Prévia do material em texto
5 Sabe-se que, sob certo ângulo de lançamento, a altura h atingida por uma pedra, em metro, em fun- ção do tempo t, em décimo de segundo, é dada por h(t) 5 2 t 2 ___ 60 1 t. a) Construir o gráfico da altura atingida pela pedra em função do tempo. b) Qual é a altura máxima atingida pela pedra em re- lação ao plano horizontal de onde foi lançada? c) Em quanto tempo, após o lançamento, a pedra atinge a altura máxima? d) Em quanto tempo, após o lançamento, a pedra atinge o solo, suposto no mesmo plano horizon- tal de onde ela foi lançada? EXERCÍCIOS RESOlvIdOS Resolução a) Inicialmente, obtemos os pontos notáveis da parábola. • Intersecção com o eixo das abscissas: 2 t 2 ___ 60 1 t 5 0 ] t @ 2 t ___ 60 1 1 # 5 0 } t 5 0 ou 2 t ___ 60 1 1 5 0 } t 5 0 ou t 5 60 Logo, a parábola intercepta o eixo das abscissas nos pontos (0, 0) e (60, 0). Note, portanto, que a parábola intercepta o eixo das ordenadas também no ponto (0, 0). • Vértice: xV 5 2 b ___ 2a 5 2 1 _________ 2 3 @ 2 1 ___ 60 # 5 30 e yV 5 2 S ___ 4a 5 2 @ 12 2 4 3 @ 2 1 ___ 60 # 3 0 # ___________________ 4 3 @ 2 1 ___ 60 # 5 15 Portanto, o gráfico da altura atingida em função do tempo é: b) A altura máxima atingida pela pedra é a orde- nada do vértice V do arco de parábola do item a, ou seja, 15 m. c) O tempo para que a pedra atinja a altura máxima, após o lançamento, é a abscissa do vértice V do arco de parábola do item a, ou seja, 30 décimos de segundo. d) A raiz positiva da função, obtida no item a, indica o tempo em que a pedra atinge o solo após o lançamento, ou seja, 60 décimos de segundo. 30 60 15 t V h a) Se a indústria fabricar 2 kL de óleo em um dia, qual será o custo de produção por quilolitro de óleo produzido nesse dia? b) E se a indústria fabricar 7 kL de óleo em um dia? c) Construir o gráfico da função y 5 40x2 2 400x 1 2.600 para 2 < x < 7. d) Qual deve ser a produção diária para que o custo de produção por quilolitro de óleo seja mínimo? e) Qual é o custo diá rio mínimo por quilolitro de óleo produzido? Resolução a) Para x 5 2, temos: y 5 40 3 22 2 400 3 2 1 2.600 ] y 5 1.960 Logo, para 2 kL de óleo produzidos em um dia, o custo de produção por quilolitro será R$ 1.960,00. b) Para x 5 7, temos: y 5 40 3 72 2 400 3 7 1 2.600 ] y 5 1.760 Logo, para 7 kL de óleo produzidos em um dia, o custo de produção por quilolitro será R$ 1.760,00. c) Inicialmente vamos estudar a parábola de equa- ção y 5 40x2 2 400x 1 2.600, desconsiderando, por enquanto, o intervalo 2 < x < 7. • Intersecção com o eixo das abscissas: 40x2 2 400x 1 2.600 5 0 S 5 (2400)2 2 4 3 40 3 2.600 5 2256.000 Como S 0, a parábola não intercepta o eixo Ox. • Intersecção com o eixo das ordenadas: y 5 40 3 02 2 400 3 0 1 2.600 ] y 5 2.600 Logo, a parábola intercepta o eixo das ordena- das no ponto (0, 2.600). • Vértice: xV 5 2 b ___ 2a 5 2 (2400) _______ 2 3 40 5 5 e xV 5 2 S ___ 4a 5 2 (2256.000) ___________ 4 3 40 5 1.600 Finalmente, esboçamos abaixo o gráfico da parábola, considerando agora o intervalo 2 < x < 7: d) A produção diária para que o custo de produção por quilolitro de óleo seja mínimo é dada pela abscissa do vértice V do arco de parábola do item c, isto é, 5 kL. e) O custo diário mínimo, por quilolitro de óleo produzido, é dado pela ordenada do vértice V do arco de parábola do item c, ou seja, R$ 1.600,00. 2 5 V 7 1.960 1.760 1.600 x y EXERCÍCIOS pROpOStOS 6 Uma indústria produz diariamente x kL (quilolitro) de óleo de milho, com 2 < x < 7. O custo y de produção diário, em real por quilolitro de óleo produzido, é dado pela função y 5 40x2 2 400x 1 2.600. 170 C a p ít u lo 5 • Fu n çã o q u a d rá ti ca R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . CAP 5.indb 170 03.08.10 11:53:28 19 Um teste que avaliou o consumo de gasolina de uma nova motocicleta revelou que, quando a velocidade está no intervalo de 50 km/h a 100 km/h, a distância d, em quilômetro, percorrida por litro de gasolina, em função da velocidade v, em quilômetro por hora, é dada por d(v) 5 2 v2 ____ 150 1 16v ____ 15 . Pode-se concluir desse teste que, no intervalo considerado, a maior economia de combustível se dá à velocidade de: a) 90 km/h c) 85 km/h e) 80 km/h b) 70 km/h d) 75 km/h 14 Determine o valor máximo ou mínimo de cada função a seguir. a) f (x) 5 x2 1 2x 2 3 c) y 5 x2 1 2x 1 3 b) y 5 2x2 1 2x 1 15 d) g(x) 5 2x2 1 3x 2 3 15 Determine m, com m 9 V, para que a função f (x) 5 2x2 1 x 1 m 1 1 tenha valor mínimo igual 3 __ 4 . 16 Para que valores reais de k a função quadrática y 5 kx2 1 2x 1 5 admite valor mínimo positivo? 17 Considere todos os retângulos com 20 cm de perímetro. a) Entre eles, qual é a área do retângulo com 8 cm de base? b) Entre eles, indicando por x a medida da base de um retângulo qualquer, construa o gráfico da função A(x) que expressa a área do retângulo, em centímetro quadrado, em função da medida x, em centímetro. c) Qual é a área máxima que um desses retângulos pode ter? EXERCÍCIOS pROpOStOS 18 (Unifap) Segundo afirmam os fisiologistas, o número N de batimentos cardíacos por minuto, para um indivíduo sadio e em repouso, varia em função da temperatura ambiente T, em grau Celsius, e é dado pela função N(T) 5 (0,1)T2 2 4T 1 90. a) Essa função possui máximo ou mínimo? b) A que temperatura o número de batimentos cardíacos por minuto de uma pessoa sadia e em repouso será 90? c) Se uma pessoa sadia estiver dormindo em um quarto com refrigeração de 20 wC, qual será o número de seus batimentos cardíacos por minuto? 20 O gráfico mostra a trajetória de uma pedra atirada para cima, obliquamente em relação à hori- zontal: 21 Com 140 metros lineares de tela de arame, um fazendeiro construiu dois currais: um quadrado e um retangular, este de comprimento igual ao triplo da largura. Sabendo que a medida escolhida para o lado do quadrado tornou a soma das áreas dos currais a menor possível, calcule a área de cada curral. Os valores nos eixos Ox e Oy indicam, respectivamente, as distâncias, em metro, percorridas pela pedra na horizontal e na vertical (altura). Sabendo que essa trajetória é parabólica, a altura máxima atingida pela pedra foi: a) 22,5 m b) 23 m c) 24,8 m d) 25 m e) 25,4 m 80 1000 x y 16 Resolva os exercícios complementares 13 a 17 e 27 a 33. 171 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . S e ç ã o 5 .2 • A n á lis e d a f u n çã o q u a d rá ti ca CAP 5.indb 171 03.08.10 11:53:29 Estudo do sinal Quando a pressão interna de um recipiente fechado é maior que a externa, dizemos que a pressão interna no recipiente, em relação à externa, é positiva. Inversamente, quando a pressão interna é menor que a externa, dizemos que a pressão interna no recipiente é ne- gativa em relação à externa. Quando a pressão interna nesse recipiente é igual à externa, dizemos que essa pressão é nula em relação à externa. Por exemplo, quando respiramos, a pressão interna nos pulmões, em relação à externa, é negativa na expiração do ar e positiva na inspiração. expiração inspiração pulmão Definimos pressão relativa no interior de um recipiente fe- chado como a diferença entre a pressão interna e a pressão atmosférica local, nessa ordem. Suponha que, em uma experiência, a pressão interna de um recipiente tenha variado por injeção e exaustão de ar, e que p(t) 5 2 t2 __ 8 1 3t ___ 4 2 5 __ 8 cujo gráfico, apresentado a seguir, expressa a pressão relativa p, interna do recipiente, em atmosfera (atm), em função do tempo t, em minuto, durante o tempo que durou a experiência. 6531 p t1 2 � 5 8 A interpretação desse gráfico permite concluir que, durante os 6 minutos que a experiência durou, a pressão relativa interna do recipiente: • foi positiva para 1 t 5 (isso significa que, no intervalo aberto de 1 a 5 minutos, a pressão interna do recipiente foi maior que a pressão atmosférica local); • anulou-se para t 5 1 ou t 5 5 (isso significa que, 1 minuto depois de iniciada a experiência, a pressão interna do recipiente igualou-se à pressão atmosférica local, acontecendo o mesmo 5 minutos depois de iniciada a experiência); • foi negativa para 0 < t 1 ou 5 t < 6 (isso significa que, nos intervalos descritos, a pressão interna do recipiente foi menor que a pressão atmosférica local). Nesse exemplo, estudamos a variação de sinal de uma função polinomial do 2o grau em um domínio limitado (0 < t < 6). Do mesmo modo, podemos estudar a variação de sinal de funções quadráticas de domínio real, conforme mostra o exemplo a seguir. Barômetro, instrumento que indica a pressão atmosférica, a altitude e possíveis alterações meteorológicas. 172 C a p ít u lo 5 • Fu n çã o q u a d rá ti ca R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . CAP 5.indb 172 03.08.10 11:53:30