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CPF: 860.542.154-18
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É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
1 
 
Direito Penal – Parte Geral 
(Ponto 7) 
Limites das penas. Dos efeitos da 
condenação. Da reabilitação. 
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2 
CURSO MEGE 
 
Site para cadastro: www.mege.com.br 
Celular / Whatsapp: (99) 982622200 (Tim) 
Turma: Clube Delta 
Material: Direito Penal – Parte Geral (Ponto 7) 
 
 
 
 
 
 
 
Direito Penal – Parte Geral 
(Ponto 7) 
Limites das penas. Dos efeitos da 
condenação. Da reabilitação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA ...................................................................... 4 
1. DOUTRINA (RESUMO) ................................................................................................... 5 
1.1. LIMITES DAS PENAS ................................................................................................... 5 
1.2. EFEITOS DA CONDENAÇÃO ........................................................................................ 7 
1.3. REABILITAÇÃO.......................................................................................................... 25 
2. QUESTÕES ................................................................................................................... 29 
3. GABARITO COMENTADO ............................................................................................ 31 
 
 
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA 
(Conforme Edital Mege) 
 
 
DIREITO PENAL 
Limites das penas. Dos efeitos da condenação. Da reabilitação. 
 
 
 
 
 
 
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1. DOUTRINA (RESUMO) 
1.1. LIMITES DAS PENAS 
1.1.1. REGRAS GERAIS 
 
Limite das penas 
Art. 75. O tempo de cumprimento das penas privativas de 
liberdade não pode ser superior a 40 (quarenta) anos. 
§ 1º Quando o agente for condenado a penas privativas de 
liberdade cuja soma seja superior a 40 (quarenta) anos, devem 
elas ser unificadas para atender ao limite máximo deste artigo. 
§ 2º Sobrevindo condenação por fato posterior ao início do 
cumprimento da pena, far-se-á nova unificação, desprezando-
se, para esse fim, o período de pena já cumprido. 
 
Estabelece a Constituição Federal que não haverá penas de caráter perpétuo 
(art. 5º, XLVII, “b”). 
Nessa esteira, o art. 75 do CP estabelece que o tempo de cumprimento das 
penas privativas de liberdade não pode ser superior a 40 anos. 
Por conseguinte, quando o agente for condenado a penas privativas de 
liberdade cuja soma seja superior a 40 anos, devem elas ser unificadas pelo juiz da 
execução penal para atender ao limite máximo de 40 anos. 
Observe, portanto, que o art. 75 é aplicável em sede de execução penal. O juiz 
da condenação, ao aplicar a pena, não está adstrito a esse limite. 
 
OBSERVAÇÃO: O limite de 40 anos não incide sobre benefícios da execução (ex.: 
progressão de regime, livramento condicional etc.). Ex.: se o sujeito tem 100 anos de 
pena a cumprir, o lapso de progressão será calculado com base em 100 anos, não com 
base em 40 anos. 
 
Súmula 715 do STF - A pena unificada para atender ao limite de 
trinta anos de cumprimento, determinado pelo art. 75 do Código 
Penal, não é considerada para a concessão de outros benefícios, 
como o livramento condicional ou regime mais favorável de 
execução. 
 
ATENÇÃO! O art. 75 do Código Penal sofreu alteração pela publicação da Lei 13.964/19. 
Assim sendo, atualmente, onde se lê “trinta anos”, leia-se: quarenta anos. 
 
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ATENÇÃO! O art. 10 da Lei de Contravenções Penais (Decreto-lei 3.688/41) traz regra 
específica: “A duração da pena de prisão simples não pode, em caso algum, ser superior 
a 5 anos”. 
 
1.1.2. CONDENAÇÃO POR FATO POSTERIOR E NOVA UNIFICAÇÃO 
 
Caso sobrevenha condenação por fato posterior ao início do cumprimento da 
pena, far-se-á nova unificação, desprezando-se, para esse fim, o período de pena já 
cumprido. 
Ex.: sujeito foi condenado a 100 anos de prisão. A pena foi unificada em 40 anos 
e ele já cumpriu 20 anos. Mata o carcereiro, recebendo mais 25 anos de pena. 
Desprezam-se os 20 anos já cumpridos e faz-se nova unificação, podendo o sujeito ficar 
preso mais 40 anos. 
Essa regra busca evitar que os condenados a penas de longa duração tenham 
um “cheque em branco” para praticarem delitos no cárcere. 
Há uma falha: se o agente praticar o novo crime logo no início do cumprimento 
da pena, acabará ficando impune. Ex.: condenado a 100 anos de prisão, tem a pena 
unificada em 40 anos. No primeiro dia, mata 5 carcereiros e 8 presos, recebendo mais 
300 anos de prisão. Haverá nova unificação, em 40 anos. 
 
1.1.3. FUGA DO ESTABELECIMENTO PENAL 
 
Em caso de fuga do condenado do estabelecimento prisional, e desde que não 
seja praticado um novo crime, o limite de 40 anos é contado a partir do início do 
cumprimento da pena, e não da recaptura. Portanto, a fuga não interrompe a execução 
da PPL, provocando, apenas, a sua suspensão. Nesse prisma: 
 
STF: “A fuga do condenado não constitui causa de interrupção 
do cumprimento da pena privativa de liberdade, nem impõe, por 
isso mesmo, quando recapturado, o reinício de contagem, “ex 
novo et ex integro”, da pena unificada, revelando-se 
incompatível, com o ordenamento jurídico, o desprezo, pelo 
Estado, do período em que o sentenciado efetivamente esteve 
recolhido ao sistema prisional, sob pena de sofrer, por efeito da 
evasão, gravame sequer previsto em lei. A data da recaptura do 
sentenciado, portanto, não pode ser considerada o (novo) marco 
inicial de cumprimento da pena unificada” (STF, HC 84766/SP, 
Rel. Min. Celso de Mello, 2ª T., j. 11/09/2007, v.u.). 
 
Por outro lado, tendo havido a prática de um novo crime, o limite de 40 anos 
deve ser contado da recaptura. Vejamos: 
 
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HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. PACIENTE QUE, FORAGIDO, 
PRATICA NOVO CRIME. NOVA UNIFICAÇÃO DE PENAS. 
DESPREZO DO QUANTUM JÁ CUMPRIDO. CONSTRANGIMENTO 
ILEGAL. INOCORRÊNCIA. (...) Ante a superveniência de nova 
condenação do Paciente, por fatos ocorridos quando se 
encontrava foragido, o Juízo singular, no que foi referendado 
pela Corte a quo, unificou as reprimendas e, a fim de respeitar o 
teto de 30 anos para o cumprimento do restante das penas 
privativas de liberdade, observando a regra estabelecida pelo § 
2.º do art. 75, do Código Penal, considerou como termo inicial 
para cálculo da limitação de pena a data da recaptura do 
Paciente. O acórdão ora objurgado está em conformidadecom 
o entendimento deste Tribunal Superior, uma vez que, apesar do 
limite constitucional relativo à imposição de pena privativa de 
liberdade, fixado em 30 (trinta) anos de prisão (art. 75 do Código 
Penal), na hipótese de fuga do Paciente, ante a superveniência 
de novas condenações, impõe-se uma outra unificação, 
desprezando-se o quantum de pena já cumprida. Ordem 
denegada. (HC 193.381/RS, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA 
TURMA, julgado em 17/03/2011, DJe 04/04/2011) 
 
1.2. EFEITOS DA CONDENAÇÃO 
1.2.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS 
 
Efeitos da condenação são todas as consequências provenientes de uma 
sentença penal condenatória transitada em julgado. Por consequência, já que não há 
que se falar em condenação, as sentenças absolutórias (incluindo as que impõem 
medida de segurança) e decisões judiciais que homologam transação penal não 
produzem tais efeitos. 
A condenação criminal traz efeitos penais e efeitos extrapenais. 
São efeitos penais: 
 
 
 
Principais Imposição de sanção penal 
- Pena (privativa de liberdade, 
restritiva de direitos ou multa); 
- Medida de segurança (internação 
ou tratamento ambulatorial). 
EFEITOS 
PENAIS 
 
 
 
Secundários 
(ou mediatos, 
acessórios, 
a) Penais: desaparecem com a 
abolitio criminis e a anistia. 
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reflexos, 
indiretos) 
- Reincidência (art. 63 do CP); 
- Maus antecedentes; 
- Revogação do sursis, do livramento 
condicional ou reabilitação (arts. 81, 
86, 87 e 95 do CP); 
- Conversão da pena restritiva de 
direitos em pena privativa de 
liberdade; 
- Aumento ou interrupção do prazo 
de prescrição da pretensão 
executória (art. 110 do CP). 
b) Extrapenais: não desaparecem 
com a abolitio criminis e a anistia. 
b.1) Genéricos (art. 91 do CP); 
b.2) Específicos (arts. 91-A e 92 do 
CP). 
 
Os efeitos penais já foram examinados. Analisemos, portanto, os efeitos 
extrapenais, que são assim denominados por incidirem em áreas diversas do Direito. 
Dividem-se em efeitos genéricos e efeitos específicos. 
 
 
Genéricos 
(art. 91 do CP) 
Recaem sobre 
todos os 
crimes 
São efeitos automáticos e o juiz não 
precisa declará-los expressamente 
na sentença. 
São: 
1) obrigação de reparar o dano; 
2) confisco. 
EFEITOS 
EXTRAPENAIS 
 
 
 
Específicos 
(arts. 91-A e 92 
do CP) 
Recaem sobre 
certos delitos 
determinados 
Não são efeitos automáticos, ou 
seja, precisam ser motivadamente 
declarados na sentença 
condenatória. São: 
1) perda, como produto ou proveito 
do crime, dos bens correspondentes 
à diferença entre o valor do 
patrimônio do condenado e aquele 
que seja compatível com o seu 
rendimento lícito (art. 91-A do CP, 
incluído pela Lei 13.964/2019. 
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Somente se aplica às hipóteses de 
condenação por infrações às quais a 
lei comine pena máxima superior a 6 
(seis) anos de reclusão); 
2) perda do cargo, função pública ou 
mandado eletivo; 
3) incapacidade para o exercício do 
poder familiar, da tutela ou da 
curatela nos crimes dolosos sujeitos 
à pena de reclusão cometidos contra 
outrem igualmente titular do 
mesmo poder familiar, contra filho, 
filha ou outro descendente ou contra 
tutelado ou curatelado; (Redação 
dada pela Lei nº 13.715, de 2018) 
4) inabilitação para dirigir veículo, 
quando utilizado como meio para a 
prática de crime doloso. 
 
1.2.2. EFEITOS EXTRAPENAIS GENÉRICOS 
1.2.2.1. Tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime 
 
Art. 91. São efeitos da condenação: 
I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo 
crime. 
 
O cometimento de um crime acarreta responsabilidade penal e civil. Sabemos 
que as duas instâncias são independentes, mas a existência de sentença penal 
condenatória, com prova da materialidade e autoria, transitada em julgado, faz 
desaparecer a necessidade da vítima ou seu representante legal ingressar com uma ação 
de conhecimento para alcançar a reparação do dano. 
A sentença penal condenatória transitada em julgado é título executivo judicial 
(art. 515, VI, do CPC). Logo, pode ser executada no âmbito cível, onde haverá liquidação 
para se apurar o montante da indenização (quantum debeatur). 
 
OBSERVAÇÃO: A sentença que concede o perdão judicial é declaratória (súmula 18 do 
STJ); a que aplica a medida de segurança ao inimputável é absolutória; a que impõe 
sanção penal ao semi-imputável é condenatória. 
 
Vale observar que a Lei 11.719/08 alterou o Código de Processo Penal, 
permitindo que o juiz, ao proferir a sentença penal condenatória, fixe, desde logo, valor 
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mínimo para reparação dos danos causados pela infração, considerando os prejuízos 
sofridos pelo ofendido (art. 387, inciso IV). No entanto, a jurisprudência aponta a 
necessidade de pedido expresso e formal nesse sentido. 
 
“Para que seja fixado, na sentença, o valor mínimo para 
reparação dos danos causados à vítima (art. 387, IV, do CP), é 
necessário que haja pedido expresso e formal, feito pelo 
parquet ou pelo ofendido, a fim de que seja oportunizado ao réu 
o contraditório e sob pena de violação ao princípio da ampla 
defesa”. STJ. 5ª Turma. HC 321279/PE, Rel. Min. Leopoldo de 
Arruda Raposo (Des. Conv. do TJ/PE), julgado em 23/06/2015. 
 
Nada impede que a vítima pleiteie uma indenização maior no juízo cível, 
executando, desde logo, o valor mínimo fixado na sentença penal condenatória e 
provando (em fase de liquidação pelo procedimento comum, regulado pelos arts. 509, I 
e 511 do CPC 2015) que os prejuízos suportados foram maiores do que a quantia 
estabelecida na sentença. 
- Além dos prejuízos materiais, o juiz criminal pode condenar o réu ao 
pagamento de indenização a título de danos morais? 
Muito interessante a decisão da 6ª Turma do STJ no Informativo 588. Vejamos: 
 
“O juiz, ao proferir sentença penal condenatória, no momento 
de fixar o valor mínimo para a reparação dos danos causados 
pela infração (art. 387, IV, do CPP), pode, sentindo-se apto 
diante de um caso concreto, quantificar, ao menos o mínimo, o 
valor do dano moral sofrido pela vítima, desde que fundamente 
essa opção. Isso porque o art. 387, IV, não limita a indenização 
apenas aos danos materiais e a legislação penal deve sempre 
priorizar o ressarcimento da vítima em relação a todos os 
prejuízos sofridos”. REsp 1585684-DF, Rel. Min. Maria Thereza 
de Assis Moura, julgado em 9/8/2016. 
 
O STJ foi além. Em decisão de 28/02/2018, a 3ª Seção da Corte, no REsp 
1.643.051-MS, de relatoria do Min. Rogerio Schietti Cruz, sob o regime dos recursos 
repetitivos, decidiu que nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito 
doméstico e familiar, é possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano 
moral independentemente de instrução probatória, porquanto a humilhação e a dor 
que geram dano moral decorrem, inequivocamente, da situação de quem é vítima de 
uma agressão verbal, física ou psicológica, na condição de mulher. Para os Ministros, é 
irrazoável a exigência de instrução probatória para comprovar o dano psíquico, o grau 
de humilhação, a diminuição da autoestima da vítima. A própria conduta criminosa 
empregada pelo agressor já está imbuída de desonra, descrédito e menosprezo ao valor 
da mulher como pessoa e à sua própria dignidade. 
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A única prova que se exige é a de que houve o crime porque, uma vez 
demonstrada a agressão à mulher, os danos psíquicos dela resultantes são evidentes. 
Nesta hipótese, o dano moral é in re ipsa (Info 621). 
 
OBSERVAÇÃO: Em caso de danos materiais, o juiz somente poderá fixar a indenização 
se existirem provas nos autos que demonstrem os prejuízos sofridos pela vítima em 
decorrência do crime. 
 
ATENÇÃO! O réu que praticou corrupção passiva pode ser condenado, no âmbito do 
próprio processo penal, a pagar danos morais coletivos. O ordenamento jurídico 
tutela, no âmbito da responsabilidade, o dano moral não apenas na esfera individual 
como também na coletiva, conforme previsto no inciso X do art. 5o da Constituição 
Federal e no art. 186 do Código Civil. Destaque-se ainda a previsão do inciso VIII do 
art. 1o da Lei no 7.347/85 (Lei de Ação Civil Pública). STF. 2a Turma. AP 1002/DF, Rel. 
Min. Edson Fachin, julgado em 9/6/2020 (Info 981). 
 
- A sentença penal condenatória transitada em julgado perde a condição de 
título executivo judicial se posteriormente a ela se verificar a extinção da 
punibilidade? 
Não. Ainda que a extinção da punibilidade ocorra pela abolitio criminis ou pela 
anistia, embora rescindam a sentença penal condenatória, o efeito civil da condenação 
persiste. 
No entanto, se a punibilidade do condenado for extinta pela prescrição da 
pretensão punitiva, haverá extinção também do valor de reparação imposto na 
sentença pois dela decorrente, ficando ressalvada a utilização de ação cível, caso a 
vítima entenda que haja prejuízos a serem reparados (EDcl no AgRg no REsp 
1260305/ES, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 12/03/2013). 
 
ATENÇÃO! A reparação do dano pode figurar como arrependimento posterior (art. 16 
do CP), atenuante genérica (art. 65, III, “b”, do CP) e requisito para a progressão de 
regime nos crimes contra a Administração Pública (art. 33, § 4º, do CP). 
 
1.2.2.2. Confisco 
 
Confisco é a perda de bens de natureza ilícita em favor da União, ressalvado o 
direito do lesado ou de terceiro de boa-fé. A medida tem dupla finalidade: impedir a 
difusão de instrumentos adequados à prática de novos crimes e proibir enriquecimento 
ilícito por parte do criminoso. 
a) dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico, 
alienação, uso, porte ou detenção constitua fato ilícito. 
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Instrumento do crime é o meio de que se vale o agente para cometer o ilícito, 
ou seja, são os objetos utilizados na prática do crime. Nem todo instrumento do crime 
poderá ser confiscado, mas tão somente aqueles cujo fabrico, alienação, uso, porte ou 
detenção constitua fato ilícito (ex.: documentos falsos, dinheiro falso, armas de uso 
restrito ou cujo agente não possua porte, chave micha etc.). 
Apesar do confisco, ressalva-se o direito do lesado ou do terceiro de boa-fé. 
A perda não se aplica à contravenção penal (interpretação restritiva). 
 
OBSERVAÇÃO: O art. 243 da CF estabelece o confisco de propriedades urbanas e rurais, 
utilizadas para a cultura de plantas psicotrópicas ou para exploração do trabalho 
escravo, sem pagamento de indenização. 
 
b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito 
auferido pelo agente com a prática do fato criminoso. 
A perda abrange: 
 
- produto do crime – o que foi obtido diretamente com o delito 
(ex.: computador ou celular furtado etc.); 
- proveito do crime – o que foi obtido indiretamente com o 
delito, isto é, aquilo em que o produto do delito foi convertido 
por especificação (ex.: pingente feito com o ouro subtraído etc.) 
ou aquilo que foi adquirido pela alienação do produto do delito 
(ex.: dinheiro obtido com a venda do celular furtado). 
 
Logicamente, o confisco não compreende o direito do lesado ou do terceiro 
de boa-fé. Ex.: policial tem uma arma particular devidamente regularizada. Bandido 
furta a arma e a emprega em um roubo. A arma será restituída ao dono. 
É possível o confisco do produto ou proveito obtido com contravenção penal? 
O art. 91 prevê o confisco em se tratando de crime. Há entendimento tanto no 
sentido de que a lei penal deve ser interpretada restritivamente quanto no sentido de 
que o texto legal, neste caso, admite interpretação extensiva, para abranger também o 
produto ou proveito advindo da prática de contravenções penais (Nucci). 
c) confisco de bens ou valores equivalentes ao produto ou proveito do crime. 
 
§ 1º Poderá ser decretada a perda de bens ou valores 
equivalentes ao produto ou proveito do crime quando estes não 
forem encontrados ou quando se localizarem no exterior. 
(Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012) 
§ 2º Na hipótese do § 1º, as medidas assecuratórias previstas na 
legislação processual poderão abranger bens ou valores 
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equivalentes do investigado ou acusado para posterior 
decretação de perda. (Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012) 
 
O confisco por equivalência, previsto nos §§ 1º e 2º do art. 91 do CP, foram 
introduzidos pela Lei nº 12.694, de 2012, com o propósito de proporcionar maior 
eficácia nas condenações proferidas em delitos cometidos no âmbito das organizações 
criminosas. 
Se não for possível o confisco do produto ou proveito do crime, quer porque 
não foram encontrados, quer porque estão no exterior, poderá ser decretada a perda 
de bens ou valores equivalentes (§ 1º). Ex.: agente furta R$ 200.000,00 do banco. Não 
sendo localizado o dinheiro, é possível decretar a perda de um imóvel do agente de valor 
equivalente. 
Para garantir o confisco dos bens ou valores referidos no dispositivo anterior, 
admitem-se as medidas assecuratórias previstas na legislação processual (§ 2º). 
 
1.2.3. EFEITOS EXTRAPENAIS ESPECÍFICOS 
1.2.3.1. Confisco alargado (confisco ampliado ou perda alargada) 
 
Art. 91-A. Na hipótese de condenação por infrações às quais a lei 
comine pena máxima superior a 6 (seis) anos de reclusão, poderá 
ser decretada a perda, como produto ou proveito do crime, dos 
bens correspondentes à diferença entre o valor do patrimônio 
do condenado e aquele que seja compatível com o seu 
rendimento lícito. 
§ 1º Para efeito da perda prevista no caput deste artigo, 
entende-se por patrimônio do condenado todos os bens: 
I - de sua titularidade, ou em relação aos quais ele tenha o 
domínio e o benefício direto ou indireto, na data da infração 
penal ou recebidos posteriormente; e 
II - transferidos a terceiros a título gratuito ou mediante 
contraprestação irrisória, a partir do início da atividade criminal. 
§ 2º O condenado poderá demonstrar a inexistência da 
incompatibilidade ou a procedência lícita do patrimônio. 
§ 3º A perda prevista neste artigo deverá ser requerida 
expressamente pelo Ministério Público, por ocasião do 
oferecimento da denúncia, com indicação da diferença apurada. 
§ 4º Na sentença condenatória, o juiz deve declarar o valor da 
diferença apurada e especificar os bens cuja perda for 
decretada. 
§ 5º Os instrumentos utilizados para a prática de crimes por 
organizações criminosas e milícias deverão ser declarados 
perdidos em favor da União ou do Estado, dependendo da 
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14 
Justiça onde tramita a ação penal, ainda que não ponham em 
perigo a segurança das pessoas, a moral ou a ordem pública, 
nem ofereçam sério risco de ser utilizados para o cometimento 
de novos crimes. 
 
Trata-se de efeito específico da condenação, na medida em que o legislador 
limitou a aplicação de tais regras aos crimes cuja pena máxima seja superior a 6 seis anos 
de reclusão. 
A exigência feita para fins de aplicação do confisco alargado é a existência de 
volume patrimonial do condenado que seja incompatível com o seu rendimento lícito. 
Dessa forma, alcança-se bens do condenado sem que seja necessária a prova 
de que são decorrentes diretos ou indiretos da atividade criminosa. Ou seja, com esta 
previsão legislativa, a perda patrimonial do condenado englobará ativos que não estão 
diretamente ligados ao fato criminoso investigado. 
A incompatibilidade patrimonial é aferida com base em ativos do condenado: I 
- de sua titularidade, ou em relação aos quais ele tenha o domínio e o benefício direto 
ou indireto, na data da infração penal ou recebidos posteriormente; e II - transferidos a 
terceiros a título gratuito ou mediante contraprestação irrisória, a partir do início da 
atividade criminal. 
Podemos perceber, assim, que há uma distinção entre a sanção penal e os seus 
efeitos. Isso porque, para fins de condenação, prevalece a ideia da dúvida razoável, 
devendo haver prova clara da ligação direta ou indireta do produto ou proveito do crime 
com o fato que se está condenado. Por outro lado, no caso dos efeitos da condenação 
oriundos da perda alargada, há visível mitigação do patamar probatório, pois o confisco 
cairá sob a parcela do patrimônio do condenado que se mostrar incongruente com seus 
rendimentos lícitos, de onde se extrai a aplicação uma presunção de ilicitude dos ativos 
do condenado. 
Visando a minimizar os efeitos de tal presunção, a legislação permite que o 
condenado demonstre a inexistência da incompatibilidade ou a procedência lícita do 
patrimônio, o que permitirá o afastamento do efeito do confisco alargado. 
Para fins de aplicação da perda alargada, deverá haver requerimento expresso 
do Ministério Público, por ocasião do oferecimento da denúncia, com indicação da 
diferença apurada. 
A resposta ao requerimento ministerial será apresentada na sentença 
condenatória, na qual o juiz deve declarar o valor da diferença apurada e especificar os 
bens cuja perda for decretada. Trata-se, pois, de um efeito não automático da 
condenação, na medida em que deve ser decretado de forma expressa pelo magistrado 
em sua sentença condenatória. 
Há, por fim, regra específica para os instrumentos utilizados para a prática de 
crimes por organizações criminosas e milícias, que deverão ser declarados perdidos em 
favor da União ou do Estado, dependendo da Justiça onde tramita a ação penal, ainda 
que não ponham em perigo a segurança das pessoas, a moral ou a ordem pública nem 
ofereçam sério risco de ser utilizados para o cometimento de novos crimes. 
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É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
15 
Tal regra visa a impossibilitar, ou pelo menos dificultar, a sobrevivência das 
atividades ilegais desenvolvidas pelas organizações criminosas e milícias, com o confisco 
de todos os bens por elas utilizados. 
Vale ressaltar que o confisco alargado, previsto pelo art. 91-A do CP, não se 
confunde com o confisco equiparado, previsto no art. 91, §1º e 2º, do CP. Este ocorre 
quando o produto ou proveito do crime não forem encontrados ou quando se 
localizarem no exterior, ocasião em que, por equivalência, poderá ser decretada a perda 
de bens ou valores do condenado. Aquele, por sua vez, se apresenta como uma extensão 
do perdimento de bens ou valores que, apesar de não se encontrarem ligados ao crime 
investigado e julgado, de algum modo, advém de práticas ilícitas, na medida em que a 
sua posse é incompatível com o rendimento lícito do sujeito. 
Por fim, cumpre esclarecer que o § 5º do art. 91-A, diferentemente dos outros 
parágrafos do mesmo artigo, traz outro efeito extrapenal específico, distinto e 
independente do caput (perda dos instrumentos utilizados para a prática de crimes por 
organizações criminosas e milícias). 
 
1.2.3.2. Perda de cargo, função pública ou mandato eletivo 
 
Art. 92. São também efeitos da condenação: 
I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo: 
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual 
ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder 
ou violação de dever para com a Administração Pública; 
b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo 
superior a 4 anos nos demais casos. 
 
São efeitos não automáticos, devendo ser motivadamente declarados na 
sentença. Por isso, o juiz deve fazer análise da natureza e extensão do dano, e das 
condições pessoais do réu, para aferir, no caso concreto, o cabimento desse efeito. O 
art. 92, parágrafo único, tem expressa previsão nesse sentido. 
Estabelece o CP que a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo 
somente pode ser decretada nas hipóteses trazidas no art. 92, I: 
 
- aplicada pena privativa de liberdade igual ou superior a 1 ano, 
nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever 
para com a Administração Pública. Ex.: peculato, corrupção. 
 
A perda do cargo refere-se somente à função pública ou cargo público que o 
agente ocupava à época da prática do delito? Em outras palavras, se no momento de 
prolação da sentença condenatória o réu ocupa outra posição no âmbito da 
Administração Pública, o juiz pode atribuir esse efeito ao atual cargo do funcionário 
Público? 
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16 
Em regra, o perdimento deve ser restrito ao cargo público ocupado ou função 
pública exercida no momento da prática do delito. O STJ tem precedentes nesse sentido: 
 
STJ: “Em regra, a pena de perdimento deve ser restrita ao cargo 
público ocupado ou função pública exercida no momento do 
delito. Assim, a perda do cargo público, por violação de dever 
inerente a ela, necessita ser por crime cometido no exercício 
desse cargo, valendo-se o envolvido da função para a prática do 
delito” (REsp 1452935 / PE, Rel. Min. Reynaldo Soares da 
Fonseca, 5ª. T., j. 14/03/2017, v.u.). 
 
No entanto, na análise do caso concreto, se o juiz motivadamente considerar 
que o novo cargo guarda correlação com as atribuições do anterior, mostra-se devida a 
perda da nova função como uma forma de evitar a possibilidade de que o agente 
pratique novamente delitos da mesma natureza. STJ. 5ª Turma. REsp 1452935/PE, Rel. 
Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 14/03/2017 (Info 599). 
 
- aplicada pena privativa de liberdade superior a 4 anos nos 
demais casos. Ex.: roubo, furto. 
 
Neste caso, o efeito é possível ante a condenação em qualquer crime, 
bastando, além de decisão judicial fundamentada: natureza da pena, que deve ser PPL; 
e quantidade da pena, que deve ser superior a 4 anos. 
Nos dois casos de aplicação do efeito extrapenal de perda do cargo, função 
pública ou mandato eletivo, por não se tratar de efeito automático, exige-se 
fundamentação concreta e específica. 
A fundamentação, entretanto, não se fará necessária quanto ao crime de 
tortura, pois, neste caso, o presente efeito possui caráter automático, conforme 
prescreve o art. 1º, § 5º, da Lei 9.455/97: 
 
Art. 1º, § 5º A condenação acarretará a perda do cargo, função 
ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro 
do prazo da pena aplicada. 
 
OBSERVAÇÃO: A reabilitação não tem o condão de reintegrar o agente nocargo, função 
pública ou mandato eletivo (ver tópico “reabilitação”). O efeito da condenação é 
permanente. 
 
- Outros apontamentos relevantes sobre o tema: 
a) Perda de cargo de parlamentares 
 
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17 
Art. 15, III, da CF - estabelece a 
suspensão dos direitos políticos 
em razão da condenação criminal. 
X 
Art. 55, § 2º, da CF - prevê que a 
perda do mandato de deputados 
federais e senadores será votada na 
Casa Legislativa. 
 
A CF/88 determina que o indivíduo que sofre condenação criminal transitada 
em julgado fica com seus direitos políticos suspensos enquanto durarem os efeitos da 
condenação (art. 15, III). No entanto, no tocante aos parlamentares federais, prevê a Lei 
Fundamental que “a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou 
pelo Senado Federal, por maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou 
de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa” (art. 
55, § 2º). 
Afinal, a condenação criminal de um parlamentar federal pelo STF gera a 
perda imediata e automática do mandato ou é preciso votação na casa legislativa? 
Há 3 correntes: 
 
a) Sim. Aplica-se o art. 15, III, da CF. A decisão judicial de perda 
do mandato eletivo produz efeitos por si, cabendo à Casa 
Legislativa tão somente declará-la. É a antiga posição do STF (AP 
470/Mensalão - informativo 693). 
b) Não, a perda não é automática, devendo a Casa deliberar. 
Aplica-se o art. 55, § 2º, CF, por ser norma especial e específica 
que excepciona a regra geral. A decisão judicial de perda do 
mandato eletivo somente produz efeitos após votação pela Casa 
Legislativa, se esta decidir desta maneira, por maioria absoluta 
de seus membros (STF, AP 565/RO, Rel. Min. Cármen Lúcia, 
Pleno, j. 07 e 08.08.2013, m.v. - informativo 714 e posição 
adotada pela 2ª Turma do STF: AP 996, Rel. Min. Edson Fachin, 
julgado em 29/05/2018). 
c) Depende. Se o Deputado ou Senador for condenado a mais de 
120 dias em regime fechado: a perda do cargo será uma 
consequência lógica da condenação. Neste caso, caberá à Mesa 
da Câmara ou do Senado apenas declarar que houve a perda 
(sem poder discordar da decisão do STF), nos termos do art. 55, 
III e § 3º da CF (perda do mandato por deixar de comparecer, em 
cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da 
Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta 
autorizada); Mas se o Deputado ou Senador for condenado a 
uma pena em regime aberto ou semiaberto: a condenação 
criminal não gera a perda automática do cargo, já que nesses 
regimes é possível autorização de trabalho externo. Logo, cabe 
ao Plenário da Câmara ou do Senado deliberar, nos termos do 
art. 55, § 2º, se o condenado deverá ou não perder o mandato. 
É a posição adotada pela 1ª Turma. Nesse sentido STF. 1ª Turma. 
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18 
AP 694/MT, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 2/5/2017 (Info 
863).STF. 1ª Turma. AP 863/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgado 
em 23/5/2017 (Info 866). 
 
ATENÇÃO! Em caso de condenação criminal transitada em julgado no caso de 
Vereadores, Prefeitos, Governadores e Presidente da República, não há a divergência 
acima apontada. Haverá a perda imediata do mandato eletivo, sendo desnecessária 
qualquer outra providência adicional além da determinação na decisão condenatória. 
 
b) Perda de cargo vitalício 
No tocante à perda de cargo vitalício (como o de juiz ou promotor), havendo 
norma específica disciplinando a perda, não se aplica o disposto no art. 92 do Código 
Penal. Nesse sentido é a posição do STJ. 
 
STJ: “1. Em relação ao art. 92 do Código Penal, o art. 38 da Lei n. 
8.625/1993 é norma especial, razão pela qual deve esta última 
prevalecer, por trazer forma particular da perda do cargo de 
membro do Ministério Público. 2. A teor do art. 38, § 1º, inciso I, 
e § 2º da Lei n.º 8.625/93, a perda do cargo de membro do 
Ministério Público somente pode ocorrer após o trânsito em 
julgado de ação civil proposta para esse fim. E, ainda, essa ação 
somente pode ser ajuizada pelo Procurador-Geral de Justiça, 
quando previamente autorizado pelo Colégio de Procuradores, 
o que constitui condição de procedibilidade, juntamente com o 
trânsito em julgado da sentença penal condenatória. (...) 3. Para 
que possa ocorrer a perda do cargo do membro do Ministério 
Público, são necessárias duas decisões. A primeira, condenando-
o pela prática do crime e a segunda, em ação promovida pelo 
Procurador-Geral de Justiça, reconhecendo que o referido crime 
é incompatível com o exercício de suas funções, ou seja, deve 
existir condenação criminal transitada em julgado, para que 
possa ser promovida a ação civil para a decretação da perda do 
cargo (art. 38, §2º, da Lei n. 8.625/1993). 4. Agravo regimental 
não provido.” (AgRg no REsp 1409692/SP, Rel. Min. Reynaldo 
Soares da Fonseca, 5ª T., j. 23/05/2017, v.u.) 
 
c) Servidor já aposentado 
Há precedente no sentido de que não se admite a cassação da aposentadoria, 
ainda que o crime tenha sido praticado quando o agente estava em atividade: 
 
STJ: “1. O art. 92 do Código Penal apresenta hipóteses estreitas 
de penalidade, entre as quais não se encontra a perda da 
aposentadoria e, por se tratar de norma penal punitiva, não 
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19 
admite analogia in malam partem. 2. Precedentes da Quinta e 
da Sexta Turma” (STJ, AgInt no REsp 1529620, Rel. Min. 
Sebastião Reis Júnior, 6ª T., j. 20/09/2016, v.u.). 
STJ: “Os efeitos de condenação criminal previstos no art. 92, I, 
do CP, embora possam repercutir na esfera das relações 
extrapenais, são efeitos penais, na medida em que decorrem de 
lei penal. Sendo assim, pela natureza constrangedora desses 
efeitos (que acarretam restrição ou perda de direitos), eles 
somente podem ser declarados nas hipóteses restritas do 
dispositivo mencionado, o que implica afirmar que o rol do art. 
92 do CP é taxativo, sendo vedada a interpretação extensiva ou 
analógica para estendê-los em desfavor do réu, sob pena de 
afronta ao princípio da legalidade. Dessa maneira, como essa 
previsão legal é dirigida para a ‘perda de cargo, função pública 
ou mandato eletivo’, não se pode estendê-la ao servidor que se 
aposentou, ainda que no decorrer da ação penal”. 5ª Turma. 
REsp 1.416.477-SP, Rel. Min. Walter de Almeida Guilherme 
(Desembargador convocado do TJ/SP), julgado em 18/11/2014 
(Info 552). 
 
1.2.3.3. Incapacidade para o exercício do pátrio poder, tutela ou curatela 
 
II - a incapacidade para o exercício do poder familiar, da tutela 
ou da curatela nos crimes dolosos sujeitos à pena de reclusão 
cometidos contra outrem igualmente titular do mesmo poder 
familiar, contra filho, filha ou outro descendente ou contra 
tutelado ou curatelado; (Redação dada pela Lei nº 13.715, de 
2018) 
 
A incapacidade para o exercício do poder familiar, tutela ou curatela somente 
tem lugar nos crimes dolosos (natureza do crime), sujeitos à pena de reclusão (natureza 
da pena). Presente esses requisitos, o juiz pode (pois a aplicação não é obrigatória e 
deve ser analisada no caso concreto) declarar na sentença esse efeito, 
independentemente da quantidade da pena e do regime prisional. 
A Lei nº 13.715/2018 alterou a redação do inciso II do art. 92 do Código Penal, 
para abarcar mais duas situações. 
Na primeira, se incluem os casos de violência doméstica e familiar,não 
importando se do homem contra a mulher ou da mulher contra o homem. Da mesma 
forma, ex-cônjuges, ex-companheiros ou mesmo ex-namorados que exerçam o poder 
familiar sobre menores de idade, e que cometam crimes dolosos e apenados com 
reclusão contra a outra pessoa que partilhe do mesmo poder, podem sofrer este efeito 
da condenação. 
Na segunda, se incluem os crimes cometidos contra descendente que não o 
próprio filho (netos e bisnetos). Por exemplo, um caso de abuso sexual cometido pelo 
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20 
avô contra o neto de tenra idade. Sendo este último, filho de um adolescente de 
dezesseis anos, submetido ao poder familiar do agressor, a nova lei permite que o autor 
do crime perca o poder familiar em relação a seu filho. 
A incapacidade se estende aos outros filhos que não foram vítimas do crime? 
Há 2 correntes: 
 
a) Não se estende (Nucci). 
b) Estende-se (Cleber Masson). Na doutrina, é a posição que 
prevalece. Tal conclusão ganha ainda mais força com a inclusão 
do descendente no rol do inciso II do art. 92 do CP. 
 
OBSERVAÇÃO 1: A Lei 13.715/18 alterou a redação do art. 23, § 2º do ECA. 
A condenação criminal do pai ou da mãe não implicará a destituição do poder familiar, 
exceto na hipótese de condenação por crime doloso sujeito à pena de reclusão contra 
outrem igualmente titular do mesmo poder familiar ou contra filho, filha ou outro 
descendente. 
A Lei 13.715/18 também alterou a redação do art. 1.638 do CC, acrescentando-lhe um 
parágrafo único, com a seguinte redação: Perderá também por ato judicial o poder 
familiar aquele que: 
I – praticar contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar: 
a) homicídio, feminicídio ou lesão corporal de natureza grave ou seguida de morte, 
quando se tratar de crime doloso envolvendo violência doméstica e familiar ou 
menosprezo ou discriminação à condição de mulher; 
b) estupro ou outro crime contra a dignidade sexual sujeito à pena de reclusão; 
II – praticar contra filho, filha ou outro descendente: 
a) homicídio, feminicídio ou lesão corporal de natureza grave ou seguida de morte, 
quando se tratar de crime doloso envolvendo violência doméstica e familiar ou 
menosprezo ou discriminação à condição de mulher; 
b) estupro, estupro de vulnerável ou outro crime contra a dignidade sexual sujeito à 
pena de reclusão. 
Para Rogério Sanches, como todas as hipóteses do parágrafo único do art. 1.638 do CC, 
já estão contempladas pela nova redação do art. 92, II, do CP, as situações do CC são 
autônomas, ou seja, independem de sentença penal condenatória, podendo a perda do 
poder familiar ser decretada por decisão do juízo cível. 
 
OBSERVAÇÃO 2: Conforme art. 93, parágrafo único, do CP, reabilitação não tem o 
condão de restituir a capacidade para o exercício do poder familiar, tutela ou curatela 
(ver tópico “reabilitação”). 
 
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1.2.3.4. Inabilitação para dirigir veículo 
 
III - a inabilitação para dirigir veículo, quando utilizado como 
meio para a prática de crime doloso 
 
A inabilitação para dirigir veículo, como efeito da condenação, é possível 
quando for utilizado como meio (instrumento) para a prática de crime doloso. 
Esse efeito da condenação não se confunde com a suspensão da autorização 
ou de habilitação, definida no art. 47, III, do CP, como pena restritiva de direitos aplicável 
aos responsáveis por crimes de trânsito culposos, com igual duração da PPL substituída. 
Estão abrangidos não apenas veículos automotores, mas embarcações e 
aeronaves. No entanto, no caso de crime praticado na direção de veículo automotor, os 
arts. 292 e 293 do CTB preveem a suspensão ou proibição de se obter permissão ou 
habilitação como pena, a ser aplicada isolada ou cumulativamente. 
 
1.2.4. LEIS ESPECIAIS E EFEITOS DA CONDENAÇÃO 
 
Lei de Abuso de 
Autoridade 
(Lei 13.869/19) 
Art. 4º São efeitos da condenação: I - tornar certa a obrigação de 
indenizar o dano causado pelo crime, devendo o juiz, a 
requerimento do ofendido, fixar na sentença o valor mínimo para 
reparação dos danos causados pela infração, considerando os 
prejuízos por ele sofridos; II - a inabilitação para o exercício de 
cargo, mandato ou função pública, pelo período de 1 (um) a 5 
(cinco) anos; III - a perda do cargo, do mandato ou da função 
pública. Parágrafo único. Os efeitos previstos nos incisos II e III do 
caput deste artigo são condicionados à ocorrência de reincidência 
em crime de abuso de autoridade e não são automáticos, devendo 
ser declarados motivadamente na sentença. 
Lei de 
Organização 
Criminosa 
(Lei 12.850/13) 
Art. 2º, § 6º A condenação com trânsito em julgado acarretará ao 
funcionário público a perda do cargo, função, emprego ou 
mandato eletivo e a interdição para o exercício de função ou cargo 
público pelo prazo de 8 (oito) anos subsequentes ao cumprimento 
da pena. 
Lei de Drogas 
(Lei 
11.343/2006) 
Art. 56, § 1º Tratando-se de condutas tipificadas como infração do 
disposto nos arts. 33, caput e § 1º, e 34 a 37 desta Lei, o juiz, ao 
receber a denúncia, poderá decretar o afastamento cautelar do 
denunciado de suas atividades, se for funcionário público, 
comunicando ao órgão respectivo. 
Trata-se de medida cautelar. Em caso de condenação, a perda do 
cargo observa a regra geral do CP. 
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Lei de Drogas 
(Lei 
11.343/2006) 
Art. 63-F. Na hipótese de condenação por infrações às quais esta 
Lei comine pena máxima superior a 6 (seis) anos de reclusão, 
poderá ser decretada a perda, como produto ou proveito do 
crime, dos bens correspondentes à diferença entre o valor do 
patrimônio do condenado e aquele compatível com o seu 
rendimento lícito. 
Tráfico de 
drogas e 
exploração de 
trabalho 
escravo 
CF/88 – Art. 243. As propriedades rurais e urbanas de qualquer 
região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas 
psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo na forma da lei 
serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a programas 
de habitação popular, sem qualquer indenização ao proprietário e 
sem prejuízo de outras sanções previstas em lei, observado, no que 
couber, o disposto no art. 5º. 
Lei de Falência 
(Lei 11.101/05) 
Art. 181. São efeitos da condenação por crime previsto nesta Lei: 
I – a inabilitação para o exercício de atividade empresarial; 
II – o impedimento para o exercício de cargo ou função em 
conselho de administração, diretoria ou gerência das sociedades 
sujeitas a esta Lei; 
III – a impossibilidade de gerir empresa por mandato ou por gestão 
de negócio. 
§ 1º Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, 
devendo ser motivadamente declarados na sentença, e 
perdurarão até 5 anos após a extinção da punibilidade, podendo, 
contudo, cessar antes pela reabilitação penal. 
§ 2º Transitada em julgado a sentença penal condenatória, será 
notificado o Registro Público de Empresas para que tome as 
medidas necessárias para impedir novo registro em nome dos 
inabilitados. 
Lavagem de 
Capitais (Lei 
9.613/98) 
Art. 7º São efeitos da condenação, além dos previstos no Código 
Penal: 
I – a perda, em favor da União – e dos Estados, nos casos de 
competência da Justiça Estadual -, de todos os bens, direitos e 
valores relacionados, direta ou indiretamente, à prática dos crimes 
previstos nesta Lei, inclusive aqueles utilizados para prestara 
fiança, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé; 
II – a interdição do exercício de cargo ou função pública de 
qualquer natureza e de diretor, de membro de conselho de 
administração ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no 
art. 9º, pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade 
aplicada. 
§ 1º A União e os Estados, no âmbito de suas competências, 
regulamentarão a forma de destinação dos bens, direitos e valores 
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23 
cuja perda houver sido declarada, assegurada, quanto aos 
processos de competência da Justiça Federal, a sua utilização pelos 
órgãos federais encarregados da prevenção, do combate, da ação 
penal e do julgamento dos crimes previstos nesta Lei, e, quanto 
aos processos de competência da Justiça Estadual, a preferência 
dos órgãos locais com idêntica função. 
§ 2º Os instrumentos do crime sem valor econômico cuja perda em 
favor da União ou do Estado for decretada serão inutilizados ou 
doados a museu criminal ou a entidade pública, se houver 
interesse na sua conservação. (Incluído pela Lei nº 12.683, de 
2012) 
Lei de Tortura 
(Lei 9.455/97) 
Art. 1º, § 5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou 
emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do 
prazo da pena aplicada. 
- Prevalece que é efeito automático: “A perda do cargo, função ou 
emprego público é efeito automático da condenação pela prática 
do crime de tortura, não sendo necessária fundamentação 
concreta para a sua aplicação” (STJ, AgRg no AgRg no AREsp 
1079767/SE, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, 6ª T., j. 
17/10/2017, v.u.). 
Estatuto da 
Criança e do 
Adolescente 
(Lei 8.069/90) 
Art. 227-A Os efeitos da condenação prevista no inciso I do caput 
do art. 92 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 
(Código Penal), para os crimes previstos nesta Lei, praticados por 
servidores públicos com abuso de autoridade, são condicionados à 
ocorrência de reincidência. 
Preconceito 
racial (Lei 
7.716/89) 
Art. 16. Constitui efeito da condenação a perda do cargo ou função 
pública, para o servidor público, e a suspensão do funcionamento 
do estabelecimento particular por prazo não superior a três meses. 
Não é efeito automático, conforme expressa redação do art. 18. 
Favorecimento 
da prostituição 
ou de outra 
forma de 
exploração 
sexual de 
criança ou 
adolescente ou 
de vulnerável 
Art. 218-B, § 3º, do CP. Na hipótese do inciso II do § 2º, constitui 
efeito obrigatório da condenação a cassação da licença de 
localização e de funcionamento do estabelecimento [em que se 
verifiquem as práticas referidas no caput do artigo]. 
Crimes contra a 
propriedade 
material 
CPP - Art. 530-G. O juiz, ao prolatar a sentença condenatória, 
poderá determinar a destruição dos bens ilicitamente produzidos 
ou reproduzidos e o perdimento dos equipamentos apreendidos, 
desde que precipuamente destinados à produção e reprodução 
dos bens, em favor da Fazenda Nacional, que deverá destruí-los ou 
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É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
24 
doá-los aos Estados, Municípios e Distrito Federal, a instituições 
públicas de ensino e pesquisa ou de assistência social, bem como 
incorporá-los, por economia ou interesse público, ao patrimônio 
da União, que não poderão retorná-los aos canais de comércio. 
Redução à 
condição 
análoga à de 
escravo 
Art. 1º da Lei 12.781/13 - É proibido, em todo o território nacional, 
atribuir nome de pessoa viva ou que tenha se notabilizado pela 
defesa ou exploração de mão de obra escrava, em qualquer 
modalidade, a bem público, de qualquer natureza, pertencente à 
União ou às pessoas jurídicas da administração indireta. 
Crimes 
praticados 
contra prefeitos 
e vereadores 
Decreto-lei 201/67 – Art. 1º, § 2º A condenação definitiva em 
qualquer dos crimes definidos neste artigo, acarreta a perda de 
cargo e a inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de 
cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, sem prejuízo da 
reparação civil do dano causado ao patrimônio público ou 
particular. 
 
1.2.5. RESUMO - EFEITOS EXTRAPENAIS DA CONDENAÇÃO 
 
GENÉRICOS 
Automáticos; 
Aplicam-se genericamente para 
qualquer crime. 
ESPECÍFICOS 
Não automáticos (devem ser motivadamente 
declarados na sentença); 
Aplicáveis para crimes específicos. 
Tornar certa a obrigação de 
indenizar o dano causado pelo crime. 
Perda, como produto ou proveito do crime, 
dos bens correspondentes à diferença entre o 
valor do patrimônio do condenado e aquele 
que seja compatível com o seu rendimento 
lícito. 
- Aplicada na hipótese de condenação por 
infrações às quais a lei comine pena máxima 
superior a 6 (seis) anos de reclusão. 
- Os instrumentos utilizados para a prática de 
crimes por organizações criminosas e milícias 
deverão ser declarados perdidos em favor da 
União ou do Estado, dependendo da Justiça 
onde tramita a ação penal, ainda que não 
ponham em perigo a segurança das pessoas, 
a moral ou a ordem pública nem ofereçam 
sério risco de ser utilizados para o 
cometimento de novos crimes. 
Perda de cargo, função pública ou mandato 
eletivo: 
CPF: 860.542.154-18
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É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
25 
- Aplicada PPL igual ou superior a um ano, nos 
crimes praticados com abuso de poder ou 
violação de dever para com a Administração 
Pública; 
- Aplicada PPL superior a 4 anos nos demais 
casos (reabilitação não afasta este efeito). 
Perda em favor da União, ressalvado 
o direito do lesado ou de terceiro de 
boa-fé: 
- Dos instrumentos do crime, desde 
que consistam em coisas cujo 
fabrico, alienação, uso, porte ou 
detenção constitua fato ilícito; 
- Do produto ou do proveito auferido 
com o crime. 
 
Incapacidade para o exercício do poder 
familiar, tutela ou curatela, nos crimes 
dolosos, sujeitos à pena de reclusão, 
cometidos contra filho, tutelado ou 
curatelado, contra outrem igualmente titular 
do mesmo poder familiar, ou contra outros 
descendentes (reabilitação não afasta este 
efeito). 
Inabilitação para dirigir veículo, quando 
utilizado como meio para a prática de crime 
doloso (reabilitação afasta este efeito). 
 
1.3. REABILITAÇÃO 
 
Reabilitação 
Art. 93. A reabilitação alcança quaisquer penas aplicadas em 
sentença definitiva, assegurando ao condenado o sigilo dos 
registros sobre o seu processo e condenação. 
Parágrafo único. A reabilitação poderá, também, atingir os 
efeitos da condenação, previstos no art. 92 deste Código, vedada 
reintegração na situação anterior, nos casos dos incisos I e II do 
mesmo artigo. 
Art. 94. A reabilitação poderá ser requerida, decorridos 2 anos 
do dia em que for extinta, de qualquer modo, a pena ou terminar 
sua execução, computando-se o período de prova da suspensão 
e o do livramento condicional, se não sobrevier revogação, 
desde que o condenado: 
I - tenha tido domicílio no País no prazo acima referido; 
II - tenha dado, durante esse tempo, demonstração efetiva e 
constante de bom comportamento público e privado; 
III - tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstre a 
absoluta impossibilidade de o fazer, até o dia do pedido, ou exiba 
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É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
26 
documento que comprove a renúncia da vítimaou novação da 
dívida. 
Parágrafo único. Negada a reabilitação, poderá ser requerida, a 
qualquer tempo, desde que o pedido seja instruído com novos 
elementos comprobatórios dos requisitos necessários. 
Art. 95. A reabilitação será revogada, de ofício ou a 
requerimento do Ministério Público, se o reabilitado for 
condenado, como reincidente, por decisão definitiva, a pena que 
não seja de multa. 
 
1.3.1. CONCEITO E FINALIDADES 
 
É o instituto jurídico penal de medida de política criminal destinado à 
reinserção social do apenado, garantindo-lhe o sigilo dos registros sobre seu processo e 
a suspensão condicional dos efeitos da condenação extrapenais específicos. Tem como 
pressuposto a existência de uma sentença condenatória transitada em julgado. 
Pode ser pleiteada em face de qualquer pena aplicada em sentença definitiva 
e tem 2 finalidades: 
 
1.3.1.1. Assegurar ao condenado o sigilo dos registros sobre o processo e condenação 
 
Com o advento da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/1984), o sigilo é automático 
e ocorre tão logo cumprida ou extinta a pena, conforme art. 202: “Cumprida ou extinta 
a pena, não constarão da folha corrida, atestados ou certidões fornecidas por 
autoridade policial ou por auxiliares da Justiça, qualquer notícia ou referência à 
condenação, salvo para instruir processo pela prática de nova infração penal ou outros 
casos expressos em lei”. 
Logo, entende-se que a reabilitação se tornou inútil para esta finalidade. 
Contudo, parte da doutrina afirma que o sigilo decorrente da reabilitação é 
mais amplo, pois as informações abrangidas por ele somente podem ser obtidas por 
requisição de juiz criminal (nos termos do art. 748 do CPP), ao passo que o sigilo da LEP 
pode ser quebrado por qualquer autoridade judiciária, por membro do Ministério 
Público ou por Delegado de Polícia. 
 
1.3.1.2. Afastar os efeitos extrapenais específicos da condenação, vedada a 
reintegração na situação anterior nos casos de perda de cargo, função pública ou 
mandato eletivo ou de incapacidade para o exercício do poder familiar, tutela ou 
curatela 
 
Há duas observações importantes sobre o tema: 
 
CPF: 860.542.154-18
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27 
a) Perda de cargo, função pública ou mandato eletivo – o agente 
pode retornar à Administração Pública, mas somente mediante 
nova investidura (ex.: presta novo concurso); 
b) Incapacidade para o exercício do poder familiar, tutela ou 
curatela – para alguns, esta incapacidade é permanente em 
relação à vítima do crime, mas não em relação aos outros filhos, 
tutelados ou curatelados (ex.: Pedro tem 3 filhos e praticou 
estupro contra um deles. A reabilitação resgataria a capacidade 
para o exercício do poder familiar em relação aos outros dois 
filhos). 
 
1.3.2. REQUISITOS 
1.3.2.1. Requisitos objetivos 
 
- Decurso do prazo de 2 anos contados do dia em que for extinta a pena ou 
terminar sua execução, computando-se o período de prova da suspensão e o do 
livramento condicional, se não sobrevier revogação. 
Ex.: condenado a pena de um ano de reclusão recebe sursis pelo prazo de dois 
anos. Decorrido o prazo sem revogação e ocorrendo a extinção da pena, o sujeito pode 
pedir a reabilitação, pois decorrido o prazo necessário. 
O prazo é o mesmo tanto para réus primários quanto para os reincidentes. 
Se o agente ostentar diversas condenações, o pedido de reabilitação deve ser 
formulado em relação a todas elas. 
- O condenado tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstre a 
absoluta impossibilidade de o fazer, até o dia do pedido, ou exiba documento que 
comprove a renúncia da vítima ou novação da dívida. 
Em razão da independência das instâncias, a obrigação de reparar o dano, como 
requisito para a concessão da reabilitação, permanece, ainda quando o pedido de 
indenização formulado pela vítima, no juízo cível, tenha sido julgado improcedente. No 
entanto, não há que se falar em reparação do dano nos crimes em que esse resultado 
não se produz ou quando a vítima do crime for indeterminada ou nos crimes vagos. 
 
1.3.2.2. Requisitos subjetivos 
 
Dizem respeito à pessoa do condenado. Também são dois: 
 
- O condenado tenha tido domicílio no País no prazo referido 
 
O condenado deve ter tido domicílio no Brasil no prazo de dois anos após a 
extinção da pena. 
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28 
 
- O condenado tenha dado demonstração efetiva e constante 
de bom comportamento público e privado no prazo referido 
 
No prazo de dois anos posteriores à extinção da pena, o condenado deve ter 
demonstrado, de forma efetiva e constante, bom comportamento público e privado. 
Não é somente a prática de uma nova infração penal que impede a reabilitação, mas 
sim, qualquer ato capaz de macular a reputação do agente. 
 
1.3.2.3. Pedido de Reabilitação 
 
A legitimidade para formular o pedido é privativa do condenado. Trata-se de 
ato pessoal e intransferível, ou seja, em caso de morte do condenado, não se estende 
aos seus herdeiros ou sucessores. 
A quem deve ser dirigido o pedido de reabilitação? 
Ao juízo de primeiro grau em que tramitou a ação penal (e não ao juiz da 
execução) ainda que a decisão condenatória transitada em julgado tenha sido proferida 
em sede recursal (exceto nos casos de competência originária, em que o pedido deve 
ser feito perante o Tribunal). 
Se a reabilitação for negada, pode ser requerida novamente? 
Sim, a qualquer tempo, desde que o pedido seja instruído com novos 
elementos comprobatórios dos requisitos necessários (art. 94, parágrafo único). 
Se a reabilitação for concedida ou negada, qual o recurso cabível? 
Apelação (art. 593, II, do CPP). Estabelece o CPP que haverá recurso de ofício 
da decisão que concede a reabilitação (art. 746 do CPP). Para alguns, esta hipótese de 
recurso de ofício foi revogada. 
A reabilitação poderá ser revogada? 
Sim, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, se o reabilitado for 
condenado, como reincidente, por decisão definitiva, a pena que não seja de multa 
(art. 95). Portanto, a revogação somente pode ocorrer no prazo referido no art. 64, I. 
Conforme item 82 da exposição de motivos do Código Penal, “a reabilitação 
não é causa extintiva da punibilidade e, por isso, ao invés de estar disciplinada naquele 
Título, como no Código vigente, ganhou Capítulo próprio, no Título V. Trata-se de 
instituto que não extingue, mas tão-somente suspende alguns efeitos penais da 
sentença condenatória, visto que a qualquer tempo, revogada a reabilitação, se 
restabelece o status quo ante. Diferentemente, as causas extintivas da punibilidade 
operam efeitos irrevogáveis, fazendo cessar definitivamente a pretensão punitiva ou a 
executória”. 
A reabilitação afasta a reincidência? 
Não! Se o reabilitado cometer novo crime, poderá ser considerado reincidente. 
Ademais, convém lembrar que a reincidência revoga a reabilitação. 
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29 
2. QUESTÕES 
 
1. É consequência automática da condenação criminal transitada em julgado: 
a) a perda do mandato eletivo do Senador da República. 
b) a imediata suspensão de qualquer mandato eletivo. 
c) a perda do mandato eletivo do Deputado Federal. 
d) a perda de qualquer mandato eletivo. 
e) a perda do mandato eletivo do Vereador. 
 
2. Acerca da concessão da reabilitação, considere: 
I. Ter domicílio no país pelo prazo de quatro anos. 
II. No cômputodo prazo de sursis não ter havido revogação. 
III. Ter demonstrado efetiva e constantemente bom comportamento público e privado. 
IV. Condenação a pena superior a dois anos, no caso de pena privativa de liberdade. 
V. Ter ressarcido o dano causado ou demonstrado a impossibilidade absoluta de fazê-
lo. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) III e IV. 
b) I, II, III e V. 
c) II, III, IV e V. 
d) II, III e V. 
e) I, II e IV. 
 
3. O principal efeito da sentença criminal condenatória é a ____________. A legislação 
penal brasileira, porém, prevê também efeitos secundários da condenação, tanto de 
natureza penal quanto extrapenal. Os efeitos secundários de natureza _____________ 
se dividem em genéricos e específicos. ____________ é exemplo de efeito secundário 
______________da decisão criminal condenatória transitada em julgado. 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, a frase. 
a) medida de segurança, nunca a pena … penal … Reincidência … penal específico 
b) sanção penal (pena ou medida de segurança) … penal … A perda de função pública 
quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a quatro anos … 
extrapenal 
c) sanção penal (pena ou medida de segurança) … extrapenal … Reincidência … penal 
d) pena, nunca a medida de segurança … extrapenal … Tornar certa a obrigação de 
indenizar o dano causado pelo crime … extrapenal genérico 
 
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4. Conforme o Código Penal e a legislação aplicável, constitui efeito automático da 
condenação criminal, que independe de expressa motivação em sentença: 
a) nos casos de crime doloso sujeito à pena de reclusão cometido contra filho, tutelado 
ou curatelado, a incapacidade para o exercício do poder familiar, da tutela ou da 
curatela. 
b) nos casos de crimes praticados com violação de dever para com a administração 
pública, a perda de cargo ou função pública, quando aplicada pena privativa de 
liberdade igual ou superior a um ano. 
c) nos casos de servidor público condenado pela prática de crime resultante de 
discriminação ou preconceito de raça, cor, religião ou procedência nacional, a perda do 
cargo ou da função pública. 
d) nos casos de condenação pela prática de crime falimentar, a inabilitação para o 
exercício de atividade empresarial, pelo prazo de cinco anos após a extinção da 
punibilidade. 
e) no caso de servidor público condenado pela prática de crime de tortura, a perda do 
cargo ou da função pública e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena 
aplicada. 
 
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31 
3. GABARITO COMENTADO 
 
1. Resposta: E 
A perda de mandato eletivo em razão da condenação criminal é automática para 
Vereadores, Prefeitos, Governadores e Presidente da República. Segundo posição 
recente do STF, se o Deputado Federal ou Senador for condenado a mais de 120 dias em 
regime fechado, a perda do cargo será uma consequência lógica da condenação (art. 55, 
III, da CF). Se Deputado ou Senador for condenado a uma pena em regime aberto ou 
semiaberto, a condenação criminal não gera a perda automática do cargo. No último 
caso, o Plenário da Câmara ou do Senado irá deliberar, nos termos do art. 55, § 2º, se o 
condenado deverá ou não perder o mandato. 
 
2. Resposta: D 
I. Errada. O período é de 02 anos (art. 94, I do CP) 
II. Certa. Art. 94, caput do CP. 
III. Certa. Art. 94, II, do CP. 
IV. Errada. Não há essa limitação. 
V. Certa. Art. 94, III, do CP. 
 
3. Resposta: C 
Após a sentença penal condenatória, surgem alguns efeitos, tanto de natureza penal 
quanto extrapenal. Pode-se dizer que a condenação, seja ela a imposição de pena 
privativa de liberdade, restritiva de direitos, de multa ou medida de segurança, é o efeito 
principal da sentença criminal condenatória (SANÇÃO PENAL). Existem também outros 
efeitos, ainda no âmbito penal, denominados secundários, como a reincidência, a 
impossibilidade e revogação da suspensão condicional da pena, a revogação do 
livramento condicional, dentre vários outros. 
Contudo, a condenação penal gera efeitos para além desse ramo do direito. São os 
chamados efeitos extrapenais, que, por sua vez, podem ser genéricos ou específicos. Os 
efeitos genéricos (obrigação de indenizar o dano causado pelo crime e confisco dos 
instrumentos e produtos do crime) são automáticos, ou seja, não precisam ser 
declarados pelo juiz na sentença (art. 91, CP). Já os efeitos específicos (perda do cargo, 
função pública ou mandato eletivo, incapacidade para o exercício do pátrio poder, tutela 
ou curatela e inabilitação para dirigir veículo) devem constar expressamente na 
sentença penal condenatória (art. 92, CP). 
 
4. Resposta: E 
(A) Não é automático. Art. 92, II, parágrafo único, do CP. 
(B) Não é automático. Art. 92, I, “a”, parágrafo único, do CP. 
(C) Não é automático. Arts. 16 e 18 da Lei 7.716/89. 
CPF: 860.542.154-18
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É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
32 
(D) Não á automático. Art. 181, § 1º, da Lei 11.101/05. 
(E) É automático. Art. 1º, § 5º, Lei 9.455/97.

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