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1 DEGRADAÇÃO AMBIENTAL E RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS RONALD ASSIS FONSECA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIAFACULDADE ÚNICA 1 DEGRADAÇÃO AMBIENTAL E RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS RONALD ASSIS FONSECA 1 Ronald Assis Fonseca Mestre em Agroecologia pelo Instituto Federal do Espírito Santo Campus Ale- gre - IFES (2020). Especialista em Educação Ambiental e Sustentabilidade pelo Instituto Federal do Espírito Santo Campus Ibatiba - IFES (2018). Graduado em Gestão Ambiental (2012) pela Universidade Federal de Viçosa – UFV. Bolsista como professor mediador do Programa Novos Caminhos do IFRO. Atua como professor formador e conteudista de cursos de capacitação e profissionalizan- tes utilizando estratégias de Educação Ambiental e disseminando o conheci- mento agroecológico. Coordenador do Curso de Gestão Ambiental da Faculda- de Única 2 DEGRADAÇÃO AMBIENTAL E RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS 1° edição Ipatinga, MG Faculdade Única 2021 3 FACULDADE ÚNICA EDITORIAL Diretor Geral: Valdir Henrique Valério Diretor Executivo: William José Ferreira Ger. do Núcleo de Educação a Distância: Cristiane Lelis dos Santos Coord. Pedag. da Equipe Multidisciplinar: Gilvânia Barcelos Dias Teixeira Revisão Gramatical e Ortográfica: Izabel Cristina da Costa Revisão/Diagramação/Estruturação: Bruna Luiza Mendes Leite Carla Jordânia G. de Souza Guilherme Prado Salles Rubens Henrique L. de Oliveira Design: Aline de Paiva Alves Bárbara Carla Amorim O. Silva Élen Cristina Teixeira Oliveira Maria Luiza Filgueiras Taisser Gustavo Soares Duarte NEaD – Núcleo de Educação a Distância FACULDADE ÚNICA Rua Salermo, 299 Anexo 03 – Bairro Bethânia – CEP: 35164-779 – Ipatinga/MG Tel (31) 2109 -2300 – 0800 724 2300 www.faculdadeunica.com.br © 2021, Faculdade Única. Este livro ou parte dele não podem ser reproduzidos por qualquer meio sem Autorização escrita do Editor. http://www.faculdadeunica.com.br 4 LEGENDA DE Ícones Trata-se dos conceitos, definições e informações importantes nas quais você precisa ficar atento. Com o intuito de facilitar o seu estudo e uma melhor compreensão do conteúdo aplicado ao longo do livro didático, você irá encontrar ícones ao lado dos textos. Eles são para chamar a sua atenção para determinado trecho do conteúdo, cada um com uma função específica, mostradas a seguir: São opções de links de vídeos, artigos, sites ou livros da biblioteca virtual, relacionados ao conteúdo apresentado no livro. Espaço para reflexão sobre questões citadas em cada unidade, associando-os a suas ações. Atividades de multipla escolha para ajudar na fixação dos conteúdos abordados no livro. Apresentação dos significados de um determinado termo ou palavras mostradas no decorrer do livro. FIQUE ATENTO BUSQUE POR MAIS VAMOS PENSAR? FIXANDO O CONTEÚDO GLOSSÁRIO 5 SUMÁRIO UNIDADE 1 UNIDADE 2 UNIDADE 3 1.1 Introdução .........................................................................................................................................................................................8 1.2 Degradação Ambiental .........................................................................................................................................................10 1.3 Caracterização de áreas degradadas e atividades degradadoras ............................................................12 FIXANDO O CONTEÚDO ..............................................................................................................................................................17 2.1 Regeneração Natural .............................................................................................................................................................22 2.2 Recuperação ...............................................................................................................................................................................24 2.3 Restauração .................................................................................................................................................................................24 2.4 Reabiitação ..................................................................................................................................................................................25 2.5 Reposição .....................................................................................................................................................................................26 2.6 Remediação ................................................................................................................................................................................27 FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................................................................................29 3.1 Introdução .....................................................................................................................................................................................29 3.2 Características dos Impactos Ambientais ..............................................................................................................29 FIXANDO O CONTEÚDO .............................................................................................................................................................35 CONCEITOS DE DEGRADAÇÃO AMBIENTAL CONCEITOS IMPORTANTES PARA CARACTERIZAR TÉCNICAS EM ÁREAS DEGRADADAS CARACTERIZAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS UNIDADE 4 4.1 Introdução ...................................................................................................................................................................................39 4.2 Planejamento, gestão, manejo, etapas e procedimentos para a recuperação de áreas degradadas .........................................................................................................................................................................................41 FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................................................................................50 PRÁTICA DE GESTÃO, MANEJO E RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS UNIDADE 5 5.1 Introdução .....................................................................................................................................................................................53 5.2 Princípios da Sucessão Ecológica ................................................................................................................................54 5.3 Técnicas de recuperação ....................................................................................................................................................58 FIXANDO O CONTEÚDO ..............................................................................................................................................................61 RECUPERAÇÃO FLORESTAL UNIDADE 6 6.1 Etapas para elaboração do projeto técnico de RAD .......................................................................................646.2 Parâmetros para avaliação de desenolnvolvimento ......................................................................................65 6.3 Indicadores de desenvovimento ..................................................................................................................................66 FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................................................................................74 RESPOSTAS .........................................................................................................................................................................................77 REFERÊNCIAS ...................................................................................................................................................................................78 ELABORAÇÃO DE PROJETOS TÉCNICOS DE ECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRA- DADAS 6 UNIDADE 1 Você já deve ter ouvido falar em uma área degradada. Nesta unidade você verá a conceituação e quais as atividades que podem ser degradantes potencializando impactos ambientais ao nosso planeta. UNIDADE 2 Apesar de usarmos o termo “recuperação” existem outros conceitos que são utilizados como sinônimos de forma equivocada. Está na hora de diferenciar estes conceitos e entender suas aplicações no controle de áreas degradadas. UNIDADE 3 Uma área degradada pode ter sido alvo de uma série de impactos ambientais. Esta unidade irá apresentar os principais impactos ambientais capazes de causar a degradação nos mais diversos ambientes inerentes a diversas atividades e ações antrópicas. UNIDADE 4 Esta unidade vai apresentar a importância do planejamento, gestão e o manejo das áreas degradadas afim de estabelecer e elaborar estratégias eficientes e satisfatórias, definindo objetivos e metas dos projetos de RAD. UNIDADE 5 Muitas áreas podem e devem ser recuperadas, desde um derramamento de produto químico, a uma área de aterro sanitário, mas muitos projetos envolvem a recomposição florestal e esta unidade irá apresentar as técnicas utilizadas para esta finalidade. UNIDADE 6 Esta unidade é destinada a apresentar as etapas para a elaboração do projeto técnico de RAD, os parâmetros para avaliação de desenvolvimento e indicadores de desenvolvimento. C O N FI R A N O L IV R O 7 CONCEITOS DE DEGRADAÇÃO AMBIENTAL UNIDADE 01 8 1.1 INTRODUÇÃO Sabemos o quanto as espécies animais e vegetais possuem a capacidade de adaptação ao ambiente, fato que já estudamos em biologia quando vimos a Seleção Natural de Darwin, assim, como pertencente ao reino animal, nós, seres humanos, desenvolvemos essa capacidade. O problema é que nossa espécie dominou a capacidade de adaptar o ambiente às suas necessidades. Como menciona Dias (2011) o ser humano construiu casas melhores que os castores, teceram teias mais resistentes que as aranhas, dominou a caça melhor que os leões, caracterizando o cenário que vivemos a algum tempo que é a capacidade de utilizar os recursos naturais disponíveis de forma exacerbada, insustentável, agressiva e predatória ao meio ambiente, potencializando o cenário de degradação ambiental que enfrentamos atualmente. No início, o ser humano era parte integrante de um ambiente natural equilibrado, no qual sua atuação exercia influências de pequena proporção. Porém, a trajetória da humanidade mostra que O Homo sapiens não foi a única espécie, mas aquela que mais se sobressaiu. A revolução agrícola, que demonstrava o domínio do homem pela natureza, suas primeiras contribuições com o atual cenário global, onde a degradação ambiental demonstra o “poder” do homem como a espécie mais mortífera dos anais da biologia (HARARI, 2015). Com o crescimento populacional e o exacerbado avanço tecnológico alavancados no período pós-revolução industrial, cresceram significativamente as ações antrópicas que, por sua vez, ocasionaram problemas ambientais notórios. As pegadas, os rastros que deixamos no nosso planeta deixaram marcas profundas na natureza e resultam em vários tipos de degradação ambiental de consequências cada vez mais severas. As questões ambientais ganharam destaque em todas as discussões e enfoques no mundo inteiro, a partir da década de 60 com a publicação do Livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson em 1962, com uma nova edição em 2010, que acusava o uso de um pesticida nocivo ao meio ambiente, começaram de fato a questionar os efeitos das ações antrópicas ao meio ambiente. Desde então muitos encontros, reuniões, conferências e congressos são realizados para discutir os impactos causados ao meio ambiente. Com isso, as questões ambientais ganharam destaque nas últimas décadas impulsionadas por grupos e movimentos mais preocupados com a degradação ambiental. Esses movimentos cresceram e potencializam estudos, pesquisas e discussões acerca do desenvolvimento sustentável e alternativas menos danosas ao ambiente que buscam garantir o uso dos recursos naturais da Terra dentro dos limites na natureza (DIAS, 2011). Em 97.632/89 um Decreto Brasileiro definia a Degradação Ambiental como “[...] os processos resultantes dos danos ao meio ambiente, pelos quais se perdem ou se reduzem algumas de suas propriedades, tais como, a qualidade ou capacidade produtiva dos recursos ambientais” (BRASIL, 1989). Este material irá apresentar os principais conceitos e definições acerca da degradação ambiental, os danos causados ao meio ambiente, as consequências das ações antrópicas, bem como os principais impactos ambientais causados pelo homem à natureza. 9 É comum estudantes e leigos utilizarem palavras com significados diferentes para definir ou conceituar uma mesma situação. Na área ambiental preservação e conservação cos- tumam ser utilizados como sinônimos, mas não são. Preservação e Conservação são dois termos muito utilizados na área ambiental e que possuem significados diferentes. A pre- servação ambiental são ações que restringem o uso dos recursos naturais, ou seja, aquela área ou espécie preservada é intocável, sem poder utilizar mesmo que racionalmente ou com plano de manejo. Visa preservar a espécie ou a área que apresenta grande interesse ambiental e, portanto, devem ser protegidas sem intervenção humana. Já a Conserva- ção Ambiental implica no uso racional do recurso natural adotando manejo e práticas que visam utilizar de forma a conservar o recurso ou área visando o desenvolvimento sustentável. É possível o uso desde que com plano de manejo adequado. As Unidades de Conservação (Figura 1), como o nome sugere são áreas que permitem o uso racional, trilhas, pesquisa, visitação e a exploração sustentável de produtos, portanto se trata de uma área de Conservação Ambiental. As APP’s (área de preservação permanente” são áreas protegidas por lei que possuem uso restrito, ou seja, não pode ocorrer nenhum tipo de intervenção, portanto áreas preservadas (Figura 2). FIQUE ATENTO Para entender melhor sobre desenvolvimento, sugerimos a leitura do livro “Res- ponsabilidade Socioambiental” na Biblioteca virtual Pearson acessando o link: https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/54300. BUSQUE POR MAIS Onde será possível compreender muito mais sobre a sociedade e o meio ambiente. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publi- cacao/54300. Acesso 04 de fevereiro de 2021 Figura 1: Unidade de Conservação Mo- numento Natural o Frade e a Freira lo- calizado no Espírito Santo. Fonte: IEMA, (2020). Figura 2: Área de Preservação Perma- nente nascentes devem ser isoladas e protegidas. Fonte: FAEG, 2018. https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/54300 https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/54300 https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/54300 10 Não é difícil identificarmos uma degradação ambiental, mas como e qualquer conceito, recebe sua classificação para uma abordagem e compreensão mais adequada para o termo.Existem diversas definições na literatura para o termo “Degradação Ambiental”, como por exemplo o descrito pelo Decreto Federal 97.632/89, que define como o aglomerado de “processos resultantes de danos ao meio ambiente, pelos quais se perdem ou se reduzem algumas de suas propriedades, tais como, a qualidade ou capacidade produtiva dos recursos ambientais. Neste sentido, antes de tratarmos de fato da degradação ambiental e suas consequências ao meio ambiente e à saúde humana, vamos entender o que é um dano ambiental. Se os danos ambientais já foram tratados de forma isoladamente e pontualmente, hoje, sabe-se que são uma preocupação a nível global, tendo em vista que o efeito sistêmico alcança várias vertentes, desde a ambiental, até a social, política, econômica, individual (BRAGA, 2014). A sociedade, mediante o abusivo descaso com os recursos naturais e outras questões ambientais, passou a exigir um papel diferente em relação à degradação ambiental e à responsabilidade pelos danos causados ao meio ambiente, deixando de ser exclusiva de órgão oficiais e ONG’s e formando a necessidade da responsabilidade compartilhada por todos os setores da sociedade (BRAGA, 2014). Leite (2003) descreve um dano ambiental como uma expressão que designa alterações nocivas ao meio ambiente podendo provocar efeitos adversos a saúde das pessoas e em seus interesses, abrangendo os prejuízos causados aos recursos naturais, elementos que interagem com a natureza, incluindo o ser humano. O dano ambiental (Figura 3) é resultado das várias formas de degradação ambiental. 1.2 DEGRADAÇÃO AMBIENTAL Figura 3: Dano ambiental ocorrido devido ao derramamento da lama de mi- nério em Mariana Fonte: Editora Fórum, 2021. 11 A Degradação Ambiental recebe a definição dentro da lei nº 6.938 de 31 de agosto de 1981 que institui a Política Nacional de Meio Ambiente, artigo 3, inciso II, que diz que: “degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das características do meio ambiente. Apesar de abrangente, recebe críticas de ambientalistas já que a lei não evidencia se o causador da degradação é o ser humano em si, uma consequência de atividade antrópica ou até mesmo um fenômeno natural como um raio que atinge determinada floresta e acaba por a destruir por meio de um incêndio. O que fica explícito neste conceito é que a degradação ambiental se caracteriza como um impacto ambiental negativo (SÁNCHEZ, 2008, p. 27). Portanto, são diversos os danos causados ao meio ambiente como a degradação do solo, da água, do ar e dos recursos bióticos. E assim, são várias as formas de degradação sendo a mais impactante as oriundas das ações antrópicas (MANZATTO, 2019). Manzatto (2019) menciona que a degradação ambiental (Figura 4) é inerente às modificações impostas pelo homem aos ecossistemas naturais alterando suas características físicas, químicas e biológicas ocasionando prejuízos significativos ao equilíbrio natural. Figura 4: Resíduos diversos no ambiente que podem ocasionar desequilíbrio ambiental no ecossistema. Fonte: Conexão Planeta, 2015 Rubira (2016) retrata que a degradação tem a capacidade de afetar os elementos físicos da paisagem em diferentes níveis de intensidade, ocasionando problemas ambientais que geralmente possuem dificuldades de serem recuperados por medidas mitigadoras incluídas em planos de manejo e ações de controle. Neste sentido, estes conceitos levam em consideração que o homem é o agente principal da degradação ambiental e é, através das suas atividades e ações, que causam a fragmentação do habitat ocasionando impactos ambientais, a longo prazo, que potencializam a destruição de ecossistemas inteiros e limitam o espaço de espécies de animais selvagens que exigem grandes extensões de terra para satisfazer todas as necessidades de alimento (SANTOS, 2017). 12 1.3 CARACTERIZAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS E ATIVIDADAES DEGRADADORAS Diante da crescente em relação ao tema e sua relevância para as questões ambientais, diversas são as definições e conceitos que giram em torno da temática de degradação ambiental e área degradada. Segundo Manzatto (2019) o conceito de área degradada mesmo considerado negativo à conservação ambiental assume diferentes papeis nas mais diversas áreas do conhecimento que a envolvem (tabela 1). PROFISSIONAL VISÃO DO PROFISSIONAL INFLÊNCIAS ENGENHEIRO CIVIL ESTRUTURA FÍSICA ESTABILIDADE, PROCESSOS EROSIVOS BIÓLOGO BIOTA MICROORGANISMO, AÇÃO DOS DECOMPOSITO- RES AGRÔNOMO ESTRUTURAS FÍSICAS, QUI- MÍCAS E BIOLÓGICAS FERTILIDADE , NUTRIENTES GEÓLOGO ESTRUTURAS FÍSICAS PROCESSOS DE FORMAÇÃO , PROFUNDIDAE Tabela 1: Visão dos diferentes profissionais para um solo degradado Fonte: O autor, 2020 Das diversas definições que podemos encontrar sobre área degradada, temos a conceituação de Reis, Zambonin e Nakazono (1999, p.11-12) que descreve que é “[...] uma determinada área que sofreu impacto de forma a impedir, ou diminuir drasticamente sua capacidade de “retornar” ao estado original, através de seus meios naturais[...]” http://www.rbma.org.br/rbma/pdf/Caderno_14.pdf Outro conceito que pode aparecer na literatura ou em documentos ambientais é ÁREA PER- TURBADA que é aquela área que após distúrbio ainda mantém meios de regeneração bió- tica o que permite, diferente da área degradada, que a mesma área se recupere através da regeneração natural ou outros meios que acelerem o processo de equilíbrio do ecossistema. Segundo Baylão Junior et al. (2011) os ambientes que sofreram distúrbio, mas mantiveram meios de regeneração biótica em função de níveis mínimos de resiliência, capazes de garan- tir a autorregeneração dos ecossistemas é classificado como área perturbada. FIQUE ATENTO http://www.rbma.org.br/rbma/pdf/Caderno_14.pdf 13 Figura 5: A pastagem é uma área perturbada por possuir a capacida- de de regeneração natural após o distúrbio Fonte: Floresta RJ, 2013 Já a degradação ambiental significa a perda ou a redução de propriedades físicas, químicas e biológicas ou comprometem a estabilidade de um ecossistema. Uma definição muito utilizada de área degradada é definida pelo IBAMA (1988), que diz que é aquela área impossibilitada de retornar, por meios naturais, a um ecossistema que se assemelhe ao seu estado inicial; já a área perturbada é aquela que possui meios naturais de voltar ao seu estado inicial, que possui capacidade de regeneração natural. Ou seja, a área degrada não possui mais condições de voltar ao estado de equilíbrio de forma natural dependendo de estratégias e meios artificiais que a levem ao equilíbrio novamente. Figura 6: Área degrada por queimada para abertura de área para plantio Fonte: Floresta Brasil, 2020. 14 Se pararmos para pensar, praticamente toda atividade humana causa prejuízos (impactos) ao meio ambiente sendo incontáveis as formas de degradação (MANZATTO, 2019). Mesmo ocorrendo em pequena escala ou com baixo impacto ambiental, desde atividades simples em nossas casas, como o despejo de esgoto e a geração de resíduos sólidos, até escalas maiores como atividades potencialmente poluidoras como mineração. A tabela 2 apresenta algumas atividades que causam degradação ao meio ambiente. ATIVIDADE DEGRADADORA CAUSAS DANO AMBIENTAL Agricultura convencional Agrotóxicos, máquinas pe- sadas, manejo inadequado. Contaminação do solo, da água e do ar. Queimadas Exposição do solo, abertura de áreas para plantio. Contaminação do solo, da água e do ar. Mineração Máquinas, equipamentos, substâncias e manejo ina- dequado. Contaminação do solo, da água e do ar, erosão. Disposição de resíduos Substâncias tóxicas e quími- cas. Contaminação do solo, da água e do ar. Postos de combustíveis Substâncias tóxicas e quími- cas. Contaminação do solo, da água e do ar. Desmatamento Derrubada de árvores para abertura de áreas ou uso da madeira. Contaminação do solo, da água e do ar, erosão. Indústrias Máquinas, equipamentos, substâncias diversas. Contaminação do solo,da água e do ar. Tabela 2: Atividades potencialmente degradadoras Fonte: O autor, 2021 Além das atividades citadas, existem várias outras que causam a degradação ambiental e devem ser avaliadas, analisadas e assim encontradas soluções e alternativas que buscam a recuperação da área degrada em questão. Como vem sendo apresentado, são diversos os fatores capazes de causar uma degradação ambiental, pois as ações antrópicas de cerca forma desempenham atividades potencialmen- te degradantes. É possível identificar diversas dessas ações em nosso dia a dia independente- mente da atividade realizada ou desenvolvida. Agora é sua vez! Vá até a janela de seu quarto, ou da sua casa, observe, e anote quais atividades você consegue perceber que são capazes de causar degradação ambiental. Caso já esteja ocorrendo a degradação, conte para a gente, quais são elas. VAMOS PENSAR? 15 FIXANDO O CONTEÚDO 1. Em 1989 o decreto 97.632 definia a Degradação Ambiental como: a)O aglomerado de processo resultante de danos ao meio ambiente, pelo quais se perdem ou se reduzem algumas de suas propriedades, tais como a qualidade ou capacidade produtiva dos recursos naturais. b) O conjunto de alterações climáticas capazes de causar danos à saúde humana. c) As atividades capazes de alterar a composição do ar e afetar a camada de ozônio. d) O processo resultante de danos ao meio ambiente, pelo quais se perdem ou se reduzem algumas de suas propriedades, que afetam a saúde humana, mas não afetam outros recursos naturais. e) Atividades antrópicas potencialmente poluidoras. 2. “Uso racional do recurso natural adotando manejo e práticas que visam utilizar de forma a conservar o recurso ou área visando o desenvolvimento sustentável. É possível, o uso desde que com plano de manejo adequado” esta definição diz respeito á: a) Recuperação ambiental b) Preservação ambiental c) Conservação ambiental d) Proteção ambiental e) Restauração ambiental 3. “Ações que restringem o uso dos recursos naturais, ou seja, aquela área ou espécie preservada é intocável, sem poder utilizar mesmo que racionalmente ou com plano de manejo. Visa preservar a espécie ou a área que apresenta grande interesse ambiental e, portanto, deve ser protegido sem intervenção humana”. Esta definição diz respeito à: a) Recuperação ambiental b) Preservação ambiental c) Conservação ambiental d) Proteção ambiental e) Restauração ambiental 4. Uma área com solo degradado, pode ter diferentes visões, dependendo do profissional e do uso a que a área se dedica. Um engenheiro civil por exemplo, se preocupa com a parte física, com a estrutura do solo. E para um biólogo, qual seria a principal característica a se recuperar em um solo degradado? a) Estruturas físicas; 16 b) Estruturas químicas; c) Geologia do solo; d) Biota do solo; e) Estruturas físicas e fatores abióticos. 5. A agricultura convencional é uma atividade considerada por muitos pesquisadores como degradante ao meio ambiente, pois causa danos ao solo, por exemplo que podem resultar em longo prazo, em áreas degradadas, atrelado principalmente ao: a) Uso irracional do solo, uso de agrotóxicos e maquinários pesados que causam a compactação do solo. b) Uso do solo dentro dos limites da natureza, utilizando adubos orgânicos. c) Uso de tração animal. d) Uso de mão de obra humana e irrigação. e) Uso do solo dentro dos limites com insumos químicos. 6. Queimadas são atividades que podem ser utilizadas para abertura de uma área para plantio, mas são consideradas degradadoras. Marque a alternativa correta: a) As queimadas são causadas exclusivamente pelo homem. b) Muitas vezes, os raios são responsáveis por provocar incêndios. c) A umidade relativa do ar e a temperatura não influenciam no número de queimadas. d) As queimadas levam a um aumento de biodiversidade. e) As queimadas são eficientes para a limpeza de pastagens e não afetam o meio ambiente. 7. Observe a imagem atentamente: Disponível: http://www.ispn.org.br/o-cerrado/o- -cerrado-esta-desaparecendo/. Acesso 05 de feve- reiro de 2021 O mapa acima demonstra o processo de degradação do Cerrado até o ano de 2002, lembrando que tal processo manteve-se em ação nos anos seguintes. O principal fator responsável pela devastação desse importante domínio natural brasileiro é: a) a expansão da fronteira agrícola. b) a criação de poucas reservas ambientais. c) a construção de Brasília no Planalto Central. d) a desertificação natural das áreas florestais. e) a urbanização das cidades do Centro-Oeste. 8. (Enem 2008) “Calcula-se que 78% do desmatamento na Amazônia tenha sido motivado pela pecuária – cerca de 35% do rebanho nacional está na região – e que pelo menos 50 milhões de hectares de pastos são pouco produtivos. Enquanto o custo http://www.ispn.org.br/o-cerrado/o-cerrado-esta-desaparecendo/. http://www.ispn.org.br/o-cerrado/o-cerrado-esta-desaparecendo/. 17 médio para aumentar a produtividade de 1 hectare de pastagem é de 2 mil reais, o custo para derrubar igual área de floresta é estimado em 800 reais, o que estimula novos desmatamentos. Adicionalmente, madeireiras retiram as árvores de valor comercial que foram abatidas para a criação de pastagens. Os pecuaristas sabem que problemas ambientais como esses podem provocar restrições à pecuária nessas áreas, a exemplo do que ocorreu em 2006 com o plantio da soja, o qual, posteriormente, foi proibido em áreas de floresta.” Época, 3/3/2008 e 9/6/2008 (com adaptações). A partir da situação-problema descrita, conclui-se que a) o desmatamento na Amazônia decorre principalmente da exploração ilegal de árvores de valor comercial. b) um dos problemas que os pecuaristas vêm enfrentando na Amazônia é a proibição do plantio de soja. c) a mobilização de máquinas e de força humana torna o desmatamento mais caro que o aumento da produtividade de pastagens. d) o superavit comercial decorrente da exportação de carne produzida na Amazônia compensa a possível degradação ambiental. e) a recuperação de áreas desmatadas e o aumento de produtividade das pastagens podem contribuir para a redução do desmatamento na Amazônia. 18 CONCEITOS IMPORTANTES PARA CARACTERIZAR RECUPERAÇÃO DE UMA ÁREA DEGRADADA UNIDADE 02 19 A literatura, os laudos, relatórios e documentos ambientais cada vez mais trazem a distinção de conceitos que já foram utilizados como sinônimos, mas ganham cada vez mais definições diferentes para os diferentes tipos de degradação ambiental, o objetivo, porém, é o mesmo, buscar transformar uma área degradada em não degradada. Veremos agora esses conceitos importantes para recuperar uma área degradada: 2.1 RECUPERAÇÃO Este termo por muitas vezes foi, e é utilizado como sinônimo para restauração, reabilitação, recomposição, regeneração e restabelecimento. Porém, a Lei nº 9.985 que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) apresenta outra definição para recuperação, sendo a restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada a uma condição não degradada, que pode ser diferente de sua condição original (BRASIL, 2000); sendo a recuperação de áreas degradadas um dos objetivos da Lei nº 6.938, que institui a Política Nacional do Meio Ambiente (BRASIL, 1981). Este procedimento possibilita que o ambiente retorne às suas características químicas, físicas, biológicas originais que possuíam antes da intervenção antrópica (MANZATTO, 2019). Como é sabido da dificuldade de estabelecer o estado original do ecossistema, busca-se para o local alterado o retorno das condições ambientais próximas ao que era antes da intervenção. Neste sentido, não é necessário que as condições sejam exatamente iguais a original, mas que haja o equilíbrio ambiental reestabelecido. Figura 7: Plantio de mudas para a recuperação de uma área degradada. Fonte: DCAmbiental, 2021. 20 2.2 RESTAURAÇÃO É o retorno completoàs condições originais ou preexistentes (RODRIGUES e GANDOLFI, 2000), também chamada de restabelecimento, possui chances remotas pela falta de informação sobre o ecossistema antes da degradação e pela dificuldade de retorno à situação original. De modo geral, só ocorre quando a degradação foi superficial quando práticas simples possibilitam o retorno às condições anteriores, como a própria regeneração natural. Barbosa e Mantovani (2000) definem a restauração como o processo intencional para restabelecer um ecossistema buscando imitar suas funções, estrutura, diversidade e dinâmicas originais. A Lei Federal que institui o SNUC 9.985/2000 define restauração como a “[...] restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada o mais próximo possível da sua condição original [...]” (BRASIL, 2000). Figura 8: Floresta natural com condições originais. Fonte: Floresta Brasil, 2020 Figura 9: Modelo de Agrofloresta que também se enquadra como restauração ambiental de uma área degradada. Fonte: Natturis, 2020. Disponível em: https://tse1.mm.bing.net/th?id=OIP.r4xs7NllkXKbcu4miER7FAHa- Fj&pid=Api&P=0&w=218&h=164. Acesso em 11 de fevereiro de 2021 https://tse1.mm.bing.net/th?id=OIP.r4xs7NllkXKbcu4miER7FAHaFj&pid=Api&P=0&w=218&h=164. https://tse1.mm.bing.net/th?id=OIP.r4xs7NllkXKbcu4miER7FAHaFj&pid=Api&P=0&w=218&h=164. 21 2.3 REABILITAÇÃO A agricultura conservacionista se baseia no uso dos recursos naturais de forma ra- cional, conservando os recursos e realizando o desenvolvimento sustentável a fim de manter o equilíbrio do ecossistema sem causar degradação ambiental. Acesse o link abaixo que mostra um vídeo sobre Agricultura conservacionista e Agroe- cologia que podem ser utilizados como forma de recuperar áreas degradadas e perturbadas. Disponível em: https://youtu.be/IZfEDOQKUfA. Acesso 25 de janeiro de 2021. BUSQUE POR MAIS Permitir ao ambiente degradado uma função passível de uso humano, ou seja, restaurar as principais características, deixando o ambiente estável mediante forte intervenção antrópica sem que o ecossistema permaneceria em condição irreversível de degradação (HAHN et al., 2004). Busca caracterizar um novo cenário, corrigindo os problemas da degradação, deixando em condições de uso para a demanda e as necessidades humanas, não necessitando restabelecer as condições originais do ecossistema que sofreu a degradação, possibilitando o uso diferente e alternativo do solo (MANZATTO, 2019). Figura 10: Aterro Sanitário encerrando as atividades após atingir a vida útil. Fonte: LTV News, 2019. A figura 10 mostra um caso de degradação ambiental que ocorreu devido a abertura de uma área para a construção de um aterro sanitário para combater o problema de outra degradação ambiental que é a geração de lixões devido à destinação inadequada de resíduos sólidos. Neste caso, uma área com características iniciais sofreu degradação ambiental mudando drasticamente as condições iniciais deste ecossistema. Uma prática de reabilitação, porém, é a transformação destes aterros sanitários que atingem sua vida útil, em parques (figura 11), campos de golfe, praças, jardins e áreas de lazer, já que é impossível retornar às condições originais destas áreas, opta-se pela reabilitação a https://youtu.be/IZfEDOQKUfA 22 condições passíveis de uso humano e com certa qualidade ambiental. Figura 11: Aterro Sanitário após atingir a vida útil virou parque. Fonte: RW Paisagismo, 2013. Disponível em: http://rwpaisagismo.blogspot.com/2013/07/destaque-la-aterro-sa- nitario-vira-parque.html. Acesso em 18 de janeiro de 2021. 2.4 REPOSIÇÃO Um termo utilizado em recuperação de áreas degradadas que é uma obrigação ambiental prevista na Lei Federal n°12.651, de 2012 e que foi instituída em 1965 para elevar o rendimento econômico (BRASIL, 2012). Esta obrigação foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988, elevando a sua finalidade também para proteger as espécies nativas e reparar os danos ambientais (BRASIL, 1988). A reposição florestal foi conceituada pelo MMA através da Instrução Normativa n°. 6, de 2006, em seu art. 2°, Inciso I, e, ainda abordou as finalidades desta obrigação ambiental, que é a “geração de estoque e recuperação de cobertura florestal assim vazada: reposição florestal é a compensação do volume de matéria-prima extraído de vegetação natural pelo volume de matéria-prima resultante de plantio florestal para geração de estoque ou recuperação de cobertura florestal”. Já no estado de Minas Gerais, o conceito foi apresentado pela Resolução Conjunta SEMAD/IEF n° 1.914, de 2013, que definiu a reposição como “a compensação pela utilização de matéria prima vegetal extraída de vegetação nativa ou de florestas plantadas vinculadas ao cumprimento da Reposição Florestal”. http://rwpaisagismo.blogspot.com/2013/07/destaque-la-aterro-sanitario-vira-parque.html http://rwpaisagismo.blogspot.com/2013/07/destaque-la-aterro-sanitario-vira-parque.html 23 Figura 12: Reposição Florestal em uma área de Mata Atlântica Fonte: Mott McDonald, 2021. Disponível em: https://www.mottmac.com/download/file/6973?defaultFile=/DefaultI- mages/defaultImage.png&thumbnail=False&cultureId=1046&useLarge=true. Acesso em 03 de fevereiro de 2021. 2.5 REMEDIAÇÃO Utilizada geralmente quando ocorre a contaminação do solo, a Remediação é definida pelo EUGRIS (2008) como aplicação de tecnologias direcionadas à imobilização dos poluentes ou à redução dos poluentes para níveis aceitáveis, tais técnicas podem ser aplicadas sozinhas ou concomitantemente. Segundo Manual de CETESB (2001) para remediação de áreas contaminadas, as medidas de remediação que visam sanar, corrigir um problema, podem ser divididas basicamente em dois tipos: medidas de contenção ou isolamento da contaminação e medidas para o tratamento dos meios contaminados, com o objetivo de eliminar ou reduzir os níveis de contaminação a níveis aceitáveis ou previamente definidos. Este manual ainda traz que é necessário considerar que medidas de contenção e tratamento podem ser adotadas conjuntamente. E assim, pode-se considerar que o termo “recuperação” engloba os termos “remediação” (contenção e tratamento) e “compatibilização ao uso atual ou futuro da área”. Em uma área contaminada, basicamente, utilizam-se de três abordagens para o planejamento da remediação, que é descrito pela USEPA (1996): • Mudança do uso definido da área para minimizar o risco; • Remoção ou destruição dos contaminantes para a eliminação do risco; • Redução da concentração dos contaminantes ou contenção desses para eliminar ou minimizar risco. Uma estratégia de remediação depende de vários fatores e pode ser utilizada as três abordagens de forma conjunta, sempre observando as características do meio contaminado, dos contaminantes, objetivos da remediação, localização da área, tempo e https://www.mottmac.com/download/file/6973?defaultFile=/DefaultImages/defaultImage.png&thumbnail=Fal https://www.mottmac.com/download/file/6973?defaultFile=/DefaultImages/defaultImage.png&thumbnail=Fal 24 recursos disponíveis (CETESB, 2001). Após a leitura desta unidade você é capaz de entender os conceitos que envolvem projetos de recuperação de uma área degradada. Caso, em uma estrada, ocorra o tombamento de um caminhão que transporta produto químico, este material é derramado no solo e pode alcan- çar o lençol freático, qual seria a melhor opção para corrigir o impacto ambiental, já que o acidente já ocorreu? VAMOS PENSAR? FIQUE ATENTO CONDIÇÃO INICIAL DA ÁREA CONDIÇÃO ATUAL DA ÁREA Fonte: Gambá, 2020. Fonte: Adnormas, 2019. AÇÃO CORRETIVA ABANDONO DA ÁREA RECUPERAÇÃO REABILITAÇÃO RESTAURAÇÃO REMEDIAÇÃO CONTINUIDADERECUPERAÇÃO NATURAL Fonte: Miro Medium, 2018.Fonte: Ellu Ambiental, 2021.Fonte:Pensamento Verde, 2018. 25 FIXANDO O CONTEÚDO 1. “A restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada a uma condição não degradada, que pode ser diferente de sua condição original”.Este conceito é definido pela Lei nº 9.985 que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) como: a) Recuperação b) Restauração c) Remediação d) Regeneração e) Reabilitação 2. É definida como o retorno completo às condições originais ou preexistentes (RODRIGUES e GANDOLFI, 2000), também chamada de restabelecimento, possui chances remotas pela falta de informação sobre o ecossistema antes da degradação e pela dificuldade de retorno a situação original. O trecho acima se trata da definição de: a) Recuperação b) Restauração c) Remediação d) Regeneração e) Reposição 3. Um termo utilizado em recuperação de áreas degradadas que é uma obrigação ambiental prevista na Lei Federal n°12.651, de 2012 e que foi instituída em 1965 para elevar o rendimento econômico. Esta obrigação foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988, elevando a sua finalidade também para proteger as espécies nativas e reparar os danos ambientais. O texto diz respeito à: a) Recuperação b) Reposição c) Remediação d) Regeneração e) Reabilitação 4. Utilizada geralmente quando ocorre a contaminação do solo, é definida pelo EUGRIS (2008) como aplicação de tecnologias direcionadas à imobilização dos poluentes ou à redução dos poluentes para níveis aceitáveis, tais técnicas podem ser aplicadas sozinhas ou concomitantemente. 26 A definição dada é para o conceito de: a) Recuperação b) Reposição c) Remediação d) Regeneração e) Reabilitação 5. Em uma área contaminada, basicamente, utilizam-se de três abordagens para o planejamento da remediação, que é descrito pela USEPA (1998): I. Mudança do uso definido da área para minimizar o risco; II. Remoção ou destruição dos contaminantes para a eliminação do risco; III. Redução da concentração dos contaminantes ou contenção desses para eliminar ou minimizar risco. Estão corretas: a) I e II b) II e III c) Apenas II d) I, II e III e) I e III 6. Em uma floresta que possui condição natural, equilíbrio ambiental e biodiversidade, sofreu um desmatamento de algumas árvores, abrindo uma clareira na área. Este local, portanto, teve uma perturbação, onde optou-se pelo abandono da área, obviamente sem novos cortes de árvore. A ação capaz de voltar as condições iniciais se dão pois existe um banco de sementes e plântulas que irão crescer e ocupar a área novamente. Isto ocorre devido as ações de (vide mapa mental da unidade). a) Recuperação b) Reposição c) Regeneração Natural d) Reflorestamento e) Reabilitação 7. Postos de combustíveis, indústrias diversas e até caminhões transportadores podem derramar substâncias químicas e tóxicas no solo que causam perturbação ou degradação ambiental. 27 Disponível:https://f088b146830a59b5.cdn.gocache.net/uploads/noti- cias/2021/01/15/7klhqo5qmb5x.jpg. Acesso em 05 de fevereiro de 2021. No caso da imagem acima um caminhão derrama óleo no solo o que configura uma degradação pontual. Para estes casos, de contaminação do solo, é mais comum utilizar técnicas de: a) Recuperação b Reposição c) Regeneração Natural d) Reflorestamento e) Remediação 8. Aterros sanitários são criados para o gerenciamento correto de resíduos sólidos que após alguns anos, atingindo sua vida útil, pode ser transformado em áreas revegetadas, parques, campos de golfes e praças. Essa é uma prática que envolve ações de: a) Recuperação b Reposição c) Regeneração Natural d) Reflorestamento e) Reabilitação https://f088b146830a59b5.cdn.gocache.net/uploads/noticias/2021/01/15/7klhqo5qmb5x.jpg. https://f088b146830a59b5.cdn.gocache.net/uploads/noticias/2021/01/15/7klhqo5qmb5x.jpg. 28 CARACTERIZAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS UNIDADE 03 29 Quando nos deparamos com uma paisagem natural, uma floresta, um rio limpo e conservado é possível percebermos o equilíbrio e a harmonia existentes nestes ecossistemas, onde o homem não passa de uma das partes integrantes deste sistema. Se adentrarmos em livros que relatam a história, percebemos que a espécie humana sempre, desde os primórdios, utilizou recursos da natureza para sua sobrevivência, desde a caça e a coleta de sementes até o domínio do fogo e da prática de agricultura. Na era primitiva, o habitat natural e os recursos naturais existentes eram o suficiente para atender às aspirações e necessidades humanas, pois eram baseadas em suas prioridades básicas de subsistência como alimentação, abrigo e repouso (BARBOSA e BARSANO, 2012). Com o desenvolvimento da sociedade, o crescimento populacional atrelado ao crescimento científico e industrial, os objetivos e desafios foram surgindo cada vez mais exigentes de recursos e insumos da natureza. Barbosa e Barsano (2012) descreveram que a simples adaptação do homem à natureza não era mais viável, assim o homem desenvolveu a capacidade de moldar o ambiente, de adaptar as condições e recursos ambientais à vontade humana, começando o cenário de modificações (DIAS, 2011). Durante muitos anos essas modificações não foram notadas e não havia uma preocupação com o meio ambiente, acreditando-se que os recursos eram infinitos, mas essas modificações começaram a afetar o equilíbrio ecológico entre o ecossistema e o meio ambiente e a harmonia que existia na relação homem/natureza, que, principalmente no período pós Revolução Industrial começou a deteriorar de forma agressiva, irracional e contínua e a ocasionar profundas alterações no ambiente natural, resultado da imperícia, negligencia e imprudência do ser humano que objetivava produzir e crescer a qualquer custo. Com isso, sérias consequências para a sobrevivência das espécies em toda a biosfera devido aos impactos ambientais que causam degradação ambiental foram sendo potencializadas pela abertura de novas áreas, desmatamentos, queimadas, crescimento urbano desordenado, caça predatória, entre vários outros (DIAS, 2011; BARBOSA e BARSANO, 2012; SOUZA, 2008). 3.1 INTRODUÇÃO 3.2 CARACTERÍSTICAS DOS IMPACTOS AMBIENTAIS A preservação ambiental e a relação homem/natureza nunca foram tratadas como prioridade pelos setores produtivos e negligenciadas pelos órgãos públicos em uma relação de descaso e omissão sobre a temática ambiental (BARBOSA e BARSANO, 2012). Além da falta de investimento em saneamento básico, a ausência de plano diretor e leis mais rígidas com fiscalização efetiva, com punições dos infratores, ocasionam incontáveis ações sobre os recursos naturais com uso irracional, inadequado e exacerbado em prol de um desenvolvimento a qualquer custo, em busca de resultados econômicos imediatos e sem compromisso com as questões ambientais (BARBOSA e BARSANO, 2012). 30 Para melhor entender sobre os impactos ambientais aos ecossistemas, uti- liza a biblioteca virtual Pearson acessando o link abaixo, e realize a leitu- ra complementar do livro “Impactos Ambientais e Desastres Ecológicos” dos autores Carlos Aurélio Natal e Thaisa Maria Nadal. Disponível em: ht- tps://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/186637/pdf/0?code=QJjK- Fwh1Yyx4iIZDQ9+sg7nO/LM+KABZD9GkO9mJdTePYbk1BR8K6Piswwgonjz- 4CuhdSo2UHU9IqYzWtPckHA==. Acesso em 08 de fevereiro de 2021. BUSQUE POR MAIS Além do processo produtivo, o crescimento das cidades ocasionou problemas ambientais de ordem significativa para o meio ambiente. Estes problemas podem ser chamados de impacto ambiental, que é definido como alterações no meio ambiente, causadas pelo homem de acordo com a resolução número 001 do CONAMA de 1986. Ou seja: [...] qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e bioló- gicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indi- retamente”, afetem: I. A saúde, a segurança e o bem-estar da população; II. As atividades sociais e econômicas; III. A biota; IV. As condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V. A qualidade dos recursos ambientais (CONAMA, 1986). Neste sentido, algumas atividades do dia a dia da sociedade contribuem significativamente para a degradação ambiental,que ocasionam os impactos ambientais. Os veículos automotores e industriais, a expansão territorial em áreas nativas, a poluição sonora de transportes, máquinas e equipamentos industriais, hábitos sociais, poluição visual pelo excesso de placas e cartazes, geração de efluente industrial e doméstico, uso de produtos químicos e biológicos, aumento do resíduo de forma geral por produtos não biodegradáveis e descartáveis (figura 13), resultado do consumismo, entre outros caracterizam algumas das atividades e aspectos ambientais que vão gerar impactos ao planeta (BARBOSA e BARSANO, 2012): https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/186637/pdf/0?code=QJjKFwh1Yyx4iIZDQ9+sg7nO/LM+K https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/186637/pdf/0?code=QJjKFwh1Yyx4iIZDQ9+sg7nO/LM+K https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/186637/pdf/0?code=QJjKFwh1Yyx4iIZDQ9+sg7nO/LM+K https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/186637/pdf/0?code=QJjKFwh1Yyx4iIZDQ9+sg7nO/LM+K 31 Figura 13: Veículos automotores queima combustíveis e liberam gases na atmosfera que caracterizam impacto ambiental. Fonte: Folha de São Paulo, 2018. Figura 14: Expansão urbana em áreas nativas Fonte: Árvores de São Paulo, 2010 Estas atividades possuem aspectos ambientais e estes ocasionam os impactos, que podem ser: a poluição e contaminação da água, do solo, do ar, desmatamentos, extinção de espécies (Figura 15), comprometendo o equilíbrio que existe nos ecossistemas caracterizando um cenário autodestrutivo, silencioso e progressivo de mudanças na qualidade ambiental e de vida do planeta. 32 Figura 15: Impactos causados por ações antrópicas advindos de aspectos ambientais Fonte: Acervo pessoal. Arte: Pedro Fonseca, (2021). Os impactos ambientais vão caracterizar uma degradação ambiental e para a definição das técnicas e ações para a recuperação e áreas degradadas é necessário caracterizá-los, se são significativos ou não. Fiquem ligados! Vocês terão uma disciplina para abordar a identificação de impactos ambientais e atividades de risco. Segundo a Resolução CONAMA nº 001, de 23 de janeiro de 1986 existe a obrigatoriedade da elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para as atividades modificadoras do meio ambiente e, portanto, diversas atividades antrópicas se enquadram como potencializadoras da degradação ambiental (CONAMA, 1986). Para realizar a identificação de aspectos e impactos ambientais existem várias metodologias e cada uma com sua particularidade, portanto, quando tiver que realizar uma atividade como esta, opte por aquela que melhor se enquadre a atividade degradadora em questão, ao seu perfil e as condições de trabalho. Você pode usar mais de um modelo e comparar resultados. Acesse o link para conhecer uma metodologia para avaliação de aspectos e impactos ambientais Disponível em: http://revista.ecogestaobrasil.net/v4n7/v04n07a08.pdf. Acesso em 08 de fevereiro de 2021. FIQUE ATENTO É importante ressaltar, que os impactos ambientais são oriundos de aspectos ambientais que ocorrem pelas atividades humanas. A partir das definições da ISO 14001- 2015: [....] as alterações para o meio ambiente, adversas ou benéficas, que resultem total ou parcialmente dos aspectos ambientais, são cha- madas de impactos ambientais [...]. Aspectos Ambientais Elemento das atividades, produtos ou serviços de uma organização http://revista.ecogestaobrasil.net/v4n7/v04n07a08.pdf. 33 [...], que interage ou pode interagir com o meio ambiente [...] NOTA 1 Um aspecto ambiental pode causar impacto (s) am- biental (is) [...]. Um aspecto ambiental significativo é aquele que tem ou pode ter um ou mais impactos ambientais sig- nificativos. NOTA 2 Aspectos ambientais significativos são determina- dos pela organização, aplicando um ou mais critérios[...]. Impacto Ambiental Modificação no meio ambiente [...], tanto adversa como be- néfica, total ou parcialmente resultante dos aspectos am- bientais [....] de uma organização [...](Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2015 p. 3-27). Figura 16: Relação das atividades das ações antrópicas e a geração do impacto ambiental. Fonte: o autor, 2011 ASPECTOS IMPACTOS 1 Consumo de Energia Elétrica 1.1 Possibilidade de esgotamento de re- cursos naturais. 2 Consumo de Água 2.1 Possibilidade de esgotamento e altera- ção da qualidade do recurso natural. 3 Consumo de Produtos Químicos 3.1 Possibilidade de contaminação dos re- cursos naturais. 4 Geração de efluente líquido 4.1 Poluição e contaminação dos corpos receptores. 5 Geração de resíduos sólidos 5.1 5.2 Poluição e contaminação do solo. Poluição e contaminação da água. 6 Geração de efluente gasoso 6.1 Poluição e contaminação atmosférica. 7 Consumo de recurso natural 7.1 Possibilidade de esgotamento de re- cursos naturais. ATIVIDADES 34 8 Desmatamento 8.1 Possibilidade de Extinção de espécies. 9 Uso do solo 9.1 9.2 Possibilidade de processos erosivos Perda de fertilidade (nutrientes) Tabela 3: Exemplos de aspectos e impactos ambientais Fonte: O autor, 2021. A tabela 3, portanto, mostra alguns dos principais aspectos ambientais que podem ser originados de atividades e ações antrópicas e que, consequentemente, gerarão impactos que podem ser significativos ou não, existindo diversas metodologias para avaliar o seu potencial. Esses impactos caracterizam a degradação ambiental de uma área por exemplo e fazem parte dos relatórios para que sejam identificados e mitigados com ações de RAD (Recuperação de Áreas Degradadas). É importante ressaltar que, como os aspectos são resultados das atividades que ocorrem em um segmento, setor, organização, poderão ocorrer outros e diversos casos de aspectos ambientais que, consequentemente, podem acarretar outros impactos ambientais. VAMOS PENSAR? Situação inicial: Após a atividde de mineração: Fonte: Gambá, 2020. http://www.gamba.org.br/wp-content/ uploads/2020/02/montepaschoal- -1024x683.jpg. Acesso em 07 de fevereiro de 2021. Fonte: Adnormas, 2019. https: //www.revistaadnormas.com. br/uploads/2019/02/minera%C3%A7%- C3%A3o2.jpg. Acesso em 07 de fevereiro de 2021 http://www.gamba.org.br/wp-content/uploads/2020/02/montepaschoal-1024x683.jpg. http://www.gamba.org.br/wp-content/uploads/2020/02/montepaschoal-1024x683.jpg. http://www.gamba.org.br/wp-content/uploads/2020/02/montepaschoal-1024x683.jpg. https://www.revistaadnormas.com.br/uploads/2019/02/minera%C3%A7%C3%A3o2.jpg. https://www.revistaadnormas.com.br/uploads/2019/02/minera%C3%A7%C3%A3o2.jpg. https://www.revistaadnormas.com.br/uploads/2019/02/minera%C3%A7%C3%A3o2.jpg. 35 FIXANDO O CONTEÚDO 1. O impacto ambiental que é definido como alterações no meio ambiente, causadas pelo homem de acordo com a resolução número 001 do CONAMA de 1986. Ou seja, qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente: I. A saúde, a segurança e o bem-estar da população; II. As atividades sociais e econômicas; III. A biota; IV. As condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V. A qualidade dos recursos ambientais. Estão corretas: a) I, II e III b) II e IV c) I, II, III e IV d) Todas as afirmativas e) Apenas I e V 2. As atividades humanas utilizam recursos naturais que possuem potencial para causar impactos ao meio ambiente, que são oriundos de: a) Aspectos ambientais b) Dano ambiental c) Fatores abióticos d) Ações antrópicas e) Aspectos antrópicos 3. Observe o fluxograma abaixo: Marque a alternativa que apresenta corretamente um produto gerando um aspecto ambiental respectivamente: a) Óleo usado – poluição do solo b) Produto químico – esgotamento 36 c) Petróleo – uso como combustível d) Petróleo – contaminação da água e) Mineradora – resíduos sólidos 4. “Atividade modificadora da paisagem, cuja atividades retiram do solo materiais para usos posteriores, deixandopilhas de rejeitos e consideráveis impactos ambientais. A atividade citada diz respeito a: a) Mineradora b) Posto de gasolina c) Industria química d) Serralherias e) Aterro sanitário 5. Os resíduos sólidos oriundos de diversas atividades humanas causam impactos significativos no meio ambiente. De acordo com a imagem do acúmulo de resíduos no solo, representa um problema recorrente de contaminação do lençol freático. Assinale a alternativa correta: a) O chorume percola no solo e afeta a qualidade da água. b) Causa erosão laminar no solo. c) O chorume é lançado na atmosfera causando poluição do ar. d) O chorume é um tipo de poluição da água. e) Não afeta o lençol freático pois se encontra na parte superficial do solo. 6. A poluição e contaminação do solo, água são os principais impactos ambientais causados pelo homem e são provenientes de aspectos ambientais que por sua vez, são inerentes a atividades. Podemos citar como ação antrópica capaz de causar poluição atmosférica: a) Liberação de metano em lixões; b) Liberação de chorume em aterros sanitários; c) Lançamento de efluente industrial em corpo hídrico; d) Derramamento de óleo nos oceanos; 37 e) Despejo químico em rios; 7. As ações antrópicas são as principais responsáveis pela geração de impactos ambientais de ordem significativa para nosso planeta, sendo em maior ou menor escala a depender do tipo de atividade e potencial poluidor. Porém, existem fenômenos naturais que ocorrem e podem causar impactos ambientais, muitas vezes também podem estar atrelados a ocupação irregular de espaços pelo homem. Marque a alternativa que apresenta um impacto ambiental ocorrido por fenômenos naturais. a) Rompimento da barragem de rejeito em Brumadinho e Mariana; b) Desabamento de terra em áreas ocupadas de forma irregular; c) Perda da fertilidade do solo por erosão em pastagens; d) Lançamento de poeira e fumaça por vulcões ativos; e) Enchentes e alagamentos em centros urbanos. 8. A pecuária é uma das atividades mais praticadas em nosso país, e são inúmeros os impactos ambientais causados por esta atividade. Fonte: EcoDebate. Disponível: http://www.ecodebate.com.br/fo- to/150525a.jpg. Acesso em 09 de fevereiro de 2021. Ao observar uma pastagem como esta fica visível os impactos ambientais causados. A ausência de vegetação, muitas vezes ocorre devido: a) Produção de metano pelo gado; b) Compactação devido ao pisoteio do gado; c) Competição entre as espécies vegetais que ocorrem na área; d) Desmatamento das áreas para pastagens; e) Erosão laminar devido o escoamento da chuva. http://www.ecodebate.com.br/foto/150525a.jpg. http://www.ecodebate.com.br/foto/150525a.jpg. 38 PRÁTICA DE GESTÃO, MENEJO E RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS UNIDADE 04 39 4.1 INTRODUÇÃO Segundo Souza (2018) a degradação ambiental não atinge apenas a qualidade ambiental, mas também o meio físico, biótico e antrópico. Porém, menciona que o solo, pela sua importância nos processos produtivos, talvez seja, entre todos os compartimentos, o mais investigado. A Recuperação de Áreas Degradadas (RAD) ou Recuperação Ambiental (RA) é caracterizada por um conjunto de ações e soluções planejadas e elaboradas por diferentes especialistas de áreas distintas e multidisciplinares que buscam proporcionar o restabelecimento da autossutentabilidade e do equilíbrio paisagístico semelhantes aos anteriormente existentes, em um sistema natural que perdeu essas características (GRIFFITH et al., 2000). As pesquisas em recuperação ambiental têm enfocado tanto os problemas decorrentes das atividades agropecuárias, florestais, minerárias, construção civil, urbanização e industrialização, como aqueles decorrentes de processos naturais, tais como enchentes, incêndios, secas, dilúvios e atividades sísmicas (SOUZA, 2004). O IBAMA em 2011 informa por meio da Instrução Normativa Nº04, de 13 de abril, em seu parágrafo 2º – que o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) que tem por objetivo reunir: informações, diagnósticos, levantamentos e estudos. Estes itens devem permitir a avaliação da degradação ou alteração e a consequente definição de medidas adequadas à recuperação da área, em FIQUE ATENTO conformidade com as especificações dos Termos de Referência constantes nos Anexos desta Instrução Normativa. Fonte: Biosfera. Disponível: http://www.biosferamg.com.br/licenciamento/prad-plano-de-re- cuperacao-de-areas-degradadas/. Acesso em 09 de fevereiro de 2021. ATIVIDEDADE DE INTERESSE: PECUÁRIA Pastagem dos animais; Retirada de árvores nativas; Queimadas para renovação do pasto; Disponível: http://www.biosferamg.com.br/licenciamento/prad-plano-de-recuperacao-de-areas-degradadas Disponível: http://www.biosferamg.com.br/licenciamento/prad-plano-de-recuperacao-de-areas-degradadas 40 PISOTEIO DO GADO QUEIMADA RETIRADA DE ÁRVORES Processos erosivos, perda de solo, compactação, desmatamento, contaminação de recursos hídricos, aumento da temperatura, perda da biota do solo. Figura 17: Atividades que possuem aspectos ambientais e geram impactos. Fonte: Elaborado pelo autor, 2021. A atividade de interesse em questão é a pecuária, porém os aspectos ambientais que irão potencializar impactos ao meio ambiente. No caso da atividade de pisoteio e alimentação do gado é possível perceber o impacto de compactação dos solos, o caminho preferencial dos animais, criam um caminho compactado preferencial para a água de chuva que causa a erosão laminar superficial e pode evoluir para voçorocas, já que a ausência da vegetação facilita os processos erosivos. ATIVIDADE PRINCIPAL ATIVIDADES ASPECTOS AMBIENTAIS IMPACTOS AMBIENTAIS MINERAÇÃO LAVRA LAVAGEM DO MINÉRIO CONSUMO DE RECURSO NATURAL USO DO SOLO CONSUMO DE ÁGUA CONSUMO DE PRO- DUTO DE LIMPEZA POSSIBILIDADE DE ESGOTAMENTO AFLORAMENTO DO LENÇOL PROCESSOS EROSIVOS CONTAMINAÇÃO DA ÁGUA DEGRADAÇÃO AMBIENTAL RERCUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA Figura 18: Exemplo da relação entre a atividade econômica de interesse e os aspectos e impactos potenciais gerados por uma mineradora Fonte: O autor, 2021 41 4.2 PLANEJAMENTO, GESTÃOE MANEJO ETAPAS E PROCEDIMENTOS PARA A RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS Como visto, são diversos os impactos ambientais capazes de causar a degradação de área, em maior ou menor escala e para o sucesso na implantação de um PRAD (Plano de Recuperação de Área Degradada) é necessário, além de profissionais qualificados, uma equipe interdisciplinar e empenhada bem como etapas e procedimentos que garantam o resultado satisfatório na recuperação de uma área degradada. A seguir serão apresentados os principais procedimentos necessários para o sucesso da recuperação de uma área degradada segundo MACHADO, 1987; SILVA, 1998; SOUZA, 2004; SOUZA, 2018. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA As áreas que foram afetadas por algum impacto ambiental possuem propriedades físicas e químicas, dentro do cenário ambiental, que potencialmente influenciam o planejamento e a prática de recuperação a ser adotada, por isso, a etapa de diagnóstico da área é primordial para o sucesso da recuperação. Para realizar esse diagnóstico é necessário analisar: • Condições climáticas; • Condições geológicas, • Topografia, • Solos, • Vegetação, • Hidrologia. O ecossistema possui um conjunto de fatores bióticos e abióticos interagindo entre si e, portanto, estão interligados e devem ser avaliados de forma holística, mesmo que as práticas de controle posteriormente sejam sistêmicas. Além disso, é necessário realizar a avaliação da região circunvizinha para analisar possíveis interferências decorrentes de outras atividades. As informações que devem conter nesta primeira etapa estão descritas na tabela 4: ETAPA DESCRITORES 1. INFORMAÇÕES GERAIS • Nome do empreendimento • Identificação da empresa responsável • Histórico do empreendimento • Tipo de atividade e porte do empreendi- mento • Objetivos do empreendimento • Justificativa e a análise de custo-benefício • Levantamentoda legislação federal, estadu- al e municipal incidente sobre o empreen- dimento. 42 2. DESCRIÇÃO DO EMPRENDIMENTO Realizar a descrição do empreendimento nas fases de planejamento, de implantação, de ope- ração e, se for o caso, de desativação. 3. ÁREA DE INFLUÊNCIA Apresentar os limites da área geográfica a ser afetada direta ou indiretamente pelos impactos. 4. FATORES AMBIENTAIS Caracterizar os meios físico, biótico e socioeco- nômico; 5. QUALIDADE AMBIENTAL Sintetizar e expor as interações dos fatores am- bientais físicos, biológicos e socioeconômicos; 6. ÁNALISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS Apresentar a análise (identificação, valoração e interpretação) dos prováveis impactos ambien- tais nas fases de planejamento, de implantação, de operação 7. PROPOSIÇÃO DE MEDIDAS MITIGA- DORAS Explicitar as medidas que visam minimizar os impactos adversos identificados e quantifica- dos no item anterior 8.PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO E MONITORAMENTO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS Apresentar os programas de acompanhamento da evolução dos impactos ambientais positivos e negativos causados pelo empreendimento 9. DETALHAMENTO DOS FATORES AM- BIENTAIS Depende da natureza do empreendimento, da relevância dos fatores da localização e dos crité- rios adotados pela equipe responsável pela ela- boração do Estudo. PLANEJAMENTO DA RECUPERAÇÃO No caso de um empreendimento a ser implantado é necessário traçar as condições ideais que exigem que as estratégias de recuperação sejam finalizadas antes da perturbação do solo. Ou seja, quando há a proposta de construção e implementação de um empreendimento com potencial poluidor, com impactos ambientais que são conhecidos e serão gerados nas atividades do empreendimento, é necessário que seja feito o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) que serão abordados ainda neste curso. Para tal, deve-se observar: 1) As prováveis e possíveis consequências da perturbação; 2) A proposta de gerenciamento de normas que favoreçam a restauração; 3) A busca por práticas alternativas de recuperação sendo aplicadas em uma causalidade. O Estudo do Impacto Ambiental é realizado para traçar as consequências, elaborar as metas de recuperação e ter o conhecimento da legislação e os requisitos que devem ser seguidos, para que, após implantando o empreendimento tenha compromisso com os seus impactos gerados minimizando a degradação ambiental. Envolve a destinação correta dos resíduos gerados, o tratamento do efluente e a recomposição florestal, por exemplo. No caso de áreas que já estão degradadas ou perturbadas, como as pastagens, Tabela 4: Etapas para Recuperação de uma Área Degradada. Fonte: Adaptado de Souza (2021, p. 38). Disponível em: https://meridapublishers.com/l7topicos/capitulo1.html. Acesso em 31 de março de 2021 https://meridapublishers.com/l7topicos/capitulo1.html. 43 matas ciliares, nascentes, o ponto chave será a adequação ambiental, ou seja, realizar de fato as ações de recuperação da área em questão (SOUZA, 2018). ADMINISTRAÇÃO DO MATERIAL Como qualquer projeto bem planejado e executado, é necessário realizar o orçamento para conhecermos a viabilidade, portanto: Todos os custos devem ser analisados com a devida an- tecedência, visando a economia de recursos e riscos am- bientais provenientes da interrupção dos procedimentos de recuperação. Devem ser detectados para cada tipo de procedimento de recuperação, que irão variar de acordo com a atividade e o estágio em que se encontram os pro- cessos de degradação (SOUZA, 2011 p. 45). NUTRIENTES EXTRAÍVEIS CARACTERIZAÇÃO DOS ESTÉREIS ISOLAMENTO DE MATERIAIS TÓXICOS CUSTO COM MANUSEIO PROPRIEDADES FÍSICAS DOS ESTÉREIS PLANO DE FECHAMENTO DA MINA Figura 18: Procedimentos que devem ser realizados em ativi- dades mineradoras. Fonte: Adaptado de Souza, 2018. 44 Fica evidente a necessidade de observar cada atividade, seja ela uma que será implantada ou quando já se trata de uma área degradada, a etapa de orçamento deve ser bem detalhada. Utilizando a figura 18 como exemplo. Observe a imagem abaixo que representa a atividade de aquicultura: VAMOS PENSAR? Navegue pela Biblioteca Virtual Pearson e consulte o livro “Estudos técnicas de recuperação de áreas degradadas” para verificar outras técnicas que podem ser utilizadas para RAD e amplie seu conhecimento. Acessando o link abaixo: Disponível: https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/26908. Acesso 08 de fevereiro de 2021. BUSQUE POR MAIS Agora procure apontar quais atividades dentro da aquicultura poderiam causar impacto ambiental. Acesse o link abaixo e veja este capítulo de livro que apresenta os impactos ambientais da aquicultura. Link: https:// www.meridapublishers.com/l7topicos/l7capitulo2.pdf. Acesso em 10 de fevereiro de 2021. Fonte: https://www.esfala.com.br/wp-content/uploads/2019/10/434638.jpg, acesso 10 de fevereiro de 2021. https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/26908 https://www.meridapublishers.com/l7topicos/l7capitulo2.pdf https://www.meridapublishers.com/l7topicos/l7capitulo2.pdf https://www.esfala.com.br/wp-content/uploads/2019/10/434638.jpg 45 RETIRADA DO “TOPSOIL” O “topsoil” (figura 19) é camada superficial do solo, onde concentram-se a atividade biológica, a matéria orgânica, sementes e propágulos (ROCHA, 2017) que são retirados antes do início da lavra, por exemplo, em uma mineradora. Esse “topsoil” deve ser retirado e preservado a fim de manter condições de uso posteriormente devolvendo certas características ao ecossistema afetado, já que mantêm banco de sementes, propágulos e biota do solo. Figura 19: Topsoil retirado em uma área aberta para mineração. Fonte: Campo e Negócio, (2017). Disponível em: https://revistacampoenegocios.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Foto-02-Montes-de-top- soil-e-galharia-em-%C3%A1rea-de-restaura%C3%A7%C3%A3o-Cr%C3%A9ditos-Reinaldo-Langa.jpg. Acesso em 12 de fevereiro de 2021. Após retirada a camada superficial, o que sobra, no pós-mineração, não possui características físicas, químicas e biológicas necessárias e suficientes para a regeneração natural da área afetada (RUIVO, 1998) e, por isso, a reaplicação dessa camada de “topsoil”, poderia acelerar o processo de recuperação (RUIVO et al., 2001). Por este motivo, é importante “guardá-la” para que depois do processo de degradação, ele seja realocado. Segundo Souza (2021, p. 46) “[...] quanto melhor for a qualidade do “topsoil”, mais rápido será o crescimento da vegetação utilizada no processo de revegetação, reduzindo os processos erosivos e consequentemente os impactos ambientais”. Figura 20: Distribuição do topsoil em montes com formações côncavas e convexas, possibilitando retenção. Fonte: Campo e Negócio, (2017). https://revistacampoenegocios.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Foto-02-Montes-de-topsoil-e-galharia https://revistacampoenegocios.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Foto-02-Montes-de-topsoil-e-galharia 46 RECOMPOSIÇÃO TOPOGRÁFICA E PAISAGÍSTICA Após a recolocação do topsoil é necessário preparar o relevo para receber a vegetação buscando adequar o solo para usos futuros. Neste caso, realizar o rearranjo do equilíbrio ambiental que foi perdido acelerando as taxas do processo erosivo. Neste sentido, realizar a recomposição paisagística permite criar caminhos para a água, manter a umidade, e restaurar o equilíbrio ambiental. Para tal, Souza (2021) sugere itens necessários que devem ser verificados e realizados para permitir o resgate do equilíbrio da paisagem (Tabela 6). ITENS Requisitos legais Declividade do terreno Dinâmica das linhas de fluxo Reconstrução da bacia hidrográfica Uso futuro Máquina e equipamentos Aspectos paisagísticos e estéticos Tabela 6: Itens que devem ser verificados no projeto de RAD. Fonte: Adaptado de Souza, 2021. MANIPULAÇÃO DO SOLO DE SUPERFÍCIE Como o objetivo é a recuperação da área, o solo para revegetação deve ser manipuladode forma a manter as características biológicas e impedir problemas de compactação devido às máquinas pesadas e, consequentemente, processos erosivos, caso haja tal compactação é necessário fazer a escarificação. Além disso, é importante observar a natureza do solo, já que este pode conter contaminação do material retirado que pode chegar ao lençol freático. Souza (2021, p. 47-48) indica: “[...] depositar uma camada de argila sobre os componentes con- taminantes de tal forma a Tópicos em recuperação de áreas de- gradadas 48 isolá-los da camada fértil do solo, evitando a con- taminação ambiental. A argila pode ser usada, também, sobre outros tipos de estéreis mais pobres para favorecer a revegeta- ção.”. 47 CORREÇÃO DO SOLO Como qualquer área para plantio ou revegetação, é necessário conhecer as características do solo para então propor alternativas de correção, caso necessário. várias são as combinações que podem ser utilizadas para a correção a depender da qualidade do solo, como calcário, gesso, fertilizantes inorgânicos e materiais orgânicos. Souza (2021, p. 48) descreveu as correções de solo: A aplicação da correção depende de cinco fatores: 1) das proprie- dades físicas e químicas do solo; 2) do regime climático local; 3) da topografia e acessibilidade do local; 4) do tipo vegetativo a ser restabelecido e o uso do solo pós-recuperação; e 5) da conformi- dade com as regulações exigidas. REVEGETAÇÃO Dentro da recuperação das áreas degradas o tópico mais abordado é a revegetação que dependerá de vários fatores. Lembrando que, a recuperação de áreas degradas é utilizada em qualquer espaço que sofreu impactos ambientais, podendo ser uma atividade agropecuária, mineradora, um aterro sanitário, uma área desmatada. A seguir, na unidade 5 serão abordados os aspectos da recuperação florestal de áreas degradadas. O objetivo da revegetação pode ser de um simples controle de erosão, até a restaurações mais complexas de ecossistemas inteiros. Segundo Souza (2018) que também descreve no Livro Tópicos em Recuperação de Áreas Degradas (SOUZA, 2021,p.48) “ [...] as abordagens e métodos empregados devem ser específicos para cada região, local e uso futuro do solo “. São os seguintes princípios básicos: 1. Apuração de materiais e plantas – deve ser realizado o inventário florestal, além da análise do banco de semente de espécies nativas, contidas no “topsoil”; Figura 21: Banco de sementes presentes no solo Fonte: Ilhas Verdes, (2011). 48 2. Elaboração das sementeiras; Figura 22: Preparação de sementes de espécies nativas da região em questão para o plantio. Fonte: Diário de uma sementeira, (2013). 3. Verificar os processos de semeadura conforme as espécies; 4. Aplicação de cobertura morta (“mulching”). Figura 23: Cobertura morta no solo. Fonte: Lar Natural, (S/D) IRRIGAÇÃO Caso haja necessidade, dependendo do local, condições climáticas e regime hídrico pode ser desregulado ocasionando a necessidade de irrigação durante o estabelecimento das mudas. MONITORAMENTO E MANUTENÇÃO Como em qualquer projeto, uma das etapas mais importantes é a de acompanhamento, ou seja, monitorar e realizar manutenções caso sejam necessárias, visando garantir o sucesso do projeto a longo prazo. Devem ser observadas as condições em que se encontra a recuperação e as relações possíveis com a região circunvizinha. 49 Mais uma vez, o livro Tópicos em Recuperação de Áreas Degradadas, de Souza (2021, p. 48) aponta indicadores e informações que devem ser utilizadas para criação de um banco de dados da área e das condições ambientais: 1. A quantidade, a qualidade e o controle da água de superfície e de subsuperfície; 2. A quantidade e a qualidade da cobertura vegetal, 3. As taxas de processos geomorfológicos, como movimento de massas e erosão; 4. observar sintomas de deficiência nutricional 5. diagnosticar e realizar o controle de pragas – formigas, e doen- ças; 6. não permitir pastoreio nos dois primeiros anos para favorecer a sementação para germinação natural no ano seguinte; 7. realizar o coroamento das espécies arbóreas; 8. realizar incorporação de vegetação morta ou outras matérias orgânicas para promover a melhoria na estrutura do solo; e 9. manejar adequadamente a predominância das espécies dese- jadas”. Verifica-se que, como qualquer projeto, existem etapas a serem seguidas e que merecem destaque para que se obtenha sucesso. Portanto, não apenas atividades mineradoras, mas outros tipos de perturbações dos solos que afetam a qualidade ambiental podem ser incluídos na lista de empreendimentos e atividades que necessitam do PRAD. Pedreiras Lavra de rochas ornamentais Mineração Construção de estradas e rodovias Construções urbanas/residenciais Construções industriais Áreas agropecuárias Tabela 7: Atividades que causam impacto ambiental e ocasio- nam degradação ambiental significativa Fonte: O autor, (2021). E as áreas já preservadas? Caso haja alguma degradação, deve-se fazer a recuperação da área em questão? Sim! Áreas correspondentes à Reserva Legal (RL), APP (áreas de preservação permanente), como topos de morro, área de várzea, nascentes e vegetação ciliar, assim como implantação de Sistemas Agroflorestais e sistemas ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta), podem optar por seguir apenas parte dessas etapas, de acordo com as necessidades e possibilidades, desde que as condições locais não possuam graves riscos ambientais ou elevados níveis de contaminação/poluição (SOUZA, 2018). 50 FIXANDO O CONTEÚDO 1. Dentro do PRAD os principais procedimentos necessários para o sucesso da recuperação de uma área degradada devem seguir uma ordem de eventos para garantir a correta execução do plano. A primeira etapa consiste em: a) orçamento b) caracterização da área c) reflorestamento d) identificação das espécies e) correção do solo 2. Apresentar a análise (identificação, valoração e interpretação) dos prováveis impactos ambientais nas fases de planejamento, de implantação, de operação diz respeito a etapa correspondente a: a) identificação da área b) identificação da região circunvizinha c) identificação dos impactos ambientais d) identificação das espécies vegetais e) reflorestamento. 3. São fatores para a aplicação da correção do solo: 1) das propriedades físicas e químicas do solo; 2) do regime climático local; 3) da topografia e acessibilidade do local; 4) do tipo vegetativo a ser restabelecido e o uso do solo pós-recuperação; e 5) da conformidade com as regulações exigidas” Estão corretos: a) 1, 3 e 5 b) 2, 3 e 4 c) 1, 2, 4 e 5 d) 1, 2, 3, 4 e 5 e) 2, 3, 4 e 5 4. A camada superficial do solo, onde concentram-se a atividade biológica, a matéria orgânica, sementes e propágulos (ROCHA, 2017) que é retirada antes do início da lavra por exemplo, em uma mineradora é chamado de: a) cobertura morta b) cobertura verde c) topsoil 51 d) cobertura vegetal e) revegetação 5. Das alternativas abaixo, marque a que apresenta um impacto ambiental ocasionado por ação antrópica: a) liberação de gás carbônico pelos seres vivos; b) liberação de metano pelos ruminantes c) chuva ácida d) pecuária extensiva e) inversão térmica 6. Dentro da recuperação das áreas degradas o tópico mais abordado é a revegetação que dependerá de vários fatores. Lembrando que, a Recuperação de áreas degradas é utilizada em qualquer espaço que sofreu impactos ambientais, podendo ser uma atividade agropecuária, mineradora, um aterro sanitário, uma área desmatada. Marque a alternativa que apresenta recursos importantes para a regeneração natural de uma área: a) Presença de banco de sementes e plântulas. b) Topografia do terreno c) Presença de animais d) Áreas de recarga e) Espécies exóticas 7. Dependendo do local, condições climáticas e regime hídrico que pode ser desregulado será necessário na área da recuperação: a) Mudar a área de recuperação b) Realizar irrigação da área c) Cobrir o solo com matéria orgânica d) Aguardara regeneração natural e) Utilizar máquinas e equipamentos para descompactar o solo 8. Algumas etapas devem ser seguidas e dentro destas etapas existem itens que devem ser realizados para o sucesso do projeto de RAD. • não permitir pastoreio nos dois primeiros anos para favorecer a sementação para germinação natural no ano seguinte; • realizar o coroamento das espécies arbóreas; • realizar incorporação de vegetação morta ou outras matérias orgânicas para promover a melhoria na estrutura do solo. Estes itens estão dentro de qual etapa: a)caracterização da área b) orçamento c) revegetação d) monitoramento e manutenção e) irrigação 52 RECUPERAÇÃO FLORESTAL UNIDADE 05 53 5.1 INTRODUÇÃO Como já mencionado, você deve ter percebido que os projetos de RAD devem ser realizadas para diversas atividades, desde mineradoras a áreas de matas ciliares e nascentes. A recuperação florestal está presente em praticamente todos os projetos de RAD, portanto, vamos destinar esta unidade para abordar as etapas de recuperação florestal. Segundo Hahn et al. (2004, p. 20) atividades de plantio de florestas representa um alto custo inicial e resultados mensuráveis a longo prazo: [...] nas situações em que a degradação está ocorrendo, seja em sua fase inicial (degradação agrícola) ou final (degradação biológica), é necessário adotar técnicas de recuperação. As estratégias para re- cuperação dessas áreas podem ser em longo, médio ou curto pra- zo e ainda depender do sistema de exploração da área (pastagens, lavouras, florestas cultivadas ou sistemas agroflorestais). TEMPO OBJETIVO CARACTERIZAÇÃO Longo Prazo Abandonar a área para permitir a recomposição na- tural da vegetação; O abandono da área (pousio) conduz ao desenvolvimento de arbustos e árvores que, com o passar dos anos, podem for- mar uma vegetação com característica de floresta secundária, em que muitas das funções da floresta primária são parcialmente resta- belecidas. Médio Prazo Integrar por exem- plo, lavoura–pecuária e introduzir de siste- mas silvipastoris. A introdução de árvores em pastagens tem como objetivo a melhoria na cicla- gem de nutrientes, causada pela absorção desses elementos pelas raízes das árvores nas camadas mais profundas do solo, e a pos- terior deposição na camada superficial, por meio da decomposição das folhas, raízes e galhos Curto Prazo Adoção de técnicas de recuperação rápi- da. Fornecer cálcio e magnésio às plantas; utilização de leguminosas como fonte de nitrogênio e matéria orgânica; e adubação química para a recomposição dos teores de fósforo e po- tássio do solo. Tabela 8: Prazos das estratégias de recuperação de áreas degradadas. Fonte: Adaptado de Wadt, (2003, p. 21, 25). 54 Para garantir uma boa produtividade e ao logo do tempo contribuir para recuperar áreas degradadas, é importante adotar as práticas de conservação de forma integrada e holística com o manejo da fertilidade do solo com adubações minerais ou orgânicas e/ou adubação verde (WADT et al., 2003, p. 25): As técnicas a serem empregadas na recuperação devem estar voltadas principalmente para a correção dos fatores responsá- veis pela degradação e, normalmente, incluem a combinação de uma ou mais das seguintes práticas: controle de invasoras, adubação de manutenção, melhoria do manejo, plantio de for- rageiras, introdução de leguminosas, diversificação do pasto, ocupação de nichos específicos e substituição de forrageiras Sabemos da existência da legislação que geralmente é a origem da maioria das iniciativas de reflorestamento com espécies nativas, como instrumento punitivo ou compromissos assumidos em processos de licenciamento ambiental, mas verificamos avanços em relação aos mecanismos legais que incentivam ações proativas. Mesmo assim, qualquer ação de recuperação florestal, mesmo que voluntária se recomenda o conhecimento prévio básico da legislação ambiental pertinente (HAHN et al., 2004). 5.2 PRINCÍPIOS DA SUCESSÃO ECOLÓGICA As iniciativas de recuperação e reflorestamento apresentam diferentes métodos, todos fundamentados nos princípios da sucessão ecológica que ocorre por meios naturais, e é conceituada como o processo ordenado de mudanças no ecossistema, resultante da modificação do ambiente físico pela comunidade biológica, culminando em um tipo de ecossistema persistente – o clímax (MELLINGER e MCNAUGHTON, 1975). Segundo Ricklefs (1996) as mudanças sucessórias são chamadas Seres que são classificadas em dois grupos de acordo com suas origens: • Seres primárias (Figura 24) são aquelas que ocorrem em locais previamente desocupados, habitats recém-formados como dunas de areia, campos de lava, rochas erodidas ou geleiras recuadas. Figura 24: Sucessão ecológica em campo de lava (sere primária). Fonte: https://s4.static.brasilescola.uol.com.br/be/conteudo/images/sucessao-ecologica.jpg. Acesso 09 de feve- reiro de 2021. https://s4.static.brasilescola.uol.com.br/be/conteudo/images/sucessao-ecologica.jpg 55 • Seres secundárias (figura 25) são aquelas que ocorrem em locais ocupados anteriormente, por uma comunidade logo após uma perturbação. Podendo ocorrer em áreas como campos de agriculturas abandonadas. Figura 25: Sucessão que ocorre em área anteriormente ocupada (sere secundária) Fonte: https://s5.static.brasilescola.uol.com.br/img/2019/08/desmatamento(1).jpg. Acesso em 09 de fevereiro de 2021. No processo de sucessão ecológica existem os grupos ecológicos (Figura 26) de vegetação capazes de permitir o processo sucessional. O processo se inicia pela colonização das espécies pioneiras, posteriormente ocorrendo a chegada das secundárias e por último permitindo as espécies climácicas que devolvem o equilíbrio do ecossistema. Figura 26: Sucessão ecológica e os grupos ecológicos. Fonte: Disponível em: https://i1.wp.com/bemexplicado.pt/wp-content/uploads/2017/01/Sucess%C3%B5es-ecol%C3%B- 3gicas.jpg?fit=728%2C546&ssl=1. Acesso em 09 de fevereiro de 2021. https://s5.static.brasilescola.uol.com.br/img/2019/08/desmatamento(1).jpg. https://i1.wp.com/bemexplicado.pt/wp-content/uploads/2017/01/Sucess%C3%B5es-ecol%C3%B3gicas.jpg?fit https://i1.wp.com/bemexplicado.pt/wp-content/uploads/2017/01/Sucess%C3%B5es-ecol%C3%B3gicas.jpg?fit 56 Para compreender melhor sobre a Sucessão Ecológica, utilize nossa biblio- teca virtual Pearson, acessando o link abaixo. Leia o capítulo em destaque que aborda as bases conceituais da Sucessão Ecológica para a Recuperação Florestal. Link: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/41497/pdf/0?co- de=1EYdLsmOEfcYfStzw7f55eJprFrMbCAsKYTy/Za805rv3LEuko4UfZzRHNHj- cDjoWCo+Oevx4zA5CUx1XZ1GUQ==. Acesso em 09 de fevereiro de 2021. BUSQUE POR MAIS Observe a tabela 9 para entender os grupos sucessionais e como colonizam o ambiente permitindo chegar a equilíbrio. GRUPOS ECOLÓGICOS CARACTERÍSTICAS TIPOS Colonizadores Chegam primeiro à área crian- do condições de crescimento como umidade e nutrientes para os demais grupos. Musgos e líquens; Gramíneas e ervas Pioneiras Rápido crescimento; Germinação e desenvolvimen- to a pleno sol; Produção rápida de sementes; Dispersão por animais. Embaúba, bracatin- ga, pau-jacaré, qua- resmeira Secundárias iniciais e tardias Germinação na sombra; Precisam de luz para desen- volver; Pau-marfim, arari- bá, paineira, ipê, an- gico branco, cedro, Climácicas Crescimento lento; Sementes grandes e desen- volvimento na sombra; Pau-ferro, pau-óleo, jatobá, palmito Tabela 9: Grupos Ecológicos e suas características. Fonte: Adaptada de Hahn et al., (2004). https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/41497/pdf/0?code=1EYdLsmOEfcYfStzw7f55eJprFrMbC https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/41497/pdf/0?code=1EYdLsmOEfcYfStzw7f55eJprFrMbC https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/41497/pdf/0?code=1EYdLsmOEfcYfStzw7f55eJprFrMbC 57 PIONEIRA – Embaúba SECUNDÁRIA CLIMÁCICA – Jatobá (Cecropia pachystachya) AngicoBranco ( Hymenaea courbaril) (Anadenanthera colubrina) Fonte: Disponível: https://cdn.awsli.com.br/600x450/935/935548/produto/43140899/ 2502829c5d.jpg. Acesso em 09 de fevereiro de 2021. Figura 28: Processo de sucessão ecológica Fonte: Gestão Ambiental e Futuro, 2021. Tendências gerais ao longo do tempo no processo de sucessão: • Aumenta a complexidade do ecossistema - Maior número de espécies e indivíduos; • Aumenta o peso e o volume de seus organismos (biomassa); • Aperfeiçoamento dos mecanismos de autocontrola; • Organismos aproveitam melhor os recursos do meio; • O ecossistema torna-se mais resistente às mudanças. Fonte: Puente, 2008. https://cdn.awsli.com.br/600x450/935/935548/produto/43140899/2502829c5d.jpg https://cdn.awsli.com.br/600x450/935/935548/produto/43140899/2502829c5d.jpg 58 5.3 TÉCNICAS DE RECUPERAÇÃO Projetos de recuperação florestal podem e devem ser planejados de forma distintas, mas sempre buscando inicialmente compreender o fator de degradação e as condições da área em questão. Assim, será possível identificar os desafios e dificuldades e então estabelecer as estratégias que serão empregadas (HAHN, 2004) sendo assim, antes de definir a técnica utilizada para o reflorestamento, é necessário realizar a identificação e análise dos fatores de degradação da área e se existe potencial de regeneração natural (RODUIGUEZ e GANDOLFI, 2000). Portanto, a primeira etapa consiste em observar se existe plântulas de espécies pioneiras e banco de sementes, ou fatores dispersores de sementes próximos, ou mesmo atrativo para a dispersão. Essas situações são o ponto de partida para definir a intervenção e quais técnicas serão utilizadas para o reflorestamento (KAJEYAMA e GANDARA, 2000). A tabela 10 a seguir apresentará tipos de técnicas de reflorestamento e recuperação florestal, que podem ser utilizados isoladamente ou em conjunto dependendo da área a ser recuperada. TÉCNICA INDICAÇÃO FATORES COMO É REALIZADA? Regeneração natural Áreas com menor grau de perturbação. Área ainda possui banco de sementes e plântulas, propágulos e rebrota Identificar e inter- romper os fatores de degradação (pi- soteio, pastoreio, gado). Isolamento da área Plantio por sementes Áreas montanhosas de di- fícil acesso Introduzir espécies pioneiras através da semeadura em áreas sem cobertu- ra vegetal ou pro- mover o enriqueci- mento das áreas. Semeadura direta Enriquecimento Reintroduzir em remanes- cente degradado de flo- resta outras espécies que foram extintas do local Introdução de bio- diversidade com espécies distintas. Realiza o plantio das espécies na área (na- tivas, frutíferas, melí- feras etc.). Adensamento Introdução de espécies na- tivas da área ou banco de sementes para ocupar es- paços livres. Aumentar a popu- lação de espécies promovendo a alta densidade e biodi- versidade Preencher os espa- ços livres com plân- tulas ou bando de sementes. Plantio em ilhas Opção de redução de cus- to, atrativo para animais dispersores. Espécies animais são atraídas e por dispersão através das fezes, pelos ou regurgitação nas ilhas e espalham as sementes. Plantio de espécies pioneiras e não pio- neiras em ilhas 59 Implantação florestal Dar origem a condições que permitam a uma área degradada recuperar ca- racterísticas da floresta ori- ginal Quando não há condições de rege- neração natural. To- das as espécies são introduzidas de for- ma simultânea Escolher espécies segundo suas áreas de ocorrência natu- ral e plantá-las res- peitando os proces- sos sucessionais. Tabela 10: Técnicas de recuperação floresta Fonte: Adaptado da Secretaria do Meio Ambiente – SP, (2004) Existem diferentes formas de dispersão de sementes que podem ajudar em um projeto de recuperação de uma área degradada que opte pela regeneração natural ou mesmo pelo plantio em ilhas. Vejamos quais os tipos de dispersão de sementes: Barocoria – quando a espécie vegetal produz frutos que estouram e espalham suas semen- tes pelo ambiente. Anemocoria – quando a árvore produz flores ou frutos que dispersam suas sementes pela ação dos ventos. Zoocoria – • Endozoocoria – quando uma espécie de animal se alimenta da fruta e engole a semente que posteriormente é defecada ou regurgitada no ambiente. • Epizoocoria – quando a sementes e prende a pele ou pelo de um animal e é levado a outros ambientes. • Sinzoocoria – quando um animal enterra a semente para comer depois e esquece onde a escondeu. FIQUE ATENTO Vimos como podem ocorrer a dispersão natural de sementes em determinada área por diver- sos agentes dispersores, isso facilita a regeneração natural de áreas e ainda pode ser utilizado como estratégias sem custo para reflorestar áreas a longo prazo. Agora é sua vez de pensar: observe as imagens a seguir e tente identificar qual a forma de dispersão de acordo com o Fique Atento! desta unidade. VAMOS PENSAR? Fonte: Acervo pessoal. Imagem: Pedro Fon- seca, 2021. 60 Fonte: Acervo pessoal. Imagem: Pedro Fonseca, 2021. Fonte: Acervo pessoal. Imagem: Pedro Fonseca, 2021. 61 FIXANDO O CONTEÚDO 1. “Consiste no abandono da área para que haja a recomposição natural da vegetação”. A descrição se refere a estratégias adotadas para recuperar uma área: a) a longo prazo. b) a médio prazo. c) a curto prazo. d) a prazo indeterminado. e) em 5 anos de projeto. 2. No processo de sucessão ecológica, quais sãos as primeiras espécies a dominar um ambiente, tratando-se de sere primário: a) colonizadoras. b) pioneiras. c) secundárias iniciais. d) secundárias tardias. e) climácicas. 3. No processo de sucessão ecológica, quais sãos as primeiras espécies a dominar um ambiente, tratando-se de sere secundário: a) colonizadoras b) pioneiras. c) secundárias iniciais. d) secundárias tardias. e) climácicas. 4. Grupo de espécies de crescimento lento, geralmente com pouca variedade, ciclo longo, grande produção de sementes, crescem na sombra e caracterizam o equilíbrio do ambiente, podem ser classificadas como: a) colonizadoras. b) pioneiras. c) secundárias iniciais. d) secundárias tardias. e) climácicas. 5. Técnica de recuperação que realiza o plantio das espécies na área (nativas, frutíferas, melíferas etc.). a) Regeneração natural. b) Plantio em ilhas. c) Enriquecimento. 62 d) Adensamento. e) Semeadura. 6. Observe a imagem abaixo Fonte:https://static.escolakids.uol.com.br/conteudo_legenda/0d07ac2682665432714c0014a- 2f62e54.jpg. Acesso em 09 de fevereiro de 2021 Esquilos geralmente escondem grandes quantidades de sementes e depois não dão conta de se alimentar de todas ou esquecem onde as esconderam, isto é um capricho da natureza pois permite a germinação da semente posteriormente dando origem a outra árvore. Esse tipo de dispersão é: a) barocoria. b) endozoocoria. c) epizoocoria. d) anemocoria. e) sinzoocoria. 7. Consistem na integração lavoura–pecuária e na introdução de sistemas Silvipastoris, são estratégias de recuperação e áreas degradadas: a) a longo prazo. b) a médio prazo. c) a curto prazo. d) a prazo indeterminado. e) em 5 anos de projeto. 8. Em áreas onde existem menor grau de perturbação, que ainda possui banco de sementes e plântulas, propágulos e rebrota. A técnica de recuperação adotada poderá ser: a) regeneração natural. b) plantio em ilhas. c) enriquecimento. d) adensamento. e) semeadura. https://static.escolakids.uol.com.br/conteudo_legenda/0d07ac2682665432714c0014a2f62e54.jpg. https://static.escolakids.uol.com.br/conteudo_legenda/0d07ac2682665432714c0014a2f62e54.jpg. 63 ELABORAÇÃO DE PROJETOS TÉCNICOS DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS UNIDADE 06 64 6.1 ETAPAS PARA A ELABORAÇÃO DO PROJETO RAD A Secretaria do Meio Ambiente do estado de São Paulo apresenta o projeto técnico como um conjunto sistêmico de informações formado por etapas que se justapõem e complementam com o objetivo de atingir um resultado preestabelecido. Neste sentido, dizemosque o projeto técnico é um instrumento de gestão (planejamento, execução e avaliação). Recomenda-se que um projeto técnico de recuperação florestal contenha os seguintes itens básicos (Tabela 11). ETAPAS DO PROJETO TÉCNICO DESCRIÇÃO Introdução Falar sobre a qualidade ambiental e os pos- síveis impactos gerados, além da justificativa da interferência. Objetivos Por quê? Para quê? Metas O que se deseja alcançar detalhadamente Metodologia Como será feito? Monitoramento e avaliação Sistemas que permitem verificar as condi- ções Cronograma de execução Tempo, período, intervalos Recursos materiais Quais materiais são necessários? (mudas, se- mentes, equipamentos) Recursos humanos Equipe que vai atuar (mão-de-obra) Recursos financeiros De onde vamos retirar o dinheiro? Anexos Comprovação de documentos importantes. Tabela 11: Etapas do projeto técnico de RAD. Fonte: o autor, 2021 65 É importante lembrar que todo projeto deverá contar com um responsável técnico com reconhecimento no órgão de conselho profissional competente mediante a ART (Anotação de Responsável Técnico) para garantir a formalização do empreendimento, elegibilidade de programas de apoio e cumprir as exigências legais. Seguindo com o projeto, alguns itens devem ser considerados para garantir o sucesso, que correspondem a aspectos fundamentais para o reflorestamento (Tabela 12). ITENS COMO FAZER? VERIFICAR: Caracterização da região Descrever o ecossiste- ma da região Clima, regime hídrico, vegetação, tipo de solo, uso atual, sistema de drenagem. Caracterização da área a ser recupe- rada Identificar os fatores que causam a degrada- ção. Mão-de-obra, ferramentas, má- quinas, equipamentos, acessos, água próximo. Avaliação dos ren- dimentos espera- dos Facilidade e dificulda- des que resultam em rendimentos Cobertura vegetal, topografia, solo, logística da propriedade, densidade de plantio, Contato com pro- dutores de mudas Mediante as estratégias de reflorestamento Viveiros, órgão ambientais, espé- cies recorrentes, preços de mu- das, tipo de embalagem Instituições de apoio Comunicar a órgãos ambientais e correlatos Orientação técnica, ART, anuência, autorização de ór- gão licenciador, apoio financeiro. Tabela 12: Aspectos fundamentais para o projeto de reflorestamento. Fonte: O autor, 2021 A tabela 12 serve como embasamento para a elaboração de um projeto técnico com os principais aspectos que interferem na execução e resultado do projeto de reflorestamento. 6.2 PARÂMETROS PARA A AVALIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO Não somente para projetos de RAD, mas para qualquer projeto da área ambiental, os princípios básicos da gestão (administração) são os fatores primordiais para o sucesso da recuperação, seja florestal ou não. Portanto, planejar, organizar, dirigir e controlar, devem estar sempre alinhados com toda a equipe responsável pela recuperação. Caracterizar a área a ser recuperada é o passo inicial, pois garantirá a escolha das estratégias a serem utilizadas, por isso, tipo de solo, vegetação, relevo, remanescentes florestais e banco de sementes devem ser analisados. Por exemplo, em caso de regeneração natural ser a estratégia utilizada para a recuperação da área degradada, será de grande importância avaliar o banco de sementes, plântulas e propágulos, além disso, se existem possibilidades de agentes disseminadores de sementes, como animais e o vento. A combinação destes fatores e aspectos fundamentais irão definir a melhor estratégia a ser adotada, bem como métodos e técnicas que serão empregadas (HAHN et al., 2004). 66 Em caso de ter que introduzir espécies na área, existem fatores que são determinantes para o sucesso da implantação florestal (Tabela 13). FATORES O QUE DEVE OBSERVAR? Escolha da espécie Levantamento da flora da região; Condições do terreno; Diversidade Alta diversidade de espécies; (Consulte: Resolução SMA 47/2003 do estado de SP) Qualidade das mudas Boa arquitetura da parte aérea; Folhas verdes e sem deficiência de minerais; Raízes saudáveis; Livre de pragas e doenças; Rustificação da muda. Qualidade das sementes Variabilidade genética; Manutenção periódicas Tratos culturais, controle de formigas, controle de ervas oportunistas; Adubações de cobertura; Replantio; Irrigações; Tabela 13: Fatores determinantes para o sucesso da implantação florestal. Fonte: Adaptado da SMA de SP, 2004. 6.3 INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO Os objetivos e metas são a garantia de sucesso para a implantação florestal em uma determinada área, por isso, a importância de reconhecer as condições iniciais das áreas que se encontra entre as principais dificuldades em relação a recuperação da área, juntamente com a baixa diversidade aplicada em alguns projetos que não “imitam” o ambiente natural. Portanto, entender a diferença entre restauração, recuperação e reabilitação também se tornam importantes para definir as estratégias, o planejamento, metas e objetivos. Os indicadores surgem como parâmetros que permitem avaliar as condições da área ou processo, com o objetivo de comparar os resultados, áreas e processos (HAHN, et al., 2004). Sendo assim, será possível avaliar as condições do ambiente, monitorar mudanças ambientais e diagnosticar os fatores degradantes (MELO, 2004). Você sabe o que é um indicador? Existem indicadores de qualidade de alimento, de bebidas. Indicadores de sustentabilidade, de taxas de mortalidade ou natalidade. Para entender, Calil e Ehlers (1999) descreveram que indicadores são sinais ou evidências que permitem verificar em que 67 medida o fenômeno observado está sofrendo variações a partir da intervenção realizada. Um indicador da qualidade ambiental, por exemplo, pode ser a quantidade de poluentes lançado em um corpo hídrico. A principal função do indicador é permitir a reflexão da meta do projeto. Para a recuperação florestal existem vários tipos de indicadores (Figura 29). INDICADOR OPERACIONAL OU DE ATIVIDADES INDICADOR DE RESULTADOS INDICADOR DE IMPACTOS INDICADOR DE CONTEXTO INDICADOR DE PROCESSOS DE EXCUÇÃO Algo que estava previsto, aconteceu ou não? Produtos Efeitos Relacionados com os objetivos do projeto. Variação do número de espécies nativas. Relacionado ao objetivo geral Biodiversidade de determinada área Controlar fatores e situações do entorno Seca prolongada Políticas públicas Observar sequência de ações Metodologia adotada Estilo do executor Figura 29: Indicadores para recuperação florestal. Fonte: Adaptado de Calil e Ehlers (1999). 68 Além destes indicadores, a etapa de monitoramento deve ser constante em todas as etapas para verificar eventuais falhar e corrigi-las para o sucesso do projeto de RAD. A avaliação se refere à análise dos produtos gerados pelas atividades realizadas, do que foi alcançado ou não quanto aos objetivos, as metas e os impactos gerados pelo projeto (HAHN et al., 2004). Barbosa (2000) diz que um indicador ideal deve ser: • Prático; • Mensurável; • Acessível; • Comparável; • Sensível; • Compatível com os objetivos; • Uso de parâmetros. É necessário, portanto, estabelecer uma hierarquia de importância dos indicadores mensurados, por exemplo: • Um indicador biótico – avalia o crescimento das mudas após o plantio. • Um indicador abiótico – avalia a contenção dos processos erosivos. Se em um projeto houve crescimento das mudas em uma proporção ideal em 2 anos, por exemplo, o resultado é considerado bom. Porém, na mesma área houve erosão parcial do solo sem contenção e, portanto, mesmo que o indicador biótico tenha sido satisfatório, o abiótico (processo erosivo) não proporcionará bom estado de recupera- ção da área. FIQUE ATENTO Indicadores para avaliar a eficácia de projetos de recuperação florestal (MELO, 2004): • Desenvolvimento das mudas; • Cobertura do solo; • Regeneração natural; • Fisionomia e diversidade de espécies; • Densidade de plantio; • Serapilheira; • Sustentabilidade; • Resistência a invasão deorganismos exóticos ao ecossistema; • Produtividade; • Estabelecimento; Para o primeiro item, desenvolvimento de mudas deve-se avaliar: • Altura; • Altura do fuste; • Diâmetro basal; 69 • Altura do peito; • Diâmetro do coleto; • Diâmetro a altura do peito; • Diâmetro da copa. Figura 30: Medindo o diâmetro das mudas Figura 31: Medindo a altura das mudas Fonte: SEMARHTO, 2019. Disponível em: https://central3.to.gov.br/arquivo/461238_1000.jpg. Acesso 10 de fev. de 2021 É importante mencionar que apenas um indicador é incapaz de representar o estado da revegetação, a avaliação só pode ser realizada mediante a utilização de mais indicadores (MELO, 2004). Apesar da importância de avaliar os indicadores abióticos, são os fatores bióticos que se destacam e representam o sucesso de uma recuperação e existem diversos indicadores de biodiversidade capaz de classificar um projeto de recuperação florestal. BANCO DE SEMENTES Fonte potencial de novos in- divíduos e espécies, indicativo de capacidade regenerativa da área, formado pelas sementes viáveis presentes no solo e na serrapilheira. Realiza coletas para detectar a composição florística, a diversi- dade e a densidade de semen- tes estocadas. Figura 32: Metodologia de medição de banco de sementes do solo Fonte: https://lh3.googleusercontent.com/proxy/ARaVblINLnO3IFGDfv1d5S00tRQcoF Acesso 10 de fevereiro de 2021. https://central3.to.gov.br/arquivo/461238_1000.jpg. https://lh3.googleusercontent.com/proxy/ARaVblINLnO3IFGDfv1d5S00tRQcoF 70 CHUVA DE SEMENTES Transporte de sementes re- sultado de dispersão autóc- tone ou alóctone efetuado pela ação dos dispersores. As amostras são obtidas por meio de coletores dispostos no interior da área. Figura 33: coletores de sementes Fonte: Antoneli e Thomaz, 2012. REGENERAÇÃO DE INDIVÍDUOS Identificação Quantificação Medição Ocorre por meio de le- vantamento dos indiví- duos jovens ou plântulas do banco de sementes. Figura 34: Plântula originária do banco de sementes (capacidade de regeneração). Fonte: https://lh3.googleusercontent.com/proxy/XPb0LOWbEL8VTrT9JhsNxo8dkxleXIWckdTMyRXQpUgyqkb- GgyoIGmI48h0PgHR-hX76YAwzGzdjUgAGjyl6wFvgsFtrEOTkhz4 . Acesso em 10 de fevereiro de 2021. https://lh3.googleusercontent.com/proxy/XPb0LOWbEL8VTrT9JhsNxo8dkxleXIWckdTMyRXQpUgyqkbGgyoIGmI48h0P https://lh3.googleusercontent.com/proxy/XPb0LOWbEL8VTrT9JhsNxo8dkxleXIWckdTMyRXQpUgyqkbGgyoIGmI48h0P 71 AVIFAUNA Pousam para alimentação, reprodução, descanso, refúgio. Agentes dispersores de sementes Observação com binóculos, gravações de vocalização, quantificação. Figura 35: Poleiros artificiais para pouso de aves Fonte:https://lh3.googleusercontent.com/proxy/aPZTtVmJ0tOE3EnwCrr9aQKHROAElG1UhAczsxSHhoivepeE- 3fLwHX7jHB-ROe79rC-EYdrTn71l1FVxYP6yvQuZ2yHPWflZ3IcYR-_Mdyc. . Acesso em 10 de fevereiro de 2021 MACROINVERTEBFADOS Minhocas, insetos e outros in- vertebrados servem de avaliação e monitoramento. Quantificados e analisados das análises de solos; Metodologia de densidade de minhocas. Figura 36: Densidade de minhocas no solo para avaliação de biodiversidade. Fonte:https://www.portaldoagronegocio.com.br/img/cache/cover//storage/img/noticias/noticia178677/637x325. jpg. Acesso 10 de fevereiro de 2021. https://lh3.googleusercontent.com/proxy/aPZTtVmJ0tOE3EnwCrr9aQKHROAElG1UhAczsxSHhoivepeE3fLwHX7jHB-R https://lh3.googleusercontent.com/proxy/aPZTtVmJ0tOE3EnwCrr9aQKHROAElG1UhAczsxSHhoivepeE3fLwHX7jHB-R https://www.portaldoagronegocio.com.br/img/cache/cover//storage/img/noticias/noticia178677/637x325.j https://www.portaldoagronegocio.com.br/img/cache/cover//storage/img/noticias/noticia178677/637x325.j 72 INSETOS . Comunidades de pequenos artrópodes Representa equilíbrio ao ecossistema. Libélulas, abelhas, gri- los, gafanhotos, cigarras, borboletas Figura 36: Presença de insetos na área. Fonte: https://s2.glbimg.com/bxYmLbCg5BNulOexVOkg4dkdfyg=/1200x/smart/filters:cover():strip_icc()/i.s3.gl- bimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/Y/U/NxBJ3YREuVuRTgY- 8DxgA/whatsapp-image-2019-10-18-at-08.21.34.jpeg. Acesso em 10 de fevereiro de 2021 SERAPILHEIRA Matéria seca produzida (ga- lhos e folhas) que são depositados no solo. Via de retorno de nutrientes ao solo – ciclagem de nutrientes. Figura 37: Serrapilheira na superfície do solo. Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b1/Forest-floor076.jpg Acesso em 10 de fevereiro de 2021. https://s2.glbimg.com/bxYmLbCg5BNulOexVOkg4dkdfyg=/1200x/smart/filters:cover():strip_icc()/i.s3.glbi https://s2.glbimg.com/bxYmLbCg5BNulOexVOkg4dkdfyg=/1200x/smart/filters:cover():strip_icc()/i.s3.glbi https://s2.glbimg.com/bxYmLbCg5BNulOexVOkg4dkdfyg=/1200x/smart/filters:cover():strip_icc()/i.s3.glbi https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b1/Forest-floor076.jpg 73 Foi possível você compreender alguns dos principais indicadores da biodiversidade, mas vale ressaltar também que existem outros como formigas e morcegos que vem sendo pesquisados e apresentando resultados satisfatórios. Será de grande importância para o sucesso de qualquer projeto de recomposição/ recuperação florestal que o monitoramento seja realizado de forma contínua e eficiente para corrigir eventuais falhas. Reflita, como é possível que as sementes das regiões circunvizinhas possam chegar a área a ser recuperada e contribuir com a recuperação? VAMOS PENSAR? Figura 38: Indicadores de biodiversidade em projetos de RAD. Fonte: Brancalion et al., 2015. https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/41497/pdf/0?code=y2Xoo1Zg/ tep6ZpF0RJO7LQc6QZNpY1mdrM8OoOhrkfvETVxb9WxwB1L26PcvANmdKOV47EtTCuVa2EZJa/IEQ==. Acesso em 10 de fevereiro de 2021 . https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/41497/pdf/0?code=y2Xoo1Zg/tep6ZpF0RJO7LQc6QZN . https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/41497/pdf/0?code=y2Xoo1Zg/tep6ZpF0RJO7LQc6QZN 74 FIXANDO O CONTEÚDO 1. Em qual etapa do projeto de Recuperação de Áreas Degradadas se faz as perguntas do tipo: Por quê? E para quê? O projeto deve ocorrer? a) Introdução. b) Diagnóstico da área. c) Objetivos. d) Metas. e) Orçamento . 2. A etapa onde se realiza se realiza o diagnóstico do clima, regime hídrico, vegetação, tipo de solo, uso atual, sistema de drenagem é: a) Caracterização da região. b) Caracterização da área a ser recuperada. c) Avaliação dos rendimentos esperados. d) Contato com produtores de mudas. e) Instituições de apoio. 3. Em relação a qualidade das mudas para um plantio para recuperar uma área deve-se observar: I. Raízes saudáveis; II. Livre de pragas e doenças; III. Rustificação da muda; IV. Baixa variabilidade genética. Estão corretas: a) I e II b) I, II e III c) I, III e IV d) Todas estão corretas e) I e III 4. É considerado uma fonte potencial de novos indivíduos e espécies, indicativo de capacidade regenerativa da área, formado pelas sementes viáveis presentes no solo e na serrapilheira. a) Avifauna. b) Chuva de sementes. c) Banco de sementes. d) Regeneração natural. e) Macroinvertebrados . 75 5. Existem áreas a serem recuperadas que a melhor opção é controlar os fatores de degradação e deixar que a natureza por si só, se recupere. Fonte:https://www.researchgate.net/profile/Elizabeth_Shimizu/publication/281107993/ figure/fig1/AS:614096441450531@1523423409875/Figura-1-Regeneracao-Natural-no- -Parque-Ecologico-de-Gunma-Santa-Barbara-PA-A-Anani.png. Acesso em 10 de fevereiro de 2021. Utilizando como exemplo a figura acima, qual seria a técnica utilizada para a recuperação da área: a) Regeneração natural através do banco de sementes presentes no solo. b) Restauração florestal com espécies nativas. c) Plantio de espécies mistas. d) Regeneração natural através do plantio de mudas nativas. e) Semeadura direta no solo com sementes transgênicas que são mais resistentes. 6. Quando ocorre processos erosivos em uma área de recuperação, quando as plantas já estão estabelecidas, podemocorrer problemas ambientais que causam o insucesso do projeto. Portanto, devem ser controlados estes fatores utilizando: a) Indicadores bióticos. b) Indicadores abióticos. c) Indicadores organizacionais. d) Indicadores de erosão. e) Monitoramento . 7. Marque a alternativa que melhor apresenta a função da serapilheira para um projeto de recuperação de área: a) Permite a germinação de ervas colonizadoras do ambiente; b) Permitem o crescimento das pioneiras; c) Possibilita o desenvolvimento de fungos decompositores; d Permite a ciclagem de nutrientes; e) Atrai aves e insetos; 8. (CESPE/UnB - adaptada) Uma área degradada pode regenerar-se naturalmente https://www.researchgate.net/profile/Elizabeth_Shimizu/publication/281107993/figure/fig1/AS:6140964 https://www.researchgate.net/profile/Elizabeth_Shimizu/publication/281107993/figure/fig1/AS:6140964 https://www.researchgate.net/profile/Elizabeth_Shimizu/publication/281107993/figure/fig1/AS:6140964 76 quando há algum fator biológico que seja capaz de iniciar a recuperação, como a existência de um banco de sementes no solo e a presença de vetores de polinização e dispersão no local. A inexistência desses fatores, por sua vez, pode dificultar a regeneração desse ambiente, sendo necessária uma intervenção externa para sua recuperação. Em relação a esse assunto, assinale a opção correta. a) Os termos recuperação e restauração de ecossistemas degradados referem-se ao mesmo processo biológico. b) As técnicas de controle de erosão são importantes para a recuperação de áreas degradadas, pois a falta de cobertura vegetal acelera os processos erosivos em áreas mais instáveis, como margens de rios. c) Quanto menor for o nível de alteração do ambiente, mais lentamente ocorrerá o processo de regeneração natural. d) A presença ou ausência de certas espécies, bem como a sua densidade, pode indicar a qualidade do ambiente, mas não a degradação dos ecossistemas. e) A regeneração natural seria a opção correta para este caso. 77 RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO UNIDADE 1 UNIDADE 3 UNIDADE 5 UNIDADE 2 UNIDADE 4 UNIDADE 6 QUESTÃO 1 A QUESTÃO 2 C QUESTÃO 3 B QUESTÃO 4 D QUESTÃO 5 A QUESTÃO 6 B QUESTÃO 7 A QUESTÃO 8 E QUESTÃO 1 A QUESTÃO 2 B QUESTÃO 3 B QUESTÃO 4 C QUESTÃO 5 D QUESTÃO 6 C QUESTÃO 7 E QUESTÃO 8 E QUESTÃO 1 D QUESTÃO 2 A QUESTÃO 3 C QUESTÃO 4 A QUESTÃO 5 A QUESTÃO 6 A QUESTÃO 7 D QUESTÃO 8 B QUESTÃO 1 B QUESTÃO 2 C QUESTÃO 3 D QUESTÃO 4 C QUESTÃO 5 D QUESTÃO 6 A QUESTÃO 7 B QUESTÃO 8 D QUESTÃO 1 A QUESTÃO 2 A QUESTÃO 3 B QUESTÃO 4 E QUESTÃO 5 C QUESTÃO 6 E QUESTÃO 7 B QUESTÃO 8 A QUESTÃO 1 C QUESTÃO 2 A QUESTÃO 3 B QUESTÃO 4 C QUESTÃO 5 A QUESTÃO 6 B QUESTÃO 7 D QUESTÃO 8 B 78 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABNT NBR ISO 14001. 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