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Etiopatogenia e Diagnóstico Periodontal Profª Michelle Estevam Vilpert Objetivo da aula: ► Traçar uma estratégia para o diagnóstico periodontal Um diagnóstico preciso inclui: ► detalhada entrevista dialogada ► cuidadoso exame físico ► exames complementares Entrevista Dialogada e Anamnese Anamnese → origem grega → inquérito de saúde onde o profissional segue um “roteiro” e o paciente responde de forma passiva Aná = trazer de novo Mnesis = memória Entrevista dialogada → oportunidade de conhecimento mútuo/ relacionamento humanizado - mudança na postura do profissional Abordagem menos intimidadora Informações mais precisas Entrevista Dialogada e Anamnese ► se possível realizar a entrevista dialogada em uma sala diferente da que será realizada o procedimento clínico (atentar ao ambiente) ► se realizar no mesmo ambiente clínico, conversar com o paciente sentado de lado, e não deitado na cadeira como se fosse começar o procedimento ► não colocar imediatamente no paciente EPI’s ► linguagem do profissional de acordo com o grau de assimilação do paciente ► devemos permitir que o paciente fale mais que o profissional Entrevista Dialogada e Anamnese COLETA DE DADOS SOCIODEMOGRÁFICOS ► gênero do paciente ► data de nascimento ► profissão ► número de filhos ► histórico de alergias ► doenças infectocontagiosas ► alterações metabólicas, hormonais e cardiovasculares ► tratamentos médicos recentes ► uso de medicações ► história odontológica (última consulta) - procura por urgência o atendimento? ► consumo de drogas (álcool, cigarro) - QUEIXA PRINCIPAL ► hábitos de higiene bucal (quanto menor for nossa modificação nos hábitos do paciente, maior será sua adesão ao tratamento) Exame físico INDICADORES RELACIONADOS AO BIOFILME SUPRAGENGIVAL ► índice de placa ► índice de sangramento ► fatores retentivos de biofilme supragengival Exame físico ÍNDICE DE PLACA índice de Silness e Löe (ISL) Índice de placa visível (IPV) Dentes Secos e Inspeção visual com refletor Exame físico IPV Versão simplificada do ISL - contempla os scores 2 e 3 sendo que o 0 e 1 referem-se à ausência de biofilme visível Exame físico ISL Exame físico Uso de reveladores: ► pigmentação da película adquirida além do biofilme (PA = saúde) ► coloração residual para adultos → constrangedor Exame físico Índice de Sangramento Gengival (ISG) ► Descritor utilizado para avaliar a presença e distribuição da gengivite ► Identificado sangramento no ato da sondagem ► não existem pontos de cortes para ISG assim como IPV (devemos observar a distribuição e avaliar a evolução do paciente no decorrer do tratamento) Exemplo: foram sondadas 60 faces e o ISG do paciente é 10% (significa que 6 faces sondadas sangraram no exame clínico), devemos avaliar se ao final do tratamento essas faces não apresentam mais sangramento. Exame clínico Determinação dos fatores retentivos de placa bacteriana Não são fatores etiológicos da gengivite, mas estão intimamente relacionados com o desequilíbrio da saúde gengival/periodontal ► cálculo dental ► cavidades cariosas ► restaurações e próteses defeituosas ► restos radiculares ► aumento de volume gengival extenso Exame clínico Indicadores relacionados ao biofilme subgengival ► sangramento ou supuração do fundo da bolsa periodontal ► perda óssea ► perda de inserção clínica ► recessão gengival ► mobilidade dental ► migração e inclinação dentária ► lesões de furca Exame clínico Diagnóstico SONDAGEM PERIODONTAL → profundidade de sondagem (PS) NCI e margem gengival Exame clínico Diagnóstico Exame Clínico Exsudato Subgengival - Sangramento periodontal e supuração ► o sangramento é detectado no momento da sondagem e ocorre devido à perda de continuidade epitelial e exposição dos vasos ► a supuração é um achado menos frequente comparado ao sangramento Exame clínico Lesões de Furca Grau I → perda horizontal de tecidos não ultrapassando um terço da largura total do dente Grau II → perda horizontal de tecido de suporte ultrapassando um terço do dente, mas sem atingir a sua largura total Grau III → envolvimento de lado a lado na área de bis e trifurcações Exames Complementares ► exames radiográficos (panorâmico, tomografia Cone Beam, periapicais - técnicas de paralelismo e bissetriz) Quais as limitações de um panorâmico? Exames Complementares Exames Complementares Exames complementares ► teste de sensibilidade pulpar (+/-) ► lesão endo periodontal ► presença de fístula - realizar rastreamento Exames complementares Determinação do Diagnóstico GENGIVITE ► inflamação restrita à área de margem gengival ► não há PI ► presença de vermelhidão (hiperemia) ► perda de contorno gengival (pelo edema) ► sangramento à sondagem ou espontâneo ► processo reversível e não deixa sequelas após o tratamento ► é necessária para o estabelecimento do biofilme subgengival (causa da periodontite) Determinação do Diagnóstico Periodontite ► presença de dois sinais patognomônicos 1. SS do fundo da bolsa 2. PI ► quando não há sangramento e há PI, pode-se considerar estabilização do NCI e ausência de atividade inflamatória 1. periodontites crônicas → mais frequentes em adultos, vinculadas à presença de cálculo e placa bacteriana e componente comportamental bastante forte, baixa velocidade de progressão 2. periodontite agressiva → alta velocidade de progressão, fator de agregação familiar direto, além de placa e cálculo tem como principal periodontopatógeno : Aggregatibacter actinomycetemcomitans Estudo de caso Clínico Masculino 55 anos Não fumante Cardiopata Hipertenso Queixa principal: “ Meus dentes foram para frente, não quero perder mais dentes” Diagnóstico do paciente Periodontite Crônica Severa Generalizada Bruxismo Estudo de caso clínico Masculino 35 anos Queixa principal: “dente da frente amolecido” IP → 68% Ex-fumante Diagnóstico do paciente Periodontite Crônica Generalizada com envolvimento de furca Possui algum fator modificador? Qual o passado desse paciente? Referências Bibliográficas Oppermann, Rui, V. e Cassiano K. Rösing. Periodontia laboratorial e clínica. (Abeno). Disponível em: Minha Biblioteca, Grupo A, 2013.