDENTAL
O QUE É?
TRANSMISSÃO
QUADRO CLÍNICO
FORMA LEVE
FORMA GRAVE
DIAGNÓSTICO
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
NOTIFICAÇÃO
DENGUE
CHIKUNGUNYA
ZIKA
FEBRE DO NILO OCIDENTAL
Arboviroses  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 3
INCUBAÇÃO
O início dos sintomas da dengue ocorre após um período de 
incubação que pode durar de 4 a 10 dias, sendo sua média de 5 a 
6 dias
VIREMIA
→ Inicia-se cerca de um dia antes do início dos sintomas e dura 
até o quinto dia de doença
→ Sua resolução é resultado da ação de anticorpos 
neutralizantes (IgM e, posteriormente, IgG), que surgem a 
partir do sexto dia após o início do quadro
→ A infecção resulta em imunidade duradoura específica para o 
sorotipo que a causou e imunidade transitória para os demais 
sorotipos, ou seja, a infecção por um sorotipo não previne 
infecção por outro
PATOGENIA
→ O aumento da permeabilidade vascular resulta no extravasamento do 
plasma do intravascular para o espaço extravascular
→ A redução do volume plasmático pode resultar em choque por 
hipovolemia (e não por hemorragia)
→ O extravasamento plasmático pode ser evidenciado pela 
hemoconcentração (elevação do valor do hematócrito), presença de 
derrames cavitários (ascite, derrame pleural ou pericárdico) ou redução 
dos níveis séricos de albumina
QUADRO CLÍNICO
→ Cerca de 75% dos casos de dengue são assintomáticos
→ Podemos dividir a doença em três fases: febril, crítica e de recuperação
FASE FEBRIL
DURAÇÃO 2 a 7 dias
TEMPERATURA 39ºC a 40ºC
INÍCIO Abrupto
QUADRO Cefaleia + Dor retro-orbitária + Mialgia + Exantema + Febre + Artralgia
EXANTEMA
Maculopapular que surge ao desaparecimento da febre, atingindo face,
tronco e membros de forma aditiva, não poupando plantas de pés e palmas de
mãos
PODEM ESTAR PRESENTES Anorexia + náuseas + vômitos + diarreia
DIARREIA Fezes pastosas, 3 a 4 evacuações por dia
Para memorizar o quadro: 
COMETA
Cefaleia
Orbitária (dor retro)
Mialgia
Exantema
Temperatura (febre)
Artralgia
FASE CRÍTICA
Essa fase é resultado do aumento da permeabilidade capilar e representa o momento da infecção, que pode evoluir para gravidade
INÍCIO
Defervescência da febre, entre o 3º e o 7º dia do início da doença
SINAIS DE ALARME
A presença de sinais de alarme (ou alerta) identifica o risco de evolução para formas graves, pois representam extravasamento 
plasmático ou manifestações 
1. Dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua
2. Vômitos persistentes
3. Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico)
4. Hipotensão postural e/ou lipotimia
5. Hepatomegalia maior do que 2 cm abaixo do rebordo costal
6. Sangramento de mucosa
7. Letargia e/ou irritabilidade
8. Aumento progressivo do hematócrito
Arboviroses  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 4
FORMAS GRAVES
1. Choque
2. Hemorragias graves
3. Disfunções graves de órgãos
CHOQUE
→ Principal causa de óbito na dengue
→ Resulta diretamente do extravasamento plasmático
→ Ocorre após a redução da febre
→ Rápida evolução
→ Recuperação em 48 a 72h 
HEMORRAGIAS GRAVES
→ Sangramento massivo critério de dengue grave
→ Fatores de risco: pacientes com histórico de úlcera péptica ou gastrites, ingestão de ácido acetil salicílico (AAS), anti-
inflamatórios não esteroides (Aines) e anticoagulantes
DISFUNÇÕES GRAVES DE ÓRGÃOS
→ Miocardites: alterações do ritmo cardíaco (taquicardias e bradicardias), inversão da onda T e do segmento ST com disfunções 
ventriculares (diminuição da fração da ejeção do ventrículo esquerdo), podendo ter elevação das enzimas cardíacas
→ Hepatites: elevação de transaminases (10x o valor máximo normal ou AST/ALT > 1000) e aumento do tempo de protrombina
→ SN: convulsões, irritabilidade, meningite linfomonocítica, encefalite, síndrome de Reye, polirradiculoneurite, polineuropatias 
(síndrome de Guillain-Barré) e encefalite
→ IR aguda: pouco frequente e geralmente cursa com pior prognóstico
FASE DE RECUPERAÇÃO
Nessa fase, que surge cerca de 24 a 48 horas após a fase crítica, ocorre a reabsorção do plasma extravasado na fase anterior
→ Melhora do quadro clínico
→ Duração de 2 a 4 dias
CASO SUSPEITO DE DENGUE (SEM SINAIS DE ALARME) - VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
1. Indivíduo que resida ou tenha viajado nos últimos 14 dias para área onde há casos de dengue e que apresente febre (com 
duração usual entre 2 e 7 dias) e mais duas das seguintes manifestações: 
a. Náusea/vômitos
b. Exantema
c. Mialgia/artralgia
d. Cefaleia/dor retro-orbital
e. Petéquias/prova do laço positiva
f. Leucopenia
2. Criança proveniente de área onde há casos de dengue que apresente quadro febril agudo (com duração usual entre 2 e 7 dias), 
sem sinais de outra doença
CLASSIFICAÇÃO – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS)
DENGUE SEM SINAIS DE ALARME
Pacientes que apresentam apenas sintomas da fase febril, sem sinais de alarme ou de choque da dengue
DENGUE COM SINAIS DE ALARME
Você deve decorar o mnemônico SILVA 3H:
Sangramento de mucosa
Irritabilidade ou letargia
Líquido acumulado (ascite, derrame pleural ou derrame pericárdico)
Vômitos persistentes
Abdome doloroso
Hipotensãopostural ou lipotimia
Hepatomegalia
Hematócrito elevado
DENGUE GRAVE
Caracterizada por choque ou desconforto respiratório devido ao extravasamento plasmático, sangramento grave e/ ou volumoso 
(hematêmese, melena, metrorragia ou sangramento em sistema nervoso central) ou comprometimento grave de órgãos, como hepatite 
grave (AST ou ALT >1000), miocardite, encefalite (evento pouco comum em dengue), entre outros
ALTERAÇÕES LABORATORIAIS
Arboviroses  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 5
HEMOGRAMA
→ Leucopenia
→ Plaquetopenia
→ Elevação do hematócrito
ACOMETIMENTO HEPÁTICO
→ Aumento de AST e ALT
→ Aumento de Bilirrubina
CASOS GRAVES
→ Hipoalbuminemia
→ Distúrbios de coagulação
DIAGNÓSTICO
Há duas maneiras de identificar-se, laboratorialmente, a infecção por dengue: por meio da detecção do vírus ou de anticorpos
Quando não é possível a confirmação do diagnóstico de um caso suspeito por meio de exame laboratorial, ela pode ser realizada por 
meio da comprovação de vínculo epidemiológico com caso confirmado
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
GRUPO A = PACIENTES DE BAIXO RISCO
→ Caso suspeito de dengue
→ Sem comorbidades, grupo de risco ou condições clínicas especiais
→ Ausência de sinais de alarme
GRUPO B = GRUPOS DE RISCO OU SANGRAMENTO
→ Caso suspeito de dengue sem sinais de alarme
→ Com sangramento espontâneo de pele (petéquias) ou induzido (prova do laço positiva)
→ Condições clínicas especiais e/ou de risco social ou comorbidades
Idade < 2 anos ou > 65 anos
Gestantes
HAS ou doenças cardiovasculares graves
DM
DPOC
Doença renal crônica
Doença ácido péptica
Hepatopatias
Doenças autoimunes
GRUPO C = SINAIS DE ALARME
Caso suspeito de dengue com sinais de alarme, mas sem sinais de choque
GRUPO D = CHOQUE/SANGRAMENTO GRAVE/DISFUNÇÃO DE ÓRGÃOS
Caso suspeito de dengue com sinais de choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgãos
CONDUTA
HIDRATAÇÃO ORAL
→ Indicado para os grupos A e B
→ Adultos: 1/3 com solução salina e no início com volume maior, 
2/3 restantes, orientar a ingestão de líquidos caseiros
→ Crianças: 1/3 na forma de soro de reidratação oral (SRO) e o 
restante através da oferta de água, sucos e chás
ADULTOS 60 ml/kg/dia
CRIANÇAS ATÉ 10KG 130 ml/kg/dia
CRIANÇAS DE 10 A 20KG 100 ml /kg/dia
CRIANÇAS > 20KG 80 ml/kg/dia
HIDRATAÇÃO PARENTERAL
→ Indicado para os grupos C e D
→ Grupo C: 
1. Fase de expansão: 10mL/kg IV em 1h
2. Fase de manutenção:
a. Primeira fase: 25mL/kg, em 6 horas
b. Segunda fase: 25mL/kg, em 8 horas, sendo 1/3 com solução salina fisiológica e 2/3 com soro glicosado
→ Grupo D: 
Arboviroses  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 6
1. Fase de expansão: 20mL/kg IV em 20 min (pode ser repetida até 3x)
2. Fase de manutenção:
a. Primeira fase: 25mL/kg, em 6 horas
b. Segunda fase: 25mL/kg, em 8 horas, sendo 1/3 com solução salina fisiológica e 2/3 com soro glicosado
INDICAÇÃO DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR
1. Grupos de risco C e D
2. Impossibilidade de ingesta hídrica ou alimentar
3. Dificuldade de acesso ao serviço de saúde para acompanhamento ambulatorial
CRITÉRIOS DE ALTA HOSPITALAR
Para receber alta hospitalar, o paciente com dengue deve apresentar todos os critérios abaixo:
1. Estabilidade hemodinâmica nas últimas 48 horas
2. Ausência de febre durante 48 horas
3. Melhora clínica
4. Hematócrito estável e dentro da normalidade por 24 horas
5. Plaquetas acima de 50.000/mm3 e com tendência de elevação
6. Melhora dos derrames cavitários
PREVENÇÃO INDIVIDUAL
Uso de repelente à base de DEET, IR3535 ou icaridina
Instalação de telas em portas e janelas
Uso de mosquiteiros
Utilização de roupas que reduzam a exposição da pele aos mosquitos (calças compridas e camisas de mangas longas)
VACINAS
Dengvaxia Qdenga
Ano de aprovação 2015 2023
Sorotipos 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4
Composição
Vírus vivo atenuado (febre amarela
recombinante)
Vírus vivo atenuado (DENV-2 recombinante)
Faixa etária 6 a 45 anos 4 a 60 anos
Esquema vacinal 3 doses (intervalo de 6 meses) 2 doses (intervalo de 3 meses)
Indicação apenas para pacientes com infecção
prévia comprovada pelo vírus da dengue
Sim Não
Contraindicações Imunodeprimidos, gestantes e nutrizes Imunodeprimidos, gestantes e nutrizes
CHIKUNGUNYA
O QUE É?
Arbovirose causada por vírus RNA do mesmo nome, que faz parte do gênero Alphavirus (família Togaviridae)
TRANSMISSÃO
→ No Brasil, essa arbovirose é transmitida por Aedes aegypti
FASES CLÍNICAS
FASE AGUDA = FEBRIL
→ Duração: até 14 dias
→ Febre: elevada (> 38,5ºC) 
→ Acometimento articular: poliarticular, bilateral, simétrico e distal
→ Acometimento cutâneo: exantema macular ou maculopapular, que não poupa regiões palmar 
e plantar, podendo ser pruriginoso
→ Pode estar acompanhado de: exantema macular ou maculopapular, cefaleia, mialgia, 
fadiga e conjuntivite não purulenta
FASE SUBAGUDA
→ Duração: 14 a 90 dias
→ Fase de transição entre as fases aguda e crônica
→ Nem todos os pacientes chegarão a essa etapa da doença, pois em muitos casos há resolução completa dos sintomas ao final da 
fase aguda
→ Sem febre
Arboviroses  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 7
→ Manutenção dos sintomas articulares
FASE CRÔNICA
→ Duração: > 90 dias
→ Fatores de risco: idade > 45 anos, doença articular prévia e acometimento articular intenso na fase aguda
→ Artropatia crônica: artralgia + restrição de movimentos + rigidez matinal
→ Sem febre
→ Outras manifestações: fadiga, alterações neuropsiquiátricas (depressão, cefaleia, parestesias, distúrbios cerebelares, 
alterações de memória) e manifestações cutâneas (exantema, alopecia, prurido, fenômeno de Raynaud)
ALTERAÇÕES LABORATORIAIS
O achado mais frequente na fase aguda é hemograma com leucopenia e linfopenia
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
COMPLICAÇÕES
PACIENTES MAIS SUSCETÍVEIS
1. Portadores de doenças crônicas
2. Extremos de idade: < 2 anos ou > 65 anos
3. Uso de AAS, AINES e paracetamol
4. Gestantes
COMPLICAÇÕES MAIS COMUNS
1. Articulares
2. Cutâneas
3. Neurológicas: Guillain-Barré, meningoencefalite, neuropatia
4. Oculares: Neurite óptica, uveíte, retinite, episclerite
5. Cardiovasculares: Miocardite, pericardite, IC, arritmias
6. Renais: Nefrite e insuficiência renal aguda
CRITÉRIOS DE GRAVIDADE
Sinais de choque
Acometimento neurológico
Dispneia
Dor torácica
Vômitos persistentes
Idade (período neonatal)
Descompensação de doença preexistente
Sangramento de mucosas
CONDUTA
FASE AGUDA
1. Dor leve
a. Hidratação: 2L/dia
b. Repouso
c. Medicamentos: dipirona ou paracetamol
d. Crioterapia: compressas frias sobre as articulações dolorosas de 4 em 4 horas, em sessões de 20 minutos
2. Dor moderada
a. Hidratação: 2L/dia
b. Repouso
c. Medicamentos: dipirona e paracetamol intercalando a administração a cada três horas
d. Crioterapia: compressas frias sobre as articulações dolorosas de 4 em 4 horas, em sessões de 20 minutos
3. Dor intensa
a. Hidratação: 2L/dia
Arboviroses  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 8
b. Repouso
c. Medicamentos: dipirona e/ou paracetamol + opioide (tramadol, codeína ou oxicodona)
d. Crioterapia: compressas frias sobre as articulações dolorosas de 4 em 4 horas, em sessões de 20 minutos
FASE SUBAGUDA
1. Uso de AINES
2. Se não houver alívio, uso de corticosteroides em dose anti-inflamatória (prednisona 0,5mg/kg/dia)
3. Caso seja atingida a remissão da dor com corticosteroide, o tratamento deve ser mantido por mais três a cinco dias, sendo 
iniciada a retirada lenta da droga (5mg a cada sete dias)
FASE CRÔNICA
1. Hidroxicloroquina
2. Caso não seja suficiente para a redução dos sintomas, pode-se associar a sulfassalazina
3. Se a dor persistir, apesar desse esquema terapêutico, recomenda-se a troca dos medicamentos por metotrexate
ZIKA
O QUE É?
Doença causada pelo vírus Zika pertencente à família Flaviviridae e ao gênero Flavivirus
TRANSMISSÃO
1. Picada de mosquito do gênero Aedes
2. Vertical ou intrauterina ou periparto: pode resultar em microcefalia e outras malformações fetais
3. Sexual: o vírus pode ser encontrado em sêmen meses após a infecção,resultando em risco prolongado de transmissão sexual
QUADRO CLÍNICO
EXANTEMA MACULOPAPULAR PRURIGINOSO
→ Mais de 90% dos casos
→ Surge no início do quadro
→ Evolução craniocaudal
→ Acometimento palmoplantar
FEBRE
→ Inferior a 38,5ºC
→ Duração de 2 a 7 dias
CONJUNTIVITE NÃO PURULENTA
→ 50% a 90% dos casos
ARTRALGIA E EDEMA PERIARTICULAR
→ Leve a moderada
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
COMPLICAÇÕES
MICROCEFALIA
Ocorre quando a gestante é infectada pelo vírus
SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ
→ Trata-se de uma doença causada por autoimunidade, sendo descrita como uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória 
aguda
→ Manifesta-se como redução de força com início distal, que pode progredir em algumas semanas
→ A ausência de reflexos tendinosos é um achado característico
OUTRAS COMPLICAÇÕES NEUROLÓGICAS
→ Meningoencefalite
Arboviroses  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 9
→ Mielite
→ Paralisia facial
CONDUTA
1. Controle da dor e da febre: Paracetamol/Dipirona
2. Controle do prurido: Anti-histamínico
3. Medidas gerais: Repouso e estímulo à ingestão hídrica
4. Manifestações neurológicas ou visuais: Avaliação por neurologista ou oftalmologista - tratamento de acordo com a complicação
5. Contraindicado: AINES e AAS
DIFERENCIAÇÃO
FEBRE C D Z
EXANTEMA Z C D
POLIARTRALGIA SIMÉTRICA E
LINFOPENIA
C - -
MIALGIAS - D C/Z
SANGRAMENTOS - D C
DOR RETRO ORBITÁRIA D Z C
LEUCOPENIA D C -
NEUTROPENIA D - C
PLAQUETOPENIA D - C
CONJUNTIVITE Z - D
C = Chikungunya
D = Dengue
Z = Zika
FEBRE DO NILO OCIDENTAL
O QUE É?
O vírus do Nilo Ocidental (West Nile virus) é um flavivírus, que faz parte do complexo de vírus da encefalite japonesa
TRANSMISSÃO
→ Ocorre pela picada do mosquito do gênero Culex
→ O vírus pode infectar equinos, humanos, primatas e aves
→ Algumas aves podem manter viremia prolongada, por isso são consideradas reservatórios da doença
QUADRO CLÍNICO
FORMA LEVE
→ Quadro febril agudo
→ Mla-estar
→ Cefaleia
→ Mialgia
→ Linfadenopatia
→ Exantema maculopapular
FORMA GRAVE
→ Encefalite
→ Meningoencefalite
→ Paralisia flácida aguda
DIAGNÓSTICO
→ A detecção viral pode ser realizada por RT-PCR no sangue até o 5º dia de doença ou no líquor até o 15º dia
→ Método ELISA
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
NOTIFICAÇÃO
DENGUE
1. Casos: Notificação semanal
2. Óbitos: Notificação imediata (em até 24 horas)
Arboviroses  BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 10
CHIKUNGUNYA
1. Casos: Notificação semanal
2. Casos em áreas sem transmissão conhecida: Notificação imediata (em até 24 horas)
3. Óbitos: Notificação imediata (em até 24 horas)
ZIKA
1. Casos: Notificação semanal
2. Casos em gestantes: Notificação imediata (em até 24 horas)
3. Óbitos: Notificação imediata (em até 24 horas)
FEBRE DO NILO OCIDENTAL
Notificação imediata (em até 24 horas)

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