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W BA 11 57 _V 1. 0 REDAÇÃO DIGITAL: UX WRITING, COPYWRITING E WEBWRITING 2 Jéferson Cristiano Cardoso São Paulo Platos Soluções Educacionais S.A 2022 REDAÇÃO DIGITAL: UX WRITING, COPYWRITING E WEBWRITING 1ª edição 3 2022 Platos Soluções Educacionais S.A Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César CEP: 01418-002— São Paulo — SP Homepage: https://www.platosedu.com.br/ Head de Platos Soluções Educacionais S.A Silvia Rodrigues Cima Bizatto Conselho Acadêmico Alessandra Cristina Fahl Ana Carolina Gulelmo Staut Camila Braga de Oliveira Higa Camila Turchetti Bacan Gabiatti Giani Vendramel de Oliveira Gislaine Denisale Ferreira Henrique Salustiano Silva Mariana Gerardi Mello Nirse Ruscheinsky Breternitz Priscila Pereira Silva Coordenador Henrique Salustiano Silva Revisor Lanna Tiany Silva Santanna Editorial Beatriz Meloni Montefusco Carolina Yaly Márcia Regina Silva Paola Andressa Machado Leal Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ Cardoso, Jéferson Cristiano Redação digital: UX Writing, Copywriting e WebWriting / Jéferson Cristiano Cardoso. – São Paulo: Platos Soluções Educacionais S.A., 2022. 34 p. ISBN 978-65-5356-347-6 1. UX Writing. 2. Copywriting. 3. WebWriting. I. Título. 3. Técnicas de speaking, listening e writing. I. Título. CDD 005.72 _____________________________________________________________________________ Evelyn Moraes – CRB: 010289/O C268r © 2022 por Platos Soluções Educacionais S.A. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A. https://www.platosedu.com.br/ 4 SUMÁRIO Apresentação da disciplina __________________________________ 05 O texto publicitário ___________________________________________ 07 UX Writing ____________________________________________________ 19 Copywriting ___________________________________________________ 31 WebWriting ___________________________________________________ 43 REDAÇÃO DIGITAL: UX WRITING, COPYWRITING E WEBWRITING 5 Apresentação da disciplina Seja bem-vindo à disciplina de Redação Digital: UX Writing, Copywriting e WebWriting! Nosso conteúdo será dividido em quatro partes, e, em cada uma delas, você verá uma abordagem sobre a profissão e sobre o mercado de trabalho voltado para aquela área. Na primeira parte, você aprenderá sobre o texto publicitário, desde o atendimento até a criação, e sobre a teoria do anúncio, incluindo a argumentação e a motivação. Aprenderá também as diferentes linguagens utilizadas nos mais diversos veículos de comunicação e as técnicas de criação para essas diferentes mídias. Já na segunda parte, você aprenderá sobre UX Writing, que em tradução livre significa “redação para experiência do usuário”. Neste Tema, você compreenderá a semântica do usuário da marca, entendendo como ele se relaciona com a voz dessa marca. Será feita uma introdução à escrita UX, abordando o fluxo da redação em sites, apps, botões e chatbots. Você aprenderá, ainda, sobre a profissão de UX Writer. A terceira parte será sobre Copywriting. Você compreenderá seus diversos recursos e como utilizar esse tipo de texto; aprenderá como aplicar técnicas de jornalismo ao Copywriting; e conhecerá o mercado profissional do Copywriter. Por fim, na quarta parte, você aprenderá sobre WebWriting e seus princípios. Assim, compreenderá como utilizar diversas técnicas para escrever na web, o que inclui o conhecimento sobre conteúdo e SEO, e aprenderá sobre interface móvel e aspectos da redação on-line, sobre mídias sociais e sobre o mercado profissional do Webwriter. 6 Desse modo, você estará preparado para adentrar qualquer um desses mercados de forma criativa e inovadora, utilizando-se de ferramentas e técnicas que embasarão e estruturarão o seu pensamento e o seu texto para esses diferentes moldes, o que permitirá que atinja seu público- alvo e os resultados desejados. Em outras palavras, você ampliará ainda mais o seu repertório de conhecimentos para explorar todas as hipóteses da redação digital, seja na publicidade, seja no marketing. Bons estudos! 7 O texto publicitário Autoria: Jéferson Cristiano Cardoso Leitura crítica: Lanna Tiany Silva Santanna Objetivos • Entender os princípios do texto publicitário. • Conhecer as teorias do anúncio. • Aprender sobre linguagens e veículos de comunicação, além de técnicas de criação em publicidade para as diferentes mídias. 8 1. O texto publicitário: atendimento e criação Neste Tema, você aprenderá sobre o texto publicitário, do atendimento à criação. Também verá a teoria do anúncio, incluindo a argumentação e a motivação, afinal, não é possível fazer uma boa publicidade sem trabalhar com primazia esses dois pontos. Além disso, você conhecerá as diferentes linguagens utilizadas nos mais diversos veículos de comunicação e técnicas de criação para essas diferentes mídias. Desse modo, você estará preparado para adentrar esse mercado de forma criativa e inovadora, utilizando-se de ferramentas e técnicas que embasarão e estruturarão o seu pensamento e o seu texto para os moldes publicitários, o que permitirá que você atinja seu público-alvo e os resultados desejados na hora de criar a sua campanha. Ou seja, você ampliará ainda mais o seu repertório de conhecimentos para explorar todas as hipóteses da redação digital, seja na publicidade, seja no marketing. Primeiramente, você precisa entender os fundamentos do texto publicitário. Conforme Carrascoza (2004, p. 15): A palavra “texto” provém do latim textus e significa tecido. Um texto é, portanto, resultado do ato de tecer. E, como aqui trataremos do texto em sua dimensão verbal, essa urdidura é realizada por meio de palavras que se entrançam, se imbricam, se abraçam, formando uma trama de significação. Numa analogia com a própria fiação têxtil, podemos obter como resultado desse labor o tapete rústico, a toalha felpuda, o lenço branco, a camisa de seda. O tecido é fabricado de acordo com seu valor de uso. É sua utilidade que determina a espessura dos fios empregados, a escolha da técnica de entrelaçamentos dos pontos, o desenho da padronagem. E nesses nós opera seu valor de troca. Da mesma forma, o texto publicitário, objeto específico de nosso estudo, como todo ato de comunicação, é engendrado para cumprir uma função utilitária: persuadir um auditório particular. [...] De acordo com o repertório e as características psicoculturais desse auditório, o texto publicitário pode ser moldado de 9 maneiras distintas, mas resulta numa espécie de roupa com a qual o anunciante se apresenta e se exibe na comunicação. Portanto, você pode imaginar o texto publicitário enquanto uma tecedura muito específica, focada em convencer determinado público sobre um ponto de vista ou a adquirir determinado produto. Ou seja, é um texto voltado a persuadir e convencer o seu público-alvo, também chamado de target. Existem diferentes formatos quando se fala em texto publicitário, alguns mais focados em uma mídia do que em outra. Quando o assunto é redação digital, alguns modelos em particular acabam por ganhar maior destaque. São eles: UX Writing, Copywriting e WebWriting. Você aprenderá mais sobre esses formatos em aulas específicas. Vale salientar que o texto publicitário pode ser de natureza escrita, oral e visual. Normalmente, em uma campanha publicitária são utilizados esses diversos elementos de forma entrelaçada nas mais variadas mídias: jornal, revista, televisão, rádio, internet, outdoors, busdoors, entre outras. A principal característica desse tipo de texto é o uso de verbos no imperativo ou presente doindicativo, dando ordens para o público. Em alguns casos, faz-se o uso de Calls to Action (Chamadas para a Ação ou CTA). Vale lembrar que o texto precisa ser persuasivo, com linguagem simples, coloquial, dinâmica e acessível. Muitas vezes, também existe a presença de humor e ironia, não sendo elementos obrigatórios. Contudo, diversas são as etapas que compõem a tecedura de um texto publicitário. De nada adianta um excelente redator se não houver uma boa concepção inicial. Devido a isso, a primeira etapa é o atendimento. O profissional responsável por essa etapa é quem fará o elo da agência e/ou do setor de marketing de uma empresa com o cliente, tendo um papel fundamental nessa composição, pois é quem faz todo o 10 alinhamento do interesse desse cliente, a fim de que a equipe de redação e criação possa executar da melhor maneira o seu trabalho, sendo objetiva e alcançando as metas propostas. Durante esse atendimento são feitos o briefing e o alinhamento das necessidades que serão abordadas e desenvolvidas durante a campanha. Em seguida, esse briefing é levado até o setor de criação, que, dependendo do número de integrantes, pode ser centralizado em uma única pessoa ou dividido entre toda uma equipe. O mais comum é que haja ao menos uma divisão entre redação e criação gráfica. O profissional ou departamento responsável pela redação fará o texto publicitário, o qual pode ser desenvolvido de forma argumentativa, descritiva ou narrativa. O primeiro caso é utilizado para convencer o público através de argumentos, normalmente mostrando vantagens de um produto ou serviço através de emoções. Um exemplo disso é o slogan da Coca-Cola: “abra a felicidade”. A companhia não fala sobre o sabor do produto nem narra uma história sobre ele, mas, sim, vende o sentimento da felicidade usando como argumento normalmente uma pessoa feliz por estar fazendo o consumo da bebida. O segundo caso é usado para mostrar características do produto ou serviço, fazendo o público consumi-lo devido a seus atributos técnicos. Já o terceiro caso diz respeito a campanhas mais focadas em storytelling, ou seja, a venda é feita através de uma história que encanta o público e faz a comercialização da experiência. Continuando com o exemplo da Coca-Cola, uma narrativa usada há muitos anos são os caminhões com o Papai Noel que circulam por diversas cidades do país na época do Natal, construindo uma narrativa coletiva ao lado do público, que acaba por se misturar com a marca e, depois, torna-se um embaixador dela. Carrascoza (2004, p. 28) criou um mapa semiótico com quatro verticais, ressaltando, conforme o tipo de argumento, as diversas linhas que 11 podem ser seguidas em um texto publicitário, como é possível visualizar na Figura 1. Figura 1 – Mapa de linhas do texto publicitário, de Carrascoza Fonte: Carrascoza (2014, p. 28). Desse modo, é possível, conforme o briefing, definir uma linha dentro desses quadrantes para delimitar por onde seguir nessas linhas para criar uma forte argumentação. 2. Teoria do anúncio: argumentação e motivação Após terem sido definidos o mote da campanha e o texto que a comporá, é chegada a hora de os outros departamentos a executarem, ou seja, de criarem o anúncio em si. Se for uma campanha para a internet, jornal ou revista, será preciso criar uma arte; se for para a televisão ou outro meio audiovisual, será necessário fazer a produção da 12 campanha. Caso o anúncio seja para rádio, será preciso gravar o spot ou jingle. Vale destacar que, conforme Figueiredo (2014), os anúncios podem ser divididos em duas modalidades: hard sell, quando são voltados para a venda, e soft sell, quando se voltam para a divulgação da marca. Ou seja, “hard sell é o tipo de publicidade criada, produzida e veiculada objetivando especificamente a venda de produtos” (FIGUEIREDO, 2014, p. 79). Por sua vez, o soft sell pode ser explicado da seguinte maneira: O modelo experimental hedonista alimenta-se de todas essas formas de “chamar a atenção” do consumidor para, depois de conquistar sua atenção, persuadi-lo rumo à filosofia, ao estilo e à imagem do produto anunciado. Esse modelo procura, com frequência, ambientar o consumidor na situação apresentada no anúncio para que ele possa se projetar, imaginar-se ou, ainda, buscar em sua memória sinestésica situações em que ele teve esse tipo de sentimento ou sensação. (FIGUEIREDO, 2014, p. 85) Desse modo, fica claro que a motivação por trás do anúncio definirá o melhor formato e a argumentação que deverá ser utilizada em sua construção. É possível afirmar que, se a motivação for a venda, necessariamente o anúncio será em um formato hard sell; já se a motivação for a divulgação da marca, enquanto branding, será usado o modelo soft sell. Ainda sobre motivação, Vieira (2016, p. 89-90) conta uma história sobre uma companhia aérea que queria atrair mais clientes e fazer com que os já existentes continuassem a utilizar os serviços da empresa: O briefing do cliente propunha “atrair”, e meu raciocínio, depois de constatar a realidade, tratou de “surpreender”. Surpreender com alguma coisa que, antes de tudo, fizesse com que nosso passageiro substituísse o foco “hélice” por uma coisa que atribuísse mais “valor”. Então, pensei: de agradar a executivos e fazendeiros, basicamente homens; eles precisam reconhecer o valor e, ainda, necessitam de algo exclusivo, que não se encontra em outra companhia. Com um detalhe: precisa estar ao alcance 13 de nossa verba. Foi então que, num daqueles banhos de banheira, me ocorreu a ideia: uísque 12 anos! Sim, seríamos a primeira e única companhia aérea regional a servir uísque importado com 12 anos de envelhecimento a seus passageiros, coisa que nenhuma companhia aérea nacional fazia. Vieira (2016) mostra, através desse exemplo, como uma motivação simples levou à criação de um modelo inusitado, pois ao servir uísque 12 anos, naturalmente os clientes começaram a ver mais valor na marca, afinal, se a bebida é boa, logo a comida também deve ser, assim como as aeromoças, o piloto, as aeronaves, deixando dessa forma o público mais tranquilo e confiante ao usar um argumento extremamente simples, que nesse caso foi a inserção desse tipo de bebida nos voos da companhia aérea. Ainda, quando o foco é a argumentação, é salutar levar em conta, com base na motivação e no briefing, qual será o tipo de texto publicitário utilizado, dentre os três citados anteriormente (argumentativo, descritivo ou narrativo). Vale salientar que, com o uso crescente de técnicas focadas na propagabilidade dos conteúdos (JENKINS; GREEN; FORD, 2014), recursos como a criação de narrativas transmídia e de storytellings ficam cada vez mais comuns. Envolta em uma arte singular sustentada por narrativas persuasivas [...], a publicidade, atualmente, convida o público para participar da sua construção e sua propagação. Desse modo, observa-se que o limiar entre aquilo que entretém, informa ou diverte fica quase imperceptível. Contudo, mantém-se nas estruturas desse tipo de ação comunicativa o habitual modelo edificado em narrativas, uma vez que, notoriamente, tal prática se faz agente ativador do cérebro, expandindo o tempo de atenção da audiência. Em um universo mais amplo das storytellings. (DUARTE, 2019, p. 81) Esse tipo de recurso facilita principalmente a criação de argumentos focados em narrativas, pois, nesse contexto, tudo gira ao redor da 14 história que está sendo contada, cuja função é encantar o consumidor para ele ficar cada vez mais apaixonado pela marca. 3. Linguagens e veículos de comunicação Agora que você já sabe o que é o texto publicitário e o que é necessário para criar ótimos anúncios, é preciso entender também as diferenças presentes nas mais variadas mídias. Primeiramente, em mídias como jornais, segundo Figueiredo (2014), é importante o uso de chamadas que deem noção de urgência, visto que, normalmente, a circulação é diária. Quando a circulação forcom uma periodicidade diferente dessa, como semanal ou mensal, será importante utilizar outras formas de discurso, que não foquem a escassez e a urgência. Nesse tipo de anúncio é possível trabalhar também com teasers, anúncios criados com a função de despertar a curiosidade do público. Em revistas, normalmente a qualidade da impressão, do papel e das cores é maior, o que torna possível criar materiais com ainda mais detalhamento de imagem. Quando se utiliza desse meio, é muito importante analisar qual é o público-alvo de cada revista e focar revistas com alta credibilidade no nicho/segmento do público destinado. Como as revistas costumam ser lidas, às vezes, muito tempo depois de sua publicação, é importante que os anúncios tenham uma característica mais atemporal, sem um uso tão datado, como uma promoção específica para um mês ou para um evento, o que não quer dizer que não seja possível, em alguns casos, utilizar-se de uma propaganda focada. Por exemplo, uma revista feita com foco no Dia das Mães não tem por que não publicar uma propaganda específica para essa data, uma vez que é o tema principal da revista. Por isso, é necessário analisar caso a caso e, na dúvida, utilizar propagandas não datadas, com uma atenção maior na divulgação da marca. 15 Em relação a mídias externas, como busdoors, outdoors, painéis, frontlights, entre outras, é importante avaliar o ambiente onde será utilizada essa mídia. Normalmente, esse tipo de mídia costuma ser usado como complementar, reforçando alguma campanha que já está em circulação por outros meios. “Para criar para out of home, o redator precisa ter em mente que a síntese é o princípio fundamental para o sucesso da veiculação nesse meio, já que ele deve ser lido, decodificado e compreendido pelo consumidor em uma só ‘batida d’olhos’” (FIGUEIREDO, 2014, p. 107). No rádio, devido ao seu imediatismo, é importante a criação de anúncios que fiquem na mente do público. Figueiredo (2014) ressalta que a parte mais difícil ao se criar um anúncio para essa mídia é lidar com a desatenção do público, que, na maior parte das vezes, utiliza o rádio em concomitância com outras atividades, sendo frequentemente uma trilha de fundo do seu dia a dia. Por isso, spots e jingles precisam ser precisos e marcantes. Um formato que costuma ser muito utilizado, além do spot e dos jingles, é o testemunhal. Ele consiste basicamente no apresentador de um programa falar sobre a sua experiência com determinado produto, recomendando-o para o público. Na televisão, o grande desafio é seduzir o público desde o início do comercial, a fim de que ele se mantenha atento e engajado à propaganda. Em comerciais voltados para hard sell, uma ótima alternativa, conforme Figueiredo (2014), é o uso de celebridades ou especialistas da área. Já para comerciais soft sell, é importante que a narrativa prenda a atenção do público. Isso pode ser feito aumentando a tensão ao longo dela ou trazendo uma informação única, impactante, logo no início. A internet permite um hibridismo entre todos os itens anteriores. Por isso, quando se trata de mídias digitais, é importante analisar em qual delas será veiculado o texto publicitário, para assim definir o melhor 16 formato (banner, vídeo, dentre outros), afinal, essas mídias possibilitam os mais diversos usos. 4. Técnicas de criação em publicidade Como cada uma das mídias possui suas peculiaridades, será de vital importância saber primeiro quais serão utilizadas em sua campanha, conforme o orçamento e público-alvo do cliente. De nada adianta você fazer uma linda campanha voltada para a televisão se o orçamento do seu cliente não comporta o uso dessa mídia. Da mesma forma, será inútil fazer uma publicação apenas em um jornal local se a intenção do seu cliente for divulgar a marca nacionalmente. Por isso, durante o briefing, analise todos esses itens para saber o melhor foco e identificar as técnicas que você deverá empregar em sua campanha. Ter ideias inovadoras nem sempre é fácil. Por isso, uma ótima técnica para começar o seu projeto é o brainstorm (tempestade de ideias). Ele consiste basicamente em você colocar no papel, ou em um arquivo digital, todas as suas ideias ou todas as ideias da sua equipe, caso estejam criando coletivamente. Após essa tempestade de ideias, você poderá analisar por onde seguir para criar de uma forma mais construtiva a sua campanha. Outra técnica muito semelhante, e muito usada, é o brainwriting, também conhecido como Método 6–3–5. Ele consiste em seis pessoas terem três ideias cada, em um período de cinco minutos, o que faz serem geradas 108 ideias em meia hora. É uma técnica muito útil para quando você for fazer projetos e campanhas com equipes grandes. Caso você pretenda trabalhar sozinho ou com poucas pessoas, uma boa alternativa é o mapa mental. Essa técnica consiste em ligar palavras- chave, permitindo que você mapeie e encontre o melhor caminho para 17 solucionar um problema e desenvolver a sua campanha. Diferentemente do brainstorm, no qual você fará uma tempestade desorganizada de ideias, lidando com o caos criativo, no mapa mental o seu processo de criação será baseado na ordem. Para dar início ao mapa mental, coloque a ideia principal no centro e desenvolva os outros pontos/tópicos a partir desse centro. Você pode fazer isso em uma folha de papel. Nesse caso, se aconselha a utilização de folhas de tamanho grande, como A3 e A2, ou o uso de aplicativos destinados para isso. Você pode testar e ver qual é o modo de empregar esse processo que você mais gosta. O moodboard, ou painel semântico, é outra técnica que você pode utilizar no processo de criação da sua campanha de publicidade. Basicamente, ele consiste em você fazer um quadro com diversas referências para inspirar a sua criação. Nesse quadro, você pode usar imagens, fotografias, desenhos, outros anúncios que sejam referência e o que mais auxiliá-lo nesse processo criativo. Seja criativo! Por último, é possível utilizar também a técnica do pensamento inventivo sistematizado. Nessa técnica, você refará passos de outras campanhas de sucesso, de modo a conseguir resultados semelhantes na sua. Para isso, você precisará fazer uma vasta pesquisa e entender o processo utilizado na campanha escolhida. Muitas vezes terá, até mesmo, que fazer uma espécie de engenharia reversa, começando do produto final e indo em direção ao início do processo criativo da campanha usada como base inspiratória. Considerando tudo o que foi estudado neste Tema, você já pode começar a criar as suas campanhas, pensando o público-alvo e as melhores técnicas para criação do seu texto publicitário, com base no tipo de mídia em que seus anúncios irão para o ar. Além disso, ainda é possível que você utilize técnicas baseadas na experiência do usuário e em textos voltados para mecanismos de busca, como o Google. O mais 18 importante é você ir testando as mais diversas ferramentas e técnicas e escrever os mais diferentes tipos de textos publicitários, de modo a se aprimorar cada vez mais e se tornar um exímio profissional dessa área também. Referências CARRASCOZA, J. A. Razão e sensibilidade no texto publicitário: como são feitos os anúncios que contam histórias. 2. ed. São Paulo: Futura, 2004. DUARTE, G. A. Publicidade Nas Redes Digitais: Estratégias Para Comunicação, Consumo e Entretenimento. Curitiba: Appris, 2019. FIGUEIREDO, C. Redação publicitária: sedução pela palavra. 2. ed. São Paulo: Thomson, 2014. JENKINS, H.; GREEN, J.; FORD, S. Cultura da Conexão: Criando valor e significado por meio da mídia propagável. Tradução de Patrícia Arnaud. São Paulo: Aleph, 2014. VIEIRA, S. Raciocínio Criativo na Publicidade. 6. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2016. 19 UX Writing Autoria: Jéferson Cristiano Cardoso Leitura crítica: Lanna Tiany Silva Santanna Objetivos • Entender o que é UX Writing e compreender a semântica do usuário da marca. • Ter uma introdução à escrita UX, aprendendoo fluxo da redação em sites, apps, botões e chatbots. • Compreender o mercado profissional de UX Writing. 20 1. UX Writing: a redação da experiência do usuário Neste Tema, você aprenderá sobre UX Writing, que em tradução livre significa redação para experiência do usuário. Também compreenderá a semântica do usuário da marca, entendendo como ele se relaciona com a voz dessa marca. Além disso, você terá uma introdução à escrita UX, aprendendo o fluxo da redação em sites, apps, botões e chatbots, o que fará com que você possa proporcionar uma experiência única para os usuários que tiverem contato com os conteúdos de sua produção. Por fim, mas não menos importante, você aprenderá sobre o mercado profissional voltado para UX Writing, ou seja, sobre a profissão de UX Writer. Desse modo, você estará preparado para adentrar esse mercado de forma criativa e inovadora, com técnicas únicas, as quais permitirão que você seja um verdadeiro UX Writer e se destaque nesse mercado, que apesar de ter ganhado mais visibilidade na última década, exige uma excelência extrema de seus profissionais. Muita gente acha que UX, ou experiência do usuário, se restringe apenas ao campo digital, mas é preciso afirmar que essas pessoas estão enganadas. Quando alguém em um ônibus vê na catraca os dizeres “passe o cartão aqui”, ou quando ao ser feito um pagamento via máquina de cartão de crédito aparece na tela a mensagem “insira ou aproxime o seu cartão”, ambos são exemplos de UX no dia a dia. Imagine se não houvesse nenhum indicativo no ônibus dizendo onde passar o cartão ou se não existisse qualquer comando, ou existisse uma instrução confusa, na máquina do cartão de crédito. Isso seria horrível e nada intuitivo para o usuário. Já pensou em chegar ao ônibus e estar escrito do lado de fora da porta do veículo: “você precisa passar seu cartão próximo ao cobrador, 21 caso contrário não poderá estar neste transporte. A máquina na qual você passará o cartão é verde e fica a cerca de 1,50 metros do chão”? Será que isso é realmente necessário? Seria eficaz ou útil? Daria a melhor experiência para o passageiro que ingressa no ônibus? Com certeza, cada passageiro perderia vários segundos para entender uma mensagem que pode ser resumida simplesmente em “passe seu cartão aqui” ou “pague aqui”. Eis a importância da redação UX e de tudo o que envolve essa criação. Ela facilita muito o dia a dia, ao estar escrito em uma porta “puxe” ou “empurre” para determinar a direção na qual o usuário deve movimentá- la. É também de bastante ajuda para definir no mundo digital como será a movimentação totalmente intuitiva de um usuário em um site, seja em um computador, seja em um smartphone. Conforme Podmajersky (2019, p. 6): A redação UX é o processo de criação de palavras em experiências de usuários (UX – User eXperiences): títulos, botões, rótulos, instruções, descrições, notificações, alertas e controles vistos pelas pessoas. Também inclui informações de configuração, experiência da primeira execução e conteúdo de ajuda que dão aos usuários a confiança necessária para seguir adiante. Sobre isso, Velo (2022, p. 15) ressalta: O UX Writing instrui as pessoas de forma mais holística e completa. Está relacionado ao Copywriting (redação publicitária tradicional) e ao Webwriting (redação para a internet), e pensa em toda a Experiência do Usuário enquanto informa, instrui, orienta, esclarece e envolve — sempre de acordo com o tom de voz da marca ou do produto. Ou seja, mesmo o termo tendo surgido na década de 1990, somente nas últimas décadas ganhou a sua devida importância, tornando-se essencial na criação de diversos textos e minitextos. 22 Kotler, Kartajaya e Setiawan (2021, p. 146) utilizam o termo CX, que em tradução livre significa experiência do cliente. De acordo com os autores, essa é uma ferramenta flexível e que tem como função integrar a experiência entre humano e máquina na jornada do cliente, sendo necessário seguir o que os autores chamam de os 5As do cliente, conforme pode ser visto na Figura 1. Figura 1 – Os 5 As do cliente Fonte: Kotler, Kartajaya e Setiawan (2021, p. 146). É possível afirmar, desse modo, que o objetivo de uma redação UX ou de uma UX Writing é executar com primazia os 5As expostos por Kotler, Kartajaya e Setiawan (2021), a fim de que a jornada do usuário/ cliente ocorra com a melhor experiência possível, a ponto de se tornar praticamente imperceptível para ele. Para isso, o profissional que trabalha nessa área, o UX Writer, precisa incorporar a personalidade da marca para a qual está escrevendo. Desse modo, ele consegue transmitir a voz daquela determinada marca. Imagine que a marca tem uma idade, um gênero, gostos, predileções, vontades, emoções e sentimentos. Tudo isso faz parte dessa 23 personalidade, a qual define a voz e os vários tons que essa voz pode ter, em seus mais diversos timbres. O UX Writer captará e absorverá tudo isso em si, e falará através dos seus textos como se fosse a persona da marca. Além disso, esse profissional terá que fazer tudo isso com o uso dos menores elementos textuais possíveis, através de uma técnica chamada microcopy ou microrredação. Segundo Rodrigues (2019, p. 165), microcopy “é o nome dado ao uso destes dados (palavras) ou pequenos conjuntos deles (expressões ou frases curtas) como elementos textuais orientadores em produtos digitais”. Velo (2022, p. 12) complementa ressaltando que esses microtextos são: O tipo de redação (de origem publicitária) que consiste em poucos caracteres, poucas linhas, textos que exigem o máximo de concisão e, em alguns casos, muita personalidade. O equilíbrio entre o tamanho diminuto do texto e a personalidade que ele é capaz de transmitir é parte da árdua missão da pessoa UX Writer. É nesse contexto que são criados os microtextos para apps, dispositivos móveis e chatbots, por exemplo, todos com a função de melhorar a experiência do usuário e fazer com que ele saia o mais satisfeito possível de determinado site, atendimento digital, aplicativo ou qualquer material que tenha sido elaborado por um UX Writer. É importante frisar, também, que o UX Writing cria uma arquitetura da informação organizada e bem rotulada, com uma navegação intuitiva e buscas facilitadas. Logo, o objetivo desse conjunto de padrões de texto UX é “criar um ponto de partida fácil e reconhecível para a redação de texto de alta qualidade. Trata-se de uma ferramenta para a redação rápida e escalável de novos textos UX com base em padrões que obtiveram sucesso no passado” (PODMAJERSKY, 2019, p. 65). 24 2. Introdução à escrita UX Definido o que é UX Writing, o que é a voz da marca e o que é um microtexto, é chegada a hora de trabalhar essa redação em seus mínimos detalhes, seguindo o fluxo determinado para alcançar o resultado esperado e proporcionar a melhor experiência possível para o seu usuário. Antes de mais nada, é importante você saber que o UX Writing é composto por alguns elementos principais. Conforme Podmajersky (2019, p. 65-66), eles são: títulos; botões e outros textos interativos; descrições; estados vazios; rótulos; controles; campos de entrada de texto; textos de transição; mensagens de confirmação; notificações; e erros. O título tem como finalidade dar uma explicação sobre o contexto e a ação que deve ser tomada em determinado local. O título pode ser separado em quatro categorias: nome da marca, nome do conteúdo, ação ambígua e ação simples. No primeiro caso, faz referência ao nome da marca em si, servindo para ambientar o usuário. O segundo caso – título com nome do conteúdo – é usado para mostrar a que se refere determinado conteúdo, como uma postagem de blog ou de uma mídia social, por exemplo. Nesse caso, o título fará referência direta a esse conteúdo, precisando muitas vezes seguir regras definidas para mídias diferentes, como os textos para blog, em que o título precisa ter menos de 65 caracteres, a fim de permitir uma maiorreferenciação nos mecanismos de busca de sites de pesquisa, como o Google. Na ação ambígua, a função do título é justamente ser genérico, a fim de abranger tudo o que o usuário pode estar procurando. Exemplo: uma pessoa tem muitos motivos para entrar em um perfil de uma rede social. Pode ser para conferir a idade de um usuário, sua profissão, onde ele trabalha, seu estado civil e onde mora, ver as fotos, 25 observar as atividades, entre tantas outras opções. Nesse caso, não seria interessante ter um título como “Idade” ou “Profissão”, mas é interessante usar um título que abranja todas as opções, como “Perfil pessoal”. Na ação única, o título precisa ser direto e dar uma ordem, ou seja, ele precisa ser imperativo, a fim de reforçar a ação correta a ser seguida. Voltando ao exemplo do ônibus, “pagar aqui” é um título de ação única. Continuando, botões, links e outros comandos têm como finalidade permitir ao usuário executar uma ação ou avançar em uma tarefa. Em definição, os botões, como o próprio nome sugere, são clicáveis, permitindo a interação do usuário. Os chamados para a ação, ou Calls to Action (CTA), entram nesse elemento do UX Writing. A função de um bom botão é levar o usuário para a próxima página, que muitas vezes pode ser um cadastro, uma assinatura, uma compra, entre outras opções. Os botões são o texto mais importante na experiência. É por meio deles que o usuário expressa seus objetivos. São os botões (e, até certo ponto, os controles) que permitem às pessoas “falar” com a experiência. Eles devem ser usados para viabilizar o diálogo. Quase todos os outros textos – títulos, descrições, estados vazios, rótulos, confirmações, erros e outros – representam a experiência dialogando com o usuário. O desafio dos botões é que funcionam melhor quando são reconhecíveis, específicos e exibem somente uma ou duas palavras. (PODMAJERSKY, 2019, p. 71-72) Vale ressaltar que a ordem na qual os botões aparecem é fundamental, pois o que aparece primeiro é mais importante, e o usuário tende a seguir por esse caminho quase que intuitivamente. Por isso, em uma compra, o primeiro botão será “pagar”, e nunca “cancelar”, pois a ordem contrária induziria o usuário a cancelar a compra em vez de completá-la. Em um menu, cada item é um botão. Justamente por isso, todos precisam ser projetados conforme o contexto em que serão usados e dispostos segundo a ordem de importância ou de relevância para o 26 usuário, permitindo uma melhor experiência. Além disso, botões com duas palavras são mais eficazes que com três ou mais termos. Exemplo: “criar uma conta” ou “criar conta”. A segunda opção será mais eficaz que a primeira por ser mais direta, e isso faz com que o usuário tenha uma predileção por ela. Outro fator a ser considerado é a linguagem usada, que deve ser simples e direta. O texto do botão precisa ter relação com o título, pois isso fornece um gatilho mental que faz aumentar a probabilidade de o usuário clicar sobre o botão. As descrições têm como finalidade ajudar a seguir adiante na experiência, fazendo com que o usuário saiba o que esperar. Além disso, elas estabelecem marcas e reduzem responsabilidades. Normalmente, elas são trechos de textos informativos, muitas vezes ocultos para o leitor, e aparecem quando se passa o cursor do mouse sobre determinado botão ou quando se clica sobre uma interrogação ou exclamação. Algumas vezes, são textos ocultos que existem apenas para o leitor da página ter acesso à explicação de uma imagem, como é o caso dos áudios descritivos, feitos para gerar maior inclusão. Diferentemente de um botão, que só alcança o seu objetivo se for lido, muitas vezes a descrição está presente como um complemento, não precisando necessariamente que o usuário faça uso dela, sendo apenas um recurso para os casos de necessidade, e não uma obrigatoriedade. Frequentemente, as descrições são até mesmo ignoradas pelos usuários. Segundo Podmajersky (2019), o aconselhado é uma descrição ter até 40 caracteres de extensão e no máximo três linhas (a preferência é que sempre tenha menos, para facilitar a leitura). Conforme o autor, isso se dá devido à escaneabilidade que os olhos exercem sobre o texto, sendo que, se for maior que isso, o usuário tende a optar por não ler, em virtude de ver “uma muralha” de texto. 27 Uma dica extra é evitar asteriscos, pois eles reduzem a credibilidade da mensagem, fazendo o usuário desconfiar daquele conteúdo e, por consequência, diminuir o número de cliques e interações com a mensagem. Os estados vazios têm como finalidade provocar expectativas e entusiasmo no usuário, enquanto indicam que aquele espaço vazio não é um erro, e sim intencional. Rótulos possuem a finalidade de minimizar os esforços necessários para se entender a experiência. Dito dessa forma pode até parecer óbvio, mas não é. Rótulos normalmente são usados para descrições ou nomeações, a fim de indicar seções, status, categorias, progresso, quantidade, entre outros. Uma observação importante: mesmo os rótulos precisam ser concisos e estar alinhados com a voz da marca. Você, quando for exercer a profissão de UX Writer, deve sempre cuidar para todos os elementos estarem alinhados com a persona e a voz da marca para a qual você está elaborando os conteúdos. Podmajersky (2019) destaca que a diferença entre um rótulo e uma descrição está no propósito desempenhado por cada um: Descrições costumam ser frases completas, independente de pontuação. Rótulos costumam ser substantivos simples ou pares de substantivos. Descrições são frequentemente usadas com títulos, botões e experiências completas. Rótulos normalmente estão relacionados a elementos passivos da interface, como ícones ou seções, e limitados ao contexto local. (PODMAJERSKY, 2019, p. 85) Controles têm como finalidade informar os usuários sobre a extensão e o estado de possíveis customizações. Vale ressaltar que o texto de configuração pode ou não estar visível. Entretanto, um leitor de tela sempre o lerá em voz alta. As caixas de seleção serão lidas como “marcada” ou “desmarcada”, e os botões de alternância, como “ligado” 28 ou “desligado”, podendo ser diferenciados por estados opostos, como habilitado e desabilitado, verde e vermelho, entre outras opções. Campos de entrada de texto possuem uma finalidade muito simples e bem descrita pelo nome: mostrar ao usuário o local em que ele precisa fornecer determinadas informações. Para isso, é muito comum que campos de formulários utilizem o texto UX como rótulos, dicas ou simplesmente como campos previamente preenchidos, a fim de auxiliar o usuário a preencher mais rapidamente ou a saber o que colocar em determinado campo. Você já percebeu que, às vezes, ao preencher suas informações pessoais, aparece uma opção de tudo preenchido com seus dados? Pois, é exatamente aí que entra essa função. Os textos de transição têm como finalidade confirmar que uma ação está em andamento. Qualquer pessoa que já jogou videogame pelo menos uma vez na vida se lembra da mensagem “loading” ou “carregando” na tela, pois esse é um texto de transição que tem justamente a função de comunicar ao usuário que a informação ainda está sendo processada. As notificações possuem a finalidade de informar ou lembrar o usuário de se envolver com a experiência. Normalmente, elas interrompem o usuário com a intenção de fazê-lo prestar atenção em outra parte da experiência, à qual ele não daria tanta atenção se não fosse desse modo. Atualmente, com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), tornou-se comum a notificação “Aceitar cookies” nos sites. Contudo, não é somente esse tipo de informação que é uma notificação. Pense nas notificações que aparecem no seu smartphone. Elas avisam, por exemplo, que chegou uma mensagem no seu WhatsApp, que você recebeu um e-mail ou, até mesmo, que você já possui novas “vidas” em um app de jogo que utiliza. 29 Por último, erros têm a finalidade de guiar o usuário para elechegar aonde deseja, mesmo que seja relatando que não será possível acessar determinado conteúdo por um caminho X. Exemplo: erro 404. Ao ver esse tipo de informação, naturalmente o usuário saberá que não é possível chegar ao domínio pretendido. Com tudo isso em mente, será muito mais fácil para você criar, por exemplo, um chatbot. Vale ressaltar que na hora de pensar esse tipo de UX você deve sempre optar por elementos concisos e objetivos, a fim de orientar o usuário da melhor maneira possível e permitir uma experiência mais leve e natural. Rodrigues (2019) ressalta que, em um chatbot, a hierarquia é imprescindível quando o UX Writer vai criar a arquitetura da informação. “A contextualização surge com o mapeamento de caminhos criados a partir dos diálogos, ou seja, de qual será a informação oferecida com base no trajeto que o usuário escolheu” (RODRIGUES, 2019, p. 168). 3. UX Writing e o mercado profissional Agora que você já sabe o que é UX Writing e já conhece os diversos elementos desse tipo de escrita, é hora de entender um pouco mais sobre seu mercado profissional. Afinal, onde é possível você atuar como UX Writer? Será que existem vagas disponíveis para esse tipo de profissional? Precisamos dizê-lo que sim, existem muitas vagas voltadas para essa área. Conforme pesquisa da Nielsen (2017), em 2017 havia 1,5 milhões de profissionais de UX no mundo, número que deve chegar a 100 milhões até 2050. Contudo, não pense que isso gerará um excesso de mão de obra, afinal, cada vez se torna mais essencial pensar a experiência do usuário, seja para pegar um ônibus ou trem, seja para comprar qualquer 30 produto, de uma pizza a um helicóptero. Tudo passa pelo UX e, por consequência disso, por profissionais de UX. Essa é uma área que só tende a crescer e a exigir profissionais cada vez mais capacitados e habilitados tanto para entender a voz e o tom das marcas quanto para serem empáticos o suficiente para se colocar no lugar dos usuários e criar soluções únicas, inovadoras e que realmente façam a diferença. Com base nisso e em tudo o que foi estudado neste Tema , você já pode começar a criar os seus microtextos voltados para a experiência do usuário. Pode escrever tanto textos para redes sociais quanto para chatbots, dentre tantos outros, além, é claro, de mirar vagas voltadas para UX Writing no mercado de trabalho. Lembre-se de que o mais importante é você ir sempre se aprimorando e treinando para ficar cada vez melhor e se tornar um exímio profissional dessa área. Referências KOTLER, P.; KARTAJAYA, H.; SETIAWAN, I. Marketing 5.0: tecnologia para a humanidade. Rio de Janeiro: Sextante, 2021. NILSEN, J. A 100-Year View of User Experience. Nielsen Norman Group, 24 dez. 2017. Disponível em: https://www.nngroup.com/articles/100-years- ux/?fbclid=IwAR2xAVOods_OKtf_zpGBnVn-kmOek4r3OJKy60ig0MLwUAUPjM479YYe C7g. Acesso em: 3 jul. 2022. PODMAJERSKY, T. Redação Estratégica para UX: Aumente engajamento, conversão e retenção com cada palavra. São Paulo: Novatec, 2019. RODRIGUES, B. Em busca de boas práticas de UX Writing: apontamentos sobre a escrita digital e o foco do usuário. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2019. VELO, A. UX Writing: comece sem segredos. São Paulo: Lisbon International Press, 2022. 31 Copywriting Autoria: Jéferson Cristiano Cardoso Leitura crítica: Lanna Tiany Silva Santanna Objetivos • Entender o que é Copywriting e seus recursos. • Saber como utilizar o Copywriting e como aplicar técnicas de jornalismo nele. • Compreender o mercado profissional para o Copywriter. 32 1. Copywriting: a escrita persuasiva Neste Tema, você entenderá o Copywriting. Também compreenderá seus diversos recursos e como utilizar esse tipo de texto. Além disso, aprenderá como aplicar técnicas de jornalismo no Copywriting. Por fim, mas não menos importante, você será informado sobre o mercado profissional voltado para o Copywriting, ou seja, sobre a profissão de Copywriter. Desse modo, você estará preparado para adentrar esse mercado de forma criativa e inovadora, com técnicas únicas, as quais permitirão que você seja um verdadeiro Copywriter e destaque-se nesse mercado, que apesar de ter ganhado mais visibilidade na última década, exige uma excelência extrema de seus profissionais. Mas você sabe o que é o Copywriting? Muita gente confunde esse tipo de texto com o texto publicitário tradicional ou com o WebWriting. É possível afirmar que tanto o Copywriting quanto o WebWriting são formatos de textos publicitários voltados para redações digitais. Contudo, cada um desses formatos possui características próprias, as quais diferem do tipo de texto que é normalmente chamado apenas de “publicitário”, motivo pelo qual nos referiremos a ele como “publicitário tradicional”. Comecemos explicando o que é o Copywriting e a diferença entre ele e esses outros formatos. Copywriting diz respeito a fazer o uso das palavras corretas para se comunicar com um público-alvo, no intuito de conduzi-lo a uma tomada de decisão. Esse método de escrita aplica as regras de persuasão para influenciar e conduzir alguém a ações específicas. (MACCEDO, 2019, p. 35) Ou seja, de uma forma muito simples, Copywriting é um texto persuasivo cuja intenção é fazer o leitor tornar-se consumidor de determinada marca e/ou produto. Através de um copy bem-feito, é possível fazer com que, até mesmo, esse consumidor goste tanto do que consome que 33 acabe por se tornar um embaixador da marca, levando-a para muitas outras pessoas e a defendendo quando necessário. Qual é a diferença entre copywriting e textos publicitários? Pode-se dizer que o texto publicitário faz a venda de um modo mais sutil e direto. Já o copywriting usa uma série de técnicas e um estilo muito específico, o que faz o profissional (copywriter) atuar mais junto à área de inbound marketing. (CARDOSO, 2021, p. 106) Logo, é possível inferir que o Copywriting é composto por um texto agressivo, podendo até mesmo causar desconforto no leitor antes de apresentar uma solução para o problema. Ou seja, esse tipo de texto apela para as emoções do consumidor, focando principalmente “emoções como o medo (de perder algo, de ficar sem algo) e a ganância (possibilidade de ganho, seja financeiro, de bem-estar ou de tempo)” (CARDOSO, 2021, p. 106). Já o texto publicitário tradicional foca-se em mostrar as vantagens, encantar com uma história, seduzir o leitor, sempre de um modo mais direto e sutil. Um copy nem sempre é um texto curto, podendo muitas vezes até mesmo ser um texto extremamente longo, como um artigo com 3 ou 6 mil palavras. Já um WebWriting é um texto voltado para a internet, o qual possui suas próprias características. É uma mistura da escrita jornalística com a publicitária, que visa convencer, seduzir o usuário para prosseguir na leitura. Para envolver o leitor, a escrita para a web precisa ser sensorial, buscar criar imersividade; por isso algumas de suas características advêm de recursos persuasivos, no sentido de incitar à ação. (SCHWINGEL, 2012, p. 66) Além disso, muitas pessoas acreditam que o termo Copywriting é algo novo, oriundo deste milênio, assim como o UX Writing. Não obstante, isso não é verdade, sendo esse temo muito mais antigo que isso. Na verdade, embora o termo “copywriting” tenha se popularizado com o advento do marketing digital, Noah Webster, escritor e autor de uma 34 reforma ortográfica da língua inglesa, ainda em 1828 definiu “copy” como algo original que precisa ser imitado na impressão. O termo acabou caindo em desuso até 1870, quando diversos profissionais, como jornalistas e impressores, começaram a usar a palavra “copywriter” para definir os profissionais que escreviam anúncios. Ou seja, nos dois últimos séculos, o termo “copywriter” foi utilizado praticamente como um sinônimo de “redator publicitário”. Isso mudou neste novo milênio, e ficou cada vez mais evidente a diferença entre essas duas profissões; cada uma tem o seu campo de atuaçãoe métodos próprios. (CARDOSO, 2021, p. 106) Vale destacar que existem centenas de métodos que podem ser utilizados em um Copywriting, alguns bem simples e com poucas etapas, como AIDA (Atenção/Interesse/Desejo/Ação), IDCA (Interesse/Desejo/ Convicção/Ação) e PPPP (Picture/Promise/Prove/Push), e outros mais complexos, como a fórmula da carta de vendas de 21 partes, de Perry Belcher, ou a fórmula de 19 passos, de Conrado Adolpho. Por exemplo, a carta de vendas de 21 partes, de Perry Belcher, é composta pelas seguintes partes: 1) Chame seu público pelo nome. 2) Chame a atenção (headline). 3) Retome a promessa com explicação. 4) Exponha o problema. 5) Apresente a solução. 6) Exponha o custo. 7) Explique a facilidade de uso. 8) Mostre a velocidade para alcançar resultados. 9) Faça o leitor visualizar o futuro. 10) Mostre o produto. 11) Mostre os benefícios. 12) Mostre a prova social. 13) Faça a oferta. 14) Ofereça o bônus. 15) Amplie o valor da solução. 16) Revele o preço da oferta. 17) Informe sobre a escassez (se houver). 18) Ofereça a garantia. 19) Apele à ação (CTA). 20) Faça um aviso. 21) Apresente um lembrete. (CARDOSO, 2021, p. 112-113) Já na fórmula de 19 passos, de Conrado Adolpho, as etapas são as seguintes: 1) Atenção. 2) Abertura. 3) Storytelling. 4) Problema. 5) Solução. 6) Autoridade. 7) Descrição do produto. 8) Resposta a objeções. 9) Primeira prova social. 10) Lembrete sobre o público para o qual o produto não 35 serve. 11) Apresentação dos benefícios. 12) Convite à imaginação. 13) Segunda prova social. 14) Ancoragem. 15) Bônus. 16) Garantia. 17) Preço com escassez (se houver). 18) CTA. 19) Resposta a perguntas frequentes. (CARDOSO, 2021, p. 114) Vale a pena um aprofundamento em cada método, a fim de que o Copywriter possa entender o cliente e o produto para o qual está escrevendo e identificar o modelo que melhor se aplica. Além disso, é possível utilizar técnicas de redação jornalística para uma melhor escrita (mesmo quando se está utilizando esses métodos), o que será abordado a seguir. 2. Técnicas de redação jornalística no Copywriting Definido o que é Copywriting, é chegada a hora de trabalhar esse texto em seus mínimos detalhes. Mas como utilizar as técnicas de redação jornalística para melhorar um copy? Primeiramente, é muito válido usar a técnica da pirâmide invertida. Na pirâmide clássica, o texto começa com uma introdução, ocorre o desenvolvimento e, para fechar, vem a conclusão. Já na pirâmide invertida, utiliza-se o lead (composto pelos dados principais – o quê, quem, quando, onde, como, por quê) no início do texto; em seguida, vêm os dados secundários e, por último, o final, conforme pode ser visto na Figura 1. “Na prática, conta-se a história do fim para o começo, daí o nome de pirâmide invertida” (SQUARISI; SALVADOR, 2010, p. 16). 36 Figura 1 – A pirâmide clássica e a pirâmide invertida Fonte: Cardoso (2021, p. 117). Maccedo (2020) destaca que no Copywriting podem ser usados seis tipos de leads: de oferta, de promessa, de solução de problemas, grande e secreto, de proclamação e de história. O primeiro é um apelo ao leitor, focado nos elementos de oferta, como produto, preço, desconto, garantia e prêmios, entre outros. O segundo, conforme o autor, é o tipo mais comum, fazendo uma promessa ao leitor e deixando para citar o nome do produto ou serviço no final do lead. O terceiro apresenta um problema que diversas pessoas estão enfrentando, inclusive o público que consumirá aquele produto. Em seguida, é revelada uma solução. O quarto consiste em manter o leitor instigado com alguma solução surpresa para determinado problema. Por vezes, você está lendo um texto ou assistindo a um vídeo que promete resolver uma situação que o afeta muito, mas a leitura ou o vídeo passa e parece que a revelação da solução nunca será feita. Então, esse tipo de copy enquadra-se nesse tipo de lead. O quinto atrai através de um choque, de uma ruptura. Basicamente, consiste em ser colocada uma declaração ousada no texto ou uma grande previsão que impressione quem está lendo (sempre baseada em fatos, não 37 sendo permitido inventar informações). O sexto tipo utiliza-se de técnicas de storytelling em sua composição, uma vez que faz uso de narrativas. Segundo Maccedo (2020), esse tem sido, atualmente, o copy que mais gera resultados, devido à facilidade com que ele engaja os públicos. Outra técnica de redação jornalística que pode ser muito bem utilizada no Copywriting é a criação de títulos atraentes (headlines). Vale destacar que quando o texto for feito para ser utilizado na web, território em que o Copywriting e o WebWriting muitas vezes convergem, é importante que a palavra-chave principal, que será utilizada para facilitar a busca orgânica em sites como o Google, apareça no título, pois isso melhora o ranqueamento orgânico do texto. Maccedo (2019) destaca que o headline é o princípio de todo o processo de venda e que alguns modelos chamam mais a atenção do público. Por exemplo: “As X técnicas para você conseguir Y”; “Principais técnicas para ser excelente em X”; “O segredo por trás de X”. O autor ainda aponta que é possível seguir a fórmula dos 4Us (útil, urgente, único, ultraespecífico), desenvolvida por Michael Masterson, treinador de negócios e empreendedor. Basicamente, consiste em fazer com que os títulos tenham uma ou mais dessas características, sendo que quanto mais, melhor, desde que não fique um título enfadonho. Primeiramente, o título precisa ser útil, ou seja, “você deve oferecer um benefício, resolver um problema ou fornecer valor para seu público” (MACCEDO, 2019, p. 110). Exemplo: “como criar propostas profissionais em poucos minutos e fechar mais contratos de ticket alto” (MACCEDO, 2019, p. 110). A urgência trabalha o conceito da escassez, sendo um gatilho mental muito forte, conforme Cialdini (2012). Maccedo (2019) destaca que, se for para cortar um dos 4Us, que seja esse, uma vez que nem sempre ele se aplica. Contudo, quando há uma aplicação da urgência, o conteúdo fica ainda mais rico e tende a gerar mais vendas, devido a esse gatilho mental. Exemplo: 38 “Treine seu filhote de Labrador em 2 semanas antes que ele destrua o seu sofá” (MACCEDO, 2019, p. 109). O caráter único utiliza como foco a exclusividade. Ou seja, esse serviço ou produto apresenta características únicas para seus consumidores. Esse tipo de headline chama uma atenção imensa em virtude justamente dessa unicidade. Exemplo: “A idosa de 62 anos que ganha dinheiro postando memes no Facebook” (MACCEDO, 2019, p. 109). Certamente, títulos como esse geram uma grande curiosidade por parte do leitor/consumidor. Por fim, o ultraespecífico torna-se mais interessante à medida que ele aumenta a utilidade de um produto e/ou conteúdo, tornando-o ainda mais atraente. Títulos compostos por números normalmente utilizam-se desse recurso. Exemplo: “Os 15 passos para vencer os distúrbios do sono e evitar gastar milhares de reais com remédios” (MACCEDO, 2019, p. 110). Vistos a pirâmide invertida e os headlines, outro ponto que não pode faltar é a escaneabilidade. Mas no que ela consiste? A escaneabilidade é a capacidade do texto de ser “escaneado” pelo olhar do leitor. Quando você acessa um conteúdo e “dá uma olhada rápida”, está escaneando a página com os olhos para definir se vai ler aquele conteúdo ou não, isto é, se encontrou o que estava buscando. (CARDOSO, 2021, p. 116) Quando uma pessoa lê um livro ou um jornal impresso, os olhos fazem instintivamente um movimento no formato de Z. Esse é o formato do escaneamento feito pelo olho humano quando os materiais são impressos. Contudo, quando o material é virtual, o formato do escaneamento ocular é outro: ele faz um movimento em F. “Normalmente, a pessoa lê o primeiro e o segundo parágrafos; após, ela rola a página na vertical para ver o restante do texto, lendo alguns trechos na horizontal” (CARDOSO, 2021, p. 116). Por isso, é importante saber em quetipo de mídia será utilizado o seu copy, pois isso definirá como você 39 deve dispor o seu texto a fim de que nesse escaneamento ele se torne mais atraente para o seu público e gere o melhor efeito possível. Squarisi e Salvador (2010) enfatizam a importância do uso da voz ativa no texto, dando ordens para o leitor, principalmente em trechos como os CTA (Call to Action, que em tradução livre significa chamada à ação). Os botões no meio de uma página que dizem “clique aqui” e “quero comprar”, entre outros comandos, são os que manifestam as chamadas para a ação do cliente. Vale destacar que, como em qualquer texto jornalístico, é importante um bom uso da língua portuguesa e uma simplificação de termos difíceis. Caso utilize algum termo técnico, você precisa traduzi-lo para o público. Utilize esse tipo de termo somente quando necessário, pois pode gerar mais ruído na comunicação do que um entendimento, a não ser quando for focado em um público específico. Exemplo: digamos que você está escrevendo um texto para profissionais de Tecnologia da Informação (TI). Nesse caso, vale a pena usar alguns termos da área. Mas suponhamos que você é de uma empresa de TI que vende serviços para o público geral, ou seja, para pessoas leigas. Nessa situação, de nada adianta usar termos técnicos, pois a maioria das pessoas não entenderá o que está sendo dito e, por consequência, perderá o interesse no serviço. 3. Copywriting e o mercado profissional Agora que você já sabe o que é Copywriting e já conhece os diversos elementos desse tipo de escrita, é hora de entender um pouco mais sobre seu mercado profissional. Afinal, onde é possível você atuar como Copywriter? Será que existem vagas disponíveis para esse tipo de profissional? Precisamos dizê-lo que sim, existem muitas vagas voltadas 40 para essa área, assim como muitos profissionais. Então, como se destacar? Uma dica é se especializar em um nicho. Cada vez mais, as empresas buscam Copywriters especializados na área de atuação delas. Exemplo: um escritório de advocacia, quando estiver selecionando um Copywriter, dará preferência para profissionais que já tenham trabalhado com textos voltados para a área jurídica ou com uma maior proximidade com leis. Muito dificilmente um Copywriter que trabalhou somente com esportes durante toda a sua vida conseguirá uma vaga na área jurídica (não é impossível, mas é difícil). Além disso, boa parte do trabalho de um profissional dessa área é pesquisar sobre determinada temática para escrever o texto. Quanto mais você souber sobre a área para a qual escreverá, menos pesquisa será necessária e, por consequência, o tempo empregado na produção desse conteúdo será reduzido, o que, naturalmente, faz com que o valor da sua hora aumente. Suponhamos que você demore três horas para pesquisar sobre um assunto e outras três horas para escrever sobre ele, e por esse trabalho cobre determinado valor. Mas se você souber o suficiente para não precisar pesquisar, economizará três horas e poderá pegar o dobro de trabalho no mesmo tempo, o que dobrará o seu lucro sem nem mesmo aumentar o valor cobrado por palavra de texto. Entre os nichos com mais ofertas estão os e-commerces, pois trabalham com atração do público para consumo de produtos online. Atualmente, empresas de praticamente todos os setores possuem alguma forma de venda de produtos e/ou serviços digitalmente. Por isso, saber atuar nessa área é vital para a conquista de um tipo bem específico de mercado pelo Copywriter. 41 Alguns nichos se destacam de forma bem interessante para quem trabalha com artigos de copy. São eles: educação, saúde, esporte, moda, tecnologia, entretenimento, cultura e Direito. Enquanto grandes áreas, cada uma delas possui suas próprias nuances e diversas empresas e profissionais que podem contratá-lo para aumentarem suas vendas de forma orgânica. E-mails marketing também são escritos por Copywriters, assim como roteiros de lives e vídeos. Ou seja, as possibilidades são inúmeras para você atuar no ramo de Copywriting. Vale destacar que você poderá atuar como um profissional contratado via CLT (com carteira assinada) ou como freelancer (em algum trabalho ou projeto específico). Você também poderá ser empresário ou coprodutor de um projeto, de modo que ambas as opções permitem que você venda serviços de copy, assim como uma agência faz, para empresas, seja de forma fixa, seja em trabalhos esporádicos. No caso de ser coprodutor, o lucro é ainda maior porque o trabalho consiste em pensar iniciativas do zero. Normalmente, é um trabalho em conjunto com diversos outros profissionais, como UX Writer, UX Designer, programadores, vendedores, entre outros. Com base nisso e em tudo o que foi estudado neste Tema, você já pode começar a criar os seus textos de Copywriting, tanto para mídias físicas quanto digitais, além, é claro, de mirar vagas voltadas para Copywriting no mercado de trabalho. Lembre-se de que o mais importante é você sempre se aprimorar e treinar para ficar cada vez melhor e se tornar um exímio profissional dessa área. Referências CARDOSO, J. C. Copywriting: o texto para diferentes mídias. In: OLIVEIRA, D. S. S. et al. Estratégias digitais e produção de conteúdo. Porto Alegre: Sagah, 2021. 42 CIALDINI, R. B. As armas da persuasão: como influenciar e não se deixar influenciar. Rio de Janeiro: Sextante, 2012. MACCEDO, P. Copywriting: a habilidade de ouro usada por milionários para transformar palavras em lucro. São Paulo: DVS, 2020. MACCEDO, P. Copywriting: o método centenário de escrita mais cobiçado do mercado americano. São Paulo: DVS, 2019. SCHWINGEL, C. Mídias digitais: produção de conteúdo para web. São Paulo: Paulinas, 2012. SQUARISI, D.; SALVADOR, A. A arte de escrever bem: um guia para jornalistas e profissionais do texto. 7. ed. São Paulo: Contexto, 2010. 43 WebWriting Autoria: Jéferson Cristiano Cardoso Leitura crítica: Lanna Tiany Silva Santanna Objetivos • Entender o que é WebWriting e os seus princípios. • Saber como utilizar técnicas para escrever na web, o que inclui conhecimento sobre conteúdo e SEO, conhecimento sobre interface móvel e aspectos da redação on-line, e conhecimento sobre mídias sociais. • Compreender o mercado profissional para o webwriter. 44 1. WebWriting: a redação de conteúdo Neste Tema, você aprenderá sobre WebWriting e os seus princípios. Também compreenderá como utilizar diversas técnicas para escrever na web, incluindo conhecimento sobre conteúdo e SEO (fundamental para todo Webwriter), conhecimento sobre interface móvel e aspectos da redação on-line, e conhecimento sobre mídias sociais. Além disso, você aprenderá sobre o mercado profissional voltado para o WebWriting, ou seja, sobre a profissão de Webwriter. Desse modo, você estará preparado para adentrar a carreira de forma criativa, inovadora e com técnicas únicas, as quais permitirão que você seja um verdadeiro profissional na área e destaque-se nesse mercado. Vale salientar que muitas pessoas acreditam que WebWriting seja sinônimo de redação SEO. Para você entender se essas pessoas estão corretas ou não, antes é necessário que entenda cada conceito separadamente. SEO significa Search Engine Optimization (em tradução livre, otimização dos mecanismos de busca), ou seja, é uma redação focada em utilizar diversas técnicas para que um texto e/ou site seja mais facilmente encontrado através dos algoritmos de busca de sites como o Google. Já o WebWriting, conforme Schwingel (2012, p. 66), é um texto voltado para a internet que possui suas próprias características: É uma mistura da escrita jornalística com a publicitária, que visa convencer, seduzir o usuário para prosseguir na leitura. Para envolver o leitor, a escrita para a web precisa ser sensorial, buscar criar imersividade; por isso algumas de suas características advêm de recursos persuasivos, no sentido de incitar à ação. Como é possível notar, ambos são textos pensados para a internete utilizam técnicas voltadas para SEO. Ou seja, a redação SEO é uma 45 forma de WebWriting. Entretanto, o WebWriting vai além da redação SEO, abrangendo também a responsividade de sites, tanto em PCs quanto em dispositivos mobiles. Logo, é possível afirmar que quem acredita que WebWriting e redação SEO são sinônimos está parcialmente correto, pois a redação SEO é uma técnica extremamente empregada no WebWriting, mas não é a única. Sendo assim, o WebWriting é um campo ainda mais abrangente. Então, qual é a função do WebWriting? É simplesmente engajar os leitores com conteúdos cativantes, com páginas responsivas, além de atraí-los até esses materiais ao usar técnicas voltadas para SEO, o que permite deixar as páginas mais bem posicionadas ao se fazer uma busca orgânica nos sites de busca. Conforme Kilian (2013), há três princípios que regem o WebWriting: orientação, informação e ação. A orientação consiste na navegação em um site. Muitas vezes, o usuário encontrará o site através de buscas na internet, e frequentemente isso o levará para páginas secundárias, que não são a homepage. Devido a isso, torna-se de vital importância a orientação. Embora o usuário tenha tido contato com aquele material, ele precisa conseguir entender o site e saber basicamente como navegar por ele, ou seja, como se orientar. Para isso, segundo o autor, é importante que o nome do site seja elucidativo, expressando o propósito dele. Cada página deve ter links para as demais páginas do site. Nesse caso, um erro que diversos sites cometem é não colocar links para as demais páginas em outras específicas, fazendo o usuário que entra através de uma página secundária não conseguir ir até a principal. Por sorte, essa prática está se tornando cada vez menos frequente, mas ainda assim, esse é um cuidado crucial. Desse modo, um site que contemple o princípio da orientação será de fácil navegação e muito bem-estruturado. 46 Quando se fala de estruturação, vale salientar que nesse critério é de suma importância, atualmente, pensar na responsividade do site, no quanto ele deve se adequar para smartphones e outros mobiles. De acordo com a Pesquisa Sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nos Domicílios Brasileiros 2021 – TIC Domicílios (RODRIGUES, 2022), 64% dos usuários acessam a internet somente através de smartphones. Ou seja, se um site não for responsivo para esse tipo de mobile, mais da metade dos usuários terá a sua navegação prejudicada. O segundo princípio abordado por Kilian (2013) é a informação. Segundo o autor, esse é um dos principais motivos que levam os usuários até determinado site. Para isso, ele aponta dois movimentos que são de extrema importância nesse sentido. O primeiro deles é ter uma opção em que o usuário consiga fazer o download da versão completa das informações contidas no site. O segundo é ter o texto adaptado, de forma resumida e organizada, a fim de capturar a atenção do leitor. Logo, não é possível utilizar um texto de forma bruta na internet, sendo preciso um trabalho em conjunto com programadores, designers e WebWriters a fim de que esse texto se torne mais “palatável” para o leitor. Kilian (2013) ainda sugere que um texto para a web tenha em média 50% do tamanho que esse mesmo texto teria no meio impresso, pois quando o usuário lê um material on-line a tendência é que almeje um resultado mais rápido, sendo, portanto, mais impaciente e dedicando menos tempo para a leitura. Nesse contexto, é sugerido o uso de uma das técnicas de redação que serão vistas no próximo tópico deste Tema: frases curtas, que facilitem a escaneabilidade. Outra dica é tentar ser sempre bastante sucinto, escrevendo com o menor número de palavras possível e optando por palavras mais fáceis, simples e curtas. Uma forma de mitigar a impaciência do leitor é informar logo no título quantos itens comporão o texto, o que Maccedo (2019) destaca como 47 sendo um headline forte. Exemplo: “As sete melhores formas de fazer panquecas”; “Cinco maneiras infalíveis de ser aprovado em um concurso público”; “Os três princípios fundamentais do WebWriting”. Assim, caso o usuário não se interesse por determinado título, ele já “pula” para o item seguinte, em vez de abandonar o texto e partir para outro. Esses blocos podem ser chamados também de chunk. O chunk consiste em ter dois ou três parágrafos curtos, com um subtítulo antes e muito espaço branco em volta, dando mais leveza à leitura. É aconselhado o uso dessa forma de escrita ao fazer textos para a web. Por último, Kilian (2013) coloca como princípio a ação. Portanto, é importante que o site chame os usuários para realizar determinada ação. Para isso, é possível utilizar formulários, pedir opinião (poder comentar) e abrir possibilidade de chats com atendentes e/ou vendedores. Vale salientar a importância dos CTA (Call to Action, que em tradução livre significa chamada para a ação). Conforme Squarisi e Salvador (2010), é vital que eles sejam utilizados na voz ativa, dando ordens para o usuário, como: “Leia aqui”, “Compre já” e “Converse com um consultor”. Além dos três princípios apontados por Kilian (2013), vale acrescentar outros dois: a propagabilidade a encontrabilidade. Conforme Jenkins, Green e Ford (2014, p. 26-27): A “propagabilidade” se refere aos recursos técnicos que tornam mais fácil a circulação de algum tipo de conteúdo em comparação com outros, às estruturas econômicas que sustentam ou restringem a circulação, aos atributos de um texto de mídia que podem despertar a motivação de uma comunidade para compartilhar material e às redes sociais que ligam as pessoas por meio da troca de bytes significativos. Ou seja, a propagabilidade faz com que determinado conteúdo seja mais “espalhável” pela internet. Já a encontrabilidade é a facilidade com que o usuário encontrará um site de forma orgânica através dos 48 mecanismos de busca, princípio esse que torna a redação SEO uma técnica fundamental na hora de elaborar textos para a web. Desse modo, é possível inferir que as técnicas de redação SEO são fundamentais para a propagabilidade e para a encontrabilidade de conteúdos de maneira orgânica e pelo maior número possível de usuários a buscar pelo assunto. 2. Técnicas para escrever na web Após a definição do que é WebWriting e de seus princípios, é chegada a hora de você compreender as diferentes técnicas de redação para web. Entre elas, estão frases curtas, palavras-chave e backlinks. Primeiramente, vale salientar que é superimportante o uso de frases curtas, pois elas facilitam a escaneabilidade. Mas o que é a escaneabilidade? Basicamente, é o formato em que os olhos deslizam por uma página, verificando o interesse em determinado conteúdo. No meio impresso, isso acontece no formato de um Z; já em páginas na internet, o movimento ocular forma um F. Simplificando, no meio impresso, os olhos vão de lado a lado na primeira linha ou no primeiro parágrafo de um texto. Depois, eles correm na diagonal, da direita para a esquerda, e é feita a leitura da última linha ou do último parágrafo da página. Já no meio on-line, os olhos leem a primeira linha, o título ou o primeiro parágrafo. Depois, voltam-se para o início, e o olhar vai deslizando pela página, observando tudo o que está no lado esquerdo dela, sendo que em certas partes do texto os olhos leem algumas frases, completando o movimento em formato de F. Essa técnica de uso de frases curtas, que facilitam a escaneabilidade, é pertencente à redação para SEO. Para que fiquem mais claras 49 as técnicas usadas com fins de SEO, é importante entender como funcionam os mecanismos de busca. Segundo Cardoso (2021, p. 122): O mecanismo de busca é justamente o algoritmo que traz os resultados mais relevantes para a pesquisa que você está fazendo. E como ele faz isso? Por meio de palavras-chave e outros parâmetros adotados pelos mecanismos de busca dos sites. Um mecanismo muito comum é a geolocalização, ouseja, trazer resultados de pesquisa com base na sua localização atual. Afinal, se você procurar por um serviço de marcenaria e morar no Rio Grande do Sul, de nada adiantaria se o site lhe trouxesse um marceneiro em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Desse modo, é possível visualizar dois itens vitais. O primeiro deles são as palavras-chave. Em uma redação SEO, alguns cuidados devem ser tomados em relação a isso, como pesquisar a importância/o volume de determinada palavra-chave. Ou seja, quantos usuários estão pesquisando sobre determinado termo. Existem diversos sites gratuitos e pagos que servem para isso. Uma sugestão é pesquisar e avaliar qual utilizar, ou até mesmo fazer um cruzamento de informações. Muitas vezes, mudando pouco em uma palavra-chave, é possível atingir um número bem maior de usuários e conseguir um ranqueamento melhor. As regras de ranqueamento e os algoritmos costumam ser atualizados com frequência. Por isso, é importante sempre se informar sobre o que mudou nessas regras. Contudo, algumas premissas têm se mantido mais constantes. São elas: palavra-chave no título (no headline); palavra-chave presente entre as 100 primeiras palavras do texto; uma proporção média de repetição da palavra-chave totalizando 2% do texto. Ressalta-se que é importante não exagerar nas repetições nem esquecer de usar a palavra-chave. Um cálculo bem simples para verificar se a quantidade está boa é o seguinte: suponhamos que a sua palavra-chave seja “técnicas de redação SEO”. Note que esse termo possui quatro palavras. Agora, digamos que 50 você fez um texto com 3 mil palavras. Para saber quantas vezes repetir a palavra-chave, você precisará multiplicar o total de palavras do texto por 2%. Ou seja, 3.000 x 2% = 60 palavras. Mas note que a palavra-chave que escolhemos é composta por quatro palavras, ou seja, será necessário dividir o resultado encontrado pelo número de palavras presentes na palavra-chave. Logo, 60 / 4 = 15 repetições da palavra-chave ao longo de todo o texto. Se fosse um texto com 500 palavras, usando a mesma palavra-chave, o cálculo seria o seguinte: 500 x 2% / 4 = 2,5 repetições da palavra-chave. Como não é viável usar um número quebrado, é possível arredondar para três repetições. Em resumo, a fórmula é a seguinte: (total de palavras do texto) X (2%) / (número de palavras presentes na palavra-chave). Lembre-se sempre de usar o bom senso. É também muito importante definir os títulos como H1, H2 e H3. Para o leitor, isso não fará muita diferença; entretanto, para os mecanismos de busca a diferença será suprema, uma vez que não é uma pessoa que faz essa leitura, e sim um software, um algoritmo. Ou seja, ele analisará as diferentes partes do seu texto e a importância de cada uma de acordo, justamente, com o posicionamento de cada título, entendendo qual conteúdo pertence e/ou está ligado a outro. Contudo, o algoritmo dos mecanismos de busca não pontua apenas segundo as palavras-chave e os títulos. Segundo Gabriel (2010, p. 350): “As regras de posicionamento e ranking envolvem a análise do código e textos nas páginas na web, e o relacionamento e links entre elas para avaliar relevâncias”. Logo, os backlinks, links que levam para outras páginas de referência ao longo do texto, assim como os links que levam para a sua página, também contarão no ranqueamento dela. Por isso, é de vital importância que os seus links levem para páginas seguras (https), e não para páginas que não sejam criptografadas (http). Pode parecer um cuidado simples, mas ele faz toda a diferença na hora de ranquear uma página na internet e de delegar a credibilidade de um site para outro. Afinal, se o seu site só leva para sites seguros, ele é muito 51 mais confiável que outro que leva para sites duvidosos, nos quais o equipamento do usuário pode contrair vírus. Devido a isso, muitas empresas acreditam que aumentar drasticamente a quantidade de links pode ser uma grande solução, o que Gabriel (2010, p. 356) explica que pode ser um “tiro no pé”, uma vez que o algoritmo pode ler isso como uma tentativa de fraude. Assim, é muito importante fazer o aumento de autoridade através de links de forma gradual. Se, de um dia para outro, uma página passa de 5 para 100 mil links apontando para ela, em vez de subir seu posicionamento, as chances de a página ser banida dos mecanismos de busca é muito grande. Os mecanismos de busca acreditam que isso é uma tentativa não ética de se conseguir subir nos posicionamentos, pois da mesma forma que uma pessoa provavelmente não conseguiria multiplicar sua quantidade de amigos tão rapidamente, algo semelhante deve acontecer com as páginas e sites na web. Assim, o melhor modo de se construir a reputação de uma página é crescer no mundo on-line do mesmo modo que os negócios crescem no mundo físico off-line: devagar e constantemente. Esse é o melhor modo de vencer a corrida. (GABRIEL, 2010, p. 356) Outro ponto que deve ser considerado é o tempo até se ter o resultado. Diferentemente de um texto feito para Copywriting, em que você terá uma mensuração de vendas na mesma semana, no WebWriting os resultados são mais demorados. Quanto à estrutura de um site, a demora é de pelo menos 15 dias; já para textos de blogs, voltados para SEO, a média é de 3 a 6 meses para se ter um retorno real da eficácia do conteúdo. Para redes sociais, é importante os textos serem claros e objetivos. Outro conceito importante é o do Triângulo de Ouro. Conforme Gabriel (2010), somente as três primeiras posições orgânicas têm 100% de visibilidade. A quarta tem 85%; a quinta, 60%; a sexta e a sétima têm 50%; a oitava e a nona, 30%; e a décima tem apenas 20% de visibilidade. É possível observar esse diagrama na Figura 1. 52 Figura 1 – Triângulo de Ouro Fonte: Cardoso (2021, p. 123). 3. WebWriting e o mercado profissional Agora que você já sabe o que é WebWriting e já conhece os diversos elementos desse tipo de escrita, é hora de entender um pouco mais sobre seu mercado profissional. Afinal, onde é possível você atuar como Webwriter? Será que existem vagas disponíveis para esse tipo de profissional? Existem diversas vagas nesse mercado, tanto para profissionais freelancers quanto para contratados via regime celetista (CLT). Nesse mercado, é preciso que o profissional consiga renunciar ao seu ego, pois uma das funções que remuneram melhor nessa área é a profissão de ghost-writer, ou seja, escritor fantasma. Basicamente, consiste em escrever textos sem assiná-los, passando a autoria para o cliente que o contratou. Bons escritores acabam sendo mais bem remunerados justamente por abdicar dessa autoria e por conseguirem imitar estilos de escrita de outros profissionais. 53 Além disso, é possível ser contratado por empresas para escrever em blogs ou sites de forma fixa, a fim de melhorar o ranqueamento das marcas dessas empresas. O Webwriter também pode trabalhar melhorando o fluxo dos sites dessas instituições. Com base nisso e em tudo o que foi estudado neste Tema, você já pode começar a criar os seus textos de WebWriting, além, é claro, de mirar nas vagas de Webwriter no mercado de trabalho. Lembre-se de que as regras de redação SEO modificam-se constantemente, o que torna necessário você sempre continuar estudando, se aprimorando e treinando para ficar cada vez melhor e se tornar um exímio profissional dessa área. Referências CARDOSO, J. C. Redação SEO: o texto pronto para o Google. In: OLIVEIRA, D. S. S. et al. Estratégias digitais e produção de conteúdo. Porto Alegre: Sagah, 2021. GABRIEL, M. Marketing na era digital: conceitos, plataformas e estratégias. São Paulo: Novatec, 2010. JENKINS, H.; GREEN, J.; FORD, S. Cultura da Conexão: Criando valor e significado por meio da mídia propagável. Tradução de Patrícia Arnaud. São Paulo: Aleph, 2014. KILIAN, C. Writing for the Web (Writing Series). EUA; Canadá: Self-Counsel Press, 2013. MACCEDO, P. Copywriting: o método centenário de escrita mais cobiçado domercado americano. São Paulo: DVS, 2019. RODRIGUES, A. Em 2021, 82% dos domicílios brasileiros tinham acesso à internet. Agência Brasil, 21 jun. 2022. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/ noticia/2022-06/em-2021-82-dos-domicilios-brasileiros-tinham-acesso-internet. Acesso em: 30 jul. 2022. SCHWINGEL, C. Mídias digitais: produção de conteúdo para web. São Paulo: Paulinas, 2012. SQUARISI, D.; SALVADOR, A. A arte de escrever bem: um guia para jornalistas e profissionais do texto. 7. ed. São Paulo: Contexto, 2010. 54 BONS ESTUDOS! Sumário Apresentação da disciplina O texto publicitário Objetivos 1. O texto publicitário: atendimento e criação 2. Teoria do anúncio: argumentação e motivação 3. Linguagens e veículos de comunicação 4. Técnicas de criação em publicidade Referências UX Writing Objetivos 1. UX Writing: a redação da experiência do usuário 2. Introdução à escrita UX 3. UX Writing e o mercado profissional Referências Copywriting Objetivos 1. Copywriting: a escrita persuasiva 2. Técnicas de redação jornalística no Copywriting 3. Copywriting e o mercado profissional Referências WebWriting Objetivos 1. WebWriting: a redação de conteúdo 2. Técnicas para escrever na web 3. WebWriting e o mercado profissional Referências