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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI
ASENATE SOARES DOS REIS
O TRABALHO DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NA ATENÇAO A CRIANÇAS COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO / HIPERATIVIDADE (TDAH)
Sericita - MG
2024
CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI
ASENATE SOARES DOS REIS
O TRABALHO DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NA ATENÇAO A CRIANÇAS COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO / HIPERATIVIDADE (TDAH)
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial, do Centro Universitário FAVENI, no Curso de Educação Especial.
 
Sericita - MG
2024
O TRABALHO DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NA ATENÇAO A CRIANÇAS COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO / HIPERATIVIDADE (TDAH)
Asenate Soares dos Reis ¹
Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços).
RESUMO 
A presente pesquisa segue dentro da área de Educação, realizando-se uma análise específica do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é definido como um transtorno neurobiológico que acontece em crianças, adolescentes e adultos, independente de país de origem, nível sócio-econômico, raça ou religião. Além disso, é um transtorno neuropsiquiátrico reconhecido pela Organização Mundial de Saúde e registrado oficialmente pela Associação Americana de Psiquiatria no manual chamado de Diagnostic and Statistic Manual (DSM). A verdadeira problematização deste TCC, esta em reconhecer as dificuldades enfrentadas por professores e contornar as mesmas, uma vez que surge a seguinte questão: Nossas escolas estão despreparadas até para receber os alunos ditos “normais”, imaginem a situação dos alunos especiais nessas escolas? Este projeto tem como objetivo principal informar e instruir sobre os desafios, avanços e possibilidades que permeiam a realidade dos alunos portadores de TDAH inseridos na rede regular de ensino na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, pois cada indivíduo, com ou sem necessidade especial é um ser único e especial capaz de aprender, socializar e produzir algo
Palavras-Chaves: Educação. TDAH. Professor. Ensino de Qualidade.
nanda_sericita@hotmail.com 
1. INTRODUÇÃO
A presente pesquisa segue dentro da área de Educação, realizando uma análise específica do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é definido como um transtorno neurobiológico que acontece em crianças, adolescentes e adultos, independente de país de origem, nível sócio-econômico, raça ou religião. Além disso, é um transtorno neuropsiquiátrico reconhecido pela Organização Mundial de Saúde e registrado oficialmente pela Associação Americana de Psiquiatria no manual chamado de Diagnostic and Statistic Manual (DSM).
O interesse pelo tema surgiu em nossa atuação profissional, tendo em vista que o número de alunos com TDAH que encontramos hoje nas escolas é expressivo. A preocupação ao estudar o tema deteve-se na concepção dos professores, pois, ainda que este transtorno esteja sendo cada vez mais divulgado em meios de comunicação, onde a disseminação das informações é rápida, permanecem muitas idéias errôneas.
O que vemos é que grande parte dos professores ainda percebem o aluno de forma estereotipada, tais como: “No mundo da lua”, “Bagunceiro”, entre outros... Isso porque, muitas vezes o professor não está preparado para trabalhar com esse aluno e o TDAH é tratado como indisciplina, falta de interesse ou, até mesmo, falta de educação.
 Nas escolas, o que tem chamado mais atenção é a hiperatividade, que tem influência direta nas atitudes da criança e no seu comportamento inadequado. Por outro lado, o déficit de atenção acaba por interferir na produção da criança e na qualidade da aprendizagem.
 “Tem-se, portanto que o déficit de atenção provoca certo bloqueio de memória: a criança até aprende, mas não se lembra das informações quando é preciso. Além disso, não consegue permanecer sentada, está sempre se mexendo e é desorganizada”. (TEIXEIRA p.26). 
Nesse contexto é imprescindível que os professores percebam que as características dessa criança são provenientes do transtorno sofrido, o que explica a necessidade que a criança tem de se movimentar, de “fazer descargas motoras”, sua dificuldade de prestar atenção e controlar suas emoções. Entretanto, o despreparo e a falta de informação de alguns profissionais da docência podem contribuir para que essas características se acentuem de forma excessiva.
 Outro problema abordado no presente artigo diz respeito a como trabalhar com o aluno portador de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), visto que os portadores do transtorno têm problemas de interação, comportamento e relacionamento com o outro. Perante essas dificuldades de concentração, atenção, impulsividade e agitação as crianças com o transtorno estarão sempre “extrapolando os limites” e a tendência tanto dos pais, quanto dos docentes e colegas de classe será sempre de deixá-los de castigo, de puni-los e excluí-los.
Ser portador do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) significa ter sempre que se desculpar por ter quebrado algo, mexido ou ofendido alguém que não merecia, significa ter que abrir mão do tempo do recreio para concluir atividades que não foram realizadas no tempo certo, ficar chateado por ter tirado nota baixa, ou seja, significa ser responsabilizado por coisas pelas quais tem pouco controle, gerando sentimentos de inferioridade, baixa auto-estima, desinteresse pelos estudos e ansiedade.
Conhecer e entender o comportamento dessas crianças é fundamental para que ocorram mudanças e redirecionamento de vida. A tarefa é juntar informações, construir uma avaliação e, com base nela, fazer a intervenção. Somente por meio do diagnóstico, que deve ser um processo conjunto entre neurologista, escola, pais, psicólogo ou psicopedagogo, esse quadro pode avançar significamente. 
Este artigo tem como objetivo principal informar e instruir sobre os desafios, avanços e possibilidades que permeiam a realidade dos alunos portadores de TDAH inseridos na rede regular de ensino na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, pois cada indivíduo, com ou sem necessidade especial é um ser único e especial capaz de aprender, socializar e produzir algo. Ressalta-se a importância da evolução dos alunos com necessidades especiais envolvido no ambiente escolar e da sua interação em sociedade de forma rica e participativa para melhoria de sua auto estima.
2 Desenvolvimento 
Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é, segundo Barkley (2008), o atual termo usado para denominar os significativos problemas apresentados por crianças quanto à atenção, a impulsividade e a hiperatividade.
Sendo assim, para que o termo atual chegasse a esse ponto, seu percurso histórico foi longo e diversos rótulos pejorativos foram dados a essas crianças, por não pararem um só segundo, por serem desatentas e impulsivas no seu modo de ser: estabanadas, agressivas, maus alunos, incontroláveis, bichos carpinteiros, preguiçosos, desatentos, desinteressados, barulhentos, mal-educados, etc.
Esse transtorno teve sua primeira descrição oficial em 1902, quando um pediatra inglês, George Still apresentou dados clínicos de crianças com hiperatividadee outras alterações comportamentais, que em sua opinião não poderiam ser explicadas por falhas educacionais ou ambientais, mas que deveriam ser provocadas por algum transtorno cerebral desconhecido na época
Still acreditava que essas crianças apresentavam grande “defeito no controle moral”, que demonstravam ter pouca “volição inibitória” e uma predisposição em alguns casos a cometer atos cruéis, malevolentes, ilegais e criminosos em seu comportamento e que as crianças que apresentavam essas características haviam adquirido um defeito em decorrência de uma doença cerebral aguda.
Tempos depois, Still concordou com a afirmação de outro teórico e levantou a hipótese de que os déficits em volição inibitória, controle moral e atenção prolongada tinham relação causal entre si e com a mesma deficiência neurológica, estipulando-se então que o intelecto seria dissociado da “vontade” de modo que poderia ser conseqüência de alterações neurais.
Posteriormente, diversos teóricos citados por Barkley (2008) usaram a teoria das lesões precoces, leves e despercebidas para explicar as deficiências no comportamento e na aprendizagem. Dessa forma, foi observado que era possível obter melhorias temporárias na conduta com alterações no ambiente ou por meio de medicamentos, mas enfatizando a permanência relativa da deficiência mesmo nesses casos. Daí o destaque da necessidade de ambientes educacionais especiais para essas crianças.
De acordo com o manual DSM-IV (Diagnostic and Statistical Manual, 4ª edição) o TDAH se caracteriza por uma combinação de dois grupos de sintomas:
• Desatenção; 
• Hiperatividade e impulsividade. 
Esses sintomas são listados no DSM-IV para tornar o diagnóstico mais padronizado e se caracteriza da seguinte forma: 
A) Sintomas da desatenção (devem ocorrer frequentemente): 
1. Prestar pouca atenção a detalhes e comete erros por falta de atenção. 
2. Dificuldade de se concentrar tanto nas tarefas escolares quanto em jogos e brincadeiras. 
3. Numa conversa, parece prestar atenção em outras coisas e não escutar quando lhe dirigem a palavra. 
4. Dificuldade em seguir instruções até o fim ou deixar tarefas e deveres sem terminar. 
5. Dificuldade de se organizar para fazer algo ou planejar com antecedência.
6. Evita, antipatiza ou reluta a envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa); 
7. Perda de objetos necessários para a realização de tarefas ou atividades do dia-a-dia. 
8. Distrai-se com muita facilidade com coisas à sua volta ou mesmo com os próprios pensamentos. Daí que surgem as expressões que muitos pais e professores usam quando percebem sua distração: “Parecem que vivem no mundo da lua” ou que “sonham acordados”. 
9. Esquecem coisas que deveriam fazem no dia-a-dia. 
B) Sintoma de hiperatividade e impulsividade (devem ocorrer frequentemente): 
1. Ficar mexendo as mãos e pés quando sentados ou se mexer muito na cadeira. 
2. Dificuldade de permanecer sentado em situações em que isso é esperado (sala de aula, mesa de jantar, etc.). 
3. Correr ou escalar coisas, em situações nas quais isto é inapropriado (em adolescente e adultos pode se restringir a um sentir-se inquieto por dentro). 
4. Dificuldades para se manter em atividades de lazer (jogos e brincadeiras) em silêncio. 
5. Parecer ser “elétrico” e a “mil por hora”. 
6. Falar demais. 
7. Responder a perguntas antes de elas serem concluídas. È comum responder à pergunta sem ler até o final. 
8. Não conseguir aguardar a sua vez (nos jogos, na sala de aula, em filas, etc.). 
9. Interromper os outros ou se meter nas conversas alheias. 
Ou seja, de acordo com o DSM-IV, os sintomas do TDAH devem aparecer em um grau não adaptado e incoerente com o nível de desenvolvimento, tais intensidades dos sintomas apresentados vão causar problemas consistentes, diferenciando-o da maioria, pois apresentaram problemas significativos das habilidades sociais, acadêmicas ou ocupacionais.
As crianças com TDAH são tão inteligentes quanto qualquer outra criança e caso apresentem problemas de aprendizagem devem ser consideradas outras comorbidades associadas ao transtorno, como: dislexia, Transtorno Desafiante de Oposição (TOD), Transtorno de Conduta (TC), Discalculia, Disortografia, etc.
Na idade escolar, a criança com TDAH começa a se aventurar no mundo e já não tem a família para agir como um amortecedor. O comportamento antes aceito como engraçadinho já não é tolerado. A criança que está na escola precisa a partir de então a começar a lidar com regras, e limites de uma educação organizada.
Entretanto a criança com TDAH apresenta grande dificuldade com regras e com autocontrole, ela vai se sobressair entre as demais, e todas as outras crianças estarão conscientes de quem ela é e de quantos problemas causa. Seu comportamento é imprevisível e não reativo às intervenções normais do professor. Isto, muitas vezes, leva a interpretar o comportamento da criança como desobediente. Quem convive com alguma criança ou adolescente com TDAH sabe que a agitação, a impulsividade e a desatenção características do distúrbio transformam o portador num especialista em desobedecer as regras. As dificuldades encontradas pelos educadores em sala de aula não devem ser atribuídas à tradicional "falta de limites"
Contudo as dificuldades enfrentadas pelas crianças são consequências das limitações impostas pelo TDAH, e não de lapsos educacionais de pais ausentes ou de má-criação.
O TDAH tem se mostrado um grande desafio para o sistema educacional. Segundo (Rego 2005 p.26) “As crianças com TDAH, até sabem o que deveriam fazer, mas devido sua inabilidade de controlar-se não agem como sabem que deveriam-agem sem pensar!” Elas sabem que devem prestar atenção na aula, mas não prestam e levam-se sabendo que não deveriam levantar.
As crianças com TDAH são capazes de aprender, mas têm dificuldades de se sair bem na escola devido ao impacto que os sintomas têm sobre uma boa atuação. Embora o QI possa ser o mesmo de seus colegas, o seu desempenho escolar será inexplicavelmente irregular, entretanto, esta idéia não leva em conta a dificuldade de ouvir, seguir instruções, prestar atenção e persistir até o final das tarefas, em suma, seu desempenho ficará abaixo do esperado para a idade. Este funcionamento abaixo do potencial pode acarretar ao longo do tempo uma seqüência de eventos denominada "espiral escolar negativa", ou seja, trocas seguidas de escola, após repetências ou dificuldades disciplinares, geralmente indo, a cada troca, para escolas com menor "calibre", e que concentram uma maior prevalência de alunos com TDAH. O aluno inicia em um colégio particular, passa para uma escola pública após repetir o ano, adquire aversão à escola, demonstra não gostar de estudar, tendo como desfecho final uma escolaridade mais baixa na vida adulta. Mas isto pode ser potencialmente previsível, se for tratado desde o início. (GOLDSTEIN, 1994 p.165).
Percebe-se, no entanto, que a criança com TDAH apresenta grandes dificuldades até mesmo em permanecer em certas escolas devidas seu comportamento.
Na sala de aula a criança com TDAH apresenta dificuldade de manter as informações em mente, manipulá-las ou agir de acordo com elas. Apresenta também, dificuldade de antecipar conseqüências futuras de seus atos, diminuição da capacidade de percepção do tempo e da organização temporal das ações. O aluno apresenta ações comandadas pelo presente imediato, por aquilo que o meio pode lhe proporcionar no momento, porque não consegue manter a atenção em suas ações por uma perspectiva futura.
Segundo Associação brasileira de Déficit de Atenção (ABDA) uma média de 25 a 30 % das crianças e adolescentes com TDAH apresentam problemas de aprendizagem secundários ou associados ao transtorno. Nesses casos reforço de conteúdo ou tratamento sintomatológico não irá resolver as lacunas na aprendizagem, é necessário um trabalho de reconstrução das habilidades e conteúdos que ficaram para trás, que deve ser feito por um profissional especializado. Um trabalho individualizado com essacriança será de grande valia para o sucesso de suas aprendizagens.
Para que a criança TDAH tenha um desempenho acadêmico mais significativo, o professor tem um papel de suma importância no processo de aprendizagem, para que ele consiga dar conta desse aluno ele precisa, receber capacitação e orientação para trabalhar na educação dessas crianças, para que o problema não acentue, baixando ainda mais a autoestima e a concepção que terão sobre a escola.Outro fator importante é o contato freqüente do professor com os pais desses alunos,pois uma boa relação entre escola/família é fundamental, principalmente nesses casos, onde a criança apresenta maior dificuldade. 
Para tanto a consciência do professor, de que o transtorno limita a capacidade da criança e seu lado sensível tanto emocional quanto criativo, será de grande importância para o sucesso no desenvolvimento do seu trabalho. (SMITH; STRICK. 2001 p.41)
A dificuldade maior da criança co TDAH é no processo de atenção seletiva. Isto exige um comportamento inibitório. Inibir todos os outros estímulos do ambiente para poder focar atenção em um único local. Isto ocorre devido ao déficit do comportamento inibitório no córtex pré-frontal que é responsável por este freio inibitório. Na perspectiva da neurologia cognitiva, o TDAH poderia envolver dois tipos de disfunção cerebral: disfunção executiva e dificuldade com a expectativa de recompensas tardias. É comum que ocorra nas crianças com TDAH comprometimento na memória de trabalho, nas funções executivas e na velocidade de processamento das informações. A memória de trabalho é o lugar onde as informações que estão sendo usadas podem ser mantidas on-line e processadas a fim de concluir uma determinada tarefa. As funções executivas são capacidades cerebrais que incluem: atenção seletiva, planejamento do comportamento (prioridades), inibição de respostas inadequadas (impulsos), tomada de decisões e antecipação de conseqüências futuras. Estas habilidades amadurecem à medida que a criança cresce até a vida adulta, e são aberrantes em uma série de distúrbios neurológicos demonstraram que nas crianças com TDAH algumas áreas do córtex pré-frontal amadurecem mais tarde quando comparada com um grupo controle sem o distúrbio, sugerindo uma maturação lenta do córtex pré-frontal. É provável que o uso de psicoestimulantes acelere este processo de maturação. (FONSECA. 1995 376).
Para que o professor consiga sucesso com o aluno com TDAH precisa desenvolver aulas interessantes, para que a criança sinta-se motivada e estimulada e com isso possa fica parada, quieta e atenta por mais tempo, principalmente se os estímulos forem individualizados.
3 CONCLUSÃO
A conclusão ao término deste trabalho revela que é cada vez mais necessário a participação da família do filho com necessidades especiais no processo de integração e inclusão e o quanto é indispensável para que ele possa construir-se pessoalmente e participante da sociedade. 
A problematização que envolveu este projeto esclarece a dúvida de muitos diante da inclusão de crianças com síndrome de TDAH, uma vez que acredito que escolas e professores nem sempre estão preparados para receber estas crianças, mas infelizmente não á apenas a falta de preparo é a falta de motivação, sendo que estas crianças merecem a oportunidade de aprender e conviver com outras.
Percebi este grande problema ao estagiar em diferentes instituições, pois vi três crianças com TDAH e infelizmente elas não recebiam a devida atenção que precisavam, isto chamou minha atenção, então me questiono sobre o que ainda pode ser feito para elas e sua vida educacional e social.
Desse modo, cada aluno traz consigo necessidades específicas e que requer a definição de políticas públicas consolidadas com o projeto pedagógico da escola garantindo as condições de acesso, participação e aprendizagem desses alunos.
Diante deste grave e grande problema que envolve a inclusão ou melhor a falta dela, foco meu projeto na idéia de que é necessário adotar a inclusão já e questiono isso e pesquiso através dos alunos com TDAH que precisam e merecem uma oportunidade de aprender e conviver socialmente.
REFERENCIAS 
BARKLEY, Russell A.. & colaboradores. Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade: manual para diagnóstico e tratamento. 3ª Ed. – Porto Alegre: Artmed, 2008.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO DSM-IV: referência rápida. Trad. Dayse Batista. Porto Alegre: Artmed, 1995.
FONSECA. Insucesso Escolar: abordagem psicopedagógica às DA. Lisboa. Edição Âncora. 1995.
GOLDSTEIN, S.; GOLDSTEIN, M. Hiperatividade: Como desenvolver a capacidade de atenção da criança. 7. Ed. Campinas: Paripus, 2001.
LÜDKE, M., ANDRÉ, M.E.D.A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986
REGO, Teresa Cristina. Vygotsky: Uma perspectiva histórico-cultural da educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005
SMITH. Dificuldades de aprendizagem de A a Z./Corine Smith e Lisa Strick;tradução dayse batista; Porto Alegre: Ed. Artmed, 2001. 
TEIXEIRA. Desatentos e hiperativos.Rio de janeiro:Best Seller,2011
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