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Material sobre síntese de proteínas: apresenta elementos envolvidos (DNA, RNAs r/m/t, ribossomos, enzimas, aminoácidos), explica o código genético com exemplos de tríades e descreve a transcrição para RNA‑m (RNA‑polimerase, promotor, pareamento de bases e alongamento 5'→3').

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A síntese (fabricação) de proteínas no interior de uma 
célula, fenômeno também conhecido por biossíntese de 
proteínas, envolve a participação dos seguintes elementos: 
DNA, RNA-r, RNA-m, RNA-t, ribossomos, enzimas específicas 
e aminoácidos.
DNA e cóDigo geNético
O DNA contém as informações sobre a estrutura 
primária da proteína a ser fabricada, isto é, quais serão os 
aminoácidos utilizados e em que sequência deverão ser 
ligados. Essas informações estão “codificadas” na sequência 
de bases nitrogenadas dos nucleotídeos que formam as 
cadeias do DNA. Esse código, conhecido por código genético, 
já foi decifrado pelo homem. A tabela a seguir é uma 
pequena amostra dessa relação entre DNA e aminoácidos 
correspondentes:
Tríades do DNA Tradução da informação
TAC Aminoácido metionina (Met) 
e início da síntese
AAA Aminoácido fenilalanina (Phe)
CAA Aminoácido valina (Val)
CTT Aminoácido ácido glutâmico (Glu)
CCG Aminoácido glicina (Gly)
CCT Aminoácido glicina (Gly)
AGG Aminoácido serina (Ser)
ATT Término da síntese
ATC Término da síntese
O código genético é formado por 64 trincas (tríades, 
tercetos, triplets) de bases nitrogenadas. A maioria das 
trincas codifica aminoácidos, existindo três trincas de 
terminação (ATT, ATC e ACT) que funcionam como “ponto-
-final”, ou seja, determinam o término da síntese proteica. 
A tríade TAC, além de codificar o aminoácido metionina, 
também é a tríade de iniciação, uma vez que ela indica 
o início da síntese proteica. Observe, na tabela, que 
um mesmo tipo de aminoácido pode ser codificado por 
diferentes tríades, por exemplo o aminoácido glicina. 
Por isso, se diz que o código genético é degenerado. 
O código genético também é universal, ou seja, é o 
mesmo em qualquer espécie de ser vivo. Assim, a tríade 
AAA do DNA cromossômico de qualquer espécie codifica 
a mesma informação: aminoácido fenilalanina.
trANscrição: A formAção DA 
moléculA De rNA-m
As informações a respeito dos aminoácidos que irão 
compor a cadeia peptídica, bem como da sequência 
em que deverão ser ligados, estão codificadas em um 
determinado trecho ou segmento do DNA, que chamamos 
de gene. Essas informações precisam chegar aos 
ribossomos, estruturas celulares encarregadas de unir um 
aminoácido a outro. Como o DNA não tem a capacidade 
de se ligar diretamente aos ribossomos e de repassar 
para eles as informações, um “mensageiro” precisa 
entrar em ação, ou seja, um “mensageiro” precisa levar 
as informações que estão codificadas no DNA para os 
ribossomos. Esse é o papel do RNA-m (RNA mensageiro). 
Assim, a primeira etapa da síntese de proteínas consiste 
na transcrição da mensagem do DNA para o RNA-m.
DNA RNA-m
Módulo
09
Frente
A
3Bernoulli Sistema de Ensino
BIOLOGIA
síntese de proteínas
4VPRV3_BIO_A09.indd 3 30/03/17 09:09
Meu
 Bern
ou
lli
Na transcrição, o segmento de DNA em que está codificada 
a informação, que precisa chegar aos ribossomos, será usado 
como modelo para fabricar o RNA-m. Para que isso ocorra, 
além do DNA, é também necessária a presença de enzimas 
específicas, como a RNA-polimerase ou polimerase do RNA, 
e de ribonucleotídeos soltos no interior da célula. O processo 
da transcrição está resumido na figura a seguir.
3`
3`
5`
5`
3`
5`
RNA
Fita do DNA
transcrita
(molde)
Polimerase
do RNA
A T
T
G C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
U
U
U
G
G
GG
G
G G
GG
G G
G
GG
G
G
G
G
G
T
T
T
T
T
T
T
T
T
T
A
A
A
A
A
A
AA
A A
A
A
A
A
A
A T
T
G C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
C
U
U
U
G
G
GG
G
G G
GG
G G
G
GG
G
G
G
G
G
T
T
T
T
T
T
T
T
T
T
A
A
A
A
A
A
AA
A A
A
A
A
A
A
Fita do DNA
não transcrita
A
rq
ui
vo
 B
er
no
ul
li
Transcrição.
A transcrição começa com a ligação da enzima RNA-polimerase 
ao DNA. A sequência do DNA na qual a RNA-polimerase se liga 
para iniciar a transcrição denomina-se promotor. Após essa 
ligação, a RNA-polimerase se move ao longo da molécula de 
DNA, abrindo (desenrolando) a dupla fita do DNA, expondo 
a sequência de nucleotídeos que vai servir de molde para a 
síntese do RNA. À medida que a dupla fita de DNA se abre, 
ribonucleotídeos irão se unir às bases do segmento molde, 
obedecendo ao seguinte pareamento: 
Quando o segmento molde 
do DNA tem
O RNA sintetizado 
terá
A (adenina) U (uracila)
T (timina) A (adenina)
C (citosina) G (guanina)
G (guanina) C (citosina)
A molécula de RNA é alongada por um nucleotídeo de cada 
vez na direção 5’ → 3’. Esse processo continua até que a 
enzima encontra uma sequência especial de nucleotídeos no 
segmento molde do DNA que sinaliza o término da síntese. 
Com o término da síntese, a RNA-polimerase se desliga do 
DNA, a molécula de RNA sintetizada se desliga do segmento 
molde de DNA e as duas fitas do DNA voltam a se unir, 
refazendo a dupla hélice da molécula. Podemos dizer, então, 
que a molécula do DNA “empresta” temporariamente uma de 
suas fitas para que ela, com a utilização de ribonucleotídeos 
e sob a ação catalisadora da RNA-polimerase, sirva de molde 
para a produção do RNA.
Na sequência de bases nitrogenadas do RNA-m, estarão 
codificadas as mesmas informações do segmento de 
DNA do qual foi transcrito. A sequência de três bases 
nitrogenadas consecutivas do RNA-m recebe o nome de 
códon. Assim, cada códon do RNA-m codifica a mesma 
informação da tríade do DNA do qual foi transcrito. 
Veja os exemplos a seguir:
Tríades do 
DNA
Códons do 
RNA-m
Informação codificada
AAA UUU Aminoácido fenilalanina
CAA GUU Aminoácido valina
CTT GAA Aminoácido ácido glutâmico
CCG GGC Aminoácido glicina
CCT GGA Aminoácido glicina
Percebemos mais uma vez que um mesmo tipo de 
aminoácido pode ser codificado por mais de um tipo de códon. 
No entanto, um códon não pode codificar mais de um tipo de 
aminoácido. Ao todo, são 64 códons diferentes, sendo que 
alguns deles (UAA, UAG e UGA) não codificam aminoácidos, 
mas sim, sinal de parada (término) do processo de síntese 
e, por isso, são conhecidos como códons de terminação. 
O códon AUG é o códon de iniciação, uma vez que, além de 
codificar o aminoácido metionina, também indica o início da 
síntese proteica. A tabela a seguir mostra os 64 códons do 
RNA-m e as informações correspondentes.
Frente A Módulo 09
4 Coleção Estudo 4V
4VPRV3_BIO_BOOK.indb 4 27/03/17 09:13
Meu
 Bern
ou
lli
2ª posição na trinca
1
ª 
p
os
iç
ão
 n
a 
tr
in
ca
U C A G
3
ª 
p
os
iç
ão
 n
a 
tr
in
ca
U
UUU
Fenilalanina
UCU
Serina
UAU
Tirosina
UGU
Cisteína
U
C
A
G
UUC UCC UAC UGC
UUA
Leucina
UCA UAA
Código de 
parada
UGA Código de 
parada
UUG UCG UAG UGG Triptofano
C
CUU
Leucina
CCU
Prolina
CAU
Histidina
CGU
Arginina
U
C
A
G
CUC CCC CAC CGC
CUA CCA CAA
Glutamina
CGA
CUG CCG CAG CGG
A
AUU
Isoleucina
ACU
Treonina
AAU
Asparagina
AGU
Serina
U
C
A
G
AUC ACC AAC AGC
AUA ACA AAA
Lisina
AGA
Arginina
AUG Metionina* ACG AAG AGG
G
GUU
Valina
GCU
Alanina
GAU
Aspartato
GGU
Glicina
U
C
A
G
GUC GCC GAC GGC
GUA GCA GAA
Glutamato
GGA
GUG GCG GAG GGG
*Códon de iniciação.
Nessa tabela, constam os 64 códons de RNA mensageiro possíveis com o aminoácido a que correspondem. Observe que existe um 
códon de iniciação, que é interpretado pelo ribossomo como “a leitura começa a partir daqui”; esse códon também corresponde 
ao aminoácido metionina. Existem, também, três códons de parada, que significam “fim da mensagem”, nos quais a síntese do 
polipeptídeo termina.
Nos seres eucariontes, todo RNA-m funcional, isto é, RNA-m que contém a informação codificada sobre a sequência de 
aminoácidos de um polipeptídeo, possui o códon de iniciação (que sempre é o AUG), diversos outros códons correspondentes 
à sequência dos demais aminoácidos e um códon de terminação (que pode ser UAA, UAG ou UGA).
Códon de iniciação
RNA-m
A AA
AAA A AA
G
GGG GG
GU U
U
U
C
C
CC
Códon de terminação
Síntese de proteínas
B
IO
LO
G
IA5Bernoulli Sistema de Ensino
4VPRV3_BIO_BOOK.indb 5 27/03/17 09:13
Meu
 Bern
ou
lli
trADução: A “leiturA” 
Do rNA-m
O RNA-m funcional, depois de formado, liga-se aos 
ribossomos (ribossomas), pequenos grânulos constituídos 
de proteínas e RNA-r.
Sítio P Sítio A
Local de reunião
do RNA-m
A
rq
ui
vo
 B
er
no
ul
li
Ribossomo – Cada ribossomo é formado por duas subunidades 
que se mantêm unidas por meio do íon Mg++. Em cada ribossomo, 
encontramos três sítios (locais): o sítio em que se liga o RNA-m 
e os sítios A e P, em que se alojam moléculas de aminoácidos 
trazidas pelos RNA-t (RNA transportadores).
Os ribossomos são as estruturas celulares responsáveis 
pela união dos aminoácidos que irão compor a cadeia 
polipeptídica. Essa união é feita em uma sequência 
estabelecida pelos códons do RNA-m. Assim, ao fazer 
a “leitura” desses códons, o ribossomo detecta quais 
serão os aminoácidos utilizados e em que sequência 
devem ser ligados. Para desempenhar essa função, 
o ribossomo precisa ter à sua disposição os diversos 
tipos de aminoácidos que irão formar a proteína. 
É necessária, portanto, a presença desses aminoácidos 
no local da síntese proteica (local onde se encontra o 
ribossomo e o RNA-m funcional). Como os aminoácidos 
encontram-se dispersos pelo interior da célula, é necessário 
que eles sejam trazidos para o local da síntese, e isso é feito 
pelas moléculas de RNA-t. Cada molécula de aminoácido é 
transportada por um RNA-t. Assim, na síntese de proteínas, 
participam diversas moléculas de RNA-t.
Em toda molécula de RNA-t, em uma de suas extremidades, 
encontramos a sequência de bases ACC a que se liga 
o aminoácido conforme mostra a imagem a seguir.
Cada molécula de RNA-t, trazendo um aminoácido, liga-se 
a um códon específi co do RNA-m. Essa ligação é feita por 
meio de ligações de hidrogênio que se estabelecem entre 
as bases nitrogenadas desses dois tipos de RNA (RNA-m e 
RNA-t), obedecendo ao seguinte pareamento: A (adenina) 
com U (uracila) e G (guanina) com C (citosina).
As tríades (trincas) de bases nitrogenadas dos RNA-t 
que se ligam aos códons do RNA-m são chamadas de 
anticódons. Assim, cada molécula de RNA-t, por meio do 
seu anticódon, liga-se a um determinado códon do RNA-m. 
O anticódon do RNA-t codifi ca a mesma informação do 
códon do RNA-m a que está ligado. Assim, quem determina 
a qual aminoácido o RNA-t deve se ligar e qual deles ele 
deve transportar é o seu anticódon.
Anticódon – Para cada 
aminoácido, há um anticódon 
que reconhece o códon 
complementar no RNA-m.
Representação esquemática 
de RNA-t associados aos 
aminoácidos específicos.
Sequência de bases
comuns a todos os
RNA-t. Os aminoácidos 
ligam-se a essa
extremidade.
Lisina
UUU
Glicina
CCC
A
C
C
UCU
Arginina
GAC
Leucina
A tabela a seguir mostra alguns exemplos de correspondência 
entre as tríades do DNA, os códons do RNA-m, os anticódons 
dos RNA-t e os aminoácidos.
Tríades no 
segmento de 
DNA usado 
para fabricar 
o RNA-m
Códons cor-
respondentes
no RNA-m
Anticódons 
correspon-
dentes nos 
RNA-t
Aminoácidos 
correspon-
dentes
AAA UUU AAA Fenilalanina
CAA GUU CAA Valina
CTT GAA CUU Ácido 
glutâmico
CCG GGC CCG Glicina
CCT GGA CCU Glicina
AGG UCC AGG Serina
Essa correspondência que existe entre as tríades do 
DNA, os códons do RNA-m, os anticódons dos RNA-t e os 
aminoácidos constitui o chamado código genético. Como 
esse código é universal, isto é, o mesmo para todas as 
espécies de seres vivos, em seres tão diferentes como 
uma bactéria, uma samambaia, um elefante e um homem, 
a correspondência será a mesma. É claro, no entanto, 
que a sequência das tríades nas moléculas de DNA varia nos 
diferentes seres vivos.
frente A módulo 09
6 Coleção Estudo 4V
4VPRV3_BIO_A09.indd 6 30/03/17 09:09
Meu
 Bern
ou
lli
A fabricação de proteínas feita com a participação dos 
ribossomos (nos quais existe RNA-r), do RNA-m e dos 
RNA-t é chamada de tradução. Podemos dizer, então, que a 
síntese de proteínas é feita por meio de duas etapas básicas: 
transcrição e tradução. A transcrição, conforme já vimos, 
é a formação do RNA-m a partir do DNA. A tradução é a 
formação da cadeia polipeptídica feita pelos diferentes tipos 
de RNAs (RNA-r, RNA-m e RNA-t).
A tradução inicia-se quando ao ribossomo liga-se um RNA-m. 
Em seguida, chegam os RNA-t trazendo os aminoácidos. 
O primeiro RNA-t com o seu respectivo aminoácido aloja-se 
no sítio P do ribossomo; o segundo RNA-t, também trazendo 
um aminoácido, aloja-se no sítio A. O que define qual o tipo 
de RNA-t deve entrar nesses sítios são os códons do RNA-m 
localizados sob esses sítios. Por exemplo: se o códon do 
RNA-m sob o sítio for UUU, o único RNA-t que poderá se 
alojar nesse sítio é aquele que tem o anticódon AAA conforme 
mostra o esquema a seguir.
UAC
AUG
AAA
UUU
GGC
CUG
1º códon 2º códon
3° códon
RNA-m
S
íti
o 
P
S
íti
o 
A
RNA-t
Aminoácido
Ribossomo
A
rq
ui
vo
 B
er
no
ul
li
Sob a ação de enzima presente no ribossomo, é feita a 
união entre os aminoácidos alojados nos sítios A e P. Feito 
isso, o primeiro aminoácido desliga-se do seu RNA-t, e este, 
por sua vez, se desprende do ribossomo. Os dois primeiros 
aminoácidos, unidos pela ligação peptídica, continuam 
presos ao segundo RNA-t, que ainda ocupa o sítio A.
A etapa seguinte consiste no deslocamento do ribossomo 
sobre a molécula do RNA-m, dando um “passo” correspondente 
a uma trinca de bases. Com isso, o RNA-t, com os dois 
primeiros aminoácidos unidos, que ocupava o sítio A, passa 
a ocupar o sítio P. O sítio A, agora posicionado sobre o 
terceiro códon do RNA-m, fica livre. Nele, então, aloja-se 
um outro RNA-t, trazendo mais um aminoácido. Em seguida, 
ocorre a ligação desse terceiro aminoácido com o segundo 
aminoácido que, por sua vez, já está ligado ao primeiro. Todo 
esse processo vai se repetindo e, à medida que o ribossomo 
desloca-se sobre a fita do RNA-m, ocorre a alongação do 
peptídeo, isto é, a cadeia de peptídeos vai ficando mais longa.
O término da síntese proteica ocorre quando o ribossomo 
encontra um códon que não se liga a algum RNA-t, ou seja, 
um códon de parada. Esse códon funciona como um “ponto- 
-final”, determinando o fim da síntese. Com isso, o último 
RNA-t que participou do processo se desliga do complexo 
ribossomo + RNA-m, e o polipeptídeo formado é liberado.
OBSERVAÇÃO
Com o desenvolvimento da Biologia Molecular e da 
Engenharia Genética, descobriu-se que, nos genes dos 
seres eucarióticos, existem sequências de nucleotídeos, 
chamadas éxons, que são traduzidas, mas também existem 
sequências de nucleotídeos, denominadas íntrons, que não 
são traduzidas. Assim, os genes dos organismos eucarióticos 
apresentam íntrons e éxons intercalados conforme mostra 
o esquema a seguir.
Íntrons
Éxons
Segmentos do DNA
 contendo éxons 
e íntrons
 RNA-m precursor
(transcrito primário)
Splicing
Remoção dos 
íntrons
União dos 
éxons
RNA-m funcional maduro
Transcrição
Quando ocorre a transcrição, todo o gene é transcrito em 
uma molécula de RNA-m precursor (também chamado de 
transcrito primário) que, por meio de um processo chamado 
splicing, é reduzido de tamanho devido à retirada dos 
íntrons e à união apenas dos éxons. Com isso, forma-se o 
RNA-funcional (RNA-m maduro, RNA-m monocistrônico), que 
contém apenas os éxons. É esse RNA-m funcional que irá 
se ligar ao ribossomo, possibilitando a síntese da proteína.
O splicing, realizado com a participação de diferentes 
enzimas, é um processo complexo e preciso, uma vez que 
a molécula do RNA-m precursor deve ser clivada (cortada) 
em locais exatos, e os éxons devem ser unidos em uma 
determinada sequência para a formação do RNA-m funcional 
que se ligará ao ribossomo. Dependendo da sequência 
em que os éxons são unidos, serão sintetizadas proteínas 
com estruturas primárias diferentes, ou seja, proteínas 
diferentes. Assim, devido a esse fenômeno conhecido por 
splicing alternativo, a partir de um mesmo trecho de DNA 
(gene), podem ser produzidos diferentesRNA-m funcionais e, 
consequentemente, diferentes tipos de proteínas.
Síntese de proteínas
B
IO
LO
G
IA
7Bernoulli Sistema de Ensino
4VPRV3_BIO_A09.indd 7 30/03/17 09:09
Meu
 Bern
ou
lli
eXercÍcios De fiXAção
01. (UFMG) Observe o quadro que indica as 64 combinações 
possíveis de bases nitrogenadas que compõem o código 
genético para o RNA mensageiro, RNAm, dos seres vivos.
Segundo nucleotídeo
P
ri
m
ei
ro
 n
u
cl
eo
tí
de
o
U C A G
Te
rc
ei
ro
 n
u
cl
eo
tí
de
o
U
UUU
Phe
UCU
Ser
UAU
Tyr
UGU
Cys
U
C
A
GUUC UCC UAC UGC
UUA
Leu
UCA UAA
Fim da 
cadeia
UGA Fim da 
cadeia
UUG UCG UAG UGG Trp
C
CUU
Leu
CCU
Pro
CAU
His
CGU
Arg
U
C
A
GCUC CCC CAC CGC
CUA CCA CAA
Gln
CGA
CUG CCG CAG CGG
A
AUU
Iso
ACU
Thr
AAU
Asn
AGU
Ser
U
C
A
GAUC ACC AAC AGC
AUA ACA AAA
Lys
AGA
Arg
AUG Met ACG AAG AGG
G
GUU
Val
GCU
Ala
GAU
Asp
GGU
Gly
U
C
A
GGUC GCC GAC GGC
GUA GCA GAA
Glu 
GGA
GUG GCG GAG GGG
Utilizando-se dessas informações e de conhecimentos 
sobre o assunto,
A) COMPLETE o quadro a seguir, que é lido da 
esquerda para a direita e apresenta colunas com os 
alinhamentos da transcrição e da tradução.
DNA de fi ta dupla
I C
I’ A G A
RNA-m transcrito C C A U
Anticódon 
apropriado ao RNA-t G C A
Aminoácido 
incorporado à proteína Trp
B) SUBSTITUA a base A, 7ª base da fi ta I’ do DNA, por C.
INDIQUE o aminoácido que será traduzido.
C) CITE duas propriedades do código genético, com base 
no quadro de códons apresentado.
D) CITE uma função da fi ta I do DNA original.
02. (FUVEST-SP–2015) No processo de síntese de certa 
proteína, os RNA transportadores responsáveis pela 
adição dos aminoácidos serina, asparagina e glutamina 
a um segmento da cadeia polipeptídica tinham os 
anticódons UCA, UUA e GUC, respectivamente. 
No gene que codifi ca essa proteína, a sequência de bases 
correspondente a esses aminoácidos é
A) U C A U U A G U C.
B) A G T A A T C A G.
C) A G U A A U C A G.
D) T C A T T A G T C.
E) T G T T T T C T G.
03. (PUC Rio–2015) O termo “código genético” refere-se 
A) ao conjunto de trincas de bases nitrogenadas; cada 
trinca correspondendo a um determinado aminoácido. 
B) ao conjunto de todos os genes de um organismo, 
capazes de sintetizar diferentes proteínas. 
C) ao conjunto de proteínas sintetizadas a partir de uma 
sequência específi ca de RNA. 
D) a todo o genoma de um organismo, incluindo regiões 
expressas e não expressas. 
E) à síntese de RNA a partir de um dos fi lamentos de DNA. 
04. (FGV–2013) A substituição de apenas um nucleotídeo 
no DNA pode representar uma grave consequência ao 
seu portador em função de uma modifi cação de um 
componente molecular na proteína sintetizada a partir 
do trecho alterado. 
É o caso da anemia falciforme, na qual a síntese 
da hemoglobina humana normal, HbA, é parcial ou 
totalmente substituída pela hemoglobina falciforme 
mutante, HbS, em decorrência da presença de um 
nucleotídeo com adenina no lugar de outro com timina.
Tal mutação é responsável pela
A) leitura incompleta do RNA-m transcrito, codifi cador 
da hemoglobina.
B) alteração na sequência de aminoácidos da hemoglobina 
sintetizada.
C) modificação na sequência de nucleotídeos da 
hemoglobina das hemácias.
D) tradução de uma hemoglobina mutante com um 
aminoácido a mais.
E) transcrição de uma hemoglobina mutante com um 
aminoácido a menos.
eXercÍcios ProPostos
01. (FUVEST-SP–2016) No esquema a seguir, está 
representada uma via metabólica; o produto de cada 
reação química, catalisada por uma enzima específi ca, 
é o substrato para a reação seguinte.
Substrato 1 Substrato 2 Substrato 3 Produto final
Enzima CEnzima BEnzima A
Gene A Gene B Gene C
frente A módulo 09
8 Coleção Estudo 4V
4VPRV3_BIO_A09.indd 8 30/03/17 09:09
Meu
 Bern
ou
lli
Num indivíduo que possua alelos mutantes que levem à 
perda de função do gene 
A) A, ocorrem falta do substrato 1 e acúmulo do substrato 2.
B) C, não há síntese dos substratos 2 e 3.
C) A, não há síntese do produto fi nal.
D) A, o fornecimento do substrato 2 não pode restabelecer 
a síntese do produto fi nal.
E) B, o fornecimento do substrato 2 pode restabelecer 
a síntese do produto fi nal.
02. (UCS-RS–2015) Alguns anos atrás, o Brasil foi notifi cado 
por exportar alimentos processados que não continham 
no rótulo a informação do tipo de carne componente do 
alimento. A análise realizada foi obtida por testes de DNA 
que identifi caram os diferentes tipos de amostras.
Amostras
Bases nitrogenadas % Relações molares
A G C T A/T G/C
1 28,9 17,9 17,8 27,4 1,05 1,00
2 24 33 33 24 1,00 1,00
3 12,4 14 14 12,4 1,00 1,00
4 45,8 2,9 2,9 43,6 1,05 1,00
Com base nas informações da tabela, pode-se afi rmar que 
A) todas as amostras são provenientes de diferentes 
espécies. 
B) a amostra 3 possui o mais alto conteúdo de pares 
A e T. 
C) a amostra 2 apresenta DNA de fi ta simples. 
D) as amostras 2 e 3 apresentam alta homologia entre 
seus DNAs. 
E) a amostra 4 apresenta diferenças em suas bases, 
pois há presença de Uracil (U). 
03. (FUVEST-SP) Uma mutação, responsável por uma doença 
sanguínea, foi identifi cada numa família. A seguir estão 
representadas sequências de bases nitrogenadas, normal 
e mutante; nelas estão destacados o sítio de início da 
tradução e a base alterada.
Sequência normal
Sequência mutante
Sítio de início da tradução
... AUGACGGGCGACACACAGAGCGACUGGGACUGC ...
... AUGACGGGCGACACACAGAGCGACUGGAACUGC ...
O ácido nucleico representado anteriormente e o número 
de aminoácidos codifi cados pela sequência de bases, 
entre o sítio de início da tradução e a mutação, estão 
CORRETAMENTE indicados em:
A) DNA; 8.
B) DNA; 24.
C) DNA; 12.
D) RNA; 8.
E) RNA; 24.
04. (FGV-SP) A Rifampicina é um dos antibióticos utilizados 
para o tratamento da tuberculose. Seu mecanismo de 
ação consiste na inibição da transcrição nas células de 
Mycobacterium tuverculosis. Sob a ação desse antibiótico, 
nas células bacterianas haverá comprometimento
A) exclusivamente da produção de proteínas.
B) exclusivamente da produção de DNA.
C) exclusivamente da produção de RNA.
D) da produção de RNA e de proteínas.
E) da produção de DNA e RNA.
05. (PUC Minas) Sobre o esquema a seguir, foram feitas 
algumas afi rmações.
I. O esquema representa o mecanismo da tradução, 
 em que interagem os três tipos de RNAs.
II. O pareamento do códon com o anticódon específi co 
resulta na entrada do aminoácido correto, determinado 
pela sequência codifi cadora.
III. Toda molécula de RNAm possui um códon de iniciação, 
que é sempre o mesmo – AUG.
IV. A perda de um único nucleotídeo no gene que dá 
origem ao RNAm pode alterar a tradução a partir 
daquele ponto.
V. A associação entre aminoácidos para formar proteínas 
depende de ligações peptídicas.
Estão CORRETAS as afi rmativas
A) I , IV e V apenas.
B) I, II e III apenas.
C) II, III e IV apenas.
D) I, II, III, IV e V.
06. (PUC-SP–2016) Um trecho de uma das cadeias da 
molécula de DNA tem a seguinte sequência de bases 
nitrogenadas:
ACATAGCCAAAA
A seguir, temos os códons correspondentes a quatro 
aminoácidos:
Aminoácido Códons
Cisteína UGU, UGC
Fenilalanina UUU, UUC
Glicina GGU, GGC, CGA, GGG
Isoleucina AUU, AUC
Suponha que, em um caso de mutação, a terceira base 
daquele trecho de DNA, que se encontra sublinhada (A), 
seja substituída pela base Guanina.
síntese de proteínas
B
io
lo
g
iA
9Bernoulli Sistema de Ensino
4VPRV3_BIO_A09.indd 9 30/03/17 09:09
Meu
 Bern
ou
lli
Essa nova situação 
A) acarretaria modificação em parte da sequência de 
aminoácidos da proteína a ser sintetizada. 
B) acarretaria modificação em todos os códons 
subsequentes no trecho do RNA mensageiro 
correspondente. 
C) não acarretaria modificação na sequência de 
nucleotídeos do RNA mensageiro correspondente. 
D) não acarretaria modificação na sequência de 
aminoácidos da proteína a ser sintetizada. 
07. (Unisa-SP–2017) Analise a tabela, que contém uma parte 
do código genético.
Códons Produtocodificado
AUG Metionina 
(códon de início)
CAU, CAC Histidina
GGU, GGG, GGA, GGC Glicina
CGU, CGA, CGC, CGG, AGA, AGG Arginina
UGU, UGC Cisteína
UAA, UAG, UGA Códons de parada
Considere um segmento de DNA com a seguinte sequência 
de bases nitrogenadas, em que a seta indica o sentido 
da transcrição:
3'TACGCCCCCACGGCAGTGATCGTGCCC5'
A) Suponha que um ribossomo traduziu o RNA 
mensageiro sintetizado a partir desse segmento de 
DNA, quantos aminoácidos são codificados por este 
ribossomo? CITE o nome do último aminoácido que 
fará parte da molécula transcrita. 
B) Caso ocorra uma mutação e a décima quinta base 
nitrogenada seja substituída pela base timina (T), 
qual será o anticódon do RNA transportador que 
se emparelha com o códon codificado após a 
mutação? De acordo com a propriedade do código 
genético, EXPLIQUE por que essa mutação pode ser 
considerada silenciosa.
seção eNem
01. (Enem–2012) Os vegetais biossintetizam determinadas 
substâncias (por exemplo, alcaloides e flavonoides), cuja 
estrutura química e concentração variam num mesmo 
organismo em diferentes épocas do ano e estágios 
de desenvolvimento. Muitas dessas substâncias são 
produzidas para a adaptação do organismo às variações 
ambientais (radiação UV, temperatura, parasitas, 
herbívoros, estímulo a polinizadores, etc.) ou fisiológicas 
(crescimento, envelhecimento, etc.). As variações 
qualitativa e quantitativa na produção dessas substâncias 
durante um ano são possíveis porque o material genético 
do indivíduo
A) sofre constantes recombinações para adaptar-se.
B) muda ao longo do ano e em diferentes fases da vida.
C) cria novos genes para biossíntese de substâncias 
específicas.
D) altera a sequência de bases nitrogenadas para criar 
novas substâncias.
E) possui genes transcritos diferentemente de acordo 
com cada necessidade.
02. (Enem–2008) Define-se genoma como o conjunto de 
todo o material genético de uma espécie, que, na maioria 
dos casos, são moléculas de DNA. Durante muito tempo, 
especulou-se sobre a possível relação entre o tamanho do 
genoma – medido em número de pares de bases (pb) –, 
o número de proteínas produzidas e a complexidade do 
organismo. As primeiras respostas começam a aparecer e 
já deixam claro que essa relação não existe, como mostra 
a tabela a seguir.
Espécie Nome 
comum
Tamanho 
estimado do 
genoma (pb)
Nº de 
proteínas 
descritas
Oryza sativa arroz 5 000 000 000 224 181
Mus musculus camundongo 3 454 200 000 249 081
Homo sapiens homem 3 400 000 000 459 114
Rattus 
norvegicus rato 2 900 000 000 109 077
Drosophila 
melanogaster
mosca-da- 
-fruta 180 000 000 86 255
Disponível em: <http://www.cbs.dtu.dk> e 
<http://www.nebi.nim.nih.gov>.
De acordo com as informações anteriores,
A) o conjunto de genes de um organismo define o 
seu DNA.
B) a produção de proteínas não está vinculada à molécula 
de DNA.
C) o tamanho do genoma não é diretamente proporcional 
ao número de proteínas produzidas pelo organismo.
D) quanto mais complexo o organismo, maior o tamanho 
de seu genoma.
E) genomas com mais de um bilhão de pares de bases 
são encontrados apenas nos seres vertebrados.
gABArito
fixação
01. A)
DNA de fita 
dupla
I C C A T G G T C T C G T
I’ G G T A C C A G A G C A
RNA-m transcrito C C A U G G U C U C G U
Anticódon apro-
priado ao RNA-t
G G U A C C A G A G C A
Aminoácido incor-
porado à proteína
Pro Trp Ser Arg
 B) O aminoácido traduzido será a alanina.
 C) Código em trincas; código degenerado.
 D) A fita I participa da duplicação do DNA.
02. D 03. A 04. B
Propostos
01. C
02. A 
03. D
04. D
05. D
06. D
07. A) 6 aminoácidos. Histidina.
 B) GCU. A mutação gera um códon que codifica o 
mesmo aminoácido do códon sem mutação.
seção enem
01. E 02. C
Frente A Módulo 09
10 Coleção Estudo 4V
4VPRV3_BIO_BOOK.indb 10 27/03/17 09:13
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