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A síntese (fabricação) de proteínas no interior de uma célula, fenômeno também conhecido por biossíntese de proteínas, envolve a participação dos seguintes elementos: DNA, RNA-r, RNA-m, RNA-t, ribossomos, enzimas específicas e aminoácidos. DNA e cóDigo geNético O DNA contém as informações sobre a estrutura primária da proteína a ser fabricada, isto é, quais serão os aminoácidos utilizados e em que sequência deverão ser ligados. Essas informações estão “codificadas” na sequência de bases nitrogenadas dos nucleotídeos que formam as cadeias do DNA. Esse código, conhecido por código genético, já foi decifrado pelo homem. A tabela a seguir é uma pequena amostra dessa relação entre DNA e aminoácidos correspondentes: Tríades do DNA Tradução da informação TAC Aminoácido metionina (Met) e início da síntese AAA Aminoácido fenilalanina (Phe) CAA Aminoácido valina (Val) CTT Aminoácido ácido glutâmico (Glu) CCG Aminoácido glicina (Gly) CCT Aminoácido glicina (Gly) AGG Aminoácido serina (Ser) ATT Término da síntese ATC Término da síntese O código genético é formado por 64 trincas (tríades, tercetos, triplets) de bases nitrogenadas. A maioria das trincas codifica aminoácidos, existindo três trincas de terminação (ATT, ATC e ACT) que funcionam como “ponto- -final”, ou seja, determinam o término da síntese proteica. A tríade TAC, além de codificar o aminoácido metionina, também é a tríade de iniciação, uma vez que ela indica o início da síntese proteica. Observe, na tabela, que um mesmo tipo de aminoácido pode ser codificado por diferentes tríades, por exemplo o aminoácido glicina. Por isso, se diz que o código genético é degenerado. O código genético também é universal, ou seja, é o mesmo em qualquer espécie de ser vivo. Assim, a tríade AAA do DNA cromossômico de qualquer espécie codifica a mesma informação: aminoácido fenilalanina. trANscrição: A formAção DA moléculA De rNA-m As informações a respeito dos aminoácidos que irão compor a cadeia peptídica, bem como da sequência em que deverão ser ligados, estão codificadas em um determinado trecho ou segmento do DNA, que chamamos de gene. Essas informações precisam chegar aos ribossomos, estruturas celulares encarregadas de unir um aminoácido a outro. Como o DNA não tem a capacidade de se ligar diretamente aos ribossomos e de repassar para eles as informações, um “mensageiro” precisa entrar em ação, ou seja, um “mensageiro” precisa levar as informações que estão codificadas no DNA para os ribossomos. Esse é o papel do RNA-m (RNA mensageiro). Assim, a primeira etapa da síntese de proteínas consiste na transcrição da mensagem do DNA para o RNA-m. DNA RNA-m Módulo 09 Frente A 3Bernoulli Sistema de Ensino BIOLOGIA síntese de proteínas 4VPRV3_BIO_A09.indd 3 30/03/17 09:09 Meu Bern ou lli Na transcrição, o segmento de DNA em que está codificada a informação, que precisa chegar aos ribossomos, será usado como modelo para fabricar o RNA-m. Para que isso ocorra, além do DNA, é também necessária a presença de enzimas específicas, como a RNA-polimerase ou polimerase do RNA, e de ribonucleotídeos soltos no interior da célula. O processo da transcrição está resumido na figura a seguir. 3` 3` 5` 5` 3` 5` RNA Fita do DNA transcrita (molde) Polimerase do RNA A T T G C C C C C C C C C C C C C C C C C U U U G G GG G G G GG G G G GG G G G G G T T T T T T T T T T A A A A A A AA A A A A A A A A T T G C C C C C C C C C C C C C C C C C U U U G G GG G G G GG G G G GG G G G G G T T T T T T T T T T A A A A A A AA A A A A A A A Fita do DNA não transcrita A rq ui vo B er no ul li Transcrição. A transcrição começa com a ligação da enzima RNA-polimerase ao DNA. A sequência do DNA na qual a RNA-polimerase se liga para iniciar a transcrição denomina-se promotor. Após essa ligação, a RNA-polimerase se move ao longo da molécula de DNA, abrindo (desenrolando) a dupla fita do DNA, expondo a sequência de nucleotídeos que vai servir de molde para a síntese do RNA. À medida que a dupla fita de DNA se abre, ribonucleotídeos irão se unir às bases do segmento molde, obedecendo ao seguinte pareamento: Quando o segmento molde do DNA tem O RNA sintetizado terá A (adenina) U (uracila) T (timina) A (adenina) C (citosina) G (guanina) G (guanina) C (citosina) A molécula de RNA é alongada por um nucleotídeo de cada vez na direção 5’ → 3’. Esse processo continua até que a enzima encontra uma sequência especial de nucleotídeos no segmento molde do DNA que sinaliza o término da síntese. Com o término da síntese, a RNA-polimerase se desliga do DNA, a molécula de RNA sintetizada se desliga do segmento molde de DNA e as duas fitas do DNA voltam a se unir, refazendo a dupla hélice da molécula. Podemos dizer, então, que a molécula do DNA “empresta” temporariamente uma de suas fitas para que ela, com a utilização de ribonucleotídeos e sob a ação catalisadora da RNA-polimerase, sirva de molde para a produção do RNA. Na sequência de bases nitrogenadas do RNA-m, estarão codificadas as mesmas informações do segmento de DNA do qual foi transcrito. A sequência de três bases nitrogenadas consecutivas do RNA-m recebe o nome de códon. Assim, cada códon do RNA-m codifica a mesma informação da tríade do DNA do qual foi transcrito. Veja os exemplos a seguir: Tríades do DNA Códons do RNA-m Informação codificada AAA UUU Aminoácido fenilalanina CAA GUU Aminoácido valina CTT GAA Aminoácido ácido glutâmico CCG GGC Aminoácido glicina CCT GGA Aminoácido glicina Percebemos mais uma vez que um mesmo tipo de aminoácido pode ser codificado por mais de um tipo de códon. No entanto, um códon não pode codificar mais de um tipo de aminoácido. Ao todo, são 64 códons diferentes, sendo que alguns deles (UAA, UAG e UGA) não codificam aminoácidos, mas sim, sinal de parada (término) do processo de síntese e, por isso, são conhecidos como códons de terminação. O códon AUG é o códon de iniciação, uma vez que, além de codificar o aminoácido metionina, também indica o início da síntese proteica. A tabela a seguir mostra os 64 códons do RNA-m e as informações correspondentes. Frente A Módulo 09 4 Coleção Estudo 4V 4VPRV3_BIO_BOOK.indb 4 27/03/17 09:13 Meu Bern ou lli 2ª posição na trinca 1 ª p os iç ão n a tr in ca U C A G 3 ª p os iç ão n a tr in ca U UUU Fenilalanina UCU Serina UAU Tirosina UGU Cisteína U C A G UUC UCC UAC UGC UUA Leucina UCA UAA Código de parada UGA Código de parada UUG UCG UAG UGG Triptofano C CUU Leucina CCU Prolina CAU Histidina CGU Arginina U C A G CUC CCC CAC CGC CUA CCA CAA Glutamina CGA CUG CCG CAG CGG A AUU Isoleucina ACU Treonina AAU Asparagina AGU Serina U C A G AUC ACC AAC AGC AUA ACA AAA Lisina AGA Arginina AUG Metionina* ACG AAG AGG G GUU Valina GCU Alanina GAU Aspartato GGU Glicina U C A G GUC GCC GAC GGC GUA GCA GAA Glutamato GGA GUG GCG GAG GGG *Códon de iniciação. Nessa tabela, constam os 64 códons de RNA mensageiro possíveis com o aminoácido a que correspondem. Observe que existe um códon de iniciação, que é interpretado pelo ribossomo como “a leitura começa a partir daqui”; esse códon também corresponde ao aminoácido metionina. Existem, também, três códons de parada, que significam “fim da mensagem”, nos quais a síntese do polipeptídeo termina. Nos seres eucariontes, todo RNA-m funcional, isto é, RNA-m que contém a informação codificada sobre a sequência de aminoácidos de um polipeptídeo, possui o códon de iniciação (que sempre é o AUG), diversos outros códons correspondentes à sequência dos demais aminoácidos e um códon de terminação (que pode ser UAA, UAG ou UGA). Códon de iniciação RNA-m A AA AAA A AA G GGG GG GU U U U C C CC Códon de terminação Síntese de proteínas B IO LO G IA5Bernoulli Sistema de Ensino 4VPRV3_BIO_BOOK.indb 5 27/03/17 09:13 Meu Bern ou lli trADução: A “leiturA” Do rNA-m O RNA-m funcional, depois de formado, liga-se aos ribossomos (ribossomas), pequenos grânulos constituídos de proteínas e RNA-r. Sítio P Sítio A Local de reunião do RNA-m A rq ui vo B er no ul li Ribossomo – Cada ribossomo é formado por duas subunidades que se mantêm unidas por meio do íon Mg++. Em cada ribossomo, encontramos três sítios (locais): o sítio em que se liga o RNA-m e os sítios A e P, em que se alojam moléculas de aminoácidos trazidas pelos RNA-t (RNA transportadores). Os ribossomos são as estruturas celulares responsáveis pela união dos aminoácidos que irão compor a cadeia polipeptídica. Essa união é feita em uma sequência estabelecida pelos códons do RNA-m. Assim, ao fazer a “leitura” desses códons, o ribossomo detecta quais serão os aminoácidos utilizados e em que sequência devem ser ligados. Para desempenhar essa função, o ribossomo precisa ter à sua disposição os diversos tipos de aminoácidos que irão formar a proteína. É necessária, portanto, a presença desses aminoácidos no local da síntese proteica (local onde se encontra o ribossomo e o RNA-m funcional). Como os aminoácidos encontram-se dispersos pelo interior da célula, é necessário que eles sejam trazidos para o local da síntese, e isso é feito pelas moléculas de RNA-t. Cada molécula de aminoácido é transportada por um RNA-t. Assim, na síntese de proteínas, participam diversas moléculas de RNA-t. Em toda molécula de RNA-t, em uma de suas extremidades, encontramos a sequência de bases ACC a que se liga o aminoácido conforme mostra a imagem a seguir. Cada molécula de RNA-t, trazendo um aminoácido, liga-se a um códon específi co do RNA-m. Essa ligação é feita por meio de ligações de hidrogênio que se estabelecem entre as bases nitrogenadas desses dois tipos de RNA (RNA-m e RNA-t), obedecendo ao seguinte pareamento: A (adenina) com U (uracila) e G (guanina) com C (citosina). As tríades (trincas) de bases nitrogenadas dos RNA-t que se ligam aos códons do RNA-m são chamadas de anticódons. Assim, cada molécula de RNA-t, por meio do seu anticódon, liga-se a um determinado códon do RNA-m. O anticódon do RNA-t codifi ca a mesma informação do códon do RNA-m a que está ligado. Assim, quem determina a qual aminoácido o RNA-t deve se ligar e qual deles ele deve transportar é o seu anticódon. Anticódon – Para cada aminoácido, há um anticódon que reconhece o códon complementar no RNA-m. Representação esquemática de RNA-t associados aos aminoácidos específicos. Sequência de bases comuns a todos os RNA-t. Os aminoácidos ligam-se a essa extremidade. Lisina UUU Glicina CCC A C C UCU Arginina GAC Leucina A tabela a seguir mostra alguns exemplos de correspondência entre as tríades do DNA, os códons do RNA-m, os anticódons dos RNA-t e os aminoácidos. Tríades no segmento de DNA usado para fabricar o RNA-m Códons cor- respondentes no RNA-m Anticódons correspon- dentes nos RNA-t Aminoácidos correspon- dentes AAA UUU AAA Fenilalanina CAA GUU CAA Valina CTT GAA CUU Ácido glutâmico CCG GGC CCG Glicina CCT GGA CCU Glicina AGG UCC AGG Serina Essa correspondência que existe entre as tríades do DNA, os códons do RNA-m, os anticódons dos RNA-t e os aminoácidos constitui o chamado código genético. Como esse código é universal, isto é, o mesmo para todas as espécies de seres vivos, em seres tão diferentes como uma bactéria, uma samambaia, um elefante e um homem, a correspondência será a mesma. É claro, no entanto, que a sequência das tríades nas moléculas de DNA varia nos diferentes seres vivos. frente A módulo 09 6 Coleção Estudo 4V 4VPRV3_BIO_A09.indd 6 30/03/17 09:09 Meu Bern ou lli A fabricação de proteínas feita com a participação dos ribossomos (nos quais existe RNA-r), do RNA-m e dos RNA-t é chamada de tradução. Podemos dizer, então, que a síntese de proteínas é feita por meio de duas etapas básicas: transcrição e tradução. A transcrição, conforme já vimos, é a formação do RNA-m a partir do DNA. A tradução é a formação da cadeia polipeptídica feita pelos diferentes tipos de RNAs (RNA-r, RNA-m e RNA-t). A tradução inicia-se quando ao ribossomo liga-se um RNA-m. Em seguida, chegam os RNA-t trazendo os aminoácidos. O primeiro RNA-t com o seu respectivo aminoácido aloja-se no sítio P do ribossomo; o segundo RNA-t, também trazendo um aminoácido, aloja-se no sítio A. O que define qual o tipo de RNA-t deve entrar nesses sítios são os códons do RNA-m localizados sob esses sítios. Por exemplo: se o códon do RNA-m sob o sítio for UUU, o único RNA-t que poderá se alojar nesse sítio é aquele que tem o anticódon AAA conforme mostra o esquema a seguir. UAC AUG AAA UUU GGC CUG 1º códon 2º códon 3° códon RNA-m S íti o P S íti o A RNA-t Aminoácido Ribossomo A rq ui vo B er no ul li Sob a ação de enzima presente no ribossomo, é feita a união entre os aminoácidos alojados nos sítios A e P. Feito isso, o primeiro aminoácido desliga-se do seu RNA-t, e este, por sua vez, se desprende do ribossomo. Os dois primeiros aminoácidos, unidos pela ligação peptídica, continuam presos ao segundo RNA-t, que ainda ocupa o sítio A. A etapa seguinte consiste no deslocamento do ribossomo sobre a molécula do RNA-m, dando um “passo” correspondente a uma trinca de bases. Com isso, o RNA-t, com os dois primeiros aminoácidos unidos, que ocupava o sítio A, passa a ocupar o sítio P. O sítio A, agora posicionado sobre o terceiro códon do RNA-m, fica livre. Nele, então, aloja-se um outro RNA-t, trazendo mais um aminoácido. Em seguida, ocorre a ligação desse terceiro aminoácido com o segundo aminoácido que, por sua vez, já está ligado ao primeiro. Todo esse processo vai se repetindo e, à medida que o ribossomo desloca-se sobre a fita do RNA-m, ocorre a alongação do peptídeo, isto é, a cadeia de peptídeos vai ficando mais longa. O término da síntese proteica ocorre quando o ribossomo encontra um códon que não se liga a algum RNA-t, ou seja, um códon de parada. Esse códon funciona como um “ponto- -final”, determinando o fim da síntese. Com isso, o último RNA-t que participou do processo se desliga do complexo ribossomo + RNA-m, e o polipeptídeo formado é liberado. OBSERVAÇÃO Com o desenvolvimento da Biologia Molecular e da Engenharia Genética, descobriu-se que, nos genes dos seres eucarióticos, existem sequências de nucleotídeos, chamadas éxons, que são traduzidas, mas também existem sequências de nucleotídeos, denominadas íntrons, que não são traduzidas. Assim, os genes dos organismos eucarióticos apresentam íntrons e éxons intercalados conforme mostra o esquema a seguir. Íntrons Éxons Segmentos do DNA contendo éxons e íntrons RNA-m precursor (transcrito primário) Splicing Remoção dos íntrons União dos éxons RNA-m funcional maduro Transcrição Quando ocorre a transcrição, todo o gene é transcrito em uma molécula de RNA-m precursor (também chamado de transcrito primário) que, por meio de um processo chamado splicing, é reduzido de tamanho devido à retirada dos íntrons e à união apenas dos éxons. Com isso, forma-se o RNA-funcional (RNA-m maduro, RNA-m monocistrônico), que contém apenas os éxons. É esse RNA-m funcional que irá se ligar ao ribossomo, possibilitando a síntese da proteína. O splicing, realizado com a participação de diferentes enzimas, é um processo complexo e preciso, uma vez que a molécula do RNA-m precursor deve ser clivada (cortada) em locais exatos, e os éxons devem ser unidos em uma determinada sequência para a formação do RNA-m funcional que se ligará ao ribossomo. Dependendo da sequência em que os éxons são unidos, serão sintetizadas proteínas com estruturas primárias diferentes, ou seja, proteínas diferentes. Assim, devido a esse fenômeno conhecido por splicing alternativo, a partir de um mesmo trecho de DNA (gene), podem ser produzidos diferentesRNA-m funcionais e, consequentemente, diferentes tipos de proteínas. Síntese de proteínas B IO LO G IA 7Bernoulli Sistema de Ensino 4VPRV3_BIO_A09.indd 7 30/03/17 09:09 Meu Bern ou lli eXercÍcios De fiXAção 01. (UFMG) Observe o quadro que indica as 64 combinações possíveis de bases nitrogenadas que compõem o código genético para o RNA mensageiro, RNAm, dos seres vivos. Segundo nucleotídeo P ri m ei ro n u cl eo tí de o U C A G Te rc ei ro n u cl eo tí de o U UUU Phe UCU Ser UAU Tyr UGU Cys U C A GUUC UCC UAC UGC UUA Leu UCA UAA Fim da cadeia UGA Fim da cadeia UUG UCG UAG UGG Trp C CUU Leu CCU Pro CAU His CGU Arg U C A GCUC CCC CAC CGC CUA CCA CAA Gln CGA CUG CCG CAG CGG A AUU Iso ACU Thr AAU Asn AGU Ser U C A GAUC ACC AAC AGC AUA ACA AAA Lys AGA Arg AUG Met ACG AAG AGG G GUU Val GCU Ala GAU Asp GGU Gly U C A GGUC GCC GAC GGC GUA GCA GAA Glu GGA GUG GCG GAG GGG Utilizando-se dessas informações e de conhecimentos sobre o assunto, A) COMPLETE o quadro a seguir, que é lido da esquerda para a direita e apresenta colunas com os alinhamentos da transcrição e da tradução. DNA de fi ta dupla I C I’ A G A RNA-m transcrito C C A U Anticódon apropriado ao RNA-t G C A Aminoácido incorporado à proteína Trp B) SUBSTITUA a base A, 7ª base da fi ta I’ do DNA, por C. INDIQUE o aminoácido que será traduzido. C) CITE duas propriedades do código genético, com base no quadro de códons apresentado. D) CITE uma função da fi ta I do DNA original. 02. (FUVEST-SP–2015) No processo de síntese de certa proteína, os RNA transportadores responsáveis pela adição dos aminoácidos serina, asparagina e glutamina a um segmento da cadeia polipeptídica tinham os anticódons UCA, UUA e GUC, respectivamente. No gene que codifi ca essa proteína, a sequência de bases correspondente a esses aminoácidos é A) U C A U U A G U C. B) A G T A A T C A G. C) A G U A A U C A G. D) T C A T T A G T C. E) T G T T T T C T G. 03. (PUC Rio–2015) O termo “código genético” refere-se A) ao conjunto de trincas de bases nitrogenadas; cada trinca correspondendo a um determinado aminoácido. B) ao conjunto de todos os genes de um organismo, capazes de sintetizar diferentes proteínas. C) ao conjunto de proteínas sintetizadas a partir de uma sequência específi ca de RNA. D) a todo o genoma de um organismo, incluindo regiões expressas e não expressas. E) à síntese de RNA a partir de um dos fi lamentos de DNA. 04. (FGV–2013) A substituição de apenas um nucleotídeo no DNA pode representar uma grave consequência ao seu portador em função de uma modifi cação de um componente molecular na proteína sintetizada a partir do trecho alterado. É o caso da anemia falciforme, na qual a síntese da hemoglobina humana normal, HbA, é parcial ou totalmente substituída pela hemoglobina falciforme mutante, HbS, em decorrência da presença de um nucleotídeo com adenina no lugar de outro com timina. Tal mutação é responsável pela A) leitura incompleta do RNA-m transcrito, codifi cador da hemoglobina. B) alteração na sequência de aminoácidos da hemoglobina sintetizada. C) modificação na sequência de nucleotídeos da hemoglobina das hemácias. D) tradução de uma hemoglobina mutante com um aminoácido a mais. E) transcrição de uma hemoglobina mutante com um aminoácido a menos. eXercÍcios ProPostos 01. (FUVEST-SP–2016) No esquema a seguir, está representada uma via metabólica; o produto de cada reação química, catalisada por uma enzima específi ca, é o substrato para a reação seguinte. Substrato 1 Substrato 2 Substrato 3 Produto final Enzima CEnzima BEnzima A Gene A Gene B Gene C frente A módulo 09 8 Coleção Estudo 4V 4VPRV3_BIO_A09.indd 8 30/03/17 09:09 Meu Bern ou lli Num indivíduo que possua alelos mutantes que levem à perda de função do gene A) A, ocorrem falta do substrato 1 e acúmulo do substrato 2. B) C, não há síntese dos substratos 2 e 3. C) A, não há síntese do produto fi nal. D) A, o fornecimento do substrato 2 não pode restabelecer a síntese do produto fi nal. E) B, o fornecimento do substrato 2 pode restabelecer a síntese do produto fi nal. 02. (UCS-RS–2015) Alguns anos atrás, o Brasil foi notifi cado por exportar alimentos processados que não continham no rótulo a informação do tipo de carne componente do alimento. A análise realizada foi obtida por testes de DNA que identifi caram os diferentes tipos de amostras. Amostras Bases nitrogenadas % Relações molares A G C T A/T G/C 1 28,9 17,9 17,8 27,4 1,05 1,00 2 24 33 33 24 1,00 1,00 3 12,4 14 14 12,4 1,00 1,00 4 45,8 2,9 2,9 43,6 1,05 1,00 Com base nas informações da tabela, pode-se afi rmar que A) todas as amostras são provenientes de diferentes espécies. B) a amostra 3 possui o mais alto conteúdo de pares A e T. C) a amostra 2 apresenta DNA de fi ta simples. D) as amostras 2 e 3 apresentam alta homologia entre seus DNAs. E) a amostra 4 apresenta diferenças em suas bases, pois há presença de Uracil (U). 03. (FUVEST-SP) Uma mutação, responsável por uma doença sanguínea, foi identifi cada numa família. A seguir estão representadas sequências de bases nitrogenadas, normal e mutante; nelas estão destacados o sítio de início da tradução e a base alterada. Sequência normal Sequência mutante Sítio de início da tradução ... AUGACGGGCGACACACAGAGCGACUGGGACUGC ... ... AUGACGGGCGACACACAGAGCGACUGGAACUGC ... O ácido nucleico representado anteriormente e o número de aminoácidos codifi cados pela sequência de bases, entre o sítio de início da tradução e a mutação, estão CORRETAMENTE indicados em: A) DNA; 8. B) DNA; 24. C) DNA; 12. D) RNA; 8. E) RNA; 24. 04. (FGV-SP) A Rifampicina é um dos antibióticos utilizados para o tratamento da tuberculose. Seu mecanismo de ação consiste na inibição da transcrição nas células de Mycobacterium tuverculosis. Sob a ação desse antibiótico, nas células bacterianas haverá comprometimento A) exclusivamente da produção de proteínas. B) exclusivamente da produção de DNA. C) exclusivamente da produção de RNA. D) da produção de RNA e de proteínas. E) da produção de DNA e RNA. 05. (PUC Minas) Sobre o esquema a seguir, foram feitas algumas afi rmações. I. O esquema representa o mecanismo da tradução, em que interagem os três tipos de RNAs. II. O pareamento do códon com o anticódon específi co resulta na entrada do aminoácido correto, determinado pela sequência codifi cadora. III. Toda molécula de RNAm possui um códon de iniciação, que é sempre o mesmo – AUG. IV. A perda de um único nucleotídeo no gene que dá origem ao RNAm pode alterar a tradução a partir daquele ponto. V. A associação entre aminoácidos para formar proteínas depende de ligações peptídicas. Estão CORRETAS as afi rmativas A) I , IV e V apenas. B) I, II e III apenas. C) II, III e IV apenas. D) I, II, III, IV e V. 06. (PUC-SP–2016) Um trecho de uma das cadeias da molécula de DNA tem a seguinte sequência de bases nitrogenadas: ACATAGCCAAAA A seguir, temos os códons correspondentes a quatro aminoácidos: Aminoácido Códons Cisteína UGU, UGC Fenilalanina UUU, UUC Glicina GGU, GGC, CGA, GGG Isoleucina AUU, AUC Suponha que, em um caso de mutação, a terceira base daquele trecho de DNA, que se encontra sublinhada (A), seja substituída pela base Guanina. síntese de proteínas B io lo g iA 9Bernoulli Sistema de Ensino 4VPRV3_BIO_A09.indd 9 30/03/17 09:09 Meu Bern ou lli Essa nova situação A) acarretaria modificação em parte da sequência de aminoácidos da proteína a ser sintetizada. B) acarretaria modificação em todos os códons subsequentes no trecho do RNA mensageiro correspondente. C) não acarretaria modificação na sequência de nucleotídeos do RNA mensageiro correspondente. D) não acarretaria modificação na sequência de aminoácidos da proteína a ser sintetizada. 07. (Unisa-SP–2017) Analise a tabela, que contém uma parte do código genético. Códons Produtocodificado AUG Metionina (códon de início) CAU, CAC Histidina GGU, GGG, GGA, GGC Glicina CGU, CGA, CGC, CGG, AGA, AGG Arginina UGU, UGC Cisteína UAA, UAG, UGA Códons de parada Considere um segmento de DNA com a seguinte sequência de bases nitrogenadas, em que a seta indica o sentido da transcrição: 3'TACGCCCCCACGGCAGTGATCGTGCCC5' A) Suponha que um ribossomo traduziu o RNA mensageiro sintetizado a partir desse segmento de DNA, quantos aminoácidos são codificados por este ribossomo? CITE o nome do último aminoácido que fará parte da molécula transcrita. B) Caso ocorra uma mutação e a décima quinta base nitrogenada seja substituída pela base timina (T), qual será o anticódon do RNA transportador que se emparelha com o códon codificado após a mutação? De acordo com a propriedade do código genético, EXPLIQUE por que essa mutação pode ser considerada silenciosa. seção eNem 01. (Enem–2012) Os vegetais biossintetizam determinadas substâncias (por exemplo, alcaloides e flavonoides), cuja estrutura química e concentração variam num mesmo organismo em diferentes épocas do ano e estágios de desenvolvimento. Muitas dessas substâncias são produzidas para a adaptação do organismo às variações ambientais (radiação UV, temperatura, parasitas, herbívoros, estímulo a polinizadores, etc.) ou fisiológicas (crescimento, envelhecimento, etc.). As variações qualitativa e quantitativa na produção dessas substâncias durante um ano são possíveis porque o material genético do indivíduo A) sofre constantes recombinações para adaptar-se. B) muda ao longo do ano e em diferentes fases da vida. C) cria novos genes para biossíntese de substâncias específicas. D) altera a sequência de bases nitrogenadas para criar novas substâncias. E) possui genes transcritos diferentemente de acordo com cada necessidade. 02. (Enem–2008) Define-se genoma como o conjunto de todo o material genético de uma espécie, que, na maioria dos casos, são moléculas de DNA. Durante muito tempo, especulou-se sobre a possível relação entre o tamanho do genoma – medido em número de pares de bases (pb) –, o número de proteínas produzidas e a complexidade do organismo. As primeiras respostas começam a aparecer e já deixam claro que essa relação não existe, como mostra a tabela a seguir. Espécie Nome comum Tamanho estimado do genoma (pb) Nº de proteínas descritas Oryza sativa arroz 5 000 000 000 224 181 Mus musculus camundongo 3 454 200 000 249 081 Homo sapiens homem 3 400 000 000 459 114 Rattus norvegicus rato 2 900 000 000 109 077 Drosophila melanogaster mosca-da- -fruta 180 000 000 86 255 Disponível em: <http://www.cbs.dtu.dk> e <http://www.nebi.nim.nih.gov>. De acordo com as informações anteriores, A) o conjunto de genes de um organismo define o seu DNA. B) a produção de proteínas não está vinculada à molécula de DNA. C) o tamanho do genoma não é diretamente proporcional ao número de proteínas produzidas pelo organismo. D) quanto mais complexo o organismo, maior o tamanho de seu genoma. E) genomas com mais de um bilhão de pares de bases são encontrados apenas nos seres vertebrados. gABArito fixação 01. A) DNA de fita dupla I C C A T G G T C T C G T I’ G G T A C C A G A G C A RNA-m transcrito C C A U G G U C U C G U Anticódon apro- priado ao RNA-t G G U A C C A G A G C A Aminoácido incor- porado à proteína Pro Trp Ser Arg B) O aminoácido traduzido será a alanina. C) Código em trincas; código degenerado. D) A fita I participa da duplicação do DNA. 02. D 03. A 04. B Propostos 01. C 02. A 03. D 04. D 05. D 06. D 07. A) 6 aminoácidos. Histidina. B) GCU. A mutação gera um códon que codifica o mesmo aminoácido do códon sem mutação. seção enem 01. E 02. C Frente A Módulo 09 10 Coleção Estudo 4V 4VPRV3_BIO_BOOK.indb 10 27/03/17 09:13 Meu Bern ou lli